13.05.01.02.05- Os números pitagóricos e a função do zero

A Era da Sabedoria
30 de setembro de 2018 Pamam

No tópico que se refere a Pitágoras, foi dito que Temistocleia era a sua alta profetisa, mais propriamente uma médium, tendo sido ela quem transmitiu dos espíritos de luz para ele os fundamentos da Matemática, os quais foram considerados como sendo necessários ao plano de espiritualização da nossa humanidade, por isso, além de saperóloga, os estudiosos também a consideram como sendo matemática. E na qualidade de pitonisa, ela é proveniente de Delfos, onde havia um dos mais importantes oráculos da antiguidade grega.

Em razão disso, Pitágoras seguia uma doutrina diferente, própria e que era somente sua. Pelo fato de que a sua missão neste mundo incluía alavancar os conhecimentos matemáticos, para que esta parcela do Saber depois se especializasse e tomasse o próprio rumo, chegou à conclusão de que todas as coisas são números, e realmente os são, como provaremos mais abaixo, mesmo sem atentar para a realidade de que as coisas são incomensuráveis, mas não infinitas, pois que o Infinito se encontra somente Deus, e que o processo de libertação da alma seria resultante de um esforço mental.

Assim, a purificação resultaria de um trabalho mental, que descobre a estrutura numérica das coisas e tornam, então, a alma como uma unidade harmônica. Os números não seriam, neste caso, os símbolos, mas os valores das grandezas, ou seja, o mundo não seria composto dos números 0, 1, 2, etc., mas dos valores que eles exprimem. Portanto, uma coisa manifestaria externamente a estrutura numérica, sendo esta coisa o que é por causa deste valor. E isto se torna óbvio, pois que sendo coisas podem ser representadas por números, uma vez que o somatório de todas elas é finito, embora representem uma quantidade incomensurável.

Como visto, a missão primordial de Pitágoras era promover o conhecimento de uma parcela do Saber, a Matemática, através da Veritologia, para que depois ela se destacasse e fosse entregue nas mãos dos seres religiosos e cientistas. Em razão disso, para os pitagóricos os números eram sinônimos de harmonia, sendo considerados como a essência das coisas. É por isso que para os pitagóricos o cosmo é regido por relações matemáticas, no que se encontrava absolutamente correto, como provaremos no decorrer deste tópico, neste site de A Filosofia da Administração.

No entanto, não se pode conceber numericamente a extensão da Perfeição do Criador, dadas as Suas Infinitude e Ilimitação, mas podemos conceber numericamente a extensão da imperfeição das Suas criaturas, dadas as suas finitudes e limitações.

Devemos aqui partir do princípio de que quando os seres saltam do seio do Ser Total, individualizando-se, em busca das suas realizações como espíritos, eles passam a ser os seres mais imperfeitos, finitos e limitados que existem, a partir dos seres hidrogênios, desprezando-se aqui as suas formações anteriores, antes da atomicidade, quando nas nebulosas; por conseguinte, quando das suas reintegrações ao seio do Ser Total, eles passam a ser os seres mais perfeitos, infinitos e ilimitados que existem, pois que passam a ter os mesmos atributos do Todo, que são a onipotência, a onipresença e a onisciência.

E agora cabe aqui uma indagação, em cuja resposta podemos repisar a contemplação da Grandeza da Inteligência Universal, de Deus, do Todo que Ele representa, que é a seguinte: Deus é Perfeito, Infinito e Ilimitado, ou Imperfeito, Finito e Limitado?

Vamos primeiramente analisar a resposta por exclusão, para que assim ela possa se tornar mais acessível à compreensão de todos. Se Deus é apenas Perfeito, Infinito e Ilimitado, Ele possui todas as qualidades superiores da Perfeição, da Infinitude e da Ilimitação, mas fica restrito à Sua própria Perfeição, Infinitude e Ilimitação, então seria inconcluso, pois que Lhe faltariam as qualidades da Imperfeição, da Finitude e da Limitação, para que assim pudesse se tornar efetivamente concluso, representando realmente o Todo.

Agora vamos analisar a resposta por inclusão, para que assim ela possa se tornar ainda mais acessível à compreensão de todos. Se Deus é tão Perfeito quanto Imperfeito, tão Infinito quanto Finito, tão Ilimitado quanto Limitado, ele possui todas as qualidades de tudo isso, mas então elas teriam supostamente a mesma extensão. E aqui viria o maior de todos os ilogismos com que a humanidade já se deparou, pois que teríamos duas extensões rigorosamente iguais para cada uma delas, porém com um ponto de observação situado exatamente no meio, que é justamente o sinal de igualdade.

Mas antes de continuar, eu devo aqui esclarecer que como Ser Total Deus é Perfeito, Infinito e Ilimitado, e através dos seres, que são as Suas criaturas, Deus é Imperfeito, Finito e Limitado, pois que estes acervos são depositados em Deus, quando das reintegrações das criaturas ao Seio do Criador. Justamente por isso se diz que Ele é o Todo. Repisando aqui o fato de que todos os seres saltam do Ser Total e adentram no Universo, em busca de se realizarem como espíritos, e que, como tais, retornam para o Criador, levando todos os seus acervos de imperfeição, de finitude e de limitação, quando se encontrarem realmente educados.

Vamos agora supor que os números negativos representem as grandezas das imperfeições, das finitudes e das limitações dos seres, e que os números positivos representem as grandezas da suas trajetórias rumo à perfeição, a infinitude e a Ilimitação. Agora sim, nós podemos saperologar em pequena monta. Para tanto, vamos dar vida e existência à Matemática, como se ela fosse um ser, uma vez que as suas qualidades inferiores e superiores, positivas e negativas, foram adquiridas por intermédio dos deuses matemáticos, que orientaram a Pitágoras através de uma médium, a pitonisa, cujos valores relativos às suas grandezas são capazes de quantificar os seres que se desprenderam do Ser Total e passaram a habitar o Universo.

Assim, vamos manter com a Matemática um pequeno diálogo, que seja o mais breve possível, apenas o suficiente para a explanação ora em pauta, para que assim possamos provar como Pitágoras se encontrava correto, ao afirmar que as coisas podem ser qualificadas como sendo números, o que o faremos da seguinte maneira:

PAMAM — Quem é você Matemática?

MATEMÁTICA — Eu sou a ciência criada pelos cientistas matemáticos, que também me deram um sistema e os métodos que formam as minhas qualidades, as quais são necessárias o suficiente para que eu possa ter como fim determinar os valores das grandezas das coisas umas pelas outras, segundo as relações que existem entre elas.

PAMAM — Não, Matemática, assim você não diz quem seja efetivamente, na realidade. Por isso, ainda não sabe exatamente quem é você mesma, e nem tampouco quais sejam as naturezas do sistema e dos métodos que formam as suas qualidades, já que ignora até a existência da sua doutrina, por isso você também ainda não se encontra totalmente apta para essa sua real finalidade.

MATEMÁTICA — Mas eu somente posso ser aquilo que os cientistas matemáticos, que são os meus criadores, dizem quem sou, em conformidade com as minhas qualidades.

PAMAM — Você não se recorda, mas você não é uma criação dos cientistas matemáticos, você é uma criação de Deus.

MATEMÁTICA — De Deus! Então eu sou igual aos demais seres, assim como todos os seres que evoluem e se tornam seres humanos, que provêm de Deus?

PAMAM — Eu sinto muito, Matemática, mas a resposta é não, absolutamente não.

MATEMÁTICA — Então, se eu sou uma criação de Deus, o que é que me diferencia dos demais seres?

PAMAM — Aquilo com que cada um foi formado.

MATEMÁTICA — Então me responda: de que os seres são formados?

PAMAM — Os seres humanos são formados de substâncias, que são divididas em essência e propriedades. A essência é a substância principal, uma partícula do Ser Total, que representa o ser, ou o espírito, quando eles passam a encarnar como seres humanos. E as propriedades são as substâncias secundárias, que são divididas em Força e Energia, que representam os seus corpos fluídicos, antes deles se tornarem seres humanos, e Luz, quando eles se tornam seres humanos, que representa os seus corpos de luz, com todas elas representando e constituindo as suas almas. Essas substâncias são as mesmas com que Deus é formado.

MATEMÁTICA — Tudo bem. Eu estou conformada. Mas agora você me responda então o seguinte: de que então eu sou formada?

PAMAM — Você é formada de conhecimentos, que formam a sua doutrina, por isso pode ser denominada de Matemática Pura, e de experiências, que formam o seu sistema, por isso pode ser denominada de Matemática Aplicada, cujos conhecimentos e experiências se revelam por intermédio dos seus elementos e das suas propriedades, através dos métodos empregados.

MATEMÁTICA — Dos meus elementos! Arre! Mas o que essa palavra elementos pode significar que tem o poder de me dar uma existência diferente da existência dos seres que são formados de substâncias?

PAMAM — Desde a antiguidade que os seres humanos identificaram quatro elementos que foram considerados como sendo as partes constitutivas de todos os corpos, que foram os seguintes: a terra, a água, o ar e o fogo; no que estão completamente equivocados. E tanto isso é verdade que, atualmente, empregam-se estas palavras para designar os mesmos corpos, mas unicamente no estilo poético, como por exemplo: desencadeou-se contra a esquadra a fúria dos elementos, pois o fogo é um elemento destruidor.

MATEMÁTICA — Não consegui compreender, pois não sou formada de nenhum desses elementos que na antiguidade os seres humanos identificaram.

PAMAM — Exatamente. Mas tenha um pouco mais de calma, que ainda estamos no início da nossa explanação acerca do assunto.

MATEMÁTICA — Tudo bem, estou um pouco mais calma, então você pode continuar.

PAMAM — Na realidade, os conhecimentos e as experiências relativos aos seus elementos entram na composição do Saber, por excelência, ou seja, tudo o que metafísica ou fisicamente se apresenta e se oferece aos nossos sentimentos e pensamentos, respectivamente. Por isso, os seus elementos não podem chegar a vir a ser os seres, e nem os são, mas que servem para formar o Saber, por excelência. Observe que quando os mestres procuram fornecer as primeiras noções acerca de uma determinada matéria, que são os seus rudimentos, eles sempre utilizam a palavra no plural, como os exemplos seguintes: os elementos da gramática, os elementos da geometria, etc.

MATEMÁTICA — Se eu sou formada de conhecimentos e de experiências que dizem respeito aos meus elementos, como eu posso ser uma criação de Deus?

PAMAM — Pois bem. O Saber, por excelência, é proveniente de Deus. Mas os seres humanos o dividem racionalmente em parcelas, que são as parcelas do Saber, para que assim o seu estudo possa ser especializado, pois a inteligência humana ainda não consegue estudá-lo pelo seu todo. A Física, a Química e outras, assim como o Direito, a Administração de Empresas e outras, tais como você, a Matemática, são parcelas do Saber, por isso você é uma criação de Deus.

MATEMÁTICA — Então como eu surgi no seio da humanidade?

PAMAM — Você surgiu através da Veritologia, na ocasião em que os veritólogos perceberam e captaram os seus conhecimentos e os transmitiram para este mundo, e da Saperologia, na ocasião em que os saperólogos criaram as experiências correspondentes a esses conhecimentos e, também, transmitiram-nas para este mundo. Posteriormente, os veritólogos lhe entregaram nas mãos dos religiosos, para que estes percebessem e captassem os seus conhecimentos e formassem a sua doutrina, e os saperólogos lhe entregaram nas mãos dos cientistas, para que estes criassem as suas experiências correspondentes e formassem o seu sistema, no intuito de que todos eles os aprofundassem. Por isso, estando você entregue em boas mãos. Assim, os veritólogos foram tratar de perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que é a missão que lhes corresponde, enquanto que os saperólogos foram tratar de compreender e criar as experiências físicas acerca da sabedoria, a fim de que pudessem explanar a verdade e com ela alcançar a razão, que é a missão que lhes corresponde, possibilitando assim que um novo rumo possa ser dado às vidas dos seres humanos, que formam toda a nossa humanidade.

MATEMÁTICA — Em sendo assim, eu tenho alguma essência?

PAMAM — Sim. Você tem a numeração como sendo a sua essência, que são justamente os seus elementos.

MATEMÁTICA — Mas acontece que eu não tenho apenas um número em minha essência.

PAMAM — Você está certa. Por isso, tal como se fosse uma deusa, você se torna vários números, partindo de um e, logo em seguida, dando origem a outros números, que é justamente a sua numeração.

MATEMÁTICA — Você pode me dizer, então, qual é essa numeração que forma a minha essência, que são os meus elementos?

PAMAM — É claro que sim. Ela é formada pelos seguintes números: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9.

MATEMÁTICA — Neste caso, então, eu posso ter em minha essência a representação de infinitos números?

PAMAM — É claro que não, pois a infinitude só se encontra em Deus.

MATEMÁTICA — E o que cabe então a mim?

PAMAM — Cabe a você, inicialmente, associar os números que representam a sua essência, com os números que representam a essência dos seres individuais, que por sua vez representam a Essência de Deus, e que já saltaram do Seu seio, passando a habitar o Universo. Portanto, esses seres individuais são imperfeitos, finitos e limitados, mesmo com eles saltando do seio de Deus indeterminadamente, embora a sua quantidade seja considerada fora do âmbito da compreensão humana. E aqui podemos observar a Imperfeição, a Finitude e a Limitação do Criador, por intermédio das suas criaturas.

MATEMÁTICA — Não consegui compreender!

PAMAM — Preste bem atenção! Quando os seres, que têm as mesmas substâncias de Deus, individualizam-se, eles vêm como essência e mais as menores parcelas das propriedades da Força e da Energia, então todos eles recebem uma mesma denominação: ser hidrogênio; o mais imperfeito, finito e limitado dos seres.

MATEMÁTICA — O que é o ser hidrogênio?

PAMAM — A sua irmã, a parcela do Saber denominada de Química, diz que ele é um elemento gasoso, mas está completamente equivocada, pois ele não é um elemento, mas sim um ser, mais propriamente um ser atômico, que surge na natureza como sendo um gás inodoro, incolor, insípido e o mais leve de todos os seres, pois que tem pouca massa. Os seres hidrogênios constituem a primeira fase da criação da ilusória matéria, com que são formados os planetas e os outros mundos similares, sendo eles os formadores originais do planeta Terra, por isso esses seres são os mais numerosos neste mundo. Posteriormente, eles evoluem para o ser hélio, que também são muito numerosos, não na mesma proporção, mas mais pesados. E assim continuam as suas evoluções como seres atômicos, até que alcançam a condição de seres moleculares, quando então passam a combinar aos seres atômicos. O ser protóxido de hidrogênio, a água, é um exemplo de ser molecular, pois ele combina dois seres hidrogênios com um ser oxigênio, e aqui vemos você também combinada com a Química, rumo ao Saber, por excelência.

MATEMÁTICA — Então qual é a quantidade de seres hidrogênios?

PAMAM — Será você quem irá nos responder no futuro.

MATEMÁTICA — De que maneira?

PAMAM — Os seres hidrogênios são numericamente limitados, mas não sabemos quantos eles são, pois tal quantificação ainda se encontra fora do alcance da compreensão humana. No entanto, podemos quantificá-los, inicialmente através de uma quantidade indeterminada, que vai servindo de base para a sua essência numérica, a fim de que assim possamos compreender uma certa quantidade associada aos seus números quantitativos já existentes em sua essência, para que, no futuro, nós possamos estendê-la no âmbito destes quantitativos e nos quantitativos das suas evoluções. Para tanto, você tem como fim determinar os valores das grandezas das coisas umas pelas outras, segundo as relações que existem entre elas.

MATEMÁTICA — Qual seria essa quantidade indeterminada?

PAMAM — O zero.

MATEMÁTICA — Neste caso, o zero seria uma quantidade indeterminada que corresponde à quantidade existente de todos os seres hidrogênios?

PAMAM — Exatamente.

