25- A NATUREZA

Prolegômenos
16 de setembro de 2018 Pamam

A palavra natureza é proveniente da palavra natura, que por sua vez provém da palavra latina natura, que significa qualidade essencial, disposição inata, o curso das coisas e até mesmo o próprio Universo, mais o sufixo eza. O termo natura é a tradução para o latim da palavra grega physis, que em seu significado original faz referência à forma inata com que crescem as plantas e os animais irracionais de maneira espontânea. Mas esse crescimento considerado como sendo espontâneo é próprio da evolução e da interação entre os seres.

Posta assim a etimologia da palavra, eu posso afirmar que a natureza representa o conjunto de todas as coisas criadas, que são as responsáveis pelas causas e pelos efeitos de todos os fatos e fenômenos universais. Ou, em outras palavras, a natureza representa o conjunto de todos os seres que habitam o Universo, que evoluindo inicialmente por intermédio das propriedades da Força e da Energia, e, posteriormente, por intermédio da propriedade da Luz, quando os seres alcançam a espiritualidade, formam assim todas as coisas que existem no Universo, estabelecendo as suas conservações e as suas transformações em conformidade com a ordem natural de tudo quanto existe, cuja existência é eterna e universal.

No entanto, quando os seres alcançam o âmbito da espiritualidade, e após alguns milhões de anos evoluindo como espíritos, agindo mais por instinto, mas agora já na condição de Homo sapiens, ao encarnarem neste mundo-escola, tais como sendo os seres humanos que adquiriram as feições que vemos atualmente, com base na imaginação, mas que irão mudar, em conformidade com o estágio evolutivo em que cada um se encontra, eles começam a produzir sentimentos inferiores e pensamentos negativos, que vão se alojar na atmosfera terrena, a aura da Terra, causando assim uma espécie de ruptura na ordem natural de quase tudo quanto existe e que se encontra neste mundo.

As produções dos sentimentos inferiores, através das vibrações magnéticas, dos pensamentos negativos, através das radiações elétricas, e das combinações de ambos, através das radiovibrações eletromagnéticas, emanam das auras de todos os seres humanos, provocando ondas volumosas, pesadas, grosseiras, deletérias, que provocam alterações indevidas nos seres infra-humanos que se encontram no planeta, cujos efeitos podem ser observados em suas transformações, na geração de micro-organismos prejudiciais, no surgimento das vegetações indesejadas, nas criações de insetos nocivos e em tudo o mais que assola e arruína o viver do homem em seu próprio mundo-escola, fazendo com que ele padeça de inúmeras maneiras, principalmente através de doenças transmissíveis e outras, inclusive até o câncer, pois que o corpo carnal do ser humano é formado por seres, e estes sendo assim indevidamente transformados, passam inevitavelmente a gerar inúmeras doenças, já que ocorre essa espécie de ruptura da ordem natural de quase tudo quanto existe e se encontra neste mundo.

E como se tudo isso não bastasse, essas ondas volumosas, pesadas, grosseiras, deletérias, formam o ambiente fluídico propício para as ações dos espíritos obsessores mais atrasados, que se encontram quedados no astral inferior, que reunidos em inúmeras falanges formam as mais diversas correntes negras, nocivas, avassaladoras, cujos resultados dessas correntes negras, nocivas, avassaladoras, podem ser observados por intermédio dos ciclones tropicais, dos furacões, dos tufões, das tempestades de ventanias, de areia e de neve, dos vulcões, das nebulosas atmosféricas, e outros abalos no meio ambiente, que os estudiosos, por serem ignorantes acerca da espiritualidade, imaginam sejam naturais, quando, na realidade, eles são todos provocados pelas falanges de espíritos obsessores. Existem focos de falanges de espíritos obsessores que se encontram concentrados em determinados locais, cujos focos se encontram espalhados nas diversas regiões da Terra, mas que os estudiosos imaginam sejam fenômenos naturais, próprios do meio ambiente. Tudo isso será plenamente comprovado através de imagens claras e reais, obtidas por um órgão considerado como sendo detentor de uma alta tecnologia, portanto, destituído de qualquer suspeita de manipulação dessas imagens, cujas imagens serão mostradas no site pamam.com.br.

Os espíritos também são seres, pois que também são coisas, por isso eles obviamente também fazem parte da natureza, pois que esta não é formada apenas dos seres infra-humanos, uma vez que todos os seres, tais como coisas, interagem uns com os outros pelo Universo, e essa interação ocorre em um mundo-escola, assim como o mundo Terra, daí a formação da natureza que podemos contemplar, na qual estamos todos incluídos. E tanto isto procede, que quando observamos o caráter, o temperamento, a índole, de qualquer ser humano, e os identificamos para os demais, geralmente dizemos da sua natureza ser de tal maneira.

No âmbito da Saperologia posta neste mundo por aqueles que se consideram saperólogos, embora não sejam realmente pensadores, não como os verdadeiros saperólogos, a natureza representa apenas a essência, que eles não identificam, mas que assim representa apenas os seres em si, sem as suas propriedades adquiridas no decorrer do processo da evolução, pois para que a natureza seja realmente representada in totum, a essência tem que ser acrescida das suas propriedades, para que assim possa compor as coisas, identificando-as com todas as suas substâncias, que como é sabido se divide em essência e propriedades.

Esses mesmos que se consideram saperólogos, afirmam também que a natureza é o conjunto de tudo aquilo que se produz no Universo, independentemente de intervenção refletida ou consciente. Em relação a tudo aquilo que se produz no Universo, eles estão absolutamente corretos, mas em relação ao restante eles estão equivocados, pois que nada no Universo é produzido independente de intervenção, no entanto, as transformações ocorridas neste mundo são ainda irrefletidas e inconscientes, pelo fato dos seres humanos ainda não se encontrarem espiritualizados, esclarecidos acerca da vida fora da matéria, por isso eles ignoram as demais coisas com que interagem.

