16.11.02- Quem é o papa negro

Prolegômenos
11 de julho de 2018 Pamam

É certo que a classe sacerdotal é a mais mentirosa, a mais astuta, a mais matreira e a mais ardilosa de todas as classes que existem neste mundo, sobrepujando até a classe política, por demais demagoga, por isso ela se destaca como sendo a classe mais perniciosa que já povoou este mundo em todos os tempos da história desta nossa civilização. E de toda a classe sacerdotal, a Companhia de Jesus, formada pelos jesuítas, bate todos os recordes em termos de perniciosidade e de maldades por esse mundo afora, desde o começo da sua fundação.

Os adventistas, cujos sacerdotes são tão patifes quanto quaisquer outros sacerdotes que semeiam a ignorância por todo o orbe terrestre, sempre com o intuito de arrebanhar prosélitos, para que assim possam encher os seus cofres, postaram na internet o seguinte:

“CONHEÇA O PAPA NEGRO: CHEFE DA ORDEM ASSASSINA DOS JESUÍTAS

Adolfo Nicolas Pachón é um sacerdote católico espanhol, prepósito-geral da Companhia de Jesus (Ordem dos Jesuítas) desde 19 de janeiro de 2008. Conhecido entre os estudantes de crimes católicos como O PAPA NEGRO.

IHS é o símbolo dos Jesuítas. Ensinam que significa ‘Iesus, Homo Sanctus’. Mas na realidade são as iniciais de ‘Isis, Horus, Seb’, três deuses que vinham logo abaixo do deus-sol”.

São duríssimas as críticas feitas aos jesuítas, todas tendo as suas procedências. O site Vatican Assassins, que é um site credulário, posto por uma seita denominada de Assembleia do Filho Ressuscitado de Deus, que se considera como sendo a verdadeira Igreja, quando, na realidade, são todas iguais umas às outras, pois que sempre apelam para as passagens da Bíblia como se elas tivessem alguma credibilidade, e como se praticamente todas essas passagens bíblicas não tivessem como origem os espíritos obsessores quedados no astral inferior, traz em seu corpo o seguinte:

TRIUNVIRATO SATÂNICO DOS JESUÍTAS:

ADOLFO NICOLAS, PETER-HANS KOLVENBACH E O PAPA FRANCISO I

Os três homens mais poderosos do mundo são padres jesuítas. A ordem de seu poder é a seguinte: primeiro, o Papa Negro, o superior geral  jesuíta Adolfo Nicolas; em segundo lugar, o ex-Papa Negro e superior geral dos jesuítas Peter-Hans Kolvenbach; e, por último, o Papa Branco e Vigário de Cristo / Vigário de Horus (divindade egípcia, digo eu) Papa Francisco I. Papa Francisco I é o primeiro papa que é abertamente um membro da ordem militar da Companhia de Jesus. Quanto à identidade nacional, o papa negro Nicolas é espanhol; o ex-papa negro Kolvenbach é um holandês; e o presente papa branco Bergoglio é um argentino. Estes três criminosos de arco sob juramentos sangrentos governam o mundo em nome de Satanás, ‘o deus deste mundo’, conforme (2 Coríntios 4:4).

O que isso significa é que esses três homens governam todos os governos das nações, através da perfeita comunidade de inteligência internacional do Papa Negro dirigida pelos jesuítas de Roma a Londres e Washington, DC. Todos os bancos centrais são governados pelos agentes desses homens. Todos os exércitos das nações mais poderosas (EUA, Rússia, China, Alemanha, etc.) são governados por esses homens. Todas as sociedades secretas são governadas por esses homens. Todas as famílias da máfia que conduzem todo tipo de crime organizado são governadas por esses homens. Todos os estabelecimentos de entretenimento e notícias são governados por esses homens. Não há nada fora do seu poder temporal imediato, isto é, o poder que governa os governos de todas as nações hoje.

O único que pode recuar o seu poder satânico é o Senhor Jesus Cristo sentado à direita de seu Pai no Alto, e dado todo poder no céu e na terra (Mateus 28:18-20, Salmo 110:1). O Corpo de Cristo, sendo a verdadeira Igreja / Assembleia do Filho Ressuscitado de Deus, também tem o poder de rechaçar o ‘mistério da iniquidade’ de Satanás imposto pelo Triunvirato Jesuíta. Para aqueles em Cristo Jesus, é agora tempo de agir em obediência à Palavra de Deus. Como foi feito pelos nossos pais puritano-calvinista na Holanda, Grã-Bretanha, França e América, assim faremos hoje”.

O certo é que esse site Vatican Assassins, que pertence à seita denominada de Assembleia do Filho Ressuscitado de Deus, que se julga a verdadeira Igreja, mostra-nos as forças vaticânicas de um modo exagerado ao extremo. Além disso, os seus sacerdotes passam a imaginar uma segunda vinda de Jesus, o Cristo, a este nosso mundo-escola, em que nessa sua vã e inútil espera apresenta a imagem posta abaixo, com a imagem posta logo mais abaixo mostrando claramente a presença de espíritos obsessores quedados no astral inferior.

No site da veja.abril.com.br, no item do seu menu que se destina aos blogs, há o blog do jornalista Reinaldo Azevedo, que trata de assuntos referentes ao governo, política, imprensa e cultura, que em 13 de maio de 2013, escreveu uma reportagem intitulada “Francisco! Enfim, um papa ‘negro’!”, através da qual ele nos transmite o seguinte:

As expectativas não se cumpriram, com exceção, talvez, de uma delas: a Igreja Católica achou que era chegada a hora de ter um papa não europeu. E foi buscar o jesuíta Jorge Mario Bergoglio, arcebispo de Buenos Aires, que figurava, sim, na lista dos papáveis, mas estava longe de ser considerado um favorito. O curioso é que ele era tido como um nome forte no conclave de 2005, justamente o que escolheu Bento XVI, a quem agora sucede.

É claro que é relevante o fato de ser o primeiro papa do continente americano, particularmente do subcontinente latino-americano. Mas, na Igreja, geografia diz menos do que algumas escolhas teológicas e intelectuais. O papa Francisco é um jesuíta, o primeiro da história da Igreja. E isso, sim, é coisa relevante.

Santo Ignácio de Loyola fundou a Companhia de Jesus em 1534. Só… 479 anos depois, um seu sacerdote chega ao topo da Igreja. Isso não acontece por acaso. Ao longo da história, a Companhia de Jesus se viu no centro das mais estrambóticas teorias conspiratórias. O Superior Geral da Ordem dos Jesuítas tem tal poder sobre seus comandados que é chamado de ‘Papa Negro’, numa alusão à batina preta. Também ele exerce cargo vitalício, a exemplo do papa. O atual Superior Geral é o padre espanhol Adolfo Nicolas. Vamos ver.

Em vários momentos, ao longo desses quase 500 anos, por que a Companhia de Jesus entrou em confronto com o Vaticano, com a hierarquia católica e com outras ordens religiosas? Um jogo de palavras do mais famoso jesuíta que pregou no Brasil (e um dos maiores de todos os tempos), Padre Vieira, ilustra o confronto de fundo e pode iluminar a escolha do papa Francisco.

No ‘Sermão da Sexagésima’, Vieira faz uma distinção entre os ‘pregadores do paço’ e os ‘pregadores do passo’. ‘Paço’, como sabe o leitor, quer dizer ‘palácio’. Vieira, portanto, diferencia o pregador palaciano, o que fica preso a seu conforto, daquele outro, como os jesuítas, que saíam pelo mundo pregando a palavra de Deus.

Nesse famoso sermão — e não se esqueçam de que o próprio Vieira foi vítima do tribunal da Inquisição —, o padre faz uma indagação com três hipóteses. Pergunta ele por que fazia tão pouco fruto a palavra de Deus na Terra (e olhem que estava na segunda metade do século XVII…). Poderia ser, especula, por um desses três fatores: ou por culpa do povo, ou por culpa da Palavra de Deus, ou por culpa dos pregadores. Depois de uma belíssima exposição sobre a inocência do povo e da Palavra, ele conclui: Sabeis, cristãos, por que não faz fruto a palavra de Deus? Por culpa dos pregadores. Sabeis, pregadores, por que não faz fruto a palavra de Deus? Por culpa nossa!’.

A escolha de um jesuíta para Sumo Pontífice indica que a Igreja pretende, sim, ser menos palaciana e mais missionária; menos apegada às pompas e honrarias e mais voltada ao trabalho junto ao povo. Os jesuítas são a ordem dos ‘sacerdotes do passo’.

Mas atenção! Não se deve confundir essa vocação com qualquer tergiversação ou fraqueza em matéria de doutrina. Isso vale para os jesuítas de maneira geral e para o agora papa Francisco em particular. Ao contrário: jesuítas são, por natureza, disciplinados e disciplinadores.  A Companhia de Jesus foi originalmente fundada em moldes quase militares.

Não há como ignorar que, num momento de crise da cúpula, em que se fala de uma Cúria dividida em grupos, a escolha de um jesuíta, conhecido por seus hábitos simples, austeros, é, em certa medida, ‘anticurial’. A Igreja escolhe o representante de uma ordem profundamente comprometida com o trabalho missionário e educacional, mas famosa por seu pego férreo à doutrina.

Mais um papado breve

Há outros sinais que não podem ser ignorados. O papa Francisco já tem 76 anos de idade. Ao contrário do que se esperava, não se escolheu um ‘papa jovem’. É bem provável que a Igreja tenha decidido encurtar os papados. Como não pode definir um tempo de mandato, escolheu como variável de ajuste a idade do indicado. Muito dificilmente o pontificado de Francisco durará 27 anos, como o de João Paulo II, que, aos 76 anos, idade do atual Sumo Pontífice, comandava a Igreja havia já 18 anos — assumiu o comando aos 58 anos.

