15.03.11- Os ensinamentos gerais da doutrina católica

Prolegômenos
5 de julho de 2018 Pamam

A doutrina católica ensina que a crucificação e a morte de Jesus, o Cristo, faz parte da vontade do seu deus bíblico em salvar aos homens, através do supremo sacrifício redentor do seu único filho. Quer dizer, esse deus extremamente covarde e por demais sanguinário não tem poderes para que possa proceder com a regeneração dos homens, a fim de que a sua vontade venha a ser realizada, mas sendo um pai desnaturado, envia o seu único filho para padecer na cruz, nela morrendo sofrendo dores atrozes. Caso esse deus bíblico tivesse alguma honra, deveria ter procedido como qualquer homem honrado procederia, com ele mesmo se sacrificando em lugar do filho, assim como eu ou qualquer outro pai que se preza assim teria procedido, pois que a preocupação maior do verdadeiro pai é poupar aos seus filhos de sofrimentos dolorosos, sempre trazendo para si mesmo as dores, as angústias e as aflições que são próprias deste mundo.

Durante o seu ministério, está escrito que Jesus, o Cristo, fez vários milagres, como andar sobre as águas, transformar a água em vinho, proceder a várias curas, exorcismos e até a ressuscitação dos mortos, tal como a pseudorressurreição de Lázaro. Tendo estado em vários lugares de Israel, notadamente na Galileia, na Samaria, na Judeia e, sobretudo, em Jerusalém, logo antes da sua crucificação.

É óbvio que ninguém pode andar sobre as águas, pois que além de ser contrário às leis e aos princípios físicos da natureza, caracteriza-se como sendo um modo de exibição dos mais grosseiros. Para que se possa transformar a uva em vinho, ou qualquer outro elemento da natureza, faz-se necessário a utilização de um processo adequado de fermentação, em conformidade com as leis e os princípios da natureza, não podendo jamais ocorrer por intermédio de simples palavras, que somente os tolos podem acreditar em tal cretinice. Não existem exorcismos, pois quando o ser humano se encontra realmente atuado, ele está possuído por espíritos obsessores que se encontram quedados no astral inferior, que com a mudança do ambiente fluídico se pode afastar a presença desses espíritos obsessores, o que ocorreu com a simples presença de Jesus, o Cristo. Quanto a Lázaro, este se encontrava em estado cataléptico, quando então a mediunidade de Jesus, o Cristo, pôde comprovar que ele não havia desencarnado, pois que os cordões fluídicos não haviam sido rompidos, pelo que o suposto morto apenas acordou do sono profundo em que se encontrava.

A doutrina católica diz em suas pregações que Jesus, Cristo, ensinou o pai nosso, as bem-aventuranças e insistiu sempre que o reino de deus estava próximo, com o deus bíblico estando preparando a Terra para um novo estado de graças, entre outras coisas, anunciando que quem quisesse fazer parte do reino de deus teria praticamente de nascer de novo, mas sem se referir à reencarnação, arrependendo-se dos pecados, convertendo-se e se purificando, e ensinando também que o amor, o poder e a graça do deus bíblico eram muito superiores ao pecado e a todas as forças do mal, insistindo por isso em que o arrependimento sincero dos pecados e a fé credulária nesse deus podem salvar aos homens.

O que Jesus, o Cristo, ensinou, na realidade, foi um modo de vibração magnética, radiação elétrica e radiovibração eletromagnética a Deus e ao Astral Superior, que em razão da extrema ignorância do povo, como ainda hoje é extremamente ignorante, tudo isso foi deturpado e transformado em preces. Quis o Nazareno dizer, ao se referir que o reino de Deus está próximo, que todos os seres humanos poderão constatar em si mesmos que tanto Deus como o Universo se encontra contido em cada um, em conformidade com o seu estágio evolutivo. Mas o que o deus bíblico se encontra fazendo é tentando destruir a vida na Terra, para que os seres humanos passem a viver esse estado de “graça” no astral inferior, fazendo parte do seu reino, tendo praticamente que nascer de novo, ou seja, desencarnar e viver espiritualmente, quedados todos no astral inferior, para que lá possam se converter e se purificar, cuja purificação consiste em contaminar os seus corpos fluídicos com os fluidos pestilentos formados pelo seu ambiente, cujo amor é a adoração e o temor ao deus bíblio, sendo que o seu poder superior ao pecado consiste em arrebanhar o pecador para as suas hostes, através da fé credulária, com a salvação, evidentemente, sendo a sua companhia no astral inferior.

Conforme consta em Mateus 22:37, Jesus, o Cristo, teria mandado aos seus discípulos o seguinte: “Tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua mente”; sendo isso uma mentira das grandes, pois sendo um espírito superioríssimo, o nosso Redentor era ciente de que a produção do amor espiritual ocorre por intermédio de raios de luz, produzidas através do corpo de luz, que forma a alma, juntamente com o corpo fluídico, então não poderia jamais ser de toda a alma, e nem tampouco de toda a mente, pois que os órgãos que formam o nosso corpo mental têm as suas funções e as suas finalidades específicas, que não são para a produção do amor espiritual, com  exceção da consciência. Essa expressão “Tens de amar a Jeová, teu Deus”, para aqueles que são versados um pouco em hermenêutica, que é o campo da Saperologia que estuda a arte da interpretação, pode constatar claramente que o verbo ter assim utilizado, assume a conotação de imperatividade, como se estivesse sendo imposta uma obrigação a alguém, qual seja, a de amar forçosamente a um determinado deus, em que o pronome teu indica expressamente que esse deus pertence a alguém, que é próprio de alguém, ou mesmo inspirado pela pessoa de quem se fala, como se Jesus, o Cristo, que chamou ao verdadeiro Deus de Pai, pudesse dirigi-Lo diretamente a uma pessoa ou a um grupo de pessoas, descaracterizando ser Ele o Criador de todas as Coisas.

Pode-se sim, acreditar no que consta em Mateus 22:39, quando Jesus, o Cristo, teria dito que “O segundo, semelhante a este, é: tens de amar o teu próximo como a ti mesmo”. Mas sem a imperatividade constante do verbo ter, apenas assim: “Amai ao próximo como a ti mesmo”; que é o ensinamento correto do nosso Redentor.

Ainda segundo Mateus 22:40, para Jesus, o Cristo, “Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”; sendo isto mais uma grande mentira, pois o nosso Redentor era um ser universal, e em sendo ele um ser universal, era plenamente ciente das leis espaciais, dos princípios temporais e dos preceitos universais, então ele não poderia jamais subordinar a apenas dois mandamentos toda a legislação universal, quando, na realidade, tudo se subordina ao preceito da evolução universal, enquanto que os profetas não passavam de médiuns obsedados que serviram como instrumentos para o astral inferior.

