22.02- Aspectos gerais acerca da obsessão

Prolegômenos
22 de julho de 2018 Pamam

É certo que eu tive que realizar as minhas próprias experiências científicas acerca da baixa e da alta espiritualidades, para que então pudesse explanar com eficácia o Racionalismo Cristão, como também tive que chafurdar na lama infecta do ambiente mundano, a fim de que assim pudesse sentir em minha própria alma todo o mal nele contido, para que depois pudesse combatê-lo também com eficácia, resolvendo os problemas do mundo, ao dar início ao tratado da Veritologia, segregando-o do tratado da Saperologia, que todos ainda denominam, equivocadamente, de Filosofia, procedendo à união, a irmanação, a congregação, entre ambos os tratados, dando início ao tratado da Ratiologia.

Assim, e somente assim, foi que pude conceber e apreender o Saber, por excelência, para que estando ele apreendido em meu corpo mental, eu pudesse fornecer todos os seus fundamentos aos demais estudiosos, os quais deverão servir de base para a captação dos conhecimentos metafísicos que dizem respeito às religiões, e para a criação das experiências físicas que dizem respeito às ciências, segregando estas em relação àquelas, para que assim as parcelas do Saber possam ser todas investigadas através das religiões e pesquisadas através das ciências, pelo que também procedi ao casamento entre ambas, tirando as religiões da garras aduncas da classe sacerdotal, onde elas se encontravam, e ainda dando início às religiociências, as grandes responsáveis pelas coordenações entre as religiões e as ciências, que tratam de cada uma das parcelas do Saber.

Após tudo isso, eu tenho também que fixar os meus ideais na face da Terra, pois que somente com os esclarecimentos acerca da Espiritologia, os seres humanos não conseguem traçar uma diretriz de vida adequada para eles mesmos, uma vez que ainda se encontram na fase da imaginação, e a imaginação não contém os meios necessários para que eles possam estabelecer a amizade espiritual entre si, fazendo emergir a solidariedade fraternal, a única maneira de se formar um Estado Mundial em nossa humanidade.

Além disso, eu ainda tenho muitos outros encargos que pesam sobre os meus ombros, e o tempo desta minha encarnação é muito curto para que eu venha a assumir outros encargos, afora aqueles que assumi em conformidade com o que planejei em meu Mundo de Luz, em obediência ao fabuloso plano elaborado por Jesus, o Cristo, para a espiritualização de toda a nossa humanidade, por isso ele é o nosso Redentor.

Eu quero com isso dizer, que não coube a mim o grande encargo de realizar experiências com seres humanos obsedados, tidos como loucos, para que através destas experiências eu pudesse proceder às suas desobsessões, ou às suas normalizações, ou, ainda, às suas curas, pois esse grande encargo ficou sobre os ombros calejados de Luiz de Mattos, sob a sua inteira responsabilidade, uma vez que o próprio Racionalismo Cristão, desde que foi por ele fundado, já que ele é o nosso veritólogo maior, ainda em sua forma de doutrina, já pregava a todos a possibilidade de se proceder a cura dos doentes mentais, através dos seus valiosos ensinamentos doutrinários.

E assim, demonstrando para todos os seres humanos a razão pela qual ele é um dos dois expoentes da nossa humanidade, e também a razão pela qual Jesus, o Cristo, procedeu à sua nomeação de chefe de todos nós, portanto, de toda a nossa humanidade, esse gigante da espiritualidade pôde se desincumbir a contento desse tremendo encargo que foi posto sobre os seus ombros, demonstrando assim que tudo aquilo que se encontra sob a sua responsabilidade é totalmente cumprido. Essa experiência por ele realizada para a cura de obsedados, ou de loucos, encontra-se transmitida por Antônio Cottas, o consolidador da doutrina do Racionalismo Cristão, através da sua obra Cartas Doutrinárias – 1971 e 1972, as páginas 157 a 159, por ocasião da doutrinação de uma missivista, da seguinte maneira:

Por sua carta de 29 de novembro de 1971, deixa ver ser um espírito já conhecedor da vida fora da matéria, e pelo que tem observado nas sessões públicas e nos livros do Racionalismo Cristão, Prática do Racionalismo Cristão e A Vida Fora da Matéria, sabe que a obsessão é doença do espírito e não do corpo. Só se normalizam obsedados se aplicando as disciplinas dos capítulos X e XI do livro Prática do Racionalismo Cristão.

Quando o Racionalismo Cristão inaugurou a sua sede, na rua Jorge Rudge, 121, já havia improvisado, no segundo andar, um hospital para dementes, tendo Luiz de Mattos retirado alguns do hospício e da Casa de Saúde Dr. Eiras, considerados incuráveis, com a intenção de os normalizar.

Decorridos meses de tratamento, convencido da normalização dos internados, solicitou ao Ministério da Justiça a nomeação de uma comissão de psiquiatras para examinar os loucos, comparecendo ao Redentor, chefiando a comissão, o Dr. Juliano Moreira, então diretor do Hospital Nacional de Alienados, que depois de rigorosos exames constataram que estavam todos normais. Admirados e mal acreditando no que viam, o Professor Juliano Moreira disse a Luiz de Mattos:

— Comendador, por que não propõe ao Governo ir realizar sessões de Limpeza Psíquica no Hospício, para a cura dos loucos?

Luiz de Mattos respondeu sorrindo:

— Não é essa a nossa finalidade. Quisemos apenas provar que a loucura é mal do espírito e não do corpo.

Palestraram, ainda, por algum tempo, e a Comissão se retirou satisfeita e impressionada com o que acabava de presenciar.

Cumprido esse dever, o fundador do Racionalismo Cristão pediu aos responsáveis pelos internados que os fossem buscar, e os entregou lúcidos e esclarecidos, não mais internando ninguém, pois no andar superior residia com a sua família.

Decorridos são muitos anos a se difundir os ensinamentos do Racionalismo Cristão. Aqueles que os aceitam como verdade, têm feito progresso espiritual e até material.

Assim sendo, pelo que a senhora expõe em sua carta, de nada vale pensar na normalização da sua irmã, porque não há ambiente para isso.

Se a senhora fosse independente, tivesse liberdade para levar a enferma para a sua casa e se dispusesse a ter uma enfermeira esclarecida e a mantê-la em um ambiente espiritual são, esteja certa que em trinta a sessenta dias, a sua irmã se normalizaria, pois é inteligente, mas é um médium avassalado, e o astral inferior goza com o sofrimento dela e com a perturbação dos demais da família.

Cuide a senhora de si mesma e se precavenha contra a corrente contrária e agressiva. Queira bem à sua irmã e à sua família, irradie nas horas certas por essas criaturas, mas terminadas as irradiações, não mais tenha o pensamento voltado para elas.

O Racionalismo Cristão é simples, franco, verdadeiro, não explora ninguém e orienta dentro das leis que regem o Universo, dirá sempre a verdade, como fez Cristo. Mentir, enganar, ludibriar, nunca.

Medite sobre os capítulos II – III – V – VI – VII – IX – XII e XVI do livro Racionalismo Cristão, e se convença de que somos o que pensamos, e conforme fizermos, assim teremos.

Desejamos-lhe valor espiritual e saúde física”.

Aqueles que são mais intelectuais, portanto, que são mais compreensivos, e que possuem um poder maior de interpretação em relações aos textos que se dispõem a ler, devem ter compreendido o seguinte:

  1. Os que exercem a profissão de médico e que atuam na área da psiquiatria, jamais, em tempo algum, conseguiram curar aos doentes mentais que se encontram sob os seus cuidados, e que são considerados como loucos, pois o único tratamento que eles procedem em seus pacientes é a aplicação de drogas, que atuam diretamente no cérebro e no sistema nervoso dos enfermos;
  2. A comissão de psiquiatras, chefiada pelo Dr. Juliano Moreira, pôde constatar in loco a cura de todos os doentes mentais que se encontravam sob os cuidados de Luiz de Mattos, principalmente através das vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas dirigidas a Deus e ao Astral Superior, que proporcionaram a limpeza fluídica do ambiente em que se encontravam os enfermos, por conseguinte, as suas limpezas psíquicas, ou seja, a limpeza dos seus corpos fluídicos;
  3. Cabia diretamente aos psiquiatras que integravam a comissão, investigar e pesquisar a todo o processo de tratamento utilizado por Luiz de Mattos, para que então pudessem aplicar o mesmo tratamento na cura dos seus pacientes;
  4. O encargo de propor ao Governo a realização da limpeza psíquica nos hospícios, para a cura de loucos, cabia diretamente a esses psiquiatras, já que eles eram os profissionais da área e trabalhavam diretamente para o Governo, e não a Luiz de Mattos;
  5. Os psiquiatras ficaram totalmente cientes e plenamente convencidos de que as curas dos enfermos se deram no âmbito espiritual, e não no âmbito material, portanto, que a cura da loucura é mal do espírito, e não do corpo carnal;
  6. A omissão por parte dos psiquiatras em investigar e pesquisar as causas e os efeitos da loucura, assim como também todo o seu processo de tratamento e cura, que eles mesmos testemunharam, além da recusa em propor ao Governo a realização da limpeza psíquica nos hospícios e em seus pacientes, demonstra claramente a covardia e o medo desses psiquiatras em assumir as suas responsabilidades médicas no âmbito da espiritualidade, por lhes faltar a coragem necessária e o destemor devido para enfrentar com bravura as repercussões das suas decisões, tanto em relação aos seus colegas de profissão, como em relação à comunidade científica;
  7. A covardia e o medo por parte dos médicos que atuam na área da psiquiatria deixam de beneficiar a todos os seres humanos que padecem do mal da obsessão, loucos ou não, sendo deveras lamentável que a ausência da coragem, do destemor e da bravura, venha a prejudicar uma profissão que deveria ser exercida em prol do bem comum;
  8. Quando Luiz de Mattos sorriu antes de responder à pergunta do Dr. Juliano Moreira, tudo indica que ele previa que esses procedimentos adotados pela comissão de psiquiatras iriam ser revelados por mim ao mundo, ou seja, que todos eles eram covardes e medrosos, além de maus profissionais, mais propriamente charlatães. Então esse seu sorriso expressava mais ou menos o seguinte: “vocês não fazem a mínima ideia do que ainda vem pela frente”;
  9. O item anterior se explica em função do fato de Luiz de Mattos haver previsto que a doutrina do Racionalismo Cristão deveria ser explanada no futuro, conforme ele mesmo demonstra em sua obra Pela Verdade, a página 21, quando diz “Procure, pois, a mocidade estudiosa e patriota saber esperar, e tudo chegará no seu devido tempo, para glória da ciência e da humanidade”, em sua obra Vibrações da Inteligência Universal, a página 142, quando diz “Se a mocidade tivesse quem lhe explicasse, com base, com honra e critério, quais os deveres a que estão sujeitos os seres humanos, uns para os outros, neste momento”, e outros dizeres mais. Além do mais, se ele transmitiu um recado de Jesus, o Cristo, ao cardeal Arcoverde, conforme consta em sua obra Cartas ao Cardeal Arcoverde, as páginas 237 e 238, ao dizer: “Ele vos manda dizer, mestre cardeal Arcoverde, que de fato, os tempos são chegados, não só para que toda a Humanidade se esclareça, como para que o Vaticano, e assim vós e todos os vossos escravos e parceiros, tomem novos rumos e se cristianizem, como se cristianizar devem todos os povos, até ao fim do presente século”, pode-se concluir facilmente que ele reunia as condições espirituais plenas para também enviar um recado a todos os médicos psiquiatras do mundo, ora transmitido por este explanador do Racionalista Cristão, como assim ele me ordenou;
  10. Quando Luiz de Mattos, em resposta ao Dr. Juliano Moreira, afirmou que “Não é essa a nossa finalidade (grifo meu). Quisemos apenas provar que a loucura é mal do espírito e não do corpo”; ele quis dizer o seguinte:
  1. Que cabia diretamente a ele realizar a esse tipo de experiência relativa à cura dos enfermos portadores do mal da loucura, através da espiritualidade;
  2. Que cabia diretamente aos psiquiatras integrantes da comissão avaliadora pericial, não somente propor ao Governo a realização de sessões de Limpeza Psíquica no Hospício, mas também em todos os recantos do mundo, principalmente por parte dos psiquiatras, que medram inutilmente na matéria, recusando-se em aceitar a espiritualidade, por isso desempenhando o papel de charlatães;
  3. Que o termo nossa, por ele empregado, refere-se diretamente a ele e a mim, posto que coube a ele a fundação do Racionalismo Cristão, em sua forma doutrinária, e a mim a sua explanação, pelo fato de sermos os dois expoentes da nossa humanidade, então a “nossa finalidade” implica em dizer que somos os dois grandes responsáveis pela espiritualização de todos os seres humanos, uma vez que esta é a finalidade do Racionalismo Cristão, conduzir os rumos da nossa humanidade pelos caminhos da espiritualidade, em seu retorno para Deus.

