15.05- As guerras dos deuses e os seus reflexos nas nações

Prolegômenos
8 de julho de 2018 Pamam

Na antiguidade, as nações tinham os seus próprios deuses, que eram espíritos obsessores chefes de falanges, com estes sempre guerreando entre si em plano astral inferior para subjugar e obter a supremacia sobre os demais. Essas falanges de espíritos obsessores chefiadas por um suposto deus influenciavam aos seres humanos dessas nações, que também passavam a guerrear entre si para subjugar e obter a supremacia sobre as demais. Assim, as guerras travadas entre as nações eram um reflexo das guerras travadas em plano astral inferior.

Em decorrência, os pais muitas vezes davam aos filhos o nome das suas deidades, geralmente pronunciando os nomes dos filhos como se estivessem pronunciando o nome da deidade, como é o exemplo de Aníbal, o maior general de todos os tempos, que em púnico é Hanniba’al, o agraciado de Baal, que era o nome do principal deus dos fenícios e dos cartagineses, cuja palavra semítica significa senhor ou lorde, aquele que governa ou que possui, o que caracteriza todo espírito obsessor com a pretensão de ser deus.

Na Bíblia, o deus Baal é identificado como Moloque, cuja palavra é derivada do fenício molek, que significa rei, através do hebraico molech, e da língua grega e latim moloch, um espírito obsessor que quando encarnado havia sido um rei e que, após desencarnar, passou a ser considerado o deus dos amonitas, uma etnia de Canaã, que eram os povos presentes na península arábica e na região do Oriente Médio. Mas como os espíritos obsessores sempre guerreavam entre si, com reflexos entre os seres humanos, ele passou a ser considerado como sendo um demônio na tradição dita cristã.

De acordo com as Escrituras, por volta de 1900 a.C., os povos amorreus adoravam a Moloque. Na Bíblia, segundo o Antigo Testamento, nos rituais de adoração haviam atos sexuais e sacrifícios de crianças, que eram jogadas em uma cavidade da estátua de Moloque, onde havia fogo, que consumia a criança viva, com esse fogo sendo ao mesmo tempo purificador, destruidor e consumidor, o que realmente procede, mas não como purificação. Pode-se aqui compreender a razão pela qual Jeová, o deus bíblico, é o fogo consumidor.

Todos os seres possuem os seus corpos fluídicos, por isso os espíritos quedados no astral inferior podem assumir a forma fluídica que bem quiserem. Jeová aparecia aos médiuns videntes todo empavonado sob a forma de um deus, como foram os casos de Abraão e Moisés, já Moloque aparecia aos médiuns videntes geralmente com a cabeça de leão, outras vezes com a cabeça de boi, mostrando no seu ventre uma cavidade com um fogo fluídico, para que assim houvesse sacrifícios humanos para satisfazê-lo.

A guerra travada no astral inferior entre Jeová e Moloque era feroz, provocando o ciúme e a ira de Jeová, que em fúria passou a dar ordens ao povo hebreu, através de Moisés, pelo fato deste ser um médium vidente e ouvinte, proibindo expressamente a adoração a Moloque, bem como o sacrifício de crianças a ele, sendo tal prática severamente punida. Mas Jeová proibiu expressamente o sacrifício de crianças porque ele era bonzinho? Absolutamente não, porque ele era tão mau quanto Moloque.

A explicação para isso é que o espírito não tem idade, pois que sempre existiu no seio do Ser Total, até o momento em que salta do seio do Criador para se individualizar, passando então a evoluir pelo Universo, até que retorna para o seio do verdadeiro Deus. Quando o espírito encarna, ainda em criança, o seu corpo humano não se encontra totalmente desenvolvido, daí a razão pela qual ele se manifesta de modo infantil. Ao desencarnar como criança, ele não mais se manifesta como uma criança, mas sim como um espirito, em conformidade com o seu estágio evolutivo. Por isso, Jeová proibiu expressamente o sacrifício de crianças, para que esses espíritos não fossem engrossar as falanges de Moloque, além do mais esses sacrifícios fortaleciam ainda mais a Moloque, em função do ambiente fluídico que se formava. É o que consta na Bíblia, em Levítico 20:1 a 5, da seguinte maneira:

