20.08- A auréola

Prolegômenos
20 de julho de 2018 Pamam

É um fato que Luiz de Mattos, o veritólogo maior, e os demais veritólogos seus seguidores, que transmitiram a verdade por intermédio das suas obras doutrinárias racionalistas cristãs, ocuparam-se primordialmente da propriedade da Força, pelo fato desta propriedade conter o espaço, onde no Espaço Superior se encontra o repositório da verdade, inclusive afirmando que os seres são partículas da Força, quando, na realidade, todos os seres são partículas do Ser Total, o que é óbvio, pois que um ser somente pode advir de outro ser, no caso o Ser Total, e jamais de uma propriedade. Por isso, eles pouco se ocuparam da propriedade da Energia e da propriedade da Luz, e quando em suas obras a esta se referiam, era de maneira generalizada, sem nada detalhar, justamente por isso eles afirmam que Deus é o Grande Foco, ou a Luz, e, ao mesmo tempo, que Deus é a Força, mas não que Deus é a Energia, ou o Ser Total.

Daí a razão pela qual a doutrina do Racionalismo Cristão transmite muitos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, mas sem chegar a transmitir qualquer conhecimento específico acerca da auréola. Luiz de Mattos foi o primeiro que conseguiu se reportar diretamente a ela, mas de maneira generalizada, ao tratar da Luz, não como propriedade, mas generalizadamente, já que não chegou a saber da existência do corpo de luz, daí o fato dele confundir a luz puríssima que dele emana, de Luiz de Mattos, do seu próprio corpo de luz, e dos corpos de luz de outros grandes espíritos evoluídos, por intermédio do campo que circunda o corpo de luz, que é denominado de auréola, e pelo branco perispiritual que emana por intermédio do campo formado pela aura, que por sua  vez circunda o corpo fluídico de todos os seres.

É o que podemos constatar em sua obra Vibrações da Inteligência Universal, as páginas 26 a 28, quando ele, descrevendo a sua contemplação perceptiva acerca da Inteligência Universal, ou de Deus, manifesta-se da seguinte maneira:

Em todo esse conjunto de belezas naturais, é ela vista, sentida e observada, porque sendo a máxima beleza, a máxima força, a máxima vida, em tudo se retrata e em tudo, como alma, como vida, manifesta-se.

Vê-se-a, mais claramente, quando a sua partícula humana, em desdobramento ou após a inércia da matéria, apresenta-se com o seu duplo-etéreo ou corpo astral, aos seus parentes e amigos.

Vê-se-a, hoje, como foi vista muitas outras vezes, nos templos do Egito, na Índia, (na China, digo eu) na Grécia, e por toda parte:

1) Na figura de Jesus, o Cristo, quando, após a sua trágica morte, apareceu, em corpo astral, aos seus apóstolos, para lhes demonstrar, na prática, tudo quanto havia explicado, em teoria;

2) Na figura de Santo Antônio, deixando em Pádua o seu corpo carnal e se transportando a Lisboa em corpo astral; e na aparição de tantos outros seres, mencionados até nas publicações Católicas Apostólicas Romanas, e outras;

3) Na luz puríssima da aura que envolve seres encarnados, verdadeiramente virtuosos, vista, bem claramente, pelos inúmeros videntes, e até já fotografada por investigadores honrados;

4) Nas formas diversas de luz astral, já em globos de várias cores e tamanhos, em estrelas, em pirilampos e outros, e já nas transformações desses globos e estrelas em rostos humanos aureolados (grifo meu), envoltos em fluido astral branco diáfano, semelhante a uma gaze que os médiuns videntes observam também nas correntes fluídicas;

Vê-se-a, ainda, quando as suas partículas, as Forças Superiores, os espíritos puros, em dias e horas próprias, atraídos por correntes fluídicas, para tal fim organizadas, apresentam-se em corpo astral branco e diáfano, aureolados pela luz que lhes é própria (grifo meu), a espargir fluidos sobre líquidos e corpos (e raios de luz, digo eu), e a animar as criaturas para a luta tremenda da virtude contra o vício, do bem contra o mal, da verdade contra a mentira, da luz contra as trevas.

Aí, nessas correntes, não só é ela vista, na sua luz puríssima, como se sentem os efeitos da sua irradiação (vibração e radiovibração, digo eu), da sua assistência aos que sofrem e aos que lutam em bem da humanidade”.

Depois de Luiz de Mattos, vem José Amorim, referindo-se à auréola sob a denominação de halo, mas a confundindo totalmente com a aura, inclusive afirmando que a auréola é uma espécie de aura, quando não existem espécies de aura, pois que ela é única, assim como também a auréola, mas se o autor tivesse afirmado que a auréola, ou o halo, como então ele a denomina, é um campo assim como a aura também é um campo, aí sim, estaria correto. E o autor confunde totalmente a aura com a auréola, quando afirma que esta é um campo de força através do qual se opera a troca de elementos materiais, demonstrando ignorar que a aura é um campo de força e energia que realiza esse papel, e que a auréola é um campo de luz de onde emanam as produções da amizade e do amor espirituais. É o que consta em sua obra A Saúde Com a Limpeza Psíquica ou Psiquismo Prático do Racionalismo Cristão, a página 15, em que o autor se expressa assim:

Pois sabemos que em volta de cada ser existe um halo fluídico, uma espécie de aura, um campo de força através do qual se opera a troca dos elementos materiais, naquele estado fluídico de que falamos anteriormente”.

Por fim, vem Fernando Faria, confundindo o corpo astral, ou perispírito, ou corpo fluídico, que forma o campo denominado de aura, com o corpo de luz, que forma o campo denominado de auréola, que para o autor é a mesma coisa. É o que podemos constatar em sua obra A Chave da Sabedoria, as páginas 329 e 331, da seguinte maneira:

Desde a antiguidade, cerca de 3.000 a.C., os artistas das civilizações da época desenhavam um halo de luz em volta dos seus deuses e de pessoas moralmente evoluídas.

Na Idade Média, entre os anos 1.000 e 1.500, os pintores desenhavam os santos da Igreja Católica com uma auréola, tal qual um círculo dourado, envolvendo-lhes a cabeça.

Esse corpo de luz irradia uma luminosidade que denominaram de aura. Possuem aura os elementos minerais, as plantas, os animais e o homem. No homem ela é uma luz que envolve a superfície do corpo em uma espessura de vinte centímetros”.

Aqui fica plenamente justificado o motivo pelo qual eu me utilizei sempre do método da repetição para explanar tanto A Filosofia da Administração como o próprio Racionalismo Cristão, no site pamam.com.br, pois que para se compreender a contento o que seja a auréola, é preciso que antes se tenha compreendido também o seguinte:

É sabido que os seres humanos são partículas do Ser Total, e que eles evoluem por intermédio das Suas Propriedades, que são a Força, a Energia e a Luz. Em suas evoluções, ao adquirirem continuamente as parcelas destas Propriedades, os seres humanos exercem três atividades básicas: na propriedade da Força, a religião, e depois a Veritologia, por onde através do criptoscópio se adquirem os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que se encontram no espaço; na propriedade da Energia, a ciência, e depois a Saperologia, por onde através do intelecto se criam as experiências físicas acerca da sabedoria, que se encontram no tempo; e na propriedade da Luz, as religiociências, e depois a Ratiologia, por onde através da consciência se coordenam os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as experiências físicas acerca da sabedoria, por onde se alcança o Saber, por excelência, portanto, a razão.

Nessas atividades básicas exercidas, os seres humanos produzem três elementos anteriores, que, posteriormente, convertem-se em elemento final de produção: na propriedade da Força, a sensibilidade; na propriedade da Energia, o sentido; e na propriedade da Luz, a amizade espiritual. Os elementos finais de produção são os seguintes: na propriedade da Força, o sentimento; na propriedade da Energia, o pensamento; e na propriedade da Luz, o amor espiritual. Esses elementos de produção são transmitidos de três maneiras pelos seres humanos: na propriedade da Força, através das vibrações magnéticas; na propriedade da Energia, através das radiações elétricas, e através das combinações de ambas as propriedades as radiovibrações eletromagnéticas; e na propriedade da Luz, através dos raios de luz.

A aura, conforme explanado no tópico anterior, é justamente o campo que se forma ao redor do perispírito, circundando-o, de onde tudo emana. Por intermédio da propriedade da Força, os seres humanos emitem e recebem as vibrações magnéticas produzidas pela sensibilidade e pelo sentimento, que transmitem e recebem os conhecimentos metafísicos, sejam da verdade ou não, oriundos da atividade básica denominada de religião, depois pela Veritologia, com tudo isso sendo comandado pelos atributos individuais superiores ou inferiores, que demonstram a moral de que cada um é detentor. Por intermédio da propriedade da Energia, os seres humanos emitem e recebem as radiações elétricas produzidas pelo sentido e pelo pensamento, que transmitem e recebem as experiências físicas, sejam da sabedoria ou não, oriundas da atividade básica denominada de ciência, depois pela Saperologia, com tudo isso sendo comandado pelos atributos relacionais positivos ou negativos, que demonstram a ética de que cada um é detentor. E por intermédio das combinações de ambas as propriedades, os seres humanos emitem e recebem as radiovibrações eletromagnéticas, que demonstram a educação de que cada um é detentor. Eis, portanto, a aura.

