15.03.01- As principais heresias

Prolegômenos
27 de junho de 2018 Pamam

Além da doutrina oficial ou ortodoxa proposta pelo Magistério da Igreja Católica, ordinariamente através do munus docendi, o dever de ensinar, por intermédio dos bispos em comunhão com o papa e, extraordinariamente, através dos Concílios Ecumênicos e definições pontifícias solenes, apareceram ao longo da história várias outras versões teológicas heterodoxas. Esses desvios do ensino normativo da Igreja foram combatidos através da catequese e discussões, ou, então, condenados solenemente pela Igreja Católica. Um desses exemplos mais paradigmáticos de versão teológica heterodoxa é a Teologia da Libertação, com forte inspiração marxista, que foi pseudamente corrigida pela instrução Libertatis Nuntius.

As heresias são doutrinas heterodoxas desenvolvidas por aqueles que são batizados e considerados como se fossem cristãos e que negam e duvidam explicitamente de um dogma ou verdade de fé fundamental católica. Qualquer herege, com a exceção dos nascidos e batizados em comunidades que não sejam católicas, ou então aqueles que caíram em heresia ou cisma antes dos 16 anos, é condenado com a excomunhão e com outras penas canônicas, com a demissão do estado clerical, no caso do herege ser um clérigo. Essas condenações pífias, que não possuem qualquer resultado prático, foram estabelecidas em função do medo terrível que os seres humanos possuem acerca do sobrenatural, notadamente do temor ao deus bíblico, da sua ira medonha, das suas ameaças, que o astral inferior observa nas auras das pessoas e transmite as instruções aos sacerdotes católicos. Eu nasci e fui batizado no catolicismo, chegando inclusive a ser acólito. Nada tenho a ver com o reformista Lutero, mas julgo e condeno a Igreja Católica à sua extinção, assim como a todos os demais credos e as suas seitas, então que ela me excomungue e me submeta a todas as suas penas canônicas, que para mim é um grande favor, pois quanto mais longe eu estiver desse antro pernicioso, tanto mais visível se torna para mim a verificação de todas as suas vilanias, que são as mais sórdidas de todo o mundo, quase em igualdade de condições com os demais credos e seitas, mas que são bem piores.

Outra razão dessa represália por parte da Igreja Católica, que não respeita a liberdade do pensamento alheio, deve-se ao fato dela procurar de todas as maneiras encabrestar firmemente a todos os seus fiéis, sem permitir que eles venham a raciocinar por si mesmos, desestimulando a criação de ideias contrárias aos postulados de fé credulários por ela transmitidos e inculcados nas mentes mais atrasadas. Assim, ela age totalmente ao contrário das suas ações cotidianas, quando procura a todo o custo arrebanhar cada vez vez prosélitos, para angariar cada vez mais poder e riquezas, considerando para o seu próprio bem e para a sua continuidade adotar medidas vistas pelos obtusos com se fossem enérgicas, quando, na realidade, não passam de baboseiras por cima de baboseiras.

Com ardil e sagacidade, visando simplesmente impressionar aos mais ignorantes e afeitos ao seu credo, como uma jogada mercadológica, através de uma mera estratégia publicitária, tudo aquilo que choca a opinião pública, ou que se choca frontalmente com os seus ensinamentos, o papa logo corre para a mídia a fim de condenar a um ou a outro, como se a sua condenação servisse para algo útil ao bem comum, ou como se fosse de alguma utilidade pública. Sem atentarem nem um segundo para as intenções vaticânicas, todas as estações de rádio e televisão, além dos jornais, logo noticiam com destaque: “O papa condenou dura e firmemente…”; “O papa condenou com severidade…”. Ora, somente pode condenar com dureza, firmeza e severidade, aquele que conseguiu desenvolver a sua moral em patamares tão elevados que ela pode credenciá-lo a tanto, e esse papado nocivo e pernicioso, assim como toda a classe sacerdotal católica, além das outras relativas aos demais credos e seitas, jamais, em tempo algum, foram detentores de uma moral que os credenciassem a qualquer condenação, muito menos com dureza, firmeza e serveridade. Na realidade, quem é o maior detentor dessa moral tão elevada é Luiz de Mattos, o chefe da nossa humanidade, portanto, o Ajudador, o verdadeiro Espírito Santo, que sendo realmente duro, firme e severo em suas palavras verdadeiras, sem qualquer alusão a essa fé credulária de natureza irracional, afirmou com a maior das convicções: “Pois eu julgo e condeno”.

Então a Igreja Católica não é detentora de um mínimo de respaldo para condenar a quem quer que seja, e muito menos àqueles que se dispõem a raciocinar por si, a exporem as suas próprias ideias, a revelarem as suas crenças, a transmitirem os seus pensamentos produzidos, quando em contraste com a sua doutrina, por isso considerados como sendo heresias. A não ser condenar os crimes contra a humanidade, como os atos terroristas, mas que ela também sempre praticou, como estão bem registrados nos anais da História, bastando citar apenas a Inquisição, cujo terror se espalhou por todo o mundo, com todos horrorizados, temendo ser queimados na fogueira. Assim, condenar é algo que qualquer “Zé Buchudo” também pode fazer, inclusive o papa, que ainda é pior que qualquer “Zé Buchudo”, pois que deveria, antes de tudo, condenar a si próprio, em função da sua sórdida vilania.

Foram várias as heresias com que se deparou a Igreja Católica no decorrer do tempo. Algumas das principais heresias condenadas pela Igreja foram as seguintes:

  • O gnosticismo;
  • O maniqueísmo;
  • O arianismo;
  • O pelagianismo;
  • A iconoclastia;
  • O catarismo;
  • O protestantismo;
  • O anglicanismo;
  • O jansenismo;
  • O modernismo;
  • A Teologia da Libertação.

A todas essas heresias eu vou explanar da maneira mais sucinta e resumida possível, para que assim os leitores possam ter pelo menos uma ideia mais ou menos clara em relação aos conflitos decorrentes da doutrina desse credo católico com os pensamentos que lhe foram contrários. Sabendo-se que hoje em dia a Igreja Católica considera o Relativismo Moral e Doutrinal como sendo a grande heresia atual.

 

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