20.04- A vida começa com os seres atômicos

Prolegômenos
18 de julho de 2018 Pamam

Praticamente todos os cientistas se encontram presos ferrenhamente ao ambiente terreno, sendo cativos da ilusão da matéria, e aqueles que conseguem contemplar algo mais além do que essa simples ilusão da matéria demonstram existir em suas almas algum medo de investigar e pesquisar a vida fora da matéria, como se temessem ser ridicularizados pela comunidade científica, ou mesmo de serem rejeitados, pelo simples fato de irem contra ela, por se mostrarem investigadores e pesquisadores de tudo o que se lhes apresenta, seja lá o que for, tenha a natureza que tiver. No entanto, ao contrário desses tolos medrosos, existem os verdadeiros estudiosos, que assumindo a própria coragem que indubitavelmente possuem, dizem aquilo que realmente pensam, como é o caso de Haeckel, considerado como sendo materialista, mas que mesmo assim vem afirmar que os átomos não são simplesmente pequenas massas de matérias mortas, mas sim partículas elementares dotadas de vida. Este estudioso, colaborador da nossa Grande Causa, afirma o seguinte:

Nós aí apoiamos a nossa convicção de que já os átomos possuem, sob a sua forma mais simples… UMA ALMA UNIVERSAL sob a sua forma mais primitiva (grifo e realce meus)”.

Esse estudioso se encontra absolutamente correto, mas os estudiosos nunca se dispuseram a levar essas suas palavras em consideração, preferindo sempre permanecer medrando em suas próprias ignorâncias materialísticas, o que atravanca lastimavelmente o progresso das parcelas do Saber relativas ao assunto. Que pena!

Outro dos grandes estudiosos colaboradores da nossa Grande Causa é Huberto Rohden, que em sua obra O Pensamento Filosófico da Antiguidade, as páginas 168 a 170, fornece-nos o seu parecer sobre aquilo que entende acerca de Deus e dos seres atômicos que Dele são provenientes, assim como todos os seres, o que deixa de ser uma simples imaginação para se tornar uma pequena concepção de âmbito universal, mesmo sem o autor nos esclarecer totalmente sobre o assunto, mas estabelecendo a sua própria ideia, em conformidade com a proporção que Deus se encontra representado em si mesmo, pelo fato de estar contido em todos os seres, consoante o estágio evolutivo em que se encontram, sendo, portanto, digno de convicção da minha parte em seu espírito e de fé racional por parte dos demais que se encontram abaixo da hierarquia em que ele se encontra, demonstrando com lógica e racionalidade a essa sua ideia, quando nos transmite o seguinte:

A Realidade Universal chama-se ‘Espírito’, ou ‘Espírito Absoluto’.

O princípio da individualização se chama ‘matéria’, ou ‘corpo’.

É claro que todos os seres individuais — minerais, vegetais, animais, homens, …, etc., têm corpo, embora esse corpo possa ter diversos graus de sutilidade ou, como diz São Paulo, espiritualidade. Há corpos pouco espiritualizados, e há corpos muito espiritualizados (sendo justamente por isso que a doutrina do Racionalismo Cristão somente considera espírito o ser que adquiriu o raciocínio e o livre arbítrio, digo eu). Só não tem corpo o TODO…, a Realidade absoluta…

Deus é o TODO, o Espírito único.

O mundo é Algo, portanto espiritual, quer dizer, derivado do Espírito, causado pelo Espírito. Todos os efeitos do Espírito são espirituais, uma vez que vigora afinidade intrínseca e indestrutível entre a causa e o efeito.

O Algo é o Todo em forma individualizada — e esse princípio de individualização chama-se matéria, ou corpo.

Se o Algo fosse essencialmente material não seria um derivado do Todo… Quer dizer que não existe nem pode existir um ser integralmente material…

A lógica mais pura e retilínea nos obriga a rejeitar o materialismo absoluto e a proclamar a espiritualidade universal do mundo.

Do TODO do Espírito só pode vir o Algo do Espiritual —, mas não o Nada do material (pelo fato da matéria não existir, portanto, o nada também não existir, digo eu).

Existe, pois, uma só Realidade — e esta realidade é espírito — e tudo o que esta Realidade realiza ou produz é espiritual.

A ciência atômica dos nossos dias acaba de demonstrar, experimentalmente, a exatidão da equação de Einstein, E = mc2, quer dizer que tudo é energia (e força, digo eu) e que a chamada ‘matéria’ não passa de uma forma de energia em estado de congelamento parcial. Acrescenta a Filosofia que essa energia não pode ser meramente mecânica, cega, inconsciente; pois, se ela produziu seres vivos e conscientes, é inevitável concluir que essa causa de efeitos vivos e conscientes seja também viva e consciente, porquanto não há efeito superior à sua causa.

Se a física atômica desmaterializou a matéria, proclamando o energismo universal, a Filosofia desmecaniza a energia mecânica, proclamando o vitalismo universal; mas a lógica exige que vamos avante, atribuindo inteligência, consciência e liberdade à vida, ao menos nas zonas superiores dessa vida. Ora, a forma mais alta da consciência vital, ou da vida consciente, chama-se espírito. E, como os inferiores vêm do superior, é rigorosamente lógico que todas as formas inferiores de consciência, inteligência, vida, energia e ‘matéria’ tenham por primeira origem a fonte suprema, o Espírito como tal.

O TODO está em tudo, e tudo está no TODO — é esta a profunda imanência de Deus no mundo e do mundo em Deus. Entretanto, essa imanência do Infinito no finito não identifica este com aquele; nem tampouco nega o fato da transcendência do Infinito em relação ao finito”.