E Jeová passou a falar a Moisés, dizendo: ‘Hás de dizer aos filhos de Israel: Qualquer homem dos filhos de Israel  e qualquer residente forasteiro que reside em Israel, que der alguém da sua descendência a Moloque, sem falta deve ser morto. O POVO DA TERRA deve atirar nele pedras até que morra (grifo e realce meus). E quanto a mim, porei minha face contra tal homem, e vou decepá-lo dentre seu povo, porque deu alguém da sua descendência a Moloque, com o objetivo de evitar meu lugar santo e profanar meu santo nome. E SE O POVO DA TERRA (grifo e realce meus) ocultar deliberadamente seus olhos daquele homem, quando ele der alguém da sua descendência a Moloque, por não o entregarem à morte, então eu, da minha parte, certamente porei minha face contra aquele homem e sua família, e deveras deceparei dentre seu povo tanto a ele como a todos os que junto com ele tiverem relações imorais por terem relações imorais com Moloque”.

Quando eu afirmo que na Terra existem duas humanidades, uma de espíritos encarnados e outra de espíritos desencarnados, é porque isto realmente tem procedência, pois eu sei perfeitamente tudo aquilo que afirmo, sem jamais entrar em contradição. Note-se que quando Jeová se refere aos espíritos encarnados ele diz “o povo da terra”, justamente porque existe o povo do astral inferior, do qual ele faz parte integrante, que é representado pelos espíritos desencarnados.

O que representa a morte para Jeová? Simplesmente um meio para que o espírito deixe de fazer parte do povo da terra, ou seja, dos espíritos encarnados, e passe a fazer parte do povo do astral inferior, ou seja, dos espíritos desencarnados. E o que representa a vida eterna para Jeová? Simplesmente a vida dos espíritos desencarnados que se encontram no astral inferior.

Em existindo duas humanidades habitando o mesmo planeta Terra, uma formada pelos espíritos encarnados que vagueiam ao léu sobre a face terrena, completamente ignorantes sobre a realidade em que vivem, que é de natureza estritamente espiritual, e outra formada pelos espíritos desencarnados que vagueiam ao léu sob a atmosfera terrena, também completamente ignorantes sobre a realidade em que vivem, que do mesmo modo é de natureza estritamente espiritual, só que em escala inferioríssima, esta segunda humanidade exerce uma tremenda influência sobre a primeira humanidade, que passa a pautar as suas ações em conformidade com aquilo que lhe é intuído. Eu sei perfeitamente que o termo humanidade se relaciona diretamente com o homem, como pertencente à espécie humana, como característico do ser humano, que se encontra encarnado, mas eu estendo este conceito aos espíritos desencarnados para que o leitor possa adquirir uma melhor compreensão acerca de todos os espíritos que povoam a Terra.

A conclusão lógica e racional a que se chega é que toda a história da nossa humanidade não passa de um reflexo das influências do astral inferior sobre os seres humanos que se tornam os seus dóceis instrumentos, que é o caso da sua imensa maioria, em conjunto com os reflexos das influências do Astral Superior sobre os pouquíssimos seres humanos que conseguem se tornar os seus instrumentos mais valorosos, em obediência ao plano de espiritualização da nossa humanidade. Assim, como todas as demais parcelas do Saber da natureza, as parcelas do Saber humanas, atualmente denominadas equivocadamente de ciências, terão que ser todas refeitas, como base no Saber, por excelência, notadamente a História, que narra os efeitos da história da nossa humanidade ignorando completamente as causas desses efeitos, inclusive se referindo ao astral inferior, notadamente aos seus deuses, como se fosse simples mitologia proveniente da imaginação humana, em que a mais famosa é a grega, quando, na realidade, essa própria referência à mitologia é a mais pura imaginação, pelo fato dessas mitologias virem acrescentadas de lendas criadas pela imaginação humana. Tudo isto deverá ser explanado em seus detalhes na obra relativa à Finalidade, contida no site pamam.com.br, mas aqui mesmo eu vou fornecer uma pequena demonstração deste fato, para que não venha a prosperar qualquer dúvida em relação ao assunto.

