20.07- A aura

Prolegômenos
19 de julho de 2018 Pamam

A aura é um campo que circunda o corpo fluídico, formado por intermédio das vibrações magnéticas, das radiações elétricas e das radiovibrações eletromagnéticas que emanam de todos os seres, dos seres atômicos aos seres humanos, sem que haja qualquer exceção, pois é sabido que cada ser possui parcelas das propriedades da Força e da Energia. Por intermédio das parcelas que adquiriram da propriedade da Força, que contém o magnetismo, todos os seres vibram, por intermédio das parcelas que adquiriram da propriedade da Energia, que contém a eletricidade, todos os seres radiam, e por intermédio das combinações de ambas as propriedades todos os seres radiovibram. Assim, essas vibrações magnéticas, essas radiações elétricas e essas radiovibrações eletromagnéticas formam um campo, ao que denominamos de aura.

Para uma melhor compreensão acerca do que seja a aura humana, é preciso que antes se compreenda o seguinte:

Desconsiderando a Veritologia, a Saperologia e a Ratiologia, que são os tratados superiores que apenas alguns raros seres humanos alcançaram em suas trajetórias evolutivas, é sabido que os seres humanos exercem três atividades básicas: na propriedade da Força, a religião; na propriedade da Energia, a ciência; e na propriedade da Luz, a religiociência. Os teores dessas atividades básicas exercidas são os seguintes: na propriedade da Força, os conhecimentos metafísicos acerca da verdade; na propriedade da Energia, as experiências físicas acerca da sabedoria; e na propriedade da Luz, o saber, por onde se alcança a razão relativa a cada parcela do Saber.

Nessas atividades básicas exercidas, os seres humanos produzem três elementos anteriores que, posteriormente, convertem-se em elemento final de produção: na propriedade da Força, a sensibilidade; na propriedade da Energia, o sentido; e na propriedade da Luz, a amizade espiritual. Os elementos finais de produção são os seguintes: na propriedade da Força, o sentimento; na propriedade da Energia, o pensamento; e na propriedade da Luz, o amor espiritual. Esses elementos de produção são transmitidos e recebidos de três formas pelos seres humanos: na propriedade da Força, através de vibrações magnéticas; na propriedade da Energia, através de radiações elétricas; e nas combinações de ambas as propriedades as radiovibrações eletromagnéticas. E na propriedade da Luz, através de raios de luz.

A aura, então, é justamente o campo que circunda o corpo fluídico, de onde, da propriedade da Força, os seres humanos emitem e recebem as vibrações magnéticas geradas pelas produções da sensibilidade e do sentimento, que transmitem e recebem conhecimentos metafísicos acerca da verdade e outros, oriundos da atividade básica denominada de religião; da propriedade da Energia, os seres humanos emitem e recebem as radiações elétricas geradas pelas produções do sentido e do pensamento, que transmitem e recebem experiências físicas acerca da sabedoria e outras, oriundas da atividade básica denominada de ciência; e das combinações de ambas as propriedades, os seres humanos emitem e recebem as radiovibrações eletromagnéticas, que são geradas pelas suas combinações.

E tais transmissões vêm complementadas com o termo outros, porque são os atributos individuais superiores e inferiores, e os atributos relacionais positivos e negativos, que comandam a nossa inteligência, e eles são também transmitidos por intermédio das vibrações magnéticas e das radiações elétricas, respectivamente, e, também, pelas radiovibrações eletromagnéticas.

A forma e a cor da aura refletem o estado físico, mental e emocional do ser humano.

A aura, que envolve todos os corpos vivos dos três reinos da natureza, é uma emanação inteligencial de todos os seres que se revelam por intermédio das propriedades da Força e da Energia, podendo ser observada pelos seres humanos que tiverem desenvolvida a faculdade mediúnica da vidência.

É a aura humana que, pela grande variação de cores, apresenta a maior complexidade de análise, pois, além de revelar o estado de evolução de cada ser humano, retrata os seus atributos individuais superiores e inferiores e os seus atributos relacionais positivos e negativos, os quais vão revelando as suas tendências boas ou más, as suas índoles voltadas para o bem ou para o mal, o grau de inteligência, consoante os desenvolvimentos do criptoscópio e do intelecto, a capacidade de raciocínio, e tudo o mais relativo às naturezas dos sentimentos e dos pensamentos produzidos, em que nela se refletem todas essas imagens, sendo, portanto, o espelho da alma, através da qual tudo é observado por qualquer espírito, inclusive os quedados na atmosfera da Terra, que integram o astral inferior, por mais atrasados que sejam.

Ainda que pareça uma única aura, na realidade, são várias as auras do ser humano, que são as seguintes: a que provém do seu corpo fluídico, ou perispírito, que é a sua verdadeira aura, e as que provêm do seu corpo carnal. As que provêm do seu corpo carnal, em resumo, são as seguintes: as que provêm dos corpos fluídicos dos seres atômicos, as que provêm dos corpos fluídicos dos seres moleculares, as que provêm dos corpos fluídicos dos seres celulares, as que provêm dos corpos fluídicos dos seres orgânicos e as que provêm dos corpos fluídicos dos seres aparelhantes, e outros; cada uma das quais correspondendo à natureza do corpo fluídico de que emana.