Já para os estudiosos do assunto, que além de não serem espiritualizados, nada sabem a respeito dos lados metafísico e físico do Universo, e nem o que seja uma coisa, um fato e um fenômeno, considerando ainda que tudo seja matéria; a natureza, em seu sentido mais amplo, é equivalente ao “mundo natural”, ou ao “universo físico”, em que o termo natureza faz referência aos fenômenos do mundo físico, e também à vida em geral, o que geralmente não inclui os objetos construídos pelo homem.

Ora, a natureza é a própria natureza em si, por isso ela tem que ser contemplada como o todo que ela representa no âmbito universal, então ela não deve jamais ser considerada em um sentido que seja mais ou menos amplo, ou que seja mais ou menos restrito, pois que assim fica totalmente descaracterizado todo o contexto que ela representa. Além do mais, a natureza não é equivalente ao mundo natural, ela é a própria naturalidade em si, pois que não existe o sobrenatural, e também não é equivalente apenas ao universo físico, mas também ao universo metafísico, pois que do lado metafísico vem o magnetismo, do lado físico vem a eletricidade, e de ambos os lados, em conjunto, em combinação, vêm o eletromagnetismo, portanto, não somente todos os fenômenos, mas também todos os fatos, fazem parte integrante da natureza.

Em relação à vida em geral, todas as coisas têm vida, por isso a vida faz parte integrante da natureza. É um tanto estranho, por isso descabido, que os estudiosos venham a afirmar que os objetos construídos pelo homem sejam excluídos da natureza, geralmente ou não, como eles assim se expressam, pois sendo as coisas transformadas pelo homem elas não deixam de ser coisas, uma vez que as transformações são próprias da natureza, em que as suas transformações se processam de inúmeras maneiras, como através das leis espaciais, dos princípios temporais e dos preceitos universais, assim como também através das suas interações entre si, e como o homem faz parte integrante da natureza, as coisas por ele transformadas continuam sendo natureza, como diferente não poderia ser.

E os estudiosos continuam dando asas às suas imaginações, no que tange aos aspectos que conseguem observar na natureza, sempre com os olhos da cara, por isso sempre situados no âmbito da irrealidade da vida, pois eles consideram que dentro dos diversos usos atuais da palavra natureza, pode-se fazer referência ao domínio geral dos diversos tipos de seres vivos, como plantas e animais irracionais, como que se inspirando no entendimento grego acerca da palavra physis, e, em alguns casos, aos processos associados com objetos inanimados, que para eles são as formas em que existem os diversos tipos particulares de coisas e as suas mudanças espontâneas, assim como o tempo atmosférico, a geologia da Terra e a matéria e a energia que esses entes possuem. Frequentemente se considera que tudo isso significa entorno natural, cuja expressão assume a conotação de animais selvagens, rochas, bosques, praias, e, em geral, todas as coisas que não tenham sido alteradas substancialmente pelo ser humano, ou que persistem naturalmente, apesar da intervenção humana. Esses conceitos mais tradicionais das coisas naturais implicam em uma distinção entre o natural e o artificial, entendido este último como sendo as coisas feitas por uma mente ou por uma consciência, apesar de nenhum ser humano ainda haver concebido o que seja a consciência, formulando uma ideia precisa e verdadeira ao seu respeito.

Por aqui se pode comprovar perfeitamente, até com sobras, as mentes ainda muito infantis dos seres humanos que são mais estudiosos, mas que diferem completamente das mentes dos sobrenaturalistas, pois que estes acreditam em tudo aquilo que se situa fora da natureza, por isso os seus estudos não podem ser aproveitados, enquanto aqueles buscam tudo na própria natureza, embora pequem por considerar a existência da matéria, mas que mesmo assim os seus estudos podem ser devidamente aproveitados, como realmente serão, como se poderá constatar perfeitamente mais adiante.

Não existe o domínio geral dos diversos tipos de seres vivos, pois todos os seres são coisas, e como tais têm vida, dos seres atômicos aos seres humanos. Os diversos tipos particulares de coisas, a partir dos seres moleculares até aos seres humanos, são formados por outras coisas, em suas interações neste mundo, por isso as coisas mais evoluídas, aquelas que são consideradas pelos estudiosos como tendo vida, sendo formadas por outras coisas, implica em dizer que estas também têm vida, pois não se pode conceber que as coisas que têm vida sejam formadas por coisas que não têm vida, por isso a vida tem que ser considerada em todo o seu conjunto, daí a formação da natureza.

As mudanças que ocorrem nas coisas, ou seja, as transformações das coisas em outras coisas, não se dão de maneira espontânea como julgam os estudiosos, pois que todas as coisas são regidas pelas leis espaciais, pelos princípios temporais e pelos preceitos universais, além das suas interações entre si, e assim acontece com o tempo atmosférico, com a geologia da Terra e com todas as demais coisas infra-humanas, que possuem força e energia, mas que os estudiosos julgam seja apenas matéria e energia o que esses entes possuem.

No que diz respeito à expressão entorno natural utilizada pelos estudiosos, que assume a conotação de rochas, praias, bosques, animais selvagens e, em geral, todas as coisas que não tenham sido alteradas substancialmente pelos seres humanos, ou que persistem naturalmente, apesar da intervenção humana, tudo isso tem um entendimento equivocado, pois tudo neste mundo faz parte da natureza, inclusive os seres humanos, que são os principais responsáveis pelas transformações das coisas que por aqui se encontram, não somente através das transformações das coisas que ocorrem nas indústrias, pois que as transformações das coisas ocorrem em todos os instantes também por outros meios, em todos os locais deste mundo, mas, principalmente, através das produções dos sentimentos e dos pensamentos dos seres humanos, que emanam das suas auras, em formas de vibrações magnéticas, de radiações elétricas e de radiovibrações eletromagnéticas, que vão interferir e influenciar nas auras de todos os seres, causando as suas transformações indevidas, em suas interações.