Já a auréola é completamente diferente da aura, embora ambas sejam campos similares, pois que ela se caracteriza como sendo justamente o campo que se forma ao redor do corpo de luz, circundando-o, de onde: por intermédio da propriedade da Luz, os seres humanos emitem e recebem os raios de luz produzidos pela amizade espiritual, que faz emergir a solidariedade fraternal, quando então o bem passa a se sobrepor ao mal, e que por intermédio da consciência transmitem e recebem o Saber, por excelência, este através da aura, já que a consciência coordena o criptoscópio e o intelecto, oriundo da atividade básica denominada de religiociência, com tudo isso sendo comandado pela educação, que é formada pelos atributos individuais superiores que formam a moral, coordenados com os atributos relacionais positivos que formam a ética. Eis, portanto, a auréola.

A nossa humanidade, então, tem que primeiramente se esclarecer acerca dos segredos da vida e dos enigmas do Universo, que já se encontram todos desvendados por intermédio do Racionalismo Cristão, por conseguinte, esclarecendo-se acerca da vida fora da matéria, que não existe, sendo apenas uma ilusão, assim como o sobrenatural é um devaneio; em decorrência, espiritualizando-se, para que assim possa sopitar os seus atributos individuais inferiores e os seus atributos relacionais negativos, adquirindo os atributos individuais superiores, que formam a moral, e os atributos relacionais positivos, que formam a ética, tornando-se assim educada.

Tornando-se a nossa humanidade realmente educada, a maioria dos seus integrantes já possui o criptoscópio e o intelecto relativamente desenvolvidos, faltando apenas desprender o esforço necessário para que possa fazer sobressair a consciência, em tudo e por tudo, cujo esforço somente pode ser desprendido por intermédio da boa vontade, quando então todos poderão fazer valer o seu corpo de luz, e fazendo valer o corpo de luz poderão produzir os raios de luz uns para os outros, emitindo e recebendo os raios luminosos da amizade espiritual, por intermédio da auréola. Foi Jesus, o Cristo, quem disse: “paz na Terra aos homens de boa vontade”. E esta paz na Terra aos homens de boa vontade somente poderá ser alcançada realmente por intermédio do Racionalismo Cristão.

A amizade espiritual deverá ser cultivada no seio da nossa humanidade por cerca de 4.000 anos, pelo fato dela ser o elemento primeiro de produção dos seres humanos, por intermédio da propriedade da Luz, em suas evoluções espirituais. Quando a amizade espiritual estiver florescida em toda a sua amplitude nos corpos de luz de todos os seres humanos que integram a nossa humanidade, estando plenamente consolidada, deverá ser estabelecido um Estado Mundial no planeta Terra, quando todos os espíritos que aqui se encontram encarnados formarão uma única nação, a nação da nossa humanidade, ou a nação da Terra, com todos produzindo raios de luz em direção uns dos outros, por intermédio da auréola, que se estenderão pelo Universo, quando então a atmosfera terrena estará completamente limpa e adequada para se promover a evolução de todos os seres que aqui se encontram, por intermédio das vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas, que são produzidas através da aura.

Assim, após 4.000 anos, a nossa humanidade estará apta para produzir o amor espiritual, o segundo elemento de produção dos seres humanos, por intermédio da propriedade da Luz, em suas evoluções espirituais. Será quando então ela, a nossa humanidade, poderá ter o seu próprio Cristo em seu seio, pois que cada humanidade tem que produzir o seu próprio Cristo. O Racionalismo Cristão é o instituto fundado por Luiz de Mattos, que se caracteriza como sendo o embrião da produção do nosso Cristo por parte da nossa humanidade. O Cristo, pois, é o instituto estabelecido por Deus no Universo para espiritualizar a todas as humanidades, ligando-as umas às outras, à medida em que elas vão se espiritualizando, formando uma corrente universal, que deverá partir da nossa humanidade até aquela que já se encontra próxima de se reintegrar ao nosso Criador.

É por isso que um dos dois espíritos expoentes da nossa hierarquia espiritual deverá se deslocar da nossa humanidade e se integrar à humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, com a finalidade precípua de elaborar um plano no sentido de espiritualizá-la, tendo que lá encarnar por diversas vezes, a fim de proceder com a consecução desse plano espiritualizador, até que consiga alcançar a condição do Cristo, para que assim esse instituto possa ser estabelecido nessa humanidade, até que os seus expoentes consigam estabelecer o instituto embrião da produção do seu próprio Cristo, que é o seu correspondente Racionalismo Cristão. Nessa ocasião, esse espírito retornará para a nossa humanidade, já na condição do nosso Cristo, para que em nosso meio possa estabelecer a produção do amor espiritual, conduzindo toda a nossa massa humana em retorno para Deus. E todo esse processo equivale ao período de 4.000 anos. Foi Jesus, o Cristo, quem afirmou: “Só poderá chegar ao Pai através de mim”; não através dele, Jesus, mas sim através dele, o instituto do Cristo.

Em corolário, um dos dois espíritos expoentes dessa humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, deverá se deslocar para uma outra humanidade que segue a essa sua humanidade na esteira evolutiva do Universo, afim de realizar o mesmo papel de espiritualização dessa outra humanidade. E assim sucessivamente.

Podemos conceber, então, a formação de toda a esteira evolutiva universal que forma a corrente de todas as humanidades, formulando a ideia da realidade do Universo, em que um espírito se deslocou da sua humanidade e se integrou à humanidade de Jesus, cuja humanidade a nossa humanidade segue na esteira evolutiva do Universo, e nela elaborou um plano para a sua espiritualização, tendo encarnado no mundo-escola dessa humanidade de Jesus por diversas vezes, para a consecução desse seu plano de espiritualização, tendo assim alcançado a condição do Cristo, e lá permanecido nesta condição, até a fundação do Racionalismo Cristão, que foi o instituto embrião da produção do Cristo dessa humanidade de Jesus, quando então ele retornou para a sua própria humanidade, para lá estabelecer a produção do amor espiritual e conduzir a sua própria humanidade em retorno para Deus.

E assim, um espírito que era um dos dois expoentes da hierarquia dessa humanidade, a qual a nossa humanidade segue na esteira evolutiva do Universo, no caso Jesus, deslocou-se dessa sua humanidade e se integrou à nossa humanidade, elaborando um plano para a nossa espiritualização, tendo encarnado neste nosso mundo-escola por diversas vezes, como Hermes, no Egito, como Krishna, na Índia, como Confúcio, na China, como Platão, na Grécia, e, por fim, como Jesus, na Palestina, quando então alcançou a condição do Cristo, nesta sua última encarnação neste nosso mundo-escola, procedendo da mesma maneira em relação ao espírito que antes havia se integrado à sua humanidade, tendo retornado para a sua humanidade, após a fundação do Racionalismo Cristão, nomeando a Luiz de Mattos o chefe da nossa humanidade.

Do mesmo modo, um espírito que é um dos dois expoentes da hierarquia da nossa humanidade, deverá se deslocar desta nossa humanidade e se integrar à humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, realizando nessa humanidade o mesmo papel que Jesus, o Cristo, desempenhou em nossa humanidade, para a seguir retornar para a nossa humanidade na condição do nosso Cristo.

A seguir, um espírito que será um dos dois expoentes da hierarquia dessa humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, deverá se deslocar dessa sua humanidade e se integrar à humanidade que segue à sua humanidade na esteira evolutiva do Universo, realizando nessa humanidade o mesmo papel que o nosso Cristo realizou nessa sua humanidade, quando então retornará para a sua própria humanidade. E assim por diante.

Em sendo assim, como realmente é assim, e como jamais poderia ser diferente, pode-se facilmente constatar que, com a espiritualização da nossa humanidade, ou seja, com os seres humanos sendo devidamente esclarecidos sobre a realidade do Universo, do qual este nosso mundo-escola obviamente faz parte integrante, fazendo valer os seus corpos de luz, para que através das suas auréolas possam produzir raios de luz em direção uns dos outros, estabelecendo assim a produção da amizade espiritual, nós poderemos concretizar com pleno êxito o plano de espiritualização elaborado por Jesus, o Cristo, para a nossa humanidade, que agora está tendo o seu final por intermédio do Racionalismo Cristão, que é o instituto embrião da produção do nosso Cristo.

Eu posso afirmar, então, que a humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo já se encontra à espera, ansiosa até para que um dos dois expoentes da hierarquia da nossa humanidade, desta se desloque e a ela se integre, para elaborar um plano para a sua espiritualização, agindo intensamente no sentido de concretizá-lo.

