28- AS GRANDES ERAS

Prolegômenos
20 de setembro de 2018 Pamam

Não se pode esperar que todos os seres humanos venham a estar preparados para apreender em seus corpos mentais a verdade e a sabedoria, que estando unidas, irmanadas, congregadas, pode-se finalmente alcançar a razão. Muitos seguem rigorosamente aos dogmas estabelecidos pelas ciências, estes medram na ilusão da matéria; enquanto outros seguem rigorosamente aos dogmas estabelecidos pelos credos e as suas seitas, estes medram no devaneio do sobrenatural.

A verdade é o ponto de partida para a espiritualização de toda a nossa humanidade, pois que ela é a fonte da sabedoria, em que esta última sozinha nada pode fazer para a remodelação dos seres humanos, como se pode comprovar diretamente através do seu emergir em várias culturas, principalmente na Grécia, que modificou sim a cultura humana, mas não alavancou a regeneração dos povos. Daí a razão pela qual ambas devem se unir, irmanar-se, congregar-se, para que assim se possa alcançar finalmente a razão.

Foi por isso que Jesus, o Cristo, afirmou que “Somente a verdade poderá livrar a humanidade das garras da ignorância e levá-la ao cumprimento do dever”, pois que ela é dada somente aos espíritos que detenham em si os atributos individuais superiores requeridos pela moral. Ela é dura sim, pelo fato de ser intransigente com a exigência dos atributos requeridos pela moral, mas também é simples em sua natureza, por ser facilmente percebida por aqueles de boa vontade. Luiz de Souza, em sua obra Ao Encontro de Uma Nova Era, a página 9, afirma o seguinte:

É uma ilusão pensar que todos estão preparados para conhecer a Verdade nua e crua, na sua singeleza ou rudez. Na realidade, todos marcham, implacavelmente, para ela, ou na sua direção, mas como a estrada é longa, uns seguem mais à frente, enquanto outros retardam, desnecessariamente, a caminhada.

Ninguém poderia acreditar na realidade das invenções — que hoje são corriqueiras — se elas não fossem apresentadas. Assim são os sectaristas incrédulos quanto ao que lhes informam os espiritualistas, por se encontrarem ainda distanciados do ponto chave do despertar espiritual. E como têm preguiça de investigar por si mesmos, seguram-se, vigorosamente, ao sacerdote, como ponto de apoio, e este, por sua vez, lhes mostra a cartilha milenar ortodoxa, como única saída”.

Em decorrência do materialismo e do sobrenaturalismo exacerbados, a nossa humanidade se encontra atualmente infestada de sensualidade, com os seres humanos tendo se depravado, em que nessa degeneração já se tornaram comuns e corriqueiras as relações sexuais avulsas, os casamentos entre pessoas do mesmo sexo, a apologia ao homossexualismo, como se este fosse uma opção natural, e não uma degeneração, totalmente contrário aos ditames da moral, com praticamente todos sendo afeitos à insinceridade, passando a reinar neste mundo a hipocrisia, o egoísmo, a falsidade, o interesse próprio, pois que os seres humanos passaram a não possuir o menor escrúpulo, uma vez que traem, prevaricam, lesam, difamam e escondem debaixo da máscara da bondade a todas essas suas misérias.

É certo que sempre houve na Terra seres humanos de tal espécie, mas, infelizmente, o seu número vem aumentando consideravelmente, dia a dia. Na época atual, há muito mais ensejo para desfrutar a riqueza, com a multiplicidade dos gozos que o mundo oferece sendo avidamente disputada pelas criaturas mundanas, sôfregas de prazeres terrenos, e aqui a hipocrisia lança as suas raízes nas profundezas da terra, quando muitos se dizem cristãos, dizem sim, da boca para fora, mas nenhum segue o exemplo de Jesus, o Cristo, se não tanto, pelo menos os seus ensinamentos espiritualistas, por isso eu afirmo: são todos anticristãos. Vem daí o aviltamento do caráter, que se corrompe diante da ânsia incontida por fazer fortuna, para poder se atirar aos prazeres mundanos, ao luxo, à ostentação, à superexcitação das emoções vibrantes, radiantes e radiovibrantes de sabor sensualista.

