23- A MEDIUNIDADE

Prolegômenos
23 de julho de 2018 Pamam

É sabido que os espíritos têm as suas moradas em seus Mundos de Luz, onde lá eles vivem em uma harmonia indescritível, que vai tendendo cada vez mais para a perfeição, à medida em que esses Mundos de Luz vão ascendendo para as regiões mais excelsas do Universo, lá pelos páramos da espiritualidade. No entanto, quando os espíritos se encontram em determinados estágios evolutivos, que variam da 1ª Classe à 17ª Classes, eles são obrigados a encarnar, em obediência ao processo da evolução universal. E quando os espíritos se encontram em determinados estágios evolutivos a partir da 18ª, até à Classe 33ª, eles não mais são obrigados a encarnar, encarnando apenas por despreendimento, em solidariedade aos espíritos mais atrasados, com a finalidade de alavancar o progresso da nossa humanidade.

Estando em seus Mundos de Luz, os espíritos são caracterizados naturalmente como possuidores de três corpos distintos, mas quando eles se encontram encarnados mais um corpo é agregado aos outros três, por isso eles ficam caracterizados como sendo possuidores de quatro corpos distintos, que são os seguintes:

  1. Corpo Mental: que é o próprio espírito em si, e que é formado pelo criptoscópio, o intelecto e a consciência, além dos atributos individuais e relacionais que comandam os órgãos mentais, daí a razão pela qual se diz que o espírito é inteligência e que Deus é a Inteligência Universal, por isso a nossa inteligência tende para a Inteligência Universal;
  2. Corpo Fluídico: também denominado de perispírito, corpo astral, ou duplo etéreo, que é o conjunto formado por todas as parcelas adquiridas das propriedades da Força e da Energia, que se tornam as propriedades do espírito. Através da propriedade da Força o espírito desenvolve ao seu órgão mental denominado de criptoscópio e aos seus atributos individuais, primeiramente os inferiores, que têm que ser necessariamente sopitados, para que ele então possa desenvolver aos superiores, adquirindo a moral, pois é através da moral que o espírito pode se elevar ao Espaço Superior e lá captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, por intermédio da produção dos sentimentos superiores, os quais emitem as vibrações magnéticas, que emanam da aura, e que são afeitas à percepção. E através da propriedade da Energia, o espírito desenvolve ao seu órgão mental denominado de intelecto e aos seus atributos relacionais, primeiramente os negativos, que têm que ser necessariamente sopitados, para que ele então possa desenvolver os positivos, adquirindo a ética, pois é através da ética que o espírito pode se transportar ao Tempo Futuro e lá criar as experiências físicas acerca da sabedoria, por intermédio da produção dos pensamentos positivos, os quais emitem as radiações elétricas, que também emanam da aura, e que são afeitas à compreensão. E por intermédio das combinações dos sentimentos e dos pensamentos ele emite as radiovibrações eletromagnéticas. Com a aquisição da moral e da ética o espírito se torna verdadeiramente educado, quando então todos os seus atributos poderão comandar os seus órgãos mentais, que já se encontram bastante desenvolvidos, ocasião que ele pode se universalizar;
  3. Corpo de Luz: é o conjunto formado por todas as parcelas adquiridas da propriedade da Luz, que se torna mais uma propriedade do espírito. Através da propriedade da Luz o espírito desenvolve o seu órgão mental denominado de consciência, que coordena os outros dois órgãos mentais, o criptoscópio e o intelecto; a educação, que coordena a moral e a ética; o Saber, por excelência, que coordena os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as experiências físicas acerca da sabedoria; alcançando assim a razão. É através da propriedade da Luz que o espírito vai desenvolvendo cada vez mais o elemento primeiro de produção, que é a amizade espiritual, que faz emergir a solidariedade fraternal, para que depois possa produzir o elemento final de produção, que é o amor espiritual, que emanam da auréola, através das raiações de luz, que são afeitas à coordenação;
  4. Corpo Carnal: também denominado por alguns de corpo físico, ou de corpo material, que é o conjunto de todos os seres infra-humanos que interagem entre si, por intermédio dos seus corpos fluídicos, sob o comando do corpo fluídico do espírito, que interage diretamente com todos esses seres infra-humanos, através da programação que traz consigo do seu Mundo de Luz, com tudo isso ocorrendo por intermédio da aura, que por sua vez possibilita a interação com outros seres infra-humanos que não integram o seu corpo carnal, assim como também com o meio ambiente. Entretanto, além de interagir com o meio ambiente através da aura, é por intermédio do corpo carnal que o espírito se locomove e recebe as impressões do ambiente em que se encontra.

Estando o espírito encarnado, é óbvio que o seu corpo carnal se torna o grande responsável por receber as impressões do ambiente em que ele se encontra, cujas impressões ocorrem através de duas maneiras:

  1. Impressões Metafísicas: recebidas pelas produções da sensibilidade e do sentimento, através das vibrações magnéticas, que emanam da aura, e que possibilitam a percepção dos conhecimentos, que sendo captados pela percepção oriunda do criptoscópio originam o poder, que se associa à moral;
  2. Impressões Físicas: recebidas pelas produções do sentido e do pensamento, através das radiações elétricas, que emanam da aura, e que possibilitam a compreensão das experiências, que sendo criadas pela compreensão oriunda do intelecto originam a ação, que se associa à ética.

O Universo é formado pelo espaço, que é metafísico, e pelo tempo, que é físico, por isso todos os seres interagem por intermédio das vibrações magnéticas, que são metafísicas, das radiações elétricas, que são físicas, e das radiovibrações eletromagnéticas, que são as suas combinações, em que todas emanam da aura. Mas estando o espírito encarnado, é lógico e evidente que ele vai receber as impressões metafísicas e físicas do ambiente que o cerca por intermédio das auras dos seres que formam o seu corpo carnal, o qual se encontra ligado diretamente ao seu corpo fluídico, ou ao seu perispírito, ou, ainda, ao seu corpo astral. Essas impressões são conduzidas ao seu cérebro através dos seres que representam as células nervosas, onde o seu corpo fluídico recebe e decodifica a todas essas impressões, para que a inteligência se faça valer, ou seja, para que o espírito faça valer o seu poder e a sua ação, que representam a vida.

Mas acontece que os seres humanos ignoram a parte metafísica do Universo, que é abstrata, impalpável, imaterial, por isso eles ignoram também o que sejam as produções da sensibilidade e do sentimento, que lhes dão o conhecimento, portanto, o poder. Mas possuem alguma noção acerca da parte física do Universo, que é concreta, palpável, material, que possibilita as produções do sentido e do pensamento, que lhes dão a experiência, portanto, a ação. Os conhecimentos, sendo metafísicos, são as fontes das experiências, que são físicas, o que implica em dizer que as sensibilidades são as fontes dos sentidos, assim como os sentimentos são as fontes dos pensamentos.

Daí a razão pela qual eles confundem as produções dos sentimentos, que servem de fontes para as produções dos pensamentos, com tudo aquilo que já se encontra dentro de si, de maneira estanque, representando o poder, que são os atributos individuais, tanto os superiores como os inferiores, tais como a coragem, a bondade, a bravura, a paixão, o ódio, a inveja, etc.; daí também a razão pela qual todos sempre dizem “o sentimento de coragem”, “o sentimento de bondade”, “o sentimento de bravura”, “o sentimento de paixão”, “o sentimento de ódio”, “o sentimento de inveja”, que, na realidade, não são sentimentos, mas sim atributos individuais, que tanto podem ser superiores como inferiores, como visto.

E daí a razão pela qual eles também confundem as produções dos pensamentos, que têm como fontes as produções dos sentimentos, com tudo aquilo que se encontra dentro de si, também de maneira estanque, representando o estado em que se encontram ou as ações que praticam, que são os atributos relacionais, tanto os positivos como os negativos, tais como os estados de alegria, de tristeza, de brincante, que se traduzem em alegrar, em entristecer, em brincar, e como as ações de estudar, de investigar, de pesquisar, etc., daí também a razão pela qual todos dizem, equivocadamente, “o sentimento de alegria”, “o sentimento de tristeza”, “ o sentimento de brincante”, “o sentimento de estudioso”, “o sentimento de investigação”, “o sentimento de pesquisador”, que, na realidade, não são sentimentos, mas sim atributos relacionais, que tanto podem ser positivos como negativos, como visto.

Todos esses atributos individuais superiores e inferiores se manifestam por intermédio das produções dos sentimentos, através das vibrações magnéticas. Todos esses atributos relacionais positivos e negativos se manifestam por intermédio das produções dos pensamentos, através das radiações elétricas. E das suas combinações, através das radiovibrações eletromagnéticas. As vibrações magnéticas, as radiações elétricas e as radiovibrações eletromagnéticas ocorrem através da aura, que dela emanam, e nela também são recebidas.

Por outro lado, os seres humanos são totalmente afeitos à parte física do Universo, que é concreta, palpável, material, por isso não ignoram o que sejam as produções do sentido e do pensamento. Daí a razão pela qual eles se deixam levar totalmente pelo sentido, seja ele qual for, por isso não aprenderam ainda a pensar, pois ignoram a natureza do pensamento. Todos os sentidos, a visão, a audição, o olfato, o paladar, o tato, são originados dos seres infra-humanos que formam o corpo carnal, que recebem as impressões físicas do meio ambiente e as transmitem ao cérebro, por intermédio das células nervosas. Então é óbvio que essas impressões não podem jamais corresponder à realidade da vida, caso não sejam devidamente decodificadas pelo raciocínio.

Se todos os seres humanos são espíritos, então eles devem agir como espíritos que são, e não como matéria, que não existe, quero dizer, e não como sendo simplesmente carne e osso, pois qualquer um sabe que o corpo carnal vai se decompor naturalmente, após a desencarnação, com os seres que o formavam retornando para os seus mundos de origem, com a exceção dos seres hidrogênios, que são originários do planeta Terra. Mas para que possam agir como espíritos, os seres humanos têm que interagir neste mundo tanto com os seres infra-humanos como com os outros espíritos, os que se encontram quedados no astral inferior e os que se encontram integrando o Astral Superior, incluindo-se os demais encarnados, que obviamente também são espíritos, pois que estes também possuem o corpo carnal, para que assim possam adentrar diretamente no âmbito da espiritualidade, na realidade da vida, abandonando de vez a matéria e o sobrenatural, que não existem.

Mas para que possam adentrar realmente no âmbito da espiritualidade, tem que haver, necessária e obrigatoriamente, uma comunicação entre os seres humanos e os demais seres, inclusive os espíritos. Mas como pode haver uma comunicação entre os seres humanos e os demais seres, inclusive os espíritos, se é exatamente o corpo carnal que interage diretamente com o ambiente? Neste caso, deve haver uma intermediação entre os seres humanos e os seres infra-humanos e os espíritos. Esta intermediação ocorre por intermédio da mediunidade.

A palavra médium é proveniente do latim medius, que significa aquilo que está no meio, o intermediário, aquilo que serve de intermediação para a comunicação com os seres infra-humanos e com os espíritos. Para tanto, tem que haver uma explicação para a mediunidade, e como para tudo neste mundo existe uma explicação lógica e racional, é óbvio que a mediunidade não poderia ser exceção.

Neste caso, eu vou tratar da mediunidade como sendo uma faculdade inerente a todos os seres humanos que, via de regra, possibilita a comunicação entre os seres humanos e os seres infra-humanos, assim como também a comunicação intermediada entre encarnados e desencarnados, com tudo ocorrendo por intermédio do corpo carnal, o qual não pertence aos seres humanos. Então podemos afirmar que existem vários tipos de mediunidade, que tanto podem ser direcionadas diretamente aos seres infra-humanos, como aos desencarnados.

A mediunidade, pois, é uma das faculdades do espírito humano que mais reclamam um atencioso e demorado estudo, da qual lamentavelmente se tem muito pouco ocupado a comunidade científica, apenas através de uns poucos mais corajosos, que se tornaram independentes, tendo se libertado de vez dos preconceitos e das pressões exercidos pela comunidade científica, demonstrando que são verdadeiramente investigadores e pesquisadores de tudo o que se lhes apresenta, seja em que campo for, por isso estudiosos de valor, pois que a honra só se adquire por intermédio do valor. E esta lacuna, sem dúvida alguma, terá que ser preenchida com o progressivo desenvolvimento espiritual dos seres humanos.

A falta de investigação e de pesquisa por parte dos seres humanos mais estudiosos, leva-os a acreditar que a mediunidade é uma invenção credulária, de natureza sobrenatural ou paranormal, tendo sido ela inventada pelo credo espírita, o kardecismo, em que os seguidores do espiritismo consideram como sendo um dom de Deus, quando não o é, mas sim uma faculdade espiritual. Daí o ceticismo de todos em relação à sua natureza, que é totalmente ignorada.

Caso os seres humanos se dispusessem a investigar e a pesquisar, estudando com afinco a espiritualidade, poderiam constatar que a mediunidade remonta à antiguidade. E essa falta de investigação e de pesquisa se aplica ainda mais aos que são arrebanhados pelo credo católico e pelas suas inúmeras e inúmeras seitas, pois caso se dispusessem a estudar as suas próprias doutrinas, poderiam constatar toda a incongruência nelas existentes, e caso se dispusessem a estudar também as suas histórias, poderiam constatar a prática de todos os crimes por seu intermédio, dos assassinatos, passando pelas orgias sexuais, pela pederastia, pela pedofilia, pelas depravações, pelas degenerações, pelas promiscuidades, pelas desonras dos lares, pelas desonras das mulheres solteiras e casadas, pelo enriquecimento ilícito, pelo poder bélico exacerbado, pelas torturas físicas e morais, pelas queimações nas fogueiras, pelas guerras sangrentas, e até pelo genocídio. Então jamais se aproximariam desses verdadeiros antros de perversão que representam as suas igrejas.

Sendo uma faculdade inerente ao espírito, e remontando à antiguidade, a mediunidade foi exercida em todos os períodos da história desta nossa civilização, em todas as nações, em todas as regiões do planeta que eram habitadas, pois desde priscas eras sempre existiram as comunicações entre os encarnados e os desencarnados. Mas a mediunidade não se restringe apenas a isto, pois que existem vários tipos de mediunidade, e esta também se estende naturalmente para as relações entre os encarnados e os seres infra-humanos, como veremos no decorrer desta minha explanação.

Os estudiosos do assunto acreditam que a mediunidade é relativa apenas aos seres humanos, sendo própria da racionalidade, esquecendo-se de que com o processo natural da evolução, os seres humanos ascenderam da irracionalidade para a racionalidade, tornando-se espíritos, então a mediunidade é também própria dos irracionais, obviamente que de maneira diferente da dos racionais, pois que esta é bem mais extensa. Humberto Fecher, em sua obra Perspectivas Perante a Inteligência Universal, a página 25, afirma o seguinte:

Tudo o que acontece na vida do ser humano, como no caso da mediunidade, é bastante natural, pois em boa parte dos casos, a criatura a herdou das suas vidas anteriores, enquanto animal irracional, pois para eles alguns tipos de mediunidade como a vidente e a auditiva são importantes defesas contra acidentes naturais”.

