15.03.12- A organização da Igreja Católica

Prolegômenos
6 de julho de 2018 Pamam

A Igreja Católica é regida pelo Código de Direito Canônico, sendo constituída por vinte e três igrejas particulares autônomas sui juris, que são a Igreja Latina e as vinte e duas Igrejas Orientais Católicas, as quais são constituídas por uma ou mais circunscrições eclesiásticas. A sua estrutura é formada pelo clero e pelos leigos, podendo estes dois grupos terem também como membros as pessoas consagradas, que normalmente se agrupam em ordens credulárias, que para eles é tida como se fossem ordens religiosas, ou em institutos seculares. Ela dispõe de uma hierarquia ascendente, baseada nos três graus do Sacramento da Ordem, que são o episcopado, o presbiterado e o diaconado, que vai desde o simples diácono até chegar ao cargo mais alto de papa, que é considerado como sendo o chefe e o pastor da Igreja.

A crença católica é que os seus ministros tidos como sagrados são ícones de Jesus, o Cristo, em virtude disso eles são homens, porque os doze apóstolos também são homens, e Jesus, o Cristo, na sua forma humana, também é homem. No entanto, isto não implica em dizer que o papel da mulher na Igreja seja menos importante que o dos homens, mas apenas diferente. Com a exceção relativa aos casos referentes aos diáconos e aos padres ordenados pelas Igrejas Orientais Católicas, assim como pelos ordinariatos pessoais para anglicanos, todo o clero católico é obrigado a observar e a cumprir o celibato. Nas Igrejas Orientais, o celibato é obrigatório apenas para os bispos, que são escolhidos entre os sacerdotes celibatários.

Na Igreja Católica Apostólica Romana, que é o caso em questão, o papa é considerado pomposamente como sendo o vigário de Jesus, o Cristo, na Terra, apesar de ignorar completamente o que seja realmente o verdadeiro cristianismo, de onde veio o nosso Redentor, o que veio realizar em nossa humanidade, para onde retornou, e, principalmente, a natureza dos seus ensinamentos, tudo isso posto no âmbito da realidade universal, pois que o sobrenatural não existe, assim como também é considerado o “perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade da Igreja”, sendo eleito pelo Colégio dos Cardeais, embora tenha havido exceções. A Igreja Católica defende que todos os seus bispos, os quais são coadjuvados pelos presbíteros e pelos diáconos, devido ao sacramento da Ordem, são os sucessores dos doze apóstolos, sendo o papa o sucessor direto do apóstolo Pedro, daí a razão da autoridade suprema e da primazia que o papa goza na hierarquia católica apostólica romana.

O termo hierarquia, da Igreja Católica Apostólica Romana, é utilizado para se referir aos membros da Igreja que desempenham a função de governar na fé credulária e guiar nas questões “morais” e da vida tida como sendo cristã os seus fiéis arrebanhados. Ela possui uma estrutura hierarquizada tendo por base a suposição de que Jesus, o Cristo, seria o seu instituidor para “apascentar o povo de Deus em seu nome, para isso lhe deu autoridade”, sendo formada por leigos e pelo clero, em que este último é considerado como sendo constuituído por “ministros sagrados que receberam o sacramento da Ordem”, podendo ambos os grupos terem como membros pessoas consagradas.

Para o clero, que é constituído pelos sacerdotes, existem tarefas específicas que são exclusivas dos seus integrantes, excetuando-se os diáconos, como, por exemplo, a celebração da missa, nomeadamente a consagração da hóstia, e dos sacramentos, com a exceção do batismo, mas somente em casos de extrema necessidade. No entanto, muitos consideram o clero de um modo geral, com os sacerdotes compondo o clero regular e os leigos o clero secular.

O clero se encontra disposto em uma hierarquia ascendente, que se baseia nos três graus do Sacramento da Ordem: episcopado, presbiterado e dicaconato; que se estende desde o simples diácono, passando pelo presbítero, bispo, arcebispo, primaz e cardeal, até chegar ao cargo tido como supremo de papa. O clero regular tem a sua própria hierarquia e títulos eclesiásticos, com a subordinação ao papa.

A disciplina e as atividades do clero são reguladas e supervisionadas pela Congregação Para o Clero, no caso dos padres e dos diáconos, e pela Congregação Para os Bispos, no caso do episcopado, o que não justifica de nenhum modo a complascência e o acobertamento das práticas de homossexualismo e de pedofilia por parte dos sacerdotes, sendo o homossexualismo problema de cada um, desde que não envolva menores de idade. A hierarquia da Igreja Católica é a seguinte: papa, cardeal, arcebispo, bispo, padre, diácono e leigo.

O episcopado católico é formado por prelados, que são considerados como sendo os ministros sagrados que receberam a totalidade dos sacramentos da Ordem, sendo por isso também considerados como sendo os sucessores diretos dos doze apóstolos. Excetuando-se o papa, que possui jurisdição universal e suprema sobre toda a Igreja Católica, os prelados, que são títulos de honra atribuídos a certos sacerdotes que ocupam cargos elevados, podem ter jurisidição ordinária ou não sobre as suas respectivas circunscrições eclesiáticas.

