20.06- O corpo de luz

Prolegômenos
19 de julho de 2018 Pamam

É sabido que todos os seres iniciam as suas jornadas evolutivas a partir dos seres atômicos, quando então passam a formar os seus corpos fluídicos, ao adquirirem cada vez mais parcelas das propriedades da Força e da Energia, cujas combinações em inúmeros estágios dão como resultado os fluidos. Assim, os seres carregam sempre consigo os seus corpos fluídicos, que deles são inseparáveis. No entanto, após alcançarem a um determinado estágio de evolução, com a aquisição do raciocínio, a Providência Divina lhes concede a faculdade do livre arbítrio, quando lhes entrega a responsabilidade pelos seus próprios atos. Isto ocorre porque se inicia o processo de aquisição das primeiras parcelas da propriedade da Luz em seus espíritos, com o desenvolvimento do órgão mental de natureza espiritual denominado de consciência, uma vez que eles adentraram no campo da espiritualidade propriamente dito.

E assim é porque na espiritualidade, ao evoluir através da propriedade da Força, o elemento primeiro de produção é a sensibilidade e o elemento segundo de produção é o sentimento, cujas produções se dão por intermédio das vibrações magnéticas; e ao evoluir através da propriedade da Energia, o elemento primeiro de produção é o sentido e o elemento segundo de produção é o pensamento, cujas produções se dão por intermédio das radiações elétricas. E a combinação dessas produções se dão por intermédio das radiovibrações eletromagnéticas. O corpo da alma onde ocorre tudo isso é denominado de corpo fluídico, e tudo isso emana da aura. Mas tudo isso tem que ser coordenado, em que esta coordenação ocorre por intermédio de uma outra propriedade: a propriedade da Luz; que em tudo penetra. Assim, ao evoluir através da propriedade da Luz, o elemento primeiro de produção é a amizade espiritual, que faz emergir a solidariedade fraternal, em que o bem passa a se sobrepor ao mal, e o elemento segundo de produção é o amor espiritual, que se situa acima do bem e do mal, cujas produções se dão por intermédio dos raios de luz. O corpo da alma onde ocorre tudo isso é denominado de corpo de luz, e as produções dos raios de luz emanam da auréola.

Note-se que os seres possuem a mesma essência do Ser Total, e que possuem as Suas mesmas propriedades, que são a Força, a Energia e a Luz. Então os seres possuem as mesmas Substâncias de Deus. Por isso, os seres são as criaturas do Criador, as coisas da Coisa Total. Tudo isso forma o Todo, que é a Inteligência Universal, ou Deus. Deus é Onipotente, Onipresente e Onisciente. E como a inteligência dos seres tendem para a Inteligência Universal, isto significa o mesmo que dizer que as criaturas tendem para o Criador, ou que os seres tendem para o Ser Total. Assim, os seres tendem para a onipotência, para a onipresença e para a onisciência, que são as finalidades nas suas evoluções.

Através da propriedade da Força, que contém o espaço, um dos componentes que formam o Universo, em que no Espaço Superior se encontram os conhecimentos metafísicos acerca da verdade para serem percebidos e captados, os espíritos vão adquirindo o poder, em busca da onipotência. Através da propriedade da Energia, que contém o tempo, o outro componente que forma o Universo, em que no Tempo Futuro existem as condições para que as experiências físicas acerca da sabedoria possam ser compreendidas e criadas, os espíritos vão adquirindo a ação, em busca da onipresença. Sabendo-se que o poder e a ação representam a vida. O espaço e o tempo dão as coordenadas do Universo. As coordenadas do Universo são representadas pelas combinações das propriedades da Força e da Energia, que formam as estrelas, cada uma com a sua cor padrão que lhe caracteriza. E através da propriedade da Luz, os espíritos coordenam e penetram tudo aquilo que adquiriram em suas evoluções por intermédio das propriedades da Força e da Energia. Então, além de coordenarem os seus criptoscópios e os seus intelectos, através da consciência, os espíritos coordenam os seus atributos individuais superiores, que formam a moral, e os seus atributos relacionais positivos, que formam a ética, através da educação. Por conseguinte, os espíritos coordenam os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que lhes dão o poder, na busca pela onipotência, e as experiências físicas acerca da sabedoria, que lhes dão a ação, na busca pela onipresença, através do Saber, por excelência, na busca pela onisciência. Por isso os espíritos penetram a tudo por intermédio da sua luz astral, proveniente do corpo de luz.

Então o corpo de luz é o grande responsável pela coordenação e pela penetração de tudo aquilo que se encontra no corpo fluídico, ou perispírito, para que assim, e somente assim, de posse do poder e da ação, que representam a vida, os espíritos possam produzir a amizade e o amor espirituais, que são as condições fundamentais para que ele se torne onisciente. Isto implica em dizer que quanto mais luz possui o espírito, tanto mais força e energia ele também possui. O resultado disso tudo se revela por intermédio das suas vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas, que emanam da aura, e das suas raiações de luz, que emanam da auréola, e que formam todo o ambiente em que eles atuam, em que este ambiente tanto pode ser local como terreno, podendo se estender ainda pelo Universo, em inteira conformidade com os estágios evolutivos em que os espíritos se encontram.

E por aqui se pode constatar claramente o quanto a nossa humanidade ainda se encontra atrasada, sendo esse atraso decorrente da sua pouca mentalidade, em que a sua pouca inteligência se revela apenas através da imaginação, por intermédio das representações de imagens, sob o comando dos seus atributos individuais, que revelam as suas inferioridades, portanto, a sua pouca moral, e dos seus atributos relacionais, que revelam as suas negatividades, portanto, a sua pouca ética, pois que os seres humanos ainda sequer aprenderam a produzir sentimentos superiores e a produzir pensamentos positivos, quanto mais a produzir a amizade e o amor espirituais.

Então como é que os seres humanos se arvoram da pretensão assaz estúpida, por ser completamente indevida, portanto, totalmente descabida, de afirmar que são cristãos, de falar sobre o amor do Cristo, que possuem o amor cristão, quando sequer possuem a mínima noção acerca da amizade espiritual, que faz emergir a solidariedade fraternal?

Na realidade, praticamente todos os seres humanos são anticristãos, pois que produzem vibrações inferiores, radiações negativas e radiovibrações contrárias. Caso alguém queira uma prova concreta acerca da inferioridade e da negatividade humanas, prova esta que seja indiscutível, basta apenas olhar em torno de si mesmo e raciocinar um pouco mais, mesmo que se encontrando na fase da imaginação, tentando lançar mão da própria consciência, quando então poderá se deparar não apenas com uma, mas com várias provas concretas acerca da inferioridade e da negatividade humanas, sendo todas elas indiscutíveis, senão vejamos pelo menos cinco delas postas logo abaixo:

  1. Uma parte significante dos seres humanos se diz cristã, seguindo o credo católico ou uma das suas seitas protestantes, sempre obediente àqueles que se dizem ministros do Cristo, ou do deus bíblico, mas sem que estes exibam o certificado ministerial, por isso são charlatães de 1ª categoria, que são os famigerados e mentirosos sacerdotes, os maiores semeadores da ignorância neste mundo, em que a ignorância é o grande mal da nossa humanidade, segundo o próprio Cristo, pois que pregam o sobrenatural, o qual não existe, sem que sequer essa classe sacerdotal possua o mínimo de moral, como se pode constatar por intermédio da pederastia, da pedofilia, das fornicações com as mulheres solteiras e casadas, ensejando através destas últimas as traições aos sagrados lares e as procriações indevidas, das torturas, dos assassinatos, das guerras, e tudo o mais que enfeia e denigre os credos e as suas seitas, que são todos mercantilistas, pois que os sacerdotes, sendo todos estelionatários, arrancam dos seus arrebanhados, que são todos basbaques e pouco raciocinadores, além de cretinos, rios e rios de dinheiro, para a satisfação das suas panças insaciáveis, sempre famintas, prometendo sempre a salvação e as bênçãos do deus bíblico, e também com a promessa de que este espírito obsessor sempre retribuirá em dobro, ou mais, os dízimos, as ofertas, as mensalidades, as doações, as contribuições, e todas as outras formas de estelionato, mas sem que possua a mínima condição de prover aos seus supostos ministros de qualquer recurso monetário, aos basbaques pouco raciocinadores sim, mas aos seus ministros não, o que prova tanto a inferioridade espiritual dos sacerdotes espertalhões, como a dos seus basbaques pouco raciocinadores arrebanhados;
  2. Outra grande parte dos seres humanos somente acredita naquilo que vem das ciências, sempre obedientes aos ditames dos cientistas, embora estes sejam sinceros e afirmem que os seus conhecimentos não sejam definitivos, por isso eles mesmos não sabem o que sejam os conhecimentos, pois que estes, quando transmitidos através da verdade, são sim definitivos, por serem absolutos, para esses cientistas em tudo e por tudo reina somente a matéria, nada mais que a matéria, como se a espiritualidade não existisse, embora os seus conhecimentos científicos não tenham sido transmitidos em vão, pois que servem de lastro para a explanação do Racionalismo Cristão, tendo por base a realidade da existência eterna e universal de todos os seres;
  3. Os seres humanos se digladiam uns com os outros, sempre com o objetivo de angariarem riquezas, embora os que se dizem cristãos saibam que Jesus, o Cristo, foi o mais pobre de todos, procurando sempre levar vantagem em tudo aquilo que seja dos seus interesses exclusivamente pessoais e que se encontra em disputa, sem importar os meios que utilizam, sejam eles lícitos ou ilícitos, por isso impera entre eles sempre o egoísmo, a mesquinhez, a cobiça, a avareza, e tudo o mais que inferioriza a natureza espiritual humana, daí a razão pela qual a maioria não sabe sequer o que sejam a magnanimidade e a liberalidade, e muito menos a solidariedade fraternal, que somente poderá imperar neste mundo através da amizade espiritual, após a espiritualização de toda a nossa humanidade, que agora deve se fazer presente;
  4. As nações, que deveriam dar o exemplo aos seres humanos, através dos seus dirigentes, também se digladiam umas com as outras, pois que os seus dirigentes são seres humanos que se enquadram no item anterior, daí a razão pela qual elas procuram sempre os seus próprios interesses, sem levar em consideração os interesses legítimos das demais nações, que se revelam, sobremaneira, nos aspectos econômico, através das vantagens tecnológicas e comerciais, e bélico, através do poderio dos armamentos de destruição em massa;
  5. Toda a inferioridade espiritual dos seres humanos se revela diretamente por intermédio da atmosfera do próprio mundo-escola do qual se utilizam para proceder as suas próprias evoluções espirituais, pois que toda essa inferioridade espiritual não permite que eles atentem para o fato de que a natureza é pródiga em todas as suas manifestações naturais, uma vez que essa prodigalidade é uma manifestação da Providência Divina, e esta não pode conter em seu escopo as transformações dos seres em outros seres que sejam prejudiciais a todos os viventes, como os vírus, as bactérias, os insetos e os animais nocivos e pestilentos, assim como as manifestações indevidas dos seres que formam o ar, causando tempestades, tufões, furacões, ciclones tropicais, vulcões, incêndios, etc., sendo tudo isso proveniente da inferioridade humana, através das produções das vibrações magnéticas, advindas dos seus sentimentos inferiores, das radiações elétricas, advindas dos seus pensamentos negativos, e das radiovibrações eletromagnéticas, advindas das combinações de ambos, formando o ambiente propício para as ações dos espíritos obsessores quedados no astral inferior, e em decorrência dessa inferioridade espiritual tamanha, os seres humanos ainda nem sonham em produzir os raios luminosos advindos dos seus corpos de luz, que deverão raiar primeiramente a amizade espiritual, e, depois, o amor espiritual, mas este, em sua completitude, apenas quando a nossa humanidade tiver o seu próprio Cristo em seu seio, o que se dará apenas após 4.000 anos, quando a amizade espiritual estiver plenamente estabelecida e consolidada em seu seio.

Faz-se necessário, pois, que a nossa humanidade adentre no campo da espiritualidade, por conseguinte, que abandone a fase da imaginação, representando tudo através de imagens, onde se encontra a irrealidade da vida, e adentre na fase da concepção, formulando ideias acerca das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, onde se encontra a realidade da vida, esforçando-se por apreender tudo acerca da natureza, para que assim possa conceber a realidade da existência eterna e universal.

No entanto, ao adentrar a nossa humanidade no campo da espiritualidade, o órgão espiritual denominado de consciência, cuja função é coordenar e cuja finalidade é unir, irmanar, congregar, o criptoscópio e o intelecto, em que estes são os órgãos desenvolvidos nas propriedades da Força e da Energia, respectivamente, deve se convencer de que ele ainda é um tanto quanto embrionário, embora venha se desenvolvendo há milhões de anos.

Por conseguinte, a forma de aprender a atividade básica exercida por intermédio da propriedade da Luz é a religiociência, para que somente depois então se possa exercer a Ratiologia, por isso a consciência se torna quase imperceptível, uma vez que ela depende fundamentalmente do raciocínio, que ainda é muito curto em nossa humanidade, em pequena extensão, uma vez que em seu meio prepondera o raciocínio silogístico, que remonta à época de Aristóteles, com todos os seres humanos ignorando o que seja o raciocínio sinóptico, somente utilizado na fase da concepção, através das formulações de ideias, por isso a aquisição do corpo de luz vai ocorrendo aos poucos, por intermédio de um processo lento e gradual, mas constante e ininterrupto, à medida que o órgão mental da consciência vai se desenvolvendo cada vez mais e coordenando com harmonia aos outros dois órgãos mentais, os quais continuam sendo desenvolvidos separadamente, com o desenvolvimento também cada vez maior do corpo fluídico, ou perispírito. Isto quer dizer que apenas após um estágio muito avançado da consciência é que se consegue evoluir primordialmente através da propriedade da Luz. E o espírito que adquiriu a propriedade da Luz em larga extensão, não para um segundo sequer de também adquirir as propriedades da Força e da Energia, já que estas vão tendendo a ser coordenadas em uma maior amplitude por aquela. É o corpo de luz que permite com que o espírito percorra o Universo, somente possível por intermédio da luz astral.

Em virtude de a aquisição da propriedade da Luz ir ocorrendo aos poucos, por intermédio de um processo lento e gradual, os seres humanos não conseguem, de logo, efetuar as suas evoluções primordialmente por intermédio do raciocínio, uma vez que as suas consciências ainda são muito pouco desenvolvidas, com eles agindo mais por instinto, como atavismo da irracionalidade. Em consequência, partem para evoluir com mais intensidade por intermédio da propriedade da Força, através do estudo, e por intermédio da propriedade da Energia, através do sofrimento, com mais ênfase em uma ou em outra, priorizando evoluir, sobremaneira, por uma das duas propriedades, por imposição do próprio processo evolutivo.

Por esse motivo a nossa humanidade, desde os primórdios da sua evolução, ficou dividida entre aqueles que optaram por evoluir, sobremaneira, através da propriedade da Força, que são os discípulos da verdade, com a finalidade de alcançarem a Veritologia. E entre aqueles que optaram por evoluir, sobremaneira, através da propriedade da Energia, que são os discípulos da sabedoria, com a finalidade de alcançarem a Saperologia. Para uma melhor compreensão acerca do assunto, eu devo aqui ressaltar o seguinte:

A Veritologia é a árvore-mãe de todas as religiões, pois que ambas tratam dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade. A Veritologia é o tratado dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade em sentido lato, os quais se referem diretamente ao Saber, por excelência, sendo ela, pois, a primeira das duas metades desse Saber. Enquanto que as religiões tratam dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade em sentido restrito, os quais se referem diretamente às parcelas do Saber, em conformidade com as suas especialidades, sendo elas, pois, as primeiras metades das duas metades das parcelas do Saber.

Já a Saperologia é a árvore-mãe de todas as ciências, pois que ambas tratam das experiências físicas acerca da sabedoria. A Saperologia é o tratado das experiências físicas acerca da sabedoria em sentido lato, as quais se referem diretamente ao Saber, por excelência, sendo, pois, a segunda das duas metades desse Saber. Enquanto que as ciências tratam das experiências físicas acerca da sabedoria em sentido restrito, as quais se referem diretamente às parcelas do Saber, em conformidade com as suas especialidades, sendo elas, pois, as segundas metades das duas metades das parcelas do Saber.