Em relação aos conceitos mais tradicionais das coisas naturais fornecidos pelos estudiosos, que implicam em uma distinção entre o natural e o artificial, entendido este último como sendo as coisas feitas por uma mente ou por uma consciência, eu devo afirmar que tudo que existe é natural, pois que não existe o artificial, já que as coisas feitas pelo corpo mental, em que se inclui a consciência, têm como matéria-prima as coisas da natureza, e em sendo estas transformadas pelo homem não podem deixar jamais de continuar pertencendo à própria natureza, já que o homem, fazendo parte integrante da natureza, encontra-se inserido em seu processo de transformação, e a natureza agindo por si mesma não pode ser descaracterizada em sua naturalidade, tornando-se artificial.

O termo artificial é decorrente do fato de que as coisas infra-humanas, principalmente as mais atrasadas, no contexto evolutivo, em suas interações entre si, e em conjunto, formam determinadas coisas que não sofreram a influência direta do homem, que por ele são contempladas como se fossem coisas naturais, ou seja, como se somente elas representassem a natureza em si, pelo que assim o homem, em sua soberbia e em sua empáfia, faz aflorar toda a sua vaidade, procurando se desintegrar da natureza, ou seja, dela se separar, como se fosse uma coisa diferente, especial, de maior importância, ignorando que todas as coisas são seres, do ser atômico mais simples ao ser humano, por isso todas as coisas têm a mesma importância no contexto universal, mas não o mesmo valor, pois que o valor é demonstrado no decorrer do processo da evolução. Tomemos como exemplo de um lado um homem honrado, um chefe de família exemplar, e de outro um servidor público, político ou não, que seja corrupto, portanto, um patife traidor da pátria, indaga-se: qual dos dois tem mais valor?

Ignora o homem, por mais inteligente, estudioso e erudito que seja, que a natureza se basta para que possa impor a ordem natural das coisas que a compõem, e que o fato dele integrar a natureza e se colocar na condição da coisa mais evoluída, portanto, de maior valor, é esse fato o grande responsável por proceder as transformações naturais das demais coisas integrantes da natureza. É certo que hoje em dia as transformações das outras coisas realizadas pelo homem são todas inconscientes, pois que ele ainda não tem a devida consciência de que todas as coisas são seres, já que a fase da imaginação não permite que a consciência possa se fazer valer neste mundo. Daí a razão pela qual ele considera que essas transformações são artificiais. Mas quando ele adquirir essa consciência das demais coisas, inclusive de si próprio como sendo coisa, poderá constatar que é o grande responsável por todas as transformações das coisas que se encontram neste mundo, pois que a meta é transformar este mundo-escola em um Mundo de Luz, em que nesse desiderato deverá recompor a ordem natural das coisas.

Geralmente a mentalidade popular associa o termo natureza com a imagem da paisagem natural que a rodeia e que se lhe apresenta aos olhos da cara, ignorando que a naturalidade se encontra em tudo, portanto, em todas as coisas que existem no Universo, em que este mundo se encontra integrado, inclusive na própria existência humana, que faz parte integrante da paisagem, em que esta é apenas o resultado dos processos complexos que se encontram em um determinado meio ambiente. Ora, se um determinado meio ambiente é considerado como sendo a natureza, então o conjunto de todos os meios ambientes também é a natureza, como diferente não poderia ser. Mas acontece que essa imagem da paisagem natural, que é apresentada aos olhos da cara, não reflete a realidade da natureza em si, pois que os olhos da cara são formados de coisas que se encontram neste mundo, por isso a realidade da natureza somente pode ser concebida através da sua contemplação com a luz astral, que possibilita a formação de uma ideia verdadeira ao seu respeito.

O estudo da natureza, portanto, tem que ser realizado por intermédio da nossa luz astral. Então as ciências como hoje em dia são postas pelos seres humanos, jamais poderiam chegar a uma conclusão acertada sobre o contexto da natureza, caso não fosse o Racionalismo Cristão, e assim toda a nossa humanidade continuaria a viver no âmbito da irrealidade da vida, estando assim dividida, com uns se apegando ao devaneio do sobrenatural e outros se apegando à ilusão da matéria. É a luz astral, pois, que faz surgir neste nosso mundo-escola a Veritologia, a Saperologia e a Ratiologia.

A Veritologia trata da propriedade da Força, que contém o espaço e que representa o lado metafísico do Universo, onde se encontra o magnetismo, por isso ela se ocupa dos conhecimentos acerca da verdade, que são transmitidos através de teorias “a priori”, formando um corpo de doutrina, que representa as causas de tudo quanto existe na natureza. A Saperologia trata da propriedade da Energia, que contém o tempo e que representa o lado físico do Universo, onde se encontra a eletricidade, por isso ela se ocupa das experiências acerca da sabedoria, que são transmitidas através de teorias “a posteriori”, formando um corpo de sistema, que representa os efeitos de tudo quanto existe na natureza. E a Ratiologia trata da propriedade da Luz, de onde provém a nossa luz astral, que coordena a Veritologia e a Saperologia, que assim penetra em todas as coordenadas universais, já que o Universo é formado pelo espaço e pelo tempo, por isso ela se ocupa tanto dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade como das experiências físicas acerca da sabedoria, que são transmitidos através de verdadeiras teorias, formando o Saber, por excelência, que representa as causas e os efeitos de tudo quanto existe na natureza, tal como se fosse uma árvore, cujas ramificações dão origem a todas as parcelas do Saber, que são os estudos especializados e aprofundados do Saber, por excelência.

Somente após o Saber, por excelência, for transmitido para toda a nossa humanidade, através do Racionalismo Cristão, é que as suas ramificações poderão se fazer valer realmente neste mundo, por intermédio das suas parcelas do Saber, quando então poderá haver verdadeiramente ordem e progresso no seio da nossa humanidade, por intermédio das religiões, as filhas legítimas da Veritologia, das ciências, as filhas legítimas da Saperologia, e das religiociências, as filhas legítimas da Ratiologia.