Para os católicos, o papa é o Sumo Pontífice e o chefe da Igreja Católica, o bispo de Roma, considerado como sendo o vigário de Jesus, o Cristo, na Terra, e o possuidor do pastoreio de todos os que se consideram cristãos, cuja autorga foi concedida por Jesus, o Cristo, a Pedro, em decorrência, a todos os demais papas. Mas o fato é que Pedro nunca foi papa, pois que o nosso Redentor nunca foi o instituidor da Igreja Católica neste mundo, mas sim do Racionalismo Cristão, que passou dois milênios para ser fundado por Luiz de Mattos, após a sua vinda, dele, de Jesus, o Cristo, neste nosso mundo-escola.

Se a Igreja Católica afirma que é una e santa, é dentro do seu próprio seio que se afirma justamente o contrário, que muitos papas foram incestuosos, avaros, homicidas e simoníacos, e também que ele nunca foi o sucessor de Pedro, pois que este nunca foi papa e nunca agiu como papa, como assim vem afirmar o bispo Strossmayer de dentro do próprio seio da Igreja Católica, ao qual eu me reportarei novamente mais adiante. Esse credo católico que se diz o representante do Jesus, o Cristo, na Terra, por intermédio dos papas e dos seus sacerdotes subordinados, representa o credo que mais praticou crimes em toda a história da nossa humanidade, senão vejamos apenas o resumo dos principais:

