15.03.02.02- As causas da Inquisição conforme a razão

Prolegômenos
29 de junho de 2018 Pamam

Na realidade, a Inquisição é totalmente bíblica, assim como também as Cruzadas e todos os conflitos sangrentos de natureza credulária, sendo todos provenientes mais precisamente do Velho Testamento. Quando Luiz de Mattos afirma que esse livro dito sagrado é por demais perigoso, ele está coberto de razão, somente um louco pode ser capaz de duvidar do espírito da verdade. A Bíblia foi escrita por médiuns videntes e ouvintes, além de médiuns psicográficos, aos quais muitos denominam de profetas, que serviram de instrumentos para os espíritos obsessores quedados no astral inferior. No astral inferior, encontram-se falanges e falanges de espíritos obsessores, cujas falanges possuem os seus próprios líderes, os seus próprios chefes, os quais têm a ciência plena de que são imortais, já que se encontram desencarnados, por isso eles pretendem ser deuses, e nessas suas pretensões estúpidas e grosseiras passam a disputar entre si a supremacia tanto sobre a atmosfera terrena, na qual se encontram quedados, como também sobre os espíritos encarnados, querendo por todos os meios que estes lhes propiciem, que os temam, que os obedeçam, pois que assim se forma o ambiente trevoso propício para as suas ações perniciosas. Nós vamos encontrar essa pretensão grosseira e estúpida em Jeová, na Bíblia, quando em Levítico 19:4 ele vem afirmar o seguinte:

“Não vos vireis para deuses que nada valem e não deveis fazer para vós deuses fundidos. Eu sou Jeová, vosso Deus”.

Basta apenas interpretar essa passagem bíblica com um pouco mais de atenção para se constatar que os chefes das falanges de espíritos obsessores lutam entre si para serem deuses e propiciados pelos seres humanos, pois o próprio Jeová não quer e nem admite que os seus propiciadores venham a se virar para outros deuses, que são os seus rivais chefes de outras falanges, pelo que os deprecia, ao afirmar que eles nada valem, mostrando-se assim ciumento e belicoso, proibindo que se façam deuses fundidos para serem reverenciados.

E vem confirmar plenamente esse seu ciúme e essa sua belicosidade exacerbados, querendo ser sempre o maioral entre os espíritos obsessores de natureza inferior, quando novamente deprecia os chefes de outras falanges, não admitindo que os seres humanos venham a curvar a coluna vertebral perante os demais obsessores chefes de outras falanges que também se julgam deuses, reafirmando a sua pretensão de ser o único deus do planeta Terra, conforme se encontra em Levítico 26:1, assim:

Não deveis fazer para vós deuses que nada valem e não deveis erigir para vós uma imagem esculpida ou uma coluna sagrada, e não deveis pôr alguma pedra como peça de exibição na vossa terra, com o fim de vos curvardes em direção a ela; pois eu sou Jeová, vosso Deus”.

Já naqueles tempos, passou a se formar uma luta astral entre os chefes de falanges que tinham a pretensão de serem deuses, com esta luta astral se estendendo para os seres humanos, pelo fato dos seres humanos serem fracos e ignorantes, por isso aceitando ser os seus instrumentos, que assim, tais como instrumentos desses espíritos obsessores, já eram insuflados para atacar aos que professavam outros credos, sem a mínima piedade para com os outros povos, e sem pouparem quaisquer viventes, sejam eles mulheres ou indefesas criancinhas, como assim narra a Bíblia, em Deuteronômio 2:34, cuja passagem é assim descrita:

E naquele tempo específico fomos capturar todas as suas cidades e devotar cada cidade à destruição, homens, MULHERES, e CRIANCINHAS. Não deixamos sobreviventes (grifo e realce meus)”.

E quem se encontra à frente de tudo isso? Obviamente que o espírito trevoso de Jeová, o deus bíblico, a quem os seus instrumentos agressores encarnados lhe devotavam toda a destruição das cidades que destruíam, devotando também a esse pavoroso deus bíblico todo o genocídio praticado, dentre homens, mulheres e criancinhas. E não contentes com essa sanguinolência sem fim, ainda saqueavam as cidades destruídas, sendo todos ladrões, assaltantes, uns verdadeiros bandidos criminosos, sempre sob os auspícios de Jeová, que os credulários acretinados e tornados estúpidos pelos sacerdotes acreditam piamente seja o pai de Jesus, o Cristo. Quanta cretinice e estupidez! E vamos encontrar tudo isso na própria Bíblia, que em Deuteronômio 2:3 a 6, afirma:

Concordemente, Jeová, nosso Deus, entregou-nos na mão também Ogue, rei de Basã, e todo o seu povo, e fomos golpeá-lo até que não lhe restou sobrevivente. E naquele tempo específico fomos capturar todas as suas cidades. Mostrou-se não haver vila que não lhes tirássemos, sessenta cidades, toda a região de Argobe, o reino de Ogue em Basã. Todas estas eram cidades fortificadas com muralha alta, portas e tranca, além de muitíssimas cidades campestres. No entanto, devotamo-las à destruição, assim como fizéramos a Síon, rei de Hésbon, ao devotarmos cada cidade à destruição, homens, MULHERES e CRIANCINHAS (grifo e realce meus). Todos os animais domésticos e o despojo das cidades tomamos para nós como saque”.

Os moabitas foram um povo nômade que se estabeleceram ao leste do Mar Morto por volta do século XIII a.C., em uma região que mais tarde seria denominada de Moabe, cujo povo era aparentado dos hebreus, com os quais tiveram vários conflitos. Esses conflitos foram originados da espiritualidade, mais propriamente do astral inferior, entre o chefe de uma falange de espíritos obsessores chamado de Ballpeor, que tinha a pretensão de ser deus, e o próprio Jeová, outro pretendente a ser deus, tendo Jeová e os seus instrumentos levado a melhor nesses conflitos astral e humano. Esses conflitos astral e humano entre Ballpeor, junto com os seus instrumentos encarnados, e Jeová, também junto com os seus instrumentos encarnados, é mencionado na Bíblia, em Deuteronômio 4:3-4 e 24, que mostra claramente o ciúme de Jeová e a sua própria natureza satânica, pois se ele pretende mandar queimar os ímpios no fogo do inferno, este é o seu lugar de origem, pois que o fogo nele se encontra, conforme essas passagens bíblicas, que explicitam o fato da seguinte maneira:

Vossos próprios olhos foram os que viram o que Jeová fez no caso Baal de Peor, que todo homem que andou seguindo a Baal de Peor era quem foi aniquilado do teu meio por Jeová, teu Deus. Mas vós que vos apegais a Jeová, vosso Deus, estais hoje todos vivos.

Pois Jeová, teu Deus, é um fogo consumidor (grifo meu), um Deus que exige devoção exclusiva”.

Em sua belicosidade e empáfia, Jeová sempre combateu aos demais povos que não o obedeciam e nem à sua quadrilha astral, como se estivesse defendendo ao povo que se encontrava sob o seu domínio, que os bíblicos denominam o povo de Jeová, o deus bíblico, e em suas mais extrema arrogância e vaidade, sempre com a pretensão de ser temido, servido e propiciado, mas sempre advertindo e determinando ao povo, que julga ser seu, para que os seus integrantes, que são os seus instrumentos, não viessem a seguir outros deuses, adorando-os, os quais não passam de obsessores iguais a ele, caso contrário, a sua ira medonha se acenderia, já que ele é o fogo consumidor, e ameaça aniquilar a todos esses adoradores. É o que vamos encontrar em Deuteronômio 6:13 a 15, quando a Bíblia diz assim:

É a Jeová, teu Deus, que deves temer e a ele deves servir, e pelo seu nome deves jurar. Não deveis andar seguindo outros deuses, quaisquer deuses dos povos que há ao redor de vós, para que não se acenda a ira de Jeová, teu Deus, e ele te tenha de aniquilar da superfície do solo (grifo meu)”.

A intenção de Jeová era estabelecer todos os seus instrumentos encarnados em uma terra que ele mesmo dizia haver preparado para o povo que julgava ser seu, que era a terra prometida. Para conseguir a esse seu intento, ele teria que derrotar aos chefes de outras falanges que dominavam a esses povos e que se encontravam estabelecidos nessa terra, assim como também esse seu povo teria que derrotar a esses outros povos, para tanto ele incentivou aos médiuns, que eram os líderes desse seu povo, e sendo extremamente perverso e sanguinário, atributos que são próprios dos espíritos obsessores mais nocivos que existem, embora todos sejam nocivos, insufla ao seu modo a destruição de tudo pelos encarnados.

