14- ANO 2000 E APÓS

A Era da Verdade
9 de junho de 2020 Pamam

Encarnou em Nazaré, uma pequena cidade da Galileia, provavelmente no ano 750 de Roma, um menino que recebeu o nome de Jesus, não na manjedoura, que é uma das muitas fábulas inventadas, sem muita imaginação, para impressionar ao rebanho de crentes, mas sim no berço, notadamente porque José, o seu pai biológico, era carpinteiro.

Então a data provável estimada pelo Racionalismo Cristão para o nascimento de Jesus, o Cristo, é o ano 3 a.C., pois sabe-se que na República Romana os anos não eram contados, quando, ao invés disso, eles eram nomeados em homenagem aos cônsules que chegavam ao poder no início do ano, como, por exemplo, 205 a.C. foi o ano do consulado de Públio Cornélio Cipião Africano e de Públio Licínio Crasso. Entretanto, quando na república tardia, tanto os sábios como os historiadores começaram a contar os anos pela data da fundação da cidade de Roma, embora diferentes sábios e historiadores tenham utilizado datas diferentes para este evento. A data mais utilizada, hoje em dia, é a que foi calculada por Marco Terêncio Varrão, relativa ao ano de 753 a.C., mas outros sistemas variaram por décadas a seguir. As datas marcadas por este método eram rotuladas de ab urbe condita, que significa após a fundação da cidade, sendo abreviada pela sigla AUC.

O dia 7 de abril do ano 30, é a provável data da desencarnação de Jesus, o Cristo, cujos indícios da sua existência foram registrados pelo historiador judeu Flavius Josephus, e depois pelos romanos Tácito, Suetônio e Plínio. Ora, se ele encarnou no ano 3 a.C., e desencarnou no ano 30 d.C., então ele realmente viveu neste nosso mundo-escola por cerca de trinta e três anos, é o que comprova Luiz de Mattos, em sua obra Cartas ao Cardeal Arcoverde, a página 149, quando o chefe da nossa humanidade assim se expressa:

Faz parte dos vossos evangelhos, cardeal Arcoverde, a afirmativa de Jesus, o Cristo: Só a Verdade vos fará livres.

Quer isto dizer, que o Mestre dos Mestres, o Sábio dos Sábios, esse Jesus, o Cristo, tinha em grande conta a liberdade de todos os humanos seres, e por essa liberdade veio à Terra, nela se quedando 33 anos (grifo meu), até acabar crucificado no alto do Calvário. Foi a sua missão principal abater os potentados e elevar os humildes pelo esclarecimento da Verdade, pelo ensino racional e científico do que fosse a Matéria (a matéria não existe, digo eu) e Força, material e espiritual de cada ser. Veio democratizar o mundo (grifo meu) para mais facilmente poder cada um vencer na vida física e caminhar para o Grande Foco, fonte de todos os seres, quer físicos quer astrais, enfim, que na Terra e no Universo existem”.

Na expressão antes de Cristo, o advérbio antes assume o significado de anterior, então temos que o ano 3 a.C., deveria corresponder ao nascimento de Jesus, o Cristo, sendo o marco zero do período que antecede ao Cristo, e não o marco zero da era dita cristã. Já na expressão depois de Cristo, o advérbio depois assume o significado de momento posterior, então temos que considerar como sendo posterior a Cristo o ano 30, que é o marco zero da era dita cristã. Neste caso, nós teríamos uma espécie de vacância dos anos que antecederam e que sucederam ao período de vida de Jesus, o Cristo, assim como se o tempo referente à sua existência neste mundo fosse dedicado, única e exclusivamente, ao Nazareno, o que é justo.

Isso implica em dizer que ainda faltam aproximadamente dez anos para que cheguemos realmente ao ano 2000, quando então grandes acontecimentos marcarão o final de uma Grande Era, que se encerra justamente naquele ano, pois é sabido que de dois em dois mil anos ocorre uma Grande Era, quando há quatro mil anos atrás se deu início a uma Grande Era, A Era da Sabedoria, com a encarnação de Hermes, no Egito, a primeira encarnação de Jesus, o Cristo, neste nosso mundo-escola, que se findou com a sua própria encarnação como Jesus, o Cristo, que veio decretar o final de A Era da Sabedoria e estabelecer o início de A Era da Verdade. E agora, com a minha encarnação como sendo o Antecristo da minha humanidade, eu vim decretar o final de A Era da Verdade e estabelecer o início de A Era da Razão, que deverá perdurar por cerca de quatro mil anos, uma vez que verdade + sabedoria = razão.

Em sua encarnação como Jesus, o Cristo, ele previu que os tempos eram chegados para que fosse separado o joio do trigo, assim como também que a 2000 chegaria, mas que daí não passaria, tal como se estivesse prevendo grandes acontecimentos para o final de A Era da Verdade e início de A Era da Razão. Vejamos primeiramente o que disseram as grandes mentalidades sobre esses dizeres de Jesus, o Cristo, começando pela palestra efetuada pela Dra. Clara Barbosa, sob o tema A Mulher e a Família, por ocasião do sexagésimo aniversário da implantação do Racionalismo Cristão em Portugal, contida na obra Uma Nova Perspectiva, uma coletânea de textos, a página 52, quando a palestrante assim se expressa:

Encontramo-nos a dez anos do século XXI, no qual, segundo uma interpretação do aforismo de Jesus Cristo ‘de 1000 passarás, a 2001 não chegarás’, se quebrarão as barreiras da ignorância quanto ao conhecimento real da Vida e a humanidade dará um salto no caminho de um maior desenvolvimento espiritual e consciência moral”.