  1. Em nome de Jesus, o Cristo, a Igreja Católica elaborou uma doutrina sobrenaturalística completamente incongruente, com base na Bíblia, um livro dito sagrado, que é o mais mentiroso do mundo, por ser obra do astral inferior, que atuou sobre médiuns obsedados que serviram de seus instrumentos, e que teve um assassino, São Paulo, considerado como sendo o precursor dessa doutrina, sendo tanto essa doutrina como esse livro dito sagrado carregados de baboseiras, repletos de ignorâncias, de palavras destituídas de sentido racional e lógico, próprias de espíritos obsessores, quando o próprio Jesus, o Cristo, afirmou claramente que somente a verdade poderia livrar a humanidade das garras da ignorância, o que lança por terra toda essa criação descrita no Gênese, assim como também todo o Antigo Testamento, em decorrência, o Novo Testamento, pois que a Bíblia é considerado um livro só, embora dividido em vários livros;
  2. Em decorrência, a Igreja Católica se danou a semear a ignorância por todo o orbe terrestre, fazendo com que todos os seus arrebanhados se tornassem uns verdadeiros cretinos, muito mansos, obedientes e crentes, seguindo rigorosamente aos seus dogmas e preceitos estapafúrdios;
  3. Como não tinha bases lógicas e racionais para formular a sua doutrina incongruente e sem sentido real, e nem para a compreensão devida desse seu livro dito sagrado, inoculou criminosamente a fé credulária na mente de todos os seus arrebanhados, que sendo todos ignorantes e mentalmente por demais atrasados, cegaram estupidamente as suas visões acerca da espiritualidade, ao adquirirem a essa fé credulária maligna, mergulhando a nossa humanidade em um verdadeiro oceano de caos por mais quase dois milênios, quando a fé credulária se estabelecia no mundo, com a Idade da Fé, e após o seu estabelecimento, com a Idade das Trevas, somente aliviado um pouco esse caos com a Renascença, mas com essa fé credulária maligna perdurando em menores proporções até aos tempos atuais, impedindo a evolução espiritual dos seres humanos de boa vontade;
  4. Sendo a Igreja Católica diretamente contrária a tudo o que foi ensinado por Jesus, o Cristo, por conseguinte, sendo inversamente proporcional aos seus ideais para com a nossa humanidade, ele que sempre foi pobre, simples e humilde, ela, por sua vez, sempre acumulou poderes e riquezas em toda a sua história, bem mais até do que os maiores impérios que existiram, chegando ao ponto de possuir dois terços das terras aráveis da Europa, além de muitas outras terras espalhadas pelo mundo, mantendo escravos e emprestando dinheiro a juros, algo que Jesus, o Cristo, jamais ensinou ou desejou possuir quando aqui neste nosso mundo-escola esteve encarnado;
  5. Em decorrência, os seus sacerdotes, a partir dos próprios papas, sempre viveram no mais completo luxo, vivendo em palácios, empanturrando-se à vontade com comidas e bebidas, cobrando impostos, taxas, indulgências, e tudo o mais que lhes dessem poder e riqueza materiais, já que espiritualmente o seu poder é nulo;
  6. Vivendo nessas mordomias exacerbadas e desenfreadas, a degeneração papal e dos seus cardeais vieram à tona, tornando-se do conhecimento de todos, com os papas mantendo relações sexuais com as suas próprias filhas, praticando, pois, o incesto, como foi o caso de Alexandre VI, mantendo concubinas e amantes, estas muitas vezes mulheres casadas, praticando o homossexualismo, a pedofilia, os bacanais, tanto no antro do Vaticano como nos antros situados abaixo dos altares das suas igrejas, e tudo o mais que de nocivo e prejudicial à moral dos seres humanos possa existir, sendo eles devidamente seguidos pelos seus sacerdotes, que demonstravam ser ainda muito mais depravados, pois que também eram escravos das orgias, cujas práticas perduram até aos dias de hoje, tendo a Igreja Católica muitas vezes que pagar pesadas indenizações pelas práticas dessas atrozes imoralidades;
  7. A ânsia pelo poder e pela riqueza para a dominação do mundo ensejava a que os papados mantivessem os seus exércitos para poderem guerrear pela conquista ou pela manutenção dos territórios subjugados ao Vaticano, e quando não assim procedia, estimulava a guerra entre as nações, através de manhas e artifícios, para que estas enfraquecessem e não pudessem disputar os territórios visados pela Igreja, quando, Jesus, o Cristo, submeteu-se pacificamente às leis humanas, sem qualquer resistência à sua prisão, quando foi preso pelos soldados romanos;
  8. Sendo a principal inoculadora da fé credulária neste mundo, da fé credulária que cega, que fanatiza e que produz a intolerância, embaçando a percepção, a compreensão e a consciência, ensejando a que todo o mal seja praticado em favor das suas crenças, incluindo-se os piores e os mais abomináveis crimes, a Igreja Católica assim promoveu as Cruzadas, que foram sete guerras contra o islã, matando e trucidando milhares e milhares de pessoas, inclusive mulheres e crianças, e até os judeus, que não tinham nada a ver com o caso, em que os cruzados, os quais, ainda não satisfeitos e não seguindo aos seus objetivos, pilhavam e saqueavam vilas e cidades, matando e trucidando os seus habitantes simplesmente para poderem roubar;
  9. Comprovando para qualquer ser humano raciocinante que praticamente tudo o que se encontra inserido em sua doutrina e no seu livro dito sagrado representa a mais brutal ignorância e a mais deslavada mentira, com base em ambos a Igreja católica assassinou milhares e milhares de mulheres por esse mundo afora, queimando-as nas fogueiras, sob a acusação de que eram todas feiticeiras;
  10. Todos aqueles que procuravam expressar os seus próprios pensamentos, livres das peias do catolicismo, eram considerados hereges, sendo todos eles condenados por heresia. Mas o fato é que a Igreja Católica não se caracteriza apenas pela sua ânsia incontida de poder e riqueza, e nem também apenas pelos seus crimes hediondos e pelas suas depravações bestiais, praticando os piores males de que a história da nossa humanidade tem notícia, pois ela ainda pugna pela sua imensa falsidade e pelo seu profundo cinismo. Assim, após as suas sessões de tortura, ela entregava os condenados pelo crime de heresia ao poder secular, para que este procedesse à execução, queimando-os na fogueira, quando Jesus, o Cristo, ensinou que devemos amar aos nossos semelhantes como a nós mesmos. Deveria a Igreja Católica ter procedido a tudo isso, desde as torturas, o julgamento, passando pela condenação, até a execução, pelo menos assim poderia assumir todo o mal praticado, tornando-se menos hipócrita e safada;
  11. Desde que surgiu no seio da nossa humanidade, a Igreja Católica jamais se satisfez em pregar apenas a ignorância das suas crenças esdrúxulas, em praticar os seus crimes, as suas orgias depravadas, as suas guerras, as suas torturas, os seus assassinatos e outros males, pois ela sempre interferiu no governo secular, com os papas sendo ainda mais poderosos do que os mais poderosos dos reis e imperadores, ocorrendo o declínio mais acentuado desse poder apenas ao final do século XX, embora ainda hoje ela tenha alguma influência, pois é ciente do poder dos votos dos seus fiéis cretinizados;
  12. O credo católico, principalmente por intermédio da Reforma Protestante, foi retalhado em milhares de seitas, com todas elas estufando o peito para se dizerem cristãs, sempre com as suas pregações tendo por base a mentirosa e perigosa Bíblia, mas elas, sem qualquer exceção, além de continuarem a propagar a ignorância em todos os recantos do mundo, continuam a explorar financeiramente aos seus arrebanhados, sem qualquer demonstração de piedade, prometendo sempre a esdrúxula salvação, além dos atrativos das bênçãos, dos milagres, das curas, dos progressos financeiros, dos empregos, e tudo o mais que de ruim e safado os seus sacerdotes conseguem inventar.