Tratando acerca do princípio da vibração de Hermes, no Egito, que foi a primeira encarnação de Jesus, o Cristo, em nosso mundo-escola, que afirma que “nada está em repouso, e que tudo vibra, radia e radiovibra”, mas olvidando dos princípios das produções da radiação e da radiovibração, tratando apenas do princípio da produção da vibração, Huberto Rohden, na mesma obra, as páginas 175 a 182, transmite-nos o seguinte:

É esta a antecipação filosófica do fato cientificamente demonstrado, em nossos dias, pela ciência atômica. Einstein condensou este pensamento na equação brevíssima e imensa: E = mc2, alma da famosa ‘teoria da relatividade’. Durante meio século, após a publicação dessa equação, esteve o mundo científico dividido pró e contra a verdade ou inverdade dessa fórmula. Somente em 1945, cerca de 40 anos após a primeira publicação da equação einsteiniana, é que foi provada, pela primeira vez, experimentalmente, a verdade objetiva de que ‘energia equivale à massa multiplicada pelo quadrado da velocidade da luz’ (e aqui fica plenamente demonstrado que a religião transmite o conhecimento metafísico acerca da verdade, e a ciência realiza as experiências físicas acerca da sabedoria, em relação a elas, o que comprova que Einstein era religioso e não cientista, como já dito, mas que essa equação está equivocada, como demonstrarei detalhadamente no site pamam.com.br, na obra explanatória relativa ao Sistema, digo eu). Infelizmente, essa prova experimental custou cerca de 100.000 vidas humanas, quando a primeira bomba atômica estourou sobre a cidade de Hiroshima.

Pode-se dizer que essa equação matemática, tecnicamente demonstrada, representa a certidão de óbito da matéria e o documento científico do nascimento da energia universal. Morreu o materialismo por falta de matéria!…

Os antigos ‘átomos’ (indivisíveis) de Demócrito foram desatomizados por Einstein, Oppenheimer, Bohr, Fermi, e outros pioneiros da idade atômica, ou, propriamente, ultra-atômica. O átomo deixou de ser a-tomo, embora continue falsamente com o seu nome tradicional (o átomo continua sendo átomo, pois não foram divididos, o que os pioneiros da idade atômica fizeram foi alterar as auras dos átomos, em que a aura é o campo que circunda o corpo fluídico, digo eu). A matéria deixou de ser substância estática, imóvel, inerte, passando a consistir em dois campos dinâmicos, de tão estupenda vibração (radiação e radiovibração, digo eu) que aos nossos sentidos grosseiros produz a impressão (sendo esta própria da imaginação, digo eu) de estática solidez. Um ser dotado de órgãos da percepção (o criptoscópio, digo eu) mais sutis, apalpando, por exemplo, uma barra de ferro, não teria a impressão de solidez, inércia, consistência compacta e contínua; mas diria: ‘Estou percebendo duas vibrações (uma vibração e uma radiação, digo eu) opostas que se completam mutuamente em um todo harmônico equilibrado’. Do padrão específico desses dois polos vibratórios (e radiativos, digo eu) — digamos, do polo positivo (prótons) e do polo negativo (elétrons) do chamado átomo — é que depende a natureza química dos 92 elementos naturais que a ciência conhece.

A teoria atômica deu razão a Pitágoras de Samos e a Heráclito de Éfeso, e muitos outros, que fazem consistir a essência do mundo em ‘harmonia’ ou em um perpétuo ‘fluxo’. A harmonia dos ‘pares’ (positivos) e dos ‘ímpares’ (negativos) do grande Pitágoras, e o ‘panta-rhei’ (tudo flui) do obscuro Heráclito, acabam de ser brilhantemente confirmados pela física nuclear do século vinte. Heráclito escolheu para o eterno fluxo de todas as coisas o fogo, esse misterioso algo, que parece oscilar entre a matéria e a força, o que faz lembrar o ‘c’ (velocidade da luz) da fórmula einsteiniana. A mais conhecida ‘reação em cadeia’, no terreno molecular, é o processo de combustão pelo fogo que observamos todos os dias. Com um pequenino fósforo se pode incendiar uma cidade inteira, não porque o mar de fogo que devora a cidade estivesse contido na minúscula cabecinha de fósforo, mas porque o pequeno fogo atual deu início à atualização progressiva do fogo potencial armazenado nas moléculas do combustível existente nos materiais da cidade; a pequena chama do fósforo é apenas o primeiro elo da vasta cadeia que comunica a sua vibração (radiação e radiovibração, digo eu) ígnea ao vizinho, este a um terceiro, ao quarto, ao décimo, ao milésimo, ao milionésimo, ao bilionésimo vizinho molecular, até que não haja mais molécula vizinha alguma a que possa ser transmitida essa imensa reação em cadeia. A diferença está apenas em que, na explosão atômica, a vibração (radiação e radiovibração, digo eu) não é transmitida de molécula a molécula, como em um incêndio, mas de núcleo a núcleo atômico; a desintegração do primeiro núcleo, obtida geralmente com o auxílio de um projétil em forma de nêutron, produz novos projéteis que, invadindo os núcleos dos átomos vizinhos, os fazem explodir, na fração de um milionésimo de segundo.

Com um início de energia atualizada se pode atualizar sucessivamente a restante energia ainda em estado de potencialidade, latência, ou congelamento, geralmente chamado matéria. A matéria é o estado relativamente estático (não absolutamente) da energia, como a energia é um estado dinâmico da matéria. É mais fácil, para a ciência e técnica modernas, energizar a matéria do que materializar a energia. O descongelamento da matéria (energia congelada) requer apenas um processo de expansão, ao passo que o congelamento da energia pede um processo de compressão, para o qual a nossa técnica não dispõe de mecanismos assaz poderosos.

A ciência dos nossos dias conhece três vastos departamentos de forças: 1) elétrica; 2) química; 3) atômica.

1) A eletricidade é a ciência dos elétrons, ou seja, pequeninos focos de energia isolados no espaço e por toda a parte do mundo; esses focos, quando dotados de carga idêntica — seja positiva, seja negativa — repelem-se mutuamente (polaridade sem correspondência); quando munidos de carga não idêntica — positiva e negativa — atraem-se mutuamente, segundo o princípio: igual repele igual, igual atrai desigual (polaridade com correspondência).