Em sendo a Veritologia a primeira das duas metades do Saber, por excelência, e em sendo a Saperologia a sua segunda metade, ambos os tratados superiores apenas se completam para formar o conjunto universal do Saber, por excelência, então isto não implica em qualquer subordinação ou mesmo primazia de uma metade em relação à outra metade, pois que ambas são independentes uma da outra, já que os seus campos de atuação são distintos um do outro, sendo apenas complementares, nada mais do que isso, por isso uma é a fonte da outra, e por isso uma trata das causas e a outra trata dos efeitos. O mesmo valendo para as religiões e as ciências em relação às parcelas do Saber.

Ora, a Veritologia se ocupa diretamente com a propriedade da Força, que contém o espaço, um dos componentes que formam o Universo, onde no Espaço Superior se encontram todos os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que para se elevar a ele, transcendendo a este mundo, com a finalidade de percebê-los e de captá-los, o espírito tem que possuir os atributos individuais superiores que formam a moral. E a Saperologia se ocupa diretamente com a propriedade da Energia, que contém o tempo, o outro componente que forma o Universo, onde no Tempo Futuro se encontram as experiências físicas acerca da sabedoria, que para se transportar a ele, transcendendo a este mundo, com a finalidade de compreendê-las e de criá-las, o espírito tem que possuir os atributos relacionais positivos que formam a ética. É por isso que a Veritologia e a Saperologia são os tratados superiores, pelo fato de serem universais.

Em sendo assim, como realmente é assim, e como jamais poderia ser diferente, as religiões, como sendo filhas legítimas da Veritologia, jamais poderiam surgir no cenário deste mundo sem que fosse por intermédio da sua própria mãe. É óbvio, então, que a Veritologia teria que surgir no cenário deste mundo em primeiro plano, antes das religiões. E foi justamente isto que realmente aconteceu. Em conformidade com o plano de espiritualização da nossa humanidade, logo após a encarnação de Hermes, no Egito, que foi a primeira encarnação de Jesus, o Cristo, em nossa humanidade, e que foi o grande elaborador desse plano, a história desta nossa civilização, no âmbito dos tratados superiores, registra o período pré-socrático, ou naturalista, em que os historiadores o dividem em quatro escolas, que são todas veritológicas, pois em nenhuma delas os seus veritólogos trataram de qualquer parcela do Saber, apenas da parte de conhecimentos metafísicos que correspondem à Veritologia, embora os historiadores ainda hoje ignorem a sua existência, cujas escolas são as seguintes: a Escola Jônica, a Escola Itálica ou Escola Pitagórica, a Escola Eleática e a Escola Atomista. Cada uma dessas escolas deu a sua contribuição valiosa e inestimável para o desenvolvimento dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que certos ou errados, não importando tais naturezas, dado o seu pioneirismo, foram os primeiros passos decisivos desta nossa última e definitiva civilização em busca da verdade. E mais: foram esses conhecimentos metafísicos que serviram como fontes para os saperólogos que encarnaram em um período posterior, o denominado período clássico, principalmente Sócrates, Platão e Aristóteles, em que este último notadamente se valeu de todos os conhecimentos que foram transmitidos por essas quatro escolas.

Aristóteles, então, fazia longas compilações dos conhecimentos metafísicos transmitidos pelos veritólogos dessas escolas pré-socráticas, assim como também induzia aos seus discípulos a compilar os conhecimentos metafísicos relativos a todos os campos de conhecimentos, os quais ele julgava naturalmente do seu próprio interesse, mesmo ignorando que eles eram as fontes para as suas experiências físicas, tais como: Biologia, Botânica, Lógica, Matemática, Astronomia, Medicina, Cosmologia, Física, Metafísica, História, História da Filosofia, Política, Retórica, Moral, Ética, Artes e Música. Em todas essas áreas o Liceu, que era o seu estabelecimento de ensino, portanto, a sede da sua escola saperológica, coletou muitos manuscritos. E assim, de acordo com alguns relatos antigos, criou-se a primeira grande biblioteca da antiguidade. Essa biblioteca reunia um verdadeiro tesouro, não um tesouro formado por bens deste mundo, que não tem qualquer utilidade real, a não ser para a prática da magnanimidade ou da liberalidade, pois que poucos recursos bastam para que o ser humano tenha uma sobrevivência digna, mas formado de conhecimentos metafísicos ao qual o saperólogo recorria sempre com grande confiança, ao escrever os seus inúmeros tratados, o que comprova, sem qualquer sombra de dúvida, que a Veritologia é a fonte da Saperologia, que as religiões são as fontes das ciências, portanto, que os conhecimentos metafísicos são as fontes das experiências físicas, ou que a verdade é a fonte da sabedoria. É assim que os seres humanos podem compreender que existem as causas e os seus respectivos efeitos.

Tendo o seu intelecto mais desenvolvido do que o seu criptoscópio, por conseguinte, os seus pensamentos mais vigorosos do que os seus sentimentos, o que é óbvio, Aristóteles se voltava mais para o lado físico do que para o lado metafísico do Universo, fazendo sobressair a sua natureza de um espírito experimentador e criador, e não a de um espírito conhecedor e captador, por isso ele encarava os sentidos como sendo a única fonte dos conhecimentos, dada a época em que vivia, pois que os conhecimentos eram mesclados com as experiências, como ainda hoje os são. Em função disso, ele criticava aos seus predecessores veritólogos, pois ignorando a existência do criptoscópio e considerando apenas a existência do intelecto, considerava que eles houvessem tirado das suas próprias cabeças os conhecimentos metafísicos acerca da natureza, que na realidade eram as suas teorias “a priori” ou as suas especulações a respeito desses conhecimentos metafísicos, ao invés de haverem se dedicado a pacientes observações e à realização de experimentações físicas, tal como ele assim procedeu.

Como são diferentes os veritólogos e os saperólogos! Como são também diferentes os religiosos e os cientistas! E como a Inteligência Universal vai capacitando a nossa inteligência, em nossa evolução espiritual, para podermos desvendar os segredos da vida e os enigmas do Universo!

Temos nós, pois, os seres humanos, todos os instrumentos necessários para que possamos inspecionar o Universo, desvendando os segredos da vida e os enigmas da natureza, para que assim possamos resolver os problemas do mundo. Ora, se foi por intermédio da ignorância que os seres humanos criaram todos os seus problemas, pela falta de inteligência, é lógico que será por intermédio do esclarecimento espiritual que eles resolverão a todos esses problemas, pela aquisição da inteligência, decorrente do processo natural da evolução.

E foi através de Aristóteles que as parcelas do Saber consideradas como sendo básicas passaram a ser estudadas e desenvolvidas neste mundo? Sim. Mas foi apenas através de Aristóteles? Não. A Veritologia já havia transmitidos antes alguns conhecimentos metafísicos através das escolas pré-socráticas, os quais serviram de fontes para que Aristóteles os explanassem por intermédio da Saperologia. E como a verdade ainda não havia sido transmitida para este mundo, é óbvio que a sabedoria não poderia explaná-la a contento, daí a razão de tantos equívocos por parte de Aristóteles, o que é logicamente compreensível. De qualquer modo, todas as ciências que tiveram início com Aristóteles, são frutos da Veritologia e da Saperologia, o que comprova sobejamente as suas filiações. Mas sempre existiram as mesclas entre a Veritologia e a Saperologia e entre as religiões e as ciências.

Os seres humanos têm que aprender a ser bons observadores, e o ponto x do bom observador é exatamente o posto de observação em que ele deve ter o extremo cuidado de se situar, o qual deve possibilitar toda a amplitude da visão realística daquilo que ele está se propondo a observar, ou seja, a visão mais elevada daquilo que ele está se propondo a contemplar, pois quanto mais elevado for o seu posto de observação, tanto maior será a visão da sua contemplação, pois que esta visão é própria da sua luz astral, que existe em seu corpo de luz, que, ao contrário da visão própria dos olhos da cara, que existe em seu corpo carnal, quanto mais distante, tanto mais a sua visão astral consegue enxergar, até que a distância seja tão extrema, ou tão elevada, que o observador consiga enxergar o mínimo que possa existir nas coisas, nos fatos e nos fenômenos universais, aquilo que possa ser considerado como sendo o mais ínfimo de tudo que existe, o que obviamente engloba a todos os seres e o próprio mundo Terra, que fazem parte integrante do Universo. Esses postos de observação são as próprias coordenadas universais.

