14- O FALSO CRISTIANISMO

Prolegômenos
20 de junho de 2018 Pamam

Em nossa humanidade nunca houve o verdadeiro cristianismo, pois os seres humanos não possuem a mínima noção acerca da natureza do Cristo, uma vez que, vivendo na irrealidade da vida, ficam todos medrando ora na ilusão da matéria, ora no devaneio do sobrenatural, com todos vivendo ao léu, como se estivessem simplesmente vegetando, à mercê das investidas maldosas e perniciosas dos espíritos obsessores quedados no astral inferior, sendo todos praticamente os seus dóceis instrumentos, pautando as suas ações como se fossem simples robôs, ou simples marionetes, presos aos cordéis manobrados por esses espíritos obsessores, imaginando estarem vivendo a realidade da vida, embora não possuam também a mínima noção acerca da realidade da vida, pois ignoram que a existência é eterna e universal, não existindo a salvação e muito menos a extinção definitiva com a morte, mas sim a evolução espiritual, pois que viemos todos do Criador e para Ele devemos retornar, portanto, para o Todo, para o verdadeiro Deus.

Não se pode ser cristão sem que se conheça a realidade da natureza do Cristo, em decorrência, não pode haver cristianismo sem a existência de cristãos. Todos aqueles que ignoram a realidade da natureza do Cristo são praticamente anticristãos, com raríssimas exceções. Em decorrência, pode-se constatar claramente a existência do anticristianismo neste mundo, por intermédio dos que são anticristãos.

É o estágio atual em que se encontra a nossa humanidade, em sua evolução espiritual pelo Universo, pois ela se encontra no período final da fase da imaginação, representando tudo através de imagens, combinando-as, estando prestes a entrar na fase da concepção, para que possa formular ideias a respeito das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, associando-as. Eu posso afirmar, então, que nesta nossa última e definitiva civilização, a nossa humanidade já passou por duas Grandes Eras, ressaltando-se que estamos no final da segunda Grande Era, em que cada uma delas compreendeu um período de 2.000 anos.

A primeira Grande Era teve o seu início a 4.000 anos atrás, com a vinda do Antecristo da humanidade que seguimos na esteira evolutiva do Universo para a nossa, que em sua primeira encarnação neste nosso mundo-escola recebeu o nome de Hermes, no Egito, tendo encarnado outras vezes com os nomes de Krishna, na Índia, de Confúcio, na China, de Platão, na Grécia, e, finalmente, com o nome de Jesus, na Palestina, quando então alcançou o estágio evolutivo do Cristo, tendo assim decretado o final desta Grande Era, que se denomina a Era da Sabedoria, ou a Era da Saperologia, e estabelecido o início de uma nova Grande Era.

A segunda Grande Era teve o seu início logo após a desencarnação de Jesus, o Cristo. Note-se que o nosso Redentor afirmou o seguinte: “Somente a verdade poderá livrar a humanidade das garras da ignorância e levá-la ao cumprimento do dever”. Podemos assim, então, denominar a esta segunda Grande Era de a Era da Verdade, ou a Era da Veritologia, em que o Antecristo da nossa humanidade aqui já se encontra para decretar o final desta Grande Era e estabelecer o início de uma nova Grande Era, que deverá se denominar de a Era da Razão, ou a Era da Ratiologia, que deverá compreender o período de 4.000 anos.

Várias foram as nossas civilizações passadas que fracassaram em seus objetivos de espiritualização, como veremos no capítulo que trata das civilizações extintas, tendo todas elas sucumbido, em razão de não haverem conseguido se esclarecer acerca da vida fora da matéria, por haverem se depravado e degenerado além dos limites tolerados pela Providência Divina, caindo sempre na mais sórdida vilania, em atendimento aos apelos da ilusão da matéria e aos desejos da carne, sempre medrando no devaneio do sobrenatural, alimentando as correntes negras formadas pelos espíritos obsessores quedados no astral inferior, ao formar o ambiente fluídico propício para as suas ações de destruição da vida na Terra, tendo eles conseguido sempre aos seus intentos, tendo os processos civilizatórios que serem reiniciados novamente, em que a nossa última civilização foi destruída através de um dilúvio, mas que agora Jeová, o deus bíblico, pretende destruir a vida na Terra através do fogo.