É preciso que eu me estenda um pouco mais neste tópico para descrever as ações maléficas dos espíritos quedados no astral inferior, que assim, por serem todas nefastas à vida dos encarnados, prejudicam, sobremaneira, o modo dos seres humanos se conduzirem com satisfação e correção neste mundo Terra.

Uma das ações maléficas desses espíritos quedados no astral inferior diz respeito ao encabrestamento e ao arrebanhamento dos seres humanos para as hostes dos credos e das suas seitas que pululam por esse mundo afora de meu Deus. Os sacerdotes se caracterizam como sendo os maiores instrumentos desses espíritos obsessores, pois quando eles desencarnam passam a fazer parte integrante do astral inferior, com raríssimas exceções, e assim, estando quedados na atmosfera terrena, passam a intuir a classe sacerdotal a que pertenciam para que esta venha a engendrar mil e uma maneiras de manter bem encabrestados os seus arrebanhados, assim como também agindo no sentido de arrebanhar a outros espíritos encarnados que tenham afinidade com algum tipo de credo ou seita.

Do mesmo modo, os que seguem com ardor aos credos e as suas seitas, quando desencarnam, passam também a fazer parte integrante do astral inferior, com raríssimas exceções, e assim, estando igualmente quedados na atmosfera terrena, passam a intuir aos que têm afinidades com os credos e seitas, no sentido de arrebanhá-los para as hostes dos credos e seitas que professavam, em auxílio direto aos sacerdotes do mesmo credo, já que, quando encarnados, eram os seus fiéis seguidores, pois que eram liderados por eles.

Os espíritos quedados no astral inferior frequentam todas as igrejas católicas e protestantes, assim como também os templos judaicos, islâmicos, budistas, espíritas, e todos os demais. Assim, pode-se observar perfeitamente, com a máxima clareza, as ações desses espíritos obsedando aos credulários mais fracos em todas esses antros perniciosos, pois que eles ficam com as mãos estendidas para a frente, com as palmas voltadas para cima, com as cabeças voltadas para o alto, com os olhos fechados ou trêmulos como que em súplicas, e as bocas abrindo e fechando seguidamente, em movimentos rápidos, como que dirigindo palavras ao seu deus, bíblico, alcorânico, ou não, cujas palavras são decorrentes das intuições dos obsessores que se encontram em todos esses antros perniciosos, e não decorrentes dos seus próprios pensamentos.

A essa tremenda obsessão eles denominam de fervor. Não sabem esses infelizes credulários, todos obsedados, que a palavra fervor possui o significado de ferver. Ora, tudo aquilo que se encontra a ferver, assim se encontra em função da ação direta do fogo. Então, em analogia, todos aquele que se encontra em estado de fervor nos templos credulários, assim se encontra em função da ação direta dos espíritos obsessores, que nele provocam todo esse calor veemente, toda essa ardência. Esse calor veemente, essa ardência, ou esse ardor, não se traduz em energia ou em entusiasmo, mas sim em paixão, nada mais que paixão, em paixão desenfreada. Essa paixão desenfreada, por sua vez, provoca um desejo veemente de conseguir algo que se encontra inoculado em seu corpo mental pela classe sacerdotal, qual um poderoso veneno, cujos efeitos são distribuídos de diversas maneiras, como os desejos da salvação, da adoração, da prece, do temor, da obediência, e tudo o mais que se situa no âmbito do sobrenatural. E assim, estando obsedado, e bem obsedado, ele pensa que esse seu fervor é dignificante, como se fosse um zelo ardente no exercício da piedade, da devoção, da caridade, uma grande dedicação ao deus que julga existir, quando, na realidade, todo esse seu fervor, ou toda essa sua fervura, é o estado de obsessão em que se encontra, como se estivesse em ebulição, que não passa de alvoroço, agitação, exaltação, com ele alcançando o estado de efervescência.

É nesse estado de efervescência que os espíritos encarnados vão se tornando cada vez mais inquietos, em que essas suas inquietudes os vão tornando cada vez mais irritáveis, irascíveis, temperamentais, convulsionados, exaltados, deveras revoltados contra tudo e contra todos, principalmente contra aqueles que eles julgam serem os grandes inimigos dos credos e das seitas que praticam. E assim, as suas disposições de ânimo tendem para a violência, tendem para abater àqueles que julgam serem os seus grandes inimigos. É o ponto máximo, o auge do fanatismo e da intolerância credulários.

Ao atingirem a esse estado extremo de obsessão, os seres humanos se dispõem a realizar tudo aquilo que os seus obsessores determinam, seja em obediência direta a esses obsessores, seja em obediência aos seus superiores sacerdotes, que também são obedientes aos espíritos obsessores. E aqui nós vamos encontrar a razão pela qual os seres humanos sacrificam as suas próprias vidas para destruir as vidas daqueles que julgam serem os seus inimigos, que são os famosos homens-bomba, característicos da ala mais fanática e intolerante do credo muçulmano. Como se pode facilmente constatar, são as ações dos espíritos obsessores que causam o fanatismo e a intolerância credulários.

Geralmente os católicos são menos fanáticos e intolerantes, a não ser alguns grupos que se destacam dos demais, os quais recebem alguns nomes específicos, que nas missas e nos demais cultos do catolicismo demonstram a todo esse “fervor”. Mas isso hoje em dia, pois que no passado eram todos fanáticos e intolerantes, uma vez que julgavam, torturavam, trucidavam, assassinavam, guerreavam e matavam queimados na fogueira todos aqueles que não professavam o credo católico, como se pode comprovar através da Inquisição e das Cruzadas, além das queimas das feiticeiras. Mas mesmo nos tempos atuais, menos por falta de cultura, e mais por estupidez, os que são arrebanhados pelo credo católico relevam todas essas atrocidades que foram praticadas pelo próprio credo que praticam, como se as torturas, as trucidações, aas guerras e as mortes terríveis de milhares e milhares de seres humanos não tivessem qualquer relevância no contexto histórico, além das depravações vaticânicas e dos seus sacerdotes, pois que esse credo pernicioso não possui um mínimo de moral, e continuam a frequentar as suas igrejas, indo docilmente ao encontro dos espíritos obsessores que pautam as suas ações maléficas em prol desse tenebroso credo.

Enquanto que as inúmeras seitas protestantes são filhas legítimas do credo católico. Aqui a situação ainda é bem pior, pois hoje em dia qualquer “Zé Buchudo”, seres humanos tremendamente obsedados, inescrupulosos e desonestos, por demais mentirosos, logo se fazem sacerdotes, juntando-se por afinidade a essa classe pestilenta, e assim, tais como sacerdotes, fundam logo um seita para si, com as mais variadas denominações, e logo os espíritos obsessores, que são os seus auxiliares desencarnados, passam de imediato a agir no sentido de arrebanhar e encabrestar aos seres humanos mais fracos para as suas hostes.

Quem no mundo não conhece pelo menos um “Zé Buchudo” dessa categoria inferioríssima? No Brasil temos o Edir Macedo, que se intitula de bispo, o chefe da Igreja Universal do Reino de Deus; o Romildo Ribeiro Soares, mais conhecido como R. R. Soares, que se intitula de missionário, um verdadeiro missionário de Satanás, caso este personagem inventado em tempos idos realmente existisse, líder da Igreja Internacional da Graça de Deus; o Valdomiro Santiago, que se intitula de apóstolo, o líder da Igreja Mundial do Poder de Deus; o Silas Malafaia, pastor e presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que é metido a zangado, mas que só tem bafo, e muito bafo; e muitos outros que são da mesma laia. Todos esses patifes mentirosos e estelionatários são chefes das suas próprias seitas, proprietários de muitas igrejas espalhadas pelo Brasil e pelo mundo, que arrecadam riquezas colossais explorando aos seus arrebanhados, todos tornados cretinos por esses malfeitores da nossa humanidade, que auxiliados pelos espíritos obsessores engendram mil e uma maneiras de arrecadar cada vez mais riquezas, através de todo o tipo de patifaria.

E o pior de tudo é que todos os sacerdotes pousam como se fossem homens exclusivos de Deus, como se tivessem sido enviados por Deus, como se fossem seres humanos especiais, quando, em verdade, deveriam se envergonhar de si mesmos, caso tivessem honra e caráter, ou, pelo menos, alguma hombridade, pois que qualquer ser humano um tanto mais raciocinador sabe que nós somos todos filhos de Deus, sem que haja qualquer exceção, não do deus bíblico e outros, e que por isso todos temos a mesma importância no contexto da existência, que é eterna e universal, pois que um filho jamais pode ter mais importância do que outro. Portanto, o que nos diferencia uns dos outros é o valor, valor que é conquistado à custa de ingentes sacrifícios, do desprendimento de esforços, com lutas intermitentes em prol de si mesmo, e depois em prol dos semelhantes, após primeiro haver se ajudado a si mesmo, como Jesus, o Cristo, assim nos ensinou, sendo assim, e somente assim, que o espírito realmente adquire o valor que detém, perante a si e também perante aos seus semelhantes. Tudo isto implica em dizer que esses sacerdotes não possuem qualquer valor, sendo todos eles nocivos à nossa humanidade, por serem peçonhentos, já que inoculam o veneno da ignorância nas mentes dos seres humanos, e a ignorância é o grande mal da nossa humanidade, palavras de Jesus, o Cristo.

Os sacerdotes representam a classe que se caracteriza como sendo a maior semeadora da ignorância neste nosso mundo-escola, pois como bem afirmou Jesus, o Cristo, “A ignorância é o grande mal da humanidade”, assim como também afirmou que “Só a verdade poderá livrar a humanidade das garras da ignorância”. Então, é de se indagar: Como é que um ser humano pode acreditar na Bíblia, principalmente no Velho Testamento, se na época de Jesus, o Cristo, a ignorância se caracterizava como sendo o grande mal da nossa humanidade? Como é que um ser humano pode acreditar na Bíblia, se o próprio Jesus, o Cristo, declarou explicitamente que somente a verdade poderia livrar a nossa humanidade das garras da ignorância? Ora, se o nosso Redentor também declarou explicitamente que a 2.000 chegará, mas daí não passará, é porque a verdade universal já foi transmitida pela doutrina do Racionalismo Cristão, e está agora sendo devidamente explanada através da sabedoria, com ambas estando devidamente coordenadas pela razão, o que caracteriza o fim dos tempos da ignorância, por isso se diz que os tempos são chegados, ou, então, que estamos adentrando no Juízo Final, o final da guerra entre o bem, representado pelo esclarecimento espiritual, e o mal, representado pela ignorância acerca da espiritualidade. E que ninguém se espante em relação ao ano 2.000, que ainda não passou, uma vez que ele deverá ser justificado e explicado em toda a sua plenitude, pois, como diz Luiz de Mattos, nós, os racionalistas cristãos, não entramos jamais em contradição, nunca.