Luiz de Mattos, em sua obra Cartas ao Cardeal Arcoverde, a página 113, vem no dizer o seguinte:

Bem sabeis, eminência, que os tempos são chegados para que a Doutrina da Verdade, que é o Racionalismo Cristão, possa resolver o magno problema social que Jesus disse reservaria para depois de mil anos e antes de dois mil”.

Novamente Luiz de Mattos, agora em sua obra Cartas ao Chefe do Protestantismo no Brasil, as páginas 71 e 72, vem nos dizer o que se segue:

Os tempos são chegados, querido amigo, para que tudo se esclareça racional e cientificamente, para que tudo seja colocado nos seus verdadeiros lugares, por assim ser, e Jesus, o Cristo, o haver determinado, quando partiu para a sua morada, na casa do Pai”.

Mais uma vez Luiz de Mattos, agora em sua obra Cartas Oportunas Sobre Espiritismo, a página 55, vem nos contar sobre os fatos que ocorrerão:

Estas coisas, caros leitores, precisais saber, por serem elas as mais sérias da vida humana, que se conservaram, apesar disso, por muito tempo encobertas e assim continuariam por séculos, se não fossem chegados os tempos prometidos por Jesus, para o raiar de uma nova aurora”.

E agora vem o grande veritólogo Luiz de Souza, em sua obra Ao Encontro de Uma Nova Era, a página 15, quando assim se expressa:

Jesus, dotado de prodigiosa clarividência, já previa, há dois mil anos, que o mundo, antes de findar o segundo milênio, iria passar por fundamentais transformações.

Uma nova era, desde então, se anunciava. A vinda de Jesus deu-se no início da era que ora se finda, e é sabido que de dois em dois mil anos, no transcurso de cada grande era, um acontecimento de marcante profundidade, assinala a passagem do ciclo.

Outra observação de um fenômeno sistemático reside no fato de serem as grandes borrascas precedidas de eufóricas bonanças.

Verificam-se, no correr do século presente, extraordinários preparativos para o encontro da nova era.

A semente do espiritualismo está plantada em área fértil, no campo do século XX, e, se bem pesquisados forem os fatos que se desdobram (grifo meu), nenhuma dúvida deverá restar sobre a expansão do movimento, no sentido da evolução do espírito”.

Novamente Luiz de Souza, agora em sua obra A Morte Não Interrompe a Vida, a página 295, vem nos dizer sobre os acontecimentos que virão, quando assim afirma:

Jesus Cristo fez referências ao fim deste século XX, anunciando, velada e hiperbolicamente, que ele não terminaria sem que as trevas principiassem a ser varridas pela luz, sem que se cumprissem as leis naturais com a derrocada das ilusões, das mistificações, sem que fossem estremecidas as consciências pelas revelações de Verdades Eternas (grifo meu), e transformações de assinalada importância se verificassem no cenário do mundo”.

Ainda Luiz de Souza, na mesma obra, a página 296, vem afirmar:

O Mestre Nazareno previu, com a sua alta clarividência, o fim da corrupção, do materialismo brutal, da egolatria dominante, por efeito de uma ação espiritual renovadora. A destruição desses males não se obtém pela força, pela imposição, pela opressão, mas pela educação, pelo esclarecimento e pela espiritualização. É o que faz o Racionalismo Cristão, educa, esclarece e espiritualiza”.

É verdade que Jesus, o Cristo, apareceu a Afonso Henriques — uma das encarnações de Luiz de Mattos — em Ourique, em função da imensa fé que ele tinha no Nazareno. E não somente isso, mas também porque ele estava sendo preparado para ser o maior veritólogo da nossa humanidade, o espírito da verdade, prometido até nos Evangelhos, e por não possuir qualquer mancha ou nódoa em seu espírito, pode ser considerado como sendo o nosso Espírito Santo. Na condição hoje de chefe da nossa humanidade, temos que ter fé nesse grande espírito. Então é perfeitamente viável ser ele o porta-voz das Forças Superiores, quando encarnado como Luiz de Mattos. Vejamos então o recado de Jesus, o Cristo, enviado por seu intermédio ao Cardeal Arcoverde, conforme consta na obra Cartas ao Cardeal Arcoverde, as páginas 237 e 238, assim:

Ouvi o Espírito da Verdade, a que se referem os vossos Evangelhos, e que já está na Terra a revolucionar e a esclarecer a Humanidade, pela explanação (leia-se transmissão, digo eu) da verdade, a única esclarecedora e libertadora de corpos e de almas, como Jesus, o Cristo, afirmou.

Ele vos manda dizer (grifo meu), mestre cardeal Arcoverde, que de fato, os tempos são chegados, não só para que toda a humanidade se esclareça, como para que o Vaticano, e assim vós e todos os vossos escravos e parceiros, tomem novos rumos e se cristianizem, como cristianizar-se devem todos os povos, até ao fim do presente século (grifo meu). Mais: que não ficará pedra sobre pedra de tudo quanto existe, especialmente referente às 8 mil seitas que na Terra pontificam para provar que ninguém se entende, que o viver humano é uma balbúrdia, que todas estão erradas, e grandemente criminosa é a católica romana, porque se assim não fosse, uma só baseada num só Grande Foco existiria e se denominaria como se está denominando o Racionalismo Cristão, único aceitável, por ser a Doutrina da verdade”.

