23.04- A mediunidade de audição

Prolegômenos
30 de agosto de 2018 Pamam

O som é o resultado das vibrações magnéticas, das radiações elétricas e das radiovibrações eletromagnéticas, que são transportadas pelos fluidos. Ao ser produzido, o som se choca com as camadas de ar vizinhas, produzindo ondas, cujas vibrações, radiações e radiovibrações, ao se chocarem com os nossos ouvidos, dão-nos a sensação do som.

Se pusermos um despertador tocando dentro de um recipiente fechado, nós conseguiremos ouvir o som. Entretanto, se extrairmos o ar de dentro desse recipiente, deixando nele apenas o vácuo, não mais ouviremos o som, porque não mais haverá o veículo portador das vibrações, das radiações e das radiovibrações, que são os seres formadores do ar e de outros corpos.

As ciências nos afirmam que a luz e o calor se transmitem igualmente por meio de movimentos ondulatórios. Entretanto, a parcela do Saber denominada de Física, vem nos afirmar que tanto a luz como o calor se transmitem no vácuo. Qual é então o meio portador das ondas produzidas pela luz e pelo calor? Este meio são os fluidos, que muitos denominam de éter.

Se não existem provas científicas a respeito da existência dos fluidos, ou do éter, é porque as ciências ainda consideram que as estrelas sejam compostas de plasma, contendo o hidrogênio e o hélio, além de outros átomos, ignorando completamente que elas são formadas pelas combinações entre as propriedades da Força, que contém o magnetismo, e da Energia, que contém a eletricidade, cujas combinações contêm o eletromagnetismo. É, pois, das estrelas que provêm os fluidos. E como as estrelas formam todo o Universo, fornecendo as suas coordenadas, torna-se óbvio que navegamos em um incomensurável oceano fluídico, já que todos os seres habitam o Universo, antes de procederem os seus retornos ao Criador.

Assim, não se pode contestar racionalmente a existência dos fluidos, ou do éter, pois que a sua existência é solicitada claramente para as explicações dos fatos e dos fenômenos da natureza, como, por exemplo, para servir de meio às ondas luminosas, caloríficas e de rádio.

Os movimentos das ondas nos fluidos, ou no éter, transmitem-se sempre com a velocidade de 300.000 km/s, e o que varia é a frequência das ondas, ou seja, o comprimento da onda, assim como a sua amplitude. A ação de produzir onda, quer dizer, os movimentos vibratórios, radiativos e radiovibrativos, é denominada equivocadamente de irradiação.

Em tudo se manifestam as vibrações magnéticas, as radiações elétricas e as radiovibrações eletromagnéticas, pois que tudo se propaga através dos fluidos, ou do éter, que contêm o magnetismo, a eletricidade e o eletromagnetismo. No caso do som, para que se possa captar a essas suas vibrações, radiações e radiovibrações, que são lançadas no ar por uma estação radiotransmissora, o receptor deve estar em sintonia com elas, quer dizer, a frequência natural do seu circuito sintonizador deve ser igual à frequência com que está transmitindo a estação radioemissora.

As ondas sonoras se propagam naturalmente por intermédio dos fluidos, ou do éter, que é o meio natural para a sua propagação, mas somente podem ser ouvidas principalmente por intermédio dos seres que formam o ar, sendo tridimensionais, já que podem ser ouvidas em todas as direções.

No caso da audição humana, sabe-se que o ouvido humano pode perceber sons apenas dentro de um intervalo de frequências, cujo intervalo de frequência possui no mínimo 20 Hz e vai até ao máximo de 20.000 Hz. As ondas sonoras que se situam abaixo do mínimo audível são denominadas de infrassons, e as que se situam acima do máximo audível são denominadas de ultrassons. O espectro sonoro é o conjunto de frequências de vibrações, radiações e radiovibrações que podem ser produzidas pelas diversas fontes sonoras, que mostra as regiões da audição humana, bem como as regiões de infrassons e ultrassons. No entanto, o que para nós pode ser infrassom ou ultrassom, pode ser audível para alguns animais. Com base na figura abaixo, pode-se concluir que o ser humano consegue captar apenas ondas sonoras com frequências compreendidas entre 20 Hz e 20.000 Hz.