2) A química trata dos elétrons presos aos seus respectivos átomos, ou mais adequadamente, prótons atômicos; sendo, que os prótons são sempre de carga positiva, atraem eles um número de elétrons negativamente carregados correspondentes aos coeficientes da carga positiva dos prótons. Os elétrons, todavia, devido à força centrífuga originada pela estupenda velocidade com que giram ao redor dos seus prótons, não se unem diretamente a esses centros de atração, assim como os planetas dos sistemas solares, não obstante a veemente atração do corpo central, não se precipitam para dentro desses sóis, porque a revolução das suas órbitas cria a competente força centrífuga contrária à força centrípeta originando um sistema de trajetória harmonicamente equilibrado entre a atração de dentro e a repulsão de fora.

O caráter dos 92 elementos naturais (além dos artificiais) depende essencialmente da presença de certo número de prótons no núcleo atômico; com o aumento ou a diminuição desses prótons, modifica-se a natureza do elemento, subindo ou descendo na escala do sistema periódico. Assim, por exemplo, o primeiro e o mais simples de todos os elementos, o hidrogênio, tem apenas um próton e um elétron (um sol e um planeta); o hélio tem 2 prótons e 2 elétrons; o lítio, 3 prótons e 3 elétrons; o berílio, 4 prótons e 4 elétrons. Se fendermos ao meio um átomo de berílio, teremos, não duas metades de berílio, mas dois átomos inteiros de hélio; se subdividirmos esses dois átomos de hélio, teremos quatro átomos de hidrogênio, cada um com um próton e um elétron. Se dividirmos um átomo de lítio, teremos um átomo de hidrogênio (1 próton e um elétron) e um átomo de hélio (2 prótons e 2 elétrons). Se arrebatarmos ao ouro, dotado de 79 prótons e 79 elétrons, 1 próton, teremos um elemento com 78 prótons e número igual de elétrons, que é a platina; mas, se, em vez de arrebatarmos um próton ao ouro lhe adicionarmos mais um, teremos um elemento com 80 prótons, e um número igual de elétrons, isto é, o mercúrio. O velho sonho dos alquimistas, como se vê, está se realizando, finalmente; a humanidade começa a despertar para a vigília da ciência do seu longo sonho encantado; a magia negra da Mefistófeles e do Dr. Faust amanheceu na ciência branca de Einstein & Cia.

3) A ciência atômica não trata de elétrons soltos, como a eletrofísica, nem de elétrons relacionados com os seus respectivos prótons, como a química; trata tão somente do íntimo santuário dos elementos e dos átomos, que é o núcleo atômico (não existe núcleo atômico, mas sim a aura dos átomos, digo eu), o coração e o centro desse misterioso quê, definido por Demócrito em termos de estática, e por Pitágoras e Heráclito em termos de dinâmica.

O núcleo atômico consta de um número variável de prótons (positivos) e de nêutrons, sendo que estes últimos, de carga elétrica neutra, têm uma função bivalente, positiva e negativa, intercambiando essas duas cargas com tão estupenda velocidade que parecem, praticamente, centros neutros, pelo que são chamados de nêutrons. Sem a presença desses misteriosos intermediários ou reconciliadores bivalentes não seria possível a coesão firmíssima que une a família dos vários prótons do mesmo núcleo atômico, uma vez que todos esses prótons são positivos, e, como sabemos, positivo repele positivo. Os pequeninos feiticeiros dos nêutrons, intercalados entre os prótons fazem com que estes irmãos positivos, em vez de se ‘odiarem’, com ódio de explosão imediata, ‘amem-se’ com amor de permanente cooperação. Esses termos ‘ódio e amor dos átomos’, são do grande Demócrito, que, sem nenhum dos expedientes da técnica moderna, já sabia intuitivamente dessa hostilidade e dessa amizade das partículas últimas do mundo fenomenal (o que se explica por intermédio do seu fabuloso criptoscópio, digo eu).

Sendo que, no sancta sanctorum do núcleo atômico, encerra-se imensa quantidade de energia potencial (um quilo de urânio contém a mesma energia que 3 milhões de quilos de carvão, ou 2 milhões de litros de gasolina), tenta a humanidade, sempre faminta de energia, utilizar-se dessas fontes inesgotáveis de força, luz e calor. Para esse fim é necessário desintegrar o núcleo atômico, a fim de libertar as energias intranucleares (não se desintegra o núcleo atômico, pois que este não existe, altera-se a aura dos átomos, digo eu). Mas desintegrá-lo com o quê? Até a pouco, não possuíamos nenhum projétil apropriado para romper as muralhas eletrônicas que, em diversas órbitas concêntricas, protegem o tesouro oculto do núcleo atômico — espécie de Vestais incumbidas de defender o ‘fogo sagrado’ da divindade. Mas os Prometeus do século vinte acharam meios e modos para, a exemplo de Prometeu da mitologia antiga, arrancar o mistério ígneo das entranhas do Olimpo de Júpiter e lançá-lo à terra dos mortais; o Olimpo da ciência atômica se chama núcleo, e os feros dragões de Júpiter que defendem esse tesouro oculto se chamam elétrons. Se as energias intranucleares fossem cercadas apenas de muralhas de granito, aço ou diamante, a técnica humana, desde muito, teria demolido essas muralhas, como uma criança derruba com um piparote as paredes do seu castelinho de blocos de madeira. Mas é que as rijas fortificações que circundam o núcleo atômico são feitas de… velocidade. A velocidade é algo infinitamente mais dura que a matéria, porque a velocidade é dinâmica, ou vibração (radiação e radiovibração, digo eu) altamente potencializada. Se um elétron executa em torno dos prótons do núcleo uma constante trajetória circular na frequência de 100.000 quilômetros por segundo, possui essa camada eletrônica feita de puríssima energia (e força, digo eu) ou vibração (radiação e radiovibração, digo eu) uma impenetrabilidade incomparavelmente superior à dureza de qualquer substância terrestre ou solar que o homem conheça. Aço ou diamante são que nem manteiga em face da dureza de uma órbita eletrônica de 100.000 quilômetros por segundo. Além disto, o projétil que penetrasse por uma muralha eletrônica e rompesse o núcleo devia ser menor, infinitamente menor que esse núcleo, cuja pequenez é praticamente inconcebível. Mas que projétil seria esse?