Note-se que as auras de todos os seres que se encontram habitando o planeta Terra formam a sua aura, que é a atmosfera terrena, através da qual este mundo interage com os demais mundos. Do mesmo modo, as auras de todos os seres que se encontram formando o corpo carnal, formam a sua aura, que é a atmosfera humana, através da qual o corpo carnal interage diretamente com o corpo fluídico, ou perispírito, do espírito encarnado.

Os dois extremos opostos, na gama dos sentimentos e pensamentos produzidos pelo espírito, são identificados na aura pelas cores branca e preta. A cor branca, límpida, cristalina, sem manchas, sem nódoas, exterioriza a forma mais elevada do desenvolvimento espiritual, identificando o espírito realmente muito evoluído, superior, de luz, que vibra e radia sentimentos superiores e pensamentos positivos, respectivamente, radiovibrando as suas combinações. A cor negra, suja, pesada, com manchas, com nódoas, exterioriza a forma mais baixa do atraso espiritual, identificando o espírito realmente pouco evoluído, inferior, trevoso, que vibra e radia sentimentos inferiores e pensamentos negativos, respectivamente, radiovibrando as suas combinações. Entre as auras branca e preta existem, de um extremo a outro, uma imensa variedade de cores, cada qual definindo um estado, uma emoção, um sentimento e um pensamento imperfeitos, por isso já se pode perceber e compreender que a meta a ser alcançada é a perfeição, traduzida pela cor branca.

Como a aura varia de cor, de acordo com as produções dos sentimentos e dos pensamentos produzidos pelo ser humano, este, quando em estado de calma e tranquilidade, tem a sua aura manifestada por uma coloração própria, reveladora do grau de evolução do espírito. Como, entretanto, essa evolução se processa com a eliminação progressiva dos atributos individuais inferiores e dos atributos relacionais negativos, que formam a nossa moral e a nossa ética, respectivamente, os quais comandam a nossa inteligência, por isso eles determinam a inferioridade ou a superioridade dos sentimentos produzidos, assim como a positividade ou a negatividade dos pensamentos produzidos, a cor áurica, representativa do estado de evolução, é composta de numerosas outras cores combinadas, com cada uma delas significando a presença de determinado sentimento ou pensamento produzidos, por intermédio dos quais se manifestam as emoções, as paixões, etc.

Ela está sujeita, ainda, a mutações repentinas e passageiras, basta o ser humano se deixar assaltar por uma emoção qualquer, para que a sua aura tome, imediatamente, a cor que essa emoção traduz. É que a emoção produz, por intermédio da produção dos sentimentos, as vibrações magnéticas, por intermédio da produção dos pensamentos, as radiações elétricas, e pelas produções das combinações de ambos as radiovibrações eletromagnéticas, todas correspondentes à natureza dessa emoção, e essas vibrações, radiações e radiovibrações, dominando o campo da aura, impõem-se com a sua cor própria, característica e latente. As cores habituais da aura definem, de um modo geral, o caráter do indivíduo, ao passo que as passageiras expressam as paixões ainda não sopitadas e destruídas. Os espíritos componentes da plêiade do Astral Superior têm a aura invariavelmente branca, porque depois de alcançar a esse estado, a sua natureza passa a ser inviolável.

A leitura da aura só pode ser feita, com exatidão, por espíritos que sejam muito evoluídos, conhecedores de toda a sutileza da alternação e da combinação de cores, uma vez que, em uma mesma cor, cada tonalidade possui uma expressão ou significado particular, e cada combinação de duas ou mais cores ou tonalidades, exige novas definições.

Em seus escritos, os estudiosos da natureza humana se utilizam constantemente dos termos potência e ato, quando, na realidade, os termos mais adequados são poder e ação. Por intermédio da propriedade da Força, os seres humanos vão adquirindo os conhecimentos metafísicos, através da produção dos seus sentimentos, assim como também os atributos individuais superiores e inferiores, que lhes vão dando o poder. E por intermédio da propriedade da Energia, os seres humanos vão adquirindo as experiências físicas, através da produção dos seus pensamentos, assim como também os atributos relacionais positivos e negativos, que lhes vão dando a ação. Esse poder é refletido nas vibrações magnéticas, e essa ação é refletida nas radiações elétricas, e ambos em conjunto são refletidos nas radiovibrações eletromagnéticas, que emanam do corpo fluídico, ou perispírito, de cada ser humano, ficando nele registradas para sempre, através da sua esteira fluídica, por isso tudo aquilo que ser refere ao espírito pode ser observado por intermédio da aura.

Isto implica em dizer que não existem segredos na vida, sobretudo no plano espiritual. Neste planeta, os enganos podem ser comuns, mas no espaço e no tempo não, porque a clarividência de que são dotados os espíritos livres do corpo carnal, tudo deixa ver. Por isso, muito embora esteja a aura oculta, em parte, à visão humana, aos semelhantes com quem convive no cotidiano, precisa o ser humano se habituar a ser sincero, honesto, leal, verdadeiro, etc., não por medo de que os seus semelhantes descubram a inferioridade da sua personalidade interior, mas por dever de consciência, por dignidade própria, pelo respeito que deve a si mesmo e pelo esclarecimento relacionado com a vida.

Em conformidade com o médico, Dr. Pinheiro Guedes, o planeta Terra é um ovo, em que a atmosfera é a casca, a parte líquida é a clara e a parte sólida é a gema. Ora, o ovo é uma célula. A Terra, pois, é uma célula. Em sendo assim, pode-se concluir que ela possui uma aura ou atmosfera formada pelos corpos fluídicos de todos os seres que a habitam.