Os jesuítas são os mais importantes educadores da Igreja Católica. Chegaram a ser acusados, em vários momentos da história, de ser mais apegados à lógica do que a mística do Cristo Salvador. No mais das vezes, o que se apresentava como conflito religioso era só mais um dos confrontos mundanos.

Esse preconceito, como qualquer outro, se assentava numa falsidade de base verossímil: a Companhia de Jesus nunca abriu mão de suas prioridades em benefício dos interesses nem sempre muito pios da Igreja Católica. No Brasil, por exemplo, os jesuítas entraram em conflito com os colonizadores e com a Coroa portuguesa. Em 1759, o Marquês de Pombal os expulsa do país, havia perto de 700 no país, e confisca os bens da ordem. Foram levados de navio a Portugal e presos.

Francisco agora é papa e tem autoridade sobre toda a Igreja. Mas segue sendo um jesuíta. Que o disciplinador do passo imponha ordem às disputas do paço”.

Nenhuma obra que se refere diretamente à Igreja Católica, mais precisamente à Ordem da Companhia de Jesus, dos jesuítas, espantou tanto o mundo, aguçou tanto a curiosidade de todos e provocou uma censura tão exacerbada como a obra do escritor italiano Ernesto Mezzabotta, intitulada de O Papa Negro. Alguns leitores chegam a pensar que esta obra é exclusivamente maçônica, uma obra escrita como se fosse uma simples ficção, mas que não é uma simples ficção, já que tem por base os fatos obscuros jesuíticos e outros que aconteceram nos bastidores de Roma, os quais são narrados com sinceridade pelo autor da obra.

Ernesto Mezzabotta apenas expôs a sua visão clara e objetiva sobre o início da Maçonaria, assim como também sobre o início da Companhia de Jesus, formando assim uma base histórica para criar uma obra tão real que muitos julgam seja apenas uma ficção, para assim atacar claramente ao catolicismo, o credo mais nocivo em todos os tempos, em retaliação à censura feita pela Igreja Católica aos seus trabalhos profissionais como jornalista, tendo obtido pleno êxito nessa sua retaliação, pois que essa sua obra consta no Codex que indica os livros que são proibidos pelo Vaticano, os quais são encontrados apenas em sebos ou em lojas de artigos maçônicos.

Existem poucas referências sobre o jornalista Ernesto Mezzabotta, porque essa sua obra pode contribuir para abalar os alicerces de uma instituição que já perdura por muitos séculos, tendo se tornado bastante forte por todo o mundo não pensante, de natureza credulária, mas toda essa sua fortaleza é apenas aparente, nada mais que aparente, pois que tudo aquilo que é formado pela classe sacerdotal é voltado para o lado do mal, e o mal possui apenas a aparência de solidez e inabalabilidade, por isso deverá ser destruído pela verdade e pela sabedoria, que estando unidas, irmanadas, congregadas, alcança-se a razão, e esta representa a nossa Grande Causa, da qual este explanador do Racionalismo Cristão é o seu patrono, quando então finalmente o bem deverá imperar no seio de toda a nossa humanidade.

Na língua portuguesa não existem referências sobre o jornalista Ernesto Mezzabotta. Na língua inglesa há pouquíssimas referências. Na língua italiana há algumas referências acerca do jornalista, mas em sua lista de publicações não é citada a sua obra intitulada de O Papa Negro, não se sabe por qual motivo. Sabe-se que Ernesto Mezzabotta nasceu em Foligno, no ano de 1852, e que morreu em Roma, em 15 de julho de 1901, tendo sido casado e pai de dois filhos, sendo um jornalista muito bem conceituado, sério, persistente em seu trabalho e detentor de opiniões penetrantes, por isso foi perseguido pela Igreja Católica.

A obra de Ernesto Mezzabotta tem como cenário de fundo a Europa do século XVI, quando o mundo era dominado tanto pelos Estados como pela Igreja Católica, em que esta exercia poderes sobre aqueles, em razão da grande quantidade de católicos que povoavam a essas nações, aparecendo então as figuras dos cavaleiros templários, uma organização internacional filantrópica afiliada à Maçonaria, onde se exige apenas a crença em um Ser Supremo, independentemente da filiação credulária de qualquer natureza, desde que seja “cristã”, quando então o papa reinante era Clemente III e o rei era Felipe, o Belo, da França.

Nessa época, as estradas eram recheadas de salteadores, por isso os assaltos eram constantes, além disso, a viagem para a retomada da Terra Santa era muito longa. Os templários, então, adotaram um meio de proteger o dinheiro dos viajantes, dos mercadores e dos peregrinos, através da criação do cheque, da nota promissória e dos demais documentos destinados a proteger o patrimônio daqueles que empreendiam as suas viagens pela Europa, ensejando assim a que eles detivessem o poder do dinheiro. Um dos trechos iniciais da obra de Ernesto Mezzabotta intitulada de O Papa Negro, narra o seguinte:

Por último, a versão que merecia mais crédito era a que afirmava que no convento de Montserrat se tinham refugiado os últimos Templários, ordem militar e religiosa fundada para defender o Santo Sepulcro, e que fora destruída por Felipe, o Belo, rei de França, com o fim de se apropriar das suas imensas riquezas.

Filipe, o Belo, tivera por cúmplice naquele sanguinolento roubo o papa Clemente VI, um francês que ele fizera eleger papa só para que o auxiliasse naquele saque; e o pontífice, para com mais segurança ferir os infelizes Templários, e os punir pela maior das suas culpas — qual era a de serem riquíssimos — acusara aqueles desgraçados de heresia.

Os Templários foram saqueados, presos, assassinados, e o seu Grão-Mestre, Jacques de Molay, foi queimado vivo; mas antes de morrer, o infeliz levantou para o céu as mãos inocentes, e suplicou a Deus que no período de um ano e um dia chamasse ao seu tribunal, para julgamento eterno, o papa e o rei.

O Onipotente ouviu aquela prece, e no prazo fixado os dois cúmplices morreram. A morte de Filipe ocorreu em tais circunstâncias, que o povo julgou ver nela o sinal evidentíssimo da cólera de Deus.

Andando um dia à caça, caiu do cavalo, e os dentes de um javali rasgaram as vísceras do rei assassino. O papa morreu também no mesmo ano, e todos viram naquela dupla morte o castigo; haviam merecido os dois criminosos.

À morte de Jacques Molay e dos seus companheiros seguiu-se uma perseguição geral contra os Templários, muitos dos quais se refugiaram nos países de que eram naturais, principalmente nas províncias italianas e espanholas”.

Dentre os templários, os que mais se destacavam eram Jean Jacques Demolay e Ignácio de Loyola. Este último, entretanto, era um perigoso médium vidente e ouvinte, que foi atuado pelos anjos negros das falanges de Jeová, o deus bíblico, daí a razão pela qual ele abandonou aos templários e foi compelido a fundar a Companhia de Jesus, sendo tudo isso previamente arquitetado em plano astral inferior por espíritos altamente obsessores, justamente por isso os jesuítas são os mais ardilosos, os mais matreiros, os mais sagazes e os mais astuciosos dentre todos os que integram a classe sacerdotal, sendo, portanto, os mais perigosos, por isso o seu chefe é chamado de o papa negro. Explica-se assim, portanto, a razão pela qual Ignácio de Loyola passou quatrocentos anos quedado no astral inferior, até que foi arrebatado pela corrente de luz formada por Luiz de Mattos e os seus companheiros, quando então foi doutrinado e transladado para o seu Mundo de Luz de origem.

Em sua obra O Papa Negro, o jornalista Ernesto Mezzabotta faz um relato minucioso dessa traição de Ignácio de Loyola aos templários, que nesse relato é chamado de peregrino, e também da sua tremenda obsessão vidente e ouvinte, da seguinte maneira:

“‘Quando eu senti que a graça divina despertava em mim os sentimentos adormecidos — prosseguiu com voz mais segura o peregrino — voltei-me para a Virgem, e diante do altar dela fiz voto de castidade. Depois resolvi fazer a vigília de armas, que tem de fazer todo o cavaleiro, antes que possa cingir o sagrado cinto da ordem’.

‘Uma noite inteira passei diante do altar, orando, chorando, consagrando-me todo à milícia de Cristo. No dia seguinte pendurei a minha espada num pilar da igreja, dei a um pobre os meus trajes de cavaleiro, cingi o corpo com uma corda, vesti-me de burel, e dirigi-me a pé para Manresa’.

‘Que mais vos direi, meus irmãos? Amparado por uma fé sobre-humana, castiguei o corpo com mil penas e tormentos; infligi-me as mais cruéis privações, sem que nada pudesse alterar a minha saúde de ferro. Cingi os rins de cilícios; dormi na terra fria, mendiguei de porta em porta, e julgava-me feliz quando recebia mau tratos ou injúrias, que vinham aumentar o valor da minha expiação.

‘Finalmente, a seiscentos passos de Manresa, encontrei uma gruta oculta a todos os olhares. Foi essa que eu escolhi para minha habitação; aí recebi os tormentos e as privações como um favor do céu; aí experimentei as doçuras do êxtase divino e o langor da morte aparente. Enfim, meus irmãos, foi aí que…

Neste ponto Ignácio fez uma pausa, como quem se assustava naquilo que ia dizer.

