13.05.04.05- O Ceticismo

A Era da Sabedoria
9 de outubro de 2018 Pamam

O Ceticismo é o sistema saperológico daqueles que examinam as coisas, os fatos e os fenômenos da natureza, mas que duvidam da capacidade da mente humana em alcançar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade inerentes a eles, portanto, sem que ela jamais possa alcançar com certeza a verdade, que, em razão da insuficiência do intelecto para esse desiderato, parece que já encarnam com a disposição para duvidar de tudo, descrentes de que Deus, por ser a Inteligência Universal, o Todo, capacitou-nos para a tudo alcançarmos, consoante a nossa capacidade e a nossa disposição para o estudo, o sofrimento e o raciocínio, as maneiras pelas quais evoluímos, cuja evolução desenvolve a nossa inteligência e possibilita a que ela alcance patamares elevadíssimos, tal como a de Jesus, o Cristo, alcançou, para que tudo possamos apreender, sobretudo a concepção cada vez mais aprofundada do nosso Criador, que aos poucos vai se alojando em nosso corpo mental, desde que não caiamos no equívoco quase unânime de tentar personificá-Lo, tal como se Ele fosse uma simples criatura, assim como nós somos as suas criaturas, só que dotado de poderes sobrenaturais. No entanto, para a felicidade da nossa humanidade, Deus já se encontra devidamente organizado para aqueles espíritos já libertos das peias dos credos e das suas seitas, pelo menos na concepção humana mais elevada, uma vez que não alcançamos ainda a evolução de Jesus, o Cristo, que tinha uma concepção própria, mais real, mais verdadeira, mais universal, tanto que O chamou de Pai.

Como o Ceticismo se caracteriza como sendo qualquer manifestação de questionamento intelectual em relação aos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, a sua natureza é puramente saperológica, já que as experiências físicas acerca da sabedoria são compreendidas e criadas pelo intelecto. Devemos, então, estudar o Ceticismo saperológico, uma vez que ele se caracteriza, equivocadamente, pela pesquisa intelectual em busca dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, cuja pesquisa é realmente inútil, pois que a verdade é investigativa, e não perquisitiva, o que realmente traz certo desânimo aos espíritos que ainda não sabem o valor do esforço criptoscopial que deve ser empregado em qualquer busca investigativa, daí o desalento que leva ao abatimento, que culmina no Ceticismo.

Mas não devemos estudar o Ceticismo em relação direta com os credos e as suas seitas, simplesmente porque tal ceticismo é proveniente de uma inteligência mais desenvolvida, em que o raciocínio mais profundo passa a duvidar acertadamente das crenças e passa a rejeitar o sobrenaturalismo, os misticismos, os dogmas e as revelações mentirosas contidas nos livros ditos sagrados, todos contrários à própria natureza, então tal ceticismo é uma simples manifestação do mais puro racionalismo, pois não se pode crer sem perceber ou compreender com adequação.

O Ceticismo saperológico se manifestou na Grécia, tendo como um dos seus primeiros proponentes Pirro de Élida, que estudou na Índia e defendia a adoção de um Ceticismo mais prático, ou seja, mais experimental. Carnéades discutiu o tema de maneira mais aprofundada, e, contrariando aos estoicos, dizia que a certeza no conhecimento seria impossível. Sexto Empírico é considerado como sendo a autoridade maior do Ceticismo saperológico grego.

Os principais textos do Ceticismo clássico hoje disponíveis não foram conhecidos no período medieval, quando então apareceu por volta de 1430 uma edição latina intitulada de Vidas dos Filósofos, de Diógenes Laércio, elaborada por Ambrogio Traversari, cujo texto teve ampla circulação e grande repercussão, tendo despertado o interesse pelo Ceticismo, quando a partir desse momento o próprio termo cético passa a se difundir.

Existem também os religiosos, os verdadeiros, não os credulários, e os cientistas céticos, notadamente estes últimos, que questionam as crenças com base na compreensão científica, através das experiências físicas. Como geralmente os cientistas são céticos, em virtude de se ocuparem apenas com uma parcela do Saber, já que ainda não possuem o intelecto tão desenvolvido que lhes permitam uma visão do todo, eles passam a considerar a Deus e, por conseguinte, a espiritualidade, como sendo inverificáveis. Quanta ignorância!

