18- O ISLAMISMO DE ALÁ, OU LÚCIFER, O DEUS ALCORÂNICO

Prolegômenos
14 de julho de 2018 Pamam

A Bíblia afirma que Lúcifer e os seus anjos foram precipitados na Terra, que o objetivo maior de todas as suas atividades é o homem, e assim realmente o é, pois que Lúcifer sempre foi habituado a comandar as nações. No entanto, a Bíblia inverte totalmente os papéis, quando afirma que Lúcifer e os seus anjos são demônios que querem destruir o homem, ou seja, destruir a vida na Terra, quando, na realidade, este é o objetivo maior de Jeová e os seus anjos negros, que são uns verdadeiros demônios. Se Lúcifer e os seus anjos conseguissem que os homens se juntassem a eles em sua revolta contra Jeová, a sua vitória poderia se completar, demonstrando ao deus bíblico o seu erro grosseiro e a estupidez dos seus planos em destruir toda a vida na Terra, através do fogo, proporcionando assim o restabelecimento da antiga ordem, que seria o comando das nações, aquilo que mais lhe agradava, embora não sendo baseado nos direitos da natureza, fazendo com que Jeová viesse a se vergar, fazendo-o desistir dos seus planos em destruir a vida na Terra. A resposta de Lúcifer e os seus anjos a Jeová e os seus anjos veio através de Maomé.

Assim como Abraão era um médium vidente e ouvinte poderoso o bastante para ser o patriarca dos credos e das seitas que vieram a adorar Jeová, do mesmo modo Maomé era um médium vidente e ouvinte poderoso o bastante para ser o patriarca dos credos e das seitas que vieram a adorar Alá, contrapondo-se aos credos e às seitas abraâmicos, pró Jeová. Alá, pois, não é nada mais, nada menos, do que o próprio Lúcifer. Mas vejamos um pouco da guerra travada entre Jeová e Lúcifer para que se possa compreender um pouco melhor o islamismo.

Justino, que era um senador analfabeto, usurpou o trono do Império Romano do Oriente, período de 518 a 527, acabando por entregar o governo do império a Justiniano, seu sobrinho, o qual havia trazido para Constantinopla, onde conseguira lhe dar uma boa educação. Justiniano foi ungido e coroado pelo patriarca de Constantinopla, pois que era um instrumento muito importante para as falanges de Jeová, por isso considerado pelos historiadores como sendo um brilhante governante, uma vez que era auxiliado e devidamente assistido pelos espíritos obsessores, tendo conseguido se distinguir como oficial do exército e como auxiliar de Justino, cujo cargo exerceu durante nove anos, até a morte do tio, em 527, a quem sucedeu como imperador, quando tinha então 45 anos de idade, tendo Belisário como seu braço direito, que o conservou no trono logo no começo, abafando a revolta denominada de Nika.

Como instrumento das falanges de Jeová, Justiniano se esforçou por unir a Igreja do Oriente com a Igreja do Ocidente, imaginando ser indispensável para a unidade do Império que houvesse espírito de união entre as duas Igrejas. Contudo, Teodora, a esposa de Justiniano, era assediada por falanges de espíritos obsessores inimigas de Jeová, mais propriamente pelos anjos negros de Lúcifer, por isso ela não conseguia compreender a doutrina das duas naturezas em Jesus, o Cristo, que eram favoráveis a Jeová, que utilizava a imagem do Nazareno para os seus objetivos perversos, embora não houvesse maiores dificuldades sobre a doutrina a que se referia às três pessoas em um único deus, pois ela não podia deixar de acreditar que havia um deus, embora esse deus fosse um espírito quedado no astral inferior. Ela então adotou a doutrina monofisista, a que admite em Jesus, o Cristo, uma só natureza, percebendo que neste ponto o Oriente não cederia ao Ocidente, considerando que o poderio e a sorte do Império jaziam mais acentuadamente nas ricas províncias da Ásia, da Síria e do Egito, do que nas províncias ocidentais, que haviam ficado arruinadas pelo barbarismo e pelas guerras. Tendo por base esse pensamento, ela se posicionou contra a intolerância credulária de Justiniano, suavizando as suas ações, ao mesmo tempo em que protegeu os heréticos e desafiou o papado, e, em segredo, encorajou a criação de uma igreja monofisista independente no Oriente. Assim, ela combateu tenazmente tanto ao imperador como ao papa.

