23.02- A mediunidade de vidência

Prolegômenos
1 de agosto de 2018 Pamam

Todos sabem que a visão é um dos cinco sentidos que permite aos seres dotados de órgãos adequados para esta finalidade enxergar tudo aquilo que se encontra ao alcance desses órgãos. No entanto, os neuroanatomistas consideram que a visão engloba não apenas um, mas dois sentidos, já que os cones, que são os neurônios receptores responsáveis pela discriminação das cores, ou seja, pela estimativa da frequência dos fótons de luz, e os bastonetes, que são os neurônios receptores responsáveis pela discriminação da luminosidade, ou seja, pela estimativa do número de fótons da luz incidente, são ambos diferentes. Mas tal assertiva não procede, pois, caso fosse assim, não seriam necessários os neurônios bipolares, que ligam os cones e os bastonetes às células ganglionares, para que assim fique caracterizada uma visão única, portanto, um único sentido.

Os seres humanos já se habituaram a utilizar as expressões “a olho nu” ou então “à vista desarmada”, cujas expressões possuem o mesmo significado, que é olhar sem o auxílio ou a utilização de aparelhos ou instrumentos ópticos. Mas acontece que os nossos olhos, assim como todo o sistema que forma a visão biológica, são formados por seres infra-humanos, os quais são convocados justamente para as suas formações, por isso eles possibilitam a visão somente das coisas correlatas que aqui se encontram para evoluir, que por sua vez são formadas também por outras coisas, e jamais a visão das coisas em si, como Kant assim pretendia em seus estudos críticos, considerando que era impossível tal visão, ou seja, determinar o que sejam as coisas em si, em suas formações originais, quer dizer, como elas são realmente, em conformidade com os seus mundos de origem, no que o veritólogo se encontrava redondamente enganado, pois não se pode duvidar da capacidade do ser humano para desvendar os segredos da vida e os enigmas do Universo, uma vez que somos as inteligências da Inteligência Universal.

Daí a razão pela qual a visão humana pode ser ampliada quando os olhos são armados com aparelhos ou instrumentos ópticos, como o microscópio óptico ou como o microscópio eletrônico, que ampliam a visão de modo a permitir enxergar micróbios e outras coisas microscópicas, que são coisas muito pequenas, portanto, sendo totalmente impossibilitadas de serem enxergadas a olho nu, com a vista desarmada, sem a utilização de aparelhos ou instrumentos ópticos.

De qualquer maneira, mesmo estando com a vista armada por aparelhos ou instrumentos ópticos, a visão que os seres humanos têm dos micro-organismos e das demais coisas microscópicas, é a mesma visão que teriam se os tivessem enxergando a olho nu, pois que as imagens captadas são as mesmas, já que estão apenas ampliadas, por isso os estudiosos imaginam que as coisas estando ampliadas, ou mesmo as coisas sendo enxergadas a olho nu, são de uma determinada maneira, quando, na realidade, não o são, pois que todas as coisas são seres, e todos os seres são provenientes dos seus mundos de origem, onde lá eles possuem as suas formas originárias, ou seja, as suas formas astrais, com a exceção dos seres hidrogênios, que são originários deste mundo Terra.

E quando esses seres vêm dos seus mundos de origem para o mundo Terra, eles passam a interagir uns com os demais seres, em que várias coisas se encontram interligadas umas com as outras, formando outras coisas, por conseguinte, formando inúmeros e inúmeros corpos, fornecendo imagens que podem ser enxergadas diretamente pelos olhos da cara, ou, então, com eles estando armados com aparelhos ou instrumentos ópticos. É por isso que todas essas imagens são ilusórias, fornecendo o aspecto de matéria. Daí a razão pela qual a matéria não existe, sendo apenas uma ilusão imaginativa.

Tomemos o exemplo dos seres atômicos, que não podem ser vistos a olho nu. Qual é a forma de um ser atômico? Ninguém sabe qual seja, pelo seguinte fato: todos os seres atômicos, com a exceção dos seres hidrogênios, são provenientes dos seus mundos de origem, e para este mundo se deslocam com a finalidade de interagir com os demais seres, a partir dos próprios seres atômicos, dos seres moleculares e outros, até finalmente interagirem com os espíritos, formando os mais diversos tipos de corpos, inclusive o próprio corpo humano, cuja matriz é o corpo fluídico que se encontra agregado ao espírito.

Todos os seres evoluem primeiramente por intermédio das propriedades da Força e da Energia, e nessas interações entre si, eles procedem às trocas dos acervos que adquiriram dessas propriedades no decorrer do processo da evolução. No caso dos seres atômicos, é óbvio que também ocorrem as trocas desses acervos adquiridos. Mas contemplando os seres atômicos diretamente com os olhos da cara, mesmo estando estes armados com aparelhos ou instrumentos ópticos, os seres humanos estudiosos jamais poderão contemplar as suas verdadeiras naturezas, pois que não conseguem visualizar os seus corpos fluídicos, mas apenas as suas auras, imaginando sejam núcleos atômicos.

Pode-se indagar, por exemplo: o que é o elétron? Ora, o elétron nada mais é do que o elemento que representa a troca dos acervos adquiridos entre as coisas no processo da evolução, cujas trocas ocorrem por intermédio da aura, em que esses acervos foram adquiridos por intermédio da propriedade da Força, que contém o magnetismo, da propriedade da Energia, que contém a eletricidade, e das suas combinações, que contêm o eletromagnetismo. Daí a razão dos elétrons serem magnéticos, elétricos e eletromagnéticos, como já é sabido ou não por parte dos estudiosos dos assuntos que lidam com os seres atômicos.

Nos seres atômicos, essas trocas de acervos ocorrem da seguinte maneira:

NOS SERES ATÔMICOS FORNECEDORES

  1. Os acervos que foram adquiridos por intermédio da propriedade da Força, que contém o magnetismo, partem do corpo fluídico para a aura, ao que os estudiosos do assunto denominam de partículas subatômicas, sem que saibam das suas origens;
  2. Os acervos que foram adquiridos por intermédio da propriedade da Energia, que contém a eletricidade, partem do corpo fluídico para a aura, ao que os estudiosos do assunto denominam de partículas subatômicas, sem que saibam das suas origens;
  3. Os acervos que foram adquiridos por intermédio das combinações das propriedades da Força e da Energia, que contêm o eletromagnetismo, partem do corpo fluídico para a aura, ao que os estudiosos denominam de partículas subatômicas, sem que saibam das suas origens;
  4. Esses acervos que partiram do corpo fluídico do ser atômico para a sua aura, passam a formar ao que se denomina de prótons, ao que os estudiosos do assunto denominam de partículas atômicas, sem que saibam das suas origens;
  5. Esses acervos que formam os prótons, onde se encontram concentrados, partem destes pontos de concentração e passam a formar os elétrons, os quais contêm os acervos que devem ser fornecidos aos demais seres atômicos, em conformidade com as necessidades dos seres atômicos recebedores, por isso eles passam a orbitar em torno da aura, quando então saltam de uma órbita mais interna para outra mais externa, uma vez que o objetivo dos seres atômicos é fornecer os seus acervos.

NOS SERES ATÔMICOS RECEBEDORES

  1. Os seres atômicos recebedores recebem os elétrons dos seres atômicos fornecedores, cujos elétrons passam a orbitar em torno da aura, quando então saltam de uma órbita mais externa para outra mais interna, uma vez que o objetivo dos seres atômicos é receber outros acervos por parte dos seres atômicos fornecedores;
  2. À medida que esses elétrons atingem a camada mais interna, eles passam a ser desmembrados, em conformidade com a natureza dos acervos que neles se encontram contidos, formando outras partículas que os estudiosos do assunto denominam de partículas subatômicas, sem que saibam das suas origens, esses acervos que se encontram desmembrados, passam a formar ao que se denomina de nêutrons, que por sua vez são considerados como sendo partículas atômicas, sem que os estudiosos do assunto saibam também das suas origens;
  3. Os nêutrons contêm os acervos que foram recebidos por intermédio da propriedade da Força, que contém o magnetismo, os quais partem da aura para o corpo fluídico, ao que os estudiosos do assunto denominam de partículas subatômicas, sem que saibam das suas origens;
  4. Os nêutrons contêm os acervos que foram recebidos por intermédio da propriedade da Energia, que contém a eletricidade, os quais partem da aura para o corpo fluídico, ao que os estudiosos do assunto denominam de partículas subatômicas, sem que saibam das suas origens;
  5. E os nêutrons contêm os acervos que foram adquiridos por intermédio das combinações das propriedades da Força e da Energia, que contêm o eletromagnetismo, os quais partem da aura para o corpo fluídico, ao que os estudiosos do assunto denominam de partículas subatômicas, sem que saibam das suas origens.

Como se pode facilmente constatar, não existe a matéria, pois que o átomo é um ser, por conseguinte, não existe o núcleo atômico, mas sim a aura dos seres atômicos, assim como também o corpo fluídico. Deste modo, ignorando completamente a esta realidade universal, os estudiosos do assunto passam a compor as suas diversas representações imaginativas acerca dos seres atômicos, ocupando-se apenas das suas auras, pensando em se tratar de núcleos atômicos, em decorrência, passam a denominar a esses acervos que se encontram nas auras dos seres atômicos de diversos nomes, tais como: hádron, bárion, quark, lépton, méson, glúon, etc.; os quais terão as suas devidas explicações no site pamam.com.br. A figura posta logo abaixo mostra claramente a essa troca de acervos por parte dos seres atômicos.

A visão humana pode ser armada também com telescópios, para que os seres humanos possam enxergar os corpos mais distantes, que se situam fora do ambiente terreno, como estrelas e planetas situados nesta e em outras galáxias. Mas do mesmo modo que estando armada por aparelhos ou instrumentos ópticos, o que o telescópio não deixa de sê-los, a visão que os seres humanos têm dos corpos celestes é a mesma visão que teriam se os tivessem enxergando a olho nu, pois que também as imagens captadas são as mesmas, estando apenas ampliadas, por isso os estudiosos imaginam que esses corpos celestes, estando ampliados, são de uma determinada maneira, quando, na realidade, não o são, pois que as estrelas não são formadas por plasma, nem pelos seres hidrogênios e hélios, como eles imaginam, mas sim pelas inúmeras e inúmeras combinações que existem entre a propriedade da Força, que contém o espaço e o magnetismo, e a propriedade da Energia, que contém o tempo e a eletricidade, cujas combinações dão como resultado o Universo e o eletromagnetismo, justamente por isso as estrelas fornecem as coordenadas universais e mantêm os mundos — que são formados por seres — sob as suas égides, por isso nesses mundos os seres possuem as suas formações originárias, mesmo quando se encontram deslocados para os outros mundos, a fim de interagirem com os demais seres, pois é óbvio que nesses deslocamentos eles não podem mudar as suas formações originárias, apenas fornecendo as imagens aos olhos da cara, que por eles são refletidas pelas luzes eletromagnéticas.

Além disso, a visão humana pode ser armada ainda com outros instrumentos, como binóculos infravermelhos, que permitem uma visão noturna, pois o observador pode captar a luz infravermelha que reflete os corpos no ambiente escuro, e assim consegue enxergar praticamente tudo, embora tudo se encontre no escuro. Com esses binóculos é possível também visualizar a luz infravermelha que é emitida pelos corpos que estão radiando o calor, permitindo assim distinguir no escuro os corpos mais quentes dos corpos mais frios. Existem ainda outros aparelhos e instrumentos que permitem a visão de raios X, a visão através da imunofluorescência, a visão através da ressonância magnética, dentre outras visões obtidas através de outras técnicas ainda mais sofisticadas, que são utilizadas tanto pela Astronomia como pela Medicina para diagnósticos por imagem, através da imaginação.

Tendo por base tudo quanto acima foi exposto, os estudiosos do assunto vêm afirmar que os olhos humanos conseguem enxergar três níveis bem distintos da “realidade” cósmica, através das seguintes visões:

  1. Visão microscópica: a visão dos corpos microscópicos, que somente podem ser visualizados através da utilização de microscópios;
  2. Visão macroscópica: a visão dos corpos, que podem ser visualizados a olho nu;
  3. Visão telescópica: a visão dos corpos celestiais, que somente podem ser visualizados através da utilização de telescópios.

Por aqui já se pode constatar com clareza a extrema materialidade por parte dos seres humanos que são mais estudiosos, assim como também a extrema ignorância acerca da espiritualidade por parte desses mesmos seres humanos e outros. Ora, qualquer observador que seja um pouco mais atento e um pouco mais raciocinador, pode constatar claramente, sem que seja preciso desprender tanto esforço, que todas essas visões humanas somente podem ser auferidas por intermédio da luz proveniente do Sol, das demais estrelas, ou então produzida de modo artificial, como o fogo, a luz incandescente, e outras, seja através de aparelhos e instrumentos, seja através de outros artifícios proporcionados pelas mais diversas técnicas, mas todas essas luzes, sem qualquer exceção, terminam por se encaminhar fatalmente para os olhos da cara.

Mas acontece que quando os seres evoluem por intermédio da propriedade da Força, eles passam a formar os seus corpos fluídicos, por onde vão desenvolvendo o criptoscópio, os atributos individuais e a sensibilidade, esta última no reino animal, e, depois, o sentimento, este último no âmbito da espiritualidade, mas todos eles produzem vibrações magnéticas, que emanam das suas auras e que são transportadas através dos fluidos.

Quando os seres evoluem por intermédio da propriedade da Energia, eles passam a formar os seus corpos fluídicos, por onde vão desenvolvendo o intelecto, os atributos relacionais e o sentido, este último no reino animal, e, depois, o pensamento, este último no âmbito da espiritualidade, mas todos eles produzem radiações elétricas, que emanam das suas auras e que são transportadas pelos fluidos.

As combinações entre as propriedades da Força e da Energia se encontram nos seus corpos fluídicos, ensejando a que todos os seres produzam radiovibrações eletromagnéticas, que emanam das suas auras e que são transportadas pelos fluidos.

Este fato pode ser constatado clara e facilmente nas espécies menos evoluídas, em que os seus corpos carnais são menos evoluídos, pois que os seus órgãos se encontram todos em formação, por isso eles vão se transformando em outros corpos carnais mais complexos, no decorrer do processo da evolução, à medida que os seus corpos fluídicos vão adquirindo cada vez mais as parcelas das propriedades da Força, da Energia e das suas combinações, que são as matrizes dos seus corpos carnais, até que alcançam o estágio em que os seus olhos já se encontram todos formados. Somente um cego proposital pode ser incapaz de contemplar a todo esse processo evolutivo que se encontra claramente exposto pela própria natureza.

No entanto, ao evoluírem por intermédio da propriedade da Luz, os seres passam a formar os seus corpos de luz, por onde vão desenvolvendo a consciência, a amizade espiritual e, depois, o amor espiritual,  por onde vão adquirindo a visão astral, em que essa visão astral, sendo proveniente do corpo de luz, representa a luz astral, sendo, portanto, raios de luz que emanam da auréola, possibilitando contemplar a realidade universal, cujos raios de luz não podem ser confundidos com as vibrações magnéticas, as radiações elétricas e as radiovibrações eletromagnéticas, que são provenientes do corpo fluídico, mas que emanam da aura, proporcionando outro tipo de visão astral, que por sua vez não pode ser confundida com a luz eletromagnética, que se reflete nos olhos da cara.

