13.05.01.01.06- Anaxágoras

A Era da Sabedoria
26 de setembro de 2018 Pamam

Anaxágoras era um veritólogo que nasceu em Clazômenas, na Jônia, tendo encarnado em 500 e desencarnado em 428 a.C. Foi ele o fundador da primeira escola veritológica de Atenas, contribuindo assim para a expansão dos conhecimentos metafísicos, na busca incessante pela verdade, que eram desenvolvidos nas cidades gregas da Ásia, tendo sido protegido por Péricles, o primeiro que realizou experiências acerca da democracia, que também era seu discípulo.

Não sendo essa grande mentalidade afeito ao sobrenatural, foi acusado em 432 a.C. de impiedade, que classicamente é entendida como sendo uma falta de consideração apropriada ou pela inobservância em relação às obrigações devidas para com as condutas credulárias públicas a serem observadas nos cultos, que posteriormente passou a representar uma das principais objeções pagãs ao denominado cristianismo, uma vez que esse cristianismo é todo falso. Em face dessa acusação, Anaxágoras partiu para Lâmpsaco, uma colônia de Mileto, também na Jônia, em que lá fundou uma nova escola.

O veritólogo escreveu um tratado aparentemente pequeno intitulado Da Natureza, em que tentava conciliar a existência do múltiplo em relação à crítica de Parmênides e a sua Escola Eleática, cuja escola veremos em outro tópico.

Muitos estudiosos da história da até então denominada Filosofia, agora Saperologia, olvidam de relacionar Anaxágoras em seus escritos, pelo fato de não atentarem para a grande importância deste veritólogo em relação ao sentimento que vigorou nessa época, que foi por eles denominada de pré-socrática.

Anaxágoras procurou perceber e captar a existência da substância primária de todas as coisas, a partir da qual todas as coisas eram feitas, mas que atendesse às exigências universais de um Ser Imutável, como sendo o princípio de todas as coisas, para que assim pudesse explicar a existência das múltiplas manifestações da realidade.

A esse Ser Imutável Anaxágoras chamou de Nous, conceito que é traduzido como inteligência, pelo que se pode concluir que o Nous é o Ser Total, a Inteligência Universal, o Criador, ou Deus. De acordo com o veritólogo, o Nous contém em Si todos os seres, que são essências, a cujos seres ele denominou de homeomerias, tal como se fossem sementes que contêm a essência de cada coisa que existe.

Assim, para ele o Nous é o Ser Ilimitado, Autônomo, que não se mistura com nada mais, mas que atua diretamente sobre todas as homeomerias, ordenando-as e constituindo os mundos que rolam pelo Universo, assim como se o Nous fosse o Todo, que atua diretamente sobre as suas partes, ou sobre as suas partículas. É esta noção do Ser Ilimitado, ou do Ser Total, já que o Nous é o Todo, tal como sendo a Inteligência Universal, que estabelece uma finalidade para a evolução universal, pois que sendo uma partícula da Inteligência Universal, todas essas partículas são também inteligências, cujas inteligências evoluem pelo Universo, que tendo um princípio na Inteligência Universal, tendem a uma finalidade na própria Inteligência Universal.

Foi tamanha essa percepção de Anaxágoras acerca do Nous, tal como sendo a Inteligência Universal, ou o Ser Total, e das homeomerias como sendo partículas do Ser Total, que passou a repercutir intensamente nos saperólogos que vieram posteriormente a este mundo, como Platão e Aristóteles, tendo também repercutido em Leibniz, que não era saperólogo, mas sim um veritólogo, que aproveitou a sua ideia das homeomerias.

Anaxágoras era completamente indiferente aos interesses terrenos, tendo descuidado do seu patrimônio por amor a verdade, costumando dizer que a sua pátria era o céu e que a tarefa da sua vida era a contemplação das estrelas, por onde se constata que ele se alçava ao Espaço Superior em busca da verdade.

Em 455 a.C., Anaxágoras especulou que a Lua não passava de um pedaço da Terra que se desprendeu. Mas como a maioria dos seus contemporâneos estavam convencidos de que a Lua era um deus, a sua especulação não teve muitos adeptos.

Há aqui que se fazer uma espécie de adendo.

Nesse tempo, Péricles era o estadista que se tornou o comandante supremo de Atenas durante a sua maior época. As suas preferências oscilavam entre a arte e a Saperologia, assim como também pela Veritologia, embora ele não o soubesse, e talvez lhe teria sido difícil dizer a quem mais ele amava, se a Fídias, que juntamente com os seus auxiliares se absorveram no trabalho das estátuas do templo dedicado a Atena Partenos, o Partenon, ou se a Anaxágoras, mesmo ignorando que este era um veritólogo, o que não faz a mínima diferença. Segundo afirma a tradição, ele dedicava a Anaxágoras uma extraordinária estima e uma rara admiração, pois foi ele, segundo Platão, quem aprofundou Péricles no estadismo. E mais: foi da sua longa convivência com Anaxágoras, acredita Plutarco, atingido pelos raios de luz da sua elevada moral, que Péricles hauriu não somente a elevação de objetivos e a dignidade da linguagem, muito acima das medíocres e desonestas palhaçadas da eloquência demagógica da maioria dos políticos, mas também a compostura de atitude e a serenidade de gestos, que coisa alguma perturbava durante as suas orações.

Pois bem, quando Anaxágoras envelheceu e Péricles se deixou absorver pelos negócios púbicos, o estadista por algum tempo deixou de lado o veritólogo, que isolado e sem renda para se manter começou a passar por necessidades. Que pena! Mas depois, vindo a saber que Anaxágoras passava fome, Péricles, de imediato, apressou-se em socorrê-lo, tendo, porém, que aceitar humildemente a observação da sabedoria do veritólogo, assim:

Os que precisam de uma lâmpada abastecem-na de óleo”.

Lágrimas me vêm aos olhos!

Minhas senhoras e meus senhores, os espíritos iluminados que vêm dos seus Mundos de Luz para encarnar neste mundo, sem mais precisarem encarnar para evoluir, decidem vir com o único intuito de alavancar a evolução humana, para iluminar o meio ambiente terreno, sem quaisquer interesses em auferir pecúnia ou bens materiais, pois isso geralmente é de interesse apenas de espíritos atrasados, esquecendo-se muitas vezes em auferi-los até para a própria sobrevivência, face aos seus desapegos à matéria.

Em razão disso, quando passarem a vir em profusão, em um futuro muito próximo, apresentando-se neste mundo com os seus mais elevados ideais para com a nossa humanidade, empreguem o máximo esforço possível no sentido de ampará-los e subsidiar os ambientes em que eles irão habitar, para que assim eles possam cumprir a contento com as missões a que se propuseram.

E isto não é nenhum favor, mas sim um grande investimento que se faz em prol de um esclarecimento humano cada vez mais profundo, cujo retorno irá com certeza se refletir em maiores conhecimentos acerca da verdade e das religiões, em maiores experiências acerca da sabedoria e das ciências, em novas profissões, na paz mundial, na moral e na ética, com estas postas sob os raios luminosos da educação.

Não esqueçam jamais do que o mestre Anaxágoras falou:

Os que precisam de uma lâmpada abastecem-na de óleo”.

 

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