A seita monofisista, que defendia tenazmente a doutrina de que havia apenas uma natureza em Jesus, o Cristo, havia se tornado no Egito quase tão numerosa quanto a dos católicos, tendo ainda progredido em Alexandria, que por sua vez ficou dividida entre ortodoxos e heterodoxos. As duas facções travavam lutas nas ruas e nisso eram auxiliadas pelas mulheres, que dos telhados arremessavam setas e dardos contra os adversários. As forças do imperador instalaram um bispo católico na diocese de Atanásio, mas o seu primeiro sermão foi recebido com uma saraivada de pedras pela população, que por isso foi massacrada pelos soldados imperiais. Enquanto o catolicismo controlava o episcopado de Alexandria, a heresia ia se espalhando pelos campos, pois os camponeses dominados pelas falanges de Lúcifer, não davam atenção aos decretos do patriarca e nem às ordens do imperador, com o Egito já estando praticamente perdido para o Império um século antes da chegada dos árabes.

A guerra astral travada entre Jeová e Lúcifer era intensa, com essa guerra astral tendo os seus reflexos diretos nos seres humanos, tanto que Justiniano retomou a África dos vândalos, a Itália dos ostrogodos, a Espanha dos visigodos, a Gália dos francos, e a Bretanha dos saxões, e conseguiu rechaçar o barbarismo para restaurar a antiga grandeza da civilização romana, estendendo mais uma vez as leis romanas desde o Eufrates até as Muralhas de Adriano. Para conseguir a todos esses objetivos, Justiniano pôs fim ao cisma do Oriente e da Igreja do Ocidente sobre as questões papais e tentou reunir os arianos, os monofisistas e os hereges em um só rebanho em favor de Jeová.

A própria História releva as guerras de Justiniano para enfatizar as suas leis. Havia se passado um século desde a publicação do Código de Teodósio, em 438, com muitos dos seus regulamentos sendo considerados como obsoletos, em função das novas condições criadas pelas guerras astrais e pelas guerras refletidas entre os seres humanos, que foram ocasionadas pelo falso cristianismo, cuja influência havia modificado tanto a legislação como a sua interpretação. Por isso, em 528, Justiniano nomeou dez juristas para sistematizar, esclarecer e reformar as leis, dentre os quais o membro mais ativo e influente da comissão foi o questor Triboniano, considerado como sendo um jurista extremamente venal e suspeito de ateísmo, mas que mesmo assim continuou sendo o principal inspirador, conselheiro e executor dos planos de Justiniano, até a sua morte.

Essas leis ficaram sendo conhecidas como Corpus Iuris Civilis, ou Código Civil, mas a elas todos se referiam como sendo o Código de Justiniano. Esse Código de Justiniano, tal como o Código de Teodósio, transformava em lei o falso cristianismo ortodoxo, começando assim a se pronunciar em favor da trindade dita cristã, reconhecendo a supremacia eclesiástica da Igreja Romana, pelo que assim ordenava a todos os grupos de falsos cristãos que se submetessem compulsoriamente à autoridade do papa, embora os capítulos subsequentes proclamassem o poder do imperador sobre a Igreja, em que todas as leis eclesiásticas e civis deviam emanar do trono do imperador, pois que nesse momento ele era mais importante para Jeová do que o papa, em função do seu poderio bélico para subjugar os povos.

Os maniqueus e os heréticos relapsos seriam condenados à morte, os donatistas, os montanistas, os monofisistas e outros dissidentes deveriam sofrer o confisco dos seus bens e serem declarados incapazes, não podendo comprar, vender, herdar ou mesmo fazer legados, tendo sido excluídos dos cargos civis, proibidos de fazer reuniões e de processar os falsos cristãos ortodoxos por falta de pagamento de dívidas.

Em decorrência do Código de Justiniano, todos os bens móveis e imóveis, e até os escravos da Igreja foram declarados como sendo inalienáveis, e assim de tal maneira que nenhum membro do clero podia ceder, vender ou legar aquilo que pertencesse à Igreja. As leis de Leão I e Antêmio, que foram confirmadas pelo Código de Justiniano, tornaram-se assim a base em que se assentou a crescente prosperidade da Igreja, com as propriedades eclesiásticas se acumulando no decurso do tempo.

