15.03.14- A liturgia da Igreja Católica

Prolegômenos
7 de julho de 2018 Pamam

A liturgia corresponde ao serviço do culto dos credos e das suas seitas, que compreende uma celebração credulária já previamente definida, em conformidade com as tradições de um credo ou seita em particular, podendo incluir ou mesmo se referir a um ritual formal e já elaborado, como, por exemplo, a missa católica, ou então uma atividade diária, como são as salás muçulmanas, que se referem às cinco orações públicas que cada muçulmano deve realizar diariamente, estando voltado para Meca.

Esses serviços de cultos na liturgia são considerados por vários credos e seitas denominados de cristãos, apesar não possuírem nada de cristãos, nomeadamente a Igreja Católica Apostólica Romana, a Igreja Ortodoxa, a Igreja Presbiteriana, a Igreja Batista, a Igreja Metodista e algumas seitas do anglicanismo e do luteranismo, como sendo um ofício, ou seja, um serviço indispensável e obrigatório, porque essas igrejas tidas como se fossem cristãs prestam essencialmente o seu culto de adoração ao deus bíblico, mais propriamente denominado de teolatria, através da liturgia, tornando-se o seu culto oficial e público, cujos procedimentos têm o seu final com a cara dos fiéis encostadas ao chão e as nádegas voltadas para cima, como é o caso dos muçulmanos.

Para os católicos romanos, a liturgia é a atualização da entrega e do sacrifício de Jesus, o Cristo, para a salvação dos homens, tal como se houvesse realmente a salvação, pois que a ignorância é tamanha que os católicos acreditam piamente que ele se sacrificou na cruz para salvar apenas a alguns, já que os ímpios não serão salvos. Assim, o que a liturgia católica realiza é o memorial de Jesus, o Cristo, e também da salvação, como se assim tornasse presente o acontecimento definitivo do mistério pascal, através da celebração litúrgica, em que através dela o fiel é inserido na “realidade” da sua salvação.

Para os católicos, antes de tudo, a liturgia passa a ser o “serviço do povo”, sendo essa experiência fruto de uma vivência fraterna, por ser o culto dito cristão, tal como se levasse o fiel novamente para diante do crucificado, logo para diante do deus bíblico, embora não venha a considerar que se trata de uma encenação, pois que o mistério, por sua vez, passa a ser considerado como se fosse contemplado em espírito e verdade, dos quais a Igreja Católica não possui a mínima noção do que sejam e do que representam para a realidade da vida.

A Igreja Católica considera que a liturgia tem raízes absolutamente cristológicas, como se Jesus, o Cristo, rompesse com o ritualismo e tornasse a liturgia como sendo um culto agradável ao deus bíblico, de acordo com o que preceitua Paulo de Tarso, em Romanos 12:1-2, quando o doutrinador católico assim se expressa:

Consequentemente, eu vos suplico, irmãos, pelas compaixões de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e aceitável a Deus, um serviço sagrado com a vossa faculdade de raciocínio. E cessai de ser moderados segundo este sistema de coisas, mas sede transformados por reformardes a vossa mente, a fim de provardes a vós mesmos a boa, e aceitável, e perfeita vontade de Deus”.

Para os católicos, a liturgia é a celebração pública e oficial do mistério de Jesus, o Cristo, que quando na categoria específica eu adentrar na explanação da Cristologia, todos tomarão a devida consciência de não se tratar de mistério algum, pois que não existem mistérios, e, em particular, do seu mistério pascal, o qual se refere à páscoa, que para os falsos cristãos, os quais, na realidade, são anticristãos, é a festa da ressurreição de Jesus, o Cristo, que se celebra no domingo seguinte à páscoa dos judeus, que através da violação das leis e dos princípios da natureza se torna por isso a principal atividade da Igreja Católica e a fonte de toda a sua força vital.

Através desse serviço de culto dito cristão, os católicos acreditam, ignorante e ingenuamente, que Jesus, o Cristo, continua a obra da salvação na sua igreja, com ela e também por meio dela, que no caso em questão seria a Igreja Católica Apostólica Romana. Essa presença e atuação de Jesus, o Cristo, são consideradas como sendo asseguradas com eficácia pelos sete sacramentos, com destaque particular pela eucaristia, que é a fonte e o cume da vida dita cristã, porque a eucaristia, onde se julga que Jesus, o Cristo, está presente, renova e perpetua o seu sacrifício na cruz ao longo dos tempos até a Parousia. Por isso, toda a liturgia é centralizada na celebração eucarística, ou seja, na missa.