Assim, estando restritos às suas respectivas especializações, procuram testar a confiabilidade de certos tipos de afirmações que dizem respeito aos conhecimentos, submetendo-as não a uma investigação doutrinária, mas sim a uma pesquisa sistemática, ao utilizarem alguma forma de método científico, ao que antes indagam: é verificável? Mas agora eles já estão cientes da existência do método veritológico, muito mais profundo que os métodos científicos, por intermédio do qual este autor se tornou um saperólogo, o qual se encontra amplamente explanado em obra própria, no site pamam.com.br, método este proposto anteriormente por Descartes, que era um veritólogo, uma das fontes veritológicas dos saperólogos, ao qual o autor intitulou de Discurso do Método e Meditações da 1ª Filosofia, para que não prospere qualquer dúvida em relação ao fato do Racionalismo Cristão ser a doutrina da verdade.

No entanto, o ceticismo científico não deixa de ter uma grande importância para a nossa humanidade, já que se reveste de uma defesa natural dos seres humanos, que são crédulos e propícios a se acretinarem pela classe sacerdotal, contra o charlatanismo dos credos e das suas seitas criados por essa famigerada classe, que pratica abertamente o estelionato, cujas explicações para as coisas, os fatos e os fenômenos universais são carregados de mistérios, pois que são sobrenaturais, místicas, dogmáticas, sem qualquer alusão à natureza criada por Deus, portanto, mentirosas e contendo interesses escusos.

Mas apesar desse ceticismo envolver a utilização do método científico e do pensamento crítico, isto não significa necessariamente que os céticos utilizem estas ferramentas constantemente, já que às vezes eles são confundidos indevidamente com os cínicos, cuja diferença reside no fato de que o criticismo cético válido, em oposição às dúvidas arbitrárias ou subjetivas sobre um conhecimento, origina-se de um exame objetivo e metodológico, de natureza intelectual, que geralmente é consenso entre os céticos, enquanto que o cinismo é geralmente tido como ponto de vista que mantém uma atitude negativa desnecessária acerca dos motivos humanos e da sinceridade. Assim, as duas posições são mutuamente exclusivas, já que os céticos não podem ser cínicos, nem vice-versa, pois cada um deles representa uma afirmação fundamentalmente diferente sobre a natureza do mundo.

Os céticos científicos são constantemente alvos de acusações de terem a mente fechada ou de inibirem o progresso científico, o qual deveria ter por base a espiritualidade, devido às suas rigorosas exigências de evidências deverem ser cientificamente válidas. Mas a razão disso é que os cientistas ainda não se depararam com a explanação do Racionalismo Cristão em toda a sua plenitude, como agora se encontra explanado neste site de A Filosofia da Administração e no site pamam.com.br, em que este último engloba o Método, o Sistema e a Finalidade, além de outros assuntos inerentes, como os meus ideais trazidos comigo do meu Mundo de Luz. E como eles ainda não adquiriram uma concepção clara e verdadeira acerca da vida fora da matéria, passam a argumentar que as suas críticas, em sua maioria, são provenientes das próprias explicações provenientes de adeptos das crenças pseudocientíficos, tais como as seguintes:

OS CREDOS E AS SUAS SEITAS OU AS FALSAS RELIGIÕES

Neste caso os céticos científicos estão inteiramente corretos em seus ceticismos, pois que as falsas religiões, que na verdade são credos, juntamente com as suas seitas, têm as suas doutrinas todas carentes de racionalidade, sendo alheias à compreensão, cujos adeptos são todos adoradores obstinados e pedintes inveterados, cujas crenças são baseadas no irracionalismo da fé credulária, sem qualquer compreensão e convicção acerca da existência de Deus, geralmente negando a existência dos espíritos, embora se digam espiritualistas, sempre contrários à evolução espiritual, pois creem na existência da salvação em um suposto juízo final, quando serão julgados os vivos e os mortos, com estes ressuscitando, por conseguinte, acreditando em Satanás e no inferno, portando-se quais mansos cordeirinhos em obediência às determinações dos líderes dos seus credos. Assim a ciência encara as falsas religiões por esse único prisma, ignorando totalmente que a verdadeira religião é a sua verdadeira e legítima fonte.

A PARANORMALIDADE

A paranormalidade é o termo empregado para descrever as proposições de uma grande variedade de acontecimentos supostamente anômalos ou estranhos, que se opõem à ordem natural dos fatos, alheios às investigações e as pesquisas científicas, mesmo se alegando que as suas percepções sejam frutos da ignorância, apesar daqueles que seguem ao credo espírita alegarem que o paranormal é o normal que nós não compreendemos. Por isso, diz-se que os acontecimentos são paranormais quando envolvem forças ou agentes que se encontram além das explicações científicas, os quais são misteriosamente vivenciados por aqueles que alegam possuir poderes psíquicos. No entanto, não existe a paranormalidade, pois tudo que existe se enquadra no âmbito da normalidade, segundo os ditames da natureza, pois tudo aquilo que é considerado como sendo paranormal não passa de acontecimentos ainda não explicados, mas que tem uma explicação lógica e racional, rigorosamente inserido no âmbito da natureza. Geralmente os dons tidos como sendo paranormais são oriundos das mediunidades.