Vejamos a explicação no âmbito universal para tudo isso:

A propriedade da Força contém o espaço, em que nele se encontra o repositório dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, proporcionando o poder. A propriedade da Energia contém o tempo, em que nele se encontra o campo das experiências físicas acerca da sabedoria, proporcionando a ação. O poder e a ação representam a vida. As combinações de ambas as propriedades dão origens às estrelas, que formam o Universo, fornecendo as suas coordenadas, onde se encontra o eletromagnetismo. Ao evoluírem por intermédio destas duas propriedades, os seres vão formando os seus corpos fluídicos, que passam a representar todas as coordenadas universais pelas quais eles passaram, incluindo-se o magnetismo, a eletricidade e o eletromagnetismo, daí a razão pela qual estes três elementos se encontram em suas auras, de onde emanam as vibrações magnéticas, as radiações elétricas e as radiovibrações eletromagnéticas, que permitem a visão astral tanto do corpo fluídico como da aura.

Ao evoluírem por intermédio da propriedade da Luz, os seres vão formando os seus corpos de luz, através dos quais conseguem penetrar a todas essas coordenadas universais por que passaram, através da luz astral, sendo esta visão astral a que corresponde com a realidade das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais.

No entanto, para que se possa compreender por inteiro a todo o mecanismo que engloba a mediunidade de vidência, que é a visão astral, que tanto pode corresponder ao corpo fluídico, cuja mediunidade se estende aos irracionais, como ao corpo de luz, cuja mediunidade é própria da espiritualidade, faz-se preciso que também se compreenda a todo o mecanismo que engloba a possibilidade da visão das coisas por intermédio dos olhos da cara, que é a visão biológica, se não detalhadamente, pois que não é este o objetivo deste tópico, mas pelo menos nos seus aspectos mais relevantes, que se encontram ao alcance do médio intelecto.

Assim, os seres humanos possuem três visões:

  1. Uma visão astral, que corresponde ao corpo fluídico, em que esta visão astral pode ser estendida aos animais irracionais;
  2. Uma visão astral, que corresponde ao corpo de luz, em que esta visão astral é própria da espiritualidade;
  3. Uma visão biológica, que corresponde ao corpo carnal, em que esta visão é própria dos olhos da cara.

Vamos então tratar logo acerca da visão biológica, para que através dela possamos compreender posteriormente as visões astrais que correspondem ao corpo fluídico e ao corpo de luz, em decorrência, a mediunidade de vidência.

Os olhos são os órgãos do sentido da visão, por isso eles capturam a luz natural vinda do Sol, ou a luz artificial, vinda de outras fontes, como as chamas das velas, que incidem sobre a retina, que é uma superfície parabólica de tecido vivo formado por células fotorreceptoras, as quais captam a luz e transformam a sua força e a sua energia luminosas em impulsos nervosos, que são levados pelo nervo óptico para o cérebro, justamente para que lá possam ser interpretados. Por aqui logo se vê como se formam as imagens, por conseguinte, a imaginação humana.

Os olhos, portanto, são os órgãos através dos quais o cérebro recebe tudo aquilo que se encontra no campo visual do ser humano. Cada coisa no Universo tem a sua função que lhe é própria e inerente. Os olhos são órgãos, os órgãos são coisas, podendo ser consideradas como sendo seres orgânicos, portanto, ver com os olhos da cara significa usar essas coisas em prol da visão, sendo esta a sua função específica e inerente. Enquanto o cérebro é outro órgão, ou outra coisa, que processa os estímulos provenientes dos olhos, criando a imagem visual, sendo esta a sua função específica e inerente, no que diz respeito à visão biológica.

A visão biológica requer a intervenção de zonas especializadas do cérebro, no córtex visual, que analisam e sintetizam as informações captadas da luz em termos de forma, cor, textura, relevo e outros. Justamente por isso, a visão biológica é a captação dos raios luminosos — ondas eletromagnéticas — abrangendo a todo o conjunto dos mecanismos fisiológicos e neurológicos, através dos quais esses raios luminosos determinam as impressões sensoriais de naturezas variadas, como as cores, as formas, o movimento, a distância e as intensidades das luzes que são visualizadas no ambiente. Os olhos são as câmaras desse sistema sensorial, onde no seu interior se encontra a retina, que é composta de cones e bastonetes, onde se realizam os primeiros passos do processo da visão biológica. A retina, então, transmite os dados visuais através do nervo óptico e do núcleo geniculado lateral para o córtex cerebral, onde no cérebro tem início o processo de análise e interpretação, que permite ao ser humano reconstruir as distâncias, cores, movimentos e formas das coisas que lhe rodeiam.

Existem as cores que denotam as frequências de luz — ondas eletromagnéticas com determinadas frequências — a que os olhos humanos são sensíveis, que são os raios de luz visíveis, cujos raios de luz assumem as cores vermelha, laranja, amarela, verde, azul, anil e violeta. E existem as ondas eletromagnéticas com frequências de luz — ondas eletromagnéticas com outras determinadas frequências — a que os olhos humanos não são sensíveis, tornando-se invisíveis para eles, como a luz ultravioleta e a luz infravermelha, assim como invisíveis para eles são as formas astrais.

Neste caso, os estudiosos deveriam indagar o seguinte: Qual a natureza das cores? Por que a visão biológica é sensível a alguns tipos de cores? Por que a visão biológica não é sensível a outros tipos de cores? Todas as cores são universais? Por que a visão biológica não consegue enxergar todas as cores, sendo elas universais ou não? A visão biológica é adequada para perscrutar o Universo?

Caso os estudiosos soubessem que as estrelas são formadas pelas inúmeras e inúmeras combinações que existem entre as propriedades da Força e da Energia, poderiam saber que elas fornecem as coordenadas do Universo, em que cada uma dessas coordenadas universais tem o seu próprio padrão de cor, onde existem os mundos que se encontram sob a sua égide, os quais são formados por seres. Em sendo assim, dos mundos que se encontram sob a égide das estrelas, vêm os seres que formam a esses mundos para este mundo Terra, o qual é formado por seres hidrogênios, a fim de que possa haver uma verdadeira interação universal, que parte dos seres menos evoluídos e se estende aos seres mais evoluídos, no caso os espíritos, sabendo-se que Jesus, o Cristo, o espírito mais evoluído de todos, encarnou também neste mundo Terra, para que assim todos possam evoluir neste mundo-escola, com uns interagindo com outros, ou seja, com os menos evoluídos interagindo com os mais evoluídos, e vice-versa, possibilitando, portanto, as trocas dos acervos adquiridos no decorrer do processo da evolução.

Cada um desses mundos tem a cor que lhe é própria, em conformidade com o padrão de cor da coordenada universal a que pertence, ou seja, em conformidade com a estrela em que sob a sua égide se encontra. O padrão de cor de cada uma das estrelas, ou de cada uma das coordenadas universais, somente pode ser contemplado por intermédio da visão astral, por conseguinte, as cores dos mundos que se encontram sob as suas égides, ou as cores dos seres que os formam, somente podem ser também contempladas por intermédio da visão astral, e jamais por intermédio da visão biológica, que é apenas o seu arremedo.

A explicação para isso é relativamente simples. Quando o espírito se encontra em seu Mundo de Luz, o qual se encontra em uma determinada coordenada universal, portanto, sob a égide de uma estrela, uma parte do Universo nele se encontra contido, até o ponto de a coordenada universal em que ele se encontra, ou seja, o universo que nele se encontra contido é diretamente proporcional ao estágio evolutivo em que ele se encontra. Assim, ele pode contemplar a todas as coordenadas universais que se encontram abaixo daquela em que se encontra, portanto, as cores dessas coordenadas universais, através da sua visão astral.

No entanto, quando o espírito se encontra encarnado neste mundo Terra, ele perde a essa sua visão astral, passando a enxergar apenas com a sua visão biológica. Essa sua visão biológica permite que ele enxergue as coisas que vieram dos seus mundos e as coisas que formam este mundo, em que aquelas aqui se encontram para interagir umas com as outras, por intermédio da luz da estrela denominada de Sol, que tem o seu próprio padrão de cor, pelo fato de representar umas das coordenadas do Universo. E como as coisas interagem umas com as outras formando outras coisas, é óbvio que todas as coisas irão vibrar, radiar e radiovibrar uma luz em conjunto, que é a junção de todas as coisas que se encontram interagindo entre si, que por sua vez é contemplada através da luz do Sol, ou então através de uma luz artificial.

Por isso, essas ondas de luz são direcionadas de maneiras limitadas em seus avanços pelos fluidos advindos do Sol, que não podem transportar com fidedignidade as suas cores nos mais diversos cambiantes, havendo, pois, uma difração. Daí a limitação das cores que podem ser observadas diretamente por intermédio da visão biológica. E daí a formação das imagens que as coisas em suas interações umas com as outras fornecem à visão biológica, em que essas imagens passam a formar a imaginação humana, que raciocinando através da imaginação vive ainda na irrealidade, pois que todas as imagens captadas pela visão biológica são falsas.

E apenas para completar a esta linha de raciocínio, eu devo reiterar que a visão biológica é diferente das visões astrais, pois que estas são adquiridas por intermédio das propriedades da Força e da Energia, através das vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas, proporcionadas pelo corpo fluídico, mas que emanam da aura; e por intermédio da propriedade da Luz, através das raiações de luz, proporcionadas pelo corpo de luz, mas que emanam da auréola.

É por isso que se faz urgente a necessidade dos seres humanos adquirirem os atributos individuais superiores, que formam a moral, e os atributos relacionais positivos, que formam a ética, para que assim possam se tornar verdadeiramente educados, fazendo valer os seus órgãos mentais — o criptoscópio, o intelecto e a consciência —, e então possam se universalizar, fazendo valer as visões astrais que possuem.

A moral possibilita a que o espírito possa se elevar ao Espaço Superior, para que lá possa perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, fazendo valer o criptoscópio, que traduz o poder. A ética possibilita a que o espírito possa se transportar ao Tempo Futuro, para que lá possa compreender e criar as experiências físicas acerca da sabedoria, fazendo valer o intelecto, que traduz a ação, tendo como fonte unicamente a verdade. O poder e a ação representam a vida, que é exercida por intermédio das propriedades da Força e da Energia, cuja visão astral ocorre por intermédio do corpo fluídico, através das vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas, as quais emanam da aura, que são transportadas pelos fluidos, em forma de ondas, que são invisíveis à visão biológica.

E a educação possibilita a que o espírito possa se elevar ao Espaço Superior e, ao mesmo tempo, transportar-se ao Tempo Futuro, universalizando-se, em que de posse do poder e da ação, portanto, da vida, faz valer a consciência, que é exercida por intermédio da propriedade da Luz, pois que assim ele passa a percorrer as coordenadas universais, deslocando-se para as coordenadas mais distantes, em conformidade com o estágio evolutivo em que se encontra, penetrando a todas essas coordenadas universais, por intermédio do seu corpo de luz, através das raiações de luz, que emanam da auréola, possibilitando a essa visão astral, cujos raios de luz são invisíveis à visão biológica, evidentemente.

Estando encarnado, em cada uma dessas coordenadas universais que vai percorrendo, o espírito pode de lá contemplar a este mundo Terra, por intermédio da sua visão astral proveniente do seu corpo de luz, mas sem a visão das cores, das imagens, e tudo o mais que se refere à visão astral proveniente do seu corpo fluídico, e sem a visão biológica, apenas concebendo a natureza intrínseca das coisas, através dessa sua luz astral, pois que coordenando os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as experiências físicas acerca da sabedoria, em cada uma dessas coordenadas universais percorridas, ele vai formulando uma ideia precisa acerca da realidade do Universo, portanto, dos seres que o habitam, quer dizer, ele vai formulando uma ideia precisa acerca das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, quando então adquire o Saber, por excelência.

Agora vamos completar a natureza da visão biológica, em seus principais fundamentos, segundo os estudiosos do assunto, para que então a visão astral possa ser posteriormente compreendida com clareza, sabendo-se que todos são cientes de que a família é a célula do corpo da humanidade, em analogia ao fato de que são as células que formam todo o corpo carnal. E isto tem que ser repetido quantas vezes forem necessárias, para que fique bem fixado nas mentes dos seres humanos como sendo um fato legítimo, autêntico e verdadeiro, e não como uma simples repetição de uma mera expressão, como se fosse algo arcaico, já ultrapassado, desprovido de qualquer valor, pois somente os espíritos mais atrasados não dão o devido valor ao que o instituto da família encerra em si mesmo.

A visão biológica é caracterizada como sendo uma via aferente — a que conduz um impulso a um centro nervoso —, apresentando quatro tipos de células neuronais, que se inicia na retina e se estende até o córtex. Esses quatro tipos de neurônios são os seguintes:

  1. Primeiros neurônios: são os cones e os bastonetes, que são os fotorreceptores;
  2. Segundos neurônios: são os neurônios bipolares, que ligam os cones e os bastonetes às células ganglionares;
  3. Terceiros neurônios: são as células ganglionares, que formam o nervo óptico e vão até ao corpo geniculado;
  4. Quartos neurônios: são os corticais, que saem do corpo geniculado externo, formam a radiação óptica e terminam na área visual.

Por toda a via visual são distinguidos vários setores, tais como a retina, o nervo óptico, o quiasma óptico, a fita óptica, o corpo geniculado externo, o córtex cerebral e as radiações ópticas. Mas antes de serem abordados os assuntos relativos a estes vários setores, faz-se necessário explicar o que sejam as células fotossensíveis.

As células fotossensíveis são as células receptoras de luz, que constituem uma camada profunda, sendo elas compostas pelos cones e pelos bastonetes, em conformidade com as suas formas. Os cones são adaptados para a visão com luz de maior intensidade e para a visão das cores, enquanto os bastonetes são adaptados para a visão com pouca luz. No ser humano, a quantidade de cones é muito menor do que a quantidade de bastonetes, mas as suas distribuições não são uniformes. Assim, nas zonas periféricas, predominam os bastonetes, em que a quantidade de cones aumenta progressivamente até a mácula, e assim continua, até que no âmbito da fóvea central só existam cones. Nas zonas periféricas da retina, vários bastonetes se ligam a uma célula bipolar e várias células bipolares fazem sinapse com uma célula ganglionar. Desta maneira, nestas áreas, cada fibra de nervo óptico pode estar relacionada com até 100 receptores. No entanto, na mácula, o número de cones é aproximadamente igual ao das células bipolares e ganglionares, logo cada cone faz sinapse com uma célula bipolar, que por sua vez faz sinapse com uma célula ganglionar. Assim, para cada cone existe uma fibra de nervo óptico. Estas características da mácula explicam a sua grande acuidade visual e permitem compreender o fato dela contribuir com grande número de fibras para a formação do nervo óptico e de ter uma grande representação cortical, apesar da mácula ser uma área muito pequena da retina.