Todos esses seres humanos que têm afinidade com algum tipo de credo ou seita são espíritos fracos, indolentes, fáceis de serem manuseados, de serem conduzidos pelos sacerdotes, pois que têm os seus corpos mentais ainda muito atrasados, por isso não dão o devido trato ao raciocínio, já que a luz astral que existe em seus espíritos ainda é muito tênue, por isso eles não conseguem se esforçar por adquirir a consciência da inexistência do sobrenatural, já que não buscam com denodo as explicações para todo o esplendor que existe na natureza, que tanto para eles, como para todos os demais, deveria ser o livro verdadeiramente sagrado, pois que a sua leitura se encontra ao alcance de todos que tenham adquirido a boa vontade, bastando apenas um pouco de esforço para que consigam ler com propriedade tudo aquilo que nele se encontra escrito pela Inteligência Universal, ou por Deus.

Então todos os arrebanhamentos e todos os encabrestamentos dos seres humanos fracos e indolentes por parte dos credos e das suas seitas, são frutos de uma tremenda obsessão, que é causada pelos espíritos obsessores que se encontram decaídos no astral inferior. Como eu adotei o método da repetição para a minha explanação do Racionalismo Cristão, nos momentos oportunos ela deve ser sempre utilizada. Ignácio de Loyola é um exemplo clássico desse tipo de obsessor, conforme nos relata Antônio Cottas, em seu artigo sobre alguns trechos da vida de Luiz de Mattos, inclusive como se iniciou na Espiritologia, que se encontra inserido na obra Páginas Antigas, as páginas 117 a 119, cujo trecho sobre as ações obsessivas desse ex-sacerdote, que foi santificado pela Igreja Católica, e que hoje é o famoso Santo Ignácio de Loyola, que nos narra assim:

No fim da quarta sessão que Luiz de Mattos, sem interrupção, vinha presidindo, atua um espírito em um dos médiuns ao lado dele e o insulta barbaramente. Desconhecendo esse fenômeno e supondo fosse o médium o insultador, leva a mão ao bolso para sacar o revólver, quando rapidamente fica atuado o outro médium, e lhe fala o padre Antônio Vieira:

— Acalma-te! Quando para cá vieres, deixa lá isso em casa. Pois então não vês que o médium é um simples porta-voz dos espíritos? Como querias agir por essa forma, se no espírito não podias atirar, nem matar?

— Tem paciência, estuda, eu te ajudarei; porém, é a ti que compete doutrinar, não só esse, como tantos milhares de outros que te irão aparecer, e assim precisas me ajudar a limpar a atmosfera da Terra dos jesuítas que nela se têm quedado para a prática, ainda mais desenvolvida, de crimes, que também já praticavam quando encarnados. Acordaste tarde; era para aos 26 anos teres iniciado comigo estes trabalhos, mas já que despertaste agora, e foi preciso que te sacudisse o ataque cardíaco, para te lembrares que a vida não desce à sepultura, e sim ascendendo ao Espaço (grifo meu), a se ligar a outras vidas, não podes mais perder tempo. Ajuda-me, pois, meu filho, estuda, e outros a ti se juntarão para levar por diante a bela doutrina de Cristo.

— Esse espírito que acabou de se manifestar é Ignácio de Loyola, teu e meu companheiro em diversas encarnações. Há 400 anos que ele se queda na atmosfera da Terra (grifo meu), como terrível obsessor e chefe de grandes falanges. Cabe a ti doutriná-lo, e lhe mostrar o erro em que vive.

Acalmado tudo e encerrada a sessão, não mais faltou Luiz de Mattos aos trabalhos nesse Centro, pobre materialmente falando, mas riquíssimo de luz, inteligência, de saber, enfim.

Nas sessões seguintes, novamente se manifesta o espírito de Ignácio de Loyola e, prevenido que estava Luiz de Mattos pelo Guia padre Antônio Vieira, deixou Loyola falar à vontade. De súbito, Luiz de Mattos entra em uma longa dissertação da Natureza, referindo-se a Deus, não à semelhança do homem, mas como Inteligência Universal, a irradiar por toda parte onde existe vida.

Loyola se espanta do que ouve do seu ex-companheiro jesuíta, quando Frei Bernardo ou S. Bernardo, e lhe pergunta:

— Mas tu que, como eu, não acreditavas em Deus, tu que há pouco eras ateu, eras materialista, como e onde foste aprender coisas tão belas, como as que me explicaste?

— Amigo, o grande Pe. Antônio Vieira, de nós muito conhecido, disse-me ser preciso acordar, que no Universo apenas existem Força e Matéria (leia-se Força e Energia, em que a Luz a tudo penetra, digo eu) e que na Terra os encarnados são instrumentos simplesmente do bem ou do mal. Portanto, se o que eu te disse te espantou, eu nada mais fui que porta-voz das Forças Superiores (grifo meu), que a seu encargo têm a remodelação do planeta e tu a elas precisas pertencer.

Grande foi o diálogo havido, porém, o resumimos e damos apenas uma ideia de como se iniciou o chefe do Racionalismo Cristão nesta bela doutrina.

Enquanto Luiz de Mattos dissertava com a sua voz de trovão, de orador, de impulsionador, Loyola, cada vez mais iluminava a sua alma e, rompendo do véu de negrura em que estava envolvido, ia vendo, luminoso, radiante, o espírito de Luiz de Mattos, assistido por Antônio Vieira, Camões, S. Pedro, Custódio Duarte e tantas outras almas suas conhecidas. Reconhecendo-se vencido pelas verdades que havia proferido Luiz de Mattos, pede-lhe que irradie sobre a sua alma, reconhecendo que foi o maior dos desgraçados, que se sentia sem coragem para olhar o quadro das suas obras, já agora tão nitidamente gravado na sua aura (grifo meu) e que ao rememorar o passado, não via outra coisa senão barbaridades; que o ajudasse, com a sua irradiação de valor, pois queria, desejava, precisava, entrar em lutas para o bem geral, onde mais depressa pudesse descontar as suas faltas.

Retirando-se Loyola, esclarecido, havia dado Luiz de Mattos o primeiro passo para a explanação (leia-se transmissão, digo eu) da verdade, tão desejada por Cristo. Os companheiros e amigos de Luiz de Mattos, presentes àquela sessão lhe disseram que estavam impressionados com o que dele ouviram, ao que ele respondeu não mais se recordar do que dissera, e que tudo aquilo lhe viera no momento, não sabendo mesmo explicar como se prestara a definir a Inteligência Universal, quando nem em Cristo ele acreditava, visto lhe terem apresentado como um poltrão. Agora, porém, analisando a sua obra, concluía ter sido ele um homem lutador, valoroso e apto a reagir a todos os insultos no terreno da luta (grifo meu)”.

Eu devo aqui ressaltar o fato de Luiz de Mattos não mais se recordar do que havia dito, com tudo lhe vindo no momento, não sabendo explicar como se prestara a definir a Inteligência Universal, passando a acreditar em Jesus, o Cristo. Em relação a este, a sua descrença se referia à estória que ele havia recebido uma bofetada na face e, logo a seguir, dado a outra face para ser esbofeteado novamente, com tal estória não passando de uma tremenda mentira. Luiz de Mattos não era um médium de incorporação, então nenhum espírito estava comunicando algo através dele, pois que ele era o porta-voz do Astral Superior, como ele mesmo afirmou.

A explicação para isso é relativamente simples. Como o Pe. Antônio Vieira afirmou, a vida não desce à sepultura, e sim ascendendo ao Espaço, que era o caso de Luiz de Mattos, uma vez que ele iria se tornar o nosso veritólogo maior. Então, estando concentrado nos trabalhos espirituais, ele foi alçado ao Espaço Superior pelos espíritos de luz que integravam a plêiade do Astral Superior e que o estavam assistindo, ligando-se ele a outras vidas, ou seja, formando uma corrente com esses espíritos de luz, para que assim pudesse tanto captar como ser intuído em relação aos conhecimentos metafísicos acerca da verdade. Por isso, estando ele elevado ao Espaço Superior, de súbito, entrou em uma longa dissertação acerca da Natureza, como se a estivesse realmente lendo, tal como sendo o verdadeiro livro sagrado, por conseguinte, referindo-se a Deus, não à semelhança do homem, pois que isto se situa no âmbito do sobrenatural, mas como Inteligência Universal, já que todos nós somos também inteligências, pelo fato de sermos partículas de Deus, ou seja, da Inteligência Universal, a vibrar, a radiar e a radiovibrar por toda a parte onde existe vida, pois que nós também vibramos, radiamos e radiovibramos, tal como o nosso Criador, através das nossas auras, para que assim possamos interagir uns com os outros por todo o Universo.

É sabido que o sono é a supressão das funções de relação entre o espírito e o corpo carnal, sendo, pois, a suspensão da atividade psíquica, a quase cessação da vida animal. Durante o sono o corpo carnal repousa, sendo concedida à alma uma trégua da vida de relação. Enquanto repousa, o corpo carnal repara as suas perdas, refazendo a sua parte orgânica, enquanto a alma se retempera, aprestando-se para a luta cotidiana, aproveitando-se dessa trégua. O sono, como a vigília, é um modo de ser do vivente, em que tanto o corpo carnal como a alma afirmam as suas existências, em antítese, pois que a vida dos encarnados é dupla: animal e espiritual; para que assim possa se comprovar toda a realidade da vida de relação. A causa do sono, a única, a real, a verdadeira, aquela que determina e impõe a sua existência, é a necessidade da suspensão da atividade psíquica, a supressão da vida de relação, através da paralisação temporária da vida animal. Assim, o sono é para a alma o que a fome e a sede são para o corpo carnal. Pela fome e pela sede o corpo carnal reclama alimentos, enquanto pelo sono a alma pede alento da vida de relação. O sono, pois, é uma necessidade psíquica, em conformidade com o Dr. Pinheiro Guedes.

Quando o ser humano se encontra dormindo, a sua alma se afasta do seu corpo carnal, ficando ligada a ele através dos cordões fluídicos. É o que se denomina de desdobramento. O desdobramento será muito importante no futuro da nossa humanidade, pois será por seu intermédio que os seres humanos poderão visitar outros mundos, que se encontram localizados em outras regiões do Universo, ou seja, em outras coordenadas universais, pois as viagens através de naves espaciais são infrutíferas, posto que ilusórias, já que nenhuma nave tida como espacial consegue ultrapassar a atmosfera terrena.

Durante o sono, quando em desdobramento, estando afastado do seu corpo carnal e ligado a ele através dos cordões fluídicos, a alma humana tanto pode ficar quedada no astral inferior, tendo ela afinidade ou não com os espíritos que lá se encontram decaídos, uma vez que isto depende das circunstâncias em que se encontra o espírito nessa ocasião, havendo recordações ou sonhos; como também pode visitar o seu próprio Mundo de Luz, para que lá possa se retemperar da vida de relação, mas de nada se lembrará ao acordar, pois que se fecha a cortina que separa este mundo-escola dos Mundos de Luz, para que assim o espírito possa se concentrar na sua vida de encarnado, retomando a posse do seu corpo carnal, pois, caso não fosse assim, ele perderia todo o ensejo, toda e qualquer motivação para continuar encarnado. Humberto Fecher, em sua obra Perspectivas Perante a Inteligência Universal, a página 30, tratando acerca do assunto, vem nos relatar o seguinte:

Na hora do repouso do corpo físico (sono), caso consiga ultrapassar as barreiras das perturbações terrenas, poderá ir ao seu mundo de estágio para se reabastecer dos fluidos necessários à sua jornada. Entretanto, não trará quaisquer tipos de recordações dele. Apenas sentirá um grande bem-estar, mais ânimo, enfim, terá um grande fortalecimento, tanto espiritual como físico, que o auxiliará na luta cotidiana. A impossibilidade de se lembrar do seu mundo de estágio e companheiros de jornada, é devido à necessidade que o espírito tem de se concentrar apenas na vida terrena, assumindo o seu corpo carnal como o seu ‘eu’. Embora isso seja ilusório, é necessário para que o espírito possa tirar o máximo aproveitamento da encarnação presente”.

