24.08- Considerações sobre a minha encarnação passada

Prolegômenos
16 de setembro de 2018 Pamam

Coube ao Brasil a imensa dignidade e a suprema glória de ver fincada em seu território a bandeira do Racionalismo Cristão, que tremula em direção a todas as demais nações espalhadas pelo mundo e se estende pelo Universo, desfraldando as cores deslumbrantes da verdade e da sabedoria e a luz resplandecente da razão.

Mas por que coube ao Brasil essa imensa dignidade e essa suprema glória?

É sabido que o Antecristo da humanidade que seguimos na esteira evolutiva do Universo, deslocou-se da sua humanidade para a nossa, a fim de elaborar um plano para a nossa espiritualização, agindo intensamente para a consecução desse seu fabuloso plano espiritualizador, tendo que encarnar várias vezes neste nosso mundo-escola, como Hermes, no Egito, Krishna, na Índia, Confúcio, na China, Platão, na Grécia, e, finalmente, como Jesus, na Palestina, quando então alcançou a condição evolutiva do Cristo.

Todas as nações que hoje se encontram estabelecidas em seus respectivos territórios, assim se encontram em função desse fabuloso plano de espiritualização elaborado para a nossa humanidade, pois que a nossa próxima meta é a formação de um Estado Mundial. No entanto, o que vai nos interessar são algumas noções acerca dos primórdios das formações das nações portuguesa e brasileira, peças-chaves desse fabuloso plano, cujas nações são irmãs por natureza, para que então possamos observar com clareza o desfecho desse fabuloso plano espiritualizador.

Sabe-se que o grande rei D. Afonso Henriques, o fundador da nação portuguesa, foi uma das encarnações anteriores de Luiz de Mattos. Esse rei é considerado como tendo sido o mais corajoso e valente general da sua época, época em que predominava no mundo o sentimento credulário, algo que ele aliou à convicção de que se encontrava ao serviço de Jesus, o Cristo, triplicando-lhe a força e a disposição para a luta contra os inimigos que tentavam impedir de todos os modos o estabelecimento da nação portuguesa no mundo.

A aparição de um mensageiro enviado pelo nosso Redentor, narrada em pessoa por Afonso Henriques, não têm nada de extraordinário, nem mesmo a imagem do próprio Jesus, o Cristo, crucificado, que lhe apareceu no espaço. Essas imagens eram formas astrais superiores destinadas a fortalecer a sua confiança na causa que defendia e no auxílio espiritual que não lhe poderia faltar.

Sendo detentor das mediunidades de vidência e de audição, pelo menos na ocasião, pôde o fundador do reino lusitano ver e ouvir o espírito que se apresentava em corpo astral, diante dos seus olhos, na forma de um ancião, dizendo-lhe ser mensageiro de Jesus, o Cristo, e lhe garantindo a vitória das suas armas contra os inimigos.

O que para Afonso Henriques parecia um milagre, o fato obedecia rigorosamente às leis espaciais, aos princípios temporais e aos preceitos universais, de altíssima mas compreensível transcendência e sabedoria. Torna-se evidente que os conhecimentos metafísicos acerca da verdade dessa época eram insipientes, não podendo ser comparados com os dos dias de hoje. Nesse passado longínquo eles eram praticamente nulos, com os seres humanos vivendo mergulhados no mais profundo misticismo, repletos de ignorância e superstição, em que predominavam os credos católico e muçulmano, que se digladiavam entre si.

Mas essas mesmas imagens astrais formadas por Espíritos Superiores aparecerem posteriormente por diversas vezes a Joana D’Arc, com os corpos astrais representando Santa Catarina de Fierbois e Santa Margarida, das quais a donzela era devota, ordenando-lhe que se pusesse à frente das tropas contra os inimigos da França e fizesse coroar Carlos VII, o que ela, após hesitar, cumpriu à risca, levada pelas suas imagens e vozes, e depois de tomar várias praças fortificadas dos ingleses, fez coroar o rei, com a maior solenidade, em Reims, no dia 17 de julho de 1429. Acrescente-se o fato de que a maior heroína francesa não passava de uma simples e ignorante pastora, jamais havendo, antes, saído da sua aldeia e nada entendendo, até então, do manejo das armas. Vide o tópico 15.03.02.09- O caso Joana D’Arc.

Jesus, o Cristo, foi em sua própria humanidade um grande cientista, que depois alcançou a condição de saperólogo e, posteriormente, a condição de ratiólogo, tornando-se o Antecristo da sua humanidade, quando então se deslocou para a nossa, a fim de elaborar um plano para a nossa espiritualização, após haver cumprido com as suas obrigações e os seus deveres para com aquela. Ele então se tornou um grande doutrinador e sistematizador, cujos ensinamentos não poderiam deixar de fazer eco na nação portuguesa, dotada de um profundo amor pela sua liberdade e pela liberdade dos povos.

Em sua obra Os Portugueses Perante o Mundo, o Dr. Melo de Morais, período de 1816 a 1882, médico e historiador brasileiro, diz o seguinte:

Vendo os senhores do mundo que o povo lusitano não largava as armas e antes queria morrer livre do que ser escravo de Roma, procuraram, afinal, cativar-nos com esses mesmos dons de liberdade pela qual nunca tínhamos deixado de pelejar.