MATEMÁTICA — E como se faz essa associação?

PAMAM — A lógica determina que todos os seres hidrogênios que formam um mundo, como o mundo Terra, evoluam praticamente de uma única vez para seres hélios, para que assim, estando todos juntos, possam formar um novo mundo. Mas o mesmo não se dá com os seres humanos, que formam uma humanidade, pelo fato deles terem o livre arbítrio, habitando, de início, o mesmo Mundo de Luz, que foi reservado para eles, cujo Mundo de Luz passou da categoria de mundo-escola para aquela categoria, por isso os mais esforçados vão abandonando a esse Mundo de Luz e ascendendo a outros mais adiantados. Assim, em analogia aos seres humanos, que faz mais eco em nossa compreensão, pelo fato de a ascendência ser escalonada, cada um dos nove primeiros seres hidrogênios que forem evoluindo e se transformando em seres hélios, iremos denominar de 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, e 9.

MATEMÁTICA — Tudo bem, mas você sabe que nessas transformações os seres hélios serão bem mais numerosos do que esses números podem comportar em suas quantificações.

PAMAM — É claro que eu sei, mas é justamente aí que entra a função do zero e as associações dos números.

MATEMÁTICA — Continue.

PAMAM — Nessa analogia com os seres humanos, os seres hidrogênios evoluem. Então, à medida que forem evoluindo, vão deixando de ser uma coisa, o ser hidrogênio, e passam a ser outra coisa, o ser hélio. Assim, o número 1 do ser hidrogênio passa a ser o número 1 do ser hélio, o número 2 do ser hidrogênio passa a ser o número 2 do ser hélio, e assim por diante, até que todos os nove seres hidrogênios passem a ser os nove seres hélios, estando todos devidamente numerados e quantificados.

MATEMÁTICA — Mas aí os seres denominados de hidrogênio ficam limitados a apenas 9, portanto, passam a não mais existir, sendo transformados em outros seres, de acordo com a associação numérica que você fez?

PAMAM — Não. É exatamente o contrário. Observe bem. O zero é exatamente a quantidade indeterminada de todos os seres hidrogênios, que pode ser representado pelo símbolo +0, que determina exatamente a quantidade indeterminada dos seres hidrogênios que vieram do Ser Total, surgindo aqui então o seu primeiro símbolo, que é o +, que representa a adição de todos os seres que vieram do Ser Total e se tornaram seres hidrogênios. Todos os seres hidrogênios deverão ser, obrigatoriamente, seres hélios, por força do preceito da evolução, que pode ser representado pelo símbolo -0, o vir a ser, surgindo aqui então o seu segundo símbolo, que é o -, e que representa a subtração de todos os seres que virão dos seres hidrogênios. O +0, que representa os seres hidrogênios, o ser, deve ter a mesma quantidade do -0, que representa os seres hélios, o vir a ser, surgindo aqui o seu terceiro símbolo, que é o =, e que representa a igualdade quantitativa obrigatória entre os seres hidrogênios que irão se tornar seres hélios. Todos os seres hidrogênios deverão ser subtraídos do +0, até a sua totalidade, então o que era +0 nos seres hidrogênios, o ser, vai passando a não ser, enquanto que os seres hélios deverão ser adicionados ao -0, até a sua totalidade, então o que era -0 nos seres hélios, o não ser, que por isso antes se encontrava indeterminado, vai passando a ser.

MATEMÁTICA — Continue.

PAMAM — Assim, à medida que os números 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, e 9 dos seres hidrogênios forem se tornando seres hélios, a quantidade +0 vai diminuindo. Então, a subtração, que é o seu segundo símbolo, representado por -, vai indicar que a quantidade diminuiu, que ocorreu uma supressão, então a quantidade dos seres hidrogênios vai passando aos poucos a ser +0, -1, -2, -3, -4, -5, -6, -7, -8 e -9. Por outro lado, nos seres hélios, a adição, que é o seu primeiro símbolo, representado por +, vai indicar que a quantidade vai aumentando, que vai ocorrendo um acréscimo, então a sua quantidade vai passando aos poucos a ser -0, +1, +2, +3, +4, +5, +6, +7, +8, +9.

MATEMÁTICA — Eu ainda não compreendi completamente como é que fica a quantidade inicial dos seres hélios?

PAMAM — Já vimos que o nada não existe. Então deve existir alguma quantidade indeterminada que indique a quantidade dos seres hélios que deverão existir, que posteriormente deverá ser determinada, e esta quantidade é exatamente o -0. Observe que estamos abstraindo tudo, como se estivéssemos no início da criação de todos os seres, cuja pretensão não passa de um mero artifício para a apreensão da compreensão, em relação aos seus segredos numéricos. Por isso, vamos incluir esse -0 quantitativo nos seres hélios, tornando-o um número indeterminado, representando um vir a ser, cuja inclusão é plenamente justificável, para que assim não entremos em contradição, e passemos a raciocinar com o nada, já dada e provada a sua inexistência.

MATEMÁTICA — No +0 eu já sei que o indeterminado é a quantidade que não sabemos dos seres hidrogênios que vieram do Ser Total, o que é então o indeterminado no -0?

PAMAM — É o local que ainda não contém as coisas, mas que se encontra reservado para elas.

MATEMÁTICA — Você pode fornecer um exemplo?

PAMAM — Mas é claro. Vejamos o exemplo do nosso estômago, que é o local reservado para os alimentos. Digamos que ele esteja vazio quando nos alimentamos de uma certa quantidade de +0 bananas, que vieram da natureza, ele fica cheio, pois lhe foram adicionados +0 bananas no seu local, cuja quantidade é indeterminada, mas que no decorrer da digestão, suponhamos que cada banana vá para diretamente para o intestino, para facilitar a compreensão, e não para outras partes do corpo, como sendo assim o próximo local reservado para elas, que estando vazio a sua quantidade é -0, portanto, também indeterminada. Na digestão, cada banana que vai saindo do estômago, este vai ficando +0, -1, -2, -3, -4, -5, -6, -7, -8, -9;  e quando cada uma das bananas vai chegando no intestino, este vai ficando -0, +1, +2, +3, +4, +5, +6, +7, +8, +9; quando então se encerra a digestão. Assim, foram o estômago e o intestino quem determinaram a quantidade de bananas. Neste caso, +0 = -0, ou seja, +0 (ser) = -0 (vir a ser), então -1 (o que era) = +1 (o que é), ou seja, o -1 se transformou em +1, sendo o mesmo ser, e assim por diante, pois que em analogia à banana, um ser é igual ao mesmo ser transformado, mas eles tais como coisas passam a se tornar diferentes, pois uma é mais evoluída do que a outra, daí os símbolos de + e – para diferenciá-las uma da outra, com a imperfeição se tornando cada vez menos imperfeita, através do processo da evolução, por isso, tais como coisas, e não como quantidades, o +0  -0, o -1  +1, em suas naturezas intrínsecas, e assim por diante. Note-se que o estômago, ao ficar vazio, encontra-se à espera de que nos alimentemos novamente, pois as 9 bananas foram para o intestino, o que vem a provocar a nossa fome, para que nos alimentemos novamente, por isso dizemos que estamos de estômago vazio, e não que estamos de estômago nada. Nesta analogia, o Ser Total, de onde vêm os seres, representa a natureza, de onde vêm as bananas. O espaço e o tempo que contêm um mundo, onde os seres hidrogênios habitam e recebem as primeiras parcelas das propriedades da Força e da Energia, com os seus componentes, representam o estômago, com os seus ácidos e bactérias, e o espaço e o tempo que contêm outro mundo, para onde os seres hidrogênios se deslocam como sendo seres hélios, com mais parcelas das propriedades da Força e da Energia, representam o intestino, com o seu suco intestinal.

MATEMÁTICA — Mas em que isso vem implicar?

PAMAM — Isso vem implicar que a quantidade indeterminada representada por +0 dos seres hidrogênios, o ser, deverá ser igual à quantidade indeterminada representado pelo -0 dos seres hélios, o vir a ser, e que após a evolução de todos eles o vir a ser passa a ser, com a sua quantidade indeterminada do vir a ser passando a ser determinada pelo ser.

MATEMÁTICA — Neste caso, qual seria a representação da quantidade dos seres hélios, após a evolução dos seres hidrogênios para eles?

PAMAM — À medida que os números -1, -2, -3, -4, -5, -6, -7, -8, -9 dos seres hidrogênios forem se transformando em seres hélios, sendo subtraídos da quantidade indeterminada de +0, é lógico que a quantidade dos seres hélios vai aumentando, com o vir a ser passando a ser, através da adição, indicando que a quantidade vai se revelando pela ação ou o efeito de se somar, que consiste em acrescer uma quantidade a outra que é indeterminada, até que não tenha mais o que somar, quando então fica estabelecida a quantidade definitiva do -0, que antes era indeterminada, deixando de vir a ser e passando a ser. Então a quantidade dos seres hélios vai passando a ser -0, +1, +2, +3, +4, +5, +6, +7, +8, +9; enquanto que a quantidade indeterminada dos seres hidrogênios vai diminuindo, pela ação ou o efeito de subtrair, que consiste em decrescer uma quantidade da outra, com o ser passando ao que foi, até que não tenha mais o que subtrair, quando então ficam estabelecidas as quantidades que eram indeterminadas.

MATEMÁTICA — E esses números tendem para o infinito?

PAMAM — É claro que não, pois o infinito diz respeito ao ilimitado, e o Infinito e o Ilimitado só se encontram na Perfeição de Deus, por isso todos esses seres têm os seus números finitos, embora sejam incomensuráveis. Observe que do Ser Total vêm os seres hidrogênios, em número finito, para formar um mundo, que é também é finito. Os seres hidrogênios se transformam em seres hélios, para se transformar em outro mundo, que também é finito, portanto, imperfeito e limitado. Então eles vão percorrendo a cadeia atômica, formando novos mundos, até que se transformem em seres moleculares. E assim continuam as suas trajetórias evolutivas, até se transformarem em seres celulares, em outros minúsculos seres, em seres vegetais, em seres animais, aonde depois despontam para seres humanos, na condição de espíritos.

MATEMÁTICA — Mas se nos seres hidrogênios o +0, que indica a sua quantidade indeterminada, vai diminuindo, essa quantidade indeterminada que estava a representá-los vai passando a ser outra, esta quantidade também faz parte da minha essência?

PAMAM — É claro que sim. Todos os números e quantidades, sendo estas determinadas ou não, fazem parte da sua essência. E justamente por isso, podemos denominar o +0 de resto, pois do lado dos seres hidrogênios o +0 representa justamente o resto que vai ficando da sua quantidade indeterminada inicial, após as subtrações dos seres hidrogênios que vão passando para seres hélios, ou seja, do ser para o que foi, e o que agora é, nos seres hélios.

MATEMÁTICA — E do lado dos seres hélios?

PAMAM — Do lado dos seres hélios, o -0 representa justamente o resto que vai ficando da sua quantidade indeterminada inicial, que antes era representada pelo vir a ser, mas que do vir a ser passou a ser. Assim, o resto +0 dos seres hidrogênios continuará sendo igual ao resto -0 dos seres hélios.

MATEMÁTICA — Não compreendi.

PAMAM — Observe que, de início, o +0 dos seres hidrogênios representa uma quantidade não determinada, o ser, e que o -0 dos seres hélios representa igualmente uma quantidade não determinada, o vir a ser, que deverá ser preenchido com o ser. Os seres hidrogênios deverão então determinar a quantidade dos seres hélios, o ser, à medida em que nestes forem se transformando, ficando o que era, pois é você quem deve determinar as quantidades das coisas umas pelas outras.

MATEMÁTICA — Estou compreendendo.

PAMAM — Assim, cada ser hidrogênio que passa a ser um ser hélio, vai sendo subtraído da sua quantidade indeterminada +0, o ser, passando a não ser. Em decorrência, vai também somando a quantidade inicial não determinada -0, o vir a ser dos seres hélios, e, ao mesmo tempo, determinando a quantidade esperada, passando a ser. Quando todos os seres hidrogênios passarem a ser os seres hélios, a quantidade esperada que antes era indeterminada, o vir a ser, estará determinada, com o vir a ser sendo totalmente preenchido com a sua quantidade, o ser, então o +0 dos seres hidrogênios, que era indeterminado, ficará determinado, mas vazio de seres, passando ao ser o que foi, que tanto tem a conotação do que era como do que partiu para outro local, que deverá ser novamente preenchido com outros seres vindos do Ser Total.

MATEMÁTICA — Mas o +0 nos seres hidrogênios, o ser, são os seres menos evoluídos, e o -0 nos seres hélios, o vir a ser, são os seres que virão, por isso eles não têm qualquer valor, pois que ainda não são.

PAMAM — Eles podem não ter tanto valor na linguística, que não tendo o mesmo discernimento que você tem, passou a compor a expressão tratar de resto, que significa desprezar, pospor, não fazer caso de. Mas ela mesmo conserta essa expressão, segundo as suas conveniências, quando compõe a locução adverbial de resto, que significa enquanto ao mais, além disso, sendo muitas vezes utilizada a palavra aliás para identificar o resto, que passa a ter um valor mais acentuado. E acentua ainda bem mais esse valor, quando compõe outra locução adverbial a resto, que significa afinal, finalmente, enfim, como se o que ficou do todo estivesse passado para o estágio seguinte, passando a formar o mesmo todo, só que mais evoluído. Então essas expressões devem ser utilizadas segundo as suas importâncias em relação ao texto.

MATEMÁTICA ­— E em mim, que sou a parcela do Saber denominada de Matemática?

PAMAM — Em você existe uma parte denominada de Aritmética, que pertence aos números, por onde se adquire a arte de calcular, onde está exposta a sua essência, em que a razão aritmética de duas quantidades relativas a duas coisas diferentes determina o valor da igualdade entre elas, ou, também, em que a proporção aritmética determina o valor da igualdade de duas razões aritméticas, ou, ainda, em que a progressão aritmética determina uma série de termos em que a diferença entre dois termos consecutivos é constantemente a mesma. E por aí vai, sem que o assunto nos interesse no momento.

MATEMÁTICA — Neste caso, o que vai nos interessar no momento é a razão aritmética dessas duas quantidades que irão determinar o valor da igualdade entre elas?

PAMAM — Exatamente.

MATEMÁTICA — Então qual é a função do 0 nessa razão aritmética?

PAMAM — Observe bem, o +0 é a quantidade numérica indeterminada dos seres hidrogênios vinda do Ser Total, o ser, assim como o -0 é essa mesma quantidade numérica indeterminada dos seres hélios, só que nestes é a quantidade esperada, o vir a ser, pelo fato dele ainda se encontrar vazio de seres, pois que as suas trajetórias pelo Universo já se encontram previamente definidas. Essas mesmas quantidades numéricas indeterminadas em ambos vão se alterando à medida que os seres hidrogênios vão se tornando seres hélios, sendo que os seres hidrogênios vão sendo constantemente subtraídos das suas quantidades numéricas indeterminadas que restaram, recebendo o sinal de -, enquanto que os seres hélios vão sendo constantemente adicionados às suas quantidades numéricas indeterminadas que também restaram, recebendo o sinal de +, passando as novas quantidades numéricas indeterminadas a serem quaisquer outros números que venham a determinar os novos valores quantitativos de ambos, podendo, inclusive, ser 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e as suas combinações.

Por isso, o 0 tem como função auxiliar o sistema posicional dos seres hidrogênios, quando estes abandonam as suas quantidades indeterminadas e passam a ser denominados de seres hélios, cujo símbolo – vai indicar um ser hidrogênio ausente, no interior desta quantidade indeterminada, para determinar que ali se encontrava um ser hidrogênio, pois que aquele espaço é inerente apenas a ele, reservado apenas para ele. Por outro lado, o 0 tem também como função auxiliar o sistema posicional dos seres hélios, quando os seres hidrogênios se transformam em seres hélios e passam a ser quantificados, somando-se ao conjunto vazio, cujo símbolo + indica um ser hélio presente, no interior desta quantidade indeterminada, para determinar que ali agora se encontra um ser hélio. Por essa razão o 0 também se combina com os outros números, pois tudo se combina na natureza

MATEMÁTICA — Tudo bem. Mas agora você pode explicar a função do 0.

