13.05.01.02.01- Pitágoras

A Era da Sabedoria
27 de setembro de 2018 Pamam

Pitágoras encarnou na Grécia, mais especificamente na cidade de Samos, em 570 a.C., tendo desencarnado em 497 a.C., aproximadamente. Segundo os estudiosos, quase nada pode ser afirmado com certeza acerca da vida de Pitágoras, pois consideram que ele foi objeto de uma série de relatos tardios que eles julgam serem fantasiosos, em que incluem os que se referem a viagens e contatos com as culturas orientais. No entanto, caso esses estudiosos tivessem atentado para o fato de que ele foi contemporâneo de Tales de Mileto, Buda, Confúcio e Lao-Tsé, de que as culturas orientais continham muitas informações acerca da Veritologia e da Saperologia, e também já tivessem se espiritualizado, poderiam constatar que ele foi intuído pelo Astral Superior para percorrer durante trinta anos o Egito, a Babilônia, a Síria, a Fenícia, a Índia, a Persa, a Arábia, a Fenícia, a Caldeia e a Gália, considerando sabiamente que os preconceitos deveriam ficar na entrada de cada porto, onde acumulou os mais variados tipos de conhecimentos e experiências, além de se versar em Astronomia e Matemática, para que assim pudesse impulsionar as religiões e as ciências já na sua época, inteirando-se até dos misticismos reinantes pelo mundo, para que então pudesse combatê-los.

Quando retornou para Samos, indispôs-se com o tirano Polícrates, cujo fato fez com que ele emigrasse para o sul da Itália, a Magna Grécia, fixando residência na ilha de Crotona, uma colônia grega. Em Crotona fundou a Escola Pitagórica, a que se concede a glória de ser a primeira universidade do mundo. Em sua escola admitiu como aluna a grega Theano, uma mulher de excepcionais qualidades, que depois se tornou a sua mulher, com quem teve duas filhas, assumindo as três a Escola Pitagórica, após a desencarnação do notável veritólogo.

Pitágoras ficou também conhecido como o “filósofo feminista”, apesar de ele não ser um saperólogo, mas sim um veritólogo, uma vez que na sua escola haviam muitas mulheres discípulas e, inclusive, algumas que alcançavam até o status de mestras, como foi o caso de Theano, com quem ele se casou. O símbolo da Escola Pitagórica era o pentagrama, uma estrela de cinco pontas, que ele considerava possuir algumas propriedades interessantes, o qual é obtido se traçando as diagonais de um pentágono regular, que pelas interseções dos segmentos desta diagonal é obtido um novo pentágono regular, que é proporcional ao original pela razão áurea, ou seja, estilo culto, nobre e elegante.

É deveras lastimável a formação cultural dos homens que se dedicam aos estudos mais elevados do saber humano, tornando-se eruditos em todos os sentidos, mas sem se disporem a também pesquisar a natureza espiritual inerente a todos nós seres humanos, o que provoca os deslizes mais primários em suas conclusões acerca dos assuntos veritológicos e saperológicos que são investigados e pesquisados, respectivamente.