Se os próprios veritólogos, que através das suas obras transmitiram os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, formando a doutrina do Racionalismo Cristão, ignoram a existência do corpo de luz, por conseguinte, do seu campo denominado de auréola, que o circunda, por intermédio do qual os espíritos produzem os raios de luz, e tanto isto procede que essas obras doutrinárias se referem apenas ao perispírito, portanto, ao seu campo denominado de aura, que o circunda, por intermédio do qual os espíritos produzem as vibrações magnéticas, as radiações elétricas e as radiovibrações eletromagnéticas, torna-se óbvio que todos os compêndios ignoram ainda mais a existência do corpo de luz e do campo que o circunda e que forma a sua auréola, embora muitos reconheçam a existência da própria auréola, sem que tenham qualquer noção acerca da sua origem.

Alguns dicionários definem a auréola como sendo um círculo dourado e brilhante que envolve a cabeça do Cristo e dos santos nas imagens sacras, sendo, pois, um halo resplandecente. Enquanto outros definem a auréola como sendo um círculo luminoso com que os pintores ornam a cabeça dos santos e que nas esculturas é suprido por um semicírculo de metal, mas sendo sempre um halo de resplendor. E agora eu me vejo na obrigação de explicar o porquê de tudo isso nesta minha explanação acerca do campo denominado de auréola, o qual circunda o corpo de luz.

Muitos estudiosos denominam também a auréola de halo, em virtude de o halo ser a designação comum a uma grande variedade de meteoros luminosos constituídos de círculos ou arcos de círculos brilhantes, tendo como centro o Sol ou a Lua, e causados pela reflexão ou refração da luz solar ou lunar em cristais de gelo em suspensão na atmosfera terrestre, em que, no caso da refração, o halo aparece colorido, tendo a borda interna avermelhada e a borda externa violácea.

É sabido que desde os tempos antigos os seres humanos já conheciam o perispírito, que denominavam “a forma que sai”, e que os egípcios denominavam de KA, mas ignoravam a existência da aura. De modo contrário, desde os tempos antigos os seres humanos já conheciam a auréola, mas ignoravam a existência do corpo de luz.

É por essa razão que desde os tempos antigos a auréola tem sido utilizada na iconografia de muitos credos e seitas para indicar as pessoas consideradas como sendo sagradas ou santas, cuja honraria foi estendida também aos monarcas e aos heróis, por diversos períodos. Mas tudo isso é decorrente da mediunidade da vidência de alguns seres humanos, que viam ao redor da cabeça dos espíritos mais evoluídos as suas auréolas, pois que a auréola é o campo através do qual o corpo de luz produz os raios luminosos.

Não pode haver qualquer dúvida em relação a existência da auréola, por maior que seja o ceticismo por parte dos seres humanos mais renitentes, pois que a sua existência é devidamente comprovada através das artes sacras produzidas na Grécia antiga, na Roma antiga, na Índia, através do hinduísmo e do budismo, no Oriente Médio, através do islamismo, e em todo o Ocidente, através do falso cristianismo, que por ser falso não possui nada de cristão, e até em outras regiões deste mundo de meu Deus, como na Ásia, através de um brilho circular por volta da cabeça dos espíritos de luz.

Mas essas artes sacras servem apenas para a comprovação da existência da auréola, em sua plena inquestionabilidade, pois que a sua origem remonta a um período ainda bem mais antigo, como vou lógica e racionalmente demonstrar, sem me afastar um milímetro sequer dos requisitos impostos pelo bom senso advindo da consciência, e como também vou comprovar com fatos, portanto, sem qualquer sombra de dúvida, que é justamente através do seu corpo de luz que o espírito produz a amizade espiritual, cujos raios de luz são emanados através do campo denominado de auréola, que o circunda. Senão vejamos:

É sabido que Hermes foi a primeira encarnação de Jesus, o Cristo, em nosso mundo-escola, cuja encarnação se deu no Egito, embora muitos estudiosos o considerem como sendo grego, um dos deuses do Olimpo. Dentre as inúmeras lendas que giram em torno do seu nome, algumas possuem um cunho de verdade, tal como a lenda que diz que ele era o guia das almas dos mortos para o reino do Hades, uma vez que esse termo Hades tanto pode ser Superior como inferior, pois que equivale a Astral, que também tanto pode ser Superior como inferior, e que hoje, sabe-se, era apenas o translado dos espíritos para os seus respectivos Mundos de Luz, para os seus mundos de origem, após a desencarnação.

E por incrível que pareça, é do seio do próprio falso cristianismo que vem a confirmação do fato de que Hermes foi a primeira encarnação de Jesus, o Cristo, em nosso mundo-escola, pois que com o advento do falso cristianismo ele chegou a ser comparado com o próprio Jesus, o Cristo, em sua função de intérprete da vontade do Logos. Isto se explica porque à medida que os espíritos vão evoluindo, em demanda do Criador, o Logos, a Inteligência Universal, o Todo, ou Deus, passa a estar cada vez mais contido neles mesmos, consoante o grau de evolução de cada um deles, e como esse espírito que se deslocou da sua humanidade para a nossa era disparadamente mais evoluído do que todos os integrantes da nossa humanidade, é óbvio que Deus se encontrava nele contido em uma proporção bem maior que a dos seres humanos que integravam a nossa humanidade, daí a razão da comparação entre ambos por parte do falso cristianismo, em seu advento, como sendo ele o intérprete da vontade do Logos.

Em relação à literatura grega, as funções mais comumente ligadas a Hermes são as seguintes: a de ser o mensageiro dos deuses, cuja função se encontra invertida, pois que eram os deuses, ou os espíritos de luz, quem levavam as suas mensagens do Astral Superior para os seres humanos encarnados; a de ser o deus das habilidades da linguagem, do discurso eloquente e persuasivo, das metáforas, da prudência e da circunspecção, das razões veladas, e tudo o mais que o levou a ser nomeado o patrono dos oradores, dos arautos, dos embaixadores e diplomatas; a de ser o inventor da lira, do alfabeto, dos números, da Astronomia, das artes da luta, da ginástica e do cultivo da oliveira; a de ser o precursor das unidades fundamentais das medidas, dos pesos; e a de ser o detentor das maiores qualidades intelectuais e dos atributos individuais superiores e relacionais positivos, sendo verdadeiramente educado, por isso foi considerado o deus do comércio e do intercâmbio social, da riqueza advinda dos negócios, das viagens, das estradas, das fronteiras e das condições limítrofes ou transitórias, das mudanças, dos acordos, dos contratos, da hospitalidade e da amizade, sendo esta, obviamente, espiritual. E foi justamente através da amizade espiritual que o seu corpo de luz se fez valer, através das suas raiações de luz, por onde os seres humanos puderam constatar a existência da auréola.

Em seus relatos de sabedoria e de razão, em nome de Sócrates, o próprio Platão tentou estabelecer uma origem do seu nome, ao dizer que o nome Hermes se encontrava ligado ao discurso, à interpretação, que é a hermenêutica, e à transmissão de mensagens, com todas essas atividades estando diretamente ligadas à arte de falar e de escrever, que no decurso do tempo haviam sido transformadas e embelezadas por Hermes.

E foi assim, ensejando a criação de uma rica tradição e perpetuando a sua imagem através dos séculos até a contemporaneidade, que Hermes exerceu uma influência significativa sobre a cultura do Ocidente, tendo antes exercido a sua imensa influência em certas regiões em torno do Mediterrâneo, chegando até à Arábia e a Pérsia, em que nesta nação a sua influência se fez valer mais intensamente, já que ele foi o pioneiro da produção da amizade espiritual em nossa humanidade, daí haver surgido Mitra, ou Amigo, que é o deus do Sol — por ser o representante da luz —, por conseguinte, da sabedoria e da guerra, na mitologia persa. E como representante da luz, representava também o bem e a libertação da matéria, em que por aqui já se pode observar os primeiros sinais de espiritualização da nossa humanidade.

E assim, sendo identificado com o Sol, como representante da luz, é lógico que Hermes se elevava ao Espaço Superior e se transportava ao Tempo Futuro, simultaneamente, daí a razão pela qual a lenda afirma que ele viajava todos os dias pelo céu, com a sua carruagem, para espantar as forças das trevas, que era a ignorância humana, representada pelo astral inferior. Após a vitória de Alexandre, o Grande, sobre os persas, o culto ao deus Mitra, ou Amigo, se propagou por todo o mundo helenístico, e já nos séculos III e IV d.C., os credos e as seitas romanos, identificando-se com o caráter viril e luminoso desse deus, transformaram o culto ao deus Mitra no mitraísmo. A partir do século II, o culto ao deus Mitra era dos mais importantes no Império Romano, e numerosos santuários denominados de mitreus foram construídos. Para alguns povos do Mediterrâneo, o deus Mitra era uma junção de Ares, o deus da guerra, dada a belicosidade desses povos, e de Hespero, a estrela que simbolizava o planeta Vênus, dada a sua luz. Mas aqui esses cultos já sofrem a influência do astral inferior, cujos espíritos obsessores mais adiantados não perdem uma só ocasião de se tornarem os deuses dos seres humanos.

