13.03- O Antecristo

A Era da Verdade
26 de maio de 2020 Pamam

Eu, Marcos Valente Serra, cognome Pamam, encarnei na cidade de Fortaleza, capital do Estado do Ceará, em quatro de março de 1953. Estudei no Colégio Cearense, dos irmãos maristas, durante aproximadamente onze anos, tendo feito o curso pré-vestibular intensivo no Colégio Farias Brito, tendo cursado a Escola de Administração do Ceará, pertencente à Universidade Estadual do Ceará, onde me formei no curso de Administração de Empresas, em 1977. Trabalhei como auditor independente e auditor interno, tendo exercido vários cargos de destaque em empresas de médio e grande portes, tais como os de gerente administrativo, diretor administrativo e controller.

Não vou narrar aqui os acontecimentos que marcaram esta minha vida terrena, uma vez que praticamente toda ela foi voltada para a mundanidade, pois que eu tinha de conhecer o mundo como ele se me apresentava, fazendo dele o meu grande laboratório, para que assim eu pudesse colher as experiências necessárias à minha missão neste mundo, mas aqui serão narradas as gnosiologias pelas quais passei.

Vale aqui ressaltar de logo que não existe o Anticristo, que é uma denominação comum no Novo Testamento, de origem grega, para designar aqueles que se oponham a Jesus, o Cristo, valendo dizer que muitos se dizem cristãos, mas que, na realidade, são anticristãos, designando também um personagem escatológico — a escatologia é uma doutrina que trata do destino final do homem e do mundo —, que segundo a tradição dita cristã dominará o mundo. Como o Novo Testamento é de origem grega, foi utilizado o prefixo anti, também de origem grega, que significa e indica oposição, direção contrária, contrariedade, ou, simplesmente, do contra, sendo utilizado como prefixo em várias palavras para indicar exatamente aquilo que é o contrário das palavras em que se utiliza, tal como Cristo, Anticristo.

Na realidade, o que existe é o Antecristo, já que o prefixo latino ante é de origem latina, que tem o significado de anterioridade, o que implica em dizer que é aquele que antecede ao Cristo, mas que no futuro será o Cristo, cuja palavra se encontra inclusive nas centúrias de Nostradamus, em francês, que é uma língua latina, como Antéchrist, com a utilização do prefixo ante, e não com a utilização do prefixo anti.

SOBRE A MINHA EXPLANAÇÃO DO RACIONALISMO CRISTÃO

De há muito que eu venho explanando os conhecimentos metafísicos acerca da verdade transmitidos por Luiz de Mattos e os seus seguidores, em consonância com as experiências físicas acerca da sabedoria, demonstrando, por conseguinte, a razão. É a razão, pois, que deve imperar no seio da nossa humanidade, em toda a linha. Aqueles que realizaram a leitura desta obra, caso tenham alguma refutação a fazer, que venham de lá para cá com toda a sua pujança, que eu, pelo meu lado, irei de cá para lá com toda a minha verve, mas sempre com o intuito de esclarecer, desde que as intenções contrárias venham a ser também esclarecedoras, com o intuito de destruir os penedos postos à nossa frente, como é de direito, tanto que Aristóteles é a favor desta minha disposição, quando afirma:

Não se deve argumentar com todo mundo, nem praticar argumentação com o homem da rua, pois há gente com quem toda discussão tem por força que degenerar. Com efeito, contra um homem que não recua diante de meio algum para aparentar que não foi derrotado, é justo tentar todos os meios de levar a um bom fim a conclusão que nos propomos, mas isso é contrário às boas normas. Por isso, a melhor regra é não se pôr levianamente a argumentar com o primeiro que se encontra, pois daí resultará seguramente uma má argumentação. Todos vemos, com efeito, que ao praticar umas com as outras as pessoas não podem se refrear de cair em argumentos contenciosos”.