Jesus, o Cristo, não se deslocou da sua humanidade para nossa em vão, mas sim para elaborar um plano para a nossa espiritualização, e nesse plano espiritualizador não consta a sua volta a este nosso mundo-escola, assim como muitos esperam, uma vez que ele já retornou para a sua própria humanidade, deixando Luiz de Mattos como sendo o chefe da nossa. Consta sim, a ocorrência de grandes acontecimentos, pois que a nossa humanidade tem que ingressar de vez no período de A Era da Razão, abandonando a fase da imaginação. Como se diz por aí, o fruto está sazonado, chegou portanto a hora da colheita, aqueles que seguiram pelo caminho do bem colherão as suas recompensas, e aqueles que seguiram pelo caminho do mal colherão os ventos que plantaram, em forma de tempestades, é por isso que os tempos são chegados. Luiz de Mattos, em sua obra Pela Verdade, as páginas 151 e 152, vem nos dizer o seguinte:

Andam por esse mundo milhares de criaturas, milhares de loucos no fundo e sectários crentes na forma, a afirmar, por todos os cantos, ruas e lares, que os tempos são chegados, querendo, com essa afirmativa, levar aos outros a convicção das coisas sérias da vida que eles próprios ignoram.

Mas esses indivíduos… cogitaram, algum dia, de saber para que é que os tempos são chegados?

Não, absolutamente não, por lhes faltarem as qualidades indispensáveis para provar o que afirmam, e para raciocinarem sobre qualquer coisa séria.

Entretanto, os tempos são, de fato, chegados para tudo ser colocado nos seus verdadeiros lugares, para que tudo se esclareça, para que a verdade se explane e impere por toda parte, como único elemento de progresso libertador dos povos escravizados à ignorância em que os têm deixado as religiões (leia-se credos, digo eu) e a Ciência materialistas.

É a lei natural da evolução dos seres e das coisas, que neste mundo e no Universo existem, às quais todos estão sujeitos.

Quer isto dizer que o desmoronamento é geral para tudo quanto não tenha por base a verdade, e só ela, e que nada escapará à lei do progresso e à derrocada por tal lei decretada.

Em virtude desse princípio, a própria ciência tem de modificar determinadas ideias e a sua base, porque estão esteadas na matéria organizada, faltando-lhe o conhecimento da causa — que é a Força que a incita e movimenta.

Para a destruição da falsa ciência e desses falsos princípios, os que mais concorrem são os verdadeiros cientistas (grifo meu).

Só os superficiais, os nulos, os ridículos, os ambiciosos vulgares, os atoleimados, é que teimam em manter-se nesse pedestal de barro”.

Eu sei que muitos homens honrados estão no aguardo desta minha explanação do Racionalismo Cristão, para que então possam fixar os seus objetivos no âmbito da verdadeira espiritualidade, estes homens honrados serão os chamados para a obra de espiritualização da nossa humanidade, conforme consta no site pamam.com.br. Espero que esses homens entrem logo em contato com os meus escritos, para que então possam se engajar nesta obra remodeladora de hábitos e costumes, não condizentes com a boa educação, a qual deve ser praticada pelos seres humanos de um modo geral. Em sua obra Cartas Oportunas Sobre Espiritismo, a página 64, Luiz de Mattos vem nos dizer o seguinte:

Mas, aos poucos, confirma-se, por toda a parte, que os tempos são chegados, pois vão surgindo homens de ação e valor, para tudo colocarem nos seus devidos lugares”.

Eu sei perfeitamente que o planeta Terra, este nosso mundo-escola, é o mundo próprio dos seres hidrogênios, e que por força da evolução eles passarão ao estágio seguinte, transformando-se em seres hélios, com o planeta sofrendo grandes transformações, possivelmente mudando de sistema estelar, embora eu não saiba precisar com certeza quando isto deverá ocorrer, se agora, com a chegada dos tempos, ou se depois. De qualquer maneira, haverá uma grande transformação na Terra, em conformidade com as afirmativas de Jesus, o Cristo, de que os tempos são chegados e de que será separado o joio do trigo. Em relação às transformações que ocorrerão, Luiz de Mattos, em sua obra Vibrações da Inteligência Universal, as páginas 155 e 156, vem afirmar o que se segue:

Até agora, o homem tem sido dominado pela parte animal, daí resultando o mal-estar que se observa em toda parte, sem falar nas guerras externas e internas, individuais e coletivas.

Quando, porém, passar o Homem Força a imperar sobre o homem matéria, quando o Homem Força se dispuser a reagir contra a indolência e a preguiça e passe a lutar, conscientemente, para subjugar, para vencer, para dominar os perturbadores instintos do animal, que é o corpo material ao qual está ligado, a sua depuração será feita com maior rapidez, como é necessário, e ele deixará de movimentar-se pelo instinto, como acontece com a maioria.

Sim, deve imperar o homem, partícula da Inteligência Universal, porque é chegado o tempo da Terra e seus habitantes PASSAREM POR UMA GRANDE TRANSFORMAÇÃO (grifo e realce meus).

