22- O ASTRAL INFERIOR

Prolegômenos
21 de julho de 2018 Pamam

Desde a antiguidade, após a encarnação de Hermes, que os seres humanos sabem da existência dos espíritos, tanto dos guias espirituais, que eram os espíritos integrantes do Astral Superior da mesma categoria dos encarnados, que os ajudavam em suas evoluções espirituais neste mundo-escola, na prática do bem; como dos obsessores, que eram os espíritos integrantes do astral inferior, decaídos na atmosfera terrena, que os levavam ao cometimento de crimes, na prática do mal. Os seres humanos sabiam da existência de todos esses espíritos, mas não tinham a consciência das suas naturezas, uma vez que a imaginação sempre os levou para os campos da ilusão da matéria e do devaneio do sobrenatural, que não existem, por isso a nossa humanidade sempre viveu no âmbito da irrealidade, o que continua até aos dias de hoje.

Na Pérsia, os seus habitantes denominavam aos espíritos integrantes do Astral Superior de anjos da guarda, afirmando que havia um anjo da guarda para cada ser humano, não confundir aqui com os anjos da guarda que pertencem às falanges de Jeová, que são anjos negros. Mas do mesmo modo que existiam esses anjos da guarda ajudando aos homens na virtude, existiam também os espíritos maus, pairados no ar, induzindo os homens ao crime e ao pecado, em guerra eterna contra Ahura-Mazda e todas as formas de justiça. O chefe desses diabos era Angro-Mainyus, ou Arimã, príncipe das Trevas e rei do mundo subterrâneo, o protótipo do operoso Satã, ou Satanás, que os judeus tomaram da Pérsia e legaram ao falso cristianismo.

Tendo recebido o legado de Satanás do judaísmo e tendo se tornado uma instituição que governava milhões e milhões de seres humanos, a Igreja Católica, materializada que sempre foi, em todos os tempos, apesar da sua doutrina se situar no âmbito do sobrenatural, começou a adotar um ponto de vista mais complacente com a fraqueza humana pelos apelos da carne, tolerando os prazeres do mundo, dos quais os seus sacerdotes sempre participavam, inclusive grande parte dos papas, ou a sua quase totalidade. Observando a essa depravação, degeneração e promiscuidade por parte dos católicos, uma minoria de seguidores da Igreja Católica considerou tal condescendência uma traição a Jesus, o Cristo, então resolveu ganhar o reino dos céus levando uma vida ascética, optando pela pobreza, castidade e preces intermitentes. Assim, isolaram-se completamente do mundo. Nesse ascetismo exacerbado, o Oriente Próximo rivalizava com o Nilo em número e nas maravilhas dos seus monges e freiras.

O correto é que os seres humanos conduzam as suas vidas em inteira conformidade com a natureza, para que assim os homens tomem as mulheres como as suas esposas e ambos procriem, constituindo as famílias, que sem qualquer discussão à parte são as células que formam o corpo da humanidade, e que somente os espíritos retrógrados, renitentes, materializados, deixam de constituir família, desde que não encarnem com outros encargos específicos que os motivem a permanecer solteiros, o que não é o caso da classe sacerdotal e de nenhuma outra classe, cabendo o fato a Jesus, o Cristo, e a outros espíritos superiores, como é o caso de Joana D’Arc. Não sendo sacerdotes, muitos espíritos infelizes, hoje em dia, consideram o casamento como sendo um instituto ultrapassado, ou então casam e separam por diversas vezes, assim como quem troca de roupa no cotidiano, como se estivessem retroagindo a um passado muito distante, em que várias das nossas civilizações foram extintas e obliteradas da face da Terra, em face das depravações, degenerações e promiscuidades desses espíritos retrógrados.

Os registros históricos desses ascetas se encontram repletos de visões e de sonhos sensuais provocados pelo astral inferior, que são evidenciados pelo ressoar em suas celas dos gemidos durante as suas lutas contra as tentações do sexo, sempre agravadas pelos espíritos obsessores, tidas pelos historiadores como se fossem imaginárias, mas que eram reais sim, e bem reais. A abstinência do sexo, sem que houvesse uma razão plausível para isso, levavam esses ascetas a produzir sentimentos e pensamentos eróticos, através das suas vibrações magnéticas e radiações elétricas, respectivamente, e das suas combinações, através das suas radiovibrações eletromagnéticas, que emanavam das suas auras.

Observando as auras desses infelizes que se encontravam alheios ao mundo, portanto, aos seus deveres e obrigações na Terra, os espíritos quedados no astral inferior deles se aproximavam, tendo os ambientes fluídicos totalmente propícios para as suas ações obsessivas, passando então a perturbá-los de todas as maneiras possíveis e imaginárias. E quando o ambiente fluídico era muito pesado, os espíritos obsessores se faziam até visíveis perante a esses ascetas, sendo eles médiuns videntes, ou não. Daí a razão pela qual todos os ascetas acreditavam e afirmavam que o próprio ar estava infestado de demônios que os perseguiam.

Ignorando completamente que tal ascetismo não tinha nada a ver com a virtude, e que o homem virtuoso é aquele que adquiriu os atributos individuais superiores que formam a moral e os atributos relacionais positivos que formam a ética, tornando-se assim verdadeiramente educado, esses monges e freiras ascetas, mesmo assim, consideravam que era muito mais difícil uma vida virtuosa na solidão do que em meio a todas as tentações da cidade, mas mesmo assim não se decidiam a se reintegrar ao mundo, por isso não era raro se ver um deles enlouquecer, dado o assédio constante dos espíritos obsessores quedados no astral inferior.

Rufino nos conta o fato de uma bela jovem haver entrado na cela de um jovem monge, que não resistindo aos seus encantos e aos desejos da carne sucumbiu por completo, e quando tentou saciar os seus desejos carnais ela desapareceu no ar, pelo menos assim o jovem monge pensou, pois ignorava que estava lidando com o astral inferior. A seguir, dando continuidade à obsessão, o astral inferior induziu o jovem monge a correr desvairadamente até a aldeia mais próxima e se atirar em uma fornalha para banhos públicos, a fim de abrandar o fogo do desejo que se apossara de todo o seu corpo carnal.

Em outro caso, uma jovem pediu licença para entrar na cela de um monge alegando que estava sendo perseguida por animais ferozes, o qual acreditou na estória, sem atentar para o fato de que era totalmente descabida, pois aonde ele se encontrava nem havia mulheres e nem animais ferozes. O monge, então, consentiu que ela ficasse por alguns instantes. No momento em que o monge foi envolvido pelo ambiente fluídico, quando a produção dos seus sentimentos e pensamentos se tornaram ainda mais sensuais, a jovem o acariciou, ocasião em que ele ficou totalmente dominado pela volúpia, como se todos aqueles anos de reclusão lhe tivessem mantida bem acesa a chama do desejo. Não resistindo ao ímpeto provocado pela própria volúpia do desejo, agravada pelos fluidos sensuais produzidos pelos espíritos do astral inferior que o estavam assediando, o monge tentou apertar a jovem em seus braços, mas conseguiu apertar apenas o ar, com ela desaparecendo. Uma falange obsessora se exultou da sua fraqueza, soltando ruidosas gargalhadas.

Conquanto já estivesse bem organizada nessa época, a Igreja Católica não mantinha nenhum controle sobre esses monges e freiras, principalmente porque eles raramente se ordenavam como sacerdotes. No entanto, mesmo assim, julgava-se responsável pelos seus excessos, pois que ela, matreira e ardilosamente, partilhava da glória dos seus feitos.

