20.05- O corpo fluídico, ou corpo astral, ou perispírito, ou duplo etéreo

Prolegômenos
18 de julho de 2018 Pamam

É sabido que Deus é formado de Substâncias. As Substâncias de Deus se dividem em Essência e Propriedades. A Essência é o Ser Total. As Propriedades são a Força Total, a Energia Total e a Luz Total. Todas as Substâncias de Deus são Infinitas. A Perfeição é Infinita. O Amor é Infinito. O Todo é Ilimitado.

Mas caso fosse tudo assim haveria a ignorância, quero dizer, a ignorância dos inversos, tal como a ignorância do finito, da imperfeição, onde se encontram o bem e o mal, portanto, do limitado. E como Deus é o Todo, não pode haver ignorância do que quer que seja. E há sim, sem que haja qualquer contradição, através das suas partículas, que são os seres do Ser Total, pois que Deus está contido em cada uma delas, sem que haja qualquer exceção, em conformidade com os seus estágios evolutivos.

As propriedades da Força e da Energia formam o Universo, combinando-se em inúmeros e inúmeros estágios, em que essas combinações são representadas pelas estrelas, cada uma delas com a sua cor padrão, fornecendo as coordenadas do Universo. O Sol é uma estrela, portanto, uma das combinações das propriedades da Força e da Energia, de onde provém os fluidos, que os estudiosos denominam de éter. São dos fluidos que o magnetismo provém, através da propriedade da Força, de onde emanam as leis espaciais, que a eletricidade provém, através da propriedade da Energia, de onde emanam os princípios temporais, e que o eletromagnetismo provém, através da combinação de ambas as propriedades, de onde emanam os preceitos universais, que regulam a vida existente nos planetas que se encontram sob a sua égide, que são os mundos dos seres.

O Ser Total se individualiza em partículas, dando origem aos seres, ou seja, o Criador cria de Si mesmo as suas próprias criaturas, ou ainda, da Coisa Total vem todas as coisas. Os seres individualizados passam a receber as primeiras parcelas das propriedades da Força e da Energia, através de uma das suas combinações, no caso do mundo Terra, do Sol. E assim surgem os seres hidrogênios, que já possuem os seus corpos fluídicos. Os seres hidrogênios são seres, são criaturas, e já são coisas, pois que vieram de Deus, e Deus é a Coisa Total.

Os estudiosos falam constantemente em éter, mas não sabem o que seja o éter, daí a razão pela qual muitos ficam na dúvida acerca da sua existência, pois que por mais que tentem não conseguem saber daquilo que ele é formado, portanto, não conseguem saber quais são as suas propriedades, uma vez que para se saber da sua natureza seriam obrigados a se reportar diretamente a Deus, identificando as Suas Substâncias, mas como eles apenas sabem imaginar, ficam presos à ilusão da matéria, por serem cativos do ambiente terreno, então isto se torna impossível para eles. Caso eles conseguissem abandonar a fase da imaginação, deixando de raciocinar através das representações de imagens, combinando-as, e adentrar na fase da concepção, formulando ideias, associando-as, percebendo e compreendendo a existência das propriedades da Força e da Energia, que formam o Universo, poderiam saber que das suas inúmeras e inúmeras combinações são formadas as estrelas, de onde são provenientes os fluidos, que eles denominam de éter, os quais enchem todo o Universo.

A razão principal que levou os estudiosos a suporem a existência do éter, foi a impossibilidade da ação à distância sem a existência de algo portador desta ação, pois que as coisas vibram, radiam e radiovibram, sendo os fluidos, ou o éter, os grandes responsáveis por transportá-las pelo espaço e pelo tempo. Assim, se o som produzido pelas vibrações, radiações e radiovibrações de determinada coisa é transportado pelo ar, semelhantemente algo deve ser o veículo de transporte, por exemplo, para a propagação da luz, ou para as atrações e as repulsões elétricas, assim como também para o magnetismo e o eletromagnetismo. Em relação aos fluidos, denominando-os de éter, vem Gustavo Le Bon e explica a existência do peso atômico, mesmo sem se referir diretamente a ele, quando afirma o seguinte:

Sem o éter não haveria o peso, a luz, a eletricidade, o calor; o Universo estaria silencioso e morto, ou se revelaria sob uma forma que não podemos pressentir. Embora a natureza íntima do éter chegue apenas a ser suspeitada, a sua existência se impôs desde muito tempo, parecendo a alguns ser mais certa a sua existência do que a própria matéria, e a sua existência se impôs quando foi preciso explicar a propagação das forças e a ação à distância.

Provavelmente da condensação do éter efetuada na origem dos tempos por um mecanismo ignorado, derivam-se os átomos, considerados por vários sábios, e especialmente por Lamor, como núcleos de condensação do éter, que tem a forma de pequenos torvelinhos animados de uma enorme velocidade de rotação. A molécula material, escreve este último físico, está inteiramente constituída por éter, nada mais. Indubitavelmente, a grande velocidade de rotação das partículas de éter, transformadas em torvelinhos, dão à matéria a rigidez e o peso”.

É o corpo fluídico que determina a interação que existe entre todos os seres neste mundo-escola, através da aura. Assim um ser molecular água, por exemplo, através do seu corpo fluídico, interage com dois seres hidrogênios e um ser oxigênio, dando como resultado a ilusão da matéria que formam os oceanos, os rios, os lagos, e outros. No entanto, apenas os seres moleculares água, sem as presenças dos seres hidrogênios e dos seres oxigênios, não são capazes dessas formações, o que demonstra claramente que cada ser tem uma função que lhe é própria e inerente no processo da evolução.

Ignorando a esta realidade, Claude Bernard, considerado por muitos como sendo o mais notável representante da escola experimental, vem afirmar que nas ciências físicas, químicas e biológicas, não há fenômeno que se manifeste sem ser determinado por uma causa imediata e por ela explicado, ficando tudo nas ciências positivas reduzido a fenômenos sujeitos ao estudo e ao conhecimento das condições materiais das suas manifestações, à determinação das leis dessas manifestações, o que, no consenso unânime, forma a base, a regra e o princípio fundamental de toda a ciência experimental ou positiva. Desta maneira, colocando-se do lado contrário de todos os cientistas, mostrando o seu valor, a sua coragem e a sua sinceridade, ao reconhecer com autenticidade que não sabe nem ao menos a natureza da formação da água, comprovando que aquilo que a parcela do Saber denominada de Química entende pelo que seja valência não possui causa com base na realidade, ele vem afirmar com a máxima sinceridade o seguinte:

Que não podemos saber por que são necessários dois volumes de hidrogênio e um de oxigênio para a formação da água; que não conhecemos mais do que as relações dessas coisas e que os fenômenos não são a manifestação dessa essência oculta e sim o resultado da relação das coisas entre si”.

E no caso dos seres humanos o processo é idêntico, pois que eles não sabem por que são necessários os seres atômicos, os seres moleculares, os seres celulares, os seres orgânicos e os seres aparelhantes para a formação do corpo humano, e nem ao menos as interações dessas coisas entre si, o que naturalmente ocorre através do corpo fluídico, ou perispírito, a matriz de tudo isso, por intermédio da aura, pois através das vibrações, das radiações e das radiovibrações ele interage com um número imenso de seres infra-humanos, para que assim possa formar e tornar coeso o corpo humano, e então habitar temporariamente neste mundo-escola.

Citado por Luiz de Mattos, o Dr. Alberto Seabra, um médico estudioso e já liberto dos preconceitos da ciência oficial, na obra de sua autoria intitulada O Problema do Além e do Destino, em relação ao assunto, vem afirmar o seguinte:

O invisível nos cerca por todos os lados; o corpo físico (leia-se corpo humano, digo eu) é a manifestação da nômade invisível (a alma), que o engendra por intermédio do seu corpo astral, de natureza ódica. E o od é o verdadeiro mediador plástico entre o homem físico (leia-se corpo humano, digo eu) e o homem transcendente.

O invisível é o que temos de melhor e mais nobre: a consciência, a vontade, a inteligência, a sensibilidade, a memória.

Invisível é o vapor da água, de tão notória influência em climatologia.

Invisíveis são o calor, a eletricidade, o som, os raios químicos, e de todo esse invisível gozamos ou sentimos os seus efeitos”.

Como através do corpo fluídico, ou perispírito, do ser humano, há uma verdadeira interação entre todos os seres infra-humanos que formam o seu corpo carnal, então é óbvio que cada um desses seres infra-humanos é convocado para exercer a função que lhe é própria e inerente no contexto da formação desse seu corpo carnal. Assim, quando ocorre também uma lesão em determinados órgãos que formam o corpo carnal, os seres que exercem as funções que possibilitam o funcionamento desse órgão são convocados imediatamente para a sua reparação, em substituição àqueles que foram lesados, e que por isso voltaram para os seus mundos de origem. E aqui vem a explicação para a dúvida de Visconde de Saboia, citado também por Luiz de Mattos, em que esse grande médico e estudioso, com a sua imensa experiência de cirurgião, vem afirmar o seguinte:

Achando-me, como cirurgião, e principalmente como lente de clínica cirúrgica da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em condições de observar, por mais de trinta anos, os fenômenos referentes aos grandes e curiosos processos de reparação dos tecidos orgânicos, ou de fisiologia-patológica, sentia-me arrastado, diante da admirável coordenação e relação desses fenômenos, com a origem da vida nos seres orgânicos e, principalmente, no homem, a perguntar a mim mesmo, qual seria a natureza e essência das coisas ou leis que determinavam as transformações ovulares e embriogênicas, e faziam com que um corpúsculo celular, no estado fisiológico, passasse por diversas transformações e encerrasse em si uma espécie de virtualidade, para no músculo formar uma fibra muscular — ora lisa, ora estriada — gozando ou desenvolvendo todas as propriedades do respectivo aparelho orgânico; nos nervos — uma célula nervosa — nos ossos — uma célula óssea — recebendo, para se desenvolver, o mesmo impulso da vida que o óvulo ou semente experimenta ao contato do germe fecundante, de que resulta a impregnação da vida na matéria, ao passo que essas mesmas células, chamadas a refazerem esses mesmos tecidos, quando acidentalmente sofriam uma divisão ou solução de continuidade, estabeleciam a união e reparavam assim a solução de continuidade, mas às vezes sem apresentarem a constituição, ao assumirem os caracteres e as propriedades das células musculares, nervosas e ósseas.

Em contraposição, apresentavam-se em lugares e regiões onde não havia necessidade de qualquer reparação ou composição orgânica, massas de tecidos de natureza muscular, óssea ou nervosa, constituindo produtos chamados — heterogêneos ou heterólogos.

Em resumo: por que é que o sangue, como diz Paul Pictet, em seu Estudo Crítico do Materialismo e do Espiritualismo, pág. 302, deposita aqui o músculo, ali o osso, mais adiante o humor vítreo, a unha, a cartilagem, os cabelos, a sinóvia, o conjunto dos tecidos de que o corpo de todos os animais é constituído?

Por que, ouso inquirir, a plasticidade ou a célula elementar, chegando ao periósseo ou ao tecido ósseo, a fim de reparar as perdas fisiológicas ou acidentais que este sofrer, converte-se em célula óssea, e não em um tecido de espécie diversa, restabelecendo ali, por um trabalho verdadeiramente ontológico, a forma específica, e seguindo assim uma direção apropriada e um plano determinado, como um prolongamento da ontogênese?

São estas questões bem cativantes e interessantes que, em todo caso, as teorias físico-químicas ou das energias químico-térmicas, não podem, por si mesmas resolver”.

E para provar de vez que é o espírito, através do seu corpo fluídico, ou perispírito, que forma o seu corpo carnal, com os seres que o formam retornando para os mundos que lhes são próprios, periodicamente, sendo convocados outros para substituí-los, desempenhando praticamente as mesmas funções, mas diafanizando cada vez mais o corpo carnal, com a exceção dos seres hidrogênios, citando Luiz de Mattos ainda o Dr. Alberto Seabra, vem este afirmar o seguinte:

O corpo se dissolve, e numerosas vezes, durante a vida, reforma-se”.

Entretanto, apesar dessa transformação constante — através das modificações do corpo material —, ficamos sempre a mesma pessoa, o espírito é sempre idêntico a si mesmo e com ele subsistem a memória, a recordação de um passado, de que não participou o corpo atual.

Há, pois, em nós, um princípio distinto da matéria, uma força indivisível que persiste e se mantém no meio dessas perpétuas substituições.

Sabemos que por si mesma não pode a matéria se organizar e produzir a vida.

Desprovida de unidade, ela se desagrega e se divide ao infinito.

Em nós, ao contrário, todas as faculdades, todas as potências intelectuais e morais se agrupam a uma unidade central que as abraça, liga e esclarece, e esta unidade é a consciência, a personalidade, o Eu”.

Esse “eu” a que se refere o estudioso médico paulista Dr. Alberto Seabra, é o corpo fluídico, ou perispírito, formado por intermédio das propriedades da Força e da Energia, que o espírito se utiliza para interagir com os seres infra-humanos e assim formar e reformar o seu corpo carnal. E como o espírito, através do seu corpo fluídico, tem as funções que lhe são próprias e inerentes, diferentes das funções dos seres infra-humanos, estas suas funções são assim observadas pelo médico e professor Visconde de Saboia:

Todas essas funções — pensamento refletido, levado a ideias gerais e abstratas, memórias, imaginação, ânsia de saber — exercem-se, sem dúvida alguma, por meio do cérebro, que é o órgão e instrumento do espírito e corresponde, pela perfeição, à sua essência, mas é de todo o ponto inadmissível que ele as produza, que tenha em si condições que o façam experimentar o desejo de obter o conhecimento das coisas, ou ter o gozo e a delícia que desperta o descobrimento da verdade.

Um cérebro privado da alma não teria procurado, diz Dolfus, nem experimentado o prazer de um Arquimedes ao descobrir a circulação do sangue, ou de um Copérnico, ao entrever em espírito a circulação dos planetas (através do seu criptoscópio, digo eu), não sendo o cérebro, por mais que se divida em partes onde se acomode cada operação psíquica, senão uma condição fisiológica para o recebimento das impressões que ali vão ter ou que recebe do mundo externo, e de que o espírito toma conhecimento, lavra o julgamento, segundo as leis do entendimento, e guarda a lembrança que será despertada voluntariamente ou involuntariamente por impressões ou percepções congêneres, de que em outras ocasiões o aparelho cerebral pôde ser afetado ou que a alma provocou por uma ação própria sobre o cérebro, revelando-se na consciência do eu a realização do ato lembrado ou despertado pela vontade ou motivos que esse tem para agir”.

Para que pudesse explanar o Racionalismo Cristão, eu encarnei como cientista, realizando as experiências físicas científicas no âmbito da espiritualidade que nenhum outro cientista jamais ousou realizar, mais precisamente em relação à baixa espiritualidade, para certificar para o mundo a existência dos espíritos quedados na atmosfera da Terra e que formam o astral inferior, sendo mesmo laboratório deles, para que assim pudesse sentir toda a pujança da sua força em relação ao mal, mas sem jamais praticá-lo, pelo que eu tive que sofrer horrores, mas tudo em prol da nossa humanidade, que por ela sou capaz de quase tudo, sendo ou não em nome da ciência, menos de violar a minha masculinidade ou desencarnar ao meu semelhante, condições essas que impus ao Astral Superior antes de reencarnar.

Depois eu me tornei um saperólogo, realizando as experiências saperológicas que nenhum outro saperólogo jamais realizou, no âmbito da alta espiritualidade, transportando-me ao Tempo Futuro, para de lá constatar se os conhecimentos metafísicos acerca da verdade transmitidos pela doutrina racionalista cristã correspondiam exatamente com estas minhas experiências físicas saperológicas, e como elas correspondiam exatamente, eu então pude certificar para o mundo todo esses conhecimentos metafísicos acerca da verdade, por conseguinte a existência do Astral Superior.

Por fim, eu tinha que comprovar experimentalmente que um espírito pode ser capaz de se elevar ao Espaço Superior e lá captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, assim como fizeram os veritólogos, principalmente os racionalistas cristãos, para tanto eu tive que completar a todos os atributos individuais superiores e tornar completa a minha moral, já que os atributos relacionais positivos que formavam a minha ética já se encontravam completos, pelo que assim eu consegui comprovar a essa elevação ao Espaço Superior, experimentalmente.

E assim, transportando-me ao Tempo Futuro e me elevando ao Espaço Superior concomitantemente, foram transpostas todas as barreiras que me impediam de explanar o Racionalismo Cristão, pelo fato de haver me tornado um ratiólogo, portanto, um ser universal, o que implica em dizer que tudo o que ora me encontro explanando se situa rigorosamente no âmbito da realidade, já que de posse da verdade e da sabedoria eu alcancei a razão, como não poderia ser diferente.

Eu quero com tudo isso dizer que, como concebendo a tudo isso, o Dr. Alberto Seabra vem afirmar o seguinte:

Dentre os autores citados, os que ainda vivem, ou negam os fatos sem poderem, contudo, provar serem eles ilusórios, inautênticos, irreais, ou os aceitam e, não podendo incorporá-los ao monismo materialista, fingem, por isso, desconhecê-los.

Em um e outro caso, estes homens estão abaixo da situação da hora presente.

Porque, com efeito, são fatos que importam à humanidade no mais alto grau, e que contribuem largamente para a solução do grande enigma do além e do destino humano.

Do ‘creio’ da fé dogmática para o ‘sei’ da indução científica, vai uma distância que, uma vez transposta, seria para a humanidade como a maior e a mais proveitosa das descobertas (grifo meu)”.

Mal nos pomos a caminho, procurando esclarecer e interpretar os fenômenos mais simples da física transcendente, e já percebemos que o leitor se revolta nos acusando de viver em um mundo de ilusórias fantasias e hipóteses imprestáveis.

É que o saber corrente recebe como fatos certos, autênticos, somente os acessíveis aos nossos sentidos, e como ciência genuína, as interpretações que resolvem os ditos fatos, nos termos da matéria, do movimento ou da Força.