Apesar de tudo isso, a evolução universal segue rigorosamente a um ritmo estabelecido por Deus, independentemente dos espíritos retrógrados e renitentes, que teimam em não acompanhar ao ritmo evolutivo universal, por isso se diz que os tempos são chegados, pois que a nossa humanidade deve sair da fase da imaginação em que se encontra, raciocinando através das representações de imagens, e adentrar na fase da concepção, raciocinando através das formulações de ideias.

Como já do conhecimento do estimado leitor, várias foram as civilizações que foram extintas e obliteradas da face da Terra, sem que tenham conseguido alcançar a verdade, a sabedoria e a razão, por conseguinte, não conseguindo se espiritualizar, medrando sempre na fase da imaginação, com o materialismo e o sobrenaturalismo se sobrepondo a todas elas, com a ilusão e o devaneio sendo a tônica de todas essas civilizações.

Em face da situação caótica em que nos encontrávamos, o espírito que alcançou a condição evolutiva do Antecristo da sua humanidade, à qual a nossa segue na esteira evolutiva do Universo, deslocou-se para a nossa humanidade, a fim de elaborar um plano para a nossa espiritualização, tendo que encarnar por diversas vezes neste nosso mundo-escola para a consecução desse seu fabuloso plano espiritualizador.

Em sua primeira encarnação neste nosso mundo-escola, esse espírito recebe o nome de Hermes, ao encarnar no Egito, quando então estabeleceu o início de uma Grande Era, denominada de A Era da Sabedoria, ou de A Era da Saperologia, que perdurou por cerca de 2.000 anos, tendo a sabedoria florescida primordialmente na Grécia Antiga.

Após várias das suas encarnações neste nosso mundo-escola, como Krishna, na Índia, Confúcio, na China, e Platão, na Grécia, ele finalmente encarnou como Jesus, na Palestina, quando então alcançou a condição evolutiva do Cristo, não do nosso Cristo, mas sim do Cristo da sua própria humanidade. Assim, na condição evolutiva do Cristo, ele decretou o final da Era da Sabedoria e estabeleceu o início de uma nova Grande Era, denominada de A Era da Verdade, ou de A Era da Veritologia; e tanto isto procede, deve-se repisar, que ele mesmo afirmou: “Somente a verdade poderá livrar a humanidade das garras da ignorância e levá-la ao cumprimento do dever”.

Nesta Grande Era por que estamos passando, A Era da Verdade, a meta maior era a transmissão dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, não simplesmente sendo transmitidos de modo avulso, de modo separado, estanque, mas sendo sim por intermédio de um instituto, o qual foi denominado de Racionalismo Cristão, obviamente por conter o racionalismo do Cristo, sendo ele o embrião do instituto do Cristo em nossa humanidade.

E assim o Racionalismo Cristão foi fundado por Luiz de Mattos, o nosso veritólogo maior, que juntamente com os seus seguidores, também veritólogos, transmitiram a verdade para o mundo. Consequentemente, com a desencarnação de Luiz de Mattos, Jesus, o Cristo, nomeou-o como sendo o chefe da nossa humanidade, uma vez que o seu plano espiritualizador havia chegado ao seu final com pleno êxito, já que o seu racionalismo já se encontrava posto no seio da nossa humanidade. Ele então retornou para o seio da sua própria humanidade, tal como sendo o seu Cristo, a fim de conduzi-la em retorno para o Criador, pois como ele mesmo afirmou: “Somente se poderá chegar ao Pai através de mim”, dele, como sendo o Cristo, assim como todas as demais humanidades somente poderão chegar ao Criador através do seu próprio Cristo.

Tendo sido fundado o Racionalismo Cristão, onde se encontram transmitidos os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, restava, então, por fim, unir, irmanar, congregar, esses conhecimentos metafísicos acerca da verdade com as experiências físicas acerca da sabedoria, quando então a verdade e a sabedoria poderiam ser coordenadas pela razão.

