15.07- A moral da doutrina católica

Prolegômenos
8 de julho de 2018 Pamam

Caso a doutrina católica tivesse adotado desde o início do catolicismo o bom senso de compreender a verdadeira moral como sendo a parte da Veritologia que trata a respeito dos atributos individuais superiores, portanto, dos bons costumes, dos bons hábitos, dos deveres que o ser humano tem para consigo mesmo, que se refletem na regulação do seu modo de proceder para consigo mesmo, por ocasião da manifestação de suas ações, por intermédio de um corpo de leis estabelecido para dirigir a conduta do ser humano individualmente, segundo a justiça e a equidade natural que regem os predicados da honestidade, da dignidade, da hombridade, do pudor, etc., que trata da ordem das coisas em si mesmas, a nossa humanidade teria progredido muito mais, e não estaria vivendo nesse caos em que todos os seres humanos estão vivendo.

E caso tivesse adotado também o bem senso de compreender que atributo individual é tudo aquilo que é próprio ou peculiar do ser humano, em sua natureza particular, podendo ser entendido gramaticalmente como sendo tudo aquilo que se afirma ou que se nega do sujeito, poderia então compreender ainda que a moral compreende o único rol de atributos individuais que se adquire ao evoluir por intermédio da propriedade da Força, podendo ser considerada como sendo o conjunto dos atributos superiores do espírito, que revelam as principais características individuais do ser humano, então poderia considerar em seus ensinamentos outros atributos individuais superiores de suma importância, tais como a coragem, a sinceridade, a determinação, a atenção, o zelo, e tantos e tantos outros que constituem a personalidade humana.

Assim é a moral, pois à medida que os seguidores da propriedade da Força vão exercendo as suas atividades básicas, eles vão obtendo dessa propriedade de Deus os atributos individuais superiores correspondentes, formando assim as qualidades morais que os caracterizam. É com base na moral que essas qualidades vão distinguindo aqueles que são seguidores da propriedade da Força, os que buscam a verdade, daqueles que são seguidores da propriedade da Energia, os que buscam a sabedoria, com base na ética, mas que tanto a moral como a ética devem ser adquiridas, para que assim o espírito possa se tornar realmente educado. É por essa razão que os moralistas se tornam seres ontológicos, pois que tratam do absoluto, das causas, enquanto que os éticos se tornam seres empíricos, pois que tratam do relativo, dos efeitos. Ressaltando-se aqui que caso o lado empírico venha a ser considerado como sendo simplesmente tentativa e erro na busca pelos acertos da vida, de posse da sabedoria o ser aprende tanto com os erros como com os acertos, pois que a experiência é a sua fonte do saber.

Poderia a doutrina católica então compreender, enfim, que a Veritologia dá como resultado a moral, que a Saperologia dá como resultado a ética, e que a Ratiologia, coordenando a Veritologia e a Saperologia, portanto, a moral e a ética, dá como resultado a educação do ser humano, ou do espírito, assim como do mesmo modo, analogamente, a política dá como resultado o Direito. Isto quer dizer, em outros termos, e mais claramente, que a Veritologia é o princípio gerador da moral, que a Saperologia é o princípio gerador da ética, e que a Ratiologia é o princípio gerador da educação, assim como do mesmo modo, analogamente, a política é o princípio gerador do Direito. Ou ainda, que na Veritologia a moral é o rol dos atributos individuais superiores adquiridos pelo ser humano, ao se evoluir por intermédio da propriedade da Força, que na Saperologia a ética é o rol dos atributos relacionais positivos adquiridos pelo ser humano, ao se evoluir por intermédio da propriedade da Energia, e que na Ratiologia se tem a coordenação do rol de todos os atributos individuais superiores e relacionais positivos, ao se evoluir por intermédio da propriedade da Luz, no exercício da atividade básica, do mesmo modo que o Direito, analogamente, é o principal resultado obtido pelo ser humano, ao militar no campo da política, tanto que são os políticos quem fazem as leis.

Assim, os seus sacerdotes poderiam se esclarecer e, por conseguinte, serem cônscios de que para que os seres humanos consigam fazer valer a capacidade dos seus criptoscópios, a fim de se alçarem ao Espaço Superior e captarem os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, utilizando-se das suas percepções, é imprescindível que hajam conquistado a moral, pois é ela quem permite tal translado ao Espaço Superior, como também permite que seja possível as intuições espirituais de natureza transcendente, tudo isso para que os conhecimentos metafísicos possam ser percebidos, captados e transmitidos para este mundo. Deste modo, poderiam ser realmente os verdadeiros praticantes da moral, estando cientes de que ela é a parte da Veritologia que trata das regras da conduta humana, dentro dos bons costumes e dos hábitos salutares, e estabelece o domínio do espírito ou da inteligência sobre a ilusória matéria e sobre o devaneio sobrenatural.

