19.05- A Quinta Cruzada

Prolegômenos
16 de julho de 2018 Pamam

Não havendo obtido qualquer êxito nas três primeiras Cruzadas, e tendo a Quarta Cruzada se revestido em um total fracasso, além do escândalo decorrente da voracidade com que Constantinopla foi rapinada pelos cruzados e a tomada do Império Bizantino por parte dos nobres, além de muitas outras rapinagens em terras alheias, tudo isso serviu para arrefecer a fé credulária no catolicismo, ao invés de fortalecê-la. E aqui se comprova novamente o poder de Lúcifer, ou Alá, o deus alcorânico, em similitude como o poder de Jeová, o deus bíblico.

Ignorando completamente que a guerra contra os muçulmanos havia sido desencadeada no astral inferior, tendo os seus reflexos entre os seres humanos, que em sendo assim os espíritos obsessores agiram fortemente no intuito de intuir aos cruzados para massacrar também aos judeus e aos seres humanos inocentes, com vistas às suas pilhagens, mais propriamente ao latrocínio em massa, muitos que se julgavam pensadores passaram a questionar o porquê havia o seu deus bíblico permitido a derrota dos seus seguidores nessa sua causa tão santa, tendo permitido apenas o êxito da vilania veneziana, isto no que tange à riqueza auferida, sem atentarem para o fato de que todos eram vilões, pois que haviam praticado a mais sórdida vilania, pelo fato de haverem ceifado milhares e milhares de vidas inocentes, praticando um verdadeiro genocídio.

Mas os espíritos obsessores não refrearam as suas ânsias por mais derramamentos de sangue. E assim, em meio a essas dúvidas, em meio a esses conflitos mentais de natureza credulária, o astral inferior passou a agir no sentido de povoar nas mentes ignorantes do povo que somente a inocência poderia reconquistar Jerusalém, a cidade tida como sendo sagrada, como se ela fosse de Jesus, o Cristo, que sendo um ser universal, encontra-se atualmente semeando o amor espiritual no seio da sua própria humanidade, com o intuito de conduzi-la pelo Universo em retorno ao Criador, ao verdadeiro Deus, à Inteligência Universal, ao Todo, enquanto este explanador do Racionalismo Cristão cá neste mundo, aqui se encontra desprendendo um supremo esforço no intuito de semear a amizade espiritual no seio da nossa humanidade, para que assim possa emergir em seu meio a solidariedade fraternal, uma vez que a produção da amizade espiritual antecede à produção do amor espiritual. E assim se pode comprovar com lógica e racionalidade a existência real de uma corrente formadora de todas as humanidades que rolam pelo Universo, com todas elas se encontrando em retorno para Deus. Então evidentemente não existe a salvação!

Assim, sob a ação constante dos espíritos obsessores, foi que em 1212 um jovem alemão vagamente conhecido pela História como Nicolau, que era um médium ao serviço do astral inferior, veio anunciar a todos que o deus bíblico o havia encarregado de conduzir uma cruzada de crianças para a denominada Terra Santa. Vejam só o que os espíritos quedados no astral inferior podem ser capazes de fazer com os espíritos que se encontram encarnados! Mas isso desde que os espíritos encarnados sejam fracos de vontade.

Era tamanha a incoerência, o desacerto emocional, que até os vis sacerdotes, que eram instrumentos dóceis do astral inferior, passaram a condenar a essa “cruzada”, pois não queriam se expor ao ridículo, e também ainda lhes restava um pouco de humanismo, pois que se revestia de uma total desumanidade incentivar crianças ao sacrifício da morte, sem que tivessem a mínima possibilidade de qualquer êxito, o que era mais do que evidente. O povo em geral também se posicionou contrário a essa extrema temeridade. Mas os espíritos quedados no astral inferior agiam invisíveis na consecução desses seus objetivos maléficos, e assim conseguiu povoar as mentes das pessoas nesse sentido, provocando a formação de uma corrente emocional em favor, vejam só, de uma cruzada infantil. Que barbaridade! E os ignorantes ainda vêm defender a existência de uma “inteligência emocional”, sem que sequer possuam a mínima ideia do que sejam realmente a inteligência e a emoção.

