21- O ASTRAL SUPERIOR

Prolegômenos
20 de julho de 2018 Pamam

Tendo sido já explanada a nossa formação astral, os seres humanos são agora cientes de que todas as coisas são universais, pois que todas elas evoluem pelo Universo. Então a nossa formação astral designa que todas as coisas que existem, sendo universais, têm as suas formações comuns umas às outras, pois que somos coisas celestiais, habitantes únicos do Universo, pois que somente as coisas, tais como seres com as suas propriedades, podem existir, daí a razão da nossa existência eterna e universal.

Os astros podem ser considerados como sendo todos os mundos que existem e que rolam pelo Universo, com a exceção das estrelas, que não são mundos, mas sim as inúmeras combinações que existem entre as propriedades da Força e da Energia, que possuem os seus próprios padrões de cores em todas essas combinações, fornecendo assim cada uma dessas combinações de cores as coordenadas do Universo, consoante cada um desses padrões de cores, que mantêm sob as suas égides os mundos que lhes correspondem. E os mundos que existem e que se encontram sob a égide de cada uma das coordenadas do Universo são formados por seres, o que implica em dizer que a nossa formação é astral, portanto, sideral, pois que relativa aos astros, ou própria deles.

Quando Jesus, o Cristo, afirmou que “Muitas são as moradas do meu Pai”, ele quis com isso dizer que muitos são os Mundos de Luz, que são as moradas dos espíritos, pois caso ele estivesse se referindo ao céu sobrenatural, não seriam muitas moradas, mas sim apenas uma, e somente uma, nada mais do que uma. Os Mundos de Luz são também denominados de Mundos de Estágio, porque com o natural processo da evolução, os espíritos vão ascendendo aos Mundos de Luz mais evoluídos, por isso os Mundos de Luz em que eles se encontram a habitar são temporários, em conformidade com os seus estágios evolutivos, daí a denominação de Mundos de Estágio. Por isso, assim que alcançam um estágio evolutivo superior, eles também ascendem aos Mundos de Luz superiores, porque integraram aos seus acervos espirituais maiores parcelas da propriedade da Luz, em decorrência maiores parcelas das propriedades da Força e da Energia, uma vez que estas são coordenadas por aquela.

Quando os seres alcançam a condição de espíritos, ao adquirirem o raciocínio, por conseguinte, a faculdade do livre arbítrio, os seus mundos passam a ser denominados de Mundos de Luz, que para lá vão os espíritos que desencarnam e deixam a atmosfera da Terra, não ficando decaídos no astral inferior, cada um ascendendo ao mundo correspondente à sua própria classe, pois neles não estagiam espíritos de classes diferentes. Os espíritos se encontram distribuídos em uma série distinta que soma ao todo trinta e três classes, de acordo com o grau de desenvolvimento de cada uma delas. Essas classes são as seguintes:

N° de ordem

Tipos de Mundos de Luz

Classe Espiritual

01

Mundos materializados Espíritos da 1ª à 5ª classes

02

Mundos opacos Espíritos da 6ª à 11ª classes

03

Mundos brancos Espíritos da 12ª à 17ª classes

04

Mundos diáfanos Espíritos da 18ª à 25ª classes

05

Mundos de luz puríssima Espíritos da 26ª à 33ª classes

Os Mundos de Luz possuem as suas próprias auras, ou atmosferas, que são formadas pelo somatório das auras dos espíritos que os habitam, de onde emanam as suas vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas, e as suas próprias auréolas, que são formadas pelo somatório das auréolas desses espíritos, sendo que cada Mundo de Luz é habitado por espíritos que possuem a mesma categoria espiritual, ou o mesmo estágio evolutivo, não havendo, pois, qualquer discordância ou desentendimento entre eles, uma vez que todos produzem sentimentos e pensamentos análogos ou semelhantes uns aos outros, dada a mesma categoria espiritual. Em função disso, eles conseguem fazer valer os seus corpos de luz, raiando luz em direção uns dos outros, em que a produção do amor espiritual já se faz valer entre todos eles, cuja intensidade varia em proporção ao estágio evolutivo de cada um dos Mundos de Luz. E isto se explica em razão do ambiente de cada Mundo de Luz ser formado por sentimentos e pensamentos convergentes, em que os atributos individuais inferiores e os atributos relacionais negativos ainda não sopitados não preponderam entre eles. Ora, eles são espíritos, não estão encarnados, por isso têm a plena consciência das suas naturezas espirituais, portanto, das suas obrigações e dos seus deveres na espiritualidade, em decorrência, das leis espaciais, dos princípios temporais e dos preceitos universais. Daí a razão pela qual o amor espiritual é produzido por todos eles.

Nos Mundos de Luz, os espíritos vivem geralmente em um verdadeiro paraíso, pois que eles são plenamente cientes do quanto Deus neles se encontra contido, o que implica em dizer que eles têm a intuição direta de Deus, seja através dos espíritos superiores, que já contêm em si mesmos uma maior proporção em relação a Deus, seja diretamente de Deus, em conformidade com a superioridade dos Mundos de Luz. Foi justamente por isso que Jesus, o Cristo, quando ainda se encontrava na cruz, afirmou para um dos crucificados que se encontravam em outra cruz: “Ainda hoje estarás comigo no paraíso”; querendo com isso dizer que ele estaria em seu respectivo Mundo de Luz e que teria diretamente a sua intuição, por intermédio das suas vibrações magnéticas, radiações elétricas, radiovibrações eletromagnéticas e raiações de luz. Ora, se aqui na Terra, que é um mundo-escola ainda muito atrasado, os seres humanos deverão consolidar a produção da amizade espiritual entre si, com todos eles raiando luz em direção uns dos outros, e após 4.000 anos deverão estar aptos para produzir o amor espiritual entre si, tendo o seu próprio Cristo integrado no seio de toda a nossa humanidade, alcançando uma felicidade relativa, é de se indagar: o que não dizer da produção do amor espiritual nos Mundos de Luz?

E em sendo os Mundos de Luz um verdadeiro paraíso, muitos espíritos preferem continuar a viver em seus próprios Mundos de Luz, evoluindo através deles, do que encarnar e viver em outro mundo, mesmo que temporariamente, evoluindo neste nosso mundo-escola, para tanto eles se valem do direito do livre arbítrio de que são detentores. Mas acontece que a evolução processada através dos Mundos de Luz é muito lenta em relação à evolução processada através do mundo-escola. Além do mais, de acordo com o princípio do ritmo transmitido por Hermes, a evolução de todas as humanidades segue um ritmo de evolução estabelecido por Deus, em que se pode comprovar por intermédio do instituto do Cristo, que foi por Ele mesmo instituído.

De acordo com o instituto do Cristo, em cada período equivalente a 4.000 anos, uma humanidade tem que se espiritualizar, para que assim possa produzir o seu próprio Cristo. Note-se que de Hermes a Jesus, o Cristo, passaram-se 2.000 anos, o equivalente a uma Grande Era, a Era da Sabedoria, e que o Cristo permaneceu integrado à nossa humanidade por mais 2.000 anos, o equivalente a uma outra Grande Era, a Era da Verdade, até a fundação do Racionalismo Cristão, através de Luiz de Mattos, que após desencarnar, ao retornar para o seu Mundo de Luz, assumiu a posição de chefe da nossa humanidade, por determinação do próprio Jesus, o Cristo, que retornou para a sua própria humanidade. E agora o Antecristo vem decretar o final desta última Grande Era e estabelecer o início de uma nova Grande Era, a Era da Razão, que deverá prevalecer pelo período de 4.000 anos, tempo em que estará deslocado para a humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, em que lá deverá promover as duas Grandes Eras.

Daí a razão da existência de uma imensa hierarquia em nossa humanidade, cuja hierarquia é estabelecida com base nos Mundos de Luz mais evoluídos, em que neles habitam os espíritos que possuem as maiores parcelas das propriedades da Força, da Energia e da Luz, portanto, os espíritos que mais contêm Deus em si mesmos. E daí a razão pela qual Luiz de Mattos é o chefe da nossa humanidade, pelo fato de ser o nosso veritólogo maior.

É justamente por isso que o outro expoente da nossa hierarquia espiritual deverá se deslocar da nossa humanidade e se integrar à humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, com a finalidade de espiritualizá-la, quando nela passará 2.000 anos até alcançar a condição do Cristo, lá permanecendo por mais 2.000 anos, até que um dos seus dois expoentes consiga fundar o seu Racionalismo Cristão, assumindo a chefia dessa sua humanidade, ao desencarnar, quando então ele retornará para a nossa humanidade, já na condição do nosso Cristo. E o outro expoente dessa humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, por sua vez, deverá se deslocar para a outra humanidade que segue a sua humanidade na esteira evolutiva do Universo, com a finalidade de também espiritualizá-la, cumprindo o mesmo papel, ficando integrado a ela por 4.000 anos.

