13.05.01.03- A Escola Eleática

A Era da Sabedoria
2 de outubro de 2018 Pamam

A oeste de Crotona fica o sítio da antiga Locri, segundo Aristóteles, uma colônia fundada por escravos foragidos, adúlteros e ladrões vindos da Lócrida, no continente grego, uma região formada por dois distritos, o ocidental e o oriental. Sendo vítimas da desordem advinda dos defeitos dessas qualidades morais, os colonizadores recorreram ao oráculo de Delfos para pedir conselho, obtendo a resposta de que eles precisavam de leis. E assim, por volta de 664, Zaleuco foi comissionado para escrever um código de leis, pelo fato de haver sido aluno de Pitágoras e de pertencer a uma família nobre, sendo por isso muito respeitado pelos seus conterrâneos, tendo ele proporcionado ao Locros uma legislação eficiente que representa o primeiro código escrito na história da Grécia.

O próprio Zaleuco afirmava que essa legislação lhe havia sido ditada em sonhos por Atena, embora não tivesse sido a primeira a ser ditado pelos espíritos, e isto é de fundamental importância para o entendimento da espiritualidade que está se processando no decorrer desta obra, pois todos sabem que o Discurso do Método e Meditações da 1ª Filosofia, elaborado por Descartes, teve também a sua elaboração realizada através de sonhos.

Circundando ao norte a ponta do pé da Itália, vamos alcançar a florescente Reggio, fundada pelos messênios por volta de 730 a.C. sob a denominação de Rhegion, mas conhecida pelos romanos como Rhegium. Atravessando o estreito de Messina, chegamos ao ponto onde outrora se situava Laos, passamos depois para a antiga Hiele, a Vélia romana, conhecida na História por Eleia, porque Platão assim a denominou e porque somente os seus veritólogos são lembrados. Foi ali que aportou Xenófanes de Cólofon, aproximadamente em 510 a.C., que foi o fundador da Escola Eleática.

A Escola Eleática, portanto, é uma escola veritológica pré-socrática que recebe essa denominação em função da cidade de Eleia, na antiga Magna Grécia, situada ao sul da Itália, que foi o seu local de florescimento, em que se destacaram quatro grandes veritólogos. Nesse grupo famoso de veritólogos, as questões veritológicas se concentram na comparação entre o conhecimento sensível, advindo dos sentidos, e o conhecimento racional, advindo da percepção, resultando no fato de que o único conhecimento realmente válido é aquele que diz respeito à razão, quando, na realidade, ele diz respeito à verdade.

Devemos, pois, ressaltar os expoentes que se destacaram nesse grupo de veritólogos, que foram os seguintes:

  1. Xenófanes;
  2. Parmênides;
  3. Zenão;
  4. Melisso de Samos.

 

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