15.03.01.11- A teologia da libertação

Prolegômenos
29 de junho de 2018 Pamam

A Teologia da Libertação é um movimento supradenominacional, apartidário e inclusivista de teologia política, que engloba várias correntes de pensamentos que interpretam os ensinamentos de Jesus, o Cristo, em termos de uma libertação de injustas condições econômicas, políticas e sociais. Ela foi descrita pelos seus proponentes como sendo uma reinterpretação analítica e antropológica da fé credulária, que é dita como sendo cristã, tendo em vista os problemas sociais, mas alguns a descrevem como marxismo, relativismo e materialismo cristianizado.

É senso comum que a Teologia da Libertação está diretamente relacionada ao movimento ecumênico, que busca o retorno à união e a comunhão de todos os credos ditos cristãos. Embora ela tenha se iniciado como um movimento dentro da Igreja Católica, na América Latina, nos anos 1950 a 1960, o termo foi cunhado pelo padre Gustavo Gutiérrez, em 1971, que escreveu uma das obras mais famosas do movimento, intitulada de A Teologia da Libertação,  sendo que mais de 40 anos depois se reconciliou com o Vaticano. Outros expoentes são Leonardo Boff, no Brasil, Jon Sobrino, em El Salvador, e Juan Luís Segundo, no Uruguai. A Teologia da Libertação desde os anos 90 sofreu um forte declínio, principalmente devido ao envelhecimento das suas lideranças e a falta de participação das recentes gerações neste movimento.

Em seu recente discurso aos dirigentes do CELAM – Conselho Episcopal Latinoamericano, durante a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, o papa Francisco alertou para o risco da ideologização da mensagem evangélica quanto à Teologia, o que se trata de uma verdadeira estupidez, sem que esse papa ignorante tenha ciência disso, pois que tomando como base as ciências sociais, diz o seguinte:

Esse método pode levar ao reducionismo socializante. É a ideologização mais fácil de descobrir. Em alguns momentos, foi muito forte. Trata-se de uma pretensão interpretativa com base em uma hermenêutica de acordo com as ciências sociais”.

A influência da Teologia da Libertação diminuiu após os seus formuladores serem condenados pela Congregação Para a Doutrina da Fé, em 1984 e em 1986. O Vaticano condenou os principais fundamentos da Teologia da Libertação, como a ênfase exclusiva no pecado institucionalizado, coletivo ou sistêmico, excluindo os pecados individuais, a eliminação da transcendência credulária, a desvalorização do magistério e o incentivo à luta de classes.

Em 1984, o documento Libertatis Nuntius, emitido pelo Vaticano, assinado pelo então cardeal Ratzinger, sobre a Teologia da Libertação, aponta três fatores como sendo as suas motivações, que são os seguintes:

  1. A impaciência e o desejo de alguns ditos cristãos de serem eficazes, em que perdida a confiança em qualquer outro método, voltaram-se para a análise marxista;
  2. Eles pensavam que uma situação intolerável exige uma ação eficaz que não pode mais ser adiada. Uma ação eficaz supõe uma análise científica das causas estruturais da miséria. O marxismo seria o instrumento para semelhante análise, bastando apenas aplicá-lo à situação da América Latina;
  3. Uma concepção totalizante impõe a sua lógica e leva a Teologia de Libertação a aceitar um conjunto de posições incompatíveis com a visão “cristã” do homem. Com efeito, o núcleo ideológico tomado do marxismo e que serve de ponto de referência, exerce a função de princípio determinante.

Já segundo Gonçalves, o nascimento e o desenvolvimento da Teologia da Libertação na América Latina e no Caribe se deve basicamente a outros três fatores, a saber:

  1. A situação política, econômica e social do continente, em que a Teologia da Libertação foi gestada durante os regime antipopulares que governavam os países do continente;
  2. O desenvolvimento do marxismo como instrumento de análise social, pois as ciências sociais e a análise marxista eram utilizadas para compreender a origem das contradições da sociedade, embora o marxismo não fosse utilizado como ferramenta para a construção de projeto social alternativo;
  3. As mudanças no âmbito da Igreja Católica, pois algumas mudanças na Igreja possibilitaram o surgimento da Teologia da Libertação, tais como:
    1. A experiência da ação católica e o seu método de ver, julgar e agir, com esta pedagogia ajudando na busca de uma compreensão crítica e impulsionando uma ação transformadora;
    2. A realização do Concílio Vaticano II, entre 1962 e 1965, e a busca de diálogo da Igreja com o mundo moderno;
    3. A Segunda Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, em Medelin, na Colômbia, ocorrida na vigência dos regimes militares;
    4. O florescimento das Comunidades Eclesias de Base, que impulsionadas pela Conferência de Medelin e pela pedagogia da ação católica, através do método ver, julgar e agir, lutavam pela transformação social;
    5. O enfrentamento dos regimes militares por parte dos bispos, quer através das conferências episcopais nacionais, quer por bispos isolados, como Dom Helder Câmara, Dom Pedro Casaldáliga, Dom Paulo Evaristo Arns, Dom Oscar Romero, entre outros.
    6. As mudanças ocorridas na sociedade desde então apresentam novos desafios da contemporaneidade, como o neoliberalismo econômico e a exclusão social, a globalização, o pluralismo cultural e credulário e a crise das igrejas ditas cristãs históricas ante os fatos da pós-modernidade.

Uma das instituições na América Latina que se dedicou a apologia da Teologia da Libertação é a Unisinos, instituição de ensino superior jesuíta do Estado do Rio Grande do Sul, no Brasil, que no final de 2011 promoveu o Congresso Continental de Teologia, o qual reuniu muitos dos antigos proponentes da Teologia da Libertação para difundir os seus princípios com os documentos do Concílio do Vaticano II, que havia completado 50 anos, em 2011. Essa visão entra em choque com a interpretação do Vaticano e dos papas, responsáveis pelas próprias publicações dos documentos conciliares e da sua interpretação desde então, que foi reconfirmada no Sínodo em Roma no mesmo ano.

Mas, na realidade, a Teologia da Libertação nasceu da influência de três frentes de pensamentos, que são as seguintes:

  1. O Evangelho Social das igrejas norte-americanas, trazido para o Brasil pelo missionário e teólogo presbiteriano Richard Shaull;
  2. A Teologia da Esperança, do teólogo reformado Jurgen Moltmann;
  3. A Teologia Antropo-política, que tinha como seus grandes expoentes o teólogo católico Johann Baptist Metz, na Europa, e o teólogo batista Harvey Cox, nos Estados Unidos.

Em 1965, foi publicada pelo teólogo Harvey Cox a obra intitulada de A Cidade Secular, como contraposição à obra de Santo Agostinho intitulada de De Civitate Dei, na qual o teólogo defende que a divisão entre a cidade dos homens, a qual é o mundo terreno, e a cidade do deus bíblico, a qual é o mundo espiritual, que a partir do século XX se encontra superada pela contraposição entre a cidade dos operários oprimidos, que é o mundo do proletariado, a cidade dos donos do poder, que é o mundo geopolítico, e a cidade dos capatazes e opressores, que é o mundo burguês.

Porém, o marco do nascedouro da Teologia da Libertação está na publicação da obra Da Esperança, de Rubem Alves, que tinha o título de Teologia da Libertação, criticando a praxe entendida como situada abaixo da metafísica de uma forma geral, como se existisse tal situação, e propondo o nascimento ausente de toda a crença de novas comunidades ditas de  cristãos, animados por uma visão e por uma paixão pela libertação humana e cuja linguagem teológica se tornava histórica.

A primeira participação católica no lançamento da Teologia da Libertação foi a publicação da Teologia da Revolução, em 1970, pelo teólogo belga radicado no Brasil José Combin. Em 1971, Gustavo Gutiérrez publicou a Teologia da Libertação. Somente em 1972, Leonardo Boff surge no cenário teológico com a publicação de Jesus Cristo Libertador. Como Rubem Alves estava asilado nos Estados Unidos neste período, Leonardo Boff passou a ser o mais conhecido representante desta corrente teológica que se vivia no Brasil, devido à proteção recebida pela ordem dos franciscanos a que ele pertencia.