E pelo fato de todas as humanidades seguirem o mesmo ritmo evolutivo, é óbvio que todas elas evoluem em bloco, ou seja, as humanidades evoluem como um todo, sem que nenhum dos seus integrantes possa ser deixado para trás, sendo, pois, obrigado a evoluir em conformidade com o ritmo estabelecido por Deus, quer queira, quer não, pois que o preceito universal da evolução é o maior de todos os preceitos, portanto, maior que o preceito do livre arbítrio, então tem que ser rigorosamente obedecido, de uma maneira, ou de outra, pois que não se pode atravessar o ritmo da orquestração universal.

E aqui se pode constatar plenamente a existência do verdadeiro Deus, do Deus Universal, e não a existência desse pavoroso e perverso deus bíblico, o deus feito somente de carne e osso, que do mesmo modo fez o homem à sua imagem e semelhança, assim como todas as demais coisas, tirando tudo do nada, que não existe, assim como também esse deus bíblico, com características sobrenaturais, não passa de um espírito tremendamente obsessor, por isso feito à imagem e semelhança dos espíritos mais atrasados que foram inventados no passado como deuses, dada essas suas pretensões descabidas, daí a razão desse deus por demais pretensioso pretender exterminar aos ímpios, quando, na realidade, ele vai ser totalmente desmascarado por este explanador do Racionalismo Cristão, que jamais iria permitir que esse deus metido a genocida viesse a exterminar a qualquer um dos seus irmãos, pois que ele realmente é merecedor de levar uma boas pancadas no seu traseiro imundo e sebento com que se senta no seu suposto trono, à moda dos reis e imperadores antigos, que serviram de inspiração para que esses espíritos atrasados pudessem entroná-lo. E mais: esse espírito trevoso metido a ser deus, assim como todos os demais da sua laia, deverão ser devidamente regenerados pelo Astral Superior. É o Juízo Final!

E como nenhum ser humano pode ser deixado para trás, tendo que seguir o ritmo da evolução universal, pelo fato dele integrar a uma humanidade, obrigatoriamente, o preceito universal da evolução se faz valer sobre o preceito do livre arbítrio, tal como a lei constitucional se faz valer sobre uma lei ordinária, ou sobre outra lei qualquer. Então o seu livre arbítrio é coarctado e ele é obrigado a reencarnar, para que assim proceda a sua evolução, acompanhando o mesmo ritmo dos demais. Fernando Faria, em sua obra A Chave da Sabedoria, a página 214, vem afirmar o seguinte:

Existem também as reencarnações compulsórias, em que os espíritos reencarnam independentemente da sua vontade. O livre-arbítrio de cada um é coarctado temporariamente e eles iniciam o processo reencarnatório”.

Tudo o que acima foi explanado é de fundamental importância para que os espíritos que se encontram encarnados neste planeta Terra possam conceber a imensa diferença que existe entre a atmosfera deste mundo-escola e as atmosferas dos Mundos de Luz, para que assim possam formular uma ideia universal de que aqui todos se encontram presos à atmosfera do planeta em que ora se encontram a habitar, cuja atmosfera foi por eles mesmos formada, em que preponderam os sentimentos inferiores e os pensamentos negativos, que a torna pesada e doentia, sendo cativos desse próprio ambiente terreno que formaram para si mesmos; e que, lá, nos Mundos de Luz, os espíritos possuem a clarividência, pois que podem fazer valer a luz astral que possuem, em face da atmosfera limpa e amena, tendo todos a consciência plena da condição espiritual que possuem, por conseguinte, das suas existências eternas e universais, e que se encontram evoluindo em demanda do Criador, já que são plenamente conscientes de que Deus está contido em si mesmos, em conformidade com os seus estágios evolutivos.

No entanto, nem tudo são flores, como se diz popularmente, mesmo nos Mundos de Luz, pois quando o espírito fez mau uso do livre arbítrio quando encarnado, ao retornar para o seu Mundo de Luz, após a desencarnação, ele faz uma avaliação precisa de toda a sua encarnação, inclusive dos males que praticou, dos crimes que cometeu, quando então a sua consciência se faz valer, causando-lhe dores cruciais, pelo que ele anseia como que em desespero por reparar a todos esses seus males e crimes praticados quando encarnado, no mais breve tempo possível, desejando reencarnar de qualquer maneira, sujeitando-se às piores condições terrenas, não importando como sendo um aleijão, um retardado mental, um cego, um surdo, um mudo, um surdo-mudo, um mendigo, um morador de rua, ou seja lá em que condição for, até mesmo nas nações mais miseráveis e atrasadas, pois o que ele mais anseia é a reparação dos males praticados. Isto se explica porque o corpo carnal absorve por completo as dores cruciais que ele sentia em sua consciência quando em seu Mundo de Luz. Então aqueles que ainda se encontram praticando o mal e todos os tipos de crimes quando encarnados, que se lembrem deste fato, para que o mesmo não venha a ocorrer consigo mesmos.

Muitos espíritos que possuem grandes parcelas da propriedade da luz, muitas vezes relutam em encarnar para cumprir determinadas missões neste nosso mundo-escola, porque mesmo sendo cientes de que os encargos postos sob as suas responsabilidades serão diretamente proporcionais aos seus estágios evolutivos, pois que a nenhum espírito é exigido algo além daquilo que ele pode dar, já que cada um dá aquilo que tem em seu acervo espiritual. Mas acontece que, ao encarnar, eles esquecem daquilo a que se propuseram realizar quando em seus Mundos de Luz, então ficam sujeitos às correntes deletérias formadas pelo ambiente terreno, e assim, ao invés de lutarem contra essas correntes, deixam-se levar por elas. E em se deixando levar por essas correntes deletérias, cativos do ambiente terreno, eles falham no cumprimento das suas missões, contraindo débitos para serem resgatados no futuro. Daí a razão pela qual eles relutam em encarnar.

A partir de um determinado estágio evolutivo, os espíritos de luz não mais precisam encarnar para procederem as suas evoluções espirituais. Mas, mesmo assim, muitos deles decidem encarnar, para que assim possam alavancar o progresso da nossa humanidade neste nosso mundo-escola. E aqui se pode constatar o valor que realmente possui o espírito, a sua imensa superioridade em relação aos demais, pois que assim encarnando eles demonstram um notável despreendimento, um notório altruísmo, uma louvável abnegação, além de uma imensa consciência de solidariedade em relação aos demais espíritos que integram a nossa humanidade. O interesse pela evolução espiritual de toda a nossa humanidade é revelado em todos os sentidos, que para se constatar basta apenas proceder a uma rápida leitura dos nossos registros históricos, em que neles se encontram as grandes mentalidades que conduziram os rumos de todos os seres humanos.

Em sendo assim, como realmente é assim, não se deve imaginar que esses grandes e luminosos espíritos, detentores de mentalidades incomuns, assim se nos apresentam por haverem recebido algum dom especial de um suposto deus, tal como o deus bíblico e outros, pois não existem privilégios na espiritualidade, então tudo aquilo que eles apresentaram ao mundo é fruto de um tremendo esforço e de uma máxima boa vontade por parte deles. Assim, aquilo que eles são, o são pelo devido merecimento, e não recebido por obra e graça de um suposto deus, pois caso fosse assim, não poderia haver realmente o valor, por conseguinte, a honra do merecimento, pois quanto mais valor possui o espírito, tanto mais honra ele agrega em seu valoroso acervo espiritual.

Não se pode compreender com uma maior precisão o Astral Superior, sem que antes se tenha compreendido satisfatoriamente os Mundos de Luz, onde lá os espíritos fazem valer os seus corpos fluídicos, produzindo sentimentos superiores e pensamentos positivos, através das vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas, que emanam das suas auras, e também os seus corpos de luz, produzindo o amor espiritual, através das raiações de luz, que emanam das suas auréolas. São essas raiações de luz que possibilitam a que eles fiquem ligados uns aos outros pela luz que emana deles mesmos, já que eles adquiriram parcelas consideráveis da propriedade da Luz, em que essa ligação ocorre por intermédio do amor espiritual. É o amor espiritual, pois, que liga todos os espíritos uns aos outros, quando em seus Mundos de Luz. E quanto mais elevado for o Mundo de Luz, tanto mais o amor espiritual é intensificado, pois, como dito, a meta de todos os espíritos é o retorno para Deus, para que assim possam se confundir novamente como Criador, que é o Amor Supremo. Luiz de Mattos, em sua obra Pela Verdade, a página 224, transmite para este mundo esta realidade que ocorre nos Mundos de Luz, assim:

A alma não é deste mundo e sim de outros mais adiantados, onde não é preciso o corpo carnal para se viver e agir, já que em tais mundos se vive em partículas de luz, ligadas, harmonicamente, umas às outras, formando um todo uno em vontades, desejos e pensamentos, e assim, em verdadeira e franca fraternidade”.