O Código de Justiniano serviu como uma espécie de camisa de força a ser aplicada aos povos para a manutenção, a consolidação e a prosperidade do falso cristianismo, sob os auspícios de Jeová e das suas falanges de anjos negros, cujo código teria que ser obedecido. Enquanto isso, Lúcifer e os seus anjos negros lutavam em plano astral contra essas ações de Jeová, e logo o Código Justiniano deixou de ser obedecido, pois os nacionalistas heréticos do Oriente, que eram trucidados, abriram os braços no futuro para os muçulmanos e passaram a viver melhor sob o Alcorão do que com a Bíblia.

Jeová dominava Justiniano, enquanto Lúcifer dominava Teodora, mas esta era persistente e acabava sempre dominando o vacilante Justiniano. Teodora, então, teceu as suas intrigas com Virgílio, um diácono romano, para nomeá-lo papa, caso ele fizesse algumas concessões aos monofisistas, foi quando então Belisário destronou Silvério do trono papal e o exilou para a ilha de Palmária, onde logo morreu em virtude dos maus tratos que lhe infligiram. Virgílio foi então nomeado papa por ordem do imperador, tendo Justiniano finalmente concordado com o ponto de vista de Teodora, que não se podia destruir o monofisismo, e procurou acalmar os seus adeptos redigindo um documento teológico imperial conhecido como Três Capítulos. A seguir chamou Virgílio a Constantinopla e lhe ordenou que subscrevesse o documento, que relutante anuiu em fazê-lo. Jeová reagiu, fazendo com que o clero católico africano o excomungasse, em 550. Virgílio anulou a sua anuência, tendo sido exilado por Justiniano para um rochedo no Proconeso. Mas novamente ele concordou com o documento, obtendo permissão para voltar para Roma, porém morreu durante a viagem, em 555. Jamais se tinha visto um imperador fazer assim abertamente tais tentativas para dominar o papado.

Em 553, Justiniano reuniu um concílio ecumênico em Constantinopla, mas foram poucos os bispos ocidentais que a ele compareceram. Aprovaram as suas fórmulas, mas a Igreja ocidental as repeliu e os falsos cristãos do Oriente e do Ocidente novamente se cindiram e assim permaneceram durante um século, mas sob a denominação imprópria de cristianismo, mais propriamente de falso cristianismo, sob o controle de Jeová, que enquanto dominava os falsos cristãos do Oriente e do Ocidente, Lúcifer dominava o império sassânida, tentando estabelecer um credo que o adorasse como deus, com Jeová tentando impedir a essa sua tentativa a todo custo.

Assim, a Pérsia se viu forçada a uma luta dos seus monarcas para manter a suas autoridades contra os nobres e os sacerdotes, que sempre foram ávidos por poder e riqueza, quando então o rei sassânida Kavadh I foi induzido pelas falanges de Lúcifer a estabelecer um movimento comunista para enfraquecer a esses inimigos, tornando-se assim a principal razão dos seus ataques.

Mas antes, por volta do ano 490, Mazdak, um sacerdote zoroastriano, proclamou-se um enviado de deus para pregar um antigo credo, em que esse deus era o próprio Lúcifer, cuja doutrina afirmava que todos os homens nasciam com a mesma igualdade, que nenhum homem tinha o direito de possuir mais do que o outro, que a propriedade e o casamento eram invenções do homem, sendo um triste erro, e que todos os bens e todas as mulheres deviam ser propriedades de todos os homens. Os pobres e alguns outros o ouviram com prazer, mas para a supresa de Mazdak ele recebeu a aprovação do rei para a sua doutrina. E foi assim que os nobres e os sacerdotes inimigos do rei tiveram as suas casas saqueadas e arrebatadas as suas mais caras concubinas para uso do povo.

Revoltados, os nobres aprisionaram Kavadh I e colocaram no trono o seu irmão Djamasp. O rei permaneceu encarcerado durante três anos no Castelo do Esquecimento, quando então conseguiu escapar e foi se reunir aos eftalitas, que ficaram exaltados por terem consigo um governante da Pérsia, dando-lhe um exército e o auxiliando a tomar Ctesifon, tendo Djamasp abdicado e os nobres fugido para as suas propriedades. Em 499, Kavadh I se tornou novamente o Rei dos Reis. Mas depois de se assegurar no poder, ele se voltou contra os comunistas e condenou Mazdak à morte, assim como também alguns milhares dos seus adeptos. Não era este o credo que Lúcifer pretendia para si, por isso ele foi induzido a lutar contra Roma. Após a sua morte, Kavadh I deixou no trono Cosróis, o seu segundo filho, que então veio a se tornar o maior de todos os reis sassânidas.