Em razão desse cenário caótico em que se encontrava a nossa humanidade, o espírito que pertence à humanidade que seguimos na esteira evolutiva do Universo, tendo lá alcançado um elevado estágio evolutivo, alcançando a condição do Antecristo, após haver cumprido com os seus deveres e as suas obrigações para com a sua humanidade, deslocou-se para a nossa, a fim de elaborar um plano para a nossa espiritualização, tendo encarnado várias vezes para assim garantir a consecução desse seu fabuloso plano espiritualizador. E assim, nós passamos pela primeira Grande Era, que dizia respeito à sabedoria, e nos encontramos no limiar da segunda Grande Era, que diz respeito à verdade, estando prestes a adentrar na terceira Grande Era, que diz respeito à razão.

A Era da Sabedoria teve o seu florescimento na Grécia, quando então a Saperologia foi definitivamente estabelecida neste nosso mundo-escola, e o seu apogeu com a encarnação de Jesus, o Cristo, que não logrou ser compreendido pela nossa humanidade, pois não se pode jamais imaginar a realidade daquilo que ele se encontrava a representar como instituição estabelecida por Deus, pela inteligência Universal, pelo Todo, que é o instituto do Cristo.

A Era da Verdade teve o seu florescimento no Brasil, com a fundação do Racionalismo Cristão, por intermédio de Luiz de Mattos, que codificou e transmitiu os conhecimentos metafísicos acerca da verdade para todo o mundo, neles inserindo princípios saperológicos autênticos, formando assim um corpo de doutrina, que pode ser considerada como sendo a doutrina da verdade, por atender ao racionalismo demonstrado por Jesus, o Cristo, e que agora está tendo o seu apogeu com a encarnação do nosso Antecristo, que logrará ser compreendido pela nossa humanidade, pelo fato de ser o explanador do Racionalismo Cristão, em cuja explanação estão sendo desvendados os segredos da vida e os enigmas do Universo, com a consequente espiritualização da nossa humanidade, coroando com pleno êxito ao fabuloso plano espiritualizador para nós elaborado por esse grande espírito, que não possui nada de sobrenatural.

Tendo obtido pleno êxito com a suas obrigações e os seus deveres para com a nossa humanidade, esse espírito evoluidíssimo retornou para a sua própria humanidade, na condição do seu Cristo, para dirigi-la em retorno para Deus, justamente por isso ele afirmou que “A humanidade somente poderá chegar ao Pai através de mim”, não propriamente através dele como Jesus, mas sim através dele como Cristo, que é uma instituição estabelecida por Deus para dirigir todas as humanidades em retorno para Ele, por isso cada humanidade deve produzir o seu próprio Cristo. E ao retornar para a sua própria humanidade, ele deixou Luiz de Mattos, o fundador do Racionalismo Cristão, como sendo o chefe da nossa humanidade.

Eu devo aqui ressaltar que a Era da Sabedoria compreendeu um período de 2.000 anos, assim como também a Era da Verdade está compreendendo um período igualmente de também 2.000 anos. Mas a Era da Razão deverá compreender um período de 4.000 anos. Isto se explica em função da verdade e da sabedoria, necessária e obrigatoriamente, terem que se unir, que se irmanar, que se congregar, para que assim, e somente assim, possa ser alcançada a razão.

Tudo gira em torno da evolução espiritual. Não pode um aluno cursar o primeiro grau sem que antes tenha cursado a alfabetização, assim como não pode um aluno cursar o segundo grau sem que antes tenha cursado o primeiro grau, e nem cursar o ensino superior sem que antes tenha cursado o segundo grau, e assim por diante. Então não pode a nossa humanidade se tornar cristã sem que antes tenha se tornado antecristã, quer dizer, não pode a nossa humanidade cursar o cristianismo sem que antes tenha cursado o antecristianismo, ou ainda, não pode a nossa humanidade cursar o amor espiritual cristão, sem que antes tenha cursado a amizade espiritual antecristã, pois que, sobretudo, ela tem que aprender todo o curso necessário exigido pela solidariedade fraternal, que somente pode ser cursado por intermédio da amizade espiritual, estando totalmente esclarecida e espiritualizada, o que somente pode se realizar, unicamente, por intermédio do Racionalismo Cristão. Os que raciocinam com um pouco mais de profundidade podem compreender claramente que a produção da amizade espiritual antecede à produção do amor espiritual, o que implica em dizer que o antecristianismo antecede ao cristianismo.