Sim, cativaram-nos com essas honras e privilégios que a sagacidade romana sempre tinha de reserva quando lhe falhavam as armas, isto é, com os foros da colônia e município; foros que nos faziam quase trocar o nome de cidadãos romanos, e ao que o mundo desse tempo dava a maior estimação.

Por esta maneira, conseguiram, pela liberdade, um domínio que nunca tinham podido conseguir pelas armas, e assim também deixaram a todos os governantes futuros do brioso povo lusitano a grande e luminosa lição de que um tal povo pode, sim, por anos ser privado de suas liberdades, mas não pode ser eternamente escravo de ninguém; porque, cedo ou tarde, toma a heroica resolução de as recobrar”.

Ocorre, porém, uma certa dúvida se a nação portuguesa tinha realmente amor pela liberdade dos povos, dúvida esta que pode ser dissipada por Antônio José de Almeida, período de 1866 a 1929, que foi um político republicano português e sexto presidente da República Portuguesa, cargo que exerceu no período de 5 de outubro de 1919 a 5 de outubro de 1923, tendo sido na época o único presidente a cumprir integralmente, sem interrupções, o seu mandato de quatro anos, tendo com ele Portugal retornado a uma presidência civil, quando em seu memorial discurso perante o Congresso Brasileiro, com franqueza, proferiu as seguintes palavras:

Não tenho dúvida em lhes dizer que estou aqui, em nome de Portugal, para agradecer aos brasileiros o favor que eles nos prestaram, a nós, proclamando-se independentes no momento em que o fizeram”.

Continuando, escreve o Dr. Melo de Morais:

Para não sermos precipitados no que temos de dizer, mister é que tomemos a história da mais longe, para mostrar, com a ordem dos tempos, que a celebridade dos portugueses vem de eras tão remotas, que parece fabulosa a memória da sua história. No entanto, ela vem do berço com eles, e como que solidária nos anais do gênero humano.

Falar contra os fatos sem conhecimentos certos, e maldizer dos homens sem um motivo veemente, unicamente com o gosto de deprimir, ocultando o merecimento, é justificar em péssima prosa o que disse Felinto Elísio em belos e candentes versos:

‘Não vive o néscio, bem que a vida alongue;

Viver é tomar gosto à formosura,

Ao esplêndido universo;

Não se gosta do que não se conhece’.

A nação portuguesa, conforme a ela se referem vários cronistas, desde que teve o nome de Lusitânia até à juventude de D. Sebastião (que mediou o longo espaço de três mil anos), realizou tantos prodígios na paz como na guerra, que se tornou, sem dúvida, o terror e a admiração de muitos impérios.

Paira nos anais do mundo e na história dos primeiros povoadores da Europa que Luso, antes da vinda de Cristo, mil e quinhentos anos, deu o seu nome ao reino lusitano; e contam as tradições que Tabul, quinto filho de Jafé, neto de Noé, navegando, com os recursos de então, pelo Mediterrâneo, atravessou o estreito (hoje Gibraltar) e veio à parte mais ocidental da Europa e, em um sítio ameno e delicioso, fundou, com os seus poucos companheiros, a primeira povoação da península, a que chamou, por corruptela, Setúbal (ajuntamento de Tubal). Por muitos anos governou Tabul esses lugares (Pelos anos da criação do mundo, 1800, e 136 depois do dilúvio, 2208 antes da vinda de Nosso Jesus Cristo)”.

E para que se constate com clareza as vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas produzidas por Jesus, o Cristo, sobre Portugal, com todos varrendo das suas mentes pensamentos indignos em relação ao fato, para que fique bem evidente o que podem fazer os Espíritos Superiores e, ainda, para que dúvidas não venham a pairar sobre o motivo por que Portugal e o Brasil vivem estreitamente ligados em espírito e em sangue, continuemos com as lições fornecidas pela História, por intermédio do Dr. Melo Morais:

PORTUGAL INDEPENDENTE DA ESPANHA, E SOB SEUS REIS

Invadida a Península, os adoradores do Alcorão e Henrique de Borgonha (bisneto de Hugo Capeto, rei de França), à frente de cavaleiros franceses, vieram a ajudar a Afonso IV de Castela a defender a fé na Redenção. Afonso, reconhecendo tão bondoso serviço, assentou pagar-lhe, casando-o com Teresa, filha do seu amor (1095), acrescentando ao dote tudo o que sobre a Espanha possuíssem os infiéis. Portugal (Porto Calo) era então ocupado pelos discípulos de Maomé, e depois de 17 vitórias, que a eles ganhou Henrique de Borgonha, os expeliu para longe, apossou-se do território e se reconheceu conde de Portugal, título mais honorífico, naquelas eras, que o de duque.

Os altos e incompreensíveis decretos da Providência puseram termo ao viver de Henrique (1º de novembro de 1112, na idade de 77 anos), e os seus amplos projetos desceram com ele para o túmulo; porém, ficando-lhe um filho digno de o suceder, não tardou muito para que os negócios de Portugal mudassem de face”.

Ao episódio dos grandes feitos de Afonso Henriques, filho de Henrique de Borgonha, o grande poeta Camões faz referências da seguinte maneira:

Um rei por nome Afonso, foi na Espanha

Que fez aos sarracenos tanta guerra,

Que por armas sanguíneas, força e manha

A muitos fez perder a vida e a terra.

