15.03.07- Alguns aspectos do sobrenaturalismo da doutrina católica

Prolegômenos
5 de julho de 2018 Pamam

A Igreja Católica, assim como também os outros demais credos que se consideram equivocadamente como sendo cristãos, acreditam no monoteísmo, que é a crença na existência de um único Deus, que por hipótese alguma pode ser Jeová, o deus bíblico, o qual, para a doutrina católica, é totalmente personificado, sendo nesta condição o criador de todas as coisas, e assim consegue intervir na História, como se realmente tivesse alguns dos atributos divinos mais importantes, que são a onipotência, a onipresença e a onisciência, embora a Igreja Católica não consiga explicar se esse deus bíblico tem realmente poderes, presença e ciência nos recintos do inferno e do purgatório, caso estes realmente existissem, cujos antros ela mesma copiou de crenças ainda mais antigas, tendo sido tudo isso retirado do âmbito do sobrenatural.

Além desses atributos incompreensíveis para um deus personificado, que individualizado aparece a médiuns obsedados, como nos casos de Abraão e Moisés, em face dessa doutrina afirmar, peremptoriamente, as existências do inferno e do purgatório, esse deus bíblico é fortemente referido no Novo Testamento como sendo a própria verdade e o próprio amor, sem que essa doutrina tenha qualquer noção acerca de ambos, daí a afirmativa católica de que esse deus ama, perdoa e quer salvar a todos os seres humanos, mas que não pode salvá-los, já que está escrito que ele irá condenar aos ímpios, porém que os seres humanos podem estabelecer uma relação pessoal e filial com ele através da prece, que equivocadamente os seus sacerdotes e arrebanhados denominam de rezas e orações, como se a prece realmente servisse para algo útil no âmbito da espiritualidade, já que somente serve como modo de adorar, de se penitenciar e de fazer peditórios, sendo tudo isso dirigido ao astral inferior.

Quanta contradição!

Eu devo aqui repetir e indagar: como é que esse deus bíblico pode se dispor a amar, a perdoar e a querer salvar a todos os seres humanos sem que possua poderes para tanto, já que os ímpios deverão ser extintos ou então queimados no fogo do inferno? Antes de se meter a perdoar e a querer salvar aos ímpios, esse deus bíblico deveria se esforçar por regenerar aos que se encontram fora das leis e dos princípios, a começar pela sua própria regeneração e pelos seus sacerdotes, que se constituem em uma verdadeira praga neste mundo.

Além do mais, essa doutrina não afirma que a alma é imortal? Em sendo a alma imortal é óbvio que ela deverá permanecer por todo o sempre, o que permite que pelo menos uma delas, mesmo sendo pecadora, ou ímpia, como se queira, possa desbancar de vez a esse deus metido a exterminador. E mais: se essa doutrina católica afirma que se pode estabelecer uma relação pessoal e filial entre os seres humanos e o deus bíblico, através das rezas e orações, fica logicamente implícita nessa afirmativa a desnecessidade da existência de qualquer sacerdote católico para estabelecer ou intermediar a essa relação. Essa classe sacerdotal é tão ignorante que prega contra a sua própria subsistência, contra o seu próprio meio de vida.

Mas a doutrina católica estabelece também a existência da Santíssima Trindade, cujo mistério deverá ser devidamente desvendado por inteiro na categoria relativa à Cristologia. Para essa doutrina o deus bíblico é um ser uno, mas simultaneamente trino, constituído por três pessoas indivisíveis: o pai, o filho e o espírito santo, que estabelecem entre si uma comunhão perfeita de amor, mas que para a Igreja não viola o monoteísmo. Agora vejamos só que confusão e trapalhada essa doutrina faz dessas suas três pessoas eternas, em inteira conformidade com os seus escritos, que dizem o seguinte:

Essas três pessoas são realmente distintas, pelas relações que as referenciam umas às outras: o Pai gera o Filho, o Filho é gerado pelo Pai, o Espírito Santo procede do Pai e do Filho, porém todos sempre existiram, não existindo assim uma hierarquia entre os três”.

Meu Deus! Como uma mente pode ser tão grosseira e estúpida ao ponto de afirmar que o pai gera o filho, que o espírito santo procede do pai e do filho, porém todos sempre existiram. Tanta grosseria e estupidez traz uma verdadeira agrura em nossa alma, tal como se esse ilogismo fosse representado por um exame de abelhas que enfiam profundamente os seus ferrões com ferocidade em nosso corpo mental, provocando dores angustiantes. Ora, se o pai gerou o filho, é mais do que óbvio que este antes não existia, já que foi gerado. E se o pai e o filho, tendo sido este gerado pelo pai, dão ambos procedência ao espírito santo, é também mais do que óbvio que este igualmente antes não existia. Somente o irracionalismo da fé credulária para que se possa aceitar com passividade a tanta incongruência.