Jesus, o Cristo, sendo considerado como se fosse a cabeça da Igreja Católica, celebra a liturgia com os membros do seu corpo, em virtude da Igreja não conseguir se desapegar da ilusão da matéria em seu devaneio sobrenatural, mas com isso querendo dizer que a sua igreja seria celeste e terrestre, constituída por santos e pecadores, por habitantes da Terra e do céu. Cada membro da Igreja terrestre participa e atua na liturgia, que como ela mesmo diz, “segundo a sua própria função, na unidade do espírito santo: os batizados se oferecem em sacrifício espiritual… os bispos e os presbíteros agem na pessoa de Cristo”, representando-o no altar. Em virtude disso, somente os clérigos, com a exceção dos diáconos, podem celebrar e conduzir a missa, notadamente a consagração da hóstia, vejam só, que seria o corpo de Cristo.

Toda a liturgia é centralizada no domingo e na páscoa anual. No entanto, apesar de celebrar o único mistério de Jesus, o Cristo, a Igreja Católica possui muitas tradições litúrgicas diferentes, devido ao seu encontro com os vários povos e culturas específicas a cada região do planeta. Esta é a principal razão da existência das vinte e três igrejas que compõem a Igreja Católica, com todas elas tendo uma tradição teológica, litúrgica, histórica e cultural diferentes entre si, já que são específicas para cada região.

Na Igreja Católica existe o culto de adoração a Jeová, o deus bíblico, denominado de latria, o culto de veneração aos santos, denominado de dulia, e o culto de veneração a Maria, tida como virgem, denominado de hiperdulia. Dentre esses vários cultos de adoração e de veneração, o culto de adoração ao deus bíblico é obviamente o mais importante, mas ambos são expressos na liturgia, que é o culto oficial da Igreja, e também através da piedade popular, que é o culto privado dos fiéis.

Na liturgia, que é o culto oficial da Igreja, destacam-se a missa, que deve ser frequentada, obrigatoriamente, aos domingos e festas de guarda, e a Liturgia das Horas; enquanto que na piedade popular se destacam as devoções e as rezas e orações cotidianas. Muito embora a piedade popular seja de certo modo facultativa aos seguidores do catolicismo, os sacerdotes católicos, no intuito de encabrestar a esses cretinos, afirmam que ela é muito importante para o crescimento espiritual dos católicos, quando, na realidade, encabresta, como dito, e torna a todos os seus fiéis cada vez mais submissos e propícios às práticas dos rituais desse credo. A Igreja Católica incentiva também aos seus arrebanhados a veneração de imagens e de relíquias tidas como se fossem sagradas, cujas práticas não passam de um comércio barato, que vem sendo exercido há séculos pelos sacerdotes.

Segundo a Igreja Católica, Jesus, o Cristo, estabeleceu o sacramento da eucaristia na última ceia, quando, na realidade, a sua missão principal era estabelecer o instituto do Cristo em nossa humanidade, como realmente foi estabelecido o Racionalismo Cristão. Em decorrência, ela acredita que os sete sacramentos foram estabelecidos por Jesus, o Cristo, e, por conseguinte, foram confiados à Igreja Católica, durante o seu ministério, como sendo sinais visíveis e eficazes mediante os quais é concedida a vida e a graça tida como divinas a todos aqueles que os recebem. A administração dos sacramentos é independente da santidade pessoal do ministro, como se a Igreja quisesse desqualificar aos seus próprios ministros, em face das suas vidas desregradas e criminosas, por isso ela afirma que os frutos dos sacramentos dependem das disposições de quem os recebe. E sobre os sacramentos, sem qualquer noção acerca do nosso Redentor, vem São Leão Magno dizer que “o que era visível no nosso Salvador passou para os seus sacramentos”, como se essas bobagens sacramentais fossem de alguma importância para a evolução espiritual dos seres humanos.

No entanto, ao celebrar a prática dos sacramentos, a Igreja Católica afirma que alimenta, exprime e fortifica a fé credulária, sendo por isso que eles são parte integrante e inalienável da vida de cada católico e fundamentais para a sua salvação, porque eles conferem aos crentes a graça divina, os dons do espírito santo, o perdão dos pecados, a conformação a Cristo e a pertença à Igreja, que os tornam capazes de viverem como filhos do deus bíblico, em Cristo, considerando ainda que este é o seu filho unigênito. Daí a grande importância dos sacramentos na liturgia católica. Como os sete sacramentos marcam indelevelmente as várias fases tidas como importantes da vida dos falsos cristãos que seguem ao catolicismo, eles são divididos em três categorias, que são as seguintes:

  1. Os sacramentos da iniciação tida como se fosse cristã, por intermédio do batismo, da confirmação e da eucaristia, que segundo a Igreja “lançam os alicerces da vida cristã: os fiéis, renascidos pelo Batismo, são fortalecidos pela Confirmação e alimentados pela Eucaristia”;
  2. Os sacramentos da cura, por intermédio da reconciliação e da unção dos enfermos, que possibilitam à Igreja a cura e o fortalecimento da nova vida dada por Jesus, o Cristo, através dos sacramentos da iniciação tida como sendo cristã, uma vez que ela pode ser enfraquecida e até perdida por causa dos pecados;
  3. Os sacramentos ao serviço da comunhão e da missão, por intermédio da ordem e do matrimônio, que contribuem para a edificação do povo do deus bíblico, para a comunhão eclesial e para a salvação de terceiros.

Com relação aos sacramentos, Tomás de Aquino afirmou que “todos os sacramentos estão ordenados para a eucaristia como para o seu fim”; daí a razão pela qual na eucaristia os católicos julgam ignorantemente renovar o mistério pascal de Jesus, o Cristo, atualizando e renovando assim a salvação da nossa humanidade, onde também julgam que Jesus, o Cristo, está presencialmente nela, assim como a ação santificadora do deus bíblico em favor dos homens e o culto humano para com ele atingir o seu auge.

Geralmente, todas as práticas dos cultos católicos são dirigidos para a santificação e a purificação, com vistas ao fim da salvação, como se o verdadeiro Deus em sua infinitude, na qualidade da Inteligência Universal, sendo, portanto, o nosso Criador, o Todo, fosse capaz de condenar as suas próprias criaturas, que são partículas da sua essência, e que evoluem adquirindo as suas propriedades. Mas condenar para onde e para o quê, se Ele é o Todo, se tudo Nele está contido? Por essa razão a Igreja Católica cria essa baboseira de santidade, fabrica os seus próprios santos, e os adota como modelos de santidade e de virtude para serem seguidos pelos seus arrebanhados.

A Soteriologia — que é a parte da Teologia que estuda os últimos fins do homem, da sua salvação por Jesus, o Cristo, que alguns confundem com a Cristologia — no catolicismo é oferecida pelo deus bíblico a todos aqueles que quiserem, desde que professando o credo católico, que permite e conduz o homem à santidade, a felicidade e a vida eterna. Esta salvação deve ser obtida através da fé credulária em Jesus, o Cristo, e da atribuição à Igreja, como se ela tivesse sido fundada e encabeçada por ele, com essa crença negando a salvação para os que não professam esse credo, para que assim o medo venha a se instalar nas mentes daqueles que não raciocinam e então continuem arrebanhados.

Todos aqueles que professam a fé credulária católica são ajudados e chamados pelo deus bíblico para serem santos, para lutarem espiritualmente com o fim de crescerem em santidade, que segundo o catolicismo é “a plenitude da vida cristã e a perfeição da caridade”, que é exercida no astral inferior, mas que os seus fiéis ignoram esta realidade, pois que também ignoram a natureza do Cristo.

Essa luta considerada como se fosse espiritual, que representa o caminho da santificação, começa no momento do batismo, quando se recebe a graça santificante, devendo progredir com a ajuda das rezas e orações, dos sacramentos e de outros meios de salvação estabelecidos pela Igreja Católica. Essa progressão deve ser sempre motivada pela esperança da salvação e animada pela caridade, com esta se traduzindo na realização dos ensinamentos ditos cristãos, os quais se resumem nos mandamentos de amor e na prática das boas obras, que por sua vez exprimem a fé credulária em Jesus, o Cristo, e assim podem eliminar as penas temporais causadas pelo pecado, que se realmente existisse teriam os sacerdotes como sendo os maiores pecadores do mundo, disparadamente.

Essa postura e ação dos católicos contribuiria também para a construção de um mundo melhor e para a aceleração da realização definitiva do reino do deus bíblico, quando, na realidade, após praticamente dois milênios da supremacia católica no mundo, a nossa humanidade vem se tornando cada vez mais depravada e mais pervertida, olvidando dos verdadeiros valores espirituais, pois, segundo se diz, a Igreja Católica influenciou profundamente na cultura humana, sem contar com os males que ela vem praticando desde então.

Assim, o fim do caminho da santificação católica é obter a plenitude da felicidade e a vida eterna, que é gozada após a morte pelos santos, ou os que são salvos, no céu, em íntima união com a sua santíssima trindade, que não sabem os credulários, é o astral inferior.

 

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