Em decorrência, podemos afirmar que existe uma atmosfera que envolve o planeta Terra. Nessa atmosfera existem vibrações magnéticas que emanam da produção de sentimentos superiores e inferiores, sendo estes últimos os mais abundantes; radiações elétricas que emanam de pensamentos positivos e negativos, sendo estes últimos também os mais abundantes; e radiovibrações eletromagnéticas que emanam das suas combinações; que os seres humanos atraem ou repelem, de acordo com as suas afinidades, em conformidade com os seus esclarecimentos e as suas vontades, consoante o sentir de cada um deles.

A atmosfera terrena se acha ligada a outros mundos, dos quais recebe tudo quanto necessita para alimentar e conservar em atividade todas as partículas do Ser Total, que, sendo inteligentes, evoluem em demanda da Inteligência Universal, e que no planeta se encontram. Então existem outros mundos a se movimentarem pelo Universo, habitados por espíritos menos e mais evoluídos, com todos estando sempre em ascensão para outros planos de maior espiritualização. A aura ou atmosfera envolve os mundos das mais diversas categorias, desde os mais atrasados, até os mais adiantados, inclusive os Mundos de Luz, desde os mais atrasados, até os mais adiantados, estes últimos, em determinados estágios de evolução, quase a se confundirem com a sua Fonte de origem.

Em relação ao assunto, Luiz de Mattos, em sua obra Pela Verdade, as páginas 229 e 230, esclarecendo-se que o nosso veritólogo maior quando se refere à matéria, está a se referir à matéria organizada, ressaltando que é elemento fluídico, e não simplesmente matéria, em sua ilusão, e que ele também se refere diretamente apenas à propriedade da Força e ao espaço, uma vez que a propriedade da Energia e o tempo não são das competências dos veritólogos, mas sim dos saperólogos, vem afirmar o seguinte:

A Matéria organizada está nas auras que envolvem os diversos planetas, desde a que forma a do planeta Terra, até à dos grandes planetas cinzentos, opacos, brancos diáfanos e de luz que se movimentam no Espaço Infinito, grandioso e belo.

Não há no Espaço montes, nuvens ou campos de matéria, e sim mundos em organização, (as nebulosas), e outros já organizados, envoltos em auras ou atmosferas cinzentas, opacas, brancas diáfanas e de luz, ligados ascendentemente uns aos outros, e é destas atmosferas cósmicas ou fluídicas astrais, que as partículas da Força (leia-se Ser Total, digo eu), lançam mão para organizarem corpos.

Tem, pois, a matéria organizada, origem na Matéria em si, que é elemento fluídico, do qual a Força (leia-se seres, digo eu) lança mão para fazer, em conformidade com as leis do Universo, o que lhe apraz, neste planeta e fora dele.

Se a dita matéria não fosse o fluido cósmico que envolve os astros, com diversas cores, trazidos à Terra pela Força (combinada com a Energia, digo eu), para o que lhe é preciso organizar todos os seres, humanos ou não, teriam a mesma conformação fisiológica, a mesma cor e consistência.

Mas assim não é, porque ao planeta Terra tudo vem de fora e vive fora dele, fornecido pelos outros planetas que o rodeiam, em obediência às leis imutáveis do progresso, para o auxiliar, e aos seus habitantes, que não poderiam viver se lhes faltasse o oxigênio proveniente de outros planetas, e sem os ventos fortes ou fracos, e até as suaves brisas marinhas para limpar a atmosfera deste mundo”.

Não é somente o corpo carnal que impede ao espírito de se manifestar neste mundo-escola em conformidade com as leis espaciais, os princípios temporais e os preceitos universais, pelo fato dele se sentir atraído por esse invólucro que o mantém preso ao planeta e com tudo que o rodeia, que também é da mesma natureza, que fazem com que os seus desejos mundanos aflorem e ele se sinta inclinado a satisfazê-los. Além do corpo carnal, as vibrações magnéticas, as radiações elétricas e as radiovibrações eletromagnéticas que formam a aura da Terra, ou a sua atmosfera, cruzam-se em todas as direções, formando os mais diversos tipos de correntes, que por sua vez formam o seu próprio ambiente. Em sua grande maioria, essas correntes são impregnadas de miasmas deletérios, que tornam a atmosfera do planeta pesada, com manchas, com nódoas, trevosa, suja, doentia, então, obviamente, ele sente a imensa diferença que existe entre a atmosfera da Terra e a atmosfera do Mundo de Luz ao qual pertence, e do qual é proveniente, tendendo a agir em inteira conformidade com essas correntes, com isto sendo ainda bem mais agravado pelas ações deletérias dos espíritos quedados no astral inferior, todas voltadas para o mal.

Mas isto até certo ponto é benéfico para a evolução do espírito, pois que assim os seus defeitos são revelados em sua plenitude, para que então possam ser combatidos tanto por ele como pelos seus semelhantes, quando estes são diretamente afetados, e quando tais defeitos são exteriorizados e dirigidos em relação a terceiros, e assim o espírito passa a adquirir a consciência plena dos seus próprios defeitos. Mas se ele, mesmo assim, continua a praticar as suas más ações, sempre às escondidas, é porque a sua vontade ainda é muito fraca, razão pela qual ela abafa e torna obscura a própria consciência, raciocinando em prol do mal.