Essa dúzia de relatos criminosos expostos acima, que representa apenas um resumo dos males credulários dos sacerdotes que afirmam seguir a Jesus, o Cristo, comprova sobejamente que todos esses credos e seitas não podem ser considerados como sendo cristãos, por hipótese alguma, muito pelo contrário, todos eles são anticristãos, pelo fato das suas pregações e das condutas dos seus líderes se encontrarem frontalmente contra os ensinamentos e a conduta de vida do nosso Redentor. Em decorrência, todos os seus arrebanhados, que também se julgam cristãos, na realidade, são igualmente anticristãos. No entanto, como os arrebanhados não cometeram os mesmos crimes que os sacerdotes anticristãos cometeram, eles poderiam ser denominados simplesmente de avulsos, mas como são todos obtusos, néscios, maria vai com as outras, como se diz comumente por aí, portanto, uns verdadeiros cretinos, por não possuírem um rumo certo na vida, além de obedientes aos sacerdotes, são também anticristãos.

Como se pode facilmente comprovar, somente um perfeito cretino pode continuar a seguir a esse credo e as suas seitas. Mas como não existe a perfeição neste mundo, ninguém pode atingir ao grau de um perfeito cretino, mas sim, simplesmente, cretino. Assim, aqueles que continuarem a seguir ao catolicismo e as suas seitas, além de cretinos, deverão continuar a ser considerados e chamados de anticristãos. Os que não tiverem nenhum rumo espiritual a seguir na vida serão considerados como avulsos, tais como avulsos são os ateus. Os que se dispuserem a militar no Racionalismo Cristão serão considerados antecristãos, os precursores do verdadeiro cristianismo. E os que continuarem a seguir aos credos e as suas seitas serão os mais atrasados, pois os credulários que se julgam cristãos, pelo menos reconhecem a grandeza de Jesus, o Cristo, apesar de o considerarem o filho único do próprio deus bíblico, divinizando-o, enquanto que aqueles de outros credos e seitas vão ficando cada vez mais longe da cristandade.

Agora, após ser exposta racionalmente a razão pela qual todos os sacerdotes e credulários são denominados de anticristãos, faz-se necessário expor racionalmente a razão pela qual nunca existiu, não existe e jamais existirá qualquer representante de Jesus, o Cristo, na Terra, por conseguinte, a razão dessa farsa papal, que foi inventada em decorrência da ânsia incontida e insaciável pelo poder e pela riqueza que sempre demonstrou a classe sacerdotal, quando a bisparada procurou por todos os meios sobrepujar uns aos outros, saindo vitoriosa a bisparada romana, em relação aos seus concorrentes do Oriente.

E como dito, o faremos sem sair do seio da própria Igreja Católica, para comprovar o ditado popular que diz que o mal por si destrói, por intermédio do discurso pronunciado no Concílio Vaticano I, de 1870, pelo bispo da Igreja Católica Strossmayer, sobre a invenção sacerdotal dele ser o sucessor de Pedro e sobre a infalibilidade do papa, que deve ter sido devidamente intuído pelo Astral Superior para que pudesse afirmar o seguinte:

Pensei que se Pedro fosse vigário de Jesus Cristo, ele não o sabia, pois que nunca procedeu como papa, nem no dia de Pentecostes, quando pregou o seu primeiro sermão, nem no Concílio de Jerusalém, presidido por S. Tiago, nem na Antioquia e nas Epístolas que dirigiu às Igrejas. Será possível que ele fosse papa sem o saber?

Permiti que repita: folheando os sagrados escritos, não encontrei o mais leve vestígio do papado, nos tempos apostólicos.

E, percorrendo os anais da Igreja, nos quatro primeiros séculos, o mesmo me sucedeu!

Confessar-vos-ei que o que encontrei, foi o seguinte:

Que o grande Santo Agostinho, bispo de Hipona, honra e glória do Cristianismo e secretário no Concílio de Melive, nega a supremacia ao bispo de Roma.

Que os bispos da África, no sexto Concílio de Cartago, sob a presidência de Aurélio, bispo dessa cidade, admoestavam a Celestino, bispo de Roma, por se supor superior aos demais bispos, enviando-lhes comissionados e introduzindo o orgulho na Igreja.

Que, portanto, o papado não é instituição divina.

Deveis saber, meus veneráveis irmãos, que os padres do Concílio de Calcedônia colocaram os bispos da antiga e nova Roma na mesma categoria dos demais bispos.

Que aquele sexto Concílio de Cartago proibiu o título de ‘Príncipe dos Bispos’, por não haver soberania entre eles.

E que S. Gregório I escreveu estas palavras, que muito aproveitam à tese: — Quando um patriarca se intitula ‘Bispo Universal’, o título de patriarca sofre incontestavelmente descrédito. Quantas desgraças não devemos nós esperar, se entre os sacerdotes se suscitarem tais ambições?

Esse ‘bispo’ será o rei dos orgulhosos! — Pelágio II, (Cett, 13).

Com tais autoridades e muitas outras que poderia vos citar, julgo ter provado que os primeiros bispos de Roma não foram reconhecidos como bispos universais ou papas, nos primeiros séculos do Cristianismo.

E, para mais reforçar os meus argumentos, lembrarei aos meus veneráveis irmãos que foi Ósio, bispo de Córdova, quem presidiu o primeiro Concílio de Niceia, redigindo os seus cânones; e que foi ainda esse bispo que, presidindo o Concílio de Sardíaca, excluiu o enviado de Júlio, bispo de Roma!