A MEDIUNIDADE

A Espiritologia é o tratado do espírito, sendo esse tratado vasto, profundo e eclético, porque abrange o ciclo das evoluções que o espírito realiza desde o seu início, desde a sua origem tal como espírito. Ora, neste caso os conhecimentos metafísicos acerca das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, em si mesmos, devem ser denominados de religiões, enquanto que as suas correspondentes experiências físicas devem ser denominadas de ciências, com tudo estando em conformidade com a sua natureza e com as suas relações entre si, abrangendo tudo aquilo que os cercam, tais como o meio e o ambiente. Esses conhecimentos e essas experiências só se obtêm pelo estudo metódico, observação atenta e análise minuciosa. Portanto, tanto a religião como a ciência são frutos da nossa inteligência, resultados do nosso trabalho, que seguem um curso próprio, estabelecem um método, uma doutrina e um sistema, visando a uma finalidade, para que assim possa satisfazer a uma necessidade do nosso espírito.

Os espíritos mais evoluídos sentem a necessidade de investigar e de pesquisar, são ávidos por perceber e captar conhecimentos e por compreender e criar experiências, pois querem adquirir cada vez mais as parcelas das propriedades da Força e da Energia, por conseguinte da propriedade da Luz, então eles querem luz, sempre luz, cada vez mais luz.

O espaço é incomensurável e o tempo é eterno, que se encontram postos pelas estrelas, as quais fornecem as coordenadas da magnitude do Universo, então a avidez por luz é insaciável, o que possibilita que os teores das parcelas do Saber para estudo sejam praticamente inesgotáveis.

Cada parcela do Saber deve ser representada por um corpo de doutrina e por um corpo de sistema, que sintetiza todas as leis espaciais, os princípios temporais e os preceitos universais, deduzidos da investigação e induzidos da pesquisa do Universo. As parcelas do Saber representam, pois, um conjunto de religião e de ciência. Elas são múltiplas e várias, tantos quantos forem os seus objetos de investigação e de pesquisa, com cada uma visando a sua própria finalidade, mas com cada uma tendo o seu próprio objeto de estudo, ou seja, o assunto com que se ocupa, que possui um lado abstrato, o metafísico, próprio das religiões, e um lado concreto, o físico, próprio das ciências.

Assim, pois, não podem todas as parcelas do Saber aplicar os mesmos métodos, mas cada qual reclama métodos, processos e até aparelhos adequados à observação e análise das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, que são os seus objetos de estudo. É o que se vê e o que se nota em todas as parcelas do Saber até hoje constituídas, tais como a Matemática, a Astronomia, a Física, a Química, a Biologia, o Direito, a Administração de Empresas, a Economia, a Sociologia e outras, com todas tendo as suas matérias de estudo, servindo-se de métodos, processos e aparelhos apropriados, de acordo com a natureza do seu objeto e segundo as suas necessidades de estudo.

Preencherá, então, a Espiritologia a esses requisitos? Satisfará a essas condições para merecer foros de de um tratado para ser aprofundado pelas parcelas do Saber? É lógico que sim, pois a Espiritologia tem por fim nos esclarecer sobre a vida fora da matéria, provando a existência de Deus, por conseguinte, do espírito e da alma, tanto a sua pré-existência como a sua existência após a desencarnação, sobrevivendo ao corpo material, como se forma o nosso corpo mental, formador da nossa inteligência, e como se processa a nossa evolução, satisfazendo assim a uma necessidade iniludível do ser humano, aspiração incessante do nosso “eu”.

Constata-se que a Espiritologia estuda os fatos comuns e ordinários, que são numerosos, aliás, numerosíssimos, os quais constituem uma ordem de fatos e fenômenos até há pouco reputados de sobrenaturais e por isso relegados como sendo inobserváveis, indignos de estudos, investigações e pesquisas, mas que convenientemente observados, provam a existência do espírito e a formação da alma, esclarecem-nos sobre a vida após a desencarnação, pondo sob os nossos olhos maravilhados, estupefatos até, um outro mundo real e verdadeiro, não propriamente o mundo, mas o próprio Universo.