É sabido também que Krishna foi a segunda encarnação de Jesus, o Cristo, em nosso mundo-escola, cuja encarnação se deu na Índia. O Mahabharata, Udyogaparva 71.4, analisa a palavra Krishna da seguinte maneira: a palavra krish é a característica atrativa da existência divina, e a palavra na significa prazer espiritual, assim, quando a palavra na é adicionada ao verbo krish, forma o nome Krishna, que indica a Suprema Verdade Absoluta.

De modo análogo a Hermes, consoante o Srimad Bhagavatam, Krishna é considerado como sendo a forma original de Deus, superior a todas as demais coisas consideradas como sendo divinas, sem nascimento e sem morte, sendo então um ser eterno e universal, que adotou uma manifestação temporária na Terra para poder agraciar aos seus devotos e aniquilar aos demônios — espíritos quedados no astral inferior —, mas que, simultaneamente, está presente eternamente em seu planeta espiritual: o seu Mundo de Luz.

E aqui cabe novamente a explicação de que, à medida que os espíritos vão evoluindo, em demanda do Criador, o Logos, a Inteligência Universal, o Todo, passa a estar contido neles mesmos, consoante o grau de evolução de cada um deles, e como esse espírito que se deslocou da sua humanidade para a nossa era disparadamente o mais evoluído em relação a todos nós, é óbvio que Deus se encontrava nele contido em uma proporção bem maior que a dos seres humanos que integravam a nossa humanidade, daí a razão da afirmativa de que ele era a forma original de Deus, em analogia ao falso cristianismo, que por sua vez considerou Jesus, o Cristo, como sendo o próprio Deus, ou uma das pessoas da Trindade, no caso o filho, em que as outras duas são o Pai e o Espírito Santo, mas, infelizmente, no caso do falso cristianismo, o pai é Jeová, o deus bíblico, e o espírito santo assume a forma de uma pomba. Mas tudo neste mundo Terra tem a sua explicação racional, como afirmou Luiz de Mattos, e este mistério da Santíssima Trindade terá a sua explicação racional na categoria A Cristologia.

E agora é de se indagar: quais foram as influências proporcionadas por Hermes e por Krishna neste nosso mundo-escola? Hermes deu origem ao deus Mitra, ou Amigo, e Krishna deu origem ao deus Varuna. Existem referências ao deus Mitra e ao deus Varuna desde 1.400 a.C. como deuses de Mitani, que fontes assírias apontam que foi um reino hurrita estabelecido no noroeste e nordeste da Mesopotâmia, no período de 1.600 a 1.400 a.C., cujo nome era utilizado como termo geográfico para a área compreendida entre os rios Khabur e Eufrates.

Mas comecemos por Varuna, apenas em função da didática.

Varuna se desenvolveu na imaginação dos indianos como sendo a deidade ideal dos Vedas, observando o mundo com o seu grande olho, o Sol — a sua luz astral —, punindo o mal, recompensando a bondade e perdoando os pecados dos arrependidos. Sob este aspecto, Varuna foi o guardião e o executor da lei externa, denominada de Rita, que de início era a lei que mantinha as estrelas em seu curso, tendo se tornado gradualmente a lei da justiça, do ritmo cósmico — o ritmo da evolução universal — e da lei moral, que cada ser humano tinha que seguir para não se perder na destruição, que é justamente a extinção da nossa humanidade, como tantas outras foram extintas e obliteradas da face da Terra.

E sendo Varuna a deidade ideal dos Vedas, vamos encontrar nessas obras praticamente tudo aquilo que sabemos a respeito da Índia. Os Vedas são livros que procuram transmitir o Saber, por excelência, portanto, que procuram transmitir a verdade e a sabedoria para que se possa alcançar a razão, por isso ele é considerando pelos estudiosos como sendo o Livro do Conhecimento, literalmente, pelo que fazem a comparação grotesca e esdrúxula deste Livro do Saber com a Bíblia, que é praticamente toda mentirosa, por haver sido intuída por espíritos obsessores, através de médiuns obsedados, chamados de profetas, com a exceção das inserções de alguns conteúdos postos pelo Astral Superior, que servirão de base para a explanação desta obra e do Racionalismo Cristão, como já vem sendo demonstrado nas ocasiões adequadas. Dos muitos Vedas que existiram, somente quatro sobreviveram:

  1. O Rig-Veda, ou Conhecimento dos Hinos de Louvor;
  2. O Sama-Veda, ou Conhecimento das Melodias;
  3. O Yajur-Veda, ou Conhecimento das Fórmulas Sacrificiais;
  4. O Atharva-Veda, ou Conhecimento das Fórmulas Mágicas.

Cada um desses Vedas se divide em quatro seções, a saber:

  1. Os Mantras, ou Hinos;
  2. Os Brahamanas, ou manuais de ritual, prece e encantamento para os sacerdotes;
  3. Os Aranyaka, ou textos da floresta para uso dos santos eremitas;
  4. Os Upanishads, ou escritos confidenciais para os saperólogos.

Como todos os ensinamentos transcendentais são deturpados posteriormente pelos seres humanos, os Vedas não foram exceção. Mas os Upanishads conservaram a sua transcendência em grande parte, sendo considerados um dos mais antigos documentos saperológicos desta nossa última e definitiva civilização. A palavra Upanishad é formada pela palavra upa, que significa próximo, e da palavra shad, que significa sentar, mais precisamente de “sentar perto” do mestre, que transmitia ensinamentos aos seus discípulos. Existem 108 desses ensinamentos legados à posteridade, que abordam assuntos de extrema profundeza, tais como: De onde viemos? Aonde vivemos? Para onde vamos?

Estes assuntos somente poderiam ser abordados por um espírito que fosse detentor de um corpo mental extremamente desenvolvido como o de Krishna, que era conhecedor das existências do criptoscópio, do intelecto e da consciência. E é justamente nos Upanishads que vamos encontrar uma referência ao intelecto e a demonstração plena da extrema necessidade de outro órgão mental que o complemente, que é justamente o criptoscópio. O historiador Will Durant, em sua obra História da Civilização, 1ª Parte – Nossa Herança Oriental, Tomo 1°, traduzida por Monteiro Lobato, as páginas 427 e 428, revela-nos a necessidade desse outro órgão mental, da seguinte maneira:

A primeira lição que os sábios dos Upanishads ensinam é a da insuficiência do intelecto. Como pode este fraco cérebro, que dói pela ação de um pequeno cálculo, intentar compreender a complexa imensidade da qual ele é tão transitório fragmento? Não que o intelecto seja inútil; ele ocupa um lugar modesto e nos serve bem quando defrontado pelas relações entre as coisas; mas como vacila diante do eterno, do infinito, ou do elementarmente real! Na presença da silenciosa realidade que está atrás de todas as aparências, e bem em cima de todo conhecimento, necessitamos de outro órgão de percepção, além do dos sentidos (o criptoscópio, digo eu e grifo) e da razão, (a consciência, digo eu e grifo). A mais alta compreensão (leia-se o mais alto conhecimento metafísico, digo eu), como Spinoza iria dizer, é a percepção direta, o discernimento imediato; é, como diria Bergson, a intuição, a visão interior quando o espírito deliberadamente fecha as portas aos sentidos externos”.

Em complemento aos dizeres desse grande historiador, o maior da raça, vejamos um dos ensinamentos dos Upanishads, que deve servir de instrução para os cientistas que lidam somente com a ilusão da matéria, através dos sentidos, principalmente os olhos da cara, que transformando a dita matéria em outras, considerando que aí se encontra toda a tecnologia, e não em si mesmos, que diz assim:

Brahman furou as aberturas dos sentidos de modo que se abrissem para fora; por isso o homem olha para fora e não para dentro de si mesmo; alguns homens sábios, entretanto, com os olhos fechados e o desejo da imortalidade, veem para dentro”.

Caso os cientistas raciocinassem um pouco mais, poderiam se dispor a seguir as grandes mentalidades que influenciaram, sobremaneira, a história da nossa humanidade, como assim procedeu Schopenhauer, que afirmou o seguinte:

Não há no mundo estudo mais elevado que o dos Upanishads, que tem sido a consolação da minha vida”.

E agora terminemos por Mitra, em obediência à didática.

Entre os persas o deus Mitra apareceu como filho de Ahura-Mazda, o deus do bem, em conformidade com as imagens dos templos e de alguns escassos escritos que comprovam plenamente a esta realidade. Note-se aqui que em sua última encarnação neste nosso mundo-escola, como Jesus, o Cristo, esse grande espírito apareceu como sendo o filho unigênito do deus bíblico, por parte do credo católico.

Quem na Pérsia era o deus Mitra? Hermes. Quem na Pérsia era Zaratustra? Hermes.