Em relação a essas diferenças de atmosferas que existem entre este mundo-escola e os Mundos de Luz, assim como também ao afloramento dos defeitos do espírito, Luiz de Mattos, também na mesma obra, as páginas 236 e 237, esclarece o seguinte:

O espírito humano, devido à sua natural perturbação causada pela diferença da atmosfera diáfana do mundo a que pertence, (e do qual veio), com a densa, gasosa, pesada, da Terra, e pela sua ligação fluídica à matéria, ao corpo, por ele próprio organizado, para nele se depurar pelo trabalho, pelo sofrimento derivado da ingratidão dos seres, com os quais é obrigado a conviver, fez o ser humano mais sobressair pelos instintos, especialmente o da conservação física, (a parte animalizada), e o hábito originário da sua vontade, só materialmente educada.

Desse imperar de instintos e hábitos animalizados, desenvolveu-se, cresceu e ficou nele predominando o egoísmo, motor de todos os seus atos, desejos e pensamentos terrenos, todos utilitários, todos materializados e bestiais.

Desse egoísmo, filho dos maus instintos, dos maus hábitos e da falta de educação da vontade, resultou o hábito pernicioso do ser humano se considerar superior a tudo, repleto de orgulho e prepotência.

Dessa errada noção de independência, de liberdade, do poder e do dever, resultou também a sua soberbia, o repúdio ao seu semelhante, da disciplina e da obediência precisas para a harmonia e o progresso seu e de todos os seres.

Desse instinto, desse hábito, dessa má compreensão dos seres e das coisas sérias da vida, e assim dos seus deveres, resultou, por último, a revolta contra o seu semelhante e a invenção de um ser supremo, superior a todos os homens, engendrado à sua maneira, à sua semelhança, conforme o seu intelecto e a sua vontade, ao qual ele pudesse se dirigir nos seus momentos de fraqueza, de medo, de sofrimentos físicos”.

Estando devidamente compreendido que a aura é o campo perispiritual através do qual todos os seres humanos produzem e recebem vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas, pode-se compreender também que as rezas e as orações ficam todas contidas na atmosfera da Terra, formando as mais diversas correntes de fraqueza, portanto, pesadas, doentias, daí a razão pela qual já existem nebulosas escuras na Terra, todas podendo ser visíveis e até fotografadas, que tendem a aumentar e a se enegrecer cada vez mais, caso os seres humanos não passem a frequentar o Racionalismo Cristão, para que assim possam reverter a esse quadro danoso. E não somente as rezas e as orações, mas também as missas, os cultos, os hinos de louvores e as músicas devocionais, que são muito utilizados nos credos e nas suas seitas, ficam também contidos na atmosfera da Terra, formando as mesmas correntes e tornando mais volumosas a essas nebulosas escuras na Terra, que são mostradas no site pamam.com.br, no capítulo específico. Luiz de Mattos, em sua obra Cartas Oportunas Sobre Espiritismo, as páginas 275 e 276, emite o seu parecer sobre o assunto, da seguinte maneira:

Como queres tu, pois, meu Gustavo, que almas humanas, ignorantes do que aí fica, e sem a noção do seu dever, despertem ao som da música, por mais melodiosa que seja?

O que acontece às almas humanas, às dos macacos, dos muares, dos cães e de outros animais, é sentir na sua aura as vibrações (radiações e radiovibrações, digo eu) dos sons harmoniosos, não vulgares ao seu ambiente, à sua vida psíquica, desprendendo-as da vida triste, árida, repleta de animalidade e fluidos grosseiros, em que são obrigadas a permanecer.

Essa vibração irradiada (estes termos utilizados por Luiz de Mattos, são decorrentes do fato dele considerar tudo como sendo Força, desconsiderando a Energia, digo eu) sobre tudo o que tem vida neste planeta, paralisa, por momentos, o viver simples instintivo, e assim o vibrar (o radiar e o radiovibrar, digo eu) animalizadamente, mas não faz ligar as ditas almas às partículas do Grande Foco, por ignorarem elas a sua origem e não saberem como irradiar os seus pensamentos, como ligar as suas auras ao Todo, ficando como que narcotizadas e sentindo um certo bem-estar que o narcótico produz em toda vida animalizada; mas tudo puramente material, inteiramente anímico, e nada mais.

Ao acordar desse estado empolgante, por pouco tempo conserva o ser humano a noção desse bem-estar fluídico, diferente do acostumado, do comum, e se torna, após, um animal inferior, por vezes feroz, matador, como fácil se torna constatar na vida de todas as seitas, ditas religiosas.

Quantas vezes, meu Gustavo, nas encarnações anteriores, tu, clérigo, tu, frade, saías do coro, após aqueles maviosos cantares, ditos sacros, e que agora denominas devocionais, e ias torturar, por diversas maneiras, os cristãos novos, como Antônio José (o Judeu), e milhares de outros que, após as músicas devocionais, e até durante estas, eram queimados?