Aqui já se pode compreender de uma maneira mais ampla a razão deste explanador do Racionalismo Cristão desprender tanto esforço e tanta boa vontade para estabelecer a produção da amizade espiritual em nossa humanidade, aqui neste mundo Terra, para que depois ela possa produzir o amor espiritual, pois que a nossa obrigação é tornar este nosso mundo-escola um Mundo de Luz, para que nesse desiderato uma outra humanidade possa habitá-lo, partindo todos os seus integrantes de um mesmo Mundo de Luz, para que então aqueles mais esforçados e detentores de uma maior boa vontade possam ascender aos Mundos de Luz mais evoluídos, sendo estes que irão formar a plêiade do Astral Superior dessa humanidade, à medida que forem ascendendo cada vez mais aos Mundos de Luz mais elevados, que rolam por todo o Universo.

Por mais evoluído que seja o espírito, estando encarnado, não pode ele conceber a intensidade do amor espiritual que é produzido nos Mundos de Luz, em face da tremenda diferença entre a atmosfera densa, pesada, deletéria, doentia, deste mundo-escola, em relação às suas atmosferas limpas e amenas, desconsiderando, no caso, Jesus, o Cristo, cujo amor produzido é inavaliável para nós, dada a sua imensa superioridade espiritual.

E esse amor espiritual é tão intenso, tão fraterno, que os espíritos vêm dos seus Mundos de Luz para prestar solidariedade aos seus companheiros desses mesmos mundos a que pertencem e que aqui se encontram encarnados, o que ocorre somente quando esses seus companheiros se encontram em momentos de paz, pois que a paz propicia a que os ambientes em que eles se encontram sejam propícios para as suas aproximações. Somente aqueles seres humanos que são muito espiritualizados, conseguem perceber esta realidade, identificando os seus companheiros astrais que pertencem aos seus mesmos Mundos de Luz. Antônio Cottas é um desses espíritos, como demonstra em seu discurso proferido por ocasião do aniversário da desencarnação de Luiz de Mattos, em 15 de janeiro de 1939, cujo discurso se encontra contido na obra Discursos de Antônio Cottas, a página 94, em que ele assim se expressa:

Uma hora em ambiente ameno com pessoas amigas ou bons livros, podemos ficar esquecidos do mundo, mas, porém, é impossível, vai chegando a nostalgia espiritual, alguma coisa nos trabalha no pensamento, e muitos pensam que essa nostalgia provenha da saudade d’alguém que nos seja caro, da Pátria ou d’algum lugar que não nos lembre, entretanto, nada mais é do que o vácuo deixado pelos companheiros astrais — espíritos de igual categoria à nossa que nos visitaram nesse momento de paz.

Durante as suas presenças havia conforto, calor espiritual. Retiraram-se. Ficou o homem presidiário repleto de saudades pelo seu mundo, deixadas por aqueles que nos visitaram. Saudade indescritível! Saudade que se não fora o respeito aos compromissos da vida, poderia nos levar à obsessão ou à morte!”.

E é justamente aqui que se encaixa a razão pela qual esses espíritos são chamados de guias espirituais. Os espíritos quando não são ainda muito evoluídos, antes de encarnarem, necessitam de mentores espirituais que lhes ensinem os melhores caminhos a serem seguidos quando estiverem encarnados, mas sem interferir no livre arbítrio, que são os mestres da espiritualidade, os espíritos de luz integrantes da plêiade do Astral Superior. Dados os ensinamentos necessários, eles ficam por conta dos seus companheiros de Mundos de Luz, que assim passam a ser os auxiliares dos mentores espirituais. Caso esses espíritos propiciem o ambiente fluídico propício para as aproximações dos seus companheiros de Mundos de Luz, eles se aproximam e fazem de tudo para guiá-los pelo caminho do bem, da virtude, da honra, em benefício das suas evoluções espirituais. Caso contrário, eles se aproximam apenas em seus momentos de paz, em obediência às leis espaciais, aos princípios temporais e aos preceitos universais. É por isso que o médico Dr. Pinheiro Guedes, em sua obra Ciência Espírita, a página 177, vem afirmar o seguinte:

O mundo é para a alma humana, espírito apenas individualizado, ainda no início da sua evolução, uma oficina de trabalho e uma escola de educação.

À alma, verdadeiro aprendiz, que apenas acaba de fazer a sua entrada na oficina, o mundo apresenta, oferece e fornece matéria-prima, para ser manipulada, e mestres para guiarem-na.

Os mestres são os espíritos cujo tirocínio está concluído, auxiliado por outros cujos conhecimentos, cujo desenvolvimento, conquanto não seja completo, é, não obstante, suficiente para lhes permitir a direção em certos trabalhos.

São considerados, ordinariamente, e erroneamente chamados de ‘anjos da guarda’, protetores’, ‘guias’, — os mestres; os espíritos auxiliares são os que têm afinidade espiritual com o encarnado”.

Como se pode claramente constatar, não existem contradições no Racionalismo Cristão, apenas a utilização de alguns termos diferentes. Então não são os mestres que são os guias espirituais, mas os espíritos encarnados podem ser guiados pelos seus companheiros astrais, através das intuições espirituais, os até mesmo por intermédio das comunicações espirituais, através dos médiuns, sem a interferência no livre arbítrio, desde que esses espíritos encarnados formem o ambiente propício para as suas devidas aproximações.

Dito isto, eu tenho que comprovar todo o fundamento desta minha afirmativa. Então eu vou comprovar por completo, demonstrando que o espírito de Antônio Vieira, o idealizador em plano astral do Racionalismo Cristão, foi um dos guias de Luiz de Mattos, e não somente ele, como também Pinheiro Chagas, Custódio Duarte, Camilo Castelo Branco, João de Deus, Luís de Camões e o Padre Fonseca, uma vez que integrando a plêiade do Astral Superior, os espíritos de luz se tornam guias uns dos outros, sem que seja preciso habitar necessariamente ao mesmo Mundo de Luz, em razão das suas missões serem extremamente necessárias para a alavancagem espiritual da nossa humanidade, sendo fundamental para o progresso de todos os seres humanos, que por si não possuem o tirocínio necessário para sair da inércia em que se encontram. Vejamos logo o artigo de Antônio Cottas sobre alguns trechos da vida de Luiz de Mattos, inclusive como se iniciou na Espiritologia, a sua doutrinação a Ignácio de Loyola, e outros mais, contido na obra Páginas Antigas, as páginas 43 a 48, no qual o consolidador do Racionalismo Cristão cita os nomes de alguns dos seus guias, conforme os trechos abaixo:

… Chegada a hora, de novo partiram para o Espiritismo e, como anteriormente, havia ordem, no Centro, dada pelo presidente Astral, para que assumisse a presidência Luiz de Mattos, logo que chegasse. Assumida por ele a presidência, na hora dos Trabalhos, após o receituário e algumas instruções, o presidente Astral pede que se concentrem e é dada, por escrito, uma comunicação em francês, legível, livre de erros, causando sério espanto a Luiz de Mattos, e tanto, que este chegou a perguntar, após a Sessão, se o médium tinha ilustração, e o mandado escrever, após os trabalhos, a fim de se certificar se era verdade ou não. Não fosse estar sendo vítima de alguma mistificação.

Informado das condições morais, materiais e intelectuais do médium, certo ficou de que fenômeno importante se passava.

Conversando com Luiz Thomaz e outro amigo, disse-lhes que o que vinha observando lhe causava grande espanto, forçando-o a meditar sobre a causa dos efeitos que observava. Novamente, no dia seguinte, para lá foram.

Iniciados os trabalhos, pede ele receita para os seus, e, após receitar, o Guia Médico, Dr. Custódio Duarte (grifo meu), diz-lhe: ‘Já são meus enfermos, estão melhorando e hão de ficar bons’. Admirou-se, e só nesse dia ficou sabendo que, de fato, já os seus se estavam tratando lá. Dada também uma comunicação em inglês, ele a analisou e verificou estar claramente legível.

Nas sessões seguintes, novamente se manifesta Ignácio de Loyola e, prevenido que estava Luiz de Mattos pelo Guia Padre Antônio Vieira (grifo meu), deixou Loyola falar à vontade. De súbito, Luiz de Mattos (estando elevado ao Espaço Superior e intuído pelos seus guias, digo eu) entra em uma longa dissertação da Natureza, referindo-se a Deus, não à semelhança do homem, mas como Inteligência Universal, a irradiar por toda parte onde existe vida.

Loyola se espanta do que ouve do seu ex-companheiro jesuíta, quando Frei Bernardo ou São Bernardo, e lhe pergunta:

— Mas tu que, como eu, não acreditavas em Deus, tu que há pouco eras ateu, eras materialista, como e onde foste aprender coisas tão belas, como as que me explicaste.

— Amigo, o grande Pe. Antônio Vieira, de nós muito conhecido, disse-me ser preciso acordar, que no Universo apenas existem Força e Matéria (Força e Energia, em que a Luz a tudo penetra, digo eu) e que na Terra os encarnados são instrumentos simplesmente do bem ou do mal. Portanto, se o que eu te disse te espantou, eu nada mais fui do que porta-voz das Forças Superiores, que a seu encargo tem a remodelação do planeta e tu a elas precisas pertencer.