A técnica do nosso século realizou o impossível. Descobriu um projétil ideal para bombardear as rijas muralhas formadas ao redor do núcleo pelas órbitas eletrônicas de alta frequência. De resto, não convém esquecer que existem núcleos com nada menos de sete órbitas concêntricas de muralhas eletrônicas, como acontece com todos os elementos do sistema periódico contidos entre os números 87 e 92, quer dizer: actínio K, radium, actínio, tório, protactínio e urânio. Os dois elementos mais simples, hidrogênio e hélio, possuem apenas uma linha simples de fortificações eletrônicas.

Entretanto, o projétil nuclear que a técnica descobriu, ou criou, rompe qualquer número de camadas eletrônicas em altíssima frequência, contanto que a velocidade do projétil seja superior à resistência oposta pela velocidade dos elétrons em vertiginosa trajetória protetora.

Esse projeto é o nêutron, mas não o nêutron com a sua velocidade normal, que seria imediatamente desfeita pela velocidade superior dos elétrons. A ciência e a técnica do nosso século conseguiram excogitar e construir uma máquina — o chamado cíclotron — capaz de acelerar o movimento normal do nêutron ao ponto de romper as mais rijas fortificações circunucleares do átomo, desintegrando esse gigantesco reservatório ultramicroscópico de energias intranucleares. Se essa desintegração nuclear se realizar subitamente, teremos uma violenta explosão atômica, como Hiroshima e Nagasaki presenciaram em 1945; mas se, a exemplo das pequeninas explosões sucessivas e parceladas de um litro de gasolina no motor do automóvel, a energia intranuclear for libertada aos poucos, gota a gota, por assim dizer, é claro que o efluxo lento e paulatino dessa energia poderá ser utilizado para fins na indústria construtiva“.

Levando-se agora em consideração tudo o que foi transmitido por esse adepto da nossa Grande Causa, torna-se óbvio que eu vou explorá-lo ao máximo, pois que ele consegue realizar uma notável realidade da existência eterna e universal, que é saperológica e não científica, como assim mais abaixo ele afirma, em que todos os seres são provenientes do Ser Total, ou em que todas as coisas são provenientes da Coisa Total, ou ainda, que todas as criaturas são provenientes do Criador, em que neste contexto ele se refere diretamente aos seres atômicos. Assim, Huberto Rohden, nessa sua mesma obra, as páginas 182 e 183, vem nos transmitir com sinceridade e coragem o seguinte:

Julgamos conveniente nos alongar um tanto nessa exposição, antes científica do que filosófica, para fazer ver ao leitor que a ciência e a técnica conseguem, por vezes, demonstrar experimentalmente (e aqui se pode constatar a imensa diferença entre os conhecimentos e as experiências, digo eu) uma parcela maior ou menor de verdades intuitivas (conhecimentos captados pelo criptoscópio, digo eu) afirmadas pelos grandes gênios filosóficos (veritológicos, digo eu) da antiguidade. É que a intuição filosófico-racional (leia-se veritológico-racional, digo eu), independente de processos de análise intelectual e demonstração física, antecipa realidades objetivas que ultrapassam as raias de qualquer outra faculdade humana (apenas da imaginação, mas não a da compreensão saperológica e da consciência da razão, digo eu e grifo).

Há cerca de 4.000 anos, o gênio intuitivo de Toth, ou Hermes Trismegistus (a primeira encarnação de Jesus, o Cristo, em nosso mundo-escola, digo eu), às margens do Nilo, afirmou que a Realidade Absoluta é espírito, que o Universo é espiritual, e que a espiritualidade é essencialmente vibração (radiação e radiovibração, digo eu), energia (e força, digo eu), em diversos graus de intensidade. A vibração (a radiação e a radiovibração, digo eu) absoluta é infinita, causa e fonte de todas as vibrações (radiações e radiovibrações, digo eu) relativas e finitas (a que todos os seres produzem, digo eu), é chamada Vida (grifo meu), Logos (Razão), Espírito, Consciência Cósmica ou Universal (que somente se consegue através da luz astral, digo eu).

A redução da matéria à energia, do dimensional ao interdimensional, do extenso ao inextenso, poderia se considerar como a desobjetivização do objeto e a sua paulatina subjetivização até atingir as alturas do sujeito absoluto. ‘Atingir’ é, porém, termo ilusório, porque faz crer que o sujeito absoluto consista na sucessiva desobjetivização do objeto, quando é precisamente o contrário que acontece. O Sujeito Absoluto não é o resultado final de uma longa série de desobjetivização, mas é a Realidade anterior a qualquer objeto ou objetivização. Ou, por outra, o espírito não é a culminância de todas as desmaterializações, mas é a grande Realidade pré-material. Ou ainda: o Universal não é o resultado final de uma vasta série ou de um intenso processo de desinvidualizações, mas é anterior a todo e qualquer indivíduo e individualização. Com efeito, não é pela sucessiva vacuização que chegamos à Realidade suprema, mas pela plenificação ou plenitude anterior a qualquer início de esvaziamento ou evacuação. Deus não é infinitamente simples por vacuidade ou ausência, mas sim por plenitude ou presença; não pela simplificação de complexidades, mas pela simplicidade anterior a qualquer vestígio de complexidade. Deus não é a síntese final resultante de muitas antíteses — Ele é antes a grande TESE inicial, ou pré-inicial (ver o tópico que diz respeito à teoria fundamental para a compreensão de Deus, digo eu e grifo).