Se tal música devocional pudesse preparar as almas para a unção da prece, e esta pudesse realmente ser o cordão de luz e amor que liga as almas terrenas às superiores, é claro que as atrocidades romanas (católicas, digo eu), anglicanas e das outras seitas não seriam praticadas

Os micro-organismos, como os vírus, as bactérias, os fungos, e também os insetos e os animais nocivos, causadores dos mais diversos tipos de doenças, está provado, são causados pelo astral inferior, em função dos miasmas deletérios provenientes das vibrações magnéticas inferiores, das radiações elétricas negativas e das radiovibrações combinadas, que emanam das auras dos seres humanos, que são oriundas das produções dos seus sentimentos inferiores e dos seus pensamentos negativos de incertezas e vacilações, de egoísmo, de mesquinhez, de interesses mundanos, de depravações, de degenerações, de orgias sexuais, de medo, de ódio, de inveja, de rancor, de inimizade, enfim, de tudo o que, por ignorância acerca da vida espiritual, eles arquitetam em seus corpos mentais. As catástrofes tidas como sendo naturais, através das tempestades, dos tufões, dos furacões e dos ciclones tropicais, dos incêndios e dos vulcões, e até o câncer, essa doença tão temida, por ser mortal, são também todas provocadas pelo astral inferior, decorrentes da atmosfera pesada e doentia da Terra. José Amorim, em sua obra A Saúde Com a Limpeza Psíquica ou Psiquismo Prático do Racionalismo Cristão, a página 15, confirma plenamente a tudo isso, quando afirma o seguinte:

As doenças, definitivamente são causadas por miasmas deletérios provenientes dos nossos pensamentos negativos (e sentimentos inferiores, digo eu), de incertezas e vacilações, de medo, de ódio, de inveja, rancor, inimizade, enfim, de tudo o que, por ignorância, arquitetamos na mente. Vivemos ainda um estado negativo e, portanto, doentio. O que emana de cada ser habitante deste planeta é mais negativo. Pois sabemos que em volta de cada ser existe um halo fluídico, uma espécie de aura, um campo de força (e energia, digo eu), através do qual se opera a troca dos elementos materiais, naquele estado fluídico de que falamos anteriormente.

É através desse campo magnético (elétrico e eletromagnético, digo eu) que soltamos no espaço (e no tempo, digo eu), em razão dessa troca, os elementos fluídicos que se tornaram excessivos em nossa natureza, para podermos receber outra provisão, que deve ser sempre para melhor se os nossos pensamentos (e sentimentos, digo eu) forem positivos.

Todavia, em virtude da crassa ignorância da humanidade, quase a totalidade dos seres está soltando no espaço (e no tempo, digo eu) somente fluidos deletérios, negativos, doentios, portanto. De tal forma que toda a atmosfera terrena, essa aura que envolve o nosso planeta e na qual vivemos mergulhados, está permanentemente cheia, eivada desses elementos deletérios.

Estamos todos mergulhados nesse mar fluídico. E como o pensamento é a força determinante do processo atrativo e como também o estado geral da humanidade é de pensamentos negativos, o nosso corpo astral passa também a aspirar e a se intoxicar desses elementos deletérios produtores das doenças de que sofrem os seres humanos”.

A nossa humanidade vive ainda em um estado inferior e negativo, portanto, doentio. Tudo o que está emanando das auras dos seres humanos que encarnaram neste planeta é muito mais inferior e negativo do que superior e positivo, e isto influi tremendamente na aura terrena, ou em sua atmosfera, pois em volta de cada ser humano existe uma aura através da qual se opera a troca dos elementos ditos materiais, em estado fluídico. Vejamos o que diz sobre o assunto o médico Dr. Pinheiro Guedes, em sua obra Ciência Espírita, as páginas 179 a 181, em que ele se expressa da seguinte maneira:

O espírito encarnado labora a matéria do seu corpo, e maneja todas as substâncias do mundo: mecânica, física e quimicamente.

As funções orgânicas não se efetuam sem o consumo dos elementos componentes dos órgãos; os elementos gastos são substituídos, simultaneamente, por outros imediatamente elaborados no seio do organismo.

Nessa elaboração se notam duas fases distintas, posto que simultâneas; uma separação e eliminação do material gasto; outra de agregação, assimilação e consubstanciação da substância orgânica, convertida em célula de cada uma, e de todos os tecidos que formam a estrutura dos órgãos.

Na incorporação de novos elementos em substituição dos consumidos, o trabalho do espírito é nimiamente complexo e delicado: cumpre-lhe atender à escolha da matéria, ao aperfeiçoamento e distribuição dos elementos, segundo as funções; ele se transfunde no elemento que incorpora; ele o absorve e individualiza, imprimindo-lhe um cunho peculiar, dando-lhe uma feição exclusivamente sua; ele o vivifica.

Na fase de eliminação do material gasto, o trabalho se reduz à segregação dos resíduos — fluidos, líquidos e sólidos; os quais levam consigo as disposições, a vitalidade que adquiriram no organismo de onde se desprenderam.

Assim, pois, ao repositório geral voltam as moléculas e os átomos, levando consigo as modificações que receberam.

De simples matéria inorgânica, passaram a substâncias orgânicas; de simples substâncias orgânicas se tornaram elementos vegetais e elementos animais.

Em cada um desses estados, o fluido etéreo que acompanha o átomo, a molécula, a célula (porque é o elemento primordial, essencial, que penetra e envolve tudo), recebeu modificações, que lhe imprimem uma modalidade peculiar ao corpo.

Todos os corpos desprendem emanações, que, se escapam à nossa vista, são observadas pelos médiuns, pelos sonâmbulos e outros sensitivos; os quais as descrevem, como formando uma atmosfera, um halo, em torno de todos eles, inclusive os minerais.

É a aura dos esoteristas, ou o perispírito dos espíritas”.