Mas acontece que existem aqueles que não encontram alegações para refutar com argumentos, porém, mesmo assim, não aceitam os argumentos contrários, não dão a sua aprovação, rejeitando tudo aquilo que lhes é apresentado, simplesmente por pirronice, adotando uma atitude com o intuito de apenas contrariar, cujo procedimento adotado fere as suas próprias dignidades, tornando-os mau caráter, pela desconsideração das ideias alheias, não sendo liberal para com elas. Vejamos o que diz Aristóteles sobre esses tais:

Se, portanto, um homem se recusa a conceder o universal quando apoiado em muitos exemplos, embora ele não tenha nenhum exemplo negativo para mostrar, evidentemente esse homem mostra possuir mau gênio, ou mau caráter. Se, além disso, ele não tenta sequer demonstrar a falsidade do argumento, mais possibilidade terá de ser considerado um homem de má fé… Se, pois, um homem se recusa a admitir uma proposição sem ter sequer um exemplo negativo ou algum contra-argumento para apresentar contra ela, é evidente que se trata de um homem de má fé, pois a má fé na argumentação consiste em responder de maneiras diferentes das indicadas acima, com o propósito de introduzir a desordem no raciocínio”.

SOBRE A GRANDE IMPORTÂNCIA DAS EXPERIÊNCIAS

É certo que eu me atirei de corpo e alma às experiências mundanas, tentando experimentar de tudo neste mundo, com as exceções de me servir como mulher para quem quer que fosse e de desencarnar ao próximo, quanto ao resto eu me obriguei a mim mesmo a se submeter, sem exageros, inclusive me sujeitando a ser laboratório do astral inferior. Ora, a moral é individual, então eu poderia ferir o meu espírito com a ausência de um pouco da moral, principalmente ao levar uma vida boêmia e ao me submeter ao vício das drogas ilícitas, para que assim eu pudesse demonstrar ao mundo que o espírito pode se recuperar a qualquer tempo de tudo aquilo que venha a denegrir a sua moral, seja de que natureza for. Mas quanto à minha ética, esta eu conservei intacta, pois que ela é relacional, e eu não poderia ser antiético com os meus semelhantes.

A minha responsabilidade é imensa, inimaginável para muitos seres humanos, pois que caiu sobre os meus ombros, que eu considero fortes e calejados, o coroamento do plano de espiritualização da nossa humanidade, não somente com a minha explanação do Racionalismo Cristão, mas também com a fixação dos meus ideais na face da Terra, sem esquecer do dever que eu tenho para com a humanidade que segue a nossa na esteira evolutiva do Universo, em retribuição ao dever cumprido por Jesus, o Cristo, para com a nossa humanidade.

É tão destacada a minha missão nesta minha encarnação, que eu não podia deixar de me submeter às experiências mundanas, haja visto que eu sou um experimentador, por natureza, enquanto que Luiz de Mattos é um conhecedor, por natureza. Mas acontece que eu não realizei a essas experiências mundanas por acaso, notadamente porque o acaso não existe, tendo as estudado detalhadamente quando em meu Mundo de Luz, para que assim não viesse a fracassar em minha missão. Vejamos o que afirma Luiz de Souza, em sua obra Ao Encontro de Uma Nova Era, a página 108, quando o grande veritólogo assim se expressa:

Aqueles que trazem a incumbência de missões mais destacadas, estudaram-nas em seus mundos, antes de encarnar, para contornar os riscos a que se iriam expor na Terra, de modo que os que vêm errando não foram apanhados de surpresa no torvelinho da vida, mas deixaram-se vencer pelas tentações, afogando-se, conscientemente, no mar das seduções (grifo meu)”.