Assim como Luiz de Mattos é o fundador do Racionalismo Cristão, eu sou o seu explanador, cabendo a mim a árdua missão de unir, irmanar, congregar, a verdade e a sabedoria, para que finalmente possamos alcançar a razão. Para tanto, eu consegui alcançar a condição do Antecristo da nossa humanidade. Daí a razão pela qual Luiz de Mattos e eu somos os dois eixos-diretores do plano de espiritualização da nossa humanidade, por conseguinte, somos os seus dois expoentes. Ele pelo lado da verdade, sendo, pois, o espírito da verdade, eu pelo lado da sabedoria, sendo, pois, o espírito da sabedoria. E como coube a mim unir, irmanar, congregar, a verdade e a sabedoria, passei a ser também o espírito da razão.

Na condição evolutiva do Antecristo da nossa humanidade, eu vim decretar o final de A Era da Verdade, ou de A Era da Veritologia, e estabelecer o início de uma nova Grande Era, que deverá ser denominada de A Era da Razão, ou de A Era da Ratiologia. Note-se que A Era da Sabedoria compreendeu um período aproximado de 2.000 anos, assim como A Era da Verdade está compreendendo um período aproximado de 2.000 anos. Mas A Era da Razão deverá compreender um período aproximado de 4.000 anos.

Isto se explica pelo fato de eu haver alcançado a condição do nosso Antecristo, em que nesta condição evolutiva eu estou primeiramente cumprindo com as minhas obrigações e os meus deveres para com a minha própria humanidade, cumprindo com a minha missão de explanar o Racionalismo Cristão e de fixar os meus ideais neste mundo Terra.

Após isso, eu deverei me deslocar para a humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, para que lá possa elaborar um plano para a sua espiritualização, agindo intensamente no sentido da sua consecução, tendo que encarnar várias vezes no seu mundo-escola. Na minha primeira encarnação nesse mundo-escola, eu deverei estabelecer o início de uma Grande Era, que deverá ser denominada de A Era da Sabedoria, ou de A Era da Saperologia, que deverá compreender o período aproximado de 2.000 anos. Após outras encarnações nesse mundo-escola, ao final de A Era da Sabedoria, eu deverei alcançar a condição evolutiva do Cristo, encarnando nesse mundo-escola para estabelecer a existência do instituto do Cristo no seio dessa humanidade, decretando o final de A Era da Sabedoria e estabelecendo o início de uma nova Grande Era, que deverá ser denominada de A Era da Verdade, ou de A Era da Veritologia, que deverá compreender o período aproximado de 2.000 anos, quando então deverá ser fundado o seu Racionalismo Cristão.

Tendo sido fundado o Racionalismo Cristão dessa humanidade, eu deverei nomear o seu fundador como sendo o seu chefe, enquanto o seu Antecristo deverá exercer o mesmo papel por mim exercido, assim como eu exerci o mesmo papel exercido por Jesus, o Cristo. Finalmente, eu deverei retornar para a minha própria humanidade, na condição do seu Cristo, para conduzi-la em retorno para o Criador.

Nesse período em que deverei me encontrar deslocado para a humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, que deverá perdurar por cerca de 4.000 anos, os ideais que havia deixado estabelecidos neste mundo Terra deverão todos ser cumpridos à risca, pois que os seus cumprimentos deverão ser comandados do Astral Superior por Luiz de Mattos, em obediência ao novo plano que foi por nós mesmos elaborado para esse desiderato, ou seja, para a formação de um Estado Mundial, com todos devendo se tornar antecristãos, produzindo a amizade espiritual neste mundo, fazendo emergir a solidariedade fraternal, até que todos estejam praticando o bem com sabedoria, e apenas com o meu retorno é que todos se tornarão realmente cristãos, quando então poderão produzir o amor espiritual neste mundo, que se situa acima do bem e do mal.

No transcurso de A Era da Verdade para A Era da Razão, em que nesta estamos por adentrar, grandes transformações deverão ocorrer neste mundo Terra. É aqui que deverá haver a separação entre o joio e o trigo, que foi anunciada há 2.000 anos por Jesus, o Cristo, pois que os retrógrados, os renitentes, não mais poderão permanecer nos mesmos agrupamentos humanos, uma vez que não podem atravancar o progresso espiritual daqueles de boa vontade, e como o Nazareno também anunciou, haverá paz na Terra para aqueles de boa vontade.