Antes do fim do século, é de crer que o homem começará a ter nojo de tudo o que hoje são gozos, divertimentos carnavalescos, comezainas desordenadas, politicalha, beberagens alcoólicas, que fazem as delícias da gente da nossa época, campeando, assim, os vícios, a imoralidade, tudo contrário ao progresso do espírito, que a tais atos animalizados não preside nunca, como facilmente pode verificar qualquer ser que, após entregar-se a gozos puramente animalizados, fizer um exame de consciência, influenciado pela razão e o bom-senso. Depois desse exame, o ser humano sente-se deprimido e com nojo de si mesmo, por ter chegado à prática de atos puramente bestiais”.

Somente o Racionalismo Cristão pode prever os acontecimentos que estão por vir a partir do ano 2000, quando então toda a nossa humanidade deverá estar esclarecida acerca da espiritualidade, quando então uma nova ordem mundial ocorrerá, com todos se engajando em uma nova ordem moral e ética, com vistas à educação. Luiz de Souza, em sua obra Ao Encontro de Uma Nova Era, a página 124, vem nos dizer acerca de uma nova estruturação, quando assim afirma:

De bandeira desfraldada está o Racionalismo Cristão, empenhado na campanha de moralização de hábitos e costumes, de recuperação de caráter defraudado, de reposição dos preceitos deturpados de Jesus na sua natural elevação, em que o trabalho honrado, eficiente, útil e prestimoso tenha a sua consagração devida e perene, NA NOVA ESTRUTURAÇÃO POR QUE HÁ DE PASSAR A HUMANIDADE, em dias que estão para chegar, com o adventos desses Princípios (grifo e realce meus)”.

Até aqui, o plano de espiritualização da nossa humanidade consistiu em demarcar os territórios em que se assentam as diversas nações, para que assim o patriotismo pudesse se estabelecer entre a maioria dos seres humanos. Com os acontecimentos que virão no ano 2000 e após, grandes mudanças deverão ocorrer neste mundo, pois que estamos prestes em adentrar em um novo plano espiritualizador para a nossa humanidade. Luiz de Souza, na mesma obra, as páginas 200 e 201, dá-nos uma ideia desse novo plano espiritualizador, assim:

Na organização fraternal dos povos não deveria ficar fora de cogitações o estabelecimento de um único idioma, de uma só moeda circulante e as linhas demarcatórias dos territórios deveriam ser interpretadas como linhas de união, e nunca de separação. Um governo central manteria o equilíbrio dos interesses regionais. As somas fabulosas destinadas a armamentos e a manter a integridade físicas das Nações, seria utilizada na educação, nas obras de bem-estar coletivo e de aperfeiçoamento moral e espiritual das raças. Este quadro ajusta-se perfeitamente aos postulados cristãos”.

Estamos no limiar de A Era da Verdade, prestes a adentrar no âmbito de A Era da Razão, quando então as grandes borrascas que hoje vivenciamos em todo o mundo, são procedidas de grandes bonanças, com a espiritualização de toda a nossa humanidade. Aqueles que conseguiram conservar a sua integridade pessoal, não se deixando corromper pelo ambiente asfixiante que hoje domina o mundo, deverão passar para um plano superior de evolução, pois que é no mar tempestuoso da vida que se conhece o valor do timoneiro, que conduz o seu barco com firmeza no oceano proceloso da vida. Luiz de Souza, em sua obra A Felicidade Existe, as páginas 308 e 309, vem nos dizer sobre esses espíritos que passam de um plano a outro superior, assim:

A maior ventura, o mais glorioso prêmio que uma alma pode receber, é poder passar para o plano superior e sequente da evolução. Nessa hora de maior iluminação para o espírito, ele bendirá as agruras sofridas no mundo Terra, suportadas com estoicismo (grifo meu), sem perder a linha moral que lhe dera a grande recompensa de poder viver, daí por diante, num meio de maior beleza e suavidade, de maior encantamento e sedução, experimentando a felicidade espiritual nos seus acordes mais delicados”.

O Racionalismo Cristão é o grande precursor do estabelecimento da produção da amizade espiritual dos povos, que faz emergir a solidariedade fraternal, tornando aptos os seres humanos para que eles possam produzir enfim o amor espiritual, o que deverá ocorrer somente ao final de A Era da Razão. Com os acontecimentos que se sucederão ao final desta Grande Era e início de uma outra, grandes mudanças deverão ocorrer nas sociedades e nas nações, notadamente porque os tempos são chegados para que todos os povos se espiritualizem, quando então poderão formar um Estado Mundial, consolidando assim a formação de uma única nação na Terra, já que todos nós fazemos parte de uma única humanidade, e esta não pode ser dividida por territórios ou raças, porque o nosso território é o planeta Terra e a nossa raça é a humana. Luiz de Souza, em sua obra A Morte Não Interrompe a Vida, a página 183, vem novamente ressaltar o papel do Racionalismo Cristão, fornecendo-nos uma ideia do mundo quando adentrarmos em uma nova era, quando afirma:

O Racionalismo Cristão é, em si, uma grande mensagem fraternal dirigida a todas as classes, a todos os povos, numa expansão generosa do Amor Cristão, que deverá envolver todo o planeta. Uma vez seja atingida essa meta, poder-se-á estabelecer no mundo uma administração suprema, para a solução de todos os problemas sociais (grifo meu), visto que pela compreensão comum dos seres em geral, os antagonismos que forjam as desuniões, deixarão de existir”.