Não existe a figura do Anticristo como sendo opositor ou inimigo de Jesus, o Cristo, pois que tal figura foi inserida no Novo Testamento pelos espíritos obsessores que compõem as falanges negras de Jeová, o deus bíblico, para que assim pudessem utilizar indevidamente a imagem do nosso Redentor no falso cristianismo, por intermédio do catolicismo e das suas seitas, colocando-o como se fosse um simples cordeiro que tira os pecados do mundo, tendo morrido na cruz de maneira estúpida por causa disso, como se uma morte na cruz redimisse os homens, não atentando para o fato de que um espírito que conseguiu contemplar a Inteligência Universal jamais pudesse ser assim como que uma espécie também de burrico. Esse tipo escabroso de cruzamento de cordeiro com burrico, é justamente a imagem formada em plano astral inferior que os espíritos obsessores da gangue de Jeová, o deus bíblico, e os credulários, em seu conjunto, formaram a respeito de Jesus, o Cristo, pois que essa imagem inferioríssima eu vou mostrar claramente ao mundo, no capítulo específico que trata das nebulosas na Terra, contido no site pamam.com.br. Essas passagens no Novo Testamento se encontram em 1 João 2:18 e 22, 4:3 e em 2 João 1:7, assim:

Criancinhas, é a última hora, e, assim como ouvistes que vem o anticristo, já está havendo agora muitos anticristos; sendo que deste fato obtemos o conhecimento de que é a última hora.

Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Este é o anticristo, aquele que nega o Pai e o Filho.

Mas toda expressão inspirada que não confessa a Jesus não se origina de Deus. Além disso, esta é a expressão do anticristo, já que ouvistes que viria, e agora já está no mundo.

Pois muitos enganadores saíram pelo mundo afora, pessoas que não confessam Jesus Cristo vindo na carne. Este é o enganador e o anticristo”.

Estando posto assim, o Anticristo assume o papel de um ser sobrenatural, portanto, inexistente, por isso os seres humanos apontaram vários Anticristos que julgaram haver feito algum mal à nossa humanidade. Na realidade, mentiroso é todo aquele que nega a Jesus, o Cristo, como sendo o nosso Redentor, considerando que ele seja o nosso salvador, sendo o filho unigênito de Jeová, o deus bíblico, que julgam como pai, por isso todos esses são anticristãos, o que me leva, peremptória e convictamente, a negar a essa filiação esdrúxula, por esta razão eu me encontro agora novamente reencarnado neste mundo Terra. Essa Bíblia e os credos e as suas seitas que se dizem cristãos, sem que realmente os sejam, são verdadeiramente os enganadores de toda a nossa humanidade, por conseguinte, os anticristãos.

Resta, pois, estabelecer agora a diferença entre o que sejam o Anticristo e o Antecristo.

Eusébio Sofrônio Jerônimo, mais conhecido como São Jerônimo pelos católicos, traduziu a Bíblia diretamente do hebraico, do aramaico e do grego para o latim, criando a Vulgata, que é a forma latina abreviada de vulgata editio, ou vulgata versio, ou vulgata lectio, respectivamente edição, tradução ou leitura de divulgação popular, tornando-se a sua tradução a versão mais difundida ou a mais aceita como autêntica dos textos bíblicos. No Concílio de Trento, realizado em 1542, essa tradução foi estabelecida como sendo a versão oficial da Bíblia para a Igreja Católica Apostólica Romana.