Grande foi o diálogo havido, porém, o resumimos e damos apenas uma ideia de como se iniciou o chefe do Racionalismo Cristão nesta bela doutrina.

Enquanto Luiz de Mattos dissertava, com a sua voz de trovão, de orador, de impulsionador, Loyola, cada vez mais iluminava a sua alma e, rompendo do véu de negrura em que estava envolvido, ia vendo, luminoso, radiante, o espírito de Luiz de Mattos, assistido por Antônio Vieira, Camões, S. Pedro, Custódio Duarte e tantas outras almas suas conhecidas (grifo meu). Reconhecendo-se vencido pelas verdades que havia proferido Luiz de Mattos, pede-lhe que irradie sobre a sua alma, reconhecendo que foi o maior dos desgraçados, que se sentia sem coragem para olhar o quadro das suas obras, já agora tão nitidamente gravado na sua aura e que ao rememorar o passado, não via outra coisa senão barbaridades, que o ajudasse, com a sua irradiação de valor, pois queria, desejava, precisava, entrar em lutas para o bem geral, onde mais depressa pudesse descontar as suas faltas.

Retirando-se Loyola, esclarecido, havia dado Luiz de Mattos o primeiro passo para a explanação (leia-se transmissão, digo eu) da Verdade, tão desejada por Cristo. Os companheiros e amigos de Luiz de Mattos, presentes àquela Sessão, disseram-lhe que estavam impressionados com o que dele ouviram, ao que ele respondeu não mais se recordar do que dissera, e que tudo aquilo lhe viera de momento, não sabendo mesmo explicar como se prestara a definir a Inteligência Universal, quando nem em Cristo ele acreditava, visto lhe terem apresentado como um poltrão. Agora, porém, analisando a sua obra, concluía ter sido ele um homem lutador, valoroso e apto a reagir a todos os insultos no terreno da luta (Luiz de Mattos se refere à mentira católica de que Jesus, o Cristo, foi esbofeteado na cara e deu a outra face para ser novamente esbofeteado, digo eu).

Além destes fenômenos, muitos outros foram precisos para que a alma de Luiz de Mattos não vacilasse. E assim levou ele ano e meio em consecutivos estudos, até que um dia o Guia, Pinheiro Chagas (grifo meu), disse-lhe: ‘Meu filho, é necessário que te disponhas a iniciar a Obra, pois estás demorando muito’. Nessa altura já o centro não era mais no casebre, mas sim em uma boa casa, de propriedade de Luiz Thomaz.

Luiz de Mattos, entretanto, ressentia-se ainda da prevenção que tinha com o baixo espiritismo e, como via todos que nele se metiam acabar na miséria, pensava na família, pensava no que era preciso dispender com a criação de um Centro à altura de tão bela Doutrina, e receava não poder arcar com tamanha responsabilidade. O Astral Superior lhe vendo na aura a preocupação, insiste, por intermédio do Guia Custódio Duarte (grifo meu), em que era preciso caminhar. Assim assediado, responde Luiz de Mattos:

— Sim, estou pronto para a luta, contanto que aos meus nada venha a faltar.

— Satisfaz-nos a tua resposta, disse Custódio Duarte, e certo podes estar, que nada te faltará a ti e nem aos teus, tudo há de aumentar e àqueles que junto de ti viverem nada faltará.

A ti, a parte espiritual, a Luiz Thomaz, a parte material. Sois os dois responsáveis por esta Doutrina. Caminhai unidos, e por vós velaremos, uma vez que em pensamentos procureis vos religar a nós.

Inaugurado, no Rio de Janeiro, o Centro Espírita Redentor, iniciou a explanação (leia-se transmissão, digo eu) da Doutrina no jornal ‘Tribuna Espírita’ e, algumas vezes, pela imprensa em geral. Quatro anos depois, por ordem de um dos Guias, Padre Fonseca (grifo meu), fundado foi o jornal ‘A Razão’, em 19 de dezembro de 1916. Nesse jornal, o mais liberal que já houve, independente e orientador, eram doutrinados Governos, ciência, clero, sectaristas, classes armadas e civis, desde o industrial, ao operário, desde o lavrador, ao vendedor, consumidor, etc. Nesse órgão oficial do Racionalismo Cristão, gastou ele a sua energia, a sua vida. Sustentou as campanhas mais sérias de que até hoje temos notícia. A que travou com o clero, da qual resultou a criação da obra: ‘Cartas ao Cardeal Arcoverde’, causou espanto ao mundo. As verdades eram duras, o Cardeal, de tão revoltado, ficou maluco, ordenando o papa providências para a vinda da Bahia de D. Sebastião Leme para coadjutor, devido ao estado psíquico do cardeal”.

Luiz de Mattos, o nosso veritólogo maior, sendo por isso o fundador da doutrina do Racionalismo Cristão, aparece na imagem abaixo sendo assistido pelos seus guias espirituais, sob as suas ações fluídicas, as vibrações magnéticas, as radiações elétricas e as radiovibrações eletromagnéticas, e também sob as suas luzes, as raiações de luz, pois que todos eram integrantes da plêiade do Astral Superior, que o auxiliaram na fase inicial da transmissão dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, no seio da nossa humanidade. Note-se aqui, que nas imagens aparecem os bustos dos espíritos superiores, diferentemente das imagens dos espíritos obsessores decaídos no astral inferior, cujas imagens aparecem somente a cabeça.

O ser humano, por ser ainda muito apegado ao seu corpo carnal, através do qual os laços familiares se fazem valer neste mundo, pensa, equivocadamente, que esses laços familiares continuam na espiritualidade, e que assim o pai, a mãe, o filho, o marido, a esposa, o irmão, ou qualquer outro ente querido da sua família, continuam ligados a ele pelos laços familiares carnais, após a desencarnação, pelo que inutilmente realiza as suas rezas e orações — o termo correto é prece — em favor desses seus familiares, ou encomenda ao sacerdote católico a realização de missas em favor deles, e até se dispõe a frequentar os centros espíritas na esperança de ver ou falar com os seus familiares, através dos médiuns, ignorando completamente que esses centros espíritas são uns verdadeiros antros dominados pelos espíritos quedados no astral inferior, sejam eles kardecistas, umbandistas, quimbandistas, ou de qualquer outra natureza, e que tais espíritos veem em sua aura o seu anseio pelos familiares desencarnados, quando então engendram os meios para enganá-lo, assumindo inclusive a forma do familiar ansiado, através do seu corpo fluídico, que se torna visível, em função do ambiente fluídico pesado propiciar a essa visão.

Na realidade, ao desencarnarem, os espíritos devem retornar para os seus Mundos de Luz de origem, ascendendo aos Mundos de Luz mais adiantados, caso eles tenham conseguido sucesso nas suas evoluções espirituais nessas suas encarnações, a fim de que possam compor novamente o Astral Superior. Estando assim desfeitos os laços familiares formados através dos corpos carnais, os espíritos voltam a compor a Grande Família, que é a nossa própria humanidade, que fica distribuída pelos diversos Mundos de Luz que rolam pelo Universo, em conformidade com os seus respectivos graus de evolução.

No entanto, quando um dos familiares queridos desencarna, para os que ficaram encarnados a impressão que fica é que o espírito continua fazendo parte da família, uma vez que os laços familiares são muito fortes, pois que assim é, como não poderia ser diferente, já que o amor familiar foi estatuído pela Providência Divina para ser um arremedo do amor espiritual, facilitando a produção da amizade espiritual por parte de todos os seres humanos. E caso os seres humanos conseguissem raciocinar um pouco mais, poderiam constatar que o amor que uma mãe tem pelo seu filho, assim como pelos demais familiares, é o mesmo amor que uma outra mãe tem também pelo seu filho, assim como igualmente pelos demais familiares, deste modo, todos os seres humanos deveriam pelo menos respeitar o amor familiar, e se não conseguem ter o amor pelas demais famílias, além da sua, deveriam ao menos se esforçar por tratar aos seus semelhantes como sendo verdadeiros amigos, para que assim a produção da amizade espiritual se estabeleça em nossa humanidade com mais brevidade.

Mas se os seres humanos querem realmente ajudar aos seus familiares que desencarnaram, que se disponham a produzir as vibrações magnéticas, as radiações elétricas e as radiovibrações eletromagnéticas a Deus e ao Astral Superior por esses espíritos que foram os seus entes queridos, que fizeram parte das suas famílias neste mundo-escola, formando uma corrente poderosa para que eles possam se livrar da atmosfera terrena e retornar para os seus respectivos Mundo de Luz, voltando a integrar o Astral Superior, sem correrem o risco de integrar o astral inferior. Antônio Cottas, em seu discurso proferido na filial do Porto, em Portugal, cujo discurso se encontra contido na obra Discursos de Antônio Cottas, as páginas 149 e 150, comunga com este meu pensamento, quando ele assim se expressa:

Não devemos religar o pensamento às Forças Superiores mendigando favores como muitos seres humanos o fazem a Santo Antônio, a São João, a Santa Terezinha, a Senhora de Fátima, etc., ou a quaisquer outros. Por essa forma se materializa o pensamento; mas, pelo contrário, individualizemo-lo, porque não sabemos quando os espíritos estão no espaço (leia-se Universo, digo eu) e quando estão na Terra. Pois bem, nos momentos de dor passemos a um Grande Foco (vibrações, radiações e radiovibrações, digo eu) por um desses espíritos desencarnados, pai ou mãe, e assim sabemos que estão livres da atmosfera da Terra. Foi para mais facilmente nos religarmos às Forças Superiores que se criaram as irradiações, senão nem isso se citaria”.