Voando deste rei a fama estranha

Do Herculano Calpe à cáspia serra,

Muitos, para na guerra esclarecer-se,

Vinham a ele, e à morte oferecer-se.

E com amor intrínseco acendidos

Eram de várias terras conduzidos,

Deixando a pátria amada e os próprios lares

Depois que em feitos altos e subidos

Se mostraram nas armas singulares,

Quis o famoso Afonso que obras tais

Levassem prêmio digno e dons iguais.

Destes Henrique, dizem que segundo

Filho de um rei de Hungria experimentado,

Portugal houve em sorte que no mundo

Então não era ilustre nem prezado,

E, para mais sinal de amor profundo,

Quis o rei castelhano que casado

Com Teresa, sua filha, o conde fosse

E com ele das terras tomou posse.

Este depois que contra o descendente

Da escrava Agar vitória grandes teve,

Ganhando muitas terras adjacentes,

Fazendo o que a seu forte peito deve;

Em prêmios destes feitos excelentes

Deu-lhe o Supremo Deus em tempo breve

Um filho, que ilustrasse o nome ufano

Do belicoso reino Lusitano”.

Devemos aqui ressaltar que Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, herdeiro das virtudes e das bravuras do seu pai, ainda que sob a tutela de Teresa, sua mãe, encontrava-se em idade própria e principiou a aumentar os seus Estados, e, em guerra com Castela, viu-se forçado a fazer a paz, depois da intervenção do delegado pontifício. Os sentimentos do seu pai nunca o deixavam e, por isso, em continuadas guerras contra os infiéis, em 1140 ganhou a célebre batalha de Ourique, no Alentejo, contra cinco reis mouros, sendo, na mesma ocasião, aclamado rei de Portugal pelos seus companheiros de armas, título que foi confirmado pelas cortes de Lamego.

Prosseguiu o grande rei a realizar conquistas da Beira e Estremadura Portuguesa, a seguir passou ao Alentejo, onde triunfou sobre cinco reis mouros e quinze régulos, cujo principal imperador era Ismael, que se encontravam acompanhados de uma multidão de bárbaros. Afonso Henriques, cheio de piedade e confiança em Deus, fazia as suas preces em meio aos estrondos das armas. Certo dia, já em alta noite, leu um livro sobre a vitória milagrosa de Gedeão com apenas trezentos homens, sem armas, contra o numeroso exército dos madianitas. Nesse momento, elevando o pensamento a Jesus, o Cristo, disse:

Senhor Todo-Poderoso, bem sabeis que só para a glória do vosso adorável nome tomei as armas contra os inimigos da fé; igualmente podeis dar a vitória a muitos ou a poucos. Se quereis que eu seja morto às mãos dos inimigos, cumpra-se a vossa vontade; mas se me concedeis a vitória, será vossa toda a glória”.

Exausto pelos esforços de guerra, inclinou a cabeça sobre o livro e adormeceu, ainda vestido. Estando adormecido, desdobrou-se, quanto então viu um espírito mensageiro de Jesus, o Cristo, que assim lhe falou:

— Confia que vencerás a esses infiéis, e o Senhor te manifestará toda a sua misericórdia.

Após haver recebido a mensagem espiritual, foi despertado por D. João Fernandes de Souza, camareiro do príncipe, que lhe disse:

— Lá fora se encontra um venerável ancião a vos procurar.

— Entra, se é cristão. — disse Afonso Henriques, obviamente porque não poderia adentrar em seu recinto alguém que fosse muçulmano.

Assim que viu o ancião, Afonso Henriques o reconheceu como sendo o mensageiro que havia sido enviado por Jesus, o Cristo, o qual havia visto quando se encontrava desdobrado, que se dirigindo a ele assim disse:

— Tende bom ânimo, vencereis e não sereis vencido. Sois amado por Deus, que tem posto os olhos da sua misericórdia em vós. Deus me envia, e ao toque da campainha de minha cela, esta noite, no deserto em que vivi entre os bárbaros, há sessenta anos, guardado pelo Senhor, ides, sem testemunhas, gozar as maravilhas do Altíssimo.

Afonso Henriques venerou ao Senhor e ao Seu enviado, ficando em preces. À noite, em conformidade com as instruções, ao toque da campainha da cela do ancião, dirigiu-se ao local combinado, fora do acampamento, e, de repente, ao nascente, viu um raio de luz mais fulgurante do que o Sol, no meio do qual vinha Jesus, o Cristo, crucificado, tendo ao lado outras formas humanas também resplandecentes, inclinadas para ele. A cruz era admiravelmente grandiosa, levantada a uma altura de uns sete metros.

Afonso Henriques largou as armas e os seus sapatos, prostrou-se em terra, banhado em lágrimas de amor pelo Nazareno, extremamente comovido, dizendo com ênfase:

— Para que vindes a mim, Senhor? Quereis aumentar ainda mais a minha fé, nela educado desde criança? Ide vos manifestar aos infiéis, para que todos em vós creiam.