As religiões tratam da propriedade da Força, que contém o espaço e que representa o lado metafísico do Universo, onde se encontra o magnetismo, por isso elas se ocupam dos conhecimentos acerca da verdade, no que diz respeito a cada uma das parcelas do Saber, que são transmitidos através de teorias “a priori”, formando um corpo de doutrina, transmitindo as causas de tudo o que existe na natureza. As ciências tratam da propriedade da Energia, que contém o tempo e que representa o lado físico do Universo, onde se encontra a eletricidade, por isso elas se ocupam das experiências acerca da sabedoria, no que diz respeito a cada uma das parcelas do Saber, que são transmitidas através de teorias “a posteriori”, formando um corpo de sistema, transmitindo os efeitos de tudo quanto existe na natureza. E as religiociências tratam da propriedade da Luz, de onde provém a nossa luz astral, que assim penetra as coordenadas universais, as quais dizem respeito ao espaço das religiões e aos tempos das ciências, por isso elas se ocupam tanto dos conhecimentos metafísicos religiosos acerca da verdade, como das experiências físicas científicas acerca da sabedoria, que são transmitidos através de verdadeiras teorias, formando o Saber, por excelência, relativo a cada uma das parcelas do Saber, transmitindo as causas e os efeitos especializados de tudo quanto existe na natureza.

Assim como a Veritologia é a fonte da Saperologia, as religiões são as fontes das ciências. Assim como a Ratiologia coordena a Veritologia e a Saperologia, as religiociências coordenam as religiões e as ciências. E assim como a Veritologia representa as causas e a Saperologia representa os efeitos de todas as coisas, fatos e fenômenos, o mesmo vale também para as religiões e as ciências. Ressaltando-se aqui que a Veritologia e as religiões lidam com as leis espaciais, que a Saperologia e as ciências lidam com os princípios temporais, enquanto que a Ratiologia e as religiociências lidam com os preceitos universais. As leis espaciais têm que ser obedecidas, os princípios temporais têm que ser seguidos, enquanto que os preceitos universais têm que ser submissores.

Quando os seres humanos tiverem apreendido em seus corpos mentais tudo isto que ora está sendo transmitido pelo Racionalismo Cristão, a face da Terra mudará o seu aspecto por completo, pois que a natureza estará sendo transformada em conformidade com as leis espaciais, os princípios temporais e os preceitos universais. Então as parcelas do Saber poderão se fazer valer realmente neste mundo, com a nossa humanidade abandonando a fase da imaginação, raciocinando através das representações de imagens, e ingressando na fase da concepção, raciocinando através das formulações de ideias, por conseguinte, saindo do âmbito da irrealidade da vida, posta pelo devaneio sobrenatural e pela ilusão da matéria, e assim adentrando na realidade da vida, posta pela espiritualidade.

É certo que os seres humanos fazem parte integrante da natureza, e assim todas as parcelas do Saber dizem respeito à natureza. Mas acontece que os seres humanos ainda se encontram postos fora no âmbito da espiritualidade, mas quando eles se espiritualizarem as parcelas do Saber que lhes dizem respeito diretamente devem ser segregadas das demais parcelas do Saber. Em sendo assim, nós podemos dividir as parcelas do Saber em duas grandes categorias: 1) Parcelas do Saber da Natureza, tais como: a Astronomia, a Química, a Física, a Biologia, a Bioquímica, a Cosmogonia, a Ecologia, a Físico-Química, a Geologia, a Geografia, a Matemática, a Medicina, e outras correlatas; 2) Parcelas do Saber da Humanidade, tais como: o Direito, a Administração de Empresas, a Economia, a Psicologia, a Psiquiatria, a Sociologia, a Antropologia, e outras. Ressaltando-se aqui que o Saber, por excelência, é uno, por isso as parcelas do Saber devem se integrar umas às outras.

O crescimento populacional, o aumento do consumo, a proliferação de resíduos que contaminam o meio ambiente e a atmosfera, as chaminés industriais, e, principalmente, as produções de sentimentos inferiores e de pensamentos negativos, tudo isso afeta diretamente aos seres infra-humanos, alterando diretamente a ordem natural das suas transformações. É certo que a nossa humanidade ainda não sabe lidar com tudo isso. Mas enquanto os seres humanos não conseguirem fazer valer os seus pensamentos positivos, tendo como fonte os seus sentimentos superiores, para que através deles possam transformar as coisas que aqui se encontram, em conformidade com as leis espaciais, os princípios temporais e os preceitos universais, conscientizando-se racionalmente de que a verdadeira tecnologia se encontra neles mesmos, independentemente das coisas que manipulam e transformam inconscientemente, eles têm que redirecionar aos poucos toda essa sua tecnologia atual para si mesmos, para que assim possa haver um desenvolvimento realmente sustentável, através da apreensão das práticas que permitam reverter o quadro caótico em que atualmente todos se encontram, principalmente através das vibrações magnéticas, das radiações elétricas e das radiovibrações eletromagnéticas a Deus e ao Astral Superior, possibilitando assim a proteção e a conservação da natureza, em seus processos naturais de transformação, em conformidade com a ordem e o progresso impostos pela evolução.

Todas as coisas são formadas de substâncias, cujas substâncias são todas provenientes de Deus, como foi visto de modo detalhado no capítulo específico deste site A Filosofia da Administração. A substância principal é denominada de essência, que somos nós, os seres, considerados pelos veritólogos, acertadamente, como sendo partículas de Deus, mais precisamente como sendo os seres do Ser Total. As substâncias secundárias são denominadas de propriedades, que são a Força e a Energia. Assim, todas as coisas são formadas de uma essência, os seres, e mais porções parceladas das propriedades da Força e da Energia, que os seres vão adquirindo ao longo das suas jornadas evolutivas. E aqui eu não estou me referindo ainda à propriedade da Luz.

