13.05- Os períodos do sentimento e do pensamento gregos

A Era da Sabedoria
24 de setembro de 2018 Pamam

Preparado o ambiente cultural para a encarnação dos grandes espíritos que assumiram a espinhosa missão de alavancar a evolução da nossa humanidade, deve-se destacar a natureza do desenvolvimento mental desses grandes espíritos, distinguindo o elevado desenvolvimento da inteligência de cada um para o fim a que ela se destina, pois que isto se torna de fundamental importância para a compreensão do sentimento e do pensamento gregos, principalmente para se extinguir a mescla que sempre existiu entre a verdade e a sabedoria, por conseguinte, entre os tratados superiores da Veritologia e da Saperologia.

É sabido que os seres humanos desenvolvem três órgãos mentais que formam a sua inteligência, que são os seguintes: o criptoscópio, o intelecto e a consciência. Ressaltando-se aqui que os órgãos mentais são comandados pelos atributos individuais, que tanto podem ser superiores como inferiores, e pelos atributos relacionais, que tanto podem ser positivos como negativos.

O criptoscópio tem a função de perceber e a finalidade de captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que dizem respeito às coisas, aos fatos e aos fenômenos universais, estabelecendo as causas de tudo quanto existe, em que a atividade básica exercida é a verdadeira religião, que a tudo deve investigar. E quando este órgão mental da inteligência é desenvolvido em patamares muito elevados, obrigatoriamente em consonância com o intelecto, que por sua vez não consegue alcançar os mesmos patamares de desenvolvimento, em virtude dos seres humanos naturalmente optarem em desenvolver mais acentuadamente a um ou a outro, eles então se tornam veritólogos, sendo realmente capazes de perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade. Há que se ressaltar que este órgão mental do criptoscópio vai evoluindo através da propriedade da Força, por isso requer, necessária e obrigatoriamente, o atributo da moral, para que o espírito possa se elevar ao Espaço Superior, e lá possa exercer plenamente a sua função e alcançar a sua finalidade.

O intelecto tem a função de compreender e a finalidade de criar as experiências físicas acerca da sabedoria, que também dizem respeito às coisas, aos fatos e aos fenômenos universais, estabelecendo os efeitos de tudo quanto existe, em que a atividade básica exercida é a verdadeira ciência, que a tudo deve pesquisar. E quando este órgão mental da inteligência é desenvolvido em patamares muito elevados, obrigatoriamente em consonância com o criptoscópio, que por sua vez não consegue alcançar os mesmos patamares de desenvolvimento, em virtude dos seres humanos naturalmente optarem em desenvolver mais acentuadamente a um ou a outro, eles então se tornam saperólogos, sendo realmente capazes de compreender e criar as experiências físicas acerca da sabedoria. Há que se ressaltar que este órgão mental do intelecto vai evoluindo através da propriedade da Energia, por isso requer, necessária e obrigatoriamente, o atributo da ética, para que o espírito possa se transportar ao Tempo Futuro, e lá possa exercer plenamente a sua função e alcançar a sua finalidade.

A consciência tem a função de coordenar e a finalidade de unir, irmanar, congregar, o criptoscópio e o intelecto, para que estes dois órgãos mentais da inteligência possam operar em perfeita sincronia, quando conseguem alcançar os patamares um tanto próximos de desenvolvimento, possibilitando assim que os seres humanos possam ao mesmo tempo perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e compreender e criar as respectivas experiências físicas acerca da sabedoria acerca das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, em que a atividade básica exercida é a religiociência, que a tudo deve investigar e pesquisar. E quando estes três órgãos mentais da inteligência são desenvolvidos em patamares muitíssimos elevados, então eles se tornam ratiólogos, ou seres universais, sendo capazes de captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade e de criar as experiências físicas acerca da sabedoria, simultaneamente. Tal condição, no entanto, somente foi alcançada plenamente pelo espírito que se deslocou da sua humanidade para a nossa, quando alcançou a condição do Cristo, em que este simples escriba procura seguir aos seus rastros luminosos, em seus ensaios para se tornar um ser universal. Há que se ressaltar que este órgão mental da consciência vai evoluindo através da propriedade da Luz, por isso requer o atributo da educação, que é a moral coordenada com a ética, para que o espírito possa simultaneamente se elevar ao Espaço Superior e se transportar ao Tempo Futuro, portanto, universalizando-se, para que no Universo ele possa exercer plenamente a sua função e alcançar a sua finalidade.