Ao subir ao governo, Cosróis manifestou o desejo de manter a paz com Roma. Justiniano, que estava com as atenções voltadas para a África e a Itália, concordou com o seu aceno de paz, e assim, em 532, os dois governantes assinaram uma paz por tempo indeterminado. Enquanto isso, Cosróis realizava um bom governo e zelava pela segurança dos estrangeiros, cujos visitantes vindos de outras terras lotavam a sua corte. Era então uma boa estratégia para conquistar os povos que o rodeavam.

Em 539, Cosróis declarou guerra a Roma, sob a alegativa de que Justiniano havia violado as condições do tratado de paz, em que Procópio confirma o caso. Ora, os espíritos do astral inferior que pertenciam às falanges de Lúcifer sabiam que Justiniano se encontrava com os seus exércitos ocupados no Ocidente, assim, Cosróis não ousou esperar que uma Bizâncio vitoriosa e fortalecida se voltasse com todas as suas forças contra a Pérsia. E mais: afigurava-se-lhe necessário dar ao seu país as minas de ouro de Trebizonda e um escoadouro no Mar Negro.

Então ele marchou contra a Síria, sitiou Hierápolis, Apameia e Alepo, poupou-as mediante vultosos resgates e surgiu logo às portas de Antioquia. A população postada nas ameias o acolheu com setas e pedras e também com um obsceno sarcasmo pelo qual ele granjeara reputação internacional. Encolerizado, o monarca tomou de assalto a cidade, saqueou-a, incendiou-lhe todos os edifícios com a exceção da catedral, massacrou parte da população e mandou o restante para a Pérsia, a fim de que lá viesse a povoar uma nova Antioquia. Depois se banhou satisfeito nas águas daquele Mediterrâneo que haviam sido a fronteira persa.

Em 541, Justiniano enviou o general Belisário em socorro da cidade, porém o rei persa com muita tranquilidade atravessou o Eufrates com os seus despojos, pelo que o general considerou mais prudente não ir em perseguição ao monarca.

Essas pequenas guerras intermitentes entre a Pérsia e Roma eram os reflexos das guerras travadas entre Lúcifer e Jeová, no astral inferior, e assim era em função das dificuldades de se manter uma força de ocupação na região inimiga do deserto da Síria ou da cordilheira do Taurus, tanto que depois a melhoria nos transportes e das comunicações permitiu que se travassem guerras de grande envergadura. Em 542 e 543, Cosróis realizou três invasões na Ásia romana, fazendo rápidos progressos e cercos, cobrando resgates, fazendo um grande número de prisioneiros e devastando a região, retirando-se depois com tranquilidade.

Justiniano lhe pagou uma indenização de 2.000 libras de ouro para manter uma trégua de cinco anos. Ao expirar esse prazo, pagou mais uma indenização de 2.600 libras de ouro para prorrogá-lo por mais cinco anos. Finalmente, em 562, após todas essas lutas, os monarcas se comprometeram a manter a paz durante cinquenta anos, com Justiniano concordando em pagar anualmente à Pérsia a indenização de 30.000 peças de ouro, com Cosróis renunciando às suas reinvidicações sobre os territórios do Cáucaso e do Mar Negro.

Entretanto, Cosróis não deu paradeiro às suas guerras. Por volta de 570, a pedido dos himiaritas do sudoeste da Arábia, o monarca enviou um exército para libertá-los dos conquistadores abissínios. Tendo sido realizada a proeza, viram os himiaritas que a sua província havia passado para o domínio persa. Mas Justiniano havia feito antes uma aliança com a Abissínia, então o seu sucessor, Justino II, considerou a expulsão dos abissínios da Arábia um ato inamistoso. Além disso, os turcos da fronteira oriental da Pérsia concordaram secretamente em um ataque conjunto contra Cosróis.