Os seres, pois, manifestando-se através das propriedades da Força e da Energia, tais como coisas, são os grandes responsáveis por todos os fatos e fenômenos da natureza, quando em suas relações entre si, posto que todas as coisas interagem umas com as outras, gerando todas as suas causas e sofrendo todos os seus efeitos. Assim, pode-se de logo observar que na natureza só existem coisas, fatos e fenômenos, e nada mais.

Na verdade, como diz o grande saperólogo Farias Brito, a natureza constitui, por assim dizer, um todo, em que cada coisa ocupa um lugar que lhe é próprio e específico, portanto, definido e insubstituível, ao mesmo tempo em que exerce uma função determinada. É também o que se deduz das palavras de Stuart Mill e de Bain, é o que é reconhecido por todos os veritólogos e saperólogos, e é o que não pode ser contestado por quem quer que seja, sem que se ponha em dúvida a possibilidade de qualquer religião e ciência, porque a religião e a ciência nada mais são do que a determinação de cada lugar que ocupam as coisas no espaço e no tempo, respectivamente, e a explicação lógica das funções que exercem no conjunto da natureza, ou, em outros termos, os conhecimentos metafísicos doutrinários acerca da verdade e das leis espaciais, que são transmitidos pelas religiões, e as experiências físicas sistemáticas da sabedoria e dos princípios temporais, que são transmitidos pelas ciências, a que obedecem as coisas em suas evoluções pelo Universo. Sabendo-se que as religiões e as ciências são coordenadas pelas religiociências, de onde devem surgir os preceitos universais.

Como então a natureza evolui, e evolui sempre, é porque as coisas que a compõem, em todas as suas manifestações, estão subordinadas às leis espaciais, aos princípios temporais e aos preceitos universais, seguindo sempre uma marcha perfeitamente regular e uniforme, indo de transformação em transformação, sem que ao mesmo tempo nada se perca, nem deixe de concorrer para a harmonia geral. Isto quer dizer que, se a natureza evolui, e evolui sempre, a consequência lógica, inevitável, é que ela tende necessariamente à realização de um fim que seja grandioso. Então, qual é o fim a que tende a evolução universal, para onde vão todas as coisas, que são as substâncias da própria natureza em seu conjunto, senão para Deus? É forçoso, pois, reconhecer que a natureza, assim considerada como sendo o conjunto das coisas criadas, possui todas as substâncias que são próprias e oriundas de Deus, justamente por isso todas as coisas que formam a natureza vão se encaminhando naturalmente para Deus, no decorrer do processo da evolução, com o seu curso seguindo sempre uma progressão ascendente, pois que não existe a involução. E que cada um de nós, que somos os seres do Ser Total e que representamos as coisas da Coisa Total, pois que somos formados de substâncias — essência e propriedades —, por isso fazemos parte desse todo da natureza que tem poder e ação, poder e ação que representam a vida, por isso cada um de nós é inteligência, inteligência que tende necessariamente para a Inteligência Universal.

É preciso, pois, que cheguemos à compreensão da natureza, obviamente que partindo das coisas mais simples, até chegarmos à compreensão do ser humano, que dela faz parte integrante, pois não há outro meio de se chegar à compreensão da nossa gênese e assim prosseguirmos até à conclusão de que devemos estar satisfeitos com a realidade do mundo existente, não obstante as dores a que estamos sujeitos, já que, como seres, ou, como essência, somos os principais elementos da obra divina da natureza, quando esta não pode deixar de tender à realização de um fim que seja grandioso.

Está correto Walter Trinca, pois, quando afirma que a natureza tem a sua linguagem própria, que ela nos fala, pois que nela vamos encontrar a verdadeira palavra de Deus, que é escrita por todos os seres, e não por meia dúzia de médiuns obsedados, tal como na Bíblia e em outros livros tidos como se fossem sagrados, quando, na realidade, somente mentiras nos transmitem. Se nos contatos que temos com as demais coisas aprendermos a nos relacionar com elas, tanto as menos evoluídas como as mais evoluídas, mais especificamente com as que se nos assemelham, sendo estas os próprios seres humanos, assim como também da mesma maneira com os fatos e os fenômenos que todas elas geram, será o poder e a ação, que representam a vida e que se manifestam por intermédio da inteligência, aquilo que iremos encontrar em primeiro lugar, pois tanto em nós como fora de nós é a potência e o ato que irrompem em todos os recantos do mundo, manifestando a nossa própria inteligência.

Dentro de nós, irrompem todas as coisas, fatos e fenômenos aos quais estamos ligados e nos relacionamos diretamente, que nos fazem sentir o poder e a ação, portanto, a vida, dentro de nós, permitindo que as linguagens de que elas se servem possam facilmente ser percebidas e compreendidas, através da inteligência. Fora de nós, irrompem todas as coisas, fatos e fenômenos aos quais estamos ligados e não nos relacionamos diretamente, que nos fazem sentir o poder e a ação, portanto, a vida, fora de nós, permitindo que as linguagens de que elas se servem possam facilmente ser percebidas e compreendidas pelas outras coisas, sempre através da inteligência. Na natureza, então, tudo se comunica, e tudo é comunicado, daí a razão pela qual os veritólogos vêm afirmar que nada pode ser escondido da espiritualidade.

E esta comunicação ocorre por intermédio da aura, o campo que circunda o nosso corpo fluídico, ou perispírito, ou corpo astral, ou duplo etéreo, sendo estas últimas as denominações mais utilizadas para as coisas que já adentraram no âmbito da espiritualidade, por isso o Astral Superior pode observar todas o nosso poder e toda a nossa ação, portanto, toda a nossa vida, através das nossas auras, assim como também o astral inferior, este, entretanto, em escala reduzida, pois que esses espíritos se encontram com as suas ações voltadas sempre para o mal.