As sinapses são zonas ativas de contato entre uma terminação nervosa e outros neurônios, células musculares ou células glandulares. No contexto anatômico e funcional, uma sinapse é composta por três grandes compartimentos:

  1. A membrana da célula pré-sináptica;
  2. A fenda sináptica;
  3. E a membrana pós-sináptica.

Os principais tipos de contato sináptico são os seguintes:

  1. Axossomático (axo: prefixo que significa eixo): contato entre um axônio e o corpo celular;
  2. Axodendrítico: contato entre um axônio e um dendrito;
  3. Neuroefetor: contato entre a terminação nervosa e a célula efetora, fibra muscular cardíaca ou célula glandular;
  4. Neuromuscular: contato entre a terminação nervosa e a fibra muscular esquelética.

A figura abaixo mostra a sinapse.

Na retina se encontram os receptores visuais, que são os neurônios I, assim como também os neurônios II e III. A retina, então, é o neuroepitélio, a membrana nervosa, que reveste internamente o globo ocular e, posteriormente, a íris. Na parte posterior da retina existe uma zona amarelada, a mácula lútea, que é a área da retina onde a visão é mais distinta, sendo por isso que os movimentos reflexos do globo ocular fixam sobre as máculas as imagens dos objetos que despertam um maior interesse no campo visual. Os raios luminosos na retina são cruzados com o campo visual nasal se projetando na retina temporal e o campo visual temporal se projetando na retina nasal. Encontram-se na retina três camadas que correspondem aos três primeiros neurônios da via óptica, que, de fora para dentro, são os seguintes:

  1. Células fotossensíveis, ou fotorreceptoras: que fazem sinapses com as células bipolares;
  2. Células bipolares: que fazem sinapses com as células ganglionares;
  3. Células ganglionares: cujos axônios formam o nervo óptico, cuja excitação pela luz dá origem aos impulsos nervosos que caminham em direção oposta à direção seguida pelos raios luminosos.

Tendo origem nos axônios — prolongamentos das células nervosas — das células ganglionares da retina, o nervo ótico é um nervo sensitivo cujas fibras conduzem os impulsos visuais. Essas fibras convergem para a papila óptica e emergem do globo ocular como nervo óptico. Partindo da sua origem, ele se dirige para trás, atravessa a cavidade orbitária e o canal óptico, através do qual penetra na cavidade craniana, terminando no ângulo ântero-externo correspondente do quiasma óptico. Ele se relaciona com a artéria oftálmica que se encontra por baixo do nervo, no interior do canal óptico. Depois, já próximo da cavidade orbitária, contorna a sua face externa, cruza a sua face superior e continua do lado interno do olho, prosseguindo neste até o ângulo interno. Relaciona-se ainda com a veia oftálmica, os nervos motores oculares comum e externo, os vasos e os nervos ciliares. O nervo óptico vai ser composto pelos axônios das células ganglionares e por fibras reflexas, pupilares, para a coordenação da musculatura intrínseca do olho. Contém, ao centro, as fibras musculares, acompanhadas por dentro pelas fibras da retina nasal, e, por fora, pelas fibras da retina temporal.

O quiasma óptico se situa por cima da hipófise, ao nível da porção mais anterior da sela turca. Os seus ângulos ântero-externos continuam com o nervo óptico e os póstero-externos continuam com as fibras ópticas. No quiasma óptico, as fibras decussam parcialmente, ou seja, dispõem-se de maneira oposta em forma de cruz, em que as fibras temporais seguem do mesmo lado sem cruzamento, e as fibras nasais cruzam para o outro lado.

A hipófise, que é também denominada de glândula pituitária, é uma pequena glândula com cerca de 1 cm de diâmetro, que se aloja na sela túrcica, ou fossa hipofisária, do osso esfenoide, na base do cérebro, estando localizada abaixo do hipotálamo e, posteriormente, ao quiasma óptico, sendo ligada ao hipotálamo pela haste pedúnculo hipofisário, ou infundíbulo, e envolvida pela dura-máter, exceto o infundíbulo. Ela é considerada uma glândula mestra, pois secreta hormônios que controlam o funcionamento de outras glândulas, com grande parte das suas funções sendo reguladas pelo hipotálamo. Sob o ponto de vista fisiológico, a hipófise é dividida em duas partes distintas: o lobo anterior, que também é denominado de adenoipófise, e que possui origem de células epiteliais, secreta os hormônios que controlam o funcionamento de outras glândulas endócrinas, quando são estimuladas a isso pelos hormônios do hipotálamo; e o lobo posterior, que também é denominado de neuro-hipófise, e que possui origem nervosa, mas que somente exerce a função de armazenar os hormônios produzidos pelo hipotálamo. Entre estas duas partes existe uma zona que é pouco vascularizada, denominada de parte intermédia, mas que é praticamente ausente nos seres humanos, enquanto é bem desenvolvida e funcional nos outros animais, prova inconteste da evolução de todos os seres.

A sela turca, ou sela túrcica, é uma fosseta em forma de “sela árabe”, localizada na face superior ou cerebral do esfenoide, que é o osso mais complicado do corpo humano, onde se encontra alojada a hipófise. Tem um pouco mais de um centímetro de diâmetro, sendo rodeada por quatro pequenas saliências ósseas denominadas de apófises clinoides, e, à frente, por uma pequena saliência mamelonada denominada de tubérculo da sela, que a separa da goteira óptica.

Já a fita óptica emerge do quiasma óptico, passa em volta do pedúnculo cerebral e se dirige para o corpo geniculado externo do tálamo. Algumas fibras seguem para o núcleo pré-tectal e o colígulo superior, estando relacionadas com os reflexos fotomotores. Cada fita óptica contém fibras nasais contralaterais e temporais homolaterais. Assim, em conformidade com os seus destinos, podem se distinguir quatro tipos de fibras nas vias ópticas, que são as seguintes:

  1. Fibras retino-hipotalâmicas: são as que se destacam do quiasma óptico e ganham o núcleo supraquiasmático do hipotálamo, sendo importantes para a regulação dos ritmos biológicos;
  2. Fibras retino-tectais: são as que ganham o colículo superior através do braço do colículo superior e estão relacionadas com certos reflexos de movimentos dos olhos ou das pálpebras, que são desencadeados por impulsos visuais;
  3. Fibras retino-pré-tectais: são as que ganham a área pré-tectal através do braço do colículo superior e estão relacionadas com os reflexos fotomotor direto e consensual;
  4. Fibras retino-geniculadas: são consideradas pelos neurofisiologistas como sendo as mais importantes, pois somente elas se relacionam com a visão biológica, já que terminam por fazer sinapses com os quatro neurônios da via óptica, que se localizam no coro geniculado lateral

O pedúnculo cerebral se caracteriza como sendo dois grandes feixes de fibras com origens nos hemisférios cerebrais, mas divergem deste e têm como limite inferior a porção mais rostral da porção caudal do mesencéfalo, que é constituinte do tronco cerebral. São constituídos por fibras descendentes corticopônticas e corticoespinhais.

O corpo geniculado externo fica situado na porção posterior do tálamo. Os axônios dos neurônios do corpo geniculado externo constituem a radiação óptica que passa pela porção retro-lenticular da cápsula interna e terminam na área visual primária, ou área 17 de Brodman, situada nos lábios do sulco calcarino. Mas nem todas as fibras da radiação óptica atingem o córtex pelo mesmo trajeto. As fibras que estão mais internas vão se situar mais anteriormente no córtex, seguindo um curso quase retilíneo para trás, em direção ao lobo occipital. Já as fibras que estão mais externamente vão se situar mais posteriormente no córtex, dirigindo-se inicialmente para a frente, em direção ao polo temporal, encurvando-se e voltando em direção ao lobo occipital, onde terminam. Forma-se assim uma alça, a alça temporal, ou de Meyer, em relação com a parte anterior do corno inferior do ventrículo lateral. A presença desta alça explica o fato de que tumores do lobo temporal, situados à frente do nível em que se localizam os corpos geniculados externos, podem comprimir e lesar a radiação óptica, resultando em alterações dos campos visuais.

O córtex cerebral corresponde à camada mais externa do cérebro dos vertebrados, sendo o local do processamento neuronal mais sofisticado e distinto, pelo fato de ser rico em neurônios, por isso desempenha um papel central em funções complexas do cérebro, tais como no processamento do sentimento, da percepção, do pensamento, da compreensão, da consciência, da coordenação, da memória, da atenção, da linguagem, etc.

Em animais com capacidade cerebral mais desenvolvida, o córtex forma sulcos para aumentar a área do processamento neuronal, minimizando a necessidade do aumento do volume. É constituído por cerca de 20 bilhões de neurônios, que parecem organizados em agrupamentos denominados de microcolunas, sendo formado por massa cinzenta, que é a responsável pela realização dos movimentos no corpo humano.

Todo e qualquer estudioso que se dedica aos estudos mais transcendentais, por isso situados acima das religiões e das ciências, são cientes acerca do binômio potência e ato. A potência representa o poder, que é adquirido por intermédio dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, através da propriedade da Força, onde se encontra o magnetismo. E o ato representa a ação, que é adquirida por intermédio das experiências físicas acerca da sabedoria, através da propriedade da Energia, onde se encontra a eletricidade.

É no córtex, pois, que o corpo carnal recebe os conhecimentos, que são processados e integrados a outros conhecimentos, dando ao ser humano a potência, ou o poder, que naturalmente vai corresponder ao ato, ou a ação.

Daí a razão pela qual os estudiosos virem afirmar que o córtex é o local de representações simbólicas, pelo fato de ignorarem as razões de tudo isso. Então virem afirmar também que ele é a sede da razão, quando, na realidade, não sabem sequer o que sejam a verdade e a sabedoria, quanto mais a razão, que coordena a ambas. E materializados como são, e como sempre foram, afirmam ainda que se não houvesse o córtex não haveria a linguagem, a percepção, a compreensão, a emoção, a cognição e a memória, como se tudo isso fosse próprio dos neurônios, da massa cinzenta, e não do espírito, que através da sua alma recebe e transmite a tudo isso, por intermédio dos seres celulares, no caso os neurônios.

O osso occipital é um osso membranoso em forma de disco situado na parte traseira, a posterior, e inferior do crânio. Possui uma abertura oval, o forame magno, ou foramen magnum, situado ântero-medialmente na base do osso occipital, por meio do qual a cavidade craniana se comunica com a coluna vertebral. A região delimitada pelo forame magno, além de ser o local de comunicação entre a cavidade craniana e o canal vertebral, é também onde a medula espinhal se converte em medula oblonga, contínua com o bulbo do tronco encefálico. Pelo forame magno passam as meninges, raízes espinhais do XI par craniano, os nervos acessórios, ramos meníngeos do primeiro ao terceiro nervos cervicais, artérias vertebrais e artérias espinhais anteriores e posteriores, a membrana tectória e os ligamentos alares. Vejamos mais um pouco acerca do forame magno sob o aspecto anatômico.

Em anatomia, o forame magno é a grande abertura através do osso occipital localizada no centro da fossa posterior do neurocrânio, sendo ele o maior dos forames do crânio. Nos seres humanos, ele fica em uma posição inferior em relação à posição que ocupa nos grandes macacos, prova incontestável da nossa descendência, através da própria neuroanatomia, mas que os estudiosos relutam em aceitar, por serem renitentes ao cúmulo da estupidez. Assim, os músculos do pescoço não precisam ser tão robustos para manter a cabeça ereta. E mais: as comparações da posição do forame magno em quase todas as espécies de hominídeos determinam, sem qualquer equívoco, o quão confortável se encontrava uma espécie em particular quando caminhava como bípede, demonstrando assim uma mudança de comportamento de quando éramos quadrúpedes.

Por fim, para completar a compreensão da visão biológica, pelo menos nos seus aspectos principais, em um breve relato, temos que ter uma pequena noção da óptica.

A óptica, cuja derivação da palavra é denominada de ótica, é um ramo da parcela do Saber denominada de Física que estuda a luz e os seus mecanismos de propagação, abrangendo a raiação eletromagnética, visível ou não. É a óptica, então, quem deve explicar tudo aquilo que se relaciona com a reflexão, a refração e a difração, portanto, tudo aquilo que interage entre a luz e o meio, entre outras explicações correlatas.

Este ramo da Física estuda os mecanismos que envolvem tanto a luz visível à visão biológica, como as luzes invisíveis a esta visão, tais como a luz infravermelha e a luz ultravioleta. Entretanto, como a luz é um raio eletromagnético, que se propaga através de ondas, mecanismos análogos ocorrem com os raios X, as micro-ondas, as ondas de rádio, e outras formas de ondas eletromagnéticas. Neste caso, a óptica pode também se enquadrar como sendo uma disciplina relacionada diretamente como o eletromagnetismo. Alguns mecanismos ópticos dependem da natureza da luz, quando, neste caso, para os estudiosos do assunto, a óptica se relaciona com a mecânica quântica.

Segundo o modelo para a luz utilizada, distinguem-se alguns ramos por ordem crescente de precisão, com cada ramo utilizando um modelo simplificado conforme seja empregado, da seguinte maneira:

ÓPTICA GEOMÉTRICA

É o ramo que trata a luz como sendo um conjunto de raios que cumprem o princípio de Fermat, que, em óptica, é um princípio do tipo extremo que estabelece que “A trajetória percorrida pela luz ao se propagar de um ponto a outro é tal que o tempo gasto em percorrer a essa trajetória é mínimo”. Mas para os estudiosos, este enunciado não é completo, pois não se aplica em todos os casos, existindo uma forma moderna do princípio de Fermat, que diz que “A trajetória percorrida pela luz ao se propagar de um ponto a outro é tal que o tempo gasto para percorrer a essa trajetória é estacionário a respeito das possíveis variações de trajetória”. Esta forma moderna não completa o princípio de Fermat, pois ela diz respeito aos elétrons, que não são raios de luz, como já visto e como veremos mais adiante, ao tratarmos da eletrosfera. A óptica geométrica se utiliza no estudo da transmissão da luz por meios homogêneos, tais como lentes, espelhos, etc., a reflexão e a refração. Compreende o estudo de fatos relativamente simples, utilizando a construção geométrica e as leis empíricas, representando o percurso retilíneo dos raios de luz. Ela classifica dois tipos de corpos: 1) Os corpos que produzem e emitem luz, que são denominados de corpos luminosos, ou de fontes primárias de luz; 2) E os corpos que enviam a luz que recebem, aqueles que não produzem luz, que são denominados de corpos iluminados, ou de fontes secundárias de luz.

ÓPTICA ONDULATÓRIA

É o ramo que considera a luz como sendo uma onda plana, tendo em conta a sua frequência e o seu comprimento de onda. A óptica ondulatória se utiliza do estudo da difração e da interferência.

ÓPTICA ELETROMAGNÉTICA

É o ramo que considera a luz como sendo uma onda eletromagnética, explicando assim a reflexão e a transmissão, assim como os fenômenos de polarização e anisotrópicos.

ÓPTICA QUÂNTICA

É o ramo que considera o estudo quântico da interação entre ondas eletromagnéticas e a matéria, no que a dualidade onda-corpúsculo exerce um papel fundamental.

No que se refere à óptica quântica, ocorre um grande equívoco que deve ser devidamente esclarecido para todos os estudiosos do assunto. O estudo quântico da interação entre ondas eletromagnéticas e a matéria é falso, uma vez que a matéria não existe. O que existe, na realidade, são as interações entre raios eletromagnéticos, que se propagam através de ondas, sejam através do Sol ou de outras fontes, que permitem a visão biológica. Ou, então, raios eletromagnéticos emitidos por seres entre si, ou por seres que se encontram em interação entre si, formando corpos e outros seres, ou seres que se encontram em interação entre si, formando corpos e outros corpos, que permitem a visão astral.