Nós nos encontramos ainda na fase da imaginação, por isso tudo aquilo que os nossos olhos da cara veem não passa de efeito imaginativo. Nós somos originários de primatas menos evoluídos, como o gibão, ou símio inferior, que são os nomes dados aos primatas pertencentes à família Hylobatidae, cujo grupo compõe a superfamília Hominoidea, juntamente com os hominídeos. Então, no início da nossa evolução espiritual, nós tínhamos as feições rudes, semelhantes às dos símios, cujas feições foram se aperfeiçoando no decorrer dos tempos. Mas acontece que existem espíritos ainda bastantes atrasados em relação aos demais, no que diz respeito à evolução espiritual, então as suas feições logicamente que são mais rudes, embora por força da imaginação venham se assemelhar aos demais seres humanos. Quando nós passarmos da fase da imaginação para a fase da razão, as feições reais dos seres humanos se refletirão realisticamente nos seus semblantes, tornando-se irreconhecíveis, causando uma grande abalo em toda a nossa humanidade.

Certo dia, eu fui com o meu netinho mais novo para um barzinho de rua, mais ou menos perto da minha casa, distante umas oito quadras, de propriedade do Hilton, carinhosamente chamado de Bichinho, eu para tomar umas cervejas e comer uns churrasquinhos, ele para comer uns churrasquinhos. Após um certo tempo, tudo começou a me parecer um tanto estranho, com as feições das pessoas tendo um tanto se modificado. É lógico que eu me senti em um ambiente hostil, esperando ser atacado a qualquer momento por aqueles seres que se mostravam diferentes do cotidiano, aos quais eu já estava acostumado. Então eu me levantei da cadeira, em cuja mesa estava, e me dispus a fazer um discurso, dizendo mais ou menos que a minha missão já estava traçada e não seria aquilo que me faria desistir, considerando que forças hostis estavam me assediando, quando, na verdade, era o Astral Superior me mostrando a face da razão, estampada nas faces dos meus semelhantes, que se mostravam diferentes.

O resultado disso, é que o meu filho mais novo, pai do meu netinho, foi buscá-lo, tendo depois cortado relações comigo. Posteriormente, chegou a minha mulher para me buscar, estando eu ainda alterado por ainda ver as feições alteradas dos meus semelhantes, esperando a qualquer momento ser atacado, tanto que eu falei para ela: “Se alguém me atacar, eu liquido”.

É certo que muitos seres humanos esperam o fim dos tempos, mas esperam os acontecimentos de modo sobrenatural, pois que não atentam para o verdadeiro sentido da espiritualidade. Em relação as essas transformações que ocorrerão, embora se referindo a um futuro mais ou menos distante, o que não desconfigura as transformações que ocorrerão, com o final da fase da imaginação, Luiz de Souza, na mesma obra, as páginas 183 e 184, vem afirmar o seguinte:

Todos terão de passar na vida por transformações tão grandes, no processo evolutivo, que as suas feições materiais, morais e espirituais de hoje se tornarão irreconhecíveis como se fossem de outrem, considerando o fato de um futuro mais ou menos distante. Assim, se hoje nos mostrassem a nossa figura projetada num passado de dez mil anos, é certo que a não poderíamos reconhecer, tais as imperfeições de que estaria impregnada”.

Todas as doenças deste mundo são causadas por espíritos obsessores quedados no astral inferior, que tendem a desaparecer quando os seres humanos se tornarem racionalistas cristãos, pois que com o advento da espiritualidade, muitos passarão a vibrar magneticamente, a radiar eletricamente e a radiovibrar eletromagneticamente a Deus, estando Ele já organizado perante a todos, e ao Astral Superior, quando então poderá haver uma limpeza fluídica na atmosfera terrena, com os espíritos obsessores podendo retornar aos seus mundos de origem. Além disso, com o esclarecimento espiritual da nossa humanidade, um novo plano espiritualizador entrará em vigor, quando então muitos espíritos adiantados encarnarão para alavancar o progresso deste mundo. Quem prevê a tudo isso é o próprio Luiz de Souza, na mesma obra, as páginas 289 e 290, quando o grande veritólogo vem afirmar o que se segue:

A ciência prevê, para breve, o desaparecimento de numerosas moléstias, inclusive algumas, tidas como incuráveis. Novos meios de locomoção virão, com o aproveitamento da energia atômica, sistemas aperfeiçoados de televisão, novas aplicações para o radar, uma revolução no regime alimentício, aparelhos individuais de voo e um rol considerável de outros artefatos de variadas idealizações, estão para chegar.

Isto é o progresso em marcha, a evolução que se processa, impulsionada por espíritos adestrados em numerosas encarnações, que voltam à Terra com novas tarefas edificantes, representando o trabalho de uma coletividade criadora do cenário que reflete as características do século que passa, e revela, por antecipação, os objetivos atingíveis”.

É sabido que os fluidos largados do mundo que seguimos na esteira evolutiva do Universo se incorporam aos fluidos deste nosso mundo, cujos fluidos largados pelo nosso mundo vão se incorporar aos fluidos do mundo que nos segue nessa esteira evolutiva. São as vibrações magnéticas, as radiações elétricas e as radiovibrações eletromagnéticas da humanidade a que pertence Jesus, o Cristo, que já se espiritualizou e nos ajuda com os seus ventos astrais. Luiz de Souza, na mesma obra, a página 290, vem nos dizer o seguinte:

Vale a pena avivar a consciência na emergência dos dias que se escoam, porque apesar de achar-se o mundo muito conturbado, uma forte vibração Astral está contornando o planeta (grifo meu), em cumprimento a leis naturais, e bem certo é que dos planos traçados, constam, invariavelmente, as ações espiritualizadoras”.