Vejamos, pois, a origem do deus Baal, que era adorado pelos cartagineses. Os gregos antigos identificaram a esse deus cananeu que sacrificava crianças como Cronos, considerado como sendo o deus do tempo. Cabe aqui inserir a afirmativa de Fernando Faria, quando em sua obra A Chave da Sabedoria, a página 271, ele diz o seguinte:

“… esses espíritos… por não sentirem a diferença da mudança para o mundo espiritual, e por não terem parado de pensar após o fenômeno natural da desencarnação, ficam com suas mentes ainda fixas na vida material. Consequentemente, o seu corpo astral é pesado, escuro e, como tal, mais uma vez a lei natural e imutável do Universo funciona. Ficam presos ao planeta pela força da gravidade, a qual impede que atinjam o espaço sideral, rumo aos seus mundos de origem. Alguns, sendo escuros e pesados, por terem suas mentes culturalmente bem desenvolvidas, apesar de religiosos (leia-se credulários, digo eu) ou materialistas, possuem a capacidade de volitar, quais abutres sarcófagos, isto é, capacidade de se transladar através do espaço, independentemente do tempo. Pensam num lugar e imediatamente encontram-se neste lugar…”.

Sabe-se que o espaço e o tempo formam o Universo. Mas existe o espaço e o tempo que se referem exclusivamente a este mundo, que marca a trajetória evolutiva do planeta, quer dizer, o espaço e o tempo que ele percorreu pelo Universo, que ficam gravados em seus aura. Então, assim como os espíritos quedados no astral inferior podem se transladar através do espaço, independentemente do tempo, como diz o autor, eles também conseguem se transladar através do tempo, independentemente do espaço, uma vez que a recíproca deve ser verdadeira.

E assim fica devidamente explicada a razão pela qual Cronos era considerado o deus do tempo. É óbvio que a realidade da existência desse espírito quedado no astral inferior e dos seus feitos, assim como dos demais espíritos obsessores como ele, principalmente dos seus feitos, são acrescidos de estórias criadas pela própria imaginação humana, ou mesmo de estórias intuídas pelo astral inferior, pois que as guerras astrais são diferentes, tendo os seres humanos que narrá-las em conformidade com o seu viver de encarnado, com a sua própria cultura, para que assim esses espíritos possam assumir a figura de um deus e, consequentemente, causar temor. Mas vejamos um pouco da história de Cronos na versão histórica e na sua versão espiritual, no âmbito da realidade.

De acordo com a história da mitologia grega, Cronos é o mais jovem dos titãs, filho de Urano, o céu estrelado, e Gaia, a terra. Cronos era o rei dos titãs e o grande deus do tempo, sobretudo quando observado sob o seu aspecto destrutivo, considerando-se o tempo como sendo invencível, que rege os destinos e que a tudo devora. A pedido de Gaia, sua mãe, Cronos se tornou o senhor do céu, castrando o pai com um golpe de foice. A partir daí, o mundo passou a ser governado pela linhagem dos titãs, que constituía a segunda geração divina, de acordo com Hesíodo. Foi durante o reinado de Cronos que a humanidade, recém-nascida, passou a viver a sua Idade de Ouro.

É certo que o espírito não tem sexo, mas muitos seres humanos que encarnam com o sexo feminino, ao desencarnarem e ficarem quedados no astral inferior, procuram conservar a sua natureza feminina, às vezes até o próprio aspecto, em face da extrema materialidade. Urano era um espírito tipo Jeová, que pairava e atuava nas partes mais altas da atmosfera terrena, o céu do astral inferior, enquanto Gaia pairava e atuava nas partes mais baixas, vivendo assim como se formassem um casal, por isso consideravam Cronos como se fosse um filho, dedicando-lhe um afeto paternal. Mas o espírito soberano era Urano, agindo como se fosse um deus. Em função do afeto maternal que Gaia dedicava a Cronos, em detrimento de qualquer afeto que poderia dedicar a Urano, e tendo avaliado a supremacia do poder de Cronos sobre Urano, ela o influenciou a usurpar o poder de Urano, pelo que foi atendida, quando então os dois travaram uma luta astral, com Cronos se saindo vencedor. É óbvio que não existe a morte espiritual, por isso Urano foi enviado para o Tártaro.