A mediunidade se manifesta de múltiplas maneiras, em conformidade com o grau de desenvolvimento de uma ou mais das suas modalidades, pois que ela é a faculdade inata no espírito de todos os seres humanos. No entanto, as suas modalidades geralmente são relevadas, com as modalidades das mediunidades de vidência e de audição sendo consideradas pelos estudiosos como se fossem oriundas da imaginação, o que põe em questionamento apenas a modalidade da mediunidade de incorporação, através da qual os espíritos se comunicam com os encarnados através dos médiuns. Desta maneira, eu vou tecer um rápido comentário sobre esta modalidade para depois comprovar a antiguidade das demais modalidades de mediunidade.

Em todas as camadas sociais há pessoas que, sem o saber, além da mediunidade intuitiva, da qual todos os seres humanos são portadores, possuem a mediunidade de incorporação. Por se conservarem nessa ignorância, uns acabam praticando o suicídio, outros desaparecem em desastres, muitos superlotam os hospitais, as cadeias e as penitenciárias, e grande parte desses seres humanos, com a faculdade menos desenvolvida, vive a provocar desordens, a se perder no jogo, a se deprimir no álcool e a se arruinar na sensualidade desenfreada, vítima dos espíritos quedados no astral inferior.

Os espíritos desencarnados que perambulam no astral inferior rapidamente identificam os encarnados que possuem a mediunidade de incorporação, ao notarem a facilidade com que eles recebem as suas intuições, o que não se dá com os demais. Com isso, o ser humano dotado dessa faculdade será fatalmente vítima de tais espíritos, se não estiver esclarecido e preparado para repelir o seu contato maléfico.

No astral inferior, contam-se aos milhões e milhões os espíritos alcoviteiros, intrigantes, desleais, facciosos, viciosos, sensuais, amantes das discussões e dos desentendimentos, que na mediunidade de incorporação dos encarnados encontram campo aberto para satisfazer aos desejos malignos que alimentam e saciar às suas más paixões em todos os ambientes, inclusive nos lares, onde a disciplina preconizada pela doutrina do Racionalismo Cristão ainda não é praticada.

Recomenda-se não esquecer da lei da afinidade, assim como do princípio da atração, em que os afins se atraem e os contrários se repelem, pois que as ações de cada ser humano vão se revelando em conformidade com a natureza dos seus pensamentos, que são atraídos por tudo que seja afim. Quem gosta da maledicência, da intrujice, do mexerico, da fofoca, da intriga, da sensualidade, produz pensamentos correspondentes e atrai, para junto de si, obsessores que possuem os mesmos gostos. Quando, porém, o autor de tais pensamentos é um médium de incorporação, a situação se torna muito mais grave, por ficar ele sujeito a receber constantes cargas dos afins desencarnados, que o incitam contra os seus desafetos e os inimigos dos próprios obsessores.

Em relação à antiguidade, a mediunidade se encontra disseminada pela maioria das sociedades ao longo de toda a história desta nossa última e definitiva civilização, apesar de que foi apenas a partir do século XIX que ela começou a ser objeto de investigação e pesquisa nos campos religioso — não credulário — e científico, respectivamente, por parte dos estudiosos que desataram de si as peias do convencionalismo e do preconceito exacerbados que foram impostos pela comunidade científica.

Os historiadores são unânimes em afirmar que os sacerdotes são os verdadeiros filhos da mágica. Mas acontece que a mágica não existe, mas sim a mediunidade, com os seus efeitos mediúnicos, que ocorrem por intermédio dos espíritos quedados no astral inferior, em que podem ocorrer inclusive as materializações, como veremos mais adiante. É por essa razão que os sacerdotes gradualmente foram suplantando o homem comum em conhecimentos e habilidades, até que passaram a constituir uma classe tida como se fosse especial, preposta a conduzir as cerimônias credulárias. Por meio da mediunidade, que os historiadores denominam de inspiração, do transe, que é a mediunidade de incorporação, ou da prece esotérica, os sacerdotes tidos como mágicos tanto eram influenciados como influenciavam aos espíritos inferiores, que eles diziam ser deuses, e os ajeitavam aos propósitos humanos. E como esses conhecimentos e essas habilidades pareciam aos primitivos os dons mais valiosos de todos, o poder dos sacerdotes passou a ser tão grande quanto o poder do próprio Estado, e até nos tempos modernos os sacerdotes se vem alternando com os políticos na dominação e disciplina do homem vulgar, que não dá trato ao raciocínio.

Antes da encarnação de Hermes, portanto, há mais de 2.300 anos a.C., quando a nação sumeriana chegou a um certo estágio da sua evolução, os seus historiadores e poetas procuraram reconstruir o passado da sua raça. Eles compuseram histórias da Criação, citando a existência de um primitivo Éden e um terrível dilúvio que os engoliu como castigo dos pecados de um velho rei, que nada mais foi do que o resultado da extinção da nossa última civilização, em virtude da depravação, da degeneração e da promiscuidade dos seres humanos, cujos sentimentos inferiores e pensamentos negativos influíram de tal maneira na atmosfera terrena, que é a sua aura, através das vibrações magnéticas, das radiações elétricas e das radiovibrações eletromagnéticas, que acabou nesse terrível desastre. Esse dilúvio passou então para a tradição judaica e se tornou parte do credo dito cristão.

Em 1929, escavando as ruínas de Ur, cidade da Suméria, o prof. Woolley descobriu em considerável profundidade uma camada aluvial de uns 4 a 5 metros, interpretada por ele como sendo o depósito de uma enchente do Eufrates, que mais tarde evoluiu para dilúvio. Em Ur, na Suméria, em tempos idos, o rei Ur-engur, então, proclamou o seu código de leis em nome do grande deus Shamash, porque naqueles tempos os espertalhões já haviam descoberto a grande utilidade da invenção do céu, própria para os medrosos e covardões que temem o inferno e almejam com desespero a salvação.

Assim, desde os tempos sumerianos, os seres humanos já admitiam que as moléstias eram provenientes da possessão dos espíritos maus, ou seja, dos espíritos quedados no astral inferior, e não podiam ser curadas sem exorcismos. Como os seres humanos em seus momentos de paz eram visitados pelos espíritos integrantes do Astral Superior que pertenciam às suas mesmas categorias espirituais, eles passaram a ser denominados de anjos protetores, havendo assim os anjos protetores dos sumerianos. Esses espíritos maus, ou demônios, procuravam sobrepujar aos anjos protetores e tomar posse do corpo dos sumerianos, onde aqui se pode constatar claramente a mediunidade de incorporação.

Os espíritos precisam de força e energia anímicas para que possam permanecer materializados no astral inferior, e uma das formas de adquirir a essas força e energia anímicas é sugando o sangue dos seres humanos dados em sacrifício, como antigamente, ou então dos animais irracionais também dados em sacrifício, como nos sacrifícios bíblicos e nos do baixo espiritismo, em que estes se conservam até aos dias de hoje. Uma tableta litúrgica diz que “O carneiro é o substituto da humanidade; pelo homem o carneiro deu a sua vida”. Por aqui logo se vê que os sacrifícios bíblicos sempre foram dedicados ao astral inferior, daí o fato de se dizer estupidamente que Jesus, o Cristo, é o cordeiro desse deus bíblico, que deu o seu sangue para nos salvar, como se o sangue pudesse salvar aos seres humanos. Graças a esses sacrifícios, os sacerdotes foram se tornando a classe mais rica e poderosa das cidades sumerianas. Em quase tudo eram os sacerdotes que governavam, por isso os historiadores não conseguem determinar em que extensão era o sacerdote rei e o rei sacerdote.

Mas em todos os tempos sempre existiram os espíritos de luz integrantes do Astral Superior, que sempre encarnaram para atenuar a crassa ignorância dos seres humanos. O rei Urukagina foi um desses espíritos de luz que encarnou na Suméria para lutar contra as exações dos sacerdotes, denunciando-lhes a voracidade, acusando-os de suborno e fixando as taxas a serem pagas aos templos, protegendo assim os fracos contra a extorsão clerical, o que os governos da atualidade deveriam assim fazer, principalmente em relação às seitas protestantes, em que os seus sacerdotes são muito mais vorazes que os sacerdotes do credo católico. Mas quando esse grande rei desencarnou, os sacerdotes recobraram o poder, do mesmíssimo modo como no Egito, após a desencarnação do grande Iknaton. Como se vê, os fracos não discutem o preço do sobrenatural imposto pelos sacerdotes, e aqui os grandes mitos dos credos já estavam tomando forma.

Na Índia, mesmo com as encarnações de grandes espíritos, como Krishna, Jaina e Buda, a mediunidade sempre se fez presente, o que é óbvio, pois sendo ignorantes acerca da espiritualidade, os encarnados sempre foram vítimas das tramoias do astral inferior, pois que a atmosfera terrena sempre foi infestada de espíritos inferiores, que têm afinidades com os sacerdotes, no caso da Índia com os brâmanes. Nos livros dos Vedas, um dos mais antigos códigos que se tem notícia, encontra-se escrito o seguinte:

Os espíritos dos antepassados, no estado invisível, acompanham certos brâmanes, convidados para cerimônia em comemoração dos mortos, sob uma forma aérea; seguem-nos e tomam lugar ao seu lado quando eles se assentam”.

Esses sacerdotes brâmanes, que eram iniciados na baixa espiritualidade, sendo intuídos ou atuados pelos espíritos inferiores, desenvolviam a mediunidade de determinados médiuns, denominados de faquires, em geral hindus mendicantes que vivam em rigoroso ascetismo, sempre vaidosos, pois que se exibiam se deixando picar ou mutilar, suportando jejuns rigorosos, sem demonstrar o menor sinal de sensibilidade, para a obtenção dos mais diversos fenômenos mediúnicos, que, além disso, sendo médiuns de incorporação, esses brâmanes invocavam a proteção dos espíritos que viviam decaídos na atmosfera terrena, que lhes transmitiam determinados segredos que ficavam reservados somente àqueles que apresentassem 40 anos de noviciado e de obediência irrestrita a eles, cujos segredos não passavam da mais ridícula baboseira.

No Egito Antigo, era a classe sacerdotal que predominava, em virtude da mediunidade de que era detentora, pois que os sacerdotes se comunicavam com os espíritos quedados no astral inferior, como do mesmo modo se tornou praxe entre todas as nações, tanto antigas como modernas. Os sacerdotes que se encontravam ao serviço dos faraós invocavam a proteção dos espíritos dos mortos e muitos comercializavam as suas mediunidades de incorporação, através da comunicação entre os encarnados e os desencarnados, tanto para proveito próprio como para proveito dos seus clientes. Assim, os sacerdotes eram provenientes de todas as classes sociais, desde que tivessem desenvolvida as suas mediunidades, por isso se tornaram os senhores do Egito. Os reis eram por eles escolhidos e também iniciados na baixa espiritualidade, por isso eram considerados como se fossem divinos, fato este que levou todos os historiadores a estarem de acordo em atribuir aos sacerdotes do antigo Egito poderes que pareciam ser sobrenaturais e misteriosos, mas que não eram, sendo apenas manifestações mediúnicas provenientes da baixa espiritualidade. O sacerdote Amenophis era um médium tão desenvolvido, que existem relatos sobre as sessões da sua mediunidade de materialização que eram realizados já naquela época.

Caso os espíritos de luz integrantes da plêiade do Astral Superior fossem mais numerosos, a nossa humanidade estaria já bem mais evoluída, mas acontece que nós somos muito poucos, em uma proporção desigual aos demais espíritos, por isso não se vê com frequência grandes feitos proporcionados pelas grandes mentalidades.

A nação do Egito Antigo estava praticamente dominada pelo astral inferior, por intermédio dos sacerdotes, os parceiros afins desses espíritos — que se conservam assim, do mesmo modo, até aos dias de hoje —, como demonstra claramente a sua própria literatura, que dizia estar repleta de mágicos, e o próprio Heródoto afirma que “cada dia e mês é consagrado a algum deus”, tais como sendo os jeovás da vida. Dessa maneira, não podia haver qualquer ligação entre a moral e a classe sacerdotal, como ainda hoje não há, por hipótese alguma, pois que o caminho perfeito para a salvação não era a vida virtuosa, mas sim a da magia, a ritualística, através da mediunidade, cujo reflexo era manifestado através da generosidade para com os sacerdotes, espertalhões como sempre foram, tanto que Voltaire afirmou que o primeiro sacerdote surgiu quando encontrou pela frente o primeiro “trouxa”, ou o primeiro basbaque. Foi por isso que um grande egiptólogo afirmou o seguinte:

Os perigos do além se multiplicavam, e para cada situação crítica os sacerdotes entravam com um encantamento de efeito infalível. Assim o desenvolvimento moral do Egito foi sustado pela ganância e corrupção dos sacerdotes”.

No ano 1.380 a.C., tal era o estado do povo egípcio quando Amenotep III, sucessor de Tutmés III, desencarnou, depois de uma vida de grande ostentação, sendo substituído pelo seu filho Ikhnaton, ou Amenotep IV, um espírito de luz integrante da plêiade do Astral Superior, que encarnou em seu meio para alavancar a essa nação, comprovando assim que não existe atavismo psíquico. Os historiadores afirmam que esse espírito de luz era herético, mas ele não era herético coisa nenhuma, pois que demonstrou uma espiritualidade incomum para o seu tempo, subindo ao trono e já inaugurando uma revolução credulária que transformou por completo o Império do Egito.

Logo que subiu ao poder, começou a se revoltar contra o credo da sua nação e as práticas nocivas e perniciosas dos sacerdotes. No grande templo de Carnac havia um grande harém, pretensamente destinado ao deus, mas na realidade destinado aos sacerdotes. O jovem imperador, cuja vida era um modelo de fidelidade conjugal, obviamente não aprovou àquela “sagrada” prostituição, assim como também aos amuletos e preces, tudo para manter o obscurantismo e a corrupção, tanto que assim se manifestou o grande imperador egípcio:

Mais perversidade há nas palavras dos sacerdotes do que em quantas ouvi até o ano IV do meu reinado, e mais perversas são elas do que Amenotep III ouviu”.

Sendo um espírito extremamente evoluído, revoltou-se contra a sordidez em que a espiritualidade e o povo tinham caído, então, corajosamente, anunciou que todos aqueles deuses, que eram espíritos do astral inferior, e aquelas cerimônias, que eram mediúnicas, não passavam de uma vulgar idolatria, e que o verdadeiro Deus era um só: Aton.