Sempre na passagem de uma Grande Era para outra, constata-se a existência da mais sórdida vilania, que se reflete na política e em outros setores da vida. Nós estamos passando pela fase mais aguda da nossa história, em que os povos se encontram desnorteados pela falta de uma bússola norteadora, já que os credos e as suas seitas não conseguem indicar um caminha seguro a ser seguido, pois que o sobrenatural não existe, e as ciências relutam em se espiritualizar, preferindo andar pelo caminho da materialidade. Antônio Cottas, em seu discurso proferido por ocasião do aniversário da desencarnação de Luiz de Mattos, em 15 de janeiro de 1939, contido na obra Discursos de Antônio do Nascimento Cottas, a página 95, vem nos dizer o seguinte:

Caminha-se para uma grande aproximação espiritual dos povos, embora o panorama político do mundo atual nos esteja demonstrando o contrário.

Mas, dá-se com os povos o que se dá com os campos ou o mar. Desencadeia a tempestade, revoltam-se as águas, inundam-se os campos, destroem-se as sementeiras ou já as colheitas, mas adubam-se terras quase estéreis, extinguem-se parasitas e miasmas e passados meses, tudo se fertiliza.

Com as criaturas dá-se o mesmo: são sacudidas, perdem posições e haveres, mas suas almas despertam para melhores raciocínios e sem que se apercebam estão construindo novo edifício social, vão cogitando do interesse geral, levando pão para o corpo e luz para o espírito aos revoltados da vida, aos desiludidos e aos ignorantes”.

Todos os sistemas políticos, todos os sistemas sociais, todas as descobertas científicas, tudo enfim que vem se amoldando ao cotidiano dos seres humanos, deverão ser devidamente modificados, quando a nossa humanidade passar de A Era da Verdade para A Era da Razão, quando então a imaginação deverá ter o seu final decretado, pois que ela é a grande responsável pela formação de prosélitos dos credos e seitas, e também pela formação das ciências materialistas. Todos terão, necessária e obrigatoriamente, que se espiritualizar, pois que esta é a condição sine qua non para que continuemos a nossa marcha evolutiva neste mundo-escola. Os autores Nilton Figueiredo de Almeida e Célia Caccavo F. de Almeida, em sua obra conjunta intitulada de Existencialismo Cristão, a página 91, vem nos dizer o que se segue:

A natureza é inesgotável em seus exemplos. Tudo ‘inventado’ ou ‘criado’, pelos ‘sábios’ seres humanos, foi buscado na natureza. Muito mais ainda poderá ser ‘inventado’ ou ‘descoberto’, quando os estudiosos se dignarem a se interessar pela atuação da Força Inteligente sobre a matéria e descobrirem que a finalidade da vida neste planeta não é a corrida para o maior, o mais imponente ou prepotente conseguido através da matéria organizada, por ele apenas manipulada.

Todos esses feitos, serão facilmente destruídos em uma fração de segundos, quando estas Forças que tudo incitam e dinamizam, por necessidade histórica e dentro das Leis Evolucionistas, sacudirem o planeta, fazendo seus habitantes despertarem para a sua insignificância material, descobrindo, então, sua missão espiritualizadora (grifo meu)”

É certo que as ciências continuam com o seu desenvolvimento tecnológico, embora continuem a estudar a matéria em si, que não existe, pois o que existem realmente são os seres, partindo dos seres atômicos, como já demonstrado, passando pelos seres moleculares e muitos outros seres, até se encerrar nos seres humanos. Quando os cientistas conseguirem compreender que não existe a matéria, que estão lidando com seres, com cada um deles tendo a sua função que lhe é própria e inerente, tudo mudará de figura. Tudo leva a crer que com a passagem da fase da imaginação para a fase da razão, o mundo espiritual será revelado aos seres humanos, quando então eles verão com os olhos da cara a realidade da espiritualidade. É o que nos revela o médico Dr. Eldo Frota, em sua obra Espiritualismo Científico (Biologia Astral), a página 18, em que o ilustre esculápio assim se expressa:

A Ciência Materialista, apesar do seu alto desenvolvimento tecnológico, continua a estudar a MATÉRIA, só que com maior profundidade, passando da Matéria-Física para a Matéria-Cósmica, vão se deslumbrar com as novas descobertas, pois o mundo Cósmico ou Astral (SUPERIOR E INFERIOR) será a revelação desta virada de milênio (grifo meu), o inferior é estarrecedor, mas o Superior é de uma exuberância e beleza inigualáveis”.

Eu não sei informar com precisão o momento exato em que este planeta deverá ser deslocado deste sistema solar para outro, pois que os seres hidrogênios deverão se transformar em seres hélios, por força do preceito da evolução. Mas está escrito que este mundo deverá passar por grandes transformações, com a espiritualidade sendo mostrada a todos, em que as feições serão irreconhecíveis, sem esquecer da separação entre o joio e o trigo, prometida por Jesus, o Cristo, sendo certo que no decorrer de A Era da Razão, todos deverão estar esclarecidos acerca das existências do Astral Superior e do astral inferior. Além de tudo isso, os fluidos largados do mundo-escola a que este nosso segue na esteira evolutiva do Universo, vão se incorporando a este, com o anuncio da chegada de novos tempos, pois é sabido que os tempos são chegados para que ocorra a espiritualização de toda a nossa humanidade. Luiz de Mattos, em sua obra Cartas Oportunas Sobre Espiritismo, as páginas 10 e 11, anuncia a chegada dos tempos assim:

A Humanidade, que está carecendo de preparo espiritual para resistir ao tremendo vendaval de loucura que se tornará a peste mais danosa do século e de todos os tempos, e para a qual o materialismo da ciência médica não terá remédio.