E aqui, ao final de A Era da Verdade, como Jesus, o Cristo, ainda anunciou, muitos serão chamados para a obra remodeladora da nossa humanidade, mas poucos serão os escolhidos. Mas como os seres humanos são afeitos mais afeitos ao sobrenatural do que ao natural, logicamente que não conseguem compreender a este anunciado do Nazareno, e muito menos os materialistas. Mas esse chamamento geral dos espíritos e as suas escolhas se encontram postos racionalmente no site pamam.com.br.

Nós, os espíritos de luz que formamos a plêiade do Astral Superior, agimos intensamente na busca por estabelecer na Terra um mundo ideal, mundo este que venha a se constituir em uma esperança e uma consolação aos que sofrem com as agruras da vida, ao mesmo tempo que venha servir de lição pela condenação contínua dos maus, por isso se anuncia sempre um modo amargo para as suas regenerações, que deve servir como ponto de partida para as suas felicidades futuras, pois que a cota do mau destinada à nossa humanidade está se esgotando, tendo o bem que prevalecer em todos os setores da vida.

Por isso, há que se fazer uma reforma radical no seio da nossa humanidade, cuja reforma foi previamente anunciada por grandes mentalidades, por grandes espíritos que sempre trabalharam em prol do bem comum. Vejamos as afirmativas de algumas dessas grandes mentalidades, de alguns desses grandes espíritos, a começar por Farias Brito, que em sua obra Finalidade do Mundo – 1º Volume, as páginas 136 e 137, vem afirmar o seguinte:

Mas nenhuma das grandes reformas pelas quais são formados os diferentes ciclos da civilização, se realiza sem ser sob o impulso de um ideal capaz de servir de alavanca às evoluções da humanidade (grifo meu). Para a civilização que começou com a queda do Império Romano, o ideal foi a moral de Jesus.

Mas hoje… a civilização excedeu, sem dúvida, ao ideal realizado pelo cristianismo, tal como o constituíram… e se faz necessária uma crença nova capaz de sustentar o espírito público, em harmonia, não só com as aspirações emocionais do espírito moderno, mas também com as novas descobertas da ciência e da indústria, bem como em conformidade com as últimas investigações da especulação filosófica.

A descoberta do vapor, por um lado, realizou a comunicação das nações, dominando o espaço; a descoberta da imprensa e do telégrafo realizou, por outro lado, a comunicação dos espíritos, dominando o tempo. De tudo isto, resulta uma transformação radical nos costumes, como nas ideias fundamentais da sociedade. Mas essa reforma se acha consolidada apenas em sua parte material; resta completá-la definitivamente sob o ponto de vista teórico. É o que só se poderá conseguir depois que se houver chegado ao acordo dos espíritos”.

Enrico Ferri, período de 1856 a 1929, que além de criminologista foi um famoso político socialista italiano, vem afirmar o que se segue:

Quanto aos detalhes do novo edifício social não podemos prevê-los, precisamente porque o novo edifício social será, e é, sem dúvida, um produto natural e espontâneo da evolução humana (grifo meu), que está em via de formação, cujas linhas gerais se desenham, já, e não por uma construção artificial imaginada por um utopista ou um metafísico”.

E vem novamente Farias Brito, agora em sua obra Finalidade do Mundo – 2º Volume, as páginas 44 e 49, fazer a seguinte afirmativa:

a sociedade dever ser reformada. Sim, a sociedade deve ser reformada (grifo meu), e a paz e a fraternidade, que são o sonho de todos, se deve estabelecer entre os homens, assegurando-se a cada um, na comunhão social, o pão de cada dia, mas isto não pela luta e pelo ódio, e que em si mesmo envolve uma contradição nos termos, mas pela convicção e o amor.

São graves, gravíssimas as condições atuais da humanidade, e para a solução de uma situação tão angustiosa e terrível, indispensável se faz a reforma da sociedade. Mas esta só poderá ser definitiva e completa, só poderá ser verdadeiramente eficaz, pelo estabelecimento de uma religião nova em conformidade com as inspirações da ciência e que seja de natureza a poder satisfazer a todas as necessidades d’alma (grifo meu).