E assim Ikhnaton concebe o Deus único para todas as nações, chegando inclusive a mencionar antes do Egito o nome de outras nações, como dentro do governo de Aton. Note-se que ele formulou uma ideia de Aton como sendo o detentor de todas as formas do desenvolvimento vital, como que contemplando a própria natureza, como fez Luiz de Mattos, completamente diferente do deus bíblico limitado pela forma humana, por isso proibiu aos artistas de representarem a Aton, com a mais elevada ideia de que o verdadeiro Deus não tem forma, quanto ao mais, ficou a arte inteiramente livre, apenas solicitando aos seus artistas prediletos, Bek, Auta e Nutmés, que descrevessem as coisas exatamente como as viam, esquecendo as convenções sacerdotais.

Aqui se pode comprovar com sobras as ações exercidas por um espírito de luz integrante da plêiade do Astral Superior, que não imaginou, e muito menos sonhou, partindo célere em busca do Absoluto, da alta espiritualidade, exercendo as suas ações no sentido de destruir de golpe toda a velha estrutura credulária de uma nação, despojando do poder e afastando a influência nociva dos espíritos quedados no astral inferior sobre o seu povo, através da pestilenta classe sacerdotal, chegando até a proibir aos ritos adoratórios.

Mas a força do astral inferior é terrível! Eu que conheço bem de perto a toda essa sua força, através das minhas experiências científicas, posso perfeitamente atestá-la, pois que os seus integrantes, afinal, são espíritos desencarnados, e ainda têm como seus instrumentos os sacerdotes e os ignorantes seus arrebanhados, além de outros espíritos também atrasados que se encontram encarnados. Assim, Ikhnaton supôs no povo uma capacidade perceptiva e compreensiva acerca da alta espiritualidade que não existia, enquanto os sacerdotes, ao serviço do astral inferior, entraram a conspirar, e às ocultas o povo persistia em ficar encabrestado aos sacerdotes.

Enquanto isso, o grande imperador vivia na maior das simplicidades e na confiança que tinha em sua nação. Tinha sete filhas e nenhum filho, e apesar de pela lei estar autorizado a gerar um herdeiro em outra esposa, preferiu se manter fiel a Nofretete. Sendo um espírito extremamente dedicado à família, tal dedicação é comprovada por intermédio de uma pequenina obra de arte que chegou até nós, mostrando o imperador abraçando a rainha, pois que ele permitia que os artistas o representassem de carro pelas ruas, recreando-se alegremente na companhia da esposa e das filhas, como que querendo dar o exemplo do excelente chefe de família que realmente era; e tanto isso é procedente que nas cerimônias públicas Nofretete se sentava ao seu lado, pegando-lhe a mão, enquanto as sete filhas brincavam aos pés do trono.

Os hititas e outras tribos guerreiras estavam se apropriando das conquistas dos faraós no Oriente, quando então os governadores nomeados pelo governo egípcio clamaram pela imediata remessa de reforços. Mas que direito tinha o Egito de conservar aqueles povos subjugados a uma única nação pela força bélica? Por que um imperador deveria ordenar aos seus súditos que morressem em terras distantes simplesmente para manter as demais nações subjugadas à sua nação?  Pensando nestas respostas, Ikhnaton optou pela paz do seu povo. Em optando pela paz, a Síria e os outros povos perceberam que no Egito havia um imperador que era amigo da paz, portanto, um verdadeiro santo, então depuseram os governadores egípcios, interromperam os pagamentos dos tributos e readquiriram a independência, que era o correto. O Egito de Ikhnaton deixou de ser um vasto império e se conservou nos seus limites naturais, pois que os territórios de todas as nações são previamente estabelecidos em plano astral, em obediência ao plano de espiritualização da nossa humanidade. Ikhnaton, portanto, não era um imperador fraco, pelo contrário, era imensamente forte, tanto que se dispôs a se voltar sozinho contra todas as correntes maléficas, que eram lideradas pelos sacerdotes, mas por ser consciente e respeitador dos direitos das nações alheias à sua, muitos o consideraram como sendo um fraco. Por aqui logo se vê que não é tão fácil ser um espírito superior.

Recebendo as vibrações inferiores, as radiações negativas e as radiovibrações combinadas do seu próprio povo, assim como também dos sacerdotes, esse espírito superior passou a sentir saudades do seu Mundo de Luz, pois era ciente de que a sua grande obra não iria prosperar, em face da tremenda ignorância dos seus próprios súditos. E assim, estando cada vez mais desgostoso em face do fracasso da sua grandiosa obra, assim como também da indignidade e da ingratidão da sua própria nação, desencarnou com apenas trinta anos de idade, em 1.362 a.C.

Dois anos depois da morte de Ikhnaton, o seu genro Tutancamon, um favorito dos sacerdotes, elevou-se ao trono. Mudou o nome de Tutancamon que o seu sogro lhe dera, restaurou Tebas como capital e o poder do sacerdócio, e anunciou ao povo jubiloso a volta dos velhos deuses. As palavras Aton e Ikhnaton foram raspadas dos monumentos: os sacerdotes proibiram que os fiéis as pronunciassem; o povo passou a se referir a Ikhnaton como “O Grande Criminoso”. E assim tudo voltou a ser como dantes.

Ainda no Egito Antigo, vamos encontrar na própria Bíblia a comprovação da mediunidade, principalmente através de Abraão, Isaque, Jacó e Moisés, que eram médiuns videntes e ouvintes, e não sendo esclarecidos acerca da espiritualidade, as suas mediunidades serviram de zombarias e galhofas para os espíritos zombeteiros e galhofeiros, que lhes diziam bobagens por cima de bobagens e lhes apareciam empavonados na figura do deus bíblico e de anjos, que assim tanto naquela época como hoje passam a se assemelhar mais a pavões do que propriamente a seres sobrenaturais.

E o que ninguém até hoje ainda sabe é que esse deus bíblico, que é adorado, louvado, temido, reverenciado, propiciado, e tudo o mais do gênero, não passa de um espírito imensamente zombador e galhofeiro, que quando encarnado se chamava Jeová, como ele mesmo assim se apresenta a Moisés, através desse nome pelo qual era chamado quando encarnado, pois que nenhum bíblico sabe determinar a origem desse nome Jeová para o deus bíblico, sendo até engraçado, para não dizer ridículo, um deus se apresentar pelo seu nome próprio, tal como um ser humano comum. Daí a razão pela qual mais acima eu me referi aos jeovás da vida. Vejamos alguns relatos bíblicos que comprovam a toda essa mediunidade de vidência e audição demonstrada por Moisés:

ÊXODO 3:1 a 5

E Moisés tornou-se pastor do rebanho de Jetro, sacerdote de Midiã, de quem era genro. Quando estava conduzindo o rebanho para o lado ocidental do ermo, chegou por fim ao monte do Deus, a Horebe. O anjo de Jeová apareceu-lhe então numa chama de fogo no meio dum espinheiro. Enquanto ele olhava, ora, eis que o espinheiro ardia com fogo, contudo, o espinheiro não se consumia. Em vista disso, Moisés disse: ‘Deixa-me desviar-me para inspecionar este grande fenômeno por que o espinheiro não se queima’. Quando Jeová viu que se desviara para inspecionar, Deus o chamou imediatamente do meio do espinheiro  e disse: ‘Moisés! Moisés!’ ao que ele disse: ‘Eis-me aqui’. Então disse: ‘Não te chegues para cá. Removes as tuas sandálias dos teus pés, porque o lugar em que estás parado é solo sagrado’”.

  • Não havia nenhuma chama de fogo, pois que tal chama era fluídica, daí a razão pela qual o espinheiro não se consumia. E quando Moisés foi investigar a essa chama fluídica, outro espírito do astral inferior apareceu como Jeová e o chamou, para que ele não pudesse constatar que não havia fogo algum, falando a baboseira de que o solo era sagrado e que não podia ser pisado com sandálias, quando, às vezes, as sandálias são mais limpas do que os próprios pés, além do mais, mesmo tirando as sandálias dos pés, elas iriam permanecer nesse local “sagrado”, o que não iria fazer diferença alguma.

ÊXODO 6:2-3

E Deus prosseguiu, falando a Moisés e dizendo-lhe: ‘Eu sou Jeová. E eu costumava aparecer a Abraão, a Isaque e a Jacó como Deus Todo-poderoso, mas com respeito ao meu nome Jeová não me dei a conhecer a eles’”.

  • Por aqui se pode constatar o longo período que os espíritos mais perigosos, portanto, mais nocivos, ficam quedados no astral inferior, pois que esse mesmo espírito que aparecia a Moisés, que tudo indica seja o chefe da falange obsessora, já muito antes aparecia a Abraão, a Isaque e a Jacó como sendo o deus bíblico, mas sem se identificar. No entanto, como sendo extremamente vaidoso, querendo ser adorado e reverenciado, apareceu a Moisés também como sendo o deus bíblico, mas revelando o seu verdadeiro nome quando encarnado, em que se chamava Jeová, como assim os estudiosos interpretam o seu nome desde a antiguidade, sendo até hoje adorado, reverenciado e temido como sendo um deus, o deus bíblico, em que até uma seita foi criada com o seu nome, denominada de Testemunhas de Jeová. Tal como esse espírito chamado de Jeová, Ignácio de Loyola, considerado santo pela Igreja Católica, passou nada menos do que 400 anos quedado no astral inferior, como se pode comprovar através de Antônio Cottas, em seu artigo sobre alguns trechos da vida de Luiz de Mattos, inclusive como se iniciou na Espiritologia, a sua doutrinação a Ignácio de Loyola, etc., contido na obra Páginas Antigas, as páginas 106 a 122, descrita em outro tópico. Torna-se fácil comprovar, então, que todos os credos e seitas bíblicos adoram e reverenciam a um espírito que se encontrava quedado no astral inferior, que assumia uma forma empavonada para os médiuns videntes, pois que Deus, em sua infinitude, não aparece a quem quer que seja, pois que Ele está em toda parte, e que muitos desses espíritos obsessores ficam falando bobagens e asneiras aos ouvidos desses médiuns. Ora, se os bíblicos afirmam que os espíritos quedados no astral inferior são os demônios que andam soltos pelo mundo, e que eles têm um chefe chamado de Satanás, então o chefe desses demônios que aparecia a Abraão, a Isaque, a Jacó e a Moisés, que se chamava Jeová era o próprio Satanás. Então todos os bíblicos, na realidade, adoram a Satanás, e não ao verdadeiro Deus, o Criador, a Inteligência Universal. Os seguidores da verdade, tais como doutrinadores do Racionalismo Cristão, denominam também a Deus de Grande Foco, em analogia a um imenso Clarão de Luz, pois os espíritos integrantes do Astral Superior quando aparecem aos seres humanos de verdadeiro valor, aparecem sempre em forma de luz, como nos casos em que Jesus, o Cristo, apareceu a Afonso Henriques em Ourique e os espíritos superiores apareceram a Joana D’arc, em formas de santas. E aqui eu indago: e a luz de de Jeová, onde se encontra? Ora, esse espírito decaído no astral inferior não possuía qualquer condição de mostrar a luz, por isso ele aparecia todo empavonado aos médiuns videntes e ouvintes, para que assim pudesse impressionar a todos eles. Por isso, quase todos os seres humanos são anticristãos, com os bíblicos se arvorando de serem cristãos, mas sem que tenham qualquer noção acerca do cristianismo, pois que se revelam uns verdadeiros basbaques, dobradores de coluna, afeitos a genuflexões, pedintes inveterados, adoradores habituais, tementes a um espírito do astral inferior iracundo e ameaçador dos incautos, medrosos do inferno, ávidos por salvação, e o mais contraditório de tudo, tendo o Satanás como sendo o seu pior inimigo, sem saberem que o adoram, na figura do pavoroso e pernicioso Jeová. São ou não são ignorantes os seres humanos? É por isso que o Racionalismo Cristão já se encontra no seio da nossa humanidade, desfraldando pelo Universo as bandeiras da verdade, da sabedoria e da razão.

ÊXODO 32:7 a 14

Jeová disse então a Moisés: ‘Vai, desce, porque o teu povo que fizeste subir da terra do Egito tem agido ruinosamente. Desviaram-se depressa do caminho em que os mandei ir. Fizeram para si uma estátua fundida de bezerro, e persistem em curvar-se diante dele e em oferecer-lhe sacrifícios, e em dizer: Este é o teu Deus, ó Israel, que te fez subir da terra do Egito’. E Jeová prosseguiu, dizendo a Moisés: ‘Olhai para este povo e eis que é um povo de dura cerviz. Portanto, deixa-me agora, para que a minha ira se acenda contra eles e eu os extermine, e faça eu de ti uma grande nação. E Moisés passou a abrandar a face de Jeová, seu Deus, e a dizer: Por que, ó Jeová, devia acender-se a tua ira contra o teu povo que fizeste sair da terra do Egito, com grande poder e com mão forte? Por que deviam os egípcios dizer: Com mau intento os fez sair, a fim de matá-los entre os montes e exterminá-los da superfície do solo? Desvia-te da tua ira ardente e deplora o mau contra o teu povo. Lembra-te de Abraão, Isaque e Israel, teus servos, a quem juraste por ti mesmo, dizendo-lhes: Multiplicarei a vossa descendência como as estrelas dos céus, e toda esta terra que indiquei, eu a darei à vossa descendência para que deveras tomem posse dela por tempo indefinido’”.

  • Note-se aqui que Moisés, mesmo sendo um médium vidente e ouvinte por demais avassalado, tem muito mais senso e discernimento do que esse espírito quedado por séculos no astral inferior, que se chamava Jeová quando encarnado, por isso nada evoluiu, pois não se evolui no astral inferior, pelo contrário, contrai-se débitos, muitos débitos, para no futuro serem resgatados, daí a razão pela qual, mesmo estando desencarnado, ele ainda se mostrava extremamente vaidoso, ciumento, iracundo, belicoso, vingativo, petulante, carnívoro, sorvedor de sangue, e, como se não bastasse, metido a exterminador, como se fosse chefe de exércitos, quando, na realidade, era chefe de falanges obsessoras, exibindo a sua faceta estúpida de genocida, por isso recebeu uma boa reprimenda de Moisés. E esse é o deus bíblico do catolicismo e das suas seitas protestantes, que não passa de um tremendo sem-vergonha, como sem-vergonhas são todos os demais deuses dos demais credos, inclusive esse tal de Alá inventado por Maomé, que era também outro médium vidente e ouvinte, portanto, outro basbaque.

DEUTERONÔMIO 1:42

Jeová, porém, me disse: ‘Dize-lhes: ‘Não deveis subir e lutar, porque não estou no vosso meio, para que não sejais derrotados diante dos vossos inimigos”.

  • E aqui eu indago: onde se encontra a onipresença do deus bíblico? Além do mais ele não sabe nem ao menos se expressar com correção, pois que o tempo do verbo estar se encontra no presente, quando deveria se encontrar no futuro, o que comprova realmente se tratar de um espírito decaído no astral inferior.