Esse modo de pensar é que nos parece ilusório: meia ciência essa que se debate a quase totalidade dos sábios contemporâneos.

Convém não esquecer que a explicação materialista dos fenômenos é também uma pura hipótese, hipótese insuficiente e nunca demonstrada (diferentemente de como eu demonstro experimentalmente, digo eu e grifo).

A ciência e a filosofia materialistas reduzem os fatos da experiência aos termos de uma solução que escapa à experiência (grifo meu), isto é, a uma pura hipótese”.

Os seres hidrogênios são os seres mais imperfeitos que existem, pois que possuem as menores parcelas das propriedades da Força e da Energia, cujas parcelas formam os seus corpos fluídicos. E assim eles passam a representar a maior das ignorâncias, a maior das finitudes, a maior das imperfeições, a maior das limitações, em que toda uma espécie de mal neles vai aos poucos se desenvolvendo, à medida que eles vão evoluindo e se tornando menos limitados, quando enfim passam a agir através dos instintos, tais como animais irracionais, fazendo surgir os predadores e os predados, pois que é assim que vai se formando o aprendizado na irracionalidade, principalmente no tocante ao ataque e a defesa, tudo pela sobrevivência e a perpetuação das espécies.

E toda essa espécie de mal se torna verdadeiramente mal, alcançando ao seu ápice, quando em suas evoluções eles alcançam a condição de espíritos, quando então o verdadeiro mal é praticado com a devida consciência do crime praticado, em função da própria consciência se encontrar enegrecida pelas ações dos espíritos obsessores, até que todo ele atinge a quota que foi reservada para cada agrupamento de seres, no caso as humanidades, quando então é decretada a sua extinção, pois que a finalidade do processo da evolução universal é o retorno para Deus, para o Criador, para o Todo, levando a todo esse acervo de imperfeições para Ele, inclusive o acervo do mal, quando este alcança o seu limite no âmbito da imperfeição, para que depois se possa visualizar e adentrar no âmbito da perfeição, tendo adquirido a todos os atributos individuais superiores que formam a moral e a todos os atributos relacionais positivos que formam a ética, estando, assim, plenamente educados, que é a condição imposta para que os seres possam se universalizar, partindo em busca da perfeição.

É desta maneira que um verdadeiro Pai, assim como Jesus, o Cristo, chamou a Deus, o verdadeiro, que é o autêntico Criador, a Inteligência Universal, o Todo, educa realmente aos seus filhos, que são as suas partículas, e não ameaçando estupidamente exterminá-los ou à condenação eterna, como os sacerdotes e os seus arrebanhados afirmam do seu deus-pai bíblico, alcorânico e outros; caso sejam realmente esclarecidos e não possuam a fé credulária, não o adorem e não sigam aos rituais nos cultos de louvor, pois que assim a imaginação atinge ao seu maior grau de estupidez, chegando às raias da loucura, em função do fanatismo e da intolerância credulários, com o cerceamento do raciocínio, que empana a verdade, ignora a sabedoria, tolda a razão.

Pode-se observar claramente, sem maiores dificuldades, que o progresso evolutivo consiste na aquisição constante cada vez mais de parcelas das propriedades da Força e da Energia por parte dos seres, portanto, em um incremento das suas propriedades, cujo processo vai modificando constantemente os seus corpos fluídicos, os quais vão revelando claramente os estágios evolutivos em que eles se encontram. Qual é a dificuldade em se compreender a esse processo evolutivo? Não há dificuldade alguma, o que há é uma tremenda má vontade e uma descarada renitência por parte dos seres humanos mais atrasados, que são influenciados pela classe sacerdotal, por conseguinte, pelo astral inferior.

A natureza do ser, em relação à sua evolução, até um determinado ponto, quando anterior à aquisição da propriedade da Luz, ou seja, ao desenvolvimento do órgão mental da consciência, é totalmente revelada pelo órgão mental da propriedade da Força, o criptoscópio, e pelo órgão mental da propriedade da Energia, o intelecto, além dos seus atributos individuais e relacionais, os quais se refletem por intermédio do seu corpo fluídico, cuja influência é predominante, já que ele, em si, como essência ou como partícula de Deus que é realmente, tem a sua natureza inalterável, pois não se pode conceber qualquer modificação na natureza divina, apenas as transformações dos seres em seres menos imperfeitos, ou mais evoluídos.

Nesse evoluir, nessas constantes transformações do corpo fluídico, o ser vai formando e deixando formar corpos, passando de uma forma a outra, pois que vai deixando de ser uma coisa e passando a ser outra, uma vez que vai se ligando a outras coisas e se deixando ligar por outras, realizando e deixando realizar fenômenos incontáveis e indescritíveis, os quais escapam à apreciação comum, se considerados os limitados recursos deste planeta. Eis, pois, como se processa a formação da matéria, em sua ilusão, e em todos os estágios, do inorgânico ao orgânico.

Esta é a verdadeira razão pela qual se diz que no Universo nada se perde, nada se cria e tudo se transforma. Mas o certo é que tudo se cria, com a criação sendo proveniente do Ser Total e das primeiras parcelas das propriedades da Força e da Energia, mas nada se perde e tudo se transforma, havendo somente a evolução dos seres, que nas modificações dos seus corpos fluídicos, ao adquirirem cada vez mais parcelas das propriedades da Força e da Energia, ensejam as transformações das coisas que formam a ilusão da matéria. As coisas, representadas pelos inumeráveis corpos compostos em combinações múltiplas de partículas da matéria organizada, através das suas interações, nada mais exprimem do que essas transformações. Composição e decomposição, agregação e desagregação de corpos, são os resultados das composições mecânicas do poder e da ação, que representam a vida, advindos das propriedades da Força e da Energia.

Assim, pode-se constatar claramente que nem tudo está criado, pois há sempre a formação de novos mundos, através de novos seres, provenientes da Essência de Deus, que é o Ser Total, e das propriedades da Força e da Energia, em que estas determinam as suas formações, quando eles então vão assim ingressando no Universo, para iniciarem as suas jornadas evolutivas. Então a criação é eterna.

A parcela do Saber denominada de Química, em suas constantes investigações e pesquisas, classificou mais de uma centena de elementos básicos da matéria organizada, com alguns sendo criados, dando à partícula fundamental e infinitésima desses elementos o nome de átomo. Os seres atômicos são cientificamente combinados para formar as moléculas, que por sua vez são combinadas para formar os corpos compostos. Os seres atômicos se mantêm agregados uns aos outros, enquanto sobre eles as propriedades da Força e da Energia exercem as suas leis e os seus princípios, respectivamente, e também os seus preceitos, que se desagregam em obediência a essas leis, que são espaciais, a esses princípios, que são temporais, e a esses preceitos, que são universais.

A matéria organizada, ainda que representada por uma única coisa, digamos, um simples ser atômico, contém uma força que representa um poder, e uma energia que representa uma ação, portanto, a vida, através do seu corpo fluídico, em que as suas vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas emanam da sua aura, mantendo-se cada núcleo de alta condensação de poder e de ação perfeitamente equilibrado com os demais núcleos na composição do Todo, em completa uniformidade, cada qual dentro do respectivo estágio evolutivo em que se encontra, exercendo a função que lhe é própria e inerente. Isto porque o que as leis espaciais, os princípios temporais e os preceitos universais estabeleceram, não podem sofrer modificações, já que não existem imprevistos para a verdade e para a sabedoria excelsas, que são unas, integrais, totais. As imperfeições se encontram nos próprios seres, e nunca, jamais, nas leis espaciais, nos princípios temporais e nos preceitos universais.

O ser, pois, juntamente com o seu corpo fluídico, o qual vai se transformando constantemente através do processo evolutivo, quando ele vai adquirindo cada vez mais parcelas das propriedades da Força e da Energia, que em seus inúmeros estágios existentes dão origem a um fluido correspondente, representa uma coisa, inicialmente na estrutura do ser atômico, que em combinação com as outras coisas afins formam as moléculas, passando, depois, a uma nova ordem de ação construtiva, na composição dos corpos, dando origem à matéria, em sua ilusão. Em todo o constante agregar e desagregar de corpos, a intensidade da força e da energia vai aumentando em seu núcleo infinitésimo, com uma acentuação cada vez maior das vibrações magnéticas do poder, através da propriedade da Força, e das radiações elétricas da ação, através da propriedade da Energia, e das radiovibrações eletromagnéticas do poder e da ação, através das combinações das propriedades da Força e da Energia, fazendo progredir constantemente o seu grau de inteligência, que se revela até um determinado estágio por intermédio do seu corpo fluídico e, posteriormente, também por intermédio do seu corpo de luz, quando os seres alcançam a condição de espíritos.

Completado o ciclo iniciado no primeiro dos três grandes reinos da natureza, o mineral, de onde ascendeu para o vegetal e depois para o animal, passa esse núcleo infinitésimo a se constituir em micro-organismo de ínfima espécie. Desse micro-organismo, partindo da espécie ínfima, empreende o ser a sua evolução através de outras espécies e de outros organismos de maior complexidade, alcançando sempre formas mais elevadas, que se revelam através de corpos mais desenvolvidos, como se fossem materiais, sendo todos eles compatíveis com as naturezas dos corpos fluídicos, uma vez que os desenvolvimentos dos corpos tidos como se fossem materiais têm que ser, necessária e obrigatoriamente, compatíveis com o nível de conhecimentos e experiências que o estágio evolutivo em que se encontra exige, além dos atributos individuais e relacionais, que se refletem por intermédio do corpo fluídico.

Isso quer dizer que, quando um ser possui um corpo fluídico que se encontra em um determinado estágio de evolução, o seu corpo dito material possui os órgãos, a forma e as características adequados ao mesmo, para que através dele possa adquirir os conhecimentos, as experiências e os atributos individuais e relacionais correspondentes a esse estágio de evolução. Completado o ciclo de aprendizagem relativo a esse estágio evolutivo, uma vez adquiridos os conhecimentos, as experiências e os atributos individuais e relacionais correspondentes, isto implica que ele irá adquirir as parcelas das propriedades da Força e da Energia que se referem ao estágio seguinte, cujos fluidos a ele irão se incorporar, modificando o seu corpo fluídico. Este, então, irá requerer a formação de outro corpo dito material, cujos órgãos, forma e características sejam adequadas ao mesmo, para que através dele, conforme dito acima, o ser possa adquirir novos conhecimentos, experiências e atributos individuais e relacionais correspondentes a esse novo estágio de evolução em que se encontra. E assim por diante. Esta é a razão pela qual um cão de guarda, para desenvolver determinadas características de coragem e valentia, não pode possuir o corpo de um cordeiro, assim como um veado, para desenvolver determinadas características de sobrevivência, não pode possuir o corpo de um leão. Foi por ignorar a esses conhecimentos que Charles Darwin não conseguiu tornar inteligível para a nossa humanidade a sua teoria da evolução, pois que ele se apegou apenas ao aspecto material, olvidando do aspecto transcendental a este mundo.

Como uma coisa, apesar de existir por si mesma, necessita de outras coisas que sejam menos evoluídas para formar um corpo material independente de outros corpos alheios, assim como um vegetal, um micro-organismo, um animal irracional, que são independentes de qualquer outra coisa, ela vem do seu mundo próprio para este mundo tendo o seu corpo dito material engendrado por pensamentos dos espíritos superiores, que a cria e a mantém segundo a necessidade que o seu corpo fluídico requer, com a exceção do animal racional, que é o responsável por engendrar o próprio corpo humano.

Assim, quando um espírito vem encarnar neste mundo, os únicos seres que aqui ele vai encontrar são os seres hidrogênios e os demais seres atômicos e os seres moleculares, que para este mundo vieram com a finalidade de interagirem entre si, a fim de evoluírem através dessas interações. Então, ele lança mão de um enorme número desses seres e convoca a presença de muitos outros que pertencem a mundos mais adiantados, para que eles, em conjunto, possam formar o seu corpo carnal.  Feito isso, ele vai lançando mão destes seres convocados que pertencem a mundos mais adiantados, para que eles, em conjunto, formem um determinado tipo de célula, digamos, as células dos tecidos. Da mesma maneira, ele age no sentido de formar as demais células que irão formar o seu corpo humano. Posteriormente, ele lança mão de outros seres convocados que pertencem a mundos mais adiantados, para que eles, em conjunto com os anteriores, possam compor os diferentes órgãos do seu corpo humano, tais como os ossos, o fígado, o intestino, o coração, os pulmões, os rins, etc. A seguir, ele lança mão de outros seres convocados que pertencem a mundos mais adiantados, para que eles, em conjunto com os anteriores, possam compor os diferentes aparelhos do seu corpo humano, tais como o aparelho digestivo, o aparelho respiratório, o aparelho reprodutor, etc.

Todos esses seres têm as suas funções próprias e inerentes, mas todos as exercem sob a dependência de uma cadeia hierárquica, e sob a batuta de um único ser, no caso, o espírito, através do seu corpo fluídico, ou perispírito, que é a matriz de tudo isso. Quando ocorre qualquer desfalque nos tecidos que formam o seu corpo material, seja ele epitelial, ósseo, ou de outra natureza, outros seres afins são requisitados para a devida substituição, sendo essa troca efetuada por intermédio do sangue. É por isso que se diz que o ser humano é um universo em miniatura, pois na formação do seu corpo humano, ao encarnar, e após, quando ele o renova de sete em sete anos, uma infinidade de seres espalhados pelo Universo vem dos seus mundos para este, com o objetivo de compô-lo.

Como se pode perfeitamente compreender, na molécula e em suas subdivisões, o ser, já com alguma inteligência, apenas se torna perceptível por suas expressões vibratórias, radiativas e radiovibrativas, ou de movimento intramolecular. Já nos micro-organismos, além dessas vibrações, radiações e radiovibrações, ele revela poder e ação de movimento exterior, através da locomoção. Assim, de mudança em mudança de um corpo para outro imediatamente superior, o ser vai evoluindo, até alcançar as condições que lhe permitam, já como espírito, encarnar em um corpo humano, cujas células, órgãos, aparelhos, formas e características lhe permitem exercer a faculdade do livre arbítrio e assumir as responsabilidades correspondentes a essa faculdade, através do raciocínio.

Antes de assumirem a condição de espíritos, os seres vinham evoluindo de maneira constante, ininterrupta, sendo totalmente dirigidos pela Providência Divina, já que eles não eram senhores dos seus atos, uma vez que possuíam apenas dois órgãos: o criptoscópio, em desenvolvimento por intermédio da propriedade da Força, que lhes permitia captar conhecimentos e lhes dava o poder; e o intelecto, em desenvolvimento por intermédio da propriedade da Energia, que lhes permitia criar experiências e lhes dava a ação, com tudo isso definindo e representando a vida; além dos atributos individuais e relacionais, que comandavam as suas vidas através dos instintos. Estando latente o desenvolvimento da consciência.

Ao assumirem a condição de espíritos, os seres evoluem em conformidade com o raciocínio e o uso criterioso que façam do livre arbítrio, encarnando inumeráveis vezes, sempre em corpos canais compatíveis com as modificações que vão ocorrendo em seus corpos fluídicos, cujas formas desses corpos carnais os estudiosos do assunto já reproduziram com relativa exatidão, quando denominaram e descreverem os nossos ancestrais, que viveram milhões de anos atrás. É de se observar que, como espíritos, os seres já desenvolvem o órgão da consciência, que é desenvolvido por intermédio da propriedade da Luz, cuja função é coordenar, e cuja finalidade é unir, congregar, irmanar, o criptoscópio e o intelecto, consequentemente, o poder e a ação, a causa e o efeito, os conhecimentos e as experiências, a verdade e a sabedoria, em resumo: as parcelas das propriedades da Força e da Energia coordenadas por intermédio das parcelas da propriedade da Luz que foram adquiridas, sendo tudo isso comandado pelos atributos individuais, que tanto podem ser superiores como inferiores, e pelo atributos relacionais, que tanto podem ser positivos como negativos. E isso eles fazem por intermédio do raciocínio, que lhes permitem exercer a faculdade do livre arbítrio. É por isso que a partir desse estágio eles passam a formar os seus corpos de luz, que são diferentes dos corpos fluídicos, ou perispíritos.

O espírito realiza a sua trajetória evolutiva neste planeta em condições apropriadas ao seu estágio de adiantamento evolutivo em que se encontra, passando em cada encarnação a viver em meio adequado ao progresso já alcançado, até concluir a parte da evolução que corresponde a este mundo, quando então não precisa mais encarnar, a não ser de maneira espontânea, de modo despreendido, com o fim de alavancar o progresso da nossa humanidade.

O globo terrestre é uma esfera de matéria organizada impregnada dos fluidos provenientes das propriedades da Força e da Energia que formam o Sol e que atuam diretamente sobre os seres atômicos, constituindo-os, unindo-os e os mantendo em perfeito equilíbrio, na sistemática de uma complexidade de movimentos. Os seres atômicos estão em constantes vibrações, radiações e radiovibrações, produzidas pelas parcelas das propriedades da Força e da Energia existentes em seu interior, ou seja, em seus corpos fluídicos, cujas vibrações, radiações e radiovibrações emanam das suas auras.

De um polo ao outro da Terra passam linhas de força que as próprias bússolas denunciam. A força da gravidade exerce poderosa ação sobre cada ser atômico, atraindo-o para um centro no interior do globo. Em todos os movimentos que executa, a esfera terrestre é impulsionada pelas propriedades da Força e da Energia que atuam no interior dos seres atômicos que aqui se encontram. Ora, se é assim, então como todas as coisas são constituídas por seres atômicos, todas as coisas se encontram sob a mesma dependência. É por isso que todas as coisas, por serem assim afins umas às outras, encontram-se interligadas, formando um único corpo harmônico, um corpo planetário, um corpo celeste, que é o próprio planeta, o qual serve de mundo-escola para essas coisas, ou esses seres, inclusive para os espíritos. Daí a noção da formação e da composição de um mundo. O corpo fluídico deste mundo é o somatório dos corpos fluídicos de todas as coisas que aqui se encontram, assim como a aura deste mundo, ou a sua atmosfera, é o somatório das auras de todas as coisas que aqui se encontram.