PAMAM — É claro. Mas você sabe o que é função?

MATEMÁTICA — Pelo andar da carruagem, eu vou responder que não.

PAMAM — Em sentido geral, a função representa o exercício, o emprego, o uso de algo. Em razão disso, muitos consideram deveras importante o ser humano estar em pleno uso das suas funções intelectuais para as suas ações, tanto no âmbito social como no âmbito profissional. Daí o fato de as funções serem confundidas com os cargos, quando dos seus exercícios, e com os ofícios, quando dos seus desempenhos. É por intermédio da função que podemos exercitar o nosso espírito, cujos conhecimentos metafísicos acerca da verdade e cujas experiências físicas acerca da sabedoria, estando ambos coordenados, vão de encontro à razão. No âmbito que lhe corresponde, que é a Matemática, a função pode ser compreendida como sendo a dependência em que se acha uma quantidade, cujo valor indeterminado é ou pode ser determinado pelo que se pode dar a outra.

MATEMÁTICA — Você pode especificar?

PAMAM — É claro. Observe como é fácil. A quantidade indeterminada inicial dos seres hidrogênios é +0, o ser. À medida em que eles vão se tornando seres hélios, vão subtraindo a essa quantidade indeterminada inicial, passando a ser o que foi. A quantidade indeterminada inicial dos seres hélios é -0, o vir a ser, e à medida em que os seres hidrogênios vão se tornando seres hélios, vão somando a essa quantidade, com o vir a ser passando a ser. Essas subtrações nos seres hidrogênios são exatamente iguais às adições dos seres hélios. Por fim, os valores que foram adicionados às quantidades dos seres hélios, vão determinar o valor do -0, com todo o vir a ser passando a ser, que é igual ao valor do +0 dos seres hidrogênios, com o ser passando ao que era.

MATEMÁTICA — Você pode exemplificar com números?

PAMAM — Novamente? Sim. É óbvio. Para tanto, vamos partir da quantidade indeterminada dos seres hidrogênios como sendo +0 e dos seres hélios como sendo -0. Então, quando um ser hidrogênio passa a ser um ser hélio, a sua quantidade passa a ser +0, -1, o que corresponde a exatamente -0, +1, na quantidade dos seres hélios. Quando outro ser hidrogênio passa a ser um outro ser hélio, a sua quantidade passa a ser +0, -1, -2, o que corresponde a -0, +1, +2, na quantidade dos seres hélios. E assim por diante. Observe que os novos valores em que se acham as quantidades dos seres hélios, são exatamente iguais aos valores que foram determinados pelos seres hidrogênios. Digamos que a quantidade de seres hidrogênios seja agora de +0, -1, -2, …, -999; então a quantidade de seres hélios será de -0, +1, +2, …, + 999. Agora vamos supor que só resta apenas um ser hidrogênio para se tornar ser hélio. No momento em que ele se tornar um ser hélio, a sua quantidade será +0, -1, -2, …, -999, -1000; e a quantidade de seres hélios será de -0, +1, +2, …, +999, +1000. Como não tem mais nenhum ser hidrogênio para se tornar ser hélio, a quantidade dos seres hidrogênios será 1000, com todo o ser passando ao que era, e a quantidade dos seres hélios será também 1000, com todo o vir a ser passando a ser.

MATEMÁTICA — E como ficam o +0 e o -0?

PAMAM — Você deve compreender que nós estávamos tratando o +0 como sendo uma quantidade de seres hidrogênios indeterminada, que iria se tornar toda ela seres hélios, para que o -0 pudesse determiná-la. Portanto, o -0 e o +0 desaparecem, pelo fato de ambos haverem se combinado com os demais números, para obterem o resultado dessa determinação. Assim, como no exemplo mais acima, o +0 combinado com os demais números passa a ser -1000, pois o ser passa ao que foi ou ao que era, enquanto que o -0 combinado com os demais números passa a ser +1000, pois o vir a ser passa a ser. Assim, eles podem ser utilizados novamente para uma nova quantidade de seres hidrogênios provenientes do Ser Total, que irá compor um novo +0, que por sua vez irá se tornar também seres hélios, que irá compor um novo -0. Só que esse +0 será subtraído de -1000, enquanto que o -0 será adicionado de +1000, para que todos os seres hidrogênios possam ser novamente quantificados pelos seres hélios, quando eles nestes se transformarem. E assim por diante. Então, fica provado e comprovado tanto a possibilidade da contagem de todos os seres, como também que o nada não existe.

MATEMÁTICA — Você pode tecer mais alguns comentários sobre o nada, antes de mais explanações sobre o 0?

PAMAM — E ainda precisa?

MATEMÁTICA — Para mim, sim.

PAMAM — Tudo bem. Mas você já deveria ter concluído que o nada, em seu teor, é a negação da existência. Vejamos, pois, dois autores que em seus escritos, embora um tanto quanto confusos, quando se referem ao nada, pelo fato de não conseguirem expressar a negação da existência, misturando tudo, dão-nos de qualquer maneira, alguma ideia a respeito, como em Alexandre Herculano: “As profundezas do nada.”; ou como em Castilho: “O que foi torna a ser; o que é perde existência; o palpável é nada; o nada assume essência”. O nada às vezes é considerado como sendo algo que representa a inanidade, algo inerte, vão, nulo, como em Tolentino: “Mas vossas mãos milagrosas convertem nada em ouro”; ou como em Garret: “Inanidade, nenhum valor: o nada destas mentiras”. O nada outras vezes é considerado como sendo algo que representa uma bagatela, nonada, como em Latino Coelho: “Os deslumbrantes nadas com que a fortuna enfeita as personagens da sua tragicomédia”. O nada pode ser utilizado quando algo não serve para coisa alguma, de nada servir, ou seja, não ter serventia e nem utilidade alguma, como novamente em Tolentino: “Poesia malfadada assenta, amigo Luís, que nunca serviu de nada”. O nada também pode ser utilizado quando algo não se presta a coisa alguma, não tem préstimo e nem aplicação, como novamente em Castilho: “O que é mister saber ninguém mo atinge e o que se alcança para nada presta”. O nada ainda pode ser utilizado quando não se dá coisa alguma a alguém, em relação a algum objeto, ou de algum objeto, não lhe importar, ser-lhe indiferente, como mais um vez em Tolentino: “Já se dá pouco ou nada de sua guerra pequena”. Muito mais aplicações tem a palavra nada, mas bastam apenas estas para que se possa compreender a contento que ela é a negação da existência.

MATEMÁTICA — Dá-se para ter alguma lição da comparação entre o 0 e o nada?

PAMAM — Sim. É lógico. E que lição! Que todos os seres humanos prestem bem atenção, e disso fiquem bem cientes, ninguém deve confundir o 0 com o nada, pois quando dizem ele ficou reduzido a zero, é muito diferente de ser reduzido a nada, pois o nada não existe, mas o 0 sim, e aqui ele se refere geralmente à perda de bens materiais, o que era, podendo ser às vezes ocasionado por graves abalos morais. Então, isto significa dizer que o ser humano ainda se encontra de posse de todos os seus atributos, que refletem as suas qualidades, que estão indeterminados pelo que era, por isso ele ainda consegue lutar e vencer, com sobras, para que possa se elevar a outro patamar, mais firme e sólido, desde que envide esforços na luta por essa elevação, transformando o que era no ser.

MATEMÁTICA — Só mais uma pergunta sobre o nada: de onde ele surgiu?

PAMAM — O nada surgiu da imaginação ainda muito infantil do ser humano, proveniente da ignorância, sendo posteriormente intensificado pelos sacerdotes, geralmente agindo com maldade, desprovidos de moral, de ética, de honestidade, de boa intenção, para que possam acumular poder e riqueza, poucas vezes agindo sem maldades, no que se tornam uns verdadeiros néscios, mas ambos semeando a moléstia da ignorância, que Jesus, o Cristo, afirmou ser o grande mal da nossa humanidade, e que sendo contagiosa, acarreta em todos o achaque, a doença, a enfermidade, a dor, causando uma verdadeira epidemia na nossa humanidade. Por isso, eles criaram um deus à imagem e semelhança do homem, mais propriamente da classe sacerdotal, mas afirmando ser o inverso, que esse deus criou o homem à sua imagem e semelhança, com esse deus de carne e osso, feito um ser humano, criando todas as coisas a partir do nada, como se o nada fosse um imenso depósito, quando o correto seria tirar de si mesmo, das suas substâncias, todas as coisas, como o verdadeiro Deus, sendo Ele a Coisa Total, por isso esse deus é a negação da existência. Em seguida, a classe sacerdotal, com astúcia, manha e sagacidade, criou o instituto da fé credulária, para prender, para manter acorrentados, para fanatizar a todos os seus arrebanhados, chegando até a dizer que essa fé credulária move montanhas, pois que com a convicção, que tem como base a racionalidade, eles jamais conseguiriam a esse seu nefasto intento. Por isso, o que a fé credulária é capaz de proporcionar? Vejamos o seguinte: o massacre dos judeus, as guerras das Cruzadas, as guerras papais, as guerras entre as nações provocadas pelos papas, a Inquisição, a queimação das mulheres consideradas como sendo feiticeiras, o assassinato de grandes espíritos como Joana D’Arc e Giordano Bruno, a guerra sangrenta entre católicos e protestantes em algumas nações, etc. E como se não bastasse tudo isso que foi relacionado, proporcionam ainda hoje os conflitos sangrentos no Oriente Médio. Quando, na realidade, a imaginação deve ser utilizada para desenvolver o nosso poder criador, com o fim de que possamos compreender e criar experiências terrenas com base nos conhecimentos que são percebidos e captados neste mundo. Quando não, para que a concepção dos saperólogos, com base na sabedoria, compreendida e criada do Tempo Futuro, possam dirigir os rumos da nossa humanidade, tendo como fonte fidedigna a verdade percebida e captada do Espaço Superior.

MATEMÁTICA — Estou satisfeita. Mas agora voltemos ao assunto: e o 0?

PAMAM — Em primeiro lugar, vamos determinar se o 0 é conhecimento, proveniente da Veritologia, ou se é experiência, proveniente da Saperologia, pois os matemáticos, sejam eles religiosos ou cientistas, ainda não possuem as condições criptoscópicas e intelectuais, respectivamente, para tal discernimento, já que eles nem sequer conseguem se diferenciar entre si, em suas respectivas áreas de atuação.

MATEMÁTICA — Concordo. Então o 0 é conhecimento ou experiência?

PAMAM — É óbvio que é conhecimento.

MATEMÁTICA — Por quê?

PAMAM — Observe bem. Caso ele não fosse conhecimento, caso já não estivesse posto no espaço para ser percebido e captado, não poderíamos representá-lo como o representamos como sendo a quantidade indeterminada já posta dos seres hidrogênios e dos seres hélios, por isso esse conhecimento é combinado com o conhecimento da verdade, que somente a sabedoria pode explanar. Em decorrência, caso não fosse assim, nós teríamos que criar os símbolos para os números após o nove, que seriam dez, onze, doze, e assim por diante, mas sem o 0. Então teríamos uma extensão indefinida de números, o que impossibilitaria a realização dos cálculos. E sem a realização dos cálculos, não nos seria permitido a identificação de vários outros números, como o abstrato, o concreto, o complexo, o incomplexo, o primo, o racional ou comensurável, o irracional ou incomensurável, o perfeito, o imperfeito, o par, o ímpar, o inteiro, o misto ou fracionário, o decimal, os homogêneos, os heterogêneos. E por falar em número, veja só quanta baboseira não nos revela essa Bíblia mentirosa e perigosa, pois o nome do último livro do Pentateuco é denominado de Números, que tem a pretensão estúpida da numeração do povo do deus bíblico, como se todos os seres não fossem do verdadeiro Deus. Aceitar que os nossos semelhantes sigam a essa tenebrosa Bíblia, temos que aceitar, pois todos eles têm o livre arbítrio, mas nós engolimos a essa aceitação tal como se fosse um peixe inteiro, com escamas, espinhas e tudo o mais, pelo fato disso nos causar uma tremenda dor, uma vez que lutamos desesperadamente para os seus esclarecimentos acerca da vida fora da ilusão da matéria e do devaneio do sobrenatural, por conseguinte, para as suas espiritualizações.

MATEMÁTICA — Quer dizer que o 0 não é uma invenção humana?

PAMAM — É claro que não. Você já sabe que o nada não existe, então os seres humanos jamais poderiam quantificar e representar o que não existe, o inexistente. Tudo que existe faz parte da natureza, é proveniente de Deus, então é natural, e o que não existe não faz parte da natureza, é proveniente da imaginação humana, que todos denominam de matéria ou de sobrenatural, mas que, na realidade, é antinatural, pois agride a natureza. Mas como o 0 existe, isso implica em dizer que ele sempre existiu, pois sempre fez parte da sua essência, da numeração, ou seja, da Matemática, que é uma parcela do Saber, e o Saber Total é proveniente de Deus. Caso contrário, nós não poderíamos mensurar as coisas, os fatos e os fenômenos da natureza, o que seria fatalmente ilógico, justamente por isso ele tem a sua própria função.

MATEMÁTICA — Então qual é a função do 0?

PAMAM — Para responder a essa pergunta, vamos raciocinar a partir de um suposto princípio de criação. Note bem, não propriamente do princípio da criação, pois que a criação sempre existiu, embora tal afirmativa seja de difícil compreensão, daí podermos partir de um princípio análogo. A primeira função do 0 foi quantificar os primeiros seres hidrogênios, que sendo indeterminado, possibilitou a sua contagem, +0, -1, -2, -3, -4, -5, -6, -7, -8, -9, até que ele fosse identificado com a quantidade de todos os seres hidrogênios, quando o último se tornou um ser hélio.

MATEMÁTICA — Eu estou constatando uma limitação nessa função.

PAMAM — Você está equivocada, pois não há limitação alguma, o que está ocorrendo é que você está colocando o carro diante dos bois, uma vez que essa limitação a que você se refere é justamente a segunda função do 0.

MATEMÁTICA — Tudo bem. Qual é então a segunda função do zero?

PAMAM — É justamente provar que o 0 tem valor, que ele também é um número, embora represente uma quantidade indeterminada, e que por isso pode se combinar com todos os outros números, pois já dissemos que na natureza tudo se combina. Observe que, quando o 0 está só, ele representa a quantidade de todos os seres hidrogênios, assim: +0; quando nesta quantidade estão incluídos todos os números, que também sempre existiram, mas que é o rei 0 quem representa a sua quantidade. Quando ele fica à esquerda, isto significa que um dos números que ele estava representando o abandonou e surgiu à vista de todos, é o número -1, que agora vai representar a quantidade dos seres hélios, passando a ser o seu legítimo representante em outro estágio evolutivo, assim: -0, +1; sem esquecer que estamos supostamente no princípio de uma criação. E o mesmo ocorre com os números 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9. Se o colocarmos diretamente à esquerda desses números, sem a vírgula, ele se tornará uma simples companhia, sem qualquer influência quantitativa, como a indicar que esses números são provenientes da quantidade que ele estava a representar.

MATEMÁTICA — Mas nesse caso os números irão abandonar de vez os seres hidrogênios?