O Papiro P52, também conhecido como fragmento de João, é um fragmento do papiro exposto na biblioteca de John Rylands, em Manchester, Reino Unido, que contém partes do capítulo 18 do evangelho de João, em grego, o que implica em dizer que o evangelho e as epístolas de João foram escritos em grego, caso realmente tenha sido ele autor, pois que existem controvérsias em relação a essa questão. Um exemplo dessa controvérsia se encontra no blog http://porquenaocreio.blogspot.com.br, que diz assim:

O Evangelho Segundo João, na verdade, é um evangelho segundo uma pessoa que ninguém sabe quem foi. O escritor do Quarto Evangelho era um judeu helenizado, como Flávio Josefo, historiador judeu do primeiro século. Era filósofo familiarizado com as principais escolas filosóficas do seu tempo, era teólogo do Antigo Testamento, assim como conhecedor dos mitos greco-romanos. Era trilíngue, sendo capaz de ler e escrever com profundidade hebraico, aramaico e grego. Possuía grande arte de retórica, sabendo argumentar sabiamente contra os dogmas judaicos da época, sendo o objetivo principal de seu evangelho lutar contra os ebionitas que negavam a divindade de Cristo”.

Mas pouco importa a autoria desse Evangelho, pois a questão aqui posta é que tudo que se diz escrito por João o foi em grego, o que facilitou a inserção do termo anticristo na Bíblia. Agora vejamos duas quadras escritas por Nostradamus, em francês, não sendo relevante aqui a tradução:

X.66

Le chef de Londres par regne l’Americh,

L’isle d’Escosse t’empiera par gelée:

Roy Reb auront in si faux ANTECHRIST (grifo e realce meus).

Que les mettra trestous dans la meslée.

VIII.77

L’ANTECHRIST (grifo e realce meus) trois bien tost annichilez,

Vingt et sept ans sang durera as guerre:

Les heretiques morts, captifs exilez,

Sang corps humain eau rougie greler terre.

Temos agora assim um Anticristo e um Antecristo. Qual seria então a diferença entre ambos? É simples de se responder. A diferença se encontra nos prefixos das palavras. O prefixo anti é de origem grega, que emprega às palavras o sentido de ação contrária, de oposição a algo, como, por exemplo, antidemocrático, anticlerical, antialérgico; que na palavra Anticristo assume o significado de contra Cristo, de inimigo de Cristo, sendo esta a palavra mais conhecida, pelo fato dela constar na Bíblia, daí a razão dessas passagens haverem sido escritas originalmente em grego. Já o prefixo ante é de origem latina, que emprega às palavras o sentido de anterioridade, de antecedência, como, por exemplo, antepor, antepassado, anteontem; que na palavra Antecristo, assume o significado de ser anterior ao Cristo, ou seja, daquele que antecede ao Cristo, que ainda não alcançou a condição do Cristo, sendo, pois, o seu antecessor.

Pode-se agora compreender facilmente que o Antecristo da humanidade que seguimos na esteira evolutiva do Universo, após cumprir com as suas obrigações e com os seus deveres para com ela, estabelecendo no seu seio a amizade espiritual, fazendo emergir em seu meio a solidariedade fraternal, tornando a todos os seus companheiros de humanidade antecristãos, deslocou-se para a nossa humanidade a fim de elaborar e estabelecer um plano para a nossa espiritualização, tendo encarnado várias vezes neste nosso mundo-escola, quando por fim alcançou a condição do Cristo, tendo permanecido nesta condição por quase dois mil anos, quando finalmente o seu racionalismo foi implantado neste mundo por intermédio de Luiz de Mattos, ao fundar o Racionalismo Cristão, que transmitiu a verdade para o mundo, juntamente com os seus seguidores, formando assim um corpo de doutrina.

Após a fundação do Racionalismo Cristão, com a desencarnação de Luiz de Mattos, que é o nosso veritólogo maior, esse valoroso espírito retornou para a sua humanidade, na condição do seu Cristo, para que assim todos os seus companheiros de humanidade, que ele havia deixado como sendo antecristãos, pudessem se tornar realmente cristãos, substituindo a amizade espiritual pelo amor espiritual, dirigindo-os em retorno para Deus, para o Criador, para a Inteligência Universal, para o Todo, que jamais poderia ser Jeová, o deus bíblico, ou Alá, o deus alcorânico, que não passam de suas partículas, mesmo sendo dois espíritos extremamente trevosos, juntamente com as suas falanges de anjos negros, como demonstrarei claramente mais adiante, em outros capítulos.