Mas, da direita me citam estas palavras do Cristo — Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja.

Sois, portanto, chamados para este terreno.          

Julgais, veneráveis irmãos, que a rocha ou a pedra sobre que a Santa Igreja está edificada, é Pedro, mas permiti que eu discorde desse vosso modo de pensar.

Diz S. Cirilo, no seu quarto livro sobre a Trindade: ‘A rocha ou pedra de que nos fala Mateus, é a fé imutável dos Apóstolos’ (leia-se aqui a fé racional, digo eu).

Olegário, bispo de Poitiers, em seu segundo livro sobre a Trindade, repete: Que aquela pedra é a rocha da fé confessada pela boca de São Pedro. E no seu sexto livro, mais luz nos fornece, dizendo: É sobre esta rocha da confissão da fé que a Igreja está edificada.

Jerônimo, no sexto livro sobre S. Mateus, é de opinião que Deus fundou a sua Igreja sobre a rocha ou a pedra que deu o nome a Pedro.

Nas mesmas águas navega S. Crisóstomo quando, em sua homília 56, a respeito de Mateus, escreve: — Sobre esta rocha edificarei a minha Igreja: e esta rocha é a confissão de Pedro.

E eu vos perguntarei, veneráveis irmãos, qual foi a confissão de Pedro.

Já que não me respondem, eu vô-la darei: ‘Tu és o Cristo, o filho de Deus’.

Ambrósio, o santo Arcebispo de Milão, S. Basílio de Salência e os padres do Concílio de Calcedônia ensinam precisamente a mesma coisa.

Entre os doutores da antiguidade cristã, Santo Agostinho ocupa um dos primeiros lugares, pela sua sabedoria e pela sua santidade. Escutai como ele se expressa sobre a primeira epístola de S. João: Edificarei a minha Igreja sobre esta rocha, significa claramente que é sobre a fé de Pedro.

No seu tratado 124, sobre o mesmo S. João, encontra-se esta significativa frase: Sobre esta rocha, que acabais de confessar, edificarei a minha Igreja; e a rocha era o próprio Cristo, filho de Deus.

Tanto esse grande e santo bispo não acreditava que a Igreja fosse edificada sobre Pedro, que disse em seu sermão nº 13: — Tu és Pedro, e sobre essa rocha ou pedra que me confessaste, que reconheceste, dizendo: Tu és o Cristo. O filho de Deus vivo, edificarei a minha Igreja, sobre mim mesmo; pois sou o filho de Deus vivo. Edificarei sobre mim mesmo, e não sobre ti.

Haverá coisa mais clara e positiva?

Deveis saber que essa compreensão de Santo Agostinho, sobre tão importante ponto do Evangelho, era a opinião corrente do mundo cristão naqueles tempos. Estou certo de que não me contestareis.

Assim é que, resumindo, vos direi:

1º Que Jesus deu aos outros apóstolos o mesmo poder que deu a Pedro.

2º Que os apóstolos nunca reconheceram em S. Pedro a qualidade de vigário do Cristo e infalível doutor da Igreja.

3º Que o mesmo Pedro nunca pensou ser papa, nem fez coisa alguma como papa.

4º Que os concílios dos quatro primeiros séculos nunca deram, nem reconheceram o poder e a jurisdição que os bispos de Roma queriam ter.

5º Que os Santos Padres, na famosa passagem: — Tu és Pedro, e sobre essa pedra (a confissão de Pedro) edificarei a minha Igreja —, nunca entenderam que a Igreja não estava edificada sobre Pedro (super petrum), isto é: sobre a confissão da fé do apóstolo!

Concluo, pois, com a história, a razão, a lógica, o bom senso e a consciência do verdadeiro cristão, que Jesus não deu supremacia alguma a Pedro, e que os bispos de Roma só se constituíram soberanos da Igreja confiscando, um por um, todos os direitos de episcopado!

… volto, porém, a dizer-vos que, se decretais a infalibilidade do atual bispo de Roma, devereis decretar também a de todos os seus antecessores; mas, vos atrevereis a tanto? Sereis capazes de igualar a Deus todos os incestuosos, avaros, homicidas e simoníacos bispos de Roma?”.

Eis aí, portanto, o charlatanismo e a imposturice papais, provado e comprovado por um dos seus bispos, que somente era sacerdote por acreditar verdadeiramente em Jesus, o Cristo, apesar da ignorância e da falta de compreensão em relação aos seus ensinamentos, tendo assim caído na armadilha pregada pela imaginação, e assim aceitado o sobrenatural.

Sendo assim charlatão e impostor, o papa é aconselhado e eleito pelo colégio de cardeais, quando então, no governo da Igreja, passa a ser assistido pela cúria romana, tendo a sua sede em Roma, considerada como sendo a cátedra de Pedro, sendo também assistido e aconselhado periodicamente pelo sínodo dos bispos.