Sem que demonstrasse qualquer perturbação, pedia a Jesus, o Cristo, que confortasse os seus vassalos. Jesus, o Cristo, então, em um suavíssimo tom de voz, disse:

— Não te apareci desta maneira para te acrescentar a fé, mas para fortalecer o teu coração nesse conflito. E para estabelecer e confirmar sobre pedra firme os princípios do teu reino. Confia, Afonso, porque não somente vencerás esta batalha, mas todas as outras em que pelejares contra os inimigos da cruz. Tua gente a achará alegre para a guerra, e forte, pedindo-te que, como o título de rei, entres nesta batalha; não duvides, mas lhes concede liberalmente o que te pedirem. É a minha vontade edificar sobre ti, e sobre a tua geração depois de ti, um império para a verdade.

Aqueles que são mais compreensivos e mais afeitos à arte da interpretação, podem perfeitamente compreender que Jesus, o Cristo, apareceu a Afonso Henriques para anunciar pessoalmente o início da formação da nação portuguesa, determinando a que ele fosse o seu primeiro rei. E como Afonso Henriques foi uma das encarnações anteriores de Luiz de Mattos, o qual fundou o Racionalismo Cristão, pode-se perfeitamente também compreender que ali Jesus, o Cristo, estava estabelecendo um império para a verdade.

E assim, prostrado em terra, adorando ao Nazareno, Afonso Henriques disse:

— Senhor, por que merecimentos me anunciais tanta piedade? Farei o que mandares; e vós, ponde os olhos de misericórdia em os meus descendentes, como me prometeis; e a gente de Portugal guardai e salvai; e se contra eles algum mal tiverdes de determinar, antes o convertereis todo em mim, e aos meus sucessores, e ao meu povo, que amo tanto como único filho, absolvei.

Consentindo nas palavras de Afonso Henriques, Jesus, o Cristo, assim se pronunciou:

— Não se apartará deles, nem de ti a alguma hora em minha misericórdia, porque por eles tenho aparelhado para mim grande sementeira, pois os escolhi por meus semeadores para terras muito apartadas e remotas. — e dizendo isto desapareceu.

Pode-se aqui constatar claramente que essa grande sementeira era justamente a nação portuguesa, que Jesus, o Cristo, havia escolhido para ser os seus semeadores em terras muito apartadas e remotas, além-mar, e que essas terras eram justamente o Brasil. Isto implica em dizer que nós, brasileiros, fomos semeados pelos portugueses, assim como se a nossa terra tivesse sido germinada pelos portugueses, dando origem a um campo fértil onde a verdade pudesse formar um império, império este citado pelo próprio Jesus, o Cristo.

Apenas a título de maiores considerações, pode-se constatar claramente que foi preciso a encarnação de um espírito integrante da plêiade do Astral Superior, que se chamou de Joana D’Arc, para fazer florescer a nação francesa, evitando assim que ela passasse a fazer parte da Inglaterra. Mas no caso da nação portuguesa foi preciso que Jesus, o Cristo, viesse à Terra diretamente do seu Mundo de Luz, para que então ela viesse a florescer, evitando assim que ela passasse a fazer parte da Espanha. E mais: para que então viesse a florescer posteriormente a nação brasileira. Por aqui se pode mensurar a importância destas duas nações.

Nós fomos gerados pelos portugueses, temos as mesmas raízes, daí a razão pela qual Luiz de Mattos amava tanto ao Brasil, pois que sendo o precursor da nação portuguesa, é também o precursor da nação brasileira. Importa, pois, que nós, o portugueses e os brasileiros, unidos em Luiz de Mattos, venhamos a nos unir em uma só e única nação. Quando no site pamam.com.br, eu deverei detalhar a este assunto que deverá unir, irmanar, congregar, Portugal e o Brasil, em laços perenes de amizade espiritual, assim como unida, irmanada, congregada, encontram-se a verdade e a sabedoria pela razão.

Apenas em síntese é que nós podemos desvendar ao fabuloso plano elaborado por esse grande espírito para a nossa espiritualização, que assim podemos saber realmente o surgimento dos primórdios das nações portuguesa e brasileira. E assim, Afonso Henriques foi aclamado Afonso I, rei de Portugal, dizendo-se ainda infante — em Portugal, filho de reis, porém não herdeiro do trono —, príncipe ou duque, mas, de qualquer maneira, já se encontrava intitulado rei em algumas escrituras.

Seguiu-se então a vitória no campo de Ourique, em 25 de julho de 1139, como Jesus, o Cristo, havia prometido, em que os inimigos morreram ou fugiram, tendo os demais vencidos feitos prisioneiros. Afonso Henriques voltou para Coimbra com milhares de cativos, entre eles dois reis mouros, D. Joas e D. Geraldo de Sia, que foram entregues a D. Teotônio, o primeiro foi convertido cônego e sacerdote, e o segundo irmão converso no Real Mosteiro de Santa Cruz, onde floresceram em virtudes.

Afonso Henriques, então, mandou fazer pelos mais hábeis artífices uma imagem perfeita do crucifixo, tal como Jesus, o Cristo, havia lhe aparecido. A primeira não agradou, por ser muito encorpada, encontrando-se na Capela de Jesus. A segunda pareceu menor do que deveria ser, estando venerada no altar-mor da Igreja de Santa Justa, em Coimbra, com fama de milagrosa. A terceira, a que mais agradou, esteve na Igreja de São João das Donas.