Na Veritologia e na religião, o elemento primeiro de produção do ser humano, no exercício da sua atividade básica, é a sensibilidade, enquanto que o elemento final de produção é o sentimento, proporcionados pela propriedade da Força.

Na Saperologia e na ciência, o elemento primeiro de produção do ser humano, no exercício da sua atividade básica, é o sentido, enquanto que o elemento final de produção é o pensamento, proporcionados pela propriedade da Energia.

E na Ratiologia e na religiociência, o elemento primeiro de produção do ser humano, no exercício da sua atividade básica, é a amizade espiritual, enquanto que o elemento final de produção é o amor espiritual, proporcionados pela propriedade da Luz.

Daí a referência ao sentimento e ao pensamento gregos, pois para que a Era da Sabedoria pudesse se estabelecer definitivamente neste mundo, com pleno êxito, tornava-se preciso que fossem proporcionados e estabelecidos neste mundo os conhecimentos metafísicos acerca da verdade por parte dos veritólogos, mesmo que os mesmos não correspondessem exatamente à verdade, apenas os seus fragmentos, a fim de que assim os saperólogos pudessem se utilizar a contento das suas fontes, para que então pudessem estabelecer adequadamente a Sabedoria no seio da nossa humanidade.

Nesses períodos do sentimento e do pensamento gregos, os veritólogos se ocuparam essencialmente da investigação dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, fazendo valer os seus sentimentos, ou o elemento final de produção do ser humano, proporcionado pela propriedade da Força. Enquanto que os saperólogos se ocuparam essencialmente da pesquisa das experiências físicas acerca da sabedoria, fazendo valer os seus pensamentos, ou o elemento final de produção do ser humano, proporcionado pela propriedade da Energia.

Mas e a propriedade da Luz?

Vemos na propriedade da Luz uma tentativa ainda muito tênue por parte de Aristóteles em estabelecer a amizade espiritual no seio da nossa humanidade, ou o elemento primeiro de produção do ser humano, proporcionado pela propriedade da Luz. E digo ainda muito tênue porque ele se limitou apenas a diferenciar a amizade utilitária da amizade verdadeira, como veremos quando eu me referir aos seus ensinamentos. Embora Platão viesse a se referir amiúdas vezes aos ditames da razão.

Somente através da encarnação de Jesus, o Cristo, que veio decretar o final de A Era da Sabedoria, ou A Era da Saperologia, e estabelecer o início de uma nova Grande Era, A Era da Verdade, ou A Era da Veritologia, é que vamos encontrar o estabelecimento do amor espiritual no seio da nossa humanidade, ou o elemento final de produção do ser humano, proporcionado pela propriedade da Luz. Além disso, esse iluminadíssimo espírito veio também estabelecer o instituto do Cristo no seio da nossa humanidade, cujo Instituidor é Deus, para que através desse instituto fosse estabelecido o seu racionalismo, que é o Racionalismo Cristão, o embrião do instituto do Cristo, para que através dele nós pudéssemos formar o nosso próprio Antecristo, o estágio evolutivo que antecede ao do Cristo, sendo ele, o Antecristo, portanto, o nosso futuro Cristo.

A título de maiores esclarecimentos, há que se ressaltar que o elemento primeiro de produção do ser humano, na propriedade da Luz, é a amizade espiritual, e que foi Aristóteles, na qualidade de um saperólogo, que deu início a essa produção, embora de modo tênue. Enquanto que o elemento final de produção do ser humano, na propriedade da Luz, é o amor espiritual, e que foi Jesus, o Cristo, quem o estabeleceu no seio da nossa humanidade.

Fica agora fácil compreender, deve-se repetir, que é somente através do racionalismo do Cristo, posto neste mundo em forma de instituto, denominado de Racionalismo Cristão, fundado por um veritólogo, o maior de todos os veritólogos, que com a sua impoluta moral conseguiu se elevar ao Espaço Superior e lá perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que nós poderemos formar o nosso próprio Cristo. Nesse desiderato, o Racionalismo Cristão forma primeiro o nosso Antecristo, que é justamente aquele espírito que mais se aproximou dos rastros luminosos de Jesus, o Cristo. Daí a razão pela qual o Antecristo é o legítimo explanador do Racionalismo Cristão.

