13.05.05.01- Euclides

A Era da Sabedoria
11 de outubro de 2018 Pamam

As maiores vitórias das religiões gregas foram destinadas no terreno da Matemática, mais especificamente na geometria, que foi iniciada pelo veritólogo Pitágoras, para que depois a sua religião aprofundasse os seus conhecimentos. É nesta área que vamos encontrar o seu maior expoente, um grande espírito religioso chamado de Euclides, cujo nome iria se tornar sinônimo de geometria pelo período de dois mil anos.

Pouco se sabe sobre a sua vida, pois há apenas escassas referências fundamentais a ele, que foram escritas séculos depois da sua desencarnação, por Proclo e Pappus de Alexandria. O pouco que sabemos é que ele encarnou no século III a.C. e que fundou uma escola em Alexandria, sendo muitas vezes referido como sendo o Pai da Geometria, tendo os seus alunos superado a todos na matéria. Que ele não dava importância ao dinheiro, pois quando um aluno lhe perguntou que lucro tiraria do estudo da geometria, ordenou a um escravo que lhe desse um óbolo, desde que fazia questão de ganhar pelo que aprendia, sendo um homem de grande modéstia e bondade.

Tendo sido convidado por Ptolomeu para compor o quadro de professores da recém fundada Academia, que tornaria Alexandria o centro do saber da época, tornou-se o mais importante autor dos conhecimentos de Matemática da antiguidade, quiçá de todos os tempos, com a sua fabulosa e monumental obra intitulada de Os Elementos.

As suas obras foram perdidas com o passar do tempo, porém o Astral Superior não poderia permitir que o fato se consumasse, pelo que a sua encarnação teria sido em vão, já que os seus conhecimentos transmitidos não poderiam ser aproveitados, tendo agido no sentido de recuperá-las, por intermédio dos seus instrumentos encarnados. E tamanha foi a luta, que somente após a queda do Império Romano é que as suas obras foram recuperadas, para o bem da nossa humanidade, por intermédio dos estudiosos muçulmanos da península Ibérica.

Além da sua célebre obra intitulada de Os Elementos, escreveu ainda Ótica, sobre a ótica da visão, e sobre Astronomia, música e mecânica, além de outras obras sobre Matemática, entre elas Lugares de Superfície, Pseudaria, Porismas e mais algumas outras. No entanto, algumas de suas obras como Os Elementos, Os Dados, sendo esta última uma espécie de manual de tabelas de uso interno na Academia e complemento dos seis primeiros volumes de Os Elementos, Divisão de Figuras, esta última sobre a divisão geométrica de figuras planas, Os Fenômenos, sobre Astronomia, e Ótica, sobre a visão, sobreviveram parcialmente e hoje são os mais antigos tratados religiosos gregos existentes, depois de A Esfera de Autólico. Pela sua maneira clara de expor os seus escritos podemos deduzir que ele foi um habilíssimo professor.

A sua vocação para a Matemática era além de patente por demais profunda, e o seu talento se elevava às alturas, pois além da sua obra principal intitulada de Os Elementos, escreveu também sobre perspectivas, seções cônicas, geometria esférica, teoria dos números e rigor. A geometria euclidiana é caracterizada pelo espaço euclidiano, imutável, simétrico e geométrico, símbolo do saber na antiguidade clássica e que se manteve incólume no sentimento matemático medieval e renascentista, pois somente nos tempos modernos puderam ser construídos modelos de geometrias que não fossem euclidianos.

Quando escreveu a sua célebre obra intitulada de Os Elementos, não passou pela mente de Euclides mencionar os autores de várias proposições, pois de início não pretendia mais que reunir em uma ordem lógica os conhecimentos geométricos dos gregos, já que os Livros I e II sumariam a obra geométrica do veritólogo Pitágoras, o Livro III a de Hipócrates de Quios, o Livro V a de Eudóxio, os Livros IV, VI, XI e XII a dos últimos geômetras pitagóricos e atenienses, e os Livros VII e X tratam da Matemática mais elevada.