Para que se possa compreender o que realmente seja o Tártaro, vamos recorrer novamente a Fernando Faria, na sua mesma obra, as páginas 263 a 266, aproveitando também a esse seu dizer, para que então se possa compreender também as desencarnações das pessoas do sexo feminino, tal como Gaia, quando o autor assim se expressa:

O corpo astral desses espíritos, muitas vezes, logo após a desencarnação, toma a forma que tinha quando desencarnados, pela ação dos seus próprios pensamentos, pois pensar também é criar. Muitas vezes pensam num pente e ele se forma em sua mão. Pensam na roupa que estavam vestindo e esta roupa veste-lhe o corpo astral. Percebem que alguma coisa diferente aconteceu com eles. Permanecendo neste estado, fora do seu mundo, não ouvem bem o que os encarnados falam e não são ouvidos quando falam, pois pensam que ainda têm voz. Para eles, os seus pensamentos são como se tivessem som. Ouvem os seus pensamentos como palavras articuladas.

O espírito desencarnado ainda com pensamentos materializados precisa, para viver, de energia anímica, que todos os encarnados possuem em abundância, principalmente os médiuns, em forma de fluido ectoplasmático, invisível por ser transparente, que exsudam pelos orifícios do corpo e poros da pele. Pois bem, eles aprendem a sugar esses fluidos dos encarnados desavisados, sem disciplina mental, quais mata-borrões, deixando os encarnados fracos, sem ânimo, doentes, ou induzindo doenças, muitas vezes iguais às que eles tinham ao desencarnar.

Muitos desses espíritos, de pouquíssimo adiantamento moral, sugam a energia vital do sangue dos animais domésticos, degolados e oferecidos a eles em trabalhos de magia negra, ou então adentram aos matadouros e sugam, quais vampiros, a energia vital contida no sangue derramado dos animais abatidos.

Os médiuns são vítimas naturais desses espíritos de baixo nível evolutivo, razão pela qual quase todos são obsedados, avassalados por espíritos parasitas, que se apresentam como guias, mentores, etc.

Nesta condição de espíritos desencarnados, atraídos por pensamentos afins, ocupam residências, da mesma forma que os sem-terra invadem as propriedades e ficam morando lá. Quando outro espírito deseja também compartilhar a mesma casa, o espírito que invadiu primeiro opõe-se com violência à entrada de mais um desencarnado em seu reduto, ocorrendo entre eles verdadeiras lutas corporais.

Outras vezes, esses espíritos do astral inferior, por afinidade mental, vão integrar quadrilhas, que vivem em aglomerados, como aquelas cidades medievais, cercadas de muralhas, fossos e portões elevadiços, com imperador, rei, príncipes, juízes, papas, guardas, prisões, etc. (grifo meu).  Formam grandes falanges, praticantes de maldades ou ao serviço de centros espíritas, que vendem os seus trabalhos para arruinar ou desgraçar a vida de encarnados incautos, ignorantes da vida espiritual.

Outros espíritos desencarnados, por ignorar o seu estado, voltam para os lugares em que trabalhavam.

Outras vezes, vão intuir cartomantes, jogadores de búzios, astrólogos, tarólogos e assemelhados, no intuito de desvendar o futuro de pessoas que pagam para obter esse serviço. Não sabem que o destino não existe, pois depende do livre arbítrio do presente. O nosso futuro será o que decidirmos de nós próprios hoje…

Existem também aqueles que, avassalando médiuns nos centros espíritas evangélicos, se põem a receitar remédios para males que só a Ciência tem condições de curar.

Outras vezes até pode ocorrer a cura. É que a quadrilha espiritual, dona do centro, se põe em luta corporal com algum obsessor que acompanha o doente e o põe para correr. Então o doente melhora, para mais tarde ser novamente avassalado…

Outros espíritos do astral inferior, mentalmente fixos no ódio, na vingança, perdem a condição de pensar continuamente e, arraigados a um único objetivo fixo, perdem a forma humana do corpo astral e transformam-se em bolas negras, do tamanho de cabeças humanas, geralmente ávidos de vingança e de energia anímica”.

Assim como existe a personificação do céu e a personificação da terra, existe a personificação do Tártaro, que é o mundo inferior. Quando Urano foi vencido por Cronos, este o mandou para o Tártaro, onde os espíritos obsessores mais poderosos constroem aglomerados de prisões, em diversas formas, como em formas de cavernas, de grutas, e outras, nos cantos mais terríveis do astral inferior, denominado de reino de Hades, como se lá eles ficassem presos para sempre, por isso sendo considerado como se fosse o mundo dos mortos, para onde todos os inimigos do Olimpo são enviados e onde são castigados pelos seus crimes contra os espíritos obsessores que se consideram deuses.