Os fatos e fenômenos que constituem o objeto da Espiritologia não são sobrenaturais, nem mesmo extraordinários, embora possam assim ser considerados por muitos, porque escapam à observação dos que não sabem vê-los. Eles são naturais, como tudo quanto existe no Universo, por isso são comuns, ordinários e até frequentes.

No entanto, para vê-los, observá-los, aprender a notá-los e a reconhecê-los, quando e onde quer que eles se apresentem, é preciso descobrir o instrumento capaz de os registrar, tornando-os evidentes e palpáveis.

Esse instrumento é o médium!

Encontrado o instrumento, estudado em suas aptidões, em que a mediunidade se manifesta de várias maneiras, começam os fatos a ser observados, em princípio os espontâneos, mais tarde os provocados, no intuito de reconhecer a natureza da causa produtora de tais fatos e fenômenos. Como resultado dos estudos espiríticos, a eternidade do espírito, como essência de Deus, e a imortalidade da alma, formada pelas parcelas das Propriedades de Deus, são estatuídas em princípio, estando perfeitamente determinadas por provas irrefutáveis.

A sucessão das existências ou a multiplicidade das vidas corpóreas de uma individualidade consciente — o espírito e a alma humanos — denominada de reencarnação, constitui um preceito universal ao qual estão sujeitos todos os espíritos, sendo esta a condição essencial para o seu progresso evolutivo, pelo menos até um certo estágio de evolução.

Assim, pois, a Espiritologia visa a um fim, estuda uma ordem de fatos e fenômenos, emprega métodos, processos e instrumentos exclusivamente seus, estabelece um corpo de doutrina, cria um corpo de sistema, estatui leis, princípios e preceitos, satisfazendo e preenchendo assim a todos os requisitos exigidos pelas verdadeiras religiões e ciências.

A Espiritologia, portanto, sem qualquer sombra de dúvida, é um tratado que deve ser aprofundado pelas parcelas do Saber, como dito mais acima, sendo realmente vasto, profundo e eclético, pois constrói a síntese da vida humana, abrange o ciclo das evoluções do espírito, do início até ao Cristo, que chamou a Deus de Pai, cujo estágio evolutivo todos deverão alcançar, pois que a nossa finalidade suprema é o retorno para o Criador.

Para não compreender a Espiritologia como sendo um tratado, somente sendo um cego proposital.

O REIKI

O Reiki é uma prática criada em 1922 pelo monge budista japonês Mikao Usui, que tem por base a crença na existência de uma energia vital universal, o Ki, a versão japonesa do conceito chinês Qi ou Chi, a qual é manipulável através da imposição das mãos. Através desta técnica, os praticantes acreditam ser possível canalizar a energia universal em forma de Ki, a fim de restabelecer um suposto equilíbrio natural, tanto espiritual como também emocional e físico.

Ora, é através das vibrações magnéticas, das radiações elétricas e das radiovibrações eletromagnéticas que os seres humanos manifestam as parcelas das propriedades da Força e da Energia que foram adquiridas, com as raiações de luz da amizade e do amor espirituais manifestando a propriedade da Luz em todo o seu esplendor.

Essa imposição das mãos geralmente são passes magnéticos realizados por aqueles que possuem uma mediunidade desenvolvida, devendo ser aprofundados os seus estudos.

O VITALISMO

O vitalismo é uma crença caracterizada por postular a existência de uma força ou impulso vital sem a qual a vida não poderia ser explicada. Trata-se de uma força específica, distinta da energia, estudada pela Física e outras ciências naturais, que atuando sobre a matéria organizada dá como resultado a vida. Esta postura se opõe às explicações mecanicistas que apresentam a vida como sendo o fruto da organização dos sistemas materiais que lhe servem de base.

Esta crença argumenta que os organismos vivos, sendo diferentes da matéria simples, distinguem-se das entidades inertes, porque possuem a força vital, que não é nem física e nem química. Esta força é identificada frequentemente com a alma.

Os vitalistas estabelecem uma fronteira muito clara entre os mundos vivo e inerte. A morte, diferentemente da interpretação que lhe é dada pela ciência moderna, não seria efeito da deterioração da organização do sistema, mas o resultado da perda do impulso vital através da separação do corpo material.

Ora, já é sabido que a vida já se manifesta nos seres atômicos, que não são inertes, tanto que eles procedem as trocas dos seus acervos entre si, os quais já adquiriram parcelas das propriedades da Força e da Energia, embora ínfimas, formando os seus corpos fluídicos, que vão se alojando cada vez mais nesses seres à medida que eles vão evoluindo, passando por todos os reinos, até começarem a adquirir parcelas da propriedade da Luz, quando passam a formar a consciência, adquirindo o raciocínio e o livre arbítrio, em que se coordenam o criptoscópio e o intelecto, quando então se completa a formação da nossa alma, que é composta pelo corpo fluídico e pelo corpo de luz.