Entre outras funções sacerdotais, além de semear a ignorância por todo o orbe terrestre, o papa assume a função de manter a integridade e a fidelidade do depósito da fé credulária, corrigindo quando necessário qualquer interpretação alheia à doutrina católica da “revelação divina”, que, como já se sabe, são as intuições do astral inferior. Para tanto, convoca concílios ecumênicos, ou então exerce pessoalmente a “infalibilidade” papal, que é uma prerrogativa dada aos papas pelo Concílio Vaticano I, como já visto. Todos os membros da hierarquia católica respondem perante o Vaticano, que os católicos denominam de Santa Sé, que significa o conjunto do papa e dos dicastérios da cúria romana.

Os cardeais, reunidos no colégio dos cardeais, são os conselheiros e os colaboradores mais íntimos e diretos do papa, sendo eles bispos em sua esmagadora maioria. O papa é eleito de forma vitalícia pelo colégio de cardeais, sendo a abdicação ao cargo algo muito raro de acontecer, como aconteceu recentemente com Bento XVI.

A forma de tratamento para os cardeais “Vossa Eminência”, para assim caracterizar a sua saliência social, que, em sentido figurado, denota supremacia moral, excelência intelectual, como se realmente esses sacerdotes fossem detentores de alguma moral, que não a moral utilitária, pelo que, ao invés da saliência social e do sentido figurado, dever-se-ia apor a esses sacerdotes o sentido anatômico, que caracteriza uma protuberância, geralmente percebida na superfície de um osso, sendo eles, portanto, uma eminência óssea, materializados que são, em face das suas vaidades, orgulhos e soberbias.

Entre os sacerdotes que formam o colégio de cardeais, muitos deles servem na cúria romana, assistindo ao papa na administração da Igreja. Todos os cardeais que possuem menos de 80 anos de idade têm o direito de votar para eleger um novo papa, após a morte ou a renúncia do seu predecessor. A cada cardeal é atribuída uma igreja ou uma capela em Roma para fazer dele membro do clero da cidade, nascendo daí a seguinte classificação:

  • Cardeal-bispo;
  • Cardeal-presbítero;
  • Cardeal-diácono.

Devem aqui ser incluídos os patriarcas, que são normalmente títulos possuídos por alguns líderes das Igrejas Católicas Orientais sui iuris, cuja expressão latina se diz da pessoa livre, capaz de determinar a si própria sem depender de outrem, que com os seus próprios sínodos constituem a instância suprema para todos os assuntos dos patriarcados orientais, não excluído o direito de constituir novas eparquias, um tipo de circunscrição eclesiástica adotado nas Igrejas Orientais Católicas ou Ortodoxas, que analogamente corresponde ao conceito de diocese, em que o seu ordinário é chamado de eparca, e de nomear bispos do seu rito dentro dos limites do território patriarcal, salvo o direito inalienável do papa de intervir em cada caso. Esses patriarcas são eleitos pelos seus respectivos sínodos e depois são reconhecidos pelo papa. Existe ao todo seis patriarcas orientais na Igreja Católica, a saber:

  1. Patriarca Católico Copta de Alexandria;
  2. Patriarca Católico Sírio de Antioquia;
  3. Patriarca Greco-melquita de Antioquia, Jerusalém, Alexandria, e de todo o Oriente;
  4. Patriarca Católico Maronita de Antioquia;
  5. Patriarca Caldeu da Babilônia;
  6. Patriarca Católico Armênio da Cilícia.

Na Igreja Latina existem alguns prelados que são considerados importantes e que também recebem o título de patriarca, apesar de o título ser apenas honorífico e não lhes conferirem poderes adicionais, assim eles não têm o mesmo poder que os patriarcas orientais. Entre os patriarcas latinos se encontram os seguintes:

  1. Patriarca Latino de Jerusalém;
  2. Patriarca das Índias Orientais;
  3. Patriarca de Lisboa;
  4. Patriarca de Veneza.

Os patriarcas, quer sejam do rito oriental, quer sejam do rito latino, gozam de precedência, ainda que apenas a título honorífico, relativamente a todos os arcebispos, incluindo os primazes. E a forma de tratamento para os patriarcas é “Vossa Beatitude”.

Os arcebispos são prelados que se encontram à frente das dioceses, na maioria dos casos. Se a sua diocese for a sede de uma província eclesiástica, o que pode não acontecer, eles se tornam arcebispos metropolitanos, que geralmente têm também poderes de supervisão e jurisdição limitada sobre as dioceses que fazem parte da respectiva província eclesiástica.

O título de arcebispo metropolitano é dado também a alguns líderes das igrejas orientais sui iuris, pois que pelo seu reduzido tamanho não puderam ser elevados a arquidioceses maiores, ou a patriarcados. Existem também algumas igrejas orientais sui iuris que não conseguindo satisfazer a determinadas condições, tiveram que se contentar com o grau de arquidiocese maior. Para estas igrejas, o seu governo é entregue a um arcebispo maior, que também é eleito pelo seu respectivo sínodo e depois confirmado pelo papa. Estes arcebispos maiores são honorificamente superiores aos demais arcebispos da Igreja Católica.