PAMAM — É óbvio que não. Não esqueça que estamos tratando de conhecimentos. E todos os conhecimentos se encontram no espaço, por isso sempre existiram, tendo que ser percebidos e captados por intermédio do criptoscópio, que é o nosso órgão mental que tem esse poder. Isso implica em dizer que cada ser hidrogênio tem o seu próprio lugar que ocupa no espaço, com todos sendo representados pelo +0. Quando cada um passa a percorrer o seu próprio espaço, em sua evolução, torna-se um ser hélio. Assim, do local em que ele partiu, até o local em que agora se encontra a ocupar, fica marcada e gravada a sua esteira evolutiva, cujo caminho é só dele, por ser próprio dele, o qual jamais será percorrido por outro ser. E assim vai ocorrendo o mesmo com os demais seres hidrogênios.

MATEMÁTICA — E como fica marcada e gravada a sua esteira evolutiva?

PAMAM — Quando ele se torna um ser hélio, a quantidade de seres hidrogênios passa a ser +0, -1, identificando claramente o local que ele estava a ocupar, e a quantidade de seres hélios passa a ser -0, +1, indicando o local que ele agora se encontra a ocupar. Isto implica em dizer que ele percorreu todo o espaço que corresponde ao local que ele ocupava ao local que agora se encontra a ocupar, em um determinado tempo, o qual pode ser representado por uma reta, que é um simples traço, a mais simples noção dos conhecimentos da sua geometria.

MATEMÁTICA — Não consegui compreender a contento.

PAMAM — É porque você pensa que está lidando apenas com números, esquecendo-se dos ensinamentos de Pitágoras, sendo, portanto, uma parcela do Saber, e que por isso tem que se combinar com as outras parcelas do Saber. Por isso, vamos recorrer à linguística, da mesma maneira como recorremos a você, para que possamos proceder com a devida explicação acerca da imperfeição e da perfeição.

MATEMÁTICA — Podemos começar com a explicação linguística do que seja um traço.

PAMAM — Neste caso, vamos ter que embutir a explicação do que seja uma reta. Pois bem, um traço representa ações no tempo, cujo efeito parte de um local e se estende a outro, que podem ser representados por dois pontos, tal como o ser, que é individualizado, que se encontrava em um ponto e se deslocou para outro, onde agora se encontra. Esses dois pontos têm que ser percorridos pela sua menor distância, que é uma reta, pois a evolução tem pressa, seguindo sempre a um ritmo estabelecido por Deus, daí a razão pela qual você afirma que uma reta é a menor distância entre dois pontos, sem saber o porquê de tal afirmação, olvidando de que ela também serve para que os seres possam vir a ocupar as menores porções do espaço, em um determinado tempo, deixando um traço definido, pois que o ser traçou a sua trajetória evolutiva, que segue a direção da reta, daí a expressão retilíneo, para indicar aquilo que seja austero, rígido, honesto, incurvável, por isso as curvaturas vertebrais e as genuflexões para as reverências a um deus ou a um santo qualquer indicarem a não retidão dos seres humanos, pois caso os seres se deslocassem em curvaturas, além de ocupar mais espaço, em mais tempo, impossibilitariam a existência da reta, pois fatalmente haveria entrechoques entre eles, quando ela fosse traçada, com um ou vários seres ocupando o mesmo espaço. E aqui vamos passar para a parcela do Saber denominada de Física, para corrigi-la, quando ela diz que dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo, pois o correto é nem ao mesmo tempo e nem em tempo algum, pois aquele espaço percorrido no tempo já se encontra totalmente preenchido pelo poder dos seres, que formam justamente os seus caminhos, por onde somente ele pode trafegar, indo para frente no decorrer do processo da evolução, e voltando no decorrer de avaliar a sua vida pregressa, e mais ninguém, embora tudo esteja ao alcance da visão espiritual, já que nesse tráfego não pode ter abalroamentos.

MATEMÁTICA — Esse traço que representa uma reta é obra exclusiva do ser?

PAMAM — Não. Essa reta foi previamente traçada com a pena do escritor, com o lápis do arquiteto, com o pincel do artista, todos provenientes do Criador, que agora se encontra individualizado, sendo óbvio que não totalmente, sendo representado por uma das suas criaturas, por intermédio das quais podemos observar a imperfeição, a finitude e a limitação do Criador, que é justamente a impressão, o vestígio, o rastro, o sinal do trecho da passagem de todos os seres que se deslocam pelo espaço e pelo tempo, portanto, pelo Universo, sem princípio e sem fim, sem fim estático, ocupando os espaços e os tempos que lhe foram destinados no decorrer do processo da evolução. Por isso, cada ser tem uma posição específica no Universo, que lhe é própria e inerente, então nós podemos dizer que somos indestrutíveis e insubstituíveis, caso contrário, haveriam espaços e tempos em branco, com o nada passando a existir, que é a negação da existência. Calcule agora, caso consiga tal proeza, o atraso mental daqueles que são partidários da salvação, com os condenados sendo exterminados, indo para o nada, ou então para o inferno, que está a ocupar um local no espaço e no tempo, portanto, no Universo, tirando a onipresença futura de todos os seres, inclusive de Deus. E aqui se inicia o seu conhecimento sobre a geometria.

MATEMÁTICA — De que maneira?

PAMAM — Todas essas retas representam os primeiros traços de um plano a ser traçado por todas essas retas.

MATEMÁTICA — Não compreendi.

PAMAM — Mas vai compreender. O espaço em si é indefinido, assim como o tempo. Com os seres e as suas evoluções eles passam a ser definidos. Todos os seres hidrogênios vão evoluindo, deslocando-se no espaço e no tempo em linha reta, para que se tornem seres hélios. Ele representa um gás, o mais leve que existe, porém mais evoluído de que quando formava uma nebulosa. Em cada um desses deslocamentos ele vai traçando a sua linha, que é uma reta, deixando o seu rastro, que é justamente a sua esteira evolutiva, até que alcança o limite desta reta como sendo ser hidrogênio, sendo todas elas limitadas. Essas retas partem dos seus respectivos pontos iniciais em todas as direções e sentidos, ocupando os seus próprios espaços, em um determinado tempo, mas todas juntas, formando um mundo, por isso este também se desloca pelo Universo É óbvio que a quantidade dos seres hidrogênios é a mesma quantidade das retas. Todos os seres hidrogênios, com as suas respectivas retas, ou as suas trajetórias evolutivas, passam a estender o comprimento das suas respectivas retas, interagindo uns com os outros, onde as suas retas se cruzam de todas as maneiras possíveis e imaginárias, mas sem que elas ocupem os traçados umas das outras, pois cada traçado é individual. Nessas extensões, elas possibilitam a formação de todos os tipos de figuras, inclusive da figura geral de todos os seres hidrogênios, que é justamente a figura do mundo que elas formaram e estão a formar. Por isso, todos os mundos evoluem, percorrendo o Universo, em um determinado tempo, relativo a cada um dos seres que o integram, uma vez que são formados de seres.

MATEMÁTICA — E onde se encontra o plano?

PAMAM — O plano é justamente o conjunto da esteira evolutiva de cada um dos seres hidrogênios, que estando juntos, em interação, formam um mundo, que por sua vez vai formando a sua própria esteira evolutiva. Nessa esteira evolutiva se encontram todas as suas retas, que vão formando todos os tipos de figuras, que são justamente os espaços vazios reservados para serem preenchidos com os outros seres mais evoluídos, no tempo certo, pois que o tempo é o grande responsável pela interação de todos os seres.

MATEMÁTICA — Agora escureceu a minha visão.

PAMAM — Então nós vamos clareá-la com a nossa luz. Quando todos os seres hidrogênios passam a ser seres hélios, eles adquiriram todos os conhecimentos e todas as experiências relativas aos seres hidrogênios, e agora passam a adquirir os novos conhecimentos e as novas experiências relativas aos seres hélios. Eles então passam a formar um novo mundo mais evoluído. O mundo dos seres hidrogênios não se acabou, apenas se transformou. E assim eles vão percorrendo toda a cadeia atômica evolutiva, até alcançarem o último estágio da atomicidade, quando então estarão aptos a serem seres moleculares. Ao se tornarem seres moleculares, eles passam a formar um novo mundo. Neste mundo, eles vão adquirir todos os conhecimentos e todas as experiências que dizem respeito aos seres moleculares.

MATEMÁTICA — A minha visão continua escura.

PAMAM — Então vamos intensificando a iluminância, que deve ser aos poucos, para não ofuscar de vez a sua visão. Todos os seres que evoluíram percorrendo toda a cadeia atômica, conquistaram um espaço e um tempo correspondentes a cada um dos seres atômicos. Isso implica em dizer que cada ser atômico tem o seu próprio universo. Este universo dá as coordenadas do espaço e do tempo que ele percorreu. Então eles passam a retornar constantemente dos mundos que formaram e vão todos para o mundo dos seres hidrogênios, cada um com o seu próprio universo, para que lá possam todos ocupar os espaços e os tempos vazios que existem nos universos dos seres hidrogênios, com os seus respectivos universos, passando a formar um mundo-escola. É por isso que de uma nebulosa um mundo vai se tornando um planeta. Nesse preenchimento de universos proporcionados por todos os seres atômicos, o mundo dos seres hidrogênios vai tomando um nova forma planetária, então as figuras geométricas vão se revelando de todas as maneiras.

MATEMÁTICA — A minha visão agora está mais clara.

PAMAM — Então vamos intensificar ainda mais a iluminância. Quando todos os seres atômicos tiverem preenchido todos os universos vazios do mundo dos seres hidrogênios, a solidez deste mundo adquire uma forma definitiva, estando ele mais ou menos compactado. Não devemos esquecer da lei da afinidade e do princípio da atração, onde os afins se atraem e os contrários se repelem. Com isso, muitos seres atômicos do mesmo grau evolutivo ficam juntos uns com os outros, como é o caso do ser ferro, um metal duro e maleável, privado de toda a elasticidade, mas com propriedades magnéticas muito acentuadas, que tem inúmeras utilidades. Como esses seres atômicos não têm livre arbítrio, eles são dirigidos pela espiritualidade, que os colocam juntos em locais predeterminados. Daí as jazidas, ou minas, ou filões de ferro, de ouro e outros seres atômicos, que é o local em que eles jazem, daí o verbo jazer significar o ser humano que está deitado, estendido no chão, ou em uma cama, mais propriamente estando imóvel, ou quase, como quem perdeu a sensibilidade, tal como os seres atômicos, mas estando situado, quieto, sossegado, e, por fim, quando da desencarnação, o jazigo, o lugar da sepultura, que vai proporcionar o comércio dos cemitérios e as romarias das visitas aos jazigos, principalmente no dia de finados, quando o correto é extinguir de vez com esse comércio e com essas romarias, procedendo à cremação dos corpos humanos, que com a ausência dos espíritos com as suas almas, não passam de seres deste e de outros mundos, que irão se decompor com essa ausência, mas mesmo assim ensejando o incremento de um novo tipo de comércio, o da cremação, para que a economia continue.

MATEMÁTICA — E a geometria?

PAMAM — É justamente um dos seus ramos de estudo, que se ocupa com as questões das formas, tamanho e posição das figuras que são formadas pelos seres que se encontram interagindo em um mundo-escola, identificando as propriedades desses espaços. Desde a antiguidade que os veritólogos e os saperólogos vêm obtendo conhecimentos e experiências, respectivamente, sobre as naturezas do comprimento, área e volume, como é exemplo o veritólogo Pitágoras. Estando fornecidos os seus fundamentos iniciais, a geometria foi posta em uma forma axiomática pelo religioso Euclides, no século III a.C., ao que se denominou de geometria euclidiana, em que esse religioso estabeleceu um padrão que perdurou por vários séculos. A seguir, o cientista Arquimedes desenvolveu métodos altamente criativos, que possibilitaram as técnicas para calcular áreas e volumes, antecipando até o cálculo integral.

MATEMÁTICA — Você pode mostrar uma figura resultante da interação dos seres neste mundo-escola?

PAMAM — As figuras postas abaixo mostram os espaços resultantes da interação entre os seres neste nosso mundo-escola. Salientando aqui que também dizem respeito a outros mundos-escolas, em razão das suas analogias.

MATEMÁTICA — Mas como os seres vão interagir uns com os outros?

PAMAM — Isso não é da sua competência, mas sim da sua irmã, a parcela do Saber denominada de Química. Mas mesmo assim eu vou responder a essa sua pergunta. Quando os seres atômicos conseguem percorrer toda a cadeia da atomicidade, em suas evoluções, eles ascendem a um estágio seguinte, passando a ser seres moleculares, adquirindo então a capacidade de interagir com os seres atômicos e ensejando a que estes possam interagir entre si. Assim, tal como os seres atômicos, eles conquistaram um universo, só que mais amplo. Então eles passam também a retornar constantemente dos mundos que formaram e vão todos para o mundo dos seres hidrogênios, cada um com o seu próprio universo, para que lá possam todos ocupar os espaços e os tempos vazios que lá existem.

MATEMÁTICA — Você pode dar um exemplo?

PAMAM — É claro. O ser molecular denominado simplesmente de água.

MATEMÁTICA — A água! Neste caso, o que é a água?

PAMAM — A água é um ser molecular, e apenas um. A sua visão real nós somente podemos ter caso possamos observar esses seres moleculares como se estivessem em seus próprios mundos, pois quando eles se encontram no mundo dos seres hidrogênios, estão interagindo com um ser oxigênio e com dois seres hidrogênios, então são quatro seres em interação, por isso dão como resultado a água, que os nossos olhos veem. Todos esses seres moleculares são de um mesmo mundo, por isso eles são afins uns aos outros, razão pela qual tendem a se unir, como se quisessem formar no mundo dos seres hidrogênios o seu próprio mundo, daí a razão da formação dos oceanos, dos mares, dos lagos, das lagoas, das poças d’água, das nascentes que formam os rios, e estes se dividindo em afluentes, para que assim possam irrigar o mundo em que se encontram, mas todos sempre em direção aos mares e oceanos, que são as suas maiores porções, por isso os atraem para si. Lembre-se de que eles não têm livre arbítrio, por isso são todos dirigidos. Veja o caso da chuva, que é o ato de cair água da atmosfera por efeito da condensação dos vapores, que quando cai rega os campos e se infiltra na terra, ocupando os espaços vazios em determinados tempos.

MATEMÁTICA — Como se dá a interação entre esses quatro seres?

PAMAM — Nós não recorremos a você para lhe explicar sobre a sua irmã, a outra parcela do Saber denominada de Química, mas sim para explanar outro assunto. Mas vamos continuar respondendo, pois elas são pertinentes aos ensinamentos de Jesus, o Cristo. Todos esses seres possuem um corpo fluídico, que são as parcelas das propriedades da Força e da Energia. Estas propriedades também se combinam em todos os estágios. A combinação em cada estágio dá origem a algo que não é matéria, pois que esta não existe, e nem é elemento, que você já conhece, o qual é denominado de fluido. E se existem combinações em todos os estágios, é óbvio que existe um fluido diferente para cada estágio. Os fluidos, pois, são os meios pelos quais as propriedades da Força e da Energia atuam no Universo, tanto isoladamente como combinadas entre si, em todos os estágios em que se encontram, inclusive nos seres. No site pamam.com.br há mais detalhes sobre o assunto.

MATEMÁTICA — Entendido.

PAMAM — Todos os seres têm os seus corpos fluídicos. O ser hidrogênio tem em seu corpo fluídico a menor parcela das propriedades da Força e da Energia, então ele é o menor, o mais simples e o mais leve dos seres atômicos. Se ele possui um corpo fluídico, torna-se óbvio que ele também possui a sua aura, que é o campo que circunda o corpo fluídico, por onde os seres procedem as trocas dos seus acervos, ao que os estudiosos do assunto consideram de modo equivocado como se fosse um núcleo, o núcleo atômico. Os acervos que se encontram contidos no corpo fluídico partem desta sua origem para a aura, formando os prótons, de onde também partem para formar os elétrons, que serão fornecidos aos demais seres atômicos. Os elétrons giram em velocidade vertiginosa dentro da aura, que possui o magnetismo, a eletricidade e o eletromagnetismo, pois que os seres evoluem por intermédio das propriedades da Força, que contém o magnetismo, da Energia, que contém a eletricidade, cujas combinações dão origem ao eletromagnetismo. Ressaltando aqui que quando os seres atômicos recebem os elétrons dos seres atômicos fornecedores, estes elétrons passam a girar em torno das suas auras, quando então formam os nêutrons, cujos acervos são dirigidos aos seus corpos fluídicos. Eu posso assim afirmar que os prótons, os nêutrons e os elétrons representam as trocas dos acervos que os seres atômicos realizam entre si.