Em 572, Justino declarou guerra a Cosróis, que apesar da sua idade saiu a campo e tomou a cidade de Dara, na fronteira romana. A sua saúde, porém, já não era a mesma, por conta disso sofreu a sua primeira derrota, em 578, retirando-se para Ctesifon, onde morreu no ano seguinte. Em quarenta e oito anos de governo, ele havia ganho todas as suas guerras e batalhas, exceto uma, estendera o seu império em todas as direções, tornara a Pérsia mais forte desde o tempo de Dario I, dando-lhe um sistema de governo tão eficiente que, ao conquistarem os árabes a Pérsia, foi esse o sistema de governo adotado por eles, sem que sofresse praticamente quaisquer modificações. Tendo sido quase um contemporâneo de Justiniano, Cosróis foi considerado um grande rei pelos homens do seu tempo, e os persas das gerações que se seguiram o julgaram como sendo o mais forte e o mais capaz dos monarcas da sua história.

Hormizd IV, filho de Cosróis, período de 579 a 589, foi destronado por um general chamado de Bahram Cobin, que se fez regente do filho de Hormizd IV, chamado de Cosróis II, em 589, e, um ano mais tarde, proclamou-se rei. Ao se tornar maior de idade, Cosróis II exigiu o trono, mas Bahram Cobin se recusou a cedê-lo, tendo Cosróis II fugido para Hierápolis, na Síria romana. O imperador grego Maurício se ofereceu para restaurá-lo no trono, caso a Pérsia retirasse as suas forças da Armênia. Cosróis II concordou com a exigência. Em 596, Ctesifon presenciou um raro espetáculo em toda a sua história, qual o de um exército romano instalar no poder um rei persa.

Cosróis II, agora chamado de Cosróis Parvez, o Vitorioso, foi considerado o mais poderoso rei dos persas depois de Xerxes, e foi ele quem preparou a queda do império. Quando Focas assassinou Maurício, usurpando-lhe o lugar, Cosróis Parvez lhe declarou guerra, em 603, para vingar ao amigo. Assim, recomeçava com ele a antiga luta. Bizâncio havia se enfraquecido com sedições e ódios partidários, e as suas cidades Dara, Amida, Edessa, Hierápolis, Alepo, Apameia e Damasco, foram tomadas pelos persas, no período de 605 a 613.

Ficando entusiasmado com o êxito alcançado, Cosróis Parvez proclamou a guerra santa contra os cristãos, tendo 26.000 judeus se juntado ao seu exército. Em 614, as suas forças combinadas saquearam Jerusalém e massacraram cerca de 90.000 dos ditos cristãos, incendiando muitas das suas igrejas, inclusive a do Santo Sepulcro, e levaram para a Pérsia a Verdadeira Cruz, a mais venerada relíquia dos falsos cristãos. Cosróis Parvez enviou a Heráclio, o novo imperador bizantino, uma mensagem, fazendo-lhe uma pergunta de natureza teológica, em que aqui se ressalta a guerra astral entre Jeová e Lúcifer, em suas pretensões de serem o deus da nossa humanidade, cujo teor da pergunta é o seguinte:

Cosróis, o maior dos deuses e senhor de toda a Terra, a Heráclio, o vil e insensato escravo: vós dizeis que confiais em vosso deus. Por que então ele não libertou Jerusalém de minhas mãos?”.

Em 616, um exército persa tomou Alexandria. Em 617, outro exército persa invadia a Ásia Menor e conquistava a Calcedônia, cuja cidade era separada de Constantinopla pelo Bósforo, tendo sido ocupada durante dez anos, em cujo período Cosróis Parvez demoliu as igrejas, transportou as suas obras de arte e riquezas para a Pérsia e tributou de tal maneira a Ásia Ocidental que a deixou sem recursos para enfrentar os conquistadores árabes uma geração depois. Em 619, já todo o Egito pertencia efetivamente ao Rei dos Reis, o que não se verificava desde o tempo de Dario II.

Cosróis Parvez, então, entregou a direção das guerras aos seus generais e se retirou para o seu luxuoso palácio em Dastagird, que ficava um pouco mais de cem quilômetros ao norte de Ctefison, onde se entregou à arte e ao sexo com as suas 3.000 esposas. A mais bela e a mais amada das suas esposas era Shirin, que havia sido obsedada pelas falanges de Jeová, razão pela qual os persas se queixaram de que ela era cristã, com alguns até alegando que ela havia convertido ao rei, tanto que ela conseguiu a permissão real para construir igrejas e mosteiros, que foi a desgraça de Cosróis Parvez, como veremos logo mais adiante, mas tudo isso não se tornou relevante para a Pérsia, que saudou o seu triunfo final sobre a Grécia e Roma, ou seja, o triunfo de Ormuzd, por parte de Lúcifer, sobre Jesus, o Cristo, cuja imagem era utilizada por Jeová.