É certo que as ondas sonoras se propagam por intermédio dos fluidos, mas essa propagação ocorre principalmente por intermédio do ar, onde se encontram os seres, que são os seus formadores, podendo ocorrer também por intermédio de outros corpos, daí a razão das ciências virem a afirmar que a velocidade do som depende das características que são apresentadas pelo meio de propagação, tais como a densidade, a temperatura e a pressão, que assim se tornam determinantes para se obter a velocidade das ondas sonoras. Temos então que:

Na equação acima, B é o módulo de elasticidade volumar, cuja grandeza indica a maior ou a menor capacidade do material em permitir a passagem das ondas sonoras, o que implica em dizer que os seres que formam o ar influem diretamente nas ondas sonoras, enquanto que d é a densidade — quantidade de massa existente em uma porção unitária — do meio, onde deverá ocorrer a propagação das ondas sonoras. A tabela posta logo abaixo mostra determinados valores de velocidades de propagação para diferentes meios.

Material

Velocidade de Propagação do som

V / (m/s)

Ar (10 “C)

331

Ar (20 “C)

343

Ar (30 “C)

350

Dióxido de Carbono

250

Água

1.480

Água do mar

1.522

Borracha

54

Aço

6.000

Betão

5.000

Latão

3.500

Para as ciências, a intensidade sonora é a grandeza que determina a quantidade de energia — deve ser incluída também a força — que flui de uma fonte e atravessa uma determinada área, sendo definida como sendo a razão entre P, a potência dissipada pela fonte sonora, e A, a área da região que foi por ela atingida.

Temos então:

I = P/A

Note-se aqui que os cientistas se ocupam geralmente apenas daquilo que é físico, como no caso da energia, mas a intensidade sonora diz respeito diretamente às vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas. De qualquer maneira, de acordo com o Sistema Internacional de Unidades, a intensidade sonora deve ser medida em Watt por metro quadrado, ou seja, W/m2.

A potência mínima audível pelo ser humano é da ordem de 10-12 W/m2, que vai até ao limite de dor, o nível máximo de intensidade audível sem danos fisiológicos, correspondente a 1 W/m2. Pode-se medir a sensação que o som produz sobre o sistema auditivo humano, por meio da grandeza denominada de nível de intensidade sonora.

Para se saber se o som produzido por uma fonte sonora é forte ou fraco, determina-se o nível de intensidade sonora, que relaciona a intensidade sonora de um som com a intensidade sonora de um som mais fraco que podemos ouvir. Para se determinar o nível de intensidade sonora se utiliza o aparelho denominado de sonômetro. As unidades utilizadas para se quantificar o nível de intensidade sonora são o Bel e o decibel, embora seja mais comum se utilizar o decibel, que corresponde a um décimo do Bel.

É sabido que o nível de intensidade sonora pode provocar tanto as sensações agradáveis como as desagradáveis, influenciando diretamente o estado de espírito do ser humano, ou mesmo em outros animais. No caso de o nível de intensidade sonora ser demasiado elevado, ele pode provocar até mesmo lesões auditivas permanentes. O quadro abaixo mostra esses níveis.

Apesar de o ouvido humano conseguir captar sons de diversas frequências, cada uma das frequências que sejam audíveis corresponde a um nível sonoro mínimo necessário para que o som possa ser ouvido. O gráfico abaixo mostra os níveis sonoros e as frequências.

Nos seres humanos a audição é considerada como sendo um dos cinco sentidos, juntamente como o olfato, o paladar, a visão e o tato, podendo ser considerada como sendo a nossa capacidade de captar o som, cujo órgão responsável é a orelha, que, como visto acima, pode ser capaz de captar sons até a uma determinada distância, dependendo dos seus níveis de intensidade sonora.

As vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas, que são causadas por uma fonte sonora, são transportadas pelos fluidos, alcançando diversos seres, geralmente os que formam o ar, que por sua vez interagem com os seres que formam o aparelho auditivo, e nele provocam impulsos nervosos no nervo acústico, que por sua vez atingem ao córtex auditivo, resultando na captação do som.

Não devemos esquecer de que, de modo sintético, os seres atômicos formam os seres moleculares, que formam os seres celulares, que formam os seres orgânicos, e que formam os seres aparelhantes. O aparelho auditivo, pois, é um ser aparelhante. Então ele comanda a todo um processo que nos permite a captação do som. Em resumo, o esquema posto logo abaixo representa a audição humana.

As pessoas geralmente consideram que a orelha diz respeito apenas às cartilagens externas, mas não é bem assim, pois ela se encontra dividida em três regiões anatômicas: a orelha externa, a orelha média e a orelha interna.

