13.04- Considerações finais sobre a classe sacerdotal

Prolegômenos
19 de junho de 2018 Pamam

Torna-se preciso que eu venha a dedicar o meu tempo na medida certa para me ater a esses seres humanos malignos e perniciosos, que formam a classe mais perigosa e a mais criminosa de todos os tempos, que não satisfeita em semear a ignorância por todo o orbe terrestre, em cometer todos os tipos de crimes, e também por cima angariar as mais fabulosas riquezas, vem ainda se intrometer na vida política de todas a nações.

No Brasil, o Estado somente veio a se tornar laico com a Constituição de 1891, da qual eu me orgulho de haver sido o seu mentor intelectual, quando encarnado como Ruy Barbosa, separando-se assim de vez da maléfica e milenar Igreja Católica Apostólica Romana, ficando sem um credo definido em sua nação, respeitando então todas as manifestações credulárias, para o bem da democracia, apesar dos credos e as suas seitas representarem um mal para todo o seu povo, mas assim teria que ser, para que o mal viesse a emergir com toda a sua força, com toda a sua pujança, quando então, assim no auge da sua força, o bem viesse a vencê-lo de roldão, como agora está vencendo, por intermédio do Racionalismo Cristão.

A monarquia brasileira adotava oficialmente o catolicismo como credo obrigatório, discriminando abertamente aqueles que não professavam a esse credo. Com a proclamação da república, o Estado brasileiro se desligou de vez do catolicismo, sem adotar oficialmente qualquer credo ou seita, passando a ser laico, com a própria Constituição proibindo beneficiar ou prejudicar qualquer confissão credulária, tornando-se assim indiferente e passando a zelar exclusivamente da administração material do país, sem mais se preocupar pelo estado de consciência dos brasileiros, avançando no sentido da liberdade de pensamento, como resultado da influência do Positivismo, de Augusto Comte.

A Constituição de 1891, mais precisamente a Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil, foi a primeira Constituição republicana do nosso país, tendo sido inspirada e moldada pela saperologia de Augusto Comte, cuja doutrina é denominada de Positivismo, que assim estabeleceu as principais características do Brasil contemporâneo, tais como os modelos presidencialista e federativo, o voto direto, apenas o masculino e não secreto, para os representantes do poderes executivo e legislativo, e a independência entre os três poderes, estabelecendo o fim das instituições monárquicas, tais como o poder moderador e o Conselho de Estado, que durou até a revolução de 1930.

Segundo o Positivismo, o mundo deve funcionar em conformidade com as leis naturais que lhe são inerentes, e jamais através da intervenção de seres sobrenaturais, como Jeová, o deus bíblico, Alá, o deus alcorânico, e outros deuses mais, tidos como sendo superiores a todos nós, por força dos poderes sobrenaturais. Assim, o governo deve se limitar a atuar diretamente sobre as coisas, e jamais sobre os pensamentos dos seres humanos, quer dizer, deve se ocupar da administração da vida material do seu povo, sem nunca interferir em nada que venha a se relacionar com as suas convicções pessoais, sendo completamente neutro em termos de credos e seitas.

Sendo republicano, o Positivismo ensina que se deve optar por um regime político em que não se deve existir rei nem imperador, por conseguinte, nobreza e nem tampouco privilégios decorrentes do nascimento das pessoas em certas famílias, devendo ser adotado um regime político em que todos os esforços do governo devem visar o bem-estar da coletividade, mediante a atividade pacífica, prescindindo da violência.

Mas mesmo assim, com toda a democracia posta à disposição do povo, os sacerdotes continuam aprontando, como se diz comumente, pois arrecadam milhões e milhões de reais com todos os tipos de embustes que conseguem engendrar, seja através do dízimo, em que a mentirosa e quimérica Bíblia prevê, seja através de ofertas, mensalidades, doações e tudo o mais que todos podem constatar por esse lindo Brasil afora, constituindo assim um verdadeiro estelionato, e ainda sem pagar impostos e taxas, tal como antigamente eram eles igualmente beneficiados. E mais: adquirem com essas vultosas rendas estações de rádios e canais de televisão, sempre com a desculpa de pregarem o evangelho, o qual contém as mais descaradas mentiras sobre Jesus, o Cristo, para que assim possam mais facilmente arrebanhar os seres humanos incautos para a engorda das suas rendas.

O ser humano sem os devidos esclarecimentos acerca da verdade, adquire um complexo de inferioridade, cria no seu mental algo inexistente e fica convencido pelos sacerdotes que não dá para grandes realizações, que nunca conseguirá ser feliz, a não ser por intermédio dos milagres, das bênçãos do seu deus ou deles próprios, os sacerdotes, e das intervenções diretas do deus bíblico ou de outros livros “sagrados”, tornando-se, então, completamente dependentes desses seres infelizes pregadores da ignorância. Ao passo que o ser humano esclarecido pelos seres humanos mais evoluídos, sabe que é apoiado pela verdade e pela sabedoria, portanto, pela razão, e, consequentemente, passa muitas vezes a ser aquilo que nunca pensou ser, sente estimulada a sua vontade e se julga capaz de chegar aos grandes empreendimentos, porque começa de logo a agir, desembaraça-se e passa a ser um ser humano independente e de valor nos seus afazeres do dia a dia.