Foi por intermédio do titã Cronos que surgiu a antiga seita órfica, que através dela esse deus passou a ser adorado, a quem chamavam o deus primordial do tempo. Como os gregos eram acostumados com outros cultos, o modo de vida dos órficos passou a causar grande estranheza entre eles, por isso a nova teogonia criada pelas falanges de espíritos obessores chefiadas por Cronos passou a ser repudiada pelo culto cívico e popular das pólis gregas.

Os titãs surgem na história da mitologia grega como se fossem descendentes de Urano, mas os espíritos não procriam, apenas consideram o tratamento filial ou de irmandade que trouxeram das suas encarnações masculinas ou femininas, daí a razão pela qual a nomenclatura titã é masculina e a titânide é feminina. Os titãs foram os antepassados dos demais deuses olímpicos dos seres humanos encarnados.

Nós podemos fazer uma clara analogia entre Jeová e Urano, em seguida, entre os anjos serafins, que são os mais periculosos, e os titãs. Jeová tinha a sua própria corja de anjos, na qual o mais poderoso deles era o anjo Lúcifer, considerado como sendo a mão direita de Jeová, que assim correspondia ao titã Cronos. Todos esses anjos obedeciam a Lúcifer, em função do seu grande poder, pelo que passaram a comparar o poder de Jeová com o poder de Lúcifer. O poder de Jeová ensejava a que ele pairasse nas regiões mais altas da atmosfera terrena, daí a razão pela qual os seguidores desse deus passaram a clamar: “Glória a deus nas alturas”; assim posto aqui  com deus em minúsculo, para que se possa representar mais fielmente a Jeová.

Aqueles que realmente raciocinam, podem chegar facilmente à conclusão que no Universo não existem superfícies, nem montes e nem depressões, portanto, não existem altos e nem baixos, muito menos lados, apenas a superioridade, que tanto pode ser maior como menor, em conformidade com o estágio evolutivo em que os mundos se encontram, inclusive os Mundos de Luz. Em sendo assim, a expressão “Glória a deus nas alturas” é totalmente voltada para este mundo, em que Jeová, o deus bíblico, estando decaído no astral inferior, preso à atmosfera terrena, que é a aura da Terra, paira sobre sobre as regiões mais altas da atmosfera terrena, preso a ela, como espírito tremendamente obsessor que é realmente.

Assim, como Jeová pairava nas regiões mais altas da atmosfera terrena, muitos dos anjos que formavam as suas falanges e que não tinham esse poder, só podiam conhecê-lo de longe, por isso ele procurava se encontrar envolto no manto do mistério para esses anjos, fazendo-se notar mais acentuadamente apenas através dos efeitos do seu poder, quando então os anjos passavam a se olhar para si mesmos e para os demais anjos, vendo no poder de Jeová o reflexo de um deus. E assim a constatação desse poder de Jeová agradava aos seus anjos. Mas o mundo não poderia ficar sempre assim, pois que a intenção de Jeová era destruir a vida na Terra, através do fogo, já que ele se considera o fogo imorredouro.

Jeová era ciente de que os pensamentos de uma grande quantidade de seres humanos dirigidos a ele como sendo um deus era de fundamental importância para formar um ambiente fluídico que lhe fosse favorável a esse seu desígnio, cuja corrente trevosa aumentasse cada vez mais os seus poderes. Mas primeiro ele teria que formar um ambiente fluídico que lhe fosse favorável, através das suas próprias falanges, formando assim uma corrente negra bastante poderosa.