Vejamos superficialmente o que as ciências dizem a respeito das orelhas, apenas acrescentando à energia considerada também a força, e completando com as vibrações magnéticas, as radiações elétricas e as radiovibrações eletromagnéticas:

ORELHA EXTERNA

A orelha externa é a parte visível da orelha, sendo flexível e sustentada por cartilagem elástica, que circunda e protege o meato acústico interno — que dá passagem aos nervos facial, acústico e intermediário e ao ramo auditivo interno da artéria basilar —, sendo constituída pelo pavilhão auricular junto ao meato acústico externo — que tem a função de transmitir os sons captados pela orelha para o tímpano, além de servir de câmara de ressonância, ampliando algumas frequências de sons —, tendo como limite interno a face externa do tímpano, que forma uma membrana que delimita as orelhas externa e média.

A orelha externa coleta e direciona as ondas sonoras para a orelha média, onde os sons são transformados em vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas, que são próprias do aparelho auditivo, e transmitidos por uma cadeia de três ossículos à orelha interna, onde ocorre a percepção por receptores especiais e de onde parte o nervo coclear.

O pavilhão auricular da orelha externa apresenta saliências e depressões que se alternam, descrevendo linhas concêntricas. A sua extremidade superior forma uma saliência denominada de hélice, tendo uma depressão paralela denominada de escafa. Colateralmente, encontra-se outra saliência, que recebe a denominação de antélice. A extremidade da antélice se encurva para a frente e se bifurca, limitando uma pequena depressão denominada de fossa triangular. Diante da antélice se situa uma depressão mais ampla, denominada de concha, ocupando o centro de convergência. Para baixo, a concha emite um divertículo — termo utilizado em Medicina para caracterizar uma evaginação, ou a saída de uma parte ou de um órgão da sua posição normal, semelhante a uma bolsa, produzida em órgão tubular —, que superficialmente é limitado tanto para frente como para trás, por pequenos tubérculos, sendo o anterior denominado de trago e o posterior de antítrago. A parte inferior do pavilhão auricular não apresenta cartilagem, por isso é flácido à palpação, em razão disso essa porção recebe a denominação de lóbulo da orelha.

O meato acústico externo forma um tubo que possui uma abertura lateral denominada de poro acústico externo, o qual é obturado medialmente por um septo membranoso denominado de membrana do tímpano, que se caracteriza por ser uma membrana bastante delicada. A orelha e o meato acústico externo fornecem uma certa proteção contra lesões acidentais na membrana do tímpano, uma vez que o revestimento do meato acústico externo por glândulas ceruminosas, distribuídas ao longo da sua extensão, secreta um material ceráceo, apresentando inúmeros pelos que são projetados para o exterior, com a função de proteger contra a entrada de corpos estranhos. A secreção dessas glândulas ceruminosas é denominada de cerume, auxiliando na diminuição do crescimento de micro-organismos no meato acústico externo e reduzindo as possibilidades de infecção, cujo cerume é conhecido popularmente como cera de ouvido.

ORELHA MÉDIA

A orelha média, ou ouvido médio, caracteriza-se como sendo um espaço aéreo, o qual é denominado de cavidade do tímpano, que contém os ossículos da audição, os quais formam um conjunto de três ossos denominados de martelo, bigorna e estribo, que são os menores ossos do corpo humano. Essa cavidade é composta pela membrana timpânica, pelos ossículos da audição e pelos músculos tensor do tímpano e estapédio. A cavidade do tímpano se encontra cheia de ar, que provém da nasofaringe — a porção mais alta da faringe —, através de um canal que recebe a denominação de tuba auditiva, ou trompa de Eustáquio, ressaltando-se aqui que a onda sonora é transportada pelos fluidos e afetam aos seres que formam o ar, que por sua vez interagem com os seres que formam o aparelho auditivo. A tuba auditiva sai da parede da caixa timpânica — o espaço oco da orelha média — e estabelece a conexão com a atmosfera pelas cavidades nasais, a fim de equilibrar as pressões em ambos os lados do tímpano.

O tímpano é uma lâmina delgada e semitransparente de tecido conjuntivo que separa a orelha externa da orelha média, apresentando uma forma quase circular e que se insere nas bordas do osso timpânico, sendo bastante vascularizado, e que recebe a inervação dos nervos vago, glossofaríngeo, facial e auriculotemporal. Quando o estímulo acústico alcança a membrana timpânica, pode chegar à orelha interna através de três formas:

  1. Por condução óssea, alcançando diretamente a cóclea, sem passar pelos ossículos;
  2. Por difusão pelo ar da caixa timpânica;
  3. Através da cadeia ossicular, que é o meio mais efetivo, quando as vibrações, as radiações e as radiovibrações da membrana timpânica desencadeadas pelo som são transmitidas para a cadeia ossicular.

