15.03.04- A questão do celibato

Prolegômenos
4 de julho de 2018 Pamam

O celibato clerical obrigatório foi primeiramente decretado pelo Concílio de Elvira, no período de 295 a 302, mas como era apenas um concílio regional espanhol, as suas decisões não foram cumpridas por toda a Igreja. Outro passo importante na implementação do celibato foi dado no Primeiro Concílio de Niceia, em 323, o qual assim decretou:

Todos os membros do clero estavam proibidos de morar com qualquer mulher, com exceção da mãe, irmã ou tia”.

No final do século IV, a Igreja Latina promulgou várias leis em favor do celibato, que foram geralmente bem aceitas no Ocidente, notadamente no pontificado de São Leão Magno, no período de 440 a 461. O Concílio de Calcedônia, em 451, proibiu o casamento de monges e virgens consagradas. Em 1123 e em 1139, nos primeiro e segundo concílios de Latrão, a doutrina católica condenou e invalidou os concubinatos e os casamentos dos clérigos, impondo assim o celibato clerical.

No entanto, em toda essa confusão credulária da ocorrência de vários avanços e recuos na aplicação dessa prática católica, chegou até mesmo a haver alguns papas que eram casados antes de receberem as ordens tidas como sagradas, como é exemplo o papa Adriano II, que reinou na sede vaticânica no período de 867 a a 872. No século XI, vários papas se esforçaram novamente por aplicar com maior rigor as leis do celibato, devido a crescente degradação moral do clero, que sempre pontificou em degeneração e depravação em todos os tempos da história do catolicismo, com tais esforços sendo mais concentrados em Leão IX, que reinou no período de 1049 a 1054, e em Gregório VII, que reinou no período de 1073 a 1085. O celibato clerical voltou a ser defendido pelo Quarto Concílio de Latrão, em 1215, e pelo Concílio de Trento, no período de 1545 a 1563.

O celibato sacerdotal, enfim, foi implantado no seio do catolicismo, mas atualmente as leis do celibato se aplicam somente aos sacerdotes da Igreja Latina, ficando de fora as Igrejas Católicas Orientais e os ordinariatos pessoais para anglicanos, que admitem padres casados, mas os seus bispos são celibatários.

Mas apesar do celibato sacerdotal haver sido implantado no seio do catolicismo, em todos os tempos da história da Igreja Católica sempre reinou a maior das devassidões em toda a sua classe sacerdotal, do Vaticano às mais humildes das igrejas, com todos os tipos de abusos sexuais que a imaginação humana possa conceber, que vai do homossexualismo à pedofilia. E quem quiser adentrar nesses esses abusos sexuais, em seus maiores detalhes, pois que são por demais repugnantes à moral, basta apenas reler os assuntos que lhes dizem respeito nos tópicos anteriores.

 

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