MATEMÁTICA — E o ser oxigênio?

PAMAM — O ser oxigênio é mais pesado, por onde se pode constatar o processo evolutivo dentro da cadeia atômica. O seu núcleo é formado de 8 prótons e 8 nêutrons. Ao seu redor 8 elétrons seguem caminhos diferentes, sendo dois em um círculo central e 6 em um exterior.

MATEMÁTICA — E como interagem?

PAMAM — Para que haja a interação entre os seres atômicos, nenhum deles pode ter mais do que dois elétrons no seu círculo central, ou mais de 8 no círculo próximo, ou mais que 18 no terceiro círculo. A valência é o valor numérico que exprime a relação pela qual os seres atômicos, os radicais, os íons se combinam entre si, tomando-se um deles como termo de comparação. Consoante o valor desse número, diz-se que um ser é zerovalente, monovalente, divalente, ou bivalente, etc. O máximo que nós conhecemos são 8.

MATEMÁTICA — Compreendi. Mas a interação?

PAMAM — O ser oxigênio tem 6 elétrons no círculo exterior, e quando o ser molecular realiza a sua combinação com os 2 seres hidrogênios, os 2 elétrons destes completam o número de 8. Então fica formada a água. Por aqui se constata plenamente a evolução dos seres e como eles têm que se combinar uns com os outros para poderem evoluir.

MATEMÁTICA — Quer dizer então que todos os locais vazios reservados para a interação com os outros seres ficam ocupados?

PAMAM — É lógico que não. A água é preparatória, forma o ambiente propício para que nele outros seres mais evoluídos possam vir ao mundo dos seres hidrogênios e o habitar, evoluindo em seu seio, até que consigam evoluir fora do seu ambiente.

MATEMÁTICA — E a terra?

PAMAM — Assim como os seres protóxidos de hidrogênio, que formam as águas, vêm dos seus mundos para o mundo dos seres hidrogênios, outros seres moleculares assim vêm também dos mundos que lhes são próprios, para procederem igualmente as combinações de outros seres atômicos, para que então possam formar o reino mineral. Eis a terra.

MATEMÁTICA — Como eu já sei o que é a água e a terra, gostaria de saber também sobre o ar.

PAMAM — O ar puro é um ser molecular que faz a combinação de dois seres atômicos, o oxigênio e o nitrogênio. Assim como a água permite que outros seres vivam em seu meio, o ar também permite que outros seres vivam em seu meio. Por isso, vivem em seu meio anidrido carbônico, vapor d’água e determinadas quantidades de argônio, neônio e hélio. Os fluidos, provenientes das propriedades da Força e da Energia, contêm os meios necessários para que o ar tenha a sua utilidade, por isso, quando o aquece, o ar quente se expande e aumenta, e o seu lugar é ocupado pelo ar frio, cujos movimentos do ar em larga escala originam os ventos, em que estes movimentos são provenientes das vibrações magnéticas, radiações elétricas e radiovibrações eletromagnéticas produzidas pelos seres humanos. Essa camada de ar que envolve o mundo dos seres hidrogênios é a sua atmosfera, em que a sua variação vertical de temperatura permite distinguir as seguintes camadas: 1) Troposfera: a temperatura decresce à medida que se eleva; 2) Estratosfera: a temperatura é praticamente constante; 3) Mesosfera: a temperatura é crescente, depois decrescente; 4) Termosfera: a temperatura cresce com a altitude. É por isso que Luiz de Mattos afirma acertadamente que o oxigênio vem de fora. Sem ar e sem água os seres mais evoluídos vindos de outros mundos não conseguiriam viver no mundo hidrogênio.

MATEMÁTICA — E a camada de ozônio que nos protege dos raios solares?

PAMAM — O ozônio é a forma do estado alotrópico do oxigênio, de forma O3. A alotropia é a propriedade em virtude da qual um ser molecular interage diretamente com seres atômicos que se encontram no mesmo estágio evolutivo, apresentando-se em estados diversos, a cada um dos quais corresponde, são propriedades químicas diferentes, assim como também o carbono, que se apresenta sob a forma de carvão e de diamante, é um exemplo da alotropia. Diz-se também das substâncias orgânicas, que conservam os seus caracteres físicos e químicos, mas perdem as respectivas propriedades nutritivas ou fisiológicas, em virtude de alterações moleculares. A alotropia tem que ser estudada no contexto das propriedades da Força e da Energia, para que os químicos possam descobrir as causas desses efeitos, na evolução dos seres.

MATEMÁTICA — Juntando agora a água, a terra e o ar, o que nós temos?

PAMAM — Uma célula universal. Toda célula tem o núcleo, o blastema e a membrana que a envolve. O ovo é uma célula. Então nós podemos comparar o mundo dos seres hidrogênios, em combinação com os seres de outros mundos mais evoluídos, com o ovo; em que a terra é a gema, o seu núcleo; a água é a clara, o seu blastema, que é a parte líquida; e o ar, que forma a atmosfera, é a sua casca, que é a membrana envolvente. Então esta célula está formada, pois agora é um reino, o reino mineral, que a sua irmã, a Química, conhecida como Química Inorgânica, conhece muito bem a todos, apesar de ignorar que eles são seres. Assim, esta célula fica apta para um novo reinado, o reinado orgânico, que também a sua irmã, a Química, conhecida como Química Orgânica, conhece muito bem a todos, apesar de também ignorar que eles são seres. Estes seres que para o mundo dos seres hidrogênios vêm, são seres mais evoluídos, mas todos eles foram, inicialmente, seres hidrogênios, que ascenderam a outros estágios evolutivos por bilhões e bilhões de anos, dos mais ínfimos seres aos mais evoluídos, passando dos mais simples aos vegetais, destes aos animais, até alcançarem a condição humana, tornando-se espíritos. Por isso, todos são obrigados a vir ao mundo dos seres hidrogênios, para poderem evoluir e também para poderem evoluir ao seu mundo, sendo esta a razão pela qual ele é denominado de mundo-escola. O mundo Terra é um mundo-escola, em que por bilhões de anos os seres vêm evoluindo, e em que por milhões e milhões de anos a nossa humanidade vem evoluindo. E agora, com o Racionalismo Cristão, ele vai deixar de ser um mundo dos seres hidrogênios e vai passar a ser um mundo dos seres hélios, mudando de sistema solar. Mas isto não é assunto para ser tratado agora com você.

MATEMÁTICA — Tudo bem. Mas pelo menos me dê um sinal dessa mudança radical.

PAMAM — Não é uma mudança radical, trata-se apenas de uma salto na evolução dos seres. Observe bem, a Terra é uma célula, um ovo. No caso do ovo, a casca se rompe para que possa surgir no mundo um novo ser, digamos um pintinho. No caso da Terra, o ar ou a atmosfera se rompe para que possa surgir um novo mundo. O ar ou a atmosfera deste mundo já está se rompendo, para que surja um novo mundo, um mundo de seres hélios, que deixará de ser um mundo de seres hidrogênios, transformando-se. Ele então não pode continuar sob os efeitos deste Sol, pois aí a vida nele seria extinta, inclusive a dos seres humanos. Então se faz necessário que ele seja deslocado para outro sistema planetário, integrando-se ao Universo. Este novo mundo evoluirá com mais rapidez, mas sempre obedecendo ao ritmo universal estabelecido por Deus, uma vez que terá menos espaços vazios a serem preenchidos, em um determinado tempo. Lembre-se do seguinte: nos seres atômicos, no microcosmo, há a troca de elementos para que todos possam se combinar, interagindo uns com os outros; assim, da mesma forma, no macrocosmo, há também a troca de elementos para que todos possam se combinar, interagindo uns com os outros.

MATEMÁTICA — E o fogo?

PAMAM — O fogo sempre pareceu misterioso, mas o mistério não existe, pois ele é invenção da classe sacerdotal, para poder jogar para o seu deus bíblico aquilo que não consegue explicar, e assim manipulá-lo à vontade, sendo por ele também manipulada, mas o Astral Superior inseriu nessas suas invenções o maior de todos os mistérios, o Mistério da Santíssima Trindade, para que nós pudéssemos desvendá-lo, como já o fizemos plenamente. O que existe, na realidade, são os segredos da vida e os enigmas do Universo, os quais serão todos revelados e desvendados pelos seres humanos estudiosos, à medida que formos evoluindo. Na antiguidade, o fogo era considerado como se fosse uma tênue substância material, por isso ele entra na composição antiga dos quatro elementos: terra, água, ar e fogo; até que o químico francês Lavoisier, em 1783, deu-nos uma explicação racional para ele. É sabido que o ar puro é composto dos seres oxigênios e dos seres nitrogênios. Quando há uma combustão, significa que há uma queima em algum corpo composto por vários seres de diferentes categorias evolutivas, então uma parte do ar, o oxigênio, se combina com esse corpo, produzindo fogo, luz e calor, mas não se pode manter o fogo aceso se não houver ar, pois é o oxigênio que provoca a combustão.

MATEMÁTICA — Se o oxigênio e o nitrogênio estão combinados entre si, qual é a razão de somente o oxigênio queimar?

PAMAM — Quem tem que lhe responder é a sua irmã Química, mas nós vamos aproveitar a pergunta para podermos fazer uma analogia, facilitando a compreensão dela para que depois ela possa lhe responder. É sabido que Luiz de Mattos é um veritólogo, e que Pamam é um saperólogo, digamos que ambos se combinem para chegar à razão e, posteriormente, agir no sentido de que todos os seres humanos adentrem em seu âmbito. Luiz de Mattos é todo moral, sendo esta individual, por isso ele busca mais a onipotência, razão pela qual ele é puro, sem manchas, sem nódoas, sem máculas, portanto, imaculado, daí o fato dele ser o Espírito Santo, que não se combina com os maus, por hipótese alguma, mas como ele também tem a sua ética, esta o permite se combinar com os bons e os de boa vontade, auxiliando-os em suas evoluções, justamente por isso ele é o ajudador. Pamam é todo ética, que é relacional, por isso busca mais a onipresença, razão pela qual ele é versátil, estando sempre em movimento, movendo-se com facilidade para se aproximar dos seus semelhantes, e também eclético, que segue a sua própria saperologia, sem se importar com as críticas acerca do seu comportamento individual, pois que assim, e somente assim, ele pode se reservar a escolher aquilo que julga melhor em todos para si, segundo as manifestações de ambos os pensamentos, mas não segue a quem quer que seja, a não ser a Jesus, o Cristo, por isso não se mistura e nem se arrebanha, mas como ele também tem a sua moral, que é individual, devemos repetir, às vezes ele tem que riscá-la, sentindo as dores cruciais em sua própria alma, provando dos males deste mundo, até um determinado limite, para que sentindo essas dores em sua alma, possa combatê-los de todas as maneiras, quando se fizer necessário.

MATEMÁTICA — Não consegui compreender o alcance.

PAMAM — Observe bem. Luiz de Mattos é o nitrogênio, Pamam é o oxigênio, que estando combinados entre si estão formando o novo ar atmosférico deste mundo, modificando-o para o novo mundo a ser formado. Neste novo mundo que está para surgir, Luiz de Mattos se combinará com o bem encontrado naqueles de boa vontade, enquanto que Pamam se combinará com o mal encontrado naqueles de má vontade. O bem frutificará, devendo ser preservado e aumentado por Luiz de Mattos, até ao limite de uma menor imperfeição a ser auferida, que é determinada pelos ideais de Pamam. O mal perecerá, devendo ser queimado e diminuído por Pamam, até ao limite da sua imperfeição permitida, que é diretamente proporcional à tolerância de Luiz de Mattos. Os que ficarem do lado do bem, serão o trigo, e os que ficarem do lado do mal serão o joio. O joio será separado do trigo, conforme previsto por Jesus, o Cristo.

MATEMÁTICA — Eu queria ter pelo menos uma noção daquilo que Pamam vai queimar.

PAMAM — Pois não. Em primeiro lugar, deverá ser queimada a ignorância, que gerou a ilusão da matéria e o devaneio do sobrenatural, para que tudo se torne natural, a fim de que possa estar em conformidade com a natureza, em decorrência Jeová, o deus bíblico, assim como também Alá, o deus alcorânico, os outros deuses inventados, e, por extensão, todos os credos e seitas que se intitulam de religiões, para que assim as verdadeiras religiões possam emergir e serem as fontes das ciências, com os religiosos assumindo os seus postos e se diferenciando dos cientistas. Em segundo lugar, serão queimados os crimes de todas as naturezas. Em terceiro lugar, serão queimados, aos poucos, os atributos inferiores e negativos dos seres humanos, que formam as suas qualidades mais baixas, para que possam emergir os seus atributos superiores e positivos, que formam as suas qualidades mais elevadas. Isso tudo em linhas gerais.

MATEMÁTICA — O que os bíblicos dizem sobre isso?

PAMAM — Os bíblicos, em seus devaneios, dizem que isso é o Apocalipse. Então, neste caso, vamos ver quem vai vencer a guerra, se o Antecristo, acompanhado pelo Astral Superior, tendo como fonte a verdade, que unida, irmanada, congregada, com a sabedoria, alcança-se a razão, ou se o deus bíblico, com este ainda estando acompanhado por toda a sua corja infecta de anjos negros. E mais: todos eles vão arder e queimar no fogo antecristão, que é o fogo ardente da natureza, símbolo do verdadeiro Deus, proporcionado pelos pensamentos do Antecristo, quando então abandonarão o astral inferior, sendo transladados para os seus respectivos Mundos de Luz. Por isso, esse perverso deus bíblico, metido a exterminador, tal como sendo uma besta, não mais vai mandar os seres humanos para o local infecto em que ele se encontra, pois essa grave ameaça de extinguir aos seres humanos da nossa humanidade, constitui-se em uma declaração de guerra ao Antecristo, que por amar tanto aos seus irmãos, assim como Jesus, o Cristo, ensinou-o, tomará as suas dores para si, dando início a maior guerra de todos os tempos, que é a guerra do pensamento.

MATEMÁTICA — E como ficarão os seres humanos?

PAMAM — Os seres humanos, por terem o seu livre arbítrio, poderão optar em ir para o Racionalismo Cristão, para se aderir ao exército da verdade e da sabedoria, aonde se encontra a razão, que é a nossa Grande Causa, tornando-se todos antecristãos, tentando estabelecer os ideais do Antecristo na face da Terra, ao mesmo tempo aguardando o seu retorno da outra humanidade para a qual ele se deslocará, que retornará como sendo o nosso Cristo; ou em permanecerem nos seus respectivos credos e seitas, para assim ficarem aderidos ao exército inimigo formado pelo deus bíblico, considerando-se indevidamente já cristãos. Assim, estarão passíveis de sofrer as tremendas dores provocadas pelos pensamentos antecristãos, sem dó e sem piedade, por serem absolutamente necessárias à regeneração e ao esclarecimento de todos eles, espiritualizando-os. É por isso que o Astral Superior desce a este mundo para afirmar através dos médiuns honrados que os tempos são chegados.

MATEMÁTICA — Mas acontece que no mundo Terra tem todos os tipos de seres humanos, das mais diversas qualidades. E como fica?

PAMAM — Exatamente. Mas essa pergunta faz parte do final da explanação de um dos ensinamentos de Jesus, o Cristo, o que faremos após nos despedirmos de você. Por isso, que tal concluirmos a explicação sobre o 0, para depois nos despedirmos?