Talvez algum leitor menos avisado não venha a compreender o porquê de eu ter me submetido a essas experiências mundanas, mas eu precisava delas também para que pudesse lapidar o meu caráter, que é representado pela soma das qualidades morais e éticas do ser humano, em que se destacam as suas virtudes e o conjunto de valores espirituais conquistados de encarnação em encarnação. Esse valioso atributo expressa o nível de espiritualidade do ser humano, que pode ser aferido pela firmeza e retidão com que procede em seus atos cotidianos. Em relação ao assunto, a obra básica do Racionalismo Cristão, a página 155, afirma o que se segue:

É o caráter um dos mais ricos e preciosos bens do espírito. A sua aquisição, porém, não é nada fácil. Ao contrário, exige prolongados períodos de meditação em numerosas encarnações, ao longo das quais AS CONCLUSÕES VÃO AMADURECENDO SOB A DURA PROVA DA EXPERIÊNCIA (grifo e realce meus)”.

Aqueles que trazem impregnados em seus corpos fluídicos as fantasmagorias do misticismo e do sobrenatural, assim como aqueles que somente querem aceitar a verdade se a apalparem em seus laboratórios científicos, terão que passar necessariamente por determinadas experiências que os façam sacudir, sejam essas experiências dolorosas ou não, dependendo da boa vontade de cada um, mas o certo é que cedo ou tarde todos terão que ser seguidores do Racionalismo Cristão, tornando-se antecristãos, para que assim a amizade espiritual possa vigorar neste mundo, fazendo emergir a solidariedade fraternal. Vejamos o que diz a obra Prática do Racionalismo Cristão, a página 12:

“… os que não podem aceitar o Racionalismo Cristão, estão coerentes com o seu estado e precisam passar por experiências que outros passaram (grifo meu), aprendendo lições ainda não absorvidas e livrando-se de concepções materialistas ou de limitações terrenas que lhes foram marteladas no espírito, em encarnações seguidas. Isso só se dará com o correr do tempo, com as viagens contínuas, de ida e volta, entre a Terra e o plano astral”.

O padre Antônio Vieira não era um sacerdote, por natureza, tendo ingressado na carreira eclesiástica para absorver os traços favoráveis para serem analisados em seu laboratório psíquico, assim como as mentalidades dominantes de Portugal e do Brasil, para que então pudesse planejar as reformas que se faziam necessárias. Desta maneira, ao desencarnar e retornar para o seu Mundo de Luz, levou consigo um cabedal de experiências que o habilitou a planejar o futuro do Brasil, podendo-se afirmar que ele era um intelectual. É o que consta na obra Prática do Racionalismo Cristão, as páginas 37, 38 e 39, da seguinte maneira:

A atuação de Antônio Vieira, nesse interregno, foi de um valor inestimável. Sem ele e os seus colaboradores Astrais, não teria sido possível atingir os resultados conhecidos.

O interesse de Vieira pela causa da espiritualização do Brasil, vem por ele sendo cultivado, através de séculos. Quando encarnou em Portugal, em 1608, para viver ora por lá, ora pelo Brasil, até 1697 — ano em que partiu da Bahia para o Astral Superior — foi para identificar-se, profundamente, com a mentalidade dominante nas duas esferas de ação, e absorver, em sua natureza espiritual, os traços vibratórios das reformas que se impunham.

Antônio Vieira foi padre a fim de poder colher, nessa investidura, os mais favoráveis resíduos para serem analisado no seu laboratório psíquico.

Em Vieira, preponderavam as coisas do Espírito. Estoico e renunciante, as comodidades, o conforto e as conveniências pessoais não o atraíam.

As torturas morais e materiais que lhe infligiram os seus companheiros de sotaina, serviram-lhe para melhor sentir, na própria carne, os erros do clericalismo dominante e o flagrante desvirtuamento do cristianismo.

Por outro lado, as lições colhidas nas fases mais adversas de sua vida, caldearam-lhe o espírito, curtiram-lhe a alma cristalina e deram-lhe o suficiente ensejo para robustecer o seu propósito de separar o joio do trigo na obra de Jesus. Esse trabalho de remodelação resultou na criação da Doutrina Racionalista Cristã (grifo meu), que hoje está medrando na Terra com a árdua e gloriosa missão de restabelecer a Verdade nos Princípios divulgados pelo Mestre Nazareno.