No entanto, o Nazareno forneceu à nossa humanidade a demonstração do verdadeiro amor, que é o amor espiritual, que a doutrina católica considera como se fosse um novo e radical mandamento de amor, em analogia com o amor do pai, que segundo João 15:9-12, é o seguinte:

Assim como o Pai me tem amado e eu vos tenho amado, permanecei no meu amor. Se observardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu tenho observado os mandamentos do Pai e permaneço no seu amor. Estas coisas eu vos falei para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria se torne plena. Este é o meu mandamento, que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei”.

Essas passagens bíblicas têm realmente os seus fundamentos, sendo compatíveis com os ensinamentos do nosso Redentor. Mas para que se possa compreendê-las a contento, deve-se atentar para o fato de que em seu elevadíssimo estágio evolutivo, tendo ele alcançado a condição do Cristo, pôde tirar de si mesmo tudo aquilo que diz respeito a Deus, conseguindo extrapolar ao tanto que Deus nele se encontrava, podendo assim contemplar diretamente ao nosso Criador, pelo que assim O chamou de Pai, reconhecendo assim a filiação que existe entre os seres e o Ser Total, entre as criaturas e o Criador. Essa observação por parte dele dos mandamentos do Pai, trata-se, na verdade, da obediência às leis espaciais, aos princípios temporais e aos preceitos universais, aos quais ele segue à risca.

Deve-se atentar para o fato de que Jesus, o Cristo, alcançou ao ápice do amor espiritual, e que somente o Amor de Deus poderia ser ainda mais intenso do que o amor por ele produzido, daí a razão pela qual ele vem reconhecer um amor ainda maior do que o seu, nele permanecendo. Em sendo assim, o amor espiritual deve ser a meta final a ser alcançada por toda a nossa humanidade, mas não se pode produzir o amor espiritual estando os seres humanos ainda postos na fase da imaginação, por isso todos têm que adentrar na fase da concepção, para que nesta fase possam primeiramente produzir a amizade espiritual, fazendo emergir a solidariedade fraternal, adquirindo a consciência plena acerca da realidade da vida, que é de âmbito espiritual, e que no futuro a nossa humanidade terá o seu próprio Cristo em seu meio, quando então estará realmente apta para produzir o amor espiritual, com todos se universalizando.

Segundo João 14:21-24, Jesus, o Cristo, ensinou também aos seus discípulos o seguinte:

Quem tem os meus mandamentos e os observa, este é o que me ama. Por sua vez, quem me ama, será amado por meu Pai, e eu o amarei e me mostrarei claramente a ele. Judas, não Iscariotes, disse-lhe: ‘Senhor, o que tem acontecido que pretendes mostrar-te claramente a nós e não ao mundo?’ Em resposta, Jesus disse-lhe: Se alguém me amar, observará a minha palavra, e meu Pai o amará, e nós iremos a ele e faremos a nossa residência com ele. Quem não me ama, não observa as minhas palavras; e a palavra que estais ouvindo não é minha, mas pertence ao Pai que me enviou”.

Para que se possa compreender a contento a essas passagens bíblicas, deve-se partir do princípio de que não existe o Anticristo, um ser bíblico sobrenatural que veio combater ao Cristo, em função da belicosidade e da agressividade humanas, que assim imagina a existência de inimigos por toda a parte, imaginando até a existência de um inimigo poderoso para o Cristo, pois que lhe dão dão poderes sobrenaturais.

Existe sim o Antecristo, que em cada humanidade é o espírito que conseguiu alcançar a essa condição evolutiva na espiritualidade, a qual antecede ao estágio evolutivo do Cristo, sendo ele o único que consegue seguir os rastros luminosos de Jesus, o Cristo, que por sua vez conseguiu alcançar a condição do Antecristo em sua própria humanidade, tendo nesta condição se deslocado da sua humanidade para a nossa, com a finalidade de elaborar um plano para a nossa espiritualização, agindo intensamente na sua consecução, tendo assim encarnado várias vezes neste nosso mundo-escola, como Hermes, no Egito, como Krishna, na Índia, como Confúcio, na China, como Platão, na Grécia, quando, finalmente, encarnou como Jesus, tendo nessa sua encarnação alcançado a condição do Cristo.

Após a fundação do Racionalismo Cristão por parte de Luiz de Mattos, ele retornou para a sua própria humanidade, deixando o seu fundador como sendo o chefe da nossa humanidade. Ressaltando-se aqui, que quando ele alcançou a condição do Antecristo da sua humanidade, ele estava seguindo os rastros luminosos do Cristo que espiritualizou a sua humanidade, que por sua vez pertencia à humanidade que a sua seguia na corrente universal que forma todas as humanidades.

Por isso, quando eu afirmo que o Racionalismo Cristão é o embrião do Cristo, é porque será esse instituto que deverá gerar o nosso Antecristo, que após se descolar da nossa humanidade para a outra humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, com a finalidade de elaborar um plano para a sua espiritualização, agindo intensamente neste sentido, deverá lá alcançar a condição do Cristo, quando então, após a fundação do seu Racionalismo Cristão, deverá retornar para a nossa humanidade como sendo o nosso Cristo, deixando o seu fundador como sendo o chefe dessa humanidade, e o seu Antecristo a cumprir com o seu mesmo papel. As humanidades que já se encontram espiritualizadas passam então a se integrar umas com as outras, por todo o Universo.

Agora sim, pode-se perfeitamente compreender que somente o Antecristo, que é o maior seguidor de Jesus, o Cristo, pode haver apreendido em si os seus mandamentos, que não são propriamente mandamentos, mas sim ensinamentos, sábios ensinamentos, sendo assim capaz de amá-lo verdadeiramente em espírito.

E amando verdadeiramente a Jesus, o Cristo, em espírito, ao conseguir alcançar a condição do Cristo, poderá então contemplar a Deus, por conseguinte, o seu Amor, quando então poderá constatar em si mesmo o amor do Cristo, que é um instituto universal, por essa razão Jesus, o Cristo, afirma que o amará, pois que ele afirmou: “Amai ao próximo como a ti mesmo”; quando, enfim, o instituto do Cristo será mostrado claramente ao Antecristo, agora já na condição do Cristo da nossa humanidade.

Na realidade, Jesus, o Cristo, não alimentava a pretensão de se mostrar aos seus apóstolos, e muito menos ao mundo, pois que não poderia ser por ambos compreendido, mas sim ao futuro Antecristo da nossa humanidade, tanto que para ser amado verdadeiramente em espírito, ele se utilizou do pronome indefinido alguém, que indica o espírito sobre o qual nada ainda se sabe, cuja identidade ainda não foi determinada, não foi definida, mas que esse alguém é um espírito merecedor de respeito, estima e consideração por quem realmente é esclarecido, pelo fato de tanto lutar por alavancar espiritualmente a sua própria humanidade. Daí a razão pela qual ele vem afirmar que esse “alguém”, amando-o em espírito, observará a sua palavra, e que “nós”, ou seja, os Cristos de todas as humanidades, as quais seguimos a esteira evolutiva do Universo,  “iremos a ele e faremos a nossa residência com ele”, quer dizer, todos os Cristos habitarão ao mesmo Mundo de Luz, onde lá poderão contemplar diretamente a Deus, cuja imensa extensão se encontra em cada um dos Cristos.