Por que ele mesmo não se resolve a destruir tudo na Terra, já que se julga ser um deus? Porque ele não tem poderes para isso, pois que a sua luta é exclusivamente astral, contra os chefes de outras falanges de obsessores. E assim, ele age sempre com ciúmes e irado, sendo sempre belicoso, cujos atributos inferioríssimos e negativíssimos comandam a sua inteligência, ao seu corpo mental, por isso ele ameaça a tudo e a todos com a aniquilação. Em Deuteronômio 7:1 a 4, a Bíblia mostra claramente a intenção desse deusinho safado, assim:

Quando Jeová, teu Deus, por fim, te introduzir na terra à qual vais para tomar posse dela, também terá de remover nações populosas de diante de ti, os hititas, e os girgaseus, e os amorreus, e os cananeus, e os perizeus, e os heveus, e os jebuseus, sete nações mais populosas e mais fortes do que tu. E Jeová, teu Deus, certamente tas entregará e terá de derrotá-las. Deves impreterivelmente devotá-las à destruição (grifo meu). Não deves concluir com elas nenhum pacto, nem lhes mostrar qualquer favor. E não deves formar com elas nenhuma aliança matrimonial. Não deves dar tua filha ao seu filho e não deves tomar sua filha para teu filho. Pois, ele desviará teu filho de seguir-me e certamente servirão a outros deuses; e a ira de Jeová deveras se acenderá contra vós e ele certamente te aniquilará depressa (grifo meu)”.

Eu sei que é muito difícil retirar do corpo mental dos seres humanos credulários mais obtusos toda essa devoção estúpida e grosseira por Jeová, o deus bíblico, que lhes foi incutida pelos sacerdotes e pelas intuições dos espíritos obsessores que trabalham em prol do catolicismo, das suas seitas protestantes e de outros credos e seitas que se consideram ignorantemente cristãos, com o completo desvirtuamento dos ensinamentos de Jesus, o Cristo, que era pacífico e amante da paz, sendo o maior de todos os democratas.

Mas os tempos são realmente chegados, pois isso tudo tem que ser varrido por inteiro da face da Terra, para o que o Racionalismo Cristão possa conduzir toda a nossa humanidade rumo ao Criador, ao verdadeiro Deus, que é a Inteligência Universal e que representa o Todo, não podendo em sua infinitude aparecer a quem quer que seja, e muito menos ser representado por uma espírito tremendamente obsessor que visa destruir a tudo e a todos, para assim poder aniquilar aos seus oponentes, simplesmente porque resolveram adorar aos seus concorrentes, que por sua vez pretendem do mesmo modo os seus endeusamentos, sendo propiciados pelos seres humanos credulários, para que assim possam reinar absolutos no astral inferior.

E observe que Jeová ameaça com o perececimento a tudo e a todos, inclusive o próprio povo que o serve, caso resolva se debandar para o lado de outros metidos a deuses como ele, servindo-os e curvando a coluna vertebral como se fossem os seus servos. Qual é o sentido racional que Jeová possa ter em procurar destruir as nações? Nenhum. Apenas praticar as suas maldades, para que através das suas maldades possa se posicionar na condição de um deus. Vejamos a passagem bíblica que se encontra em Deuteronômio 8:19-20, que trata a respeito:

E tem de dar-se que, se é que te esqueceres de Jeová, teu Deus, e realmente andares seguindo outros deuses, e os servires e te curvares diante deles, deveras testifico hoje contra vós que definitivamente perecereis. Perecereis com as nações que Jeová está destruindo de diante de vós (grifo meu), por não escutardes a voz de Jeová, vosso Deus”.

O próprio Jeová reconhece a existência de outros espíritos obsessores que como ele são metidos a ser deuses, que como ele são metidos a ser senhores tanto do astral inferior como dos espíritos que se encontram encarnados, mas a sua pretensão infundada, portanto, de natureza estúpida e grosseira, é de ser o deus desses deuses, o senhor desses senhores, querendo ser grande, em termos obsessivos, maior do que realmente o seja, em todos os sentidos que dizem respeito à baixa espiritualidade, pois que pretende ser poderoso e, ao mesmo tempo, atemorizante, já que em suas lutas astrais não demonstra a pretensão de ser parcial com os seus concorrentes, nem aceita negociação, que ele denomina de suborno, como se encontra explicitado em Deuteronômio 10:17, da seguinte maneira:

Pois, Jeová, vosso Deus, é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e ATEMORIZANTE (grifo e realce meus), que não trata a ninguém com parcialidade, nem aceita suborno”.