Mas, então, quais são todas as demais coisas que são alheias a este mundo? Ora, com a exceção dos seres hidrogênios, os demais seres atômicos, os seres moleculares, os seres celulares, os seres orgânicos e os seres aparelhantes que compõem os corpos ditos materiais dos seres considerados como se fossem independentes, mas que não são, pelo fato dos seus corpos ditos materiais serem compostos por esses seres, como os seres vegetais, os micro-organismos, que algumas vezes aparentam ser vegetais, outras aparentam ser animais, os animais irracionais e os racionais. Todos esses seres são de outros mundos, e aqui vêm, juntamente com os seus corpos fluídicos, que deles fazem parte integrante, e deles são inseparáveis, com o objetivo de evoluir e, também, fazer evoluir a este mundo. Existe, pois, neste mundo-escola, uma interação de âmbito universal, em obediência ao preceito da integração, daí a razão pela qual os preceitos são universais.

Na espiritualidade, como já é sabido por todos, podemos também denominar o corpo fluídico de perispírito, que é uma palavra formada de peri, prefixo que significa à roda de, mais espírito, e que significa aquilo que rodeia o espírito, ou que fica à sua roda. O perispírito, como já se sabe, é composto de parcelas adquiridas das propriedades da Força e da Energia.

Os seres humanos têm a obrigação de se esclarecerem e adquirirem a plena consciência de saber de onde vieram, do que aqui estão fazendo e para onde vão, após a desencarnação. Sem tais esclarecimentos, eles ficam desorientados neste mundo, por conseguinte, perdem a noção tanto das obrigações e dos deveres que devem ser cumpridos, como dos direitos que lhes cabem. Vindos dos seus Mundos de Luz, os espíritos encarnam neste mundo com o encargo de desempenhar uma determinada tarefa que lhes cabe no contexto da nossa humanidade, enquanto alguns encarnam com o encargo de cumprir com uma determinada missão, com as quais se ocupam até à desencarnação, quando então devem retornar aos Mundos de Luz de onde vieram. No entanto, muitos não conseguem resistir aos apelos proporcionados pela ilusão da matéria, e se deixam levar pelos atrativos que ela oferece, seduzidos pelos prazeres mundanos, como instrumentos do astral inferior. Nessa sedução, os seus perispíritos e os seus corpos de luz são contaminados pelos fluidos próprios deste mundo e pelos fluidos pestíferos dos espíritos obsessores, que assim deixam de exercer influência em suas ações, motivo pelo qual eles passam a agir em inteira conformidade com a satisfação do corpo carnal, logicamente que sob a influência desses fluidos mundanos e espirituais inferiores. Assim, após a desencarnação, ao invés de retornarem para os seus mundos de origem, ficam perambulando pela atmosfera da Terra, atraídos e à mercê dos seus fluidos pesados e deletérios, com os quais se contaminaram e que os prendem à atmosfera do planeta, por força da gravidade, já que são tornados pesados, passando a fazer parte integrante do que se denomina de astral inferior, o qual eu conheço as suas ações e toda a sua força maléfica, pelo fato de havê-las experimentado cientificamente em toda a sua pujança.

Diz o Dr. Pinheiro Guedes, em sua obra Ciência Espírita, que o nervo trisplânico ou Grande Simpático, posto que autônomo na sua função peculiar, não só não se acha separado do sistema cérebro-espinhal, mas vive sob a sua influência, é o seu subalterno, está ligado a ele pelos nervos aferentes, cordões nervosos que, partindo dos nervos cranianos e dos raquidianos ou espinhais, penetram um a um a todos os gânglios do Grande Simpático, onde se originam os numerosíssimos filetes nervosos, que, acompanhando os canais circulatórios, sanguíneos e linfáticos, envolvendo-os como a hera envolve um muro, e penetrando as suas paredes, dirigem-se com eles a todos os órgãos e tecidos do corpo humano.

Nestas condições, só indiretamente os órgãos e aparelhos da vida de nutrição recebem o influxo do sistema nervoso cérebro-espinhal, adstrito à vida de relação, pelo que, para explicar a perturbação das funções digestivas e circulatórias, por traumatismo moral, sente-se, reconhece-se a necessidade de outro agente, além dos nervos, capaz de compreender os efeitos de uma ação indireta, remota, e, posto que impalpável, tão enérgica e tão terrível que pode fulminar como o raio. Esse outro agente é o corpo fluídico, ou perispírito, constituído do éter, parte do fluido universal selecionado e pertencente a cada esfera ou mundo, e por via do qual o espírito se incorpora, consubstancia-se órgão por órgão, molécula a molécula com o seu corpo material, a cuja organização, a cuja constituição e feitura ele assiste e preside, semelhante ao pedreiro que amassa o barro, prepara a argamassa, escolhe e afeiçoa o material com que faz o muro e constrói o edifício.

Por isso, afirma o notável médico, ainda na mesma obra, ao embate de uma paixão violenta o espírito se conturba, comove-se, confrange-se, uma vez que o perispírito, necessariamente, contrai-se, conforme o choque seja mais ou menos violento, inesperado e cruel. E assim, em o perispírito se contraindo, diminui o seu influxo sobre a molécula dita material, sobre a célula orgânica, sobre o órgão, sobre o aparelho, que por isso perde a força e a energia, a atividade e até a vida. Deste modo, pode-se compreender como uma emoção brusca e violenta pode não somente perturbar funções, que se não exercem sob o influxo dos nervos da vida de relação, mas até desencarnar o ser. Eis como a Espiritologia, verdadeiramente científica, por intermédio da doutrina do Racionalismo Cristão, vem esclarecer muitos pontos obscuros da Anatomia, da Fisiologia, da Patogênese e da Embriogenia, até hoje obscuros.

Conclui-se, então, que o corpo fluídico, ou perispírito, além de inseparável do espírito, é realmente o influenciável e não o corpo carnal, já que este age em função daquele, razão pela qual acumula os resultados do poder e de todas as ações boas ou más praticadas no decorrer da vida terrena. Esses resultados, quando de boa origem, portanto, conscientes, são provenientes da coordenação realizada pelo corpo de luz, através da consciência. No entanto, quando de má origem, somente desaparecem quando transferidos para o corpo carnal, por ocasião da reencarnação. É por isso que os resultados de todas as más ações praticadas no decorrer da vida terrena, que definem falhas ou crimes, acumuladas no perispírito, causam ao espírito profunda dor, quando em seu Mundo de Luz, já que se revelam do mesmo modo que as moléstias em geral, o que o leva a desejar, angustiosamente, a reencarnação, para que assim possa se livrar de tal dor. Alguns, ansiosos por reencarnar, sujeitam-se às piores condições físicas, daí a existência daqueles que nascem com deficiências ou com aleijões, ou então nas piores condições.

Assim, afirma o Dr. Pinheiro Guedes, ainda em sua obra Ciência Espírita, quando o ser em sua evolução alcança a condição de espírito, tem, necessariamente, gravado no perispírito todas as qualidades que lhe são peculiares, as quais são também formadas por atributos das espécies animais inferiores. Essas qualidades são as condições absolutamente indispensáveis à manutenção da vida para o ser. Para este a audácia, para aquele a timidez, para um a ostentação, para outro o disfarce, e assim a ganância, a velhacaria, a versatilidade, a hipocrisia, a imprudência, a vaidade, o orgulho, a teimosia, a ferocidade, e muitas outras, que o estudo da vida dos animais inferiores tem patenteado, as quais, ressalte-se bem: são virtudes nos animais inferiores e deficiências no ser humano.

Além dessas disposições deficientes, oriundas do processo natural da sua formação evolutiva, outras são criadas, hauridas no meio em que se desenvolve o espírito em suas encarnações, provenientes de suas relações e de muitas outras circunstâncias, tais como o egoísmo, a mesquinhez, a desonestidade, a ambição, a mendicidade, o latrocínio, a venalidade, a maledicência, a luxúria, o fanatismo, o ceticismo, etc. Tudo isso constitui estados mórbidos da alma, mais ou menos inveterados, que importa curar, e para os quais o remédio está nas variadíssimas condições de vida, desde o estado selvagem, com a sua dureza, até o da maior civilização, com as suas hierarquias e as suas numerosas profissões, desde as mais humildes até as mais elevadas, com as suas multiplicidades de funções, desde as mais baixas e repulsivas, até as mais honrosas e agradáveis, de um extremo ao outro, para cada chaga se encontra um bálsamo, para cada cancro se encontra um antídoto, para cada úlcera se encontra um cautério.

O ser possui dois tipos de atavismo: o biológico e o psíquico.

O atavismo biológico é a reaparição em um descendente de caracteres de um ascendente mais ou menos remoto e que permaneceram latentes em uma ou mais gerações, que assim é também denominado de herança ou hereditariedade ancestral. Por isso, é muito comum um ser possuir os traços físicos característicos dos pais, dos avós, etc., o que ocorre através da genética.

Já o atavismo psíquico é a conservação do caráter e das aptidões de uma vida anterior próxima ou remota, que se encontram gravados no perispírito, onde se encontra aquilo que os estudiosos denominam de subconsciente. Referindo-se a esse tipo de atavismo, a grande educadora Olga B. C. de Almeida, em sua obra intitulada Caminhos Certos, afirma que a lei da compensação não falha, quando as reações estão certas. Quer dizer a autora que a situação de cada momento depende, em grande parte, do modo por que o espírito vem sentindo, pensando e agindo durante a vida em relação a si e aos seus semelhantes, uma vez que os fatos não se sucedem por acaso, já que o ser humano retém no perispírito o conjunto de causas e efeitos decorrentes da maneira de sentir e de pensar, pelo fato dele ser o grande reservatório das propriedades da Força e da Energia que, aliado à força de vontade, forma a personalidade, e ter personalidade é saber por onde anda, aonde deseja chegar e possuir equilíbrio mental.

O perispírito, intermediário entre o corpo carnal e o espírito, guarda os sentimentos e os pensamentos a respeito das coisas, dos fatos e dos fenômenos deste mundo, os quais formam a imaginação a respeito de tudo, e vão se alterando a partir do momento em que novas imagens, novos conceitos a ele vão se incorporando, em sua representação imaginativa. Os novos conhecimentos e experiências, valorizados pela educação e reflexão, nele são retidos pela percepção e pela compreensão, que não têm limites no espaço e no tempo, respectivamente. Por ser formado através das propriedades da Força e da Energia, o perispírito tem a capacidade para realizar qualquer trabalho, pois pode captar do espaço e criar do tempo, por intermédio de si próprio, fatos e fenômenos que jamais viriam por si.

Segundo José Amorim, em sua obra Energia Programada – A Mecânica do Perispírito, o ser humano, por ainda se encontrar muito preso à materialidade, só poderá compreender exatamente o que seja o espírito se, antes, compreender o que seja o perispírito, para que assim possa evitar a confusão que alguns setores fazem entre espírito e perispírito, ou seja, entre espírito e alma, cultivando no perispírito as bases do verdadeiro espiritualismo, que nos tempos atuais, forçosamente, há de ser também científico, acreditando que poderá vir um dia a ser dissecado cientificamente, tal qual o é hoje o corpo carnal. Mas, para tanto, tem que ser levado em consideração a sua parte metafísica, que diz respeito à propriedade da Força, e a sua parte física, que diz respeito à propriedade da Energia.

Nessa sua obra, que trata especificamente do perispírito, o autor traz à tona conhecimentos fundamentais desse composto de parcelas das propriedades da Força e da Energia, que serve de intermediário entre o corpo carnal e o espírito, os quais, ora em diante, passarei a descrever em seus pontos fundamentais, mas em conformidade com a razão.

Está próximo o tempo em que a ciência reunirá as condições necessárias para estudar o perispírito com a mesma minúcia com que hoje disseca o corpo carnal. Há indícios de que já começa a se generalizar entre os cientistas da atualidade, o conceito de que os males e as doenças se encontram alojados no perispírito, antes de atingir o corpo carnal, através do próprio perispírito. Devem, então, pelo método da indução, começar também a definir a via que os conduzirá a ele. No entanto, as religiões têm que transmitir os seus conhecimentos metafísicos, e as ciências têm que realizar as suas experiências físicas correspondentes.

Pelo método objetivo que a ciência utiliza, não será difícil a penetração no perispírito. Parte-se do princípio de que o corpo carnal é como o próprio mundo Terra. Este, em sua composição, possui a matéria desde o mineral bruto até os rios e oceanos, que com a ação do calor se tornam gasosos, alimentando a camada fluídica que envolve o planeta e o liga aos demais planetas do sistema solar. Aquele, em sua composição, também possui a matéria em todos os seus estágios, do mais denso, compacto, como os ossos, os dentes, as unhas, ao mais fino, neste caso os nervos, que em sua própria composição de neurônios, possuem estágios que chegam ao gasoso, alimentando igualmente a camada fluídica que o envolve e o liga ao perispírito, onde neste ponto o alcançaremos, usando aparelhos eletrônicos mais sofisticados de que já se servem as ciências.

Até os antigos egípcios já se referiam ao perispírito e o chamavam de “a forma que sai”, o que implica em dizer que desde a antiguidade já era de conhecimento público as vidências ocorridas em cima de momentos de desdobramentos, ou seja, nos momentos em que, ao dormir, o nosso espírito, juntamente com o seu perispírito, afasta-se do corpo carnal, permanecendo ligados a este por cordões fluídicos. Até São Paulo afirmava que havia um corpo de essência espiritual. Philoponus, autor também dito cristão, escreveu o seguinte:

“A alma apenas se separa do corpo grosseiro, ficando, porém, sempre unida a um corpo espiritual ou áureo, no qual e pelo qual atua”.

E o Dr. Henry Moore, por sua vez, diz o seguinte:

“O veículo astral da alma é de tal modo tênue que pode atravessar os poros mais delicados do corpo material, tão facilmente como a luz passa através do vidro ou o raio atravessa a bainha de uma espada sem despedaçá-la nem riscá-la”.

Nós podemos comparar o perispírito a um imenso computador, um potente campo de parcelas das propriedades da Força e da Energia, que vem sendo trabalhado por cada um dos seres desde os primeiros momentos das suas existências eternas e universais. É como se fosse uma colossal máquina, da qual o ser é o operador e a ela se encontra indissoluvelmente ligado por inúmeros filetes magnéticos, elétricos e eletromagnéticos, através dos quais vai estabelecendo uma programação automática com causas nos sentimentos, que proporcionam o poder, e efeitos nos pensamentos, que proporcionam a ação, por onde se pode constatar a vida. Os sentimentos e os pensamentos é que vão estabelecendo a programação, sob o comando dos atributos individuais e relacionais. Os impulsos que um ser apresenta a cada momento, têm por base os impulsos anteriores, quer dizer, os impulsos de hoje programam os de amanhã, sempre em proporções crescentes. Assim, o poder e a ação de um ser deixam em seu perispírito uma espécie de sulcos que atuam como molas impulsionadoras. Os seus impulsos têm por base essas supostas molas. Conforme a natureza dos seus sentimentos e pensamentos, com os quais se encontra no momento operando essa máquina, assim serão os seus impulsos em relação à vida que leva no cotidiano. Por isso, faz-se mister que se discorra um pouco sobre os computadores, que já marcaram o início de uma nova civilização.

Aos mais modernos computadores fabricados hoje em dia, é óbvio que faltam as produções dos sentimentos, através do criptoscópio, dos pensamentos, através do intelecto, e da amizade espiritual, através da consciência, sendo unânime a afirmativa de que os dois primeiros os cientistas podem até simular, por intermédio de um processo mecânico regulado pelo que o ser humano, neles, programou. Isto quer dizer que eles tanto podem causar como efeituar, mas não podem, jamais, adquirir a consciência daquilo que causam e efeituam, simplesmente porque a responsabilidade das ações racionais é do programador, e não da máquina, que simplesmente obedece à programação.

Ora, as máquinas agem por força de matrizes criadas pelo ser humano, matrizes estas que regulam os impulsos magnéticos, elétricos e eletromagnéticos, tal como os nossos nervos conduzem os impulsos iniciados em nosso perispírito, com base nas matrizes armazenadas pelos nossos sentimentos e pensamentos. Os impulsos que nos levam mecanicamente a fazer coisas, são aqueles que nos fazem agir sob a influência do perispírito, de natureza animal, portanto, instintivos. Ao passo que os impulsos que nos levam conscientemente a fazer coisas, são aqueles que nos fazem agir sob a influência do corpo de luz, de natureza humana, portanto, espirituais.

Como se pode facilmente constatar, a evolução espiritual consiste na coordenação da força e da energia contidas no perispírito, por intermédio do corpo de luz, para que o ser humano não paute o seu poder e as suas decorrentes ações com base nas influências instintivas que naquele se encontram armazenadas, ou com base nos atributos individuais e relacionais que sejam inferiores e negativos, respectivamente, por conseguinte, que venha a pautar o seu poder e as suas ações com base nos atributos individuais e relacionais que sejam superiores e positivos, respectivamente, tendo por escopo a formação quase que por completa do seu corpo de luz, para que então possa agir segundo os ditames racionais advindos da consciência, a grande coordenadora do criptoscópio e do intelecto.

Somente quando alcança a zona de consciência é que o ser humano pode conceber a existência das propriedades da Força e da Energia que formam o seu caráter e a sua personalidade. É o espírito lutando contra as formas instintivas, inferiores e negativas, de tudo aquilo que ficou programado no perispírito, esse corpo fluídico formado de parcelas das propriedades da Força e da Energia, de poder e de ação poderosos, carregado das influências dos conhecimentos e das experiências adquiridos no pretérito, cuja programação poderosa somente pode ser vencida sob a ação de um esforço ainda mais poderoso, advindo da propriedade da Luz. E aqui a boa vontade é de fundamental importância.

