13.05.04.05.02- Timon de Fliunte

A Era da Sabedoria
9 de outubro de 2018 Pamam

Timon de Fliunte encarnou no ano 320 a.C., em Fliunte, uma cidade situada às margens do rio Asopo, próxima a Corinto, no Peloponeso, e desencarnou no ano 230 a.C., considerado como sendo o principal discípulo de Pirro de Élida, que como ele desencarnou com a idade de noventa anos. Assim como o seu mestre, ele não deixou qualquer obra, o seu sistema é conhecido principalmente pelos escritos satíricos do seu discípulo Timon, o Silógrafo, pelo fato de haver sido um célebre autor de poemas satíricos, denominados de Silloi, sendo esta a sua grande contribuição para o pensamento grego.

Os detalhes acerca da sua vida são encontrados nas obras de Diógenes Laércio e de Sexto Empírico. Conta-se que ele foi um dançarino em sua cidade natal, antes de estudar com Stilpo de Megara, tendo assim formado a sua cultura na famosa Escola de Megara. Retornando para Fliunte, casou-se e depois foi para Élida estudar com Pirro, tendo logo após que abandonar temporariamente os estudos, em função dos gastos que tinha para prover os filhos do sustento necessário, indo trabalhar como sofista ensinando a sabedoria em Atenas, especialmente para os jovens ainda adolescentes, o que prova que ele era um intelectual, mas já havia aprendido o suficiente com o seu mestre para não mais deixar de seguir aos seus ensinamentos.

Timon de Fliunte escreveu não somente numerosos poemas, mas também diversos trabalhos em prosa, dos quais alguns fragmentos e comentários conseguiram sobreviver, entre eles a sequência de peças intitulada de Silloi, cujas obras foram compostas em versos hexâmetros. Várias das suas obras foram dedicadas ao seu mestre Pirro de Élida, assim como as descrições do pensamento cético, mas ele também dedicou algumas descrições satíricas sobre outras linhas do sentimento grego, como o epicurismo e o estoicismo.

Outra das suas obras e que restam alguns poucos fragmentos foi Indalmoi, que se refere a imagens e a aparências, na qual alternou versos hexâmetros e pentâmetros. Foi ele quem melhor preservou para as futuras gerações o pensamento dos céticos, em que os seus escritos eram repletos de sátiras e paródias que visavam ridicularizar a credibilidades dos veritólogos sobre a possibilidade da nossa inteligência realmente ser capaz de conseguir perceber e captar os conhecimentos. Como os conhecimentos metafísicos acerca da verdade ainda não haviam sido transmitidos, ele se arvorou do propósito de atacar a tudo o que já havia sido transmitido em termos de conhecimentos, a fim de eliminar as suas influências consideradas como sendo perturbadoras, libertando assim os seres humanos das suas preocupações acerca da verdade.

Timon de Fliunte era totalmente contrário àqueles que admitiam a utilização das sensações como sendo uma confirmação para o alcance da razão, fazendo-lhes uma ferrenha oposição, como, por exemplo, conta-se que certa vez ele viu Arcelau atravessando a praça de Cércopes, quando então indagou ao transeunte:

— Que fazes aqui onde estamos nós, os homens livres?

Nessa sua oposição exemplificada, assim como em outras, ele citava frequentemente o verso 728, o qual diz assim: “Atagás e Numênios se encontraram”; que se trata de um provérbio aplicável a duas pessoas ou mesmo duas coisas de má fama que se encontravam juntas, já que Atagás e Numênios eram os nomes de dois famosos ladrões.

Timon de Fliunte também costumava fazer gracejos de outros tipos, como se pode também deduzir das suas anedotas criativas, como, por exemplo, quando encontrava alguém que se admirava de tudo, ele indagava o seguinte:

— Por que não te admiras de que nós, embora sejamos três, tenhamos apenas quatro olhos?

Esse gracejo depreciativo de si mesmo, ocorreu em virtude do cético ter apenas um olho, assim como o seu discípulo Dioscurides igualmente tinha a visão monocular, pelo que também foi depreciado, enquanto que a pessoa a quem ele indagava era normal.

Em outra ocasião, Arcelau lhe indagou por que ele viera para Atenas, ao que o cético assim respondeu:

— Para rir, vendo-vos em exibição ao ar livre.

 

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