O método destas teologias é indutivo, pois não parte da revelação e da tradição eclesial para fazer interpretações teológicas e aplicá-las à realidade, mas sim da interpretação da realidade da pobreza, da exclusão dos oprimidos e do compromisso com a libertação para fazer a reflexão teológica e convidar à ação transformadora desta mesma realidade. Ocorre também uma crítica à teologia moderna e a sua pretensão de universalidade, considerando esta teologia eurocêntrica e desconectada da realidade dos países periféricos.

Mas a Teologia da Libertação tem enfrentado um acentuado declínio nos últimos anos por diversos motivos, como o envelhecimento ou a morte de vários expoentes dessa corrente, a perda de apelo frente às novas gerações de clérigos, teólogos e fiéis, e a pesquisa teológica atualmente menos calcada em ideologias.

Alguns membros da Igreja Católica chegam a afirmar que a Teologia da Libertação já se extinguiu, ao afirmarem o seguinte:

Quando um movimento ou instituição teima em garantir que está vivo é porque morreu e virou fantasma. A Teologia da Libertação já passou”.

No entanto, acusa-se este movimento de ser condescendente com a culpabilidade da Igreja, que segundo os estudiosos é bem menor do que julgam os promotores, e de deturpar o caminho divino, colocando-o em segundo plano diante da missão terrena de ajudar aos pobres e necessitados.

Os integrantes deste movimento afirmam que ele sempre foi baseado em ideais de amor e libertação de todas as formas de opressão, especialmente a opressão econômica. Afirmam também que ele teria uma forte base nas escrituras sagradas. Por outro lado, alguns aspectos da Teologia da Libertação têm sido fortemente criticados pelo Vaticano e por várias igrejas protestantes, como, por exemplo, o fato dos adeptos da Teologia da Libertação defenderem um papel político significativo para as igrejas, e também pela utilização do marxismo como base ideológica e metodológica do movimento.

Matthew Fox, um teólogo e ex-dominicano, que foi proibido pelo então cardeal Joseph Ratzinger de ensinar a Teologia da Libertação, sendo posteriormente expulso da ordem à qual pertencera por 34 anos, disse o seguinte:

A CIA esteve envolvida, especialmente com o o papa João Paulo II, no esmagamento da Teologia da Libertação em toda a América do Sul, substituindo líderes do movimento teológico que se deturpa da doutrina da Igreja Católica, explicado em sua totalidade pelo então cardeal Joseph Ratzinger, inclusive bispos e cardeais, por integrantes da Opus Dei, uma prelazia pessoal fundada por São José Maria Escrivá”.

Na Igreja Católica, a Congregação Para a Doutrina da Fé publicou dois documentos sobre esta teologia, a Libertatis Nuntius, denominada de Instrução Sobre Alguns Aspectos da Teologia da Libertação, em 1984, e a Libertatis Conscientia, em 1986. Estes documentos defendem a importância do compromisso radical para com os pobres, porém considera a Teologia da Libertação herética, por fazer uma releitura marxista e de outras ideologias políticas do seu credo, consideradas materialistas e ateias, sendo incompatíveis com a doutrina católica. Alguns afirmam que o que ocorreu não foi uma crítica ou a repressão ao movimento em si, mas sim uma correção de certos exageros de vários dos seus representantes, tais como os sacerdotes mais tendentes à política. O papa João Paulo II dirigiu uma carta à CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em 9 de abril de 1986, pedindo o verdadeiro desenvolvimento desta teologia, ao se excluir os seus princípios tidos como incorretos.

À medida que se empenha por encontrar aquelas respostas tidas como justas, consideradas como sendo penetradas de compreensão para com a rica experiência da Igreja no Brasil, tão eficazes e construtivas quanto possível, e, ao mesmo tempo, consonantes e coerentes com os ensinamentos dos evangelhos, da tradição viva e do perene magistério da Igreja, alguns estudiosos estão convencidos de que a Teologia da Libertação é não somente oportuna, mas também útil e necessária, considerando que ela deve continuar em uma nova etapa, em estreita conexão com as ideias anteriores, relativa à reflexão teológica iniciada com a tradição apostólica e continuada com os grandes padres e doutores da doutrina social da Igreja expressa em documentos, que vão da Rerum Novarum à Laborem Exercens. Esses estudiosos se baseiam também na carta do papa aos bispos brasileiros, que expressa o seguinte:

Os pobres desse país, que tem nos senhores os seus pastores, os pobres desse continente são os primeiros a sentir urgente necessidade deste evangelho da libertação radical e integral. Sonegá-lo seria defraudá-los e desiludi-los”.