Assim, desconhecendo e sem darem muita atenção aos assuntos de natureza espiritual, ignoram a real existência da mediunidade, que se manifesta de várias maneiras, sendo a intuitiva, o prenúncio da telepatia, inerente a todos os seres humanos. É pela mediunidade da intuição que os espíritos nos intuem para tudo aquilo que temos tendência ou propensão, em total obediência à lei da afinidade e ao princípio da atração, que vão se cumprindo segundo a própria afinidade e atração que temos com os espíritos dos mais diversos estágios evolutivos. Quem não conhece a afinidade química, em virtude da qual as moléculas de diferentes naturezas se combinam ou tendem a se combinar? Se essa afinidade espiritual for com o Astral Superior, os espíritos de luz irão nos intuir em relação a tudo aquilo que precisamos em nossas vidas, notadamente para a prática do bem, inclusive transmitindo até conhecimentos e experiências. Mas se essa afinidade for como os espíritos obsessores quedados no astral inferior, os espíritos decaídos na atmosfera da Terra, que ainda não ascenderam aos seus Mundos de Luz, face aos fluidos pesados, grosseiros e materializados que se impregnam em seus corpos fluídicos, fazendo com que a força gravitacional do planeta os mantenham presos, então, assim presos a este mundo, passam a intuir aos seres humanos que lhes são afins e atrativos de todas as maneiras possíveis, sempre para o erro ou para a prática do mal, sendo desta maneira que eles servem aos sacerdotes, tais como papas, cardeais, arcebispos, bispos, padres, pastores, aiatolás, rabinos, equinos e suínos, para não fugir à regra, todos quase da mesma laia, excluindo-se os dois últimos, que são apenas irracionais, para que essa laia maléfica possa arrebanhar cada vez mais prosélitos para as suas hostes, formando um verdadeiro distrito industrial aqui na Terra, em que todas as indústrias produzem o mesmo produto, ao transformarem seres humanos em autênticos cretinos, para que assim, estando todos acretinados, possam vir a servi-los de tudo, principalmente riqueza e poder, estando sempre mansos e obedientes, ávidos em primeiro lugar pelas recompensas dos céus, face aos desejos materiais e egoístas que carregam consigo, e, em segundo lugar, pela salvação, pelo imenso temor ao deus bíblico e a outros inoculado pelos sacerdotes, razão pela qual para estes se torna necessário semear a ignorância por todo o orbe terrestre. São ou não são os sacerdotes os maiores malfeitores da nossa humanidade?

É realmente lastimável que esses homens estudiosos não se dignem a combater a esse grande mal da nossa humanidade, com muitos chegando, inclusive, até a engrossar as fileiras dos acretinados, quando Jesus, o Cristo, afirmou perante a este mundo que “O grande mal da humanidade é a ignorância”.

E apesar disso tudo, após tantos e tantos séculos da mais completa ignorância, essa classe sacerdotal ainda não tem vergonha na cara quando, de pança cheia, arrota o seu odor desagradável no ambiente terreno, afirmando que é cristã, que é a seguidora do Cristo, quando, na realidade, é a seguidora Jeová, o deus bíblico, que ela manipula ao seu bel prazer e que por ele é manipulada, em suas perversas maquinações dominadoras dos cretinos, assumindo a cor negra dos verdadeiros demônios que ela mesma inventou, mas que já existiam desde priscas eras, que eram os espíritos obsessores, que por sinal rodeia a essa classe pestífera por todos os lados, em que o papa, o seu comandante assassino, pervertido e cruel, assume a cor mais negra que possa existir, a do próprio Satanás, e o Vaticano o ambiente do próprio inferno, tudo por eles mesmos inventado. Sendo tudo isso estendido às suas seitas protestantes, ainda mais fanáticas por riqueza e poder do que o próprio credo-pai.

Há que se ressaltar que os espíritos de baixas categorias, que integram o astral inferior, atuam também nos ambientes de todos os setores da vida humana, na política, no exército, na marinha, na aeronáutica, nas polícias municipais, estaduais e federal, nos serviços públicos, nos hospitais, nos cemitérios, na agricultura, na indústria, no comércio, nas associações de classes, nos sindicatos, na ONU e em todos os demais setores, inclusive nos lares.

Daí a importância da convocação geral dos espíritos efetuada no site pamam.com.br, para que todos passem a frequentar assiduamente o Racionalismo Cristão, a fim de que se esclareçam, de que se instruam, de que se espiritualizem e passem a formar uma corrente poderosa e benéfica neste ambiente terreno, já por demais saturado de tantos sentimentos inferiores e de tantos pensamentos negativos, vibrando sentimentos superiores, radiando pensamentos positivos e radiovibrando as suas combinações ao verdadeiro Deus, o Ser Total, a Essência, da qual somos partículas, mais as Propriedades da Força, da Energia e da Luz, pelas quais vamos evoluindo, e ao Astral Superior, para que os espíritos de luz que o integram possam reunir as condições necessárias para arrebatar os espíritos obsessores quedados na atmosfera terrena e transladá-los para os seus respectivos Mundos de Luz, promovendo assim a limpeza do seu ambiente.