A presciência que os seres humanos possuem acerca dos fatos e dos acontecimentos relativos a este mundo, como, por exemplo, de um desastre ocorrido em alto mar, da queda de um avião em uma região inabitada, da desencarnação de um parente ou amigo que se encontra distante, da vinda do nosso Redentor a este mundo, ou mesmo da vinda do Antecristo, o maior seguidor de Jesus, o Cristo, que é o nosso futuro Cristo, e que não é o Anticristo, por hipótese alguma, pois que tal figura não existe, pelo fato de ser sobrenatural, sendo esta denominação deturpada pela imaginação humana, notadamente pelos credulários, que adoram encontrar inimigos para o seu deus bíblico, como no caso de Lúcifer, assim como para Jesus, o Cristo, que dizem ser filho unigênito do deus bíblico, como no caso do Anticristo, dá-se principalmente através das intuições, pois que todos os seres humanos são médiuns intuitivos, das mediunidades da vidência e da audição, e, também, através dos sonhos.

É através de tudo isso que os seres humanos recebem notícias boas ou más, ao que o povo denomina de a Voz de Deus, pois tudo na vida tem a sua explicação lógica e racional, dentro dos parâmetros universais, assim como essa presciência que o povo tem, além dos fatos e dos fenômenos que são levados à conta de milagres sobrenaturalísticos, que não existem, por serem contrários às leis espaciais, aos princípios temporais e aos preceitos universais. Existe também uma outra maneira de se receber notícias, mas esta somente deverá ser explicada por ocasião da explanação acerca da Cristologia, que deverá ser explanada em sua categoria específica.

Durante o sono, estando desdobrado, caso o espírito não consiga transcender a este mundo, vencendo o ambiente perturbativo da atmosfera terrena, fatalmente ele ficará decaído no astral inferior, ficando à mercê dos espíritos obsessores que nele se encontram quedados. É lógico que os espíritos obsessores nada podem fazer contra esses espíritos encarnados que se encontram desdobrados, mas eles se divertem às suas custas, provocando sonhos e alucinações, utilizando-se dos fluidos grosseiros que se encontram às suas disposições. Esses espíritos obsessores já aprenderam a manusear com esses fluidos grosseiros, através dos seus pensamentos, enquanto que os espíritos encarnados, estando desdobrados, pensam e agem como se estivessem com os seus próprios corpos carnais, então é imensa a desvantagem entre estes e aqueles, o que comprova sobejamente que todos os obsessores são covardes, pelo fato de serem espíritos atrasadíssimos. Antônio Cottas, em sua obra Cartas Doutrinárias de 1964 e 1965, a página 119, tratando acerca do Círculo Esotérico do Pensamento, aborda este assunto, da seguinte maneira:

Referiu-se ao Centro Esotérico do Pensamento. A ele também pertenceu o signatário, quando jovem, e reconhecendo algo de bom, temos que censurar as disciplinas secretas, a mandarem concentrar às 6, 12 e às 18 horas, em qualquer parte que a criatura esteja. Nas concentrações, são desenvolvidas as faculdades mediúnicas dos filiados e entram nas correntes do astral inferior. É de crer que a jovem possua essas faculdades desenvolvidas, e daí o astral inferior vir perturbando, provocando sonhos, atuações, visões, etc., interferindo em seu espírito para perturbá-lo e não chegar ao que deseja. Assim como há criaturas más, também há espíritos maus ao serviço, justamente, dos invejosos, maus, enfim”.

É muito propalado por esse mundo afora a interpretação de sonhos, como se isso fosse alguma arte de adivinhação. Não se pode interpretar sonhos, uma vez que estes são decorrentes das brincadeiras e das zombarias dos espíritos obsessores quedados no astral inferior, pois quando os sonhos são decorrentes da alta espiritualidade, eles não precisam de modo algum serem interpretados, uma vez que trazem mensagens claras que sejam realmente úteis, e estas mensagens são todas inteligíveis, pelo fato de serem literais. Assim, todos os sonhos são reais, sendo provenientes do Astral Superior ou então provenientes das brincadeiras e das zombarias do astral inferior. Então não existem falsos sonhos.

E a prova da realidade dos sonhos nós vamos encontrar na própria Bíblia, em que o próprio Jeová, o deus bíblico, um espírito altamente trevoso quedado no astral inferior, provoca sonhos em suas vítimas. E quando outros espíritos obsessores provocam sonhos naqueles a quem ele obseda, de logo fica revoltado, afirmando para os médiuns videntes e ouvintes que lhe servem, que esses sonhos são falsos. É o que vamos encontrar em Jeremias 23:32, assim:

“’Eis que sou contra os profetas de sonhos falsos’, é a pronunciação de Jeová, ‘que os narram e fazem meu povo vaguear por causa das suas falsidades e por causa da sua gabação’.

‘Mas eu mesmo não os enviei nem lhes dei ordem. Assim, de modo algum trarão proveito a este povo’, é a pronunciação de Jeová”.

Note-se aqui, que quando esse terrível obsessor chamado de Jeová afirma o seguinte: “Mas eu mesmo não os enviei nem lhes dei ordem”; qualquer um que seja versado na arte de bem interpretar as palavras, pode perfeitamente compreender que esse espírito está também afirmando que os espíritos obsessores que provocaram a esses “falsos” sonhos não foram enviados por ele, não receberam dele a ordem para provocar a esses sonhos, o que implica em dizer que eles não pertenciam às suas falanges de obsessores, e que também ele era um poderoso chefe de falanges, ao que tudo indica chefe das falanges mais poderosas da Terra, se não, pelo menos da região em que atuava. E mais: que era tremendamente sagaz e astucioso, cheio de artimanhas. Mas a um espírito superior ele não engana nunca, jamais.

E não somente a prova da realidade dos sonhos vamos encontrar na própria Bíblia, mas também de visões, todos provocados pelas falanges de Jeová, o famoso deus bíblico, que agora está sendo desmascarado, bem desmascarado, totalmente desmascarado, por intermédio do Racionalismo Cristão. Esse deusinho de araque, que não passa de um espírito tremendamente obsessor, que além de ser detentor de muitos defeitos, é tremendamente carnívoro e sanguinário, já que derrama o seu espírito sobre toda a sorte de carne, como assim ele mesmo afirma, mas o que quer mesmo, na realidade, é sangue, e muito sangue, que necessita sugar para se manter no astral inferior, ele mesmo confessa literalmente que provoca sonhos e visões em suas vítimas, é o que vamos encontrar em Joel 2:27-28, da seguinte maneira:

E tereis de saber que estou no meio de Israel e que eu sou Jeová, vosso Deus, e que não há outro. E meu povo não se envergonhará por tempo indefinido.

E depois terá de acontecer que derramarei meu espírito sobre toda sorte de carne, e vossos filhos e vossas filhas certamente profetizarão. Quanto aos vossos homens idosos, terão sonhos. Quanto aos vossos jovens, terão visões. E até mesmo sobre os servos e sobre as servas derramarei naqueles dias meu espírito”.

Foi dito mais acima, que quando os sonhos são decorrentes da alta espiritualidade, eles não precisam ser interpretados, uma vez que trazem mensagens que sejam úteis, e estas mensagens são todas inteligíveis, pelo fato de serem literais. Além dos mais, os espíritos de luz que formam a plêiade do Astral Superior não se prestam a transmitir em sonhos mensagens ridículas, sem pé e sem cabeça, delirantes, malucas, fazendo analogias com vacas e com espigas de milho, para que possam não propriamente ser interpretadas, mas comunicadas as suas significações através de um médium.

Dentre os sonhos bíblicos, o mais famoso, por ser o mais maluco de todos eles, é o sonho de um faraó provocado por espíritos zombeteiros, não um, mas dois sonhos, que por sua vez interagiam com outros sonhos dos seus súditos, também provocados pelos mesmos obsessores, para que depois eles pudessem ser comunicados ao faraó por um médium de incorporação chamado José, que assim comunicou ao faraó aquilo que os obsessores queriam, como se estivesse realmente interpretando os seus sonhos. Toda essa perturbação, daí adquirir a característica de uma verdadeira maluquice, nós vamos encontrar em Gênesis 41:1 a 36, que o livro “sagrado” dos “cristãos” narra a essa tremenda baboseira, assim:

E sucedeu, ao cabo de dois anos completos, que Faraó sonhou, e eis que estava em pé junto ao rio Nilo. E eis que subiam do rio Nilo sete vacas de aparência bela e de carnes gordas, e elas pastavam entre as canas do Nilo. E eis que após elas subiam do rio Nilo mais sete vacas de aparência feia e de carnes magras, e elas se postavam ao lado das vacas à beira do rio Nilo. Então, as vacas de aparência feia e de carnes magras começaram a devorar as sete vacas de aparência bela e gordas. Nisso Faraó acordou.

No entanto, ele voltou a dormir e sonhou pela segunda vez. E eis que numa só haste subiam setes espigas, grossas e boas. E eis que após elas brotavam sete espigas mirradas e abrasadas pelo vento oriental. E as espigas mirradas começavam a tragar as sete espigas grossas e cheias. Nisso Faraó acordou e eis que tinha sido um sonho.

E sucedeu, de manhã, que o seu espírito ficou agitado (por causa dos espíritos obsessores, digo eu). De modo que mandou chamar todos os sacerdotes-magos do Egito e todos os seus sábios, e Faraó foi relatar-lhes os seus sonhos. Mas não havia quem os interpretasse a Faraó.

O chefe dos copeiros falou então a Faraó, dizendo: ‘Menciono hoje os meus pecados. Faraó indignou-se com os seus servos. Assim, mandou que eu fosse recolhido à cadeia da casa do chefe da guarda pessoal, tanto eu como o chefe dos padeiros. Depois tivemos ambos um sonho, numa só noite, tanto eu como ele. Tivemos cada um o seu sonho com a sua própria interpretação. E eis que havia ali conosco um jovem, um hebreu, servo do chefe da guarda pessoal. Quando os relatamos a ele, passou a interpretar-nos os nossos sonhos. Interpretou a cada um segundo o seu sonho. E resultou que assim como nos tinha interpretado, assim aconteceu. A mim me restituiu ao meu cargo, mas a ele pendurou’.

E Faraó foi mandar chamar José, para que o trouxessem rapidamente da masmorra. Ele se barbeou então e trocou as suas capas, e entrou até Faraó. Faraó disse então a José: ‘Tive um sonho, mas não há quem o interprete. Ora, eu mesmo ouvi dizer de ti que podes ouvir um sonho e interpretá-lo’ (mediunidade de incorporação, que o obsessor comunica aquilo que deseja, digo eu). A isto respondeu José a faraó, dizendo: ‘Eu não entro em consideração! Deus é que anunciará bem-estar a Faraó’ (palavras do obsessor, através do médium, digo eu).

E Faraó prosseguiu, falando a José: ‘No meu sonho, eis que eu estava em pé à beira do rio Nilo. E eis que subiam do rio Nilo sete vacas de carnes gordas e de aspecto belo, e começavam a pastar entre as canas do Nilo. E eis que após elas subiam outras sete vacas, minguadas e de aspecto muito ruim, e de carnes magras. De ruins nunca vi iguais a elas em toda a terra do Egito. E as vacas descarnadas e ruins começaram a devorar as primeiras sete vacas gordas. De modo que estas lhes entraram nos ventres, e ainda assim não se podia saber que lhes tinham entrado nos ventres, visto que a sua aparência era tão ruim como no início. Nisso acordei’.