Para concluir, a carta incita ao verdadeiro desenvolvimento da Teologia da Libertação, quando diz o seguinte:

De modo homogêneo e não heterogêneo com relação à teologia de todos os tempos, em plena fidelidade à doutrina da Igreja, atenta a um amor preferencial e não excludente e nem exclusivo para com os pobres”.

Assim, a Igreja Católica rejeita qualquer doutrina que foque exclusivamente nos aspectos materiais do homem e exclua ao deus bíblico. Deste modo, o então cardeal Joseph Ratzinger, no retiro espiritual que pregou ao papa João Paulo II e aos cardeais, em 1986, escreveu o seguinte:

Sem resposta para a fome da verdade, sem cura das doenças da alma ferida por causa da mentira ou, em uma palavra, sem a verdade e sem Deus, o homem não pode se salvar. Aqui descobrimos a essência da mentira do demônio. Deus aparece na sua visão do mundo como supérfluo, desnecessário à salvação do homem. Deus é um luxo dos ricos. Segundo ele, a única coisa decisiva é o pão, a matéria. O centro do homem seria o estômago”.

E perguntou para depois afirmar o então cardeal Joseph Ratzinger, falando aos cardeais:

Porventura não existe uma tendência, também entre vós, de adiar o anúncio da verdade de Deus, para antes fazer as coisas mais necessárias? Vemos, porém, que um desenvolvimento econômico sem desenvolvimento espiritual destrói o homem e o mundo”.

Clodovis Boff, professor da PUC do Estado do Paraná, no Brasil, e importante teórico da Teologia da Libertação, irmão de Leonardo Boff, o padre afastado das suas funções sacerdotais, escreveu um longo artigo apontando importantes desvios na Teologia da Libertação, sintetizando a sua crítica em dois pontos, a saber:

A Teologia da Libertação, devido à sua ambiguidade epistemológica, acabou se desencaminhando: colocou os pobres em lugar de Cristo. Desta inversão de fundo resultou um segundo equívoco: instrumentalização da fé para a libertação. Erros fatais, por comprometerem os bons frutos desta oportuna teologia”.

Com o envelhecimento dos seus mais importantes teólogos, vozes importantes de dentro do movimento passaram a apoiar o reposicionamento da Teologia da Libertação como Teologia da Cidadania.

Os teólogos da libertação atualmente se reúnem no Fórum Mundial de Teologia e Libertação, o qual surgiu de um encontro de teólogos durante o III Fórum Social Mundial, em 2003. Esse primeiro fórum mundial ocorreu em Porto alegre, em janeiro de 2005. O segundo fórum ocorreu em Nairóbi, capital do Quênia, em janeiro de 2007, com o tema Espiritualidade Para Outro Mundo Possível. O terceiro fórum ocorreu em Belém, capital do Estado do Pará, no Brasil, no período de 21 a 25 de janeiro de 2009, com o tema Água, Terra, Teologia – Para Outro Mundo Possível. E o quarto fórum ocorreu em Dakar, no Senegal, no período de 5 a 11 de fevereiro de 2011, junto ao 10º Fórum Social Mundial, estando presentes no evento cerca de 110 teólogos de diversas tradições credulárias e de diferentes partes do mundo, com o objetivo de promover o diálogo entre os credos e as práticas sociais.

A proposta do fórum é reunir teólogos ditos cristãos dos diversos continentes que trabalhem com o tema da libertação, em todas as suas dimensões, tornando-se, por assim dizer:

Um espaço de encontro para reflexão teológica de alternativas e possibilidades do mundo, tendo em vista contribuir para a construção de uma rede mundial de teologias contextuais marcadas por perspectivas de libertação”.