Voltando ao Espaço Superior, depois de uma existência terrena de quase noventa anos, levou consigo um cabedal de experiências e conclusões que o habilitaram a planejar o futuro deste grande país, o Brasil (grifo meu), no campo da espiritualidade e, consequentemente, o da humanidade”.

É por isso que o padre Antônio Vieira passou a trabalhar no centro espírita em que Luiz de Mattos passou a frequentar, incorporando em médiuns honrados e orientando ao notável veritólogo para que ele desse os seus primeiros passos para fundar o Racionalismo Cristão na Terra e, por conseguinte, pudesse transmitir ao mundo os conhecimentos metafísicos acerca da verdade. Ele passou a ser o mentor espiritual de Luiz de Mattos e de Luiz Alves Thomaz, de acordo com Fernando Faria, em sua obra A Chave da Sabedoria, a página 226, quando o autor diz assim:

Antônio Vieira é o patrono do Racionalismo Cristão na Terra, e após 213 anos de sua desencarnação, na Bahia, passou a ser o mentor espiritual de Luiz de Mattos e Luiz Alves Thomaz, para fundarem em Santos, no ano de 1910, o Racionalismo Cristão”.

Existem os conhecimentos que dizem respeito à atmosfera terrena, os quais não dizem respeito à verdade, assim como existem as experiências que também dizem respeito à atmosfera terrena, as quais não dizem respeito à sabedoria. No entanto, ambos são necessários à evolução do espírito, para que assim ele possa se adaptar às intempéries da vida. No que tange às experiências, a obra Prática do Racionalismo Cristão, a página 104, diz o que se segue:

“… A evolução se processa paulatinamente, porque ele depende de muitos fatores-experiência (grifo meu), obtidos ou não obtidos, mas necessários, na sequência das encarnações”.

Nós vimos muitos potentados, seres humanos soberanos de um Estado, outros sendo detentores de muito poder e riqueza, realmente influentes e ricos, outros ainda detentores de muita cultura, de muita erudição, mas todos eles têm que aprender a ser humildes, a utilizar os seus poderes, as suas riquezas e as suas culturas, ou erudição, para a prática do bem, caso contrário sentirão na própria pele o agulhão da dor, para aprenderem a ser humildes, e os potentados e ricos para serem magnânimos e ou liberais, o que somente se consegue por intermédio da experiência vivida em diversas encarnações. A mesma obra, a página 106, diz-nos o seguinte:

A Terra — mundo-escola — ensina o ser humano a manejar bem as riquezas materiais e a ser humilde; ensina, ainda, o indivíduo culto a perceber a humana pequenez e o pouco que sabe. Isto quando cada um está tirando proveito da vida, na coleta das experiências (grifo meu)”.

É certo que o exercício de qualquer profissão requer o conhecimento necessário, mas esse conhecimento deve se assentar na experiência, caso contrário a profissão não poderá ser exercida com destreza. Em seu discurso proferido na Academia de Medicina do Rio de Janeiro, em setembro de 1922, contido na obra Páginas Antigas, a página 60, o Dr. Antônio José de Almeida, presidente de Portugal, faz a seguinte afirmativa:

Quase tudo que sou, o devo, fundamentalmente, à minha profissão de médico. Exercendo-a, estudando a ciência, que me deu as faculdades para exercê-la, fiquei sabendo que na vida só há uma verdade palpitante e indestrutível para todas as consciências — ‘aquela que assenta na observação e na experiência’ (grifo meu)”.