E agora eu indago diretamente aos cientistas:

Quais são os seus postos de observação? Qual é a visão que vocês utilizam para as suas observações? O que vocês consideram mais correto: observar da parte para o todo, ou do todo para a parte? A visão que vocês utilizam para observar da parte para o todo é a mesma visão utilizada para se observar do todo para a parte? Quem é detentor de uma maior consciência universal: aquele que investiga e pesquisa a parte ou aquele que investiga e pesquisa o todo? Se o ser humano é o mais evoluído entre todos os seres que existem, onde deve se encontrar toda a tecnologia, nele ou nos outros seres menos evoluídos? A verdadeira tecnologia deve ser adquirida neste mundo Terra, sendo própria dele, ou deve ser adquirida no Universo, sendo própria dele? A tecnologia deste mundo é utilizada apenas para o bem, ou é utilizada também para o mal? Qual é o modo mais fácil e correto: o ser humano desenvolver uma tecnologia que possibilite a construção de aeronaves para estudar os demais planetas, através dos seus olhos da cara, ou evoluir espiritualmente para que possa se desdobrar e percorrer o Universo, através do seu perispírito, e contemplar os diversos mundos que rolam pelo Universo com a sua luz astral, utilizando-se do seu corpo de luz?

E foi assim, através dos sentidos, principalmente através dos olhos da cara, que a nossa humanidade obteve todo o seu progresso até aos dias de hoje. Mas ignorando completamente os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as experiências físicas acerca da sabedoria, os seres humanos passaram a considerar a ambos, ou seja, a tudo o que transcendia a este mundo, como sendo apenas Filosofia, pois as grandes mentalidades tendem a se confundir em suas elevadas contemplações do Universo, que se refletem na natureza posta neste mundo Terra, e então a Filosofia, assim ainda denominada, passou a ser considerada como sendo inútil, sem qualquer eficácia para a vida terrena, apesar de jamais deixar de ser admirada por todos os seres humanos.

Do mesmo modo, ignorando completamente os conhecimentos metafísicos acerca das religiões e as experiências físicas acerca das ciências, em relação às parcelas do Saber, que também deveriam transcender a este mundo, passaram a considerar a ambos como sendo apenas ciências, pois que as suas grandes mentalidades tendem a se confundir em suas investigações e pesquisas nas matérias deste mundo. E assim, quanto mais essas investigações e pesquisas progrediam no âmbito da matéria, tanto mais os denominados cientistas passaram a ser admirados pelos seres humanos em geral, até que chegou a um ponto tal de ignorância, que todas as coisas, fatos e fenômenos da natureza tinham que passar pelo crivo das ciências, somente sendo providos de credibilidade através dos pareceres dos cientistas, desde que tais pareceres fossem aceitos pela comunidade científica. Então, com o progresso tecnológico advindo das investigações e pesquisas científicas, as filhas cobriram as suas mães com o manto da visão do materialismo, e assim passaram a ensinar aos seres humanos, instruindo-os tecnologicamente, como se a eles estivessem realmente educando. Mas quem verdadeiramente educa são as mães, no caso em questão, a Veritologia e a Saperologia.

E como a classe sacerdotal se apropriou indevidamente do termo religião, tratando do sobrenatural, não ocorreu entre as religiões e as ciências a mesma mescla que ocorreu entre a Veritologia e a Saperologia, desde os tempos antigos, esta última sob a denominação imprópria de Filosofia. Pelo contrário, as religiões, sob os domínios da classe sacerdotal, tornaram-se inimigas ferrenhas das ciências, com estas tratando da matéria, e aquelas tratando do sobrenatural, e como nem a matéria e nem o sobrenatural existem, deu-se início a essa tremenda inimizade, o que vem comprovar que somente a consciência da verdadeira existência eterna e universal pode ser capaz da autêntica amizade, que é de natureza espiritual. Mas as falsas religiões sacerdotais não são apenas inimigas declaradas das ciências, elas também são inimigas entre si, todas elas, pois que disputam ferrenhamente os arrebanhados umas das outras, com o intuito óbvio de angariar cada vez mais riquezas, e por aqui pode se constatar toda a peçonha que existe na classe sacerdotal. Enquanto que as ciências tentam se harmonizar entre si, com umas cooperando com as outras, trocando entre elas aquilo que os cientistas julgam sejam conhecimentos científicos, sem jamais admitirem qualquer submissão ao jugo da classe sacerdotal, sempre a combatendo, o que é correto esse procedimento.

Tudo isso é decorrente do pouco desenvolvimento do órgão mental denominado de consciência, por conseguinte, do corpo de luz dos seres humanos.

Esta nossa civilização não é pioneira na história da nossa humanidade, tendo existido várias outras civilizações no pretérito, com todas elas tendo sido extintas e obliteradas da face da Terra, através das catástrofes ocorridas, que muitos julgam haverem sido naturais, mas que não foram, por hipótese alguma, pois que a natureza em todo o seu esplendor é regida pela Providência Divina, em toda a sua Sabedoria, por isso ela não pode ser dada a catástrofes, tendo sido estas causadas pelas vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas pesadas, carregadas de miasmas deletérios, portanto, doentias, decorrentes da inferioridade humana, em suas depravações e degenerações exacerbadas, formando o ambiente fluídico favorável às ações dos espíritos obsessores.

Nestas últimas civilizações, quando aqueles mais esforçados, de um lado, conseguiram se tornar veritólogos, e, de outro lado, conseguiram se tornar saperólogos, tentaram unir a Veritologia e a Filosofia, para que assim pudessem alcançar a plena luz astral, através do corpo de luz, e todos pudessem se tornar discípulos da razão, com a finalidade de alcançarem a Ratiologia. Mas todas essas tentativas fracassaram, motivando o fim dessas civilizações, que a própria História, sem nenhuma sombra de dúvidas, revela haverem existido. Se não, eu mesmo provarei mais adiante, no capítulo específico destes prolegômenos.

Para pôr fim ao fracasso ininterrupto das várias civilizações que se sucederam neste planeta Terra, um dos dois espíritos mais evoluídos pertencente à humanidade a qual seguimos na esteira evolutiva do Universo, deslocou-se dela, por livre e espontânea vontade, e se integrou à nossa humanidade. Era o espírito que em sua última encarnação neste nosso mundo-escola recebeu o nome de Jesus, tendo alcançado a condição evolutiva do Cristo, que veio com o elevadíssimo encargo de estabelecer em nosso seio a Ratiologia, logicamente que se valendo do seu extraordinário racionalismo, daí a denominação de Racionalismo Cristão ao instituto redentor da nossa humanidade, através do qual deverá surgir o nosso Cristo, pois que Jesus é o Cristo da humanidade que seguimos na esteira evolutiva do Universo. Isto implica em dizer que cada uma das humanidades tem que produzir o seu próprio Cristo, que é o instituto estabelecido por Deus para interligar as humanidades umas às outras, à medida que elas forem se espiritualizando, pois que existe uma corrente universal formada por todas as humanidades. E o Racionalismo Cristão é o instituto que deverá produzir o nosso Cristo, para que assim possa interligar a nossa humanidade à humanidade de Jesus, o Cristo.

Jesus, o Cristo, encarnou várias vezes neste nosso mundo-escola, para assim possibilitar o prosseguimento do seu plano de espiritualização para a nossa humanidade, como será devidamente comprovado quando eu tratar acerca da Cristologia. Esse fabuloso plano de espiritualização da nossa humanidade, por ele elaborado, permitiu que fosse alcançada a sua finalidade, por intermédio dos seus próprios expoentes, os quais formam a plêiade do Astral Superior, que muito estudaram, muito sofreram e muito raciocinaram para conseguir semear os fundamentos veritológicos, saperológicos e ratiólogos neste planeta Terra, atingindo o ápice por intermédio dos seus dois principais expoentes, os últimos dos enviados para tal desiderato, que, juntos, assumiram a tremenda responsabilidade de se alcançar a Ratiologia, unindo, irmanando, congregando, a Veritologia e a Saperologia, a verdade e a sabedoria, para que assim pudesse ser alcançada a razão, por conseguinte, a Ratiologia.

Luiz de Mattos foi o último dos enviados para estabelecer a verdade neste mundo Terra, sendo, pois, o nosso veritólogo maior, por isso, dada a imensa superioridade do seu criptoscópio, assim como também a superioridade dos atributos individuais superiores que formam a sua moral, quase sem limites, como também a superioridade dos atributos relacionais positivos que formam a sua ética, quase tão extensa quanto a sua moral, conseguiu fundar o Racionalismo Cristão, em sua forma de doutrina, transmitindo assim os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, os quais ele conseguiu perceber e captar se elevando ao Espaço Superior e através das intuições recebidas dos espíritos integrantes da plêiade do Astral Superior, por isso ele é um dos dois expoentes da nossa humanidade.