Luiz de Mattos, em sua obra, Cartas Oportunas Sobre Espiritismo, a página 338, diz que todo ser humano que se instrui e abre o caminho da verdade aos demais seres humanos, produz obra útil, benéfica, patriótica, humanitária, e que os que se quedam nas mentiras convencionais, leigas ou credulárias, praticam um crime, pois que a mentira é o maior de todos os crimes. Que de crimes tem sido a prática dos seres humanos que sabem ler e escrever e não põem em ação o seu raciocínio para o bem próprio e do todo, que é a nossa humanidade, que tanto está sofrendo, por se manter escrava da ignorância em que a tem conservado os sacerdotes chefes das falsas religiões, portanto, dos credos e das suas seitas, tal como o pomposo e carnavalesco papa, com as suas vestes papais, um dos mais ignóbeis sacerdotes deste mundo, assim como também os chefes das falsas ciências e da reles política.

E são tão maldosos e sensuais os sacerdotes, tão apegados à carne, portanto, à matéria, que chegam mesmo a afirmar, mentirosamente, que Maria, a mãe de Jesus, era virgem, como se a união entre um homem e uma mulher para a constituição de uma família fosse algum pecado ou algo não permitido. Isso obrigou Luiz de Mattos a reagir com veemência, dizendo que sendo Maria o espírito que veio à Terra com o encargo de gerar, amamentar e acompanhar o grandioso Jesus, o Cristo, no seu espinhoso dever de, pelos fatos, provar a existência de um só Deus gerador, incitador e movimentador de tudo quanto existe no Universo, e assim a existência do espírito e da alma, a existência da Força, no que se deve complementar, da Energia e da Luz, não podia, é claro, ser um espírito inferior, ainda materializado, e, portanto, perturbado, cujos sentimentos afetivos estivessem ainda em embrião. Que ao encarnar, Maria trouxera como dever o ser mãe de Jesus, o Cristo, e esse dever, só podia caber a um espírito puríssimo; que espírito puríssimo nada tem a ver com a carne, apenas a preside, resignado, embora torturado, aos atos materiais, especialmente aos genésicos. Que sendo Maria um espírito grandioso e puro e não vivendo da matéria e nem para a matéria, e sim do espírito e para o espírito, é claro que foi virgem, porque virgindade quer dizer pureza, quer dizer honradez, quer dizer justiça, a noção exata do dever a cumprir. Que assim explicada, racional e cientificamente, de acordo com a composição do Universo, base de tudo quanto existe, com as leis naturais que tudo regem; que assim demonstrada a virgindade de Maria, mãe de Jesus, o Cristo, é de esperar que o leitor como tal considere essa criatura admirável e a ame em espírito e verdade, por espírito ser ela, e assim, partícula evoluída da Inteligência Universal, de Deus, do Grande Foco, do Todo, enfim.

Essas imagens de espíritos obsessores que sempre acompanham os sacerdotes se trata apenas da ponta do icebergue, mas que pelo tamanho já se pode conceber o tamanho desse icebergue, que cresce de maneira rápida e ininterrupta, em face dos credos e das suas seitas, além de outras mazelas mundanas, tendendo a controlar a todo o planeta, pois que o objetivo maior do astral inferior é destruir a vida em todo este mundo.

Nos próximos capítulos, eu deverei tratar das doutrinas credulárias, mais especificamente da doutrina católica, pois, como dito, todas essas doutrinas credulárias são análogas umas às outras, pois que todas elas medram no sobrenatural, em seus devaneios imaginativos, mas com fundo mercantilista, sempre com o intuito arrecadatório, com vistas ao poder sobre os seus arrebanhados, que por elas são todos tornados cretinos. Também nos próximos capítulos, eu mostrarei outras imagens que dizem respeito aos credos e as suas seitas, em seu conjunto, quando então todos poderão constatar o grande mal que praticam, ao frequentarem as suas igrejas, ou aos demais antros sob outras denominações, como mesquitas, sinagogas, templos, etc.

Pregar verdadeiramente a palavra de Deus é estar em conformidade com a natureza, a qual representa tudo aquilo que foi escrito pelo verdadeiro Criador, e que nela se encontram as suas partículas individualizadas, sendo, portanto, o verdadeiro livro a ser estudado e interpretado por quem realmente sabe estudar, investigar e pesquisar, interpretando a tudo em conformidade com a verdade e a sabedoria, por conseguinte, com a razão.

 

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