Outro tipo de mediunidade é o da incorporação, em que os espíritos atuam sobre os médiuns encarnados e conseguem transmitir mensagens salutares aos assistentes, quando provenientes do Astral Superior, como a de que “Os tempos são chegados”, que os espíritos de luz transmitem constantemente nas sessões do Racionalismo Cristão, para que os seus militantes fiquem cientes da chegada do fim dos tempos da ignorância, como deverá ser devidamente explanado esse fim dos tempos no site pamam.com.br. Ou, então, transmitir mensagens inoperantes, grandes baboseiras e outras perturbações, quando provenientes do astral inferior, geralmente na doutrina espírita, como no kardecismo, que por ser bíblico não tem nada de científico, ou mesmo na umbanda, quimbanda ou outras feitiçarias mais que possam existir.

Tudo isso que foi dito acima é para servir de lastro para poder explanar a realidade do sentimento desse grande espírito, que recebeu o nome de Pitágoras, para que assim pudesse ser removido esse véu de lendas que os estudiosos ignorantes da vida espiritual tentam encobrir em sua biografia. Assim, sem saberem o porquê da verdadeira origem do seu nome, mesmo assim eles conseguem citar corretamente o significado do mesmo, quando dizem que ele significa altar da pítia, ou o que foi anunciado pela pítia, pois a sua mãe, ao consultar a pitonisa, ficou sabendo por intermédio desta que ele seria um ser humano de qualidades excepcionais. E realmente o foi, sem qualquer sombra de dúvida.

Na Grécia Antiga, a pítia era uma sacerdotisa dos templos, em que o templo de Apolo, em Delfos, é o mais famoso pelos seus oráculos, ou seja, respostas de uma divindade dadas àqueles que a consultavam. No entanto, a pitonisa era apenas uma médium de incorporação, cuja mediunidade foi altamente desenvolvida, para que então pudesse transmitir as mensagens dos espíritos de luz, que os gregos denominavam de oráculos, como mais adiante ainda veremos em Sócrates. Como pitonisa, ou médium de incorporação, Pitágoras teve Temistocleia, que os estudiosos julgam equivocadamente ter sido a sua mestra, daí considerarem-na como sendo uma saperóloga, cuja função é específica do sexo masculino, nunca do sexo feminino, que encarna sempre para as prendas do lar, para educar a sua prole, e nunca para ganhar o mundo, que é tarefa específica do sexo masculino.

Temistocleia era a alta profetisa de Pitágoras. Foi ela quem transmitiu dos espíritos superiores para ele os fundamentos da Matemática, por isso, além de saperóloga, os estudiosos também a consideram como sendo matemática. E na qualidade de pitonisa, ela é proveniente de Delfos, onde havia um dos mais importantes oráculos da antiguidade grega. E tão importante foi para ele, que além de mestra muitos a consideram como sendo a sua irmã, o que para o caso em pauta é irrelevante. Após Pitágoras haver cunhado o termo filosofia, o que lhe valeu o título de “pai da filosofia”, Temistocleia foi considerada a primeira mulher na história à qual o termo filósofa foi aplicado, como já visto como saperóloga, indevidamente.

Para tanto, vamos buscar a devida comprovação em Diógenes Laércio, que em sua obra intitulada de A Vida e as Opiniões de Eminentes Filósofos, destaca o papel de Temistocleia. Na seção, A Vida de Pitágoras, Diógenes Laércio afirma claramente que ela ensinou a Pitágoras as suas doutrinas morais, o que comprova também a sua natureza feminina de educadora, além da mediunidade de incorporação. A informação é originalmente fornecida por Aristóxeno, que afirma que Pitágoras derivou grande parte da sua doutrina moral de Temistocleia, a profetisa de Delfos, que jamais foi uma saperóloga, ou mesmo uma veritóloga.

Nessa época pitagórica, verificou-se no mundo grego uma revivência dos credos. Segundo alguns historiadores, um dos fatores que concorreram para este fato inusitado foi a linha política adotada pelos tiranos, a fim de garantir os seus papéis de líderes populares e para enfraquecer a antiga aristocracia, por isso estimulavam a expansão de cultos e ritos populares ou estrangeiros. Dentre estes cultos e ritos houve um que obteve uma enorme difusão: o orfismo. Ligado a Orfeu, originário da Trácia, este culto era de natureza esotérica, quer dizer, secreta, por isso era um culto misterioso, oculto nas sombras das origens helênicas, com pretensões veritológicas, pregando preceitos de moral que consideravam puros e de esperança na imortalidade feliz. Os seguidores desta doutrina acreditavam na imortalidade da alma, no que estavam absolutamente corretos, mas degeneravam em erro ao acreditarem também que a alma migrava para outro corpo — a transmigração, ou metempsicose — por várias vezes, a fim de efetivar a sua purificação, ao invés de conceberem a reencarnação como sendo um preceito universal necessário à evolução espiritual.