— Fala, fala! — gritaram de todos os lados.

‘Pois bem, — prosseguiu o peregrino, fazendo um grande esforço — foi aí que me apareceram os anjos do Senhor e que me ensinaram a maneira de guiar os homens e de os conduzir à fé e à obediência, ao caminho do céu. Os preceitos que eles me ensinaram, meus irmãos, escrevi-os, e tenho-os aqui — e Loyola mostrou folhas que tinha ao lado —, com estes Exercícios Espirituais, escrevi enquanto os anjos mos ditavam, encontrei o modo de reduzir à submissão as almas mais rebeldes, e de fazer com que elas sejam nas mãos do seu diretor espiritual como um cadáver nas mãos do cirurgião.

Estas palavras resumiam em si a terrível doutrina da Companhia de Jesus, que Ignácio de Loyola devia fundar. ‘Perinde ac cadaver’ — como um cadáver — tal é a forma de obediência imposta pelos jesuítas.

A atenção geral que despertara a narrativa de Loyola, fizera com que todos se calassem; contudo, Francisco de Burlamacchi, que havia já um pedaço se agitava com impaciência, levantou-se para interromper a piedosa narrativa de Ignácio.

— Irmão, — disse ele — essas tuas visões serão talvez enviadas pelo céu, tanto mais que muitas vezes tem permitido que anjos do inferno venham tentar os homens, especialmente os que mais presumem da própria santidade; mas eu só te peço que me diga que conclusões te inspirou essa tua devota solidão, com a qual há tanto tempo estás entretendo a ordem dos Templários.

A palavra audaz e franca do jovem italiano parece que quebrou o encanto que fazia com que todos os presentes estivessem suspensos dos lábios de Loyola. Muitos dos que assistiam à reunião repetiram as palavras de Burlamacchi, observando que a ordem do Templo não fora convocada com tanta solenidade para ouvir os devaneios de um visionário.

Ignácio dirigiu a Burlamacchi um olhar carregado de indignação. Aquele homem, que dizia ter-se despojado, mediante o ascetismo, de todas as fraquezas humanas, conservava ainda duas paixões invencíveis, e que não são decerto o apanágio das almas fortes — a vaidade e o espírito de vingança.

— Depressa chego à conclusão, irmãos, — disse Loyola, depois de um curto silêncio. — Sim; eu vim aqui com um propósito formado; é verdade que também eu desejo a transformação da nossa ordem, mas num sentido muito diverso do que propõe o nosso querido irmão Beaumanoir! Também eu, meus irmãos, tenho notado o tumulto de ideias e o espírito de rebelião que agitam a Europa, e especialmente a Alemanha e a Itália, e vim aqui precisamente para vos dizer: Este espírito de rebelião devemos nós abatê-lo, em vez de o favorecer! A Ordem dos Templários — exclamou Loyola — deve transformar-se, não na associação dos Pedreiros Livres, mas na Companhia de Jesus!

Estas palavras produziram um tumulto espantoso. A maior parte dos cavaleiros, indignados com aquela proposta, vociferavam contra Ignácio, levando a mão ao punho das espadas; outros, pelo contrário, e esses em menor número e quase todos espanhóis, sustentavam que se devia escutar o orador e discutir as suas propostas, porque nada continham por que assim devessem ser repelidas brutalmente.

Parecia próximo o momento em que as duas facções viriam às mãos; mas naquele ponto ressoou sobranceira a todos os clamores a voz potente de Beaumanoir.

— Irmãos, — bradou ele — Ignácio de Loyola tem o direito de falar, como vós tendes o direito de combater as suas propostas. Silêncio! E tu, Loyola, fala, com certeza de que ninguém se atreverá a interromper-te!

O silêncio restabeleceu-se como por encanto, tal era a influência de veneração e respeito que sobre todos exercia o nome de Beaumanoir.

Loyola vira desencadear-se e em seguida serenar o tumulto, se que nas suas faces pálidas e cor de terra se notasse a mais pequena alteração; apenas um pálido sorriso lhe errava nos delgados lábios.

— Dizia eu, pois, — prosseguiu ele como se nada tivesse notado — dizia eu que considero como um dever opormo-nos ao desenvolvimento da heresia. . . Irmãos, qual é o fim da nossa Ordem: o restabelecimento do seu antigo poder, o seu domínio em todo o mundo. Ora, esse domínio será impossível, se quisermos exercê-lo entre os povos do Norte, que se revoltam contra toda a autoridade. Se quisermos fundar um imenso poder oculto, devemos operar entre as nações católicas, e conservar nelas aquela fé invencível à que basta dizer: Crê e obedece; para que desapareça toda a oposição.

‘Unir-nos-emos em volta do sólido pontifício, como os pretorianos do antigo império, e defenderemos, alargaremos o poder do papa, que depois será o nosso poder, porque o chefe da Igreja sem que venha a se dar por isso, será o nosso prisioneiro.

‘Ensinaremos aos povos que eles devem obedecer com submissão e medo aos seus soberanos, e prestaremos aos reis este apoio, obrigando-os a governar segundo a vontade e os fins da nossa Companhia. Por meio dos colégios dominaremos a mocidade, por meio dos confessionários dominaremos as consciências; os penitentes, aterrados pelo rigor fanático dos Dominicanos e dos Franciscanos, acorrerão ao nosso tribunal de penitência, onde a moral será suave, perdão fácil, e o juiz indulgente… Irmãos, escutai-me: por este modo, se consentirdes em transformar a nossa Ordem no sentido que vos peço, dentro de vinte anos não será mais preciso, nós seremos os senhores do mundo!

— E teus escravos, não é assim? — perguntou em tom desdenhoso Burlamacchi.

Esta interrupção produziu um sussurro, o qual, graças à presença de Beaumanoir, não degenerou em tumulto. A maior parte de Templários pôs-se do lado de Burlamacchi; alguns, poucos, mas decididos partidários, rodearam Ignácio de Loyola.

— Irmãos, — bradou Francisco Burlamacchi — acabais de ouvir a proposta que vos foi feita: A escravidão da humanidade e nós convertidos em guardas desses escravos, e todos de joelhos diante de um chefe supremo, de um chefe misterioso, que do fundo de uma cela monacal, imporia as suas vontades. E é para isto que a Ordem há de levantar-se? E é para isso que nós havemos de vencer os potentados da Terra? E foi para isto que destruímos nos nossos espíritos as superstições e a ignorância? Só nós, de toda a infinita multidão dos nossos irmãos espalhados pelo mundo, só nós é que fomos iniciados nos terceiros mistérios; só nós é que conhecemos a verdade de tudo isso, que o mundo adora e teme; graças à ciência que adquirimos, graças às misteriosas tradições, confiados à guarda dos sete senhores, graças aos imensos tesouros que possuímos, somos os únicos dentre os nossos irmãos, os únicos dentre os mortais, que não estamos sujeitos a nenhuma lei, a não ser a da morte. E havemos de ter-nos assim elevado tanto, como miraculosa força, acima do comum dos homens, para afinal ficarmos reduzidos a obedecer como cadáveres ao sinal de um só de nós?

Um murmúrio de aprovação acolheu as animadas e quentes palavras do nobre Burlamacchi. Na verdade era intolerável a pretensão de Loyola!

— Eia, pois, — prosseguiu Burlamacchi — levantemo-nos, sim, mas para despedaçar os nossos grilhões, e os de todo o mundo! Temos em nossas mãos uma força incalculável; aproveitemo-la e façamos uso dela contra os tiranos de toda a espécie. Os povos nos darão por tal serviço bem melhor recompensa do que o sombrio silêncio e a tenebrosa humildade do túmulo! Nós constituiremos na Europa a grande, a verdadeira aristocracia — a do bem-fazer. Será dentre nós que as cidades liberais e as nações ressuscitadas hão de eleger os seus regentes; nós reinaremos, não com as forças efêmeras do embrutecimento e da ignorância, mas com as do reconhecimento e do afeto.

‘Irmãos! Em nome da fé que depositaste em nós, elegendo-nos para este supremo cargo, convido-vos a rejeitar as propostas de Ignácio de Loyola e a proclamar aqui, nesta nossa santa assembleia, que a ordem do Templo se transforma na sociedade secreta dos Pedreiros Livres!

— Viva a Maçonaria! — gritou o príncipe de Conde, saudando com este nome francês, tradução da denominação proposta por Burlamacchi, a origem de uma sociedade, que depois haveria de ter tanta influência sobre os destinos do mundo.

Quase todos os presentes repetiram o grito de Conde e saudaram e aclamaram Burlamacchi.

Beaumanoir usou então da palavra.

— Não nos esqueçamos, irmãos, de que neste concílio todos somos livres. Ninguém é obrigado a aceitar qualquer mudança que não seja aprovada pelo seu pensar e pela sua consciência. Que respondes a isto, irmão Ignácio de Loyola?

— Respondo — disse com altivez o peregrino — que estas cisões não me dizem respeito. Fui irmão da ordem do Templo, observei fielmente os seus estatutos: agora, que o Templo acabe retiro-me da instituição que lhe sucede, e em face da Maçonaria, que acabais de proclamar, declaro instituída a Companhia de Jesus!

Este nome, que mais tarde devia tornar-se tão terrível, repercutiu sonoramente sob aquelas abóbadas; tão forte e solene fôra a voz com que Loyola o pronunciara!

— Ninguém — disse Beaumanoir — ninguém quer acompanhar o nosso irmão no caminho a que ele quer aventurar-se sozinho?