Além dos arcebispos metroplitanos, existem ainda muitos outros títulos, como, por exemplo, o título de arcebispo titular, que é dado aos arcebispos que não têm jurisdição ordinária sobre a sua arquidiocese, e também o de arcebispo primaz, que é dado a arcebispos das circunscrições eclesiásticas mais antigas ou representativas de alguns países ou regiões.

Os bispos, que recebem as denominações de diocesano, titular, coadjutor, auxiliar e emérito, são considerados como se fossem os sucessores diretos dos doze apóstolos, por isso recebem o todo do sacramento da Ordem, o que lhes conferem uma jurisdição completa sobre os fiéis da sua diocese, na maioria dos casos. Normalmente, somente os bispos diocesanos é que gozam deste poder jurisdicional, incluindo-se os eparcas, que é o título equivalente de bispo nas igrejas orientais católicas.

Além dos diferentes tipos de bispos, existem também vários títulos e cargos que são equivalentes ao do bispo diocesano, em face da lei canônica, tais como:

  • Abade territorial/abade;
  • Prelado territorial;
  • Exarca;
  • Vigário apostólico;
  • Prefeito apostólico;
  • Administrador apostólico;
  • Ordinário militar;
  • Ordinário pessoal;
  • Eclesiástico superior de uma missão sui iuris;
  • Administrador diocesano.

Os presbíteros, ou padres, são os colaboradores dos bispos e têm somente um nível de jurisdição parcial sobre os fiéis, porque eles não receberam ainda a totalidade do sacramento da Ordem. Alguns deles lideram as paróquias da sua diocese e têm vários títulos, com alguns sendo honoríficos, outros nem por isso, tais como:

  • Vigário:
    • Vigário-geral, vigário judicial e vigário episcopal, que agem em nome e com autoridade do bispo diocesano.
  • Monsenhor, que é um título honorífico que não confere quaisquer poderes sacramentais adicionais:
    • Protonotário apostólico numerário;
    • Protonário apostólico supranumerário;
    • Prelado de honra de sua santidade.
  • Capelão de sua santidade.
  • Cônego:
    • Arquimandrita, que é apenas um título honorífico usado nas igrejas orientais sui iuris.

Existem ainda dois tipos de padres: os credulários, que são denominados erroneamente de religiosos, e os diocesanos. Os padres credulários professam os votos credulários de pobreza, castidade e obediência, e pertencem a uma congregação credulária, como, por exemplo, os franciscanos, os salesianos e os scalabrinianos, e assim vivem uma regra de vida própria em comunidades, sendo missionários. Já os padres diocesanos ficam ligados à diocese pela qual foram ordenados, sendo os colaboradores dos bispos diocesanos, sem que professem os votos, trabalhando quase sempre em suas dioceses.

Os diáconos são os auxiliares dos presbíteros e bispos que possuem o primeiro grau do sacramento da Ordem. Eles não são ordenados para o sacerdócio, mas sim para o serviço de caridade, da proclamação da palavra do deus bíblico e para as tarefas específicas na liturgia. A função do diácono não deve ser compreendida como se fosse a de um quase padre, e muito menos como se fosse a de um padre. Existem diáconos temporários e permanentes, em conformidade com o que rege o Código de Direito Canônico. O ministério do diácono se caracteriza pelo exercício dos três munera próprios do ministério ordenado, segundo a perspectiva específica da diaconia. Ressaltando-se aqui que o termo munera é decorrente da Roma antiga, sendo ele o plural latino, cujo singular é munus, que eram obras públicas fornecidas em benefício do povo romano por pessoas de alto status e riqueza, significando dever e obrigação, pelo que assim expressa a responsabilidade da pessoa para fornecer um serviço ou uma contribuição para a sua comunidade.

Relativamente ao munus docendi, que é a tarefa de ensinar, o diácono é chamado a proclamar a Escritura e a instruir e exortar o povo, sendo essa tarefa expressa mediante a entrega do livro dos Evangelhos, previsto pelo mesmo rito da ordenação.

O munus santificandi do diácono é exercido na oração, na administração solene do batismo, na conservação e distribuição da eucaristia, na assistência e bênção do matrimônio, na presidência ao rito funeral e da sepultura e na administração dos sacramentos.

Em relação aos diáconos, temos finalmente o munus regendi, que é exercido pela dedicação às obras de caridade e de assistência e pela animação de comunidades ou setores da vida eclesiástica, que possui três pontos fundamentais:

  1. A arrecadação de fundos dos seus arrebanhados, além dos dízimos, das ofertas e de outras arrecadações, como esmolas, doações, etc., sob o pretexto de realizar obras de caridade para os mais necessitados;
  2. Propagar uma imagem popular de que a Igreja Católica é caridosa e que se preocupa com os pobres e necessitados, sendo isso puro marketing, pois que o povo não atenta e nem se preocupa com o fato de que ela está fazendo cortesia “com o chapéu alheio”, já que ignora completamente o que sejam a liberalidade e a magnanimidade;
  3. Agregar cada vez mais os arrebanhados à Igreja Católica, a fim de adquirir a confiança e o respeito desses seus fiéis, encabrestando-os e os tornando bem mansinhos, feitos inocentes cordeirinhos, sempre obedientes às suas determinações.