Essa revivência dos credos teve certa influência no conceito da Escola Pitagórica, razão pela qual ela foi conectada com concepções esotéricas, o que não procede, pois até mulheres ele admitia em sua escola, assim como Buda. Além disso, muitos julgaram que os seus seguidores eram metempsicosistas, os que acreditam na transmigração das almas de um corpo para outro, fruto da influência do orfismo, o que também não procede, uma vez que Pitágoras era ciente do preceito da reencarnação, já que Filóstrato, em sua obra intitulada de A Vida de Apolônio de Tiana, afirmou que Pitágoras não só sabia quem era na sua encarnação, como também quem havia sido na encarnação anterior. Mas o certo é que nem por isso foi tachado como doido, perturbado, vaidoso, soberbo, inútil, irresponsável e outros tantos adjetivos mais, pelos quais este autor foi premiado pelo mesmíssimo fato. Mas tem que se compreender o pouco desenvolvimento mental dos seres humanos até aos dias de hoje, que justamente por isso não são afeitos aos estudos, e muito menos às investigações e as pesquisas elevadas. Daí a razão desse vexame precipitado, desse atropelamento no decorrer do tempo, mas que este tudo coloca nos seus devidos lugares, inclusive a esses partidários da fácil adjetivação da personalidade alheia.

Então Pitágoras seguia uma doutrina diferente, própria e que era somente sua. Pelo fato de que a sua missão neste mundo incluía alavancar os conhecimentos matemáticos, para que esta parcela do Saber depois se especializasse e tomasse o próprio rumo, chegou à conclusão de que todas as coisas são números, sem atentar para a realidade de que as coisas são incomensuráveis, mas não infinitas, pois que Infinito somente Deus, e que o processo de libertação da alma seria resultante de um esforço mental. Assim, a purificação resultaria de um trabalho mental, que descobre a estrutura numérica das coisas e tornam, então, a alma como uma unidade harmônica. Os números não seriam, neste caso, os símbolos, mas os valores das grandezas, ou seja, o mundo não seria composto dos números 0, 1, 2, etc., mas dos valores que eles exprimem. Portanto, uma coisa manifestaria externamente a estrutura numérica, sendo esta coisa o que é por causa deste valor.

Como visto, a missão primordial de Pitágoras era promover o conhecimento de uma parcela do Saber, a Matemática, através da Veritologia, para que depois ela se destacasse e fosse entregue aos seres religiosos e cientistas. Em razão disso, para os pitagóricos os números eram sinônimos de harmonia, constituído da soma de pares e ímpares, pois os números pares e ímpares expressavam as relações que se encontram em permanente processo de mutação, sendo considerados como a essência das coisas, criando noções opostas, limitado e ilimitado, que se relacionam com o relativo e o absoluto, e também a base da especulação da harmonia das esferas.

É por isso que para os pitagóricos o cosmo é regido por relações matemáticas. A observação dos astros lhes sugeriu que uma ordem domina o Universo. Evidências disso estariam no dia e na noite, nas alterações das estações e no movimento circular e perfeito das estrelas. Assim o mundo poderia ser denominado de cosmos, termo que contém as ideias de ordem, de correspondência e de beleza. Nessa cosmovisão, eles também concluíram que a Terra é esférica, estrela entre as estrelas que se movem ao redor de um fogo central. Alguns pitagóricos chegaram, inclusive, até a falar da rotação da Terra sobre o seu eixo. No entanto, a maior descoberta de Pitágoras e dos seus seguidores se deu no domínio da Matemática, mas especificamente no campo da geometria.