Eu, Pamam, tendo reencarnado na condição de cientista, redirecionei as pesquisas científicas do campo da matéria para o campo da espiritualidade, para que assim, como cientista da espiritualidade, diferentemente de todos os demais cientistas, pudesse comprovar e certificar a existência dos espíritos obsessores quedados no astral inferior, submetendo-me a ser laboratório deles, para que nesta condição eu pudesse apreender em minha alma toda a pujança da sua força, para tanto eu tive que deixar em minha alma alguns atributos individuais inferiores que faltavam para completar de vez a minha moral, para que assim tudo fosse real e não viesse a prosperar qualquer sombra de dúvida em relação a estas minhas experiências científicas. O meu grande amigo José Maia, ele mesmo afirmou diretamente para mim que eu era um cientista, e o era realmente, com ele estando absolutamente correto. Mas acontece que, ao invés de me tornar um instrumento das maldades dos espíritos obsessores quedados no astral inferior, eles é que me serviram de instrumentos para que eu pudesse sopitar de vez a esses atributos individuais inferiores e completar de vez a minha moral. E assim, eu pude comprovar cientificamente, através das próprias experiências científicas, que um espírito superior sempre é vencedor em relação aos espíritos inferiores, mesmo que estes juntem as suas falanges e venham aos milhares ou milhões para a maior de todas as guerras, que é a guerra do pensamento, como assim afirmou Antônio Cottas.

E assim, tendo completado os atributos individuais superiores que formavam a minha moral, e como os atributos relacionais positivos que formavam a minha ética já se encontravam completos em minha alma, eu me tornei um espírito educado. E tendo me tornado um espírito realmente educado, eu reuni as condições evolutivas necessárias para passar de cientista para saperólogo. E para comprovar experimental e cientificamente esta minha passagem de cientista para saperólogo, eu me utilizei de um método veritológico, o Discurso do Método e Meditações da 1ª Filosofia, elaborado por Descartes, para que assim pudesse também comprovar que os cientistas, ainda cativos da matéria, estavam todos equivocados em relação à utilização deste método para as suas metodologias científicas, pois que ele é dirigido à espiritualidade, e não à matéria. Além do mais, ele deveria ser utilizado para demonstrar experimentalmente todo o processo relativo às manifestações neste mundo de uma primeira filosofia, como o seu próprio nome está a indicar, não sendo jamais dirigido diretamente para as ciências.

Então, do mesmo modo que Luiz de Mattos, eu fui o último dos enviados para estabelecer a Saperologia neste mundo Terra, daí a afirmativa de Jesus, o Cristo, de que “os últimos serão os primeiros”. Deste modo, fica assim devidamente comprovado que Luiz de Mattos e eu somos os dois maiores expoentes da nossa humanidade, os dois primeiros da nossa hierarquia organizacional, ele como sendo o legítimo representante da verdade, e eu como sendo o legítimo representante da sabedoria.

Sendo, pois, o nosso saperólogo maior, dada a superioridade do meu intelecto, já incontestavelmente demonstrada desde a minha encarnação passada, quando encarnado como Ruy Barbosa, com a minha moral e a minha ética estando completas, transportei-me ao Tempo Futuro, onde lá eu pude criar as experiências físicas acerca da sabedoria, para depois poder comprovar se elas correspondiam realmente aos conhecimentos metafísicos acerca da verdade transmitidos pela doutrina do Racionalismo Cristão, por intermédio de Luiz de Mattos e os seus seguidores. Comprovando devidamente a essa correspondência, eu pude assim certificar também a existência dos espíritos que se encontram no Astral Superior, em seus respectivos Mundos de Luz. E assim, como saperólogo, eu realizei a minha primeira experiência como explanador do Racionalismo Cristão, editando livros de modo artesanal, já que as editoras se recusaram a publicá-los. Porém, fracassei neste meu intento, mas apenas em parte. Fracassei sim, não importando se apenas em parte ou não, mas não desisti! Meu querido leitor, eu não desisto nunca de fazer o bem aos meus semelhantes, jamais!

O resultado deste meu fracasso parcial, encontra-se tanto nas mãos do meu amigo José Maia, como nas mãos de alguns poucos parentes e conhecidos, através da minha primeira obra intitulada de A Filosofia do Racionalismo Cristão – O Sistema – A Filosofia do Brasil, que mesmo contendo muitos esclarecimentos acerca da verdade e da sabedoria, portanto, da espiritualidade, estes ainda não foram suficientes para esclarecer a quem quer que fosse, tendo servido apenas de base para que eu pudesse mensurar a contento o nível inteligencial daqueles que me rodeavam, que tinham inteligência relativa, embora, ao que tudo indica, ninguém tenha se disposto a lê-la, pelo que estendi esse nível para toda a nossa humanidade. Eu teria que ser compreendido em todos os sentidos, mas de outro modo, sem que qualquer ser humano ousasse questionar a minha explanação acerca de A Filosofia da Administração, e muito menos acerca do Racionalismo Cristão! Daí a razão dos sites.

E aqui, meu querido leitor, você pode de logo mensurar a imensa diferença que existe entre o intelecto deste seu grande amigo explanador de A Filosofia da Administração, com os intelectos dos nossos semelhantes, mesmo dos mais letrados. Ora, se eles não possuem sequer a disposição para ler uma obra saperológica, eu indago: como poderiam ter a disposição para escrevê-la? E de onde arranjariam a coragem necessária para realizar as experiências científicas que eu realizei como sendo laboratório do astral inferior, andando lado a lado com o mal, mas sem jamais praticá-lo? Pode-se agora compreender com mais profundidade a afirmativa de Jesus, o Cristo, que assim afirmou:

Ser bom entre os bons é fácil, o difícil é ser bom entre os maus”.

Dando continuidade à minha missão neste mundo, em meditação profunda acerca da espiritualidade, eu cheguei à conclusão que ainda me faltava mais uma experiência física, mas uma experiência física que proporcionasse o seu fundamento inquestionável por quem quer que fosse, e que também pudesse comprovar toda a magnitude da natureza dos veritólogos. E assim, passando para a ação, tendo conseguido me transportar ao Tempo Futuro, pelo fato da minha ética já estar completa, tal como Luiz de Mattos e os demais veritólogos, eu também consegui me elevar ao Espaço Superior, pelo fato de haver completado toda a minha moral.

Ora, estando elevado ao Espaço Superior e estando transportado ao Tempo Futuro, simultaneamente, eu havia apreendido em minha alma tanto a verdade como a sabedoria, e já sabia que verdade + sabedoria = razão. Só me restava, então, coordenar o meu criptoscópio e o meu intelecto, através da minha consciência, para que assim pudesse unir, irmanar, congregar, os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e as experiências físicas acerca da sabedoria, apreendendo em minha alma os principais fundamentos do Saber, por excelência. E assim, eu consegui fazer valer o meu corpo de luz, pois estando educado eu pude percorrer o Universo com a minha luz astral, e nas suas coordenadas contemplar também o mundo Terra com esta minha visão astral, que é totalmente diferente da visão dos olhos da cara.

Deixando aqui de lado os seres vulgares e outros, mesmo os considerados de nível superior, todos os espíritos que no início da evolução da nossa humanidade optaram pela Veritologia, devem ser considerados, em essência, como sendo seres religiosos ou espaciais, quando ainda não conseguiram se tornar veritólogos. A propriedade com a qual os seres religiosos ou espaciais se ocupam em primeiro plano é a Força. A manifestação que prepondera nos seres religiosos ou espaciais é o poder. O órgão espiritual que caracteriza os seres religiosos ou espaciais é o criptoscópio. A função desse órgão é perceber. A finalidade desse órgão é captar. A atividade básica exercida pelos seres religiosos ou espaciais é a religião. O teor da atividade básica exercida pelos seres religiosos ou espaciais é o conhecimento metafísico. A forma de transmitir o teor da atividade básica exercida pelos seres religiosos ou espaciais é através de teorias “a priori”. A forma de evoluir ou de aprender a atividade básica exercida pelos seres religiosos ou espaciais é o estudo. O local onde reside o teor da atividade básica exercida pelos seres religiosos ou espaciais é o espaço. A finalidade da atividade básica exercida pelos seres religiosos ou espaciais é a verdade. As qualidades obtidas pelos seres religiosos ou espaciais, no exercício da sua atividade básica, são os atributos individuais superiores que formam a moral. A natureza das qualidades obtidas pelos seres religiosos ou espaciais, no exercício da sua atividade básica, é permanente. A aplicação das qualidades obtidas pelos seres religiosos ou espaciais, no exercício da sua atividade básica, é individual. O elemento anterior produzido, que se converte em elemento final de produção, dos seres religiosos ou espaciais, no exercício da sua atividade básica, é a sensibilidade. O elemento final de produção dos seres religiosos ou espaciais, no exercício de sua atividade básica, é o sentimento. A forma pela qual os seres religiosos ou espaciais transmitem o que produzem é a vibração magnética. As relações existentes entre os seres religiosos ou espaciais e as coisas, os fatos e os fenômenos são de causa. E a finalidade dos seres religiosos ou espaciais é alcançar a onipotência.