Em todo o Universo as leis da afinidade e do retorno se fazem valer, então os espíritos que se encontram no Astral Superior, em seus Mundos de Luz, não vêm a este mundo sem que haja um polo de atração que propicie um ambiente favorável para as suas vindas. E este polo de atração que propicia o ambiente mais favorável para a vinda dos espíritos que se encontram no Astral Superior, é formado pelas correntes fluídicas das casas racionalistas cristãs, ou mesmo nos próprios lares. Os militantes da doutrina racionalista cristã são cientes de que os espíritos que se encontram no Astral Superior vêm engendrando fluidos dos mundos que lhes são inferiores, até chegarem às correntes fluídicas das casas racionalistas cristãs, desde que tenham lido a obra Cartas Oportunas Sobre Espiritismo, escrita por Luiz de Mattos, em que o veritólogo maior, as páginas 239 e 240, afirma o seguinte:

Já é grande o sofrimento por que passa um espírito habitante de um mundo superior para vir até nós em corpo astral, branco, diáfano, que vem engendrando com os fluidos dos mundos que lhe são inferiores, até chegar às correntes fluídicas do Centro Redentor e suas filiais, quanto mais se materializar para produzir ditos efeitos físicos”.

No entanto, os militantes da doutrina racionalista cristã não sabem o porquê de os espíritos virem dos seus respectivos Mundo de Luz engendrando fluidos, mesmo que tenham lido Luiz de Mattos e sejam cientes desses seus dizeres. Mas se não sabem, agora poderão saber.

A propriedade da Força contém o espaço. A propriedade da Energia contém o tempo. O espaço e o tempo formam o Universo. As propriedades da Força e da Energia se combinam em todos os estágios, formando as estrelas, as quais dão as coordenadas do Universo, em conformidade com os padrões de cores inerentes a cada uma dessas combinações. Em todas as coordenadas universais as combinações das propriedades da Força e da Energia produzem os fluidos que envolvem a todos os mundos que se encontram sob as suas égides. Então todo o Universo é fluídico. As combinações das propriedades da Força e da Energia nas coordenadas universais produzem todos os tipos de fluidos, que partem dos mais grosseiros, como o produzido pela estrela denominada de Sol, em que o mundo Terra se encontra sob a sua égide, e que vão se diafanizando, à medida que as suas combinações vão se elevando pelo Universo, até que os fluidos se tornam translúcidos, totalmente diáfanos, em cujas coordenadas se encontram os Mundos de Luz, principalmente os mais evoluídos.

Estando em seus Mundos de Luz, integrando o Astral Superior, os espíritos de luz mais evoluídos que habitam as coordenadas do Universo mais distantes, possuem os seus corpos fluídicos, ou perispíritos, ou corpo astral, ou duplo etéreo, em conformidade com esses fluidos diáfanos, translúcidos, que são produzidos pelas combinações das propriedades da Força e da Energia, em cujas estrelas os seus respectivos Mundos de Luz se encontram sob as suas égides.

Quando os militantes da doutrina do Racionalismo Cristão, por ocasião das sessões públicas, ou particulares, realizadas nas casas racionalistas cristãs, procedem com as suas vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas, direcionadas a Deus e ao Astral Superior, que eles ainda denominam de irradiações, formam as mais poderosas correntes, as quais percorrem o Universo, fazendo com que se faça valer a lei da afinidade e o princípio da atração. Então os espíritos que se encontram no Astral Superior, em obediência a essa lei e a esse princípio, deslocam-se dos seus Mundos de Luz e passam a se integrar a essas correntes, tornando-as ainda mais poderosas. E estando integrados a essas correntes, eles se deslocam dos seus respectivos Mundos de Luz, em cujas coordenadas os fluidos são diáfanos, translúcidos, e passam a percorrer as demais coordenadas universais que lhes são inferiores, em que os fluidos são menos diáfanos e menos translúcidos, e continuam os seus deslocamentos, percorrendo as coordenadas universais ainda mais inferiores, em que os fluidos já passam a ser pesados e grosseiros, até que, enfim, fazem-se presentes nos ambientes que vibraram, radiaram e radiovibraram em direção a eles. Por aqui se pode também constatar que existe uma verdadeira interação universal entre todos os seres.

Nesse momento, quem se faz valer é a lei do retorno, pois que estando presentes nos ambientes que lhes são favoráveis, os espíritos superiores passam a espargir os seus fluidos benéficos e salutares sobre os corpos fluídicos daqueles que formaram as correntes, assim como também nos corpos fluídicos de todos aqueles que se encontram no mesmo ambiente, fazendo uma limpeza fluídica em todos os presentes, cujo banho é tão ou mais importante que o próprio banho que o espírito procede em seu corpo carnal, com água e sabão. E mais: além de espargir os seus fluidos benéficos e salutares, os espíritos superiores também procedem a um banho de luz em todos os presentes, para que assim os seus corpos de luz possam resplandecer neste mundo, iluminando as suas consciências, para que eles consigam produzir as raiações de luz, através da auréola, a fim de que seja estabelecida a amizade espiritual por todo o orbe terrestre.

Quando os espíritos se encontram no Astral Superior, tudo aquilo que ocorre neste mundo-escola é devidamente acompanhado por eles, sem que escape um detalhe sequer. Assim, todas as ações praticadas por qualquer ser humano são também devidamente acompanhadas, pois que a luz astral a tudo penetra, sem que haja qualquer exceção, embora os seres humanos ignorem a esta realidade universal.

No entanto, os espíritos que se encontram no Astral Superior demonstram um maior interesse pelas ações daqueles seres humanos que pertencem às suas mesmas categorias espirituais, ou seja, daqueles espíritos encarnados que são os seus companheiros de Mundos de Luz. Isto se explica em função deles acompanharem atentamente as condutas dos seus iguais quando encarnados, para que assim, através desse acompanhamento, possam tirar as lições que sejam proveitosas em suas futuras encarnações, em relação aos erros e acertos ocorridos no processo evolutivo desses seus iguais. Luiz de Souza, em sua obra A Felicidade Existe, a página 139, transmite uma ideia precisa acerca desta realidade, quando diz o seguinte:

Indivíduo honesto não é sempre aquele que não tira nada de ninguém, acovardado pelas consequências, mas tão somente o que, em qualquer circunstância, sob nenhum pretexto, com todas as facilidades em seu favor, é absolutamente incapaz de se apropriar do menor valor que pertença a outrem, ainda que se sinta premido pelas maiores necessidades.

O mundo oferece a oportunidade de experimentar tal prova; se cair, o débito fica gravado para futuro e penoso resgate; se vencer, ficará isento de repetir a prova, da qual sairá fortalecido, e é de se registrar que não ficará oculta, mas servirá de regozijo àqueles que, em plano astral correspondente, acompanham, com vivo interesse, a sua marcha evolutiva (grifo meu)”.

Note-se aqui que a matéria é uma tremenda ilusão, assim como o sobrenatural é um tremendo devaneio, então o espírito tem que despertar para a realidade da vida, que obviamente é espiritual, mesmo estando encarnado neste planeta Terra, extinguindo de vez as ilusões e os devaneios, tendo a consciência plena de que todos os bens que neste mundo se encontram são próprios dele, e não dos Mundos de Luz, pois que ninguém leva nada consigo ao desencarnar, apenas as boas ações, que, no caso da riqueza material, devem se refletir na liberalidade e na magnanimidade, que fazem emergir a solidariedade fraterna, para que assim o espírito possa ascender de um Mundo de Luz para outro mais evoluído, galgando uma posição mais elevada na hierarquia da nossa humanidade, em sua marcha evolutiva em demanda do Criador. Qual é aquele que não quer se aproximar cada vez mais de Deus? Qual é aquele que não quer Deus cada vez mais contido em si mesmo? Se alguém se recusar a isto, é problema somente de quem recusa, mas o Astral Superior tem o remédio adequado para esse recusador. Mas se alguém não se recusar a isto, o remédio já se encontra à sua disposição: despertar para a realidade da vida. Luiz de Souza, na mesma obra, a página 112, afirma o seguinte:

Despertar para a realidade, abatendo as ilusões, é ganhar terreno no campo da espiritualidade, é consolidar o patrimônio moral, é se enriquecer de conhecimentos sábios e úteis, e conquistar o mérito para a promoção a classes superiores, na jornada eterna”.