A explicação para isso é que todos os seres evoluem por intermédio da propriedade da Força, que contém o magnetismo, e por intermédio da propriedade da Energia, que contém a eletricidade, e quando estas duas propriedades se combinam através dos fluidos, é óbvio que contém o eletromagnetismo. Então todos os seres possuem os seus corpos fluídicos, que emitem vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas, que emanam das suas auras em forma de raios de luz. Quando os seres se encontram interagindo entre si, eles formam um corpo, que por sua vez possui a sua própria aura, que é o somatório das auras de todos os seres que o estão formando, assim como a Terra tem a sua própria aura, mas todos os seres que formam esse corpo continuam a vibrar magneticamente, radiar eletricamente e a radiovibrar eletromagneticamente, dando a falsa impressão da existência da matéria. É por meio das vibrações magnéticas, das radiações elétricas e das radiovibrações eletromagnéticas, portanto, que vamos encontrar a visão astral que diz respeito ao corpo fluídico. No caso dos seres humanos, é por meio das raiações de luz que vamos encontrar a visão astral que diz respeito ao corpo de luz.

As ondas de luz emitidas por intermédio das vibrações magnéticas, das radiações elétricas e das radiovibrações eletromagnéticas, em seu conjunto, são provenientes dos corpos fluídicos, emanando das auras dos seres, pois que dizem respeito às propriedades da Força e da Energia. Em sendo assim, elas são diferentes dos raios de luz, que são provenientes dos corpos de luz, emanando das auréolas dos espíritos, pois que dizem respeito à propriedade da Luz, por isso não são eletromagnéticos, sendo, simplesmente, luz, a mais pura luz que pode existir.

A mecânica quântica é a teoria física que obtém sucesso no estudo dos sistemas físicos, cujas dimensões se encontram abaixo ou acima da escala atômicas, mas ambas as dimensões estando próximas a ela, tais como os elétrons, os prótons e outras partículas subatômicas, que se encontram abaixo da escala atômica, e que representam justamente as trocas de acervos entre os seres menos evoluídos, tais como os átomos, ou os seres atômicos, geralmente com a interveniência dos seres moleculares; muito embora possam descrever também fenômenos macroscópicos em outros casos.

Estando, pois, equivocada em seus primeiros fundamentos, pelo fato de considerar a existência da matéria, os estudiosos do assunto consideram a mecânica quântica como sendo um ramo fundamental da Física, com vasta aplicação, em virtude dos seres e dos elementos que representam as trocas dos seus acervos se comportarem em conformidade com aquilo que eles imaginam, mas que eles não explicam nada que esteja em acordo com a realidade.

Para esses estudiosos, a teoria quântica fornece descrições precisas para muitos fenômenos previamente inexplicados, tais como a irradiação térmica e as órbitas estáveis dos elétrons, mas o problema é que não existe descrição precisa de coisa alguma, pelo menos de acordo com a realidade, e como não existe a descrição precisa de coisa alguma, é óbvio que também não existe a sua devida explicação, mas que o Racionalismo Cristão descreve e explica de acordo com a realidade da natureza, portanto, de acordo com a realidade universal.

A irradiação térmica, ou radiação térmica, ou radiação de corpo negro, é considerada pelos estudiosos como sendo a radiação eletromagnética emitida por um corpo em qualquer temperatura em que ele se encontre, constituindo assim uma forma de transmissão de calor, ou seja, por meio deste tipo de radiação ocorre a transferência de energia térmica na forma de ondas eletromagnéticas. Os exemplos de radiações térmicas incluem a luz visível à visão biológica, a luz infravermelha emitida por uma lâmpada incandescente, a radiação infravermelha emitida por animais e detectada por câmeras de infravermelho, e, também, as micro-ondas cósmicas.

Não devemos esquecer que a óptica geométrica classifica dois tipos de corpos:

  1. Os corpos que produzem e emitem luz, que são os corpos luminosos, ou de fontes primárias de luz;
  2. Os corpos que enviam a luz que recebem, aqueles que não produzem luz, que são denominados de corpos iluminados, ou de fontes secundárias de luz.

Mas toda essa luz tem origem no eletromagnetismo, que se propaga em forma de ondas.

Os corpos luminosos são justamente os corpos que possibilitam a visão biológica dos outros corpos ou dos seres, proporcionando a iluminação para o meio onde está sendo emitida, como o Sol, que produz a luz natural, a chama de uma vela, ou mesmo qualquer corpo sendo aquecido a partir de uma certa temperatura pode se tornar luminoso, por isso produz a luz artificial.

Já os corpos iluminados são justamente os corpos que recebem a luz natural ou artificial e que assim possibilitam as suas visões biológicas, sendo, portanto, os corpos que não possuem a capacidade de emitir luz própria, pois apenas refletem a luz que recebem, como o próprio ser humano, ou outra coisa qualquer.

A visão biológica, portanto, é aquela que possibilita a visão dos seres e dos corpos por intermédio dos corpos luminosos. Enquanto que a visão astral do corpo fluídico é aquela que possibilita a visão dos seres e dos corpos por intermédio das vibrações magnéticas, das radiações elétricas e das radiovibrações eletromagnéticas, que emanam das auras de todos os seres, por conseguinte, das auras de todos os corpos, já que todos os corpos são formados por seres.

Em relação às órbitas estáveis dos elétrons, deve ser esclarecido que a mecânica quântica recebe a esta denominação pelo fato de os estudiosos considerarem que ela prevê um fenômeno bastante conhecido por aqueles que lidam com a Física: a quantização; como no caso do que eles denominam de estados ligados. O estado ligado é um estado em que o sistema físico não possui a energia suficiente para perder a sua configuração, que, em geral, possui energia total negativa, em que a Terra orbitando em torno do Sol é um exemplo, pois como a energia cinética da Terra é bem menor que a energia necessária para escapar, ela permanecerá orbitando por um tempo indeterminado ao redor do Sol, pois que os estudiosos ignoram que o Sol é formado pelas propriedades da Força e da Energia, sendo, portanto, uma estrela, que fornece uma das coordenadas do Universo, em que diversos mundos se encontram sob a sua égide.

E assim, os estudiosos afirmam o mesmo de um elétron que orbita em torno de um núcleo positivo, considerando que em ambos os casos é correto afirmar que o sistema ocupa um estado ligado. No caso dos estados ligados, como no exemplo de um elétron orbitando em torno de um núcleo positivo, a mecânica quântica prevê que a energia do elétron deve ser quantizada, com este fenômeno sendo completamente diferente do que prevê a teoria clássica. Mas antes que eu proceda a devida explicação acerca dos elétrons girando em torno do seu núcleo, vejamos primeiro o que seja a quantização.

Em processamento de sinais, a quantização é o processo de atribuição de valores discretos para um sinal cuja amplitude varia entre inúmeros valores, e não entre valores infinitos, como assim pensam os estudiosos, que ainda não conseguem formar uma concepção realística acerca do que seja o infinito. O processamento de sinais consiste na análise e ou modificação de sinais utilizando a teoria fundamental, aplicações e algoritmos, de modo a extrair informações dos sinais e ou torná-los mais apropriados para alguma aplicação específica, cujo processamento pode ser realizado de modo analógico ou digital. O processo de sinais utiliza a Matemática, a estatística, a computação, a heurística e representações linguísticas, formalismos e técnicas de representação, modelagem, análise, síntese, descoberta, recuperação, detectação, aquisição, extração, aprendizagem, segurança e forense. Os objetos de interesse do processamento de sinais podem incluir sons, imagens, séries temporais, sinais de telecomunicações, como sinais de rádio, e muitos outros.

Na parcela do Saber denominada de Física, uma grandeza é considerada como quantizada, ou discreta, quando não apresenta valores contínuos. Por exemplo, suponhamos que uma porção de água esteja sendo aquecida em um vasilhame qualquer. Quando o cronômetro se encontra zerado, a água está a 20 graus Celsius. Ela continua sendo aquecida continuamente até atingir aos 80 graus Celsius. Enquanto o tempo passa, a temperatura do vasilhame vai assumindo a todos os valores entre 20 e 80 graus. Em teoria, não existe nenhum valor nesse intervalo pelo qual a porção de água não tenha passado. Quando isso acontece, diz-se que a água foi aquecida continuamente. Se a água deste exemplo é aquecida continuamente, isto quer dizer que todos os valores intermediários de temperatura foram igualmente atingidos em algum momento da transição.

As grandezas físicas são consideradas como sendo quantizadas, quando entre um valor que ela pode assumir e outro valor qualquer, existem os denominados valores proibidos. Por exemplo, a menor energia que um elétron pode possuir ao orbitar em torno de um núcleo de hidrogênio é igual a -13,6 eV, em que eV é o símbolo do elétron-volt. Se este elétron for “aquecido” ele poderá saltar para o nível seguinte com a energia -3,4 eV, mas jamais vai poder possuir uma energia intermediária. Todos os valores de energia entre -13,6 eV e -3,4 eV passam a ser considerados como sendo proibidos, por isso se diz que a energia está quantizada. A quantização de algumas grandezas, como a energia, foi considerada pelos estudiosos de uma importância tão grande para o desenvolvimento da Física, que deu nome à mecânica dos quanta: a mecânica quanta.

Assim como o Sol possui os mundos que se encontram sob a sua égide girando em sua órbita, de maneira análoga os seres atômicos mantêm os elétrons girando em suas órbitas, mais propriamente em suas auras. Mas em relação às órbitas estáveis dos elétrons, os estudiosos teimam em insistir que a eletrosfera não existiria se fossem considerados apenas os efeitos da mecânica clássica, já que os elétrons migrariam para o núcleo, devido a atração do elétron com o próton.

De acordo com a mecânica clássica, ou a Teoria Eletromagnética Clássica de Maxwell, “toda partícula elétrica em movimento emite energia na forma de ondas eletromagnéticas”, ressaltando-se que um tipo de onda eletromagnética é a luz visível. Em sendo assim, se o elétron, que é uma partícula eletromagnética, estivesse emitindo energia continuamente, a sua velocidade de rotação ao redor do núcleo acabaria diminuindo, e, após certo tempo, o elétron cairia fatalmente sobre o núcleo.

Portanto, a eletrosfera existe em consideração aos resultados da mecânica quântica, pois, diferente da mecânica clássica, o elétron não se comporta como uma partícula eletromagnética, mas sim como um ente quântico, respeitando a dualidade onda-partícula. Essa dualidade implica que cada elétron possui um comprimento de onda de Broglie, possuindo tal comprimento de onda há um caráter ondulatório que satisfaz à equação de Schrödinger.

Desta maneira, a resposta na estabilidade do elétron se encontra no caráter ondulatório deste ente quântico. Assim, o elétron se torna estável, pois ao redor do átomo ele forma ondas estacionárias, assim como em cordas que possuem harmônicos, nós e ventres. Na eletrosfera, a região de maior probabilidade de encontrar o elétron seria no ventre, e a região onde jamais poderia ser encontrado o elétron seria nos nós, exatamente como nas ondas estacionárias.

Em conformidade com a mecânica quântica, as ondas estacionárias são ondas que possuem um padrão de vibração estacionário. Formam-se a partir de uma superposição de duas ondas idênticas, mas que se encontram em sentidos opostos, normalmente quando as ondas estão confinadas no espaço, como ondas sonoras em um tubo fechado e ondas de uma corda com as extremidades fixas. Este tipo de onda é caracterizado por pontos fixos de valor zero, denominados de nodos, e pontos de máximo também fixos, denominados de antinodos. São ondas resultantes da superposição de duas ondas da mesma frequência, da mesma amplitude, do mesmo comprimento de onda, na mesma direção, mas em sentidos opostos.

Mas acontece que os estudiosos ignoram que os seres atômicos possuem parcelas das propriedades da Força e da Energia, que formam os seus corpos fluídicos, os quais contêm o magnetismo, a eletricidade e o eletromagnetismo, por isso eles emitem vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas, que emanam das suas auras, sendo através delas que eles realizam as suas trocas de acervos.

Na evolução por intermédio das propriedades da Força e da Energia, essas trocas de acervos entre os seres atômicos se realizam por intermédio dos elétrons, que são os resultados das suas vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas, sendo por isso que o elétron não perde energia, assim como também não perde força, e nem as suas combinações, daí a natureza do seu eletromagnetismo, uma vez que as suas trajetórias orbitais não dependem deles, mas sim diretamente dos seres atômicos, já que deles são provenientes. Do mesmo modo que as trajetórias orbitais dos planetas não dependem deles, mas sim diretamente do Sol, já que os seres que formam os diversos planetas são provenientes do Ser Total, assim como também do Sol, no que diz respeito às parcelas das propriedades da Força e da Energia, que foram adquiridas inicialmente, em suas primeiras formações, assim como posteriormente, no decorrer do processo da evolução, sendo estas parcelas completadas por intermédio das interações que ocorrem entre todos os seres.

Quando um ser atômico adquire determinadas parcelas das propriedades da Força e da Energia, no decorrer do processo da evolução, estas parcelas passam a fazer parte integrante do seu acervo evolutivo, compondo o seu corpo fluídico, e assim acontece com os demais seres atômicos, assim como também com os seres moleculares e todos os demais seres, justamente para que possam ocorrer as interações entre todos eles. Por isso, esses acervos adquiridos no decorrer do processo evolutivo têm que ser compartilhados entre todos os seres em suas interações, daí a obrigatoriedade das interações entre todos os seres, para que através dessas interações possam ocorrer as trocas desses acervos. No caso dos seres atômicos, eles realizam as trocas dos seus acervos por intermédio dos elétrons, como já dito.

Assim, quando eles fornecem os seus acervos adquiridos, eles produzem os seus próprios elétrons, que são os resultados das parcelas das propriedades da Força e da Energia que foram por eles adquiridas, por isso os elétrons são magnéticos, elétricos e eletromagnéticos. Desta maneira, os elétrons não recebem força e nem energia de naturezas térmica, elétrica ou luminosa do exterior, como pensam os estudiosos. Daí a razão pela qual os elétrons saltam de uma órbita mais interna para outra mais externa sem que recebam força e energia de qualquer lugar, pois que a força e a energia se encontram na aura, sendo por isso que os estudiosos afirmam que a quantidade de energia recebida é bem definida, que eles calculam em um quantum de energia.

Por outro lado, quando os seres atômicos recebem os acervos adquiridos de outros seres atômicos, foram estes que produziram os seus próprios elétrons, que são os resultados das parcelas das propriedades da Força e da Energia que foram por eles adquiridas. Daí a razão pela qual os elétrons não voltam de uma órbita mais externa para outra mais interna, como assim pensam os estudiosos, mas sim passam de uma órbita mais externa para uma outra mais interna, para que possam formar os nêutrons, em direção ao corpo fluídico, pois que são recebidos de outros seres atômicos. Desta maneira, do mesmo modo que os elétrons fornecidos, esses elétrons não recebem força e nem energia de naturezas térmica, elétrica ou luminosa do exterior, como assim pensam os estudiosos, pois que a força e a energia se encontram na aura, daí a razão pela qual os estudiosos virem a afirmar que eles emitem um quantum de energia, ao qual eles denominam de fóton. Do mesmo modo que os elétrons fornecidos, esses elétrons contêm o magnetismo, a eletricidade e o eletromagnetismo.