Maquiavel, que considerou a figura de César Bórgia — filho do papa Alexandre VI, que por sua vez foi um dos papas mais devassos do Vaticano, tanto que, acusado de incesto com a filha Lucrécia pelo marido desta e por outros, assim como também o filho sofreu a mesma acusação do povo, tanto que um escriba a denominou concisamente de “filha, esposa e nora” do papa —, como sendo o mais bravo e o mais sábio dos homens da Itália, quando este se orgulhou do hábil golpe que desfechara em Senigallia, desculpando-se com o próprio Maquiavel, afirmando que “É natural que se arme uma armadilha para aqueles que demonstram ser mestres na arte de ludibriar todo o mundo”; é reconhecido como sendo o fundador do pensamento e da ciência política modernos, pelo fato de haver escrito sobre o Estado e o Governo como realmente são, tanto na sua época, como hoje em dia, repletos de dirigentes inescrupulosos, ardilosos, ludibriadores, matreiros, demagogos, em que as ausências da moral e da ética se fazem notar por intermédio das tramoias, das traições e dos objetivos escusos, sempre em proveito próprio, e jamais do povo; e não como o Estado e o Governo deveriam realmente ser. Desde as primeiras críticas, realizadas postumamente pelo cardeal inglês Reginald Pole, as opiniões, geralmente contraditórias, acumularam-se, de forma que o termo maquiavélico, criado a partir do seu nome, significa esperteza, astúcia, aleivosia, ação dolosa, tramoia, matreirice, ludibriação, com tudo isso sendo representado pela maldade, embora os estudos mais recentes do autor e da sua obra venham a admitir que o seu pensamento tenha sido mal interpretado historicamente.

E Maquiavel, tão cético para com os credos e as suas seitas, sendo extremamente perceptivo, veio a afirmar que “o ar está povoado de espíritos”, e não somente isso, pois que também declarou que os grandes acontecimentos são anunciados por sortilégios, profecias e sinais do céu.

Como afirma Luiz de Mattos, tudo neste mundo tem a sua explicação lógica e racional, portanto a razão pela qual os espíritos ficam quedados na atmosfera terrena, após as suas desencarnações, tem a sua devida explicação lógica e racional.

É sabido que todo o Universo é fluídico. Então o planeta Terra é também todo fluídico. Todos os seres possuem um corpo fluídico, que na espiritualidade é também denominado de perispírito, corpo astral, ou duplo etéreo. Os seres humanos produzem sentimentos e pensamentos que são transportados pelos fluidos, por intermédio das vibrações magnéticas e das radiações elétricas, respectivamente, e das suas combinações as radiovibrações eletromagnéticas, que emanam das suas auras. Os sentimentos inferiores e os pensamentos negativos produzidos pelos seres humanos, ao serem transportados pelos fluidos, por intermédio das vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas, tornam a atmosfera terrena pesada, grosseira, deletéria, doentia, pelo fato dos seres que a formam ficarem impregnados desses fluidos. Essas vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas formam correntes que se cruzam por toda a atmosfera, que em obediência à lei da afinidade e ao princípio da atração, retornam para os seres humanos que produziram a esses sentimentos inferiores e a esses pensamentos negativos, e que assim ficam ainda mais impregnados desses fluidos pesados, grosseiros, deletérios, doentios, pois que essas correntes fluídicas irão se agregar aos seus corpos fluídicos, agravando ainda mais a sujeira que neles se encontrava contida. E assim os corpos fluídicos dos seres humanos passam a estar com a mesma proporção de sujeira em que se encontra a atmosfera da Terra, sendo esta compatível com aqueles.

Após as suas desencarnações, ao invés de retornarem para os seus Mundos de Luz, os espíritos ficam presos a este mundo, em função da compatibilidade existente entre os seus corpos fluídicos e os fluidos da atmosfera terrena, com ambos estando pesados, grosseiros, deletérios, doentios, uma vez que foram eles mesmos que tornaram assim a própria atmosfera do mundo em que estavam vivendo, quando encarnados. Por aqui já se pode constatar a imensa importância do Racionalismo Cristão, que ensina aos seres humanos a extrema necessidade das vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas para a limpeza dos seus corpos fluídicos, tanto nas sessões públicas realizadas na Casa Chefe e em suas filiais, como nos seus próprios lares, nos horários estabelecidos, assim como também nos locais em que elas se fizerem necessárias. Sem que se voltem para o âmbito da espiritualidade, os seres humanos tendem a engrossar cada vez mais as falanges de espíritos obsessores que pululam na atmosfera da Terra, após as suas desencarnações. Fernando Faria, em sua obra A Chave da Sabedoria, a página 368, transmite-nos uma ideia precisa acerca desta realidade, assim:

Se, na sua última encarnação, um espírito somente se preocupou em gozar a vida em detrimento dos valores espirituais e da moralidade, o seu corpo astral, qual um mata-borrão, ficará impregnado de matéria deletéria, e terá uma contextura quase tão materializada quanto a do próprio corpo físico (leia-se corpo carnal, digo eu). Portanto, terá peso, ficando preso à atmosfera da Terra ao desencarnar”.

É o espírito que forma todo o seu corpo carnal no período da gestação, e dele toma posse à natalidade, ficando ligado a ele molécula a molécula através do seu perispírito, que é a sua matriz. E como o espírito traz do seu Mundo de Luz a matriz do seu corpo carnal, através do perispírito, então todas as modificações que ocorrem no seu corpo carnal durante o seu período de encarnado são preestabelecidas em plano astral, ou seja, a forma do seu corpo carnal se encontra gravada em seu perispírito. Assim, quando o espírito desencarna, e fica quedado no astral inferior, o seu pensamento cria para o seu perispírito a mesma forma que tinha o seu corpo carnal, em virtude dele já se encontrar muito habituado com a sua forma quando encarnado, embora ele possa tomar a forma que bem quiser. É por isso que Fernando Faria, nessa sua mesma obra, as páginas 263 a 266, tratando acerca do assunto, afirma o seguinte:

O corpo astral desses espíritos, muitas vezes, logo após a desencarnação, toma a forma que tinham quando encarnados, pela ação dos seus próprios pensamentos, pois pensar também é criar. Muitas vezes pensam em um pente e ele se forma em sua mão. Pensam na roupa que estavam vestindo e esta roupa lhe veste o corpo astral. Percebem que alguma coisa diferente aconteceu com eles. Permanecendo neste estado, fora do seu mundo, não ouvem bem o que os encarnados falam e não são ouvidos quando falam, pois pensam que ainda têm voz. Para eles, os seus pensamentos são como se tivessem som. Ouvem os seus pensamentos como palavras articuladas.

O espírito desencarnado ainda com pensamentos materializados precisa, para viver, de energia anímica, que todos os encarnados possuem em abundância, principalmente os médiuns, em forma de fluido ectoplasmático, invisível por ser transparente, que exsudam pelos orifícios do corpo e poros da pele. Pois bem, eles aprendem a sugar esses fluidos dos encarnados desavisados, sem disciplina mental, quais mata-borrões, deixando os encarnados fracos, sem ânimo, doentes, ou induzindo doenças, muitas vezes iguais às que eles tinham ao desencarnar.

Muitos desses espíritos, de pouquíssimo adiantamento moral, sugam a energia vital do sangue dos animais domésticos degolados e oferecidos a eles em trabalhos de magia negra, ou então adentram aos matadouros e sugam, quais vampiros, a energia vital contida no sangue derramado dos animais abatidos.

Os médiuns são vítimas naturais desses espíritos de baixo nível evolutivo, razão pela qual quase todos são obsedados, avassalados por espíritos parasitas, que se apresentam como guias, mentores, etc.