O meu ponto de vista é: a questão social deve ser resolvida religiosamente, em nome de uma ideia.

Uma grande ideia, um grande princípio moral — eis, pois, qual deve ser o ponto de partida para a reforma das sociedades, reforma sobretudo nos caracteres, reforma sobretudo moral. Onde é, porém, que deve ser procurado esse princípio? A resposta só pode ser esta: na Filosofia (grifo meu). E efetivamente é só pela Filosofia que poderão ser resolvidas as dificuldades da civilização contemporânea. Foi o que eu compreendi; e foi porque esta compreensão terminou por se transformar em convicção profunda e insuperável que tomei a resolução de escrever esta obra, concorrendo assim com a minha pedra para a construção do edifício do futuro”.

Haeckel, período de 1834 a 1919, que foi um médico estudioso, professor, naturalista, que ajudou a popularizar o trabalho de Charles Darwin, tendo se tornado um dos grandes expoentes do cientificismo positivista, considerado por muitos como sendo um pensador, mas que não era, pois que tinha mais pendores veritológicos, assim se exprime:

Durante toda a Idade Média, sob a tirania sanguinolenta do papismo, o ateísmo foi perseguido pelo ferro e pelo fogo como a forma mais aterradora de concepção do universo. Como no evangelho o ateu é completamente identificado ao mau, sendo ameaçado na vida eterna — por uma simples falta de fé — das penas do inferno e da condenação eterna, compreende-se que todo o bom cristão tenha evitado cuidadosamente a menor suspeita de ateísmo. É desgraçadamente uma opinião, ainda hoje acreditada em muitos meios. O naturalista ateu que consagra as suas forças e a sua vida em busca da verdade, é tido, de antemão, por capaz de tudo o que é mal; o devoto teísta que assiste sem pensamento a todas as cerimônias vácuas do culto papista, passa já, somente por causa disto, por um bom cidadão, mesmo quando não represente a sua crença nenhum pensamento, e mesmo quando, ao lado disto, pratique a moral mais repreensível. Este erro não se explicará senão no século XX, quando a superstição ceder, de mais a mais, o passo ao conhecimento da natureza pela RAZÃO (grifo e realce meus)”.

Marques da Cruz, em sua obra Profecias de Nostradamus, as páginas 287 e 288, vem se referir à profecia do Tibet, que foi publicada por Ferdinand Ossendowsky, através da obra Bestas, Homens e Deuses, afirmando parecer se referir aos tempos atuais, aos do fim do século XX, e, na parte final, ao evento de uma nova Grande Era, fazendo ainda menção à nação brasileira, para aqueles que são versados na arte de interpretação, que diz assim:

Cada vez mais e mais os homens esquecerão das almas para se ocupar dos corpos. A maior das corrupções reinará sobre a Terra.

Então enviarei um povo presentemente desconhecido, cuja mão forte mondará as más ervas da loucura e do vício; e conduzirá os que ficaram fiéis ao espírito do homem, na batalha contra o mal (grifo meu).

E fundarão uma vida nova sobre a Terra, purificada pela morte das nações”.

Lange, período de 1828 a 1875, que foi um notável estudioso da Sociologia, tinha uma ideia bastante acertada acerca das existências das Grandes Eras, não propriamente de A Era da Sabedoria, A Era da Verdade e a Era da Razão, mas sim apenas das Grandes Eras, pois que em sua obra História do Materialismo, Volume II, parte IV, capítulo IV, faz referência ao início e ao final das Grandes Eras, quando afirma o seguinte:

Quando uma era nova deve começar e uma era antiga desaparecer, é preciso que duas grandes coisas se combinem: uma ideia moral capaz de inflamar o mundo e uma direção social bastante poderosa para elevar de um grau considerável as massas oprimidas (grifo meu). Isto não se opera com o frio entendimento, com sistemas artificiais. A vitória sobre o egoísmo que quebra e isola, e sobre o gelo dos corações que mata, não será alcançada senão por um grande IDEAL QUE APARECERÁ COMO UM ESTRANGEIRO VINDO DE OUTRO MUNDO, o qual, exigindo o impossível, fará sair a realidade fora dos seus eixos (grifo e realce meus).