Seis cavaleiros se levantaram, e foram colocar-se ao lado de Ignácio de Loyola, que os olhou com um ar triunfante.

— Somos sete! — disse ele com um ar inspirado. — Pois bem, convosco, primeiros irmãos, que acreditastes em mim, reparto eu o império do mundo. Somos bastantes para vencer, e teríamos a certeza da vitória, se não tivéssemos de lutar contra os nossos antigos companheiros. Irmãos, o beijo de paz!

Entretanto, a voz de Beaumanoir pronunciava friamente os nomes dos que se tinham declarado prontos a aceitar a proposta de Loyola.

— Pedro Lefèvre, de Villaret, na Sabóia.

— Francisco Saverio, cavaleiro de Navarra.

— Jacopo Laynez, de Almazar.

— Afonso Salmeron, de Toledo.

— Nicolau Afonso, de Bobadila.

— Simão Rodrigues, de Avedo.

Na medida que iam sendo pronunciados os nomes daqueles poucos, Ignácio os ia inscrevendo num pequenino livro, que tinha na mão.

— E agora — disse Beaumanoir — que os dissidentes nos abandonaram, repitamos, irmãos, o juramento de há pouco, e declaremos que a ordem do Templo se transformou na associação dos Pedreiros Livres.

Os cavaleiros presentes ergueram a mão.

— Adeus, irmãos; — disse Loyola, com uma voz a que não pôde, por mais que fizesse, tirar um certo tom de tristeza — por muito tempo estivemos unidos e concordes e agora estamos divididos em dois campos, que pugnarão com ferocidade sem par um contra o outro. Pois bem! Eu ainda tenho esperança, e peço a Deus que reconheçais finalmente o vosso erro e vos acolhais todos sob a nossa bandeira, sob a bandeira de Jesus.

— Terás que esperar! — resmungou Burlamacchi, o mais indignado, ao que se via, pela traição de Loyola.

Ignácio dispunha-se para partir com os seus companheiros, quando o presidente lhe fez sinal para que esperasse.

— Monge, — disse ele — deixaste de pertencer ao Templo, mas os juramentos que prestaste à nossa Ordem têm sempre vigor. Ai de ti, se o segredo que juraste guardar fosse violado.

Ignácio voltou-se cheio de desdém, estremecendo como um cavalo, ao qual o chicote fustiga.

— Beaumanoir, — murmurou ele num tom de voz que a raiva fazia tremer — em má hora me lembraste, a mim, que não pensava em violá-los, os juramentos que prestei à Ordem. Esqueceste talvez de que para nós, filiados nos terceiros mistérios, para nós, que somos os Sete Senhores, não existe lei moral nem positiva? Esqueceste de que a nossa elevação ao supremo grau nos libertou de todos os deveres?

— Pois então — disse ameaçadoramente o ancião — lembra-te de que, se o juramento te não fizer calar, nós te faremos calar doutra maneira. Temos irmãos por toda a parte, Loyola, e a ponta dos punhais do Templo ainda se não embotou.

Ignácio sentiu um calafrio penetrá-lo até à medula dos ossos, mas o rosto não manifestou senão um profundo desprezo. Um momento depois, pela escarpada encosta de Montserrat caminhavam os sete homens que, conduzidos pelo gênio de Ignácio de Loyola, viam constituir a famosa Companhia de Jesus, cujos atos e tenebrosas tiranias haviam de causar o assombro e o terror do mundo”.

Note-se que a proposta de Burlamacchi era transformar a Ordem do Templo na sociedade secreta dos Pedreiros Livres, pois o termo maçom é proveniente do inglês mason e do francês maçon, que quer dizer pedreiro, ou mesmo construtor. Temos aqui, pois, o início da Maçonaria, apesar da falta de documentos e de registros históricos cobri-la em um véu de incertezas, fazendo com que os fantasistas venham a inventar histórias sobre os primórdios da sua existência, no intuito de engrandecê-la, como, por exemplo, que ela teve início na Mesopotâmia, com movimentos credulários do Egito e dos caldeus, havendo ainda quem afirme até que o Templo de Salomão é o berço da Maçonaria.

Mas a Maçonaria é a grande responsável por derrubar a Inquisição, daí a razão pela qual historicamente a Igreja Católica sempre se opôs radicalmente à Maçonaria, não em virtude dos seus princípios supostamente anticristãos, como assim ela quer fazer crer, pois que ela mesma representa a face negra de todo o anticristianismo existente neste mundo, já que os maçons são libertários e humanistas.

O primeiro documento católico que passou a condenar a Maçonaria data de 28 de abril de 1738, que foi uma bula papal expedida pelo papa Clemente XII, denominada de In Eminenti Apostolatus Specula. Após essa primeira condenação da Igreja Católica, surgiram mais vinte outras condenações. Um dos maiores opositores dessa sociedade secreta foi o papa Leão XIII, que a designou de Reino de Satanás, em 1884, sem que esse ignorante e estúpido papa pudesse perceber que, caso Satanás realmente existisse, com toda a certeza a sua morada seria no Vaticano, cujo antro nocivo e pestilento seria denominado de inferno, tendo a sua última condenação ocorrida em 1902, através da encíclica Annum Ingressi, que foi endereçada a todos os bispos do mundo, a qual alarmava acerca da necessidade urgente de combater a Maçonaria, opondo radicalmente esta sociedade secreta ao catolicismo.

No Brasil Império, havia muitos clérigos que eram maçons, quando então alguns bispos ultramontanos se dispuseram a adverti-los, gerando um sério conflito, o qual ficou conhecido como Questão Religiosa. O principal bispo antimaçônico dessa época foi Dom Vital, Bispo de Olinda, que recebeu forte apoio popular dos arrebanhados católicos, mas foi preso pelas autoridades imperiais, que eram claramente favoráveis à Maçonaria. Tendo sido posto em liberdade, foi chamado a Roma, onde recebeu congratulações por parte do papa Pio IX, em função da sua “brava” resistência aos maçons, que comovido somente chamava ao bispo de “mio caro Olinda, mio caro Olinda”.

Até o ano de 1983, a pena imposta aos católicos que se associassem à Maçonaria era de excomunhão. Com a formulação do novo código de Direito Canônico, que não mais condenava a Maçonaria explicitamente, muitos chegaram a pensar que a Igreja Católica a houvesse aceitado, no entanto a Congregação Para a Doutrina da Fé, que é a Inquisição com outro nome, logo tratou de esclarecer a questão, afirmando que permanece a pena de excomunhão para todo católico que se associar à Maçonaria.

Eu não sou maçon, pois que não sou afeito a nenhuma ideologia, uma vez que todas as ideologias são falhas, sejam elas postas através de partidos políticos, de sistemas sociológicos, ou seja lá do que for. É certo que a Maçonaria já foi de muita utilidade para o progresso da nossa humanidade, mas a sua doutrina foi totalmente distorcida. Em sua obra Cartas Doutrinárias – 1960, a página 133, Antônio Cottas nos fornece uma ideia precisa acerca da Maçonaria de hoje, quando vem afirmar o seguinte:

A Maçonaria exerceu grande preponderância nos povos, principalmente na França, Inglaterra, Portugal, outros países da Europa, nos Estados Unidos da América do Norte e no Brasil. Teve homens de real valor a lutar pela liberdade de crer e pensar. Foi ela que derrubou a Inquisição. Mas hoje em dia, a Maçonaria não tem mais poder nem força. Encontrará nela exorcismos, etc., que o Racionalismo Cristão de modo algum pode admitir”.

Vejamos agora um outro trecho da obra de Ernesto Mezzabotta, em que nele se encontra claramente explicitada a existência do Exercícios Espirituais que foram ditados pelos anjos negros — espíritos obsessores quedados no astral inferior — a Ignácio de Loyola, cujos Exercícios Espirituais se pontificou como sendo a doutrina malévola dos padres jesuítas, que teria que ser ensinada a todos os noviços, os quais eram obrigados pelos superiores a estudar a todos esses ensinamentos maléficos, sempre sob supervisão constante, caso contrário seriam sumariamente expulsos da Ordem. Assim como também uma noção da urdidura que tece os fios da maldade jesuítica, do fabuloso poder que exerce o seu superior, denominado de papa negro, que sendo extremamente dissimulado, exibe uma falsa imagem de humildade, e da extrema reverência associada à subserviência com que os subordinados o tratam, em que o autor assim se expressa:

Carlos Faraldo cumpria com verdadeira satisfação os deveres não muito pesados, que lhe eram impostos pelo seu estado de noviço.

Era ele quem tratava de algumas pinturas de grande valor pertencentes aos jesuítas. Todos os dias ele tinha de ler alguns trechos dos Exercícios Espirituais de Santo Ignácio, a terrível máquina de triturar cérebros, inventada com tão profunda ciência pelo fundador da Companhia. Tinha também de fazer oração não muito demorada, e a horas não incômodas; e quanto ao resto do tempo tinha a liberdade de o gastar como lhe parecesse.

Ora, aquela leitura era extremamente aborrecida para o veneziano, que se lembrava com terror da grande influência que aquele tratado de misticismo exercia sobre ele, e que estremecia ao pensar que também ele podia transformar-se num jesuíta.

Por outro lado, ainda que Carlos não quisesse, não podia deixar de ler, pois as celas dos noviços deviam estar sempre com a porta aberta, e seria muito fácil ao padre superior verificar a execução das suas ordens.

