20.02- A procura de vida fora do planeta Terra

Prolegômenos
17 de julho de 2018 Pamam

Mesmo sem haverem conseguido definir o que seja a vida, qual seja a sua origem e como ela vai evoluindo, sem qualquer noção de como ela se conserva, ou seja, se ela é temporária ou eterna, se ela é restrita à Terra ou extensiva ao Universo, uma vez que os seres humanos ainda se conservam em dúvida em relação a esta última, em seu contexto universal, pois não sabem dizer se estão sozinhos na extensão incomensurável do Universo, sendo os seus únicos habitantes, vejam só, estando em carne e osso a morar temporariamente neste minúsculo planeta, ou se têm a companhia de outros seres dotados de vida em outros mundos que rolam pelo Universo.

Assim, os seres humanos criaram a Exobiologia, a ciência que visa o estudo dos sistemas vivos extraterrestres e que abrange, ainda, as análises sobre a possibilidade de vida no espaço, os problemas relacionados à sua origem, e os métodos de detecção de sinais de vida inteligente fora da Terra. Paralela à Exobiologia, existe a Astrobiologia, que trata dos estudos das condições favoráveis à vida em outros planetas ou satélites, que assim posta abrange a mesma área de estudos. A Bioastronomia ou Bioastronáutica, que aplica a Biologia nos voos espaciais. A Xenobiologia, que trata de qualquer tipo de vida estranha ao planeta Terra. E a Exopaleontologia, que é a própria paleontologia aplicada fora do ambiente terreno, já que o prefixo exo indica aquilo que se encontra projetado para fora. Com tudo isso sendo estudado mesmo com os seres humanos ignorando completamente o que seja a vida, na realidade. Quanta incoerência!

Na Exobiologia e na Astrobiologia, em que as áreas de estudos se cruzam, os estudiosos tratam do estudo da origem, da evolução e da distribuição da vida no Universo, e não satisfeitos ainda com tanta ignorância acerca da vida, assumem também até a pretensão de estudar o futuro da vida universal, como se quisessem açambarcar todo o contexto cósmico em relação à vida, mesmo ignorando completamente o que esta seja, como se fossem crianças que ignorando o brinquedo fabricado que se encontra perto de si, à sua disposição, sai à procura de brinquedos de materiais não apropriados para elas.

E assim, nesse contexto cósmico, eles procuram trabalhar com os conceitos de vida e de meios habitáveis que poderão ser úteis para o reconhecimento de biosferas que possam ser diferentes da nossa. Neste caso, a Astrobiologia engloba a procura por planetas potencialmente habitáveis fora do sistema solar, a exploração de Marte e a de planetas e satélites externos, assim como também as pesquisas de laboratório e de campo sobre as origens e a evolução da vida primitiva na Terra, além de estudos do potencial adaptativo da vida em nosso planeta e no espaço. Para tanto, esta disciplina se utiliza de pesquisas multidisciplinares que envolvem a Astronomia, a Biologia Molecular, a Ecologia, as ciências planetárias, as ciências da informação, as tecnologias de exploração espacial e as disciplinas correlatas. Mesmo afirmando que os conhecimentos científicos não são definitivos, no que estão corretos, além de estarem sendo sinceros, pelo fato de todos eles estarem realmente errados, mesmo que a isto ignorem, para os estudiosos esse vasto caráter interdisciplinar da Astrobiologia resulta em visões e compreensões amplas de fenômenos cósmicos, planetários e biológicos, que requer o esforço conjunto e coordenado de investigadores e pesquisadores de diversas áreas.