As vibrações, radiações e radiovibrações dos ossículos movimentam a platina do estribo, assim como os fluidos cocleares, as estruturas da cóclea e a janela redonda, sendo justamente a presença da janela redonda e da sua membrana que permite o movimento da plantinha do estribo. Quando o estribo se move para dentro da cóclea, a janela redonda se move para fora. Esse acoplamento permite a formação de uma onda hidromecânica no interior da cóclea.

O primeiro ossículo da cadeia — o martelo — encontra-se fixado à membrana do tímpano pelo seu corpo, enquanto a sua cabeça se articula com o corpo do segundo ossículo — a bigorna. O martelo se encontra ligado à bigorna por pequenos ligamentos, garantindo assim a propagação do seu movimento. A bigorna possui um ramo curto e longo que articula com a cabeça do estribo — o terceiro ossículo da cadeia —, que apresenta uma cabeça, dois ramos e uma base que fecha a janela oval na parede medial da caixa timpânica, marcando a área final que corresponde à orelha média. Esses ossículos conectam a membrana timpânica com o complexo receptor da orelha interna e atuam transferindo as vibrações, radiações e radiovibrações sonoras do tímpano para a orelha interna.

ORELHA INTERNA

A orelha interna, ou ouvido interno, contém os órgãos sensitivos do equilíbrio e da audição, sendo formada por duas partes, quais sejam:

  1. O labirinto ósseo, que forma uma série de condutos situados na porção petrosa do osso temporal, onde circula um líquido denominado de perilinfa;
  2. O labirinto membranoso, onde circula o líquido denominado de endolinfa.

O labirinto membranoso é formado pelos ductos semicirculares, o utrículo e o sáculo. A primeira parte do labirinto é o vestíbulo, onde se localizam o utrículo e o sáculo, e, também, duas pequenas vesículas membranosas que contêm receptores especializados para o equilíbrio em pontos denominados de máculas, em que nestas existem células ciliadas cobertas por uma membrana que contém cristais de carbonato de cálcio, os otólitos. Estas células estão intimamente ligadas às terminações dos neurônios aferentes do ramo vestibular.

O labirinto ósseo apresenta uma escavação mais ampla no centro, que se relaciona com a parede lateral da orelha média, onde estão situadas as janelas do vestíbulo e da cóclea. O vestíbulo se comunica para cima com três canais em forma de meio círculo, de direções diferentes, que são os canis semicirculares, e para baixo a escavação central continua em um túnel em espiral, como um caracol, constituindo a cóclea.

A cóclea consiste em três tubos espiralados, posicionados lado a lado, que são a escala vestibular, a escala média e a escala timpânica. A escala vestibular e a escala média são separadas uma da outra pela membrana de Reissner, também denominada de membrana vestibular. A escala timpânica e a escala média, por sua vez, são separadas uma da outra pela membrana basilar. Na superfície basilar se encontra o órgão de Corti, que contém uma série de células ciliadas, as quais são magnética, elétrica e eletromagneticamente sensíveis, constituindo os receptores finais que geram os impulsos nervosos em resposta às vibrações, radiações e radiovibrações sonoras. O órgão de Corti se encontra embebido na endolinfa da escala média, e as suas células, que são magnética, elétrica e eletromagneticamente sensíveis, encontram-se recobertas por uma membrana gelatinosa, denominada de membrana tectória, cujas células são ainda divididas em ciliadas externas e internas. A função da cóclea é converter a força e a energia do som em impulsos magnéticos, elétricos e eletromagnéticos, cujo processo é denominado de transdução mecanoelétrica.

O labirinto membranoso tem paredes formadas por uma fina membrana de tecido fibroso, sendo vedado, pois que a endolinfa — líquido aquoso contido no interior do labirinto membranoso da orelha interna — não pode se misturar com a perilinfa — líquido contido no interior do labirinto ósseo que circunda e protege o labirinto membranoso. Além disso, o labirinto membranoso é constituído pelos ductos semicirculares e pelo ducto coclear.

