24.05- A reencarnação para as ciências

Prolegômenos
11 de setembro de 2018 Pamam

A crença na existência da alma e da sua sobrevivência após a morte do corpo humano é comum e tem se mantido por toda a história da nossa humanidade, pois que praticamente todos os povos têm mantido uma doutrina de crença relativa à vida após a morte, umas acreditando na salvação ao paraíso ou ao reino dos céus, outras acreditando na reencarnação. Entretanto, todas essas crenças sempre foram voltadas para o âmbito do sobrenatural, por isso nunca souberam explicar racionalmente a grande diferença que existe entre o espírito e a alma, uma vez que Deus não se encontrava organizado no seio da nossa humanidade, cuja organização somente agora foi efetivada, por intermédio da explanação do Racionalismo Cristão, neste site de A Filosofia da Administração e no site pamam.com.br.

As ciências ainda não possuem um conhecimento verdadeiro do que quer seja, pois que elas ignoram completamente a natureza tanto do conhecimento como da experiência. Aquilo que elas julgam seja conhecimento é obtido através do levantamento de uma hipótese, a qual passa a ser testada através de experiências, com a utilização dos métodos ditos científicos, ignorando os seus cientistas que para tudo existe um método adequado para a verificação do que quer que seja, seja em que campo for, para assim determinar a sua procedência ou a sua improcedência, não sendo válidos apenas os métodos ditos científicos.

Assim, quando se levanta uma hipótese científica, sempre materialística, logo os cientistas passam a realizar experiências para verificar a sua procedência, para que estas experiências possam corroborar ou refutar a hipótese que foi levantada, utilizando-se sempre dos métodos que se encontram ao alcance dos seus intelectos, que não alcançam os métodos mais transcendentes, ao que eles denominam de métodos científicos. Em sendo a hipótese corroborada, a hipótese passa a ser conhecimento científico, ou mesmo se tornar lei, e, em sendo refutada, ela é obviamente descartada.

Mas como os cientistas partem do princípio equivocado de que tudo é matéria, logo todos os seus conhecimentos não possuem a mínima procedência, pois que a matéria não existe, sendo apenas uma ilusão, uma forte ilusão, mas, simplesmente, uma ilusão. Além do mais, o conhecimento, que é causa, não se origina da experiência, que é efeito, logo as ciências tratam somente de efeitos, e efeitos que são originados da ilusão da matéria. Na realidade, como dito, os conhecimentos são as causas, enquanto que as experiências são os efeitos.

Sendo céticos e pirrônicos em relação à Espiritologia, os cientistas não ousam levantar uma hipótese acerca da existência de Deus, por conseguinte, acerca da existência da reencarnação, para que assim possam comprovar o preceito da evolução universal. Por quê? Ora, porque eles não conseguem encontrar um método adequado que possa comprovar a tudo isso, um método adequado que venha a se sobrepor aos seus ceticismos e às suas pirronice, já que eles sabem lidar apenas com o concreto, com o palpável, em outras palavras, com a ilusão da matéria, demonstrando assim possuírem os olhos da cara e dos demais sentidos maiores do que os seus órgãos mentais, ainda muito atrasados. Falta-lhes, portanto, a moral e a ética necessárias para a utilização dos métodos adequados para que possam desvendar os segredos da vida e os enigmas do Universo, que justamente por isso não dizem respeito às ciências, não sendo das suas competências, mas sim das competências da Veritologia e da Saperologia, que são coordenadas pela Ratiologia.

Sendo afeitos à ilusão da matéria, e somente a ela, nada mais do que ela, os cientistas não conseguem conceber que este mundo Terra não contém em si qualquer conhecimento metafísico acerca da verdade ou qualquer experiência física acerca da sabedoria, e que para obtê-los se torna necessário transcendê-lo. Para isso, obviamente que existem métodos que sejam adequados para esse transcendental desiderato, não “métodos científicos”, que são ilusórios, mas sim métodos veritológicos, saperológicos e ratiológicos.

Na Veritologia, o método utilizado é a elevação do espírito ao Espaço Superior, que é o repositório dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, com a utilização imprescindível da moral, para que lá possa percebê-los e captá-los. Na Saperologia, o método utilizado é o transporte do espírito ao Tempo Futuro, que é o campo das experiências físicas acerca da Sabedoria, com a utilização imprescindível da ética, para que lá possa compreendê-las e criá-las. A moral e a ética formam a educação. Na Ratiologia, o método utilizado é o estabelecimento do espírito no Universo, com a utilização imprescindível da educação, para que lá possa apreender o Saber, por excelência.

Torna-se um tanto constrangedor eu ter que refutar a afirmativa científica de que inexiste qualquer fato que prove ou refute a realidade do preceito da encarnação, embora ela não venha a ser negada, principalmente porque todos os fatos já se encontram postos neste capítulo. E se torna um tanto constrangedor em razão da falta de moral e de ética — portanto de educação — por parte dos cientistas, para que possam transcender a este mundo, em busca dos conhecimentos metafísicos religiosos e das experiências físicas científicas, uma vez que são tão ignorantes acerca da realidade universal, que ainda se encontram mescladas as religiões e as ciências, por conseguinte, os religiosos e os cientistas.