É por isso que o credo mitraico tem as suas raízes nos dualismos zoroástricos, a oposição entre o bem e o mal, em que este deve ser extinto, a oposição entre o espírito e a matéria, em que esta é apenas uma ilusão. Como a nossa humanidade ignorava que Hermes houvesse encarnado no Egito, a lenda persa narra o aparecimento de um grande profeta na antiga região dos arianos, muitas centenas de anos antes da encarnação de Jesus, o Cristo. O povo lhe dava o nome de Zaratustra, mas os gregos, que eram avessos à ortografia dos bárbaros, chamavam-lhe Zoroastro, assim como ele é mais conhecido.

Não tendo como explicar o nascimento de Zaratustra, pois que sendo verdadeiramente Hermes ele havia encarnado no Egito, os persas imaginaram como sendo divina a sua origem, com o seu anjo da guarda tendo entrado na planta haoma e passado com a sua seiva para o corpo de um sacerdote, vejam só, de um sacerdote, na ocasião em que este oferecia um sacrifício divino, quando um raio de glória celeste entrou no seio de uma virgem de alta linhagem, com o sacerdote tendo desposado a virgem, o anjo assimilado pelo seu corpo se misturou com o raio aprisionado, e então surgiu Zaratustra.

Segundo a lenda persa, Zaratustra começou rindo alto no próprio dia do seu nascimento, e os espíritos maus que se reuniam em torno de cada nova vida, que são os espíritos quedados no astral inferior, vide a quarta tríade, fugiam dele em tumulto e terror, dada a sua imensa luz astral. O seu grande amor à justiça e a sabedoria fez com que ele se afastasse da sociedade dos homens e fosse viver no agreste das montanhas, por onde se pode constatar o valor da solidão, alimentando-se de queijo e de frutos da terra. Como desde essa época os seres humanos já haviam inventado a figura do Diabo, este passou a tentá-lo, mas sem qualquer êxito, assim como o catolicismo e as suas seitas dizem que o Diabo tentou a Jesus, o Cristo. O seu peito foi varado por uma espada, e as suas entranhas enchidas de chumbo derretido, mas ele não se queixou e ainda mais reforçou a sua fé em Ahura-Mazda, o Senhor da Luz, o Deus Supremo, no caso o Astral Superior, que lhe aparece e lhe põe nas mãos o Avesta, o Livro da Sabedoria e da Ciência, mandando que o pregasse por toda a nossa humanidade. E assim foi realmente feito. Qualquer semelhança entre o Avesta e os Upanishads não é obra do acaso, que não existe, e muito menos coincidência. Por muito tempo a ignorância humana riu dos seus ensinamentos, até que um príncipe o ouviu com a devida atenção e lhe prometeu espalhar a nova fé pelo seu reino. E assim nasceu o credo de Zoroastro. Sendo um espírito de altíssima luz, a lenda narra que ele foi consumido por um raio, que nada mais era do que o seu corpo de luz, com a visão do seu campo formado pela sua auréola, e assim subiu ao céu, ou seja, retornou para o seu Mundo de Luz, para o seu mundo de origem, no Astral Superior.

É óbvio que pelo fato de não serem espiritualizados, os historiadores jamais poderiam ligar Zaratustra à influência proporcionada por Hermes. Mas os gregos aceitaram a sua história, honraram-na e lhe deram uma antiguidade que se estendeu muito além do seu tempo, mais de 5.000 anos antes da sua encarnação como Jesus, o Cristo. Os historiadores modernos que admitem a existência de Zaratustra lhe deram uma antiguidade que se estendeu muito aquém do seu tempo, menos de 1.500 anos antes da sua encarnação como Jesus, o Cristo. E o único que realmente conseguiu determinar com precisão o seu tempo foi Berosus, o babilônio, que afirmou haver ele existido em 2.000 a.C., que é justamente a época em que Hermes encarnou no Egito.

Daí a razão pela qual se deu início a uma Grande Era em nossa humanidade, a Era da Sabedoria, ou a Era da Saperologia, com a encarnação de Hermes, no Egito, que foi a primeira encarnação em nosso mundo-escola desse espírito que se deslocou da sua humanidade para a nossa, elaborando um plano para a nossa espiritualização. E assim, ele encarnou posteriormente como Krishna, na Índia, como Confúcio, na China, como Platão, na Grécia, e, por fim, após 2.000 anos, como Jesus, na Palestina, tendo nesta sua última encarnação alcançado a condição do Cristo, em que como tal decretou o final dessa Grande Era e determinou o início de uma nova Grande Era, a Era da Verdade, ou a Era da Veritologia.

Note-se que nesses dois mil anos, a partir da encarnação de Hermes, o progresso da nossa humanidade foi intenso, notadamente na Grécia, em que os veritólogos encarnaram no início do seu florescer no mundo, transmitindo certos conhecimentos metafísicos, que serviram de base para o desenvolvimento da Saperologia, através de Sócrates e de Platão, em que Aristóteles fez surgir as ciências positivas, tendo elas florescido com o pensamento grego, em que o intelecto se fez valer em tudo e por tudo, para que depois as ciências humanas pudessem florescer através do Império Romano, notadamente o Direito. Foi na Grécia que surgiu o regime democrático, por intermédio de Péricles, que realizou a primeira experiência democrática no mundo, daí a razão pela qual Luiz de Mattos afirma que Jesus, o Cristo, foi o maior dos democratas.

Posteriormente, com o início da Era da Verdade, houve um declínio vertiginoso em relação ao progresso da nossa humanidade, que perdurou por um período superior a mais de 1.000 anos, cujo período é dividido em Idade da Fé e Idade das Trevas, em que esta última somente pôde ter o seu final com a encarnação de muitos intelectuais, que se fixando na Terra e abandonando o sobrenatural, deram início à Renascença, para que a nossa humanidade retomasse o seu rumo em direção ao progresso, que se fez notar mais acentuadamente nos últimos três séculos, atingindo o ápice do progresso no século XX, o denominado Século das Luzes, quando então, logo no seu início, Luiz de Mattos fundou o Racionalismo Cristão, em sua forma de doutrina, com a verdade sendo estabelecida no seio da nossa humanidade, através do seu fundador, o veritólogo maior, e dos seus seguidores, que também são grandes veritólogos.

E agora, tendo eu encarnado como cientista, redirecionando as experiências científicas do campo da matéria para o campo da espiritualidade, passando depois para saperólogo, tendo realizado experiências saperológicas acerca da espiritualidade, e, posteriormente, passando para ratiólogo, ou ser universal, eu vim decretar o final da Era da Verdade e determinar o início de uma nova Grande Era, a Era da Razão, ou a Era da Ratiologia, com esta minha explanação de A Filosofia da Administração e do Racionalismo Cristão, esta última contida no site pamam.com.br, cuja Grande Era deverá perdurar por cerca de 4.000 anos, quando então toda a nossa humanidade deverá produzir a amizade espiritual, fazendo emergir a solidariedade fraternal e fazendo valer o corpo de luz, com todos produzindo raios luminosos em direção uns dos outros, através do campo que circunda o corpo de luz, denominado de auréola.

Se com todo o progresso obtido pela nossa humanidade, os seres humanos ainda se conservam na mais completa ignorância acerca da espiritualidade, com todos medrando entre a ilusão da matéria e o devaneio do sobrenatural, com a exceção dos poucos militantes da doutrina do Racionalismo Cristão, que possuem apenas uma pouca noção acerca da verdade, indago: o que se pode avaliar da profunda ignorância dos seres humanos à época de Hermes? Qual o ser humano que à época de Hermes poderia conceber ensinamentos espiritualistas tão elevados, se não ele mesmo, também chamado de Zaratustra, e depois como Krishna, se a imaginação dos seres humanos era ainda muito mais atrasada que a imaginação dos seres humanos de hoje?

A prova disso é que quando Zaratustra apareceu, encontrou a nossa humanidade na adoração de animais, de ancestrais, da Terra, do Sol, da Lua, e outros, em que muitas das suas deidades eram comuns às deidades da Índia, daí a razão pela qual esse grande espírito lá encarnou posteriormente como Krishna. E daí também a razão pela qual essas deidades foram substituídas pelo deus Mitra, o Amigo, e pelo deu Varuna. Haoma, o deus-touro, que havia morrido, pois que era um espírito obsessor que havia sido transladado para o seu Mundo de Luz, renasceu em outro espírito obsessor, que deu à nossa humanidade o seu sangue como bebida própria a conferir a imortalidade, quando então os primitivos iranianos passaram a adorá-lo, embriagando-se com o suco da planta haoma, encontrada nas encostas das montanhas. Desagradando-se dessas deidades primitivas e daquele ritual dionisíaco, Zaratustra se rebelou contra os sacerdotes que os serviam, anunciando ao mundo a existência de um único Deus: Ahura-Mazda, Senhor das Luzes e de todo o Universo. Os sacerdotes hoje em dia não afirmam também que Jesus, o Cristo, deu o seu sangue para salvar a nossa humanidade? Por aqui se pode constatar que esses famigerados sacerdotes são todos sanguinários e que são todos instrumentos dos espíritos obsessores quedados no astral inferior.