Nesta condição de espíritos desencarnados, atraídos por pensamentos afins, ocupam residências, da mesma forma que os sem-terra invadem as propriedades e ficam morando lá. Quando outro espírito deseja também compartilhar a mesma casa, o espírito que invadiu primeiro se opõe com violência à entrada de mais um desencarnado em seu reduto, ocorrendo entre eles verdadeiras lutas corporais.

Outras vezes, esses espíritos do astral inferior, por afinidade mental, vão integrar quadrilhas, que vivem em aglomerados, como aquelas cidades medievais, cercadas de muralhas, fossos e portões elevadiços, com imperador, rei, príncipes, juízes, papas, guardas, prisões, etc. Formam grandes falanges, praticantes de maldades ou ao serviço de centros espíritas, que vendem os seus trabalhos para arruinar ou desgraçar a vida de encarnados incautos, ignorantes da vida espiritual.

Outros espíritos desencarnados, por ignorarem o seu estado, voltam para os lugares em que trabalhavam.

Outras vezes, vão intuir cartomantes, jogadores de búzios, astrólogos, tarólogos e assemelhados, no intuito de desvendar o futuro de pessoas que pagam para obter esse serviço. Não sabem que o destino não existe, pois depende do livre arbítrio do presente. O nosso futuro será o que decidimos de nós próprios hoje.

Existem também aqueles que, avassalando médiuns nos centros espíritas evangélicos, põem-se a receitar remédios para males que só a ciência tem condições de curar.

Outras vezes até pode ocorrer cura. É que a quadrilha espiritual, dona do centro, põe-se em luta corporal com algum obsessor que acompanha o doente e o põe para correr. Então o doente melhora, para mais tarde ser novamente avassalado.

Outros espíritos do astral inferior, mentalmente fixos no ódio, na vingança, perdem a noção de pensar continuamente e, arraigados a um único objetivo fixo, perdem a forma humana do corpo astral e se transformam em bolas negras, do tamanho de cabeças humanas, geralmente ávidos de vingança e de energia anímica”.

No capítulo que trata acerca da mediunidade, eu deverei proceder à explicação lógica e racional do porquê dos espíritos quedados no astral inferior necessitarem de energia anímica vital para poderem viver, que todos os encarnados possuem em abundância, principalmente os médiuns, em forma de fluido ectoplasmático, invisível por ser transparente, que exsudam pelos orifícios do corpo e poros da pele, que os animais irracionais também possuem, e que eles aprendem a sugar a esses fluidos dos encarnados desavisados e do sangue dos animais domésticos degolados e oferecidos a eles em trabalhos de magia negra, ou então adentram nos matadouros e sugam a energia vital contida no sangue derramado dos animais abatidos.

De qualquer maneira, é preciso que antes se saiba que os estudiosos que investigam e pesquisam a parcela do Saber denominada de Biologia e que também lidam com a área da citologia, são sabedores que o sangue é uma fonte de energia vital. Entre os vários elementos importantes que podem ser encontrados no sangue, um deles é a glicose, que quando em contato com a célula passa por um processo denominado de respiração celular. O resultado disso é a geração de moléculas de ATP, o trifosfato de adenosina, cujas moléculas são responsáveis por armazenar energia, que inclusive pode ser mensurada até em watts, ou seja, transformada em uma medida utilizada nos aparelhos medidores de energia.

A explicação para isso é que todos os seres evoluem por intermédio das propriedades da Força e da Energia. Mas acontece que a propriedade da Força é a parte metafísica do Universo, a parte abstrata, a parte invisível, de onde provém o magnetismo, enquanto que a propriedade da Energia é a sua parte física, a parte concreta, a parte visível, de onde provém a eletricidade, por isso os seres humanos são mais afeitos àquilo que seja físico, concreto, visível, notadamente os estudiosos, embora conheçam também o metafísico, o abstrato, o invisível, daí o fato de se referirem sempre à energia contida no sangue, olvidando da força que nele também se encontra naturalmente contida.

No entanto, embora reconheçam a existência da energia contida no sangue, não possuem ainda a coragem desenvolvida o suficiente para que possam declarar que essa energia é proveniente dos próprios seres que o compõem, procurando de todas as maneiras encontrar um modo que explique a procedência dessa energia, através das ligações químicas. Ora, se dois seres se ligam quimicamente, e através desta ligação química surge em maior proporção a energia, é de se indagar: de onde surgiu em maior proporção toda essa energia? É óbvio que ela surgiu de os próprios seres que se ligaram, havendo nesta ligação um incremento, pois que de outro local ela jamais poderia surgir, o que é óbvio.

Para que se possa compreender a contento a todo o mecanismo da produção de energia do sangue, assim como também da força, que os espíritos integrantes do astral inferior fazem questão de sugar dos encarnados e dos irracionais, faz-se mister que seja procedida uma explanação geral acerca das células e das suas estruturas de um modo geral, e depois uma explanação acerca da estrutura das células que formam o sangue, bem como do líquido que transporta a essas células, que é o plasma, este antes de tudo, além de outros assuntos que tenham pertinência com a energia e a força vitais do sangue. Mas este assunto somente deverá ser explanado na obra relativa ao Sistema, contida no site pamam.com.br.

O espiritismo dito religioso, mas que não possui qualquer ligação com a verdadeira religião, sendo, pois, credulário, na realidade, por ser bíblico e não formar correntes com os espíritos de luz que formam o Astral Superior e que habitam em seus Mundos de Luz, lida diretamente com os espíritos obsessores quedados na atmosfera terrena, que fazem parte integrante do astral inferior, por desconhecerem a presença destes, considerando que todos os espíritos que se lhes apresentam são de luz, quando, na realidade, não o são. Por isso o espiritismo credulário, como o kardecismo, não tem nada de científico, como assim eles pensam, pois que a Bíblia é um amontoado de mentiras e baboseiras estúpidas, com a exceção de algumas passagens postas pelo Astral Superior, as quais deverão servir de apoio para a minha explanação acerca do Racionalismo Cristão.

Além do kardecismo, existem ainda outros credos espíritas que lidam com espíritos ainda mais inferiores, como a umbanda, a quimbanda e outras práticas afins, como o jogo de búzios, a cartomancia, a astrologia, e tudo o mais do mesmo gênero. Enquanto os seres humanos não forem esclarecidos acerca das existências da alta e da baixa espiritualidades, serão sempre vítimas dos espíritos inferiores e dos encarnados que se encontram ao serviço desses obsessores. É por isso que Fernando Faria, em sua obra A Chave da Sabedoria, a página 354, sendo esclarecido e ciente de tal situação, afirma o seguinte:

Muitos encarnados, por desconhecerem a existência da espiritualidade superior, praticam um espiritismo grosseiro, difundido por pessoas incultas, semiletradas, que conseguem ludibriar as pessoas de destaque social, muitas sendo mesmo portadoras de títulos universitários. Essas pessoas frequentam sessões em casa de família, ou vão a terreiros, lugares estes que são verdadeiras pocilgas espirituais, onde, muitas vezes, para satisfazer a animalidade de espíritos obsessores, habitantes das regiões do astral inferior, são sacrificados bodes, patos, galinhas, todos de cor preta, para que os espíritos ignorantes, quais vampiros, possam sorver a energia vital do sangue desses animais. Daí o nome de magia negra”.

Como já dito anteriormente, o sacrifício da missa não deixa de ser um ritual mágico, pois que é a celebração da eucaristia, o sacrifício do corpo e do sangue de Jesus, o Cristo, feito no altar pelo ministério de um sacerdote, embora o Concílio Vaticano, realizado entre 1962 e 1965, tenha renovado a liturgia da missa e a modificado no sentido da simplificação e da participação dos fiéis, em que os arrebanhados do catolicismo propiciam ao deus bíblico para poderem ficar em estado de graça, e assim poderem receber proteção e outras benesses, sejam em forma de milagres ou não, pois que todos os sacerdotes afirmam que o deus bíblico é milagreiro, tendo poderes para tudo, embora não tenha qualquer poder para provê-los dos recursos financeiros pelos quais eles são ávidos, tendo por isso que expoliar aos seus incautos arrebanhados, através das mil e uma formas que engendram para extorquir a estes por eles cretinizados, na mais descarada forma de estelionato.