Como diz o Dr. Pinheiro Guedes, a natureza é simples em seus processos, mas fecunda nas suas criações. Não se precipita. Caminha a passos lentos, mas seguros, firmes e sempre uniformes. Passa de um extremo a outro, de um hemisfério ao oposto, suavemente, delicadamente, como que deslizando, sem abalos, sem sobressaltos, branda, calma, engenhosa, inventiva. Faz das trevas a Luz. Passa do frio ao calor. Do devaneio do sobrenatural e da ilusão da matéria ao espiritual, como agora toda a nossa humanidade vai passar, pois que os tempos são chegados para que todos os seres humanos se espiritualizem. É assim que, de um simples ser atômico, tanto forma as substâncias inorgânicas mais simples e mais complexas, fazendo surgir o reino mineral, como as substâncias orgânicas mais simples e mais complexas, fazendo surgir os reinos vegetal e animal, sempre empregando os processos mais adequados, até fazer vir à luz o ser humano. É para isso que se esforça e trabalha a natureza, para que cada ser, como essência de Deus, ou como uma de suas partículas, evolua tanto através da propriedade da Força, adquirindo o poder, como através da propriedade da Energia, adquirindo a ação, em que ambas representam a vida, até que, com a coordenação de ambas, venha a evoluir através da propriedade da Luz, adentrando no âmbito da espiritualidade, porque são as condições da existência: potência e ato,  que representam a vida, que se manifesta por intermédio da inteligência, até fazer vir a luz à consciência.

Há, portanto, na gênese das coisas, a Substância principal de Deus, os seres, que somos nós, daí a denominação de essência. Como há uma Substância secundária de Deus, a Força, daí a sua denominação de propriedade, através da qual vamos adquirindo o poder em nossa evolução, até alcançarmos o seu último estágio, a onipotência. Como há uma outra Substância secundária de Deus, a Energia, daí também a sua denominação de propriedade, através da qual vamos adquirindo a ação em nossa evolução, até alcançarmos o seu último estágio, a onipresença. Temos aqui, portanto, a vida. E a conclusão a que se chega é que tanto a propriedade da Força como a propriedade da Energia se combinam em todos os estágios, sem a presença dos seres, como no Sol e nas demais estrelas, que são as partículas das Propriedades da Força e da Energia de Deus, que assim parceladas formam os núcleos dos sistemas estelares, fornecendo as coordenadas do Universo, que mantém os mundos sob as suas égides, os quais são formados pelos seres, com tudo isso representando a presença de Deus no Universo, por intermédio das suas partículas, que integram o Todo.

No entanto, é preciso que se compreenda que é através da combinação harmoniosa dessas duas Propriedades de Deus, a Força e a Energia, formadoras do Universo e fornecedoras das suas coordenadas, que possibilita a penetração da propriedade da Luz por todas essas coordenadas universais, através da qual nós vamos adquirindo cada vez mais as parcelas de luz, que compõem a nossa luz astral, portanto, a formação da nossa consciência, que coordena aos dois outros órgãos mentais, o criptoscópio e o intelecto. Daí se poder concluir que existe a luz astral em todos os estágios evolutivos da espiritualidade, em conformidade com a consciência de cada um, que possibilita aos espíritos estar em Deus, pois que Ele se encontra contido em nós mesmos. Assim, quando as propriedades da Força e da Energia se combinam harmoniosamente em seus últimos estágios, em que os fluidos se tornam mais translúcidos e cada vez mais diáfanos, vamos encontrar aí também os últimos estágios da propriedade da Luz, nas coordenadas mais distantes do Universo: a onisciência.

Pode agora qualquer um compreender que a evolução dos seres tem como finalidade se alcançar a onipotência, através da propriedade da Força, a onipresença, através da propriedade da Energia, e a onisciência, através da propriedade Luz. Como se vê, todos nós iremos alcançar a esses tão decantados atributos, que muitos julgam ser exclusivos apenas de Deus, e realmente o é, pois que Ele é o Todo. Ora, se é tão lógico e natural um pai qualquer neste mundo legar as suas propriedades aos seus próprios filhos aqui na Terra, por que não seria lógico o Pai Celestial, como Jesus, o Cristo, assim O chamou, legar as Suas propriedades aos Seus próprios filhos no Universo?

Dadas as Substâncias de Deus devidamente divididas em Essência, que é o Ser Total, cujas partículas são os seres, e Propriedades, que são a Força, a Energia e a Luz, através das quais os seres evoluem pelo Universo, que são também as mesmas substâncias das coisas, só que, nestas, apresentando-se as propriedades em proporções limitadas, dado o estágio evolutivo em que elas se encontram, podemos deduzir claramente que Deus, sendo o Todo, vai procedendo da seguinte maneira: por intermédio da propriedade da Força, vai aos poucos desenvolvendo o nosso órgão mental denominado de criptoscópio e os nossos atributos individuais, que vão formando a nossa moral; por intermédio da propriedade da Energia, vai aos poucos desenvolvendo o nosso órgão mental denominado de intelecto e os nossos atributos relacionais, que vão formando a nossa ética; e por intermédio da propriedade da Luz, vai aos poucos desenvolvendo o nosso órgão mental denominado de consciência, que coordena o criptoscópio e o intelecto, os nossos atributos individuais e relacionais, que vão formando a nossa educação, até que todos os nossos órgãos mentais estejam completamente desenvolvidos, para que assim a nossa inteligência possa ir se aproximando sempre e sempre, cada vez mais, da Inteligência Universal, sendo desta maneira que a nossa inteligência vai aos poucos se revelando cada vez mais em cada uma das coisas que formam o conjunto da natureza, dos seres atômicos, que são as coisas menos evoluídas, aos seres humanos, que são as coisas mais evoluídas.