‘Depois vi no meu sonho e eis que subiam numa só haste sete espigas, cheias e boas. E eis que após elas brotavam sete espigas murchas, mirradas, abrasadas pelo vento oriental. E as espigas mirradas começavam a tragar as sete espigas boas. Por isso o contei aos sacerdotes-magos, mas ninguém me disse nada’.

José disse então a Faraó: ‘O sonho de Faraó é apenas um só. O que o Deus está fazendo, ele tem comunicado a Faraó. As sete vacas boas são sete anos. Igualmente, as sete espigas boas são sete anos. O sonho é apenas um só. E as sete vacas descarnadas e ruins que subiram após elas são sete anos; e as sete espigas vazias, abrasadas pelo vento oriental, mostrar-se-ão sete anos de fome. Esta é a coisa que falei a Faraó: O que o Deus está fazendo, ele tem feito Faraó ver’.

‘Eis que hão de vir sete anos de grande fartura em toda a terra do Egito. Mas, após eles virão certamente sete anos de fome, e certamente será esquecida toda a fartura na terra do Egito e a fome simplesmente consumirá o país. E não mais se conhecerá a fartura que antes havia no país, por causa dessa fome posterior, pois será por certo muito severa. E o fato de que o sonho foi repetido duas vezes a Faraó significa que a coisa ficou firmemente estabelecida da parte do Deus, e o Deus se apressa em fazê-lo’.

‘Portanto, procure agora Faraó um homem discreto e sábio, e constitua-o sobre a terra do Egito. Atue Faraó e designe superintendente sobre o país, e tem de recolher um quinto da terra do Egito durante os sete anos de fartura. E reúnam eles todos os mantimentos destes vindouros anos bons e amontoem cereais, sob a mão de Faraó, para mantimentos nas cidades, e têm de resguardá-los. E os mantimentos têm de servir de suprimento para o país durante os sete anos de fome que haverá na terra do Egito, para que o país não seja decepado pela fome’”.

Embora os bíblicos afirmem que a Bíblia foi inspirada totalmente pelo seu deus, na realidade, ela foi também escrita sob as ações de outros espíritos obsessores quedados no astral inferior, através dos médiuns que se encontravam ao seu serviço. Existem outras passagens bíblicas que falam dos sonhos, mas eu vou registrar apenas mais uma, para demonstrar de vez que esse tal de Jeová, o deus bíblico, é mais ávido por sangue do que o mais ávido dos vampiros que se encontram representados nas telas de cinemas, ainda mais do que o próprio Drácula, além de um tremendo mentiroso e fanfarrão, pois ignorando que o Sol é formado pelas propriedades da Força e da Energia, ameaça escurecê-lo, e transformar a Lua em sangue, para que então possa se saciar à vontade. Que espírito trevoso!

Somente os fanáticos, os que são marionetes da classe sacerdotal, os obsedados pelos espíritos trevosos que se encontram ao serviço dessa classe salteadora e mentirosa, podem ser capazes de continuar ainda a serem bíblicos e a acreditar nesse tal de Jeová. Vejamos a mentiralha desse deusinho de araque, a sua avidez por carne, principalmente por sangue, e toda a sua fanfarronice, que se encontram contidos em Atos 2:16 a 21, assim:

Ao contrário, isto é o que foi dito por intermédio do profeta Joel: ‘E nos últimos dias’, diz Deus, ‘derramarei do meu espírito sobre toda sorte de carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, e os vossos jovens terão visões e os vossos anciãos terão sonhos; e até mesmo sobre os meus escravos e sobre as minhas escravas derramarei naqueles dias do meu espírito, e eles profetizarão. E darei portentos em cima no céu e sinais embaixo na terra: sangue e fogo, e fumaça brumosa; o sol será transformado em escuridão e a lua em sangue, antes de chegar o grande e ilustre dia de Jeová. E todo aquele que invocar o nome de Jeová será salvo’”.

Ao que tudo indica, esse deusinho safado e escravocrata, que os ignorantes bíblicos confundem com o verdadeiro Deus, mas que foi ele sim, o inspirador da Bíblia, juntamente com todas as suas falanges de espíritos obsessores, tornou-se pretensioso de uma tal maneira, que a sua fanfarronice ultrapassou a todos os limites do bom senso, pois que ele assumiu a pretensão de se apoderar de toda a nossa humanidade, pois quando diz “sangue e fogo, e fumaça brumosa”, revela claramente a sua má intenção em destruir a vida na Terra através do fogo. Então que esse deusinho pretensioso e pernicioso venha de lá para cá, que aí ele vai ver o que é bom para a tosse, como dizemos nós popularmente, os brasileiros.

Agora que todos comparem esses médiuns ao serviço de Jeová e dos demais espíritos obsessores integrantes das suas falanges, todos quedados no astral inferior, portanto, sendo todos tremendamente obsessores, com o primeiro grande saperólogo da nossa humanidade, o notável Sócrates, um instrumento do Astral Superior, em combate direto contra os espíritos obsessores que perturbavam os governantes da Grécia, que agindo ao serviço dos espíritos de luz, não compactuando com esses espíritos obsessores, manifestou-se da seguinte maneira:

Quando os seus inimigos o acusaram de não reconhecer os deuses do Estado, introduzir extravagâncias demoníacas e corromper os jovens, Sócrates se adiantou e disse:

— E como pretender que eu introduza extravagâncias demoníacas, quando digo me advertir a voz de um deus do que deva fazer? Pela voz não manifesta a sacerdotisa de Pito, na trípode, a vontade do deus? Que esse deus possui o conhecimento do futuro e o revela a quem lhe apraz, eis o que digo e comigo dizem e pensam todos.

— Ouvi mais isto, a fim de que os que o desejam tenham mais um motivo para não crer no favor com que me honraram as divindades. Um dia em que, em presença de numerosa assistência, Querofonte interrogava a meu respeito o oráculo de Delfos, respondeu Apolo inexistir homem mais sensato, independente, justo e sábio que eu”.

Aqui sim, pode-se constatar a existência de um ser humano íntegro e honrado ao serviço do Astral Superior. Este fato da resposta do oráculo de Delfos ao seu amigo Querofonte, de que ele era o mais sensato, independente, justo e sábio dos homens, marcou decisivamente o restante de toda a sua encarnação neste mundo-escola, como ele mesmo afirma na Apologia. Tendo meditado bastante tempo em busca do significado das palavras da pitonisa, que era uma médium ao serviço do Astral Superior, pôde então concluir que a sua sabedoria só poderia ser aquela de saber que nada sabia, a própria consciência da sua ignorância sobre as coisas, os fatos e os fenômenos do Universo, que era o sinal e o começo da sua autoconsciência, uma vez que a verdade ainda não havia sido transmitida para este mundo, o que joga por terra todo o Velho Testamento. E assim, através das palavras oraculares comunicadas pelo Astral Superior, através da médium, ele conseguiu compreender a sua sublime missão neste mundo, conforme ele mesmo afirma em seu julgamento, no qual foi condenado à morte, assim:

Desde então, de acordo com a vontade do deus, não deixei de examinar os meus concidadãos e os estrangeiros que considero sábios e, se me parecerem que não o são, vou em auxílio do deus lhes revelando as suas ignorâncias”.

Mas o Astral Superior não procedia as suas comunicações a Sócrates apenas através da pitonisa médium e de intuições, procedendo as suas comunicações também através dos sonhos, como ele mesmo afirma, da seguinte maneira:

Várias vezes, no curso da minha vida, fui visitado por um mesmo sonho; não era através da mesma visão que ele sempre se manifestava, mas o que me dizia era invariável:

— Sócrates, deves te esforçar para compor música.

E, palavra! Sempre entendi que o sonho me exortava, incitava-me a fazer o que justamente fiz em minha encarnação passada”.

Os espíritos quedados no astral inferior são tão perniciosos, que todos os seres humanos que possuem alguma tendência para o jogo, são logo assediados por eles, pois que expõem essas suas tendências através das suas auras, quando então os obsessores fazem as suas leituras e tratam logo de se aproximar, a fim induzi-los à prática da jogatina. Desta maneira, as infelizes vítimas gastam todas as suas fortunas nos cassinos e nas casas de jogos, geralmente deixando desamparados os seus familiares com tamanha irresponsabilidade, pois que se deixaram obsedar. Esses obsessores se encontram ao serviço dos banqueiros de jogos, agindo no sentido de conduzir os incautos para os seus cassinos e para as suas casas de jogos, da mesma maneira como outros obsessores se encontram ao serviço da classe sacerdotal, agindo no sentido de conduzir os incautos para as igrejas de suas preferências, para que lá sejam arrebanhados e encabrestados.

Note-se que os jogadores geralmente são os perdedores, enquanto que os banqueiros do jogo geralmente são os vencedores. Isto sempre ocorre porque os obsessores, estando ao serviço dos banqueiros do jogo, agem no sentido de que os jogadores percam, uma vez que adoram desgraçar as suas vítimas e tornar as famílias infelizes, que também se desgraçam. Eles conseguem essa proeza em função da extrema materialidade em que se encontram. Antônio Cottas, em sua obra Cartas Doutrinárias de 1964 e 1965, a página 90, fornece-nos uma ideia bastante instrutiva acerca do assunto, quando afirma o seguinte:

Os espíritos do astral inferior, materializados que estão, podem fazer coisas surpreendentes, até de fazer a criatura acertar na loteria ou no jogo, mas, antes que tal não acontecesse, pois, as criaturas, acabam sempre na desgraça, visto que o espírito não está na Terra para ser jogador ou viciado”.

Os governos prestam um desserviço aos povos, quando além de permitirem os jogos em locais públicos, participam também com as suas loterias, pouco importando se uma parte do lucro é destinada para obras sociais, pois que não se deve realizar obras sociais com recursos da jogatina, tornando viciados os seres humanos, mas que assim seja, pois que a liberdade para o exercício da faculdade do livre arbítrio é de suma importância. Todo aquele que joga, principalmente nas loterias que se encontram sob os auspícios dos governos, em que geralmente os prêmios são bem elevados, chegando às vezes a acumular em valores estratosféricos, fica a sonhar em ganhar a esses prêmios fabulosos, pondo-se em um verdadeiro desvario, a delirar com o que fazer de posse da “bolada”, no que se aproveitam os obsessores para incentivá-lo a jogar cada vez mais, pois que o desvario, o delírio, e tudo o mais do gênero, produzem afinidade com os obsessores. Não atenta esse infeliz que a probabilidade de acertar na loteria é praticamente nula, pois que é ínfima, mas, mesmo assim, ele ainda alimenta alguma esperança. E quando alguém acerta, pois sempre alguém tem que acertar, um ou poucos, entre milhões e milhões de apostadores, acaba ou acabam sempre na desgraça, como afirma Antônio Cottas, pois que o ser humano não encarna para ser jogador ou viciado, como ele também afirma.

Os espíritos quedados no astral inferior são sempre obstinados quando se dispõem a obsedar uma vítima, geralmente de vontade fraca, pois que eles nada têm a fazer nesse antro pernicioso, a não ser exercer a essa atividade obsessora. E assim, no exercício dessa atividade obsessora, eles passam longos períodos, meses, anos, e até séculos, como são exemplos os grandes chefes de falanges, como Santo Ignácio de Loyola, que passou quatrocentos anos quedado no astral inferior, arrebanhando e encabrestando os seres humanos nas hostes do catolicismo, além de premeditar os assassinatos jesuíticos, e Jeová, o deus bíblico, que também vem passando alguns séculos no astral inferior, e que com as suas falanges deu como resultado a própria Bíblia.