Como a Veritologia é a fonte da Saperologia, vamos encontrar Aristóteles mais adiante tomando ciência dos conhecimentos transmitidos por Pitágoras, com o intuito de explaná-los, e não somente isso, confirmando que esses conhecimentos foram devidamente captados. É o que revela em sua obra intitulada de Metafísica, quando assim se expressa:

Os denominados pitagóricos captaram (grifo meu) por vez primeira as matemáticas e, além de desenvolvê-las, educados por elas, acreditaram que os princípios delas eram os princípios de todas as coisas. Como os números eram, por natureza, os princípios delas… e apareciam os números como primeiros em toda a natureza, pensaram que os elementos dos números eram os elementos de todas as coisas”.

Zeller afirma também que com relação à metafísica a característica distintiva dos pitagóricos é a afirmação de que o número é a essência de todas as coisas e que toda coisa, na sua essência, é número. Para a epistemologia pitagórica, que é o estudo crítico dos conhecimentos da sua escola, o fragmento 4 de Filolau, DK44B4, é frequentemente citado, pois nele Filolau afirma que “todas as coisas que podemos conhecer contêm número”.

Sabendo-se que todos os conhecimentos são de natureza metafísica e de que todas as experiências são de natureza física, para que assim o Universo seja totalmente preenchido pelas partes metafísica e física, em que o espaço contém a parte metafísica e o tempo a parte física, vamos encontrar Pitágoras captando conhecimentos acerca do espaço, por intermédio da parcela do saber denominada de Matemática, em que o aprofundamento se deu no setor que se denomina geometria. Ele conseguiu captar e transmitir propriedades muito interessantes e até curiosas sobre os números.

Assim, os pitagóricos estudaram e demonstraram várias propriedades dos números figurados. Entre estes o mais importante era o número triangular 10, denominado pelos pitagóricos de tétrada. Este número representava os quatro elementos da natureza: fogo, água, ar e terra; pois 10 = 1 + 2 + 3 + 4, e servia de representação para a completude do todo, formando um triângulo, da seguinte maneira:

A tétrada, que os pitagóricos desenhavam com um alfa em cima, dois abaixo deste, depois três abaixo destes e por fim quatro na base, era um dos símbolos principais do seu conhecimento avançado das realidades “a priori”, cuja representação era toda perfeita em si, de qualquer um dos lados que se observe.

Os pitagóricos foram os primeiros a fornecer uma noção dos números perfeitos, pois demonstraram que a soma dos divisores de determinado número, com a exceção dele mesmo, é o próprio número. Vejamos dois exemplos:

  1. Os divisores de 6 são: 1, 2, 3 e 6. Então, 1 + 2 + 3 = 6;
  2. Os divisores de 28 são: 1, 2, 4, 7, 14 e 28. Então, 1 + 2 + 4 + 7 + 14 = 28.

Um dos problemas não solucionados, na época de Pitágoras, era determinar as relações entre os lados de um triângulo retângulo. Ele provou que a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa, cuja prova ficou sendo conhecida até aos dias de hoje como o Teorema de Pitágoras. Uma das formas de demonstrar esse teorema pode ser representada pela figura abaixo:

Os números irracionais, considerados como sendo quantidades irracionais, aquelas cujas relações com as unidades não se podem exprimir em números, quer dizer, os números ou as expressões algébricas que contêm um ou mais radicais que se não podem eliminar, foram primeiramente revelados pelos pitagóricos. Essa revelação do primeiro número irracional se deu através da raiz quadrada do número 2, que surgiu exatamente da aplicação do teorema de Pitágoras, em um triângulo de catetos valendo 1, da seguinte maneira:

 

 

Os gregos não conheciam o símbolo da raiz quadrada e diziam simplesmente “O número que multiplicado por si mesmo é 2”. A partir da descoberta da raiz quadrada de 2 foram descobertos muitos outros números irracionais.

A palavra Matemática, que em grego é Mathematike, surgiu com Pitágoras, que foi o primeiro a concebê-la como uma doutrina de sentimento, fulcrada em provas dedutivas. Por isso ele foi o primeiro a estabelecer uma definição que quantificava o objeto final do Direito: a justiça; pois definiu que um ato justo seria a chamada “justiça aritmética”, na qual cada indivíduo deveria receber um ganho ou uma punição quantitativamente igual ao ato cometido. Mas tal argumento foi refutado por Aristóteles, que acreditava em uma justiça geométrica, na qual cada indivíduo receberia um ganho ou uma punição qualitativamente ou proporcionalmente ao ato cometido, e não quantitativamente, ou seja, ser desigual para com os desiguais, a fim de que estes sejam igualados com o resto da sociedade.