Nós depomos a nossa pena de crítico em um momento em que a questão social sobreexcita a Europa, questão sobre o vasto terreno da qual todos os elementos revolucionários da ciência, da religião e da política, parecem ter achado as suas posições para dar uma grande e decisiva batalha. Ou esta batalha agite simplesmente os espíritos e não derrame sangue, ou, igual a um terremoto, lance no pó, entre os estilhaços do raio, as ruínas de um período passado da história universal, e sepulte debaixo das ruínas milhões de homens, seguramente a nova era não triunfará senão sob a bandeira de uma grande ideia que exterminará o egoísmo, e, como um novo fim a atingir, substituirá a perfeição humana na associação humana, ao trabalho incessante provocado por uma preocupação exclusivamente egoísta”.

Justamente por isso há que se fazer a remodelação dos seres humanos, há que se fazer a espiritualização da nossa humanidade, pois que os tempos são chegados para se fazer a separação entre o joio e o trigo, como Jesus, o Cristo, assim anunciou, quando neste mundo se encontrava encarnado. Em razão disso nós estamos indo ao encontro de uma nova Grande Era.

Luiz de Souza, o notável veritólogo, por isso o que mais se pronunciou a respeito das Grandes Eras, em sua obra Ao Encontro de Uma Nova Era, as páginas 15 a 20, relata-nos magistralmente acerca das suas existência, da seguinte maneira:

O mundo, por certo, não continuará mergulhado, por muito mais tempo, nesse oceano de materialismo.

As convulsões que se notam e as agitações de inconformismo que se vêm observando, externam um estado de alma rebelado contra o excesso de materialismo a que a esmagadora maioria se entrega.

Registram-se desequilíbrios nos orçamentos, desigualdades no trato humano e desorientação flagrante dos recursos morais.

O progresso material toma um curso vertiginoso, determinando avanços em determinados setores que descontrolam o ritmo do conjunto.

Sente-se a falta de normas espiritualistas para acompanharem a marcha progressiva dos fatos cotidianos da esfera física.

A luta pela sobrevivência está se tornando uma obsessão avassaladora. Nesse afã, não se olham os meios para atingir os fins. Todos os golpes são válidos. Salve-se quem puder!

Esse panorama, que traduz uma ilusória configuração na compreensão da vida, exterioriza o apogeu de uma era de falsas conjeturas humanas, com base numa afeição desordenada pelas quiméricas atrações terrenas.

Como não há mal que sempre dure, este, que se observa no sistema da atual vivência, está para alcançar os seus dias finais, diante das novas forças que se levantam.

Jesus, dotado de prodigiosa clarividência, já previa, há dois mil anos, que o mundo, antes de findar o segundo milênio, iria passar por fundamentais transformações.

Uma nova era, desde então, se anunciava. A vinda de Jesus deu-se no início da era que ora se finda, e é sabido que de dois em dois mil anos, no transcurso de cada grande era, um acontecimento de marcante profundidade, assinala a passagem do ciclo.

Outra observação de um fenômeno sistemático reside no fato de serem as grandes borrascas precedidas de eufóricas bonanças.

Verificam-se, no correr do século presente, extraordinários preparativos para o encontro da nova era.

A semente do espiritualismo está plantada em área fértil, no campo do século XX, e, se bem pesquisados forem os fatos que se desdobram, nenhuma dúvida deverá restar sobre a expansão do movimento, no sentido da evolução do espírito.

Há os que desejam orientar-se para acompanhar os sucessos que se aproximam, e para facilitar-lhes essa orientação, pretende-se realçar, nos capítulos deste estudo, alguns princípios práticos da imensa faina espiritualista.

A adoção deles e de outros, em diferentes trabalhos difundidos, permitirão situar a criatura num ângulo favorável da vida, do qual divisará reais particularidades construtivas.

O maior empenho está em alertar o viajante para os sinais da estrada a percorrer, toda ela pontilhada das luminosas advertências que os Mestres sabem registrar.