No princípio era o sujeito universal, absoluto, não objetivado; e desse sujeito eterno é que vieram os objetos temporais. Sujeito, do latim subjectum, derivado de sub-jacere (jazer debaixo), que quer dizer, aquilo que está por debaixo, como base, substrato e sustentáculo de todas as coisas, aquilo que causa efeitos, mas não é causado. Objeto, do latim objectum, derivado de ob-jacere (jazer contra), é aquilo que está contra ou defronte, algo que é oposto ao sujeito, algo que foi emitido ou individualizado pelo sujeito subjacente.

Na realidade, existe um só grande Sujeito, que se revela ou objetiviza incessantemente em mundos e seres sem conta.

Todos esses objetos feitos da SUBSTÂNCIA do Sujeito (grifo e realce meus), são objetos numenalmente idênticos, porém fenomenalmente distintos do sujeito. 

Retraçando o caminho de qualquer objeto rumo à sua origem (grifo meu), encontraremos infalivelmente o Sujeito, porque todos os objetos são como os raios de um círculo que do centro vieram e para o centro voltam. Vistos da periferia, esses raios são muitos e dimensionais — vistos do centro, esses mesmos raios são um em sua base e indimensionais (daí a razão pela qual os seres humanos têm que se universalizar, pois que quanto mais puderem conter Deus em si, tanto mais terão essa visão central, através da luz astral, digo eu)”.

Após comprovar sobejamente a ligação direta dos seres atômicos com Deus e as suas vindas do Ser Total com as aquisições das primeiras parcelas das propriedades da Força e da Energia, que formam o seu corpo fluídico, que lhes dão o poder e a ação, portanto, a vida, como tendo eles rigorosamente as mesmas substâncias que tem o Criador, como diferente não poderia ser, pois que se assim se comprova a expressão tal Pai, tal filho, ou filhos, vem agora Huberto Rohden na mesma obra, as páginas 198 a 200, arrematar com maestria a sua ideia sobre a natureza dos seres atômicos, quando diz finalmente o seguinte:

Sabemos hoje em dia que os prótons, ou núcleos atômicos, representam o polo positivo elétrico, ao passo que as diversas órbitas, 1 a 7, que os elétrons descrevem ao redor desse centro, equivalem ao polo elétrico negativo.

Sabemos, outrossim, que o mundo está repleto de elétrons livres, isto é, focos dinâmicos negativos não associados a focos positivos (prótons). Todos os fenômenos da eletricidade, dos raios-X, da luz, do calor, etc., estão baseados na existência e atividade desses elétrons soltos.

O nome ‘negativo’ dado a esses centros dinâmicos é profundamente inexato, injusto e ilusório, porquanto, não há nada mais positivo e ativo que esses elétrons emancipados. Por isto, a ciência moderna faz bem em lhes chamar ‘cátodos’ (derivado de katá e hodós — (caminho descendente, descida). Há quem considere os cátodos como elementos femininos de cuja presença, aparentemente negativa, dependem as atividades multiformes, os mais grandiosos e mais deslumbrantes fenômenos da natureza. A própria vida, vegetal, animal e racional, não funcionaria sem a atividade desses misteriosos elétrons, que representam a mais etérea condensação de energia ‘materializada’, princípio básico da chamada ‘matéria’. Os elétrons se acham como que na zona fronteiriça entre o mundo da energia e da matéria, participando das propriedades de ambos; energia materializada ou matéria energizada. Quando o elétron se torna bivalente se chama nêutron, espécie de ser hermafrodita.

O elétron é ‘solteiro’, o nêutron é um elétron ‘casado’.

Os elétrons, ou centros catódicos de energia universal, revelam caráter nitidamente ‘feminino’, atraindo com o chamariz da sua dinâmica ‘negatividade’ as tendências positivas dos prótons (masculinos), obrigando-os a sair da sua aparente inatividade e a vibrar (radiar e radiovibrar, digo eu) em direção aos elétrons. Os elétrons atualizam a latente potencialidade dos prótons. Não obrigam o próton a vibrar (radiar e radiovibrar, digo eu), mas este, percebendo a presença do elétron, sente despertar dentro de si um como que irresistível instinto de união; é atraído, encantado, arrebatado pelo silencioso desafio do elétron e começa a corresponder à suave violência da fascinante companheira eletrônica. O resultado desse ‘casamento’ de elétron e próton é o átomo, que é como que a família fundada por ela e ele (dizemos ela e ele, e não vice-versa, porque quem começa todo esse romance eletroprotônico é ela, o elétron, por sinal que a sua passividade é meramente aparente, sendo na realidade uma veemente atividade e positividade).

Possivelmente, o próton ‘julga’ que foi ele que iniciou a fundação dessa família atômica, ignorando que o elétron, negativamente positivo, passivamente ativo, é que deu o primeiro impulso para a formação desse consórcio.

É tempo para se escrever um romance sensacional sobre os ‘amores’ que se desenrolam no mundo atômico…”.

Outros grandes estudiosos, homens verdadeiramente eruditos, colaboradores da nossa Grande Causa, também corroboram com a mesma ideia de que a vida começa com os seres atômicos, e que não existe a matéria, como Will Durant, o maior historiador da raça, que em sua obra Filosofia da Vida, traduzida por Monteiro Lobato, as páginas 63 e 92, afirma o seguinte:

O mundo é como o materialista pensava, um mundo com todas as suas partículas materialmente formadas, mas através de cada partícula deste mundo material age uma energia (e uma força, digo eu) espontânea, que é o análogo da vida e do espírito (grifo meu).

Se não fosse a vida uma força (e energia, digo eu) atuante e remodeladora, como haveria evolução?”.