Todos aqueles que se julgam cristãos, que imaginativamente afirmam que amam a Jesus, o Cristo, mas sem amá-lo verdadeiramente em espírito, não podem jamais observar as suas palavras, pois não conseguem compreendê-las, pelo fato delas serem universais, transcendentes a este mundo, e não podem amá-lo em espírito porque não são espiritualizados, pois não se pode amar a quem se ignora, a quem se julga seja o próprio Deus, o Todo, principalmente o ligando diretamente com o deus bíblico, que é belicoso, por ser formador de exércitos, iracundo, ciumento, vingativo, vaidoso, e tudo o mais que de inferior e negativo possa ser capaz de estar contido em sua alma negra, e ligando diretamente Jesus, o Cristo, ao deus bíblico, todos se tornam automaticamente anticristãos.

Por fim, quando Jesus, o Cristo, vem afirmar que a palavra que estão ouvindo não é sua, isto implica em dizer que a palavra é a mesma palavra do Astral Superior, do qual ele foi o seu maior instrumento que esteve encarnado neste nosso mundo-escola, pois que o Astral Superior fala em nome de Deus. E como o Astral Superior fala em nome de Deus, da Inteligência Universal, portanto, do Todo, pode-se compreender então que tendo sido ele enviado pelo Pai, como assim ele chama ao Criador, é porque o instituto do Cristo foi estabelecido por Deus.

Sob este aspecto comentado logo acima, a Igreja Católica acredita piamente que somente aquele que guarda os mandamentos é quem ama realmente a Jesus, o Cristo, e por isso será amado pelo deus bíblico, por conseguinte, será amado também pelo nosso Redentor, que se mostrará totalmente ao guardador dos mandamentos, como se os homens verdadeiramente honrados, alheios aos mandamentos, não fossem amados pelo Nazareno, desprezando-se aqui o amor desse deus bíblico, que não possui a mínima noção do que seja o amor espiritual.

Tal ensinamento contradiz frontalmente ao ensinamento de amar ao próximo como a ti mesmo, ensinado por Jesus, o Cristo, uma vez que este ensinamento não é exclusivista e particularizado, mas sim inclusivista e generalista, quer dizer, temos que amar ao próximo independentemente de qualquer condição, seja ele bom ou mal, pois que sendo mal deverá no futuro se tornar bom, por intermédio da sua regeneração. Portanto, esse deus bíblico deveria amar aos seres humanos mesmo que eles não guardassem tais mandamentos, já que todos esses mandamentos não passam de balela, uma vez que os atributos adquiridos pelos seres humanos em suas evoluções espirituais encerram muito mais virtudes do que apenas esses dez mandamentos. E sob este prisma, a Igreja Católica acredita que somente quem ama ao deus bíblico permanecerá no amor, mas a lógica nos diz que não é possível amar aquilo que não se conhece, e, na realidade, a quem se encontra quedado no astral inferior, em que esse espírito inferior e atrasado se autodenomina de deus para os médiuns em que atua, que escrevendo as baboseiras bíblicas vêm povoar a imaginação humana. Então cai por terra esse ensinamento católico acerca do amor, assim como também a do amor ao próximo, ambos sobrenaturais, já que antes os seres humanos têm que produzir a amizade espiritual, a qual antecede a produção do amor espiritual, consoante determina a lógica da evolução, no âmbito da racionalidade.

A doutrina católica ensina que a prece, por ela denominada de reza e de oração, é um ato de falar com o seu deus, sendo uma graça proporcionada por esse deus que permite o estabelecimento de uma relação pessoal, amorosa e filial dos homens com o deus bíblico, que vem ao encontro dos homens e habita em seus corações. Aqui só existem incongruências por cima de incongruências, pois que não se fala com o verdadeiro Deus, já que não se faz preciso, posto que Ele é Onipotente, Onipresente e Onisciente, e sendo Ele a Inteligência Universal, todo o Saber Total é Dele proveniente. Então para que falar, se o pensamento é infinitamente maior do que a fala? A prece também não se traduz em graça, e muito menos qualquer relação pessoal, amorosa e filial, pois que é através da produção de sentimentos superiores e de pensamentos positivos que os seres humanos conseguem alcançar uma conduta de vida satisfatória neste mundo, para que assim possam ser bem assistido pelo Astral Superior, no esforço incontido de produzir a amizade espiritual, para somente depois então poder produzir o amor espiritual, que é completamente diferente da produção do amor familiar, como já amplamente explanado; com essa doutrina ainda se contradizendo em si mesma, pois como é que ela se dispõe a ensinar essa relação filial, se ela mesma afirma que Jesus, o Cristo, é o filho único do seu deus bíblico, e que os seres humanos criaram alma através do seu sopro, conforme Gênesis? E por fim, como é que esse deus bíblico pode habitar nos corações dos homens, se o coração não passa de um músculo, que bombeia o sangue por todo o corpo humano? A não ser através da natureza sanguinária desse deus bíblico, que sendo metido a exterminador adora sangue, qual um vampiro, que é outro ser que também povoa a imaginação humana, mas que não existe, um vez que tal imaginação foi inspirada nos espíritos obsessores.

Para essa doutrina católica, por ocasião da prece, o crente eleva a alma ao deus bíblico para o louvar e, invariavelmente, como é de praxe, como é mal costume, aliás, péssimo costume, pede a ele bens e outros desejos mais conforme seja a sua vontade em conceder ou não. A Igreja Católica acredita que tanto a prece como a fé credulária são forças que podem influir na História, e que podem mudar o destino da humanidade, sendo tal crença revestida de toda a nulidade, posto que a história desta civilização deve ser toda narrada com base no plano de espiritualização da nossa humanidade, o qual foi elaborado pelo Antecristo da humanidade que seguimos na esteira evolutiva do Universo, que aqui, em nossa humanidade, evoluiu o bastante para se tornar o seu Cristo, como podemos observar em Jesus, que já se encontra reintegrado nessa sua humanidade, conduzindo o seu rumo em retorno para o Criador.

Assim, um dos pré-requisitos da prece é acreditar em um só deus, absurdamente individualizado e personificado, e na possibilidade de contactar diretamente com ele em pessoa, sendo por isso a expressão mais espontânea da nossa procura incessante desse deus individualizado e personificado, que simultaneamente nos atrai e nos chama, sem querer considerar a lógica da evolução espiritual, por intermédio da qual somos nós que vamos rumo ao Criador, em nosso evoluir constante e ininterrupto. Desta maneira, o catolicismo ensina que a prece é “o encontro da sede de Deus com a nossa. Deus tem sede de que nós tenhamos sede d’Ele”. Toda essa sede propagada pelo catolicismo deveria ser saciada com sangue por parte do deus bíblico, pelo fato dele ser sanguinário, e por água por parte dos fiéis, por intermédio dos quais a sabedoria popular pode traduzir com fidedignidade a todo esse palavrório inútil, por ser ignorante e em vão. No entanto, caso a doutrina católica se dispusesse a estudar o sangue, poderia constatar o tanto de energia que nele se encontra contido, razão pela qual o deus bíblico é ávido por ele, e caso resolvesse estudar a água, poderia observar nela todo o processo evolutivo em que os seres atômicos evoluem para seres moleculares.