Tudo quanto contém este livro em análise, comentário e ponderação, tem a finalidade de contribuir, com uma pequena parcela de adestramento, para o bom aproveitamento da jornada terrena.

Nós que nos encontramos encarnados, pertencemos às últimas gerações de uma era que se extingue, para dar começo à outra que se aproxima, plena de esperanças, de conquistas espirituais e de consequentes bem-aventuranças.

Cada qual terá de fazer a sua parte no plano renovador da vida no planeta, instituindo, em seu modo de viver, os princípios da moral cristã esteados na Doutrina deixada pelo Mestre Nazareno e ressurgida neste século, último do segundo milênio.

Não se poderá ir ao encontro da nova era, sem ter preparado a bagagem adequada para ela. Tal bagagem terá de ser constituída do acervo espiritual acumulado nesta existência física, através da conduta escorreita, do exemplo edificante e de provas de salubridade moral.

Os que não quiserem submeter-se à marcha para tal encontro, por lhes faltarem os elementos promotores, terão de servir-se das experiências que lhes serão reservadas em plano físico, bem mais árduas, até ficarem habilitados, em oportunidades futuras, a concorrer ao acesso que nesta hora está sendo proporcionado aos que amadureceram os seus espíritos para a renovação que se opera.

Cientistas estão registrando em várias partes do mundo, a ocorrência de fenômenos físicos na Terra, que se não explicam sem o reconhecimento de interferências de forças estranhas, extraterrenas, as quais se subordinam a outras leis, que são as dos planos cósmicos que mantêm o Universo em equilíbrio.

Estudos de maior transcendência feitos por reconhecidas sumidades no trato da evolução da Terra, penetram no passado, por numerosíssimos séculos, servindo-se da própria matéria terráquea submetida a averiguações das mais remotas e complexas ações geológicas, para chegarem ao ponto de confirmar, com segurança, muitos dos fenômenos que o planeta suportou, com o suceder das eras que se foram.

Esses estudos, no plano da ciência, autorizam a esperar-se o próximo evento de uma nova era, plena de vibrações espiritualizadoras.

A mudança de uma era para outra tem sido assinalada com a reconhecida degradação de uma civilização por atos de corrupção e sórdida vilania, para surgimento de outra, com bases em maior elevação moral.

Observando-se a caótica posição moral do mundo, nos dias que correm, e, por outro lado, o aparecimento de um movimento espiritual que se firma com a mais decidida disposição, nota-se real analogia com as transformações verificadas na contextura morfológica da Terra, em consonância com a interpretação de reveladores hieróglifos que remontam à era imediatamente posterior ao desaparecimento da Atlântida.

Os ciclos se fecham em rigorosa obediência a leis da Suprema Sabedoria, e não haverá dúvida de que o que envolve o panorama atual da vida terrena, está com os seus dias contados.

A evolução, que é obrigatória, faz parte de leis imutáveis e irrevogáveis, não sendo as partículas em progresso espiritual neste mundo físico que se hão de opor ao império dessas leis.

Uma vez que a evolução terá de processar-se a qualquer custo, sem contemplações, vale a pena a criatura tornar-se disciplinada, submetendo-se àquilo que determinam as imponderáveis Forças do Astral Superior.

O objetivo deste e de outros escritos da mesma natureza, é mostrar de que modo se deverão aplicar as normas, verdadeiramente cristãs, de vivência diária, na trajetória terrena.

Em assim procedendo, tudo se resolverá bem, a existência será melhor aproveitada, os deveres cumpridos, a consciência se manterá em paz e todos marcharão ao feliz encontro de uma nova era, de maior progresso espiritual.

Ninguém, em sã consciência, há de querer ficar para trás nesta jornada em que se procura atingir um alvo seguro, situado na área do espiritualismo.

Se assim é, somente os desprevenidos, os negligentes, os seres mundanos, entorpecidos pelos gozos terrenos, deixarão de alinhar-se ao lado daqueles que podem antever os resultados venturosos que se delineiam, com a adoção de um comportamento alicerçado nos temas que se vêm expondo.