Mas acontece que esse sacrifício da missa é decorrente da oferta solene à divindade de produtos da terra e de animais, simbolizada na destruição de um bem ou na imolação de uma vítima, em função do seu sangue, pois que esse deus bíblico, além de carnívoro, é extremamente sanguinário, além de outros predicados nocivos que carrega consigo, por intermédio da imaginação humana. E vem se mostrar tão egoisticamente sanguinário e tão ligado materialmente ao sangue, que não permite que além dele ninguém beba qualquer tipo de sangue, e ainda declara que a alma está no sangue, apesar da alma ser de vento, já que ele mesmo assoprou nas narinas do homem para lhe dar a alma. É o que se encontra escrito na Bíblia, em Levítico 17:1 a 12, assim:

E Jeová prosseguiu, falando a Moisés, dizendo: Fala a Arão e a seus filhos, e a todos os filhos de Israel, e tens de dizer-lhes: Isto é o que Jeová ordenou, dizendo: ‘Quanto a qualquer homem da casa de Israel que abater um touro, ou um carneiro, ou um caprídeo no acampamento, ou que o abater fora do acampamento e não o trouxer realmente à entrada da tenda de reunião para apresentá-lo como oferta a Jeová (grifo meu), perante o tabernáculo de Jeová, a tal homem será imputada culpa de sangue. Ele derramou sangue, e tal homem tem de ser decepado dentre seu povo, a fim de que os filhos de Israel tragam seus sacrifícios que oferecem como sacrifícios no campo aberto, e eles têm de trazê-los a Jeová, à entrada da tenda, à entrada da tenda de reunião, ao sacerdote, e têm de sacrificá-los a Jeová como sacrifícios de participação em comum. E o sacerdote tem de aspergir o sangue sobre o altar de Jeová (grifo meu), à entrada da tenda de reunião, e tem de fazer fumegar a gordura como cheiro repousante para Jeová. De modo que não devem mais oferecer os seus sacrifícios aos demônios caprinos com que têm relações imorais. Isto vos servirá de estatuto por tempo indefinido, nas vossas gerações‘.

E deve dizer-lhes: ‘Quanto a qualquer homem da casa de Israel ou algum residente forasteiro que reside no vosso meio, que oferecer uma oferta queimada ou um sacrifício e não o trouxer à entrada de reunião para ofertá-lo a Jeová (grifo meu), esse homem terá de ser decepado do seu povo’.

Quanto a qualquer homem da casa de Israel ou algum residente forasteiro que reside no vosso meio, que comer qualquer espécie de sangue, eu certamente porei minha face contra a alma que comer o sangue (grifo meu), e deveras o deceparei dentre seu povo. Pois a alma da carne está no sangue (grifo meu), e eu mesmo o pus para vós sobre o altar para fazer expiação pelas vossas almas, porque é o sangue que faz expiação pela alma (grifo meu). Foi por isso que eu disse aos filhos de Israel: Nenhuma alma vossa deve comer sangue e nenhum residente forasteiro que reside no vosso meio deve comer sangue (grifo meu)”.

Existem muitas passagens bíblicas que falam de sacrifícios a Jeová, o deus bíblico, que não passa de um espírito quedado no astral inferior ávido por sangue. Mas matreiro e cheio de astúcia, como são os espíritos inferiores, esse deus bíblico fala aos médiuns — que os bíblicos dizem ser os homens inspirados por Deus para transmitir a sua palavra, ignorando que a palavra de Deus se encontra escrita na própria natureza — outros tipos de sacrifícios, mas sempre insiste no sacrifício do sangue, para que então ele possa sugá-lo. E assim vamos encontrar em Jeremias 45:7 a 10 a avidez de Jeová por sangue, assim como também a comprovação dos seus atributos inferioríssimos, tais como os da vingança e da ira, além do seu instinto de destruidor e de genocida, da seguinte maneira:

Quem é este que sobe como o rio Nilo, como os rios cujas águas se encapelam? O próprio Egito sobe como o rio Nilo e como rios cujas águas se encapelam. E diz: ‘Subirei. Cobrirei a terra. Destruirei prontamente a cidade e os que habitam nela’. Subi, ó cavalos; e andai como doidos, ó carros! E saiam os poderosos, Cus e Pute, que manejam o escudo, e os ludins que manejam e entesam o arco.

E aquele dia pertence ao Soberano Senhor, Jeová dos exércitos, o dia da vingança para vingar-se dos seus adversários. E a espada há de devorar e fartar-se, e embebedar-se do seu sangue (grifo meu), porque o Soberano Senhor, Jeová dos exércitos, tem um sacrifício na terra do norte, junto ao rio Eufrates”.

Mas esse deusinho de araque, esse deusinho safado e pretensioso metido a genocida, que blefa afirmando que vai destruir a cidade e os seus habitantes, não deixa de ser tão mentiroso quanto essa própria Bíblia, e, também, tão imundo quanto esse próprio livro dito sagrado, pois que não passa de um espírito atrasado quedado no astral inferior. E ele não é senhor de nenhum exército, mas sim o chefe de várias falanges de espíritos obsessores, que são ainda mais atrasados do que ele. E a espada que ele fala é puramente fluídica, por isso não faz mal a nenhum ser humano, a não ser as suas más intuições, que faz mal apenas àqueles que têm afinidade com esse espírito malandrão, o famoso Jeová, o deus bíblico.

Espíritos iguais ou até piores do que esse deus bíblico, chefes de falanges, eu já enfrentei em minhas experiências científicas, e a todos eu derrotei. E mesmo quando esses chefes de falanges se uniram contra mim, assim como também as suas falanges, eu levei de vencida a todos eles, tanto que me tornei um saperólogo e depois um ratiólogo. E os bíblicos, que são todos acretinados, além de medrosos e covardes, ainda vêm pregar perante a este mundo que se deve temer ao deus bíblico, que se deve temer a sua ira. Caso esses espíritos estivessem encarnados, ou então eu estivesse desencarnado, eles iriam provar ainda mais da força do meu pensamento, para que assim pudessem aprender o que é a verdadeira coragem, somente existente nos verdadeiros homens de bem, nos homens verdadeiramente honrados.

E esse espírito inferior que se diz ser o deus bíblico, esse tal de Jeová, é astucioso de uma tal maneira, mas tão astucioso, que ávido por sugar o sangue dado em sacrifícios, vem afirmar que os homens com os mesmos sacrifícios que oferecem continuamente nunca podem se aperfeiçoar, já que assim não teriam mais a consciência dos pecados, por isso tem que haver sacrifícios para que haja uma lembrança dos pecados, com ele mesmo afirmando que não é possível que o sangue de touros e de bodes tire os pecados, uma vez que a sua intenção é apenas sugar o sangue desses animais dados em sacrifício, é o que vamos encontrar em Hebreus 10:1 a 4, assim:

Pois, visto que a Lei tem uma sombra das boas coisas vindouras, mas não a própria substância das coisas, os homens nunca podem, com os mesmos sacrifícios que oferecem continuamente, de ano em ano, aperfeiçoar os que se aproximam. De outro modo, não se teria parado de oferecer os sacrifícios, visto que os que prestam serviço sagrado, purificados uma vez para sempre, não teriam mais consciência de pecados. Ao contrário, por meio destes sacrifícios há de ano em ano uma lembrança dos pecados, porque não é possível que o sangue de touros e bodes tire pecados”.