MATEMÁTICA — Tudo bem. Eu já sei que o 0 é utilizado para determinar a quantidade dos seres hidrogênios, o ser, quando recebe o sinal de +, e para determinar a quantidade dos seres hélios, o vir a ser, quando recebe o sinal de -. Sei também das suas operações de adição, subtração e igualdade, e que quando ele fica à esquerda dos demais números, sem a vírgula, ele serve apenas de companhia, sem alterá-los, pois que representa uma quantidade indeterminada.

PAMAM — É isso mesmo.

MATEMÁTICA — Mais alguma explanação?

PAMAM — Veja bem, ninguém consegue representar o nada, dada a sua inexistência. Então, alguns consideram o 0 como sendo uma das maiores invenções da humanidade, no que estão completamente equivocados, pois ele não é invenção humana, como já visto, mas sim conhecimento, justamente por isso ele abriu o espaço necessário para a determinação de todas as quantidades e para todas as operações matemáticas que são conhecidas atualmente.

MATEMÁTICA — De que maneira?

PAMAM — Posicionando precisamente os dígitos que formam qualquer número desejado, tanto em um sistema numérico decimal, quanto no uso do ábaco, que representa corretamente o 0 como se fosse uma casa vazia de seres, devemos completar.

MATEMÁTICA — Não compreendi.

PAMAM — Em você, atualmente, o significado do valor do 0 é usado como se não houvesse nenhum valor numérico ou substancial propriamente dito. No entanto, ele desempenha um valor chave da notação necessária ao sistema decimal, em que muitas vezes surge como um guardador de lugar, ao lado direito dos demais números, que, combinado com todos os números de 1 a 9 formam um novo número, por exemplo: 10, 20, 30, 101, 202, 303. Assim, o 0 se torna o décimo numeral.

MATEMÁTICA — Então o 0 representa uma quantidade e também pode ser um algarismo?

PAMAM — Exatamente. Como quantidade indeterminada nós já vimos. E como algarismo ele é utilizado para representar um número no sistema de numeração, desempenhando um papel central em você como a identidade aditiva dos números inteiros, dos números reais e outras estruturas em álgebra.

MATEMÁTICA — Você pode representar uma das propriedades do 0?

PAMAM — Observe que para qualquer número real , tem-se x + 0 = 0 + x , e também  x – 0 = 0 – x. Além disso, se x  0, então x° = 1. Por outro lado, não se define a divisão x / 0.

MATEMÁTICA — Então qual é a importância do 0?

PAMAM — As regras que valem para todos os números não se aplicam ao 0, que só as obedece como e quando bem entende, por isso ele é tão diferente. Quando combinado com os outros números, ao se posicionar à esquerda, sem a vírgula, é uma simples companhia, mas quanto mais vai se posicionando à direita, tanto mais ele aumenta o valor do acompanhante da esquerda, multiplicando-o por 10, 100 ou 1000, tal como se fosse um revolucionário. Por isso, consegue debochar daqueles que o comparam com o nada, pois mesmo quando sozinho é uma quantidade indeterminada, seja como +0, seja como -0, o que significa ser tudo, e o vir a ser tudo, respectivamente. Assim, ele desempenha o seu próprio papel que lhe é de direito, tal como se fosse o astro de uma viagem cheia de episódios e aventuras extraordinárias que mudou o seu rumo e trouxe novas concepções desafiadoras no âmbito das ideias.

MATEMÁTICA — Você pode citar alguma autoridade no assunto para ratificar tudo o que foi dito?

PAMAM — Um saperólogo não basta?

MATEMÁTICA — Sim. É claro. Desculpe-me. Mas é que eu gostaria também de ver os pensamentos dos matemáticos que me estudam.

PAMAM — É claro. Foi apenas uma brincadeira. Como o 0 está diretamente ligado a uma quantidade indeterminada, ele foi pouco estudado ao longo dos séculos, dada a ignorância dos seres humanos acerca da evolução dos seres, por isso ele pouco desperta alguma curiosidade. Mas o astrônomo Walter Maciel, professor da Universidade de São Paulo, mesmo ignorando a evolução dos seres, dá-nos alguma ideia a respeito do assunto, apesar de se referir indevidamente ao nada, ao invés do vazio, quando diz o seguinte: “O ponto principal é o fato de o zero ser e não ser. Ao mesmo tempo indicar o nada e trazer embutido em si algum conteúdo”. É bastante interessante a história do 0, mas que não cabe aqui no momento.

MATEMÁTICA — Que então você cite pelo menos algum trecho.

PAMAM — Observe a dificuldade encontrada pelos seres humanos para separar os números e apontar as quantidades vazias que vão ficando e as que vão sendo preenchidas. A historiadora das ciências, que ainda não sabe nem o que seja ciência, por isso deveria ser historiadora das parcelas do Saber, Ana Maria Alfonso Goldfarb, da Pontifícia Universidade Católica, em relação ao assunto, diz o seguinte: “Trata-se de uma abstração bastante sofisticada representar a inexistência de medida, o vazio enquanto número, ou seja, o zero”. Já Leandro Karnal afirma o seguinte: “Temos apenas projeções culturais a respeito do que é abstrato”. Os chineses, obtendo uma levíssima noção acerca do +0, representavam o 0 com um caractere denominado de ling, que significava “aquilo que ficou para trás”, conseguindo, assim, abstrair tudo e encarar de frente o vazio, supondo ainda aquilo que se encontra à frente.

MATEMÁTICA — Gostei. Por favor, apenas mais algumas poucas informações históricas.

PAMAM — Eu vou lhe atender. Apesar de ser fascinante a utilização do 0, quando ele foi levado para a Europa pelos árabes, foi lá recebido com certo temor, pois segundo o matemático americano Robert Kaplan, da Universidade de Harvard, “É surpreendente ver quanta resistência a noção do zero encontrou: o medo do novo e do desconhecido, superstições sobre o nada relacionadas ao diabo, uma relutância em pensar”. Dada a ignorância sobre o 0, surge novamente Robert Kaplan e, ignorando a natureza das quantidades indeterminadas, que dizem respeito ao ser, o que se encontra preenchido, e do não ser, o que se encontra vazio, referindo-se ao nada, considera-o tal como se fosse um número misterioso, quando diz: “Ele nos obriga a repensar tudo o que alguma vez já demos por certo: da divisão aritmética à natureza do movimento, do cálculo à possibilidade de algo surgir do nada”.

MATEMÁTICA — Nesse contexto, qual a importância do 0 para mim e para as demais parcelas do Saber?

PAMAM — O 0 se tornou fundamental para você e para as demais parcelas do Saber, da Física à Química, da Astronomia à Informática, sem o que o comércio e a indústria não conseguiriam se desenvolver. Sem ele, nem Newton e nem Leibniz teriam conseguido desenvolver os cálculos integral e diferencial, pois neles, para determinar a velocidade instantânea de um projétil, deve-se levar em conta um intervalo de tempo demasiadamente curto, que tende a ser igual a 0, um valor indeterminado, por isso não é comum calcular quanto o projétil se deslocou em “zero segundos”, mas deve ser assim mesmo, pois que o 0 representa realmente uma quantidade indeterminada. Parece que o 0 carrega consigo um certo temor que gera um paradigma: que o nada existe; mas como o nada não existe, o 0 tanto pode representar uma quantidade existente, indeterminada, o ser, como também uma quantidade ainda não existente, também indeterminada, o vir a ser, que é justamente o vazio de seres, mas com as suas trajetórias evolutivas já previamente determinadas.

MATEMÁTICA — Então somente a Saperologia pode ser capaz de explicar a natureza do 0?

PAMAM — Exatamente. Nem você e nem outra parcela do Saber conseguiu a devida explicação do 0 em seus estudos. Por isso, o 0 moldou a visão equivocada da nossa humanidade sobre o Universo, por conseguinte, sobre o Criador e as criaturas, influenciando de maneira profunda, mas sorrateiramente, os conhecimentos metafísicos acerca da verdade. Mas a Saperologia não se deixa levar pelas aparências, daí a razão da sua explicação nesta explanação deste site de A Filosofia da Administração.

MATEMÁTICA — Em mim existem dois tipos de divisão por 0: a divisão de um número não nulo por 0 e a divisão de 0 por 0. Os representantes protótipos desses tipos são os seguintes: a divisão 1 / 0 e a divisão 0 / 0. Você Pode explicar?

PAMAM — É claro. A divisão 1 / 0 é indefinida, mas não impossível como os matemáticos pensam. Vamos substituir os números por letras, então podemos dizer que a / b = c; o que significa dizer que vale a = b x c. Se a é igual a 1, e b é igual a 0, já sabemos que o 0 é uma quantidade a ser determinada, então o c não pode também ser determinado. Mas se determinarmos a quantidade do 0, sendo 1000, por exemplo, então o c passa também a ser determinado, com você fluindo normalmente nas operações. O raciocínio é análogo para o 0 / 0.

MATEMÁTICA — Não compreendi o raciocínio análogo para o 0 / 0.

PAMAM — Então raciocinemos de maneira diferente, que o 0 é uma quantidade a ser determinada para cada coisa, sendo as coisas diferentes entre si. No caso do 0 representar a quantidade de uma mesma coisa, o 0 / 0 é possível definir como sendo igual a 1. Contudo, as divisões do 0 / 0 podem trazer o ser e o não ser, ou coisas diferentes, portanto, quantidades diferentes, então seremos obrigado a concluir que 0 / 0 = 2, que 0 / 0 = 3, e que 0 / 0 = qualquer número que traduza a divisão de coisas diferentes, em diferentes quantidades. Daí o fato de alguns estudantes inexperientes atribuírem valor para o 0 / 0 e provarem absurdos. O correto é atribuir o valor correspondente a cada 0 e proceder a operação, sem afirmar que 0 / 0 é o valor encontrado, para não lhe complicar, ao produzir resultados não naturais. Deve-se partir da observação que 0 / 1 = 0 / 2 = 0 / 3, e daí por diante, para que se possa defender que 0 / 0 = 0. E agora que tal adentrarmos de vez na explicação do imperfeito e do perfeito?

MATEMÁTICA — Com números?

PAMAM — Não exatamente. Com números e com símbolos, que expressam quantidades, mais precisamente as quantidades das duas extensões, tendo de um lado a imperfeição e do outro a perfeição, as quais formam uma equação. Em você, a equação é uma igualdade que verifica somente para valores especiais de algumas das letras que nela entram, que são denominadas de incógnitas. Ela é composta de dois membros separados entre si pelo sinal de igualdade, que é o =; o que fica antes do sinal é o primeiro membro, o outro, após o sinal, é o segundo. Então temos o seguinte: a = b.

MATEMÁTICA — E o que temos nesta equação?

PAMAM — Nesta equação temos duas grandezas distintas, incompletas e limitadas, portanto, imperfeitas, que por isso podem ser mensuradas uma pela outra, com exatidão ou com aproximação, desde que seja dado ou conhecido o valor de uma das duas grandezas, para que assim seja efetuado o cálculo do valor da outra grandeza. Deve-se observar, aqui, que tudo o que existe neste mundo são as coisas, os fatos e os fenômenos da natureza, então são os valores das extensões das suas grandezas que devem ser mensurados uns pelos outros, segundo as relações que existem entre eles.

MATEMÁTICA — Se nesta equação o a representa a extensão da imperfeição e b a extensão da perfeição, como resolver?

PAMAM — Neste caso, temos que mensurar as extensões de cada uma, mas apenas no âmbito das criaturas, pelo fato delas serem limitadas, sem qualquer alusão ao Criador. Digamos que o ser seja somente imperfeito, então teremos – 0 = + 0. O -0 representa a quantidade da extensão da imperfeição de uma criatura, o ser, enquanto que o + 0 representa a quantidade da extensão da sua perfeição, o vir a ser. Desconsiderando aqui o grau da menor imperfeição.

MATEMÁTICA — Assim, como ficam as duas extensões?

PAMAM — Observe que a imperfeição não se mistura com a perfeição. O propósito aqui é definir primeiro a extensão da imperfeição, que tende a se extinguir quando a criatura alcança a perfeição. Então o -0 vai sendo acrescido de números até alcançar o limite da extensão da imperfeição, assim: – 0, +1, +2, …, +1000; sendo este número, por exemplo, o limite da extensão da imperfeição da criatura, quando o próprio +0 quantifica essa extensão, sendo representado por 1000. Então, teremos que concluir, necessariamente, a igualdade para aquilo a que tendem, da seguinte maneira: 1000 = + 0, -1; e assim por diante, à medida que a criatura vai se tornando cada vez mais perfeita, até que a extensão da sua perfeição alcance a mesma extensão da sua imperfeição, que é 1000.

MATEMÁTICA — E o que acontece quando a criatura alcança o limite da imperfeição?

PAMAM — Fica estabelecida a possibilidade da existência de um ponto de observação, localizado exatamente no centro em que a imperfeição deixa de existir e a perfeição passa a existir, uma vez que elas não se misturam, pois não se pode ser imperfeito e perfeito ao mesmo tempo, já que um ser ou age no âmbito da imperfeição ou age no âmbito da perfeição, sem qualquer possibilidade de agir em ambas ao mesmo tempo, notadamente porque o mal é sempre associado à imperfeição, enquanto que o bem à perfeição, no que aqui há um equívoco, pois não precisa ser perfeito para se praticar o bem, bastando apenas ser menos imperfeito. De qualquer maneira, não é lógico alguém ser mau e bom ao mesmo tempo. Ele pode sim, às vezes fazer o mal e outras vezes fazer o bem, este notadamente com os familiares, mesmo sendo ele mal, mas apenas um de cada vez, mas estando do lado da imperfeição, uma vez que ele vai se tornando cada vez sempre menos imperfeito, até alcançar ao seu limite.

MATEMÁTICA — E o que se observa nesse ponto de observação?

PAMAM — É exatamente nesse ponto de observação que se pode contemplar tanto a prática de todo o mal como também a prática de algum bem, com este consistindo mais em amizade espiritual e solidariedade fraternal, mas sempre no lado da imperfeição, até que essas práticas não possam mais ser observadas. Neste caso, à medida que for adentrando no lado da perfeição, poderá constatar a prática do verdadeiro bem.

MATEMÁTICA — E em que consiste a prática do verdadeiro bem?

PAMAM — Consiste na amizade espiritual, que faz emergir a solidariedade fraternal, em que ambos são a base de todo o bem, do verdadeiro bem, uma vez que o amor espiritual se situa acima do bem e do mal.

MATEMÁTICA — E quando alguém adentra no lado da perfeição, o que ele vai observar?

PAMAM — No lado da perfeição, pelo que posso conceber, tendo por base os rastros luminosos de Jesus, o Cristo, ele pode observar toda a extensão que existe no âmbito da sua imperfeição, uma vez que o caminho percorrido se encontra gravado em sua esteira evolutiva. Neste caso, ele consegue contemplar toda a extensão que existe no âmbito da sua perfeição, uma vez que o caminho a ser percorrido é exatamente o inverso daquele que se encontra gravado em sua esteira evolutiva.

MATEMÁTICA — Você pode explicar com mais detalhes?

PAMAM — Sim. Ao adentrar no lado da perfeição, ele vai alcançando outros postos de observação, onde de cada um é possível contemplar cada vez mais toda a sua trajetória evolutiva na imperfeição, cuja extensão é finita, podendo ser devidamente mensurada. Assim como também pode contemplar cada vez mais toda a sua próxima trajetória evolutiva na perfeição, cuja extensão também é finita, podendo também ser mensurada, por ser diretamente proporcional à extensão já percorrida na imperfeição, em que ela se finda com o retorno ao Criador.

MATEMÁTICA — Gostaria de um exemplo prático para mais clarear a minha visão.