Jesus, o Cristo, estava elevando os seus pensamentos a Deus e ao Astral Superior no Monte das Oliveiras, para o cumprimento satisfatório da sua missão neste mundo, que era estabelecer o instituto do Cristo em nossa humanidade, através do seu embrião, que é o Racionalismo Cristão, para assim espiritualizar a todos os seres humanos que integram a nossa humanidade, mas o catolicismo afirma que ele estava em preces, pedindo ajuda e força ao deus bíblico, mesmo antes de ser traído por Judas Iscariotes, e mesmo considerando que ele é o próprio deus, como se assim estivesse pedindo ajuda a si próprio. Isso representa o vício do peditório, que se encontra instalado profundamente nas almas de todos os credulários.

Essa tal de prece, posta sob as denominações de rezas e orações, já estava presente mesmo no Antigo Testamento, como nos atestam os vários episódios dos personagens bíblicos, por intermédio de Abraão, Moisés, David, Isaías e outros, e também do próprio povo, considerado como sendo o povo do deus bíblico, sendo os Salmos um exemplo da sua expressão. Já no Novo Testamento, Jesus, o Cristo, é considerado como sendo o modelo perfeito e o mestre da oração, rezando muito ao deus bíblico, principalmente nos momentos mais importantes da sua vida.

Na verdade, como até hoje a nossa humanidade ainda é extremamente ignorante acerca dos valores das vibrações dos nossos sentimentos, das radiações dos nossos pensamentos e das radiovibrações do seu conjunto, a Deus e ao Astral Superior, é óbvio que há mais de dois mil anos atrás a ignorância era ainda muito maior. Então Jesus, o Cristo, tentando difundir a importância das vibrações magnéticas,  das radiações elétricas e das radiovibrações eletromagnéticas nas mentes dos seus semelhantes, ensinou o pai nosso como sendo uma maneira de vibrar, radiar e radiovibrar, proporcionando a formação de uma corrente que transcendesse a este mundo.

Aproveitando-se disso, a doutrina católica ensina aos seus arrebanhados que Jesus, o Cristo, ensinou aos discípulos a rezar com devoção e persistência, transmitindo-lhes as disposições necessárias para uma verdadeira oração, garantindo-lhes também que seriam ouvidos sempre que rezassem com devoção, porque a oração humana, diz essa doutrina sobrenatural:

Está unida à de Jesus mediante a fé. N’Ele, a oração cristã se torna comunhão de amor com o Pai”.

É neste contexto que surge uma mentiralha bíblica, contida em João 16:24, quando ele diz que “Até o momento não pedistes nem uma única coisa em meu nome. Pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja plena”. E aqui se explica a razão de tanto peditório ao deus bíblico, com todos esses peditórios sendo realizados geralmente em nome de Jesus, o Cristo, quando não, em nome de Maria, ou mesmo de algum dos santos que são fabricados pelo Vaticano.

Ignorando a tentativa de Jesus, o Cristo, em ensinar ao povo a vibrar, a radiar e a radiovibrar, a doutrina católica vem afirmar que no Sermão da Montanha ele ensinou o pai nosso, cuja oração é considerada por Tertuliano como sendo a síntese de todo o Evangelho, e considerada por Tomás de Aquino como sendo a oração perfeita. Nessa oração do pai nosso, os católicos pedem as sete petições ao seu deus, que são as seguintes:

  1. A santificação do nome do deus bíblico;
  2. A vinda do reino do seu deus;
  3. A realização da vontade divina;
  4. O alimento cotidiano;
  5. O perdão divino dos pecados;
  6. O livramento das tentações;
  7. O afastamento dos demônios.

Os católicos acreditam piamente que essas sete petições deverão ser plenamente realizadas na Parusia, que é a volta gloriosa de Jesus, o Cristo, no fim dos tempos, para o Juízo Final, ignorando completamente que o Juízo Final é agora, pois que eu vim novamente a este mundo para decretar o final de uma Grande Era e estabelecer o início de uma nova Grande Era, pois que os tempos são realmente chegados, para que toda a nossa humanidade se esclareça e se espiritualize, por intermédio do Racionalismo Cristão.

Além dessas petições sobrenaturalísticas e sem qualquer fundamento lógico e racional, como o pai nosso faz parte da liturgia, os católicos também acreditam que ele ainda revela à nossa humanidade a relação especial e filial de Jesus, o Cristo, com o deus-pai, que no caso é o deus bíblico. A partir de então, os homens podem invocar ao deus bíblico como sendo o pai, por meio da seguinte alegação:

Porque ele nos foi revelado por seu filho feito homem e porque o seu Espírito nô-lo faz conhecer… Ao rezarmos a oração do Senhor, estamos conscientes e absolutamente confiantes de sermos filhos de Deus e de sermos amados e atendidos por Deus Pai”.

Desconhecendo por completo a natureza da Trindade, por conseguinte que Luiz de Mattos é o nosso verdadeiro Espírito Santo, tanto ele como todo o Astral Superior irão agir intensamente para que todos os seres humanos deixem de ser anticristãos e se tornem antecristãos, militando no Racionalismo Cristão, com o propósito de fazer estabelecer neste planeta os ideais fixados pelo nosso Antecristo, em conformidade com o novo plano elaborado com vistas à formação de um Estado Mundial, em que deverá prevalecer a amizade espiritual entre todos os seres humanos, em decorrência a solidariedade fraternal, geral e incondicional, preparando assim a nossa humanidade para que no futuro possa ter o seu próprio Cristo em seu seio, com vistas a produção do amor espiritual e a direção do seu rumo para o nosso Criador; vem a Igreja Católica ensinar, estupidamente, que o seu espírito santo é o mestre interior da oração dita cristã, porque faz com que a Igreja reze muito e entre em contemplação e união com o insondável mistério do Cristo, cujo mistério se encontra aqui desvendado, e bem desvendado, pelo Racionalismo Cristão, pois que não existem mistérios, mas sim ignorância acerca das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, daí a razão pela qual as rezas e orações são consideradas como sendo indispensáveis ao progresso espiritual da Igreja e de cada católico.