Dario I, colaborando com a Grande Causa da nossa humanidade, conseguiu ver em Zaratustra a luz de uma nova realidade no mundo, tendo aceitado os seus ensinamentos por completo, considerando que essa nova fé credulária pudesse inspirar o povo e fortalecer o seu governo. Assim, a partir da sua elevação ao trono, Dario I declarou guerra aos velhos cultos e aos seus sacerdotes, fazendo do zoroastrianismo o credo oficial do Estado.

Isso tudo que foi explicado não representa fundamentalmente qualquer digressão, e se assim o querido leitor representar, é porque assim serviu como uma introdução necessária para a completitude da minha explanação, proporcionando uma maior compreensão acerca do assunto ora abordado, pois que serviu para demonstrar com clareza que a representação da auréola não apareceu pela primeira vez na Grécia e em Roma, mas sim na Pérsia, pois que ela era relacionada ao divino zoroástrico que marcava os reis persas, tendo sido importada juntamente com o mitraísmo, já que o único espírito que possuía um corpo de luz que realmente fazia sobressair a auréola era Hermes, ou Krishna, tanto faz, o mesmo espírito em duas encarnações diferentes.

É sabido que a aura parte da cor preta e vai até a cor branca, havendo entre ambas as mais variadas e diversas cores, em função disso os seres humanos passaram a confundir a aura com a auréola, razão pela qual o brilho circular ao redor da cabeça passou também a se apresentar em forma de labareda, ou ainda em volta de todo o corpo, com este último, que é a aura, sendo geralmente denominado de mandoria, que é um termo italiano, em que a mandoria é considerada como sendo uma auréola oval, em forma de amêndoa, que normalmente envolve uma representação de Jesus, o Cristo, por isso elas aparecem praticamente em todas as cores. No entanto, como nisso tudo se encontra uma tentativa de representar a auréola, no esplendor da sua luz, essas cores aparecem com bem mais frequência em dourado, amarelo, branco, e, no caso da sua representação através das chamas, em vermelho.

Na Grécia Antiga, Homero descreve uma luz como se fosse sobrenatural em volta da cabeça dos heróis em batalha, que obviamente é a auréola. Linhas luminosas raiando da cabeça de Perseu, na ocasião em que ele destruía a Medusa, aparecem em um fundo branco na decoração de uma caixa de toalete exibida no Louvre. E o mesmo também em um vaso de figuras vermelhas, ligeiramente posterior, ao estilo de Polignoto — pintor grego, ativo entre os anos 475 e 447 a.C., natural da ilha de Tasos, que foi considerado por Teofrasto como sendo o criador da pintura, em que uma descrição das suas pinturas, expostas em Delfos, no século II d.C., encontra-se na Descrição da Grécia, de Pausânias —, no Metropolitan Museum of Art. E a literatura credulária da Suméria, ainda se refere frequentemente a auréola da seguinte maneira:

Um fulgor visível, brilhante, que é emanado pelos deuses, heróis, e, às vezes, pelos reis e também pelos templos mais sagrados e emblemas e símbolos dos deuses”.

Na Roma Antiga, a auréola representa a luz de pureza que era convencionalmente desenhada circundando a cabeça de um ser humano. Embora a maioria das pinturas romanas tenha desaparecido, com a exceção de alguns afrescos, algumas figuras com auréola aparecem em mosaicos romanos. Em um pavimento em mosaico romano do século II d.C., preservado em Bardo, a figura de Posídon, o deus do mar, que era o Netuno dos romanos, juntamente com a sua auréola, aparecem em sua carruagem puxada por cavalos-marinhos, mas como apenas os espíritos possuem corpo de luz, portanto, a auréola, já que os seres infra-humanos possuem apenas o corpo fluídico, portanto, a aura, os tritões e as nereidas que o acompanham não aparecem com auréola. Em um outro pavimento do final do século II d.C., de Thysdrus, El Djem, Apolo Hélio é identificado por intermédio da sua luminosa auréola. Um outro mosaico de Apolo com a sua auréola, de Hadrumentum, está em exibição em um museu em Sousse, na Tunísia.

É sabido que a tudo os seres humanos deturpam, em função da imaginação. As convenções das representações romanas, como a cabeça inclinada, os lábios abertos, os olhos grandes, os cabelos cacheados caindo pelo pescoço, foram desenvolvidas no século III a.C. para retratar Alexandre, o Grande. Algum tempo depois que este mosaico foi realizado, os imperadores começaram a ser representados com uma auréola, inicialmente depois de mortos, sendo, pois, deificados, e, depois, ainda vivos, um hábito que somente foi abandonado quando o catolicismo se tornou o credo oficial de Roma. Nessa época, Jesus, o Cristo, somente aparecia com uma auréola quando estava no seu trono, em uma analogia imensamente grotesca aos imperadores romanos, como nas imagens de Cristo em Majestade, que é o mesmo que Cristo em Glória.

Cristo em Majestade é um tema iconográfico recorrente na arte do falso cristianismo Ocidental, no qual Jesus, o Cristo, é representado sentado em um trono como sendo o governador do mundo, em analogia aos imperadores romanos, como dito, assumindo sempre uma posição frontal no centro da composição, sendo ladeado por figuras sagradas, cuja escolha dessas figuras varia de acordo com a época e o contexto. Esse tema tem a sua origem na arte paleocristã, ou arte cristã primitiva — produzida por “cristãos” ou sob o patrocínio “cristão” desde o início do século II até o final do século V, pois não há arte “cristã” sobrevivente do século I, quando após o final do século V a arte “cristã” mostra o início do estilo artístico bizantino —, que por sua vez se inspira na representação dos imperadores romanos entronados. Na arte bizantina, o tema evoluiu de forma ligeiramente diferente para a imagem de meio corpo do Cristo Pantocrator, onde normalmente Jesus, o Cristo, é representado sozinho, ou para o Deesis, onde Jesus, o Cristo, é representado de corpo inteiro e acompanhado principalmente pela Virgem Maria e São João Batista. No Ocidente, o tema da Majestade é recorrente durante o Renascimento até ao período Barroco.

O Deesis, na arte bizantina e depois na arte “cristã” ortodoxa, é uma representação de Cristo em Majestade ou de Cristo Pantocrator entronizado, ou seja, elevado ao trono pela suprema dignidade, ou suprema virtude, carregando um livro, estando flanqueado pela Virgem Maria e São João Batista, às vezes por outros santos e anjos. A Virgem Maria e São João Batista, assim como outras figuras, são mostrados voltados para Jesus, o Cristo, com as mãos levantadas em súplica por toda a nossa humanidade.

Já o Cristo Pantocrator, na iconografia do falso cristianismo, refere-se a uma forma de representação de Jesus, o Cristo, em que a palavra pantocrator é de origem grega, em que a palavra pan, ou mesmo pam, significa tudo ou todo, e a palavra kratos significa alto, em cima, elevado, por isso essa palavra significa todo-poderoso, ou onipotente, encontrando-se várias vezes no Novo Testamento. A mão direita, em posição de bênção, com o polegar voltado para si, os dedos médio e indicador em posição oblíqua, quase vertical, e os demais dedos dobrados em direção à palma da mão, como fechados. Esta posição da mão direita indica a sua dupla natureza, divina e humana, indicada nos dois dedos erguidos, e a sua participação na Trindade com a segunda Pessoa indicada pelos três dedos unidos nas pontas. E na mão esquerda, as Sagradas Escrituras. O quanto esse falso cristianismo deturpa a imagem de Jesus, o Cristo!

Na Ásia, a auréola sempre foi amplamente utilizada na arte indiana, particularmente na iconografia budista, uma vez que Buda também era um espírito de luz, um dos integrantes da plêiade do Astral Superior, como é exemplo o Relicário Bimaram, que se encontra no Museu Britânico, originado do Império Cuchano, o qual era localizado entre os atuais territórios do Tajiquistão e Afeganistão, o mar Cáspio e o vale do rio Ganges, que em função da sua posição geográfica, um local de passagem entre o Ocidente e o Oriente, teve importantes relações diplomáticas com o Império Romano, com a China e com o Império Sassânida, este o último império persa pré-islâmico, governado pela dinastia sassânida, no período de 224 a 651. Os monarcas do Império Cuchano foram os primeiros a se representarem com auréolas em suas moedas. Nas artes budistas, chinesa e japonesa, a auréola também tem sido utilizada desde os períodos mais antigos nas representações do Buda Amitaba e outras. O budismo tibetano usa auréolas de muitos tipos, inspirados nas tradições indiana e chinesa, principalmente nas estátuas e nas pinturas thangka — tipo de pintura originária do Tibete, durante o reinado do rei Songtsen Gampo, no século VIII — para representar santos e divindades budistas.