Tendo Luiz de Mattos fundado o Racionalismo Cristão, onde nele se encontra a doutrina da verdade, eu reencarnei neste nosso mundo-escola com uma árdua e dificílima missão, primeiramente como cientista, para que assim pudesse realizar as experiências físicas acerca da baixa espiritualidade, e então comprovar experimentalmente a existência do astral inferior, interagindo diretamente com os espíritos obsessores, daí a razão pela qual Jesus, o Cristo, afirmou: “Ser bom entre os bons é fácil, o difícil é ser bom entre os maus”. Isto se explica em razão do ambiente fluídico formado através dos sentimentos e dos pensamentos, que formam as correntes dirigidas para o bem ou para o mal. Quando os sentimentos são superiores e os pensamentos são positivos, forma-se uma corrente de luz dirigida para o bem, assistida pelos espíritos de luz que formam o Astral Superior, quando então todos aqueles que se encontram nesse ambiente fluídico tendem a praticar o bem. Mas quando os sentimentos são inferiores e os pensamentos são negativos, forma-se uma corrente negra dirigida para o mal, assistida pelos espíritos obsessores que formam o astral inferior, quando então todos aqueles que se encontram nesse ambiente fluídico tendem a praticar o mal.

Eu nunca pratiquei o mal porque encarnei com os atributos relacionais positivos que formam a minha ética já estando todos completos, mas deixei em minha alma estrategicamente alguns atributos individuais inferiores que faltavam para completar a minha moral, pois caso não fosse assim, eu não poderia ter interagido diretamente com os espíritos obsessores, estando então impedido de realizar as minhas experiências científicas, em relação à baixa espiritualidade. Somente após a realização das minhas experiências científicas foi que eu pude sopitar a esses atributos individuais inferiores, tornando completa a minha moral. Tudo isso, note-se, em obediência ao plano de espiritualização da nossa humanidade.

Tendo concluído a minha trajetória evolutiva nesta minha encarnação como cientista, neste nosso mundo-escola, eu teria que dar continuidade à minha trajetória evolutiva de modo intensamente acelerado, sem perder um segundo sequer, pois que as circunstâncias assim não permitiam. Então de cientista eu passei para o estágio evolutivo seguinte, tornando-me um saperólogo, cuja mudança desse estágio para o outro ocorreu com a utilização do método elaborado por Descartes, denominado de Discurso do Método e Meditações da 1ª Filosofia, o qual deverá ser por mim devidamente demonstrado na obra relativa ao Método, contida no site pamam.com.br.

Como saperólogo, eu pude realizar as experiências físicas saperológicas acerca da alta espiritualidade, e quanto mais eu criava as experiências físicas acerca da sabedoria, tanto mais elas correspondiam com a doutrina da verdade transmitida pelo Racionalismo Cristão. Dada a minha simplicidade, eu sempre havia contemplado o grandioso espírito de Luiz de Mattos o colocando nas alturas, pois que, inquestionavelmente, ele era sem qualquer sombra de dúvida o maior moralista de toda a nossa humanidade, e disso eu tinha a plena convicção. Não precisei desprender maiores esforços para compreender que a verdade estava contida em suas obras, em razão do seu estilo viril, másculo, enérgico, varonil, em cujas linhas bem traçadas se encontrava toda a convicção deste mundo. Como eu sou cearense, utilizei-me de uma expressão típica da minha terra natal, por ocasião da leitura das suas obras, exclamando para mim mesmo: arre égua, esse cara é macho igual a mim!

Mas o que me separava de Luiz de Mattos? Parti então do princípio de que ele era o maior moralista de toda a nossa humanidade, e caso não fosse assim, ele jamais poderia ser a minha legítima fonte, pois que eu de pronto o refugaria como tal. Após muitas meditações, utilizando-me do meu raciocínio sinóptico, eu pude então chegar à conclusão que a minha evolução espiritual era mais voltada para o lado da ética. A partir daí, foi fácil concluir que se Luiz de Mattos era o maior moralista de toda a nossa humanidade, pelo que me cabia, eu o era pelo lado da ética, já que se a moral diz respeito à verdade, a ética diz respeito à sabedoria, e que, portanto, nem a moral pode se sobrepor à ética, e nem a ética pode se sobrepor à moral.