O autor José Amorim se utiliza da expressão “energia programada”, mas a expressão mais adequada é “força e energia programadas”, uma vez que o perispírito, por certo, é um potente campo de parcelas das propriedades da Força e da Energia, que vem sendo trabalhado por cada ser desde os primeiros momentos da sua existência. Trabalhando nesse campo, é como se o ser estivesse diante de uma extraordinária máquina eletrônica, da qual é o programador e o operador e a ela se encontra indissoluvelmente ligado por filetes magnéticos, elétricos e eletromagnéticos, através dos quais vai estabelecendo uma programação automática, por intermédio da sensibilidade, posteriormente dos sentimentos, e dos sentidos, posteriormente dos pensamentos, o que é a mesma coisa que dizer que ele vai programando as suas situações futuras, pois que o presente é decorrente do passado, e o futuro é decorrente do presente, conforme a natureza dessa programação seja boa ou má.

Sentimentalizar ou pensar é o mesmo que programar. Agir é o mesmo que operar. Assim, cada ser é o programador e o operador das propriedades da Força e da Energia que vai adquirindo parceladamente, que formam o seu perispírito e que representam a extraordinária máquina em que trabalha. Os sentimentos e os pensamentos que o ser teve no passado, são as bases dos de hoje, e estes são as bases dos de amanhã, sempre em proporções crescentes. É assim que se realiza a programação perispiritual e se explica o sentido das tendências e aptidões de cada ser, que sempre têm por base o que se fez no passado. E assim se explica também a formação do caráter, de natureza boa ou má, que cada ser expõe com as suas atitudes cotidianas, assim como também a formação da personalidade.

Eu posso então afirmar, convictamente, que o perispírito é o corpo no qual trabalha o seu semeador, que é o espírito, pois se superiores forem os sentimentos e positivos forem os pensamentos, boa será a semente nele lançada, e em sendo boa a semente nele lançada, bons serão os frutos a colher.

É por demais extensa a matéria para estudos que oferece o perispírito, mas que infelizmente é ignorada pelos cientistas, que concentram os seus estudos apenas no corpo carnal, ou material, como queiram. Mas o perispírito justifica e explica plenamente não somente o desenvolvimento da vida vegetativa dos seres, como também a do chamado atavismo biológico e os fenômenos fortuitos da autossugestão, para os quais muitos procuram, até hoje, as suas explicações, como no caso de um doente de um mal qualquer que parecia não ter cura, mas que, de repente, ficou são, ou como o de um covarde que de um dia para o outro se agigantou, ao praticar atos de heroísmo.

Os médicos, que infelizmente não cumprem com as suas obrigações de investigações e de pesquisas de modo completo, deveriam compreender com total clareza o processo mecânico do perispírito sobre o corpo carnal, quando neste regula a nutrição. Ora, o corpo carnal é uma máquina regulada e conduzida através da programação estabelecida no perispírito, que é a sua matriz, onde se encontram os comandos das operações da mecânica fisiológica. O aparelho digestivo é uma demonstração desse mecanismo, posto que funciona de maneira comprovadamente automática, deixando intrigados aos investigadores e pesquisadores mais competentes deste mundo, se é que sejam realmente competentes, com a complexidade das operações que realiza. É fantástica a maneira como fabrica as substâncias capazes de transformar as proteínas animais em proteínas humanas, para que possam os músculos e o tecido conjuntivo sobreviverem, e assim desempenharem as suas funções. Por mais que se empenhe, o ser humano não conseguiu, até hoje, construir um laboratório com capacidade de efetuar as transformações que o aparelho digestivo normalmente realiza, notadamente no trabalho de converter gorduras vegetais em outros tipos de gorduras e açúcares. E o interessante é que tudo isso se realiza sem que ocorra a consciência do fato, pois o automatismo está regulado nas partes mais profundas do perispírito, sem o que não se pode justificar a exatidão da programação cumprida, daí o surgimento do subconsciente, que quase ninguém sabe de onde provém, mas que é proveniente do próprio perispírito.

Fala-se muito em evolução das espécies, mas se restringindo somente ao sentido material, esquecendo-se da espiritualidade, por isso limitam o âmbito das investigações e pesquisas somente àquilo que surge diante das observações dos olhos da cara. No entanto, esse fenômeno natural da existência se dá, exclusivamente, com as aquisições das propriedades da Força e da Energia, que lenta e parceladamente vai se incorporando ao corpo fluídico e o modificando, cuja programação vai estabelecendo o surgimento de novas formas para atender às novas necessidades programadas ou criadas. Sem o corpo fluídico que foi incorporado na partícula iniciante, aquela que aciona um ser hidrogênio, jamais uma espécie poderia ensejar o surgimento de outra.

O processo criador proveniente da Inteligência Universal vai delineando sistematicamente as maneiras que conduzem uma espécie a outra, até o surgimento do ser humano, já que não pode existir nenhuma forma sistemática no plano dito material que não tenha sido estabelecida a sua matriz em plano astral, em conformidade com a natureza, a não ser as decorrentes das vibrações, das radiações e das radiovibrações humanas e espirituais inferiores e negativas doentias, pois que todos os seres não sistemáticos, por isso os seres nocivos aos seres humanos e outros viventes são criados por intermédio das produções dos sentimentos inferiores e dos pensamentos negativos, cujas vibrações magnéticas, radiações elétricas, respectivamente, e radiovibrações eletromagnéticas, influenciam e transformam a atmosfera terrena, que é a sua aura, por conseguinte, os corpos fluídicos dos seres que aqui se encontram para evoluir e fazerem os demais evoluírem, sendo os seres humanos vítimas de si mesmos.

O processo da evolução, então, deve ser procurado no corpo fluídico, onde a aquisição constante de cada vez mais parcelas das propriedades da Força e da Energia, estabelece a modificação correspondente à sua necessidade aumentada, que se reflete no corpo carnal gerado e outros. Assim, os seres provêm do átomo e chegam ao ser humano, onde iniciam o processo de aquisição do corpo de luz, em que se reflete a consciência, com base no raciocínio e na faculdade do livre arbítrio.

Pode-se observar facilmente nos animais irracionais o fato de que eles só fazem aquilo que lhes é essencial, o determinado pela necessidade, que se encontra programado nos seus corpos fluídicos. Comem somente o que precisam e, em regra geral, via de regra, a quantidade exata. Até o ato sexual parece ser medido pela necessidade de sobrevivência ou a perpetuação da espécie, havendo para cada espécie uma época certa para o acasalamento. Fazem tudo mais correto que o ser humano, o qual, por haver adquirido o direito do livre arbítrio, parece estar aprendendo, dolorosamente, a utilizá-lo.

Mas por que o gato selvagem, que não se agrupa facilmente, procura o seu par no fim de cada primavera? Por que o cão, considerado o melhor amigo do homem, sendo realmente fiel, e não esse deus bíblico metido a exterminador, que não passa de um espírito tremendamente obsessor, ataca furiosamente a alguém quando percebe que o seu dono se encontra ameaçado pelo mesmo? O que orienta a direção do animal selvagem no habitat que lhe é próprio? Em síntese: o que é que impulsiona os animais irracionais a agirem segundo os seus próprios instintos, senão o corpo fluídico? A explicação lógica para tudo isso é a seguinte:

Como se sabe, o corpo fluídico é formado pela propriedade da Força, que produz as vibrações magnéticas, e pela propriedade da Energia, que produz as radiações elétricas, cujas combinações de ambas as propriedades produzem as radiovibrações eletromagnéticas, que emanam da aura, as quais se cruzam com outras vibrações, radiações e radiovibrações, que formam correntes em todos os sentidos. Essas correntes são captadas mais intensamente pelos seres com menor grau de evolução. Pode-se observar que os animais irracionais seguem a essas correntes quase como que uma programação, para todas as suas ações, sintonizando, por exemplo, a presença de um animal de outra espécie, o que lhes possibilita se defender, ou atacá-lo, para garantir a sua sobrevivência. Sem esse instinto, ou seja, sem essa programação existente no corpo fluídico, que é a característica determinante para a sobrevivência das espécies, os animais irracionais não teriam condições de vida, pois essa programação determina o rumo certo, através do espaço e do tempo, para todas as suas necessidades de preservação, tanto individual como de toda a espécie. E mais: através dessas correntes há um intercâmbio muito grande do reino vegetal e entre este com os reinos mineral e animal.

Nesse processo, essas correntes de vibrações magnéticas, de radiações elétricas e de radiovibrações eletromagnéticas são emitidas para atrair os insetos e pássaros, com o objetivo de facilitar a polinização das flores. Outros animais, inclusive o próprio ser humano, também são atraídos para que, ao se aproximarem o suficiente, possam sentir o aroma agradável, ver as cores exuberantes e provar o sabor convidativo dos seus frutos, e assim levar as suas sementes para outros locais, proporcionando à espécie vegetal uma maior extensão territorial e, consequentemente, a propagação das espécies.

A grande maioria dos vegetais necessita de intercâmbio sexual para produzirem os seus frutos, mas cada espécie de flor contém, geralmente, apenas um tipo de gameta, masculino ou feminino. Assim sendo, por não poderem se aproximar para que haja a fecundação, as plantas dependem do processo denominado de polinização, no qual o pólen, que contém as células sexuais, é transportado através dos ventos, em que neles estão contidos os seres, dos insetos e dos pássaros. Estes últimos carregam o pólen, de flor em flor, quando nelas, ou próximo delas pousam. Isso parece até um ato inteligente, feito por um ser dotado de raciocínio, entretanto, nesse estágio, a partícula de Deus tem uma porcentagem muito pequena de domínio sobre a dita matéria e, portanto, não pode ser dotada de inteligência, na acepção da palavra, em que se constata a racionalidade. Nesta consideração, nem mesmo os animais irracionais, que já são dotados de movimentos e são capazes até de se organizarem dentro de sua espécie, têm qualquer inteligência racional.

É a Inteligência Universal, portanto, Deus, quem organiza a todo o processo de equilíbrio ecológico, o ecossistema, através dos espíritos, que são os executores da sua vontade, tudo com base nas leis espaciais, nos princípios temporais e nos preceitos universais. Desta maneira, determinou-se a existência de presas e predadores, o que, à primeira vista, pode parecer até uma maldade, entretanto, é esta relação entre predador e presa que determina o equilíbrio ecológico, pois se não existissem predadores, determinadas espécies assumiriam proporções incontroláveis, prejudicando o processo evolutivo das demais espécies, e, além do mais, ser presa ou predador faz parte do contexto de um aprendizado complexo e universal entre as espécies, que interagem entre si, para que assim possam evoluir, adquirindo conhecimentos, experiências e atributos.

Com relação aos seres humanos, todos já viram, com certeza, um pianista tocando uma melodia qualquer, enquanto, ao mesmo tempo, conversa normalmente com outra pessoa. Logicamente que algo, além dele, ou seja, além do seu corpo carnal, ou material, conforme alguém queira se expressar, opera automaticamente o teclado do piano. Isto implica em dizer que não é mais o consciente que trabalha, e sim, algo mais interior, o perispírito, cuja função de subconsciente quase todos ignoram. Assim, quem fala em subconsciente está falando em perispírito, porque é justamente nessa parcela adquirida das propriedades da Força e da Energia, em forma fluídica, que parece não mais ter fim, onde os seres humanos guardam a memória — retentividade — dos sentimentos e pensamentos, por conseguinte, dos poderes e das ações praticados, que implicam em conhecimentos metafísicos, por serem todos provenientes da propriedade da Força, e em experiências físicas, por serem todas criadas através da propriedade da Energia.

No caso do pianista em questão, ou mesmo para qualquer outro ofício, é necessário que, primeiro, o ser humano o torne mecânico, como mecânica é a natureza dos corpos fluídicos ou perispíritos. Isto significa que no início de qualquer treinamento, e isto é do conhecimento de todos, é necessário que se vá adquirindo o poder e se praticando as ações com bastante cautela, com muita atenção, para que se possa lançar as impressões de tal poder e de tais ações no perispírito, ou subconsciente, porque, com a prática, será esse corpo de memória mecânica quem irá conduzir automaticamente o poder e as ações, a tal ponto que a atenção consciente já não mais possa acompanhá-las, e esta atenção, quando atenta, até atrapalha as ações mecanizadas por parte do perispírito. Deste modo, fica provado que o corpo fluídico, ou perispírito, que contém o subconsciente, pode conduzir as vidas dos seres humanos, independentemente das suas vontades, se a ele afrouxarem o comando do seu poder e das suas ações.

Até aqui, pelo que já foi posto, é possível se compreender a mecânica do processo mental, onde levados pelos nossos sentimentos superiores ou inferiores e pelos nossos pensamentos positivos ou negativos, adquirimos conhecimentos e experiências em nossa evolução espiritual, mas quem memoriza e opera, quem torna esse aprendizado mecânico é o perispírito, que também pode ser denominado de subconsciente, já que o contém. Os sentimentos e os pensamentos expõem o agente principal em poder e ação, que é o espírito, partícula do Ser Total, enquanto o perispírito passa a ser o auxiliar, que tudo arquiva em seu universo, posto sob dimensão individual, transformando-se, assim, naquele componente mecânico municiador do ser, posto que são as suas propriedades.

É de se supor, então, que duas correntes se vão formando em torno da Terra, com as impressões dos sentimentos e pensamentos de todos os seres humanos.

Uma dessas correntes é voltada para o mal, através da produção de sentimentos inferiores e da produção de pensamentos negativos, que emanam das auras dos seres humanos mais atrasados no processo da evolução espiritual, e, também, dos espíritos quedados no astral inferior. Essas correntes são pesadas, escuras, deletérias, como as correntes formadas pelos credulários que seguem aos sacerdotes em seus cultos credulários, daí a formação de uma nebulosa escura na Terra, em forma de imagem, cuja imagem foi obtida pela NASA, a qual eu mostrarei no site pamam.com.br, interpretando as figuras nela constantes, assim como outras nebulosas escuras que se encontram na Terra.

A outra dessas correntes é voltada para o bem, através da produção de sentimentos superiores e da produção de pensamentos positivos, que emanam das auras dos seres humanos mais adiantados no processo da evolução espiritual, que em todos os tempos idealizaram o bem, para que por seus intermédios possa assim surgir uma sociedade organizada nas leis espaciais, nos princípios temporais e nos preceitos universais, para que a justiça possa então se fazer valer neste mundo, sendo comum a todos, porque essas impressões deixadas na atmosfera do planeta influirão na vida dos seres humanos do futuro, arrojando-os mais para frente, uma vez que poderão estabelecer uma programação satisfatória que gerará fatalmente modificações no futuro, com vistas ao progresso geral da nossa humanidade.

Fernando Faria, em sua obra A Chave da Sabedoria, afirma que desde a antiguidade, cerca de 3.000 a.C., os egípcios afirmavam que os seres humanos possuíam um segundo corpo espiritual denominado de KA, afirmando também que o mesmo se prendia ao corpo humano por cordões de luz prateada, que são os cordões fluídicos, e que após a morte do corpo humano, com a decomposição, estes cordões fluídicos iam lentamente se desfazendo, até se libertarem totalmente. Com a técnica do embalsamento, os egípcios conseguiram impedir que o corpo humano entrasse em decomposição, impedindo assim que se processasse o rompimento desses cordões de luz prateada, ficando o KA preso indefinidamente ao corpo humano embalsamado. Desta forma, segundo hipóteses de alguns estudiosos espiritualistas, os egípcios contrariavam a lei natural da encarnação, por isso a sua civilização foi banida do planeta Terra, não restando dela nem a raça e nem a língua.

Afirma também o autor que, conforme o espiritismo e as suas seitas, possuímos um segundo corpo, ao qual Allan Kardec, em 1854, deu a denominação de perispírito. Mas esta nova palavra surgiu da analogia entre as constituições do ser humano e a de um fruto, pois envolvendo as sementes dos frutos há uma polpa denominada pela ciência botânica de perisperma. Como o perisperma envolve a semente, também o perispírito envolve o espírito. Nesta analogia, a casca do fruto representaria o corpo humano. Allan Kardec também dizia que o ser humano é constituído de três corpos, quais sejam: o espírito, o corpo humano e o perispírito, com este servindo de ligação entre o espírito e o corpo humano, através de laços fluídicos. Mas em virtude de ele haver sido obsedado pelo astral inferior, esqueceu-se de mencionar também o corpo de luz, que veremos no tópico seguinte.

José Amorim, em sua obra Energia Programada – A Mecânica do Perispírito, autentica o dizer de Fernando Faria, quando afirma que os antigos egípcios mencionavam o corpo vital e o denominavam de “a forma que sai”, com base em vidências ocorridas em momentos de desdobramentos, nas ocasiões em que adormecemos e o espírito com ele se afasta do corpo humano. Mas foi o Dr. Pinheiro Guedes quem primeiro abordou tecnicamente o assunto e outros correlatos, em sua obra Ciência Espírita, as páginas 35 a 40, quando afirma o seguinte:

“… (a Espiritologia, digo eu) nos faz compreender melhor o mecanismo das funções, não só das psíquicas ou mentais, mas, também das orgânicas ou vitais; e as relações da alma com o corpo, cujas perturbações são causas predisponentes e até determinantes de estados mórbidos.

O sono, quer o natural, quer o provocado pela hipnose ou pelos anestésicos, assim como os sonhos e as alucinações, não podem ser explicados de modo compreensível, racional e satisfatoriamente, pelos processos fisiológicos comuns e ordinários da escola organicista ou materialista.

O sono é a supressão das funções de relação; é a suspensão da atividade psíquica; a quase cessação da vida animal.

Durante o sono o corpo repousa e a alma retempera.

Enquanto repousa, o corpo repara as suas perdas, refaz-se; e a alma se retempera, aprestando-se para a luta.

O sono, como a vigília, é um modo de ser do vivente; ambos afirmam a existência, em antítese: pois que a vida é dupla, — vegetativa ou orgânica, animal ou de relação.

As escolas materialistas procuram explicar o sono, quer o natural, quer o artificial — provocado ou mórbido — por uma espécie de paralisia do cérebro, devido à sua compressão, ora pela falta, ora pela superabundância de sangue.