Cabe aqui ressaltar que a Força é a propriedade pela qual os seres religiosos ou espaciais assumem o poder para gerar as causas, mas nunca a ação para gerar os efeitos, razão da sua característica estritamente latente. Por isso se diz que ela é a potência. É por seu intermédio que se manifesta o magnetismo, cujas correntes são de origem metafísica. Embora muitos considerem que o magnetismo seja apenas o agente imponderável a que se atribui a propriedade do ímã atrair o ferro, ou um grupo de fenômenos resultantes da propriedade magnética do ímã, ele é muito mais do que isso. Para tanto, basta apenas observar o magnetismo terrestre, que é a ação exercida pela Terra sobre a agulha magnética, considerando o nosso globo como um grande ímã de polos opostos. Ou o magnetismo animal, que é, na realidade, um fato, mas que muitos consideram como sendo uma hipótese segundo a qual um ser qualquer pode exercer influência sobre outros e excitar neles fatos extraordinários, por meio de um fluido particular, ao que se dá o nome de fluido magnético animal, que emana do magnetizador, por efeito da sua vontade. Ora, tal influência também pode ser exercida por intermédio do poder que seduz, do poder da atração, da arte de encantar, que é a mesma arte de magnetizar. Mas, na realidade, magnetismo é a emissão e a recepção de correntes vibratórias das mais variadas frequências, que representam as formas pelas quais os seres transmitem e recebem aquilo que produzem, e que também são peculiares a toda e qualquer coisa que a partícula da Inteligência Universal organiza, cuja finalidade é a percepção para captar os conhecimentos metafísicos acerca das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais.

Deixando também aqui de lado os seres vulgares e outros, mesmo os considerados de nível superior, os que no início da evolução da nossa humanidade optaram pela Saperologia, devem ser considerados, em essência, como sendo seres cientistas ou temporais, quando ainda não conseguiram alcançar a condição de saperólogos. A propriedade com a qual os seres cientistas ou temporais se ocupam em primeiro plano é a Energia. A manifestação que prepondera nos seres cientistas ou temporais é a ação. O órgão espiritual que caracteriza os seres cientistas ou temporais é o intelecto. A função desse órgão é compreender. A finalidade desse órgão é criar. A atividade básica exercida pelos seres cientistas ou temporais é a ciência. O teor da atividade básica exercida pelos seres cientistas ou temporais é a experiência física. A forma de transmitir o teor da atividade básica exercida pelos seres cientistas ou temporais é através de teorias “a posteriori”. A forma de evoluir ou de aprender a atividade básica exercida pelos seres cientistas ou temporais é o sofrimento. O local onde reside o teor da atividade básica exercida pelos seres cientistas ou temporais é o tempo. A finalidade da atividade básica exercida pelos seres cientistas ou temporais é a sabedoria. As qualidades obtidas pelos seres cientistas ou temporais, no exercício da sua atividade básica, são os atributos relacionais positivos que formam a ética. A natureza das qualidades obtidas pelos seres cientistas ou temporais, no exercício da sua atividade básica, é temporária. A aplicação das qualidades obtidas pelos seres cientistas ou temporais, no exercício da sua atividade básica, é relacional. O elemento anterior produzido, que se converte em elemento final de produção, dos seres cientistas ou temporais, no exercício da sua atividade básica, é o sentido. O elemento final de produção dos seres cientistas ou temporais, no exercício de sua atividade básica, é o pensamento. A forma pela qual os seres cientistas ou temporais transmitem o que produzem é a radiação elétrica. As relações existentes entre os seres cientistas ou temporais e as coisas, os fatos e os fenômenos são de efeito. E a finalidade dos seres cientistas ou temporais é alcançar a onipresença.

Cabe aqui ressaltar que a Energia é a propriedade pela qual os seres temporais assumem a ação para gerar os efeitos, mas nunca o poder para gerar as causas, razão da sua finalidade para operar, para realizar trabalhos, para gerar movimentos, para passar por estados e para praticar e sofrer ações. Por isso se diz que ela é o ato. É por seu intermédio que se manifesta a eletricidade, cujas correntes são de origem física. Embora muitos considerem que a eletricidade seja uma forma de energia e fenômenos pelos quais se manifesta a presença das partículas elementares, que são os elétrons, em repouso ou em movimento; ou o conjunto de fenômenos elétricos que se manifesta quando o corpo está eletrizado; ela é muito mais do que isso. Para tanto, basta apenas observar o vigor físico, que se desdobra no vigor do pensamento, no vigor do discurso, no vigor das palavras, que por se relacionar com a ação, confunde-se com a atividade nervosa, de onde se origina a firmeza, a qualidade do que é enérgico, resolução que se mostra apenas nos atos do cotidiano. Eça de Queiroz demonstra a existência da eletricidade no ser humano, quando em sua obra Prosas Bárbaras, a página 188, edição de 1917, assim se expressa: “Senti um estremecimento, uma grande vibração elétrica”; no que apenas se deve restringir a utilização do termo vibração, que se relaciona com o magnetismo, substituindo-o pelo termo correto, a radiação, que se relaciona com a eletricidade. Na realidade, eletricidade é a emissão e a recepção de correntes radiativas das mais variadas frequências, que representam as formas pelas quais os seres transmitem e recebem aquilo que produzem, e que também são peculiares a toda e qualquer coisa que a partícula da Inteligência Universal organiza, cuja finalidade é a compreensão das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais.

Encontra-se posto que na propriedade da Força, o órgão espiritual que caracteriza o ser é o criptoscópio, cuja função é perceber e cuja finalidade é captar. A percepção, segundo o Dr. Pinheiro Guedes, funciona tal como um instrumento agudo, penetrante, ou como uma sonda de que os seres humanos que a priorizam se servem para explorar o espaço, a fim de que eles possam alcançar a finalidade do órgão, que é captar, em uma abrangência cada vez maior, os conhecimentos metafísicos das coisas, dos fatos e dos fenômenos, os quais representam o teor da sua atividade básica exercida, tais como eles se apresentam em relação aos sentimentos.

E que na Energia, o órgão espiritual que caracteriza o ser é o intelecto, cuja função é compreender e cuja finalidade é criar. A compreensão funciona tal como um instrumento que serve de invólucro, ou uma concha, ou um repositório de que os seres humanos que a priorizam se servem para explorar o tempo, a fim de que eles possam alcançar a finalidade do órgão, que é criar, em uma abrangência cada vez maior, as experiências físicas com as coisas, os fatos e os fenômenos, os quais representam o teor da sua atividade básica exercida, analisando-os, comparando-os entre si e em relação aos pensamentos.

O criptoscópio e o intelecto, sozinhos, não são capazes de fornecer uma visão panorâmica sobre as coisas, os fatos e os fenômenos universais, mas apenas a consciência, que é a luz astral, portanto, o órgão com a função de coordenar e com a finalidade de unir, irmanar, congregar a ambos. A obscuridade que existe entre os seres humanos provém da falta dessa visão luminosa, que é a luz astral. Aqueles que desenvolveram mais o seu criptoscópio veem as coisas, os fatos e os fenômenos, em conformidade com as suas percepções, captando os conhecimentos metafísicos que existem nas ondas magnéticas do espaço, as quais são captadas pelas vibrações magnéticas, o que implica no fato das suas visões serem incompletas, limitadas pela metade, e isto quando conseguem perceber com acerto. E aqueles que desenvolveram mais o seu intelecto veem as coisas, os fatos e os fenômenos em conformidade com as suas compreensões, criando as experiências físicas através das ondas elétricas do tempo, as quais são criadas pelas radiações elétricas, o que implica no fato similar das suas visões serem incompletas, limitadas igualmente pela metade, e isto quando também conseguem compreender com acerto. Em resumo: nenhum ser humano possui uma visão panorâmica sobre as coisas, os fatos e os fenômenos universais, a não ser por intermédio do Racionalismo Cristão.