A Astrobiologia foi criada em virtude da questão da existência de vida em outros locais do Universo ser considerada como sendo uma hipótese verificável, passível de pesquisa científica, por isso ser um campo emergente e em desenvolvimento. No entanto, a Astrobiologia antigamente não era considerada um campo formal das ciências, mas no decorrer do século XX ela virou um campo de estudo científico formal, tendo a NASA fundado o seu primeiro projeto astrobiológico em 1959, estabelecendo o programa em 1960. Em 1971, a NASA fundou a SETI – Search For Extra-Terrestrial Intelligence, quer dizer, a busca por inteligência extraterrestre, para procurar pelos céus por evidência de comunicação interestelar provinda de uma civilização de um planeta distante, mesmo com os seus técnicos não tendo a mínima noção do que seja a inteligência, ainda mais para que possam procurá-la fora do ambiente terreno, ao qual eles se encontram totalmente cativos. Em 1976, o programa de exploração espacial Viking da NASA incluiu três experimentos biológicos criados para verificar a possibilidade de vestígios de vida em Marte. O Mars Pathfinder, outra missão espacial não tripulada para Marte, dizem eles, aterrissou em 1997, trazendo vários experimentos exopaleontológicos na esperança de achar fósseis microscópicos nas rochas do planeta vermelho.

Não sabem os cientistas da NASA que o planeta Terra é originalmente formado por seres hidrogênios, e que para o seu mundo vêm outros seres para evoluir e que pertencem a muitas outras escalas evolutivas, partindo dos demais seres atômicos, passando pelos seres moleculares, pelos seres vegetais, até aos animais irracionais, sendo todos eles seres infra-humanos, findando nos seres humanos, que são espíritos. Por isso, não é permitido que nenhum ser infra-humano venha a extrapolar os limites da atmosfera terrena, que é a sua aura, e se dirija a outros mundos, mesmo com a ingerência dos seres humanos. Em função disso, todas as naves espaciais e todas as sondas lançadas para o espaço não ultrapassam a atmosfera terrena. A própria Lua está situada na atmosfera terrena, por isso os seres humanos conseguiram chegar até ela. Mas isto não é assunto para esta obra, o qual deverá ser explicitado na obra específica, que diz respeito ao Sistema, contida no site pamam.com.br.

A Terra é um planeta que evoluiu em sua geologia, abrigando o reino mineral, o reino vegetal e depois o reino animal. Marte também é um planeta, então ele tem que evoluir assim com a Terra evoluiu, pois que de outro modo jamais poderia ser. Tendo conseguido a percepção desta realidade, Fernando Faria, em sua obra a Chave da Sabedoria, as páginas 85 a 90, vem afirmar o seguinte:

… desde 1975, a evolução da Astronáutica possibilitou a pesquisa do planeta Marte. Contudo, ainda não foi constatada a existência ou não de vida orgânica neste planeta.

Com essa finalidade, em 1975, a NASA, através do projeto Viking, comentou que a hipótese de vida aceita pela maioria dos cientistas contemporâneos é de que a vida teria surgido na Terra, há bilhões de anos, quando as condições ambientais foram propícias à criação de moléculas orgânicas, mediante a combinação de elementos químicos.

As naves Mariner pousaram na superfície de Marte, colheram amostras do solo, analisaram e demonstraram que nunca houve vida orgânica em Marte, apesar de o planeta apresentar quase as mesmas condições existentes na Terra. E agora? Como explicar a vida no planeta Terra? (Essas naves não pousaram na superfície de Marte, as amostras colhidas são do ambiente terreno, digo eu).

… deduzimos que as partículas de Força (leia-se partículas do Ser Total que adquiriram parcelas das propriedades da Força e da Energia, digo eu), já individualizadas e pertencentes ao planeta Marte, estão fazendo a sua evolução no reino mineral (grifo meu), como nós já o fizemos aqui na Terra. Portanto, lá não existe, ainda, vida orgânica”.

Atualmente, já no século XXI, a Astrobiologia virou o foco de um número crescente de missões da NASA e da Agência Espacial Europeia. A primeira oficina de trabalho europeu sobre a Astrobiologia ocorreu em março de 2001, na Itália, tendo como resultado o programa Aurora. Atualmente, a NASA hospeda um instituto astrobiológico e um número crescente de universidades norte-americanas, inglesas, canadenses, irlandesas e australianas estão oferecendo programas de graduação em Astrobiologia. No entanto, esses programas da NASA e dessas universidades são todos em vão, pois que a revelação acerca da vida universal diz respeito aos tratados superiores da Veritologia, da Saperologia e da Ratiologia, uma vez que somente a verdade coordenada com a sabedoria, através da razão, pode ser capaz de desvendar os segredos da vida e os enigmas do Universo. Enquanto que as religiões e as ciências, coordenadas pelas religiociências, devem se ocupar em aprofundar o Saber, por excelência, transmitido, através das parcelas do Saber, segundo as suas próprias especializações em que se encarregam dos assuntos específicos.