Na realidade, os seres atômicos possuem as primeiras parcelas das propriedades da Força e da Energia. Assim, eles já passam a desenvolver os seus criptoscópios e os seus intelectos, assim como também os seus atributos individuais e relacionais, que são ínfimos, mas que mesmo assim determinam as suas funções no contexto da evolução universal, pois é sabido por todos que cada ser atômico tem a sua função específica, que lhe é própria e inerente, assim como também todos os seres. Os mundos que por eles são formados, assim como o mundo Terra e os outros mundos dos demais seres atômicos, evoluem pelo espaço e pelo tempo, percorrendo assim o Universo, que é formado pelas estrelas, que os mantêm sob as suas égides, mas que estas não evoluem, pelo fato de não serem seres, portanto, por serem formadas pelas propriedades da Força e da Energia, que formam os fluidos ou o éter, justamente as propriedades que eles vão adquirindo em suas evoluções e que passam a formar os seus corpos fluídicos.

Ao percorrerem o Universo, as partes que foram percorridas passam a ficar representadas em seus corpos fluídicos, ensejando a que os seus criptoscópios adquiram os conhecimentos metafísicos, por intermédio das suas vibrações magnéticas, que os seus intelectos adquiram as experiências físicas, através das suas radiações elétricas, com esses conhecimentos e experiências sendo integrados, através das radiovibrações eletromagnéticas, e que também adquiram os atributos individuais e relacionais, com tudo isto passando a representar os seus acervos no contexto da evolução universal, os quais vão determinar as suas funções em conformidade com o estágio evolutivo em que se encontram, sendo tudo isso proporcional às coordenadas do Universo que lhes dizem respeito. Todos esses acervos por eles auferidos fazem parte integrante dos seus corpos fluídicos, como se fossem grandes arquivos consolidados, a que os veritólogos denominam de esteira evolutiva. Por essa razão, tanto eles como todos os seres interagem uns com os outros para as trocas desses acervos, principalmente com os mais evoluídos ensinando aos menos evoluídos.

Assim, já a partir dos seres atômicos, todos os seres tanto produzem vibrações magnéticas como produzem radiações elétricas, assim como também radiovibrações eletromagnéticas, justamente para possam fornecer os seus acervos para os demais seres, como também para que possam receber os acervos dos demais seres. Os acervos que eles fornecem e recebem por intermédio da propriedade da Força são metafísicos, por isso não são detectados pelos seres humanos estudiosos do assunto. Mas os acervos que eles fornecem e recebem por intermédio da propriedade da Energia são físicos, por isso são detectados pelos seres humanos estudiosos do assunto, que a este acervo denominam de elétrons, que além da eletricidade contêm também o magnetismo e o eletromagnetismo, pois que todos os seres vibram, radiam e radiovibram, como não poderia ser diferente.

E aqui fica plenamente demonstrada a razão pela qual esses estudiosos afirmam que os elétrons criam os campos magnéticos e elétricos, mas estes campos não são criados pelos elétrons, mas sim pelos próprios seres atômicos, que também criam os campos eletromagnéticos. A esse campo magnético, elétrico e eletromagnético, que os estudiosos denominam de núcleo, é o que se denomina de a aura dos seres atômicos, que circundam os seus corpos fluídicos.

Façamos aqui uma analogia com o Sol, que é formado pelas propriedades da Força e da Energia, em que através desta nos vem a eletricidade, e através daquela nos vem o magnetismo, e de ambas combinadas nos vem o eletromagnetismo, tudo através dos fluidos que dele são provenientes. Assim, como os seres atômicos se encontram evoluindo por intermédio das propriedades da Força e da Energia, tendo formado os seus corpos fluídicos, é óbvio que eles possuem os seus campos magnético, elétrico e eletromagnético, em que este último faz girar os elétrons, cujos campos são justamente as suas auras.

Quando os seres atômicos evoluem para os seres moleculares, mais parcelas das propriedades da Força e da Energia eles passam a adquirir, e assim os seus corpos fluídicos vão se tornando mais completos, quando então através desses seus corpos fluídicos eles passam a interagir com os seres atômicos, combinando-os e formando os corpos inorgânicos e orgânicos, com tudo isso ocorrendo através das suas auras. E a evolução continua ininterrupta e progressivamente. E assim, quando os seres moleculares evoluem para os seres unicelulares, mais parcelas das propriedades da Força e da Energia eles passam a adquirir, e assim os seus corpos fluídicos vão se tornando mais completos, quando então através desses seus corpos fluídicos eles passam a interagir com os seres atômicos e com os seres moleculares, tudo através das suas auras, formando os primeiros seres que as ciências consideram ser dotados de vida, ignorando completamente que a vida se inicia com os seres atômicos, mais propriamente com os seres hidrogênios.

E assim a vida neste mundo-escola vai se tornando cada vez mais complexa, em face das interações que existem entre os seres infra-humanos, em obediência ao preceito da integração, com todos eles evoluindo e tornando os seus corpos fluídicos cada vez mais completos, com a aquisição de mais parcelas das propriedades da Força e da Energia, fazendo com que os seres menos evoluídos interajam com eles, tornando os corpos cada vez mais completos. É assim que ocorrem as trocas de acervos entre todos os seres.

Eu não vou descrever aqui as gradações por que passam cada um ou cada agrupamento de seres, em conformidade com os seus corpos fluídicos, pois que o número é incontável, mas, em resumo, é mais ou menos assim: os seres vegetais interagem com os seres celulares, os seres moleculares e os seres atômicos, formando os mais diversos tipos de vegetais; os seres orgânicos interagem com os seres celulares, os seres moleculares e os seres atômicos, formando os diversos tipos de órgãos que constituem os corpos dos animais, como o coração, os pulmões, os rins, e outros; os seres aparelhantes interagem com os seres orgânicos, com os seres celulares, os seres moleculares e os seres atômicos, formando os diversos aparelhos que constituem os corpos dos animais, como o aparelho reprodutor, o aparelho respiratório, e outros; os animais interagem com os seres aparelhantes, os seres orgânicos, os seres celulares, os seres moleculares e os seres atômicos, formando os mais diversos tipos de animais, cujas formas correspondem diretamente aos seus corpos fluídicos, que determinam os estágios evolutivos em que eles se encontram. E aqui fica evidenciado que cada ser tem uma função que lhe é própria e inerente no processo da evolução.

