15.02- Constantino e o catolicismo

Prolegômenos
26 de junho de 2018 Pamam

Há cerca de quase vinte séculos a Igreja Católica afirma, mentirosa e descaradamente, que o catolicismo foi fundado por Jesus, o Cristo, tendo por base as declarações mediúnicas de Paulo de Tarso, que afirmou haver recebido as boas novas através de uma revelação pessoal do próprio Jesus, o Cristo, em função das suas mediunidades de vidência e audição, através das quais lhe apareceu um espírito obsessor pertencente às falanges de Jeová, como visto no tópico anterior. Mas os verdadeiros estudiosos da História, os que não são arrebanhados por esse credo nocivo, como nocivos são também todos os demais credos e seitas, sabem perfeitamente que tal afirmação é falsa. A massa inculta e ignorante que não estuda, não investiga e nem pesquisa com racionalidade a esse credo, pode até acreditar nessa estupidez, mas não a História, com a sua devida imparcialidade acerca dos acontecimentos. A verdade é que o catolicismo, sob a dissimulada denominação de cristianismo, sendo a denominação mais adequada de falso cristianismo, foi lançado doutrinariamente por Paulo de Tarso, tendo a sua verdadeira fundação estabelecida pelo imperador romano Constantino.

Em 313, por intermédio do Edito de Milão, o imperador Constantino de Roma concedeu a liberdade de culto aos “cristãos”. Com esse ato libertatório, Constantino se tornou o primeiro imperador dito cristão de Roma. A partir de então, justificou a sua dominação sobre o Império Romano, que foi unificado por intermédio de uma teologia política, pois a sua autoridade era proveniente de Jeová, o deus bíblico, e o seu poder imperial surgia como uma imagem terrestre da monarquia.

A história da conquista do Império Romano por Constantino, não se resume apenas a fantasias, pueris e ingênuas, como muitos assim acreditam, mas a mentiras tão ardilosamente arquitetadas como as pregadas por Paulo de Tarso. Em 305, quando o imperador Diocleciano foi obrigado a abdicar do poder, em consequência das revoltas em várias de suas legiões, cujos soldados ditos cristãos promoviam um motim, Constantino se achava comandando as legiões romanas na Grã-Bretanha. Sendo ambicioso ao extremo, sem qualquer preocupação com os destinos do Império Romano, pensando apenas na realização do sonho da conquista do trono vago, dando vazão aos seus pendores de Estadista, não na acepção da palavra, mas de um Estadista que segura as rédeas do Estado em prol de si mesmo, desprezou completamente o fato de que Maxêncio era o pretendente legítimo a ocupar a esse trono vago.

Sendo sagaz e artificioso tal qual os sacerdotes, conhecia de perto a força de que já dispunham os falsos cristãos, tanto pela sua imensa expressão numérica nas legiões, como também na sociedade romana. Assim, de posse desse conhecimento, no intuito de conquistar o apoio dessas legiões e da sociedade, resolveu repetir a farsa de Paulo de Tarso, inventando a mentira do aparecimento nos ares de uma cruz luminosa, com os seguintes dizeres em latim: “In hoc signo vinces”; que significa com este sinal vencerás.

Divulgada essa mentiralha por todo o acampamento militar, tida como se fosse uma célebre aparição, que somente ele afirma ter visto, pois que não consta em sua história ser ele um médium vidente, conseguiu obter a adesão de todos aqueles que se julgavam cristãos, adotando para as suas legiões um estandarte em que figurava a cruz, com esses célebres dizeres latinos. Assim, marchou contra Maxêncio, derrotando as suas legiões, não porque o sinal da cruz tivesse qualquer influência na sua vitória, mas porque o seu exército era mais bem organizado.

Assumindo o Império Romano, iniciou uma série de crimes dos mais revoltantes, muito antes dos crimes praticados pelo Vaticano. Esses crimes tiveram o seu início com o assassinato de Maxêncio, ao qual ele havia prometido salvar a sua vida, após a vitória, não tendo cumprido a promessa, comprovando assim ser falso e traiçoeiro, sendo tremendamente obsedado, daí haver pendido para o lado do catolicismo. Não satisfeito apenas com esse assassinato, como que estando a transmitir uma hereditariedade ao papado e a toda a sua corte cardinalícia, bem como aos dominicães, como assim eram apelidados os perversos padres dominicanos, não hesitou em exterminar também a sua própria família, esposa, filhos e irmão, considerados por ele suspeitos de conspiração, já que uma simples ameaça da perda do trono o fazia atingir as raias da loucura, dada a sua imensa ambição e apego ao poder.

Sendo sacerdotalmente perspicaz, aproveitou um momento político propício, juntou os destroços dos vários credos e seitas que se diziam cristãos, mas que mesmo se dizendo cristãos se hostilizavam reciprocamente, como hoje se hostilizam o catolicismo e as suas seitas protestantes, em busca de arrebanhar cada vez mais prosélitos para encher os seus cofres, e fundiu todos eles em um único bloco homogêneo. Desde então, tornou-se o senhor dos falsos cristãos, possibilitando a que o clero nunca mais largasse o poder.

Em 337, Constantino desencarnou, em meio aos preparativos para uma guerra contra os persas, sendo enterrado em Constantinopla. No entanto, a legalidade por ele conquistada permitiu a realização de grandes assembleias de bispos de toda a falsa cristandade, as quais são denominadas de concílios. Como resultado disso tudo, aqueles que acataram a autoridade dos concílios constituíram a Igreja Católica, ao passo que aqueles que não aceitaram a essa autoridade foram denominados de hereges, cujas naturezas dessas heresias veremos mais adiante.

Em 380, pelo Edito de Tessalônica, o imperador Teodósio proclamou o falso cristianismo como sendo o credo do Estado, que ele denominou, equivocadamente, de religião. Em 391, através do Edito de Milão, Teodósio colocou o paganismo fora da lei. Assim, aos poucos, foi sendo desenvolvida uma organização eclesiástica bastante poderosa, tal como as dos tempos mais antigos, com base em uma monarquia teológica, quando então o bispo de Roma assumiu o comando do clero, passando a se chamar papa, que muito mais malefícios iria causar à nossa humanidade do que os próprios demônios, caso estes realmente existissem, além das mais torpes vulgaridades, através das suas ignóbeis depravações, sem a demonstração do mínimo senso de moral, notadamente nas dependências do próprio Vaticano, que pode ser considerado como sendo verdadeiramente o antro mais pernicioso que existe, um verdadeiro inferno, caso este realmente existisse.

 

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