As vibrações magnéticas inferiores, as radiações elétricas negativas e as radiovibrações combinadas, possibilitam a troca de elementos por intermédio da aura, e esses elementos contaminam não somente a atmosfera da Terra, mas também o próprio perispírito do ser humano. A troca desses elementos chegou a um nível tão elevado, que essa aura que envolve o nosso planeta e na qual vivemos mergulhados, está permanentemente cheia, eivada desses elementos deletérios. E até Farias Brito, que era um saperólogo e não um veritólogo, por isso trabalhava mais como o seu intelecto, compreendendo, do que com o seu criptoscópio, percebendo, pôde perceber a esse ambiente trevoso lançado na atmosfera terrena, como demonstra em sua obra A Base Física do Espírito, as páginas 46 e 47, quando diz o seguinte:

A atmosfera está contaminada de ceticismo e o filósofo, sem se advertir, vai sendo levado inconscientemente pela corrente dominadora, a despeito de serem inteiramente contrárias as suas ideias e as suas convicções.

É preciso, entretanto, sair desta situação duvidosa. Estamos em época de verdade e sinceridade e as posições vacilantes e incertas já não são aceitáveis. Hoje o princípio que devemos proclamar é este: não há salvação fora da verdade (grifo meu). Por conseguinte, tratando-se de metafísica, a alternativa é esta: a metafísica é uma necessidade fundamental do espírito, força que exerce função viva e real, e neste caso deve ser cultivada, e, sobretudo, defendida com valor e coragem”.

Sabendo-se que a aura é o campo que existe e que circunda o perispírito para a troca de todos os elementos contidos no acervo espiritual dos seres humanos, vejamos o que diz Fernando Faria acerca do assunto, em sua obra A Chave da Sabedoria, as páginas 329 a 332, quando o autor assim se expressa:

Desde a antiguidade, cerca de 3.000 a.C., os artistas das civilizações da época desenhavam um halo de luz em volta dos seus deuses e de pessoas moralmente evoluídas.

Na Idade Média, entre os anos 1.000 e 1.500, os pintores desenhavam os santos da Igreja Católica com uma auréola (que é diferente da aura, digo eu), tal qual um círculo dourado, envolvendo-lhes a cabeça.

Os egípcios, já em 3.000 a.C., afirmavam que os homens possuíam um segundo corpo espiritual, denominado de KA. Afirmavam que o KA se prendia ao corpo material por cordões de luz prateada (os cordões fluídicos, que ligam o perispírito ao corpo carnal, através do cérebro e do coração, digo eu).

Algumas seitas esotéricas, como a Teosofia, a Yoga, o Ocultismo, a Maçonaria Filosófica, etc., afirmam que possuímos um segundo corpo chamado corpo astral…

Esse corpo astral irradia uma luminosidade que denominaram de aura. Possuem aura os elementos minerais, as plantas, os animais e o homem. No homem ela é uma luz que envolve a superfície do corpo em uma espessura de vinte centímetros.

As seitas espíritas dizem que possuímos um segundo corpo, chamado perispírito. Quem criou essa terminologia foi Allan Kardec, em 1854. Kardec afirmava que o homem é constituído de três partes, a saber: espírito (imaterial), corpo físico (material), e ligando o espírito ao corpo físico, por laços, existe um corpo semimaterial, ao qual deu o nome de perispírito (existe ainda o corpo de luz, digo eu). Essa nova palavra surgiu da analogia entre a constituição do homem e a constituição de um fruto. Envolvendo as sementes dos frutos há uma polpa, chamada pela ciência botânica de perisperma. Como o perisperma envolve a semente, também o perispírito envolve o espírito. Nesta analogia, a casca do fruto representaria o corpo físico.

O corpo de cada pessoa possui uma aura específica. A luz que essa aura irradia (vibra e radiovibra, digo eu) é a somatória das três auras: a aura do corpo material, a aura do perispírito e a aura do espírito.

Com o advento do Espiritismo Científico, desenvolvido por vários estudiosos do final no século passado e no início do século XX, vários videntes passaram então a narrar a existência das auras das pessoas, descrevendo as suas cores.

A partir de 1908, o Dr. Walter Kiler, em Londres, descobriu que uma película de diacina, um produto químico derivado do carvão-de-pedra, era um estimulante da visão e era possível enxergar, através dessa película, uma luz em volta das pessoas observadas.

Em 1939, na Rússia, o casal Kirlian descobriu como fotografar a aura.

A fotografia Kirlian é uma fotografia sem luz. A luz é substituída por uma radiação eletromagnética, na faixa de 75 a 200 mil ciclos por segundo. Portanto, é uma fotografia tirada com alta frequência.

Opera-se da seguinte forma: coloca-se a mão, um dedo ou uma folha de árvore sobre um filme colorido, em uma câmara escura, e se dispara um fluxo de radiação de alta frequência.

Revelado o filme, aparece, por exemplo, a figura da mão, e saindo da ponta dos dedos uma efluviografia com diversos raios de luz colorida de vários matizes.

Esta seria a fotografia da aura humana. Os cientistas descobriram que a coloração e a forma dessas efluviografias determinam o estado emocional e a saúde da criatura.

Para explicar as efluviografias, os cientistas russos dizem que possuímos um corpo energético, equivalente ao corpo físico, e deram a esse corpo o nome de corpo bioenergético ou corpo bioplasmático.

