15.03.05- A doutrina católica a partir do Concílio de Trento

Prolegômenos
4 de julho de 2018 Pamam

No período de 1545 a 1563, o Concílio de Trento lutou desesperadamente contra a Reforma Protestante, que juntamente com o Grande Cisma do Oriente representou uma das maiores cisões que a Igreja Católica sofreu em toda a sua negra história, repleta de guerras, crimes, torturas, assassinatos, arrecadações de impostos, pederastia, incesto, pedofilia, além das depravações papais no recinto do Vaticano, e tudo o mais que enegrece sombriamente as ações sacerdotais advindas desse credo, cuja figura papal ainda é muito referenciada pelos seres humanos vulgares em geral, assim como também pela imprensa, julgando que esse credo seja detentor de alguma moral ou de algum atributo divino, quando ele não passa de uma monarquia outrora muito poderosa, cultural, econômica e belicamente falando, mas hoje decaído e sem qualquer credibilidade para aqueles que realmente raciocinam, estando livres das peias da fé credulária irracional.

No século XVI, devido a Reforma Protestante, o Concílio de Trento foi convocado para reformar a disciplina eclesiástica e consolidar as principais crenças sobrenaturalísticas da fé credulária católica, tidas como se fossem verdades. Esse concílio reafirmou e definiu os seguintes dogmas aos seus fiéis arrebanhados:

  • A presença real do Cristo na eucaristia;
  • A doutrina dos sete sacramentos, com cada um deles sendo amplamente debatido e definido;
  • A doutrina da graça e do pecado original;
  • A justificação;
  • O celibato clerical;
  • A hierarquia católica;
  • A tradição católica;
  • O cânon bíblico, reafirmando como autêntica a Vulgata, ou a tradução bíblica latina da Bíblia, aprovada pela Igreja, feita no século IV, segundo a versão grega dos Setenta e em grande parte obra de São Jerônimo;
  • As indulgências;
  • A natureza da Igreja;
  • O valor e a importância da missa;
  • A liturgia;
  • O culto dos santos, das relíquias e das imagens.

Tendo sido esse mesmo concílio que promoveu também a publicação do Index Librorum Prohibitorum, em tradução livre, o Índice dos Livros Proibidos, que foi uma lista de publicações proibidas pela Igreja Católica, em que as obras eram incluídas na lista caso contivessem teorias que a Igreja Católica Apostólica Romana não apoiava. A primeira versão do Index Librorum Prohibotorum foi promulgada pelo papa Paulo IV, em 1559, e uma versão revista foi autorizada pelo Concílio de Trento. A última edição desse índice foi publicada em 1948, tendo esse índice sendo abolido pela Igreja Católica em 1966, pelo papa Paulo VI, em face da cultura humana haver evoluído e ele se tornar improfícuo. Nessa lista se encontravam livros que iam de contra os dogmas estabelecidos pela Igreja e que continham conteúdos considerados como sendo impróprios.

Em face dessas reformas da disciplina eclesiástica, o Concílio de Trento foi o concílio ecumênico que durou mais tempo, o que emitiu o maior número de decretos dogmáticos e reformas, e o que produziu os resultados mais duradouros sobre a fé credulária e a disciplina da Igreja Católica, em toda a sua negra história.

Ao longo dos séculos XVII e XVIII, os jesuítas e os jansenistas se confrontaram com polêmicas acerca do papel da graça, da liberdade humana e da participação do homem na sua própria salvação. Por fim, os jansenistas foram condenados como heréticos. Em 1854, o papa Pio IX proclamou como dogma a Imaculada Conceição de Maria. O Concílio Vaticano I, no período de 1869 a 1870, proclamou também como dogma a infalibilidade do papa, afirmando assim, estupidamente, que a ignorância é sinônimo de perfeição. Em 1891, o papa Leão XIII publicou a encíclica Rerum Novarum, na inútil tentativa de sistematizar a doutrina social da Igreja. No final do século XIX e início do século XX, apareceu a heresia do Modernismo, que foi condenada pelo papa Pio X.

Em 1950, o papa Pio XII proclamou como dogma a Assunção de Maria ao céu, e vejam só que tamanha estupidez, quanta ignorância, como o Vaticano não consegue se desprender da ilusória matéria, em corpo e alma, como se o corpo carnal não fosse totalmente composto de seres atômicos, de seres moleculares e outros seres mais evoluídos, como todos disso são cientes. Entre 1962 e 1965, o Concílio Vaticano II, idealizado pelo papa João XXIII, impulsionou o aggiornamento, ou a atualização, da Igreja Católica, tratando de vários temas distintos, tais como a reforma da Igreja, a constituição e a pastoral da Igreja, que passou a ser alicerçada na igual dignidade de todos os fiéis, a relação entre a Revelação divina e a Tradição, a defesa da liberdade credulária, o empenho no ecumenismo e a defesa do apostolado dos leigos.

Esse concílio não proclamou nenhum dogma, mas as suas orientações doutrinais e pastorais são consideradas pelos católicos como sendo de extrema importância para a ação da Igreja no mundo tido como moderno. Em 1968, o papa Paulo VI publicou a encíclica Humanae Vitae, que trata de vários assuntos relacionados com o valor da vida, a procriação e a contracepção.

 

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