Incontestavelmente, tanto a anemia como a congestão acompanham-no ou se apresentam no sono; dado o sono natural, provocado ou mórbido, o aparelho cefálico se encontra em um desses dois estados; mas, indicar o estado ou a condição de um órgão ou aparelho, na realização de um fenômeno ou de uma função; explicar o seu mecanismo ou a maneira de se efetuar, não é determinar a sua causa; são fatos, diferentes, não devem ser confundidos.

A observação registra que a perda de sangue, em quantidade excessiva, e às vezes até a de uma pequena porção traz como consequência o sono, o delíquio, a síncope ou a vertigem e mesmo a morte, que é um sono, do qual não se desperta.

Ainda outras manobras provocam o sono: a inalação de anestésicos, os passes magnéticos, a sugestão, o repouso e até o movimento, quando cadenciado, um canto monótono e a só ausência de luz; tudo isso, todas essas manobras são apenas condições para o sono; são, quando muito, causas predisponentes.

A causa do sono, a única que é real, verdadeira, aquela que o determina e impõe, é a necessidade da suspensão da atividade psíquica, a supressão das funções de relação: a paralisação temporária da vida animal.

O sono é para a vida animal o que a fome e a sede são para a vida orgânica: pela fome e a sede o corpo reclama alimentos: pelo sono a alma pede alento.

O sono é uma necessidade psíquica.

Os sonhos e as alucinações são fenômenos puramente psíquicos, não podem ser explicados fisiologicamente; por isso as teorias, que a ciência materialista criou para explicá-los, são falsas e até irrisórias.

Por elas, os sonhos são produzidos por perturbações do aparelho digestivo!

São o produto de uma atividade inconsciente!

São o fruto da superexcitação de certos grupos de células cerebrais, quando outros centros estão em repouso, daí a sua incoerência!

Não se lembram os criadores de tais teorias esdrúxulas de que há registrados sonhos autênticos, que foram verdadeiras profecias!…

Passa-se nos sonhos o mesmo fato que se dá no sonambulismo lúcido: a alma do magnetizado vê e ouve aquilo que se dá a centenas de léguas: lê no passado e no futuro. Fatos, que o corroborem, não faltam: encontram-se nos livros religiosos (leia-se credulários, digo eu) e nos profanos, nos romances e nas páginas da História.

As alucinações estão no mesmo caso, não podem ser explicadas fisiologicamente, porque nem são fenômenos psíquicos, mas fatos espiríticos.

A pretensão da ciência materialista, a explicá-las, é simplesmente ridícula.

Não se pode aceitar, seriamente, como perversão dos sentidos — alucinação — a audição de palavras, frases e dissertações em língua que o ouvinte não conhece, e que ele repete com dificuldade; ou ainda a audição de uma peça de música.

Assim também a descrição exata da figura de um indivíduo, que o vidente nunca vira antes, falecido ou ausente; descrição minuciosa do seu porte, feições, atitudes e gestos habituais, o que revela a realidade e prova a identidade da pessoa, embora só a ele visível.

São numerosos os fatos desta natureza, registrados na literatura médica, na dramática e em outras.

Portanto, as teorias, inventadas pelos materialistas para explicar o como e o porquê dos sonhos e alucinações, são falsas; não passam de meras hipóteses, sem fundamento, sem as condições das científicas.

Fenômenos puramente psíquicos e fatos espiríticos, como certas alucinações, verdadeiros casos de mediunidade, não obedecem às leis orgânicas.

As nevroses, e, entre elas, principalmente o sonambulismo, a catalepsia e a loucura, não têm explicação satisfatória e racional fora das teorias, princípios e leis provenientes do estudo dos fenômenos espiríticos.

Os fenômenos, hoje estudados e vulgarizados sob o nome de Hipnotismo; e de há muito conhecidos pelos Mesmer, Puysegur, Dupotet, e muitos outros, antes e depois deles; a chamada transposição dos sentidos, a penetração ou leitura do pensamento e a sua transmissão, assim como a exteriorização da sensibilidade e outros, não podem ter explicação plausível, racional, científica, senão na existência do corpo astral, corpo anímico ou perispírito, que é constituído pelo fluido etéreo ou fluido universal, cuja existência foi, há pouco, demonstrada experimentalmente.

A Espiritologia, portanto, é uma ciência profunda, vasta, eclética, cujo estudo é de suma utilidade”.

Esses conhecimentos metafísicos acerca da verdade logo acima transmitidos pelo Dr. Pinheiro Guedes, são mais bem compreendidos por intermédio da encarnação e da desencarnação dos espíritos.

Existe o determinismo, sendo com base nele que os espíritos encarnam. O determinismo é decorrente do plano de espiritualização para a nossa humanidade. Em obediência a esse plano, o qual foi formulado pelo espírito que se deslocou da sua humanidade para a nossa, e que em nosso mundo-escola encarnou por cinco vezes para a consecução do seu plano, sendo a sua primeira encarnação como Hermes, no Egito, a segunda como Krishna, na Índia, a terceira como Confúcio, na China, a quarta como Platão, na Grécia, e a quinta como Jesus, tendo nesta sua última encarnação alcançado a condição evolutiva do Cristo, que é o instituto que liga todas as humanidades umas às outras, à medida que elas vão se espiritualizando, cujo Instituidor é Deus. Assim, o Astral Superior vai determinando aqueles que devem encarnar e aqueles que devem permanecer em plano astral, consoante o plano da nossa espiritualização.

Aqueles que devem encarnar se comprometem a cumprir à risca tudo aquilo que para ele foi determinado pelo Astral Superior, em conformidade com o plano para a espiritualização da nossa humanidade, mas são eles, os espíritos, que vão planejar todas as suas ações neste mundo, em função do livre arbítrio que possuem. Assim, nesses seus planejamentos, eles já sabem quem vão ser os seus pais e tudo o mais que deverão realizar neste nosso mundo-escola, quer dizer, em plano astral eles são perfeitamente cônscios das suas obrigações e dos seus deveres a serem cumpridos no planeta Terra, os quais são diretamente proporcionais aos estágios evolutivos em que eles se encontram. Em razão disto tudo, é óbvio que os acasos, as coincidências, os destinos, e tudo mais que se refira à sina ou ao fado são frutos da ignorância acerca da vida espiritual.

Por isso, nenhum fato ou fenômeno existente na natureza, ou mesmo qualquer acontecimento da vida existente neste planeta, no caso em questão da vida humana, pode ser ocultado aos planos espirituais. A explicação para isto é que produzimos vibrações magnéticas, através dos nossos sentimentos, produzimos radiações elétricas, através dos nossos pensamentos, e produzimos radiovibrações das combinações de ambos, os quais se cruzam em todas as direções. Desta maneira, tão logo se opera uma fecundação, esta é imediatamente constatada em plano astral, e assim um espírito acorre a cumprir uma das mais importantes determinações dos preceitos universais: o preceito da reencarnação; dentre os que aguardam, sem temor ou relutância, a sua vez de reencarnar, estando compenetrado das obrigações e dos deveres que lhe cumprem no planeta Terra.

Determinado a reencarnar, e já estando identificada aquela que lhe vai servir de mãe, o espírito assiste e acompanha a formação do seu corpo carnal durante toda a gestação, até completar toda a evolução fetal, quando dele toma posse inteira, absoluta à natalidade, ficando a ele unido, ligado por cordões fluídicos. Assim, o corpo carnal em formação vai sendo envolvido pelos seres atômicos, que formam os seres moleculares, que formam os seres celulares, que formam os seres orgânicos, que formam os seres aparelhantes, pelo corpo fluídico do espírito que sobre ele vibra, radia e radiovibra, de aura para aura, postado do lado de fora do corpo da gestante, até o momento de vir à luz, quando então dele se apossa, inteiramente, estando assim encarnado. Estando consumada a encarnação, fica o espírito apoiado no seu corpo fluídico ou perispírito justaposto ao corpo da criança, do lado esquerdo. Desta maneira, logo que o espírito encarna, passa o ser humano a ser constituído de quatro corpos:

  1. Espírito: que é a partícula individualizada do Ser Total, que possui o corpo mental, o qual é formado pelo criptoscópio, que ele desenvolve por intermédio da propriedade da Força, em que através desta desenvolve também os seus atributos individuais, pelo intelecto, que ele desenvolve por intermédio da propriedade da Energia, em que através desta desenvolve também os seus atributos relacionais, e pela consciência, que ele desenvolve por intermédio da propriedade da Luz, em que através desta desenvolve também a sua educação, então o espírito é pura inteligência;
  2. Corpo fluídico, ou corpo astral, ou perispírito, ou duplo etéreo: que é formado pela combinação das propriedades da Força e da Energia, cujas parcelas foram adquiridas no decorrer da evolução espiritual;
  3. Corpo de luz: que é formado pela propriedade da Luz, cujas parcelas adquiridas também foram adquiridas no decorrer do processo da evolução espiritual;
  4. Corpo carnal: que é formado pelos seres infra-humanos, por intermédio do seu corpo fluídico ou perispírito, e que é a sua matriz.

Com essa constituição desses quatro corpos, ele terá que exercer as suas funções terrenas e viver, distintamente, as duas vidas:

  1. A que se refere ao espírito, a vida considerada como sendo astral, que é de âmbito universal;
  2. E a que se refere ao corpo carnal, a vida tida como sendo material, relativa a este mundo-escola.

O espírito, que possui o corpo mental, formado pelos órgãos mentais, que são o criptoscópio, o intelecto e a consciência, e que também possui os atributos individuais e relacionais, os quais dão os comandos para os órgãos mentais, para o qual estão voltadas as atenções dos estudiosos do assunto, é o agente vivo e inteligente que governa aos outros três corpos: o corpo fluídico ou perispírito, o corpo de luz e o corpo carnal; sendo, portanto, o grande responsável por todas as manifestações de vida. A lei de transformação a que estão sujeitos os corpos fluídicos, ou perispíritos, e o corpo carnal, sem que o corpo de luz participe diretamente, jamais atinge ao espírito, que apenas vai evoluindo, pelo fato dele ser eterno e imutável, na sua essência, por essa razão, à medida que evolui, ele oferece as demonstrações mais admiráveis de potencialidade e de valor, mas não de importância, já que todos os seres têm a mesma importância, do ser hidrogênio a Jesus, o Cristo, como já demonstrado anteriormente.

E agora eu devo aqui demonstrar de vez, da forma mais racional e lógica possível neste mundo, as causas das doenças, das origens dos micro-organismos, dos insetos e animais nocivos, que também causam doenças aos seres humanos e aos outros viventes, e de outros fenômenos que originam os desastres tidos como sendo naturais.

Para tanto, vejamos primeiro o que diz José Amorim, em sua obra intitulada A Saúde Com a Limpeza Psíquica ou Psiquismo Prático do Racionalismo Cristão, as páginas 15 a 37, cujos dizeres já explicam com satisfação as causas das doenças por que são acometidos os seres humanos e os demais viventes, com o seu complemento sendo explanado logo a seguir, quando ele diz o seguinte:

O perispírito é o corpo energético (e de força, digo eu) constituído de fluidos que se casam, por sua evolução, com os elementos fluídicos de que se compõe a atmosfera do mundo a que o ser pertence no espaço infinito. Ele é uma espécie de matriz do corpo físico. É nele que estão programadas as situações futuras do corpo físico, o crescimento e desenvolvimento deste.

Assim como o corpo astral tem programado em si as situações por que vai passar o corpo físico no futuro, até aquelas relacionadas com o que se convencionou chamar de carma, a mente (espírito) pode inclusive criar novas com os pensamentos que vai gerando. Pois o espírito, quando pensa, atrai fluidos e os incorpora no seu perispírito (grifo meu). Se os fluidos forem sadios ou doentios, o corpo astral (perispírito) transfere depois tais fluidos para o corpo físico e esses fluidos vão influenciar o corpo físico para a saúde ou para a doença, tudo dependendo, pois, da qualidade dos pensamentos.

O corpo físico, entre todas as suas funções, passa a ser ainda uma espécie de depurador do corpo astral. Foi como idealizado para limpar constantemente o corpo astral, que um dia tem que voltar limpo para o seu Mundo de Luz. O corpo físico chupa então para si, como se fosse um mata-borrão, as impurezas do corpo astral e então os fluidos deletérios escorrem, como dissemos, para o corpo físico na forma das mil e uma doenças de que sofre a nossa humanidade.

Naturalmente que existem as doenças epidêmicas, que são doenças do próprio mundo. A elas todos estamos sujeitos, posto que temos uma parcela de culpa por elas existirem. Se o mundo está doente, é porque a grande maioria dos seus habitantes está doente, ou constantemente gerando doenças com os seus pensamentos atrasados e doentios. E ele, O NOSSO PLANETA TERRA, SÓ ESTARÁ LIMPO QUANDO TODOS OS SERES HUMANOS TIVEREM A CONSCIÊNCIA DA LIMPEZA ESPIRITUAL (grifo e realce meus).

Temos certeza de que essa disciplina (a limpeza psíquica, através das vibrações magnéticas, das radiações elétricas e das radiovibrações eletromagnéticas, digo eu) é feita nos mundos de civilizações físicas mais adiantados que o nosso, que fatalmente existem até um certo número. E como deles recebemos tudo, inclusive o exemplo, acreditamos que o que estamos escrevendo nada mais é do que uma resultante das intuições que neste momento estamos recebendo dos mundos superiores.

Pois os homens do futuro, os habitantes deste planeta Terra nos séculos vindouros, também estarão se beneficiando com esta ciência, a ciência da limpeza psíquica. E a saúde será quase que constante nesses dias vindouros. E a atmosfera deste mundo estará mais límpida, sem que nela ainda fiquem presos desnecessariamente os espíritos que desencarnam. Cremos mesmo que as desencarnações nesse futuro se darão somente na velhice absoluta, de forma natural, sem qualquer sofrimento.

É infalível a verdade de que a Grande Inteligência Universal opera por intermédio das suas partículas e que se vai alojando no íntimo daqueles nos quais cresce também a responsabilidade pelo desenvolvimento da vida.

Os vultos da nossa Pátria e os da História Universal devem ser lembrados, permanentemente, não para que sejam simplesmente cultuados, mas também porque os sentimentos de patriotismo deles emanados geraram benéficas correntes mentais em torno do Planeta Terra, mais acentuadamente sobre a Pátria em que viveram e pela qual lutaram.

Por sobre cada país vibra (radia e radiovibra, digo eu) e luta uma plêiade de espíritos interessados na continuação da concórdia nacional e bem-comum. Vibrar (radiar e radiovibrar, digo eu) também dentro dessa ordem de sentimentos é receber deles as intuições de força (leia-se força, energia e luz, digo eu) e vigor espiritual, de estímulo ao prosseguimento da luta pela harmonia geral e respeito à dignidade da Pátria e dos seus filhos.

Desses espíritos deve jorrar permanentemente luz espiritual, para iluminar e clarividenciar o entendimento aos contemporâneos, de forma que possam também estes conduzir a Nação a dias mais gloriosos. Cada país tem a sua plêiade, os seus heróis e patriotas, cujos feitos repercutirão sempre no elemento etéreo, transferindo-se assim, por influência, aqueles mesmos sentimentos com os quais produziram eles as vibrações (radiações e radiovibrações, digo eu) mais puras e que com as produzidas pela Grande Inteligência Universal.

Mesmo quando pegamos de um livro e lemos as páginas gloriosas da nossa História, as vibrações (radiações e radiovibrações, digo eu) deixadas no elemento etéreo por nossos heróis nos envolvem, além de estarmos recebendo estímulos espirituais, para que sigamos os seus exemplos de valor e honra (grifo meu).

Esse maravilhoso psiquismo foi sutilmente sugerido por Luiz de Mattos, o codificador e implantador do Racionalismo Cristão. Ele figurará na História da Humanidade como espírito de escol, em cuja formação através de suas diversas encarnações, foi permanentemente fulgurante o sentimento de amor à Pátria e à humanidade. Em ocasião alguma percebemos nessa luminosa figura qualquer manifestação ou misticismo. Mesmo naquela encarnação em que recebeu o nome de Bernardo (tido pela Igreja Católica como santo), os seus atos foram sempre de valor e respeito à dignidade humana, jamais de falso recolhimento. Estudemo-lhe como Afonso Henriques, Nuno Álvares Pereira, Cavalheiro de Oliveira, e perceberemos sempre o patriota ou humanista, preocupado com o bem real da terra natal e dos seres humanos. Recordar Luiz de Mattos é se encher muito naturalmente com o vigor e o estímulo da sua personalidade inconfundível. Ele, e todos os que consigo estiveram, devem ser lembrados permanentemente.

Repetimos que a recordação constante nas outras histórias é importante, porque os pensamentos voltados para a sua história nos ligam diretamente a eles, e como em volta da Terra, principalmente dentro das Casas Racionalistas Cristãs, onde se luta pelo esclarecimento e evolução de toda a humanidade.

Estudando a vida fora da matéria, aprendemos que a atmosfera da Terra é depósito natural dos miasmas deletérios dos corpos em decomposição, das fossas biológicas (biogás) e de outros locais por onde esses miasmas exalam. Também nessa atmosfera ficam retidos os resíduos dos sentimentos animalizados dos seres humanos, infelizmente ainda voltados em grande escala para os vícios e para o mal. Os pensamentos doentios também deixam na atmosfera da Terra os seus resultados maléficos, na forma desses fluidos deletérios. Ficam nela retidos ainda, por estarem intoxicados de tais miasmas, espíritos que, quando encarnados, viveram intensamente toda ordem de vícios e erros.

Uma camada grosseira se formou em torno deles, impedindo-os de se elevarem aos mundos do espaço, para onde são automaticamente conduzidos os que levaram na Terra uma vida regular.

Nesse ambiente, todos nós, componentes da humanidade, estamos mergulhados e, assim, sujeitos à ação deletéria do seu campo magnético (elétrico e eletromagnético, digo eu), que se faz motivo em virtude do atraso moral dos seres. Basta-nos, então, um pequenino descuido, e os miasmas dessas correntes grosseiras, assim como os espíritos a elas agregados, atingem-nos como relâmpagos, e os seus efeitos penetram em nosso corpo astral.

