15.03.08- A realidade sobre os anjos

Prolegômenos
5 de julho de 2018 Pamam

Tendo sido a Terra pseudamente criada do nada pelo deus bíblico, teria sido também o planeta supostamente sido ordenado e amado por esse deus personalizado, para que então ele pudesse manifestar e comunicar a sua bondade, beleza, verdade e amor de acordo com os bíblicos, com essa obra da criação a partir do nada culminando na obra ainda maior da salvação, ambas sem qualquer sentido lógico e racional, por isso, contraditoriamente, o fim último da criação, notadamente da nossa humanidade, é que o deus bíblico, em Cristo, seja tudo em todos, no seu eterno reino celestial, que segundo consta em 1 Coríntios 15:28, diz assim:

Mas, quando todas as coisas lhe tiverem sido sujeitas, então o próprio Filho também se sujeitará Àquele que lhe sujeitou todas as coisas, para que Deus seja todas as coisas para com todos”.

Ora, se a própria Bíblia vem afirmar que o seu deus “seja todas as coisas para com todos”, que é o mesmo que ser tudo em todos, não poderia ele jamais condenar por toda a eternidade aos ímpios, pois que assim estaria condenando a si mesmo, em função da sua pretensão descabida de ser tudo em todos, sendo ele tanto individualizado como personalizado.

No entanto, para além dos seres humanos materiais, pois que o homem foi feito do barro e a mulher tirada da sua costela, sendo, pois, tudo isso sendo considerado da matéria e para a matéria, que na realidade não existe, toda essa baboseira imprópria tem a sua continuidade, pois que a criação tendo sido tirada do nada, como que por mágica, além das coisas que assim foram feitas, a criação do deus bíblico é constituída também por anjos, que são considerados pelos sobrenaturalistas como se fossem seres pessoais puramente espirituais, invisíveis, incorpóreos, imortais e inteligentes. Eles servem e obedecem à vontade do deus bíblico. Segundo São Basílio Magno, “cada fiel tem ao seu lado um anjo como protetor e pastor, para conduzir a vida”, sendo esses protetores chamados de anjos da guarda.

Segundo a doutrina católica, ao narrar que o mundo foi criado do nada em seis dias pelo deus bíblico, o livro bíblico do Gênesis quer acima de tudo revelar à nossa humanidade o valor dos seres criados do nada e a sua finalidade de louvor e serviço ao seu deus, dando particular destaque ao valor do homem, que é o vértice da criação visível. Logo, a Igreja Católica admite a possibilidade do planeta Terra não haver sido criado literalmente em apenas seis dias, corroborando com a ideia de Santo Agostinho a respeito do assunto.

Isso se explica pela concepção católica de que no princípio da criação do mundo, ocorreu a queda dos anjos, que foi a rebelião de um grupo desses anjos, liderado por Lúcifer. Tendo sido eles criados bons pelo deus bíblico, transformaram-se em demônios, porque recusaram livremente a servir a esse deus e ao seu reino, originando então o inferno, demonstrando assim que a bondade proveniente do seu deus criador não foi o suficiente para conservá-los como bons por toda a eternidade, e nem a sua onisciência foi também o suficiente para prever a essa rebelião angelical, cujo termo não se coaduna com o termo demônios, que fica mais apropriado para qualificar ao deus bíblico como sendo o próprio Satanás e os espíritos obsessores que integram as suas falanges como sendo demônios, incluindo-se os sacerdotes. Além do mais, parece que o nada tem mais poder do que o deus bíblico, pois se este criou os anjos do nada como sendo bons, estes se transformaram por si mesmos em maus, à revelia do deus bíblico.

Mas não é nada disso. O que ocorre, na realidade, é que alguns espíritos obsessores que são integrantes das falanges de Jeová, sendo mais evoluídos que os demais espíritos obsessores que integram a essas falanges, transformam os seus corpos fluídicos e assumem a forma de anjos, da mesma maneira tal como aparecem para os médiuns videntes, com asas e tudo o mais, exatamente como são relatados por esses médiuns, que sendo ignorantes ao extremo, passam a considerar a esses espíritos obsessores como se fossem entidades divinas, celestiais, não atentando para o fato de que esse céu é o astral inferior. Nas imagem posta no tópico anterior, obtida pela NASA, do Monte Etna, foram mostradas as imagens dela retiradas, que mostram claramente o espírito santo bíblico, em forma de pomba, um anjo alado pertencente às falanges de Jeová, sobrevoando a essa região, e alguns espíritos obsessores que se encontravam formando o ambiente fluídico.

Os anjos considerados como sendo rebeldes, foram aqueles que pertenciam às falanges de Jeová, o deus bíblico, os quais pararam para pensar um pouco acerca das maldades que Jeová e os seus comandados estavam praticando contra os espíritos encarnados, quando então a luz lhes veio à consciência, tendo eles se rebelado nessa ocasião. Com a consciência iluminada, o chefe desses anjos rebeldes recebeu o nome de Lúcifer, que significa aquele que leva o archote, portanto, a luz, daí a denominação de Lúcifer para a Estrela da Manhã. Segundo a doutrina católica, esses anjos rebeldes são considerados como sendo a personificação do mal, por isso eles procuram associar os seres humanos à sua rebelião, pondo-os contra o deus bíblico e as suas falanges, assim como também os sacerdotes procuram associar os seres humanos à ignorância estúpida dos seus credos.