Então Jeová reuniu todas as suas falanges em um local em que todos os seus espíritos obsessores pudessem se encontrar e mostrou a eles a verdadeira forma da sua face, que demonstrava todo o seu poder de espírito obsessor, bem superior aos demais, pelo que todos ficararam perturbados e amedrontados, inclusive muitos dos seus anjos, pois que ver essa verdadeira face de Jeová era para eles impensável, já que consideravam impossível um espírito ser detentor de tanto poder, que extrapolava em muito as suas capacidades intelectivas. As suas falanges, que são consideradas todas angélicas, passaram a acreditar que não poderia existir um outro espírito mais poderoso do que Jeová, acreditando também que nada poderia ser impossível para ele, por isso ele se diz ser o todo-poderoso, e passaram a depositar a fé credulária nesse espírito obsessor com a pretensão de ser um deus. Mas Lúcifer, que era o anjo mais poderoso de todos, ao invés de acreditar e nele depositar a sua fé credulária, passou a avaliar todo o poder que se encontrava em Jeová, comparando esse poder com o seu próprio poder. Jeová, então, conseguiu perceber aquilo que se encontrava na mente de Lúcifer, que era diferente daquilo que se encontrava na mente do arcanjo Gabriel.

Encontrando-se temerosas as suas falanges, correspondendo exatamente ao efeito desejado por Jeová, ele então passou a falar para todas elas que era manso e até humilde, mas ninguém poderia ver a sua verdadeira face se não fosse com temor e submissão, conclamando a ser também amado por todos, pois que através do amor ele poderia ser bondoso e complacente, deixando surpresos os seus espíritos obsessores, ao vê-lo falar de amor, pois que para eles se encontrava em primeiro lugar a inteligência e o poder do seu chefe, com este conseguindo reverter inteiramente as suas imaginações habituais. Pode-se assim compreender a razão pela qual Jeová ameaça mostrar várias vezes a sua face medonha, através da Bíblia.

Mas por que Jeová ameaça em mostrar apenas a sua face medonha? Porque quando o espírito desencarna e passa a estagiar no astral inferior, ele não sente mais a necessidade do corpo humano, mas sente a necessidade dos seus sentidos, como a visão, a audição, o olfato, o tato e o paladar, em função do ambiente fluídico pesado e trevoso em que se encontra, que é extremamente materializado, por isso eles conservam apenas a forma da cabeça, como já mostrado e como mostrarei ainda mais, através de mais imagens de todas as naturezas.

Por fim, Jeová declarou que iria se mostrar aos seres humanos como sendo ele o criador dos homens e de todas as coisas, para que assim todos passassem a adorá-lo e a produzir pensamentos credulários em sua direção, com ele se colocando aos olhos dos encarnados como sendo o deus da nossa humanidade, formando assim uma corrente bastante poderosa em seu favor, determinando que todos os componentes das suas falanges deveriam se esforçar para conduzir os seres humanos aos seus planos de deus e de criador. E, finalmente, que o seu objetivo maior seria destruir a vida na Terra, através do fogo, pondo todo o planeta nas trevas, pois que a escuridão não impede a visão astral dos espíritos desencarnados que se encontram quedados no astral inferior. Em Gênese 6:7, encontra-se revelado esse objetivo de Jeová através dele mesmo, quando assim ele diz:

VOU OBLITERAR DA SUPERFÍCIE DO SOLO OS HOMENS QUE CRIEI, DESDE O HOMEM ATÉ O ANIMAL DOMÉSTICO, ATÉ O ANIMAL MOVENTE E ATÉ A CRIATURA VOADORA DOS CÉUS (grifo e realce meus), porque deveras deploro tê-los feito”.

A revelação desse objetivo maior por parte de Jeová foi tão surpreendente, que deixou todos os espíritos obsessores deveras assustados, fazendo-os refletir sobre o bem e o mal, em face da sua gravidade, pois que eles estavam acostumados a serem servidos pelos seres humanos através dos credos e das suas seitas, pois que através dos credos e das suas seitas todos se tornavam os seus instrumentos, por isso todos ficaram em silêncio.

Após todos haverem refletido sobre a gravidade extrema da situação, que seria a destruição da vida na Terra através do fogo, uma voz ecoou retumbante entre todos os presentes: “Não servirei a esse seu objetivo!”. Era Lúcifer, o mais poderoso de todos os anjos, que havia se pronunciado com firme decisão contra esse objetivo genocida de Jeová.