Segundo a Fisiologia, visão é a função sensorial pela qual os olhos, por intermédio da luz, ressaltando-se aqui que essa luz é eletromagnética, e não astral, põem os homens e os animais em relação com o mundo externo. Mas é de se indagar: qual é a luz que vem intermediar a visão dos seres humanos? Ora, as nossas fontes naturais de luz são o Sol e as demais estrelas. Logicamente que existem outras fontes de luz, mas que são artificiais, como as fogueiras, as velas, as lâmpadas, etc. Assim, quando os seres humanos veem as coisas, os fatos e fenômenos da natureza, fazem-no porque elas refletem as luzes dessas fontes, que intermediam a visão dos olhos da cara dos seres humanos, então o que eles veem são apenas os reflexos projetados por elas, portanto, simples imagens, ou sombras. Daí o fato de muitos estudiosos virem afirmar ser este mundo uma simples ilusão. E o é realmente, mas apenas na visão dos seres humanos, que vivem iludidos na irrealidade. Até a Lua, que é apenas um satélite deste mundo, representa um exemplo de uma coisa que somente pode ser vista porque reflete a luz do Sol, então o que os seres humanos veem, na realidade, não é a Lua, em si, mas apenas uma simples imagem projetada pela luz do nosso astro-rei. Daí a razão da Alegoria da Caverna posta por Platão.

É óbvio que se alguém durante o dia fechar os olhos por algum tempo, irá sentir uma enorme dificuldade para obter informações acerca do mundo que o cerca, porque a sua visão não irá receber as imagens intermediadas pela luz do Sol. À noite, se alguém mantiver os olhos abertos após uma prolongada falta de energia elétrica, irá sentir um imenso alívio ao receber a luz que faltava, porque as luzes das estrelas e da Lua, em que esta, sendo apenas um simples reflexo da luz do Sol, não são suficientes para projetar imagens claras para a sua visão.

A visão dos olhos da cara é a única maneira que permite aos seres humanos estabelecer uma imagem detalhada do que ocorre em suas proximidades e em lugares mais afastados de si. E ela, a visão dos olhos da cara, depende também fundamentalmente das fontes de luzes naturais e artificiais. Se existe uma fonte de luz, os seres humanos podem ver imagens, mas nada mais do que imagens; se não existe uma fonte luz de nenhuma espécie, nem ao menos imagens eles conseguem ver diante de si mesmos. Assim, é através dessas imagens que os seres humanos vão formando as suas imaginações, que não retratam a realidade da vida.

Como se pode claramente constatar, as fontes de luzes naturais e artificiais são fundamentais para todos os tipos de seres que existem sobre a face da Terra, pois que eles necessitam das suas imagens para poderem se localizar e se locomover em suas vidas, consoante as suas necessidades. E mais: a existência de todos os seres na Terra é completamente regulada pela luz e pelos fluidos solares, pois que é em função deles que os seres humanos sobrevivem, que as plantas se desenvolvem, ao armazenar a energia proveniente do Sol, e que se pode perceber movimentos, formas e cores. Enfim, todos os seres vivos são afetados direta ou indiretamente pela luz e pelos fluidos solares.

Mas são os raios de luz provenientes dos corpos de luz dos espíritos mais evoluídos, que se encontram no Astral Superior, mas emanados da Inteligência Universal, já que eles contêm Deus em si mesmos, em conformidade com os seus estágios evolutivos, que determinam o processo de integração entre todos os seres que compõem os reinos existentes no planeta, que formam o sistema evolutivo dos seres infra-humanos, já que eles não possuem o livre arbítrio. Esses raios de luz atuam no magnetismo, na eletricidade e no eletromagnetismo, que funcionam como se fossem bússolas norteadoras, permitindo a sobrevivência de todos os seres infra-humanos, em especial dos irracionais menos evoluídos, os que mais necessitam da direção da Providência Divina, já que esses raios de luz penetram as correntes vibratórias, provenientes do magnetismo, as correntes radiativas, provenientes da eletricidade, e as correntes radiovibrativas, provenientes do eletromagnetismo, das mais variadas frequências, que cruzam o espaço e o tempo em todas as direções, uma vez que elas são emitidas e recebidas por todo e qualquer tipo de ser. Um exemplo disso é o que ocorre com as formigas, que captam as correntes emitidas por um torrão de açúcar, deixado por alguém em um lugar qualquer, onde não havia a presença de nenhuma delas, e, em pouco tempo, constata-se as suas presenças, levadas que são pelas vibrações, radiações e radiovibrações que norteiam as suas existências onde quer que se encontrem, o que ocorre de aura para aura.

No entanto, os seres humanos, na quase totalidade dos casos, não são orientados pelos raios de luz, pois que se encontram com os seus corpos de luz obscurecidos, os quais eles ignoram a existência, pois que obscurecidas estão as suas consciências, uma vez que eles, com a aquisição do livre arbítrio, tornam-se os senhores das suas ações. Assim, conforme sejam as vibrações, radiações e radiovibrações que produzem, estas vão se juntar às correntes das vibrações, radiações e radiovibrações da mesma natureza, que por eles são recebidas em retorno, com todos os afins fazendo parte dessas correntes. Então eles tendem a agir em conformidade com essas correntes, com o agravante de que essas correntes venham acompanhadas dos espíritos obsessores que integram o astral inferior, que passam a intuí-los para o erro, agravando cada vez mais as suas situações de vida.

Mas os tempos são chegados, para que a visão humana não mais seja intermediada pelas luzes naturais e artificiais, já que deve ser decretada a extinção das imagens, portanto, da fase da imaginação. Isto implica em dizer que as visões dos seres humanos sobre as coisas, os fatos e os fenômenos universais devem se efetuar por intermédio das suas luzes astrais, provenientes deles mesmos, dos seus corpos de luz, uma vez que todos, sem que tenha havido qualquer exceção, já que não se deve duvidar da Suprema Justiça Divina, tiveram oportunidades por igual para desenvolver o suficiente os seus corpos de luz, de onde, indubitavelmente, deverão partir os raios de luz que iluminarão a visão astral de cada um. Em sendo assim, fica por demais óbvia e mais do que elementar, a conclusão dos seguintes fatos: tudo aquilo que é visto através das luzes intermediadas, sejam elas naturais ou artificiais, não passa de simples imagens, pois que essas luzes são diferentes da luz astral; e tudo aquilo que é visto com a luz astral, proveniente do corpo de luz, é própria e real, tendendo a ser cada vez mais real, consoante a intensidade dessa luz astral, uma vez que ela é universal.

Isaac Newton demonstrou que a luz pode ser decomposta em várias cores, como violeta, azul, verde, amarela, laranja, vermelha, anil, etc. Então, por analogia, os perispíritos dos espíritos podem também ser decompostos em várias cores, segundo os padrões de cores decorrentes do estágio evolutivo em que eles se encontram, pois que os espíritos possuem os Mundos de Luz que lhes são próprios, e estes Mundos de Luz ficam situados em suas respectivas coordenadas do Universo, em que cada uma delas tem a sua cor padrão que lhe é própria. Assim, à medida que vão adquirindo cada vez mais as parcelas das propriedades da Força, da Energia e da Luz, eles vão ascendendo a outros Mundos de Luz mais evoluídos, que se situam em outras coordenadas do Universo mais distantes, pelo que ocorrem as mudanças dos padrões de cores. E assim continuam a evoluir, até que passam a habitar nos Mundo de Luz puríssima, quando então as suas naturezas se tornam invioláveis.