Nessa corrente emocional provocada pelo astral inferior, na qual muitos credulários foram arrastados para a sua formação e o seu fortalecimento, muitos pais se esforçaram para deter aos seus próprios filhos, ignorando que as suas próprias más assistências eram as grandes responsáveis por levar os seus filhos a essa espécie de loucura no âmbito credulário, em decorrência, uma grande quantidade de crianças conseguiu escapar dos pais e seguir a Nicolau, e até meninas de apenas doze anos de idade se vestiram com roupas de meninos, escaparam dos pais e passaram a seguir ao médium obsedado.

Formou-se, então, uma enorme massa de crianças, que conseguiu atingir uma quantidade aproximada de 30.000 fedelhos, que em grande parte partiu de Colônia, atravessou o Reno e os Alpes. Essa massa expressiva poderia ter sido contida, caso a população tivesse adotado um procedimento resoluto contrário a essa verdadeira loucura de aparência infantil, mas que assim não era realmente, em face das ações dos espíritos obsessores. Em sua caminhada, muitos morreram de fome, muitos desgarrados foram devorados pelos lobos, os ladrões se misturaram com as crianças e lhes roubaram as roupas e os alimentos.

Os sobreviventes que conseguiram chegar a Gênova, ao invés de admoestações por parte dos adultos, de receberem severas reprimendas pelas suas atitudes insanas, alheias ao âmbito infantil, por serem obsessivas, sendo impedidos de tal empreitada, foram escarniados por italianos estúpidos e grosseiros, que esboçavam sorrisos de zombaria em relação às crianças. Alguns do povo, demonstrando algum senso, apelaram para o papa Inocêncio III, que ao invés de fazer valer a sua autoridade papal, como faziam valê-las para a prática do mal, limitou-se, inescrupulosamente, a apenas aconselhar que as crianças voltassem para casa. Em face da zombaria de que eram vítimas, alguns tomaram o caminho de volta para casa através dos Alpes, muitos se estabeleceram em Gênova.

Nesse mesmo ano, na França, uma criança chamada de Estêvão, que era médium vidente e ouvinte, e que era um pastor de apenas doze anos de idade, procurou Filipe Augusto e anunciou que Jesus, o Cristo, havia lhe aparecido quando ele cuidava do seu rebanho, aconselhando-o a conduzir uma “cruzada” de crianças para a Palestina. O rei então, com prudência, aconselhou-lhe que voltasse para o seu rebanho de carneiros. Para os que são atentos observadores, torna-se facilmente constatável que assim como os espíritos obsessores apareceram a essas crianças, eles também apareceram a Abraão, a Moisés, a Maomé e a tantos outros, assim como ainda aparecem hoje em dia para os que são médiuns videntes e ouvintes, mas os psiquiatras e os psicólogos, em suas crassas ignorâncias, que chegam às raias da loucura, em face da suas tremendas estupidezes, consideram que isso seja fruto da imaginação, de um cérebro doentio, assim como os crédulos que também não dão um mínimo de trato ao raciocínio, consideram que nos casos das crianças e outros, isso não passa de visões provenientes da imaginação, ao passo que nos relatos dos livros ditos sagrados, foram os seus próprios deuses e os seus anjos que apareceram e falaram com os profetas, como se o verdadeiro Deus, que é a Inteligência Universal, o Todo, pudesse assim aparecer e falar com alguém. Mas pode sim, através das suas partículas, que são os espíritos, que tanto podem ser os espíritos de luz como os espíritos trevosos, tais como Jeová, os seus anjos negros e outros.

Mas o astral inferior agia nas crianças por intermédio das más assistências espirituais dos pais, e assim 20.000 crianças se reuniram para seguir sob a direção de Estêvão, pondo-se em caminhada através da França para Marselha, onde, segundo Estêvão, havia-lhe sido prometido que o oceano se abriria para permitir que eles alcançassem a Palestina, sem que sequer chegassem a se molhar. Como é mais do que óbvio, o oceano não se abriu um milímetro sequer em sua imensidão.