É sabido por todos, que todos os sacerdotes são intensamente influenciados pelos espíritos obsessores que se encontram quedados no astral inferior, sendo os seus instrumentos, cujos espíritos obsessores, assim como também os próprios sacerdotes, sabem de antemão dos anseios dos povos por uma vida digna em termos materiais, cujos anseios sejam compatíveis com um padrão de vida que lhes proporcione suprir as suas maiores necessidade, e que também a pobreza reina soberana por toda a América Latina, pois que ainda não existem as condições propícias para uma política econômica e social de inclusão dos mais necessitados, em razão da classe política priorizar em suas gestões os mais poderosos, uma vez que eles precisam do poderio econômico para que possam se manter em seus cargos, em face das suas aspirações políticas, posto que as suas carreiras políticas se encontram postas acima de tudo. Por outro lado, os mais poderosos, materialmente falando, necessitam dos políticos para que estes venham a desenvolver uma estrutura econômica que lhes posssibilite o continuísmo das suas gestões em busca de angariar cada vez mais riquezas, muitas vezes vindo essas riquezas do próprio tesouro público, por meio do propinoduto, como assim se expressam os populares já cansados de tantas patifarias por parte dos seus dirigentes políticos e funcionários públicos.

Nenhum sacerdote, ou mesmo qualquer ser humano, possui a capacidade intelectual para interpretar os ensinamentos de Jesus, o Cristo, os quais somente podem ser interpretados por quem conseguiu alcançar a condição de ratiólogo, como assim será devidamente demonstrado na categoria A Cristologia, principalmente porque nada que diz respeito ao Nazareno pode ser contemplado e muito menos interpretado no âmbito do sobrenatural.

Todos os que se encontram engajados na Teologia da Libertação são instrumentos do astral inferior, pois que o propósito de toda essa ideologia é vincular diretamente os anseios dos povos às manobras sacerdotais, com os povos alimentando as suas esperanças por uma vida melhor através da classe sacerdotal, cujas esperanças são inúteis, sem qualquer fundamento, pois que vazias de sentido a partir do seu nascedouro, uma vez que o sobrenatural não existe, e não existindo o sobrenatural, não pode ele, jamais, prover de recursos as massas oprimidas.

Através dessa ideologia advinda do astral inferior, os povos em geral passam a dar crédito indevidamente à classe saderdotal, ignorantes das suas mazelas, passando a reacender a sua fé credulária naquilo que os sacerdotes dizem, como se eles estivessem realmente preocupados com a pobreza dos povos, ignorando completamente que o maior intuito da classe sacerdotal é justamente conservar as massas na maior das ignorâncias, justamente para que assim ela possa exercer um domínio pleno sobre todas elas.

E assim se explica a razão pela qual não somente os sacerdotes que integram o credo da Igreja Católica Apostólica Romana se encontram engajados na Teoria da Libertação, mas também os demais sacerdotes que integram outros credos e seitas. Note-se que a ênfase maior desses sacerdotes é a reinterpretação da fé credulária, com o intuito de reacendê-la e avivá-la nas mentes dos incautos, tendo como arma e escudo para esse maquiavelismo sacerdotal os graves problemas sociais do mundo, daí a razão pela qual alguns estudiosos descrevem essas maquinações sacerdotais como se fossem algo ligado ao marxismo, ou algo como sendo materialismo cristianizado, no que estão completamente equivocados.

No entanto, a partir do momento em que empolgados os adeptos da Teoria da Libertação passaram a ser condescendentes com a culpabilidade da Igreja pela ignorância e o baixo nível social em que os povos vivem, como se assim estivessem deturpando os caminhos previamente traçados pela hierarquia católica no sentido de dominar aos povos, olvidando daquilo que ela falsamente prega em todas as nações, que é ajudar aos pobres e necessitados, como se realmente os ajudassem, quando, na realidade, tudo é apenas fachada, fachada esta realizada com os recursos alheios, em que a maior parte desses recursos vão diretamente para os cofres sacerdotais, o papa João Paulo II se juntou com a CIA para dar um paradeiro nesse movimento, tratando logo de substituir os líderes desse movimento teológico, como se eles estivessem deturpando a doutrina vaticânica, já que estava se tornando uma heresia, pois que tudo teria que estar em total conformidade com a doutrina católica.

