15.10- A Epistemologia e as crenças nos credos e nas suas seitas

Prolegômenos
9 de julho de 2018 Pamam

Os conhecimentos metafísicos acerca da verdade são captados do Espaço Superior, por intermédio da percepção oriunda do órgão mental denominado de criptoscópio, sempre com base na moral, para que de posse dela o captador consiga se elevar às alturas na sua busca, sendo eles transmitidos através de teorias “a priori” para toda a nossa humanidade, tendo o autor dessa obra o cuidado de inserir princípios saperológicos nesses conhecimentos, para que assim eles possam formar uma saperologia, ficando ao alcance da compreensão humana. Com os conhecimentos metafísicos acerca da verdade sendo transmitidos através de uma saperologia, todo o seu contexto de conhecimentos pode ser denominado de doutrina.

A seguir, a própria Saperologia vem proceder ao estudo crítico dessa doutrina, utilizando-se das experiências físicas acerca da sabedoria criadas do Tempo Futuro, por intermédio da compreensão oriunda do órgão mental denominado de intelecto, sempre com base na ética, para que de posse dela o criador consiga se transportar às distâncias no tempo na sua busca, sendo elas transmitidas através de teorias “a posteriori”. Esse estudo crítico deve ser efetuado com base na lógica, que é a arte de raciocinar com acerto, portanto, com base na racionalidade, tendo como escopo a própria naturalidade das coisas contidas na natureza, sem se deixar enveredar pelos caminhos da ilusão da matéria e do devaneio do sobrenatural, sem jamais aceitar os mistérios, os milagres e tudo o mais que venha a ser contrário às leis espaciais, aos princípios temporais e aos preceitos universais. Com as experiências físicas acerca da sabedoria sendo transmitidas através de uma veritologia, todo o seu contexto experimental pode ser denominado de sistema. A tudo isto os estudiosos denominam acertadamente de Epistemologia, que é o estudo saperológico do conhecimento metafísico acerca da verdade, portanto, o seu estudo crítico, pelo fato de ter por base a criteriologia e a crítica, já que as ciências, embora se situem abaixo da Saperologia, assim exige que seja feito.

Antes desta explanação de A Filosofia da Administração, o principal problema na Epistemologia era compreender exatamente o que era necessário para que nós pudéssemos obter os conhecimentos verdadeiros. Mas agora, com a explanação acerca da formação e do desenvolvimento da nossa inteligência, por intermédio da identificação dos nossos órgãos mentais, assim como também das suas funções, esse problema epistemológico se encontra enfim solucionado.

E em estando esse problema epistemológico enfim solucionado, pode-se também compreender, até com certa facilidade, como os conhecimentos se encontram estreitamento ligados com as experiências, sendo, mais especificamente, as suas verdadeiras fontes. Do mesmo modo, a verdade se encontra estreitamente ligada com a sabedoria, sendo óbvio e ululante que somente ambas estando unidas, irmanadas, congregadas, a nossa humanidade pode alcançar, finalmente, a tão preciosa razão. E assim também se explica o porquê da existência das teorias “a priori” e das teorias “a posteriori”, que estando do mesmo modo unidas, irmanadas, congregadas, formam as verdadeiras teorias.

Fica plenamente demonstrada assim, então, a capacidade humana para desvendar os segredos da vida e os enigmas do Universo, sem que sejam necessárias quaisquer revelações tidas como sendo divinas por parte de um suposto deus, como é o caso que encontramos na Igreja Católica e em suas seitas, assim como também encontramos em Maomé, em que a doutrina do seu credo é toda baseada em revelações de supostos anjos, que não passavam de espíritos obsessores decaídos no astral inferior, já que ele era um médium vidente e ouvinte.