Pode-se agora compreender um pouco melhor a natureza das minhas experiências científicas no âmbito da baixa espiritualidade, não somente para certificar a sua existência, mas também para sentir em minha própria alma todos os males que os espíritos obsessores são capazes de fazer, deixando-me levar pelas suas intuições malévolas no sentido de que eu viesse a praticar o mal, algo que eles nunca conseguiram concretizar, mesmo tendo eu me deixado levar por essas suas intuições, pelo fato da minha ética já se encontrar completa em minha alma, do mesmo modo que a moral já se encontrava completa na alma de Luiz de Mattos, dai a razão pela qual ele veio com a missão sublime de fundar o Racionalismo Cristão e transmitir a doutrina da verdade, apontando a existência do astral inferior, sendo secundado pelos seus seguidores, e daí a minha árdua e dificílima missão em ser o seu explanador, além de outros encargos que ainda pesam sobre os meus ombros, como o de desmascarar por completo a esse deus bíblico e aos demais deuses, assim como também a essa Bíblia mentirosa e perigosa, e ainda a esse Alcorão e aos demais livros tidos como se fossem sagrados.

Luiz de Mattos, sendo o fundador do Racionalismo Cristão, o espírito da verdade, e eu, sendo o seu explanador, o espírito da sabedoria e da razão, fomos, portanto, os últimos dos enviados para o esclarecimento geral e a espiritualização da nossa humanidade, em obediência ao fabuloso plano elaborado por Jesus, o Cristo, com a finalidade da nossa espiritualização e o estabelecimento do instituto do Cristo em nosso meio, em sua forma embrionária, por isso somos os dois legítimos expoentes da nossa humanidade, tendo ele sido nomeado por Jesus, o Cristo, para ser o nosso chefe, antes do nosso Redentor retornar para a sua própria humanidade, tendo eu que me deslocar para a outra humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, para lá realizar aquilo que em nossa humanidade ele realizou. Todos sabem daquilo que Jesus afirmou quando aqui se encontrava na condição do Cristo: “Os últimos serão os primeiros”. E aqui se confirma plenamente a afirmativa do Nazareno.

Sabendo-se agora de todas essas lutas astrais entre as falanges obsessoras, em que os seus chefes assumem a pretensão de serem deuses, com uns querendo ser mais poderosos e mais atemorizantes do que os demais, resta saber agora a verdadeira causa da Inquisição, que, como dito anteriormente, é inteiramente espiritual.

Aos que são de boa vontade, que se esforcem um pouco mais para que consigam apreender em seus corpos mentais que todos nós somos espíritos, portanto, que tudo é espiritual, sem que nada deixe de sê-lo, pois assim como o sobrenatural não existe, sendo apenas um devaneio, a matéria também não existe, sendo apenas uma ilusão, com tudo isso sendo o produto da fase da imaginação em que toda a nossa humanidade ainda se encontra, cuja fase da imaginação eu vim decretar o seu final e determinar o início de uma nova fase: a fase da concepção. Em outras palavras, eu vim decretar o final de uma Grande Era e determinar o início de uma nova Grande Era, pois que os tempos são chegados.

Tudo isso em razão de eu haver me esforçado e lutado com todas a minhas forças e energias para evoluir espiritualmente, bem mais que o restante da nossa humanidade, com a exceção de Luiz de Mattos, pois que habitamos a mesma região do Universo; adquirindo a luz necessária para realizar o que ora estou realizando, pois sei que a minha inteligência se encontra em demanda da Inteligência Universal, em muito maior proporção do que a inteligência dos meus semelhantes. Mas como eu também procuro estabelecer a igualdade entre todos, mas igualando a todos por cima, e jamais por baixo, eu não fico inerte esperando que os demais me alcancem, pelo contrário, esforço-me e luto cada vez mais por me esclarecer sempre, pois quanto mais eu evoluo, tanto mais eu posso ajudar aos meus semelhantes, em estrita obediência ao ensinamento de Jesus, o Cristo, que nos ensinou: “Esclarecei-vos primeiro, para somente depois poderdes esclarecer”. E assim eu procedo, pois que sou verdadeiramente cristão, e não anticristão como são os demais seres humanos, em sua quase totalidade.

E sendo inteiramente espiritual a causa da Inquisição, nada melhor do que a própria Bíblia para a demonstração verdadeira dessa causa espiritual, que por ser escrita por médiuns que serviram de instrumentos ao astral inferior, retratam fielmente a causa da Inquisição.