Agora se pode compreender a razão pela qual o credo católico e as suas seitas afirmam que o sangue de Jesus, o Cristo, tira os pecados do mundo, e que nas missas os sacerdotes bebem o seu sangue, simbolizado através do vinho, em imitação aos espíritos quedados no astral inferior, que são ávidos por sangue, como já é mais do que sabido. E não somente o sangue de Jesus, o Cristo, como também a sua carne, uma vez que esse deus bíblico também é carnívoro, pelo menos o era quando encarnado, e que nas missas os sacerdotes comem o seu corpo, simbolizado através da hóstia, que eles afirmam ser de algum modo consagrada. Ainda em Hebreus, no mesmo capítulo, agora nos versículos 11 a 27, além do ciúme exacerbado, vamos encontrar a tudo isso da seguinte maneira:

Também, cada sacerdote assume o seu posto, de dia a dia, para prestar serviço público e para oferecer os mesmos sacrifícios, muitas vezes, visto que estes nunca podem tirar completamente os pecados. Mas, este homem ofereceu um só sacrifício pelos pecados, perpetuamente, e se assentou à direita de Deus, daí em diante esperando até que os seus inimigos sejam postos por escabelo dos seus pés. Porque é por meio de uma só oferta, sacrifício, que ele aperfeiçoou perpetuamente os que estão sendo santificados. Além disso, o espírito santo também nos dá testemunho, porque, depois de dizer: ‘Este é o pacto que celebrarei com eles depois daqueles dias’, diz Jeová. ‘Porei as minhas leis nos seus corações e as escreverei nas suas mentes’ (através de intuições obsessoras, digo eu). ‘E de modo algum me lembrarei mais dos seus pecados e das suas ações contra a lei’. ‘Ora, onde há perdão desses, não há mais oferta pelo pecado’.

Portanto, irmãos, visto que temos denodo para com o caminho de entrada no lugar santo, pelo sangue de Jesus (grifo meu), que ele inaugurou para nós como caminho novo e vivente através da cortina, isto é, sua carne (grifo meu), e, visto que temos um grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos com corações sinceros na plena certeza da fé, tendo os nossos corações aspergidos duma consciência iníqua e os nossos corpos banhados com água limpa. Apeguemo-nos à declaração pública da nossa esperança, sem vacilação, pois aquele que prometeu é fiel. E consideremo-nos uns aos outros para nos estimularmos ao amor e a obras excelentes, não deixando de nos ajuntar, como é costume de alguns, mas encorajando-nos uns aos outros, e tanto mais quando verdes chegar o dia”.

E esse deus bíblico que se autodeclara o deus dos exércitos, que com a sua espada fluídica formada por fluidos pesados e doentios, portanto, que não serve para nada, que blefa afirmando que vai destruir cidades e todos os seus habitantes, ainda é declarado como sendo o deus da paz, mesmo afirmando haver utilizado o sangue de Jesus, o Cristo, para realizar um pacto eterno. Quanta contradição! Quanta estupidez! E ao invés de considerar esse livro dito sagrado repleto de idiotices, de dizeres estapafúrdios, eivado de mentiras por cima de mentiras, que a classe sacerdotal utiliza como instrumento para acretinar aos seus arrebanhados, os bíblicos ainda se dispõem a andar com ele nas suas axilas, apoiado entre um dos braços e a parte lateral do corpo, como que a transferir as suas mentiras para as suas mentes atrasadas por osmose. Vejamos o que se encontra na Bíblia em Mateus 13:20, quando ele diz o seguinte:

Agora, o Deus da paz, que com o sangue dum pacto eterno tirou dentre os mortos o grande pastor das ovelhas, o nosso Senhor Jesus, vos equipe com toda coisa boa, para fazerdes a sua vontade, realizando em nós, por intermédio de Jesus Cristo, aquilo que é bem agradável à sua vista; a ele seja a glória para todo o sempre. Amém”.

A nossa humanidade ainda é tão atrasada de uma tal maneira, que dá até uma certa aparência de que os seus integrantes ainda não conseguiram alcançar a um nível de raciocínio adequado que possibilite a compreensão dos fatos mais simples, das coisas mais triviais, daquilo que não exige qualquer esforço de pensamento. Parece até que os seres humanos ainda não aprenderam sequer a ler as palavras mais claras, as que não exigem qualquer esforço para as suas interpretações, pois que postas no próprio sentido literal.

Caso não fosse assim, os seres humanos jamais iriam se dispor a seguir a esse livro mentiroso denominado de Bíblia, que retrata com fidedignidade a esse deus bíblico monstruoso, com características piores do que as do próprio Satanás, que foi inventado desde priscas eras, e que se tornou bíblico, pelo fato de Jeová haver contendido com Lúcifer, em razão deste haver se rebelado contra aquele, por não compactuar com a sua intenção em destruir a vida na Terra através do fogo. E o que é pior, ainda vêm afirmar que têm fé, a fé credulária, que adoram, que temem, que propiciam, que honram, que veneram, que glorificam, e, ao mesmo tempo, amam a esse deus bíblico. Quanta insensatez! Quanta estupidez! Quanta falta de raciocínio!

Meu Deus! Como alguém se dispõe a servir a um deus que é iracundo, vingativo, ciumento, belicoso, chefe de exércitos, genocida, destruidor de cidades, carnívoro, bebedor de sangue, e que ainda afirma que vai destruir os seus próprios filhos considerados como sendo ímpios, ao invés de regenerá-los? Como alguém se dispõe a servir a um deus que é adepto de sacrifícios de seres humanos e de animais para sugar o sangue desses viventes? Somente o atraso mental, mas muito atraso mental, pode justificar a tanta estupidez.

E o pior de tudo é que ainda existem aqueles que, apesar de tudo quanto aqui se encontra exposto com a maior das claridades, ainda continuam duvidando da mediocridade desse deus bíblico, pelo fato de serem covardes e extremamente medrosos, pois que têm um medo terrível de não alcançarem a salvação, além de serem castigados. Qual é o idiota que quer viver para sempre ao lado desse deus bíblico? O idiota que se dispuser a isso, que continue nessa sua tremenda mediocridade mental, pois que assim estará ao lado desses espíritos inferiores, logo ao desencarnar, uma vez que estará engrossando as falanges dos espíritos obsessores quedados no astral inferior, porque assim dificilmente irá retornar para o seu Mundo de Luz, como é a sua máxima obrigação, assim como é a obrigação de todos os seres humanos, após a desencarnação.

Mas para que não venha a prosperar tanta estupidez, tanta idiotice, tanta falta de senso, tanta carência de raciocínio, que esses bíblicos mais renitentes, sendo sacerdotes ou não, sendo arrebanhados pelos sacerdotes ou não, abram a sua Bíblia e leiam as palavras do próprio Jeová, do próprio deus bíblico, que se encontram em Ezequiel 39:17 a 24, e comprovem se esse a quem dizem adorar não passa de um sanguessugas, que adora sangue e carne, e que é tamanha a sua belicosidade, pouco importância dando à vida do encarnado, que trai àqueles a quem considera lhe foram infiéis, sendo ainda bem mais infiel do que estes, apesar de dizerem abertamente ser ele fiel, e tem ainda mais, bem mais, pois além de todos os atributos individuais inferiores já citados, esse deus infeliz não passa de um tremendo antropófago, ou andrófago, como queiram, quando afirma o seguinte:

“’E no que se refere a ti, ó filho do homem’, assim disse o Soberano Senhor Jeová: ‘Dize às aves de toda espécie de asa e a todos os animais selváticos do campo: Reuni-vos e vinde. Ajuntai-vos em volta do meu sacrifício que sacrifico para vós, um grande sacrifício nos montes de Israel. E haveis de comer carne e beber sangue. COMEREIS A CARNE DE PODEROSOS E BEBEREIS O SANGUE DOS MAIORAIS DA TERRA, de carneiros, de cordeirinhos e de cabritos, de novilhos, todos eles animais cevados de Basã. E haveis de comer gordura até à saciedade e beber sangue até à embriaguez, do meu sacrifício que vou sacrificar a vós(grifo e realce meus).