Assim, esse vitalismo é apenas a manifestação do corpo fluídico a partir de um determinado estágio evolutivo, por isso os vitalistas afirmam não saber se é força, que contém o magnetismo, ou energia, que contém a eletricidade, já que as suas combinações dão como resultado o eletromagnetismo.

O HOLISMO

A palavra holismo é proveniente do grego holos, que significa inteiro ou todo, a qual traz a ideia de que as propriedades de um sistema, quer se trate de seres humanos ou outros organismos, não podem ser explicadas apenas pela soma dos seus componentes, pois o sistema como um todo determina como se comportam as partes.

Nós podemos resumir o princípio geral do holismo por intermédio de Aristóteles, quando ele afirma que o todo é maior do que a simples soma das suas partes, o que ocorre em função da sinergia, em cujas ações ou esforços das partes de modo simultâneo, associados, obtém-se um resultado bem mais eficaz.

Mas a palavra foi criada por Jan Smuts, o primeiro-ministro da África do Sul, em sua obra intitulada de Holism and Evolution, de 1926, que a definiu da seguinte maneira: “A tendência da natureza, através da evolução criativa, é a de formar qualquer ‘todo’ como sendo maior do que a soma das suas partes”; como que se referindo a Aristóteles.

O holismo vê a natureza como um todo integrado, tal como um imenso organismo, sendo oposto ao atomismo ou mesmo ao materialismo, desde que se ignore a lei da afinidade, o princípio da atração e o preceito da integração. De uma forma ou de outra, o princípio do holismo foi discutido por diversos veritólogos e saperólogos ao longo da história desta nossa civilização, principalmente por Augusto Comte, que era veritólogo, que o instituiu para a religião, por conseguinte, para a ciência, já que esta tem aquela como sendo a sua legítima fonte, ao sobrepor a importância da ideia de conjunto, ou de síntese, sobre a ideia de detalhes, ou de análise detalhada, para uma compreensão mais adequada da ciência em si, e do seu valor para o conjunto da existência humana.

Entretanto, já no nosso tempo, o médico e sociólogo Nicholas A. Christakis, vem explicar o seguinte:

Nos últimos séculos o projeto cartesiano na ciência tem sido insuficiente ou redutor ao pretender romper a matéria em pedaços cada vez menores, na busca do entendimento; e isso pode funcionar até certo ponto… mas também recolocar as coisas em conjunto, a fim de entendê-las melhor, devido à dificuldade ou a complexidade de uma questão ou problema em particular, normalmente, vir sempre mais tarde no desenvolvimento da pesquisa, da abordagem de um cientista, ou no desenvolvimento da ciência”.

De acordo com Humberto Fecher, fala-se, atualmente, em uma nova medicina denominada de holismo. Trata-se de uma visão realmente científica e global na qual se utiliza todas as alternativas de cura, entre as quais podemos mencionar as seguintes:

  • Fitoterapia, que é a cura através das plantas;
  • Cromoterapia, que é a cura através das cores;
  • Energia dos cristais;
  • Integração do corpo com a alma, através da meditação e da ginástica;
  • Sintonização com as correntes magnéticas;
  • Homeopatia;
  • Entre outras.

Estas práticas, desde que exercidas por pessoas idôneas, poderão trazer muitos benefícios à nossa humanidade. Para tanto, é preciso que haja uma legislação específica para a formação de terapeutas holísticos, com conhecimentos religiosos e experiências científicas, com base na espiritualidade, e que investiguem e pesquisem, profundamente, as relações do ser humano com a natureza, para que assim possam, realmente, beneficiar a nossa humanidade. Afinal, todo o corpo humano é formado por seres infra-humanos.

Ora, o corpo humano em si, não é passível de doenças, então, obviamente elas são provenientes do corpo fluídico, que deixa escorrer fluidos deletérios para o corpo material, ou então do avassalamento provocado pelos espíritos obsessores quedados no astral inferior, que com o afastamento deles os seres humanos ficam curados.

Apenas para arrematar o raciocínio e deixá-lo mais completo e legível, devemos considerar que um corpo de doutrina nos fornece os conhecimentos metafísicos acerca das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, enquanto que um corpo de sistema nos fornece as suas experiências físicas, lançando mão dessas coisas para provocar os fatos e os fenômenos, para que então estando as coisas assim ordenadas possam interagir com o meio.