È sabido que o ciúme, a ira, a vaidade, a prepotência, a ferocidade, a belicosidade, e outros atributos individuais inferiores e relacionais negativos mais, cujo rol é bastante extenso, enseja a que Jeová venha a mostrar a sua verdadeira face, que segundo ele mesmo é atemorizante, mas atemorizante lá para as bandas dos medrosos, pois que para mim não passa de uma simples cara feia, horrenda, que o Astral Superior tratará de melhorá-la, tornando-a menos feia e menos horrenda, até que ele passe a contemplar ao belo, quando por fim deixará de ser feia e horrenda.

Nesse rol bastante extenso de atributos individuais inferiores e relacionais negativos, Jeová é ciente de que do próprio povo que ele domina podem surgir médiuns que se deixem levar pelas intuições de outros espíritos obsessores alheios às suas falanges, quando não assim, através de sonhos, sabendo-se que estando dormindo os espíritos se afastam dos seus corpos carnais, com as suas almas ficando ligadas a eles pelos cordões fluídicos, indo para os locais que mais lhes atraem, sendo geralmente levadas ao astral inferior e instruídas para algumas realizações, ou, simplesmente, para simples perturbações obsessivas, por pura maldade. Os estudiosos sabem perfeitamente que isto ocorreu com Descartes, com a grande diferença que ele se encontrava ao serviço do Astral Superior, pois que assim foi preciso, principalmente para que ele estabelecesse o seu Discurso do Método e Meditações da 1ª Filosofia, cujo método foi por mim utilizado quando da minha transição de cientista para saperólogo.

Sendo um espírito tremendamente obsessor, o próprio Jeová também é capaz dele mesmo intuir aos médiuns, ou provocar sonhos, a fim de estabelecer a desordem entre aqueles que o seguem, afirmando mentirosamente que os está pondo à prova para saber se é amado, pois ele quer ser temido, escutado, servido, com todos se apegando a ele. E aos médiuns ou sonhadores, tidos como se fossem profetas, ele provoca a desencarnação, para que assim estes passem a engrossar as fileiras das suas falanges, como se estivesse eliminando o mal do meio dos seus seguidores, quando todo o mal se encontra no próprio Jeová, o deus bíblico.

Tudo isso é a causa da Inquisição, pois os sacerdotes católicos se consideravam como sendo o povo de Jeová, o deus bíblico, por isso não aceitavam dissidentes em suas hostes, não aceitavam que do seu próprio meio surgissem pensamentos divergentes, caso contrário seriam todos destruídos, pelo que estenderam a toda essa intolerância, a todo esse fanatismo para os demais, quero dizer, para aqueles que sequer professavam o credo católico, que não seguiam as crenças postas pela sua doutrina. É o que se encontra na própria Bíblia, em Deuteronômio 13:1 a 17, que assim transmite aos parvos e incautos:

Caso se levante no teu meio um profeta ou um sonhador de sonho e ele te dê um sinal ou um portento, e se cumpra o sinal ou o portento de que te falou, dizendo: ‘Andemos seguindo outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los’, não deves escutar as palavras deste profeta ou o sonhador daquele sonho, porque Jeová, vosso Deus, vos está pondo à prova para saber se amais a Jeová, vosso Deus, de todo o vosso coração e de toda a vossa alma. Deveis andar seguindo a Jeová, vosso Deus, e a ele deveis temer, e seus mandamentos deveis guardar, a sua voz deveis escutar, e a ele deveis servir, e a ele vos deveis apegar. E aquele profeta ou aquele sonhador do sonho deve ser morto (grifo meu), porque falou em revolta contra Jeová, vosso Deus, que vos fez sair da terra do Egito e que te remiu da casa dos escravos, para te desviar do caminho em que Jeová, teu Deus, te mandou andar, e tens de eliminar o mal do teu meio.

Caso teu irmão, filho de tua mãe, ou teu filho, ou tua filha, ou tua querida esposa, ou teu companheiro que é como a tua própria alma tente engodar-te às escondidas, dizendo: ‘Vamos e sirvamos a outros deuses, que não conheceste, nem tu nem teus antepassados, alguns dos deuses dos povos ao redor de vós, os que estão perto de ti e os que estão longe de ti, de uma extremidade do país à outra extremidade do país, não deves aceder ao seu desejo, nem o deves escutar, nem deve teu olho ter dó dele, nem deves ter compaixão, nem deves encobri-lo, mas deves impreterivelmente matá-lo. Tua mão deve ser a primeira a vir sobre ele para o entregar à morte, e depois a mão de todo o povo. E tens de matá-lo a pedradas e ele tem de morrer, visto que procurou desviar-te de Jeová, teu Deus (e dizem que esse deus bíblico é misericordioso, digo eu e grifo), que te fez sair da terra do Egito, da casa dos escravos. Então todo o Israel ouvirá e ficará com medo, e não mais farão algo semelhante a esta coisa má no teu meio.