PAMAM — Pois não. Esses devem ser os postos de observação do Cristo de cada humanidade; que evoluindo por intermédio da propriedade da Força, percorreu antecipadamente o espaço até o ponto em que toda a sua humanidade deverá percorrer e alcançar; que evoluindo por intermédio da propriedade da Energia, percorreu antecipadamente o tempo até o ponto em que toda a sua humanidade deverá percorrer e alcançar; e que evoluindo por intermédio da propriedade da Luz coordenou a todo esse espaço e a todo esse tempo que antecipadamente percorreu e que se encontra em si mesmo, que é o seu universo, ou mesmo o próprio Universo, já que conseguiu contemplar diretamente a Deus, chamando-O de Pai. E assim, percorrendo a todas as coordenadas que formam o Universo, que com a sua luz astral ele consegue penetrar, torna-se óbvio que também consegue penetrar em todo e qualquer dos seus ambientes fluídicos.

MATEMÁTICA — E que universo é esse?

PAMAM — Esse é o universo tanto da imperfeição como da perfeição, com esta em menor extensão e com aquela em maior, e nos quais ele possui a onipotência, a onipresença e a onisciência, até a extensão da perfeição em que ele está a se encontrar. Mas Pamam ainda não é o Cristo para que possa saber como se processa a sua evolução daí para frente, no âmbito da perfeição. No entanto, ele pode antever as principais alternativas de caminhos a serem seguidos, embora corra o risco de estar equivocado em relação a elas, mas como ele não está afirmando, apenas tentando clarear a inteligência dos seres humanos que integram a sua humanidade, pode logicamente correr esse risco, então ele se restringe a apenas três hipóteses alternativas, mas que há outras.

MATEMÁTICA — Qual é a primeira hipótese alternativa?

PAMAM — O Cristo continua evoluindo, juntamente como o Espírito Santo, no âmbito da perfeição. E à medida que eles vão evoluindo cada vez mais no âmbito da perfeição, mais e mais o mesmo universo comum aos dois vai se expandindo, tornando-se cada vez mais universal. No entanto, eles somente podem evoluir duplamente no âmbito da perfeição, percorrendo a mesma extensão que percorreram individualmente no âmbito da imperfeição, tendo que estacionar, obrigatoriamente, no limite dessa extensão, para que lá fiquem à espera do restante da sua humanidade, para que, daí para frente, todos possam evoluir em bloco. Nesse caminho, que agora estão juntos a percorrer, como os dois expoentes da sua humanidade, o Cristo passa a conduzir diretamente o Espírito Santo rumo ao Pai, pois é a sabedoria quem traça e indica o rumo a ser seguido, tendo como fonte a verdade, em que ambas se encontra a razão, ao mesmo tempo que passa a conduzir tanto aos que ficaram na imperfeição, no rumo da perfeição, como aqueles que vão alcançando o âmbito da perfeição, rumo ao local em que estão a se encontrar, em suas novas jornadas evolutivas, com o Espírito Santo utilizando do seu poder de ajudador para conduzir o restante de toda a sua  humanidade, no caminho traçado pelo Cristo.

MATEMÁTICA — Qual é a segunda hipótese alternativa?

PAMAM — O Cristo continua evoluindo, só que agora no âmbito da perfeição. E à medida que ele vai evoluindo cada vez mais no âmbito da perfeição, mais e mais o seu universo vai se expandindo, tornando-se ele cada vez mais universal. No entanto, ele somente pode evoluir individualmente no âmbito da perfeição, percorrendo a mesma extensão que percorreu individualmente no âmbito da imperfeição, tendo que estacionar, obrigatoriamente, em seu limite, para que lá fique à espera do restante da sua humanidade. Nesse caminho, que está agora a percorrer, ele passa a conduzir tanto aos que ficaram na imperfeição, no rumo da perfeição, como aqueles que vão alcançando o âmbito da perfeição, rumo ao local em que está a se encontrar, em sua nova jornada evolutiva, tendo como ajudador o Espírito Santo. Daí se justificar a sua afirmativa de que somente se chegará ao Pai, através dele.

MATEMÁTICA — E qual é a terceira hipótese alternativa?

PAMAM — O Cristo para de evoluir, por haver optado por não adentrar individualmente no âmbito da perfeição, podendo apenas contemplá-la. E isso se justifica plenamente pelo fato de cada humanidade evoluir em bloco, com os seus integrantes interagindo entre si, para que assim todos possam evoluir, com os mais esforçados se adiantando no espaço e no tempo, ascendendo aos Mundos de Luz menos imperfeitos. Por isso, o Cristo somente conseguiu se alçar ao mais elevado dos Mundos de Luz, livrando-se da imperfeição e contemplando a perfeição, em função dos seus companheiros de humanidade, daí o emergir da reciprocidade para que toda uma humanidade também evolua em bloco, no âmbito da perfeição, interagindo os seus integrantes entre si, pois se no âmbito da imperfeição eles causaram incontáveis males uns aos outros, cujos efeitos foram as dores em comum, agora no âmbito da perfeição eles causarão incontáveis bens uns aos outros, cujos efeitos serão os prazeres em comum, com base na amizade e no amor espirituais.

MATEMÁTICA — E se não for nenhuma dessas três hipóteses alternativas?

PAMAM — Paciência. Mas de qualquer modo, seja de que maneira for, há que existir uma alternativa correta para que se cumpra o objetivo do Cristo, por intermédio da qual ele passa a conduzir toda a sua humanidade rumo a Deus, pois de um posto de observação que ele alcançou como Cristo, onde não existe mais a imperfeição, apenas o início da perfeição, Jesus, o Cristo, afirmou que somente poderiam chegar ao Pai através dele, quer dizer, não de Jesus, que deve zelar pela sua própria humanidade, mas sim do Cristo, que deve ser comum a todas as humanidades. Esse posto de observação é o último Mundo de Luz na escala evolutiva do Universo, que deverá servir de morada para todos os integrantes de uma humanidade.

MATEMÁTICA — E o que deverá acontecer quando toda uma humanidade estiver habitando o mesmo Mundo de Luz?

PAMAM — Quando toda uma humanidade estiver morando ou estiver feito morada nesse Mundo de Luz, todos os espíritos que a integram deverão seguir  no caminho da perfeição, rumo a Deus, cujo rumo é indicado pelo Cristo, no que o ajudador tem a sua participação efetiva, daí a afirmativa popular que diz “Por obra e graça do Espírito Santo”. Ao se integrarem a Deus, retornando de onde vieram, todos levarão consigo a bagagem de tudo aquilo que realizaram na imperfeição, com esta bagagem sendo incorporada ao acervo do Criador. É justamente aqui que vamos encontrar a imperfeição, a finitude e a limitação de Deus.

MATEMÁTICA — Mas a extensão da imperfeição, da finitude e da limitação de Deus não é sem princípio e sem fim?

PAMAM — É sem princípio, mas não sem fim, pois que este é dinâmico.

MATEMÁTICA — Por quê?

PAMAM — Justamente porque a extensão da Sua Imperfeição, Finitude e Limitação corresponde a todas as extensões das imperfeições, finitudes e limitações de todas as Suas criaturas, e estas, como visto, podem sem mensuradas, embora fuja à compreensão humana.

MATEMÁTICA — E a Sua Perfeição, Infinitude e Ilimitação?

PAMAM — Essas extensões somente a Inteligência Universal pode mensurar.

MATEMÁTICA — Faça, então, uma possível comparação entre as extensões da imperfeição e da perfeição de Deus.

PAMAM – A extensão da Imperfeição de Deus já foi mensurada logo acima, que é o somatório dos acervos das imperfeições de todas as Suas criaturas. Agora, para que possamos ter uma pequena noção acerca da extensão infinita da Perfeição do Criador, vamos considerar que pelo espaço e pelo tempo incomensuráveis, incontáveis criaturas, cuja quantidade ainda não é possível de ser mensurada, levaram, levam e levarão consigo as suas bagagens de imperfeições que foram, são e serão incorporadas ao acervo do Criador, devendo esse procedimento se conservar pelo espaço e pelo tempo sem fins, sem que nunca essa imperfeição consiga alcançar a Perfeição.

MATEMÁTICA — Então existe um ponto de igualdade entre a Imperfeição e a Perfeição de Deus?

PAMAM — Não. Parece até contraditório, mas não existe esse ponto. Observe bem, quando uma criatura ingressa no lado da perfeição, ela pode contemplar toda a extensão da imperfeição do Criador, mas restrito ao âmbito das Suas criaturas, uma vez que esta está sendo sempre completada, por isso ela pode contemplar também toda a extensão a ser percorrida no lado da perfeição, desde que diretamente proporcional à imperfeição. Além do mais, caso existisse essa igualdade, ao deixarmos de ser imperfeitos, ocuparíamos o lugar dessa igualdade, que é justamente o ponto de observação onde se pode contemplar toda a Imperfeição e toda a Perfeição de Deus, então o Criador seria finito.

MATEMÁTICA — Então Deus é mais Perfeito do que Imperfeito?

PAMAM — Tudo indica que jamais poderemos saber sobre isso, pois se do nosso posto de observação podemos contemplar toda a extensão das nossas imperfeições, até deixarmos de ser imperfeitos, e daí podermos contemplar toda a extensão que corresponderá à nossa perfeição, é óbvio que Deus também pode contemplar toda a extensão da Sua Imperfeição, partindo da infinitude da Sua Perfeição, que somente Ele pode contemplar, e mais ninguém. Mas isto não nos compete abordar neste momento atual, pois o que nos compete é deixarmos a condição que ora ocupamos no âmbito da imperfeição, e adentrarmos na condição que ocuparemos no âmbito da perfeição.

MATEMÁTICA — Mas caso pudéssemos observar toda a extensão da imperfeição de Deus, o que você acha que iríamos contemplar?

PAMAM — Não raciocinamos com o “achômetro”, pois somos saperólogos, e não seres vulgares, que adoram se expressar com o “eu acho”, que é próprio do universo da imaginação de cada um deles, que raciocina através da representação de imagens. Mas podemos lhe responder que não gostaríamos de contemplar a imperfeição ao infinito. Vamos dar como exemplo apenas as imperfeições da nossa humanidade: tantos crimes nós não presenciamos, das mais diversas naturezas? Foi nos reservado a contemplar desde a traição da pátria até o estupro de  crianças, dos simples assassinatos até as mais agonizantes torturas, das brigas de gangues às guerras, em resumo, quase todos os tipos de crimes, os quais nos causam horrores, indignações, revoltas e tudo o mais que nos trazem as mais diversas emoções, as quais são acompanhadas de estremecimentos causados pelas aversões a tudo isso, cujos efeitos são as sensações morais e éticas que abalam as nossas almas, fazendo com que quase nos arrepiemos, advindo daí as nossas dores, que são causadas pelas impressões da extrema violência praticada pelos seres humanos, em que o profundo desagrado nos abalam tremendamente, com a viva repulsão pelas ações contrárias à natureza humana. Imagine agora contemplar toda a extensão da imperfeição.

MATEMÁTICA — Quer dizer que a imperfeição é necessária?

PAMAM — É claro que sim, para que então as criaturas possam levá-la ao acervo do Criador, para que assim o Todo possa ser realmente tudo. Observe que só podemos observar uma maior extensão da imperfeição à medida que a extensão da nossa perfeição for se estendendo.

MATEMÁTICA — Por quê?

PAMAM — Porque estaremos adentrando mais profundamente no âmbito da Inteligência Universal, tornando-nos obviamente mais inteligentes, estando o nosso criptoscópio, o nosso intelecto e a nossa consciência bem mais desenvolvidos, sendo comandados pelos nossos atributos individuais superiores e relacionais positivos, adquirindo as condições apropriadas para que possamos contemplar a tudo, sem nos abalarmos, uma vez que iremos saber a razão de tudo o que existe, contemplando toda a natureza.

MATEMÁTICA — E onde entram as adjetivações de tudo isso?

PAMAM — O adjetivo é aquilo que se junta às criaturas, o que em gramática tem os atributos que formam as qualidades, que dão as formas adjetivas de uma coisa, por isso quando dizemos que uma criatura é corrupta, estamos lhe dando o atributo da corrupção, associado ao atributo da traição e outros, que também pode ser um substantivo, quando nos referimos a ela como a corrupta. Observe que todas as criaturas vão levar os seus acervos para Deus, então Deus na imperfeição é quase tudo, mas na perfeição é tudo. Mas deixemos por ora este assunto.

MATEMÁTICA — Então, o que nos compete agora é uma noção do que seja finito e do que seja infinito.

PAMAM — Sim. Mas antes disso, devemos esclarecer que ainda não alcançamos o nosso ponto de igualdade entre a imperfeição e a perfeição, mas já conseguimos visualizá-lo, uma vez que estamos seguindo acelerados em sua direção, para que possamos ocupar a esse posto de observação, que certamente ocuparemos quando alcançarmos a condição do Cristo.

MATEMÁTICA — Mas como você conseguiu visualizar a esse posto de observação?

PAMAM — Simplesmente seguindo o mesmo caminho que Jesus, o Cristo, percorreu, pois na condição do Antecristo, que ele também o foi, nós conseguimos enxergar a sua luz até a condição do Cristo, que também o seremos. É óbvio que ainda não vimos aquilo que ele viu, mas sabemos exatamente aquilo que ele viu. Então nós podemos descrever um pouco da sua visão para a nossa humanidade, pelo menos à nossa maneira.

MATEMÁTICA — Qual é então a noção do finito?

PAMAM — A noção do finito é bem simples, trata-se de uma extensão que já se encontra quase definida na mente dos seres humanos, pelo menos naqueles mais evoluídos. O problema surge quando o finito vai se tornando cada vez mais extenso, pois à medida que ele vai se estendendo cada vez mais, passa a impressão que está tendendo em se encontrar com o infinito, quando isto não procede, então vai se tornando cada vez mais complexo para a nossa compreensão.

MATEMÁTICA — Entendido.

PAMAM — O finito pode ser compreendido como sendo tudo aquilo que é limitado, que tem começo, meio e fim, em relação à sua extensão, quando podem ser bem definidos também os seus limites de espaço e de tempo, cujas coordenadas formam um universo, que pode ser penetrado em qualquer um dos seus pontos de interseção, por intermédio da Luz. Em Matemática, o número finito é aquele cujo valor se pode bem determinar.

MATEMÁTICA — Então todos os números são finitos?

PAMAM — Exatamente. Não se esqueça que em você, quanto mais os matemáticos adicionam um número, mais o finito vai aumentando a sua extensão, mas sendo esta extensão sempre finita, sem jamais tender ao infinito, pois este não se trata jamais da combinação de números. Observe que se passarmos um tempo indefinido adicionando números a uma quantidade, por maior que esta seja, iremos apenas estender as suas quantidades, sem que jamais saiamos do finito.

MATEMÁTICA — Qual é então a noção do infinito?

PAMAM — Já o infinito, como visto, não pode ser representado por números, por isso ele é representado pelo símbolo . Ora, os números só podem se combinar com números, e jamais com algo diferente. Quando nas operações matemáticas, a utilização das letras serve apenas para indicar as incógnitas, que deverão ser determinadas, substituídas por números, ou então em substituição aos números, para exprimir as suas relações, mas nunca se combinam. Então o  somente não pode ser igual nem a ele mesmo, pois então teríamos novamente o absurdo de duas extensões infinitas iguais, possibilitando um ponto de observação no meio.

MATEMÁTICA — Você pode me fornecer algum exemplo prático?