Esse orgulho, essa empáfia, essa soberbia, essa vaidade, demonstrados de um modo um tanto estúpido e grosseiro, ensejam a que os cientistas virem o rosto para o lado em relação à realidade universal, ou o escondendo entre as mãos, como se não ousassem ver o perigo fazer ruir por terra o castelo das suas fantasias, em relação à ilusão da matéria, e assim, do alto dos seus pedestais, que são de barro, diga-se de passagem, afirmam pomposamente: “Isso não é verificável pelo método científico”; “Isso não possui a objetividade científica”. Que barbaridade!

Deveriam os cientistas terem a honra e a decência de afirmarem: “Nós não sabemos, pois que isso não é da nossa competência”. Aí sim, demonstrariam um certo senso de raciocínio, para que então pudessem aprender aquilo que ignoram.

Mas, infelizmente, não é assim, pois que as pesquisas científicas sobre a reencarnação passaram a constituir um ramo da pseudociência, mais propriamente da parapsicologia, que não existe, assim como também a própria Psicologia, que é uma autêntica e verdadeira farsa, cujas experiências científicas passaram a se intensificar de um modo mais amplo desde os anos de 1960.

Assim mesmo, apesar de muitas pesquisas concluírem resultados favoráveis à existência do preceito da reencarnação, vejam só, até o momento não se conhece nenhum processo físico testável, isso mesmo, físico testável, pelo qual uma personalidade pudesse sobreviver à morte e encarnar em outro corpo. De modo que cientistas defensores da teoria da reencarnação como Ian Stevenson, Jim Tucker, Erlendur Haraldssone e Brian Weiss, reconhecem tal limitação e atribuem a possível existência de tais fenômenos a processos até o momento não provados através do método científico.

E o lado cômico de tudo isso, é que através dos seus métodos científicos os cientistas não conseguem explicar sequer o que seja a matéria. E se não conseguem explicar o que seja a matéria, torna-se óbvio que também não conseguem explicar o que seja a vida, pois que não se pode explicar a vida partindo do princípio da existência da matéria, já que esta não existe, mas a vida sim, que se inicia com os seres atômicos.

Além de tudo isso, as ciências não se prestam a comprovar ou não a realidade da reencarnação, porque elas fazem analogia com a ressurreição, em que esta pode ser considerada como sendo realmente uma aberração da natureza, totalmente contrária às leis espaciais, aos princípios temporais e aos preceitos universais.

E nessa sua analogia, elas passam a considerar que o aspecto subjetivo da reencarnação, que não tem nada de subjetivo, dificulta eventuais demonstrações científicas, fazendo com que esta concepção aporte no âmbito da fé credulária — ignorando a existência da fé racional — e da crença, em que esta última se situa realmente no âmbito do sobrenatural, mas a reencarnação não pode ser considerada como sendo sobrenaturalística, mas sim realística. E assim, esquivando-se da realidade universal e adotando um tom conciliatório com os credos e as suas seitas, quais reles políticos, os cientistas passam a afirmar que a concepção acerca da reencarnação não significa necessariamente qualquer falta de mérito de qualquer um deles, os credos e as suas seitas, senão que se limita ao campo da fé credulária e da experiência individual. Para as ciências, por mais evidentes que possam parecer determinados relatos acerca da reencarnação, sob os atuais domínios do conhecimento científico estrito, não estão provados.

Referindo-se às ciências, a Wikipédia vem nos dizer o seguinte:

Modernamente, porém, temos à nossa disposição instrumentos e meios investigativos inimagináveis há algumas décadas. Assim podemos recuperar um pouco do tempo perdido pelo nosso atraso tecnológico ou por puro preconceito científico e religioso (leia-se credulário, digo eu) de épocas anteriores. Temos exames de imagem ultramodernos, avaliações neuropsicológicas embasadas em estudos sobre o fisiologismo cerebral humano e técnicas hipnóticas seguras de investigação de memórias profundas e inconscientes por via de regressão de memórias. Com isso, temos presenciado a ciência dando grandes saltos na compreensão do que seria a nossa psiquê e a reencarnação como sendo um fato psíquico. No caso dos pacientes que passam pela terapia regressiva, ou terapia de vidas passadas, vê-se uma série intermitente de vidas encadeadas pelo fio comum que as guia, que é a nossa consciência, esta transpassa o tempo e o espaço, ligando muitas vezes o passado, o presente e o futuro, em uma rede de causa e efeito inequívoca. Está inclusive comprovado por exames de neuroimagem que as áreas do cérebro associadas às regressões são as da memória e não as da imaginação. Isto finda tendo sérias repercussões no comportamento e nas formas de pensar do indivíduo que passa por esse processo e que o põe frente à realidade de uma existência eterna, do que seria o que muitos chamam de espírito.

Apesar de isso não ser considerado algo científico, nem prova da reencarnação, se essas memórias, resgatadas durante processos regressivos, hipnóticos ou não, como os usados na terapia de vidas passadas, fossem falsas, como dizem alguns, elas não teriam esse poder transformador sobre a personalidade dos pacientes. Ou, ainda, se fossem apenas imaginadas não desencadeariam as catarses e choques emocionais que acontecem normalmente durante as regressões. As regressões não são feitas para se comprovar a tese da reencarnação, mas o seu efeito na psiquê e na vida das pessoas submetidas não pode ser simplesmente posto de lado por ignorância ou preconceito, nem deixar de nos fazer pensar de onde viriam”.

Vejamos nos tópicos a seguir alguns desses fatos que dizem respeito ao preceito da reencarnação, que por hipótese alguma podem ser considerados como sendo imaginados.

 

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