13.05.01.04- A Escola Atomista

A Era da Sabedoria
3 de outubro de 2018 Pamam

Atomismo, em grego antigo atomon, o que não pode ser cortado, indivisível, é uma doutrina natural que se iniciou em duas tradições antigas. Os atomistas transmitiram através de teorias “a priori” que a natureza consiste em dois princípios fundamentais: átomo e vazio. No entanto, sabe-se hoje que não existe o vazio, a não ser dos seres, pois que tudo é preenchido pelos fluidos, que são as combinações entre as propriedades da Força e da Energia, em todos os estágios. Os átomos veritológicos vêm em uma variedade considerada como sendo infinita de formas e tamanhos, com cada uma delas sendo indestrutível, imutável e cercada por um vazio, onde colide com os demais ou se reúnem para formar arranjos. O aglomerado de diferentes formas, arranjos e posições dão origem a várias substâncias macroscópicas no mundo.

As referências ao conceito do atomismo e aos seus átomos, que se iniciaram em duas tradições antigas, são encontradas na Índia do século VI a.C., com as escolas atomistas jainistas, Ajivika e Çarvaka, e com as escolas Nyaya e Vaisheshiga, que também desenvolveram teses sobre como os átomos se combinavam para formar as coisas mais complexas; e na Grécia do século V a.C., com Leucipo e Demócrito. Mas a questão sobre se a cultura hindu influenciou aos gregos ou vice-versa, ou se ambas evoluíram de forma independente, ainda está em questão, a qual é considerada irrelevante, posto que o benefício é para toda a nossa humanidade. Contudo, sem sombra de dúvida, foi na Grécia que o atomismo veio a se desenvolver mais ainda, justamente porque é o mais citado quando se quer fazer qualquer referência em relação ao assunto.

Sob o ponto de vista da cosmologia, os atomistas acreditavam equivocadamente que o espaço seria infinito, com um infinito número de mundos, produzidos por uma aglomeração de átomos que giram em redemoinhos, sendo esta ideia semelhante com as galáxias que hoje conhecemos. Sob o ponto de vista veritológico, o atomismo formulado na Grécia deixa pouca ou nenhuma margem para a intervenção sobrenatural do deus bíblico ou outros deuses. Em razão disso, foi considerado heresia pela Igreja Católica durante a Idade Média. Deve-se aqui ressaltar que sob o ponto de vista da Força Total o espaço é infinito, pois que se encontra em Deus.

Devemos ter sempre em mente que as bases do nosso atomismo, na estrutura da ilusão da matéria e da luz, foram fundadas na Antiguidade Clássica, através desses pioneiros da Veritologia, armados apenas com os seus fabulosos criptoscópios, órgão mental da inteligência destinado a perceber e a captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, sem qualquer aparelho para comprovar ou desmentir a esta ontológica teoria “a priori” sobre a estrutura da matéria, em sua ilusão, servindo para lançar as bases de um atomismo que voltaria a surgir na Renascença, em particular a denominada Teoria Cinética dos Gases, de Boyle, e a Teoria Atomista da Luz, proposta por Descartes e por Newton.

A importância da Escola Atomista se baseia no fato de haverem estes veritólogos da Grécia se antecipado em vários pontos às teorias atômicas modernas. Ainda outros conhecimentos têm apresentado esta escola, porquanto os seus dois representantes e outros que se seguiram posteriormente foram detentores de um vasto saber para a época.

Cronologicamente se situam os dois primeiros atomistas no final do Período Doutrinário, ou Período Pré-socrático, e início do Período Socrático. Tendo se desenvolvido em Abdera, cidade representativa da Trácia, ao norte da Grécia, ao tempo de Aristóteles, alcançou uma repercussão considerável que mantém ressonância na escola de Epicuro, do Período Pós-socrático.

Os conhecimentos vão evoluindo à medida que vão sendo transmitidos, pois que a tendência é que eles passem a formar um conjunto, para que então possa ser formado um corpo de doutrina. Nesse evoluir, quando Filolau de Tebas acrescentou que “todas as coisas existem por necessidade e por harmonia”, o campo estava sendo semeado para que viesse o surto da Escola Atomista, que muitos estudiosos consideram ser uma escola materialista, mas que não é assim, como veremos a seguir com os seus dois principais expoentes, que foram os veritólogos Leucipo e Demócrito.

 

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