E, logicamente, como Deus vai aos poucos desenvolvendo os nossos órgãos mentais e os nossos atributos individuais e relacionais, vai também nos dotando de tudo aquilo que vem complementar a nossa inteligência, quando, então, no decorrer do processo da evolução, vamos adquirindo as sensibilidades e depois os sentimentos, os sentidos e depois os pensamentos, tudo isso em conjunto com os nossos órgãos mentais e os nossos atributos individuais e relacionais, que, em função do livre arbítrio, tanto podem ser inferiores como superiores, com estes últimos formando verdadeiramente a nossa moral, e tanto podem ser negativos como positivos, com estes últimos formando verdadeiramente a nossa ética, respectivamente, até que consigamos completar de vez toda a nossa moral e toda a nossa ética, tornando-nos verdadeiramente educados, quando então podemos nos universalizar.

Como existe uma interação universal entre todos os seres, é óbvio que existe uma forma de comunicação entre todos eles. Ao evoluir por intermédio das propriedades da Força e da Energia, adquirindo cada vez mais as parcelas de ambas as propriedades, os seres vão formando os seus corpos fluídicos, cujo campo que rodeia esses seus corpos fluídicos é denominado de aura, por onde os seres produzem e recebem tudo aquilo que se encontra em si mesmos e que foi adquirido destas duas propriedades. É através da aura, pois, de onde emanam as vibrações magnéticas, as radiações elétricas e as radiovibrações eletromagnéticas de todos os seres. E ao evoluir por intermédio da propriedade da Luz, adquirindo cada vez mais as parcelas desta propriedade, os seres vão formando os seus corpos de luz, cujo campo que rodeia esses seus corpos de luz é denominado de auréola, por onde os seres produzem e recebem tudo aquilo que se encontra em si mesmos e que foi adquirido desta propriedade. É através da auréola, pois, de onde emanam os raios de luz da amizade e do amor espirituais de todos os seres, como no caso dos seres humanos, que são espíritos.

É por isso que Farias Brito diz com acerto que a natureza é como um livro, no que posso acrescentar, e como um laboratório, com ambos representando as transmissões das vibrações magnéticas, das radiações elétricas e das radiovibrações eletromagnéticas, através da aura, e dos raios de luz, através da auréola. Ora, dado um livro e um laboratório, se se pergunta: para que existem esse livro e esse laboratório? A resposta só pode ser esta: para que através deles os seres possam captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, através da percepção oriunda do criptoscópio, e criar as experiências físicas acerca da sabedoria, através da compreensão oriunda do intelecto, até que consigam alcançar o Saber, por excelência, através da luz astral que raia da consciência, a qual coordena os outros dois órgãos mentais.

Para obter os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, os seres humanos passam a desenvolver a um órgão mental, ao qual o Dr. Pinheiro Guedes, aliás, muito apropriadamente, denominou de criptoscópio. Este órgão se inicia e se desenvolve por intermédio da propriedade da Força, que contém o espaço, possibilitando a aquisição do poder, que é a potência. Para tanto, os seres humanos têm que adquirir a moral, para que assim possam transcender a este mundo, elevando-se ao Espaço Superior, onde se encontra o repositório de todos os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, ou seja, as causas de todos os fatos e fenômenos da natureza, cujos estudos se dão através das vibrações magnéticas, que nos devem ser transmitidos pelas religiões, por meio de doutrinas. Conclusão: o estudo é a forma de se evoluir através da propriedade da Força.

Para obter as experiências físicas acerca da sabedoria, os seres humanos passam a desenvolver a um outro órgão mental, ao qual todos já denominam de intelecto. Este órgão se inicia e se desenvolve por intermédio da propriedade da Energia, que contém o tempo, possibilitando a aquisição da ação, que é o ato. Para tanto, os seres humanos têm que adquirir a ética, para que assim possam transcender a este mundo, transportando-se ao Tempo Futuro, onde se encontra o campo de todas as experiências físicas acerca da sabedoria, ou seja, os efeitos de todos os fatos e fenômenos da natureza, cujos sofrimentos se dão através das radiações elétricas, que nos devem ser transmitidos pelas ciências, por meio de sistemas. Eu devo aqui ressaltar que o termo sofrimento não deve ser considerado apenas e simplesmente no sentido de dor ou miséria, mas sim como também no sentido de sofrer efeitos, uma vez que podemos sofrer efeitos não somente dolorosos, como também prazerosos. Conclusão: o sofrimento é a forma de se evoluir através da propriedade da Energia.

Para obter os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as experiências físicas acerca da sabedoria, ao mesmo tempo, quer dizer, ambos coordenados, os seres humanos passam a desenvolver mais um órgão mental, ao qual todos já denominam de consciência. Este órgão mental se inicia e se desenvolve por intermédio da propriedade da Luz, dando origem à nossa luz astral, que penetra as coordenadas do Universo por que passamos, que coordenando a verdade e a sabedoria se pode alcançar a razão. Para tanto, os seres humanos têm que adquirir a moral e a ética, ao mesmo tempo, tornando-se educados, para que assim possam transcender a este mundo, tornando-se universais, para que então possam percorrer as coordenadas do Universo, onde se encontra o repositório de todos os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e o campo de todas as experiências físicas acerca da sabedoria, ou seja, o Saber, por excelência, portanto, as causas e os efeitos de todos os fatos e fenômenos da natureza, cujos raciocínios se dão através das raiações de luz, que nos devem ser transmitidos pelas doutrinas e pelos sistemas, por onde se pode inferir a finalidade para a existência eterna e universal. Devo aqui ressaltar que é através desses raios de luz que são produzidas a amizade e o amor espirituais. Conclusão: o raciocínio é a forma de se evoluir através da propriedade da Luz.

A grande educadora Olga B. C. de Almeida nos dá uma pequena amostra da suprema perfeição da natureza, quando diz com maestria que os estudos da psicologia das cores, devidamente comprovados por recentes experiências, mostram-nos que um ser humano, quando fechado em um aposento repleto de vermelho, torna-se irritado e vicioso. Isto realmente nos faz comprovar toda a perfeição da natureza, pois este mundo, que dela faz parte integrante, sempre soube fazer com que o verde dos vegetais, o azul da atmosfera, o verde-azul do mar e o branco das nuvens exercessem influência positiva sobre os nossos nervos, e, por conseguinte, despertassem-nos sensações de bem-estar e conforto.