E como eu contemplava a Luiz de Mattos o colocando nas alturas, consegui assim compreender que quanto mais eu o elevava, tanto mais próximo dele me situava, chegando à conclusão de que ele estava posto no espaço, enquanto eu me situava no tempo, mais precisamente, ele no Espaço Superior e eu no Tempo Futuro. Só me restava concluir, então, que o espaço e o tempo formam o Universo, o que não foi tão difícil.

Restava-me, pois, mais uma experiência saperológica. Eu teria que demonstrar experimentalmente que assim como Luiz de Mattos podia se elevar ao Espaço Superior para lá perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, eu também poderia, já que havia me transportado ao Tempo Futuro e lá havia criado as experiências físicas acerca da sabedoria, que correspondiam à verdade.

Ao realizar esta experiência saperológica, eu me vi de repente posto no Universo, conseguindo perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e, ao mesmo tempo, compreender e criar as experiências físicas da sabedoria. Encontrava-me, pois, em busca do Saber, por excelência, já sabendo das funções e das finalidades do criptoscópio, do intelecto e da consciência, que formam os nossos órgãos mentais.

Quanto mais eu me esforçava na busca incessante pelo Saber, por excelência, tanto mais eu passava a adquiri-lo, passando assim a compreender que estava percorrendo as coordenadas universais, que eram fornecidas pelas estrelas. Eu não era mais um saperólogo, mas sim um ratiólogo, um espírito universal, pois que estava coordenando a verdade e a sabedoria, tendo alcançado definitivamente a razão.

Nas primeiras coordenadas universais em que me situei, eu pude contemplar o caos em que se encontrava a minha humanidade, com todos os edifícios sociais que haviam sido construídos com base na ilusão da matéria e no devaneio do sobrenatural tendo sido demolidos por Luiz de Mattos, e que cabia a mim reconstruir a tudo sobre novas bases.

Alçando-me às coordenadas universais mais distantes, eu passei então a contemplar os rastros luminosos de Jesus, o Cristo, seguindo-os até o mundo-escola da sua humanidade, quando então eu pude contemplar toda a natureza do Cristo. Tudo aquilo que ele havia realizado na sua humanidade, cabia a mim realizar na minha humanidade, em razão do caos em que ela se encontrava. Eu estava contemplando diretamente a sua condição de Antecristo da sua humanidade, pois eu havia alcançado a esse seu estágio evolutivo precursor do Cristo em minha própria humanidade, por isso me encontrava na mesma coordenada universal em que ele havia se encontrado nessa época em sua humanidade.

A partir daí, eu passei a seguir a esses seus rastros luminosos, desde o seu deslocamento da sua humanidade para a nossa, o plano que ele elaborou para a nossa espiritualização, as suas encarnações anteriores, a sua encarnação como Jesus, o Cristo, e os seus ensinamentos, e depois as suas ações em plano Astral Superior, até a fundação do Racionalismo Cristão, quando então Luiz de Mattos desencarnou e ele o nomeou como sendo o chefe da nossa humanidade, tendo retornado para a sua própria humanidade, a fim de torná-la cristã.

Eu sou, portanto, o Antecristo da nossa humanidade, e nunca, jamais, o Anticristo, que não existe, pois que não passa de uma mentira bíblica, sendo, portanto, o maior seguidor de Jesus, o Cristo, de toda a nossa humanidade. Em sua encarnação como Confúcio, na China, todos sabem dos três grandes requisitos exigidos por ele para ser o seu super-homem, que em outras palavras é o Antecristo, que são os seguintes: inteligência, coragem e boa vontade. E a esses três requisitos por ele exigidos eu consegui preencher a contento, como demonstrarei claramente no decorrer das minhas obras explanatórias.

Como Antecristo da nossa humanidade, eu também tenho que cumprir primeiramente o meu dever e a minha obrigação para com ela, esclarecendo-a sobre os segredos da vida e os enigmas do Universo, para que assim possa espiritualizá-la, estabelecendo neste mundo a amizade espiritual, fazendo emergir a solidariedade fraternal, que é o papel que me cabe neste mundo, além de construir um novo edifício social para todos os meus companheiros de humanidade, estabelecendo no meio de todos os meus ideais, os quais eu trouxe cá comigo do meu Mundo de Luz, que se situa nos páramos da espiritualidade, pois como espíritos superiores, Luiz de Mattos e eu somos os dois expoentes da nossa humanidade.

