19.06- A Sexta Cruzada

Prolegômenos
16 de julho de 2018 Pamam

Em 1228, apesar de ter sido excomungado pelo papa Inocêncio III, em face do seu atraso considerado como sendo injustificável, Frederico II iniciou a Sexta Cruzada, partindo em direção à Palestina. Em chegando à dita Terra Santa, não recebeu qualquer auxílio dos católicos que lá se encontravam, os quais expulsaram um proscrito da Igreja. Ele então enviou emissários a al-Kamil, que agora se encontrava à frente do exército muçulmano em Nablus. Apesar de ter o seu império invadido pelos cruzados, o sultão respondeu com a máxima cortesia ao imperador rival, tendo o embaixador do sultão ficado deveras impressionado com o conhecimento da língua, da literatura, da ciência e da saperologia árabes por parte de Frederico II. E aqui se justifica o fato do imperador haver sido influenciado pelo Astral Superior para que não pudesse ter atendido aos cruzados anteriormente, em função da sua mentalidade já ser bastante desenvolvida, pelo que o seu rival senhor das terras orientais não ficava atrás.

Sendo detentores de uma considerável superioridade espiritual, os dois soberanos começaram uma amistosa e cordial troca de cumprimentos, pondo com sinceridade os seus pensamentos um para o outro em relação ao conflito de natureza credulária, e o seu resultado só poderia ser racional, jamais intolerante, como em obediência às determinações papais, o que espantou a todos os credulários de ambos os lados, tanto aos católicos como aos muçulmanos.

Em 1229, assinaram um tratado de paz, através do qual o sultão cedia ao imperador as cidades do Acre, Jafa, Sidon, Nazaré, Belém e toda a Jerusalém, exceto o recinto que era considerado sagrado para o islã, que continha o Domo da Rocha. Os peregrinos tidos como se fossem cristãos teriam que ser admitidos a esse local para realizar as suas preces no Templo de Salomão, e direitos análogos deveriam ser gozados pelos muçulmanos em Belém. Todos os prisioneiros deveriam ser postos em liberdade. E assim, durante dez anos e dez meses cada uma das partes pôde viver em paz, conservando-se fiel ao tratado.

Frederico II, estando desprovido da pesada carga católica, pelo fato de se encontrar excomungado, conseguiu pela paz o êxito em um ponto que durante praticamente um século o falso cristianismo nada conseguira com a guerra, contando com a devida colaboração decisiva por parte de al-Kamil, pois que ambos estando providos de boas intenções, estando estas voltadas para o bem, foram bem assistidos pelo Astral Superior.

Não precisa o leitor possuir um corpo mental largamente desenvolvido para que possa compreender com a devida adequação a imensa diferença que existe entre as influências do astral inferior, na massa humana, e a influência do Astral Superior nos poucos seres humanos que adquiriram uma certa superioridade espiritual para serem os seus instrumentos da paz e da concórdia neste mundo, para tanto basta comparar as ações desses dois soberanos que se encontravam em campos opostos, estando ambos sob os mesmos ambientes fluídicos que lhes eram antagônicos, mas que eles tiveram a capacidade espiritual para superá-los, no que aqui se deve incluir também a superioridade espiritual de Saladino, em comparação com dezenas de anos de guerras sangrentas, pilhagens, rapinagens, genocídios, e tudo o mais que faz as delícias dos espíritos obsessores quedados no astral inferior. E assim, com a utilização de apenas dois instrumentos do Astral Superior, as duas culturas em que predominavam credos antagônicos foram colocadas juntas em um mútuo respeito e entendimento recíprocos, passando ambas a considerar que as duas culturas podiam ser amigas uma da outra.

O mundo deverá ser outro completamente diferente quando os seres humanos de boa vontade se tornarem verdadeiramente esclarecidos pelo Racionalismo Cristão, pois, segundo as afirmativas de Jesus, o Cristo, eles terão finalmente a paz, já que o Nazareno assim se pronunciou: “Paz na terra aos homens de boa vontade”.

Eu sei perfeitamente que muitos daqueles que realmente são detentores da boa vontade deverão se apresentar ao Racionalismo Cristão para poderem cooperar com a obra remodeladora da nossa humanidade, mas apenas uma pequena quantidade deverá ser convocada para militar decisivamente pela nossa Grande Causa, podendo falar em nome do Racionalismo Cristão, como assim Jesus, o Cristo, previu há dois milênios atrás, quando assim afirmou: “Muitos serão chamados, poucos serão os escolhidos”. E como eu sou o explanador do Racionalismo Cristão, devo então assumir a obrigação de explicar a razão de poucos serem escolhidos, sendo esta explicação bastante simples, pois o nosso próprio Redentor também afirmou o seguinte: “É preciso primeiro que vós vos esclareceis, para que depois possais esclarecerdes”. Em função dessa afirmativa, somente aqueles que realmente são esclarecidos poderão realmente esclarecer aos seus semelhantes. E isto de uma maneira que ninguém jamais poderia supor, pois que a verdadeira espiritualidade não é dada à imaginação.

Assim, esta escolha deverá se realizar através dos COMENTÁRIOS e das PERGUNTAS & RESPOSTAS, contidas no site pamam.com.br, em que os poucos deverão ser assim realmente escolhidos, de maneira inteiramente lógica e racional, através das suas devidas avaliações feitas pelos moderadores do site, pelas quais todos serão enquadrados em um dos níveis que se encontram postos no site, e jamais de uma maneira sobrenatural, como assim todos esperavam, em função da força proveniente das suas imaginações, através da qual eles raciocinam através das representações de imagens, combinando-as.

Os católicos que habitavam a Palestina se rejubilaram com o racional tratado de paz, mas o papa Gregório IX, sendo tremendamente obsedado pelo astral inferior, queria porque queria o derramamento de mais sangue, por isso denunciou o tratado como sendo um insulto à falsa cristandade, recusando-se a ratificá-lo. Que vergonha, um papa denunciando um tratado de paz! Mas isto não causa qualquer admiração, pois que as atitudes vis e indignas são próprias do papado.

Após a partida de Frederico II, a nobreza católica da Palestina assumiu o controle de Jerusalém, aliando o poderio “cristão” na Ásia com o governador de Damasco, contra o sultão do Egito, em 1244. Sendo um homem de decisão, al-Kamil, então, convocou para a sua ajuda os turcos khwarazmianos, que tomaram Jerusalém, saquearam-na e massacraram um grande número dos seus habitantes “cristãos”. Dois meses depois, em outubro de 1244, Baibars derrotou os ditos “cristãos” em Gaza, e uma vez mais a cidade de Jerusalém caiu em poder do Islã.

 

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