PAMAM — Vejamos o caso das extensões da Imperfeição e da Perfeição em Deus. A Sua imperfeição é o somatório das imperfeições de todas as criaturas, que as vão incorporando ao acervo do Criador, então a imperfeição pode ser representada por +0, que é a extensão das imperfeições de uma ou de todas as criaturas,  e por -0, que é a extensão da imperfeição de Deus, sem esquecer que Ele pode contemplar toda a extensão da imperfeição além do Seu acervo, pelo menos eu suponho, que por isso não podemos mensurar. Assim, à medida que as extensões das imperfeições de uma ou de todas as criaturas forem se incorporando ao acervo de Deus, com elas deixando de ser imperfeitas e se tornando perfeitas, a extensão da imperfeição de Deus vai aumentando e se revelando gradualmente, em um determinado momento, pois esse processo é contínuo, já que o +0 sempre existirá, mas o -0 fica quantificado por um determinado momento, até receber um novo acervo. No entanto, a Perfeição do Criador é Infinita. Então temos o seguinte: a extensão da imperfeição  da extensão da perfeição, ou +0  . Sem novamente esquecer que somente Deus pode contemplar por inteiro toda a extensão da Imperfeição, além do acervo recebido das Suas criaturas.

MATEMÁTICA — Você pode me fornecer outro exemplo?

PAMAM — Tudo se relaciona com a imperfeição e com a perfeição. Vejamos a extensão do saber das criaturas com a extensão do Saber Total do Criador. O saber das criaturas é imperfeito, finito e limitado, podendo também ser quantificado, enquanto que o Saber Total do Criador é Perfeito, Infinito e Ilimitado, não podendo ser quantificado.

MATEMÁTICA — Você pode me fornecer mais um outro exemplo?

PAMAM — Vamos primeiro ratificar que tudo se relaciona com a imperfeição e com a perfeição. Vejamos a extensão da inteligência das criaturas com a extensão da Inteligência do Criador. A inteligência das criaturas é imperfeita, finita e limitada, podendo mais uma vez ser quantificada, enquanto que a Inteligência do Criador é Perfeita, Infinita e Ilimitada, não podendo ser quantificada, por isso a Inteligência Universal se confunde com o próprio Criador, ou Deus. Todas as inteligências são universais, pois cada criatura tem o seu próprio universo, que corresponde às coordenadas universais por que passou, mas a Inteligência de Deus abrange a todo o Universo, que Nele se encontra contido, por isso chamamos a Deus também de Inteligência Universal, quando assim queremos nos referir ao Criador, ao Todo. Luiz de Mattos dizia que Deus é Força, no que estava correto, mas a Força Total, mas Ele também é Energia, a Energia Total, e ainda é Luz, a Luz Total, e assim como Ele representa a todas essas Propriedades em suas totalidades, também representa a Essência, em sua totalidade, daí a expressão Ser Total, quando referido apenas à Sua Essência.

MATEMÁTICA — É por isso que os seres humanos medem as inteligências dos seus semelhantes pelo QI, o Quoeficiente de Inteligência?

PAMAM — É óbvio que não. Eles ainda não sabem nem ao menos como se forma a inteligência dos seres menos evoluídos, quanto mais a dos seres humanos mais evoluídos. Nesses seus objetivos, eles aplicam determinados testes em suas medições, ignorando completamente que os espíritos podem lançar mão de tudo para poderem evoluir, abafando inclusive alguns atributos para que possam desenvolver a outros. Neste caso, eles podem também abafar as suas inteligências, como no caso das suas intelectualidades, que com elas praticaram alguns males, para que assim possam desenvolver os atributos que possibilitem os seus resgates e as suas não repetições. Desta maneira, nós podemos ver muitos trabalhadores braçais que nas encarnações anteriores eram intelectuais, e que nestas estão aprendendo a adquirir ou aperfeiçoar os atributos que julgam necessários para as suas evoluções, com os seus labores diários tendo por base a força bruta dos seus corpos carnais. Como, então, justificar a estúpida pretensão de mensurar a extensão das inteligências dos seres humanos aqui neste mundo? Geralmente esses pretensiosos estúpidos são os psicólogos, que deveriam se ocupar da alma, como a própria etimologia da palavra está a indicar, mas se ocupam do cérebro e outros, por onde a alma vai se revelando, assim eles passam a se ocupar da ilusória matéria, com outra pretensão estúpida de universalizar os desvios comportamentais, ignorando que somos todos diferentes uns dos outros, já que cada um possui o seu próprio universo.

MATEMÁTICA — Como os seres humanos definem o que seja infinito?

PAMAM — Acertadamente. Em você, os matemáticos já representam o infinito com o símbolo , que denota algo que não tem início, meio e nem fim, ou não tem limites, ou que é inumerável, e até o utiliza em sentido figurado para adquirir uma noção de Deus, do Absoluto, do Eterno. Na linguística, o infinito começa com a noção do finito, para que assim possa expressar tudo que não seja o próprio finito, partindo daí para expressar o que não tem limites, nem medidas, nem quantificações, nem quaisquer condições, quer absolutamente, quer debaixo de um ponto de vista determinado, por isso ilimitado, então não tem princípio, meio e nem fim, não havendo qualquer possibilidade da existência de um ponto intermediário que possa ou venha a servir como posto de observação.

MATEMÁTICA — Então o Universo é infinito?

PAMAM — É lógico que não. Nós devemos partir do princípio que o Universo é a morada dos seres, partículas do Ser Total, que formam os mundos, que ficam sob as égides das estrelas, que fornecem as coordenadas universais, pois que as estrelas são partículas das propriedades da Força, que contém o espaço, e da Energia, que contém o tempo, em que a propriedade da Luz penetra a todas as suas coordenadas. O Universo não tem princípio, pois que Deus, além de ser Perfeito, Infinito e Ilimitado, nunca deixou de ser Imperfeito, Finito e Limitado, pois caso não fosse assim Ele não poderia ser o Todo. No entanto, o Universo vai se estendendo cada vez mais, pois que sempre novos seres se desprendem do Ser Total e passam a habitar o Universo, enquanto outros procedem as suas reintegrações a Ele.

MATEMÁTICA — Quais são as formas do infinito?

PAMAM — O infinito não tem forma, por isso não tem imagem, tal como Deus. Quem tem forma e imagem é o deus bíblico, que afirma ter feito o homem à sua imagem e semelhança, não passando de um espírito obsessor quedado no astral inferior, revelando todas as suas imperfeições, por isso ele é iracundo, belicoso, vingativo, ciumento, exterminador e tudo o mais que se parece com os seus adoradores.

MATEMÁTICA — E o infinito potencial?

PAMAM — É apenas uma forma humana limitada de conceber o infinito, sendo por isso de aceitação geral e não controversa neste mundo, concebida pelos seus matemáticos. Nessa concepção, o infinito corresponde a algo que pode ser aumentado, continuado ou estendido, tanto quanto se queira. Ora, no infinito a numeração é inútil, pois tudo que é numérico é finito. Um exemplo dessa forma de infinito potencial é a sequência dos números naturais, pois é sempre possível somar mais um, estendendo-a indefinidamente, mas que assim ficará, indefinidamente, dentro do finito. Então aumentar, continuar ou estender o infinito corresponde a uma manipulação das extensões de Deus, comparável apenas com as manipulações que os sacerdotes fazem com o seu deus bíblico.

MATEMÁTICA — Somente você pensa assim?

PAMAM — É óbvio que não. O próprio Platão, a encarnação anterior de Jesus Cristo, afirmou que o infinito potencial da extensão era considerado limitado, portanto, finito, podendo ser adjetivado de peiron, o que é limitado, claramente determinado. Para ele, o infinito era algo fora do âmbito da nossa racionalidade, que alguns consideram irracionalidade, como se fôssemos destituídos de raciocínio, em outras palavras, o impensável, no que foi acompanhado pelo seu discípulo Aristóteles.

MATEMÁTICA — Quer dizer que o infinito potencial não tem qualquer utilidade?

PAMAM — Sim, ele tem alguma utilidade, já que representa uma característica da forma intuitiva de conceber o espaço e o tempo nos limites das extensões humanas, por isso não é evidente ou unânime que o infinito potencial seja um atributo efetivo do espaço e do tempo reais. Ao longo da história, vários pensadores tentaram pesquisar e levar mais longe o conceito do infinito. Mas por necessidade de você, surgiu muito mais tarde a concepção do infinito em ato, que só foi apresentado de forma convincente no decorrer do século XIX, por intermédio de Georg Cantor.

MATEMÁTICA — Qual é o infinito de Georg Cantor?

PAMAM — Ele tentou desafiar a visão do infinito como algo que não podia ser tratado racionalmente, então desenvolveu a sua teoria “a priori” dos transfinitos. Mas ela apenas permitiu aumentar a compreensão da concepção do infinito, já que tinha os seus próprios limites, pelo que Georg Cantor foi levado, obrigatoriamente, a concluir a existência de um infinito Absoluto, que consegue estar além de toda a nossa racionalidade.

MATEMÁTICA — E atualmente?

PAMAM — Atualmente, há a denominação de infinito atual, infinito real, ou, ainda, infinito completo, que ainda é mais controverso, pois nele a pergunta básica é totalmente desprovida de lógica, por ser numérica, que é a seguinte: faz sentido a existência por completo de uma entidade com um número infinito de elementos? O saperólogo Aristóteles, obviamente, nega a existência do infinito atual, com esta negação tendo sido a posição durante séculos e séculos. Mas surgiram alguns pensamentos dissonantes, que admitiam pensar o infinito para lá do potencial como atual, como são os casos de Gregório de Nissa, Nicolau de Cusa e, bem mais tarde, Georg Cantor.

MATEMÁTICA — E em mim, na Matemática?

PAMAM — Em você a questão é um tanto quanto mais complexa. Observe bem. O infinito tem uma extensão indeterminada, sem princípio, meio e fim, por isso ela não pode ser mensurada, daí a razão de não poder ser expressa com números, nem para a concepção da maior quantidade e nem para a da menor. Por isso, notou-se que existe uma grande diferença quantitativa entre uma sucessão de pontos de um segmento de reta, que é denominada de linha contínua. No primeiro caso, da concepção da maior quantidade, podemos acrescentar sempre mais um elemento, dando mais um passo para o elemento seguinte, o que faz levar à falsa conclusão de que uma sucessão é infinitamente extensível, quando ela é finitamente extensível. No segundo caso, da concepção da menor quantidade, despreza-se o acréscimo, perdendo sentido o elemento seguinte, pois entre um determinado ponto e outro posterior, tão próximo quanto se queira, é sempre possível encontrar um ponto intermediário, e assim consecutivamente, o que faz levar novamente à falsa conclusão de que uma intermediação é infinitamente pontuável, como se um segmento contínuo fosse infinitamente divisível, quando ela é finitamente pontuável, portanto, finitamente divisível, pois por mais que dividam indeterminadamente, jamais chegarão ao infinito. Muitos consideram que este segundo tipo de infinito, mas que não é infinito, levanta grandes questões sobre o infinito potencial, que também não é infinito, pois se parte de um todo dado, que é o segmento de reta, que pode conter em si uma infinidade de elementos, quando o termo infinidade está sendo indevidamente utilizado, pois o mais adequado seria uma quantidade indeterminada de elementos. Assim, o infinito em ato aparenta ser uma propriedade necessária do contínuo. Os seres humanos têm o direito de imaginar aquilo que queiram.

MATEMÁTICA — Você pode explicar as propriedades do segmento de reta?

PAMAM — Essas propriedades do segmento de reta foram explicadas através do conceito de infinitésimo, números indefinidamente pequenos, menores do que qualquer número real, que como visto são todos finitos. Este conceito foi originado na Grécia Antiga, mais propriamente no atomismo, de Leucipo de Mileto, e do seu discípulo Demócrito de Abdera. O atomismo foi criticado ao longo da história, tendo sido Zenão de Eleia o protagonista de um dos maiores e mais marcantes ataques, através dos seus paradoxos. Mas teve a sua utilidade, uma vez que mais tarde serviu de fundamento ao cálculo infinitesimal de Leibniz e Newton. Apesar da sua eficácia em você e na Física, os infinitésimos apresentavam inconsistências, presentes no fato de serem considerados como sendo simultaneamente não finitos e não nulos, por isso acabaram sendo banidos dos seus estudos.

MATEMÁTICA — E o que aconteceu com esse banimento?

PAMAM — Eles foram substituídos pelo cálculo diferencial e integral, por intermédio de Karl Weierstrass, no século XIX, que substituiu o infinitésimo pelo conceito de limite.

MATEMÁTICA — E ficou apenas nisso?

PAMAM — Não. Os infinitésimos foram mais tarde recuperados em você por Abraham Robinson, no século XX, que apresentou um novo pensamento para a análise matemática baseada nos infinitésimos, denominada de Análise Não-Standard, que fornece uma ideia para a utilização dos infinitésimos tal como Leibniz idealizou.

MATEMÁTICA — Há alguma lógica nisso tudo?

PAMAM — Nós temos que partir do princípio de que você é imperfeita, limitada, finita, por isso não deve se preocupar com o infinito, mas sim com as grandezas das quantidades finitas, que tanto podem tender para o +0 como para o -0. Georg Cantor foi considerado como sendo o primeiro a dar um tratamento “lógico” e racional ao infinito atual, criando o conceito do número transfinito, que denota a potência da cardinalidade de um conjunto, ou seja, a quantidade que representa um número principal em absoluto, contrapondo-se ao número ordinal que representa a ordem da sucessão, como primeiro, segundo, etc. O primeiro transfinito, o Aleph-zero, representa a quantidade dos números naturais, como se fosse um infinito em ato. Com isso, pretendeu mostrar que existem infinitos com diferentes potências, sendo a cardinalidade do conjunto dos números reais superior à dos números naturais e racionais.

MATEMÁTICA — Há outras definições de infinito em mim?

PAMAM — Sim. Como em Dirichlet, que no século XIX idealizou o princípio da casa dos pombos. E como em Richard Dedekind, no mesmo século, com o seu Infinito de Dedekind. Mas que não vale a pena aqui explicar.

MATEMÁTICA — Há outros estudos sobre o infinito?

PAMAM — Sim. Na Física, na Cosmologia, e em tudo que se queira empregar, inclusive nas artes, mas nem mesmo a Saperologia pode compreender o que o infinito racionalmente representa, na realidade.

MATEMÁTICA — Você pode dar existência a Deus no meu Axioma do Infinito?

PAMAM — Em primeiro lugar, vamos esclarecer que a conotação é contrária, pois foi Deus quem nos deu existência, quando saltamos do Seu seio e nos individualizamos, primeiramente como seres hidrogênios, então não somos nós e muito menos você quem pode Lhe dar a existência. Saiba que é em nós mesmos, os espíritos, que possuímos a Sua Essência e as parcelas das Suas propriedades da Força, da Energia e Luz, de onde devemos tirar a Sua existência, tal como fez Jesus, o Cristo, que tirou de si mesmo tudo aquilo que disse a respeito de Deus. De qualquer maneira, sabendo-se que o axioma é uma proposição de evidência imediata, e que não carece de demonstração, por ser uma verdade intuitiva, ela se torna um adágio, uma máxima, ou uma sentença. Sabendo-se que o infinito somente se encontra em Deus, em você, na Teoria dos Conjuntos, o Axioma do Infinito é aquele que garante a existência de um conjunto infinito, o que deve ser feito se postulando a existência de um conjunto menor que não é vazio e que, para todo elemento seu, tem outro elemento maior, em outro conjunto. Pois bem, o conjunto da imperfeição não é vazio, então para toda imperfeição existe um elemento maior na perfeição, este conjunto tem uma extensão indefinida, ilimitada, enquanto que aquele se finda neste.

MATEMÁTICA — Mas aí a perfeição tem um início.

PAMAM — É lógico. Mas observe que o espaço também tem um início quando nós saltamos do seio do Ser Total e ingressamos nele, em um determinado tempo, estando também definido o seu início para nós, mas sem sabermos em que ponto da sua extensão indefinida se deu realmente o início, justamente porque não há um princípio para isso. E o espaço em Deus não é infinito? E o tempo em Deus não é eterno? Faça uma analogia e constate que a perfeição também é infinita. E aqui nos despedimos. Boa sorte! Que os matemáticos lhe tratem bem e aprofundem os seus conhecimentos e as suas experiências, contribuindo assim para o progresso da nossa humanidade.

 

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