Um homem casado pode se tornar um diácono permanente, mas um diácono solteiro, cuja condição seja permanente ou mesmo temporária, não pode contrair matrimônio, pois que a sua obrigação não pode ser com a família, mas sim com o Vaticano, por isso os diáconos deixam de cumprir com as suas obrigações naturais neste mundo.

Assim, as características da ministerialidade transmitidas pela Igreja Católica ao diaconato passam a ser bem definidas, como se pode induzir da antiga praxe dicaconal e das orientações conciliares, que englobam do primeiro ao último concílios reconhecidos pela Igreja.

Temos por fim os leigos, cuja origem da palavra vem do grego laos theon, que significa o povo de Deus, e que perfazem a maioria dos membros da Igreja Católica, que têm a incumbência de testemunhar e difundir os Evangelhos, bem como uma determinação própria de procurar o reino do deus bíblico, como se estivessem iluminando e ordenando as realidades temporais em conformidade com esse deus, correspondendo assim ao chamamento à santidade católica e ao apostolado, que são dirigidos a todos os batizados. No entanto, mesmo em tais condições, eles podem também participar das mais diversas formas no governo e na administração das suas igrejas locais, em conformidade com as disposições hierárquicas.

Antigamente os papéis dos leigos não eram bem definidos no seio da Igreja Católica, passando a serem definidos apenas por ocasião do Concilio do Vaticano II, entre 1962 e 1965, quando então eles passaram a gozar de certa igualdade em relação ao clero, vejam só, em termos de dignidade, como se o clero católico e dos demais credos e seitas fossem realmente dignos, como se realmente fossem detentores da verdadeira moral, mas não das funções clericais, pois que os leigos geralmente são de boa fé, ao contrário dos clérigos, que são mal intencionados.

Essa maquinação vaticânica posta por intermédio desse concílio, tornaram os leigos mais ativos e dinâmicos na administração das igrejas, na organização e participação das expressões dos cultos, sendo, por exemplo, acólitos, leitores, ou então membros da cantoria, assim como também de outras atividades paroquiais ou diocesanas, sendo tudo isto utilizado apenas para as suas motivações credulárias e os seus apegos ao credo católico, pois que a intenção maior se dirige diretamente para a catequese, no apostolado, e na evangelização, para que assim venha a aumentar a quantidade de arrebanhados, quando então eles passam a exercer a sua principal função da atualidade: a captação de recursos.

Atualmente, a Igreja Católica realiza a distinção entre os leigos católicos praticantes e os leigos católicos não praticantes, em que para os que defendem tal divisão ela tende a ser cada vez maior nos países mais desenvolvidos e ocidentais, muito embora esta classificação não venha a ser explicitada pela Igreja, que assim passa a declarar que à luz dos ensinamentos do seu magistério não faz qualquer sentido, embora o faça realmente, pois que ele não pretende que tal classificação venha a dividir o seu rebanho de fiéis, por isso ela vem declarar que a participação na missa dominical é obrigatória, que para os faltantes se torna um pecado mortal, que afasta o penitente da graça do deus bíblico, pelo menos até a confissão.

Os leigos que são consagrados, como consagrados podem ser também os demais credulários, inclusive os sacerdotes, agrupam-se geralmente em ordens credulárias, ou então em institutos seculares, existindo ainda aqueles que vivem isoladamente, ou mesmo até em comunidades abertas, em companhia de outros leigos não consagrados. Esses leigos optaram por levar uma vida consagrada de modo especial ao deus bíblico, com a profissão dos conselhos evangélicos, em que se destacam a castidade no celibato, a pobreza e a obediência, existindo entre esses seres humanos obsedados alguns que aceitam levar uma vida de clausura monástica, ou mesmo conventual.

Essa forma equivocada e desnatural de vida consagrada é reconhecida e supervisionada pela Congregação Para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, enquanto que os consagrados que obedecem ao rito oriental são supervisionados pela Congregação Para as Igrejas Orientais. Pode-se constatar aqui o ardil e a artimanha da Igreja Católica, pois que para insuflar a vaidade dos seus arrebanhados tornados todos cretinos, e ainda mais cretinos por se dedicarem à consagração, ela vem afirmar o seguinte:

Uma resposta livre a uma chamamento particular de Cristo, mediante a qual os consagrados se entregam totalmente a Deus e tendem para a perfeição da caridade sob a moção do Espírito Santo”.

Os obtusos arrebanhados que se consagraram e foram tornados cretinos pela Igreja Católica são diferenciados entre si, pois que existem os diferentes tipos de consagrados e de títulos, entre os quais se destacam o de abade ou abadessa, nas abadias; o de monje ou monja, nos mosteiros; o de frade ou freira, nos conventos; o de eremitas, nos eremitérios.

 

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