E como este mundo, pelo menos por enquanto, representa a nossa natureza, é evidente que tudo quanto nele existe é para nos despertar as sensações de bem-estar e conforto, o que nos obriga a reconhecer que todas as nossas dores e misérias não são originárias propriamente deste mundo, mas sim de nós mesmos, das nossas próprias imperfeições, quando insistimos em produzir sentimentos inferiores e pensamentos negativos, que emanam da aura através das vibrações magnéticas, das radiações elétricas e das radiovibrações eletromagnéticas, em que em todos os setores da vida sempre preponderam o egoísmo, a vaidade, a inveja, a prepotência, o ciúme, a intolerância, o pessimismo, a indelicadeza, a indiferença, a cobiça, o interesse, e tudo o mais que agrava e corrói as relações humanas, cujas imperfeições se manifestam de todos os modos através das nossas relações recíprocas, fazendo com que façamos sofrer dolorosamente uns aos outros, sendo por isso absolutamente contrários aos sentimentos superiores e aos pensamentos positivos que Jesus, o Cristo, transmitiu-nos, que se revelam na forma de raios de luz que representam o verdadeiro amor, embora os seres humanos tenham que produzir primeiramente a verdadeira amizade, pois que ambos são de natureza espiritual.

Mas tudo isso acontece porque ignoramos a natureza, por conseguinte, a nossa gênese, a nossa realidade, a nossa finalidade, em resumo, a nós mesmos. Temos, pois, necessária e obrigatoriamente, que compreender a natureza para que então possamos compreender a nós mesmos, a fim de que possamos modificar radicalmente o nosso presente e planejar racionalmente o nosso futuro.

Fica posto assim, então, que a natureza representa o próprio mundo-escola em que temporariamente estamos a habitar, enquanto encarnados aqui estivermos, desde que ao desencarnar não fiquemos quedados no astral inferior, contraindo débitos para futuros resgates bastante dolorosos no futuro, como nos casos de Jeová, de Ignácio de Loyola e de tantos e tantos outros espíritos que assim ficaram decaídos.

E como a natureza se nos apresenta à nossa luz astral com todo o seu esplendor e com toda a sua exuberância, nada mais justo e recomendável que encerrarmos o assunto que lhe diz respeito por intermédio da poesia, não da poesia em que o poeta expõe a sua criação imaginativa através dos seus devaneios, fugindo à naturalidade que retrata a realidade da vida. Pelo contrário, mas do poeta que expõe a sua criação concebida através das suas ideias, adentrando à naturalidade que retrata a realidade da vida, do ser atômico ao ser humano. E é o grande poeta Guerra Jungueiro quem vem nos dizer o seguinte:

Toda alma é clarão e todo corpo lama,

Quando a alma apodrece inda o clarão cintila,

Tirai o corpo — e fica uma língua de chama,

Tirai a alma — e resta um fragmento d’argila…”.

Esses versos do grande poeta português, demonstram claramente, sem qualquer sombra de dúvida, que os seres humanos, mesmo trazendo em si toda a arte da poesia, quando não se encontram embalados nos delírios dos seus devaneios exacerbados, conseguem perceber e compreender, como que em um relance, toda a realidade da vida, portanto, da existência eterna e universal, deixando transparecer tudo o que existe de belo e esplendoroso na realidade da natureza. E isto deve servir de exemplo para que os credulários, que são afeitos ao devaneio do sobrenatural, e os cientistas, que são afeitos à ilusão da matéria, possam contemplar a natureza até por intermédio da poesia.

De qualquer maneira, que se duvide dos exemplos dos poetas mais realistas, mesmo aqueles que são dados à poesia, mas que não se atrevam a duvidar da Veritologia, da Saperologia e da Ratiologia, pois serão estes tratados superiores que irão representar a árvore frondosa de onde deverão se ramificar  todas as parcelas do Saber em um futuro muito próximo, em que as religiões e as ciências deverão por fim ser interligadas, sendo coordenadas em uma perfeita harmonia, sendo este o tão sonhado casamento entre ambas, cuja coordenação deverá ser realizada por intermédio das religiociências, quando enfim a consciência poderá se fazer valer neste mundo de meu Deus, com vistas à ordem e ao progresso da nossa humanidade, sendo assim, e somente assim, que os seres humanos poderão gozar de uma felicidade relativa, relativa sim, mas da verdadeira felicidade.

A natureza, portanto, representa a palavra de Deus, pois que ela é o verdadeiro livro sagrado que foi, que é, e que continuará sendo sempre escrito por todos os seres, partículas do Ser Total, em todos os tempos, sem princípio e sem fim, mas com meio, que é o seu próprio retrato. Então vamos todos, ora em diante, contemplar a natureza por inteiro através da nossa luz astral, e não com os olhos da cara, e nem com estes armados com instrumentos e aparelhos, a não ser para fornecer subsídios à luz astral, e sem imaginar a existência do devaneio sobrenatural e da ilusão da matéria, mas apenas concebendo, com todos adentrando na fase da concepção, formulando ideias precisas a respeito de todas as coisas que a formam, que são as responsáveis por todos os fatos e fenômenos que existem, pois que a existência é eterna e universal. Que o grande poeta Guerra Jungueiro, então, venha encerrar este assunto acerca da natureza, emprestando-nos as suas mais belas palavras poéticas, como a seguir:

Há mais fé e há mais verdade,

Há mais Deus com certeza,

Nos cardos secos de um rochedo nu,

QUE NESSA BÍBLIA ANTIGA… Ó Natureza,

A ÚNICA BÍBLIA verdadeira és tu...”.

 

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