E aqui se nota claramente a confusão entre a aura, que possui diferentes cores entre a preta e a branca, e a auréola, pois que auréolas de diferentes cores revelam significados específicos, tais como: laranja para monges, verde para Buda e outros seres mais evoluídos, incluindo o imperador Qianlong; e essa confusão ainda mais se intensifica quando as imagens apresentam tanto a auréola na cabeça como circulando por todo o corpo, em que nesta última apresentação é a própria aura, o campo que circunda o perispírito, quando os dois campos se cruzam perto do pescoço e da cabeça. A seguir, as vibrações magnéticas, as radiações elétricas e as radiovibrações eletromagnéticas passam a se confundir com os raios de luz, tanto com as produzidas como com as recebidas, pois finas linhas de ouro que as representam são direcionadas tanto para fora como para dentro das suas bordas, e, às vezes, um novo campo é formado em função das suas trocas.

Como se pode claramente constatar, desde a antiguidade que os seres humanos sabiam da existência do perispírito, mas não da sua aura, assim como também da existência da auréola, mas não do corpo de luz. E sabiam também da existência das vibrações magnéticas, das radiações elétricas, das radiovibrações eletromagnéticas e dos raios de luz produzidos pelos espíritos mais evoluídos, mesmo estando encarnados. Mas ignoravam completamente as suas explicações racionais, somente agora reveladas por intermédio do Racionalismo Cristão.

Estando devidamente comprovadas as existências do perispírito e do campo que o circunda, denominado de aura. E estando devidamente comprovadas as existências do corpo de luz e do campo que o circunda, denominado de auréola. Eu devo agora comprovar devidamente a existência das vibrações magnéticas, das radiações elétricas, das radiovibrações eletromagnéticas e das raiações de luz.

A palavra nimbus em latim significa nuvem, sendo muito utilizada para a representação de um disco brilhante ou dourado circundando a cabeça. Vimos que a mandoria é considerada como sendo uma auréola oval, em forma de amêndoa, que normalmente envolve uma representação de Jesus, o Cristo, por isso elas aparecem praticamente em todas as cores, razão pela qual os seres humanos não a utilizavam como sinônimo de disco circular em volta da cabeça, pois que ela representava a aura. Porém, na arte “cristã”, a mandoria é geralmente representativa para o formato conhecido como vesica piscis, cuja forma é a interseção de dois círculos com o mesmo raio, em que o centro de cada circunferência está sobre a outra, o que indica a produção das vibrações magnéticas, radiações elétricas, radiovibrações eletromagnéticas e das raiações de luz. E isto pode ser devidamente comprovado por intermédio da arte asiática, em que o termo é utilizado de forma mais livre, abrangendo qualquer formato, e aqui se pode encontrar o ponto central da questão.

Na arte asiática, o nimbus é representado como consistindo não apenas de luz, mas também de chamas. Por que também de chamas? Porque a raiação de luz é produzida pela auréola, as vibrações são produzidas pelo magnetismo, as radiações são produzidas pela eletricidade e as radiovibrações são produzidas pelo eletromagnetismo, por isso os seres humanos videntes, podendo ver tudo isso, fizeram uma maravilhosa união das quatro, cujo conjunto eles denominaram de chamas.

Tudo indica que as chamas apareceram pela primeira vez em bronzes chineses, que os mais antigos remontam ao ano 450 d.C., como neles indicam as pequenas chamas regulares produzidas pela aura e pela auréola que circundam muitos bronzes chola — do Império Chola, que emergiu no século IX, no subcontinente indiano — e outras esculturas clássicas indianas de divindades. E como se não bastasse, o nimbus aparece muito mais intenso na forma de chamas mais realistas, como as que aparecem subindo atrás das representações budistas tibetanas do “aspecto raivoso” das divindades e as miniaturas persas do período clássico. E este tipo é também encontrado na arte “cristã” medieval, embora em escala bem menor. Algumas vezes uma linha fina de chamas se ergue das bordas da aura e da auréola em forma circular nas figuras budistas, geralmente nas pinturas cavernas Dunhuang. Já nas pinturas tibetanas, as chamas são representadas na maioria das vezes sendo sopradas pelos ventos, o que indica claramente que as vibrações magnéticas, as radiações elétricas, as radiovibrações eletromagnéticas e as raiações de luz, sendo transportadas pelos fluidos, que vão se alojar na atmosfera terrena, a aura da Terra, influenciando-a em todos os sentidos, ou ascendem para o Universo, em conformidade com as suas naturezas.

Na arte islâmica, a auréola é também representada em vários lugares e períodos, notadamente nas miniaturas persas e nas artes mongol e otomana, evidentemente que influenciadas pela Pérsia. E nela podemos também comprovar as chamas derivadas da arte budista circundando anjos, com auréolas similares nas representações de Maomé e outras figuras consideradas como sendo sagradas. A partir do século XVII, auréolas circulares mais simples aparecem nos retratos dos imperadores mongóis e, após, dos monarcas de Rajput e Siquim, inspirados nas artes de outras regiões.

Embora a doutrina do catolicismo seja sobrenatural, a própria imaginação humana não permite a sua desvinculação com a matéria, uma vez que tudo nela é representado através de imagens, por isso os primeiros padres da Igreja ficaram confusos em suas retóricas para poder representar ao deus bíblico como sendo a imagem e a semelhança do homem e, ao mesmo tempo, como sendo a luz, principalmente em suas controvérsias sobre a consubstancialidade do Pai e do Filho, em que as suas ignorâncias em relação entre a fonte de luz, decorrente do corpo de luz, e o raio de luz, produzido através do seu campo que o circunda, a auréola, passou a ser para eles o exemplo mais palpável da emanação e das formas distintas de uma substância comum, tornando-se os conceitos básicos do pensamento teológico da época.

Na teologia da Igreja Católica ortodoxa, um ícone representa uma janela para o céu, através da qual Jesus, o Cristo, assim como os santos, podem ser vistos e contactados. O fundo dourado do ícone indica justamente esse céu do catolicismo, em que a auréola é o símbolo da luz que ainda não foi criada, ou mesmo da graça do deus bíblico, que brilha através desse deus bíblico. Dionísio, o Aeropagita, autor de uma coletânea de textos que exerceu uma forte influência em toda a mística “cristã” ocidental na Idade da Fé, em seu texto A Hierarquia Celeste, consolidou a noção de hierarquia angelical, em que nesse texto fala de anjos e santos sendo iluminados pela graça do deus bíblico. De qualquer maneira, essa mística de Dionísio serve para comprovar a imensa hierarquia que existe na verdadeira espiritualidade, formada pelos espíritos que se encontram em seus Mundos de Luz, integrando o Astral Superior.

A auréola foi incorporada à arte paleocristã no século IV, nas primeiras imagens icônicas de Jesus, o Cristo, sendo apenas ele identificado com uma auréola, juntamente com o seu símbolo, o Cordeiro de Deus. Inicialmente, a auréola era considerada por muitos como sendo uma representação do Logos de Jesus, o Cristo, da sua natureza divina, e, portanto, das suas primeiras representações, as cenas anteriores ao seu batismo por João Batista, embora ele não tenha sido batizado, em que ele tende a aparecer sem a auréola, tornando-se um tema de debate teológico se o Logos já estava consigo desde o seu nascimento, na visão ortodoxa, ou se foi adquirido apenas no batismo, na visão nestoriana. Nesta época, Jesus, o Cristo, aparece também como uma criança ou um jovem nas cenas de batismo, embora estas representações sejam hieráticas e não relacionadas à sua idade.

Na arte medieval, uma auréola cruciforme, a que apresenta uma cruz circunscrita ou se estendendo para fora da borda, indica justamente as raiações de luz de Jesus, o Cristo, para representar uma das pessoas da Trindade. Nas imagens bizantinas, ou ortodoxas, dentro de cada um dos três traços visíveis da cruz na auréola de Jesus, o Cristo, estão as letras gregas O, W e N, que para uns significa “O Que Existe”, e para outros significa “Eu Sou o que Sou”, embora ambas indiquem a sua divindade. Quando se trata da figura da Virgem Maria, colocam-se as letras MP e OU, a abreviatura de “Mãe de Deus”.

Nas imagens ortodoxas posteriores, cada um dos braços dessa cruz é composto por três linhas, que simbolizam os dogmas da Trindade, a unicidade do deus bíblico e as duas naturezas de Jesus, o Cristo. Nos mosaicos em Santa Maria Maggiore, Jesus, o Cristo, traz uma cruz de quatro braços ou no alto da cabeça, ainda dentro do nimbus, ou acima deste, mas esta é uma representação rara. Nestes mesmos mosaicos, os anjos que o acompanham têm auréolas, assim como também o rei Herodes, em função da tradição imperial, mas não Maria e nem José. Ocasionalmente, outras figuras aparecem com auréolas cruciformes, como as sete pombas que representam os sete dons do Espírito Santo, na Árvore de Jessé, do Codex Vyssegradensis, relativo ao século XI, uma imagem na qual Jessé e Isaías também têm auréolas, assim como os ancestrais de Cristo, em outras iluminuras. Existem ainda as auréolas triangular, redonda, quadrada e outras, todas decorrentes da imaginação.