Visto o sentimento pitagórico, vejamos agora a natureza dos seus pensamentos, em que algumas pérolas dele foram extraídas:

  • Educar as crianças e não será preciso punir os homens;
  • Não é livre quem não obteve o domínio sobre si;
  • Pensem o que quiserem de ti, faz aquilo que te parece justo;
  • O que fala semeia, o que escuta colhe;
  • Ajuda aos teus semelhantes a levantar a carga, mas não a carregues;
  • Com a ordem e com o tempo se encontra o segredo de fazer tudo e de tudo fazer bem;
  • A melhor maneira que o homem dispõe para se aperfeiçoar é se aproximar de Deus;
  • A evolução é a lei da vida, o número é a lei do Universo, a unidade é a lei de Deus;
  • A vida é como uma sala de espetáculos: entra-se, vê-se e se sai;
  • A sabedoria plena e completa pertence aos deuses, mas os homens podem desejá-la ou amá-la se tornando filósofos;
  • Anima-te por teres de suportar as injustiças, pois a verdadeira desgraça consiste em cometê-las.

Na condição de veritólogo, Pitágoras valorizava mais a moral do que a ética. Assim, para os estudantes em geral, Pitágoras estabeleceu um regime extremamente moralista, havendo ordem e horário para tudo, com todos os membros prestando juramento de lealdade tanto para com o mestre como para consigo mesmos, vestindo-se com simplicidade, portando-se com modéstia, sem jamais se entregarem ao riso desordenado, mas sem serem carrancudos, e, ao fim de cada dia, fazendo um exame de consciência para verificar se haviam cometido erros, a fim de corrigi-los e não mais repeti-los, e quais as boas ações que foram praticadas, pois que a sua intenção era formar uma comunidade sui generis no mundo, pois que ele era conhecedor das principais culturas mundiais, em função das suas viagens pelas diversas nações. O próprio Pitágoras seguia a todos esses regulamentos com maior rigor do que qualquer aluno.

Assim, o seu método de vida conquistou tal respeito e autoridade entre os seus discípulos, que nenhum ousava se queixar daquela rígida disciplina moralista, mas de cunho pedagógico, uma vez que regulava moralmente a conduta de todos os membros.

É óbvio que nessa época ainda não haviam os fundamentos da Cosmologia, mas se utilizando da sua imensa percepção, Pitágoras ousou afirmar que o Universo era uma esfera girando como os planetas, do oeste para leste, que assim como a Terra, era dividido em cinco zonas: ártica, antártica, verão, inverno e equatorial. A Lua se torna mais ou menos visível de acordo com a sua parte iluminada pelo Sol venha a se achar mais ou menos voltada para a Terra, em que os eclipses da Lua são causados pela interposição da Terra entre a Lua e o Sol.

Mas tudo isso ele concebeu por intermédio dos seus olhos da cara, ou mesmo com eles armados, como fazem os cientistas da nossa época? É óbvio que não. Tudo isso foi concebido por intermédio da sua imensa percepção, pois que é através dela que se investiga, que se captam os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, estando estes corretos ou equivocados, levando-se em consideração o seu pioneirismo. Heráclito, que era parcimonioso em seus elogios, afirmou que “De todos os homens, Pitágoras foi o mais completo investigador”, e Diógenes Laércio veio afirmar o seguinte:

Pitágoras foi a primeira pessoa que atribuiu a forma redonda à Terra, e que forneceu ao mundo a denominação de cosmos”.