Em decorrência, a liturgia se foi desenvolvendo pouco a pouco e se tornou na oração oficial da Igreja Católica, com o destaque particular para a missa e a Liturgia das Horas, ou Ofício Divino, que é a oração oficial da Igreja Católica Apostólica Romana e composta especialmente de Salmos, hinos e cânticos extraídos das Escrituras ditas sagradas e da tradição milenar da Igreja. A liturgia, por sua vez, centra-se na eucaristia, que é um sacramento que exprime todas as formas de oração. Além da liturgia, desenvolveu-se também a piedade popular, que é praticada em comunidades ou individualmente. No entanto, como geralmente as orações têm como destino o deus bíblico, que sempre são acompanhadas dos peditórios, em nome de Jesus, o Cristo, isso não impede aos crentes de prestarem devoção e de rezarem à Nossa Senhora, aos anjos e aos santos, como intercessores junto ao seu deus bíblico, em suas crenças acerca das existências desses personagens inventados pela doutrina católica. Aliás, os católicos adoram fazer as suas orações diretamente à Virgem Maria, porque ela é considerada a orante perfeita e a melhor indicadora do caminho para o seu filho, Jesus, o Cristo, que é considerado o único mediador entre os homens e o deus bíblico. As orações como a Ave Maria e o Rosário são exemplos disso.

Para a doutrina católica, a oração é também considerada como sendo um combate contra os erros do próprio fiel, contra o ambiente demoníaco e contra Satanás, ignorando que o ambiente formado pelas rezas e orações se torna trevoso, portanto, demoníaco, e que o deus bíblico é pior do que o próprio Satanás em pessoa, por se tratar de um espírito trevoso que pretende destruir  vida na Terra, como provarei no site pamam.com.br, através de imagens verídicas e confiáveis; já que ela pressupõe sempre uma resposta decidida da parte de quem reza. Assim, com a sua sagacidade costumeira, a classe sacerdotal católica, no intuito de obrigar a todos os seus fiéis a rezarem, facilitando assim os seus encabrestamentos, incute nas suas mentes que o Satanás tenta a todo o custo retirar o crente da oração, através da distração, da preguiça, das dificuldades e dos insucessos aparentes. O quão ardilosos e matreiros são os sacerdotes!

Em uma das suas mais deslavadas mentiras, a doutrina católica ensina aos seus arrebanhados que Jesus, o Cristo, entregou as chaves do reino do deus bíblico à Igreja Católica Apostólica Romana, que era liderada pelo apóstolo Pedro, e, em decorrência, a todos os papas, cardeais, arcebispos, bispos e toda essa padralhada sacerdotal, como sendo os sucessores dos doze apóstolos, como se o nosso Redentor tivesse dado uma procuração em branco para que toda essa corja sacerdotal acumulasse uma das maiores riquezas terrenas, assumisse um poder teológico com base no terror sobrenatural e no poderio bélico, praticasse as guerras papais, promovesse as guerras entre as nações, adotasse o procedimento de se intrometer nos governos seculares, organizasse as Cruzadas contra os infiéis, massacrasse os judeus, queimasse na fogueira da Inquisição os seres humanos considerados como sendo hereges, queimasse na fogueira as mulheres tidas como feiticeiras, torturasse os seus prisioneiros, promovesse os bacanais nos recintos do Vaticano, violasse os lares sagrados, mantendo relações sexuais com as mulheres casadas, sob o pretexto de evangelizar, praticasse o homossexualismo nos recintos das suas igrejas, violentasse crianças e adolescentes em sua prática constante de pedofilia, e todas as demais mazelas incorporadas à sua ficha de crimes contra a nossa humanidade, além de semear a ignorância e o medo da não salvação aos seus cretinos arrebanhados.

Sem atentarem para o fato de que todos os seres são filhos do verdadeiro Deus, já que todos são partículas da Sua Essência, do Ser Total, que evoluem como seres imperfeitos, adquirindo as propriedades da Força, da Energia e da Luz, até alcançarem ao âmbito da perfeição, quando então incorporam todo o acervo das suas imperfeições ao Acervo do Criador, o catolicismo ensina que a Igreja é uma assembleia constituída pelo povo do deus bíblico, afirmando de maneira discriminatória que somente se tornam filhos desse deus aqueles que professam a fé credulária e o batismo do credo católico, porque passam a ser membros do Cristo e templos do seu espírito santo. Isto se explica pelo fato dos católicos acreditarem que o seu credo é a única Igreja fundada e encabeçada por Jesus, o Cristo, pelo que eles afirmam:

Como sociedade constituída e organizada no mundo, subsiste na Igreja Católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele”.

Segundo a tradição católica, a Igreja está alicerçada sobre o apóstolo Pedro, a quem Jesus, o Cristo, prometeu o primado, segundo consta em Mateus 16:18-20, que diz o seguinte:

Também eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta rocha construirei a minha congregação, e os portões do Hades não a vencerão. Eu te darei as chaves do reino dos céus, e tudo o que amarrares na terra, será a coisa amarrada aos céus, e tudo o que soltares na terra, será a coisa solta nos céus. Advertiu, então, severamente os discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Cristo”.

Na realidade, a rocha a que Jesus, o Cristo, refere-se é o instituto do Cristo, o qual deve ser estabelecido em todas as humanidades, à medida em que elas forem adquirindo as condições evolutivas exigidas para poderem se espiritualizar uma a uma, que assim vai formando uma corrente quase infindável que vai interligando todas as humanidades umas às outras, com todas evoluindo em retorno para Deus, não existindo essa farsa da salvação.

Na condição de chefe da nossa humanidade, Jesus, o Cristo, delegou sim a Pedro a função de ser o guardião do Astral Superior, como se fosse o seu porteiro, ou, como afirma Luiz de Mattos, o mordomo do Astral Superior, por isso, tudo aquilo que diz respeito apenas a este mundo, neste mundo fica, não podendo transcender à sua atmosfera, e tudo aquilo que diz respeito apenas ao Astral Superior, nessa região astral fica, não podendo descer à atmosfera terrena. No entanto, tudo aquilo que neste mundo transcender ao seu ambiente, será ligado ao Astral Superior, daí a importância fundamental das vibrações magnéticas, das radiações elétricas e das radiovibrações eletromagnéticas a Deus e ao Astral Superior, assim como também a produção de sentimentos superiores e de pensamentos positivos. É por isso que os seres humanos, ao desencarnarem na mais extrema materialidade, ficam quedados no astral inferior, sem que tenham acesso ao Astral Superior, pelo menos até que surja a oportunidade dos seus traslados.

A Igreja Católica se arvora de ser a detentora da plenitude dos sete sacramentos e dos outros meios necessários para a salvação, os quais lhes foram dados por Jesus, o Cristo, com os objetivos dirigidos para reunir, santificar, purificar e salvar toda a humanidade, tendo em vista antecipar a realização do reino do seu deus bíblico, que como já se sabe é o astral inferior, cuja semente é necessariamente a Igreja. Por essa razão, a Igreja é guiada e protegida pelo seu espírito santo, tendo como missão anunciar o Evangelho a todo o mundo, em obediência ao que Jesus, o Cristo, ordenou, segundo consta em Mateus 28:19, que diz:

Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as em o nome do Pai, e do Filho, e do espírito santo, ensinando-as a observar todas as coisas que vos ordenei”.