DEUTERONÔMIO 2:1 a 6

Viramo-nos então e partimos para o ermo pelo caminho do Mar Vermelho, como Jeová me havia falado; e levamos muitos dias para contornar a montanha de Seir. Por fim, Jeová me disse o seguinte: ‘Já basta de contornardes esta montanha. Mudai de rumo para o norte’. E ordena a este povo, dizendo: ‘Estais passando ao longo da fronteira dos vossos irmãos, os filhos de Esaú, que moram em Seir, e eles terão medo de vós, e vós tereis de ter muito cuidado. Não vos empenheis em luta com eles, porque não vos darei nada da terra deles, nem mesmo da largura da sola do pé; pois tenho dado a montanha de Seir como posse a Esaú. Tereis de comer os mantimentos que comprardes deles por dinheiro; e também tereis de beber a água que adquirirdes deles por dinheiro’”.

  • Note-se aqui que esse espírito gozador e zombeteiro ficou se divertindo à custa dos encarnados, fazendo com que eles ficassem contornando uma montanha à toa, e tendo se cansado dessa sua palhaçada, determina que eles mudem de rumo, mas não possui poderes para lhes dar água e comida, embora se gabe que deu uma montanha a Esaú. O seres humanos têm que ser realmente muito cretinos para acreditar em tanta intrujice. E a própria Bíblia reconhece não somente a existência da mediunidade, mas também a existência do próprio médium, como demonstra claramente em várias das suas passagens. Senão vejamos algumas dessas passagens.

LEVÍTICO 19:31

Não vos vireis para médiuns espíritas e não consulteis prognosticadores profissionais de eventos, de modo a vos tornardes impuros por eles. Eu sou Jeová, vosso Deus”.

  • A vaidade desse espírito inferior, que havia se chamado de Jeová quando encarnado, levou-o a proibir o exercício da mediunidade de incorporação, para que os demais espíritos inferiores pertencentes a outras falanges obsessoras não viessem a atuar nos médiuns, a fim de que apenas ele e a sua falange pudessem se assenhorar de todas as determinações aos seres humanos.

DEUTERONÔMIO 18:11-12

… ou alguém que prenda outros com encantamento, ou alguém que vá consultar um médium espírita, ou um prognosticador profissional de eventos, ou alguém que consulte os mortos. Pois, todo aquele que faz tais coisas é algo detestável para Jeová, e é por causa destas coisas detestáveis que Jeová, teu Deus, as expulsa diante de ti”.

  • Esse tal de Jeová se mostra um espírito extremamente trevoso, pois que diante dos médiuns videntes e ouvintes, querendo monopolizar as suas atuações mediúnicas, ele proíbe a consulta a outros espíritos obsessores, e, ao que tudo indica, travava lutas quase corporais, dada a sua imensa materialidade, no intuito de expulsar as falanges obsessoras que também pretendiam obsedar às suas vítimas.

CRÔNICAS 10:13-14

Assim morreu Saul pela sua infidelidade com que agiu sem fé contra Jeová referente à palavra de Jeová que não guardou e também por pedir a um médium espírita que fizesse uma consulta. E não consultou a Jeová. Por conseguinte, este o entregou à morte e transferiu o reinado a Davi, filho de Jessé”.

  • Isso tudo é pura toleima, e somente quem é um verdadeiro toleirão pode acreditar nessa palhaçada. Esse espírito inferior, quando encarnado, era um verdadeiro assassino, como demonstra nessa sua mentira que matou Saul em virtude deste haver consultado a um médium. Isto é motivo suficiente para alguém assassinar a um ser humano? Ora, a própria legislação humana admite o assassinato, quando em legítima defesa da vida ou da vida de outrem, no estrito cumprimento do dever, ou, então, como único recurso de sobrevivência, em que assim descaracteriza o termo assassinato.

ISAÍAS 8:19

E caso vos digam: ‘Recorrei aos médiuns espíritas ou aos que têm espírito de predição que chilram, e fazem pronunciações em voz baixa, não é a seu Deus que qualquer povo devia recorrer? A pessoas mortas a favor de pessoas vivas?”.

  • Aquele que possui um mínimo de senso pode constatar aqui que a Bíblia se refere literalmente a pessoas mortas em favor de pessoas vivas, quando se recorre aos médiuns, e jamais aos demônios, pois que estes não existem, e caso o sobrenatural realmente existisse, esse deus bíblico que quando encarnado se chamava Jeová, seria realmente o próprio Satanás.

SAMUEL 28:3

Ora, o próprio Samuel havia morrido, e todo o Israel passara a lamentá-lo e a enterrá-lo em Ramá, sua própria cidade. Quanto a Saul, tinha removido do país os médiuns espíritas e os prognosticadores profissionais de eventos”.

  • E aqui é de se indagar: afinal, como Saul foi assassinado pelo deus bíblico que se chamava Jeová, quando encarnado, por haver consultado um médium espírita, se ele mesmo tinha removido do país os médiuns espíritas?

Na Grécia Antiga haviam os oráculos, que eram as respostas de uma divindade a quem a consultava. Lá, a divindade respondia a consultas a quem a consultava e, também, fornecia orientações aos seres humanos através de um médium, então a mediunidade já era conhecida também por toda a Grécia Antiga. E tanto isso é procedente, que a palavra oráculo, em sentido figurado, refere-se a uma sentença ou a uma decisão inspirada, de natureza infalível, por parte de alguém que possui grande autoridade, só que essa autoridade não é decorrente de quem profere diretamente a sentença ou a decisão, mas sim dos espíritos, da alta espiritualidade, e não da baixa, já que a pessoa tem que inspirar muita confiança, então tem que ser um médium honrado, ao serviço do Astral Superior, e não do astral inferior.

O oráculo, pois, não tem nada a ver com adivinhação, mas sim com a intermediação de comunicações entre os espíritos encarnados e os desencarnados. Sendo completamente ignorante acerca da espiritualidade, o Dr. Urban, na tentativa de fornecer uma explicação para o termo, querendo assim demonstrar algum conhecimento psicológico, mas apenas se expondo ao ridículo, pois que de nada sabe, e sequer sabe o que diz, vem com a sua esdruxularia dizendo que o oráculo é uma busca por uma compreensão inspirada inicialmente pelo self, ou si mesmo, no seu próprio inconsciente, que ele não sabe o que seja, por meio de arquétipos, de acordo com a teoria junguiana de individuação, teoria esta aplicada em oráculos como o Tarô. Ora, se Carl Gustav Jung foi um psiquiatra e psicoterapeuta suíço que fundou a psicologia analítica, propondo e desenvolvendo os conceitos das personalidades extrovertida e introvertida, arquétipos e o inconsciente coletivo, demonstrando assim que nada sabe sobre a natureza humana, por ser tudo imaginado, é óbvio que esse Dr. Urban é muito mais ignorante do que aquele em quem se inspira, pois que a sua intenção é apenas a saliência, nada mais do que isso, pelo que assim se escuda em um nome famoso.

Mas ao contrário de como todos pensam, as consultas oraculares não são originárias da Grécia antiga, pois as demais civilizações antigas já consultavam os oráculos para diversas finalidades, como podemos constatar na mitologia escandinava, em que Odin levou a cabeça do deus Mimir para Asgard, a fim de ser consultada como oráculo. Na tradição chinesa, o I Ching, ou Livro das Mutações, foi utilizado como oráculo na dinastia Shang. O I Ching é um texto clássico chinês composto de várias camadas que foram sobrepostas ao longo do tempo, sendo um dos mais antigos e um dos únicos textos chineses que chegaram até aos nossos dias. O termo ching, que significa clássico, foi o nome dado por Confúcio, uma das encarnações de Jesus, o Cristo, à sua edição dos antigos livros. Antes era denominado apenas de I, pois este ideograma é traduzido de muitas maneiras, sendo que no século XX ficou conhecido no Ocidente com o significado de mudança, ou mutação, pois que a nossa humanidade realmente vai mudar, espiritualizando-se. O I Ching, pois, deve ser considerado como sendo um livro de oráculos, uma vez que é um livro da sabedoria, já que na própria China é utilizado para o estudo diferenciado realizado por estudiosos, eruditos e até por praticantes da vida taoísta.

Na Grécia Antiga, o oráculo designa tanto a divindade consultada, que é o espírito, como o intermediário humano que transmite a resposta, que é o médium, e ainda os lugares sagrados onde as respostas eram dadas, que eram os templos. Como a própria língua grega distingue estes diferentes sentidos, a resposta divina pode ser designada como o fato de informar, o fato de falar, sendo que o intérprete da resposta divina é aquele que fala em lugar do deus, que é o espírito, e, por fim, designa o próprio lugar, ou o templo.

O termo mancia, oriundo do grego manteía, significa adivinhação, predição, mas na Grécia Antiga ele é desvinculado dos oráculos, pois que se vincula a determinados ritos, que são próprios dos médiuns ao serviço do astral inferior, justamente por isso a tradição veio emprestar uma certa impressão da inspiração, como se os adivinhos tivessem um deus em si, quando, na realidade, não tinham tal impressão. Daí a razão pela qual os adivinhos como Tirésias serem considerados como sendo personagens mitológicos.

O Oráculo de Delfos, na Grécia Antiga, situado no que foi a antiga cidade denominada de Delfos, que hoje já não mais existe, no sopé do monte Parnasso, nas encostas das montanhas da Fócida, a quase 10 km de distância do golfo de Corinto, dedicado principalmente a Apolo, tendo como sede um grande templo, foi o mais famoso oráculo da antiguidade, ao qual iam com frequência os antigos gregos para buscar respostas para as suas questões. Nesse templo, as sacerdotisas de Apolo, denominadas de pitonisas, ou de pítias, eram médiuns de incorporação, que atuadas pelos espíritos davam as suas respostas às questões que eram postas para si, que eram consideradas como sendo verdades absolutas. A mediunidade revelada através dos oráculos, pois, foi uma manifestação espiritual revelada na antiguidade, já que o Oráculo de Delfos foi fundado no século VIII a.C., e a sua última resposta registrada ocorreu em 393 d.C, quando o imperador romano Teodósio I ordenou que os templos pagãos encerrassem as suas operações.

A pitonisa era famosa por seus oráculos, sendo respeitada e dotada de grande importância, fato pouco comum para uma mulher no mundo dominado pelos homens da Grécia Antiga. O termo pítia é originado do grego pytho, que significa serpente, mas não tem nada a ver com a própria serpente, pois que o termo representa o nome original de Delfos na mitologia, daí a razão pela qual os gregos haverem derivado esse topônimo do verbo pythein, em função da sacerdotisa. Sendo uma médium bem asseada e conservada em um ambiente de paz, este ambiente era ainda perfumado por vapores aromatizantes, que subiam de uma fenda no rochedo sobre o qual o templo havia sido construído.

Como a imaginação humana sempre andou à solta, alguns estudiosos argumentaram que a pitonisa falava palavras sem sentido, que eram elucidadas pelos sacerdotes do templo em enigmáticas profecias, preservadas na literatura grega. Outros argumentaram a possibilidade da existência do gás etileno, que poderia causar o estado de inspiração da pitonisa. Enquanto outros ainda argumentaram que o gás expelido poderia ser o metano e o sulfeto de hidrogênio, e que a fenda poderia ser o resultado de uma ruptura sísmica no solo.

Mas estudiosos mais conscientes, como Joseph Fontenrose e Lisa Maurizio, afirmam corretamente que as fontes antigas representam de maneira uniforme uma pitonisa que fala de maneira inteligível, e faz os oráculos com a sua própria voz bem articulada. E diferente não poderia ser, pois que os oráculos representaram uma das instituições mais bem documentadas do mundo clássico grego e outros, tendo sido mencionados por muitos escritores famosos, tais como Heródoto, Tucídedes, Eurípedes, Sófocles, Platão, Aristóteles, Píndaro, Ésquilo, Xenofonte, Diodoro, Estrabão, Pausânias, Plutarco, Lívio, Justino, Ovídio, Lucano, Juliano, o Apóstata, e Clemente de Alexandria.

Isto bastaria para comprovar que a pitonisa era uma médium, que intermediava os encarnados com os desencarnados, não com os espíritos do astral inferior, mas sim com os espíritos do Astral Superior. E a prova disso tudo vamos encontrar na questão levantada por Querofonte diretamente para a pitonisa, em relação à sabedoria de Sócrates, como já citado anteriormente, em que este nos narra tal episódio da seguinte maneira:

Ouvi mais isto, a fim de que os que o desejam tenham mais um motivo para não crer no favor com que me honraram as divindades (espíritos de luz integrantes do Astral Superior, digo eu). Um dia em que, na presença de numerosa assistência, Querofonte interrogava ao meu respeito o oráculo de Delfos, respondeu Apolo inexistir homem mais sensato, independente, justo e sábio do que eu”.

Vejamos agora uma das mais mirabolantes de todas as mentiralhas bíblicas, que sendo contrária a todas as leis da natureza, vem afirmar que Jesus, o Cristo, ressuscitou, além de outras mentiralhas mais, como o aparecimento do anjo de Jeová, que se encontra em Mateus 28:1 a 10, da seguinte maneira:

Depois do sábado, quando estava ficando claro, no primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.

E eis que tinha havido um grande terremoto; pois o anjo de Jeová descera do céu, e, aproximando-se, rolara a pedra e estava sentado sobre ela. Sua aparência exterior era como relâmpago e seu vestuário era branco como a neve. Sim, os vigias tremeram de temor dele e ficaram como que mortos.

Mas o anjo disse em resposta às mulheres: ‘Não sejais temerosas, pois eu sei que estais procurando a Jesus, que foi pregado numa estaca. Ele não está aqui, pois foi levantado, assim como disse. Vinde, vede o lugar onde estava deitado. E ide rapidamente e dizei aos seus discípulos que ele foi levantado dentre os mortos, e eis que vai adiante de vós para a Galileia, ali o vereis. Eis que eu vô-lo disse’.

Deixando assim rapidamente o túmulo memorial, com temor e grande alegria, correram para relatar isso aos discípulos dele. E eis que Jesus foi ao encontro delas e disse: ’Bom dia!’ Elas aproximaram-se e agarraram-no pelos pés, e prestaram-lhe homenagens. Jesus disse-lhes então:’Não temais! Ide, relatai isso a meus irmãos, a fim de que vão para a Galileia, e ali me verão’”.

Mais adiante, agora em Mateus 28:18 a 20, está escrito o seguinte:

No entanto, os onze discípulos foram para a Galileia, para o monte que Jesus lhes designara, e quando o viram, prestaram-lhe homenagem, mas alguns duvidaram. E Jesus, aproximando-lhes, falou-lhes, dizendo: ‘Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo, ensinando-as a observar todas as coisas que vos ordenei. E eis que estou convosco todos os dias, até à terminação do sistema de coisas’”.