Estando fornecidas logo acima as explicações provenientes dos adeptos de várias crenças pseudocientíficas, podemos agora constatar como é incrível como os céticos materializam a nossa inteligência, mais propriamente o intelecto, e confundem o nosso corpo mental com o próprio cérebro, através do qual ele apenas se exterioriza limitadamente neste mundo. Vejamos o que diz Carl Sagan, astrônomo e cético, sobre este fato:

Você deve manter a sua mente aberta, mas não tão aberta que o cérebro caia”.

Mas cair para onde, meu caro cético? E ainda para completar ainda mais o seu ceticismo, ele também disse o seguinte:

O primeiro vício da humanidade foi a fé e a primeira virtude foi o ceticismo”.

Ora, a fé credulária não é um vício, é apenas falta de raciocínio lógico e de luz espiritual, os quais, quando devidamente desenvolvidos, levam à convicção, por conseguinte, à fé racional, que é uma virtude oriunda do esclarecimento acerca da espiritualidade. E o ceticismo não é virtude, é apenas a consideração da incapacidade da inteligência humana em alcançar os conhecimentos metafísico acerca da verdade através do intelecto, portanto, das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais, em decorrência, caracteriza-se como uma vaidade demonstrada pelo próprio cético, em não haver conseguido alcançar os seus objetivos, por estar utilizando o órgão mental errado, considerando que ninguém mais pode alcançar, nivelando assim os seus semelhantes à sua baixa percepção.

Existem céticos intelectuais engajados no combate a charlatões que propagam doutrinas que, nas suas visões, são falsas e não podem ser explanadas pelas ciências. Esses céticos são denominados de desenganadores, sendo os mais famosos entre eles James Randi, Basava Premanand, Penn e Teller e Harry Houdini. O engraçado é que aqueles que acreditam nas diversas crenças, logicamente que contrários aos grupos de céticos desenganadores, posto que quando não são charlatões, são totalmente acretinados, dizem que as conclusões dos desenganadores estão cheias de interesse próprio, sem mencionarem que interesses próprios são esses, e que nada mais são do que novos movimentos de cruzadas contra os crentes, com a necessidade de assim se afirmarem. No entanto, quando esses mesmos crentes são chamados para comprovar cientificamente as suas doutrinas e alegações, a maioria deles refuga, fugindo a qualquer tipo de discussão, preferindo partir para os ataques pessoais contra esses céticos.

O termo pseudoceticismo, também denominado de ceticismo patológico, é utilizado para denotar as formas que se desviam da verdadeira investigação objetiva acerca das coisas, dos fatos e dos fenômenos universais. A análise mais conhecida do termo foi introduzida por Marcello Truzzi, em 1987, que elaborou a conceituação seguinte:

Uma vez que o Ceticismo adequadamente se refere à dúvida ao invés da negação, ou seja, o descrédito ao invés da crença, os críticos que assumem uma posição negativa, ao invés de uma posição agnóstica ou neutra, mas ainda assim se autointitulam céticos, são, na verdade, pseudocéticos”.

Em sua análise, Marcello Truzzi argumentou que os pseudocéticos apresentam as condutas seguintes:

  • A tendência de negar, ao invés de duvidar;
  • A realização de julgamentos sem uma investigação completa e conclusiva;
  • A utilização de ataques pessoais;
  • A apresentação de evidências insuficientes;
  • A tentativa de desqualificar proponentes de novas ideias os taxando pejorativamente de pseudocientistas, promotores ou praticantes de ciência patológica;
  • A apresentação de contraprovas não fundamentadas ou baseadas apenas em plausibilidade, ao invés de se basearem em evidências;
  • A sugestão de que as evidências inconvincentes são suficientes para se assumir que uma teoria é falsa;
  • A tendência em desqualificar toda e qualquer evidência.

Mas o fato é que até hoje a Saperologia, sob a denominação imprópria de Filosofia, ignorava completamente a existência da Veritologia, a sua principal fonte, daí a mescla que sempre existiu entre ambas. Assim como também a ciência sempre ignorou que a religião é a sua principal fonte, já que esta trata dos conhecimentos e aquela das correspondentes experiências, com os religiosos sendo confundidos com os cientistas e considerados como tal.

Como consequência dessa ignorância que remonta desde priscas eras, a ciência sempre foi inimiga ferrenha da religião, em virtude de a classe sacerdotal haver se apropriado indevidamente do termo religião e de haver “batizado” os seus credos irracionais como tal, apresentando-se a todos como se realmente fossem religiosos, adotando uma falsa identidade, e assim enganando a todos os viventes humanos.