Até aqui, então, Lúcifer era representado por Ormuzd, o mestre e criador do mundo, que se dizia o soberano e o onisciente deus da ordem, em que o Sol era o seu olho, o céu as suas vestes bordadas de estrelas, atar, o relâmpago, o seu cílio, as águas, as suas esposas.

Nada havia restado do império bizantino, salvo alguns portos asiáticos, uns pequenos domínios da Itália, África e Grécia, e uma capital sitiada, presa ao terror e desespero, mas tinha uma armada invencível. Heráclio levou dez anos para formar um novo exército e fazer surgir das ruínas um novo Estado. Após essa realização, ao invés de atravessar o estreito com as suas tropas para retomar a Calcedônia, seguiu pelo Mar Negro, atravessou a Armênia e atacou a Pérsia pela retaguarda. Em 624, em retaliação ao fato de Cosróis Parvez haver profanado Jerusalém, Heráclio destruiu Clorumia, a terra natal de Zoroastro, e extinguiu a sua chama sagrada. Cosróis Parvez enviou vários exércitos contra ele, mas todos foram derrotados.

Com o avanço dos gregos, Cosróis Parvez fugiu para Ctefison. Mas Lúcifer estando insatisfeito pelo fato dele haver permitido que a sua esposa favorita Shirin construísse igrejas e mosteiros ditos cristãos, intuiu-o para que ele insultasse aos seus generais, ao mesmo tempo em que intuiu aos seus generais para que com ele se revoltassem, fazendo com que estes se juntassem aos nobres para depô-lo. Cosróis Parvez foi deposto e colocado em uma prisão, tendo apenas pão e água como alimento, tendo assistido ao assassinato de dezoito dos seus filhos. Em 628, outro dos seus filhos, chamado de Sheroye, lavrou a sua sentença de morte. Se o astral inferior consegue influenciar aos seres humanos para que eles venham a se tornar patricida, o que dizer de outros crimes.

A razão disso tudo é que antes Lúcifer já havia identificado a Maomé, que assim como Abraão era um médium vidente e ouvinte, além de muito poderoso, para que então pudesse utilizá-lo como instrumento para os seus objetivos de controlar as nações através de um credo em que ele se tornasse um deus, para que assim pudesse rivalizar com Jeová.

Assim, tendo assassinado e sucedido ao pai, Sheroye foi coroado como Kavadh II, fez as pazes com Heráclio, entregando-lhe o Egito, a Palestina, a Síria, a Ásia Menor e a Mesopotâmia Ocidental. Os cativos voltaram para as suas pátrias e os despojos da Verdadeira Cruz foram devolvidos para Jerusalém.

Em 629, Heráclio se rejubilou com tão grande triunfo sobre os persas, mas ignorava completamente que nesse mesmo ano, quando colocava os despojos da Verdadeira Cruz no seu sepulcro, um bando de árabes atacava uma guarnição grega nas imediações do rio Jordão. Ainda nesse mesmo ano, a peste começou a grassar na Pérsia, matando milhares de pessoas, inclusive o rei. O seu filho Ardashir III, com apenas sete anos de idade, foi proclamado governante, mas foi assassinado por um general chamado de Shahr-Baraz, que lhe usurpou o trono. Os próprios soldados assassinaram Shahr-Baraz e lhe arrastaram o corpo pelas ruas de Ctesifon, proclamando que teria o mesmo fim todo aquele que não fosse de sangue real e sentasse no trono persa.

Então a anarquia reinou na Pérsia já esgotada por tantos anos de guerra. A desintegração social culminou com a decadência moral que adviera com a riqueza proporcionada pela vitória. Nove governantes disputaram o trono em quatro anos. Uns foram assassinados, enquanto outros fugiram ou morreram de morte natural. As províncias, e até mesmo as cidades, declararam-se independentes do governo central já então incapaz de dominá-las. Em 634, foi dada a coroa a Yezdegird III, descendente da casa dos sassânidas e filho de uma negra. Em 641, toda a Pérsia caiu nas mãos dos árabes. E aqui começa a história de Maomé.

 

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