13.04- A cultura dórica

A Era da Sabedoria
24 de setembro de 2018 Pamam

Em 1.100 a. C., aproximadamente, um povo belicoso vindo do Norte, através da Ilíria e da Tessália, pelo Golfo Coríntio e por sobre o Istmo de Corinto, invadiu o Peloponeso, dominando e destruindo quase que por completo as culturas anteriores. Não se sabe ao certo a sua origem, mas se sabe a sua influência na cultura grega. Embora ainda estivesse no estágio da caça e do pastoreio, tendo como principal atividade o gado, possuía ferro em quantidade jamais vista para a época. Micenas e Tirinto foram destruídas pelas chamas, e durante alguns séculos Argos se tornou a capital da Ilha de Pelops. No Istmo esse povo se apossou de um pico, o Acrocorinto, e à sua volta construiu a cidade dórica de Corinto.

Os aqueanos que sobreviveram fugiram, indo alguns para as montanhas ao norte do Peloponeso, outros para a Ática, e o restante atravessou o mar em direção às ilhas e costas da Ásia. Os conquistadores dóricos os perseguiram, chegando até a Ática, mas foram repelidos, foram até Creta e completaram a destruição de Cnosso, capturaram e colonizaram Melos, Tera, Cós, Cnido e Rodes. Em toda a extensão do Peloponeso e de Creta, onde a cultura miceneana havia florescido com mais vigor, a destruição foi ainda mais completa.

Toda essa invasão ocorrida nessa época no mundo grego é o que os historiadores modernos denominam de A Conquista Dórica, e o que a tradição grega denomina de A Volta dos Heráclides, pelo fato dos conquistadores afirmarem que tudo isso representa a volta dos descendentes de Heracles, os quais encontrando resistência à sua justa reintegração no Peloponeso, conquistaram-no bravamente pela força.

O fato é que essa conquista teve como resultado uma interrupção no desenvolvimento da Grécia, refletindo na desorganização política, na insegurança, no declínio da agricultura e dos comércios terrestre e marítimo. Hesíodo denominou a esse período de A Idade do Ferro, lamentando o seu desinteresse pelos períodos mais cultos.

Mas as formações dos povos nesta nossa última e definitiva civilização estava presidida, e muito bem presidida, pelo espírito que havia se deslocada da sua humanidade para a nossa, devidamente auxiliado por outros espíritos muito evoluídos que integram a plêiade do Astral Superior, apesar do número de espíritos evoluídos para encarnar e dirigir os destinos dos povos fosse insuficiente para facilitar tal direção, pois poucos, pouquíssimos, em relação ao total do nosso agrupamento humano, evoluíram o suficiente para alavancar de vez, no menor tempo possível, o nosso glorioso objetivo de alcançar os ápices da Veritologia e da Saperologia, para alcançar, por fim, a Ratiologia, com todos se espiritualizando e ingressando na Era da Razão.

Assim, apesar dos conquistadores dóricos se conservarem renitentes na miscigenação com os povos conquistados, apesar do ódio racial entre eles e os jônios, que iria provocar guerras sangrentas por toda a Grécia, deu-se início a partir da Lacônia, tanto para fora como também para dentro, uma combinação das culturas, com os povos do Sul operando como estímulo para o amalgamento das culturas aqueanas e dóricas. Após séculos de choques culturais, através de inúmeras reencarnações preparatórias, o resultado final deu como origem um povo novo e diferente, cuja cultura mediterrânea, alpina, nórdica e asiática fez surgir a fabulosa cultura grega.

Com essas quatro culturas principais, acrescidas da cultura oriental, que também muito contribuiu para a sua formação, devemos considerar o povo grego como sendo o resultado de um trabalho paciente e bem planejado em plano astral pelos espíritos superiores, os quais se utilizaram ao máximo dos instrumentos encarnados que puderam dispor para alcançar a esse desiderato, e não imaginá-lo como uma simples obra do acaso, o qual por hipótese alguma existe, que de súbito fez brilhar a flama milagrosa no seio da ignorância do barbarismo que dominava toda a região grega.

 

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