Em razão disso, assim como sempre houve uma mescla entre a Veritologia e a Saperologia, a ciência é mesclada com a religião, e tal como a Saperologia, sob a denominação imprópria de Filosofia, a própria ciência assume pseudamente o duplo papel de perceber e captar conhecimentos e de compreender e criar as correspondentes experiências. Assim, neste duplo papel que pseudamente exerce, a ciência consegue enxergar apenas a dita religião sacerdotal, com tal visão passando a ser baseada no mais exacerbado ceticismo.

Para dirimir todas as dúvidas e acabar com essas mesclas, a Saperologia teve que empregar um tremendo esforço para fazer emergir a Veritologia e separar os campos que as distinguem, estabelecendo que esta é a fonte daquela, como também teve que empregar mais um tremendo esforço para fazer sobressair a verdadeira religião, arrancando-a e a libertando das garras aduncas da classe sacerdotal, para que assim pudesse ser irmanada com a ciência, em um casamento perfeito, separando da mesma maneira os campos que as distinguem, estabelecendo também que a religião é a fonte legítima e verdadeira da ciência.

Estando agora tudo devidamente esclarecido, devemos esperar que as ciências possam estar sempre aberta a novas ideias, por mais estranhas ou absurdas que elas possam parecer, pelo fato dos seus cientistas ainda se encontrarem na fase da imaginação, desde que essas ideias venham devidamente apoiadas em evidências científicas, como a própria Saperologia teve que se apoiar para explanar a doutrina do Racionalismo Cristão, conforme consta neste site de A Filosofia da Administração e no no site pamam.com.br, ao estabelecer um sistema completo que engloba tanto a verdade como a sabedoria, alcançando assim a razão, empregando um método próprio sugerido por Descartes, cujo método todos louvam, mas que ninguém até hoje conseguiu seguir, a não ser este saperólogo que ora se encontra a escrever as suas mal traçadas linhas, e obtendo uma finalidade, cuja explanação se encontra totalmente à disposição das próprias ciências para as suas devidas investigações, pesquisas e análises, por intermédio da Teleologia, sabendo-se que a Teleologia é a ciência das causas e dos efeitos finais, ou seja, a ciência que admite a existência de uma causa primordial, que no caso deve ser a verdade, e do seu correspondente efeito, que no caso deve ser a sabedoria, preestabelecidas para todos as coisas, fatos e fenômenos universais, que tendem para se alcançar a uma finalidade necessária, fundamental, em que prevalece e se destaca a inteligência humana, ao exercer a sua mais elevada função de desvendar os segredos da vida e os enigmas do Universo, esclarecendo a toda a nossa humanidade sobre os porquês de tudo, ou, pelos menos, o mais essencial de tudo.

Aquele que ousa duvidar da inteligência humana, de que ela seja capaz de se alçar aos patamares mais elevados, até conseguir alcançar um pouco da máxima inteligência revelada por Jesus, o Cristo, após todos os esclarecimentos estarem postos à sua disposição, deixará de ser cético, assumindo o papel de néscio, mas que pelo menos fique assim, nesse estado de nese-nese, ou seja, em sua insignificância, pois que é melhor do que ser um cretino adorador, um pedinte rezador, que não busca a evolução espiritual, já que, ao invés de seguir os passos dos grandes espíritos que formaram o ambiente propício para o progresso humano, como demonstrado pela História, buscam os seus endeusamentos, como se tudo deles fosse obtido “por obra e graça de um ridículo espírito santo em forma de pomba”, tirando todos os seus méritos e os esforços empregados na conquista de uma grande elevação espiritual, pois que seguem rigorosa e verdadeiramente o preceito maior, o preceito da evolução, que é universal, além das leis espaciais e dos princípios temporais.

Estando certo de que as ciências, assim consideradas, devem estar sempre abertas a novas ideias, desde que apoiadas em evidências científicas, mesmo que essas ideias preencham a todos os requisitos científicos, mesmo assim, elas devem fazê-lo de forma que sejam sempre devidamente escrutinadas as suas investigações e pesquisas, para que todas elas venham a ser unânimes, de modo a assegurar em uníssono a veracidade das suas implicações e resultados.

Assim, sempre que novos conhecimentos e novas experiências são formulados, toda a comunidade científica deve se mobilizar de modo a comprovar as suas procedências metafísicas e físicas, as quais estão a esteiar toda a teoria. Como em qualquer outro plano elaborado, notadamente o plano de espiritualização da nossa humanidade, quanto mais incomuns forem as novas ideias, mais resistência tendem a enfrentar durante o seu escrutínio por meio da investigação e da pesquisa científicas.