A Astrobiologia mal foi criada e os seus estudiosos já anunciam um foco particular da sua modernidade, que é a busca por vida em Marte, pela proximidade espacial e por sua história geológica. Para eles, existe um número de evidências que sugere que Marte possuía antigamente uma quantidade considerável de água em sua superfície, sendo que a água é o precursor essencial para a vida baseada no carbono. Deveriam antes esses estudiosos do modernismo da Astrobiologia pesquisar primeiro a origem da água e como ela se forma, para somente depois poder afirmar se existia ou não água em Marte.

Além do programa Viking, outras missões foram realizadas especialmente para procurar por vida em Marte, como as sondas Beagle 2.  Estas falharam na transmissão de dados para o controle na Terra, e aquele teve os resultados do seu programa inconclusivos, com os técnicos da NASA considerando que tenham quebrado em solo marciano, quando, na realidade, quebraram na própria atmosfera terrena, já que não a ultrapassou. A NASA estava preparando uma missão considerada como tendo um importante papel no contexto astrobiológico, cujo planejamento estava sendo realizado para estudar as luas congeladas de Júpiter, pois julgavam que algumas delas podiam ter água líquida, mas a missão foi cancelada. Recentemente, a espaçonave Phoenix sondou a superfície de Marte à procura de evidências de vida microscópica presente ou passada e de uma possível presença de água nesse planeta, pelo menos é isso que os cientistas imaginativamente consideram.

A União Astronômica Internacional organiza regularmente grandes conferências internacionais através do seu Commission 51: Bioastronomy, sendo que a Universidade do Havaí organiza e hospeda a essa comissão.

Com as novas missões das agências espaciais do mundo, como a missão norte-americana Kepler, da NASA, e a francesa Corot, esta com a participação brasileira, muitos cenários planetários foram procurados em nossa galáxia. Com isso, os estudiosos julgam que aumenta ainda mais a nossa ambição em busca da vida fora da Terra. Assim, após estabelecidas as taxas geoquímicas na Terra, como intemperismo e composição atmosférica, bem como a luminosidade das estrelas e as distâncias entre os planetas e as estrelas, os especialistas em Geofísica consideram que podem calcular variáveis importantes, como a temperatura média global do planeta. Para eles, os resultados serão absolutamente favoráveis à vida, caso as temperaturas permitam a existência de água em estado líquido e permaneça estável em um intervalo de tempo considerável, avaliado em bilhões de anos. Apesar das crescentes descobertas de planetas extrassolares, estimados em mais de 400, e as descobertas envolvendo exoplanetas em zonas habitáveis, os dados ainda não serão considerados completos para efetivamente comprovar a existência de vida, seja ela em forma de um micro-organismo, hipótese considerada mais provável, ou uma civilização tecnologicamente desenvolvida.

Em maio de 2007, foi encontrado o primeiro planeta considerado como estando dentro de uma zona habitável. Esse planeta teve a sua massa calculada em 8 massas terrestres, aproximadamente, orbitando uma estrela anã vermelha, na constelação de Libra, a Gliese 581, situada a 20 anos-luz do Sol, aproximadamente. Empolgados, os estudiosos do assunto prometem anunciar grandes descobertas relacionadas à caça de planetas em zonas habitáveis nas próximas décadas.

Mas, ao invés disso tudo, o que eles realmente vão presenciar é a espiritualização da nossa humanidade, quando então todos os seus conhecimentos científicos ruirão por terra, mudando radicalmente, uma vez que deverão todos ser postos no âmbito da realidade, tendo por base o Saber, por excelência.

 

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