Deus já se encontra organizado perante toda a nossa humanidade. Deus é a própria Inteligência Universal. Deus é o Todo. Assim a formação da nossa inteligência também já se encontra organizada perante toda a nossa humanidade, assim como também o seu desenvolvimento. Então não há mais razão para tanta ignorância por parte dos seres humanos, pois que estando esclarecidos acerca dos segredos da vida e dos enigmas do Universo, não existe mais qualquer empecilho para que todos vibrem, radiem e radiovibrem em direção a Deus e ao Astral Superior, para que este mundo-escola possa ter transformada a sua aura, com ela se tornando limpa e amena, a fim de que com a transformação dessa sua atmosfera o planeta se integre de vez ao Universo, por conseguinte, todos os seres humanos.

No Astral Superior, em virtude de as atmosferas dos Mundos de Luz serem limpas e amenas, quanto mais elevado for o Mundo de Luz, tanto mais diáfana e translúcida é a sua atmosfera, então os espíritos que se encontram no Astral Superior, tendo a consciência de Deus em si mesmos, ajustam as suas vibrações, radiações e radiovibrações ao Todo, ao mesmo tempo em que procuram intensificar o amor espiritual, por intermédio das raiações de luz. Luiz de Souza, também na mesma obra, a página 300, em relação a esta realidade, diz o seguinte:

Os Espíritos do Astral Superior não têm dificuldades para ajustar as suas forças pensantes às vibrações (radiações e radiovibrações, digo eu) do Poder Supremo, quando fica o impossível reduzido a nada. Entretanto, essas forças pensantes são controladas pelo próprio ente das quais emanam, de maneira a não alterar a marcha normal dos acontecimentos e a lei de causa e efeito”.

Apenas a título de um maior esclarecimento, eu devo aqui ressaltar que causa e efeito não é uma lei, como assim afirma o notável autor. As causas são provenientes da propriedade da Força, que contém o espaço, onde se encontram os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que são as verdadeiras causas, então toda causa pode ser caracterizada como sendo uma lei. Os efeitos são provenientes da propriedade da Energia, que contém o tempo, onde se encontram as experiências físicas acerca da sabedoria, que são os verdadeiros efeitos, então todo efeito pode ser caracterizado como sendo um princípio.

A hierarquia que existe na imensa organização da nossa humanidade, no âmbito espiritual, é um fato. Até determinada classe de Mundos de Luz, todos os espíritos são obrigados a reencarnar. Há o caso dos espíritos que se valem do livre arbítrio para não reencarnar, preferindo evoluir em seus próprios Mundos de Luz, mas como o ritmo da evolução das humanidades tem que ser seguido, o livre arbítrio é coarctado, e eles então são obrigados a reencarnar. No entanto, existem os espíritos que deveriam evoluir encarnando neste mundo-escola, mas que perderam várias encarnações, sem que tenham obtido qualquer progresso em suas evoluções espirituais. Mas assim mesmo o ritmo da evolução das humanidades tem que ser mantido. E aqui a Inteligência Universal se faz realmente valer, pois que todos os recursos se encontram à disposição no Universo para que os espíritos possam evoluir, uma vez que o preceito da evolução é o preceito maior, para que assim possam seguir o ritmo da evolução universal.

Os seres humanos ainda não sabem vibrar, radiar e radiovibrar em direção a Deus e ao Astral Superior, para que assim possam formar polos de atração com os espíritos que se encontram no Astral Superior, tornando propício o ambiente para as suas aproximações. Mas, mesmo assim, a Terra não pode se tornar estanque, ou seja, sem abertura para que os espíritos do Astral Superior se aproximem dos seres humanos, dada a sua atmosfera pesada e doentia, caso contrário o caos neste mundo seria ainda muito mais intenso. Então os espíritos que formam a plêiade do Astral Superior lançam mão desses espíritos que perderam várias encarnações, que não vêm obtendo progresso em suas evoluções espirituais, e os aproveitam para que eles possam formar esses polos de atração entre a Terra e o Astral Superior, permitindo assim as suas aproximações, possibilitando a continuidade das suas evoluções espirituais, apesar de elas serem mais lentas, o que é preferível à estagnação. Note-se que tais espíritos não ficam evoluindo apenas em seus próprios Mundos de Luz, mas sim pelo Universo. O capitão Felino Alves de Jesus, em sua obra Trajetória Evolutiva, a página 129, estando ciente desta realidade, vem transmiti-la da seguinte maneira:

Os espíritos do Astral Superior não podem alcançar a Terra sem que nela sejam estabelecidos polos de atração, suficientemente fortes, para esse expresso fim. Esses polos são estabelecidos com o concurso de espíritos dos mundos opacos, isto é, espíritos da 6ª a 11ª classes, que trabalham em serviço das Forças Superiores. Estes espíritos deveriam fazer a sua evolução encarnando no planeta, mas, tendo perdido várias encarnações sem progresso, decidiram processar a sua evolução no Espaço (leia-se Universo, digo eu) em serviço das Forças Superiores. Por este processo o curso da evolução é muitíssimo mais lento, mas tem a vantagem de não haver risco de perda de tempo, afogando-se, como acontece a milhões de encarnados, em paixões mundanas”.

A felicidade dos espíritos depende de Deus. Mas acontece que Deus está contido nos espíritos, assim como em todos os demais seres, em conformidade com o estágio evolutivo em que cada um se encontra. O que implica em dizer que todos devem desprender o máximo de esforço possível e boa vontade por evoluir, para que assim Deus possa estar contido cada vez mais em todos, na busca correta da verdadeira felicidade.

Mas os seres humanos, equivocadamente, buscam a felicidade na riqueza, em primeiro plano, e na realização profissional, em segundo plano, quando então podemos observar as mulheres abandonando os seus lares em mutirão e partindo em direção ao mundo, que é dos homens, na ânsia incontida por essa realização profissional, ignorando completamente que elas encarnaram com o sexo feminino para serem esposas e mães, portanto, educadoras, desconsiderando aqui a felicidade através da boa saúde, que é o anseio natural de todos os seres humanos. E muitos ainda se arvoram de serem cristãos, mesmo sendo cientes de que Jesus, o Cristo, foi o mais pobre de todos, por isso se enquadrando todos como verdadeiros anticristãos, mesmo que sendo assim denominados se sintam ofendidos. De qualquer maneira, sentindo-se ou não ofendidos, o que para mim pouco importa, são realmente anticristãos, e somente deixarão de o ser quando buscarem a espiritualidade superior.

É por isso que os espíritos possuem o livre arbítrio, para que através dele possam conduzir as suas vidas de acordo com aquilo que julgam seja o melhor para si mesmos, sendo o livre arbítrio coarctado apenas quando a sua má utilização venha transgredir a sua junção com o preceito da evolução, pelo fato de ser o preceito maior, que por isso tem que se fazer valer.

As rédeas da vida de cada um se encontram nas mãos de cada um, então o que hoje cada um está vivendo é consequência da direção dessas rédeas que tomou no passado, e a direção que cada um hoje está dando em sua vida com essas rédeas, será a consequência da sua vida no futuro. Isto implica em dizer que, se cada um procurar pautar a sua conduta de vida em conformidade com as leis espaciais, os princípios temporais e os preceitos universais, estará conduzindo a sua vida em conformidade com Deus, pois que as leis, os princípios e os preceitos foram estabelecidas por Ele, daí a razão pela qual Ele está contido em cada um de nós, então estará conduzindo a sua vida em conformidade com o tanto que Deus está contido em si mesmo, e em conformidade com as leis, os princípios e os preceitos que estabeleceu para si mesmo.

Então não adiantam os peditórios a qualquer entidade sobrenatural, principalmente o peditório da felicidade, pois que as entidades sobrenaturais não existem, o que existe realmente é o astral inferior, para onde todos esses peditórios são dirigidos. E, também, não adianta pedir a felicidade ao próprio Astral Superior, pois que assim como os seres humanos têm que obedecer às leis espaciais, aos princípios temporais e aos preceitos universais estabelecidas por Deus, os espíritos que integram o Astral Superior têm igualmente que obedecer a toda essa legislação. Os seres humanos podem até desobedecer a essa legislação, mas os espíritos que se encontram no Astral Superior não, pois que a legislação que eles seguem é praticamente universal, já que é estabelecida por eles mesmos, nas regiões mais longínquas do Universo, tendendo a ser cada vez mais universal, já que demanda para a Sabedoria Excelsa, ou para Deus.

Assim, em obediência às leis espaciais, aos princípios temporais e aos preceitos universais, os espíritos que se encontram em seus Mundos de Luz, no Astral Superior, não podem dar a felicidade a quem quer que seja, somente Deus, por intermédio do natural processo da evolução espiritual, em que aqueles que realmente buscam a verdadeira felicidade devem procurar aquilo que se encontra contido em si mesmos: Deus!