Ali alojados, os miasmas se amalgam e formam manchas negras (ou nódulos energéticos) que, depois de inquietações de desassossegos, tendem a sair, e saem através do invólucro físico-natural depurador do corpo astral — na forma das mil e uma doenças de que sofre a humanidade.

Irradiações (vibrações e radiovibrações, digo eu) intensas às Forças Superiores em ocasiões certas, quando o ser humano já é esclarecido e sabe se voltar em pensamentos para os Mundos de Luz e para o Astral Superior, evitam a penetração mais funda desses elementos.

De olhos vendados ninguém caminha com segurança. Há necessidade de um prévio conhecimento da estrada a percorrer, da certeza de que à nossa frente não existem precipícios. O ser que se conhece a si mesmo e também conhece a essência da sua vida, tem melhores condições de luta e êxito. E só se conhece realmente o que se vê como componente do Todo e procura viver de acordo com Ele”.

Estando agora bem sabido que o corpo carnal é uma espécie de depurador do perispírito, entre outras funções que exerce, tendo sido ele idealizado para também limpar constantemente o perispírito, que um dia tem que voltar limpo para o seu Mundo de Luz, quando o espírito se tornar virtuoso, em que ele absorve as impurezas do perispírito, quando então os fluidos deletérios escorrem para ele na forma das inúmeras doenças por que padece a nossa humanidade. E que, além dessas doenças ocasionadas pelas impurezas do perispírito que escorrem para o corpo carnal, existem também as doenças epidêmicas, que são doenças decorrentes do próprio mundo, e que a elas todos estamos sujeitos, posto que temos uma parcela de culpa pelo fato delas existirem, pois que se elas são decorrentes do próprio mundo, é porque o mundo está doente, então a maioria dos seus habitantes também está doente, já que a recíproca é verdadeira, pois que são eles que estão gerando as suas doenças para o mundo, por intermédio das produções das suas vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas, que emanam das suas auras, geradas pelos seus sentimentos inferiores, pelos seus pensamentos negativos e pela combinações de ambos, respectivamente, o que implica em dizer que este nosso mundo-escola, denominado de planeta Terra, somente estará sadio quando estiver limpo dessas vibrações, radiações e radiovibrações grosseiras e doentias, portanto, quando os seres humanos adquirirem a consciência de praticarem a limpeza psíquica, através das vibrações, das radiações e das radiovibrações realizadas nas sessões públicas das casas racionalistas cristãs e também em seus lares.

Mas por que razão o planeta Terra se encontra doente? Como os seres humanos fizeram com que adoecesse o seu mundo-escola?

Conforme afirmado pelo autor mais acima, “o espírito, quando pensa, atrai fluidos e os incorpora ao seu perispírito”. De modo mais completo, esse dizer do autor significa que os espíritos produzem sentimentos, através das vibrações magnéticas, produzem pensamentos, através das radiações elétricas, e das combinações de ambos produzem as radiovibrações eletromagnéticas. Essas vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações magnéticas são fluídicas, por isso são transportadas pelos fluidos provenientes do Sol, que é uma das combinações das propriedades da Força e da Energia, pelo fato de ser uma estrela.

No caso em questão, a maioria dos seres humanos produzem sentimentos inferiores e pensamentos negativos, portanto, vibrações magnéticas e radiações elétricas, respectivamente, além de radiovibrações eletromagnéticas, todas carregadas de miasmas deletérios, por isso elas são grosseiras, pesadas, perturbadoras, infectas, contagiosas, por serem doentias. Essas vibrações, radiações e radiovibrações se cruzam em toda a atmosfera terrena, formando correntes poderosas voltadas para o mal, que irão afetar a todo o planeta, impregnando os seres que aqui se encontram desses fluidos grosseiros, pesados, perturbadores, infectos, contagiosos, por serem doentios. E assim como o espírito, ao sentimentalizar e pensar, atrai fluidos e os incorpora ao seu perispírito, os seres infra-humanos também são afetados por esses fluidos, que os incorporam aos seus corpos fluídicos, tudo isso sob as ações dos espíritos obsessores. Com esses fluidos sendo incorporados aos seus corpos fluídicos, é óbvio que estes irão sofrer modificações, que sendo as matrizes dos corpos carnais e outros, irão também transformar a estes, quando então surgem todos os tipos de seres alheios à própria natureza, sendo todos eles transformados pelos espíritos obsessores, em função dos próprios seres humanos.

Como todos os mundos são formados por seres, inclusive o planeta Terra, os seres vindos de outros mundos para procederem as suas evoluções neste mundo-escola são transformados pelas vibrações, radiações e radiovibrações dos espíritos obsessores, provocadas pelos sentimentos e pensamentos doentios dos seres humanos, e estas transformações tornam o planeta doente. Os micro-organismos, tais como os vírus, as bactérias, os fungos, e outros, como os insetos, os animais nocivos, como os ratos, as baratas, e correlatos, são exemplos claros dessas transformações doentias que ocorrem com os seres infra-humanos. Até as plantas nocivas que matam as plantas benéficas são também exemplos dessas transformações. Foi por isso que Jesus, o Cristo, afirmou que tem que se separar o joio do trigo, sendo o joio os seres humanos que produzem essas vibrações, radiações e radiovibrações doentias, e o trigo os seres humanos que produzem as vibrações, as radiações e as radiovibrações sadias. E não somente isto, pois que afetando a atmosfera da Terra, essas vibrações, radiações e radiovibrações doentias irão afetar todo o clima terreno, além de provocar as tempestades, os tufões, os furacões e os ciclones tropicais, além de incêndios e vulcões.

Daí a grande importância do Racionalismo Cristão para a nossa humanidade. Quando todos os seres humanos estiverem espiritualizados, conscientes da vida fora da matéria, convictos de que os segredos da vida e os enigmas do Universo foram todos desvendados, estando a frequentar as casas racionalistas cristãs, formando as correntes poderosas através das suas vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas, advindas das produções dos seus sentimentos superiores e dos seus pensamentos positivos, então toda a atmosfera da Terra estará limpa, tornando o planeta sadio, será quando então toda a nossa humanidade poderá contemplar a natureza trabalhando em todo o seu esplendor. Mas isto depende, única e exclusivamente, da boa vontade dos seres humanos.

Ora, a natureza é bela em toda a sua exuberância, em todo o seu esplendor, em todo o seu vigor, em tudo que é útil e agradável a todos os seres, em conformidade com as suas necessidades, e até na formação de cada habitat para as espécies, proporcionando um perfeito equilíbrio entre elas, como podemos constatar claramente através das florestas, dos campos, das matas, das relvas, das montanhas, dos vales, dos campos, dos mares, dos rios, dos lagos, das lagoas, das cachoeiras, das fontes, dos animais selvagens, dos animais domésticos, das aves, das brisas marinhas, das chuvas, e tudo o mais que a forma.

Então não se pode admitir que ela produza o feio, o disforme, o desproporcional, e tudo o mais de inútil, de desagradável, de nocivo, de prejudicial, aos seres em geral, em desconformidade com as suas necessidades existenciais, transformando seres que sejam verdadeiramente úteis uns aos outros em suas interações, em seres que sejam verdadeiramente inúteis uns aos outros em suas interações, e não somente inúteis, mas totalmente prejudiciais, causadores de doenças, de pestes, de pragas, e tudo o mais do gênero, como são os vírus, as bactérias, os insetos, os animais pestilentos, e outros. Incluindo-se aqui as tempestades, os furacões, os tufões, os ciclones tropicais, os incêndios florestais, os vulcões, e tudo o mais que não seja belo.

Tudo isso é provocado pela maioria dos seres humanos, pela sua torpeza, pela sua baixeza, pela sua sordidez, pela sua vilania, pela sua indecorosidade, pelos seus vícios, pelas suas depravações, pelas suas degenerações, pelas suas perversões, pelas suas devassidões, pelas suas corrupções, sendo tudo isso decorrente da mais profunda materialidade, que faz com que essa maioria viva em torno dos seus corpos carnais, e esqueçam os seus espíritos, proporcionando assim o ambiente favorável para as ações dos espíritos obsessores.

Nós, que somos espíritos de luz, integrantes da plêiade do Astral Superior, não podemos desobedecer às leis espaciais, aos princípios temporais e aos preceitos universais, então não podemos anular a essas vibrações, radiações e radiovibrações doentias, pois todos os espíritos possuem o livre arbítrio. Todos os seres vibram, radiam e radiovibram, dos seres infra-humanos aos seres humanos, mas são estes últimos que produzem as vibrações, as radiações e as radiovibrações doentias que irão infectar todo o planeta, em função dos seus sentimentos inferiores e dos seus pensamentos negativos, enquanto que aqueles produzem as vibrações, as radiações e as radiovibrações em conformidade com a natureza, em função de ainda não produzirem sentimentos e pensamentos, pois que não possuem o raciocínio e o livre arbítrio, que são próprios da espiritualidade. Vibrar, radiar e radiovibrar é uma faculdade de todos os seres, caso contrário não poderia haver a interação entre eles, pois que todos os seres adquiriram parcelas das propriedades da Força e da Energia, então não pode o Astral Superior impedir que os seres humanos vibrem, radiem e radiovibrem as suas doenças e infectem o planeta, mas podemos esclarecer e ensinar a todos eles acerca da vida fora da matéria, espiritualizando-os.

Quando todos os seres humanos estiverem esclarecidos acerca da espiritualidade, o Racionalismo Cristão então deverá se constituir no instituto centralizador da nossa humanidade, para onde deverão convergir a natureza de todos os sentimentos superiores e de todos os pensamentos positivos, formando uma corrente poderosíssima dirigida a Deus e ao Astral Superior, até que a atmosfera da Terra esteja completamente limpa. Estando a atmosfera da Terra completamente limpa, a natureza se mostrará aos seres humanos em toda a sua plenitude, apresentando a função exercida por todos os seres que aqui se encontram. Será quando então, tendo aprendido acerca das funções que os seres exercem no processo da evolução, a nossa humanidade passará a proceder as suas transformações de forma consciente, através do pensamento, aprimorando a essas suas funções e os tornando cada vez mais úteis ao meio ambiente, fazendo-os evoluir. Daí a justificativa da minha afirmação de que nós nos encontramos aqui neste mundo-escola para podermos evoluir e fazer evoluir aos seres infra-humanos que aqui se encontram, assim como também ao próprio planeta. Aí sim, todos poderão comprovar como realmente se evolui a olhos vistos, o que hoje já se pode conceber formulando ideias, mas não se pode imaginar, através das representações de imagens.

O perispírito é o liame, a ligadura entre o espírito, que possui o corpo mental e os atributos individuais e relacionais, e o corpo carnal. Este liame, ou esta ligadura, é processado exclusivamente por intermédio das vibrações magnéticas, das radiações elétricas e das radiovibrações eletromagnéticas permanentes realizadas pelo espírito, que envolve todo o corpo carnal, ao qual também se encontra unido por cordões fluídicos. No entanto, os seres humanos devem viver consoante as leis espaciais, os princípios temporais e os preceitos universais, todos espirituais, exercendo a força de vontade, não deixando se subjugar pelos prazeres do corpo carnal. Para tanto, devem ficar ligados a ele apenas pelos cordões fluídicos, tentando sempre se elevar ao Espaço Superior e se transportar ao Tempo Futuro, em busca dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade e das experiências físicas acerca da sabedoria, respectivamente, fazendo valer a sua consciência universal. Somente assim os seres humanos conseguirão purificar as suas almas, tornando-se virtuosos. Esta é a premissa básica para que no futuro os seres humanos possam se desdobrar, ou seja, transcender a este mundo em espírito, obviamente que com o seu perispírito, para percorrer o Universo, pelo menos até o ponto em que os seus estágios evolutivos permitam, ficando ligados ao corpo carnal pelos cordões fluídicos, com este permanecendo na Terra, sem qualquer necessidade de espaçonaves, que são utópicas, pois que não ultrapassam a atmosfera terrena, uma vez que não é permitido. Vejamos o que Platão, a encarnação anterior de Jesus, Cristo, afirma acerca do assunto, referindo-se também aos cordões fluídicos:

“— Mas a purificação não é, de fato, justamente o que diz uma antiga tradição? Não é apartar o mais possível a alma do corpo, habituá-la a evitá-lo, a se concentrar sobre si mesma por um refluxo vindo de todos os pontos do corpo, a viver tanto quanto puder, seja nas circunstâncias atuais, seja nas que se lhes seguirão, isolada e por si mesma, inteiramente desligada do corpo e como se houvesse desatado os laços (cordões fluídicos, digo eu) que a ele a prendiam (grifo meu)?

— É exatamente isso.

— Ter uma alma desligada e posta à parte do corpo, não é esse o sentido exato da palavra ‘morte’?

— É esse exatamente o sentido.

— Sim. E os que mais desejam essa separação, os únicos que a desejam, não são por acaso aqueles que, no bom sentido do termo, se dedicam à Filosofia? O exercício próprio dos filósofos não é precisamente libertar a alma e afastá-la do corpo (grifo meu)?

— Evidentemente.

— Não seria, pois, como eu dizia a começar esta nossa conversa, uma coisa ridícula por parte de um homem, que durante toda a vida se houvesse esforçado por se aproximar o mais possível do estado em que ficamos quando estamos mortos, irritar-se com a morte quando esta se lhe apresentasse?

Sim, não seria uma contradição se não se encaminhassem com alegria para o além aonde, uma vez chegados, terão a esperança de encontrar aquilo por que em toda a sua vida se mostraram apaixonados: a sabedoria, que era o seu amor… um homem que fosse apaixonado pela sabedoria, que tivesse ardorosamente abraçada a esperança de em nenhuma parte senão no Hades (Astral Superior, digo eu) encontrá-la sob uma forma digna de ser desejada, então esse homem haveria de se irritar no momento de morrer, então esse homem não se rejubilaria de poder se dirigir para aquelas regiões (os Mundos de Luz, digo eu)? Eis o que deve pensar, meus companheiros, um filósofo, se realmente é filósofo, pois nele há de existir a forte convicção de que em parte alguma, a não ser em um outro mundo, poderá encontrar a pura sabedoria.

No outro mundo irei encontrar, não menos do que aqui, outros bons donos como outros bons companheiros. O vulgo, na verdade, é incrédulo a respeito dessas coisas (grifo meu).

Suponhamos que seja pura a alma que se separa do corpo: deste ela nada leva consigo, pela simples razão que, longe de ter mantido com ele durante a vida um contato voluntário, ela conseguiu, evitando-o, concentrar-se em si mesma e sobre si mesma, e também pela razão de que foi para esse resultado que ela tendeu. O que equivale exatamente a dizer que ela se ocupa, no bom sentido, com a Filosofia, e que, de fato, sem dificuldade se prepara para morrer. Poder-se-á dizer, pois, de uma tal conduta, que ela não é um exercício para a morte?

— Sim, realmente é isso.

— Ora, se tal é o seu estado, é para o que se lhe assemelha que ela se dirige, para o que é invisível, para o que é divino, imortal e sábio (grifo meu); é para o lugar onde a sua chegada importa para ela na posse da felicidade, onde divagação, irracionalidade, terrores, amores tirânicos e todos os outros males da condição humana cessam de lhe estar ligados, e onde, como se diz dos que receberam a iniciação, ela passa na companhia dos Deuses (espíritos de luz que integram a plêiade do Astral Superior, digo eu) o resto do seu tempo (grifo meu)!…

— Segundo me parece, pode-se também supor o contrário; que esteja poluída, e não purificada, a alma que se separa do corpo; do corpo cuja existência ela compartilhava; do corpo, que ela cuidava e amava, e que a trazia tão bem enfeitiçada por seus desejos e prazeres, que ela só considerava real o que é corpóreo, o que se pode tocar, ver, beber, comer e o que serve para o amor (leia-se sexo, digo eu); ao passo que se habituou a odiar, a encarar com receio e a evitar tudo quanto aos nossos olhos é tenebroso e invisível, inteligível, pelo contrário, pela Filosofia e só por ela apreendido! Se tal é o seu estado, crês que essa alma possa, ao se deslocar do corpo, existir em si mesma, por si mesma e sem mistura?

— É totalmente impossível.

— Muito ao contrário, julgo eu, tu a crês mesclada de qualidades corpóreas que a sua familiaridade com o corpo, de cuja existência partilhou, tornou-lhe íntimas naturais, pois que jamais cessou de viver em comunhão com ele e até mesmo procurou multiplicar as suas ocasiões de contato?

— Realmente.

— Sim, mas isso tem peso, meu caro; não o duvidemos: é denso, terroso, visível! E uma vez que é este o conteúdo de tal alma, por ele é que ela se torna pesada, atraída e arrastada para o lugar visível (o astral inferior, digo eu e grifo), devido ao medo que lhe inspira o que é invisível e o que chamamos de país do Hades; essa alma ronda os monumentos funerários e as sepulturas, ao redor dos quais de fato foram vistos certos espectros sombrios de almas, imagens apropriadas das almas de que falamos (o que os espíritos quedados no astral inferior fazem, além de obsedar aos encarnados, digo eu e grifo)ELAS, POR TEREM SIDO LIBERTADAS EM ESTADO DE IMPUREZA E DE PARTICIPAÇÃO COM O VISÍVEL, SÃO ASSIM TAMBÉM ELAS VISÍVEIS (daí a razão das imagens dos espíritos obsessores que foram mostradas e de outras que ainda serão mostradas, digo eu, que grifo e realço)!

E o que certamente não o é, é pretender que essas almas sejam as almas dos bons. São as dos maus, que se veem obrigadas a vaguear nesses lugares, que recebem assim o castigo da sua maneira de viver anterior, que foi má. E vagueiam desse modo até o momento em que encontram o companheiro desejado, algo corporiforme, e tornam a entrar em um corpo (a obsedar através da mediunidade de incorporação, digo eu)! Ora, aquilo a que elas assim novamente se juntam, deve ser, como é natural, possuidor dos mesmos atributos que as distinguiram no curso de sua vida.

