16.05- Urbano II

Prolegômenos
9 de julho de 2018 Pamam

Era intensa a guerra astral travada entre Jeová, o deus bíblico, e Alá, o deus alcorânico, ou Lúcifer, cada qual com os seus exércitos de anjos negros, ambos querendo destruir o credo do inimigo, pois que os credos formam o ambiente fluídico trevoso adequado para as ações desses espíritos obsessores. Vejamos algumas passagens da Bíblia e do Alcorão, os quais são tidos como livros sagrados, mas que são ambos extremamente perigosos, pois que além de mentirosos são também belicosos:

BÍBLIA

ALCORÃO

Gênesis

 2:1

Assim foram acabados os céus, e a terra, e todo o seu exército.

V, 73

Sim, aqueles que dizem: Deus é o terceiro de três são ímpios… Se não renunciarem ao que dizem, um terrivel castigo cairá sobre eles.

Isaías

 34:2 a 5

Porque Jeová tem indignação contra todas as nações e furor contra todo o seu exército. Ele terá de devotá-las à destruição; terá de entregá-las ao abate. E seus mortos serão lançados fora; e quanto aos seus cadávares, ascenderá o seu mau cheiro; e os montes terão de derreter-se por causa do sangue deles. E todos os do exército dos céus terão de apodrecer. E os céus terão de ser enrolados, como o rolo dum livro; e todo o seu exército terá de engelhar-se, assim como se engelha a folhagem da videira e como o figo engelhado da figueira.

Pois a minha espada certamente ficará encharcada nos céus. Eis que descerá sobre Edom e sobre o povo que em justiça devotei à destruição.

IX, 29

Combatei contra aqueles que não acreditam em Alá, que julgam lícito aquilo que Alá e seu profeta declararam ilícito, assim como contra aqueles dos povos do Livro que não praticam a religião verdadeira, até que paguem o tributo, humilhados e com suas próprias mãos.

Jeremias 28:2

Assim disse Jeová dos exércitos, o Deus de Israel: Vou quebrar o jugo do rei de Babilônia.

VIII, 39

Combatei-os… até que não exista outra religião senão a de Alá.

Lucas 21:20 e 24

 

Outrossim, quando virdes Jerusalém cercada por exércitos acampados, então sabei que se tem aproximado a desolação dela… e cairão pelo fio da espada e serão levados cativos para todas as nações; e Jerusalém será pisada pelas nações, até se cumprirem os tempos designados das nações.

 

IX, 5

Fazei-os prisioneiros! Sitiai-os! Armai emboscadas contra eles!

Apocalipse 9:16

E o número dos exércitos de cavalaria era de duas miríades de miríades: ouvi o número deles.

VIII, 67

Nenhum profeta pode fazer prisioneiros sem antes ter praticado massacres na terra.

Apocalipse

19:14

 

Seguiam-no também os exércitos que havia no céu, em cavalos brancos, e eles se trajavam de linho fino, branco puro.

 

XLVII, 35

Não afrouxeis e não pedi paz enquanto sejais os mais fortes.

Os papas, assim como também os sacerdotes que praticam o falso cristianismo, são todos instrumentos de Jeová, por isso alguns papas já haviam sido instrumentos de Jeová para promoverem a guerra entre “cristãos” e muçulmanos. Gerberto, como Silvestre II, havia apelado para a falsa cristandade no sentido de salvar Jerusalém, e assim uma fracassada expedição desembarcara na Síria por volta de 1001. Gregório VII, em meio a uma fatigante luta com Henrique IV, exclamara: “Preferia expôr a minha vida na libertação dos lugares santos a reinar sobre o Universo”. Note-se aqui que os papas trazem consigo o intuito de reinar. A disputa estava ainda aquecida quando Jeová conseguiu o seu intento de estender a guerra que travava com Alá, ou Lúcifer, em plano astral inferior, tendo Urbano II como o seu valioso instrumento.

O papa Urbano II, período de 1088 a 1099, obediente às determinações de Jeová, presidiu o Concílio de Piacenza, em março de 1095, tendo apoiado o apelo dos legados de Aleixo I, imperador bizantino, no conclave, mas aconselhou uma espera até que uma assembleia mais amplamente representativa pudesse considerar uma guerra contra o Islã, pois ele desejava canalizar a pugnacidade desordenada dos barões feudais e dos aventureiros normandos em uma guerra santa para salvar a Europa e Bizâncio do Islã, ao mesmo tempo em que sonhava trazer a Igreja Oriental novamente sob o domínio papal, com Roma mais uma vez passando a ser a capital do mundo, e para isso seria necessário fazer a guerra.