Não tendo nada que o incitasse, o seu caráter amolecera e tornara-se frouxo. Ainda não era o cadáver, que, para a regra de Santo Ignácio, constitui a perfeição dos discípulos; mas já era um homem sonolento, em que as antigas impressões se iam apagando pouco e pouco, e que, mesmo sem ele dar por isso, se preparava cada vez mais para receber o feitio definitivo que os seus mestres julgassem oportuno dar-lhe.

Entretanto, interessava-se por tudo o que se passava no convento, posto que a educação jesuítica já o tivesse habituado a não erguer os olhos senão quando era convidado a fazê-lo, e a não conhecer senão o que lhe era expressamente permitido saber.

Assim, ele notou com profundo interesse — mas sem que um músculo das faces o traísse — a chegada ao mosteiro de dois jesuítas, um dos quais ele já vira algumas vezes, mas o outro nenhuma.

O primeiro era o padre Euzébio, o jesuíta espanhol que vimos exercer um terror tamanho sobre o cardeal de Santa Severina; o outro era um velho alquebrado, com uma túnica muito velha e que caminhava vagarosamente apoiado a uma muleta.

O velho chegou um pouco depois do padre Eusébio, e entrou com um modo muito humilde, fazendo todo o possível para não ser notado, e respondendo com uma profunda reverência ao cumprimento do guardião.

O superior, que estava sentado na sala de entrada, ao ver aquele estranho velho ergueu-se e fez menção de caminhar ao encontro dele; mas um olhar do desconhecido fê-lo sentar outra vez, e obrigou-o a receber com um ar de soberba indiferença a respeitosa saudação que lhe dirigiu o pobre velho.

Carlos notou tudo isso e ficou perplexo. Ele já conhecia bastante os costumes da Companhia para saber que aquela exagerada humildade da parte do desconhecido, e aquela propositada indiferença da parte dos outros, queriam dizer que aquele homem, assim aparentemente desprezado, devia ser um dos chefes mais considerados da Companhia de Jesus.

E Carlos ter-se-ia convencido da exatidão rigorosa daquela sua conjectura se tivesse podido assistir à conversa, que depois teve lugar numa das celas mais pobres e desadornadas do convento.

O padre Eusébio, mal ficou à sós com o velho, pegou-lhe na mão e beijou respeitosamente um anel muito simples, que o desconhecido trazia na mão esquerda.

Aquele anel era de simples prata lavrada, e aos olhos de um profano não teria valor algum; e contudo nenhum rei tinha no seu tesouro, uma jóia, que pudesse equiparar-se em valor àquele modesto anel que o velho trazia.

Aquele anel era de fato a insígnia de um poder oculto e formidável, ao qual os reis tinham de obedecer; era o cetro de um monarca das trevas, a quem todos temiam e que não temia ninguém; era, enfim, o anel do geral da Companhia de Jesus.

E aquele pobre homem andrajoso, que assim cumprimentava humildemente, e que os jesuítas fingiam olhar com tanto desprezo, era o preposto geral da Ordem, o sucessor de Loyola, o Papa Negro.

Um outro, na verdade, ocupava nominalmente aquele posto elevadíssimo. Toda a gente conhecia um douto e considerado teólogo, que tinha o título e o grau de geral, e que naquela qualidade tratava oficialmente com a Santa Sé, e com os particulares que estavam em relações com a Companhia.

Mas, segundo o uso da terrível Companhia, o verdadeiro chefe não era aquele que o mundo conhecia. Ao lado do geral publicamente conhecido estava o chefe misterioso, o socius, cuja existência era o verdadeiro fundamento da constituição jesuítica, que era o verdadeiro chefe, e que estava de posse de todos os segredos da Ordem.

Este socius não era conhecido senão por pouquíssimos eleitores gerais, que tinham já passado todos os graus do organismo da associação, e que estavam iniciados nos terceiros mistérios.

Ninguém mais tinha poder na Companhia, senão estes oligarcas; era dentre eles que se elegia o companheiro do geral, isto é, o verdadeiro depositário do poder e das tradições da Ordem.

O próprio geral podia ser escolhido de entre os jesuítas que ainda não tivessem chegado aos graus supremos, e, neste caso, ele também não conhecia o seu chefe, e vivia no meio de um círculo terrível de espiões secretos, que ele não sabia quem eram, e que o observavam sem serem vistos; ao passo que o socius não só devia ser um dos eleitores gerais, mas devia além disso ser o mais antigo e o mais prudente dos sócios, o que fosse dotado de mais profunda experiência e de mais vasto engenho; devia ser um homem de tal maneira identificado com os interesses da Companhia, que considerasse a grandeza dela como a sua própria grandeza.

E de feito, uma traição ou um ato de ambição da parte do geral não poderia causar à sociedade senão um prejuízo medíocre, ao passo que uma traição do verdadeiro geral, do rei oculto, seria irreparável e mortal, pois que ele possuía todos os segredos que diziam respeito à Ordem, e tinha nas mãos tudo, desde a relação dos filiados até ao tesouro da Companhia.

Tal era o homem que, verdadeiramente grande na sua ambição, como de ordinário são os fortes, desprezavam as exterioridades das pompas, para conservar a realidade do poder, e que consentia em caminhar curvado e andrajoso à vista dos homens, para se levantar depois com a consciência do seu ilimitado poder, quando estava a sós consigo.

— Mas Pio IV era-nos completamente dedicado; ele não podia fazer ao seu presuntivo sucessor senão recomendações favoráveis aos interesses da Companhia.

— Estais enganado, Eusébio. Pio IV não era nosso amigo, e provavelmente pôs o seu favorito de prevenção contra as pretendidas usurpações da Companhia.

— Mas a vida inteira de Pio IV foi uma contínua prova da sua dedicação aos jesuítas!

— Porque nos temia. Eusébio, porque nos temia. Pio IV tinha medo de tudo; receava ser perturbado no seu plácido repouso, e ver em volta do seu trono rivalidades e desgostos. Mas, sobretudo, tinha um medo espantoso de ser envenenado!

E fitou o padre Eusébio com uma expressão singular.

— Receio absurdo — disse o eleitor geral, só para dizer alguma cousa.

— Sem dúvida, Eusébio; a Companhia pode alguma vez ter julgado oportuno apressar a obra da natureza para com alguns obstáculos que se lhes opunham, mas Pio IV não estava nesse caso. O fato é que ele tremia continuamente, e que por isso fingia ter pela Companhia de Jesus um amor… que pelo contrário era um ódio profundo.

— Isso era o menos — murmurou Eusébio um tanto pensativo. — Um Papa que obedeça por sentimento ou por medo é sempre um instrumento precioso…

— De acordo; mas Santa Severina não é um homem que se deixe dominar assim. Vós mesmo o dissestes: o mais difícil era fazê-lo aceitar um favor, porque a alma dele é altiva e o seu orgulho muito grande.

— E contudo esta ingratidão dele revela um caráter baixo e vil! — exclamou o espanhol, que não podia perdoar a Santa Severina o ter-lhe derrubado o edifício que ele arquitetara.

— Por quê? Ele estava-nos obrigado por uma questão de gratidão, mas antes disso ele estava em obrigação para com o Papa Pio IV, que era seu benfeitor. No leito de morte, Pio IV, revestido da irresistível majestade dos últimos instantes de vida, impôs a sua vontade ao favorito; intimou-lhe que se desligasse do compromisso que tinha para conosco, pagando-nos o que nos deve… Santa Severina entre esses dois deveres, obedeceu ao mais nobre… Onde encontrais nisto a vileza e a baixeza?

— Então estamos vencidos ! — murmurou Eusébio, desesperado. — Um plano tão bem estudado, preparado com tantas preocupações e cuidados…

— A exceção de um só, Eusébio. Para que consentistes que o cardeal se aproximasse do leito de morte do pontífice?

— Monsenhor… eu não pensei. . . não podia imaginar que os sentimentos de Pio…

— Pois esse é que é o vosso erro, Eusébio: se não fosse a solenidade daquela cena, se não fosse o terrível prestígio da palavra de um moribundo, Santa Severina julgar-se-ia obrigado a manter a sua palavra para conosco, e o vosso plano — que não era mal concebido, devemos dizê-lo — teria tido plena execução.

— Tantas despesas perdidas ! — murmurou o jesuíta.

— Não penseis nisso: eu creio que um dos primeiros atos do novo papa, se ele chegar a sê-lo, será o de nos restituir tudo. Mas o que nós temos a ver é se a soma que desembolsamos vale a pena que deixemos subir ao sólio pontifício um homem que é nosso inimigo, e o mais terrível dos inimigos, porque foi um dos nossos.

— Que fazer! — exclamou o jesuíta torcendo as mãos verdadeiramente desesperado. — Os cardeais já prometeram; o partido está formado; a excitação popular, sobreexcitada por nós, subiu ao seu auge, — a eleição de um outro papa não seria isenta de perigos…

— Na verdade, o negócio é grave — disse lentamente o geral dos jesuítas, cravando os olhos nos do padre Eusébio. — Este homem foi por nós colocado tão alto, que para o derrubar seria necessária a intervenção do Senhor.

— O Senhor não fará um milagre por nós — disse o padre Eusébio com acento de dúvida.

— Oh! Milagre, não… Nós não precisamos de nada que perturbe ou suspenda o curso regular da natureza. Pois será para estranhar, por exemplo, que um homem ainda novo e de excelente saúde sucumba a uma doença imprevista?

— Não… isso já se tem visto — respondeu Eusébio, com a voz um pouco alterada.