Por isso, os seres humanos devem estar sempre precavidos contra essas atividades obsessoras, procurando sempre produzir sentimentos superiores e pensamentos positivos, esforçando-se por sopitar os atributos individuais inferiores e os atributos relacionais negativos, a fim de que possam adquirir a moral e a ética, tornando-se educados, ao mesmo tempo se esforçando por fortalecer a força de vontade, que é essencial para não se tornarem vítimas desses espíritos obsessores, e também para que não se tornem instrumentos dóceis das suas ações, pois que eles se utilizam dos seus instrumentos encarnados, geralmente médiuns e de vontade fraca, para que possam prejudicar a terceiros, através desses instrumentos. As vibrações magnéticas, as radiações elétricas e as radiovibrações eletromagnéticas se constituem em uma poderosíssima arma para o afastamento desses espíritos obsessores e os seus translados para os seus respectivos Mundos de Luz.

Os espíritos que encarnam com o sexo feminino estão caminhando céleres para se tornarem tão perniciosos à nossa humanidade quanto são os que integram a classe sacerdotal. E isto está ocorrendo, porque as mulheres estão abandonando os seus lares para que possam se realizar profissionalmente, adentrando ao mundo, que é o habitat natural dos espíritos que encarnam com o sexo masculino, pois que, ignorantes acerca da espiritualidade, não conseguem atentar para o fato de que a verdadeira realização da mulher consiste na educação da sua prole, além de exercer o papel de esposa.

Assim, possuindo uma sensibilidade muito maior do que a do homem, e sendo bem mais intuitiva do que ele, ao adentrar no recinto do mundo, ela se torna uma presa fácil para os espíritos obsessores, que a utilizam como instrumento para todo o tipo de patifaria, daí a razão pela qual a nossa humanidade se encontra em um elevado estado de depravação, caminhando a passos largos para a mais extrema degeneração, e em um avançado estágio de promiscuidade, que causam a desgraça de muitas famílias. Em suas noitadas, ou em suas baladas, como assim também dizem, elas se dispõem a todos os tipos de aventuras, considerando que é simples divertimento, pouco importando se os seus parceiros são casados ou não, e até se comprazem mais quando saem com os casados, o que comprova serem instrumentos dóceis do astral inferior para a destruição das famílias, pois que o objetivo maior desses espíritos obsessores é justamente este, uma vez que são destruidores da harmonia e do bem-estar em família, causando um câncer no corpo da nossa humanidade. Antônio Cottas, em sua obra Cartas Doutrinárias – 1986, as páginas 39 e 40, sobre este fato, afirma o seguinte:

São os espíritos obsessores que estimulam no espírito das criaturas fracas de vontade, as ideias viciosas que alimentam, seja por momentos ou por dias, horas, meses e até anos.

Quando o espírito, porém, atinge um elevado grau de dignidade e de respeito por si mesmo, a mente repele e não capta pensamentos indignos.

O dever dos seres esclarecidos, consiste em enfrentar valorosamente os problemas que lhes surgem, observar o seu conteúdo, submetê-los à análise do raciocínio, dissecá-los e repelir, escrupulosamente, aqueles que não estiverem de acordo com o seu senso moral e ferirem o respeito que devem a si próprios.

Pode estar absolutamente certo de que é o astral inferior que o vem tentando. Os seus botes têm conseguido atingir o alvo. Outras investidas serão feitas sobre o Senhor, se continuar com os pensamentos depressivos a que se vem entregando. O desânimo e o desespero são sinais evidentes do progresso da ação obsessora das forças do mal, que, se não houver reação vigorosa da sua parte, acabarão por fazê-lo capitular.

AS FALANGES DO ASTRAL INFERIOR TÊM MUITAS MULHERES SEDUTORAS AO SEU SERVIÇO, PARA A OBRA DE DESTRUIÇÃO DO LAR E DA FAMÍLIA (grifo e realce meus). Não basta, para evitar o desastre, uma resistência tímida e não convincente como a sua. Isso não adianta nada. O que é preciso é o Senhor estar permanentemente voltado para o cumprimento do dever e para a sua família”.

Quando os seres humanos são realmente honrados, dignos de si mesmos, eles se encontram voltados para o cumprimento das suas obrigações e dos seus deveres aqui neste planeta, que é o nosso mundo-escola, às vezes também voltados para o cumprimento das suas missões. Tudo isto planejado em plano astral superior, antes de encarnarem. Então os espíritos quedados no astral inferior não conseguem se aproximar desses seres humanos, que são espíritos bem mais evoluídos que os demais.

Mas mesmo esses seres humanos, que são espíritos mais evoluídos que os demais, não deixam de ser perseguidos pelos obsessores. Como esses obsessores não podem e não conseguem se aproximar dos seres humanos honrados, dignos, probos, cumpridores das suas obrigações e dos seus deveres, eles se utilizam dos seus instrumentos encarnados para que, através deles, possam promover a todos os tipos de patifarias, no intuito de prejudicar e infelicitar a vida dos que caminham ao lado do bem.

É dura a vida! Mas assim tem que ser, pois que é através de um esforço inaudito e de uma luta ferrenha que os espíritos vão se depurando cada vez mais dos seus erros passados, pois que a meta é a perfeição, através do processo da evolução espiritual, e a perfeição tem que ser auferida, pois que é através dela que todos os espíritos conseguem proceder os seus retornos para o Criador. Antônio Cottas, em seu discurso proferido por ocasião do aniversário de desencarnação de Luiz de Mattos, em 15 de janeiro de 1933, que se encontra contido na obra Discursos de Antônio Cottas, as páginas 36 e 37, tratando acerca do assunto, afirma o seguinte:

Para muitos, o que aquela obra (Cartas Oportunas Sobre Espiritismo, escrita por Luiz de Mattos, digo eu) explica, parecerá exagero, mas a verdade se encarrega de tudo clarear e confirmar com fatos concretos, mostrando o que seja a ação do astral inferior que, não lhe faltando instrumentos dóceis, vai avassalando a criatura pouco a pouco, e depois de tê-la por sua conta, movimenta-a ao seu bel prazer, e, ao serviço de correntes políticas ou doutrinárias, bem como de conquistas, paixões, escândalos sociais ou ruínas materiais. Foi por esse meio que Manso de Paiva se tornou o assassino de Pinheiro Machado. Foi assim que a senhora Índio do Brasil, esposa virtuosa, foi assassinada em sua carruagem por um infeliz desconhecido. Tais criaturas são médiuns desenvolvidos, mas fracas e malvadas no fundo, prestam-se admiravelmente a servir de instrumentos aos maus espíritos que, ao serviço dos encarnados invejosos das criaturas valorosas e honradas, perseguem-nas por todos os modos”.

Os espíritos quedados no astral inferior ficam revoltados pelo fato de não conseguirem obsedar aos seres humanos honrados e dignos. Essa revolta vai se transformando em um verdadeiro ódio produzido em relação aos que realmente têm valor e não se deixam influenciar pelos obsessores. Assim, sendo impotentes para assediar e influenciar aos valorosos, eles lançam mão dos seus instrumentos encarnados, sendo estes próximos ou não dos que têm valor, e os utilizam para as manobras perturbadoras que eles mesmos engendram. Além dos exemplos acima citados por Antônio Cottas, temos o exemplo de uma senhora digna e honrada, um dos espíritos mais iluminados entre todas as mulheres de bem, que foi também uma grande sofredora, mas que mesmo passando por todos os sofrimentos por que passou, jamais se deixou abater no esforço e na luta pela vida, a senhora Maria de Oliveira.

Desde criança que os espíritos obsessores tentavam perturbá-la, com as suas ações neste sentido sendo todas em vão. E os ataques continuaram por anos e anos, com todos sendo sempre em vão. Até que, estando já casada, os espíritos obsessores passaram a assediar ao seu próprio marido, na ânsia por fazê-lo instrumento dos seus ataques contra a honrada e digna senhora, no que conseguiram lograr o intento. O restante da história nos é narrada por ela mesma, através da sua obra Como Cheguei à Verdade, as páginas 36 a 46, resumidamente, da seguinte maneira:

Depois de uma permanência de cerca de dois anos em Moçâmedes, eu e o meu marido resolvemos regressar para Luanda, onde já havíamos estado, não nos tendo sido difícil reatar novamente as nossas boas relações de amizade. Assim, pensamos logo em nos dedicar ao comércio e indústria, o que fizemos, montando um estabelecimento comercial misto, mais tarde um hotel e ainda uma fábrica de gelo e outra de moagem.

Naquele tempo, infelizmente, a grande e sublime Doutrina do Racionalismo Cristão era por mim totalmente desconhecida e, portanto, ignorava também que os seres mais desenvolvidos espiritualmente são os mais atacados pelas forças inferiores (grifo meu), quando não sabem se defender.

As forças do astral inferior iniciaram o ataque ao meu marido de tal maneira, que eu só muito tarde, quando o mal já não tinha remédio, apercebi-me disso.

O meu marido perdeu, em um curto espaço de tempo, aquelas qualidades que lhe granjearam estima e consideração da parte de todos que com ele privavam.

De homem econômico e comedido nos seus gastos, passou a ter absoluto desprezo por aquelas nobres qualidades, tornando-se um perdulário sem qualquer interesse pela administração dos nossos bens.

Desvairado pelo ataque das forças inferiores, adquiriu vícios, entre eles o jogo, levando, com este seu proceder destruidor, todo o nosso patrimônio à ruína.

Não satisfeito em aniquilar tudo quanto possuíamos, começou a praticar abusos de confiança, escudado nalgum crédito que ainda tinha, contraindo dívidas, sabendo de antemão que as não podia solver.

As intuições que eu vinha recebendo chamavam a minha atenção para algo de mau que se estava passando em meu lar! A confirmação, porém, da realidade, foi-me dada a conhecer em uma das dependências da nossa fábrica, da seguinte maneira: houve um dia em que se apoderou de mim uma grande tristeza, e as lágrimas começaram a me saltar dos olhos, ao mesmo tempo que sufocante ataque de choro me impedia de pronunciar uma palavra.

Em dado momento, ouvi a voz de pessoa bem conhecida que, ao entrar em nossa fábrica, saudava-nos em um tom bastante elevado, com aquele à vontade, próprio da grande confiança que havia entre a sua e a nossa casa.

Tratava-se de um dos nossos muitos Amigos, a cujo cumprimento a minha crise de choro me impossibilitou de corresponder. O fim da visita daquele nosso Amigo era nobre (ainda existem caracteres retos, em cuja amizade se pode confiar). Vinha sondar a situação para ver se podia nos auxiliar. O meu marido foi ao seu encontro para o cumprimentar e lhe dar as boas-vindas. No local aonde me encontrava, ouvi, perfeitamente, todo o diálogo dos dois.

Reagindo ao tremendo desgosto que se apoderou de mim, foi sob a ação das forças, que hoje reconheço não terem sido as minhas, que, lavada em lágrimas e ainda sufocada pelo choro, aproximei-me do comerciante e do meu marido, dizendo-lhes:

— Segundo o que acabo de ouvir, o meu marido deixou de ser o orientador e legítimo dono de todo o nosso patrimônio, adquirido à custa do mais honesto e árduo trabalho, e com muitos sacrifícios. Deste cataclismo só ele é culpado, e da sua grave falta terá que expiar todo o mal que fez, não só a si próprio, como a mim e à nossa filha. Agora que tudo está irremediavelmente perdido, que seja o que ele quiser ser. Eu, depois desta desgraça, apenas pretendo para mim e a minha filha o regresso à Metrópole, mesmo que seja no porão de qualquer cargueiro.

O nosso Amigo comerciante, para auxiliar ao meu marido, comprou-lhe uma camioneta para que ele a pagasse em suaves prestações. Mas, aconteceu o inevitável! Os credores lhe davam, de fato, muito serviço, mas apenas lhe adiantavam o dinheiro para se abastecer de gasolina, porque o restante era para encontro de contas antigas e das que ele, perdulariamente, continuava fazendo.

Acossado pelos credores, desmoralizado e sem crédito, resolveu ir trabalhar no mato com a camioneta. Nesta ocasião, pedi-lhe que, antes de se ausentar de Luanda, autorizasse-me a embarcar, com a nossa filha, para a Metrópole, o que, infelizmente, nunca fez.