Até aqui a evolução de todos os seres vem ocorrendo por intermédio das propriedades da Força e da Energia, em que os seus corpos fluídicos vão lhes dando as formas que eles vão assumindo neste mundo aos interagirem com os seres menos evoluídos, através das suas auras, ao virem dos mundos que lhes são próprios. O último estágio evolutivo alcançado através dessas duas propriedades é o da classe primata irracional.

Quando alcançam o estágio da classe primata racional, além das propriedades da Força e da Energia, eles passam a evoluir também por intermédio da propriedade da Luz, quando então adquirem o raciocínio e o livre arbítrio, formando uma humanidade, tornando-se espíritos, quando então passam a habitar originariamente em um Mundo de Luz. E assim, à medida que vão evoluindo cada vez mais, vão ascendendo aos Mundos de Luz mais evoluídos, passando a habitar nas coordenadas mais distantes do Universo, daí a razão pela qual se diz do Espaço Superior e do Tempo Futuro em relação ao mundo Terra, que ainda é muito atrasado.

Evoluindo por intermédio das propriedades da Força e da Energia, os seus corpos fluídicos passam a ser denominados também de perispíritos, pois que com a aquisição do raciocínio e do livre arbítrio os seres passam a ser denominados mais propriamente de espíritos. E evoluindo por intermédio da propriedade da Luz, eles passam também a formar os seus corpos de luz. Em sendo assim, vejamos a seguir como se processa a evolução espiritual através de cada uma dessas propriedades, em função de cada um dos seus tratados superiores.

Na Veritologia, a essência de Deus, a sua partícula, o ser, destaca-se como sendo um ser religioso e depois um veritólogo. A Propriedade de Deus com a qual o ser se ocupa em primeiro plano é a propriedade da Força. A manifestação que prepondera no ser é o poder. O órgão mental que caracteriza o ser é o criptoscópio. A função do órgão é a percepção. A finalidade do órgão é a captação. A atividade básica exercida pelo ser é a religião. O teor da atividade básica exercida pelo ser é o conhecimento. A forma de transmitir o teor da atividade básica exercida pelo ser é através de teorias “a priori”. A forma de aprender a atividade básica exercida pelo ser, que é a forma de evoluir, é o estudo. O local onde reside o teor da atividade básica exercida pelo ser é o espaço. A finalidade da atividade básica exercida pelo ser é a verdade. O atributo básico obtido pelo ser, no exercício da atividade básica, é a moral. A natureza do atributo básico obtido pelo ser, no exercício da atividade básica, é absoluta. A aplicação do atributo básico obtido pelo ser, no exercício da atividade básica, é individual. O elemento anterior de produção do ser, no exercício da atividade básica, é a sensibilidade. O elemento final de produção do ser, no exercício da atividade básica, é o sentimento. A forma pela qual o ser transmite o que produz é a vibração magnética. A relação entre o ser e os fatos e os fenômenos é de causa. E a finalidade do ser é alcançar a onipotência.

Na Saperologia, a essência de Deus, a sua partícula, o ser, destaca-se como sendo um ser cientista e depois um saperólogo. A Propriedade de Deus com a qual o ser se ocupa em primeiro plano é a propriedade da Energia. A manifestação que prepondera no ser é a ação. O órgão mental que caracteriza o ser é o intelecto. A função do órgão é a compreensão. A finalidade do órgão é a criação. A atividade básica exercida pelo ser é a ciência. O teor da atividade básica exercida pelo ser é a experiência. A forma de transmitir o teor da atividade básica exercida pelo ser é através de teorias “a posteriori”. A forma de aprender a atividade básica exercida pelo ser, que é a forma de evoluir, é o sofrimento. O local onde reside o teor da atividade básica exercida pelo ser é o tempo. A finalidade da atividade básica exercida pelo ser é a sabedoria. O atributo básico obtido pelo ser, no exercício da atividade básica, é a ética. A natureza do atributo básico obtido pelo ser, no exercício da atividade básica, é relativa. A aplicação do atributo básico obtido pelo ser, no exercício da atividade básica, é relacional. O elemento anterior de produção do ser, no exercício da atividade básica, é o sentido. O elemento final de produção do ser, no exercício da atividade básica, é o pensamento. A forma pela qual o ser transmite o que produz é a radiação elétrica. A relação entre o ser e os fatos e os fenômenos é de efeito. E a finalidade do ser é alcançar a onipresença.

Na Ratiologia, a essência de Deus, a sua partícula, o ser, destaca-se como sendo um ser religiocientista e depois um ratiólogo, ou um ser universal. A Propriedade de Deus com a qual o ser se ocupa em primeiro plano é a propriedade da Luz. A manifestação que prepondera no ser é a existência, que é eterna e universal. O órgão mental que caracteriza o ser é a consciência. A função do órgão é a coordenação. A finalidade do órgão é unir, irmanar, congregar, o criptoscópio e o intelecto. A atividade básica exercida pelo ser é a religiociência. O teor da atividade básica exercida pelo ser é o Saber, por excelência. A forma de transmitir o teor da atividade básica exercida pelo ser é através de teorias. A forma de aprender a atividade básica exercida pelo ser, que é a forma de evoluir, é o raciocínio. O local onde reside o teor da atividade básica exercida pelo ser é o Universo. A finalidade da atividade básica exercida pelo ser é a razão. O atributo básico obtido pelo ser, no exercício da atividade básica, é a educação, formada pela moral e pela ética. A natureza do atributo básico obtido pelo ser, no exercício da atividade básica, é divina, pela consciência de Deus estar representado em si mesmo, advinda da luz astral. A aplicação do atributo básico obtido pelo ser, no exercício da atividade básica, é espiritual. O elemento anterior de produção do ser, no exercício da atividade básica, é a amizade espiritual, que faz surgir a solidariedade fraternal. O elemento final de produção do ser, no exercício da atividade básica, é o amor espiritual. A forma pela qual o ser transmite o que produz é o raio de luz. A relação entre o ser e os fatos e os fenômenos é de causa e efeito. E a finalidade do ser é alcançar a onisciência.