O assunto referente à Cristologia somente deverá ser tratado na categoria que lhe diz respeito diretamente, ainda neste site A Filosofia da Administração. No entanto, eu devo adiantar que o corpo de Jesus, o Cristo, foi retirado do túmulo por Maria Madalena, que o levou para alhures, uma vez que ele não ressuscitou, pelo fato da ressurreição ser contrária às leis da natureza. Porém, ele realmente apareceu aos seus apóstolos, mas em corpo fluídico, e não em corpo carnal, demonstrando assim a mediunidade da vidência e da audição. Por que razão ele apareceu em corpo fluídico, ou em perispírito, ou em corpo astral, aos seus apóstolos? Luiz de Mattos, em sua obra Vibrações da Inteligência Universal, a página 27, responde-nos da seguinte maneira:

Vê-se-a, hoje, como foi vista muitas outras vezes, nos templos do Egito, na Índia, na Grécia, e por toda parte:

1) Na figura de Jesus, o Cristo, quando, após a sua trágica morte, apareceu, em corpo astral, aos seus apóstolos, para lhes demonstrar, na prática, tudo quanto havia explicado, em teoria”.

Outra prova da mediunidade da vidência e da audição vamos encontrar em Maomé. Durante o mês santo do Ramadã, Maomé se retirava, às vezes em companhia da família, para uma caverna no sopé do monte Hira, a quase seis quilômetros de Meca, e passava muitos dias e noites em jejum, meditação e prece. Uma noite, no ano 610, quando se achava sozinho na caverna, aconteceu-lhe a experiência base de toda a história maometana. Segundo o que foi relatado pelo seu principal biógrafo, Maomé ibn Ishaq, Maomé contou o acontecimento da seguinte maneira:

Enquanto estava dormindo, com uma colcha de brocado de seda, em que havia alguns escritos, o anjo Gabriel me apareceu e disse: ‘Leia’. Repliquei: ‘Não leio’. Ele me apertou com a colcha tão fortemente que pensei fosse morrer. A seguir, soltou-me e disse de novo: ‘Leia’. Então li em voz alta e ele se foi, finalmente. Acordei do meu sono e era como se aquelas palavras estivessem escritas no meu coração. Saí e comecei a andar, e, a meio caminho da montanha, ouvi uma voz do céu que dizia: ‘Ó Maomé, és o mensageiro de Alá e eu sou Gabriel’. Levantei a cabeça na direção do céu para ver, e ei-lo, Gabriel, em forma de homem, de pés juntos na extremidade do céu, dizendo: Ó Maomé, tu és o mensageiro de Alá e eu sou Gabriel”.

Voltando para junto da sua esposa Khadija, colocou-a a par das visões, ela as aceitou como sendo verdadeira revelação do céu e o animou a anunciar a sua missão.

Em primeiro lugar, deve ser esclarecido que esse espírito quedado no astral inferior que se fez passar por anjo, o anjo Gabriel, não apertou o corpo carnal de Maomé com a colcha, mas sim o seu corpo astral, uma vez que Maomé se encontrava dormindo, estando, portanto, desdobrado. E se como diz o pseudoanjo Gabriel que Maomé é o mensageiro de Alá, então esse espírito queria dizer que ele era o mensageiro de um deusinho qualquer, de um espírito obsessor quedado no astral inferior, chefe de falange, visto que não podia desconhecer que a palavra Alá é uma contração de al-ilab, um deus da antiga Caaba, uma construção que é reverenciada pelos muçulmanos, de onde esse espírito quedado no astral inferior retirou o nome que pronunciou a Maomé. Então Jeová e Alá não passam de dois espíritos trevosos decaídos na atmosfera terrena.

Embora os fatos históricos demonstrem claramente a existência da espiritualidade, e em seu contexto a manifestação da mediunidade em suas diversas formas, sendo ela aceita e evidenciada por diversas vertentes espiritualistas, não importando se relativas à baixa ou a alta espiritualidades, ela já se encontra estabelecida à luz da ciência, pois que a existência dos espíritos é devidamente suportada pelos rigores contemporâneos dos métodos científicos, apenas a comunidade científica não aceita os métodos utilizados por vários cientistas para a comprovação da real existência da espiritualidade, pois que tal comunidade científica é formada por falsos investigadores e pesquisadores, todos preconceituosos, pois que o verdadeiro religioso a tudo investiga, e o verdadeiro cientista a tudo pesquisa, uma vez que somente assim se pode adquirir o conhecimento e a experiência, respectivamente.

Mas essa comunidade científica, formada por verdadeiros “sibiotas”, que são homens metidos a sábios, mas que não passam de verdadeiros idiotas, quando não conseguem ver os fatos com os olhos da cara, quando não conseguem sentir o cheiro com o próprio nariz, quando não conseguem sentir o sabor com a própria boca, quando não conseguem ouvir com os próprios ouvidos, e quando não conseguem apalpar com as próprias mãos e com o próprio corpo carnal, decretam de imediato as suas inexistências, como se os fatos não procedessem. Quanta ignorância!

Porém se os integrantes da comunidade científica são cientes de que os seus corpos carnais duram apenas poucos anos, e que após esses poucos anos esses mesmos corpos carnais, que eles julgam sejam eles mesmos, morrem, falecem, desintegram-se, transformando-se em outros materiais, já que eles consideram apenas a existência da matéria. Isto tudo indica, logicamente, que os integrantes da comunidade científica que morreram andam todos por aí, transformados em outras matérias. É a conclusão lógica a que eles deveriam chegar, caso fossem realmente materialistas e raciocinassem um pouco mais. E assim, quando se encontram a manipular a matéria, estão manipulando aos seus próprios colegas, assim como os demais seres humanos que morreram, pois que diferente não poderia ser. Que barbaridade!

E além do mais, são tão insensíveis aos seus próprios “eus”, que não se preocupam nem consigo mesmos, conformando-se, lamentavelmente, com as suas vidas efêmeras e passageiras, sem demonstrarem qualquer interesse em investigar e pesquisar a existência eterna e universal. Aliás, eles não possuem qualquer noção acerca do Universo, pois que o único posto de observação que possuem é o próprio planeta onde habitam, temporariamente, diga-se de passagem, de onde partem para observar o Universo, equivocadamente, quando, ao contrário, deveriam primeiramente se universalizar, para que assim pudessem observar do Universo o seu próprio posto de observação.

Nesse equívoco em que incidem todos os integrantes da comunidade científica, eles passam a procurar a existência da vida universal, sem nem ao menos possuírem qualquer noção do que seja a vida. Ora, se para eles a vida é efêmera e passageira, restringindo-se a um período de apenas poucos anos, é de se indagar: por que ir atrás do efêmero e do passageiro pelo Universo? Caso raciocinassem um pouco mais, poderiam chegar à conclusão que o Universo é um só, já que não existem vários universos, pois, caso existissem, eles fariam fronteiras uns com os outros, estando, pois, inseridos no verdadeiro Universo. E sendo o Universo somente um, torna-se óbvio que a vida é uma só, e não diversa, que se refere aos seres que o habitam, embora as vidas dos seres sejam vividas de modos diferentes, em conformidade com o valor que cada ser adquiriu, no decorrer do processo da evolução.

Se eles não conseguem identificar a existência da vida nos seres atômicos, mas apenas nos seres que alcançaram a um determinado grau de evolução, isto implica em dizer que jamais conseguiriam identificar a existência da vida em relação àquilo que não veem, não ouvem, não cheiram, não saboreiam e nem apalpam, então não poderiam identificar a vida manifestada pelos espíritos quedados no astral inferior, somente identificada através da mediunidade, revelada por intermédio dos médiuns ignorantes, por conseguinte, jamais poderiam identificar a vida manifestada pelos espíritos integrantes do Astral Superior, que também somente é identificada através da mediunidade, por intermédio dos médiuns esclarecidos, por isso honrados, pois que na mediunidade a lei da afinidade e o princípio da atração também se fazem valer.

É por essa razão que eles buscam inutilmente encontrar a vida pelo Universo, em que essa busca é completamente atabalhoada, já que nenhum deles sabe o que seja realmente a vida. E assim, tal qual uns verdadeiros celerados, eles constroem naves e julgam que saem a visitar os planetas que se encontram mais próximos da Terra. E qual é a velocidade dessas ridículas naves? Pouquíssimos quilômetros por hora, pois que elas são projetadas com base na imaginação e elaboradas com seres que se encontram neste mundo, por isso a velocidade é tão reduzida que eles não a calculam nem por segundo, mas sim por hora, e como não é permitido que os seres infra-humanos abandonem a atmosfera terrena, esta é o destino dessas naves.

No entanto, se os físicos e os matemáticos se julgam tão bons nessas parcelas do Saber a que se dedicam, e através delas querem açambarcar o Universo, então eles são cientes de que para se calcular a velocidade é utilizada a fórmula v = e / t, em que v é a velocidade, e é o espaço e t é o tempo. E parece que são bons mesmo naquilo que fazem, pois que até já calcularam a velocidade da luz em cerca de 300.000 km/s, que é a velocidade que eles sonham atingir em suas naves, reveladas através das produções cinematográficas.

Mas acontece que eles ignoram completamente outro tipo de luz, a luz astral, que é a verdadeira luz e que penetra a todas as coordenadas do Universo, pois que este é formado pelo espaço e pelo tempo, como já é sabido. Então com a sua luz astral, ao invés de 300.000 km/s, o espírito pode se deslocar a uma velocidade, digamos, de 300.000.000.000.000 km/s. Estando apreendida uma noção acerca desta velocidade espiritual, que os físicos e os matemáticos acrescentem tantos zeros quantos queiram a essa velocidade. Feito isto, que transformem o quilômetro em uma outra medida bem superior, o tanto que queiram, em seguida, reduzam o segundo em outra escala de tempo bem inferior, também o tanto que queiram. Parece que agora são sabedores da natureza da verdadeira velocidade com que os espíritos superiores se deslocam pelo Universo, tendo assim uma noção mais aprofundada em relação ao espaço e ao tempo. Agora sim, comparem a velocidade das suas naves com as velocidades dos espíritos que se encontram no Astral Superior.

No entanto, resta ainda mais um fator componente da velocidade, que é de fundamental importância para a compreensão da velocidade universal, pois que a velocidade compreendida na Terra é medida entre um ponto e outro, formando uma reta, que é a menor medida entre dois pontos, ou a menor distância, e o espírito não se desloca assim pelo Universo, através de uma reta, mas de uma única maneira, que é a correta, pois que no espaço não existem pontos de referência e no tempo não existem limites impostos pela locomoção para as suas velocidades, uma vez que as coordenadas do Universo são fornecidas pelas propriedades da Força, que contém o espaço, e da Energia, que contém o tempo, as quais se combinam em todos os estágios, formando as estrelas, que mantêm os mundos sob as suas égides, sendo todos eles formados e habitados por seres. Assim, os espíritos se deslocam pelo Universo por intermédio das coordenadas universais, utilizando-se da luz astral que possuem. Como já é sabido, esse deslocamento espiritual é denominado de volição.

Aqui o grande questionamento é o seguinte: por que o espírito possui essa faculdade volitiva no Universo? E a resposta é bastante simples: todo o Universo se encontra contido em Deus, portanto, o tanto que Deus está contido em cada espírito, é o tanto que o Universo nele está contido, uma vez que, como seres, somos partículas do ser Total, e evoluímos adquirindo as Suas Propriedades, pois que estamos em demanda do Criador, pelo fato de sermos as Suas criaturas, ou que estamos em demanda da Inteligência Universal, pelo fato de sermos as Suas inteligências. Em outras palavras: somos deuses em demanda de Deus. É por isso que na antiguidade os seres humanos denominavam aos espíritos superiores de deuses, e as suas moradas nos Mundos de Luz de Olimpo, Hades, e outras denominações, enquanto que os espíritos quedados no astral inferior eram denominados de espíritos malignos, ou demônios.

E agora eu indago: a verdadeira tecnologia se encontra na manipulação dos seres que se encontram neste mundo-escola, através de máquinas e outros aparelhos e instrumentos, e mesmo em espaçonaves, ou em nós mesmos, os espíritos? Para que não reste a menor dúvida sobre esta indagação, que os tecnólogos materialistas saibam do seguinte:

  1. Todos os seres que se encontram neste mundo, aqui se encontram para evoluir, inclusive nós, seres humanos, que somos espíritos, justamente por isso este planeta é denominado de mundo-escola;
  2. Os espíritos têm que transcender a este mundo, elevando-se ao Espaço Superior, para lá perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que lhes dão o poder, e se transportando ao Tempo Futuro, para lá compreender e criar as experiências físicas acerca da sabedoria, que lhes dão a ação, universalizando-se, para que assim possam fazer do Universo os seus postos de observações deste mundo, em conformidade com as suas coordenadas, que são as estrelas;
  3. Através do poder os espíritos podem fazer valer os seus sentimentos superiores, que captam os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, através da propriedade da Força, que contém o magnetismo, e através da ação os espíritos podem fazer valer os seus pensamentos positivos, que criam as experiências físicas acerca da sabedoria, através da propriedade da Energia, que contém a eletricidade;
  4. Como os sentimentos superiores dão o poder, que se realiza através dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, os espíritos podem transformar todos os seres que se encontram neste mundo-escola em outros seres que sejam úteis a si mesmos e aos demais seres, portanto, em outros seres que sejam úteis ao todo deste mundo, por intermédio dos pensamentos positivos que lhes dão a ação, que se realiza através das experiências físicas acerca da sabedoria, para que assim todos possam estar em inteira conformidade com a razão;
  5. Para que essas transformações possam se realizar, faz-se necessário que primeiramente os seres humanos aprendam a vibrar, através dos seus sentimentos superiores, a radiar, através dos seus pensamentos positivos, e a radiovibrar, através das suas combinações, limpando toda a atmosfera terrena, que é a sua aura, através das suas vibrações magnéticas, das suas radiações elétricas e das suas radiovibrações eletromagnéticas, assim como também transladando os espíritos quedados no astral inferior para os seus respectivos Mundos de Luz;
  6. A nossa humanidade tem a obrigação de proceder a todas essas transformações neste planeta Terra, pois que ele tem que evoluir e evoluir sempre, já que é formado por seres hidrogênios e também habitado por seres vindos de outros mundos, e todos esses seres têm que evoluir, então a finalidade deste planeta é deixar de ser um mundo-escola e se transformar em um Mundo de Luz, para que assim possa se tornar habitado por toda uma humanidade, quando então os seres hidrogênios se tornarão espíritos, da mesmíssima forma como nós nos tornamos;
  7. Quando os seres humanos estiverem mais evoluídos, quando forem detentores da verdadeira tecnologia, que se encontra em si mesmos, e não nos seres infra-humanos, poderão se desdobrar, deixando os seus corpos carnais na Terra e se deslocando pelo Universo, por intermédio do perispírito, o corpo que rodeia os seus espíritos e que representa as parcelas das propriedades da Força e da Energia adquiridas, por isso ele também se denomina de corpo fluídico, já que o Universo é todo fluídico, por ser formado pelas propriedades da Força e da Energia, e também denominado de corpo astral, já que ele diz respeito aos astros;
  8. Nesses desdobramentos, faz-se necessária a utilização do corpo de luz por parte dos espíritos, para que se tenha a consciência plena dos locais em que se encontram, o que somente pode se adquirir por intermédio da luz astral;
  9. É assim, com a aquisição do poder, que os espíritos vão adquirindo aos poucos a onipotência, com a aquisição da ação, que os espíritos vão adquirindo aos poucos a onipresença, e com a coordenação de ambos, através da luz astral, que os espíritos vão adquirindo aos poucos a onisciência, quando em desdobramentos pelo Universo;
  10. Note-se que existem outros mundos-escolas mais adiantados do que o nosso, e que os seus habitantes já se encontram procedendo a essa prática espiritual, desdobrando-se e visitando a outros mundos, inclusive o nosso, mas que os seres humanos que formam a nossa humanidade, ainda presos à fase da imaginação, ficam a imaginar se tratar de naves alienígenas, sem compreenderem os seus deslocamentos pela nossa atmosfera, através das correntes que formam com as suas vibrações magnéticas, as suas radiações elétricas e as suas radiovibrações eletromagnéticas avançadas, e como são ainda muito ignorantes, em que essa ignorância chega ao cúmulo da estupidez, imaginam que a verdadeira tecnologia, que é espiritual, e não materializada, tanto mais seja avançada, quanto mais belicosa ela seja, pois que sendo ávidos pelo poder, imaginam que os seres mais avançados são detentores de naves sofisticadíssimas, de armas bélicas poderosíssimas, mas que são completamente inúteis, uma vez que não se pode deslocar pelo Universo com naves, a não ser aqui nas redondezas, e não se pode jamais destruir um ser, pois que todos os seres são eternos e universais. Há que se lembrar que existe uma interação universal neste mundo-escola, em que aqui convivem os seres hidrogênios e os demais seres, inclusive os seres humanos, que são espíritos, tendo aqui já encarnado o espírito mais evoluído que existe, no caso, Jesus, o Cristo. E que é através do instituto do Cristo que as humanidades se espiritualizam, passando a ficar interligadas umas com as outras à medida que vão se espiritualizando, nessa corrente universal que vai interligando todas as humanidades que se encontram pelo Universo de meu Deus.