Caso ouças dizer numa das tuas cidades que Jeová, teu Deus, te dá para ali morares: ‘Homens imprestáveis saíram do teu meio para tentar desviar os habitantes da sua cidade, dizendo: Vamos e sirvamos a outros deuses que não conheceste’, então tens de pesquisar, e investigar, e indagar cabalmente; e se a coisa fica estabelecida como verdadeira, tal coisa detestável foi feita no teu meio, deves impreterivelmente golpear os habitantes daquela cidade com o fio da espada (grifo meu). Devota à destruição pelo fio da espada tanto a ela como a tudo o que houver nela, bem como seus animais domésticos. E deves reunir todo o seu despojo no meio da sua praça pública e tens de queimar no fogo tanto a cidade como todo o seu despojo, como oferta inteira a Jeová, teu Deus (grifo meu), e ela tem de tornar-se um monte de ruínas por tempo indefinido. Nunca mais deve ser reconstruída. E absolutamente nada da coisa feita sagrada pela prescrição deve ficar apegado à tua mão, para que Jeová se desvie da sua ira ardente e deveras te dê misericórdia, e certamente tenha misericórdia de ti e te multiplique, assim como jurou aos teus antepassados”.

A ira, a ferocidade e a belicosidade desse Jeová, o deus bíblico, é algo terrível, a sua face medonha e aterrorizadora amedronta a todos os bíblicos, por isso ele somente pode ser enfrentado e desmascarado por um espírito superior, que nada teme.

Ele considera haver feito um pacto com o povo que o segue, por isso os bíblicos têm que seguir às suas determinações, caso não as sigam, ficará mal aos seus olhos, infringindo ao pacto, principalmente se se dispuser a adorar a outros deuses, curvando-se diante deles, não admitindo sequer que esses outros deuses sejam o Sol ou mesmo a Lua, nem que temam a outras falanges que se encontram quedadas no astral inferior, ao que ele denomina de exércitos. Caso isto venha a acontecer, esses dissidentes têm que ser levados para fora da cidade e mortos a pedradas, que no caso da Inquisição eram mortos queimados na fogueira, em função de Jeová se considerar o fogo imorredouro. Para tanto, tinha que haver duas ou trés testemunhas, daí a razão pela qual os fanáticos credulários católicos denunciavam aos seus sacerdotes todos aqueles que expressavam qualquer pensamento contrário à doutrina católica. Assim como o povo em geral é levado pelos espíritos obsessores para os antros perniciosos das igrejas sacerdotais, do mesmo modo era levado para assistir aos assassinatos praticados pela Igreja Católica, quando os seus sacerdotes providenciavam a condenação e a queima na fogueira dos hereges.

Se os credulários aceitam a Bíblia como sendo o seu livro sagrado, nela piamente acreditando e por isso se dispondo a segui-la por inteiro, do mesmo mesmo devem ser coerentes consigo mesmos, acreditando no que ela mesma diz em Deuteronômio 17:2 a 6, cujas passagem vem revelar claramente o seguinte:

Caso no teu meio em uma das tuas cidades que Jeová, teu Deus, te dá seja achado um homem ou uma mulher que pratique o que é mau aos olhos de Jeová, teu Deus, de modo a infringir o seu pacto, e ele vá e adore outros deuses, e se curve diante deles ou diante do sol, ou da lua, ou de todo o exército dos céus, coisa que não mandei, e isso te foi contado, e tu o ouviste e pesquisaste cabalmente, e eis que a coisa ficou estabelecida como verdade, fez-se tal coisa detestável em Israel! Então tens de levar para fora, aos teus portões, tal homem ou tal mulher que fez essa coisa má, sim, o homem ou a mulher, e tens de matar tal pessoa a pedradas e tal pessoa tem de morrer. Pela boca de duas ou três testemunhas deve ser morto aquele que há de morrer. NÃO SERÁ MORTO PELA BOCA DE UMA SÓ TESTEMUNHA. A MÃO DAS TESTEMUNHAS DEVE SER A PRIMEIRA A VIR SOBRE ELE PARA O ENTREGAR À MORTE, e depois a mão de todo o povo, e tens de eliminar o mal do teu meio (grifo e realce meus)”.