Os espíritos quedados no astral inferior podem assumir a forma que bem quiserem e entenderem, utilizando-se dos fluidos pesados que formam os ambientes trevosos em que eles atuam, podendo assumir a forma de animais, aves, monstros, objetos, e tudo o mais. Além do mais, esses espíritos obsessores são capazes intuir aos seres humanos para dizerem aquilo que eles pretendem dizer a quem lhes interessar, assim como também de provocar os mais diversos tipos de visões, por isso não se deve jamais confiar nos Evangelhos, pois que por isso são todos mentirosos, com a exceção de algumas passagens inseridas pelo Astral Superior. Em uma dessas visões provocadas pelo astral inferior, vemos em Lucas 3:21-22, a seguinte passagem:

Então, quando todo o povo fôra batizado, Jesus também foi batizado, e, enquanto orava, abriu-se o céu e desceu sobre ele o espírito santo, em forma corpórea, semelhante a uma pomba, e uma voz saiu do céu: “Tu és meu Filho, o amado; eu te tenho aprovado”.

Tudo isso é a mais deslavada mentira, pois Jesus, o Cristo, jamais foi batizado, uma vez que o batismo é um rito de iniciação feito normalmente com a água dita sagrada sobre o iniciado através da imersão, efusão ou aspersão, cujo rito de iniciação se encontra presente em vários grupos credulários ou não, em que nesses grupos se destacam os falsos cristãos. Na Igreja Católica, o batismo é o sacramento através do qual o sacrifício pascal de Jesus, o Cristo, aplica-se às almas, tornando-as, em primeiro lugar, filhas do deus bíblico, tal como se ele fosse pai, e também membros da Igreja, como se ela fosse de Cristo, abrindo o caminho para a salvação eterna, que não existe.

Ora, Jesus, o Cristo, conseguiu alcançar a um estágio evolutivo tão elevado, que nesse estágio conseguiu contemplar diretamente a Deus, não precisando ser iniciado em nada. Não existe o sacrifício pascal, sabendo-se que para os falsos cristãos a Páscoa é a passagem de Jesus, o Cristo, da morte para a vida: a ressurreição; uma vez que ele nunca ressuscitou, tendo apenas aparecido para os seus apóstolos em corpo fluídico, para mostrar na prática tudo aquilo que havia ensinado em teoria, conforme afirma o próprio Luiz de Mattos. Torna-se óbvio, então, que ele era ciente de que todos são legitimamente filhos do verdadeiro Deus, portanto, os seus legítimos irmãos, e jamais membros da Igreja Católica, como se dele ela fosse ou com ele tivesse algo a ver. E como não existe a salvação, não se pode abrir caminho para ela, uma vez que a nossa existência é eterna e universal, pois que todos nos encontramos afeitos ao processo da evolução, em nosso retorno para o Criador.

Torna-se fácil assim compreender que Jesus, o Cristo, é todo amor. E em sendo ele todo amor, torna-se mais do que evidente que a sua companhia astral era toda formada por espíritos de luz que integram a plêiade do Astral Superior, por isso jamais poderia descer sobre ele a imagem de um espírito inferior em forma corpórea de uma simples pomba. Essa imagem, portanto, não passa de uma mera visão de médiuns videntes e ouvintes obsedados que viram e ouviram os espíritos obsessores quedados no astral inferior, que, como dito, podem assumir a forma que bem quiserem e entenderem. Na imagem posta abaixo, obtida pela NASA, do Monte Etna, encontra-se nela contida a forma corpórea do espírito santo bíblico, em forma de pomba, sobrevoando a essa região, a forma corpórea de um anjo alado e a forma de espíritos obsessores formando o ambiente fluídico, como as imagens seguintes mostram claramente.

No entanto, os verdadeiros Pai, Filho e Espírito Santo, que na realidade formam a legítima Trindade, são todos consubstanciais, já que possuem as mesmas substâncias, mas tal condição se deve aos elevadíssimos estágios evolutivos do Filho e do Espírito Santo. Isto implica em dizer que todos nós somos partículas de Deus, e que qualquer um pode alcançar a esses estágios altamente evoluídos, para tanto, basta apenas o emprego do esforço incomum na luta requerida pela evolução espiritual.

O deus-pai dos católicos, a primeira pessoa da sua trindade, é considerado o pai perfeito pela doutrina católica, porque ele amou e nunca abandonou aos homens, que são os seus filhos adotivos, reparem bem, filhos adotivos, já que Jesus é considerado como sendo o seu único filho, querendo sempre salvá-los e os perdoando infinitamente, desde que eles se arrependam de um modo sincero dos seus pecados, quer dizer, não tendo arrependimento sincero eles fatalmente serão condenados eternamente. Esse é que é o amor do deus bíblico!

Esse deus bíblico não foi criado e nem gerado, por isso é considerado “o princípio e o fim, princípio sem princípio” da vida, estando em virtude disso mais associado à criação do mundo. Mas isso não quer dizer que as outras duas pessoas da trindade não participassem também nesse importante ato tido como divino, embora a Bíblia somente se refira a Jeová. Então não foi o deus bíblico quem na concepção da doutrina católica criou o mundo, mas sim ele, o filho, e o espírito santo, apesar destes dois últimos não serem citados na Bíblia, no livro do Gênese. Nessa concepção equivocada, o Credo Niceno-Constantinopolitano faz referência ao seu deus pai da seguinte maneira:

Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso,

Criador do Céu e da Terra,

De todas as coisas visíveis e invisíveis.

 

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