Como não existe essa tal de salvação, cai por terra os sete sacramentos e os outros meios considerados necessários para se obtê-la, pois que Jesus, o Cristo, nunca afirmou a existência da salvação, já que a sua finalidade era a espiritualização da nossa humanidade, para que todos os seres humanos pudessem fazer parte integrante do Astral Superior, e não do reino do deus bíblico, que é o astral inferior, cuja semente para essa queda astral é a Igreja Católica e os demais credos e seitas que pululam por esse mundo afora. Por isso, a Igreja Católica é guiada e dirigida pelo astral inferior, onde se encontra o deus bíblico e os seus anjos negros, assim como também o seu espírito santo, cuja imagem já foi exibida, tendo sido obtida pela NASA. Jesus, o Cristo, mandou fazer discípulos de pessoas de todas as nações que seguissem ao seu racionalismo, como consta nos ensinamentos do Racionalismo Cristão, jamais batizá-las e nem seguir aos credos e as suas seitas.

A Igreja Católica também se arvora de ser detentora da missão e de ter o poder de perdoar todos os pecados, mediante os sacramentos do batismo e da reconciliação, sem atentar para o fato de que todas as faltas cometidas, notadamente as que ocasionem em prejuízos para terceiros, têm que ser resgatadas, consoante o preceito da evolução, em conformidade com o princípio de que “Aqui as faz, aqui as paga”. Não existe, pois, o perdão para os crimes cometidos.

O Credo Niceno-constantinopolitano atribuiu à Igreja as propriedades de una, santa, católica e apostólica. E além dessas atribuições posta de si para si mesma, a Igreja é também chamada de a esposa do Cristo, o templo do espírito santo e o corpo de Cristo. Este último nome se assenta na crença de que a Igreja não é apenas uma simples instituição credulária, mas sim um corpo místico constituído por Jesus, o Cristo, que é a cabeça, e pelos fiéis, que são os membros desse corpo tido como inquebrável pelos seus seguidores, através da fé credulária e do sacramento do batismo. Este nome também é assente na crença de que os fiéis são unidos intimamente a Jesus, o Cristo, por meio do seu espírito santo, sobretudo através do sacramento da eucaristia.

Em relação à propriedade de ser una, pode-se comprovar facilmente que esta artimanha sacerdotal não tem qualquer cabimento, bastando citar para tanto o Grande Cisma e o Cisma Papal, ou Grande Cisma do Ocidente, que foram duas graves crises credulárias que ocorreram no seio da Igreja Católica, ambas em função da ambição pelo poder.

O Grande Cisma foi o evento que causou a ruptura total da Igreja Católica, separando-a definitivamente em duas igrejas: A Igreja Católica Apostólica Romana e a Igreja Católica Apostólica Ortododoxa, cujo evento ocorreu no ano 1054, quando então os líderes da Igreja de Roma e da Igreja de Constantinopla se excomungaram mutuamente, passando os credulários cretinamente a seguirem a uma ou a outra, em função das ações dos espíritos obsessores.

Como ocorreu uma mútua excomunhão no seio da Igreja Católica, ou seja, de modo bilateral, a nomenclatura neutra para esse evento é considerada como sendo o Grande Cisma, embora fontes católicas romanas apontem frequentemente para o Cisma do Oriente. No entanto, algumas fontes ocidentais antigas utilizam a expressão Grande Cisma para se referir ao Cisma do Ocidente, ou ao Cisma Papal, de tal forma que alguns autores chegaram mesmo a preferir a nomenclatura Cisma Oriente-Ocidente, ou, simplesmente, Cisma de 1054.

As relações entre o Ocidente e o Oriente já por muito tempo se digladiavam em face das disputas eclesiásticas e teológicas, em cujas disputas se encontravam as questões sobre a fonte do espírito santo, denominada de filioque, uma frase que se encontra na versão do Credo Niceno-constantinopolitano, em uso pela Igreja Ocidental, sendo original do Primeiro Concílio de Constantinopla, onde se lê apenas que o espírito santo procede do “pai”; se se devia usar o pão fermentado ou não fermentado na eucaristia; as alegações do papa sobre a sua primazia jurídica e pastoral; e a função de Constantinopla em relação à pentarquia. No caso em questão, o termo pentarquia se refere ao sistema eclesiástico baseado no comando de cinco patriarcas: Roma, Constantinopla, Alexandria, Antioquia e Jerusalém; cujo valor jurídico, civil e canônico, foi especificado no Oriente através da legislação do imperador Justiniano e pelo Concílio in Trullo, em 692, em que no Ocidente as suas sanções foram negadas ou aceitas parcialmente pelos papas, que sustentavam a tese de que Jesus, o Cristo, ao tornar Pedro o primeiro papa, fundando a Igreja sobre ele, tornou-a monárquica por vontade divina, e não pentárquica.

Mas o distanciamento entre as duas igrejas ditas cristãs tem aspectos culturais e políticos muito porfundos, que foram cultivadas ao longo dos séculos, pois que as tensões entre ambas as igrejas datam da divisão do Império Romano em Ocidental e Oriental, e a transferência da capital da cidade de Roma para Constantinopla, no século IV. Enquanto o Ocidente foi ocupado pelos invasores bárbaros, o Oriente permaneceu como se fosse o herdeiro do mundo clássico, e assim a cultural ocidental foi paulatinamente se transformando pelas influências desses povos, como os germanos, ao passo que a cultura oriental permaneceu sempre ligada à tradição da cultura helenística dita cristã, sendo então considerada como sendo uma igreja de tradição e ritos gregos. Ocorreu um exarcebamento dessa condição quando os papas passaram a apoiar o Sacro Império Romano-Germânico, no Oeste, em detrimento do Império Bizantino, no Leste, especialmente no tempo de Carlos Magno, havendo disputas acirradas de âmbito doutrinário e acordos sobre a natureza da autoridade papal.

A Igreja de Constantinopla respeitou a posição de Roma como sendo a capital original do império, mas se ressentia de algumas exigências jurisdicionais feitas pelas papas, as quais foram reforçadas no pontificado de Leão IX, período de 1048 a 1054, e depois pelos seus sucessores. Além disso, existia a oposição do Ocidente em relação ao cesaropapismo bizantino, que se caracterizou como sendo um sistema de relações entre a Igreja e o Estado, através do qual cabia ao chefe de Estado a competência de regular a doutrina, a disciplina e a organização da sociedade dita cristã, exercendo poderes tradicionalmente reservados à suprema autoridade credulária, unificando tendencialmente as funções imperiais e pontificiais em sua pessoa, decorrendo daí o traço característico do cesaropapismo, que é justamente a subordinação da Igreja ao Estado. A ideologia do cesaropapismo se baseia na política imperial bizantina de querer se sobrepor à autoridade conciliar e ao poder papal sobre a Igreja, em que nessa sobreposição a política secular e o credo são entidades indissolúveis, portanto, que o sagrado faz parte integrante do temporal, em que o imperador, sendo chefe de Estado, é também chefe da Igreja.