Caso não fosse assim, a felicidade não teria qualquer valor. Vejamos o caso de um ser humano pobre, que lutou quase toda a sua vida para se instruir, terminar o colegial, cursar uma faculdade e exercer a profissão pela qual tanto sonhou e que conseguiu vencer a todos os obstáculos que dela o separavam. Esse ser humano, após se casar e constituir família, poderá dar um certo conforto aos seus, alcançando assim uma felicidade relativa, junto daqueles a quem tanto ama. Essa felicidade tem valor? Tem sim. Por isso, essa felicidade não pode se comparar com aqueles que dão o conforto para os seus, e, além do conforto, muito luxo, com os recursos obtidos através da corrupção, por serem traidores da pátria, ou com recursos obtidos por outros meios ilícitos. Aqueles que dão tudo para os seus e veem faltar o essencial para os demais, não conhecem realmente o verdadeiro valor da felicidade, pois que a felicidade não é própria de nenhum ser humano que seja egoísta, mesquinho e avarento, que não se sensibiliza com a miséria do semelhante. E até o tubaronato é considerado como sendo nocivo à natureza humana, que é espiritual, apesar de ser legal perante a lei do mundo, mas é assim que se aprende, pois tudo tem que aflorar, para que então possa ser combatido, até que não reste mais nada a se combater neste nosso mundo-escola.

Tudo aquilo que é conquistado com esforço, com sacrifício, com denodo, por intermédio de uma luta ingente tem o seu grande valor, pois que assim se conquista a honra. E quanto mais essa luta for se intensificando, tanto mais se aumenta o valor daquilo que foi alcançado, e tanto mais se conquista mais honra. Então a felicidade tem que ser conquistada, para que seja devidamente reconhecido o seu valor, e somente pode conquistar a felicidade aquele que seja honrado, pois que a felicidade não é própria dos desonrados. Então ela não pode ser dada nem pelo Astral Superior e muito menos por qualquer entidade sobrenatural, pois que esta não existe. Aqueles que são considerados pelo catolicismo como sendo santos, caso realmente tenham o seu valor merecido, são espíritos integrantes do Astral Superior, e não entidades do deus bíblico. Antônio Cottas, em sua obra Cartas Doutrinárias de 1971 e 1972, a página 49, tratando acerca deste assunto, afirma o seguinte:

Se a felicidade humana dependesse do Astral Superior, esteja certa de que todos seríamos felizes. Mas, ao contrário do que tantos pensam, a felicidade depende, exclusivamente, de nós, porque inteiramente subordinada ao que fazemos e pensamos”.

E para comprovar de vez que a felicidade não depende do Astral Superior, e que somente pode ser alcançada por intermédio do esforço de cada um, na luta ingente por evoluir cada vez mais espiritualmente, com boa vontade, pois que é assim que se vai conquistando cada vez mais honra, o próprio Antônio Cottas, agora em sua obra Cartas Doutrinárias – 1986, a página 19, vem afirmar novamente o seguinte:

Se a felicidade humana dependesse das Forças Superiores, não haveria uma só criatura infeliz na Terra. Mas depende exclusivamente dos seres humanos, do uso que fazem do livre arbítrio e dos seus pensamentos e ações.

O espírito, só alcança maiores atributos, só se burila, só cresce na escala dos valores espirituais à sua custa, por obra sua, por esforço seu”.

Os seres humanos geralmente são curiosos em relação à espiritualidade, mas ficam apenas nisto, na curiosidade, sem que tenham a disposição e a boa vontade necessárias para desprender os esforços exigidos pela evolução espiritual. E assim, sem que ponham o raciocínio para trabalhar para si mesmos, pois que não olham para dentro de si mesmos, mas apenas para aquilo que lhes vem de fora, eles passam a frequentar os credos e as seitas espíritas de todas as naturezas, à procura de satisfazerem as suas curiosidades, tais como: receber mensagens espirituais do além, através dos médiuns; ver, ouvir e falar com os espíritos dos familiares desencarnados, através dos médiuns; pedir ajuda financeira, realização de conquistas amorosas, obtenção de empregos, cangar aos semelhantes, colocar mandinga nos inimigos e outras baboseiras mais aos espíritos, através dos médiuns; e até a predição do futuro às cartomantes, que ainda prometem trazer a pessoa amada para quem lhes remunera. Esses curiosos não sabem, mas todos esses médiuns e cartomantes são seres humanos ao serviço dos espíritos obsessores quedados no astral inferior, que trabalham para obsedar aos espíritos que se encontram encarnados.

Os espíritos que se encontram no Astral Superior somente se deslocam dos seus Mundos de Luz para a Terra quando existem polos de atração, quando o ambiente fluídico é propício para as suas presenças, ou seja, favorável para as suas ações espiritualizadoras. Essas ações espiritualizadoras se processam com o espargir dos fluidos benéficos e salutares sobre os corpos fluídicos daqueles que se encontram no ambiente propício, através do banho astral, revitalizando-os para a tremenda luta em prol do bem e contra o mal; com o banho de luzes astrais nos corpos de luz daqueles que se encontram presentes no ambiente favorável, para que eles desenvolvam a consciência e possam raiar a luz para os seus semelhantes; para intuir aos de boa vontade no caminho certo da vida, a fim de que eles evitem cometer erros que tenham que ser reparados no futuro, mas sem interferir no livre arbítrio; e também para esclarecer aos seres humanos acerca da realidade da existência eterna e universal, além de outros desideratos. Então os espíritos que se encontram em seus Mundos de Luz, no Astral Superior, não se deslocam dos seus Mundos de Luz para satisfazer a curiosidade dos seres humanos. Antônio Cottas, na mesma obra, a página 43, vem afirmar o seguinte:

De um modo geral, o Astral Superior não desce à Terra para satisfazer a curiosidade de quem quer que seja, mas para explanar princípios esclarecedores”.

Os seres humanos já são mais do que sabedores de que Deus é formado de Substâncias, que se dividem em Essência e Propriedades. A Essência é o Ser Total, e as Propriedades são a Força Total, a Energia Total e a Luz Total. Então podemos constatar as existências do Todo Infinito, do Todo Perfeito e do Todo Ilimitado. Mas assim, por incrível que pareça, o Todo passa ser restrito ao Infinito, à Perfeição e ao Ilimitado, então não é o Todo, na acepção da palavra, pois que para ser realmente o Todo, nele devem estar contidos o finito, a imperfeição e o limitado, que não pode ser ignorado por Deus, embora possa sim, através das suas partículas individualizadas.

O Ser Total, então, Ele mesmo, para que as dores e os percalços da individualidade existentes na finitude, na imperfeição e na limitação, não recaiam em outros seres, que não existem, e nem podem existir, por hipótese alguma, individualiza-se em partículas, passando a habitar o Universo como sendo os seres mais finitos, imperfeitos e limitados que existem, como é demonstrado plenamente pelos seres hidrogênios, passando a adquirir as menores parcelas das propriedades da Força e da Energia. Neste momento, o finito, a imperfeição e a limitação passam a fazer parte do Todo, quando então o Todo passa a ser realmente o Todo, na acepção da palavra. Pode-se constatar, assim, que os seres são partículas do Ser Total, Dele fazendo parte integrante, mas o Ser Total, como Essência, possui as propriedades da Força, da Energia e da Luz, in totum, e os seres, como essências, vão adquirindo as parcelas das propriedades da Força, da Energia e da Luz, através do processo da evolução, em que assim estes são as criaturas, e Aquele é o Criador.

Ora, se somos as criaturas do Criador, e se evoluímos pelo Universo, é de se indagar: em que direção nós evoluímos? Qual é a finalidade da nossa evolução?

Em relação à primeira indagação, podemos afirmar que nós evoluímos em direção ao Criador, em demanda de Deus, para que possamos retornar ao Todo, de onde somos originários, daí a razão pela qual Deus está contido em nós mesmos, em conformidade com o nosso estágio evolutivo, uma vez que não somos o Todo, ou o próprio Deus, mas sim deuses, pois que fazemos parte de Deus. E em relação à segunda indagação, podemos afirmar que nós evoluímos para depositar todo o nosso acervo da finitude, da imperfeição e da limitação no Todo, ou em Deus, para que assim não haja a ignorância do finito, da imperfeição e da limitação no Todo, ou em Deus, ou no Criador. Ora, se somos seres, partículas do Ser Total, e se evoluímos adquirindo as parcelas das propriedades da Força, da Energia e da Luz, até nos reintegrarmos novamente ao Todo, ou a Deus, de onde viemos, então a finalidade da evolução passa a ser a aquisição da onipotência, da onipresença e da onisciência. A nossa inteligência, pois, tende a se confundir com a Inteligência Universal.