Os ductos semicirculares são canais em número de três, o posterior, o superior e o lateral. Eles apresentam uma forma tubular, com trajeto em arco, uma extremidade dilatada denominada de ampola e a outra não dilatada denominada de não ampular. Os três canais desembocam em cinco orifícios no vestíbulo, em razão das extremidades não ampulares dos canais superior e posterior se unirem em um ramo comum. Na parte membranosa do labirinto posterior, dentro do vestíbulo, encontra-se o sáculo e o utrículo, que são estruturas com função de equilíbrio estático.

O ducto coclear é um tubo espiral que se encontra firmemente suspenso na parte óssea da cóclea, em forma de concha. Este ducto coclear é preenchido pela endolinfa e começa no vestíbulo, fazendo duas voltas e meia em torno de um núcleo de osso esponjoso denominado de modíolo, dividindo assim o canal espiral preenchido pela perilinfa em dois canais, a rampa do vestíbulo e a rampa do tímpano.

Visto os fundamentos do funcionamento do aparelho auditivo, pode-se concluir facilmente que ele representa um ser que se encontra em um determinado estágio evolutivo, por isso tem a função que lhe é própria e inerente, sendo formado por outros seres que se encontram em estágios evolutivos inferiores ao seu, mas todos com as funções que lhes são próprias e inerentes, como diferente não poderia ser.

No Universo tudo se comunica, pois que os seres interagem uns com os outros, e essa interação somente pode ocorrer por intermédio das vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas, que são produzidas pelos seres em geral, emanando das suas auras, sendo transportadas pelos fluidos. Nesse transporte, os próprios seres servem de meio para todas as ondas sonoras que se propagam pelo ar, pois caso não fosse assim, elas não poderiam chegar até ao nosso aparelho auditivo, que recebendo as suas vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas, provocam as sensações no corpo carnal do ser humano, que possui a sua própria aura, que é o somatório das auras de todos os seres que o integram, e assim interage com a aura do corpo fluídico do ser humano, que é a matriz do seu corpo carnal.

Nós vimos mais acima o que seja a fonte sonora, que é qualquer corpo capaz de fazer o ar — ou outro meio qualquer — oscilar com ondas de frequência e amplitude que podem ou não serem detectadas pelos nossos ouvidos. As fontes sonoras mais ricas e variadas em qualidade sonora são os instrumentos musicais, mas a nossa voz é também uma fonte sonora. Temos aqui, pois, os fenômenos físicos.

Mas os fenômenos físicos, apesar de diferirem, em sua classificação, dos fenômenos de natureza psíquica, são ambos ocasionados pelo mesmo poder e ação, que representam a vida, e, em essência, possuem uma origem comum.

Como o Universo é composto pelas propriedades da Força e da Energia, que em suas combinações formam as estrelas, as quais fornecem as coordenadas universais, tanto nas manifestações físicas como nas psíquicas, os agentes são sempre os mesmos — os seres —, que habitam o Universo e se apresentam de múltiplas maneiras, em conformidade com as funções que lhes são próprias e inerentes.

A exteriorização dos seres, em obediência às leis espaciais, aos princípios temporais e aos preceitos universais, tanto no plano físico como no plano psíquico, não ultrapassa a fenomenologia normal enquadrada nessa legislação, fornecendo valiosos elementos, na órbita da espiritualidade, para estudos transcendentais.

Os sentidos mais comuns que se observam no organismo humano, tais como: o olfato, a visão, o tato, o paladar e a audição; não se originam — como muitos equivocadamente pensam — no corpo físico, mas sim no espírito, que os exterioriza por intermédio dos órgãos adequados, que não funcionam sem as vibrações magnéticas, as radiações elétricas e as radiovibrações eletromagnéticas, e os impulsos que lhes são transmitidos, no caso em questão, as ondas sonoras, semelhantemente ao violino, cujas cordas precisam ser feridas pelo violinista, para que assim possam produzir sons, sendo, pois, uma fonte sonora.

Mas nem todas as faculdades podem ser manifestadas pelo espírito, enquanto encarnado. O sentido telepático, muito comum em plano astral, é uma delas. Somente quando a nossa humanidade alcançar a um estágio superior de evolução, os seres humanos reunirão as condições propícias para poderem utilizar a contento a essa faculdade na Terra. No estágio atual de evolução em que se encontra a nossa humanidade, o sentido da telepatia seria bastante perigoso, já que se constituiria em uma válvula de retenção das misérias humanas, que precisam ser conscientemente combatidas e não recalcadas.

Nos Mundos de Luz que lhes são próprios, os espíritos se comunicam e se entendem por intermédio do pensamento. Mas neste planeta Terra, por muito e muito tempo, ainda perdurará como forma, como maneira de exteriorizar os pensamentos, a linguagem articulada.