Considerando que os elétrons se encontram sob a égide dos seres atômicos, sendo controlados pelas suas auras, que contêm os campos magnético, elétrico e eletromagnético, torna-se fácil compreender por que nos espectros descontínuos aparecem sempre as mesmas raias de cores também bem definidas, onde mais uma vez se pode constatar a interação que existe entre todos os seres, ou entre todas as coisas, neste caso, a força e a energia, que em seu conjunto se torna evidentemente luminosa.

Como se pode constatar através de todos estes fatos, ao girarem em torno das auras dos seres atômicos, e não dos núcleos, que não existem, os elétrons não se encontram obedecendo à mecânica clássica e nem à mecânica quântica, mas sim aos campos magnético, elétrico e eletromagnético formados pelos corpos fluídicos dos seres atômicos, que também se encontram em suas auras, para que assim possam proceder às trocas dos seus acervos entre si.

Façamos uma analogia com as trocas dos acervos adquiridos na espiritualidade, sabendo-se que os espíritos evoluem por intermédio das propriedades da Força, da Energia e da Luz. Eu sou um espírito que pertence à plêiade do Astral Superior, então todo o acervo espiritual por mim adquirido eu me esforço por compartilhar com os meus semelhantes, pois que a minha meta é alcançar a igualdade entre todos, até que todos evoluam em conjunto e consigam alcançar ao âmbito da perfeição, para que assim possamos todos unidos proceder ao nosso retorno para o Criador. Ao contrário dos egoístas, que se esforçam por manter os seus conhecimentos e as suas experiências apenas para si mesmos, assim como as suas descobertas e as suas invenções, negando-se em compartilhar tudo isso com os seus próprios semelhantes, pois que a meta de todos esses seres atrasados é a riqueza, que não levam deste mundo para os seus Mundos de Luz, após a desencarnação, ou então o prestígio pessoal, que apenas os seres humanos mais atrasados prestigiam, pois ignoram que o verdadeiro prestígio se relaciona diretamente com o valor, e o verdadeiro valor só se adquire no âmbito da espiritualidade, através das qualidades adquiridas, e jamais no âmbito da materialidade, uma vez que a matéria não existe.

Então eu escrevo as minhas obras com o objetivo de compartilhar a todo o meu acervo espiritual com os meus semelhantes. Primeiramente, as obras que se referem à explanação de A Filosofia da Administração, que são os Prolegômenos, A Era da Sabedoria, A Cristologia, A Era da Verdade, A Administração de Empresas e A Administração Pública. Posteriormente, eu escrevo as obras que se referem à explanação do Racionalismo Cristão, que são os Prolegômenos, O Método, O Sistema, A Finalidade e O Homem, a Mulher e a Família, para que então possa escrever a obra que diz respeito aos meus ideais para a minha humanidade, além de outras obras correlatas, no site pamam.com.br, tudo em prol do progresso da minha humanidade, em que nessas obras eu tento pôr todo o meu acervo espiritual que foi adquirido no decorrer da minha evolução espiritual.

Torna-se fácil constatar, então, que este meu acervo espiritual transmitido não pode ser adquirido todo de uma única vez, tendo o estudioso que se esforçar por ler obra por obra, assimilando aos poucos os seus conteúdos, apreendendo cada um dos assuntos por vez, até que tudo esteja apreendido em seu corpo mental. Como não poderia ser diferente, foi justamente assim que eu me dispus a ler as obras dos grandes espíritos que encarnaram neste mundo, recebendo deles os seus acervos espirituais. E agora eu estou procedendo ao retorno de todos esses acervos que foram apreendidos em meu corpo mental, estando eles acrescidos do meu acervo espiritual. Assim, estamos todos interagindo uns com os outros, para que então possamos proceder às trocas dos nossos acervos espirituais.

Do mesmo modo, os seres infra-humanos também procedem às trocas dos seus acervos, que correspondem às parcelas adquiridas através das propriedades da Força e da Energia. No caso específico dos seres atômicos, eles também não podem adquirir os acervos dos demais seres atômicos de uma única vez, cujos acervos são representados pelos elétrons, sendo por isso que em conformidade com os postulados de Bohr, ocorre o seguinte:

  1. Os elétrons passam a orbitar ao redor do núcleo atômico — a aura — em um número limitado de órbitas, as quais são bem definidas, que são denominadas de órbitas estacionárias, pois sendo controladas pelo campo eletromagnético dos seres atômicos, eles são obrigados a aguardar o momento propício para os seus deslocamentos;
  2. Movendo-se em uma órbita estacionária sob o controle do campo eletromagnético dos seres atômicos, é óbvio que os elétrons não emitem e nem absorvem força e energia;
  3. Em conformidade com as necessidades, os elétrons produzidos pelos seres atômicos para serem fornecidos a outros seres atômicos saltam de uma órbita estacionária mais interna para outra mais externa, ao receberem um quantum de força e energia, e os elétrons que foram recebidos saltam de uma órbita estacionária mais externa para outra mais interna, retornando o mesmo quantum de energia que haviam recebido dos seres atômicos fornecedores, quando lá eles se deslocaram das órbitas mais internas para as órbitas mais externas.

As órbitas eletrônicas de todos os átomos conhecidos se agrupam em sete camadas eletrônicas, que são denominadas de K, L, M, N, O, P, Q. Em cada uma dessas sete camadas, que se encontram nas auras dos seres atômicos, os elétrons possuem uma quantidade fixa de força e energia, pois que eles possuem o magnetismo, a eletricidade e o eletromagnetismo, por esse motivo as camadas são também denominadas de estados estacionários, ou, então, de níveis de energia, de onde provém a eletricidade, com os estudiosos olvidando da força, de onde provém o magnetismo, e das suas combinações, de onde provêm o eletromagnetismo. Além disso, cada camada comporta um número máximo de elétrons, da seguinte maneira: K — 2; L — 8; M — 18; N — 32; O — 32; P — 18; Q — 2.

É por isso que os fenômenos químicos apenas “arranham” os átomos, como dizem os estudiosos, pois, de um modo geral, as ligações químicas ocorrem na camada eletrônica mais externa dos seres atômicos, a última camada, pois quando dois seres atômicos vão se unir, eles procedem às trocas dos seus acervos, ou seja, trocam elétrons entre si, ou se comportam como se estivessem compartilhando os mesmos elétrons, assim como se os utilizassem em sociedade, tal como que procurando, sempre que possível, atingir a configuração eletrônica estável de um gás nobre, surgindo daí os três tipos mais comuns de ligações químicas: a iônica, a covalente e a metálica.

Posto tudo isso, pode-se afirmar que a visão biológica somente é possível por intermédio dos raios de luz em forma de ondas eletromagnéticas, cujo comprimento de onda esteja incluído em um determinado intervalo dentro do qual o olho humano seja sensível a esses raios de luz. De outro modo, pode-se afirmar que se trata de um raio eletromagnético que se situa entre o infravermelho e o ultravioleta. Assim, as três grandezas básicas da luz, que não são apenas físicas, como assim pensam os estudiosos, mas sim metafísicas, por conter o magnetismo, e físicas, por conter a eletricidade, são provenientes das grandezas de todo e qualquer raio eletromagnético, que são: intensidade, ou amplitude, frequência e polarização, ângulos de vibração, radiação e radiovibração. No caso específico da luz, a intensidade se identifica com o brilho e a intensidade com a cor.

Um raio de luz é a trajetória da luz no espaço e no tempo, e a sua representação indica o local de onde a luz provém, que é a sua fonte, e para onde ela se dirige. Quando a luz se propaga em meio homogêneo, ela percorre trajetórias retilíneas, e quando a luz se propaga em meios não homogêneos, ela pode descrever trajetórias curvas.

A fonte natural de luz visível é o Sol, pois sendo uma estrela, portanto, formado pelas propriedades da Força e da Energia, emite raios de luz cuja maior intensidade se encontra na região definida como sendo visível, o que indica que os olhos da cara se adaptaram ao espectro do Sol. As fontes artificiais de luz são o fogo, que é a rápida oxidação de um corpo liberando luz e calor; os corpos quentes com temperaturas que excedam a 1.000°, cujo fenômeno é denominado de incandescência; os corpos frios, tais como as lâmpadas fluorescentes, mostradores luminosos e receptores de televisão, cujo fenômeno é denominado de luminescência; as reações químicas, cujo fenômeno é denominado de quimiluminescência; os seres vivos, tais como vagalumes e organismo marinhos, cujo fenômeno é denominado de bioluminescência; os cristais, quando são comprimidos, cujo fenômeno é denominado de triboluminescência; e outros.

Eis aqui, portanto, o efeito que ocorre na visão biológica, por intermédio dos raios de luz, que se propagam através das ondas eletromagnéticas, que afetam aos olhos da cara, em que a luz visível impressiona as células do fundo da retina, causando a sensação visual. É sabido que, em determinadas frequências, as ondas eletromagnéticas podem interagir com os seres atômicos e os seres moleculares presentes em organismos considerados como sendo vivos, por ressonância, cujas frequências sejam iguais às das ondas em questão, que recebem a essas oscilações, tais como se fossem antenas de televisão. O efeito sobre os seres atômicos e os seres moleculares depende da intensidade da onda, a amplitude, podendo ir de simples aquecimento à modificação da estrutura do ser molecular.

Já os efeitos das visões astrais são completamente diferentes do efeito que ocorre na visão biológica, embora o processo venha a ser o mesmo, ocorrendo através dos olhos da cara, que inicia todo o processo da visão biológica acima descrito.

A grande diferença é que na visão biológica os olhos da cara são afetados somente pelos raios de luz, que se propagam através das ondas eletromagnéticas, enquanto que em uma das visões astrais os olhos são afetados pelas vibrações magnéticas, pelas radiações elétricas e pelas radiovibrações eletromagnéticas, que são produzidas pelos corpos fluídicos dos espíritos, e que emanam das suas auras. Essas vibrações, radiações e radiovibrações são recebidas pelas células que formam a visão, em que na sinalização celular dos médiuns videntes são transmitidas ao cérebro, daí para a visão astral do ser humano. Por isso, alguns seres humanos encarnam somente com a visão biológica, enquanto outros encarnam com a visão biológica e com essa visão astral. Já na outra visão astral, as células que formam a visão são afetadas pelos raios de luz, que são produzidos pelos corpos de luz e que emanam das auréolas dos espíritos mais evoluídos.

Eis aqui, portanto, a natureza da mediunidade de vidência.

Mas por que os médiuns videntes veem somente os corpos fluídicos e os corpos de luz dos espíritos, mas não veem os corpos fluídicos dos irracionais? Porque os irracionais não possuem o livre arbítrio, por isso, quando desencarnam, ascendem direto para os seus mundos de origem, não permanecendo presos na atmosfera da Terra para serem vistos e nem se deslocando dos seus mundos para este mundo.

Todos os seres humanos que encarnam neste mundo trazem consigo pelo menos a mediunidade de intuição. Os que encarnam com outros tipos de mediunidade, como nos casos de vidência e de audição, assim encarnaram porque elas se fizeram necessárias para os seus progressos espirituais, pois que as suas encarnações foram antes devidamente planejadas, quando eles se encontravam em plano astral superior. Assim, tanto os espíritos mais evoluídos, como também os menos evoluídos, podem encarnar com a mediunidade de vidência, de audição, ou qualquer outra, pois elas não indicam superioridade e nem inferioridade espiritual, apenas revelam as suas necessidades. O próprio Jesus, o Cristo, além da mediunidade de intuição, era também portador da faculdade mediúnica de clarividência, assim como também das faculdades mediúnicas de vidência e de audição, como em relação a estas últimas afirma Antônio Cottas, em sua obra Cartas Doutrinárias – 1991, as páginas 13 e 14, assim:

Sobre a mediunidade de Jesus, diremos que se afirmando sermos todos médiuns, médium tinha que ser aquele, e se consigo trouxe outras faculdades mediúnicas, a vidência e a audição, é porque delas careceu para cumprir com o seu dever. O lugar a que ele se destinava pregar era demais venal, corrupto, e apesar da sua grande espiritualidade, não lhe seria muito fácil se dominar, caso não viesse munido dos elementos precisos para, quando se abeirasse do abismo, sentir e ver o perigo, ouvindo ao mesmo tempo a voz da consciência e a intuição das Forças Superiores, as quais velavam o desiderato da sua obra.

As armas do espírito são invisíveis aos olhos do corpo (à visão biológica, digo eu), portanto, tenhamos a certeza do que é a vida e de que cada um trará aquilo de que carecer para lutar e vencer.

Saibamos ver sempre as almas ao serviço do progresso, pondo de lado as suas fraquezas quando agrilhoadas à matéria.

Jesus, se não fora a faculdade que tinha de ver e ouvir os espíritos, teria falido antes de encetar a sua obra e não falaria com a convicção que falou a Hanã, a José Caiafa, a Pilatos, o representante de César, enfim, perante o Sinédrio e Antipas.

Acompanhava-o sempre a confiança em si, que lhe dava a certeza de uma outra vida, e que, portanto, era preferível a tortura à covardia, ou desdizer a verdade.

Foi, pois, precisa a vidência a Jesus e sê-lo-á a todas as grandes almas em certos momentos críticos, não tendo a certeza do que são e devem ser (grifo meu), como para felicidade nossa já sabem os esclarecidos pelo Astral Superior e que têm por dever de não mais se deixarem ludibriar espiritualmente, visto saberem o que são e o que valem, quando agindo dentro dos salutares Princípios da Doutrina”.

Note-se que se encontra grifada a afirmativa de Antônio Cottas de que a mediunidade de vidência é necessária “a todas as grandes almas em certos momentos, não tendo a certeza do que são e devem ser”. Eu sou um espírito integrante da plêiade do Astral Superior, sendo ainda um dos dois expoentes da nossa humanidade, em que Luiz de Mattos é o outro expoente. Ele é o nosso veritólogo maior, enquanto que eu sou o nosso saperólogo maior, por isso consegui unir, irmanar, congregar, a Veritologia e a Saperologia, fazendo emergir a Ratiologia, quando então me tornei o primeiro ratiólogo da nossa humanidade.

Luiz de Mattos encarnou para fundar o Racionalismo Cristão, em sua forma de doutrina, tendo desafiado o mundo pensante para provar que todo ele estava errado, em relação aos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, por conseguinte, demoliu com todas as ciências, notadamente em sua base experimental, que não tinha como fonte a verdade, sem sequer cogitar da sua existência. Eu também encarnei nessa mesma época em que encarnou Luiz de Mattos, como Ruy Barbosa, em obediência ao plano de espiritualização da nossa humanidade, a fim de preparar alguns fatos que seriam de fundamental importância para a minha próxima encarnação. E agora eu me encontro aqui novamente neste mundo, desta vez encarnado como Pamam, a fim de realizar as devidas experiências científicas acerca da baixa e da alta espiritualidades, para que assim pudesse comprovar cientificamente a todos os conhecimentos metafísicos acerca da verdade transmitidos por Luiz de Mattos e os seus seguidores.