Então ele começou a essa sua obra sem prefácio ou apologia, com simples definições, em seguida passou a postulados necessários, para depois então a noções comuns ou axiomas. Seguindo as injunções de Platão, limitou-se às figuras e provas que não exigiam outros instrumentos além de régua e compasso. Adotou e aperfeiçoou o método de exposição e demonstração progressiva já familiar aos seus precursores: proposição, ilustração diagramática, prova e conclusão. O resultado foi uma arquitetura maravilhosa, pois até hoje Os Elementos de Euclides constituem o livro de texto da geometria adotado em quase todas as universidades do mundo, sem rival em matéria de influência benéfica duradoura, pois somente a Bíblia conseguiu tanta influência duradoura, mas de natureza maléfica. E isto se explica por intermédio da evolução espiritual, pois de um lado temos os verdadeiros religiosos e os cientistas, e do outro temos os malfeitores sacerdotes e os seus cretinos arrebanhados.

Uma obra perdida de Euclides, As Cônicas, resumia os estudos de Menecmo, Aristeu e outros sobre a geometria do cone. Apolônio de Perga, após anos de estudo na escola de Euclides, elegeu a esse tratado como sendo o ponto de partida para a sua obra do mesmo nome, e em oito livros e 387 proposições explorou as propriedades das curvas geradas pela interseção de um cone por um plano. A três dessas curvas e a quarta sendo o círculo, deu os nomes que até hoje se conservam: parábola, elipse e hipérbole. As suas descobertas tornaram possível a teoria “a priori” dos projéteis e substancialmente desenvolveram a mecânica, a navegação e a Astronomia. A obra de Apolônio de Perga se revelou tão definitiva quanto a de Euclides, e os sete livros que dela nos restam permanecem até hoje a obra clássica mais original da literatura da geometria.

Como se pode constatar claramente, os conhecimentos metafísicos acerca das parcelas do Saber são de natureza religiosa, e por serem metafísicos têm que ser captados do Espaço Superior por intermédio da percepção oriunda do criptoscópio, devendo ser transmitidos por intermédio de teorias “a priori”, para que as ciências possam criar as experiências físicas correspondentes e transmiti-las por intermédio de teorias “a posteriori”. Então as religiões, sem quaisquer sombras de dúvidas, são as legítimas e verdadeiras fontes das ciências.

Ressaltando-se que, ao contrário das experiências físicas, os conhecimentos metafísicos não se criam, posto que se encontram à disposição daqueles que desenvolveram os seus criptoscópios em patamares mais elevados. Além do mais, caso os conhecimentos metafísicos fossem criados, haveria uma modificação na estrutura cosmológica do Universo, um reparo, caso o conhecimento metafísico criado viesse a se sobrepor a um outro já estabelecido, ou um incremento, caso o conhecimento criado viesse a complementar aos já estabelecidos. Ora, como todos os conhecimentos metafísicos já foram estatuídos pela Inteligência Universal, o que devemos fazer é percebê-los e captá-los com o nosso criptoscópio, para que então possamos criar as experiências físicas correspondentes com o nosso intelecto, com ambos sendo coordenados e alumiados pela consciência. Eis aqui os órgãos mentais da nossa inteligência!

Os estudiosos podem aqui comprovar que Euclides não realizou nenhuma experiência física, apenas percebeu e captou conhecimentos metafísicos, em que o Espaço Superior é o seu repositório. O que ele criou? Nada. Ora, tudo o que ele transmitiu já existia em termos de conhecimentos, pois estes não se criam, já que sempre existiram, tendo apenas que ser percebidos e captados por intermédio da percepção oriunda do criptoscópio. Ou será que algum estudioso considera que os conhecimentos da Matemática, considerada em todos os seus ramos, é obra humana? Caso assim venha a considerar, o que é uma pena, deve então atentar para a matemática aplicada, em que nas ciências ela é amplamente utilizada na prática, experimentalmente, para fins específicos, com base no compreensão criativa do intelecto. Ora, em que Euclides utilizou a sua matemática na prática? Quais fins específicos ele atingiu? Nenhum.

Se não existe uma resposta conclusiva para estas indagações feitas acima, vamos então verificar como a Matemática aplicada se processa nas ações de um verdadeiro ser cientista, mais precisamente em Arquimedes, já que Euclides era um ser religioso.

 

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