‘E tereis de fartar-vos, à minha mesa, de cavalos e de condutores de carros, de poderosos e de toda sorte de guerreiros(grifo meu), é a pronunciação do Soberano Senhor Jeová”.

Quem ainda não estiver satisfeito com tanta carnificina e sanguinolência desse deus bíblico pestilento e imundo, o estoque de palavras bíblicas que demonstram a sua avidez por sangue é imenso, por isso eu não vou perder mais tempo em citar as passagens que denunciam a essa sua avidez por sangue, quem quiser que se disponha a ler a esse livro asqueroso e comprove por si mesmo toda a importância que os espíritos inferiores quedados no astral inferior dão ao sangue. Esse livro perigoso afirma, inclusive, vejam só, que a alma da carne está no sangue, como já dito e como consta em Levítico 17:11.

Mas para findar a toda essa carnificina e sanguinolência bíblica, vejamos as intuições dos espíritos sanguessugas quedados no astral inferior, todos eles intuindo os seres humanos para que eles se tornem também bebedores de sangue, tais como se fossem verdadeiros vampiros, no caso em questão Davi, que foi intuído por esse deus bíblico a beber o sangue dos seus próprios semelhantes, já que costumava ofertá-lo a esse seu deus, conforme consta em 1 Crônicas 11:15 a 19, descrito da seguinte maneira.

E três dos trinta cabeças passaram a descer à rocha, a Davi na caverna de Adulão, ao passo que o acampamento dos filisteus estava acampado na baixada de Refaim. E Davi estava então no lugar de difícil acesso; e havia então uma guarnição de filisteus em Belém. Depois de um tempo Davi mostrou o seu almejo e disse: ‘Oh! Quem me dera beber da água da cisterna de Belém, que está junto ao portão’. Então os três romperam pelo acampamento dos filisteus e puxaram água da cisterna de Belém, que está junto ao portão, e vieram carregá-la e trazê-la a Davi. E Davi não consentiu em bebê-la, mas derramou-a para Jeová. E prosseguiu, dizendo: ‘Da minha parte, no que se refere ao meu Deus, é inconcebível fazer isso! Beberia eu o sangue destes homens que arriscaram as suas almas? (grifo meu) Porque foi arriscando as suas almas que a trouxeram’. E não consentiu em bebê-la. Estas são as coisas feitas pelos três poderosos”.

No astral inferior, os espíritos desencarnados passam a obsedar aos espíritos encarnados através das más intuições, que se dão por intermédio das vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas, de aura para aura, assim como também do esparjo dos seus fluidos pesados e deletérios sobre eles. A obsessão, pois, é um dos males de que mais sofre a nossa humanidade, que já se encontra bastante enferma, dada a imensa ignorância dos seres humanos em relação à espiritualidade. O seu perigo maior está precisamente em não ser percebida nos seus aspectos menos chocantes pelos que desconhecem as verdades espiritualistas que o Racionalismo Cristão difunde em sua doutrina, principalmente na parte referente à vida fora da matéria. A obsessão pode se apresentar de várias maneiras: sutil, amena, periódica, permanente, branda ou violenta.

Nas formas sutis e amenas a obsessão se manifesta por manias, pavores, esquisitices, fobias, cacoetes, excentricidades, exotismos, extravagâncias, paixões, fanatismos, covardia, indolência e por todos os excessos, como os sexuais, os de comer, os de rir ou chorar sem motivos, e muitos outros. Nas formas periódicas, permanentes, brandas ou violentas, a obsessão se manifesta segundo a mediunidade dos encarnados e as suas afinidades em relação aos obsessores, já que das faculdades do espírito humano que mais reclamam atenção e demorado estudo é a mediúnica, da qual, lamentavelmente, dela se têm pouco ou quase nada ocupado as organizações científicas. É esta, sem dúvida, uma lacuna que terá de ser preenchida com o progressivo desenvolvimento espiritual dos seres humanos.

A mediunidade, que se manifesta de múltiplas maneiras, em conformidade com o grau de evolução de uma ou mais das suas modalidades, é faculdade inata do espírito, inerente a todos os seres humanos, que dispõem, pelo menos, da intuitiva, a qual varia, ainda assim, de indivíduo para indivíduo, em conformidade com o desenvolvimento que vai obtendo, de encarnação em encarnação. Quando bem aproveitada, a mediunidade é sempre útil para toda a coletividade, mas altamente prejudicial se colocada ao serviço do mal. Os sentimentos superiores e os pensamentos positivos se atraem na razão direta das suas afinidades, e o seu instrumento de captação é a faculdade mediúnica. O espaço ocupado pela atmosfera terrestre está repleto não só de espíritos desencarnados, formando assim uma outra humanidade quase invisível, como de sentimentos e pensamentos diversos, daí resultando as vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas de duas correntes distintas, classificadas como sendo do bem e do mal.

Todo ser humano de caráter bem formado, que mantenha os sentimentos e os pensamentos voltados para as realizações úteis e alimente a vontade sincera de progredir espiritualmente, esforçando-se por alcançar a este alto objetivo, terá a envolvê-lo as correntes do bem, fortalecidas pelas vibrações magnéticas, radiações elétricas, radiovibrações eletromagnéticas e raios de luz das Forças Superiores. Com essa benéfica assistência o êxito se torna mais fácil.

De igual modo, quando o ser humano se predispõe à prática do mal, as suas vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas espirituais estabelecem os polos de atração das correntes afins do astral inferior, e passam então os obsessores, valendo-se da mediunidade intuitiva e outras mediunidades do ignorante, a influenciá-lo, mentalmente, para levá-lo a cometer as mais diversas formas de desatinos, que se revelam através dos inúmeros crimes que presenciamos no dia a dia.

O fato, em si, não tem nada de extraordinário, já que as más intenções, refletidas nos sentimentos inferiores e nos pensamentos negativos existentes no espaço inferior, situados na atmosfera que envolve o planeta, encontram correntes organizadas que a tais intenções se justapõem pela identidade formada entre as vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas da mesma natureza. Os grandes ou pequenos, ricos ou pobres, poderosos ou humildes, letrados ou iletrados, que vivem à margem dos bons costumes morais e éticos; os que praticam, oculta ou ostensivamente, ações indignas; os que trazem afivelada ao rosto a máscara da bondade e escondem na alma as feias vilanias; os assassinos, os ladrões, os vigaristas, os salafrários, os traidores, os desleais, os falsos, os hipócritas, os mentirosos, os valentões, os desordeiros, os pusilânimes, os vadios, os corruptos, os demagogos, e, em geral, todos os patifes, não passam, sem o saber, de seres escravizados a falanges obsessoras, que os tornam instrumentos dóceis dos seus desejos desordenados e os levam a praticar as mais abomináveis ações.