A minha missão neste mundo, portanto, consiste em explanar A Filosofia da Administração e a doutrina do Racionalismo Cristão, completando-a com o método, o sistema e a finalidade, que são os requisitos fundamentais exigidos pela Saperologia, em que estes prolegômenos postos nesta obra são de fundamental importância para a compreensão de todas as minhas obras, para que assim eu possa fixar os meus ideais na face da Terra, desincumbindo-me de muitos outros encargos que pesam sobre os meus ombros. Por isso, Luiz de Mattos é o fundador do Racionalismo Cristão, e eu sou o seu explanador. E na condição de explanador da doutrina do Racionalismo Cristão, a sua própria doutrina tinha por obrigação preparar o meu retorno para este mundo, através das intuições aos seus doutrinadores advindas do Astral Superior, como deverei comprovar sem qualquer sombra de dúvida, no decorrer de toda a minha explanação.

Há de se convir o seguinte: estamos lidando com o plano de espiritualização da nossa humanidade, tendo sido este plano elaborado pelo espírito que se deslocou da sua humanidade para a nossa humanidade com esse desiderato, em que aqui encarnou como Hermes, no Egito, como Krishna, na Índia, como Confúcio, na China, como Platão, na Grécia, e, por fim, como Jesus, na Palestina, quando então alcançou a condição do Cristo, atuando intensamente na consecução do seu fabuloso plano. Nesse seu fabuloso plano de espiritualização da nossa humanidade, a própria História registra as encarnações dos espíritos que formam a plêiade do Astral Superior, assim como as de outros que também integram o Astral Superior, expostas nas obras que revelam claramente as suas maiores mentalidades, por isso eles são considerados como sendo os grandes vultos que passaram por este nosso mundo-escola. No contexto desse fabuloso plano de espiritualização da nossa humanidade, o fundador e o explanador do Racionalismo Cristão representam os seus dois eixos-diretores, daí a razão pela qual Luiz de Mattos e este simples escriba somos os dois expoentes da nossa humanidade.

Esta breve exposição, que pode ser considerada como uma resumida digressão, foi posta apenas para comprovar que eu sou uma grande alma, pois caso assim não fosse, eu não seria o explanador de tão bela doutrina, a única que conseguiu transmitir a verdade para este mundo. Sendo, portanto, uma grande alma, eu careci da mediunidade de vidência em certos momentos críticos da minha vida, quando na passagem da fase juvenil para a fase adulta, não tendo a certeza do que era e do que deveria ser, como afirmou Antônio Cottas, quando a minha própria vida foi posta em risco. E é um destes fatos que aqui vou expor, logo abaixo.

Tendo que realizar experiências científicas no contexto tanto da baixa como da alta espiritualidades, eu teria ao mesmo tempo que necessariamente chafurdar na lama infecta do ambiente terreno, para sentir os problemas do mundo em minha própria alma, portanto, todo o mal nele existente, para que então depois pudesse resolvê-los, concebendo, por conseguinte, todo o bem em contrapartida ao mal. Nesse meu desiderato, eu teria fatalmente que ser provocado de todas as maneiras, inclusive para as contendas corpo a corpo, sem que delas pudesse me furtar, embora sem jamais provocá-las.

Certa vez eu fui a um baile na sede do América Futebol Clube, cujo clube eu era jogador de futebol, do quadro juvenil, atuando na posição de goleiro. Em lá chegando, encontrei-me com o meu irmão mais velho, o Reuben, e mais três amigos, o Eduardo, o seu irmão Henrique e o Pedro, a quem chamávamos carinhosamente de Pedoca. Como era de hábito, eu passei a rodear entre as mesas, a fim de que pudesse visualizar as garotas mais atraentes que se encontrassem disponíveis, ou seja, sem a companhia dos namorados, para depois convidá-las para dançar, começando pelas mais atraentes.

Nesse meu rodear entre as mesas, quando passava de um lado para o outro do salão de festas, em frente ao palco em que se encontrava uma banda de música a tocar músicas da jovem guarda, um rapaz alto, esguio, meio alourado, com os cabelos caindo sobre a testa, postou-se propositalmente à minha frente, impedindo a minha passagem. Derivei para o lado esquerdo e tentei continuar o meu caminho, mas ele se postou novamente à minha frente. Derivei para o lado direito e tentei continuar o meu caminho, mas ele mais uma vez se postou à minha frente. Desde o início eu já sabia que a pretensão desse rapaz era causar confusão, mas, de qualquer modo, eu tentei todas as alternativas de passagem. Provocar qualquer confusão jamais, mas ser provocado além da conta eu não admitia. Animoso como sempre fui, olhei para ele e exclamei de um modo um tanto quanto rude:

— Cara, você não vai sair do meio não!

Ele então respondeu, assim:

— Vou não. O que é que você vai fazer?

Eu nada respondi. Mas tentei a passagem, mesmo com ele se pondo à minha frente, mas sem esboçar qualquer gesto mais brusco que pudesse ser interpretado como agressão, ou como sinal de início de briga, apenas tentando afastá-lo do meu caminho.

Ele então, de repente, segurou firmemente os meus cabelos com a mão esquerda e tentou me golpear com a mão direita. Eu não esbocei qualquer reação na tentativa de soltar a sua mão esquerda dos meus cabelos, pois sabia ser em vão, posto que eles estavam firmemente seguros, deixando a minha cabeça ir para o mesmo sentido em que a sua mão exercia a força sobre ela, através dos cabelos, mas evitando que ele me golpeasse com a mão direita. Estranhando a este meu comportamento, ele puxou os meus cabelos para cima, a fim de que pudesse observar o meu semblante, tendo eu obedecido a esse seu comando. Eu até pude observar a expressão dos seus olhos olhando para mim, antes de lhe desfechar um poderoso chute à altura das costelas, do seu lado esquerdo. Ele, então, soltou os meus cabelos e levou as duas mãos ao estômago. Grave erro! Estando ele com as duas mãos sobre o estômago, desfechei-lhe um potente soco direto de direita, indo ele ao solo todo ensanguentado. Constatando que ele não reunia mais as condições necessárias para dar continuidade ao combate, não mais o agredi, retirando-me para o banheiro, pois que o seu sangue havia espirrado em mim com certa abundância, e eu precisava me lavar.

Após me lavar, no momento em que ia me retirando do banheiro, o rapaz entrou amparado por vários amigos, estando ele todo ensanguentado. Não dei qualquer importância ao fato, e me dirigi novamente para o salão de festas. No entanto, a costura interna da minha calça do lado da perna direita havia se soltado quase que por completo, razão pela qual eu não podia mais dançar. Então eu juntei duas mesas próximas ao salão que se encontravam desocupadas, pus uma cadeira entre elas, apoiei o braço direito sobre uma e o braço esquerdo sobre a outra, e fiquei sentado apreciando a festa, observando os casais que se encontravam a dançar, rodopiando pelo salão de festas.

Após alguns minutos, senti os dedos de alguém que se encontrava por trás de mim tocando o meu ombro direito. Olhei para trás e vi um rapaz moreno, alto, muito forte, com o semblante dando a aparência de que ali se encontrava para tomar satisfações comigo, estando ele acompanhado de vários amigos, cuja quantidade parecia somar entre doze e quinze rapazes, em que ele era o chefe ou o líder de todos eles. Levantei-me, coloquei a cadeira para trás, estando bem ciente da situação, mesmo assim disse para ele:

— Pode falar o que você tem para dizer.

Ele, então, impostando uma voz irônica e sarcástica na voz, demonstrando no semblante que era o senhor da situação, indagou em um tom ameaçador, como se ali estivesse para tomar as devidas providências, como vingança:

— Foi você quem fez isso com o meu amigo? — apontando com a cabeça para o seu amigo que eu havia chutado e esmurrado, o qual se encontrava ao seu lado.

— Foi sim! — exclamei com firmeza.

Ao mesmo tempo, eu apoiei as duas mãos sobre as mesas que se encontravam ao meu lado e lancei os dois pés contra o seu tórax, pois não poderia permitir que ele me golpeasse em primeiro lugar, o que fatalmente ele o faria. A seguir, pulei para trás, afastei de costas para a outra extremidade do salão de festas, e me preparei para enfrentar a todos eles, que também adentraram no salão de festas, postando-se na outra extremidade. Todos os dançantes saíram correndo em polvorosa. O baile acabaria ali.

Eu não podia esperar que todos eles viessem ao meu encontro para me agredir, ao mesmo tempo, pois isto seria fatal para mim. Então resolvi tomar a iniciativa do combate, partindo decidido em direção a eles, correndo com rapidez, e, quando bem próximo, ao invés de fazer valer as mãos, saltava para o alto e fazia valer os pés, retornando de imediato para o local em que antes havia me posicionado, isto por algumas vezes. A briga, então, generalizou-se, uma vez que o meu irmão e os meus três amigos também entraram na rixa, obviamente que do meu lado, como não poderia deixar de ser. Mas, mesmo assim, os números eram desiguais.

Eu estava de olho em todos os meus adversários, concentrado em todos eles, por isso não pude evitar quando alguém que não pertencia à turma adversária, chegou por trás e me aplicou uma “canga chinesa”, deixando-me imobilizado. Nesta ocasião, uns dois ou três adversários se encontravam a uns dois metros de distância de mim, mas o meu amigo Pedoca se encontrava à minha direita. Eu então gritei para ele:

— Vamos, Pedoca, dá uma “porrada” nesse cara que está me segurando, então esses caras vão me encher de “porrada”!

Mas o Pedoca ficou parado, apenas olhando para mim e para quem estava me segurando. Olhei para os dois ou três adversários que estavam à minha frente. E eles, assim como o Pedoca, ficaram parados, apenas olhando para mim e para quem estava me segurando, do mesmo modo. Olhei de relance para ver quem estava me segurando, era um soldado da polícia militar, que estava acompanhado de um colega, de alguns seguranças, e, também, do presidente do clube. A briga parecia que havia terminado nesse momento. O soldado me soltou e a seguir fui escoltado para fora do clube.

Estando fora do clube, sozinho, pois o meu irmão e os meus amigos não tinham sido expulsos, dirigi-me a um carrinho de pipoca que se encontrava na calçada a uns três metros do portão do clube, do lado esquerdo de quem sai. Na calçada, próximo ao carrinho de pipoca, virei-me para observar o movimento da entrada do clube, quando me vi rodeado por todos os meus adversários, que haviam saído para continuar a briga, enquanto o meu irmão e os meus três amigos haviam ficado dentro do clube.

Estava assim encurralado, pois não tinha espaço nem para atacar e nem para me defender, como no salão de festas. Eu nem sequer podia correr, pois estava encostado na parede, tendo do lado esquerdo o carrinho de pipoca, e, do lado direito e à frente, os meus adversários. Mas algo eu teria que fazer, e sabia o que seria. Investi contra o adversário que se encontrava mais próximo de mim, segurei-o pelo pescoço com o braço esquerdo, e o arrastei para que nós ficássemos encostados na parede e no carrinho de pipoca, que formavam um ângulo de noventa graus, para que assim ele pudesse me servir de escudo. A confusão foi geral. Os doze ou quinze adversários investiram furiosamente contra mim, tentando de todas as maneiras me golpear, enquanto eu permanecia segurando firmemente pelo pescoço daquele que estava me servindo de escudo, e com a mão direita e as duas pernas tentava de todas as maneiras contragolpear, pois o importante era sempre combater, jamais esmorecer.

Após algum tempo, que não me lembro quanto, vendo aquela extrema covardia, os dois soldados da polícia militar, juntamente com os seguranças, saíram do clube e puseram fim a essa tentativa de massacre, por isso eu saí ileso, sem qualquer machucado. Mas já que eles pretendiam dar continuidade à briga, não querendo pôr um fim na confusão, que assim fosse, mas eu não podia enfrentar sozinho, corpo a corpo, uma turma de uns doze ou quinze rapazes. Então eu peguei um táxi e me dirigi até a minha residência. Em lá chegando, troquei de roupa, vestindo um calção, pondo uma camiseta e calçando um par de tênis. Não havia arma de fogo em casa, então eu fui até a cozinha e peguei a faca de cortar carne, coloquei-a na cintura, por trás, entrei no táxi e retornei ao clube.

Em lá chegando, toda a turma adversária ainda se encontrava na frente do clube. Paguei ao motorista do táxi e desci, postando-me na calçada em frente ao clube, agora do lado direito de quem sai, enquanto o motorista do táxi, que havia presenciado toda a confusão, estacionou o veículo mais à frente, descendo para apreciar o desfecho da confusão, pois sabia que eu estava armado. Todos eles olharam surpresos para mim, quando então eu exclamei!

— Vocês não querem continuar a briga! Então podem vir todos de uma só vez!

Eles, então, vieram todos em minha direção, vindo mais à frente o que havia me interpelado no salão de festas e que eu havia lançado os dois pés contra o seu o tórax. Estando já próximos, a uns quatro metros de distância, ele parou, por conseguinte, todos eles pararam. No mesmo instante, eu pus a mão na cintura, lancei mão da faca, e bradei para ele:

— Você vai morrer, seu filho de uma égua!

Em seguida, parti célere em sua direção para lhe desfechar um golpe mortal. Mas até hoje eu não sei de onde surgiu um rapaz que veio rápido em minha direção, com os dois braços levantados, dizendo para mim:

— Pelo amor de Deus, não faça isso!

Eu não o tinha visto na confusão, por isso não esbocei qualquer tentativa de esfaqueá-lo, mas também não podia permitir que ele se intrometesse na confusão, para o seu próprio bem. Mas o fato é que em uma briga de caráter sério, todo e qualquer obstáculo tem que ser removido com vigor e firmeza, caso contrário, ele pode prejudicar seriamente a quem não o removeu, por isso eu lhe dei um pontapé com a sola do pé, não com a intenção de machucá-lo, apenas para removê-lo com vigor e firmeza do caminho, jogando-o contra a parede, indo ele ao chão. E qual não foi a minha máxima surpresa quando ele, tentando se levantar, falou para mim como se estivesse profundamente magoado, e até surpreso com a minha atitude, com um tom de voz bastante ressentido, como se não estivesse acreditando no acontecido, assim:

— Cara, você me bateu!

Eu devo aqui confessar que fiquei bastante constrangido com o tom de voz da sua expressão, e até bastante comovido em relação a ele. Mas o que podia fazer? Essa era a única maneira por mim encontrada para removê-lo do caminho. De qualquer maneira, eu não tive a mínima intenção de machucá-lo. Eu não sei para onde ele foi, já que toda a minha atenção estava voltada para os meus adversários.

Logo em seguida a este fato, passei de logo a estudar a situação, para encontrar um meio de dar cabo de todos eles, principalmente do líder. Mas antes que pudesse partir para as minhas ações homicidas, os dois soldados, que se encontravam na portaria, saíram de arma em punho, apontando para mim, ordenando que eu largasse a faca, enquanto os meus adversários se armavam com pedras e paralepípedos para me atacar. Enquanto os soldados da polícia caminhavam em minha direção com as armas em punho, os meus adversários também caminhavam em minha direção com as pedras e os paralepípedos que haviam encontrado pelo chão. Eu não tenho medo de nada, mas também não sou temerário. A situação era totalmente adversa em relação a mim, pois não existia a mínima possibilidade de sucesso, caso eu resolvesse enfrentar a todos eles. E mais: ainda perderia a razão. Então a única estratégia era correr, e correr o mais depressa que pudesse, antes que fosse morto pela turba exaltada.