Tudo isso em relação à auréola é a mais pura realidade. Mas acontece que para os artistas a auréola não representava a realidade da vida. Assim, os estudiosos, de maneira totalmente contraditória, partindo do realismo para o irrealismo, afirmam que com o crescente realismo na pintura, a auréola passou a ser um problema para os artistas. Então, quando eles ainda utilizavam as antigas fórmulas composicionais, que eram adequadas para acomodar as auréolas, os problemas eram considerados como sendo gerenciáveis, mas conforme os artistas ocidentais buscavam mais flexibilidade na composição, este deixou de ser o caso. Nas esculturas autossustentáveis, a auréola já era mostrada na forma de um disco plano acima ou atrás da cabeça. Quando a perspectiva passou a ser considerada essencial, os pintores também mudaram a auréola, de uma auréola rodeando a cabeça e sempre representada como se vista de frente, para um disco plano dourado, ou um anel em perspectiva flutuando sobre a cabeça dos santos, ou verticalmente atrás deles, sendo muitas vezes transparente. Este modelo pode ser visto primeiro em Giotto, que ainda representa Jesus, o Cristo, com a auréola cruciforme, que começou a desaparecer nessa época. No norte da Europa, a auréola radiante, desenhada de raios, que são as raiações de luz, em analogia ao Sol, entrou na moda na pintura francesa por volta do final do século XIV.

No início do século XV, Jan van Eyck e Robert Campin abandonaram completamente o uso de auréolas, embora alguns artistas do flamengo primitivo ainda as utilizassem. Na Itália, na mesma época, Pisanello as utilizava se elas não atrapalhassem os enormes chapéus que ele gostava de pintar. De maneira geral, as auréolas duraram mais tempo na Itália, embora geralmente já reduzidas a uma fina linha dourada representando a margem exterior do nimbus, como na obra de Giovanni Bellini. E assim, Jesus, o Cristo, passou a ser representado com uma auréola redonda simples.

Mas Fra Angelico, um monge, era conservador no assunto das auréolas, pois que as suas pinturas demonstram claramente os problemas provocados pelos demais pintores, como no caso das suas composições com mais personagens, nas quais as auréolas aparecem como discos sólidos de ouro no mesmo plano da superfície da pintura, o que dificulta o trabalho de evitar que eles obscurecessem a outras. Ao mesmo tempo, as auréolas eram úteis para distinguir as figuras principais da massa de uma multidão. A Lamentação de Cristo, de Giotto, na Capela Scrovegni, tem oito figuras com auréolas e dez sem auréolas, informando ao observador que estas pessoas sem auréolas não devem ser identificáveis, apenas fazendo parte da multidão, mas que, na realidade, identificam os seres humanos mais evoluídos e menos evoluídos, sendo esta a intenção do artista, ou não. Da mesma forma, o Batismo de Cristo, de Perugino, em Viena, não coloca auréolas nem em Jesus, o Cristo, e nem em João Batista, mas um santo ao fundo, geralmente ausente nesta cena, tem uma auréola simples para denotar a sua importância no contexto, ou mesmo a sua identidade.

No Alto Renascimento, até mesmo os pintores italianos passaram a dispensar as auréolas. Mas houve a reação da Igreja em relação ao fato, que culminou nos decretos sobre as imagens do Concílio de Trento, em 1563, quando o seu uso passou a ser considerado obrigatório por escritores clérigos que versavam sobre a arte credulária, como Molanus e São Carlos Borromeo. As figuras, então, passaram a ser colocadas onde a luz natural ajudaria a destacar a cabeça na composição, ou uma discreta tremulação, quase naturalística, ou uma luz brilhante, era pintada em volta da cabeça de Jesus, o Cristo, e de outras figuras, uma técnica proveniente de Ticiano.

Já no século XIX, as auréolas se tornaram muito raras na arte mainstream ocidental, embora ainda seja bastante comum em ícones e em imagens populares, geralmente com um efeito medievalizante. Quando John Millais pintou o seu Santo Estêvão, em 1895, considerado como sendo realista em tudo, uma auréola anelar foi considerada como sendo uma surpresa. No âmbito da cultura visual popular, uma simples auréola em forma de anel se tornou a representação mais comum de uma auréola, pelo menos a partir do século XIX.

As gravuras abaixo mostram as artes que comprovam o fato de que desde a antiguidade os seres humanos sabiam da existência da auréola, mas ignoravam a existência do corpo de luz. Em corolário, pode-se afirmar que eles sabiam da existência do corpo astral, ou do corpo fluídico, ou do perispírito, ou do duplo etéreo, mas ignoravam a existência da aura.

É certo que os seres humanos são pouco raciocinadores, pois que eles produzem sentimentos e pensamentos, sendo plenamente cientes do fato, mas jamais procuraram investigar as suas causas, as suas origens, as suas naturezas, simplesmente aceitando o fato com passividade, então passam a confundir a produção dos sentimentos com os atributos, geralmente com os atributos individuais superiores, quando afirmam que possuem “sentimentos de bondade”, “sentimentos de carinho”, “sentimentos de coragem”, e outros. E com relação aos pensamentos, eles consideram que não passam de uma função cerebral. Caso os seres humanos fossem esclarecidos, poderiam saber que é através das produções dos sentimentos e dos pensamentos que provêm as vibrações magnéticas e as radiações elétricas, respectivamente, e das combinações de ambos as radiovibrações eletromagnéticas, tudo isso através do campo que circunda o corpo fluídico, denominado de aura.

E o pior de tudo isso é que todos os seres humanos, invariavelmente, confundem a produção dos sentimentos, que é proveniente da propriedade da Força, com as produções da amizade e do amor carnais, quando afirmam: “o meu sentimento de amizade”, o “meu sentimento de amor”; pois que eles ignoram que as produções da amizade e do amor são espirituais, por isso são provenientes da propriedade da Luz. Então não se pode confundir a produção dos sentimentos com as produções da amizade e do amor espirituais.

Mas o mais interessante de tudo isso, é que os seres humanos, embora ignorem a si mesmos, em relação à sua composição astral, possuem a retentividade, pois que retêm em seus espíritos, por intermédio do perispírito e do corpo de luz, remanescências dos seus Mundos de Luz. Em sendo assim, como eles produzem sentimentos e pensamentos, dão-se por satisfeitos com o fato, por isso ficam acomodados, como que inertes, passivos ao fato. Mas acontece que os espíritos querem luz, sempre luz, cada vez mais luz, por isso são ansiosos por luz, o que é natural, mas não procuram se esforçar o suficiente para obtê-la, adquirindo a boa vontade por evoluir. E sem esforço e boa vontade não se obtém a luz espiritual, uma vez que ela não vem por si mesma ao encontro do espírito, espontaneamente, alojando-se em sua alma como que por haplologia, uma vez que o processo da evolução deve ser completo, exigindo o esforço e a boa vontade para a conquista do acervo espiritual, pois caso não fosse assim nenhum valor teria a evolução, por conseguinte, os espíritos não se diferenciariam uns dos outros em função do valor adquirido. Desta maneira, através da retentividade, os seres humanos possuem em si mesmos as reminiscências dessa ansiedade por luz, só não se esforçam e não adquirem a boa vontade para obtê-la, por isso, ao invés do esforço e da boa vontade, simplesmente pedem, pois que se acostumaram a ser pedintes obstinados, em decorrência dos péssimos ensinamentos recebidos da classe sacerdotal, por intermédio dos credos e das suas seitas. Senão vejamos:

Os seres humanos são cientes da necessidade da luz, por isso, em seus peditórios no dia a dia, muitos deles utilizam as seguintes expressões: “Ilumina-me, Senhor!”; “Senhor, ilumina o meu caminho”; “Dai-me luz, Senhor”; “O Senhor é a luz que ilumina o meu caminho”. Estas, e tantas outras expressões correlatas, demonstram claramente a ansiedade por luz por parte dos seres humanos. E mais: a remanescência dessas suas ansiedades por luz.

No entanto, ao invés de se disporem a pedir luz, deveriam deixar de lado os peditórios, dispondo-se a produzir sentimentos superiores e pensamentos positivos, e assim fazer emanar das suas auras as vibrações magnéticas, as radiações elétricas e as radiovibrações eletromagnéticas em direção a Deus e ao Astral Superior, para que assim possam receber de volta em suas direções os fluidos revitalizadores e as luzes benéficas da mais alta espiritualidade.

Em assim procedendo, poderão realizar as limpezas dos seus perispíritos, proporcionando o sopitamento dos atibutos individuais inferiores e dos atributos relacionais negativos, e a aquisição dos atributos individuais superiores e dos atributos relacionais positivos, pois são eles que comandam a nossa inteligência, por conseguinte, poderão fazer resplandecer os seus corpos de luz, para que então possam produzir a amizade espiritual, e assim fazer emanar das suas auréolas as raiações de luz. É assim que se satisfaz o anseio por luz, e não através de peditórios.

 

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