— Então ninguém pensa que se trata de um milagre — acrescentou o velho. — Os profanos, que não sabem que graves interesses se acham às vezes comprometidos pela existência de um… obstáculo… não sabem que efetivamente um milagre da Providência interveio para fazer desaparecer aquela existência incômoda…

— Monsenhor — disse com firmeza o espanhol — eu quisera rezar… pedir eficazmente… para que o senhor livre a Companhia desses obstáculos; mas não cometerei eu um pecado se pedir ao céu o mal do próximo?

— A que chamais vós mal? — disse ele secamente — O que se faz para impedir um mal, torna-se por isso mesmo num bem… Se a morte de um homem aproveita à maior glória de Deus, essa morte não é um mal, mas um bem… sem contar que muitas vezes, morrendo na graça de Deus e numa idade ainda curta, aquele homem se salva dos perigos que sem dúvida por obra do Maldito o teriam assaltado mais tarde…

O geral encolheu os ombros.

— Pois bem, monsenhor, eu rezarei — disse Eusébio — e espero que o senhor quererá ouvir-me; mas para ter mais certeza de obter a graça que vou implorar do céu, conviria que Vossa Paternidade me permitisse associar outra pessoa às minhas orações…

— Outra pessoa!… e quem é?

— A duquesa Ana Bórgia.

O olhar do socius brilhou com extraordinário fulgor.

— Vós sois um verdadeiro filho de Santo Ignácio — disse ele — e quando Deus me chamar para si, espero que os nossos irmãos vos reconhecerão como o mais digno de suceder-me.

— Monsenhor, peço-vos que não faleis desse modo! — exclamou o padre Eusébio, verdadeiramente comovido. — Vós sois muito necessário, e a confiança com que me honrais é para mim tamanha satisfação, que não procuro nem desejo outra na vida.

— Posições como as nossas não são satisfações; são cargos pesadíssimos, Eusébio; e ninguém tem o direito de os recusar, nem de os desejar. Ora, pelo que diz respeito… ao outro… já me entendestes.

E o geral estendeu-lhe a mão, que Eusébio beijou com afetuoso transporte.

E ninguém cuide que naquelas demonstrações de estima e afeto, que se permutavam aqueles dois frades, entrasse de modo algum a hipocrisia, que na vida comum constituía a força deles.

Eles eram sinceros.

Pertenciam ambos àquela perigosíssima espécie de malvados, que, por meio de uma série de sofismas, chegaram a justificar perante a própria consciência todos os delitos que entendem oportuno cometer, quando esses delitos sejam, pelo menos aparentemente, subordinados a um fim geral, que para eles toma a forma de justiça.

Por exemplo, padre Eusébio, que mais depressa seria capaz de se deixar morrer de fome do que tocar num soldo que pertencesse a outrem, não tinha o mínimo escrúpulo em enganar os penitentes moribundos para que fizessem testamento a favor da Ordem. O roubo desavergonhado, cometido para interesse da Companhia, parecia-lhe uma ação tão meritória, quanto ele consideraria criminoso o furto cometido no seu próprio interesse pessoal.

Assim, o geral da Companhia, homem de santa vida, sem ligações com o mundo material — não tinha família! — e já com um pé na sepultura, teria estigmatizado com palavras de censura e castigado com toda a força da sua autoridade quem criminosamente atentasse contra a vida de um cristão.

E, contudo, ele preparava assim, a sangue frio e com inteira tranquilidade de consciência, a morte violenta de um dos personagens mais santos e mais respeitados da Igreja, do homem que dentro de poucos dias devia ter pelo consenso dos Padres da Igreja, a suprema consagração, a de Pontífice Máximo.

Pois bem; o pensamento daquele crime, que causaria horror aos homens mais corrompidos, não perturbava sequer ligeiramente a consciência daqueles dois jesuítas. Eles tinham chegado a persuadir-se de que faziam tudo aquilo para maior glória de Deus, e que por conseqüência em tudo o que faziam não podiam ser culpados.

Por isso eles, compreendendo a atitude um do outro, estimavam-se e queriam-se. Eusébio venerava no ancião a mente poderosíssima, que em vinte anos de reinado oculto elevara a Companhia de Jesus a tamanha altura; quanto ao geral, esse apreciava a paciente vontade, a resolução, coragem levada até ao martírio, a vasta inteligência do padre Eusébio, e pensava com verdadeiro prazer que, morrendo ele, a Companhia encontraria em Eusébio a pujança de ombros capazes de suportarem tamanho peso como era o governo do mundo católico.

Esta perversão, não só dos instintos, mas da inteligência, era a obra profunda e sapientemente calculada de Ignácio de Loyola.

Aqueles ensinamentos, entre religiosos e místicos, graduados com uma arte admirável, segundo a capacidade de absorção do espírito, são a explicação e a essência da Companhia de Jesus, são a razão das suas vitórias e das suas quedas.

Adaptados a uma época em que a ignorância e a superstição dominavam as sociedades, caíram quando a civilização e a instrução se espalharam no mundo.

Agora, ajudados pelo favor de uns e pela fraqueza dos outros, dispõe-se para ressurgir”.

Ressalte-se aqui que o noviço Carlos Faraldo era também obrigado a fazer orações, pois que as rezas e orações sempre são feitas com súplicas, quer dizer, com insistência e submissão, o que faz ligar os pensamentos dos suplicantes diretamente com as correntes negras do astral inferior, para quem as súplicas são dirigidas, fazendo com que eles venham a ser envolvidos pelos fluidos pestíferos dos espíritos obsessores, formando um ambiente fluídico favorável às suas ações obsessivas. Note-se que, à medida que o noviço ia lendo os Exercícios Espirituais de Ignácio de Loyola e fazendo as suas rezas, ele ia ficando cada vez mais obsedado, tanto que o autor afirma que o seu caráter havia amolecido, tornando-se por assim dizer frouxo, e que nessa ocasião ele já era um homem sonolento, pois que já se encontrava totalmente dominado pelos espíritos obsessores, daí a razão pela qual as antigas impressões que haviam em seu corpo mental iam se apagando pouco a pouco, abrindo-lhe a mente para receber em definitivo tudo aquilo que os seus mestres do mal julgassem oportuno lhe ensinar.

E tanto isso tem a sua real procedência, que o padre Eusébio pretendeu rezar, pedindo eficazmente aos céus, para que o papa negro viesse a livrar a Companhia de Jesus dos obstáculos que estava tendo pela frente, cuja reza a ser realizada era pedir aos céus o mal do próximo, no caso a morte, pelo que ele ficou em dúvida. Constata-se assim que o objetivo dos jesuítas é sempre fazer mal ao próximo para se livrar dos seus obstáculos e alcançar aos seus objetivos.

Ressaltando-se aqui que esse é um tipo de reza, enquanto existem outros tipos, como, por exemplo, quando um credulário reza pedindo proteção para si e para os seus, ou mesmo saúde para si e para os seus, ou mesmo para adorar, ou seja lá para o que for, nestes casos ele está fazendo um mal para si mesmo, assim como também para aqueles a quem as rezas são dirigidas, caso estes não tenham um pensamento firme e vigoroso para repelir aos espíritos obsessores que lhes são enviados através dos pensamentos do rezador.

O padre Eusébio, então, resolveu rezar para retirar os obstáculos que se encontravam à frente das más intenções jesuíticas, dos seus interesses escusos, esperando que fosse ouvido pelo papa negro, pois que assim a corrente de maus pensamentos seria mais fortalecida, sempre implorando aos céus, quando então passou a incluir em suas rezas e orações uma outra pessoa, a duquesa Ana Bórgia, inimiga declarada dos jesuítas, fazendo com que os olhos do papa negro brilhassem com fulgor.

Mas não vá pensar o querido leitor que todo o mal que reside na Igreja Católica seja específico dos jesuítas, única e exclusivamente, pois que toda ela é o retrato fidedigno do mal, assim como tudo aquilo em que os sacerdotes se encontram metidos de permeio, notadamente os credos e as suas seitas. Vejamos outro trecho da obra:

Estamos em meados do século XVIII.

Aquele nevoeiro de morte que já começara no século XVI, a invadir a igreja católica, tornou-se agora numa exalação mefítica. Nada há já que possa viver no ambiente que se vem espalhando em torno do chefe da Igreja.

Uma série de papas, uns tíbios, outros vorazes e corruptos, acabou de destruir a grande instituição vencedora dos séculos. Viam-se papas distribuir os tesouros da Igreja a mulheres como Olímpia Panfili, a sobrinhos celerados, ou a filhos como Pierluigi Farnesi; viram-se as forças e as riquezas pontíficas aplicadas a fazer viver gente da pior espécie, instituições horríveis, a subsidiar crimes que nem sequer tinham o atenuante de um grande fim político.

Do sangue, a Roma papal caíra na lama.

O mundo, que a acompanhara por tanto tempo, quando na capital católica brilhava a luz da civilização, contemplara depois em uma espécie de terror supersticioso o espetáculo das terríveis represálias dos séculos XVI e XVII.

Quando Pio V acendia aos olhos de Roma aterrorizada as fogueiras da Inquisição; quando a carnificina de Saint-Barthélemy fazia correr rio de generoso sangue nas casas e ruas de Paris; quando o terror, disfarçado em frade dominicano, e com os olhos injetados de sangue a fuzilarem de sob o capuz, impunha a alguns países da Europa a ortodoxia católica, podia se tremer, mas ninguém ria”.

Em todo esse mar de lama que em sua procela navegava a Igreja Católica, a Companhia de Jesus teria que sair fortalecida, pois que a lama pútrida é o ambiente natural dos padres jesuítas, pois que tinham Ignácio de Loyola comandando a todos eles do astral inferior, juntamente com as suas falanges.