E assim, os espíritos vêm dos seus Mundos de Luz e, por intermédio apenas dos seus corpos fluídicos, ou perispíritos, que são as matrizes de tudo, interagem com os seres aparelhantes, os seres orgânicos, os seres celulares, os seres moleculares e os seres atômicos, concebendo eles mesmos os seus corpos carnais, para que neste mundo-escola possam habitar temporariamente, procedendo às suas evoluções e também as evoluções dos seres infra-humanos, inclusive a evolução do próprio mundo em que se encontra temporariamente a habitar, pois a meta é torná-lo um Mundo de Luz, para que os seres que o formam no futuro se tornem espíritos, assim como do mesmo modo eles foram tornados, pois que a meta da evolução é o retorno para Deus, com todos estando verdadeiramente educados.

A educação, pois, consiste na aquisição de todos os atributos individuais superiores e de todos os atributos relacionais positivos, que formam a moral e a ética, respectivamente, estando os órgãos mentais suficientemente desenvolvidos para que a consciência possa coordenar o criptoscópio e o intelecto, os quais, sendo comandados pela moral e pela ética, vão propiciando a que os seres humanos abandonem o âmbito da imperfeição e alcancem o âmbito da perfeição, tendo a consciência plena de que Deus se encontra em si mesmos. E quanto mais eles vão se aproximando do âmbito da perfeição, tanto mais vão tirando de si mesmos tudo aquilo que diz respeito ao Criador, já que todos têm as Suas mesmas Substâncias.

Então a vida de todos os seres se inicia com os seres atômicos, mais especificamente com os seres hidrogênios, a partir do momento em que passam a adquirir as menores parcelas das propriedades da Força e da Energia, formando os seus corpos fluídicos, ou os seus corpos astrais,  assim como também as suas auras, a fim de que possam interagir uns com os outros, para as trocas dos seus acervos, pois que passam a desenvolver os seus órgãos mentais, que são o criptoscópio e o intelecto, assim como também os seus atributos individuais e relacionais, estando a consciência latente, até que os outros dois órgãos mentais reúnam as condições adequadas de serem coordenados por ela, o que ocorre com a aquisição do raciocínio e do livre arbítrio, quando então os seus corpos fluídicos passam a ser denominados ainda de perispíritos, e eles passam a evoluir também através da propriedade da Luz, formando os seus corpos de luz. Isto implica em dizer que além da vida, todos os seres possuem também inteligência, por ínfima que seja, já que desde o início da evolução eles tendem para a Inteligência Universal, em retorno para Deus, ou para o Criador.

Toda a manifestação da vida, definida como sendo poder e ação, é manifestada por intermédio das produções das vibrações magnéticas, das radiações elétricas e das radiovibrações eletromagnéticas, o que ocorre através do campo denominado de aura, o qual circunda o corpo fluídico, e como a partir dos seres hidrogênios até aos seres humanos, todos vibram, radiam e radiovibram, isto implica em dizer que todos os seres têm vida, cujo modo é correspondente às naturezas dessas vibrações, radiações e radiovibrações. Já as produções dos raios de luz, através da auréola, que é o campo que circunda o corpo de luz, determinam o modo de vida no âmbito da espiritualidade, pois são os raios de luz que possibilitam a produção da amizade espiritual, o elemento anterior de produção dos espíritos em sua atividade básica, e a produção do amor espiritual, o elemento final de produção dos espíritos em sua atividade básica.

Mas acontece que os seres humanos se encontram ainda na fase da imaginação, inclusive os estudiosos dos porquês da vida, por isso eles conseguem raciocinar apenas através das representações de imagens, que são captadas pelos sentidos, combinando-as, principalmente através dos olhos da cara, sem conseguirem adentrar na fase da concepção, de onde se formulam as ideias universais, associando-as. Desta maneira, eles não conseguem conceber que todos os seres interagem uns com os outros, em obediência ao processo da evolução, através das vibrações magnéticas, das radiações elétricas e das radiovibrações eletromagnéticas, e que nessas interações os mais evoluídos lançam mão dos menos evoluídos para formar todos os tipos de corpos, em que estes passam a compô-los, segundo as necessidades exigidas pelo processo da evolução e segundo a função que cada ser exerce no contexto universal, inclusive os corpos humanos.

É por isso que os estudiosos conseguem observar apenas os corpos que assim são formados, mas como um todo, sem atentarem para o fato de que nele há uma verdadeira interação entre todos os seres, daí o fato deles considerarem a existência da vida sob este aspecto, sob o prisma material, que é apenas ilusório, pois quando o ser se afasta definitivamente do corpo carnal, com a desencarnação, este se desintegra totalmente, com todos os seres que o estavam compondo retornando para as atividades que lhes são próprias, consoante as suas funções determinadas pelos estágios evolutivos em que se encontram.

Caso os estudiosos consigam o alcance desta compreensão, poderão constatar claramente que a própria água, que é um ser molecular, somente assume esta forma quando interage com os dois seres hidrogênios e com o ser oxigênio, pois que sem estes a sua forma é astral, ou seja, corresponde à forma do seu corpo fluídico, o que implica em dizer que o ser molecular água não é matéria, somente assumindo tal forma ao interagir com os seres atômicos, quando aqui neste mundo-escola.

 

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