Tal situação era insustentável e, portanto, eu não podia ficar inativa e à mercê de promessas que não se cumpriam. Para o meu sustento e o da minha filha, comecei a trabalhar em costuras e bordados, utilizando uma máquina de costura que era tudo que me restava do muito que havia sido meu.

Trabalhando, exaustivamente, de dia e de noite, com o produto do meu modesto trabalho ainda consegui pagar algumas pequenas dívidas contraídas por meu marido, tal era a minha vergonha de ver os credores me baterem à porta.

Mas o meu sofrimento continuava! Dentre algumas pessoas que o meu marido ludibriara com ações indignas, destacava-se um pobre e humilde casal. A mulher tinha sido nossa criada quando explorávamos o hotel, e ele, um ex-condenado, agora regenerado, resgatando, com o seu trabalho, a dívida que havia contraído para com a sociedade, e construindo, com a maior honestidade, o seu modesto lar.

O meu marido, antes de seguir para o mato, como havia resolvido, dirigiu-se à residência daquele casal, mas lá encontrou apenas a mulher, que, solícita, o recebeu (com humildade e respeito próprios de quem vê na sua frente um ex-patrão), dizendo-lhe que o seu marido se achava ausente, mas, se fosse coisa que ela pudesse resolver, estava às ordens.

Aproveitando-se daquela humilde fraqueza, o meu marido acabou por lhe pedir emprestada, por determinado prazo, a importância de três contos e quinhentos. Ela, julgando que tinha na sua presença o homem honrado que antes conhecera, foi buscar nas suas economias, mesmo sem o consentimento do marido, a importância pedida, entregando-a ao ex-patrão.

Entretanto, o prazo estabelecido para a devolução do dinheiro expirou, sem que o meu marido tivesse satisfeito o compromisso, o que originou desavenças e até maus tratos corporais do marido à mulher. Segundo ele argumentava, a mulher tinha cometido um grande abuso, emprestando o dinheiro sem o seu consentimento.

Cheia de sofrimentos pelos maus tratos do marido, aquela pobre mulher veio ter comigo para me contar o caso que acima relatei.

Como devem calcular, fiquei completamente desolada e cheia de vergonha. Dinheiro não tinha, haveres também não, e só me restava uma única coisa: a máquina de costura; que era o meu ganha-pão. Entre o meu sofrimento e o daquela sacrificada mulher, não vacilei. Preferi ser eu a sofrer, enviando, imediatamente, um bilhete ao seu marido, comunicando-lhe que para a liquidação do dinheiro que havia emprestado ao meu marido, tinha, desde aquele momento, a minha máquina de costura à sua disposição.

Com que dor e martírio assim procedi. Mas era o meu dever fazê-lo, repondo a harmonia de um lar (grifo meu) que abusivamente o meu marido ia também aniquilando.

Passados alguns dias, via sair da minha casa o último recurso com que contava para ganhar a vida: a minha máquina de costura; que me dava o pão de cada dia. O meu sofrimento naquela ocasião foi tão atroz, tão atroz, que, confesso, pensei pôr termo à existência, tal o desânimo que de mim se apoderou provocado pelos maus pensamentos.

Que iria eu fazer, agora, se estava privada de ganhar o indispensável para comer? Elevando o meu pensamento a Jesus, de repente tive uma intuição: olhando para a extensão do terreno contíguo à minha casa, raciocinei que se tivesse dinheiro para pagar a uns homens que me amanhassem esse pedaço de terra, com boas sementes e plantas eu seria capaz de ganhar a vida, vendendo hortaliças, flores e frutos!

Este plano que concebi, graças à Grande Luz, foi com energia, confiança e boa vontade realizado, ainda que com grandes sacrifícios.

Naquele tempo, uma senhora branca vista a trabalhar em serviços de campo, era tida como ‘quissanda’ (mulher de condenado), motivo por que todos os meus trabalhos no terreno eram efetuados à noite.

Como não dispunha de dinheiro suficiente para mandar proceder ao amanho do terreno, resolvi, eu mesma, sem ajuda de ninguém, e no período da noite, iniciar o trabalho, fazendo uma cerca para evitar o acesso de cabras, porcos e bois, que, naquele tempo, vagavam pelas ruas de Luanda.

O abandono do lar por parte do meu marido, e o constante assédio dos credores por dívidas que ele desvairadamente contraiu, davam motivos às pessoas das minhas relações para fazerem comentários menos lisonjeiros contra o meu marido, não sendo raro se ouvir dizer que era preferível a morte, ao sofrimento por que eu passava.

Mas eu tinha uma filha, que era todo o meu enlevo! Por ela, custasse o que custasse, teria de lutar e vencer, para poder criá-la.

 …

Ponderando os prós e os contras a respeito da resolução que vinha pensando tomar quanto ao meu possível divórcio, optei pela única solução que tinha a fazer: divorciar-me.

Escrevi ao meu marido, comunicando-lhe o que havia decidido e pedindo a sua concordância, tendo-se ele recusado, terminantemente, sem qualquer fundamento lógico ou humano.

Inúmeras vezes eu lhe escrevi, bem como o advogado. A mim, era sempre a recusa insistente, como resposta ao advogado, nem sequer respondia.

O divórcio correu os seus trâmites, tendo o tribunal resolvido ao meu favor, por falta de comparecimento do meu marido”.

Como os seres humanos ainda são pouco versados em Espiritologia, eu devo aqui ressaltar que os espíritos quedados no astral inferior conseguiram atingir sim a essa grande mulher, através do instrumento dos seus ataques: o seu próprio marido. Mas, de qualquer maneira, esse atingimento foi benéfico, pois que ela teve que desprender um imenso esforço para que pudesse viver a vida com honra e dignidade, sem abandonar jamais os cuidados para com a filha, e, também, para com o netinho, posteriormente, tornando-se ainda mais calejada no enfrentamento da vida, portanto, evoluindo espiritualmente em passos largos.

Vale a pena ler com a máxima atenção a obra magistral desse grande espírito que encarnou com o sexo feminino, tornando-se uma das grandes que representam a honra e a glória das verdadeiras mulheres, pois que ela expõe em detalhes, com franqueza, toda a sua luta travada contra os espíritos obsessores quedados no astral inferior, assim como também o auxílio constante recebido dos espíritos de luz integrantes do Astral Superior. Torna-se bastante proveitoso para qualquer ser humano a leitura dessa obra magnífica, para que então possa ficar ciente de como esse grande espírito se tornou um instrumento das Forças Superiores. Em todo o contexto da sua obra, pode-se claramente constatar a luta do bem contra o mal.

No astral inferior se encontram quedados espíritos obsessores de todas as categorias evolutivas, que são extremamente materializados, uns mais, outros menos, outros menos ainda, como que em uma escala ascendente, de baixo para cima. Mas, apesar disso, que ninguém vá pensar que os menos materializados são bonzinhos, pois que todos são cruéis e praticantes do mal, uma vez que estando decaídos na atmosfera terrena, tudo para eles passa a girar em torno do ambiente em que vivem, por isso não dão o mínimo valor à vida dos espíritos que se encontram encarnados, considerando que ela é passageira, como se assim fosse trivial, destituída de qualquer valor, então fazem de tudo para perturbar as suas vidas, principalmente em relação às suas desencarnações, considerando sempre que eles vão engrossar ainda mais as suas fileiras, passando a fazer parte integrante das suas falanges.

Essa escala ascendente, de baixo para cima, possibilita que as suas ações sejam as mais variadas possíveis, com uns acompanhando aos encarnados, andando lado a lado com eles, com alguns adentrando aos lares, para perturbar os ambientes familiares, com outros permanecendo nos hospitais em que desencarnaram, transmitindo as suas doenças, e com muitos frequentando os locais de trabalho, as repartições públicas, os manicômios, os cemitérios, etc., quer dizer, eles estão praticamente em todos os lugares deste mundo, pois que o seu número é incalculável.

Alguns mais desenvolvidos espiritualmente, os que são ainda mais perigosos, geralmente assumindo a chefia de uma falange, adquirem até a capacidade de voar. Eu mesmo, estando desdobrado enquanto dormia, inúmeras e inúmeras vezes fui ao astral inferior para lá realizar as minhas experiências científicas. Em várias dessas experiências, eu mesmo passei a voar por sobre vários locais, em que nessas ocasiões eu adquiria a consciência de que me encontrava desdobrado, embora sempre me comportasse como se tivesse a cabeça, o tronco e os membros, pois que a ligação com o corpo carnal é muito forte, bastante intensa para que possa ser olvidada. Humberto Fecher, em sua obra Perspectivas Perante a Inteligência Universal, a página 16, transmite-nos uma ideia bastante interessante acerca deste fato dos espíritos obsessores quedados no astral inferior poderem voar, quando vem afirmar o que se segue:

O espírito ao desencarnar, poderá ficar preso à atmosfera da Terra, transgredindo as leis naturais e imutáveis da evolução, por desconhecê-las, quedado na atmosfera da Terra (baixo astral), o espírito pode andar a par e passo com os encarnados, como se fosse um de nós, ou pode voar sobre casas, florestas, mares, etc., de acordo com a matéria fluídica que compõe o seu astral, e, também, conforme o tipo de vida que levou quando encarnado (materializada), ou mais voltada para o lado espiritual”.

É sabido que o Universo é formado pelo espaço, que se encontra contido na propriedade da Força, e pelo tempo, que se encontra contido na propriedade da Energia. Nós evoluímos por intermédio das propriedades da Força e da Energia, quando então a parte do Universo até o ponto em que evoluímos fica representada em nossa alma, mais precisamente em nosso corpo fluídico, ou perispírito, ou corpo astral, ou duplo etéreo. Ao evoluirmos por intermédio da propriedade Luz, nós conseguimos penetrar a toda essa parte do Universo que se encontra representada em nosso corpo fluídico, perispírito, ou corpo astral, ou duplo etéreo, através do nosso corpo de luz, que nada mais é do que a nossa luz astral. O limite do universo que pertence a cada espírito é o seu próprio Mundo de Luz. Assim, quanto mais distante for o Mundo de Luz, tanto maior será o universo do espírito. Por isso, quando o espírito é detentor de muita luz, isto significa que o seu Mundo de Luz se situa nas regiões mais longínquas do Universo, o que determina toda a extensão do universo de que é detentor, sendo esta a razão pela qual se diz que ele veio dos páramos da espiritualidade, em que o termo páramo assume o significado de abóbada celeste, como que englobando todo o firmamento. Até os literatas e os poetas quando utilizam esta palavra adotam o mesmo sentido, como podemos constatar através de Gonçalves Crespo, em sua obra Obras Completas, a página 73, quando ele assim se expressa:

E o céu daquele dia / É como infindo páramo azulado”.

Esta capacidade que o espírito adquire para penetrar todo o universo que lhe diz respeito é denominada de volição, e ela ocorre através do pensamento, pois que o pensamento dá como resultado a ação, resultante da propriedade da Energia. É por isso que se diz que o espírito pode estar em vários lugares quase que ao mesmo tempo, mas quando ele alcança a perfeição pode sim, estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Não se deve esquecer que nós evoluímos por intermédio da propriedade da Força para podermos alcançar a onipotência; que nós evoluímos por intermédio da propriedade da Energia para podermos alcançar a onipresença; e que nós evoluímos por intermédio da propriedade da Luz para podermos alcançar a onisciência. Afinal, nós somos os seres, partículas do Ser Total, em evolução pelo Universo, para assim podermos adquirir cada vez mais as Suas Propriedades da Força, da Energia e da Luz. Ou, como queiram, somos as criaturas do Criador, inteligências da Inteligência Universal.