Tudo isso dá inteira razão ao autor Ernesto Mezzabotta em atacar duramente à Companhia de Jesus, e a narrar os negrumes existentes no Vaticano, mesmo não sendo ele um cético, mas sim um crente, um crente não fanatizado, pois que era um tanto raciocinador, mas um crente que demonstrava um certo ar de ingenuidade, já que ele mantinha a crença de que os sacerdotes eram médicos das almas, quando, na realidade, não passam de venenos para as almas, que fazem adoecer gravemente as mentes daqueles que neles acreditam, por essa razão este planeta se encontra gravemente enfermo, como comprovarei no site pamam.com.br, ao realizar um diagnóstico do mundo. Vejamos abaixo outro trecho da sua obra:

O terror faz desaparecer o ridículo, e estes últimos restos da perseguição medieval eram demasiado aterradores para que alguém zombasse deles.

Mas quando até aquela última vitalidade de reação se perdeu, quando os papas aplicaram os tesouros da Igreja e os raios do Vaticano, não já a sustentar as convulsões de um fanatismo agonizante, mas a instituir e aumentar os principados dos seus bastardos, então a autoridade da Igreja e do pontífice romano receberam um golpe irreparável.

A isto é que os jesuítas não podiam obstar.

Eles eram os principais autores desta transformação do pontificado. Eles é que tinham feito com que o padre deixasse de ser o médico das almas, para se converter num agente proveitoso de interesses mundanos.

Se a autoridade da religião se ia perdendo cada vez mais, se o riso irônico dos incrédulos ia abalando todos os dias o fundamentos do grande edifício católico, em compensação não se efetuava na aristocracia do sangue e do dinheiro casamento algum sem a intervenção dos jesuítas; nenhum rico adormecia no sono eterno sem que um jesuíta tivesse bom quinhão no seu testamento.

E assim, a grande Companhia ia aumentando em força e em poder, mesmo quando raiam as últimas pedras da Igreja. Poderia não haver mais católicos, poderia o mundo arder todo nas chamas da Reforma, que importava isso aos Jesuítas?

Enquanto houvesse no mundo ambiciosos, hipócritas e vis, o domínio da Terra não podia fugir-lhes.

A Cúria e as ordens religiosas tinham prejudicado grandemente o prestígio da Igreja; Clemente XIV pensava em reformar a Cúria, em olhar com um cuidado severo pelas plantas parasitas das ordens religiosas, suprimindo sem o menor escrúpulo aquelas que não fossem compatíveis com as exigências do tempo.

A ordem mais temida e naturalmente mais odiada era a dos jesuítas.

Havia dois séculos que em todo o mundo católico a Ordem formava uma barreira insuperável contra qualquer reforma que implicasse em progresso ou em liberdade. Os reis que aceitavam o domínio jesuítico eram escravos da Ordem; os que repeliam esse domínio tinham a certeza de que, cedo ou tarde, haviam-se de acabar mal.

Desde que Henrique IV — o rei querido do seu povo como nenhum o fôra até então, o chefe da Europa liberal cristã — desde que Henrique IV fora assassinado por um agente da Companhia de Jesus, Ravaillac, nenhum príncipe podia ter a certeza de que, em caso de resistência às vontades da Companhia, o não esperasse um pouco de veneno ou uma punhalada.

Apesar disso, durante muito tempo não explodiu a ira dos poderosos contra os Jesuítas. Os movimentos de insurreição na Alemanha, em Flandres, e por último na Inglaterra, movimentos que custaram a vida ao rei Carlos I, aconselharam os soberanos a conservarem-se ligados aos defensores da ordem e do silêncio”.

Todos sabem que o rei Henrique IV foi assassinado por François Ravaillac, um agente da Companhia de Jesus, professor e depois irmão converso em um convento de Feuillants, que assassinou o rei quando este preparava a ruptura com a Casa da Áustria. O regicida primeiro se confessou com um padre jesuíta, após a confissão seguiu a carruagem real que ia para o Arsenal pela rue de la Ferronerie, quando então se aproveitou da confusão causada por uma carroça de feno para golpear com duas facadas o lado do corpo do soberano, que morreu sem soltar um grito sequer, instantaneamente.

É certo que a regra geral é que o trono papal sempre foi ocupado por soberanos que eram instrumentos do astral inferior, que se encontravam ao serviço das forças do mal, como mostra claramente a história dos papas, sem qualquer sombra de dúvidas. Mas como se diz neste mundo que toda regra tem a sua exceção, com o papado não foi diferente.

O papa Clemente XIV foi uma dessas exceções, que subiu ao trono papal com a tentativa de espiritualizar o Vaticano, se não espiritualizar, pelo menos impor um pouco de compostura moral aos soberanos papais e à cúria vaticana, o que caracteriza uma missão inglória para quem quer consertar o mal se utilizando apenas da sua autoridade, pois que como ser humano se encontra perecível às intempéries da vida, ao se defrontar diretamente com as forças do mal. E assim o soberano papal lamentavelmente sucumbiu ante as forças do mal jesuíticas. Vejamos o último trecho da obra de Ernesto Mezzabotta, o qual narra este fato:

Entrou o padre Ricci, geral dos jesuítas.

Era um homem de estatura elevada, magro, seco, com a vasta fronte desguarnecida de cabelos. Aqueles olhos profundos, a ossatura do rosto, e especialmente do queixo, indicavam uma natureza cautelosa e regrada; verdadeiro chefe de uma tribo de privilegiados, que resistia ao assalto de todo o mundo.

— Padre Ricci — disse o papa em voz sacudida — recebestes o resumo que vos mandei entregar das acusações que de toda a parte se levantam contra a Companhia?

O Papa Negro inclinou-se com um sinal afirmativo.

— Pois bem, eu impus à Companhia que obtemperasse aos abusos indicados nessas queixas. Que tem feito a Companhia para dar satisfação às legítimas exigências dos príncipes católicos, e às minhas?

— Nada, beatíssimo padre — disse com imperturbável calma o geral.

— Nada! — exclamou Lourenço Ganganelli, cujo rosto se purpureou de cólera. — Às minhas ordens, às recomendações feitas para bem da cristandade, responde-se dessa maneira?

— A Companhia dá a todo o mundo o exemplo do respeito e do acatamento à Santa Sé. Que o Sumo Pontífice faça um sinal, e todos os jesuítas, desde o geral até ao último noviço, afrontarão com prazer o martírio pela honra do papado.

— E para o honrar — disse Clemente encolerizado — começais por desobedecer às suas ordens?

— Nós cumprimo-las escrupulosamente, Beatíssimo Padre — afirmou com serenidade o jesuíta.

— Cuidado, padre! Eu não estou disposto a tolerar as cavilações da vossa casuística!

— Não há nisto cavilações, Santidade — disse o geral, a quem a chicotada daquela acusação fez purpurear as faces. — O papa ordenava-nos que déssemos de mão às nossas miras ambiciosas, que expulsássemos dentre nós os irmãos corrompidos, simoníacos, concusores; que volvêssemos para as coisas do céu a nossa atividade que aplicávamos à satisfação das nossas ambições políticas.

— E então?

— Então, Santidade, não existem ambiciosos na Companhia Jesus; não existem entre nós jesuítas manchados das graves culpas, que com toda a justiça o Sumo Pontífice quer reprimir. Por isso, não tivemos ocasião de castigar, porque não existiam tais culpas. 

Clemente XIV ficou algum tempo confundido pela audácia desavergonhada daquele homem. Negar as ambições políticas de uma Companhia que, para conseguir os seus fins, não recuara diante assassínio de um rei como Henrique IV, e que ainda agora estava fundando na América, à custa das coroas de Portugal e de Espanha, o império do Paraguai, era uma audácia de que só seria capaz um homem como o padre Ricci.

Todavia, Clemente XIV bem depressa readquiriu o seu terrível sangue frio:

— Está bem. Louvo a diligência do geral da ordem, e não duvido de que ela tenha sido grandíssima, apesar de não ter dado resultado algum. Mas as informações que eu tenho são diferentes, fundado nelas, tomei acerca da Companhia as decisões que ides rever…

— Mas Vossa Santidade…

— Eu julgo como soberano, e inapelàvelmente — disse com altivez o papa. — Desapareceu o momento de discutir, agora chegou o de obedecer.

O geral sentou-se, e o Papa ditou:

‘São suprimidos os conventos dos jesuítas em todos os sítios onde o governo católico do país o exigir por justos motivos de interesse público;

‘Nos outros países o número das casas professas e dos noviciados será reduzida à metade;

‘Será vedado aos jesuítas receberem noviços de idade inferior a vinte anos, quando tenham o consentimento dos pais; e a vinte e cinco, se faltar esse consentimento;

‘Os jesuítas estarão, em todas as dioceses, sujeitos à autoridade do bispo, e deixarão de ter efeito todas as dispensas e privilégios em contrário.

‘É concedido indulto pleno e inteiro aos governos que até hoje se têm apoderado dos bens dos jesuítas, contanto que o produto deles tenha sido aplicado em obras de caridade e de religião’.

Ricci escrevera este fulminante decreto, que num momento destruía a obra de dois séculos, sem que o seu rosto de mármore traísse a menor comoção. Mas quando o papa lhe ordenou que assinasse, o geral ergueu-se.

— Vossa Santidade consinta que eu não assine — disse o geral, pálido e com os dentes cerrados.

— Vós haveis de assinar, padre Ricci. O geral da Ordem deve-me obediência absoluta, segundo o seu juramento, e vós sabeis as penas que se aplicam aos perjuros.