— Os mais felizes… serão aqueles cujas almas hão de ter um destino e lugar mais agradáveis, serão aqueles que sempre exerceram essa virtude social e cívica que nós chamamos de temperança e de justiça e nas quais eles se formaram pela força do hábito e do exercício, sem o auxílio da Filosofia e da reflexão?

E quanto à espécie divina (os espíritos de luz integrantes da plêiade do Astral Superior, digo eu e grifo), absolutamente ninguém, se não filosofou, se daqui partiu sem estar totalmente purificado, ninguém tem o direito de atingi-la, a não ser unicamente aquele que é amigo do saber!”.

É por isso que durante o sono o espírito se afasta com o seu perispírito, do qual não se aparta nunca, por dele fazer parte integrante, de maneira indissolúvel, mas sem interromper, contudo, a união que existe com o corpo carnal, ao qual continua a transmitir o calor e a vida através dos cordões fluídicos. Nesse afastamento, por maiores e mais extensas que sejam as distâncias que separem o espírito do seu instrumento corpóreo, jamais a ligação entre eles se interrompe, não somente porque tal interrupção significaria a desencarnação, como pela natureza dos cordões fluídicos, que se distendem sem limites pelo Universo, já que este é todo fluídico, em virtude das combinações das propriedades da Força e da Energia que formam o todo universal e que também formam os fluidos. Deste modo, somente após a desencarnação o espírito e os seus corpos fluídicos e de luz deixam definitivamente o corpo carnal.

No entanto, durante o sono, quando o espírito se afasta com o seu perispírito, do qual não se aparta nunca, ele vai para os locais que lhes são mais afins e atrativos, em obediência à lei da afinidade e ao princípio da atração. As gravuras postas logo abaixo mostram esta realidade, em que a primeira mostra o desdobramento, e a segunda mostra um casal prevaricador, em que nos seus desdobramentos eles vão para locais opostos.

Como se pode facilmente constatar, o corpo carnal é uma admirável máquina concebida pela Inteligência Universal para proporcionar ao maquinista — o espírito — os recursos, os elementos, os meios com os quais leva a efeito no planeta Terra um curso de aperfeiçoamento em múltiplas, em inumeráveis encarnações, que são indispensáveis à sua ascensão a um ambiente de espiritualidade mais elevada, em um plano mais alto de evolução, ao mesmo tempo proporcionando a evolução dos seres infra-humanos, nessa interação entre todos os seres de âmbito universal, em obediência ao preceito da integração.

Definido por traços normais, o corpo carnal pode ser apresentado como sendo uma perfeita e acabada peça escultural. Toda ciência médica dele se ocupa, estudando-o em seus mínimos detalhes. E hoje em dia já não é pequeno o número de religiosos e de cientistas que já admitem ser as desordens do espírito e dos seus corpos fluídico e de luz, nas quais se incluem, com destaque, as perturbações emocionais, as causas dos desarranjos do corpo carnal, formando todo um quadro de anormalidades e de doenças cuja etiologia não constitui mais segredo para eles, embora ainda ignorem toda a constituição do ser humano, mas que agora com esta explanação não mais irão ignorar.

O espírito, quando encarna, isola-se do seu passado, esquecendo-se por completo das suas encarnações anteriores, apenas retendo em seu subconsciente os conhecimentos e as experiências das provas pelas quais passou e as tendências resultantes do uso que fez do livre arbítrio, em conformidade com os seus atributos individuais e relacionais. Isto tudo representa um grande bem para ele. Primeiro, porque a cortina da matéria, impedindo que se reconheçam desafetos de outras encarnações, possibilita a reconciliação entre eles, aproximando-os sem ressentimentos ou malquerenças. Segundo, sem a visão temporária dos erros do passado, que tantas vezes humilham, envergonham e até subjugam, alienando a vontade, o espírito encarnado como que se inicia em uma nova existência, em cada passagem terrena. E assim têm feito e continuam a fazer bilhões de espíritos em suas trajetórias evolutivas por este mundo, em uma longa série de encarnações.

Tudo quanto de bom adquiriu com luta, esforço e trabalho constantes, o espírito conserva para sempre, e essa conquista, esses bens, que representam os seus verdadeiros tesouros, todo o seu patrimônio, são considerados como sendo o seu acervo espiritual, que vai se estendendo em cada encarnação, facilitando a aquisição de novos conhecimentos e de novas experiências, apurando cada vez mais os seus atributos individuais superiores e os seus atributos relacionais positivos, os quais comandam aos seus órgãos mentais, educando-se constantemente, reformando as suas qualidades não compatíveis com a natureza espiritual.

Para que nenhuma dúvida possa pairar acerca da existência do perispírito e do seu desdobramento, quando ele se afasta do corpo carnal e permanece ligado a este através dos cordões fluídicos, e como este fato pode ocorrer não somente durante o sono ou outro estado similar, mas também em outras ocasiões, sem que a pessoa se lembre do que com ela se passou, pelo menos na atualidade, dado o estágio evolutivo em que a nossa humanidade se encontra, eu vou reproduzir um fato verídico registrado no almirantado inglês, onde se acham arquivados os documentos relativos ao caso, o qual se encontra contido na obra básica doutrinária do Racionalismo Cristão, intitulada de A Vida Fora da Matéria, com as suas respectivas gravuras ilustrativas, tais como se fossem imagens reais.

Como o querido leitor já pôde observar claramente as imagens reais do astral inferior, através dos seus corpos fluídicos, ou perispíritos, sem a presença dos seus corpos de luz, que se encontram enegrecidos, portanto, não visíveis nas imagens, torna-se fácil observar que as gravuras abaixo são similares a essas imagens, com a diferença que não se trata do astral inferior, pois que estes somente se apresentam em formas de cabeças, desprovidos do restante do corpo, pelo fato deste não se fazer necessário, em função de assim poderem usar os sentidos, materializados que se encontram.

A gravura abaixo mostra com nitidez o veleiro no qual viajava Robert Bruce, perto das costas da Terra Nova.

Relativamente próximo a esse veleiro em que viajava Roberto Bruce, encontrava-se um navio que havia ficado encalhado no gelo, em alto mar, tendo a sua tripulação entrado no auge do desespero, pois em face da situação eles imaginavam que não havia a mais remota possibilidade de salvamento, conforme mostra a gravura abaixo.

No convés do navio encalhado no gelo, a gravura abaixo mostra um marinheiro que se encontra adormecido a um canto, em que o seu perispírito se desliga do corpo carnal e vai em busca de socorro no veleiro em que viajava Robert Bruce.

Em lá chegando, o perispírito do marinheiro do navio encalhado no gelo se encaminha para a cabine do comandante do navio, sendo então aí observado por Robert Bruce, que deveras espantado por ver naquele lugar uma pessoa que não conhecia e nem pertencia à tripulação do navio, avisa ao comandante que um estranho está se dirigindo ao seu compartimento. Note-se que a forma astral de um espírito superior, representado pela figura geométrica de um pequeno sol, com alguns raios luminosos, que se vê sobre a cabeça do perispírito do marinheiro, demonstra a boa assistência do desdobrado, e também como esta boa assistência o encaminhou para o veleiro, de onde apenas poderia vir o socorro, conforme a gravura abaixo.

Em seu desdobramento, o corpo carnal do marinheiro se encontra no navio encalhado, enquanto o seu perispírito vai em busca de socorro, com ambos estando ligados pelos cordões fluídicos. Chegando o perispírito do marinheiro adormecido à cabine do comandante, pôs-se a escrever em uma ardósia que se encontrava em cima da escrivaninha, pertencente ao mesmo comandante, o nome do navio que se encontrava encalhado no gelo, indicando também a sua exata posição, consoante a gravura abaixo.

Tendo o comandante do veleiro e Robert Bruce lido aquilo que o desconhecido havia escrito na ardósia, embora já não mais vissem alguém no referido compartimento, em virtude de o marinheiro haver retornado para junto do seu corpo carnal, mesmo assim, estando um tanto atônitos e hesitantes, encaminharam o veleiro para o local indicado, e lá, de fato, encontraram o navio sinistrado sobre uma montanha de gelo, conforme se pode observar na gravura abaixo.

A gravura abaixo mostra que, socorridos em tempo todos os náufragos, e recolhidos a bordo do veleiro em que viajava Robert Bruce, inclusive o marinheiro que se desdobrou durante o sono para avisar a tripulação do veleiro que salvara do risco que corriam o navio e a tripulação, todas as atenções se voltaram para esse marinheiro, reconhecido por Roberto Bruce como sendo o que estivera no seu veleiro, pedindo socorro. O marinheiro que havia se desdobrado, surpreso, alegou que não sabia fornecer qualquer explicação a respeito do assunto, embora tudo quanto estava vendo agora lhe parecesse já ter visto antes.

Este fato ocorrido e que se encontra nos arquivos da marinha inglesa, demonstra sem qualquer sombra de dúvida que, embora dormindo, podem os seres humanos ir a lugares diferentes e distantes daqueles em que se encontram os seus corpos carnais, evitando, até mesmo, desastres. Contudo, este fato nada tem de milagroso, misterioso, ou mesmo sobrenatural, porque todas as coisas, fatos e fenômenos do Universo obedecem às leis espaciais, aos princípios temporais e aos preceitos universais.

No entanto, as lembranças acerca do desdobramento podem ser trazidas pelo espírito quando cessa o desdobramento, em conformidade com o estágio evolutivo em que ele se encontra. Mas antes de adentrar neste assunto, vejamos dois fatos concretos a respeito dessa lembrança, ambos ocorridos com a evoluidíssima Maria de Oliveira, que se encontram descritos em sua obra Como Cheguei à Verdade. O primeiro fato se encontra descrito as páginas 78 e 79, em que a autora narra da seguinte maneira:

Cooperando, em desdobramento, com o Astral Superior, o meu espírito é levado pelas Almas de Luz para salvar uma criança que brincava em uma janela de um quinto andar e estava prestes a se despencar para a rua. Cheguei no exato momento em que o pequenino ser era empurrado pelas forças do mal e precipitado no vácuo.

O meu espírito assistiu e auxiliou em um dos muitos e lindos trabalhos da Grande Luz. Enquanto eu amparava no vácuo a criança, ambas éramos envolvidas por jorros de Luz Astral Superior. A matéria do pequeno ente nada sofreu, apesar da enorme queda que, sem o auxílio que lhe foi prestado, tornaria inevitável a sua desencarnação.

Algumas vezes os periódicos noticiam, com grande destaque e admiração, graves acidentes ocorridos com crianças e até adultos que se despencam de grandes alturas sem nada sofrerem, além do susto, fato que causa espanto e que, geralmente, atribuem ao milagre!

É ignorado pela maioria dos seres, especialmente aqueles menos esclarecidos sobre a Grandeza Espiritual, que a luta das Forças do Bem contra as do mal é constante, e os auxílios da primeira contra os malefícios da segunda muitas vezes só são possíveis ao Astral Superior, quando o meio ambiente onde tem de agir lhe é propício.

O meio ambiente onde a Grande Luz tem de descer para prestar o seu valioso auxílio, precisa estar limpo dos pesados fluidos das forças do mal. Para isso, nos trabalhos de limpeza, atuam os espíritos encarnados e desencarnados que, de boa vontade, prestaram-se a cooperar no serviço do Astral Superior.

Portanto, no caso a que acima me referi, a criança não foi salva milagrosamente, por uma simples razão: a inexistência do milagre. O primeiro foi obra da Grande Luz, que agiu com rapidez em um meio ambiente propício, preparado por espíritos ao seu serviço e vencendo a corrente negra que estava formada para arrebanhar o menino”.

Por aqui logo se pode constatar a fundamental importância das vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas a Deus e ao Astral Superior, para a limpeza do perispírito, que também é de fundamental importância para a limpeza do meio ambiente em que o ser humano se encontra, notadamente nos lares, arrebatando os espíritos quedados no astral inferior e os transladando para os seus respectivos Mundos de Luz, mas que também irão influir positivamente em toda a atmosfera terrena, que é a sua aura. O segundo fato se encontra descrito a página 79, em que a espiritualizada autora faz a narrativa da seguinte maneira:

Prosseguindo no cumprimento do dever, na luta contra as forças do mal, o meu espírito volta a colaborar com outros que andam ao serviço do Astral Superior. A minha missão consistia, desta vez, em fazer parar um automóvel que algures rodava sobre uma picada coberta de capim alto, que escondia, em certo lugar onde ia passar o carro, um grande despenhadeiro.

Para cumprir tal missão, fui materializada (mediunidade de incorporação, digo eu) pelo Astral Superior em um dos ocupantes do veículo, fazendo parar o motor, ao mesmo tempo em que os freios impediam o andamento do carro”.

Como se pode facilmente constatar, o espírito pode se desdobrar, afastando-se do seu corpo carnal, ficando ligado a este por cordões fluídicos, que se distendem em extensões incalculáveis, sem que se rompam, para que não ocorra a desencarnação, e percorrer distâncias inimagináveis, lembrando-se de todo o ocorrido. E será assim, desdobrando-se, que no futuro os seres humanos procederão as suas investigações e pesquisas acerca do Universo, observando in loco os mundos existentes. Para alguns, este fato parece impossível, e realmente é impossível na fase da imaginação em que se encontram, raciocinando através das representações de imagens, e não estando ainda educados para que possam se universalizar, mas na fase da concepção, em que se pode formular as ideias universais, isto será um fato, uma vez que esta é a realidade universal. Então eu devo explanar como esta realidade universal poderá se tornar possível para a nossa humanidade, que é muito simples, sem qualquer complexidade.

Todo o Universo é formado pelo espaço e pelo tempo contidos nas propriedades da Força e da Energia, respectivamente, que se combinam em inúmeros e inúmeros estágios, formando as estrelas, que dão as coordenadas universais, com cada uma delas tendo o seu próprio padrão de cor, e com todas elas formando os fluidos que lhes são próprios. Os fluidos partem dos mais grosseiros e vão se diafanizando à medida que vão sendo formados pelas coordenadas mais distantes do Universo, até que se tornam translúcidos. Então se pode afirmar com convicção que todo o Universo é fluídico.

Os espíritos, quando evoluem por intermédio das propriedades da Força e da Energia, vão adquirindo cada vez mais parcelas destas duas propriedades, formando os seus corpos fluídicos, ou perispíritos, que são partes dos fluidos universais e pertencentes a todas as esferas ou mundos que eles formaram, desde o início das suas evoluções, tais como seres hidrogênios, mas que eles agem, ou deveriam agir, em conformidade com os fluidos referentes aos Mundos de Luz que eles se encontram a habitar. E assim, como todo o Universo é fluídico, é óbvio que ele se encontra contido nos corpos fluídicos dos espíritos, até o estágio evolutivo em que eles se encontram. O Universo está contido em Deus, então a parte do Universo que compete aos espíritos, segundo o estágio evolutivo em que eles se encontram, também se encontra contido nos espíritos, pois já é sabido que todos os seres possuem as mesmas Substâncias do Criador. É justamente por isso que os espíritos tiram de si mesmos tudo aquilo que corresponde a Deus.

Ao evoluírem por intermédio da propriedade da Luz, os espíritos passam a coordenar as propriedades da Força e da Energia, formando os seus corpos de luz. Em sendo assim, eles conseguem penetrar em cada uma das coordenadas do Universo, até o ponto em que os seus estágios evolutivos tenham a permissão para tanto, uma vez que eles não podem ir além das coordenadas que alcançaram em suas evoluções espirituais.

Em suas evoluções espirituais, os espíritos desenvolvem os seus criptoscópios e os seus atributos individuais superiores que formam a moral, através da propriedade da Força; os seus intelectos e os seus atributos relacionais positivos que formam a ética, através da propriedade da Energia; e desenvolvem as suas consciências, coordenando os seus criptoscópios e os seus intelectos, assim como também desenvolvem as suas educações, coordenando os seus atributos individuais superiores e os seus atributos relacionais positivos, portanto, a moral e a ética, respectivamente. Esta, pois, é a condição sine qua non exigida para que os seres humanos se desdobrem e possam percorrer o Universo.

Porém, não se deve olvidar do fato de que estando satisfeitas as condições exigidas para que os seres humanos possam se desdobrar e percorrer o Universo, nestas condições exigidas estão incluídas as produções dos sentimentos superiores, em que eles produzem as vibrações magnéticas, através da propriedade da Força; as produções dos pensamentos positivos, em que eles produzem as radiações elétricas, através da propriedade da Energia; e as produções dos sentimentos superiores e dos pensamentos positivos combinados, em que eles produzem as radiovibrações eletromagnéticas, através das combinações de ambas as propriedades; com tudo isso emanando das suas auras, que circundam os seus perispíritos. E, também, as produções da amizade espiritual, em que eles emitem os raios de luz, através da propriedade da Luz, que emanam das suas auréolas, que circundam os seus corpos de luz. No caso destas últimas produções, eles terão posteriormente que produzir o amor espiritual, em que também emitem raios de luz, sendo estes puríssimos, igualmente através da propriedade da Luz.

Assim, e somente assim, os seres humanos, que obviamente são todos espíritos, poderão se desdobrar e percorrer o Universo. É justamente por isso que o Dr. Eldo Frota, médico, mesmo ignorando o modo de desdobramento dos seres humanos pelo Universo no futuro, mas conseguindo antever a esta realidade, em sua obra Espiritualismo Científico – Biologia Astral, a página 81, vem afirmar o seguinte:

Os deslocamentos pelo Espaço Sideral (leia-se Universo, digo eu) ocorrem constantemente, através dos Corpos (Mental e Astral), e quando o Homem estudar nas suas minúcias a VIDA ESPIRITUAL, conseguirá através do Desdobramento, ir a qualquer corpo físico deste Universo magnânimo; vamos estudar, vamos pesquisar, vamos raciocinar, usar a inteligência, que atingiremos na virada do milênio a realizar viagens fantásticas no Macrocosmo. Tenho a plena convicção que a Inteligência Universal trabalha neste sentido para o BEM da humanidade”.