Quando soube da coroação, o rei de Castela não se opôs ao título recebido por Afonso Henriques de rei de Portugal, ainda que depois pretendesse sujeitá-lo à sua corte. O papa Inocêncio II o reconheceu rei, no ano de 1142, tendo o papa Alexandre III confirmado o seu reinado. Nas cortes de Lamego, estabeleceu-se logo as leis fundamentais da monarquia.

O então monarca fundou a Ordem Militar de Avis, extinta em 1834, a da Ala, que se extinguiu com o tempo, dedicada a São Miguel Arcanjo, que viu o rei com braço, asa e espada, prostrando diante de si milhares de mouros, para entrar vitorioso no território conquistado. A primeira praça que Afonso Henriques tomou dos mouros, na Estremadura, Leiria, reedificou logo em terra deserta e deu a São Teotônio, que lá mandou fundar o seminário dos seus Cônegos Regulares e Missionários, para que instruíssem na fé e virtude os povos da província.

Mas os mouros vieram de improviso, queimaram os cônegos na igreja e levaram cativos os moradores da praça, em cuja satisfação São Teotônio mandou o seu sobrinho D. João com os caseiros do Mosteiro de Santa Cruz, que, sem armas, avistando Arrouches, uma praça fortíssima dos mouros, renderam-nos.

Afonso Henriques, então, restaurou Leiria e continuou com as suas conquistas, rendendo os mouros em Terras Novas, com facilidade. A seguir, entrou vitorioso em Mafra, Cintra e outras praças. Contou com a ajuda de 14.000 soldados alemães, ingleses e franceses para conquistar Lisboa, que haviam chegado por “acaso”, com ânimo militar, para lutar contra os turcos da Palestina. Dominada aquela região do mundo destinada aos portugueses, por determinação expressa de Jesus, o Cristo, o rei passou em triunfo pelo Tejo, rendeu Alcácer, Serpa, Moura e as demais praças, até Beja. Após tomar Cesimbra, lançou-se ao campo, quando se avistou com o rei mouro de Badajós, a quem seguiam 60.000 infantes e 4.000 cavaleiros, tendo rendido a todos eles.

Em 1146, Afonso Henriques se casou com a rainha D. Mafalda, filha de Amadeu III, conde de Saboia e Mauriana, com quem teve vários filhos, inclusive D. Sancho, que lhe herdou o trono. Fora do matrimônio ele teve quatro filhos, com o Astral Superior tendo que aceitar a esse seu deslize matrimonial.

Lançados os mouros de Santarém, Óbidos, Alenquer, Palmeia e Évora, fez o rei transladar o corpo de São Vicente, diácono mártir, do Promontório Sacro, no Algarve, para Lisboa, de cuja cidade é padroeiro, embora no dia 13 de junho seja feriado em Lisboa para honrar a Santo Antônio, que muitos consideram ser o padroeiro da capital de Portugal, pois muitos lisboetas não sabem que o patrono da diocese de Lisboa não é este mártir.

Em seguida, entrou Afonso Henriques em triunfo pelo Reino de Leão, para se desagravar da má vizinhança que lhe havia afrontado o seu genro, D. Fernando, rei daquele reino. E logo tomou Badajós aos mouros. Sendo perseguido pelo seu genro D. Fernando, quis confrontá-lo, mas, aos sair da cidade, quebrou uma perna no ferrolho, tendo sido preso pelos leoneses. Prometeu, então, deixar as terras que ocupara naquele reino e as terras que havia ocupado naquele vale, sem nunca mais as haver ocupado, para manter a sua palavra real, passando depois a andar de carruagem.

Sabendo Albojaque, o rei mouro de Sevilha, do infeliz insucesso de Afonso Henriques, dirigiu-se com um numeroso exército para sitiar Santarém, tendo sido imediatamente vencido, antes mesmo de chegar o socorro dos leoneses, que desejavam ajudar ao rei de Portugal, esquecidas as desavenças passadas.

O rei mandou o seu filho, o príncipe D. Sancho, como general do exército português, para sitiar Sevilha, onde, desde a entrada dos mouros na Espanha, ainda não se haviam visto armas cristãs, as quais, em um breve período de tempo, voltaram triunfantes de todo o poder dos bárbaros, sendo arrastadas as suas bandeiras. Chegando as tropas a Porto de Mós, o rei mouro de Valença aí foi vencido pelo valoroso D. Fuas Roupinho, que desfez também duas armadas inimigas e limpou de corsários as costas do mar de Portugal, seguindo as ordens de Afonso Henriques.

O triunfo mais ilustre do grande Afonso Henriques ocorreu no ano que precedeu a sua morte. O rei Miramolim, de Marrocos, justamente com outros treze reis mouros, chegaram para sitiar Santarém, aonde estava D. Sancho, tendo o seu pai permanecido em Coimbra, quando então soube da notícia do sítio. Imediatamente foi de encontro aos bárbaros, que foram atacados pelo rei, de uma parte, e pelo príncipe, de outra. O rei Miramolim morreu na batalha, ficando ao chão uma grande extensão de cadáveres de mouros. Os portugueses ficaram ricos com os despojos, e os seus soberanos ficaram gloriosos com a vitória.