Os fenômenos psíquicos se manifestam de acordo com o grau de evolução e as peculiaridades de cada espírito. A mediunidade, que se expressa por várias formas, traz aos conhecimentos e às experiências humanos inequívocas demonstrações desses fenômenos, porque a sensibilidade dos médiuns é mais apurada do que a dos demais seres, o que lhes permite entrar em contato com as vibrações magnéticas, as radiações elétricas e as radiovibrações eletromagnéticas dos demais seres. O médium é um elemento de ligação entre os dois planos — o físico e o psíquico —, sendo essa a razão de quase sempre se revelarem por seu intermédio os fenômenos psíquicos.

Assim, quanto maior for a sensibilidade do médium, tanto maiores serão as possibilidades em captar as vibrações magnéticas, as radiações elétricas e as radiovibrações eletromagnéticas. Dessas vibrações, radiações e radiovibrações, que são diferentes umas das outras, pois que não existem duas coisas iguais no Universo, e espaço e o tempo estão repletos, podendo cada uma das suas captações produzir uma revelação ou um fenômeno que seja correspondente.

É sabido que a matéria organizada, assim denominada em razão dos seres se encontrarem interagindo uns com os outros, fornecendo a falsa impressão da existência da matéria, em sua ilusão, reduz-se ao átomo, uma partícula do Ser Total de ínfima dimensão, que é imperceptível à visão desarmada do ser humano. Mas como, não obstante essa invisibilidade, a sua existência é real, ele aqui neste mundo se encontra compondo e formando a todos os corpos e passando, invisivelmente, de um corpo para outro, sob as influências da propriedade da Força, que contém o espaço, as leis e o magnetismo; da propriedade da Energia, que contém o tempo, os princípios e a eletricidade; e das suas combinações, que contém o Universo, os preceitos e o eletromagnetismo; de igual modo invisíveis. É óbvio que as propriedades da Força e da Energia, que conduzem os átomos, transportam incontáveis números deles, sem que seja alterado o equilíbrio universal.

Quando os espíritos cumpridores dos seus deveres e das suas obrigações não estão encarnados, eles se encontram no Astral Superior, caso contrário eles se encontram no astral inferior. Mas tanto os espíritos que se encontram no Astral Superior como os espíritos que se encontram no astral inferior podem se comunicar auditivamente com os médiuns, em conformidade com a natureza das correntes formadas pelos seus pensamentos.

Quando o ser humano é detentor da mediunidade de audição, a fonte sonora não é proveniente dos corpos que são formados pelos seres infra-humanos, mas sim diretamente do espírito que deseja se comunicar com o médium, quando esse espírito produz as suas vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas, que emanam da sua aura e são transportadas pelos fluidos, em direção ao aparelho auditivo do médium, cujas células que o formam emitem a sinalização celular em direção ao cérebro do médium, e daí para a aura do seu corpo fluídico.

Como se pode claramente constatar, na mediunidade de audição o ser humano se encontra relacionado com a vida espiritual através do ouvido. Em determinadas ocasiões, ele ouve os sons e as vozes proveniente do mundo dos espíritos, mas raramente esses sons e essas vozes provêm do Astral Superior, sendo muito mais frequente se ouvir o astral inferior.

Em razão disso, os espíritos quedados no astral inferior se prevalecem desta faculdade mediúnica do ser humano para obsedá-lo, ou mesmo enlouquecê-lo, pois que ouvindo vozes sem saber da sua procedência, da sua natureza, o ser humano passa a ser visto como doente mental pelos parentes e amigos, tornando-se muitas vezes objeto de zombarias. E assim, fragilizado, o ser humano vai se deixando tomar nas garras do astral inferior, na maioria dos casos, terminando os seus dias em um manicômio.

Esse avassalamento somente ocorre porque o ser humano e os seus familiares e amigos ignoram completamente a vida espiritual, assim como as faculdades mediúnicas que uma pessoa por ter consigo. Se, ao contrário, eles fossem esclarecidos acerca da Espiritologia, aprenderiam a viver com a mediunidade, e o médium, principalmente este, poderia pautar a sua vida dentro dos princípios racionalistas cristãos, mantendo uma rígida disciplina em seu modo de pensar e viver, dirigindo os seus pensamentos sempre para o bem. Com isso, despertaria os seus atributos superiores latentes, de determinação e valor, atraindo para o seu ambiente uma boa assistência espiritual.

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