Em sendo o Antecristo o legítimo explanador do Racionalismo Cristão, ele se coloca na posição de ser o único a compreender realmente os profundos ensinamentos ministrados neste mundo por Jesus, o Cristo, como será devidamente comprovado na categoria A Cristologia, ainda neste site de A Filosofia da Administração. Em sendo assim, ele vem a este mundo para decretar o final de uma Grande Era, a Era da Verdade, e estabelecer o início de uma nova Grande Era, a era da Razão, ou A Era da Ratiologia, espiritualizando a toda a nossa humanidade. Nesse afã, dada a árdua missão de que é portador neste mundo, o Antecristo estabelece neste mundo a amizade espiritual, fazendo emergir a solidariedade fraternal entre todos os seres humanos.

Pode-se agora constatar claramente que ao Antecristo cabe precipuamente o estabelecimento da amizade espiritual, e ao Cristo cabe precipuamente o estabelecimento do amor espiritual.

E assim como o espírito que alcançou a condição do Antecristo na humanidade que seguimos na esteira evolutiva do Universo, deslocou-se da sua humanidade para a nossa com o fim de nos espiritualizar, formulando um plano para a nossa espiritualização, encarnando neste nosso mundo-escola várias vezes para a consecução desse seu plano espiritualizador, quando enfim alcançou a condição evolutiva do Cristo; do mesmo modo o espírito que alcançou a condição do Antecristo em nossa humanidade, deslocar-se-á para a humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo com o fim de espiritualizá-la, formulando um plano para a sua espiritualização, encarnando várias vezes no seu mundo escola para a consecução do seu plano espiritualizador, quando enfim alcançará a condição evolutiva do Cristo.

É sabido que Jesus, o Cristo, já retornou para a sua própria humanidade, na condição do seu Cristo, após cumprir com o seu papel espiritualizador na nossa, nomeando a Luiz de Mattos, o fundador do Racionalismo Cristão, como sendo o chefe da nossa humanidade. Do mesmo modo, o nosso Antecristo, após cumprir com o seu papel espiritualizador na humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, retornará para a nossa humanidade na condição do nosso Cristo, nomeando o fundador do seu Racionalismo Cristão como sendo o chefe dessa humanidade, com o seu Antecristo realizando o mesmo papel.

Por isso, é de fundamental importância que os ensinamentos do Antecristo venham a ser devidamente apreendidos pelos seres humanos que integram a nossa humanidade, para que assim eles possam produzir a amizade espiritual entre si, fazendo emergir a solidariedade fraternal, cujo período deve corresponder a 4.000 anos, que corresponderá à Era da Razão, quando então estarão preparados para produzir o amor espiritual, com o retorno do Antecristo da humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, já na condição do nosso Cristo. Daí a razão pela qual se faz estritamente necessário o estabelecimento de um Estado Mundial, com todos os seres humanos formando uma única nação na Terra, que é o seu mundo-escola.

Após esta explanação de modo repetido, pois que sempre me utilizarei da força da repetição em minhas obras, em razão da sua imensa importância para a apreensão dos meus ensinamentos no corpo mental dos seres humanos, fica mais acessível à compreensão os períodos determinados pelos estudiosos do assunto para o sentimento e o pensamento gregos, em que com esta explanação de A Filosofia da Administração fica definitivamente extinta a mescla que sempre existiu entre a verdade e a sabedoria, portanto, entre a Veritologia e a Filosofia, com esta última sendo denominada agora de Saperologia.

Por força de se fazer justiça à intelectualidade de alguns grandes homens, considerados pela História como sendo detentores de argumentos ou raciocínios falsos e capciosos, feitos de má fé, com os quais se pretende enganar os adversários, com aparência de verdade, o famoso paralogismo, deve ser destacado também um período destinado aos sofistas.

Assim, a explanação deverá conter, obrigatoriamente, as devidas correções e ressalvas acerca de tudo aquilo que disseram os estudiosos acerca do assunto, para o bem e um maior esclarecimento de toda a nossa humanidade.

Os períodos principais do sentimento e do pensamento gregos, são os seguintes:

  • Período Doutrinário (As Escolas Pré-socráticas);
  • Período sofista;
  • Período Sistemático, ou Socrático;
  • Período pós-socrático.

 

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