Jesus, o Cristo, afirmou que “muitos serão chamados, poucos serão os escolhidos”, cujo chamamento não se dará de modo sobrenatural, como muitos que atentam para esta realidade podem supor, mas sim por intermédio do site pamam.com.br. Esse chamamento era do conhecimento de Luiz de Mattos, que embora sendo realmente um conhecedor, por excelência, tinha também lá consigo as suas experiências, tanto de vida como da sabedoria, já que mensurou a quantidade daqueles que seriam chamados em relação àqueles que seriam escolhidos, dentre outros assuntos abordados, como demonstra em sua obra Cartas ao Chefe do Protestantismo no Brasil, as páginas 30 e 31, assim:

Bem sabemos por experiência própria (grifo meu), que dos POUCOS ESCOLHIDOS, DOS MUITOS CHAMADOS, POUQUÍSSIMOS (NEM UM EM MIL), se devem tomar a sério, como sendo cristãos verdadeiros, não só devido às suas categorias espirituais e assim à difícil compreensão da Verdade verdadeira, em tudo, e portanto do Grande Foco, de Jesus, do Espírito da Verdade, como também devido aos errados ensinamentos de todas as seitas e da própria ciência oficial. E por esse motivo não tratamos de fazer crentes, que em sua maioria o seriam somente de beiço, de olhares, gestos e maneiras estudados ou crentes de mentira e absolutamente nada espirituais, não queremos adeptos escravos da ignorância, não queremos alfaiates de obra feita, queremos artistas do pensamento (grifo meu) da obra e da palavra filhos do seu esforço, do seu raciocínio, da sua vontade fortemente educada para o bem”.

Em tudo a experiência empresta a sua contribuição para o saber, para o aprendizado do espírito, já que ela se encontra presente em tudo, desde o manuseio de uma simples pipeta, nome de um instrumento de medição e transferência rigorosa de volumes líquidos, até as mais elevadas manifestações do espírito. Luiz de Mattos, em sua obra Vibrações da Inteligência Universal, a página 159, dá-nos um exemplo disso, quando vem afirmar:

A propósito, convém lembrar que um dia discutiam diante de Guilherme Pitt, conde de Chatham, célebre estadista e literato inglês do século XVII, a questão de saber qual era a qualidade mais necessária a um primeiro-ministro. Um dos interlocutores, disse que era a eloquência, outro a ciência, e um terceiro, o trabalho.

— Não, disse o grande Pitt, é a paciência.

Assim, se manifestava o notabilíssimo estadista da Inglaterra, por saber, por experiência própria (grifo meu), que a paciência implica império sobre si mesmo, qualidade que Pitt possuía no mais alto grau, e daí o afirmarem amigos seus que nunca o tinham visto de mau humor, porque sabia combinar essa virtude passiva — a paciência — com a atividade mais extraordinária, o maior vigor e uma grande rapidez de pensamento e ação.

Foi a paciência e o vigor que sempre deram ao nosso heroico Floriano Peixoto ganho de causa, tornando-o vencedor em toda linha e consolidador do sistema republicano. Soube esperar, agindo sempre com paciência, e tudo venceu, esse grande brasileiro”.

Vale sempre dizer, tantas vezes quantas sejam necessárias, que vim novamente a este mundo, reencarnado, para decretar o final de A Era da Verdade e estabelecer o início de A Era da Razão, quando então toda a nossa humanidade estará esclarecida, mais cedo ou mais tarde. Aqueles que forem detentores da boa vontade, tornando-se racionalistas cristãos, sendo seguidores do Antecristo, portanto, tornando-se antecristãos, poderão ir ao encontro dessa nova era convictos da nova realidade, quando a fase da imaginação cederá o seu lugar à fase da razão. Já aqueles que não quiserem se submeter ao surto de espiritualidade que deverá marcar essa nova era, deverão passar por duras provas de experiência que lhes estão reservadas, até que venham a se submeter aos ditames da espiritualidade. Luiz de Souza, em sua obra Ao Encontro de Uma Nova Era, a página 17, diz-nos o seguinte:

Não se poderá ir ao encontro da nova era, sem ter preparado a bagagem adequada para ela. Tal bagagem terá de ser constituída do acervo espiritual acumulado nesta existência física, através da conduta escorreita, do exemplo edificante e de provas de salubridade moral.