Lúcifer considerava o poder de Jeová à sua maneira, pois que via nele os pontos mais elevados da atmosfera terrena em que ele pairava, diante de quem todos os espíritos obsessores se curvavam submissos, mas conseguiu fazer sobressair do âmago do seu espírito a sua dignidade própria, a sua responsabilidade como chefe de todos os anjos. O seu pensamento era de que Jeová vinha em primeiro lugar na hierarquia do mundo, por ser o mais poderoso, depois ele e os demais anjos negros, espíritos obsessores, que formavam as falanges de Jeová, e por último os seres humanos, que não passavam de espíritos encarnados, os quais estavam acima dos animais irracionais; mas não concordava com a destruição da nossa humanidade, pois, afinal, os seres humanos não passavam de meros instrumentos em suas mãos, e assim ele tinha a pretensão de mantê-los, por tempo indefinido, pois era mais do que ciente de que todos os espíritos que se encontravam formando as falanges de Jeová haviam sido encarnados, e que assim todos os encarnados iriam povoar cada vez mais o local em que ele se encontrava, embora ignorasse que esse local era o astral inferior.

Jeová ainda tentou argumentar com Lúcifer, como se ele estivesse se rebaixando a ser servido por espíritos que se encontravam encarnados, cobertos de carne, a que ele denominou de lama, e de ossos, que por isso não deveria protegê-los e nem se conformar em apenas conduzir as suas vidas, durante o período de permanência das suas vidas na Terra, para que, alguns deles, no fim, viessem a se tornar maiores do que eles mesmos. Mas Lúcifer conseguiu se firmar no seu próprio ponto de vista, contra-argumentando e reafirmando: “Não servirei a esse seu objetivo!”. Ocorreu, então, um impasse insolúvel entre Jeová e Lúcifer.

Lúcifer, por ser o mais espiritualizado entre todos os anjos, exerceu uma influência benéfica e decisiva sobre uma boa parte dos anjos, quando muitos passaram também a não concordar com a destruição da nossa humanidade, convencidos pelos contra-argumentos de Lúcifer.

Dentro desse contexto espiritual posto no astral inferior, Lúcifer pode ser considerado como sendo um grande defensor da nossa humanidade. Acrescente-se que, além de não concordar de nenhum modo em servir a Jeová para a destruição da vida na Terra, Lúcifer também não concordou que todos os espíritos passassem a adorá-lo, curvando-se às suas vontades megalomaníacas, ao seu tremendo orgulho, à sua mensa soberbia, somente para satisfazer à sua vaidade. E então pretendeu assumir o lugar de Jeová para governar à sua maneira.

Houve então uma divisão angelical no astral inferior, quando então o arcanjo Miguel se dirigiu diretamente a Lúcifer e assim se pronunciou:

Não é por deus que lutas, mas por ti. Se amasses a deus verdadeiramente, obedeceria à sua vontade. O que te importa, é seres o primeiro. Foi o orgulho que te cegou. Mas responde: quem é como deus?”.

E assim o arcanjo Miguel trouxe para junto de si muitos anjos, os que formavam a classe dos espíritos mais obsessores. Conta-se que dois terços dos anjos permaneceram ao lado de Jeová, afora os que ainda não eram considerados como sendo anjos, apenas simples espíritos obsessores, enquanto apenas um terço se posicionou ao lado de Lúcifer. E assim se travou uma batalha espiritual no astral inferior entre Jeová e Lúcifer, este acompanhado dos anjos que se posicionaram ao seu lado, aquele com o restante das suas falanges, que eram muito mais numerosos, pelo que assim Lúcifer foi derrotado, sendo lançado no Tártaro, ao que a Bíblia denomina de inferno. Note-se aqui que Lúcifer e o seu exército de anjos não temeram a face terrível e pavorosa de Jeová. Lúcifer, então, passou a ser chamado de dragão, com essa batalha ocorrida no astral inferior sendo narrada pela Bíblia em Apocalipse 12:7 a 9, assim:

E irrompeu uma guerra no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam com o dragão, e o dragão e os seus anjos batalhavam, mas ele não prevaleceu, nem se achou mais lugar para eles no céu. Assim foi lançado para baixo o grande dragão, a serpente original, o chamado Diabo e Satanás, que está desencaminhando toda a terra habitada; ele foi lançado para baixo, à terra, e os seus anjos foram lançados para baixo junto com ele”.