— Eu já não sou geral da Ordem. Queira Vossa Santidade aceitar a minha demissão, e proceder à nomeação do meu sucessor.

— Tende cuidado, padre Ricci! — disse ameaçadoramente Clemente XIV — lembrai-vos de que esta reforma, se for lealmente aceita, é a última esperança de salvação da Companhia.

— Os meus irmãos não aceitarão a salvação oferecida por tão alto preço. A Companhia de Jesus foi instituída por Ignácio de Loyola, sobre as atuais bases, imutáveis; os jesuítas não podem alterá-las sem faltarem ao seu dever. Sint ut sunt, aut non sint — ficam como estão, ou deixam de existir.

— Pois bem! Deixarão de existir! — exclamou Clemente XIV, no auge da indignação.

E correu para a mesa, onde estava já pronta a Bula para a supressão da Companhia de Jesus, maravilhoso documento de perspicácia, de lógica, de verdadeiro sentimento cristão, formidável libelo contra os jesuítas, dirigido por um papa a todo o orbe católico.

Clemente XIV assentou-se e assinou na parte em branco do pergaminho:

‘Dada em Roma, sob o anel do Pescador…

Clemente, Papa XIV’.

— Padre Ricci, curvou-se, como se aquela declaração, que convertia num simples frade um homem até então mais poderoso do que todos os Reis da terra, não lhe causasse a mínima impressão.

— Vossa Santidade resolveu na sua alta sabedoria; — disse ele com humildade — a nós só nos cumpre curvar a cabeça e obedecer. Não me resta senão perguntar a Vossa Santidade que convento me destina para refúgio da minha velhice.

Clemente tocou a campainha.

— O capitão das guardas suíças — ordenou ele ao criado. Quando entrou o capitão, um homenzarrão de aspecto marcial, o papa disse-lhe, apontando para o frade:

— Capitão, tende o cuidado de conduzir o reverendo à fortaleza do Castelo de Santo Angelo. Levai convosco os homens necessários para o cumprimento da vossa missão.

O capitão curvou-se.

— Entregai esta carta ao governador do castelo — acrescentou Clemente XIV, que naquele meio tempo tinha escrito algumas linhas num papel. — Dizei-lhe que a cabeça dele me responde pela execução dessas ordens.

— Vossa Santidade será obedecida — disse o capitão, aproximando-se do frade, para, se fosse preciso, lhe deitar a mão.

Mas o geral dos jesuítas recuou, e com um olhar altivo deteve o capitão à distância; inclinou-se respeitosamente diante do papa, depois cruzou os braços sobre o peito e saiu, acompanhado pelo suíço, como um embaixador que se faz reconduzir pelo seu capitão das guardas.

Mal o padre Ricci tinha desaparecido, o visconde de Savedra, embaixador de Portugal, que do lugar onde estivera escondido não perdera uma sílaba daquele colóquio, saiu do seu esconderijo e lançou-se aos pés do papa.

— Vossa Santidade — disse o português — foi muito além das minhas esperanças. Nunca a autoridade e a majestade de um soberano e de um pontífice encontraram expressões mais nobres. O mundo inteiro, Santo Padre, há de aplaudir a vossa magnânima resolução!

Clemente XIV estava absorvido em profundos pensamentos.

— Vedes esta Bula, visconde? — perguntou ele num tom de voz triste ao embaixador de Portugal.

— A Bula para a supressão dos jesuítas? O monumento que há de eternizar o nome de Clemente XIV?

— Pode ser — disse Clemente, sorrindo com melancolia — mas no entanto lembrai-vos bem disto, visconde, e recordai-o quando chegar a ocasião. Assinando hoje este pergaminho — e pôs a mão sobre a Bula — eu afirmei a minha sentença de morte!

Clemente XIV, que num ímpeto do seu coração generoso expusera a vida para libertar a humanidade de um vampiro insaciável, pagou aquele seu heroico cometimento.

Assaltou-o uma doença misteriosa. Em toda a Europa se faziam votos ardentes para cura do ilustre pontífice, do santo sucessor dos apóstolos, mas esses votos não foram ouvidos.

Afinal, o povo, com o seu instinto infalível, não se enganou. O povo sabia de que moléstia morria o infeliz pontífice.

Clemente XIV morria envenenado.

Do fundo do seu cárcere, no castelo de Santo Ângelo, o padre Ricci dirigia a vingança. Não se contentaram com ver morto o vigário de Cristo, quiseram que a morte dele fosse acompanhada de horríveis sofrimentos, para que de futuro nenhum outro se arriscasse a tentar nada contra a Companhia.

Porque, apesar de suprimida e dispersa, a terrível sociedade existia sempre. Ela já não tinha nem existência oficial nem hábito particular, mas os seus filiados enchiam os salões do Vaticano, rodeavam o mártir moribundo, e misturavam-lhe o veneno na comida e na bebida.

Mas quando afinal Clemente XIV foi morto, quando a implacável crueldade que o tinha ferido já não tinha diante de si senão um cadáver, então é que se manifestou o poder da Companhia de par com a sua ferocidade.

Os médicos tinham descoberto o veneno; terríveis ameaças obrigaram-nos a calarem-se, e o papa foi enterrado sem pompa e sem que o vingassem.

E não foi só isso; apenas ele desceu à sepultura, a satânica alegria dos filiados venceu a cauta prudência habitual da Ordem.

Em breve saíram à luz folhetos e poesias, em que a horrível morte do mal aventurado pontífice era apresentada como um justo castigo, que a Providência quisera aplicar ao destruidor dos jesuítas. A memória do papa foi dilacerada por calúnias sem conto, e os jesuítas, livres do seu grande inimigo, trataram de recomeçar a interrompida obra da conquista do mundo

Tinham eles um formidável ponto de apoio. O governo russo tinha aberto à Companhia as portas do seu império; a diferença de religião não impedira ao déspota compreender que instrumento de tirania eram os padres, e que auxílio eles lhes prestariam para conservar servilmente prostradas as populações católicas.

Assim, tudo fazia supor que dentro de poucos anos já não haveria vestígios do cometimento que o papa Ganganelli pagara com a vida, e que o senhorio loiolesco se restabeleceria com todo esse aumento de força e de prestígio, que resulta das lutas de que se sai vencido”.

Eu não posso deixar que venham prosperar quaisquer dúvidas em relação a todo e qualquer assunto que se encontre inserido nesta minha explanação de A Filosofia da Administração. Em sendo assim, eu assumo a devida obrigação de esclarecer a todo e qualquer questionamento que porventura venha se fazer na mente do amado leitor.

As indagações são as seguintes: Como poderia o autor da obra narrar os diálogos havidos entre os interlocutores se ele mesmo não presenciou a esses diálogos? Como poderia o autor da obra narrar os fatos acontecidos se ele mesmo não presenciou a esses fatos, e se não existem documentos históricos que venham a comprová-los? Como poderia o autor da obra constatar plenamente a realidade de tudo aquilo que escreveu, sem incorrer em equívocos? Como poderia o autor da obra descrever todos os males que existiam nas almas dos jesuítas?

Acredito que essas indagações podem ser as únicas dúvidas em relação ao assunto ora em questão, pois que quaisquer outras que porventura venham a surgir devem se encontrar inseridas no contexto de todas elas, ou, pelo menos, podem ser induzidas, tendo por base as suas respostas, ou as suas explicações. Então eu vou elucidar a todas essas indagações, como é a minha máxima obrigação.

A aura é o campo que circunda o corpo fluídico de todos os seres, do ser atômico ao ser humano, sem que haja qualquer exceção, sendo através da aura que ocorre a interação entre os seres. Todos os mundos são formados por seres. O mundo Terra, portanto, é formado por seres. O conjunto das auras de todos os seres que se encontram habitando o mundo Terra forma a sua aura, ao que podemos denominar de atmosfera terrena. Assim como os seres interagem uns com os outros por intermédio das suas auras, os mundos também interagem uns com os outros através das suas auras. Isto implica em dizer que tudo aquilo que os seres habitantes deste planeta Terra manifestam, por conseguinte, é manifestado por intermédio das suas auras, para que assim possa ocorrer uma interação entre todos os seres. Em sendo assim, todas as manifestações que partem das auras dos seres habitantes da Terra, vão se alojar na atmosfera terrena, que é aura do planeta, para que assim possa ocorrer a interação entre os mundos.

O ser humano possui a capacidade espiritual de perceber e captar todas as manifestações dos seres habitantes deste mundo, cujas manifestações emanam das suas auras, que vão se alojar na aura terrena, ou em sua atmosfera. Todas as manifestações dos seres emanam das suas auras, que são emanadas por intermédio das vibrações magnéticas, das radiações elétricas e das radiovibrações eletromagnéticas, as quais são todas consequências do acervo que foi adquirido no decorrer do processo da evolução.

Foi justamente captando a todas essas vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas, que o autor Ernesto Mezzabotta conseguiu escrever toda a sua obra acerca do papa negro, assim como foi também que o Racionalismo Cristão conseguiu escrever a obra intitulada A Verdade Sobre Jesus, pois que não existem documentos históricos que venham a fornecer subsídios para a narrativa da história do nosso Redentor.

Cabe agora ao querido leitor racionar profundamente acerca das suas vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas, que em conformidade com a natureza dos seus sentimentos e dos seus pensamentos, tanto podem formar correntes que irão se dirigir diretamente ao Astral Superior como também ao astral inferior, ressaltando-se aqui que as rezas e orações irão formar correntes negras diretamente com o astral inferior.

 

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