Após cumprir com o meu dever e a minha obrigação para com a minha humanidade, com todos os seres humanos procurando seguir aos meus ideais que deixarei fixados na face da Terra, com todos tendendo a se tornar antecristãos, eu passarei a cumprir com o meu dever e a minha obrigação no âmbito universal, justamente por isso me universalizei, quando então me deslocarei para a humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo para elaborar um plano para a sua espiritualização, tendo que lá encarnar por várias vezes, para que assim possa conseguir fortalecer a consecução desse meu plano espiritualizador, quando então alcançarei a condição do Cristo da minha humanidade, após 2.000 anos, devendo lá permanecer por mais 2.000 anos, até que seja fundado o Racionalismo Cristão dessa humanidade. Após 4.000 anos, eu retornarei para a minha própria humanidade, deixando lá um dos seus expoentes, fundador do Racionalismo Cristão, como sendo o chefe dessa humanidade, e o outro expoente como sendo o seu Antecristo, para que este faça o mesmo papel que eu fiz, assim como coube a mim fazer o mesmo papel que Jesus, o Cristo, na sua condição anterior de Antecristo.

Jesus, o Cristo, já é a consequência do Antecristo da humanidade à qual a sua humanidade segue na esteira evolutiva do Universo, que em sua humanidade se tornou o Cristo. Eu sou uma consequência do Antecristo da humanidade à qual nós seguimos na esteira evolutiva do Universo, que em nossa humanidade se tornou o Cristo, ao encarnar como Jesus. O próximo Antecristo deverá ser o da humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, em que nessa humanidade eu me tornarei o Cristo. E assim o instituto do Cristo, que foi instituído por Deus, deverá se perpetuar por todas as humanidades. A partir da humanidade de Jesus, o Cristo, todas elas já possuem o seu próprio Cristo que as conduzem em retorno para Deus. A próxima será a nossa. E depois a humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo. E assim por diante, por toda a eternidade, pois que o processo de criação é constante e ininterrupto, sem início e se estendendo por todo o sempre, pois que o Universo sempre existiu.

Atira-se por terra, assim, o criacionismo estúpido e mentiroso de Jeová, o deus bíblico, que afirma haver criado todas as coisas do nada, que não existe, criando o homem do barro e lhe dando uma alma de vento, assoprando em suas narinas, mas sem explicar como lhe deu o espírito, pois que ninguém sabe explicar qual seja a diferença entre a alma e o espírito, a não ser o Racionalismo Cristão, e fornecendo aos demais seres outros tipos de alma. Todo aquele que acredita nas baboseiras do criacionismo, não passa de um obtuso e estúpido, quando não é um sacerdote velhaco e enganador, por ser instrumento do astral inferior.

É por isso que eu reencarnei neste planeta denominado de Terra, que é o nosso mundo-escola, para decretar o final de uma Grande Era e estabelecer o início de uma nova Grande Era, que deverá perdurar por cerca de 4.000, justamente o tempo em que estarei ausente da minha humanidade, deslocado para a outra humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, que é o tempo necessário para que todos venham a se tornar antecristãos, consolidando de vez a amizade espiritual e a solidariedade fraternal neste nosso mundo-escola, pois que a nossa meta é torná-lo um Mundo de Luz, para que então possa ser habitado por uma outra humanidade que se formará com o decorrer do tempo, por intermédio da prática do bem, quando então eu retornarei como sendo o Cristo da nossa humanidade, para estabelecer o amor espiritual entre todos os seres humanos e conduzi-los em seus retornos para Deus, para o Criador, para a Inteligência Universal, para o Todo, pois que o amor espiritual se situa acima do bem e do mal. É por isso que o Antecristo designa um personagem escatológico que dominará o mundo, segundo a própria tradição dita cristã.

A nossa humanidade ainda pratica o falso cristianismo, por isso praticamente todos os seres humanos são anticristãos, como assim será demonstrado no decorrer das minhas explanações, tanto de A Filosofia da Administração, neste site, como  do próprio Racionalismo Cristão, no site pamam.com.br.

 

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