Apenas o perispírito possui uma forma geométrica que lhe é característica, podendo ele ainda, em determinadas ocasiões, assumir a forma que o espírito quiser, segundo as necessidades impostas pelo processo da evolução que sejam compatíveis como o poder e a ação a serem exercidos, uma vez que ele se caracteriza como sendo um corpo fluídico, que pode ter a sua forma alterada, mas não a sua natureza, pois que esta é determinada e imposta em conformidade com o estágio evolutivo em que o espírito se encontra, ou seja, é diretamente proporcional às parcelas das propriedades da Força e da Energia que foram adquiridas na existência do espírito. Mas o corpo de luz não possui qualquer forma, porque ele naturalmente irá preencher todo o perispírito, ou o corpo fluídico do espírito, fornecendo-lhe a luz astral, que é característica do espírito. Para uma melhor compreensão sobre este fato, eu vou enumerar algumas características acerca da realidade universal, que podem explicitá-lo mais detalhadamente, conforme abaixo:

  1. O Universo é formado pelo espaço, que está contido na propriedade da Força, e pelo tempo, que está contido na propriedade da Energia;
  2. As propriedades da Força e da Energia se combinam em inúmeros e inúmeros estágios, formando as estrelas, de onde provêm os fluidos, então o Universo é todo fluídico;
  3. Com a sua luz astral, proveniente do seu corpo de luz, o espírito pode percorrer o Universo em proporção ao seu estágio evolutivo;
  4. O perispírito é formado pelas propriedades da Força e da Energia, cujas parcelas que formam o perispírito correspondem à parte do Universo que se encontra contido no espírito, através do seu perispírito;
  5. As parcelas das propriedades da Força e da Energia se encontram combinadas no perispírito em inúmeros estágios, denunciando os mundos pelos quais ele passou, sejam eles de luz ou não, e as estrelas pelas quais esses mundos ficaram sob as suas égides, de onde provieram os fluidos que compõem o seu perispírito, assim como as cores padrões de cada coordenada universal por que passou, então o universo que nele se encontra contido é igualmente todo fluídico, daí a razão do seu perispírito ser denominado também de corpo fluídico;
  6. Com a sua luz astral, proveniente do seu corpo de luz, o espírito pode percorrer instantaneamente, ou seja, de uma única vez, todo o universo que nele se encontra contido, o qual é mensurado consoante o seu estágio evolutivo;
  7. Note-se que o espírito já possui parcialmente a onipotência, relativa à parcela da propriedade da Força que nele se encontra contida, a onipresença, relativa à parcela da propriedade da Energia que nele se encontra contida, e a onisciência, relativa à parcela da propriedade da Luz que nele se encontra contida, que permite a sua visão astral.

É por isso que as formas astrais dos espíritos podem ter mais de uma cor, além das cores padrões que lhes são características e que denunciam os seus atuais estágios evolutivos, pois que todas as cores das coordenadas do Universo por que passaram se encontram neles contidas, com essas cores sendo de acordo com o significado que lhes quiserem dar. Assim, todas as cores são mantidas com nitidez e perfeição, inclusive quanto às cores que eles conservam e lhes são peculiares, enquanto esse significado não tiver de ser alterado.

Faz-se mister agora afirmar que no final desta Grande Era que ora se finda, a nossa humanidade estará esclarecida, uma vez que os conhecimentos metafísicos acerca da verdade já foram transmitidos para este nosso mundo-escola, por intermédio da doutrina do Racionalismo Cristão. Foi o próprio Cristo quem afirmou: “só a verdade poderá libertar a humanidade das garras da ignorância”. Mas a realidade é que mesmo livrando a humanidade das garras da ignorância, somente a verdade não basta para que os seres humanos sejam devidamente esclarecidos, pois é preciso que ela se una, irmane-se, congregue-se, à sabedoria, para que assim todos possam alcançar a razão, que inapelavelmente terá que ser alcançada por força e imposição do preceito universal da evolução, que é o preceito maior.

Com o advento certo e inapelável do alcance da razão, deverá haver uma segregação entre o joio e o trigo, conforme afirma também Jesus, o Cristo. O joio, do qual faz parte os que não conseguiram desenvolver os seus corpos de luz o suficiente para terem uma visão apropriada sobre a nova realidade do viver humano, irá formar as nações em que os seus integrantes serão os renitentes, afins uns aos outros. E o trigo, do qual faz parte os que conseguiram desenvolver os seus corpos de luz o suficiente para ter uma visão apropriada sobre a nova realidade do viver humano, evidentemente, continuará seguindo a sua trajetória evolutiva na formação das nações em que os seus integrantes serão os mais evoluídos, com o Brasil sendo o precursor de todas essas transformações sociais. E todos os seres humanos terão à frente Luiz de Mattos, o veritólogo maior, por ser o fundador do Racionalismo Cristão, já que Jesus, o Cristo, antes de retornar para a sua humanidade, nomeou-o como sendo o chefe da nossa humanidade.

Os que fizerem parte do trigo, os de boa vontade, os primeiros a serem espiritualizados, deverão ser os autênticos seguidores do Racionalismo Cristão, os mais evoluídos dos seres humanos que mais breve alcançarão a Ratiologia, motivo pelo qual deverão ser considerados, em essência, seres universais, os primeiros ratiólogos da nossa humanidade, que poderão se desdobrar e percorrer o Universo em conformidade com as parcelas da propriedade da Luz neles contidas, consoante os seus estágios evolutivos, em visita a outros mundos.

A propriedade com a qual os seres universais se ocupam em primeiro plano é a da Luz. A manifestação que prepondera nos seres universais é a existência eterna e universal. O órgão espiritual que caracteriza os seres universais é a consciência. A função desse órgão é coordenar. A finalidade desse órgão é unir, irmanar, congregar o criptoscópio e o intelecto. A atividade básica exercida pelos seres universais é a religiociência, e depois a Ratiologia. O teor da atividade básica exercida pelos seres universais é o Saber, por excelência. A forma de transmitir o teor da atividade básica exercida pelos seres universais é através de teorias. A forma de evoluir ou de aprender a atividade básica exercida pelos seres universais é o raciocínio. O local onde reside o teor da atividade básica exercida pelos seres universais é o Universo. A finalidade da atividade básica exercida pelos seres universais é a razão. A qualidade obtida pelos seres universais, no exercício da sua atividade básica, é a educação. A natureza das qualidades obtidas pelos seres universais, no exercício da sua atividade básica, é divina. A aplicação das qualidades obtidas pelos seres universais, no exercício da sua atividade básica, é espiritual. O elemento anterior produzido, que se converte em elemento final de produção, dos seres universais, no exercício da sua atividade básica, é a amizade espiritual, que fazer emergir a solidariedade fraternal, quando então o bem deverá se sobrepor ao mal. O elemento final de produção dos seres universais, no exercício de sua atividade básica, é o amor espiritual, que se situa acima do bem e do mal. A forma pela qual os seres universais transmitem o que produzem é o raio de luz. As relações existentes entre os seres universais e os fatos e os fenômenos são de causa e efeito. E a finalidade dos seres universais é alcançar a onisciência.

A propriedade da Luz, por penetrar as propriedades da Força e da Energia, é a propriedade pela qual os seres, já na condição de espíritos, começam a assumir o poder e a ação para gerar as causas e os efeitos, por isso se diz que ela é potência e ato. É por seu intermédio que os espíritos podem coordenar os seus acervos espirituais, cujos sentimentos e pensamentos formam as correntes tanto metafísicas como físicas, respectivamente, daí se dizer que a Luz penetra a tudo. Não deve existir quaisquer discordâncias, conflitos ou desentendimentos entre aqueles que contemplam a existência eterna e universal por intermédio da luz astral, uma vez que se encontram na fase da concepção, formulando ideias acerca do Universo, que são todas convergentes umas às outras, consoante as suas coordenadas.

É o corpo de luz, portanto, por onde se desenvolve a consciência, que possibilita a visão astral, por isso ele produz os raios de luz que iluminam a amizade e o amor espirituais, através da consciência universal.

 

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Prolegômenos

20.07- A aura

A aura é um campo que circunda o corpo fluídico, formado por intermédio das vibrações magnéticas, das radiações elétricas e das radiovibrações eletromagnéticas que emanam de todos os seres,...

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Prolegômenos

20.08- A auréola

É um fato que Luiz de Mattos, o veritólogo maior, e os demais veritólogos seus seguidores, que transmitiram a verdade por intermédio das suas obras doutrinárias racionalistas cristãs, ocuparam-se...

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Prolegômenos

21- O ASTRAL SUPERIOR

Tendo sido já explanada a nossa formação astral, os seres humanos são agora cientes de que todas as coisas são universais, pois que todas elas evoluem pelo Universo. Então...

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Prolegômenos

22- O ASTRAL INFERIOR

Desde a antiguidade, após a encarnação de Hermes, que os seres humanos sabem da existência dos espíritos, tanto dos guias espirituais, que eram os espíritos integrantes do Astral Superior...

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Romae