Mesmo que houvesse a máxima boa vontade por parte dos sacerdotes que integram a Teologia da Libertação, mesmo que eles não tivessem servindo como instrumentos dos espíritos obessores quedados no astral inferior, mesmo assim, a elevação das classes sociais mais baixas não se opera com o frio entendimento, a elevação das classes oprimidas não se opera através de sistemas artificiais, é o que afirma Lange, em sua obra História do Materialismo, vol. II, parte IV, cap. IV, da seguinte maneira:

Quando uma era nova deve começar e uma era antiga desaparecer, é preciso que duas grandes coisas se combinem: uma ideia moral capaz de inflamar o mundo e uma direção social bastante poderosa para elevar de um grau considerável as massas oprimidas. Isto não se opera com o frio entendimento, com sistemas artificiais. A vitória sobre o egoísmo que quebra e isola, e sobre o gelo dos corações que mata, não será alcançada senão por um grande ideal que aparecerá como um ‘estrangeiro vindo de outro mundo’, o qual, exigindo o impossível, fará sair a realidade fora dos seus eixos”.

E eu vim novamente a este mundo para decretar o final de uma Grande Era e determinar o início de uma nova Grande Era, trazendo comigo uma ideia moral capaz de inflamar o mundo, estando ela devidamente acrescida da ética, que com ambas se alcança verdadeiramente a educação espiritual. Será assim que eu vou elevar em um grau considerável as massas oprimidas, sem jamais me utilizar do frio entendimento, posto através de sistemas artificiais, assim como se encontram postos atualmente os sistemas artificiais neste mundo, mas sim por intermédio de um sistema saperológico, que tem por base, ou como fonte, uma doutrina de natureza veritológica, a única que traz a verdade em si, que é a doutrina racionalista cristã. E eu não vou me limitar a apenas recomendar, mas vou exigir de todos uma conduta que venha a ser condigna com os ditames exigidos pela espiritualidade, que para muitos deverá ser considerada como sendo impossível, mas que para outros não, pois que trago comigo do meu Mundo de Luz os mais elevados ideais, os quais procederão com a vitória sobre o egoísmo que quebra e isola, como assim Lange se expressa.

Se eu vou ser considerado ou não como um “estrangeiro vindo de outro mundo”, é porque eu vou provar a existência das reencarnações e também que não sou daqui deste mundo, mas sim do Mundo de Luz que me é próprio, que é compatível com o estágio evolutivo em que ora me encontro. E, finalmente, vou fazer sair fora dos seus eixos a “realidade” em que todos vivem atualmente, pois que ela não passa de uma pseudorealidade, já que todos os seres humanos se encontram na fase da imaginação, e a nossa humanidade, quer queira, quer não, terá que entrar na fase da concepção. E aqui neste mundo eu me encontro com esta árdua missão.

O que se espera de mim, segundo Alfred J. Ayer, posto em sua obra As Questões Centrais da Filosofia, traduzida por Alberto Oliva e Luís Alberto Cerqueira, a página 15, é que eu reúna todas as teorias científicas desta minha época e, em seguida, integre-as em uma visão realística do mundo, compondo todos os fragmentos de conhecimentos metafísicos acerca da verdade em uma síntese superior, com base nas minhas experiências físicas acerca da sabedoria, por onde eu consigo alcançar a razão, sendo justamente isso que eu vou proceder, quando na minha obra relativa ao Sistema, contida no site pamam.com.br, por onde cairá por terra todos os conhecimentos materialísticos vindos das ciências atuais, no que diz respeito às teorias atômicas, a Física, a Química, a Biologia, a Físico-Química, a Astronomia, a Astrofísica, assim como também às denominadas ciências humanas, que são todas ilusórias, pois que consegui penetrar no Saber, por excelência, por onde a partir dele tudo neste mundo deverá mudar, por completo. E disto tudo não surge qualquer problema, muito pelo contrário, pois se aqui neste mundo eu me encontro novamente é justamente para resolver todos os problemas do mundo, tendo por base a realidade universal.

 

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