Vivendo sob um rígido controle regulamentado, os pitagóricos consideravam que um dos grandes empecilhos para a percepção e a captação dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade era o próprio corpo humano, através dos seus sentidos, que sujeitavam o homem, pelo que se impunha a libertação dos sentidos. Os pitagóricos afirmavam que o corpo humano era como se fosse uma espécie de tumba, que deveria ser dominado, mas sem perdê-lo, que para tanto deveria haver um estado prévio da alma, que era justamente a virtude por eles buscada de um modo incessante, chegando-se assim a uma vida virtuosa, não mais ligada às necessidades do corpo humano, a um modo de vida semelhante ao divino, quando então ele se torna amigo da sabedoria, por intermédio da verdade.

Como antes de tudo os veritólogos buscam por perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, para formar um corpo de doutrina, pode-se afirmar que Pitágoras foi o primeiro matemático puro, ou o primeiro matemático doutrinário, diferentemente dos saperólogos, que buscam por compreender e criar as experiências físicas acerca da sabedoria, para formar um corpo de sistema, cujo sistema se relaciona com o meio ambiente, em que a Matemática é aplicada experimentalmente. Daí a razão pela qual Pitágoras foi o primeiro matemáticos doutrinário, pois que a doutrina é a fonte do sistema.

É em Pitágoras que nós vamos encontrar verdadeiramente o porquê de os estudiosos utilizarem o termo Filosofia, pois que sendo ele um veritólogo por natureza, passou a rejeitar a palavra sophia para si, que em grego significa sabedoria, considerando-a como sendo assaz pretensiosa para os seus predicados veritológicos. Em razão disso, passou a denominar a sua doutrina da busca de conhecimentos como Filosofia, tal como sendo apenas amigo da sabedoria, assim como os saperólogos são amigos da verdade. Ora, os conhecimentos metafísicos acerca da verdade são as fontes das experiências físicas acerca da sabedoria, o que implica em dizer que a verdade é amiga da sabedoria, pois que elas se unem, irmanam-se, congregam-se, para que se possa alcançar a razão. Assim, no século VI a.C., os termos pitagórico e filósofo passaram a ser sinônimos, o que, obviamente, teve início a essa mescla entre a Veritologia e a Filosofia, em que a denominação mais apropriada para esta última é realmente Saperologia.

Enquanto os veritólogos que compunham a Escola Jônica buscavam perceber a existência da substância primária de todas as coisas no elementos da natureza, Pitágoras procurou percebê-las na forma, pois tendo descoberto as sequências e as relações numéricas regulares na música, aplicou-as aos planetas e fez com que os veritólogos se voltassem para a unidade, anunciando que tais sequências e relações numéricas regulares existem em tudo, portanto, em todas as coisas, o que o levou a estabelecer que a substância primária de todas as coisas é o número, tal como iria arguir Spinoza, afirmando a existência de dois mundos: o primeiro referente ao homem vulgar, que eram as coisas percebidas pelos sentidos; o segundo referente aos filósofos, no caso os veritólogos, o do conhecimento da realidade percebida pela razão, em que somente o segundo mundo seria permanentemente o real. Assim também Pitágoras, que percebeu que os únicos aspectos básicos e duradouros de qualquer coisa eram as relações numéricas das suas partes.

Como resultado dessa percepção pitagórica acerca da existência da substância primária de todas as coisa através do número, vemos atualmente que as ciências procuram reduzir todas as coisas, fatos e fenômenos aos quantitativos, matemáticos e verificáveis, como, por exemplo, a Química descreve todas as coisas por meio de símbolos ou números, organizando matematicamente os elementos em uma lei periódica e os reduz à aritmética intra-atômica dos elétrons; a Astronomia é a matemática celeste; os físicos buscam uma fórmula matemática para esclarecer os fenômenos do magnetismo, da eletricidade, do eletromagnetismo e da gravitação; e alguns dos estudiosos modernos já tentaram expressar a própria Veritologia, sob a denominação de Filosofia, por meio de uma fórmula matemática.

Há que se compreender que nessa predileção por números, os pitagóricos procuravam explicar matematicamente a natureza do mundo mediante o concurso dos opostos, a relação existente entre o Ilimitado e o limitado, entre o Perfeito e o imperfeito, entre o Infinito e o finito, em que se reduzidos aos números vamos encontrar o Par como sendo Deus, e o ímpar como sendo os infinitos seres. O Par não põe limites à divisão por dois, assim, os resultados das divisões nos força a dizer que todos os seres se encontram ligados diretamente a Deus, que é Ilimitado, Perfeito e Infinito, enquanto que o ímpar põe limites à divisão por dois, por isso, estando ligados a Deus, são limitados, imperfeitos e finitos.