Em suas pretensões de destruir os povos que não o seguiam, a primeira coisa que Jeová sempre pretendeu fazer foi eliminar aos médiuns que serviam como instrumentos para os espíritos obsessores que eram seus concorrentes nas pretensões de serem deuses, aos quais ele denominava de praticantes de magia, de adivinhadores e de profetas, como se ele não fosse da mesma laia. Somente aos médiuns que recebiam as suas falanges de obsessores deveriam ser escutados pelo povo, pois que o povo fazia os seus peditórios, que Jeová procurava atender. E tanto isto procede, que o próprio Jeová fala de um profeta semelhante ao que ele estava falando, que deveria ser um médium semelhante a esse profeta, no qual Jeová deveria pôr palavras em sua boca, falando tudo aquilo que lhe fosse mandado. E se qualquer desse seu povo não escutasse a esse médium que falasse em nome de Jeová, dele seria exigida uma prestação de contas. Ao mesmo tempo Jeová ameaça a esse médium de mistificação, quer dizer, caso venha falar alguma palavra que não lhe tenha sido por ele ordenada, ou então falar palavras que tenham sido ordenadas por outros deuses concorrentes a ele, falando em seus nomes, com essa ameaça sendo de morte, tal como ocorreu na Inquisição, que também englobou cientistas e outros, como assim consta na Bíblia, em Deuteronômio 18: 14 a 20, assim:

Porque estas nações que estais desapossando costumavam escutar os que praticam a magia e os que adivinham; mas, quanto a ti, Jeová, teu Deus, não te deu nada disso. Um profeta do teu próprio meio, dos teus irmãos semelhante a mim, é quem Jeová, teu Deus, te suscitará — a este é que deveis escutar — em resposta a tudo o que pediste a Jeová, teu Deus, em Horebe, no dia da congregação, dizendo: ‘Não me deixes mais ouvir a voz de Jeová, meu Deus, e não me deixes mais ver este grande fogo, para que eu não morra’. A isso Jeová me disse: Fizeram bem em falar assim. Suscitar-lhes-ei do meio dos seus irmãos um profeta semelhante a ti; e deveras porei as minhas palavras na sua boca e ele certamente lhes falará tudo o que eu lhe mandar(grifo meu). E tem de dar-se que o homem que não escutar as minhas palavras que ele falar em meu nome, deste eu mesmo exigirei uma prestação de contas.

No entanto, o profeta que presumir de falar em meu nome alguma palavra que não lhe mandei falar ou que falar em nome de outros deuses, tal profeta terá de morrer (grifo meu)”.

Todos os dissidentes da doutrina católica, os quais são chamados de hereges, como não eram extremamente fiéis a Jeová, sendo considerados como se estivessem servindo a outros deuses, quer dizer, a outros espíritos obsessores como ele, eram ameaçados de danos e de morte, devendo ser extintos. E o lado tétrico disso tudo, é que Jeová considerava que esses espíritos obsessores da sua mesma laia primeiramente fazia algum bem a eles, e depois os exterminaria, após ser recuado pelo próprio Jeová. Como se encontra posto em Josué 24:20, da seguinte maneira:

Caso abandoneis a Jeová e deveras sirvais a deuses estrangeiros, ele certamente também recuará e vos causará dano, e vos exterminará, depois de vos ter feito o bem”.

Pode-se facilmente constatar, bastando apenas o leitor se revestir um pouco de boa vontade para tanto, que a grande preocupação de Jeová é com os seus concorrentes astrais, que também são chefes de falanges com a pretensão de serem igualmente deuses, pois que ele não não admite ceder qualquer espaço para que os seus inimigos  venham também a obsedar aos seres humanos, tendo a pretensão de ser de todos o obsessor maior. Por isso, sempre se expressa através dos médiuns que lhe servem como instrumentos, depreciando aos seus inimigos concorrentes, afirmando que eles nada valem, pelo que se gaba de haver feito os céus, que, neste caso, é a região mais alta da atmosfera terrena onde ele habita. Em Salmos 96:5 vamos encontrar toda essa bazófia do deus bíblico, que diz o seguinte:

Porque todos os deuses dos povos são deuses que nada valem. Mas quanto a Jeová, ele fez os próprios céus”.