Mas assim infelizmente não acontece, porque a doutrina católica ensina que é a revelação divina que apresenta as regras para um bom relacionamento dos homens entre si e para com o deus bíblico, desprezando totalmente a capacidade humana para auferir os bons predicados da moral, e também a confundindo com a ética, já que também assim trata das regras de relacionamentos. Essa ética católica assim posta, sendo confundida com a moral, toma por base uma espécie de desafio da dádiva de si mesmo aos outros e ao deus bíblico. Portanto, essas regras católicas devem ser praticadas no cotidiano, para que possa libertar o homem da escravidão do pecado, que é considerado como sendo um autêntico abuso da liberdade, ao invés de considerarem os exercícios das práticas da ética como sendo indispensáveis para o aperfeiçoamento da personalidade humana.

No entanto, isso acontece porque na visão católica o homem só é livre se conseguir ser melhor, não por si mesmo, pelo seu próprio esforço desprendido, pelo renúncia aos prazeres puramente terrenos, tal como Jesus, o Cristo, assim procedeu, porém sendo atraído por algo que ela não define com precisão que seja atraído para o bem e para o belo, mas que em seu contexto pode ser definido como sendo a bondade e as bem-aventuranças, que servem de lastro para a conduta moral considerada como se fosse cristã, sendo esta indispensável para o caminho da salvação, que é iniciada pela graça santificante do batismo, que a justifica. Então, vejam só que falta de senso, para a Igreja Católica a moral passa a ser adquirida com o batismo, que vai tornando o homem detentor da bondade e das bem-aventuranças. Em resumo: aqueles que não são batizados, não são detentores da moral. Mas a Igreja Católica é mais do que ciente de que a maioria dos maiores criminosos do mundo são por ela batizados.

Para o catolicismo, a transgressão de uma regra moral implica na escolha do mal, daí a razão do cometimento de pecados, mas que em compensação as intenções, as consequências e as circunstâncias podem anular ou atenuar as responsabilidades de quem assim age. No entanto, isso não pode nunca alterar a qualidade moral dos próprios atos, uma vez que para a doutrina católica o fim não justifica os meios.

A extrema ignorância da Igreja Católica acerca da evolução espiritual humana, em que os seres humanos vão adquirindo a moral e a ética pouco a pouco, portanto, a educação, com alguns deles já as tendo adquirido em patamares elevadíssimos, outros em patamares menos elevados, vários em patamares suficientes, a maioria em patamares insuficientes, e o restante apenas sendo sabedores da sua existência, mas ainda sem a terem adquirido o bastante para as suas práticas na vida, enseja a que ela acredite, equivocadamente, que todos os homens possuem dignidade, pelo fato de considerar que ela se encontra radicada na sua criação genesíaca, quer dizer, na imagem e semelhança do deus bíblico, o que implica necessariamente que os homens possuem liberdade e consciência moral.

Assim, para a Igreja Católica, a liberdade é uma capacidade inalienável do homem para que ele possa escolher entre o bem e o mal, pois que ela foi dada pelo deus bíblico. Esse poder único, que “atinge a perfeição quando é ordenada para Deus”, torna o homem responsável pelos seus atos deliberados, devido a sua consciência moral. Daí a afirmativa de que “a escolha do mal é um abuso da liberdade, que conduz à escravatura do pecado”.

Já em relação à consciência moral, a Igreja Católica afirma que quando os homens a escutam corretamente, qualquer um pode perceber a qualidade moral de um ato, permitindo-lhe assumir a sua responsabilidade, pelo fato de conseguir ouvir a voz do deus bíblico, que o ordena a praticar o bem e a evitar o mal, como se toda a conduta humana pudesse ser dirigida pelas ordenações desse deus bíblico e dos seus anjos negros, que somente praticam o mal, retirando do ser humano o seu livre arbítrio e a opção de pautar as suas ações segundo vão lhe apontando os seus pensamentos, sendo ainda que, caso fosse realmente assim, as ordenações do deus bíblico seriam todas desobedecidas, já que os seres humanos dificilmente agem com consciência moral, principalmente os sacerdotes católicos, que são instrumentos de Jeová e das suas falanges obsessoras de anjos negros.