E agora qualquer um pode constatar nitidamente a falta de raciocínio lógico daqueles que pretendem explorar o Universo se utilizando de seres infra-humanos que se encontram cá neste mundo Terra, manipulando-os e os transformando em espaçonaves, que atingem apenas alguns mil quilômetros por hora, mas não saem da atmosfera terrena, quando a própria luz eletromagnética atinge os 300.000 km/s, que para a luz astral é como se estivesse parada, já que através da volição o espírito se desloca em velocidades inimagináveis para quem se encontra encarnado e na fase da imaginação. A razão disto tudo é a falta de espiritualidade, que ainda faz com que esses cientistas tecnológicos se considerem o suprassumo da inteligência, ou imaginem que são. O que a imaginação não é capaz de fazer aos seres humanos!

Ora, em suas evoluções espirituais, as finalidades dos espíritos são as seguintes:

  1. Alcançar a onipotência, evoluindo através da propriedade da Força;
  2. Alcançar a onipresença, evoluindo através da propriedade da Energia;
  3. Alcançar a onisciência, evoluindo através da propriedade da Luz.

Então por qual razão os espíritos não podem se desdobrar e percorrer as extensões do Universo que lhes correspondem, em conformidade com os seus estágios evolutivos?

Saibam esses estudiosos da tecnologia espacial, que todos os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que todas as experiências físicas acerca da sabedoria, sendo eles coordenados pela razão, encontram-se em nós mesmos. Em sendo assim, toda a tecnologia se encontra também em nós mesmos, e não nos seres infra-humanos. As manipulações e as transformações dos seres infra-humanos devem ter como única finalidade as suas evoluções, que no futuro deverão ocorrer através do pensamento, e jamais a exploração do Universo, pois que esta cabe aos próprios seres humanos, pelo fato de serem todos espíritos, portanto, os seres mais evoluídos que existem no Universo.

Pode ser que após todas estas explanações acerca de A Filosofia da Administração, a única que contém a espiritualidade, com o estudo da Espiritologia, ainda surjam aqueles que venham a discordar de tudo o que foi transmitido. Mas como eu disse, eu vim preparado para tudo, inclusive para eles. O ceticismo é compreensível, pois que ainda postos na fase da imaginação, os seres humanos tendem a duvidar de tudo aquilo que se refira à vida fora da matéria, pois que ela não pode ser apreendida por aqueles que ainda imaginam, uma vez que vivem fora da realidade da vida, mas somente por aqueles que já conseguem conceber, que conseguem formular ideias, pois que estão se esforçando por viver dentro da realidade da vida.

Eu quero com isso dizer, que tudo neste mundo tem os seus próprios limites, inclusive o ceticismo, que sendo exacerbado, situando-se fora dos limites normais da compreensão humana, torna-se uma tremenda estupidez, que chega às raias da loucura, não sendo mais imaginação, apenas a mais pura renitência de quem é extremamente néscio. Então eu vim preparado para a tudo esclarecer, e não para ficar defronte dos estúpidos e néscios batendo em vão na tecla das suas renitências. A paz na Terra deverá ser oferecida primeiramente aos de boa vontade, e não aos retrógrados, aos renitentes, estes que fiquem com as suas próprias renitências, que procurem seguir os seus próprios caminhos na vida neste mundo, pois que são detentores do livre arbítrio, e este deve ser respeitado. Contudo, quando estiverem cansados dos sofrimentos mais dolorosos que por certo virão, deverão aprender como viver com base na realidade da vida, que é espiritual, e não material, ou mesmo sobrenatural.

Combinando-se de formas diferentes em todos os estágios, é óbvio que existe um fluido correspondente a cada estágio de combinação entre as propriedades da Força e a da Energia, o qual recebe uma cor que lhe é peculiar, consoante o grau de harmonia existente entre ambas. À medida que essa combinação tende para a harmonia total, o fluido vai se tornando cada vez mais fino, mais leve, mais delicado, e assim continua, até se tornar transparente, diáfano, que neste estágio se torna translúcido, e nesta diafanização ele deixa antever as diversas cores por intermédio da luz astral.

Os fluidos, pois, são os meios pelos quais as propriedades da Força e da Energia, combinadas entre si, atuam no Universo em todos os estágios, até se encontrarem com a forma de luz eletromagnética, que não deve jamais ser confundida com a luz astral. Quando a propriedade da Força atua através dos fluidos, dá origem aos fatos e fenômenos magnéticos. Quando a propriedade da Energia atua através dos fluidos, dá origem aos fatos e fenômenos elétricos. E quando as propriedades da Força e da Energia, simultaneamente, atuam através dos fluidos, dão origem aos fatos e fenômenos eletromagnéticos.

Como até hoje a nossa humanidade ignorava a natureza dos fluidos, os estudiosos chegaram a concluir, muito equivocadamente, que eles eram matérias imponderáveis, isso mesmo, imponderáveis, quer dizer, aquilo que não se pode formar juízo, chegando a dividi-los em espécies, tais como os fluidos líquidos, elásticos, aeriformes ou gasosos. Mas nada existe na natureza que possa ser considerado como sendo imponderável. O imponderável se conclui apenas para os ignorantes, os preguiçosos, os indolentes mentais, os covardes, os medrosos, os charlatães, que não ousam conhecer, experimentar, investigar, pesquisar, envidar esforços sobrecomuns, para enfrentar de fronte erguida ao desconhecido, e assim desvendar os segredos da vida e os enigmas do Universo. Como também para os mesmos se conclui o sobrenaturalismo, o misticismo e os mistérios, pois cientes de que algo mais existe além da matéria, esses espíritos atrasados se põem a inventar, ao próprio paladar, cujo sabor é irreal, uma utopia para tudo que seja imaterial. Assim, criam um paraíso quimérico, um deus quimérico, os anjos quiméricos, os santos quiméricos, os diabos quiméricos, a salvação quimérica, e tudo o mais que é quimérico e estatuído ao seu critério. Eles ignoram que quimera é um monstro fabuloso, com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de dragão, criado pela mitologia, sendo tudo isso o retrato dos espíritos obsessores. Eis aí, pois, a forma dos paraísos, dos deuses e dos anjos dos credos e das suas seitas que existem neste mundo, exatamente igual aos demônios que eles inventaram desde os tempos idos, posto que todos são espíritos obsessores quedados no astral inferior.

A propriedade da Força mantém o Universo regido por leis comuns, naturais e imutáveis, todas espaciais. Comuns, porque se referem a todos os seres. Naturais, porque decorrem de uma sequência lógica no processo da evolução. E imutáveis, porque são absolutas, não havendo, neste sentido, lugar para o imprevisto, para o acaso ou a dúvida, pois que as leis sempre se fazem valer, seja de uma maneira ou seja de outra, descumprir uma aqui se enquadra em outra ali, imperando sempre e sempre a exatidão, a certeza, a perfeição.

E a propriedade da Energia mantém o Universo regido por princípios comuns, naturais e mutáveis, todos temporais, em face do progresso evolutivo, que é inerente a todos os seres, humanos ou não, sem a mínima exceção. Comuns, porque se referem a todos os seres. Naturais, porque decorrem de uma sequência lógica no processo da evolução. E mutáveis, por serem relativos, aplicando-se em cada uma das coordenadas universais, não havendo, neste sentido, lugar também para o imprevisto, para o acaso ou a dúvida, pois que os princípios sempre se fazem valer, seguir um errado aqui se enquadra em outro correto ali, daí a razão pela qual os seres partem da imperfeição para a perfeição, em demanda de Deus.

Sem conhecer as leis espaciais que emanam da propriedade da Força, em virtude dos poderes e dos conhecimentos que nela estão contidos; os princípios temporais que emanam da propriedade da Energia, em virtude das ações e das experiências que nela estão contidos; e sem conhecer os preceitos universais que emanam das combinações das propriedades da Força e da Energia, já que ambas formam o Universo; portanto sem conhecer o processo do seu próprio desenvolvimento espiritual, e sem se conhecer a si mesmo na sua composição astral e carnal, não pode o ser humano se conduzir com o necessário aproveitamento, daí resultando ter de se submeter, em obediência a essas leis espaciais, a esses princípios temporais e as esses preceitos universais, assim como ao seguimento do processo de desenvolvimento espiritual, a uma multiplicidade de encarnações, cujo número seria, de outro modo, grandemente reduzido.

Por isso, devem todos ser cientes que, ao iniciar a sua evolução na estrutura do átomo, o ser passa a adquirir os conhecimentos e as experiências das propriedades da Força e da Energia, respectivamente, além dos atributos individuais e relacionais, cujas combinações iniciais dessas propriedades nesse estágio, dão origem a um fluido correspondente, que dele passa a fazer parte integrante como sendo o seu corpo fluídico, passando então a regê-lo, uma vez que se caracteriza como sendo as suas propriedades. O ser, então, que já se encontra totalmente integrado ao Universo, passa a agir em estrita obediência às leis espaciais, aos princípios temporais e aos preceitos universais, em inteira conformidade com a natureza das parcelas adquiridas desse seu corpo fluídico.

Assim, a partir do primeiro estágio de evolução, no início da sua marcha evolutiva nas composições dos átomos, o ser lentamente continua adquirindo cada vez mais conhecimentos e experiências, atributos individuais e relacionais, oriundos das propriedades da Força e da Energia, respectivamente, até que essa aquisição em um determinado estágio tende a se esgotar, quando então ele ascende a um outro estágio, ainda mais elevado. Nessa evolução atômica, qualquer um pode observar que os seres atômicos, os quais estão sempre de algum modo combinados entre si, em muitos e muitos estágios, vão dando origem aos fluidos correspondentes, os quais a ele vão se incorporando, passando a fazer parte integrante da sua natureza. Nessas aquisições constantes, em que o ser vai ascendendo a cada estágio, o seu corpo fluídico também vai sendo modificado, tornando-se cada vez mais fino, mais leve, mais delicado, pois que a meta é a diafanização.

Em todos os estágios da evolução o ser possui, necessariamente, o seu corpo fluídico, e age por seu intermédio, exceto quando consegue coordená-lo, ao agir com base na sua consciência, que é proveniente do seu raciocínio, reflexo do seu corpo de luz. Neste caso, podemos ainda denominar o corpo fluídico, ou perispírito, juntamente com o seu corpo de luz, de alma, sendo esta alma diferente da alma dos seres infra-humanos, pelo fato dela se encontrar completa, mas não totalmente evoluída.

Na metafísica de Platão, Deus, a Primeira Causa não Causada, ou Alma do Mundo, move e organiza a todas as coisas, de acordo com as leis e as formas eternas, com a Ideia perfeita e imutável que constitui, como diriam os neoplatônicos, o Logos, ou a Divina Sabedoria, ou o Espírito de Deus. A mais alta de todas as ideias é o bem, para o qual convergem todas as coisas. Perceber esse bem, visualizar o molde ideal do processo criador, é a mais alta mira do conhecimento e da experiência. O movimento e a criação não são mecânicos, exigem no mundo, como em nós mesmos, uma alma, ou princípio de vida, como força inicial. A alma é a força automotriz do ser humano. É pura vitalidade, incorpórea e imortal. Já existia antes do corpo humano e trouxe com ele, das encarnações anteriores, muitas recordações. Quando através de várias existências a alma se encontra afinal purificada de todos os seus erros, liberta-se da reencarnação e se eleva a um paraíso de eterna felicidade.

Para Lucrécio, alma sem corpo material não tem sentido e nem significação. Que uso teria uma alma sem órgãos para sentir a matéria? A vida terrena nos é dada não como propriedade absoluta, mas como empréstimo, e pelo tempo que possamos dela fazer uso. Esgotadas que sejam as nossas forças, temos de nos levantar da mesa da vida, tão gentilmente como um hóspede grato se levanta de uma festa. Em si, não é terrível a morte. O nosso medo do além é que a faz terrível. Mas não há além. O inferno é aqui, nos sofrimentos que brotam da ignorância, da paixão, da pugnacidade, da cobiça. E o céu é aqui, nos calmos templos da verdade, da sabedoria e da razão. A virtude não está no temor aos deuses, nem no tímido repúdio do prazer, está na harmoniosa operação dos sentidos, e depois dos pensamentos, da sensibilidade, e depois dos sentimentos, e outras faculdades, guiados pela razão.

Plotino, como disse Porfírio, envergonhava-se de que a sua alma tivesse um corpo carnal. Recusava se sentar diante de um retratista, porque o corpo carnal era a parte menos importante do seu “eu”. Eis aqui uma sugestão à arte para que procure pintar também a alma dos seres, ou mesmo as suas expressões advindas da alma. A sua modéstia ficava bem a um ser humano que via a parte na perspectiva do Todo. Quando Orígenes aparecia em sua classe, Plotino corava e queria pôr ponto final na preleção, dizendo: “O prazer de falar esmorece quando o prelecionista sente que os seus ouvintes já nada têm a aprender com ele”. Nunca reviu os seus próprios borrões, os quais, a despeito das correções de Porfírio, permanecem os mais desordenados e difíceis trabalhos da história da Saperologia.

Plotino era um idealista que reconhecia a existência da matéria. Mas a matéria em si, argumentava, não passava da informe possibilidade da forma. Cada forma que a matéria assume provém da energia interior ou alma. O ser mais alto, alma, produz o mais baixo, forma corporal, ou material. O desenvolvimento do ser humano, desde os seus começos no útero, com a lenta formação de um órgão, depois do outro, até a plena maturidade, é o trabalho da psychê, ou do princípio vital pertencente ao indivíduo. O corpo humano vai se moldando por influxo da vontade e das diretrizes da alma. Tudo tem alma, uma energia que cria a forma exterior. Pode-se observar que ele se esqueceu de mencionar a força.

Para Plotino, o corpo carnal é tanto o órgão como o cárcere da alma. A alma sabe que ela é uma qualidade de realidade mais alta que o corpo carnal, sente a sua afinidade com alguma alma de mais vastidão, alguma vida ou poder cósmico criador, e na aspiração do pensamento aspira a se juntar de novo a essa suprema realidade espiritual da qual parece ter caído em alguma catástrofe ou desgraça primeva. Plotino descreve a descida da alma, por sucessivos planos, do céu, ou Mundos de Luz, ao ser humano corpóreo. Quanto mais desenvolvida a alma, tanto mais persistente procura a sua fonte divina, como a criança transviada dos seus pais, ou o peregrino saudoso da sua casa. Se for capaz de virtude, ou do verdadeiro amor, ou paciente saperologia, encontrará a escada pela qual desceu e de novo subirá até Deus. Deixai, pois, que a alma se purifique, deixai-a desejar, apaixonadamente, a ignota essência, deixai-a meditar, pois pode ser que, subitamente, talvez em algum momento em que os sentidos estejam adormecidos e a matéria pare de bater nas portas da mente, a alma se sinta absorvida no oceano do ser, a espiritual e final realidade. Flutuando à deriva no lago Walden Pond, Thoreau escreveu: “Às vezes eu deixo de viver e começo a existir”. Quando isto acontece, diz Plotino:

A alma vê a divindade no quanto lhe é permitido. E ver-se-á iluminada, cheia de luz intelectual, ou, antes, perceber-se-á como luz pura, leve, ágil, tornando-se deus”.

Segundo Plotino, a alma pode ser treinada em se elevar à procura da beleza nas formas materiais ou humanas, à investigação da beleza na alma oculta da natureza e de suas leis, na ciência e na sutil ordem que a ciência revela, e, finalmente, na divina Unidade que liga todas as coisas, mesmo as em conflito, em uma sublime e maravilhosa harmonia, o que somente pode ocorrer com o espírito transcendendo a este mundo, elevando-se ao Espaço Superior e se transportando ao Tempo Futuro. No fim, a beleza e a virtude se confundem, com a unidade e a cooperação da parte com o todo. Nas almas humanas, que são derivações e partes da Alma Universal, há uma atividade racional, que anseia para o inteligível, e há uma atividade inferior, que anima os corpos. As almas humanas, quando em uma vida pré-mundana, gozavam da intuição do Absoluto; daí decaem e são encerradas no cárcere do corpo humano por culpada e necessária inclinação para a matéria. Aí a alma superior, que constitui a essência inteligível do homem, duplica-se em uma alma inferior, presa precisamente ao corpo humano. Esta queda das almas não se realiza uma vez por todas, mas se repete ciclicamente. E assim Plotino se encontra em consonância com a clássica doutrina grega do eterno retorno.

Farias Brito, em sua obra, Finalidade do Mundo – 1º Volume, a página 35, afirma a existência do fluido intermediário entre a matéria, ou o corpo carnal, e o espírito, através do corpo fluídico, ou o perispírito, ou a alma.

Mas o fato é que queremos a todo custo nos libertar do jugo dos nossos defeitos morais e éticos, mas a força e a energia provenientes do instinto em que eles se transfiguraram nos mantêm ligados e nos lançam para a frente. Parece, às vezes, que somos impotentes diante dessa força e dessa energia. O querer apenas não basta. É necessário um outro esforço. O esforço para sair da fase da imaginação e adentrar na fase da concepção, formulando ideias acerca da realidade. Meditemos profunda e persistentemente no oposto dos defeitos que nos dominam, que são as virtudes. Somos ansiosos e a pressa nos oprime? Meditemos, então, na paciência e na calma, procurando mesmo visualizar sob os diversos ângulos as vantagens que a paciência nos pode dar, como já ensinaram muitos mestres. Somos egoístas e avaros ao extremo, ao ponto de já sofrermos com a avareza e o egoísmo? Meditemos, de igual modo, nas delícias do desprendimento que, por todos os seus aspectos, deverá nos livrar dessa prisão.

Meditemos muito e continuamente, até que tenhamos carregado o nosso perispírito com as parcelas das propriedades da Força e da Energia correspondentes, as quais estarão nos influenciando no futuro para o bem e para o lado da realidade da vida. Muitos estarão pensando ser isso impossível, ou mesmo tolice. Que recordem estes os exemplos dos que se submetem aos demorados treinamentos para os esportes, as artes, as técnicas, e outras profissões, em que, muitas vezes, é o subconsciente que vai operar com base naquelas imagens que, no início do treinamento, são lançadas, com muito cuidado, nesse campo da memória retentiva, o corpo fluídico, ou corpo astral, ou perispírito, ou duplo etéreo.

 

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