Eu quero com isso dizer que, como espíritos, somos finitos, imperfeitos e limitados. Assim, todos os erros que cada espírito praticou, todos os crimes que cada espírito cometeu, dizem respeito diretamente ao espírito praticante e cometedor e a Deus, pois que ele tem que depositar todo esse acervo da finitude, da imperfeição e do limitado no Todo. Por isso, os demais espíritos não têm que se preocupar com os passados uns dos outros. Daí a razão pela qual a doutrina racionalista cristã vem afirmar que cada espírito possui a sua esteira evolutiva, aonde fica registrado tudo aquilo que diz respeito à sua existência, desde que saltou do seio Paterno e se integrou ao Universo, até o momento da sua reintegração ao Todo, ou a Deus. Mesmo ignorando a esta realidade, Antônio Cottas nos dá uma ideia precisa acerca desta individualidade espiritual, quando em sua obra Cartas Doutrinárias – 1991, as páginas 136 e 137, afirma o seguinte:

O senhor tem o direito e o dever de lutar para reconstruir a sua vida, sem temer os obstáculos e até as prevenções que certamente surgirão em seu caminho. Esteja certo de uma coisa: nós atraímos, pelo pensamento, o bem ou o mal. Os espíritos de luz não querem saber do que fomos, mas o que somos (grifo meu). Se os nossos sentimentos são honestos, elevados e dignos, eles irradiam sobre nós, por piores que tenhamos sido, auxiliando-nos até pela intuição, a tudo enfrentar, com coragem e resignação para triunfarmos sobre nós mesmos, e a remover as dificuldades.

O senhor, deixando o cárcere, poderá, se quiser, tornar-se um elemento utilíssimo ao mundo, com a experiência alcançada através do sofrimento por que tem passado”.

É certo que o mal se encontra na finitude, na imperfeição e no limitado, assim como também o bem. Mas acontece que o mal somente pode se estender até um determinado limite, pois que ele possui uma cota destinada a cada humanidade, quando então o seu fim tem que ser decretado, para que ele então possa ceder o seu lugar ao bem.

Por isso, meu querido e estimado leitor, eu reencarnei para decretar o fim do mal em nossa humanidade e determinar o início do bem a ser praticado por todos os seres humanos, em que o bem tem que ser praticado com sabedoria, com respeito à dignidade humana, com os seres humanos tendo a consciência plena de que, como espíritos, são todos iguais uns aos outros, e que essa tal de caridade é a mais pura balela, pois que não pode existir os espíritos especiais que praticam a caridade e os espíritos necessitados que precisam da caridade alheia, em que toda essa caridade é dirigida diretamente para o campo econômico e financeiro. O que realmente diferencia os espíritos uns dos outros é o valor que cada espírito adquiriu com esforço e boa vontade no processo da evolução, portanto, com honra. E somente pode praticar o bem os espíritos que sejam honrados.

Estando agora reencarnado como Pamam, tendo alcançado a condição do Antecristo da nossa humanidade, no intuito de debelar o mal e fazer surgir a prática do verdadeiro bem entre todos os seres humanos, eu vim, primeiramente por intermédio desta minha explanação de A Filosofia da Administração, decretar o final de uma Grande Era, a Era da Verdade, e determinar o início de uma nova Grande era, a Era da Razão. Ingressando na Era da Razão, a nossa humanidade poderá produzir a amizade espiritual, fazendo prevalecer entre todos os seres humanos a solidariedade fraternal, que é a forma correta de se praticar o bem, com sabedoria. O bem, pois, somente pode ser praticado com eficiência por intermédio da amizade espiritual. Ora, estando a amizade espiritual totalmente consolidada no seio da nossa amizade, isto implica em dizer que a solidariedade fraternal também estará consolidada entre todos os seres humanos, então eles estarão aptos para a produção do amor espiritual.

Como os seres humanos ainda vão praticar a amizade espiritual, espiritualizando-se por intermédio do Racionalismo Cristão, quando haverá um processo de transição da fase da imaginação para a fase da concepção, para que assim possam praticar a solidariedade fraternal, torna-se óbvio que a produção do amor espiritual ainda não é da seara deles, pois se eles ainda não possuem qualquer noção acerca da amizade espiritual, é lógico que também não poderiam possuir qualquer noção acerca do amor espiritual, embora conheçam a sua existência, em função do amor espiritual produzido por Jesus, o Cristo, do qual não possuem ainda a mínima noção da natureza desse instituto chamado de Cristo, que foi estatuído por Deus.

Então, quando um ser humano assim se expressa: “Eu faço isso por amor”; “Eu tenho amor ao próximo”; “ Eu tenho amor a Jesus”; “Jesus te ama”; “Eu tenho amor a Deus”; “ Deus te ama”; e tudo o mais que faz parte do mesmo gênero, não pode deixar de ser a mais pura balela, fruto de uma tremenda ignorância, ignorância esta movida pela tremenda vaidade de se considerar aquilo que ainda não é, mas que poderá vir a ser, caso desprenda esforço e adquira boa vontade, e pela pretensão de julgar que possui algo que também ignora, sendo tudo isso descabido, pois se ele não se conhece nem a si mesmo, é lógico que também não conhece ao próximo, e muito menos a Jesus, o Cristo, quanto mais ao próprio Deus. E não se pode amar aquilo que não se conhece.

Todo o progresso da nossa humanidade é oriundo dos espíritos de luz que compõem a plêiade do Astral Superior, cujo número de integrantes é muito pouco em relação ao número dos demais espíritos. Assim, tudo que na Terra foi realizado é decorrente do plano de espiritualização da nossa humanidade, o qual foi seguido rigorosamente pelos espíritos superiores, tanto encarnando no planeta, como traçando as diretrizes para as encarnações dos demais espíritos, que geralmente deixam de cumprir com as suas obrigações e os seus deveres neste mundo-escola, depurador de espíritos até certa categoria espiritual. Na obra Clássicos do Racionalismo Cristão, que diz respeito a comunicações de Luiz de Mattos, cuja obra foi idealizada por Nilton Figueiredo de Almeida, tendo sido revisada por Vera R. Ferreira e Moisés Ribeiro, a página 255, está escrito o seguinte:

Aprendam a tudo ver, discernir, e não se iludam, porque nada de bom veio à Terra que não fosse partido dos espíritos evoluídos, já nos planos do Astral Superior”.

Aqueles que ainda não possuem uma noção relativamente acentuada acerca da espiritualidade, tendem a considerar um tanto quanto estranho o fato de todos os espíritos pertencerem ao Astral Superior, quando se encontram em seus Mundos de Luz, não importando o estágio evolutivo em que eles se encontrem, quer eles sejam dos mundos materializados, opacos e brancos, onde estagiam os espíritos da 1ª à 17ª classes, quer sejam dos mundos diáfanos e de luz puríssima, onde estagiam os espíritos da 18ª à 33ª classes. E este pensamento se encontra absolutamente correto, uma vez que todos os espíritos têm uma natureza astral.

Mas acontece que na imensa organização espiritual da nossa humanidade, existe uma natural hierarquia, em que as posições hierárquicas são descendentes, ou seja, partem das classes superiores e vão se estendendo até às classes mais inferiores. Nesse extenso organograma hierárquico, ocorre uma rígida divisão entre todos os espíritos que se encontram no Astral Superior. Assim, da 1ª Classe à 17ª Classe, encontram-se os espíritos dos mundos materializados, dos mundos opacos e dos mundos brancos, que são obrigados a encarnar para que possam proceder às suas evoluções espirituais de maneira mais acelerada. E da 18ª Classe à 33ª Classe, encontram-se os espíritos dos mundos diáfanos e de luz puríssima, que não mais precisam encarnar para evoluir. Estes últimos são os espíritos que integram a plêiade do Astral Superior, os grandes responsáveis por determinar o ritmo da evolução da nossa humanidade, em harmonia com o ritmo da evolução universal de todas as humanidades estabelecido por Deus, cujo ritmo é mantido por intermédio do instituto do Cristo.

Em sendo assim, como realmente é assim, em conformidade com a racionalidade decorrente da mais pura lógica, somente posta no âmbito da razão, fora dos padrões impostos pela imaginação, os espíritos que integram a plêiade do Astral Superior somente encarnam neste mundo-escola eventualmente, não por exigência da sua evolução, mas com a finalidade de alavancar o progresso espiritual da nossa humanidade, ajudando-a a se levantar do leito em que padece doente pelos efeitos decorrentes dos males da ignorância, na mais bela e espontânea manifestação de abnegação e desprendimento, revelando todo o amor que produzem em direção aos seus semelhantes.

Dada a natureza astral de todos os espíritos, quando eles não se encontram no Astral Superior é porque se encontram encarnados. No entanto, muitos e muitos espíritos, após a desencarnação, ao invés de retornarem para os seus respectivos Mundos de Luz, ficam presos à atmosfera, e como a natureza espiritual é astral, eles passam a integrar o astral inferior.

Cabe a nós, portanto, que nos encontramos encarnados, frequentarmos as casas racionalistas cristãos, para que lá possamos nos esclarecer cada vez mais, vibrando, radiando e radiovibrando a Deus e ao Astral Superior, para que assim possamos formar uma corrente poderosa para arrebatar a esses espíritos obsessores dos antros em que eles se encontram, transladando-os para os seus respectivos Mundo de Luz, quando então eles poderão deixar de compor o astral inferior e compor o Astral Superior, dando o reinício às suas jornadas evolutivas, pois, afinal, eles não deixam de ser também os nossos irmãos, em essência.

 

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