Uma ruptura grave entre ambas as igrejas ocorreu no período de 856 a 867, sob o pontificado do patriarca Fócio, quando a questão do filioque se tornou ponto de discórdia, com a condenação por parte do hierarca da sua inclusão no credo dito cristão ocidental e a taxação da mesma como sendo herética. Com isso, as pendências para o futuro não seriam apenas de natureza disciplinar e litúrgica, mas também de natureza dogmática, com o que assim comprometia, sobremaneira, a unidade da Igreja de modo praticamente irremediávael.

Em 1043, quando Miguel Cerulário se tornou patriarca de Constantinopla, deu-se início a uma campanha contra as igrejas latinas desta cidade, tendo sido ordenado o fechamento de todas essas igrejas, em 1053, cuja motivação, vejam só, envolveu a discussão teológica do espírito santo, cuja questão viria a assumir uma grande importância nos séculos seguintes.

Em 1054, o legado papal viajou a Constantinopla a fim de repudiar a Miguel Cerulário o título de Patriarca Ecumênico e insistir que ele viesse a reconhecer a alegação de Roma de ser a mãe das igrejas. No entanto, o principal objetivo do legado papal foi procurar a ajuda do Império Bizantino, em razão da conquista normanda do sul da Itália, e também combater os recentes ataques realizados por Leão de Ácrida contra o uso de pão não fermentado e outros costumes ocidentais, que tinham o apoio de Miguel Celurário. Em face da recusa de Miguel Celurário em aceitar as demandas, o líder do legado papal, cardeal Humberto, excomungou-o, e Miguel Celurário, por sua vez, excomungou ao cardeal Humberto e aos outros legados.

O Massacre dos Latinos, em 1182, a retaliação do Ocidente com o Saque da Tessalônica, em 1185, o cerco e o saque de Constantinopla, em 1204, na quarta Cruzada, e a imposição dos patriarcas latinos pelo Império Latino, que durou 55 anos, tornaram a reconciliação ainda mais difícil, aprofundando ainda mais a ruptura e a desconfiança mútua.

Houve várias tentativas de reunificação, principalmente nos concílios ecumênicos de Lyon, em 1274, e de Florença, em 1439, mas as reuniões sacerdotais se mostraram infrutíferas. Essas tentativas tiveram o seu final com a queda de Constantinopla, em 1453, que caíram nas mãos dos otomanos, os quais ocuparam quase todo o antigo Império Bizantino por vários séculos.

As mútuas excomunhões somente foram consideradas em 7 de dezembro de 1965, pelo papa Paulo VI e o patriarca Atenágoras I, na tentativa de aproximar as duas igrejas, que há séculos se encontravam afastadas. Entretanto, as excomunhões somente foram retiradas pelas duas igrejas em 1966. Recentemente o diálogo entre elas foi efetivamente retomado, a fim de que pudessem recomeçar juntas, pondo um ponto final no Cisma, mas sem qualquer possibilidade de continuarem unas.

Em 12 de fevereiro de 2016, o papa Francisco I teve um encontro com o patriarca da Igreja Russa Ortodoxa, em Cuba, quando então os dois líderes credulários se reuniram no aeroporto de Havana por duas horas, apresentando uma declaração conjunta, na presença do presidente cubano Raul Castro, um ditador indigno. Um dos principais motivos para o encontro de reaproximação das igrejas foi a intolerância credulária que se encontra atualmente ameaçando extinguir a presença dos falsos cristãos no Oriente Médio e na África, tanto os católicos como os ortodoxos, com ambos os líderes credulários se manifestando contra os ataques extremistas islâmicos e a destruição de monumentos ditos cristãos, especialmente na Síria, tendo sido este o primeiro encontro de um papa com um líder da Igreja Ortodoxa Russa.

Já o Cisma Papal ocorreu entre os anos de 1309 e 1377, quando então a residência do papado foi alterada de Roma para Avignon, na França, pois o papa Clemente V foi conduzido coercitivamente pelo rei francês para residir em Avignon. Em 1378, o papa Gregório XI voltaria para Roma, onde lá desencarnaria. A população italiana desejava que o papado fosse restabelecido em Roma. Em 8 de abril de 1378, foi eleito papa Urbano VI, um papa de origem italiana, em função da pressão exercida pela população romana, cuja eleição foi rodeada de polêmica, sendo ele o último papa que não era cardeal, tendo sido eleito para o cargo quando ainda era um arcebispo.

Logo que assumiu o trono papal, Urbano VI passou a demonstrar a sua personalidade colérica e irascível, típica de Jeová, o deus bíblico, cuja intempestividade de imediato lhe arranjou inimigos dentro da própria Igreja, vejam só, considerada pela sua doutrina como sendo una. Os cardeais, então, especialmente os de origem francesa, revoltaram-se contra ele e começaram a conspirar a sua substituição. Foi tão intensa essa conspiração, que no mesmo ano reuniram um novo conclave e elegeram Roberto de Genebra como sendo o novo papa, o qual tomou o nome de Clemente VII. E aqui vem o lado cômico desse credo tido como sendo uno, pois o papa Urbano VI não somente excomungou ao outro papa Clemente VII, como também o declarou como sendo o Anticristo, mas nada pôde fazer contra o seu estabelecimento em Avignon. Era tanta a sua impopularidade, que em breve algumas potências europeias passaram para o lado de Clemente VII. Iniciara-se assim o Cisma Papal, com um dos papas residindo em Roma e o papa Anticristo, ou o antipapa, residindo em Avignon, com ambos reclamando para si o poder sobre a “una” Igreja Católica. Ao lado do papa romano ficaram Portugal, Dinamarca, Inglaterra, Flandres, o Sacro Império, o norte da Itália, Irlanda, Noruega, Polônia e Suécia, e ao lado do antipapa em Avignon, ficaram França, Aragão, Castela, Leão, Chipre, Borgonha, Condado de Saboia, Nápoles e Escócia. Estava assim o reino papal dividido entre as potências europeias.

E como se não bastasse essa disputa intestina pelo trono papal, em 1409, um concílio se reuniu em Pisa e acrescentou um outro antipapa, Alexandre V, que não obteve o reconhecimento nem dos outros dois papas e nem de nenhuma casa real, declarando que Gregório XII e Bento XIII estavam depostos. Temos aqui, então, três papas, ou melhor, um papa e dois antipapas, que guerrearam entre si, pois que Alexandre V tomou Avignon, obrigando Bento XIII a fugir do seu antro papal para Peñíscola, em Aragão.