Os que não quiserem submeter-se à marcha para tal encontro, por lhes faltarem os elementos promotores, terão de servir-se das experiências que lhes serão reservadas em plano físico, bem mais árduas (grifo meu), até ficarem habilitados, em oportunidades futuras, a concorrer ao acesso que nesta hora está sendo propiciado aos que amadureceram os seus espíritos para a renovação que se opera”.

A vida é dura, não deve ser vivida ao léu, ao sabor da maré, ou como a favor da corrente de um rio que deságua no mar. Ela deve ser vivida em conformidade com aquilo que foi planejado nos Mundos de Luz, com todas as experiências devendo ser bem aproveitadas, delas tirando as lições necessárias, para que essas lições não venham a ser repetidas, provocando um atraso na evolução. São inúmeras as encarnações vividas pelo espírito, em que cada uma delas há sempre uma lição a aprender, uma experiência a ser vivida, para que assim o espírito venha a reunir as condições adequadas para vencer as batalhas que lhe surgirão pela frente, e cada batalha vencida é uma lição aprendida. Em sua obra A Felicidade Existe, a página 57, Luiz de Souza nos dá um retrato dessa situação, quando afirma:

O indivíduo na cadeia imensa das reencarnações, faz as experiências de pobre, de rico, de servidor braçal, de mentor intelectual, de patrão, de empregado, de homem, de mulher, e cumpre milhares de atribuições inerentes àqueles exercícios. Por esta razão encontra-se na Terra, para cursos experimentais (grifo meu), toda essa variedade de misteres e afazeres, cada qual correspondendo às necessidades adequadas”.

Como se pode claramente constatar, as experiências por que passam os espíritos em suas inúmeras encarnações são extremamente numerosas. Mas há aqueles que adquiriram uma quantidade razoável de conhecimentos terrenos, os quais são necessários apenas à vida na Terra, mas que em virtude desses conhecimentos adquiridos deixaram de colher determinadas experiências de vida que os habilitassem a uma nova encarnação mais progressiva, então são obrigados a encarnar para viver às custas do trabalho braçal, deixando oculto todo o seu acervo, por conveniência própria, para que então possam colher novas experiências de vida. É o que afirma Luiz de Souza, na mesma obra, a página 76, da seguinte maneira:

Há numerosas pessoas que têm apreciável cabedal de conhecimentos adquiridos nas milhares de existências terrenas, mas que estão ocultos, não revelados, em estado latente, por conveniência do espírito, para que sejam obrigados a viver à custa de trabalho manual, e aí colham as experiências imprescindíveis (grifo meu)”.

É com base nos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, que são as fontes das experiências físicas acerca da sabedoria, que se formulam as verdadeiras ideias a respeito da razão, cujas ideias se situam em uma determinada coordenada universal. Os conhecimentos metafísicos acerca da verdade não mudam, por serem ontológicos, imutáveis e invariáveis, uma vez que são estatuídos pela Inteligência Universal, mas podem ser ampliados, à medida em que se alcançam coordenadas universais mais distantes. Já as experiências físicas acerca da sabedoria mudam, por serem empíricas, mutáveis e variáveis, uma vez que são estatuídas pelos espíritos, já que a Sabedoria Total pertence à Inteligência Universal, por isso elas podem ser modificadas à medida em que se alcançam coordenadas universais mais distantes.

Eu quero com isso dizer que todos aqueles que estiverem situados em uma determinada coordenada universal devem ter as mesmas ideias, uma vez que os conhecimentos metafísicos acerca da verdade são compatíveis com as experiências físicas acerca da sabedoria que dizem respeito a essa coordenada universal. Aqueles que estiverem situados em coordenadas universais menos distantes, devem acatar a razão daqueles que estiverem situados em coordenadas universais mais distantes, procurando apreender as mesmas ideias, sem que procurem entrar em conflito de ideias.