E isso não ocorre apenas no âmbito veritológico e saperológico, mas também no âmbito científico, uma consequência disso é que vários cientistas, como a história mesmo retrata, ao apresentarem as suas ideias, foram inicialmente recebidos com alegações de fraude por colegas que não desejavam ou não eram capazes de aceitar algo que requeria uma mudança em seus pontos de vista já estabelecidos, o que não deixa de ser uma tremenda vaidade.

Como exemplo, podemos citar Michael Faraday, que foi chamado de charlatão pelos seus contemporâneos, quando disse que podia gerar uma corrente elétrica simplesmente movendo um ímã por uma bobina de fio.

Como outro exemplo, podemos citar o fato de Wilbur e Orville Wright terem feito o seu primeiro voo histórico, em Kitty Hawk, em 17 de dezembro de 1903, quando um ano depois, em janeiro de 1905, a revista Scientific American publicou um artigo ridicularizando o voo dos irmãos Wright. E o que é de deixar qualquer um pasmo, é a questão de a revista citar como a principal razão para questionar os irmãos Wright o fato de a imprensa americana ter falhado em cobrir o voo. E não somente esta revista, pois outros se juntaram ao movimento cético, como o New York Herald, o exército americano e inúmeros cientistas americanos, todos se arvorando de uma autoridade que na realidade não possuíam. Somente quando o presidente Theodore Roosevelt ordenou tentativas públicas no Forte Mayers, em 1908, após o voo do 14-bis de Alberto Santos Dumont, em uma aeronave bem mais aprimorada, os irmãos Wright comprovaram as suas afirmações e compeliram os céticos mais ardorosos a aceitarem a realidade das máquinas voadoras mais pesadas que o ar.

Neste contexto, há que se esclarecer que os irmãos Wright foram bem sucedidos em demonstrações públicas do voo da sua máquina cinco anos antes do voo histórico, mas embora esse voo, mesmo não calando os céticos, tenha sido o primeiro onde uma nave mais pesada que o ar alçou voo, o primeiro voo de uma máquina realmente capaz de alçar voo mais pesada que o ar e totalmente por conta própria, sem ajuda de catapultas, é contudo corretamente creditado a Santos Dumont, o qual foi devidamente registrado e documentado.

A maioria das invenções revolucionárias modernas, como o microscópio de corrente de tunelamento, que foi inventado em 1981, ainda encontra intenso ceticismo, com elas sendo tachadas de ridículas quando são anunciadas pela primeira vez, por isso o pioneirismo só pode ser exercido por espíritos que sejam mais evoluídos, de primeira linha, que se destacam dos demais. Tomando consciência deste fato, Max Planck, como físico, consegue adentrar no campo da Saperologia, publicando uma obra intitulada de A Filosofia da Física, em 1936, na qual se expressa corretamente quando diz o seguinte:

Uma importante inovação científica raramente faz o seu caminho vencendo gradualmente e convertendo os seus oponentes: raramente acontece que ‘Saulo’ se torne ‘Paulo’. O que realmente acontece é que os seus oponentes morrem gradualmente e a geração que cresce já está familiarizada com a ideia desde o início”.

Há que se ressaltar, por fim, que tanto Platão como Aristóteles, ambos saperólogos, não eram céticos, pois concordavam plenamente na possibilidade de se conquistar a verdade definitiva. E não somente eles, mas também o próprio Jesus, o Cristo, quando afirmou assim:

Somente a verdade poderá livrar a humanidade das garras da ignorância e levá-la ao cumprimento do dever”.

A verdade, pois, deve ser explanada pela sabedoria, para que assim ambas unidas, irmanadas, congregadas, possam enfim alcançar a razão, quando então própria Saperologia poderá resolver os magnos problemas do mundo, os quais são de natureza puramente espiritual, e nunca material, posto que a matéria não existe, sendo apenas uma ilusão, assim como o sobrenatural não passa de um devaneio.

O Ceticismo no âmbito da Saperologia se manifestou na Grécia Antiga, em que um dos seus primeiros proponentes foi Pirro de Élida, em que o Ceticismo saperológico não deve ser confundido com o ceticismo vulgar. Os seus principais expoentes foram:

  • Pirro de Élida;
  • Timon de Fliunte;
  • Arcesilau;
  • Carnéades;
  • Enesidemo;
  • Sexto Empírico.

 

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