Somente aquele que passou anos no sofrimento se deixando levar pelas influências do astral inferior, com o objetivo missionário de poder avaliar em sua plenitude todo o mal nele contido, mas sem jamais praticá-lo, em obediência ao dizer de Jesus, o Cristo, que afirmou que “Ser bom entre os bons é fácil, o difícil é ser bom entre os maus”, para assim poder sentir em sua alma toda a força do mal reinante neste mundo, para depois combatê-lo em toda essa sua plenitude, como é o meu caso, pode conseguir avaliar tudo aquilo do que os espíritos obsessores podem ser capazes de realizar contra os seres humanos que sejam fracos de vontade, pelo fato de serem desprovidos dos atributos individuais superiores que formam a moral e dos atributos relacionais positivos que formam a ética, sendo, portanto, desprovidos de educação. Meus queridos companheiros de humanidade, este simples escriba caminhou resoluto pelos vales inóspitos da experiência, pois que a experiência é o único meio de se adquirir a sabedoria verdadeira!

E foi assim, sendo intuídos pelo astral inferior, que dois proprietários de navios se ofereceram para levar as crianças ao seu triste destino, e vejam só, sem cobrar um só centavo pelo fatal transporte. E assim as crianças embarcaram em sete navios e partiram entoando hinos de vitória. O astral inferior atua em todos os setores da Terra, inclusive no mar, quando o ambiente fluídico lhe é favorável, provocando tempestades, tufões, furacões e ciclones, como no site pamam.com.br, nos tópicos que lhes dizem respeito, eu provarei através de imagens verdadeiras. Em decorrência, dois dos navios naufragaram ao largo da Sardenha, com todos a bordo morrendo afogados. As outras crianças foram levadas para a Tunísia e o Egito, e lá foram vendidas como escravas. Frederico II, o jovem imperador da Alemanha e da Itália, ficou tão revoltado com os proprietários dos navios que mandou enforcá-los.

Apesar de tudo isso, três anos depois, o papa Inocêncio III novamente apelou para a Europa, no Quarto Concílio de Latrão, a fim de que fosse reconquistada a cidade dita sagrada, tida como sendo de Jesus, o Cristo, tentando por todos os meios renovar o plano que Veneza havia feito malograr na rapinagem de Constantinopla: um ataque contra o Egito. Eis aí uma das facetas papais, em que este último papa, desavergonhadamente, ainda hoje aparece pomposamente na varanda do Vaticano exibindo a sua vaidade e a sua hipocrisia, sendo aplaudido e admirado pelos incautos, seus cretinos arrebanhados.

Em 1217, a Quinta Cruzada partiu da Alemanha, Áustria e Hungria, sob o comando de André, o rei húngaro, em sua marcha para o Egito, tendo alcançado Damieta, na boca extremo-oriental do Nilo, sem maiores contratempos. Após um ano de sítio a cidade capitulou, quando então Malik al-Kamil, o novo sultão do Egito e da Síria, fez propostas de paz, oferecendo aos cruzados a maior parte de Jerusalém, a libertação de prisioneiros católicos e a devolução da Cruz Verdadeira, assim considerada. Mas sendo ávidos por riqueza, os cruzados exigiram do sultão uma pesada indenização, que foi recusada. E assim a guerra prosseguiu, sem que chegassem os reforços esperados pelos cruzados, gerando uma trégua que foi assinada pelo prazo de oito anos, pela qual os cruzados obtinham a sua Cruz Verdadeira, mas restituíam Damieta aos muçulmanos, tendo ainda que evacuar as suas tropas do solo egípcio. Os cruzados puseram a culpa do seu malogro em Frederico II, pois em 1215 ele havia recebido o voto de cruzado, tendo prometido se unir aos sitiantes em Damieta, mas o Astral Superior agiu no sentido de impedir a sua ida, fato que os historiadores consideram ser originado de complicações políticas na Itália e da falta de fé credulária no credo católico, portanto, no deus bíblico.

 

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