É conhecido por todos o famoso adágio referente ao “povo de deus”, quer dizer, do deus bíblico. Ora, se existe o povo do deus bíblico, é porque também existem os povos que pertencem a outros deuses similares ao deus bíblico, tanto que este reconhece as suas existências e tenta de todas as maneiras depreciá-los, dizendo que eles não valem nada. Daí a existência da luta astral. Daí a existência da luta humana. Tudo decorrente da espiritualidade, ou seja, da baixa espiritualidade. Como se pode comprovar em Isaías 10:11, que assim diz:

… não se dará que, como terei feito a Samaria e aos seus deuses que nada valem, assim farei a Jerusalém e aos seus ídolos?”.

Resta agora saber o porquê de Jeová se preocupar tanto com os médiuns, que ele denomina de afeitos à magia, de sonhadores e de profetas, não permitindo por nenhuma hipótese que eles venham a servir a outros deuses, com estes sendo sempre por ele depreciados, quando diz reiteradas vezes que eles não valem nada, pois que ele também não possui qualquer valor, já que são todos da mesma laia.

O fato é que os médiuns se tornam instrumentos preciosos para os espíritos obsessores, pois que é somente através dos médiuns que eles conseguem se comunicar com o povo em geral, para que assim o povo venha seguir às suas determinações transmitidas através dos médiuns. Em sendo assim, a guerra astral entre os espíritos obsessores circula em torno dos médiuns, não deixando que estes venham a debandar para as hostes astrais inimigas, pois que assim as determinações transmitidas passam a ser alheias aos seus interesses. Em resumo: os deuses que para Jeová nada valem, não podem falar através dos médiuns. E este fato nós vamos encontrar na Bíblia, em Habaduque 2:18, que diz assim:

De que proveito tem sido a imagem esculpida, quando foi esculpida por aquele que a formou, uma estátua fundida e instrutora de falsidade, quando o formador da sua forma confia nela a ponto de fazer deuses que nada valem, que não podem falar? (grifo meu)”.

É certo que Jeová se considera o fogo imorredouro, e que apenas isso bastaria para que a Igreja Católica lançasse ao fogo aos seus próprios semelhantes, considerados por ela como sendo hereges, para que assim fossem queimados pelo seu deus bíblico, tal como ele mesmo ameaça queimar para sempre aos ímpios no fogo do inferno, em que qualquer semelhança entre Jeová e o Satanás não é uma mera coincidência.

Mas acontece que o Velho Testamento exerceu uma imensa influência no Novo Testamento, cuja influência foi a grande responsável pela deturpação dos Evangelhos, pois os evangelistas, sob a influência do Velho Testamento, deturparam a verdade sobre a vida de Jesus, o Cristo, ao escreverem determinadas frases que o nosso Redentor jamais pronunciou, como se encontra em João 15:6, quando o evangelista assim se expressa:

Aquele que não estiver comigo será lançado fora como ramo de uma árvore e haverá de definhar-se, e será por outros levantado e atirado ao fogo”.

Sendo amante da paz e da concórdia, o maior de todos os democratas, o símbolo do mais puro amor espiritual, tal pronunciamento é totalmente contrário à sua índole de fraternidade entre todos os seres humanos, o que implica em dizer que ele nunca pronunciou tais palavras, que assumiram relevância nas comunidades medievais dos judeus, que conservaram essas palavras como se teoricamente fossem uma lei bíblica acerca da heresia, porém raramente a praticavam, tendo sido plenamente adotada pela Igreja Católica.

No entanto, essa luta astral entre os espíritos obsessores não se restringe apenas à Bíblia, ela sempre ocorreu em todos os tempos entre as falanges de espíritos quedados no astral inferior, pois que os chefes dessas falanges sempre quiseram ser deuses.

As leis gregas dispunham que a asebeia, cujo termo possui o significado de deixar de adorar aos deuses do panteão dos ortodoxos helenistas, era crime capital. Foi devido a essas leis que Sócrates foi condenado à morte. Na Roma clássica, onde o Estado vivia em estreita harmonia com os deuses, quer dizer, com espíritos obsessores da laia de Jeová, a blasfêmia e a heresia eram consideradas traição e punidas com a morte, e quando não se encontrava alguém que pudesse denunciar ao transgressor, o juiz romano ordenava ao suspeito que comparecesse à sua presença para fazer um inquisitio, quer dizer, uma inquisição.

Tendo sido compreendida a verdadeira causa da Inquisição, pode-se também compreender que foi com semelhante processo que ela surgiu no seio da Igreja Católica, de onde lhe adveio também o nome, já que os imperadores bizantinos orientais, que aplicavam as leis romanas no mundo bizantino, infligiam a pena de morte aos maniqueus e a outros hereges.

 

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