O mundo Terra vai se deslocando pelo Universo. Os espíritos vão encarnando no mundo Terra. Desta maneira, o espaço e o tempo que o mundo Terra vai percorrendo vai passando a fazer parte do próprio mundo Terra, por conseguinte, da nossa humanidade. Mas a nossa obrigação, como espíritos encarnados, é transcender a este mundo Terra e nos colocarmos nas coordenadas mais distantes em que ele se encontra, para que assim possamos captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que se encontram contidos no Espaço Superior, utilizando-nos da nossa moral, e criar as experiências físicas acerca da sabedoria, que se encontram contidas no Tempo Futuro, utilizando-nos da nossa ética, a fim de que possamos alcançar a razão, o que somente se consegue através da educação, uma vez que esta coordenada universal em que o mundo Terra se encontra não possui qualquer conhecimento ou experiência que digam respeito à espiritualidade.

Posta esta devida explicação ao querido leitor, eu posso agora afirmar que os espíritos obsessores quedados no astral inferior, assim como nós, os espíritos encarnados, também evoluem por intermédio das propriedades da Força, da Energia e da Luz, a grande diferença é que eles, sendo bastante atrasados, e por demais materializados, ao invés de retornarem para os seus respectivos Mundos de Luz, após as suas desencarnações, ficaram decaídos na atmosfera da Terra, mas mesmo assim não perderam as suas capacidades de volição, pelo menos os que são mais evoluídos. No entanto, vale ressaltar que essa capacidade de volição é restrita ao espaço e ao tempo percorrido pelo mundo Terra, portanto, da nossa humanidade encarnada, o que implica em dizer que eles não possuem a capacidade de transcender a este mundo Terra e se situarem nas coordenadas mais distantes em que o planeta se situa. Agora todos podem compreender a razão pela qual Fernando Faria, em sua obra A Chave da Sabedoria, a página 271, tratando a respeito do assunto, afirma o seguinte:

Esses espíritos, por não sentirem a diferença da mudança para o mundo espiritual, e por não terem parado de pensar após o fenômeno da desencarnação, ficam com as suas mentes ainda fixas na vida material. Consequentemente, o seu corpo astral é pesado, escuro, e, como tal, mais uma vez a lei natural e imutável do Universo funciona. Ficam presos ao planeta pela força da gravidade, a qual impede que atinjam o espaço sideral, rumo aos seus mundos de origem. Alguns, sendo escuros e pesados, por terem as suas mentes culturalmente bem desenvolvidas, apesar de religiosos (leia-se credulários, digo eu) ou materialistas, possuem a capacidade de volitar, quais abutres sarcófagos, isto é, a capacidade de se transladar através do espaço, independentemente do tempo. Pensam em um lugar e imediatamente se encontram nesse lugar”.

Note-se aqui, que assim como os espíritos obsessores se transladam no espaço percorrido pelo mundo Terra, eles também se transladam no tempo que foi levado para o planeta percorrer a esse espaço, e como o espaço e o tempo formam o Universo, esses espíritos obsessores passam a considerar que o espaço e o tempo que dizem respeito ao mundo Terra é o próprio Universo, sendo este o pensamento deles. Devendo-se acrescentar que este espaço e tempo dizem respeito diretamente aos seres hidrogênios, em conjunto com os demais seres que aqui vieram proceder às suas evoluções, em suas interações. Então como poderia o ambiente terreno conter os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as experiências físicas acerca da sabedoria? Daí a razão pela qual ambos se encontram no Espaço Superior e no Tempo Futuro, respectivamente, em outras coordenadas universais. Por aqui se pode constatar também toda a imensidão do Universo, que não tendo princípio se estende cada vez mais, com a vinda de novos seres e com o retorno de outros ao Criador, ao Todo, a Deus.

Eu acredito que por aqui este tópico da minha explanação acerca do astral inferior, ainda longe de se esgotar, pelo menos seja o suficiente para a compreensão de qualquer ser humano que seja detentor de um médio intelecto. No entanto, torna-se necessário mais alguns outros complementos, para que os seres humanos possam vir a se precaver por inteiro das ações malignas dos espíritos obsessores, que andam por toda parte interferindo negativamente na vida dos espíritos encarnados.

Eu não considero muito adequada a utilização do termo espiritismo para designar o estudo acerca da espiritualidade, uma vez que ele se confunde com as práticas dos credos que lidam com os espíritos quedados no astral inferior, como o kardecismo, a umbanda, o quimbanda, e outros credos e seitas afins. Realmente adequada é a utilização do termo Espiritologia, que designa o tratado acerca do espírito, ou da espiritualidade, assim como a Veritologia designa o tratado acerca da verdade, a Saperologia designa o tratado acerca da sabedoria, a Ratiologia designa o tratado acerca da razão, e outros termos mais que designam os tratados que sejam específicos de alguma área de estudo, pelo fato de serem mais técnicos, portanto, mais adequados. No entanto, mesmo assim, o termo não deixa de estar correto, apesar de menos adequado.

Os seres humanos se conhecem uns aos outros, quero dizer, os seres humanos conhecem praticamente as disposições de caráter que existem neste mundo, tanto as que dizem respeito a si mesmos, como as que dizem respeito aos seus semelhantes. Mas eles não atentam para o fato de que, quando desencarnam, essas suas disposições de caráter os acompanham ao abandonarem o corpo carnal, deixando de ser seres humanos, tornando-se, simplesmente, espíritos. E são essas disposições de caráter que vão determinar, lógica e racionalmente, os seus locais de destino, ou seja, se retornam para os seus Mundos de Luz de origem, integrando-se ao Astral Superior, ou se ficam decaídos na atmosfera terrena, integrando-se ao astral inferior.

Mas acontece que sempre quando os seres humanos se dispõem a enveredar pelos caminhos da espiritualidade, eles se referem aos espíritos como se todos habitassem um único lugar, como se todos tivessem perdido de vez as disposições de caráter que tinham quando encarnados, como se os corruptos, os traidores da pátria, os demagogos, os mentirosos, os ladrões, os assaltantes, os latrocidas, os arrombadores, os estelionatários, os assassinos, os traficantes, os invejosos, os depravados, os prevaricadores, os estupradores, os tubarões da economia, e todos os tipos de criminosos, de repente tivessem se tornado todos bonzinhos, mesmo reconhecendo que existe a evolução espiritual. Como todos gostam assim de se expressar, posso então dizer: é aí que mora o perigo!

Esses espíritos de baixíssimo nível espiritual ficam todos quedados no astral inferior, e são justamente eles que vão assistir aos kardecistas, aos umbandistas, aos quimbandistas, aos jogadores de búzios, aos cartomantes, aos tarólogos, aos astrólogos, e tudo o mais que se enquadra no mesmo gênero. Assim, quando os seres humanos comuns adentram nesses recintos de baixo nível espiritual, seja por afinidade, seja para curar doenças, seja para receber notícias dos parentes que se foram, seja para consultas de qualquer natureza, seja mesmo por simples curiosidade, mas sendo todos levados a esses antros pelos espíritos inferiores, que se encontram assistindo aos seus praticantes, todos esses seres humanos comuns ficam admirados com os fatos espiríticos que presenciam, então passam a pensar e a raciocinar da seguinte maneira: Realmente eu fiquei curado, então a espiritualidade existe! Realmente isto aconteceu, então a espiritualidade existe! Realmente ele descreveu o meu parente que se foi, então a espiritualidade existe! Etc., etc., etc. Ora, a espiritualidade realmente existe, e isto é um fato incontestável, mas a pergunta que não deve calar é a seguinte: com quais tipos de espíritos esses seres humanos comuns estão lidando? É como se pessoas honradas passassem a frequentar os antros de prostituição, de jogatinas, de tráfico de drogas, e outros mais, por simples curiosidade.

Tudo isso ocorre porque esses seres humanos comuns ignoram completamente que em suas auras se encontram refletidos todos os seus sentimentos e pensamentos, que podem ser facilmente lidos pelos espíritos obsessores quedados no astral inferior, que assim podem revelar tudo aquilo eles imaginam esteja guardado só para si, pois ignoram que nada se pode esconder da espiritualidade. É por isso que essas revelações ensejam a que esses seres humanos comuns passem a acreditar na espiritualidade, no que estão corretos, mas sem atentarem para o fato de que esses espíritos são obsessores, no que estão incorretos. Todos os militantes da doutrina do Racionalismo Cristão são mais do que cientes em relação a este fato, sendo estudiosos ou não, pois que são doutrinados e esclarecidos pelos seus dirigentes, que por sua vez são cientes de que Luiz de Mattos, em sua obra Cartas Oportunas Sobre Espiritismo, a página 245, transmitiu-nos o seguinte conhecimento:

Na aura dos encarnados se refletem as imagens do que eles pensam, sendo, portanto, a aura o espelho da alma, através da qual tudo é observado por qualquer espírito da atmosfera da Terra, por mais inferior que seja”.

Os espíritos quedados no astral inferior são capazes de proezas que deixam os seres humanos comuns boquiabertos, que assim, vendo diretamente a essas suas proezas nesses antros espíritas, passam a acreditar em tudo o que veem, sem jamais conseguirem atentar para o fato de que estão lidando com espíritos obsessores, com a baixa espiritualidade. Uma das mais comuns dessas suas proezas, ocorre quando uma pessoa deseja se comunicar com o espírito de algum parente que desencarnou, quando então é ludibriado pelos espíritos obsessores, que se divertem com a ignorância da vítima. Quem nos relata esse tipo de ludibriação é o próprio Luiz de Mattos, na mesma obra, as páginas 172 e 173, assim:

Quem se abalou para ir a Belém para falar com o espírito da filha… Poderíamos lhe dizer que, apesar de Tomé, nada o autoriza a afirmar que falou com a filha. Foi, sim, muito bem ludibriado, porque o espírito que o médium recebeu e que lhe traçou a biografia e os traços característicos da que foi sua filha, nada mais fez do que, orientado pela imagem gravada na aura do consulente (grifo meu), transformar-se no corpo astral da filha e lhe transmitir palavras que o pensamento dele, pai, revelavam.

Vendo o corpo astral, apalpando-o e lhe falando, tudo se deu através da materialização do espírito atuante, que para isso se serviu do fluido do médium e do consulente; e este, em grande estado de emoção avassaladora, prestou-se a dizer ter visto o que não viu, apalpado o que não apalpou, e falado o que a sua retina mental em delírio concebeu (leia-se imaginou, digo eu)”.

Por fim, devem os seres humanos se acautelar ao máximo com a natureza das produções dos seus sentimentos e dos seus pensamentos, que emitem vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas, que emanam das suas auras, e que podem ser observadas tanto pelo Astral Superior como pelo astral inferior, pois que nada se pode esconder da espiritualidade. É por isso que Nilton Figueiredo de Almeida, ao compilar algumas comunicações de Luiz de Mattos, dando como resultado a obra Clássicos do Racionalismo Cristão, podemos nela encontrar, a página 131, o seguinte:

Pelo pensamento pode a criatura CRIAR NA SUA IMAGINAÇÃO (grifo e realce meus) figuras, fatos que podem vir a se dar, porque na sua aura — espelho do seu espírito — tudo se reflete, grava-se tudo quanto se passa no seu pensamento, e é nesse pensamento que vão os espíritos inferiores, os espíritos desencarnados, servir-se daquilo que eles criaram na sua imaginação, no seu pensamento enfermiço e doentio”.

Agora sim, eu posso devidamente afirmar que este tópico da minha explanação acerca do astral inferior se encontra suficientemente completo para a devida compreensão de qualquer ser humano que seja detentor de um médio intelecto, assim como também para que todos possam se precaver por inteiro das ações malignas dos espíritos obsessores, que andam por toda parte interferindo negativamente na vida dos encarnados. Aqueles que não se precaverem contra as ações desses espíritos obsessores, fatalmente terão as suas vidas de encarnados prejudicadas por essas ações, com o grande risco de perderem as suas encarnações.

 

 

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