Como eu me encontrava na calçada do lado direito do portão de quem sai do clube, e os dois soldados e todos os meus adversários se encontravam à frente, a única direção na qual eu poderia correr era pela Av. Dom Manoel, aonde se situava o clube, em direção à praia, tendo ainda duas alternativas de direção ao chegar à esquina da Rua Pinto Madeira que cruzava a Av. Dom Manoel, à direita, indo em direção ao bairro Aldeota, ou à esquerda, indo em direção ao centro da cidade. Correndo com ligeireza, optei por seguir à esquerda, em direção ao centro, sem olhar para trás, apenas ouvindo os barulhos dos meus adversários correndo atrás de mim, e as suas algazarras. Caso eles conseguissem me alcançar, eu fatalmente seria desencarnado, mas com toda a certeza levaria alguns comigo para a eternidade.

Correndo pela Rua Pinto Madeira em direção ao centro, uns dez metros antes de chegar à próxima esquina, eu tive uma das maiores surpresas da minha vida, o meu amigo Eduardo, que se encontrava dentro do clube, como que por encanto, estava postado diante de mim, bem no meio da esquina, do lado direito, apontando com o dedo indicador para a esquina do lado esquerdo, determinando com firmeza e convicção, em um tom de voz que não admitia qualquer vacilação, o seguinte:

— Rápido, dobre à sua esquerda e pule o muro à direita!

Obedeci de imediato, sem qualquer vacilação. O muro era bastante alto, bem acima dos três metros de altura, estando a uns dez metros da esquina, o qual pertencia à Escola de Administração do Ceará, que poucos anos depois eu iria cursar. Até hoje eu não sei como consegui pular a esse muro tão alto com tanta destreza, pois ainda estava com a faca na mão, e não me lembro de tê-la colocado na cintura ou entre os dentes, só me lembro que assim que pulei esse muro, encostei-me do seu outro lado, levantei o punho armado com a faca, e me preparei para desencarnar o primeiro adversário que também conseguisse pulá-lo. Logo a seguir, os meus adversários chegaram na esquina, obviamente que não me viram. Estando postado no meu lugar, encostado do outro lado do muro, ouvi tudo que eles disseram:

— Cadê ele? — dizia um. — Para onde ele foi? — dizia outro. — Direto ele não pode ter ido, pois então estaria ao nosso alcance. — dizia mais um. — Se tivesse também dobrado à direita ou à esquerda estaria também ao nosso alcance. — dizia mais outro. — Arre égua! Como é que um cara pode sumir desse jeito? — dizia mais um outro. — Pessoal, vamos embora! Não adianta a gente ficar aqui discutindo para onde o cara foi. Ele sumiu e pronto. Vamos para casa! — disse por fim o que parecia ser o líder da turma.

E aqui fica provada a afirmativa acima de Antônio Cottas, que se encontra grifada, de que a mediunidade de vidência é necessária “a todas as grandes almas em certos momentos, não tendo a certeza do que são e devem ser”, pois nessa época eu não tinha a mínima noção de quem era e que deveria ser o explanador de A Filosofia da Administração e da doutrina do Racionalismo Cristão.

Ora, o meu amigo Eduardo se encontrava nas dependências do clube, portanto, não poderia jamais estar naquele lugar. E caso ele estivesse do lado de fora do clube, fatalmente seria agredido pelos meus adversários, quando então eu teria que intervir, e assim a carnificina seria geral, pois eu jamais o deixaria sozinho. Além do mais, estivesse ele onde estivesse, e corresse em minha ajuda, correria sempre atrás de mim, jamais à minha frente, pois não poderia saber em que direção eu estaria correndo, assim como também eu era bem mais veloz do que ele na corrida.

Então, o que ocorreu de fato, foi que um espírito integrante do Astral Superior tomou a forma do corpo carnal do meu amigo Eduardo, forma esta fluídica, para me indicar o único caminho a ser seguido para que eu não fosse desencarnado e também não desencarnasse a ninguém, caso contrário eu não estaria neste momento explanando A Filosofia da Administração. Há também mais uma ponderação a ser considerada em relação a este fato. Antes de reencarnar, eu sabia que iria passar por muitos atropelos nesta minha encarnação, em face das minhas experiências científicas acerca da baixa e da alta espiritualidades, tendo ainda que chafurdar na lama infecta deste mundo. Assim, eu vim disposto a tudo, viesse o que viesse pela frente, pois que todos os sacrifícios e todos os sofrimentos, estes por mais dolorosos que sejam, sendo em prol da nossa humanidade são válidos.

Mas eu impus duas condições ao Astral Superior, antes de reencarnar. A primeira é não servir de mulher para quem quer que seja, sendo óbvio que tal condição parece depender diretamente de mim, mas apenas parece, pois que na fase infantil, antes de completar os oito anos de idade, a criança é completamente inocente, pois não possui qualquer noção acerca do ambiente deste mundo, muito menos do que seja o sexo, por isso fica vulnerável às investidas neste sentido, já que além de inocente é também crédula. E a segunda é não desencarnar ao meu semelhante, pois em determinadas ocasiões da vida nós nos vemos obrigados a agir neste sentido, em face das provocações e das agressões que sofremos, e somente com a interveniência do Astral Superior isto pode ser evitado.

Pode-se afirmar que o desenvolvimento da visão astral é diretamente proporcional ao desenvolvimento da visão biológica, o que se pode comprovar sem qualquer sombra de dúvida por intermédio do desenvolvimento dos órgãos da visão, que vão se tornando cada vez mais complexos, a partir das espécies mais inferiores para as espécies mais superiores. Mas aqui alguém pode argumentar que existem animais que enxergam mais do que o ser humano, como no caso da águia e outros animais. Porém, o contra-argumento é que no processo da evolução espiritual, os espíritos tendem a perder a visão biológica para utilizarem apenas a visão astral, para que assim possam enxergar as coisas como elas realmente são, e não como elas aparentam ser, quando então a visão biológica não se faz mais necessária. Muitos animais irracionais possuem a mediunidade de vidência, pelo fato dela ser útil em suas encarnações, muitas vezes os livrando dos perigos a que se expõem. Humberto Fecher, em sua obra Perspectivas Perante a Inteligência Universal, a página 25, afirma o seguinte:

Tudo o que acontece na vida do ser humano, como no caso da mediunidade, é bastante natural, pois em boa parte dos casos, a criatura a herdou das suas vidas anteriores, enquanto animal irracional, pois para eles alguns tipos de mediunidade como a vidente e a auditiva são importantes defesas contra acidentes naturais”.

Alguns seres humanos sendo cientes acerca da mediunidade de vidência nos irracionais, passam a considerar que ela seja algum sinal de inferioridade espiritual nos seres humanos que são portadores dessa faculdade mediúnica, quando tal consideração não procede, pois que existem muitos médiuns videntes ao serviço do Astral Superior, embora em sua grande maioria estejam ao serviço do astral inferior. Mas isto ocorre em função da falta de esclarecimentos acerca da vida espiritual, por isso muitos espíritos encarnam com a faculdade mediúnica de vidência para que através dela possam se voltar para o âmbito da espiritualidade. Contudo, ao encarnarem, esquecem-se de tudo que planejaram em plano astral, e então, ao invés de se colocarem ao serviço do Astral Superior, colocam-se ao serviço do astral inferior. Assim, em conformidade com as suas evoluções espirituais, podem chegar, inclusive, à loucura. Antônio Cottas, na mesma obra, a página 13, tratando acerca do assunto, afirma o seguinte:

Saibamos julgar pelos atos e obras, colocando cada coisa no seu devido lugar. Se se afirma que a vidência é indício de fraqueza ou inferioridade espiritual, é porque se sabe que há animais que a possuem. No ser humano ela pode indicar o que já dissemos e mais, que o espírito tendo sido rebelde ao progresso, criminoso contumaz, deliberou como apoio de segurança, trazer a vidência para, vendo a força fora da matéria, conter-se e se dispor a dar melhor rumo à vida”.

Toda criança vive em um mundo de fantasia que lhe é próprio, e somente deixa a esse mundo de fantasia ao ultrapassar os 7 anos de idade, quando então passa a adentrar no contexto da vida conforme lhe seja apresentado pelos que lhe rodeiam, principalmente pelos pais, em função do ambiente em que vive. Esse mundo de fantasia em que a criança vive é propício para que os espíritos que integram o Astral Superior possam dela se aproximar, sem que causem qualquer sobressalto, a afim de ajudá-la em sua educação, em que eles chegam até a brincar com ela nesse desiderato. Pode-se afirmar, então, que toda criança que ainda não completou os 7 anos de idade é médium vidente.

As mulheres podem se revoltar o tanto que quiserem, que para mim tal revolta não vale um mínimo de atenção da minha parte, pois que não ligo para qualquer estupidez, tanto da parte delas como da parte de quem quer que seja. Por isso, eu vou sempre repetir, até que todas elas aprendam: as mulheres são as rainhas do lar, enquanto que os homens são os reis do mundo. Então as mulheres que abandonam os seus lares e procuram ganhar o mundo em busca das suas realizações profissionais, ou mesmo em noitadas, passam a se encontrar fora do seu ambiente natural, cometendo um crime contra a nossa humanidade, pois que a obrigação do espírito que encarna com o sexo feminino é ser esposa e companheira, cuidando da sua prole e a educando, por isso as mulheres têm que estar sempre ao lado dos filhos, quando estes não se encontram no turno que corresponde à escola, a fim de que possam perscrutar as suas tendências, incentivando as que tendem para o bem, e refreando as que tendem para o mal.

Caso as mulheres cumprissem a contento com os seus papéis de educadoras, este mundo já seria outro. Além do mais, postas no mundo, fora do ambiente natural que lhes corresponde, que é o lar, elas passam a ser joguetes dos espíritos quedados no astral inferior, a serem presas fáceis dos homens, tornando pesado o ambiente terreno, em face das depravações, das degenerações e das promiscuidades, pois que o sexo avulso, fora do ambiente familiar, para a mentalidade masculina pode ser até normal, em razão do próprio mundo, embora não o seja, mas para a mulher é um verdadeiro crime, que atravanca o progresso da nossa humanidade, que poderia já estar mais evoluída, caso a sua mentalidade fosse diferente.

Cabe aos pais, principalmente às mães, a formação do ambiente familiar, portanto, do ambiente do lar, para que assim as famílias possam viver com lisura, pautando as suas ações com base na virtude, pois os filhos necessitam de um ambiente sadio e salutar para que possam progredir espiritualmente. Portanto, não são os filhos que formam os ambientes dos lares, mas sim os pais, principalmente as mães, como dito. Quando os ambientes dos lares são limpos e sadios, os espíritos que integram o Astral Superior podem se aproximar das crianças e ajudá-las nas suas educações, principalmente das crianças que ainda não ultrapassaram a faixa etária da inocência, que se estende até aos 7 anos, e que possuem a mediunidade de vidência. Mas quando os ambientes dos lares são sujos e doentios, os espíritos quedados no astral inferior adentram nesses lares para praticar todos os tipos de males, principalmente nas crianças menores de 7 anos, que são videntes, assustando-as e provocando até as suas desencarnações prematuras, com as mães sendo as maiores culpadas de tudo isso, daí a razão pela qual elas cometem crimes contra a nossa humanidade. Antônio Cottas, ainda na mesma obra, a página 55, afirma o seguinte:

As crianças vivem sob o ambiente espiritual formado no lar pelos pensamentos dos adultos. Não são elas que atraem o bem ou o mal, são os pais, com os seus pensamentos.

Quando esses pensamentos não são bons, formam corrente de atração para o astral inferior. Os infelizes obsessores passam então a perturbar as crianças, engendrando formas de homens e animais inferiores para assustá-las, quando percebem que elas, como acontece com a maioria, possuem vidência, até aos 7 ou 8 anos de idade”.

Na minha infância, na faixa dos sete anos de idade, eu passei por esse tipo de experiência. A minha mãe é um espírito superior, mulher extremamente prendada, que dedicou toda a sua vida ao esposo e à educação dos filhos, vivendo sempre para o lar. Mas o meu pai era um médium de incorporação que se deixou obsedar, tendo também outras mediunidades, passando a viver sob o domínio dos espíritos obsessores, fato este que futuramente hei de explanar. Assim, os espíritos quedados no astral inferior se aproveitaram das mediunidades do meu pai para atormentar ao nosso lar, e se não fosse a minha mãe, eu não sei o que seria de mim e nem tampouco dos meus cinco irmãos, pois foi ela quem amparou a todos nós.

Na época desta minha experiência, o meu pai era promotor de justiça na cidade de Russas, Estado do Ceará. Estava eu, pois, certa vez na sala de jantar da nossa casa, que tinha uma escada que dava para o sótão, em minhas brincadeiras infantis, quando de repente lancei a minha vista para o alto da escada, e qual não foi a minha surpresa quando avistei no topo da escada uma figura horripilante, com os cabelos longos e assanhados voltados para cima, que logo ao me ver agiu como se estivesse adentrando ao sótão, ensaiando uma corrida para o interior do recinto, mas que, na realidade, tinha desaparecido. Tendo vindo a este mundo disposto a tudo, e até a algo mais que viesse a surgir, mesmo estando ainda na faixa etária da mais completa inocência, totalmente dependente dos meus pais, não tive o mínimo temor dessa figura horripilante, pelo contrário, subi as escadas na carreira e me dispus a enfrentar aquele ser que havia ousado invadir o recinto do meu lar. Disposto a enfrentar frente a frente ao ser, procurei por ele em todos os recantos do sótão, e nada de encontrá-lo. Não satisfeito, pulei por cima de uma das janelas que davam para o telhado, e vasculhei toda a sua extensão, mas nada de encontrá-lo. Então retornei para o interior da casa e dei continuidade às minhas brincadeiras infantis, esquecendo momentaneamente o episódio, que jamais me saiu da lembrança.

Quando o ambiente fluídico se torna muito pesado, sujo, deletério, doentio, esses fluidos grosseiros podem proporcionar tanto a vidência como a audição dos espíritos obsessores por parte dos seres humanos que formaram tais ambientes, geralmente por parte dos seres humanos que são viciados em bebidas alcoólicas, em drogas ilícitas, e outros vícios. Esses espíritos obsessores conseguem exercer o domínio pleno sobre esses seres humanos viciados, e estando cientes de que são vistos, engendram as formas mais horripilantes no intuito de apavorar a essas suas vítimas, às vezes simulando que estão armados e que vão partir para a agressão, ao mesmo tempo lhes incutindo na mente o medo, através de intuições, quando então conseguem intensificar cada vez mais o pavor em suas vítimas.

E assim, quanto mais apavorados vão ficando esses seres humanos viciados, de vontade fraca, tanto mais os espíritos obsessores vão se comprazendo com as suas aflições, pois que são espíritos zombeteiros e galhofeiros, que adoram provocar a essas situações de dores em suas vítimas. Os psiquiatras, ignorantes que são da vida espiritual, denominam a esse estado de extrema perturbação a que chegam os seres humanos de delirium tremens, mas não sabem a causa dessa forma de perturbação mental, que geralmente ocorre em viciados, e muito menos a causa dos consequentes tremores, suores, dor precordial e agitação, que não são decorrentes propriamente das alucinações terrificantes, mas sim das influências dos espíritos obsessores, que são os verdadeiros causadores.