Mas os católicos acreditam piamente que o seu deus bíblico afirmou em Cristo a sua vitória absoluta sobre o mal, que irá se realizar plenamente no fim dos tempos, quando o mal acabará por desaparecer. Em sendo assim, com o desaparecimento do mal, logicamente a Igreja Católica, assim como todos os demais credos e as suas seitas, deverão desaparecer deste mundo, juntamente com os seus deuses e as suas falanges obsessoras, sejam eles bíblicos ou não, já que todos são a personificação do mal, em conformidade com o próprio Jesus, o Cristo, que afirmou que a ignorância é o grande mal da nossa humanidade. E como todos os credos e as suas seitas semeiam apenas a ignorância neste nosso mundo-escola, obviamente todos eles terão que ser extintos, com os espíritos obsessores sendo transladados para os seus respectivos Mundos de Luz de origem.

Com relação ao mal, a doutrina católica ensina, equivocadamente, que ele representa uma certa falta, mas não diz de que se origina essa falta, uma limitação, mas também não diz de que se origina essa limitação, ou uma distorção do bem, como se o bem pudesse ser distorcido, ignorando que o bem é o contrário do mal, e não a sua distorção, podendo ele sim, possuir uma maior ou menor intensidade, em conformidade com as ações humanas, mas jamais ser distorcido, sendo também o mal a causa de todos os sofrimentos humanos, quando, na realidade, os sofrimentos são decorrentes das ações humanas, que tanto podem ser prazerosos como dolorosos, em que os sofrimentos dolorosos são oriundos da ignorância, de onde procede todo o mal deste mundo, conforme Jesus, o Cristo, assim afirmou, e que o mal ainda está intimamente relacionado com a liberdade humana.

Ora, a liberdade humana nada tem a ver com o mal, pois que a verdadeira liberdade somente poderá ser conseguida por intermédio do esclarecimento espiritual, quando os seres humanos passarem da fase da imaginação, em que ainda se encontram, deixando de raciocinar através de representações de imagens, combinando-as, para a fase da concepção, passando a raciocinar através das formulações de ideias, associando-as, quando então poderão transcender a este mundo, deixando de serem cativos do ambiente terreno, cujos conhecimentos e experiências são apenas imaginativos. Aí sim, poderão estar verdadeiramente libertos, livres do cativeiro do próprio mundo-escola em que temporariamente habitam, que representa a caverna descrita por Platão.

Os que seguem a doutrina católica professam que a existência do mal é um grande mistério, como se realmente existisse algum mistério, pois não sabem que o mal é o fruto da ignorância espiritual, sendo ele agravado pelos espíritos obsessores, e que tudo tem que existir, inclusive o mal, para que então o bem possa também existir, sobrepondo-se a ele e o extinguindo, como realmente o mal vai ser extinto deste mundo.

Mas os católicos têm a certeza de que o seu deus, sendo bom e onipotente, não pode nunca ser a origem e a causa do mal, daí a razão pela qual eles alimentam a fé credulária de que esse seu deus “não permitiria o mal se do próprio mal não se extraísse o bem”. O grande exemplo disso seria a morte de Jesus, o Cristo, na cruz, que assim morrendo crucificado trouxe a salvação para toda a nossa humanidade, sem atentarem para as causas da sua crucificação, todas provenientes da ignorância, por intermédio dos ciúmes ferozes e doentios de Hanã, ao qual Maria Madalena, que era a sua amante, abandonou, para seguir ao nosso Redentor, como veremos detalhadamente na categoria A Cristologia.

Meu Deus! Como se pode conceber uma mentalidade tão estreita a esse nível de mediocridade? De que maneira um deus pode permitir a existência do mal para que dele possa extrair o bem, se um é exatamente o contrário do outro? Em sendo assim, pode-se extrair o infinito do finito, o belo do feio, a compreensão da incompreensão, a tolerância da intolerância, a inteligência da obtusidade, a verdade da mentira, o alto do baixo, o grande do pequeno, o estreito do largo, o amargo do doce, a riqueza da pobreza, e tudo o mais que venha a ser antônimo um do outro. Quanta incoerência! E de que maneira alguém morrendo crucificado pode trazer a salvação para os demais? De nenhuma maneira, pois que não existe a salvação. O que existe, na realidade, é a evolução espiritual, quando então aqueles que praticam o mal deverão ser todos regenerados por seu intermédio, para que assim possam retomar as suas jornadas evolutivas.

Além do mais, Deus é o Todo, pelo fato de ser a Inteligência Universal. Todos os seres humanos fazem parte integrante do Todo, pelo que se pode concluir até com muita facilidade que tudo tem a sua origem e a sua causa no Todo, inclusive o mal, assim como o bem, através das Suas partículas, pois que o Todo contendo todo o mal já praticado por todas as suas partículas, o próprio mal se encerra no Todo, posto que ele somente pode ser praticado de seres para seres, pois que não existe outro Todo, uma vez que Deus é somente um, justamente por isso Ele é o Todo, em que tudo nele se encerra, então Dele tudo vem, e para Ele tudo vai.

O bem e o mal se encontram inseridos rigorosamente no âmbito da imperfeição, fazendo parte integrante da imaginação humana. Somente através do esclarecimento espiritual, quando os seres humanos tomarem a devida consciência de que ainda se encontram postos na fase da imaginação, poderão começar a produzir a amizade espiritual, que deverá ser a grande responsável pela extinção do mal, pois que ela deverá fazer emergir a solidariedade fraternal no seio da nossa humanidade, que somente poderá ser exercida por intermédio da prática do bem. Este deverá o grande passo a ser dado pela nossa humanidade para que a paz e o progresso possam enfim reinar soberanos neste mundo, trazendo uma felicidade relativa para todos os seres humanos, sendo tudo isso preparatório para a produção do amor espiritual, que sendo produzido através de raios de luz, situa-se acima do bem e do mal.

 

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