Sabe-se que no alfabeto grego o alfa é a primeira letra, beta é a segunda letra e ômega é a última letra. As pessoas normalmente escolhem uma letra do alfabeto grego para representar as suas características. A letra alfa, que tanto pode macho ou fêmea, representa o líder do grupo. A letra beta, que também tanto pode ser macho ou fêmea, representa o seguidor do alfa, o segundo em liderança do grupo. E a letra ômega, que apenas pode ser fêmea, representa a fêmea submissa do grupo. As características do macho alfa são identificadas pela constante necessidade de demonstrar poder, força, liderança, gostando de ser competitivo e habilidoso, querendo sempre ser o responsável pela tomada de decisões como líder, e gostando também de exibir uma bravura que seja superior à bravura dos demais do grupo. As características da fêmea alfa são identificadas pela liderança do grupo, sendo bem resolvida profissional e socialmente, para uma feminilidade atemporal, que antes parecia deslocada por ser diferente das demais, e que hoje já tem o seu espaço respeitado. A fêmea ômega é o completo oposto da fêmea alfa, pois gosta de depender do macho alfa e considera isso a coisa mais natural do mundo, agradando-se por ficar em casa cuidando de tudo, enquanto o macho alfa trabalha para prover tudo quanto seja necessário.

Jeová era o alfa da sua falange, enquanto que Lúcifer era o beta, podendo ainda haver um outro anjo que era considerado como sendo o ômega das falanges, que resolveu seguir a Lúcifer. Com a sua vitória sobre Lúcifer, o beta e o ômega deixaram de integrar as falanges de Jeová, que assim passou a se considerar como sendo o alfa e o ômega de todas as suas falanges de espíritos obsessores, é o que consta em Apocalipse 1:8, da seguinte maneira:

’Eu sou o Alfa e o Ômega’, diz Jeová Deus, ‘Aquele que é, e que era, e que vem, o Todo-poderoso’”.

Assim, pode-se compreender com maior clareza a razão pela qual ele resolveu mentir na sua criação maluca posta na Bíblia, em Gênese, quando afirmou haver criado o homem à sua imagem e semelhança, sendo, portanto, macho e fêmea, ao mesmo tempo. Mas deixemos este assunto da criação para mais adiante, pois que ele tem a ver com a morte e a vida eterna para aquilo que consta na doutrina católica, em que este último já foi explanado em tópico anterior.

Mas nem a própria Bíblia pode confirmar o orgulho de Lúcifer, que de tal atributo foi acusado pelo arcanjo Miguel, pelo contrário, confirma plenamente que ele pretendia destronar a Jeová, colocando-se em seu lugar, por discordar em destruir a vida na Terra, já que era acostumado a prostar as nações de encarnados, subjugando-as, colocando-as sob os seus domínios, como podemos constatar claramente em Isaías 14:12, quando ele diz assim:

Como caíste do céu, ó tu brilhante, filho da alva! Como foste cortado rente à terra, tu que prostavas as nações! No que se refere a ti, disseste no teu coração: ‘Subirei aos céus. Enaltecerei o meu trono acima das estrelas de Deus e assentar-me-ei no monte de reunião, nas partes mais remotas do norte. Subirei acima dos altos das nuvens, assemelhar-me-ei ao Altíssimo’”.

Existe uma celeuma entre aqueles que equivocadamente se consideram cristãos. Alguns pensam que Lúcifer e os seus anjos estão condenados por toda a eternidade, pois que são demasiados inteligentes para que possam estar submetidos a essas reviravoltas da vontade de Jeová, uma vez que quando um anjo escolhe, sabe realmente o que escolhe, e os seus anjos sabiam o que era o inferno, esse vazio do deus bíblico, que caso perdoasse infinitamente a Lúcifer, este responderia infinitamente: “Tenho razão”; ao contrário dos seres humanos, que enquanto estiverem na Terra podem sempre voltar atrás quanto aos seus pecados, pois que o deus bíblico os recebe de volta e os perdoa. Outros pensam que a eternidade é contraditória com a “bondade” do deus bíblico, por conseguinte, pensam que um dia ele perdoará o pecado de Lúcifer, e o trará novamente para junto de si.

 

Continue lendo sobre o assunto:

Prolegômenos

15.08- O pecado

Todos pensam que o pecado representa uma transgressão de uma lei religiosa, que na verdade não é religiosa, mas sim credulária, ou dos preceitos da Igreja Católica e das...

Leia mais »
Romae