No entanto, batendo sempre na mesma tecla errônea de que todos os homens possuem dignidade, a doutrina católica insiste que o ser humano não deve ser impedido ou obrigado a agir contra a sua consciência, se bem que esta também possa produzir juízos errados. Logo, é preciso educá-la e retificá-la, para que ela possa estar cada vez mais em sintonia com a vontade divina, com a razão e com a lei do deus bíblico, notadamente com os mandamentos do amor e com a regra de ouro ensinada por Jesus, o Cristo, que diz: “Não queiras para o outro, aquilo que não queres para ti”; da qual a Igreja Católica tem noção, mas que jamais a praticou, bastando apenas citar a Inquisição, para poupar as palavras relativas aos seus demais crimes.

Com relação a esses mandamentos do amor, não se pode deixar de ressaltar tamanha ignorância e estupidez no que se refere ao amor. Desconsiderando o amor familiar, que é apenas um simples arremedo do amor espiritual, caso este fosse produzido pelos seres humanos por intermédio de mandamentos, essa produção perderia totalmente a sua espontaneidade, a sua pureza, a sua conquista pelo esforço empregado na evolução espiritual, sendo então produzido por força de mandado, de ordem vinda do além, como se fosse na guerra, tal como a voz que dá o comandante no manejo das armas. Por essa razão, nem os mandamentos da lei do deus bíblico, e tampouco os mandamentos da “santa madre igreja”, estes através dos cinco preceitos que ela manda guardar a todos os falsos cristãos, que são ouvir missa, confessar-se, comungar, jejuar e pagar os dízimos e primícias, jamais poderão ser capazes de fazer com que os seres humanos possam produzir o verdadeiro amor, que é de natureza puramente espiritual.

Estando totalmente alheia às conquistas dos atributos espirituais através da evolução, a doutrina católica acredita que a lei moral, que afirma ser a lei do seu deus, por conseguinte, ser uma obra divina, prescreve aos católicos uma conduta que os levam à salvação e a felicidade eterna, rigorosamente dentro dos padrões relativos aos cultos e as práticas católicas, proibindo-os dos caminhos que os desviam do deus bíblico e do seu amor. Essa lei do deus católico é considerada como se fosse uma lei natural, que está escrita por esse mesmo deus, vejam só que aberração, no coração de cada ser humano, que não passa de um músculo, tanto pela antiga lei, que se encontra revelada no Antigo Testamento, como pela nova lei, que se encontra revelada no Novo Testamento, este último por intermédio de Jesus, o Cristo, ignorando completamente que o nosso Redentor afirmou que “Só a verdade poderá livrar a humanidade das garras da ignorância, levando-a para o cumprimento do dever”, desqualificando assim completamente o Velho Testamento como se fosse verdade, pois tudo que lá se encontra é mentira por cima de mentira. Em sendo assim, esse deus bíblico poderia escrever a sua lei natural não somente no coração de cada ser humano, mas também no seu fígado, nos seus rins, ou nos seus pulmões, sendo, porém, mais apropriado os intestinos, cujo conteúdo é totalmente compatível com a sua natureza que exala um odor desagradável.

Essa lei natural católica “manifesta o sentido moral originário”, que permite ao homem diferenciar o bem e o mal, pela razão e pela sua consciência. Vejam só, sem a mínima noção do que sejam a razão e a consciência. Considerando que todos os homens percebem a essa lei natural, sejam eles fiéis ou infiéis, ela se torna de cumprimento universal e obrigatório. No entanto, sem que tenha também a mínima noção do que sejam a percepção e a compreensão, a doutrina católica vem afirmar que nem sempre essa lei natural é totalmente compreendida, em virtude do pecado. Daí a razão de Santo Agostinho vir com as suas baboseiras de sempre, afirmando que o deus bíblico “escreveu nas tábuas da lei o que os homens não conseguiam ler nos seus corações”, dando assim origem à antiga lei, que é a primeira etapa da revelação tida como sendo divina e que se encontra resumida nos dez mandamentos, que Moisés, um médium vidente e ouvinte, que via, ouvia e falava com os espíritos do astral inferior, recebeu das mãos do deus bíblico, os quais foram escritos pelos seus próprios dedos em uma tábua qualquer de madeira.

No entanto, essa antiga lei, sendo considerada imperfeita pela Igreja Católica, que assim reconhece irretratavelmente a imperfeição do seu deus bíblico, segundo ela, prepara e predispõe à conversão e ao acolhimento do Evangelho e da nova lei, os quais são a perfeição e o cumprimento, embora não representem a substituição da lei natural e da antiga lei. Essa nova lei se encontra em toda a vida nas pregações de Jesus, o Cristo, e dos apóstolos, em que o Sermão da Montanha é a sua principal expressão, sendo ela já perfeita e plenamente revelada, que se resume no mandamento do amor ao deus bíblico e ao próximo, considerada por Tomás de Aquino como sendo “a própria graça do Espírito Santo, dada aos crentes em Cristo”.