Afonso Henriques desencarnou em Coimbra, em 6 de dezembro de 1185, aos 76 anos de idade, tendo passado 57 anos como governante, desses, 46 como rei, tendo o seu espírito sido transladado imediatamente para o seu Mundo de Luz. Foi sepultado no seu Real Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, onde tem culto imemorial de santo e pendentes em seu túmulo insígnias alcançadas. Guarda-se a espada do rei como sendo uma preciosa relíquia. Como que zelando por Portugal, até depois de morto, foi visto com o seu filho D. Sancho a ajudar o rei D. João I a tomar Ceuta aos mouros, na África. Em Alcobaça, com paramentos de festa, fazem-se as exéquias ao grande rei.

Afonso Henriques fez um juramento acerca da visão que teve, descrevendo-a. Assinaram o juramento com ele os seguintes fidalgos: D. João, bispo de Coimbra; D. Gonçalo de Souza, procurador de Guimarães; D. João, metropolitano de Braga; D. Teotônio, prior; Paio Mendes, procurador de Braga; Soeiro Martins, procurador de Coimbra; D. Fernando Pires, mordomo-mor; Pedro Pais, alferes-mor; Alonso Mendes, alcaide-mor de Lisboa; Mendo Pires, por Mestre Alberto, chanceler-mor; e Vasco Sanches.

Afonso Henriques foi um instrumento valiosíssimo para a consecução do plano de espiritualização da nossa humanidade, porque na época assim era necessário que ele desbravasse o solo pátrio português, com denodo e coragem, brandindo a sua espada invencível, não ao serviço das glórias pessoais e nem das simples conquistas territoriais, mas sim empenhado em cumprir com a sua missão na Terra, inspirado que fôra pelas vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas produzidas por Jesus, o Cristo, e também pela plêiade de espíritos de luz que integram o Astral Superior.

A nação portuguesa é formada por espíritos que são seguidores da verdade, por isso possuem os seus criptoscópios mais desenvolvidos do que os seus intelectos, sendo mais afeitos ao poder do que à ação. Enquanto que a nação brasileira é formada por espíritos que são seguidores da sabedoria, por isso possuem os seus intelectos mais desenvolvidos do que os seus criptoscópios, sendo mais afeitos à ação do que ao poder. Mas isso não quer dizer a atrofia do outro órgão mental por parte de nenhuma das duas nações, apenas o sobressair de um sobre o outro.

É justamente por isso que existem as anedotas de mau gosto que os brasileiros contam sobre os portugueses, ignorando completamente que as suas inteligências diferem um pouco das inteligências dos lusitanos, embora ambos sejam realmente inteligentes. E é justamente por isso que, de um modo geral, os portugueses concebem os brasileiros agindo de modo inesperado, arranjando sempre uma forma de “se virar” e sair da pior situação possível, cuja forma ficou conhecida como sendo o famoso “jeitinho brasileiro”.

Mas as duas nações são irmãs por natureza, pois que os laços dessa irmandade foram determinados por Jesus, o Cristo, por isso os seus laços tendem a se estreitar cada vez mais, principalmente ao final da minha explanação sobre este site de A Filosofia da Administração e ao final da minha explanação sobre o site pamam.com.br, quando, enfim, as nações portuguesa e brasileira se unirão, irmanarão, congregarão, definitivamente, unindo as duas nações em somente uma nação, dando início assim à formação de um Estado Mundial.

Se na sua encarnação como Afonso Henrique foi grande, na sua encarnação como Luiz de Mattos se tornou um gigante. Mas como todo bom português, ele tinha o seu criptoscópio mais desenvolvido do que o seu intelecto. Então se tornou necessário que ele viesse para o Brasil, a fim de interagir com o ambiente intelectual da nação brasileira, para que então pudesse desenvolver ainda mais o seu intelecto, como nos conta Antônio Cottas, em seu discurso proferido no aniversário da desencarnação de Luiz de Mattos, em 15 de janeiro de 1936, conforme consta na obra Discursos de Antônio Cottas, as páginas 56 e 58, assim:

Mas para empreender a tua obra tornava-se necessário vir para o Brasil E AQUI FORMAR O SEU INTELECTO (grifo e realce meus), a sua personalidade moral.

Atribuindo-lhe a sua progenitora rebeldia pelos estudos, pois, fugia das escolas para ir caçar, talvez não erremos hoje se dissermos que ele estava sendo empolgado por uma força invisível aos olhos de todos os seus, para assim proceder, a fim de que, tido como sendo refratário ao estudo, sua Mãe alimentasse a ideia de mandá-lo para o Brasil para junto dos irmãos Manoel e Vitorino, pessoas já naquele tempo conceituadas no alto comércio de Santos e Rio, e mais tarde, principalmente Manoel Lavrador, na política e na revolução de 1893, pois era grande amigo de Saldanha Gama.

Vindo, de fato, para o Brasil, devido à severidade da sua genitora, foi ele internado num Liceu em Botafogo, onde pouco se demorou, dizendo aos irmãos que queria seguir o comércio, o que fez, porque estava traçado o seu programa espiritual, e se enveredasse por outro caminho, difícil seria criar o seu ideal — a Doutrina da Verdade.

A sua cultura teria que se fazer acompanhada de uma obrigação material, onde dia a dia fosse conhecendo os homens, as suas maldades, fraquezas ou necessidades, o desamor ao próximo, a corrupção moral e material, enfim, estando no palco da vida como ator e espectador, mais fácil seria a formação do seu caráter e o cumprimento do seu desiderato”.