De março a outubro de 1095, percorreu a Itália do norte e a França do sul sondando os chefes e assegurando o apoio necessário para a guerra que pretendia travar contra o Islã. Em Clermont, no Auvergne, reuniu-se o concílio histórico, quando então milhares de pessoas, assediadas e influenciadas pelos anjos negros de Jeová, vieram de centenas de comunidades, instalaram as suas tendas ao ar livre, reuniram-se em uma assembleia que nenhum salão poderia abrigar, e assim se formou o ambiente fluídico favorável, quando então o povo passou a vibrar de emoção quando Urbano II se levantou em uma plataforma erguida no meio deles e se dirigiu a eles em francês, proferindo um dos discursos mais belicosos da história medieval, originando assim as Cruzadas, através das seguintes palavras:

Ó raça de francos! Raça amada e eleita de Deus!… Dos confins de Jerusalém e de Constantinopla, chegou-nos uma notícia dolorosa, a qual diz que uma raça amaldiçoada, inteiramente afastada de Deus, invadira violentamente as terras desses cristãos e as despovoara com pilhagem e fogo. Essa raça levou uma parte dos cativos para sua própria terra e matou a outra por meio de cruéis torturas. Eles destroem os altares, depois de os profanarem com sua impureza. O reino dos gregos está agora desmembrado e privado de um território tão vasto que não pode ser atravessado em dois meses.

Sobre quem repousa então a tarefa de vingar essas afrontas e de reconquistar este território se não sobre vós — a quem, acima de todos os outros, Deus conferiu uma notável glória em armas, grande bravura e força a fim de humilhar as cabeças daqueles que vos resistem? Que os feitos de vossos ancestrais vos encorajem — a glória e a grandeza de Carlos Magno e outros monarcas vossos. Que o Santo Sepulcro do Nosso Senhor o Salvador, agora na posse de nações impuras, vos faça erguer-vos e aos santos lugares que se acham agora manchados com poluição… Que nenhuma de vossas posses vos atenha, nem a ansiedade pelos vossos assuntos familiares. Pois esta terra onde habitais, cercada de todos os lados pelo mar e pelas montanhas, é agora demasiado pequena para a vossa grande população; mal fornece suficiente alimento para os seus cultivadores. Eis porque vós vos matais e devorais uns aos outros, por que desencandeais guerra e muitos de vós pereceis em lutas intestinas.

Façamos, portanto, com que o ódio vos abandone; que vossas disputem terminem. Entrai no caminho para o Santo Sepulcro; arrebatai aquela terra de uma raça perversa e submetei-a a vós próprios. Jerusalém é uma terra mais frutuosa de que todas as outras, um paraíso de delícias. Aquela cidade real, situada no centro da terra, implora que vades em seu socorro. Empreendei esta viagem seriamente para a remissão de vossos pecados e estejais certos da recompensa, da glória imperecível no Reino do Céu”.

Estando todos deveras insuflados pelo astral inferior, mais precisamente pelos espíritos obsessores que são os anjos negros de Jeová, ergueu-se no meio deles uma exclamação: Dieu li volt! Quer dizer: Deus o quer! Pois era esse justamente o objetivo de Jeová. Urbano II aceitou a exclamação e conclamou a assembleia a torná-la como sendo o seu grito de guerra, aconselhando aqueles que iriam empreender a Cruzada a usarem uma cruz na testa ou no peito. Diz Guilherme de Malmesbury, “Imediatamente alguns nobres, lançando-se aos pés do papa, ofereceram-se e as suas propriedades aos serviço de Deus”; obviamente que do deus bíblico. Milhares de pessoas do povo comum se comprometeram do mesmo modo, e até monges e eremitas abandonaram os seus retiros e se tornaram soldados, todos pensando que eram soldados de Jesus, o Cristo, como se o nosso Redentor tivesse algum exército, tal como Jeová, o deus bíblico, que se diz senhor dos exércitos.

O papa belicoso e responsável pela morte de milhares e milhares de pessoas, inclusive mulheres e crianças, por pilhagens, estupros, e tudo o mais que de ruim os credos e as suas seitas podem proporcionar ao mundo, em sua fúria incontida, ávido por vingança, em sua ânsia tresloucada por exterminar os muçulmanos, sempre ao serviço do astral inferior, passou a visitar outras cidades, como Tours, Bordéus, Tolosa, Montpellier, Nimes e outras, e durante nove meses pregou as Cruzadas. Quando retornou para Roma após dois anos se dedicando à guerra e ao morticínio, foi estusiasticamente aclamado pela cidade.

A partir daí, o papa genocida, sem nenhuma oposição mais séria, assumiu a autoridade de livrar os cruzados de obrigações que viessem a prejudicar a Cruzada, libertou o servo e o vassalo da lealdade aos seus senhores durante a guerra, conferiu a todos os cruzados o privilégio de serem julgados por cortes eclesiásticas, ao invés das cortes feudais, e lhes garantiu a proteção episcopal às suas propriedades durante as suas ausências; ordenou uma trégua em todas as guerras entre os “cristãos”, embora não pudesse cumprir a essa sua ordenação; e estabeleceu um novo princípio de obediência acima do código da lealdade feudal. Toda a falsa cristandade se comoveu como nunca, enquanto se preparava febrilmente para a guerra santa.

Os católicos, sendo detentores da mais extrema ignorância, acrescida de uma estupidez sem tamanho, acreditam piamente ser esse papa patife e monstruoso um servo do seu deus, que na realidade o é sim, um servo dos deus bíblico, do pavoroso Jeová, escravo dos seus desejos intemperados. Após nós vermos o islamismo de Lúcifer, iremos ver as guerras que foram geradas pelas Cruzadas, e todos os seus malefícios.

 

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