Essas falanges, que são formadas no astral inferior por afinidade de atração, encontram todas as facilidades no ambiente da vida material ou sobrenatural terrenas, em virtude da mediunidade dos seres e da corrente de apoio que os maus sentimentos e pensamentos humanos dão aos espíritos obsessores. Quanto mais desenvolvida tiver a mediunidade, tanto maiores serão os perigos a que os seres humanos estão expostos no viver cotidiano. Por isso, é de máxima importância que cada ser humano se esforce por conhecer o grau de desenvolvimento da sua faculdade ou faculdades mediúnicas, a fim de poder se orientar, com acerto, no controle dos seus sentimentos e pensamentos. Muitos loucos são médiuns desenvolvidos que chegaram à obsessão pelo desconhecimento das suas faculdades mediúnicas.

A loucura, por via de regra, é produto da ignorância da vida fora da matéria, por isso os psiquiatras e psicólogos vivem às tontas, procurando no cérebro as causas das enfermidades mentais, das nevroses, cujo cérebro eles mesmos demonstram não possuir, pois que não se dispõem a investigar e a pesquisar a vida fora da matéria, por serem fracos, indolentes, medrosos, covardes, pois que sendo pusilânimes não se dispõem a enfrentar os preconceitos advindos das suas próprias classes, por medo da comunidade científica, e de perderem as suas clientelas, ao serem expostos os seus pensamentos contrários a esse materialismo exacerbado, caso não se deixassem levar por essa corrente eivada de tanta estupidez.

Apesar de toda a ação deletéria que as forças do astral inferior exercem sobre a nossa humanidade, forçoso é reconhecer que a culpa da obsessão cabe, em grande parte, às próprias vítimas, por haverem, quando sãs, alimentado os sentimentos inferiores e os pensamentos negativos com que formaram as correntes de afinidade e de atração em que se apoiaram os espíritos obsessores. Os sentimentos e os pensamentos credulários, assim como os de perversidade, de vingança, de ódio, de egoísmo e outros semelhantes, vibram magneticamente, radiam eletricamente e radiovibram eletromagneticamente em todas as direções do astral inferior, estabelecendo contato imediato entre quem os emite e os espíritos obsessores.

As baixas camadas do astral inferior, pois, estão ligadas, por estreita afinidade e atração, aos seres humanos mentirosos, insinceros, mal-humorados, vingativos, invejosos, egoístas, irritados, desonestos, etc., assim como àqueles que alimentam fraquezas e vícios. Os seres humanos, ainda mesmo quando não aparentem estar obsedados, criam um clima profundamente danoso a si mesmos e aos membros da família ou às pessoas com quem convivem, forçados uns e outros que são a participar do mesmo ambiente, sem possuírem os esclarecimentos capazes de minimizar os efeitos perniciosos da má assistência. O resultado disso, quase sempre, é a perturbação ou a obsessão dessas pessoas, em qualquer das formas com que se apresentem.

Mas nem sempre os espíritos obsessores têm a consciência dos males que produzem, pois consideram que a verdadeira vida é a que eles estão vivendo, já que não mais desencarnam, sabendo-se imortais, enquanto que os encarnados têm que desencarnar, sendo mortais, e assim eles pensam que todos quando desencarnam vão se juntar a eles, ou seja, vão para o astral inferior, pois eles não sabem propriamente o que seja o astral inferior. Eles são também vítimas dos erros que praticaram, quando encarnados, pelo desconhecimento da vida fora da matéria. Essa lamentável ignorância fê-los prisioneiros do ambiente atmosférico da Terra, levados pela cegueira de falsas crenças e persuadidos de que nada mais existe para os que desencarnam, além do ilusório meio em que passaram a viver.

Procuram, então, desenvolver qualquer atividade nesse ambiente, passando a intuir aos seus ex-parentes, amigos e conhecidos, na suposição de que praticam boas ações, ou por sentirem prazer nessa atividade. Essas intuições, se bem aceitas, fornecem estímulo para outras, estabelecendo intensa coparticipação dos espíritos do astral inferior com os seres encarnados. Quando isto acontece, o caminho para a obsessão está aberto. Os espíritos obsessores, sempre que a afinidade for intensa, não se apartam da vítima, pelo prazer que têm de permanecerem onde se sentem bem. Quando a obsessão é provocada por espíritos que foram inimigos do obsedado na Terra, a ação perturbadora é exercida com maior violência contra ele, tornando-se mesmo comuns as crises furiosas.

O Racionalismo Cristão, em sua forma de doutrina, como ainda se encontra atualmente, realiza sessões públicas de limpeza psíquica, através das vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas dos seus militantes, que ainda se denominam de irradiações, em conjunto com a assistência que se encontra presente, com o objetivo de limpar os perispíritos dos seres encarnados dos fluidos grosseiros e materializados deste mundo e dos fluidos dos espíritos quedados no astral inferior.  Nessas sessões, como diz o médico Dr. Eldo Frota, em sua obra Espiritualismo Científico – Biologia Astral, somente os videntes, com o seu desenvolvido extra-sensorial sentido visual, assistem à fantástica viagem cósmica, trajetória do planeta Terra, que é um mundo-escola, para os Mundos de Luz, que são os mundos de estágios dos espíritos quedados no astral inferior. E, não resistindo ao encanto, terminam por descrevê-la na sua simplicidade, da seguinte maneira:

Os espíritos, juntamente com os seus perispíritos, ao adentrarem nas casas racionalistas cristãs, trazem consigo as mesmas formas dos seus corpos materiais das suas últimas existências, normalmente vividas em constantes sofrimentos, uma vez que, neste plano, há, geralmente, um grande predomínio dos fluidos mundanos, e, sob a total assistência do Astral Superior, são devidamente preparados para os verdadeiros traslados, ou seja, saída da atmosfera terrena e deslocamento para os Mundos de Luz de origem, quer dizer, para os mundos que lhes são próprios, de acordo com os seus graus de desenvolvimento espiritual”.

Nesse preparo verdadeiramente espiritual, os seus perispíritos, que antes da desencarnação envolviam os seus corpos materiais molécula a molécula, daí a manutenção da sua forma, sofrem a lei da transformação dos corpos, e perdem o formato característico adquirido neste planeta, assumindo uma forma geométrica, com uma cor e uma intensidade que lhes são próprias, além de um odor que lhes é peculiar, de acordo com os seus graus de evolução. Aí sim, eles se encontram aptos, livres de tudo o que for deste planeta, levando consigo como bagagem apenas as suas ações que foram praticadas, que irão se acrescentar ao seu acervo espiritual, do qual não se separam nunca. Lembrando aqui que em suas ações obsessivas, os espíritos obsessores sempre se apresentam apenas com o formato da cabeça.

Os seres humanos normalmente são repletos de desejos, que são próprios deste mundo Terra. Quando esses desejos tendem a aflorar em suas almas, de imediato eles passam a produzir os sentimentos e os pensamentos para engendrar uma maneira de alcançar as suas satisfações, por conseguinte, eles vibram, radiam e radiovibram, cujas vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas emanam das suas auras e vão se cruzar com as correntes que são afins a esses desejos. Nessas ocasiões, os espíritos quedados no astral inferior, que são afins a esses seres humanos, observam em suas auras as suas ansiedades por satisfazer a esses desejos, quando então deles se aproximam e passam a intuí-los, dando início ao processo de obsessão. Esses seres humanos recebem as intuições desses espíritos quedados no astral inferior e pensam que essas intuições são provenientes dos seus próprios pensamentos, já que ainda se encontram na fase da imaginação, por isso passam a imaginar, e assim, sendo impulsionados por esses espíritos inferiores, passam a agir no sentido de satisfazer aos seus desejos desordenados.