Para o Deus verdadeiro, que é o Todo, a Inteligência Universal, todos os seres, sem qualquer exceção, fazem parte da Sua Essência, dos seres atômicos aos seres humanos, que evoluem adquirindo as Suas Propriedades da Força, da Energia e da Luz, conforme ensina o Racionalismo Cristão. Mas para a Igreja Católica, Moisés, considerado como sendo o grande profeta do Antigo Testamento, traz os dez mandamentos somente ao povo do deus bíblico, com os demais povos não sendo pertencentes a esse deus, para o bem da nossa humanidade, com esses dez mandamentos representando a síntese de toda a lei desse deus e a base mínima e fundamental da moral católica, com ela exigindo dos seus fiéis o cumprimento obrigatório dessas leis, que não são seguidas nem sequer pelos seus sacerdotes. Quem não seguir a essas leis comete pecado, que tanto pode ser um pecado venial como um pecado mortal, dependendo da gravidade da transgressão realizada pelo pecador.

É óbvio que Jesus, o Cristo, jamais ensinou que esses dez mandamentos recebidos por Moisés diretamente do deus bíblico deveriam ser seguidos pelos seres humanos, pois um espírito extremamente elevado como ele não iria ensinar tal disparate inverídico, o que comprova plenamente as mentiralhas bíblicas quando esse livro perigoso, por ser oriundo das trevas, faz constar em Mateus 19:16-21 o seguinte:

E eis que alguém, aproximando-se, disse-lhe: ‘Instrutor, que preciso fazer de bom, a fim de obter a vida eterna’? Ele lhe disse: ‘Por que me perguntas sobre o que é bom? Há um que é bom. Se queres, porém, entrar na vida, observa continuamente os mandamentos’. Disse-lhe ele: ‘Quais’? Jesus disse: ‘Ora, não deves assassinar, não deves cometer adultério, não deves furtar, não deves dar falso testemunho, honra pai e mãe, e, tens de amar o teu próximo como a ti mesmo’. O jovem disse-lhe: ‘tenho guardado a todos estes; que me falta ainda’? Jesus disse-lhe: ‘Se queres ser perfeito, vai vender teus bens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu, e vem, sê meu seguidor’”.

Mas os sacerdotes católicos não possuem qualquer tesouro nesse céu, pois ao invés de venderem os seus bens para dar aos pobres, arrecadam cada vez mais dos incautos cretinizados que lhes seguem, com o papa sentado em um trono, usufruindo dos palácios vaticânicos, sendo banqueiros e donos de uma riqueza incalculável. E também, em completa desobediência ao seu deus bíblico, a doutrina católica resume esses dez mandamentos bíblicos em apenas dois, que são os seguintes: amar ao deus bíblico sobre todas as coisas, já que ele é extremamente ciumento e iracundo, e amar ao próximo como a nós mesmos, cuja forma do amor católico é queimando, assassinando e torturando aos seus próximos, além de fazer as guerras.

Para a doutrina católica, a virtude é uma qualidade moral que se opõe ao pecado, por intermédio da qual uma pessoa se dispõe a fazer o bem, sendo para ela “o fim de uma vida virtuosa se tornar semelhante a Deus”, quer dizer, ao deus bíblico, cuja imagem e semelhança os seres humanos detentores da verdadeira moral, os que realmente são virtuosos e têm caráter, rejeitam e mantêm a distância mais longa possível.

Segundo a Igreja Católica, existe uma grande variedade de virtudes que derivam da razão e da fé credulária humanas. Estas, que ela denomina de virtudes humanas, regulam as paixões e a conduta moral humanas, sendo as mais importantes as virtudes cardinais, em número de quatro, que são as seguintes: a prudência, a justiça, a fortaleza e a temperança. No entanto, para que as virtudes humanas possam atingir as suas plenitudes, elas têm que ser vivificadas e animadas pelas virtudes teologais, que “têm como origem, motivo e objeto imediato o próprio Deus”, obviamente que o deus bíblico. Essas virtudes teologais são infundidas no homem com a graça santificante e tornam os homens capazes de viver em relação com a sua santíssima trindade, sendo elas em número de três, que são as seguintes: a fé, a esperança e a caridade.

 

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