Somente após muitas conferências, discussões acaloradas, intervenções do poder civil e várias catástrofes, o Concílio de Constança, em 1414, conseguiu depor dois papas e receber a abdicação do outro. Em 11 de novembro de 1417, o concílio elegeu Odo Colonna, que tomou o nome de Martinho V, pondo fim ao Cisma Papal. É óbvio que o prestígio do papado foi abalado com esse cisma, mas o astral inferior atuou no sentido de conservar os arrebanhados católicos, tendo essa atuação originado a criação da Doutrina Conciliar, através da qual a Igreja passou a sustentar que a autoridade suprema da Igreja Católica se encontra em um concílio ecumênico, e não mais com o papa, sendo efetivamente extinta no decorrer do século XV.

Quando eu afirmo que os arrebanhados de todos os credos e seitas são tornados cretinos pelos seus sacerdotes, muito credulários arrebanhados podem se revoltar comigo, mas eu vim novamente a este mundo para explanar o Racionalismo Cristão, além de trazer sobre os meus ombros outros fardos de incumbências que dizem respeito à minha missão neste mundo. Assim, não me condiz de modo algum agradar a quem quer que seja, simplesmente por agradar, pois que tenho a verdade como sendo a minha legítima fonte, e somente tendo como a sua legítima fonte a verdade, a sabedoria pode realmente se manifestar neste mundo, convencendo a todos acerca da realidade da vida, pois que com o esplendor de ambas se pode alcançar a razão.

Para os que são realmente raciocinadores, não sendo, portanto, cretinizados pelo Vaticano ou por qualquer dos outros credos e seitas, assume o aspecto de comicidade a doutrina da infalibilidade do papa, que se constitui como sendo um dos dogmas da Igreja Católica. A teologia católica afirma que o papa, em comunhão com o Sagrado Magistério, quando delibera e define, ou clarifica, solenemente algo em matéria de fé credulária ou de moral, como se o papado e os seus sacerdotes fossem detentores de alguma moral, ex-cathedra, quer dizer, a partir da cadeira de São Pedro, está sempre correto, como se no âmbito do sobrenatural pudesse existir algo que viesse a ser correto. Assim, na clarificação solene e definitiva destas matérias, o papa goza da assistência sobrenatural do seu espírito santo, que o preserva de todo o erro, quer dizer goza da assistência contínua dos espíritos obsessores quedados no astral inferior, por isso ambos medram na mais extrema ignorância, que é a causa do mal e dos erros humanos.

A doutrina da infalibilidade do papa foi definida no 4° capítulo do Concílio Vaticano I, ocorrido entre 1869 e 1870, durante o pontificado de Pio IX, tendo sido colocada em discussão pela primeira vez no dia 13 de junho de 1870, quando ampla maioria dos sacerdotes conciliares, os que têm direito a voto, aceitaram a definição da infalibilidade. No dia 18 de julho de 1870, na 4ª sessão pública, a relação dos sacerdotes conciliares favoráveis à infalibilidade do papa foi ainda maior, apesar de 57 deles, que eram adversários da definição, tivessem viajado para os seus locais de origem, antes da sessão.

Existe tanta incongruência nessa doutrina católica, que é extensiva aos demais credos e seitas, que chega até a nos sensibilizar com uma certa parcela de dó, de uma certa compaixão pela demonstração de tanta ignorância, somente amenizada em função da má intenção sacerdotal, que arrefece qualquer manifestação de dó ou de compaixão.

Ora, ou se é ou se não é infalível, do mesmo modo que se é ou se não é perfeito, não existindo um meio termo para a sua definição. Mas o uso da infalibilidade do papa é restrito somente às questões e “verdades” relativas à fé credulária e a moral, em que esta última é dirigida diretamente aos costumes, que são divinamente reveladas, ou que estão em íntima conexão com a revelação divina. Se mentir faz parte da fé credulária e da moral. Se semear a ignorância faz parte da fé credulária e da moral. Se praticar a homossexualidade faz parte da fé credulária e da moral. Se praticar a pedofilia faz parte da fé credulária e da moral. Se cometer todos os tipos de crimes ao longo da história faz parte da fé credulária e da moral. Então este explanador do Racionalismo Cristão é o mais cético e o mais imoral de todos os seres humanos.

Uma vez que tenham sido proclamadas e definidas essas matérias de fé credulária e de moral pelo papa, elas se transformam em dogmas, tais como se fossem verdades imutáveis e infalíveis que qualquer católico deve aderir, necessária e obrigatoriamente, aceitando e acreditando de uma maneira irrevogável. A consequência da infalibilidade papal é que a definição ex-cathedra dos papas não pode ser revogada, sendo por si mesma irrevogável.

No entanto, as declarações de um papa em ex-cathedra não devem ser confundidas com os ensinamentos, que são considerados como sendo falíveis, assim como uma bula. É evidente que essa baboseira de infalibilidade do papa foi inserida no contexto da doutrina católica para reafirmar a autoridade papal perante todos os arrebanhados católicos, que estando cretinizados passam a acreditar nessa tremenda imbecilidade, por isso ela foi longamente discutida e ensinada como doutrina católica, tendo sido declarada um dogma na constituição dogmática Pastor Aeternus, sobre o primado e a infalibilidade do papa, que foi promulgada pelo Concílio Vaticano I, na quarta sessão do concílio, em 18 de julho de 1870, pelo papa Pio IX. A parte dispositiva do documento tem o seguinge teor:

O Romano Pontífice, quando fala ‘ex-cathedra’, isto é, quando no exercício de seu ofício de pastor e mestre de todos os cristãos, em virtude de sua suprema autoridade apostólica, define uma doutrina de fé e costumes que deve ser sustentada por toda a Igreja, possui, pela assistência divina que foi prometida no bem-aventurado Pedro, aquela infalibilidade da qual o divino Redentor quis que gozasse a sua Igreja na definição da doutrina de fé e costumes. Por isto, ditas definições do Romano Pontífice são em si mesmas, e não pelo consentimento da Igreja, irreformáveis”.

Jesus, o Cristo, nunca esteve no Vaticano, o que se pode comprovar facilmente pelos crimes cometidos pela Igreja Católica amplamente já descritos no decorrer da história. E se ele nunca esteve no Vaticano, torna-se óbvio que também nunca esteve nos demais credos e seitas ditos cristãos. A conclusão lógica a que se chega é que todos aqueles que se julgam cristãos são todos anticristãos, pois que nenhum deles consegue compreender os ensinamentos do nosso Redentor, que somente deverão ser explanados na categoria A Cristologia.

Há que se considerar ainda que, se a doutrina católica considera o papa como sendo infalível, é óbvio que todos os papas também deveriam sê-lo. E como ficam as excomunhões papais entre si? E como ficam as excomunhões recíprocas entre as duas igrejas católicas, e depois revogadas? E como ficam as excomunhões que depois foram revogadas? Somente aquele que é verdadeiramente néscio, por demais obtuso, que se deixa influenciar pelo astral inferior, tornando-se arrebanhado, pode acreditar em tanta idiotice, e até discutir em favor dessa doutrina, tentando arrebanhar aos seus próprios semelhantes.

 

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