O foco da ciência, então, tem que ser totalmente mudado, pois que a denominação correta do que ainda se denomina de ciência é parcela do Saber, em que a religião trata dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade e a ciência, propriamente dita, trata das experiências físicas acerca da sabedoria, com esta tendo aquela como sendo a sua legítima e verdadeira fonte, com as religiociências tratando de ambas, ao mesmo tempo. Quanto aos credos e as suas seitas, que lidam com o sobrenatural, estes terão que ser extintos, com a classe sacerdotal se esforçando por proceder com as suas devidas regenerações.

Tudo no Universo é natural, tudo na natureza se enquadra rigorosamente dentro do âmbito da normalidade, e tudo é regido de acordo com as leis espaciais, os princípios temporais e os preceitos universais, então a mediunidade existe, pelo fato dela ser espiritual, estando em conformidade com o Universo. Em sendo assim, não existe a paranormalidade, por conseguinte a Parapsicologia.

No entanto, existem os parapsicólogos, que também são conhecidos como investigadores psíquicos, do inglês psychic witness, que se valem da mediunidade para que possam trabalhar em conjunto com a polícia na investigação de crimes de difícil solução, quando nessas investigações ocorrem a inexistência de testemunhas, a escassez de provas, excesso de suspeitos, e outras dificuldades mais que se encontram em cada caso. Segundo Sérgio Pereira Couto, em artigo publicado na revista Ciência Criminal, o trabalho desses paranormais:

Consiste basicamente em captar sensações sobre o que aconteceu nos locais dos crimes e passar as informações para que os detetives tomem as devidas providências administrativas, incluindo a detenção de suspeitos para interrogatório”.

Mas acontece que, além de extremamente ignorantes, os seres humanos são pouco raciocinadores, por isso tudo aquilo que diz respeito à espiritualidade eles consideram como sendo pertencente a um único mundo dos espíritos, como se todos os espíritos fossem iguais, olvidando do valor que cada espírito adquiriu no decorrer do processo da evolução, pois que não existem duas coisas iguais no Universo. E assim, eles ignoram a existência dos espíritos inferiores, que se encontram quedados na atmosfera terrena, e a existência dos espíritos de luz, que se encontram integrando o Astral Superior. Ora, os espíritos que se encontram no Astral Superior não descem à Terra para ajudar aos seres humanos a desvendar os crimes por eles cometidos, pois eles têm os seus encargos mais importantes a tratar, então todas essas pessoas que são consideradas como sendo paranormais, são médiuns ao serviço do astral inferior. Além do mais, neste caso, seria preferível impedir os crimes a desvendá-los.

E a utilização desses médiuns, tidos como se fossem paranormais, são utilizados em todo o mundo. Com o sucesso dos seriados em canais pagos que tratam acerca do assunto, as polícias de diversos Estados norte-americanos passaram a admitir em público a utilização desses ditos paranormais em investigações onde a tecnologia humana se mostra ineficiente. O Discovery Channel elaborou um documentário dividido em vários episódios para tratar desse assunto, reportando as atividades de quinze investigadores psíquicos no apoio às polícias de diversos Estados norte-americanos, tais como: Califórnia, Ohio, Pensilvânia, Carolina do Norte, Louisiana, Texas e Arizona. Entretanto, como esses médiuns lidam com o astral inferior, cujos espíritos integrantes são todos zombeteiros, galhofeiros e partidários de todos os tipos de crimes, o documentário não apresentou casos onde tal ajuda não resultou em sucesso, salientando-se que a legislação norte-americana obriga a polícia a ouvir a todos os que manifestam saber algo sobre a investigação, incluindo aqueles que se intitulam médiuns, que voluntariamente se apresentam para ajudar, mesmo não fazendo parte do procedimento policial a busca de médiuns para a solução dos crimes, inclusive cartomantes, que são os médiuns da mais baixa categoria.

Sally Headding, formada em Psicologia clínica e Ph. D pela Universidade de Berkeley, na Califórnia, que exerce a função de investigadora psíquica norte-americana, afirma que atualmente o principal problema da popularidade dos investigadores psíquicos nos Estados Unidos da América é o surgimento de uma série de falsos paranormais que se apresentam para ajudar a polícia em casos de grandes repercussões, enquanto que os verdadeiros paranormais dificilmente procuram a polícia, muito pelo contrário, eles é que são convidados por esta para colaborar nas investigações. No entanto, como não existem paranormais, mas sim médiuns, todos eles, tanto os que se apresentam como os que são convidados, trabalham com os espíritos quedados no astral inferior, uns com a mediunidade mais desenvolvida, outros com a mediunidade menos desenvolvida, em que a vaidade aflora em todos eles.

No Brasil, a Constituição do Estado de Pernambuco prevê como obrigação a prestação de “assistência à pessoa dotada dessa faculdade, comprovada por profissionais especializados”. Essa comprovação é exigida para que as autoridades tenham a devida certeza do médium não se tratar de um charlatão, apesar do processo dessa comprovação não se encontrar definido pelo Estado, ou não ser razoavelmente claro, o que é óbvio, pois sendo ignorantes acerca da espiritualidade, eles não podem saber quem é charlatão e quem não é, uma vez que os espíritos quedados no astral inferior são zombeteiros, galhofeiros e gozadores, então esses profissionais “especializados” ficam à mercê das patifarias desses espíritos, já que os médiuns são fracos e obedecem prontamente aos seus comandos.

Em dezembro de 2011, foi publicada uma matéria no site do Tribunal de Justiça de Pernambuco, em que são esclarecidos alguns erros comuns relacionados à questão da possibilidade do uso de testemunhos paranormais em processos judiciais, já que o Artigo 174 da Constituição Estadual de 1989 trata apenas da assistência social dada a pessoas com dons paranormais, enquanto que a assistência ao cidadão também é garantida a partir da determinação do Artigo 203 da Constituição Federal, embora não trate diretamente da paranormalidade. Mas em nenhum ponto a Constituição do Estado de Pernambuco trata da utilização de testemunhos paranormais em processos, uma vez que cabe, exclusivamente, à União definir o direito processual vigente no Brasil, como se encontra claramente definido no Artigo 22 da Constituição Federal. Atualmente, então, não existe nenhuma lei que trate do tema. No entanto, textos psicografados por médiuns como Chico Xavier e Jorge José Santa Maria, da Sociedade Beneficente Espírita Amor e Luz, no município de Porto Alegre, que não tem nada de luz, mas possui sim muita treva proveniente do astral inferior, já foram incorporados a processos criminais na forma de provas documentais.

A pesquisa sobre a mediunidade e as suas relações com a mente, não com o corpo mental do espírito, mas sim com o cérebro, de qualquer maneira trouxe importantes contribuições científicas, sendo que muitos estudiosos renomados se empenharam em realizar tais estudos, demonstrando coragem e se livrando das peias impostas pela comunidade científica, tais como: Allan Kardec, Alexander Moreira-Almeida, Alfred Russel Wallace, Alexandre Aksakof, Camille Flammarion, Carl Jung, Cesare Lombroso, Charles Richet, Gabriel Delanne, Frederic Myers, Hans Eysenck, Henri Bergson, Ian Stevenson, J. J. Thomson, J. B. Rhine, James H. Hyslop, Johann K. F. Zöllner, Lord Rayleigh, Marie Curie, Oliver Lodge, Pierre Curie, Pierre Janet, Théodore Flournoy, William Crookes, William James e William McDougall. Este explanador da doutrina do Racionalismo Cristão também realizou as suas experiências científicas acerca da espiritualidade, as quais algumas serão relatadas mais adiante, mas apenas como um brevíssimo ensaio, uma vez que todas elas não cabem aqui neste site de A Filosofia da Administração, sendo realmente relatadas no site pamam.com.br.

Entre a segunda metade do século XIX e a primeira metade do século XX, além da encarnação de Luiz de Mattos, que é o nosso veritólogo maior, diversos espíritos encarnaram com a missão de realizar experiências com médiuns, tornando evidente a existência dos espíritos, assim como também a existência da mediunidade. A médium estadunidense Leonora Piper e a médium britânica Gladys Orborne Leonard foram alvos de experiências mediúnicas por décadas, cujos resultados obtidos com cada uma dessas médiuns deixaram os cientistas deveras impressionados, pelo que atestaram as suas mediunidades. A médium Leonora Piper ficou tão famosa que a sua mediunidade chegou a ser citada na Enciclopédia Britânica publicada em 1911, em dois verbetes, sendo ainda admitida a sua mediunidade em discurso proferido por William James, que foi publicado pela revista Science.

Núbor Orlando Facure, um neurocientista, afirma que a mediunidade é um fenômeno fisiológico, universal e comum a todas as pessoas, e que pode se manifestar de diferentes maneiras. Nos estudos que realiza, busca compreender a relação entre os núcleos de base dos automatismos psicomotores e aqueles que geram o fenômeno da mediunidade. Em entrevista concedida à revista Universo Espírita, publicada na edição n° 35, o neurocientista aponta que os neurônios em espelho podem ser os responsáveis pela sintonia que permite sentirmos no lugar do outro, estando ele completamente equivocado nessa sua suposição imaginativa, pelo que vem afirmar com sinceridade que não existe comprovação científica de que o fenômeno se dê dessa forma.

Frederico Leão e Francisco Lotufo, médicos psiquiatras da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em suas pesquisas médicas voltadas para a espiritualidade, constataram uma melhora nos aspectos clínicos e comportamentais de 650 pacientes portadores de deficiências mental e múltiplas ao submetê-los a um tratamento espiritual, o qual foi realizado através de reuniões mediúnicas. Como resultado das suas pesquisas, os médicos sugeriram a “aplicação do modelo de prática das comunicações mediúnicas como terapias complementares”. Mas complementares ao quê? Se as terapias psiquiátricas atualmente não servem para coisa alguma! De qualquer maneira, esses médicos pesquisadores não deixam de ser ignorantes em relação à espiritualidade, pois desconhecem a existência da baixa e da alta espiritualidades, portanto, as existências do astral inferior e do Astral Superior. E as terapias realizadas com os espíritos quedados no astral inferior irão abalar ainda mais os estados psíquicos dos seus pacientes.

Em 22 de fevereiro de 2005, Alexander Moreira-Almeida, psiquiatra e parapsicólogo, no que deve ser considerado apenas como psiquiatra, pois que a parapsicologia não existe, defendeu a tese Fenomenologia das Experiências Mediúnicas, Perfil e Psicopatologia de Médiuns Espíritas, no Instituto de Psiquiatria do Hospital da FMUSP, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. A tese do médico pretendeu traçar um perfil da saúde mental de 115 médiuns espíritas, que foram escolhidos aleatoriamente, sendo testados e entrevistados com sofisticados instrumentos utilizados na psiquiatria. Na conclusão da sua pesquisa, o psiquiatra afirma o seguinte:

Os médiuns estudados evidenciaram um alto nível socioeducativo, baixa prevalência de transtornos psiquiátricos menores e razoável adequação social. A mediunidade provavelmente se constitui numa vivência diferente do transtorno de identidade dissociativa. A maioria teve o início das suas manifestações mediúnicas na infância, e estas, atualmente se caracterizam por vivências de influência ou alucinatórias, que não necessariamente implicam em um diagnóstico de esquizofrenia”.

É óbvio que esse médico é totalmente ignorante acerca da espiritualidade, assim como ignorantes são todos os psiquiatras, pois que não existem alucinações e muito menos essa tal de esquizofrenia, que em relação a mim diagnosticaram como se eu fosse portador de tal doença mental, assim como também de bipolar, quando na realização das minhas experiências científicas. Todas as alucinações, sem qualquer exceção, são oriundas da baixa espiritualidade. Mas de qualquer maneira, ele mesmo constatou que os médiuns estudados apresentaram boa saúde mental, apesar da evidência dos sintomas de visões, mediunidade de vidência, e de interferência de pensamentos alheios, mediunidade de incorporação, que por hipótese alguma são sintomas de loucura, a não ser quando o espírito inferior interfere diretamente nas ações do médium no cotidiano da sua vida.

Ian Stevenson, psiquiatra da Universidade da Virgínia, sendo ajudado por outros estudiosos, publicou uma pesquisa científica descrevendo um notório caso que classificou como sendo possessão — sabendo-se que a possessão é o resultado direto da mediunidade de incorporação, em que o médium é atuado por um espírito integrante do astral inferior —, relatando que quando no transe, a paciente fornecia não apenas evidência de conhecimento, mas também um complexo conjunto de comportamentos e habilidades característicos de Shiva, uma mulher desconhecida da paciente e dos seus parentes, que havia vivido a uma centena de quilômetros de distância, e que havia desencarnado recentemente. Através da possessão, foram apresentadas vinte e três pessoas conhecidas de Shiva, com todas sendo reconhecidas, além de uma variedade de comportamentos compatíveis com a personalidade do espírito da desencarnada, tais como o modo de vestir, o esnobismo de casta, o senso de humor e uma maior fluência literária.