Essa descoberta propiciou a construção de microscópios e também de máquinas filmadoras cinematográficas para fazer pesquisas sobre o corpo bioenergético. Desde então, muitas coisas descobriram, a saber:

1) As doenças dos homens, como a dos animais e das plantas, podem ser diagnosticadas primeiro no corpo bioenergético, através da fotografia da aura;

2) Os estados de espírito como o ódio, o pessimismo, a infelicidade, os sofrimentos, aparecem com efluviografias escuras, sem brilho, puxadas para a cor marrom lodosa e de formatos irregulares;

3) A felicidade, o otimismo, aparecem como efluviografias lindamente coloridas, luminosas, regulares e fulgurantes. As filmadoras kirlian revelaram que, quando duas criaturas humanas simpáticas entre si se encontram, suas auras se fundem, formando um ovoide brilhante, abrangendo as duas pessoas. Quando se antipatizam, as auras se repelem.

Em Curitiba, o médico psiquiatra Dr. Alexandre Sech é um grande pesquisador das efluviografias e do corpo bioenergético. Em algumas conferências que ele proferiu em Santos, afirmou que a aura de um espírito desencarnado pode causar interferência na aura de um encarnado. Em casos de obsessão essa interferência é tão grande que chega a predominar na efluviografia do encarnado somente a aura dominadora do obsessor.

Parece-nos que, em futuro próximo, a efluviografia será mais um importante recurso ao alcance da Medicina para fazer diagnóstico de doenças, como o são atualmente a radiografia, a tomografia e a ultrassonografia”.

É sabido que todos os seres possuem uma aura, do ser atômico ao ser humano. Em obediência ao preceito da integração, os seres se integram uns aos outros no âmbito universal, pois que o mundo Terra é formado pelos seres hidrogênios, e para ele vêm os seres de outros mundos para essa integração, a fim de que possam realizar as trocas dos seus acervos, o que ocorre por intermédio das suas auras. Assim, quando os seres se encontram integrados uns aos outros, tanto nos reinos mineral, vegetal e animal, a aura que aparece nos mais diversos tipos de corpos é o somatório das auras de todos os seres que se encontram integrados uns aos outros formando esses corpos. Do mesmo modo que a aura da Terra, que é a atmosfera terrena, é o somatório das auras de todos os seres que se encontram habitando o planeta, para que também os mundos possam se integrar entre si.

Para que o querido leitor possa ter uma compreensão mais acentuada a respeito da aura, eu vou exibir as imagens das auras dos seres que se encontram integrados entre si, formando os mais diversos tipos de corpos que formam a natureza, englobando os reinos mineral, orgânico e inorgânico, vegetal e animal, através de gravuras, para que assim possam ser comprovadas as existências das auras de todos os seres.

Na Gravura 1, posta mais abaixo, vemos o Pão de Açúcar, situado na baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, que é todo constituído de granito. As propriedades da Força e da Energia estão presentes em todos os seres, em função do processo natural da evolução, mas de maneira parcelada, cujas parcelas adquiridas são proporcionais aos estágios evolutivos em que eles se encontram. Assim, o átomo, na qualidade de um ser, contém parcelas das propriedades da Força e da Energia, que formam o seu corpo fluídico.

Por intermédio das parcelas que adquiriram da propriedade da Força, que contém o magnetismo, os seres vibram, por intermédio das parcelas que adquiriram da propriedade da Energia, que contém a eletricidade, os seres radiam, e por intermédio das parcelas que adquiriram de ambas as propriedades, que contém o eletromagnetismo, os seres radiovibram. E o campo formado por essas vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas se chama aura, que é o campo que circunda o corpo fluídico de todos os seres. Assim, desde os seres atômicos até aos seres humanos, os seus corpos fluídicos possuem esse campo vibratório, radiativo e radiovibrativos denominado de aura.

Os seres atômicos, no granito, apresentam-se de forma bastante compacta, e a soma das suas vibrações, radiações e radiovibrações, transpondo toda a superfície do contorno, dá o aspecto que se observa na figura. A aura envolve todo o bloco de granito, mas ela só é bem visível na linha confinante.

Na Gravura 2, abaixo, observam-se pedras isoladas, demonstrando assim que a aura não se modifica pela ruptura da rocha, pois que os seres que a formam são sempre os mesmos, quer dizer, dos mesmos estágios evolutivos, ou próximos. Cada uma das unidades do corpo original mantém a mesma aura, que provém das vibrações, radiações e radiovibrações atômicas, em obediência à lei da coesão e ao princípio da atração, que age sobre as suas auras.

Na gravura 3, abaixo, podemos observar que onde houver seres formando a matéria organizada, que é fluídica, seja ela bruta ou trabalhada, a aura sempre se manifesta. A gravura mostra o busto de bronze do Barão do Rio Branco sobre um pedestal de granito. Como se pode observar, ambas as peças foram trabalhadas, mas as auras nelas aparecem com nitidez, como em qualquer outro corpo organizado.

Na gravura 4, abaixo, podemos observar um bloco de manganês que se encontra em exposição no Museu Nacional do Rio de Janeiro. A sua aura revela a uniformidade dos corpos organizados que sejam mais simples. A uniformidade do conjunto das auras desses seres corresponde à uniformidade da sua capacidade evolutiva.

Na gravura 5, posta mais abaixo, vemos o meteorito de Bendegó, que se acha exposto no Museu Nacional do Rio de Janeiro. A sua aura é mais densa do que a do granito, e também mais uniforme. Mais densa porque a densidade do meteorito é maior, o que significa maior número de seres atômicos por unidade de volume. Mais uniforme porque é quase só composto do ser atômico ferro, em uma razão de 95,1%.