Isso se explica em razão de Luiz de Mattos ser o fundador do Racionalismo Cristão, o embrião do instituto do Cristo em nossa humanidade, estabelecendo a sua forma inicial de doutrina, notadamente a doutrina da verdade.

Mas para que pudesse estabelecer a doutrina da verdade, tornava-se preciso que ele lançasse mão dos seus predicados intelectuais, uma vez que os conhecimentos metafísicos acerca da verdade devem ser transmitidos com a inserção de experiências físicas acerca da sabedoria, para que assim eles possam fazer eco na compreensão dos verdadeiramente intelectuais. Assim como para estabelecer um sistema da sabedoria, torna-se preciso que se lance mão dos predicados criptoscopiais, uma vez que as experiências físicas acerca da sabedoria devem ser transmitidas com a inserção de conhecimentos metafísicos acerca da verdade, para que assim elas possam fazer eco na percepção dos verdadeiramente criptoscopiais.

Assim procederam os veritólogos que formaram as escolas pré-socráticas, assim procedeu Aristóteles, como veremos mais detalhadamente quando adentrarmos na categoria relativa que trata acerca de A Era da Sabedoria, ainda neste site que trata de A Filosofia da Administração.

Com a vinda de Luiz de Mattos para o Brasil, a fim de formar ainda mais o seu intelecto, coube, pois, a este nosso lindo e esplendoroso país, a honra incontestável de se fundar em nosso solo pátrio o Racionalismo Cristão, por determinação expressa de Jesus, o Cristo. E quem afirma isso é o próprio Luiz de Mattos, quando em sua obra Pela Verdade, a página 260, assim diz:

Quer isto dizer que foi o Brasil o país escolhido pelas Forças Superiores para nele se desenvolver e consolidar o Racionalismo Cristão, puro, benéfico, explanando a verdade com base na própria ciência”.

Sem dúvida alguma é o Brasil o berço de uma nova civilização a surgir no cenário mundial, tendo por base o Racionalismo Cristão. É o que afirma Luiz de Mattos, em sua obra Cartas Oportunas Sobre Espiritismo, as páginas 19 e 180 e 181, quando ele assim se expressa:

Ao serviço da Verdade, definindo princípios doutrinários e nunca tratando de pessoas, teremos sempre um prazer imenso em ver contestadas as nossas asserções, mas contestadas por homens de valor e saber, criaturas verdadeiramente normais, que, como nós, desejem ser apenas instrumentos de esclarecimento do povo deste soberbo, lindo querido Brasil que, queiram ou não, há de ser o pioneiro da nova civilização (grifo meu), por ser habitado por muitas almas já grandemente evoluídas, que só se sentem felizes vendo os demais povos em paz.

Se, porém, o indivíduo duvida da existência da Força, do Espírito que organiza o corpo e o incita e movimenta, se não quer ter conhecimento certo e seguro e teima no grande mal de conservar-se na ignorância, negando, por prazer, a Verdade, que devia sentir em si próprio, a todos os instantes, se tem orgulho de dizer-se materialista e não quer saber da Alma, triste nota dá de si mesmo e ridículo se tornará perante os homens que raciocinam e que agora pensam como pensavam os ilustres Visconde de Saboia, Pinheiro Guedes, Alberto Seabra e Bezerra de Menezes, filhos deste grandioso país que, quer queiram quer não, há de levar a luz de uma nova civilização a todos os continentes (grifo meu)”.

E se coube ao Brasil a suprema glória de abraçar em seu território o Racionalismo Cristão, fundado pelo primeiro grande português, estabelecendo-o em sua forma de doutrina, torna-se óbvio que caberia ao primeiro grande brasileiro a sua explanação, dotando-o de um método, um sistema e uma finalidade, que é uma missão própria para um intelectual. E quem seria esse primeiro grande brasileiro? O próprio Luiz de Mattos revela quem seja esse primeiro grande brasileiro, quando em sua obra Vibrações da Inteligência Universal, as páginas 95 e 96, vem assim afirmar:

A Inteligência Universal — eloquência máxima, máximo amor e supremo bem — é sentida, remontando ao passado, na tribuna ocupada na Grécia e em Roma pelos grandes eruditos e notáveis oradores de épocas passadas, cujo saber e cuja fama oratória chegaram até nós, através das páginas da história.

Sente-se-a, depois, já na nossa época:

6º) – Ainda no Brasil, no Senado e fora dele, especialmente na reunião mundial dos mais notáveis homens daquela época havia, em Haia, pela voz e a vastíssima erudição de Ruy Barbosa — a maior mentalidade das Américas — que assombrou todos os sábios do mundo, nessa grande assembleia de notáveis de Haia, onde as verdades do Brasil, ditas pelo seu primeiro grande filho, calaram fundo no ânimo dos orgulhosos europeus, que ignoravam que no Brasil mais se soubesse e melhor e mais claramente se falasse, do que entre eles”.

Há que se ressaltar aqui que, estando encarnado como Ruy Barbosa, Luiz de Mattos me considerou como sendo a maior mentalidade das Américas, portanto do Novo Mundo, nome dado ao hemisfério ocidental, mais especificamente ao continente americano, justamente porque ele era a maior mentalidade do Velho Mundo, que é um termo generalizado que define o mundo conhecido pelos europeus até o século XV, ou seja, os continentes europeu, africano, asiático e os quatro arquipélagos da Macaronésia. Então nós representamos as maiores mentalidades do mundo, por isso somos os dois expoentes da nossa humanidade.