Há um convite ao comodismo no mundo, que deve ser repelido, pelos males a que conduz. O momento é de sacrifício e de renúncia, e são estes os meios pelos quais cada um deve chegar ao ponto de partida, para uma nova era.

Os temas desenvolvidos nesta coletânea, são parte de outros que se encontram nos livros A Felicidade Existe e A Morte Não Interrompe da Vida, concebidos com o propósito de oferecer subsídios capazes de auxiliarem aqueles que desejam encontrar o caminho que milhares de indivíduos já percorrem, em direção àquela meta que constitui o tema deste Capítulo.

Na verdade, o cotidiano apresenta casos que podem ser atendidos de várias maneiras, mas o que se precisa é a fórmula ideal para escolher a maneira de agir, condizente com as regras da espiritualidade. Só assim se agirá corretamente e se procederá como convém, evitando-se, deste modo, a possibilidade ingrata de se arrolarem débitos da vida espiritual.

Daí a importância de dar-se o devido e alto valor aos critérios espiritualistas, cuja finalidade é conduzir a criatura pelas seguras veredas do bem. Uma vez adotado esse sistema de vida, todos os recursos convergem para elevar o ser às condições mais propícias à sua evolução.

Da Terra, cada vez que se desencarna, outra coisa não se leva, de útil, que não sejam as obras construtivas ou o procedimento correto, com os seus resultados, representados pelo pecúlio que será somado ao acervo conquistado em outras vidas. É de esperar-se, então, que aqueles que desejarem aumentar o seu patrimônio espiritual, encontram, nesta leitura, algo que possa contribuir para firmar a sua conduta nos melhores moldes de atuação.

Com este comportamento, contribuirá, cada qual, com a sua parcela, para se melhorarem as condições morais da coletividade, que representará, na tomada de contas da consciência, no Além, um crédito favorável a figurar no cômputo das conquistas positivas.

Não deve ser desprezada uma perspectiva tão animadora que possibilita a obtenção de vantagens de tão alto valor para a composição dos tesouros do espírito.

Todos precisam navegar neste mar tormentoso da vida terrena, munidos de bússola e sextante, para não perderem o rumo, e tais meios, aqui simbolizados, correspondem aos que se obtêm de normas estribadas em princípios espiritualistas que, de maneira objetiva, podem alertar aos espíritos vigilantes.

Assim como, presentemente, todos se precisam adestrar para as funções profissionais, certo é que tal necessidade continuará sendo imperativa no transcorrer da nova era, ocasião em que em tal adestramento hão de figurar as formas relativamente mais elevadas das florações espiritualistas.

Não é por acaso que se encontram, na pauta das atividades humanas dos dias que correm, lições apuradas de procedimento cristão, principalmente ao alcance daqueles que têm a responsabilidade moral de se prepararem para as tarefas que lhes terão de ser confiadas.

Seria doloroso que tais criaturas estivessem ausentes na hora precisa da seleção, esquecidas das suas reservas, afastadas do caminho, adormecidas no macio acolchoado das próprias ilusões!

Este e outros escritos de idêntica natureza contêm matéria com que se poderá contar, para conduzir aos portais de uma nova era, os que, bem-intencionados, para lá queiram se dirigir.

Terminada esta exposição, espera-se que em boa terra tenham caído as sementes lançadas por este e por numerosos outros lavradores da obra cristã, que não medirão esforços para alertar almas predispostas a uma nova vida que desponta, nos horizontes, de forma promissora, como que a anunciar uma Nova Era de resplendor espiritual”.

Estando o querido leitor totalmente ciente acerca da existência das Grandes Eras, só me resta agora descrevê-las, para que assim não venha a pairar nenhuma dúvida a respeito desta realidade. Nas categorias a seguir estarão expostas A Era da Sabedoria, a seguir a Cristologia, que foi o divisor de águas, digamos assim, das duas Grandes Eras, e, finalmente, A Era da Verdade, quando então todos estarão aptos a compreender as verdadeiras naturezas da Administração, tanto a de empresas como a pública. Ressaltando-se aqui que o transmitido neste site de A Filosofia da Administração serve também como base para todas as demais ciências.

 

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