No Laboratório de Pesquisas Avançadas da Consciência e Saúde, pertencente ao Departamento de Psicologia da Universidade do Arizona, foi criado um programa de pesquisa denominado de Veritas, para analisar, principalmente, a hipótese da sobrevivência da consciência após a morte do corpo humano. Esse programa é dirigido pelo Dr. Gary Schwartz, professor de Psicologia, neurologia, psiquiatria e cirurgia, e já resultou na publicação de vários artigos científicos e livros, que, segundo o professor e os seus colegas de pesquisa, fornecem evidências claras de que a comunicação entre os seres humanos e os espíritos realmente existe, sendo ela um fato verídico.

Em 2008, nos Estados Unidos da América, cientistas da Universidade de São Paulo, da Universidade Federal de Juiz de Fora, da Universidade Federal de Goiás, da Universidade da Pensilvânia e da Universidade Thomas Jefferson, utilizando-se dos recursos da neurociência moderna, realizaram medidas das atividades cerebrais de dez médiuns brasileiros saudáveis, enquanto psicografavam. Os cientistas constataram que durante os transes psicográficos, as áreas menos ativadas nos cérebros dos médiuns foram as que são as mais ativadas enquanto qualquer pessoa escreve em estado de vigília, que são as áreas consideradas como estando relacionadas ao raciocínio, ao planejamento e à criatividade, sendo que os textos psicografados resultaram mais complexos que os produzidos em estado normal de vigília. A pesquisa registra claramente que nos textos psicografados, os médiuns produziram mensagens tais como se estivessem defronte de um espelho, ou seja, escritas de trás para a frente, redigiram textos em línguas que não dominavam, descreveram corretamente alguns ancestrais dos cientistas que eles mesmos desconheciam, além de outros fatos. Nos resultados das suas pesquisas, esses cientistas pesquisadores foram obrigados a reconhecer a realidade que todos os espiritualistas defendem, e que se encontram cobertos de razão, a de que a autoria dos textos psicografados não seria deles, mas sim dos espíritos que sobre eles atuavam.

Em 2013, foi publicado um artigo na revista científica Neuroendocrinology Letters, em que nele alguns cientistas compararam conhecimentos médicos recentes com doze obras psicografadas pelo médium Chico Xavier, que eram atribuídas ao espírito de André Luiz, mas que, na realidade, não são da autoria somente desse espírito, mas sim também de outros espíritos quedados no astral inferior que haviam sido médicos quando encarnados. Em função disso, os cientistas identificaram nessas obras diversas informações corretas e altamente complexas sobre a fisiologia da glândula pineal, e que somente puderam ser confirmadas cientificamente cerca de 60 anos após a publicação das obras. Isto se explica porque o espírito atuante, tendo sido médico quando encarnado, possui uma visão diferente da glândula pineal, visão esta que os encarnados não possuem. Mas, mesmo assim, ao invés de reconhecerem de imediato a realidade da existência da mediunidade, esses cientistas, sendo mais néscios do que propriamente céticos, apenas ressaltaram que o fato de que o médium possuía baixa escolaridade e não era envolvido na área da saúde, simplesmente levantava questões profundas sobre as obras serem ou não fruto da influência espiritual.

O fato é que praticamente todos aqueles que adquiriram saliência em alguma parcela do Saber, em que esta se encontra dividida em conhecimentos metafísicos acerca da verdade, cuja denominação correta é religião, e em experiências físicas acerca da sabedoria, cuja denominação correta é ciência, mas que esses salientes ainda não sabem nem ao menos se diferenciar entre si, havendo, pois, uma mescla entre religiosos e cientistas, assim como havia uma mescla entre veritólogos e saperólogos, todos eles, invariavelmente, somente sabem lidar com a matéria, e nada mais, pois que nada mais sabem, quer dizer, de nada sabem. Esses ignorantes contumazes é que formam a comunidade científica.

Assim, de todos aqueles que adquiriram saliência na própria comunidade científica, que peguem aquele que adquiriu a maior das saliências, tido como se fosse o mais inteligente de todos, embora nem ele e nem os demais possuam a mínima ideia do que seja a inteligência, deem-lhe a mediunidade da vidência e da audição, e assim ele fatalmente será desconsiderado pela comunidade científica, pois que será considerado como sendo louco, e nada mais, pois que nada mais sabem, quer dizer, de nada sabem. No entanto, mesmo assim, os trabalhos desenvolvidos por esses médiuns não podem deixar de ser considerados, pois que são concretos, palpáveis, portanto, impossíveis de seres desconsiderados.

Um grande exemplo de tal realidade é John Forbes Nash Jr., que serviu como matemático sênior de investigação na Universidade de Princeton, sendo um matemático norte-americano brilhante que trabalhou com a teoria dos jogos, que pode ser aplicada em diversas áreas, como a política, a militar, a econômica, e outras, despertando, inclusive, a atenção do processamento eletrônico de dados, que a vem utilizando em avanços na inteligência artificial e na cibernética; com a geometria diferencial e com as equações diferenciais parciais, também denominadas de derivadas parciais, cujo estudo envolve a investigação de equações envolvendo várias funções que se tornam incógnitas de várias variáveis independentes e dependentes das suas derivadas, com estas equações surgindo naturalmente em problemas de Física e Engenharia, com o seu estudo sendo uma das áreas com mais intensa pesquisa em Matemática, tendo por isso despertado o interesse em contextos da matemática pura, área de atuação do estudioso em questão, o que implica em dizer que ele não era propriamente um cientista, mas sim um religioso, pois, além disso, ele era um investigador e não um pesquisador. E tanto isto procede que o seu trabalho mais famoso tem relação direta com a matemática pura, que se denomina de Teorema do Encaixe de Nash.

Esse estudioso que lidava com a parcela do Saber denominada de Matemática, no âmbito religioso, era detentor de várias mediunidades, como da vidência, da audição e da incorporação. Sendo extremamente vaidoso, egocentrista, soberbo, preconceituoso e prepotente, cujos atributos individuais inferiores demonstrou desde a infância, ao evidenciar o seu gosto pela solidão, considerando-se superior aos colegas, sendo por isso rejeitado, tendo relacionado essa rejeição social dos seus colegas com piadas e superioridade intelectual, mesmo sem qualquer noção acerca do intelecto, acreditando que as danças e os esportes deles eram uma distração a partir dos seus conhecimentos e estudos. Desde a sua infância, John Nash era vítima dos ataques dos espíritos quedados no astral inferior. Martha, a sua irmã mais nova, sabia dos defeitos do irmão, por isso não aprovava o seu modo de ser, tanto que posteriormente escreveu o seguinte:

John sempre foi diferente. Os meus pais sabiam disso. E eles sabiam também que ele era brilhante. John sempre quis fazer as coisas à sua maneira. A minha mãe insistia para eu fazer as coisas por ele, para eu incluí-lo nas minhas amizades, mas eu não estava muito interessada em mostrar o meu estranho irmão”.

Após a sua formatura, John Nash teve um emprego em White Oak, em Maryland, onde trabalhou para um projeto da Marinha dos Estados Unidos, dirigido por Clifford Truesdell. Em 1951, foi para o Instituto Tecnológico de Massachusetts como instrutor de Matemática, onde lá conheceu Alícia López-Lardé de Harrison, uma acadêmica de Física oriunda de El Salvador, com quem se casou em fevereiro de 1957. Dois anos após o casamento, os espíritos quedados no astral inferior conseguiram o domínio pleno sobre o matemático, tanto que a sua esposa o internou em um hospital psiquiátrico, em 1959, devido às suas perturbações, consideradas como sendo esquizofrenia paranoide e depressão com baixa autoestima.

Os primeiros sinais de que o astral inferior estava dominando John Nash ocorreram logo em 1958, quando ele, ao adentrar na sala comunal do Instituto, jogou o jornal por sobre a mesa, na frente dos seus colegas, afirmando que em um dos artigos seres intergalácticos tinham deixado uma mensagem em código que apenas ele seria capaz de decifrar. Em razão da sua excentricidade habitual, fruto da obsessão, muitos tomaram esses primeiros sinais como se fossem brincadeiras. Mas o seu quadro de obsessão se agravou tanto, que ele chegou a escrever cartas para embaixadas em Washington, dizendo-se ser o “imperador da Antártica”, ao que logo começou a criar diversas teorias conspiratórias. Quando ameaçou retirar todo o seu dinheiro do banco e se mudar para a Europa, Alícia procurou auxílio médico, tendo sido ele internado no Hospital McLean, o qual abrigava pacientes como professores de Harvard e pessoas famosas. Ele então, a partir daí, passou a ser internado frequentemente em hospitais psiquiátricos até 1970, onde passou por tratamentos que utilizavam eletroconvulsoterapia e medicamentos antipsicóticos.

A convulsão é caracterizada como sendo uma grande agitação ou transformação, uma espécie de cataclismo individual, que se manifesta por intermédio de uma série de contrações súbitas, que a psiquiatria considera como sendo involuntárias, mas que são voluntárias, pois o obsedado geralmente chega a essas manifestações, às vezes até ao enfurecimento, na ânsia por se ver livre dessas terríveis influências oriundas dos espíritos quedados no astral inferior, além do mais esses espasmos são provenientes dos músculos voluntários.

No entanto, tudo para os psiquiatras e psicólogos é originado no cérebro, apesar de eles não encontrarem nos loucos qualquer anomalia cerebral, a não ser quando eles sofrem das influências obsessoras por mais de dez anos, quando aí sim, são provocadas as lesões cerebrais. Assim, para esses profissionais, que se encontram mais para o charlatanismo do que propriamente para uma profissão, a convulsão é uma manifestação de um fenômeno eletrofisiológico anormal temporário que ocorre no cérebro, ou uma descarga bioenergética, e que em uma sincronização anormal da atividade elétrica neuronal, estas alterações podem se refletir no âmbito da tonicidade muscular, gerando contrações involuntárias da musculatura, como movimentos desordenados ou outras reações anormais, como desvio dos olhos e tremores, alterações do estado mental, ou outros sintomas psíquicos. E a causa desse fenômeno anormal temporário que ocorre no cérebro? É óbvio que eles não dizem, pois que não sabem. Mas se fosse realmente assim, qualquer ser humano poderia ser vítima desses sintomas convulsivos, o que não é o caso.

A eletroconvulsoterapia, mais conhecida como eletrochoques, é uma demonstração inequívoca da ignorância e da estupidez daqueles que lidam com os tratamentos médicos na área da psiquiatria. Essa terapia, desenvolvida por volta de 1930, ainda hoje é um método utilizado com frequência no tratamento da depressão grave, sendo também utilizada para tratar a esquizofrenia, a mania, a catatonia, a epilepsia e a doença bipolar. A literatura médica atual confirma que esse tratamento é um procedimento seguro, eficaz e indolor, para o qual continuam a existir as indicações precisas.

Nesse tratamento psiquiátrico são provocadas alterações na atividade elétrica do cérebro induzidas por meio de passagem de corrente elétrica, sob condição de anestesia geral. Tamanha estupidez não permite que o raciocínio flua e venha a comprovar que o eletrochoque não atinge apenas ao cérebro, mas a todo o corpo carnal do obsedado, fazendo com que essa violência proporcione o efeito de afastar os espíritos obsessores, mas apenas temporariamente, pois logo eles retornam para continuar o processo de obsessão.

Depois de 1970, John Nash decidiu nunca mais tomar as medicações antipsicóticas. No entanto, a sua tremenda arrogância possibilitou a continuidade do assédio dos espíritos obsessores, mas ele, sendo um tanto raciocinador, aceitou a esse assédio, fingindo ignorar a existência desses espíritos obsessores, que ele via e ouvia, não mais se deixando levar pelas suas intuições maléficas. E assim, ele começou a desenvolver uma recuperação lenta, mas gradativa, com o decorrer do tempo.

Em 1963, John Nash e Alícia se divorciaram. Em 1970, voltaram a viver juntos, através de uma relação cujo destaque maior foi o companheirismo, com a esposa desempenhando um papel fundamental na vida do matemático. Em 1978, foi atribuído a ele o Prêmio Teoria John von Neumann, por suas descobertas relativas aos equilíbrios não cooperativos, atualmente denominado de Equilíbrio de Nash. Em 1994, após ter sido galardoado com o Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel, juntamente com Reinhard Selten e John Harsany, como resultado do seu trabalho com a teoria dos jogos, que desenvolveu ainda quando estudante de Princeton, fez dedicatórias do prêmio a Alícia, quando então o casal renovou o seu relacionamento. Em 1999, ganhou também o Prêmio Leroy P. Steele. Em 1° de junho de 2001, casaram-se novamente.

Em 2010, John Nash esteve em visita ao Brasil, durante o II encontro da Sociedade Brasileira de Teoria dos Jogos, em comemoração aos 60 anos da Teoria do Equilíbrio de Nash, na Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo.

John Nash desencarnou no dia 23 de maio de de 2015, aos 86 anos de idade, em um acidente de trânsito em New Jersey Turnpike. A sua esposa Alícia também desencarnou no mesmo acidente, aos 82 anos de idade.

Apesar de todos os fatos acerca da mediunidade estarem expostos para toda a nossa humanidade, e apesar de todos os estudos científicos realizados, a posição da comunidade científica atualmente estabelecida é a de que não há fatos estabelecidos que suportem de forma inequívoca a existência de espíritos, por conseguinte, da mediunidade espiritual, em conformidade com os “rigores” do método científico, no que diz respeito ao senso restrito. Assim, com a finalidade de descaracterizar os estudos científicos realizados no campo espiritual, a comunidade científica vem afirmar que esses estudos científicos, embora sejam realizados com os “rigores” do método científico, dizem respeito ao senso lato, onde se pressupõe que as fronteiras que separam os conhecimentos científicos e não científicos não são precisamente delineadas. Quando a comunidade científica se dispuser a aprender o que sejam o método, a doutrina, o sistema e a finalidade, aí sim, poderá constatar religiosa e cientificamente a existência da mediunidade.

A Organização Mundial de Saúde, no entanto, já realizou algum progresso na área da Medicina em relação à mediunidade, pois que alguns seres humanos que eram detentores da faculdade mediúnica da visão e da audição de espíritos já foram considerados como sendo portadores de transtornos mentais. Mas com as atualizações da Classificação Internacional de Doenças, há muito que a Medicina reconhece que esses sintomas não possuem necessariamente causas patológicas. Assim, a Classificação Internacional de Doenças – CID, em sua décima atualização, a CID-10, em seu item F.44.3, define os denominados Transtornos de Transe e Possessão como:

Transtornos caracterizados por uma perda transitória da consciência de sua própria identidade, associada a uma conservação perfeita da consciência do meio ambiente”.

Contudo, na alínea seguinte, descreve explicitamente o seguinte:

Devem aqui ser incluídos somente os estados de transe involuntários e não desejados, excluídos aqueles de situações admitidas no contexto cultural ou religioso do sujeito”.