Mas este bloco não foi atraído do espaço sideral pelo planeta Terra, assim como todos pensam, pois que não é dado aos seres infra-humanos romperem a atmosfera dos mundos em que se encontram, uma vez que somente pode ocorrer os seus traslados por intermédio dos pensamentos espirituais, pois que os espíritos são os executores da vontade de Deus.

Ele era, evidentemente, muito maior, mas ao se deslocar na atmosfera do planeta, sofreu, pela ação do atrito com os seres que formam o ar, uma redução no seu tamanho, visto que o calor produzido na sua superfície por esse atrito foi tão elevado, que parte dele, sempre na periferia, passou-se para o estado líquido e depois para o gasoso, misturando-se com o ar.

Na gravura 6, abaixo, vemos um vaso de tinhorões. A aura dos vegetais é muito mais intensa do que a dos minerais, porque várias auras nela se intercalam: a primeira, a que provém dos corpos fluídicos dos seres que formam os átomos da matéria organizada; a segunda, a que provém dos corpos fluídicos dos seres moleculares formados pelos átomos; a terceira, a que provém dos corpos fluídicos dos seres celulares que formam o corpo material; e a quarta, a que provém das vibrações, das radiações e das radiovibrações da aura que circunda o corpo fluídico do ser vegetal. Como se pode observar claramente, a aura nos vegetais é bem mais definida do que a dos minerais.

Na gravura 7, abaixo, vemos um conjunto de várias flores e folhas, são observadas as sutis diferenças das respectivas auras. Desde que a vitalidade dessas plantas vá desaparecendo, com o correr das horas, a aura, por sua vez, vai se modificando. A aura, proveniente das vibrações magnéticas, das radiações elétricas e das radiovibrações eletromagnéticas, deixa de aparecer no fenecimento, para somente ficar a que provém dos átomos.

Na gravura 8, abaixo, podemos observar que quando as flores não são colhidas e se conservam na planta, elas retêm as suas auras por mais tempo, pois que se encontram repletas de vibrações magnéticas, de radiações elétricas e de radiovibrações eletromagnéticas, uma vez que todo o vigor das plantas é refletido na aura.

Na gravura 9, abaixo, observamos que, assim como acontece nas montanhas rochosas, a aura das árvores é muito mais perceptível na linha periférica, muito embora envolva, por igual, toda a sua superfície.

Na gravura 10, abaixo, demonstra-se que, uma vez abatida uma árvore, a sua aura vai se distanciando da aura primitiva, à medida que seca ou que perde a vida, em função das diminuições das vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas. Esta vida é a manifestação que prepondera no ser, por intermédio do poder e da ação, provenientes das propriedades da Força e da Energia. Daí, perdendo essa manifestação, o ser que representa a árvore se afasta, deixando de interagir com os demais seres que a compunham, e com o seu afastamento deixa também de vibrar, de radiar e de radiovibrar em conjunto com os demais seres. A aura que permanece na planta seca é a que provém dos átomos.

Na gravura 11, abaixo, veem-se várias abelhas pousadas em um pendão de acácias. A aura destes animais é muito mais intensa do que a dos vegetais, porque mais auras nela se intercalam. A aura nos animais são as seguintes: a primeira, a que provém dos corpos fluídicos dos seres atômicos da matéria organizada, formada pelos seres atômicos; a segunda, a que provém dos corpos fluídicos dos seres moleculares, que são formados pelos seres atômicos; a terceira, a que provém dos corpos fluídicos dos seres celulares, que formam o corpo dito material; a quarta, a que provém dos corpos fluídicos dos seres orgânicos, que formam o organismo; a quinta, a que provém dos corpos fluídicos dos seres aparelhantes, que formam os aparelhos; e a sexta, a que provém das vibrações, radiações e radiovibrações do corpo fluídico animal, que emanam da sua aura. Como se pode observar claramente, a aura nesses animais já se apresenta com definição apreciável.

Na gravura 12, abaixo, observamos um muar, que, dentre os animais domésticos, é aquele o que apresenta a maior convivência com o ser humano, pois já manifesta as suas vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas com algum pouco indício de raciocínio, embora muito rudimentar, daí a razão da sua aura ser a que mais se aproxima da aura do ser humano.

Na gravura 13, abaixo, observamos que no cão, que é outro animal doméstico, em que afloram qualidades reveladoras de inteligência já muito perceptível, de também algum rudimento de raciocínio, de fidelidade, de lealdade, de amizade, de coragem e de gratidão. O grau de aperfeiçoamento da partícula do Ser Total é demonstrado pelo apuro das raças dos cães que, como a dos muares, alcançam um ponto alto na evolução da sua espécie.

 

Continue lendo sobre o assunto:

Prolegômenos

20.08- A auréola

É um fato que Luiz de Mattos, o veritólogo maior, e os demais veritólogos seus seguidores, que transmitiram a verdade por intermédio das suas obras doutrinárias racionalistas cristãs, ocuparam-se...

Leia mais »
Prolegômenos

21- O ASTRAL SUPERIOR

Tendo sido já explanada a nossa formação astral, os seres humanos são agora cientes de que todas as coisas são universais, pois que todas elas evoluem pelo Universo. Então...

Leia mais »
Prolegômenos

22- O ASTRAL INFERIOR

Desde a antiguidade, após a encarnação de Hermes, que os seres humanos sabem da existência dos espíritos, tanto dos guias espirituais, que eram os espíritos integrantes do Astral Superior...

Leia mais »
Romae