Já a crença é uma opinião íntima que se adota com base na fé credulária, sem qualquer respaldo saperológico, daí a razão pela qual serem todas esteadas com base em mentiras e invenções advindas do astral inferior, geralmente por intermédio dos sacerdotes, cuja classe se intitula, acertadamente, em sua suprema inferioridade, representante na Terra de um deus bíblico por ela adorado e por ela manipulado livre e sorrateiramente, segundo as suas próprias conveniências. Daí a razão desse deus-marionete condenar aos seres considerados como sendo ímpios ao fogo ou ao castigo eterno do inferno, sendo por isso temido, adorado, propiciado, reverenciado, glorificado e abençoado pelos credulários, que sendo medrosos e estando humilhados com os joelhos ao chão, curvando a coluna vertebral, estendendo as mãos para frente e voltando as suas palmas para cima, entortando a cabeça para um lado e voltando os olhos para cima, suplicam desesperadamente a misericórdia desse deus, mas sem se esquecerem de realizar todo o tipo de peditório, sempre para si e para os seus, quando, na realidade, deveriam pedir por toda a humanidade, caso fossem solidários, e caso esse deus de mentira pudesse realmente atender.

Então não existe qualquer relação entre o conhecimento e a crença. Qual é a relação que pode existir entre a verdade e a mentira? Nenhuma; a não ser os seus sentidos opostos. Por essa razão, o crente é aquele que tem a fé credulária, que ele julga equivocadamente seja religiosa, quando, na realidade, é credulária, que simplesmente acredita sem qualquer base racional, por se achar convencido de que a sua crença tem alguma procedência verídica, sem que consiga compreender que nada daquilo que ele acredita passou pelo crivo de pelo menos uma epistemologia própria, pessoal, já que prefere se encontrar submisso àquilo que foi persuadido pela classe sacerdotal, e assim permanecer fiel às suas pregações mentirosas, considerando-se imbecilmente convencido de que o credo que está seguindo é o correto.

As doutrinas dos credos e das suas seitas são impregnadas nas almas dos seres humanos desde a infância, enraizando-se fortemente em suas mentes, por essa razão se torna muito difícil extrair as crenças das suas mentes e torná-la acessível para que a verdade possa penetrar com todo o seu esplendor. Para tanto, faz-se necessário a utilização do raciocínio, mas os crentes não querem raciocinar, por hipótese alguma. Luiz de Mattos queria a todo o custo que os seres humanos raciocinassem, nem que fosse preciso ser à força, mas não conseguiu lograr êxito nesse seu intento. Mas nós somos diferentes, pelo fato de sermos mais criadores, e menos captadores, então vamos fazer com que todos raciocinem à força, não com a utilização da força bruta, mas com a utilização do nosso poder criador, quando então haverá uma peste de loucura no mundo, como o nosso Espírito Santo mesmo previu em uma das suas obras, o que se dará no momento oportuno, na ocasião mais adequada.

Sendo sabedores disso, quer dizer, da impregnação das suas crenças nas mentes dos seres humanos a partir da infância, a Igreja Católica procurou ministrar o ensino das suas crenças nas mentes de todas as crianças habitantes deste nosso planeta, a partir da mais tenra idade, há muitos séculos atrás, obtendo pleno êxito nesses seus objetivos escusos, o que pode ser constatado com a imensa quantidade dos seus arrebanhados. O próprio Albert Einstein é ciente deste fato, já que afirma o seguinte: “O senso comum é a coleção de preconceitos adquiridos por dezoito anos. A maioria das pessoas acredita na religião que lhe foi ensinada na infância”. Sendo ele ainda ignorante, confunde aqui religião com credo.

Pelo que nós estamos podendo constatar, a mentira continua vingando neste mundo mesmo após a verdade haver aparecido. Assim, somente com a explanação da verdade, por intermédio da sabedoria, com ambas juntas alcançando a razão, é que a mentira deixará de existir por todo o sempre. Conclusão: a mentira tem a sua própria força, assim como tudo o que seja prejudicial, mas por tempo limitado.

 

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