Eu devo aqui ressaltar, pois que esta é a minha máxima obrigação, estando inserida no contexto da minha missão neste mundo, que por ocasião das minhas experiências científicas, principalmente com drogas ilícitas, por diversas vezes os espíritos obsessores se manifestaram diretamente para mim, em função do ambiente fluídico pesado que havia se formado.

Na primeira vez, estando eu sozinho em meu apartamento que ficava no 3° andar do prédio em que morava, fazendo uso de drogas ilícitas, quando nessa época estava na transição entre o primeiro e o segundo casamentos, encontrando-me deitado em minha cama, passei a escutar gritos femininos desesperados, como se várias mulheres estivessem tentando evitar alguma confusão entre homens. Intrigado com tantos gritos, levantei-me da cama e fui observar da janela do meu quarto, pensando que a confusão estava ocorrendo em um restaurante que ficava abaixo da minha janela, vizinho ao prédio em que morava. Ainda ignorante acerca da vida espiritual, fiquei ainda mais intrigado, pois todos os clientes do restaurante se encontravam sentados em seus devidos lugares, estando todos tranquilos a conversar normalmente. Tendo então me deitado novamente.

Como não era um viciado comum, pois que o uso da droga ilícita se referia diretamente às minhas experiências científicas, é óbvio que não tive os sintomas do delirium tremens, mas consegui perceber que esses gritos desesperados eram provenientes do próprio ambiente em que me encontrava, portanto, do ambiente do meu próprio quarto.

E a prova provada de que o uso de drogas ilícitas se referia diretamente às minhas experiências científicas, pode ser claramente demonstrada através do meu próprio procedimento, pois que não suportando mais conviver com o ambiente trevoso em que me encontrava, levantei-me da cama, despi-me totalmente das roupas que estava usando, e assim, completamente despido de roupas, dirigi-me ao centro do meu quarto. Ajoelhei-me. Abri os braços. Elevei os meus pensamentos ao Astral Superior, e assim me expressei:

— Deus, eu não aguento mais. Estou despido de tudo o que me prende a este mundo, menos ao corpo carnal. Mas eu quero me livrar de tudo. Eu tenho o meu livre arbítrio, e exijo que ele venha a ser exercido. Eu quero ir embora deste mundo. Agora!

No mesmo instante, veio-me uma forte intuição, como se estivesse claramente a perceber o seguinte:

— O seu livre arbítrio será devidamente respeitado. Você poderá ir embora desse mundo. Mas as consequências dessa sua decisão serão inevitáveis.

Em seguida, eu passei a escutar alguns estrondos, como se a vida na Terra estivesse por ser completamente destruída, quando então eu me dei conta da importância da minha missão neste mundo. Nessa ocasião, imediatamente eu bradei:

— Pare!

E, em seguida, completei:

— Eu continuo com a minha missão neste mundo.

Os estrondos, então, cessaram-se imediatamente.

Hoje eu sei perfeitamente que os espíritos obsessores pretendiam me dar a impressão de que alguns espíritos do sexo masculino queriam me desgraçar, enquanto outros, do sexo feminino, pretendiam me dar a impressão de que estavam me defendendo, tentando com desespero evitar a tragédia, mas como o espírito não tem sexo, tudo isso não passou de uma tremenda artimanha para que eu me dirigisse até a janela, para que lá eles agissem no sentido de que eu despencasse do 3° andar para o chão, já que me intuir para o suicídio era tempo perdido, pois que eu sempre repeli com firmeza qualquer intuição a respeito disso.

Além disso, há o fato real de que o astral inferior pretende destruir a vida no planeta, assim como muitas outras civilizações foram extintas anteriormente, obliteradas da face da Terra, em que a última foi destruída através de um dilúvio, tendo o processo civilizatório que recomeçar novamente, só que desta vez a pretensão do astral inferior é destruir a vida através do fogo. E somente o Racionalismo Cristão pode impedir a essa imensa catástrofe.

Na segunda vez, estando eu em minha casa na companhia da minha esposa, fazendo uso também de drogas ilícitas, mas estando sozinho no banheiro do meu quarto, enquanto a minha esposa se encontrava na cozinha cuidando dos seus afazeres domésticos, de repente tive um sobressalto. Virei-me de imediato, como que impulsionado para aquilo que me causou o sobressalto. E qual não foi a minha grande surpresa quando pude observar duas figuras ridículas que se encontravam como que encostadas à parede do banheiro, já mostradas no capítulo 22- O ASTRAL INFERIOR, que de imediato desapareceram. Logo a seguir, dirigi-me para o recinto da cozinha, onde se encontrava a minha esposa. Logo ao adentrar no seu ambiente, ela se virou e olhou diretamente para mim, e o que ela viu em mim foi algo de extraordinário, embora ela somente tenha me contado algum tempo depois, mas que me deixou deveras deslumbrado. O que ela viu em mim foi a minha própria aura, descrita por ela como sendo totalmente branca, sem qualquer mancha ou nódoa, portanto, imaculada. Isto comprova sobejamente que eu não era um viciado comum, mas sim um cientista, um cientista da espiritualidade, diga-se de passagem.

Quase todos os seres humanos conhecem a história de Joana D’Arc, que se encontra narrada no tópico 15.03.02.09- O caso Joana D’Arc; e se não conhecem, pelo menos dela ouviram falar, já que a Igreja Católica a queimou na fogueira e depois a canonizou, com ela se tornando a Santa Joana D’Arc. Que patifaria! E os arrebanhados desse credo peçonhento, que destila o veneno da ignorância por todos os recantos do mundo, por conseguinte, o veneno do mal, ainda relutam em abandonar as suas igrejas, antros perniciosos das maiores patifarias que se tem notícia, assim como antros perniciosos são também as igrejas das suas seitas protestantes e outras igrejas também bíblicas, aliás, como são todas as igrejas credulárias, já que os sacerdotes, via de regra, não passam de uns verdadeiros patifes, mas como toda regra tem exceção, é óbvio que existem as exceções sacerdotais, raras, muito raras, mas de qualquer maneira existem, como é o caso de Antônio Vieira.

Joana era um espírito superior que encarnara na França com a missão específica de impedir que esta nação se tornasse uma colônia da Inglaterra. Por isso, apesar de ser ignorante dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, era  bastante espiritualizada, mesmo professando o credo católico, já que as suas crenças dominavam por completo o meio ambiente, e assim não poderia ser diferente, já que ela não era uma veritóloga e nem uma saperóloga, uma vez que tanto a Veritologia como a Saperologia somente podem ser exercidas, exclusivamente, por espíritos que encarnam com o sexo masculino, em virtude do fato daqueles que encarnam com o sexo feminino serem destinados às prendas do lar, com a missão específica de cuidar da educação dos seus filhos, e até mesmo dos seus maridos, contribuindo assim com a sua parte para o progresso da nossa humanidade, na sua parte mais sensível.

Sendo uma médium vidente e ouvinte, Joana via e ouvia os espíritos do Astral Superior, que lhe apareciam em formas de santas e falavam com ela, com esses espíritos aparecendo envoltos em uma luz resplandecente, e não empavonados, em formas fluídicas, como nos casos de Jeová e dos seus asseclas, assim como a do anjo Gabriel de Maomé, sendo, pois, por intermédio das suas mediunidades que esse espírito integrante da plêiade do Astral Superior comandou o exército francês e derrotou o exército inglês, coroando o seu rei e impedindo que a França se tornasse uma colônia da Inglaterra. Note-se aqui que a donzela via as suas “santas”, por intermédio das suas luzes astrais, que possibilitam a vidência dos seus corpos de luz, e não por intermédio das suas vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas, que possibilitam a vidência do corpo fluídico.

Relembremos um dos trechos da história de Joana D’Arc, em que se ressalta a sua mediunidade de vidência:

Em um certo dia de outubro, que entra com os primeiros frios, Joana e D’Albret levam o seu exército a Saint-Pierre-Le-Moustier. Fazem o cerco. Tentam o primeiro assalto. Mas são repelidos pelos ingleses. Joana avança a cavalo e desmonta junto aos muros da praça. Mas a resistência dos ingleses não afrouxa em nada. O ataque francês então arrefece. A batalha parece perdida. Joana grita dando ordens, mas os seus homens não avançam. O escudeiro D’Aulon, que com o seu grupo ataca um outro ponto da muralha, recua, caminhando de muletas, em virtude de um ferimento no calcanhar. Os seus olhos se voltam para o ponto em que se acha Joana, que se encontra apenas com cinco homens, João e Pedro, os seus irmãos, e mais três infantes. D’Aulon, então, monta a cavalo e se aproxima do grupo. Quase que desesperado grita para a donzela:

— O que estás fazendo aí quase sozinha? Mas o que é isso? Não vês que o ataque foi rechaçado? Por que não recuas?

Joana volta para ele o rosto iluminado pelas luzes do Astral Superior que a assiste, que muitos historiadores julgam seja pelo entusiasmo da refrega. Estava ela rodeada por uma plêiade de espíritos de luz, mas que somente ela podia contemplar com a sua mediunidade de vidência. Então se volta para D’Aulon e considerando estranhas as suas palavras, estende o braço ao seu entorno, e responde com convicção:

— Sozinha? Mas como, se tenho cinquenta mil homens comigo?

D’Aulon segue com os olhos os braços da pura donzela, mas somente vê os cinco companheiros que a cercam, já que não era vidente. Além deles, apenas o campo deserto ao redor e o céu ao alto. Volta, então, o olhar para o rosto de Joana e o vê cada vez mais iluminado. Um tanto quanto angustiado, pensa consigo mesmo: “Mas que estranho exército invisível será esse que apenas a guerreira vê e que tanto a anima?”.

Joana ergue os braços e, em seguida, brada com fervor.

— Vamos! A vitória é nossa! Atulhem os fossos! Hardi! Depressa!

E sem que ninguém esperasse, os homens que a cercam vão até a retaguarda e voltam com reforços. Os soldados franceses trazem pranchas, feixes e pedras. Os fossos são atulhados. Joana reúne os seus homens e faz novo ataque. Saint-Pierre-Le-Moustier cai perante o exército comandado por Joana, tanto o visível como o invisível.

O ardor das batalhas já se encontrava contido na valorosa alma de Joana. Tendo sido tanto aclamada como inspirada e santa pela metade da França, não se esquecera de que era realmente uma santa, na acepção da palavra, pois que era detentora de uma elevadíssima moral, mas era também uma guerreira, por isso não podia descuidar do ambiente em que se encontrava. Por isso, era deveras severa para com os soldados, porém lhes ralhava sempre com brandura, com carinho, com amor, mas com autoridade, mesmo os privando dos consolos que todos os soldados consideram devidos a eles. Assim, quando encontrou duas prostitutas que acompanhavam as suas tropas, puxou da sua espada e golpeou uma delas com tanta força, não própria de uma frágil donzela, que a lâmina se partiu e a mulher desencarnou de imediato, cujo fato se explica em razão dela manter o ambiente espiritual propício às ações do Astral Superior, fosse como fosse, a qualquer custo, pois o que se encontrava em risco era o plano de espiritualização da nossa humanidade, no caso, o estabelecimento das nações neste mundo, especificamente da nação francesa.

Outro exemplo de mediunidade de vidência, acrescida de outros tipos de mediunidade, é o caso de John Nash, um matemático brilhante, que obteve sucesso em várias áreas da Matemática, além de uma carreira acadêmica respeitável. Na década de 1950, resolveu um problema relacionado à teoria dos jogos, o qual iria lhe render o Prêmio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel, cujo prêmio é diferente do Prêmio Nobel, no ano de 1994.

Desde o período acadêmico que John Nash via, ouvia e falava com os espíritos obsessores quedados no astral inferior. Após ser chamado para realizar um trabalho de criptografia para o governo dos Estados Unidos, o seu quadro se agravou ainda mais, com os psiquiatras afirmando que ele era portador de delírios e alucinações, diagnosticando as suas mediunidades como sendo esquizofrenia, em que nessa tremenda ignorância médica ele sofreu várias internações. Por fim, o matemático decidiu por si mesmo ignorar as suas vidências, ao que os ignorantes da espiritualidade passaram a afirmar que ele precisou utilizar toda a sua racionalidade para distinguir o real do imaginário, e assim voltar a ter uma vida normal.

O mais interessante de tudo isso é que os médicos psiquiatras imaginaram se tratar de uma doença mental, enquanto outros imaginaram que o matemático precisou utilizar toda a sua racionalidade para distinguir o real do imaginário, sem que as suas imaginações conseguissem apreender a realidade das suas mediunidades. Que pena!

A própria Bíblia se encontra repleta de casos de mediunidade de vidência e outros, com as aparições de espíritos obsessores quedados no astral inferior, como as de Jeová, o deus bíblico, a Abraão e a Moisés, a de Alá, o deus alcorânico, a Maomé, em forma de anjo, e muitos outros casos já citados nestes prolegômenos. Mas os bíblicos e os seus afins se recusam a aceitar as mediunidades, preferindo agir como o avestruz, escondendo a cabeça para não poder enxergar o perigo. É de se lastimar tanta falta de raciocínio!

Como já afirmado, eu vim para este mundo preparado para tudo, e até para algo mais, caso me surja pela frente. Eu sei das renitências e das teimosias daqueles que não aceitam de bom grado a existência da espiritualidade. Sei também do ceticismo que impera neste mundo, em forma de materialidade, e das crenças que surgem em todos os recantos do mundo, em forma de sobrenatural. Entretanto, isto não me esmorece, e muito menos chega perto de abater o meu ânimo, pois sou constante em tudo o que realizo, do princípio ao fim, em que no meio sempre emprego todas as ações que sejam lícitas, sem prejudicar a quem quer que seja, em função da minha ética, apenas a mim mesmo, sempre que necessário, por isso as minhas realizações não sofrem qualquer solução de continuidade.

Em razão disto, além destas centenas de páginas que se encontram contidas nesta obra, todas elas dedicadas aos Prolegômenos, mas de fundamental importância para a compreensão de tudo aquilo que almejo seja compreendido, outras centenas e centenas de páginas virão nas obras seguintes, até que tudo venha a ser esclarecido, até que toda a minha querida humanidade venha a ser devidamente espiritualizada, pois nesta queda de braço quem ganha é a inteligência, a coragem e a boa vontade, que reunidas se encontram agindo em prol da espiritualidade, portanto, da realidade da vida, e quem perde é o ceticismo, em forma de matéria, e as crenças, em forma de sobrenatural, que não existem, por isso se encontram ainda reunidos, agindo em prol da ignorância, portanto, da irrealidade da vida.

A fase da imaginação deve se extinguir, pois não se deve raciocinar com imagens, combinando-as, devendo ser dada a passagem para a fase da concepção, pois se deve raciocinar com ideias, associando-as. É na fase da concepção que a nossa humanidade deverá apreender por completo os fundamentos da Veritologia e das suas filhas, as religiões, da Saperologia e das suas filhas, as ciências, e da Ratiologia e das suas filhas, as religiociências, para que assim os seres humanos possam progredir espiritualmente, dando um novo impulso às suas vidas de encarnados, rumo à glória espiritual, estando cientes de que a existência é eterna e universal.

 

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