É sabido que as guerras prosseguirão até ao fim deste século e princípios do vindouro, e que a mortandade, a fome e a peste serão terríveis, passando o mundo por grandes transformações. À marcha da ciência ninguém ousará pôr entraves, mas os efeitos morais das guerras e da peste serão de tal ordem, que os espíritos fracos terminarão por enlouquecer, havendo, no final deste século, uma espécie de peste da loucura, como já houve a ‘peste negra’, que dizimou, pode-se assim dizer, mais criaturas do que as maiores guerras de antanho.

Naquela ocasião, os empestados eram mortos a bala, para que o mal não grassasse, só se salvando os fortes de espírito e do corpo. Eis o que está reservado ao glutões, aos gozadores, aos escravos dos tóxicos que supõem que a vida se resume em comer, dormir e praticar atos bestiais. A vida está nos mostrando ser de lutas, investigações e trabalhos incessantes”.

Nós reproduzimos acima as afirmativas dos autores de obras racionalistas cristãs, mas também muitos outros autores fazem afirmativas acerca dos acontecimentos que virão no ano 2000 e após, em que deverão vigorar os meus ideais espiritualistas, com o estabelecimento da amizade espiritual, fazendo emergir a solidariedade fraternal, o prenúncio do amor espiritual, com todos se tornando antecristãos, que é a condição preparatória para que possam realmente se tornar cristãos, o que deverá ocorrer quando tivermos o nosso Cristo retornando da humanidade que segue a nossa na esteira evolutiva do Universo, pois compreendem que existe um processo de evolução e que a nossa humanidade não pode ficar estacionada em meio ao caos instalado. Vejamos alguns exemplos desses autores, a começar por Farias Brito, quando em sua obra Finalidade do Mundo – 1º. Volume, a página 125, o ilustre saperólogo cearense afirma o seguinte:

“… mundo ideal é uma esperança e uma consolação para os que sofrem, ao mesmo tempo que é a condenação perpétua dos maus. Anuncia-se sempre como uma regeneração e é o ponto de partida da felicidade futura

Na mesma obra, as páginas 136 e 137, o autor vem dizer o que se segue:

Mas nenhuma das grandes reformas pelas quais são formados os diferentes ciclos da civilização, se realiza sem ser sob o impulso de um ideal capaz de servir de alavanca às evoluções da humanidade. Para a civilização que começou com a queda do Império Romano, o ideal foi a moral de Jesus…

Mas hoje… a civilização excedeu, sem dúvida, o ideal realizado pelo cristianismo, tal como o constituíram… e se faz necessária uma crença nova capaz de sustentar o espírito público, em harmonia, não só com as aspirações emocionais do espírito moderno, mas também com as novas descobertas da ciência e da indústria; bem como em conformidade com as últimas investigações da especulação filosófica.

A descoberta do vapor, por um lado, realizou a comunicação das nações, dominando o espaço; a descoberta da imprensa e do telégrafo realizou, por outro lado, a comunicação dos espíritos, dominando o tempo. De tudo isto, resulta uma transformação radical nos costumes, como nas ideias fundamentais da sociedade. Mas essa reforma se acha consolidada apenas em sua parte material; resta completá-la definitivamente sob o ponto de vista teórico. É o que só se poderá conseguir depois que se houver chegado ao acordo dos espíritos”.

Na obra Finalidade do Mundo – 2º. Volume, a página 35, o autor assim se expressa:

Enrico Ferri procura justificar, por este lado, a causa dos socialistas nestes termos:

‘Quanto aos detalhes do novo edifício social não podemos prevê-los, precisamente porque o novo edifício social será, e é, um produto natural e espontâneo da evolução humana, que está em via de formação, cujas linhas gerais se desenham, já, e não por uma construção artificial imaginada por um utopista ou um metafísico”.

Na mesma obra, a página 44, vem o autor nos dizer o que se segue:

“… a sociedade deve ser reformada. Sim, a sociedade deve ser reformada, e a paz e a fraternidade, que são o sonho de todos, se deve estabelecer entre os homens, assegurando-se a cada um, na comunhão social, o pão de cada dia, mas isto não pela luta e pelo ódio, e que em si mesmo envolve uma contradição nos termos, mas pela convicção e o amor”.

Também na mesma obra, a página 49, o autor vem afirmar o seguinte:

São graves, gravíssimas as condições atuais da humanidade; e para a solução de uma situação tão angustiosa e terrível, indispensável se faz a reforma da sociedade. Mas esta só poderá ser definitiva e completa, só poderá ser verdadeiramente eficaz, pelo estabelecimento de uma religião nova (o Racionalismo Cristão, digo eu) em conformidade com as inspirações da ciência e que seja de natureza a poder satisfazer a todas as necessidades d’alma”.