Sendo mais afeitos aos números, os pitagóricos não conseguiram conceber em toda a sua extensão o realismo da reencarnação e da evolução espiritual, em que os espíritos reencarnam a partir dos seus Mundos de Luz, mas acreditando na imortalidade da alma, afirmando que após a desencarnação a alma passa por um período de purgação no hades, no sentido de que ficava decaída na atmosfera terrena, no astral inferior, para em seguida reencarnar em outro corpo, por várias vezes, a fim de realizar a purificação.

Sendo profundamente espiritualizado, Pitágoras contava para os seus discípulos acerca das suas encarnações precedentes, afirmando que havia sido primeiro uma cortesã e depois o herói Euforbo, e que nesta última encarnação se lembrava nitidamente das suas aventuras no cerco de Troia, tendo reconhecido em um templo de Argos a armadura que havia usado nessa sua existência anterior. Sendo um veritólogo afeito à moral, há que se dar crédito a essas suas afirmativas, uma vez que outras grandes mentalidades vieram também a confirmar o preceito da reencarnação, como veremos no decorrer deste site de A Filosofia da Administração.

O objetivo da vida na doutrina pitagórica era evitar a reencarnação, o que somente se poderia conseguir por intermédio da virtude, uma vez que a virtude era considerada como sendo a harmonia da alma em si mesma e com Deus. Essa harmonia da alma em si mesma era obtida através da verdade e da sabedoria, que ensinam ao homem a modéstia, a moderação e a justa medida; em que o caminho oposto, o da discórdia, do excesso e do pecado, conduz o homem de modo inevitável à tragédia e ao castigo. A justiça é um número no quadrado, e mais cedo ou mais tarde o erro será elevado ao quadrado, com o retorno da penalidade equivalente.

A Escola Pitagórica era uma aristocracia comunista, com os homens e as mulheres vivendo em perfeita comunhão de bens, sendo educados juntos, treinados para a aquisição da virtude e para a elevação dos pensamentos, por meio da Veritologia, da Matemática e da música, que assim se propunham a governar e a proteger o Estado.

Na realidade, foi o esforço de Pitágoras para entregar à sua sociedade o governo da cidade, o motivo que trouxe tanto a sua ruína como a dos seus adeptos, pois os iniciados se imiscuíram tão ativamente na política, colocando-se de modo tão decisivo ao lado da aristocracia, que o partido popular ou democrático de Crotona, em um ímpeto de ódio e de revolta, incendiou a casa em que se reuniam, matou muitos deles e deportou os restantes. Eis aqui, desde priscas eras, o apego exacerbado dos espíritos atrasados ao poder.

Segundo nos conta uma versão da tradição, o próprio Pitágoras foi capturado e morto, quando na fuga se recusou a atravessar um campo para não pisar a plantação de favas que o cobria. Uma outra versão nos conta que ele conseguiu alcançar Metaponto, quando já contando com oitenta anos de vida deixou de se alimentar durante quarenta dias, vindo a desencarnar em função da inanição.

Vemos em Pitágoras uma das grandes mentalidades que vieram a este mundo com um propósito, ou, como queiram, com uma missão, com a sua influência tendo sido duradoura, pois que ainda hoje o seu nome ainda é referência de uma grande mentalidade. A sociedade pitagórica ainda sobreviveu durante três séculos através de alguns grupos espalhados pela Grécia, produzindo religiosos que se dedicavam ao estudo especializado das parcelas do Saber, como Filolau de Tebas, e estadistas, como Arquitas, ditador de Taras e amigo de Platão, em que o próprio Platão se deixou fascinar pela grande mentalidade de Pitágoras, recorrendo a ele com constância, em seu desdém pela democracia, na forma como ela era praticada, em que busca uma aristocracia comunista de governantes que fossem saperólogos, no contexto da sua concepção de virtude como harmonia, nas teorias sobre a natureza e no destino das almas, no amor pela geometria e em sua adesão a respeito dos números.

 

 

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03- A VERDADEIRA UNÇÃO

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