É certo que, quando me encontrava encarnado como Ruy Barbosa, Luiz de Mattos esperava que eu me dispusesse a estudar a vida transcendental, a vida fora da matéria, tendo como fonte a doutrina do Racionalismo Cristão, como que na expectativa que eu a completasse com um método, um sistema e uma finalidade, mas não era a época própria para esse desiderato, por isso eu declarei que já me encontrava muito velho para estudos dessa natureza. E assim esses estudos ficaram para a minha próxima encarnação, esta em que aqui ora me encontro encarnado atualmente como Marcos Valente Serra, ou, simplesmente, Pamam.

E foi assim que eu reencarnei neste nosso mundo-escola, na condição de cientista, mas de cientista da espiritualidade, que a tudo estuda, pesquisa e investiga, fazendo deste mundo o meu grande laboratório, para que então pudesse certificar a existência da baixa espiritualidade, notadamente a existência do astral inferior. De cientista eu passei para a condição de saperólogo, utilizando-me do Discurso do Método e Meditações da 1ª Filosofia, elaborado por Descartes, dotando a doutrina racionalista cristã de um método, além de descrever os métodos pelos quais os espíritos se elevam ao Espaço Superior e se transportam ao Tempo Futuro, que nada tem a ver com os métodos científicos, utilizados apenas para aquilo que os cientistas julgam poder explicar, para que então pudesse certificar a existência da alta espiritualidade, notadamente a existência do Astral Superior. E de saperólogo passei para o estágio evolutivo de ratiólogo, tornando-me um ser universal, para que então pudesse explanar o Racionalismo Cristão com eficácia, dotando-o de um sistema e de uma finalidade. E foi assim que eu consegui alcançar a condição do Antecristo da nossa humanidade. Fica provado, então, que o instituto do Racionalismo Cristão é embrião do instituto do Cristo em nossa humanidade.

Note-se que o espírito que alcançou a condição do Antecristo em sua humanidade, a qual a nossa segue na esteira evolutiva do Universo, deslocou-se dessa sua humanidade para a nossa e, estando em nosso meio, ao encarnar neste nosso mundo-escola como Hermes, no Egito, há 4.000 anos atrás, estabeleceu o início de uma Grande Era, denominada de A Era da Sabedoria, que perdurou por cerca de 2.000 anos. Ao encarnar como Jesus, o Cristo, decretou o final dessa Grande Era e estabeleceu o início de uma nova Grande Era, denominada de A Era da Verdade.

Por aqui já se pode compreender perfeitamente a razão pela qual ele apareceu a Afonso Henriques, uma das encarnações anteriores de Luiz de Mattos, e afirmou que através dele iria estabelecer um império para a verdade, que estava preparando uma sementeira para terras bem distantes e apartadas, que era justamente o Brasil. E assim, através da explanação do Racionalismo Cristão, fica coroado de pleno êxito o plano por ele elaborado para a nossa espiritualização. Foi por isso que, após a desencarnação de Luiz de Mattos, Jesus, o Cristo, nomeou-o como sendo o chefe da nossa humanidade, tendo retornado para a sua própria humanidade, como sendo o seu Cristo, pois que cada humanidade tem que formar o seu próprio Cristo, para que nesta condição possa levá-la em retorno para o Criador.

Na condição evolutiva do Antecristo da nossa humanidade, eu vim decretar o final da Era da Verdade e estabelecer o início de uma nova Grande Era, denominada de A Era da Razão, que deverá perdurar por cerca de 4.000 anos, cujo período eu deverei me encontrar deslocado para a humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, assim como Jesus, o Cristo, deslocou-se para a nossa humanidade, quando na condição do Antecristo da sua humanidade.

Nessa humanidade, eu deverei elaborar um plano para a sua espiritualização, tendo que encarnar por diversas vezes no seu mundo-escola para a consecução do meu plano espiritualizador. Na minha primeira encarnação nesse mundo-escola, eu deverei estabelecer o início de uma Grande Era, denominada de A Era da Sabedoria, que deverá perdurar por cerca de 2.000 anos. Entre outras encarnações, ao alcançar a condição do Cristo, eu deverei encarnar novamente nesse mundo escola, para decretar o final dessa Grande Era e estabelecer o início de uma nova Grande Era, denominada de A Era da Verdade, que deverá perdurar por cerca de 2.000 anos, ocasião em que deverei estabelecer o instituto do Cristo nessa humanidade.

Com a fundação do instituto do Racionalismo Cristão nessa humanidade, após a desencarnação do seu fundador, eu deverei nomeá-lo como sendo o chefe dessa humanidade, quando então retornarei para a minha própria humanidade, após um período de 4.000 anos deslocado para essa humanidade, na condição do nosso Cristo, para nessa condição conduzi-la em retorno para o Criador. O explanador do Racionalismo Cristão dessa humanidade alcançará a condição do Antecristo da sua humanidade, devendo se deslocar para a humanidade que segue a sua na esteira evolutiva do Universo, para lá desempenhar o mesmo papel que eu desempenhei em sua humanidade e que Jesus, o Cristo, desempenhou em nossa humanidade, e assim por diante.

 

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