Quando isso ocorre, os seres humanos têm que fazer valer a força de vontade que possuem, reprimindo a esses desejos desordenados, que são efêmeros e passageiros, através da renúncia, e procurar o que de belo e útil possa existir em suas almas, a fim de pautar as suas ações naquilo que lhes traga proveito, tanto para si como para os seus semelhantes, pois que somente assim eles podem dar prosseguimento às suas jornadas evolutivas sem perda de tempo e sem contrair débitos para futuros resgates. Fernando Faria, em sua obra A Chave da Sabedoria, a página 321, afirma o seguinte:

Quando o espírito encarnado for assaltado por um desejo inferior, se possuir força de vontade bem desenvolvida, ela intervém, dominadoramente, vencendo a esse desejo, principalmente se o aliarmos à renúncia”.

Os espíritos quedados no astral inferior podem assumir a forma que bem quiserem, utilizando-se dos fluidos pesados e grosseiros que existem no ambiente terreno, além do mais eles possuem os seus corpos fluídicos, que lhes possibilitam essas suas transformações. No entanto, quando eles são tomados pelo ódio, pelo fato de serem malignos, perversos, maldosos, em que aflora o desejo incontido de praticar o mal, eles perdem até a capacidade de pensar, uma vez que os atributos individuais inferiores e os atributos relacionais negativos comandam os seus sentimentos e os seus pensamentos, apontando os caminhos a serem seguidos. Neste caso, apenas esses baixíssimos atributos são produzidos, por isso eles perdem a capacidade de produzir até os seus próprios sentimentos e pensamentos. Lembrando aqui que os atributos individuais e relacionais comandam os órgãos mentais.

Em minha evolução espiritual, eu havia deixado deliberadamente em meu espírito alguns atributos individuais inferiores, de modo estratégico, em obediência ao plano elaborado por Jesus, o Cristo, para a espiritualização da nossa humanidade, os quais me foram apontados por Luiz de Mattos quando na minha encarnação passada como Ruy Barbosa, estando a minha moral ainda incompleta, para que assim eu pudesse ser laboratório do astral inferior e, desta maneira, realizar as minhas experiências científicas acerca da baixa espiritualidade, a fim de que pudesse certificá-la, tanto para os seres humanos, como também para a comunidade científica, com o objetivo de que esta aprenda o que sejam realmente as experiências científicas.

Em sendo assim, tudo teria que ser real, em conformidade com o estabelecido no plano, para que então os espíritos obsessores pudessem me assediar de acordo com os meus atributos individuais inferiores, pois desta maneira eu poderia sentir em minha alma toda a pujança da sua força, servindo até como instrumento das suas maquinações, mas sem jamais praticar o mal, principalmente em relação aos meus semelhantes, embora andando lado a lado com ele, pois que os meus atributos relacionais positivos que formavam a minha ética já se encontravam completos em meu espírito, comprovando assim o dizer de Jesus, o Cristo, devo sempre repetir, que afirmou o seguinte: “Ser bom entre os bons é fácil, o difícil é ser bom entre os maus”.

E não somente isto, eu também teria que sopitar a todos esses atributos individuais inferiores que me foram apontados por Luiz de Mattos, e, desta maneira, completar de vez a minha moral, tornando-me, pois, um espírito verdadeiramente educado, que era a única maneira para que eu pudesse me universalizar, percorrendo as coordenadas do Universo, tornando-me um ratiólogo, ou um ser universal, tal qual o era Jesus, o Cristo, com a grande diferença que ele percorre as coordenadas do Universo bem mais distantes em relação às que eu percorro, chegando, inclusive, a contemplar diretamente a Deus, chamando-O de Pai. E tendo completado de vez a minha moral, eu pude então comprovar também a afirmativa de Luiz de Mattos, que afirmou o seguinte: “Vocês vão ver um fraco se tornar um forte”.

Como eu não praticava maldades, não atendendo assim aos anseios malignos dos espíritos obsessores, eles juntaram as suas falanges contra mim e tentaram de todas as maneiras, possíveis e imaginárias, desviar-me do caminho do bem, conseguindo em parte o seu intento, não que eu viesse a praticar o mal, mas enverando por caminhos tortuosos, e se assim algum mal eu pratiquei, pratiquei-o contra mim mesmo, e jamais contra qualquer semelhante, pois assim teria que ser, para que eu pudesse sentir em minha alma os problemas do mundo, e assim pudesse resolvê-los posteriormente.

Não logrando êxito nesses seus intentos malignos, constatando que todas as suas investidas eram sempre em vão, eles passaram então a nutrir um intenso ódio contra mim, que foi se intensificando cada vez mais, até que, certo dia, por ocasião das minhas experiências científicas com drogas ilícitas, formou-se o ambiente fluídico propício para que eu pudesse vê-los diretamente, então eu pude certificar as suas existências pessoalmente, através da minha própria visão, oriunda dos meus próprios olhos da cara. As duas figuras abaixo representam as formas com que dois desses espíritos quedados no astral inferior me apareceram em minha própria residência, comprovando assim que eles não respeitam os lares e nem qualquer outro local que seja privado, adentrando desrespeitosamente em todos os ambientes.

O espírito sempre evolui por intermédio das propriedades da Força, da Energia e da Luz, desenvolvendo o seu criptoscópio, o seu intelecto e a sua consciência, que são comandados pelos atributos individuais e relacionais, sejam eles inferiores ou superiores, positivos ou negativos, respectivamente, então todos os espíritos são inteligências, já que se encontram em demanda para a Inteligência Universal, o que implica em dizer que eles possuem o poder e a ação, os quais representam a vida, que são inerentes aos estágios evolutivos em que eles se encontram, que tanto podem ser utilizados para o bem como para o mal.

Quando qualquer ser humano desencarna, a sua obrigação é retornar para o seu Mundo de Luz de origem, que lhe é próprio, tornando a fazer parte integrante do Astral Superior, e, conforme seja o seu estágio evolutivo, da plêiade do Astral Superior, para que lá possa exercer a prática do bem em todos os sentidos, principalmente em relação aos espíritos que se encontram encarnados neste mundo Terra, que é o nosso mundo-escola.

No entanto, infelizmente, quando o espírito se encontra encarnado, ele geralmente se deixa levar pelo ambiente fluídico da atmosfera terrena, materializando-se, quando então os seus desejos desordenados passam a ser considerados acima de tudo e de todos, fazendo emergir os seus atributos individuais inferiores e os seus atributos relacionais negativos, que comandam aos seus órgãos mentais, ou seja, o criptoscópio, o intelecto e a consciência. Assim, ele passa a produzir sentimentos inferiores e pensamentos negativos, em conformidade com esses seus baixos atributos, por conseguinte, ele passa a vibrar magneticamente, a radiar eletricamente e a radiovibrar eletromagneticamente, em consonância com esses seus sentimentos e pensamentos produzidos, cujas vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas emanam da sua aura, formando as mais diversas correntes que se encontram na atmosfera terrena, que é a aura da Terra.

Os espíritos obsessores quedados no astral inferior observam a aura desse espírito que se encontra encarnado e, a seguir, passam a obsedá-lo, no que são acompanhados por outros que lhes são afins, ressaltando que esse espírito encarnado também é afim aos seus obsessores. Feita essa ligação de baixa natureza, esse espírito encarnado passa a engendrar mil e uma maneiras de satisfazer aos seus desejos desordenados, no que é incentivado e auxiliado pelos seus obsessores, passando assim a servir de instrumento, consciente ou inconscientemente, para as ações voltadas para o mal. Estando assim voltado para o mal, o seu corpo fluídico fica impregnado de fluidos pesados, deletérios, grosseiros, doentios, por isso ele fica materializado, e estando assim materializado, após a sua desencarnação, fatalmente ele irá engrossar as fileiras dos espíritos obsessores quedados no astral inferior, indo fazer parte de alguma das suas falanges, em decorrência, passando a obsedar aos espíritos que se encontram encarnados.

 

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