Dessa maneira, ao realizar a clara distinção entre o estado de transe normal, realizado através da mediunidade, tendo como exemplos a visão e a audição de espíritos, a incorporação, a psicografia, e outras, e o estado de transe obsessivo, no qual os espíritos obsessores subjugam a vontade do médium, em que este perde quase que totalmente a noção do senso que é comum aos demais seres humanos, e que a Medicina denomina de transtorno dissociativo psicótico, considerado como sendo uma patologia clínica ou psiquiátrica, a própria Organização Mundial de Saúde reconhece a intervenção dos espíritos nos médiuns, seja de uma maneira, seja de outra, embora venha a excluir desse item a esquizofrenia, que também é uma obsessão, como não poderia deixar de ser.

Mas renitentes como são, mesmo estando evidenciado na CID que os estados de transes tidos por espiritualistas como sendo oriundos da mediunidade, comuns em ambientes credulários que lidam com o baixo espiritismo, não são acobertados pelo item F.44.3 acima citado, portanto, não sendo considerados como patológicos, e apesar da CID reconhecer tais estados de transe ao excluí-los explicitamente, também não consideram os espíritos como sendo a causa de nenhum desses transes, mesmo com os fatos apontando diretamente para os seus olhos da cara, insistindo em afirmar o contrário. Continuando assim nessa estúpida renitência, a Medicina jamais conseguirá curar os loucos, através dos seus psiquiatras, uma vez que as suas renitências são sintomas de uma profunda estupidez, cuja estupidez denota um estado mais ou menos brando de loucura, já que tudo demais é veneno, e uma renitência estúpida é um veneno para a mente.

Parece até que eu estou sendo um tanto grosseiro com esses estudiosos do assunto, mas não estou sendo não, por hipótese alguma, estou apenas sendo sincero, e, logicamente, realista, pois que estou lidando com o pior tipo de cego, e todos sabem que o pior tipo de cego é aquele que se recusa a ver, a enxergar a realidade que lhe é posta à frente, com fatos verídicos, então eu tenho que ser duro para com eles, a fim de que se disponham a enxergar, curando-se dessa cegueira proposital, que não mais se caracteriza como sendo falha de inteligência, mas sim como sendo uma renitência estúpida e grosseira.

Ora, o termo possessão consta no referido item da CID com acepção que remete aos estados de agitação em demasia, de agressividade ou mesmo de fúria, que somente pode ser explicado mediante a atuação de um agente externo, o espírito. No entanto, mediante tal acepção a leitura do item associado em íntegra implica, nitidamente, o não reconhecimento da causa espiritual. Então que eles expliquem a diferença entre o cérebro de um doente mental e a de um cérebro de uma pessoa tida como normal, digamos dos seus próprios cérebros, que jamais encontrarão diferença alguma, desde que o doente mental não permaneça por mais de dez anos nesse estado de obsessão, quando então realmente o cérebro será fatalmente afetado.

O argumento em favor da asserção inicial deriva também do fato de que o reconhecimento da causa de um agente externo, o espírito, pela Organização Mundial de Saúde, implicaria na inserção compulsória da espiritualidade na CID, bem como a necessidade de tratamento ou acompanhamento específicos, realizados por psiquiatras que fossem esclarecidos acerca da espiritualidade, haja visto serem tais estados de possessão prontamente reconhecidos, antes de mais nada, pelos próprios psiquiatras, como situações muitas vezes prejudiciais à saúde do possuído, que requerem para tal tratamento os esclarecimentos devidos acerca da espiritualidade.

Parece até que os integrantes da comunidade científica não vão ao cinema e nem assistem televisão em suas residências, de tão alienados que são, preferindo enfiar as suas cabeças no chão ou então conservá-las nas nuvens, pois que no cinema e na televisão são apresentadas ao mundo as representações notórias da mediunidade. Senão vejamos:

MÉDIUM ATOR OU ATRIZ TÍTULO EXIBIÇÃO
Joana D’arc Leelee Sobieski Joana D’arc Cinema
John Nash Russell Crowe A Beautiful Mind Cinema
Oda Mae Brown Whoopi Goldberg Ghost Cinema
John Baxter Donald Sutherland Don’t Loock Now Cinema
Cole Sear Haley Joel Osment The Sixth Sense Cinema
Carol Anne Freeling Heather O’Rourke Poltergeist Cinema
George Lonegan Matt Damon Hereafter Cinema
Jesus Cristo Max von Sydow The Greatest Story Ever Told Cinema
Chico Xavier Nelson Xavier As Mães de Chico Xavier Cinema
Claire Spencer Michelle Pfeiffer What Lies Beneath Cinema
Katie Katie Featherston Paranormal Activity Cinema
Charlie St. Cloud Zac Efron Charlie St. Cloud Cinema
Allison Dubois Patrícia Arquette Medium Televisão
Michael Holt Patrick Wilson A Gifted Man Televisão
John Smith Anthony Michael Hall The Dead Zone Televisão
Alison Mundy Lesley Sharp Afterlife Televisão
Melinda Gordon Jennifer Love Hewitt Ghost Whisperer Televisão
Georgia Lass Ellen Muth Dead Like Me Televisão
Alberto Reesende Cláudio Cavalcante A Viagem Televisão
Marcos Oliveira Thiago Fragoso O Profeta Televisão

Os atributos do espírito podem se desenvolver sem que o ser humano esteja espiritualizado, podendo alguém desenvolver a mediunidade e revelar uma potente força de vontade, aplicando-a para o bem e para o benefício próprio, como no caso de John Nash, cuja vida inspirou o filme A Beautiful Mind, em português Uma Mente Brilhante, ou aplicando-a para o mal e para a exibição, como os faquires, na Índia, que fazem demonstrações públicas, até mercenariamente, sem demonstrarem com isso qualquer indício de espiritualização. No caso dos faquires, essa prática é condenada pelo Astral Superior, pois que ninguém deve fazer propaganda ou explorar comercialmente as faculdades espirituais desenvolvidas. Luiz de Souza, em sua obra Ao Encontro de Uma Nova Era, a página 65, tratando acerca da força de vontade, mas que vale também para a mediunidade, afirma o seguinte:

O indivíduo que desenvolve a força de vontade sem levar em conta o desenvolvimento espiritual, encontra-se na vida em posição perigosa, pois a dirigindo para fins ilícitos, estará armazenando pesados débitos, cujo resgate se estenderá por longas e cruciantes jornadas. Os açambarcadores, os dominadores do mercado, os chamados ‘tubarões’ da economia popular, são criaturas de vontade forte, que fazem mau uso dela, para depois serem torturados com o poder da força reversiva”.

A mediunidade, pois, tem que ser utilizada para o bem da nossa humanidade, para tanto os médiuns têm que ser esclarecidos acerca da vida espiritual, sendo cientes da existência da baixa espiritualidade, que é praticada com a interveniência dos espíritos quedados no astral inferior, que obsedam aos encarnados e praticam todos os tipos de patifarias, sendo todos eles criminosos, e da existência da alta espiritualidade, que é praticada com a interveniência dos espíritos integrantes do Astral Superior, que vêm dos seus Mundos de Luz atraídos pelas correntes que são formadas pelos seres humanos virtuosos, portanto, honrados, através das vibrações magnéticas, das radiações elétricas e das radiovibrações eletromagnéticas. E essas correntes somente são formadas nas casas racionalistas cristãs. Fernando Faria, em sua obra A Chave da Sabedoria, a página 219, fornece-nos um verdadeiro esclarecimento acerca da mediunidade, quando afirma o seguinte:

Os médiuns desconhecedores da Doutrina Racionalista Cristã acham que foram contemplados com um ‘favor divino’, por ‘uma graça’ do ‘Pai Celestial’. Essa maneira de pensar é falsa. Os médiuns são espíritos endurecidos. Muitas vezes, esta faculdade é uma condição para vivenciarem a vida fora da matéria e é uma última oportunidade para se depurarem ao serviço do Astral Superior”.

A mediunidade é sempre útil, desde que seja bem aproveitada, mas se torna nociva e altamente prejudicial, caso seja colocada ao serviço do mal. Os sentimentos superiores e inferiores, assim como os pensamentos positivos e negativos, atraem-se na razão direta das suas afinidades, e o seu instrumento de captação é a faculdade mediúnica, pois o espaço ocupado pela atmosfera terrena se encontra repleto não somente de espíritos de baixa categoria, como também de sentimentos e pensamentos de todas as naturezas, resultando daí as vibrações magnéticas, as radiações elétricas e as radiovibrações eletromagnéticas de duas correntes distintas, que são classificadas como do bem e do mal.

Todo ser humano de caráter bem formado que mantenha as produções dos seus sentimentos e dos seus pensamentos voltadas para as realizações úteis e alimente a vontade sincera de progredir espiritualmente, esforçando-se por alcançar a esse alto objetivo, terá a envolvê-lo as correntes do bem, fortalecidas pelas vibrações magnéticas, pelas radiações elétricas e pelas radiovibrações eletromagnéticas dos espíritos que integram o Astral Superior. Com essa benéfica assistência o êxito na vida será bem mais fácil.

De igual modo, quando o ser humano se predispõe à prática do mal, as suas vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas espirituais, estabelecem os polos de atração das correntes afins estabelecidas pelos espíritos que se encontram quedados no astral inferior, e passam então os obsessores, valendo-se da mediunidade intuitiva do infeliz, a influenciá-lo para o erro e para o cometimento dos mais variados tipos de crimes, mentalmente, para que assim possa levá-lo a cometer a esses desatinos. O fato em si não tem nada de extraordinário, pois as más intenções, refletidas nas produções dos sentimentos inferiores e dos pensamentos negativos, encontram no espaço inferior situado na atmosfera que envolve o planeta, correntes organizadas que a tais intenções se justapõem pela identidade formada entre as vibrações magnéticas, as radiações elétricas e as radiovibrações eletromagnéticas da mesma natureza.

A nossa humanidade ainda vive em um estado de atraso mental tão exacerbado, que se reflete visivelmente em toda a organização social, onde podemos encontrar imensas quantidades de seres humanos, grandes ou pequenos, ricos ou pobres, humildes ou poderosos, todos vivendo à margem dos bons preceitos morais, praticando, oculta ou ostensivamente, as ações mais indignas possíveis. Os que trazem afivelada ao rosto a máscara da bondade e escondem na alma as mais feias vilanias, os assassinos, os ladrões, os vigaristas, os estelionatários, os salafrários, os traidores da pátria, os demagogos, os desleais, os falsos, os hipócritas, os mentirosos, os valentões, os desordeiros, os pusilânimes, os vadios, e, em geral, todos os patifes, não passam, sem o saber, de seres humanos escravizados a falanges obsessoras que os tornam instrumentos dóceis da sua vontade e os levam a praticar as mais abomináveis ações. Essas falanges obsessoras encontram todas as facilidades no ambiente da vida material, em virtude da mediunidade dos seres humanos e da corrente de apoio que as produções dos sentimentos inferiores e dos pensamentos negativos dão aos obsessores, pois quanto mais desenvolvida for a mediunidade, tanto maior será a variedade dos perigos a que os seres humanos estarão expostos no viver cotidiano.

É de máxima importância, portanto, que cada ser humano se esforce por conhecer o grau de desenvolvimento da sua faculdade ou faculdades mediúnicas, a fim de que possa se orientar com acerto e precisão no controle dos seus sentimentos e pensamentos produzidos. Muitos loucos são médiuns desenvolvidos que chegaram à obsessão pelo desconhecimento das suas faculdades mediúnicas. A loucura, via de regra, é o produto da ignorância da vida fora da matéria, portanto, da espiritualidade.

No dia em que a comunidade científica, despida da sua renitência e dos seus preconceitos em relação à espiritualidade, livre das influências credulárias, dispuserem-se a estudar a mediunidade, sob os seus vários aspectos e peculiaridades, compreenderá então a extrema necessidade, inadiável, de ser realizada uma campanha de esclarecimento de toda a nossa humanidade, por meio da mais ampla divulgação dos resultados desses estudos, para que os seres humanos possam se compenetrar de que precisam imprimir uma orientação sadia em suas vidas, a fim de que a quantidade de loucos possa se reduzir apenas aos descuidados, aos negligentes e aos desatentos.

Há de se convir que todos os seres humanos se encontram encarnados. Em se encontrando encarnados, é óbvio que os seus corpos carnais passam a ser os seus veículos neste mundo. Mas acontece que o corpo carnal é composto de seres atômicos, de seres moleculares, de seres celulares, de seres orgânicos e de seres aparelhantes. Em sendo assim, é de se indagar: Como então os seres humanos conseguem receber todas as impressões inerentes a este mundo? Como então os seres humanos conseguem se comunicar entre si e com os demais viventes? Como então os seres humanos conseguem se comunicar com os demais espíritos que se encontram desencarnados, tanto com os espíritos que integram o Astral Superior, como com os espíritos quedados no astral inferior? Como então eles conseguem a tudo isso se são os seres infra-humanos que formam todo o corpo carnal?

Para tudo isso a resposta é apenas uma, sendo ela relativamente simples. Todos os seres, dos seres atômicos aos seres que alcançaram a espiritualidade, no caso os seres humanos, emitem vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas, que emanam das suas auras e que também são recebidas pelas suas auras. Então quando o corpo carnal recebe as impressões deste mundo, estas impressões são conduzidas ao cérebro pelas células nervosas, em que os neurônios têm estreita ligação com o corpo fluídico, que por sua vez possui a sua aura, sendo através desta que o espírito encarnado recebe todas essas impressões do mundo em que temporariamente se encontra a habitar. Tudo isso ocorre através da mediunidade, por conseguinte, a visão, o olfato, o paladar, o tato, a audição, ou seja, os sentidos, assim como a sensibilidade, são todos faculdades mediúnicas. Os seres humanos se comunicam com os demais viventes e entre si através dos sentidos e da sensibilidade, sendo mais comuns as palavras e a escrita, o que ocorre do mesmo modo. Então tudo ocorre através da mediunidade.

Entretanto, as modalidades mediúnicas mais comuns que se observam neste mundo, são a intuitiva, a vidente, a auditiva, a de incorporação, a psicográfica e a clarividente, como os correspondentes efeitos de desdobramento, de materialização, de levitação e de transporte. A faculdade mediúnica, em suas manifestações, varia de ser humano para ser humano, em conformidade com o temperamento, o sistema nervoso, a sensibilidade e o sentimento que produz, o sentido e o pensamento que também produz, e o grau de evolução espiritual.

No capítulo que diz respeito à inteligência, eu considerei a mediunidade de intuição como sendo inerente a todos os seres humanos, porque realmente ela faz parte integrante da nossa inteligência, uma vez que através da intuição superior nós podemos captar certos conhecimentos metafísicos e criar determinadas experiências físicas que de outro modo não seriam possíveis. Deste modo, a mediunidade intuitiva é a mais comum. Mas obviamente existem outros tipos de mediunidade, que passarei a explanar as principais, ora em diante, começando pela própria mediunidade de intuição.

 

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