Em sua obra Finalidade do Mundo – 3º. Volume, as páginas 160 e 161, o autor assim se expressa:

“… Haeckel se exprime: ‘Durante toda a Idade Média, sob a tirania sanguinolenta do papismo, o ateísmo foi perseguido pelo ferro e pelo fogo como a forma a mais aterradora de concepção do universo. Como no evangelho o ateu é completamente identificado ao mau, sendo ameaçado na vida eterna — por uma simples falta de fé — das penas do inferno e da condenação eterna, compreende-se que todo o bom cristão tenha evitado cuidadosamente a menor suspeita de ateísmo. É desgraçadamente uma opinião, ainda hoje acreditada em muitos meios. O naturalista ateu que consagra suas forças e sua vida à busca da verdade, é tido, de antemão, por capaz de tudo o que é mal; o devoto teísta que assiste sem pensamento a todas as cerimônias vácuas do culto papista, passa já, somente por causa disto, por um bom cidadão, mesmo quando não represente sua crença nenhum pensamento, e mesmo quando, ao lado disto, pratique a moral mais repreensível. Este erro não se explicará senão no século XX, quando a superstição ceder, de mais a mais, o passo ao conhecimento da natureza pela razão (grifo meu)”.

Marques da Crus, em sua obra Profecias de Nostradamus, as páginas 287 e 288, vem falar do povo brasileiro, quando assim se exprime:

A profecia do Tibet foi publicada por Ferdinand Ossendowsky, no livro Bestas, Homens e Deuses. Parece referir-se aos ‘tempos atuais’, aos do ‘fim deste século’, e, na parte final, a uma ‘nova era’.

‘Cada vez mais e mais os homens esquecerão as almas para se ocupar dos corpos. A maior das corrupções reinará sobre a Terra…’.

… Então enviarei um povo presentemente desconhecido, cuja mão forte mondará as más ervas da loucura e do vício; e conduzirá os que ficaram fiéis ao espírito do homem, na batalha contra o mal.

E fundarão uma vida nova sobre a Terra, purificada pela morte da nações…’”.

Lange, em sua obra História do Materialismo, vol. II, parte IV, cap. IV, vem afirmar o seguinte:

Quando uma era nova deve começar e uma era antiga desaparecer, é preciso que duas grandes coisas se combinem: uma ideia moral capaz de inflamar o mundo e uma direção social bastante poderosa para elevar de um grau considerável as massas oprimidas. Isto não se opera com o frio entendimento, com sistemas artificiais. A vitória sobre o egoísmo que quebra e isola, e sobre o gelo dos corações que mata, não será alcançada senão por um grande ideal que aparecerá como um ‘estrangeiro vindo de outro mundo’, o qual, exigindo o impossível, fará sair a realidade fora dos seus eixos”.

E para fechar com chave de ouro este capítulo, vejamos o que diz a notável educadora Olga B. C. de Almeida, em sua obra Valorize a Sua Vida, as páginas 84 a 86, assim:

A HUMANIDADE CAMINHA

Se não sabemos, ainda, como serão as modificações futuras, podemos, entretanto, afirmar que as necessidades são evidentes.

A humanidade caminha para a formação de um Estado Mundial, de acordo com as poderosas forças da inteligência e da justiça humana.

Para isso, há, no mundo, um aumento permanente de homens que trabalham pela unificação.

Hoje, arqueólogos, etnólogos, sociólogos, psicólogos e muitos outros se esforçam por fazer das instituições humanas o mesmo trabalho que os cientistas dos séculos dezessete e dezoito fizeram pelos meios materiais e mecânicos da humanidade (telégrafo, tráfego rápido por mar e terra, transportes aéreos…).

Tal contribuição serviu para esclarecer e tornar simples o que se há se fazer futuramente.

Um Estado Mundial será sustentado por uma educação universal. Toda a espécie humana será educada e desviará os seus pensamentos e motivos para o círculo das ideias, sentimentos do eu, em serviço do saber e poder humanos, numa profunda escala de penetração.

Surgirá então uma civilização incorrupta, simplificada e mais bem compreendida.

Grande parte dos pais possuirá conhecimentos técnicos de ensino. Além dos deveres de paternidade, haverá um grupo de população adulta destinada à organização educacional do mundo.

Nova Era manterá a educação por toda a vida. À medida que forem amadurecendo tanto os homens como as mulheres, todos serão autoeducadores, educadores individuais e estudantes-mestres.

O sistema de trabalho será modificado. Ele não terá mais o aspecto monótono que gasta e consome o indivíduo. O trabalho é destruidor do plano psicológico, quando utiliza parte mínima das faculdades. O perigo está na atrofia de uma, que acaba por atrofiar e destruir as outras.

Cientistas e artistas sem fronteiras políticas, empregarão a maior parte das faculdades para tornarem menos penosas as tarefas.

O trabalho não será encarado somente como meio de subsistência, mas como função psicofisiológica.

Até mesmo o lazer não se transformará em tédio mortal, fonte das neuroses.

Uma nova ciência surgirá, a da integração do homem no Universo, cuja diferença é apenas a que a estabelece a humanidade.

Métodos eleitorais serão utilizados para a conquista do bem-estar político. O bem-estar econômico exigirá que um meio circulante seja utilizado com perfeita segurança para que a moeda se torne instrumento à prova de combinações e manipulações de homens inteligentes, mas desonestos.

Estas predições justificam a concentração do esforço humano em futuro próximo, e a transformação de nossas presentes confusões em um novo estado universal de justiça.

A guerra, essa visão de seres limitados, se atormenta a alma, é também um incentivo aos homens de imaginação para o construtivo trabalho político e social. Se não for abolida, ela acabará por destruir a sociedade humana”.

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