Apenas a título de um maior esclarecimento, deve ser sabido que se todos os espíritos evoluíssem unicamente por intermédio da propriedade da Força, colocando-se em uma mesma região do Espaço Superior, todos seriam exatamente iguais, pois que compartilhariam dos mesmos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, sem que houvesse uma discrepância em relação a esses conhecimentos, não havendo diferenças de opiniões, discordâncias e nem divergências. Mas acontece que todos evoluem também por intermédio da propriedade da Energia, adquirindo experiências diferentes, embora elas possam ser análogas, então são as experiências que fazem com que todos nós venhamos a ser diferentes uns dos outros. Luiz de Souza, também na mesma obra, a página 91, vem nos ensinar o seguinte:

Não há duas unidades exatamente iguais no mundo, assim como nem dois modos iguais de sentir os fatos. Cada qual tem as suas experiências próprias (grifo meu), e são elas que estabelecem as cores de cada cenário, o qual varia de criatura para criatura”.

Ao se evoluir por intermédio da propriedade da Força, os espíritos passam a desenvolver o seu criptoscópio, que é o órgão mental que possibilita a percepção e a captação dos conhecimentos, os quais podem se referir à verdade ou não. Ao se evoluir por intermédio da propriedade da Energia, os espíritos passam a desenvolver o seu intelecto, que é o órgão mental que possibilita a compreensão e a criação das experiências, as quais podem se referir à sabedoria ou não. No que tange às experiências, tanto as positivas como as negativas trazem aprendizado ao espírito, que são trabalhadas pelo raciocínio, pois que se aprende não somente com os êxitos, mas também com os fracassos, em que ambos trazem lições de vida. Luiz de Souza, ainda na mesma obra, as páginas 187 e 188, fornece-nos um ensinamento sobre o assunto, quando diz:

A capacidade de compreensão é um atributo desenvolvido pelo espírito, através de numerosas experiências, tanto positivas como negativas, trabalhadas pelo raciocínio (grifo meu). Nem só os êxitos contribuem para o progresso, os fracassos também. De todas as iniciativas, colhem-se lições proveitosas, que serão registradas em atividades futuras. No fim, a soma da experiências produz maior aproveitamento (grifo meu)”.

O casamento se constitui como sendo uma das maiores experiências de vida, já que a união conjugal é uma decisão que o casal toma, em pleno gozo do seu livre arbítrio, sabendo ambos que assumem compromissos mútuos, de rigorosa validade. O homem e a mulher incorporam, nesse ato, direitos, obrigações, deveres e responsabilidades que se equivalem e que terão de ser respeitados, com leal compreensão. A formação da prole é uma consequência do casamento, por onde se consolida a oportunidade da encarnação dos espíritos. É tão importante o casamento, por conseguinte, a constituição da família, que todos dizem com inteira razão que ela é a célula do corpo da humanidade. Luiz de Souza, continuando na mesma obra, as páginas 249 e 250, diz-nos o seguinte sobre o casamento:

Todos, podendo, devem chegar ao casamento, por precisarem das experiências que nele se colhem e sem as quais ninguém se aprimora na vida para atingir as melhores condições espirituais (grifo meu)”.

São as experiências de vida que trazem lições aos seres humanos, por isso elas devem ser bem trabalhadas pelo raciocínio, para que assim o espírito possa se conduzir bem na vida. Quando as experiências de vida trazem lições de vida que são bem aproveitadas, em diversas encarnações, elas proporcionam a que o espírito adquira a ética necessária, que por sua vez habilita ao espírito a se transportar ao Tempo Futuro e lá compreender e criar as experiências físicas acerca da sabedoria, desde que também tenha adquirido a moral necessária. Essas experiências adquiridas de encarnação em encarnação são mencionadas por Luiz de Souza, em sua obra A Morte Não Interrompe a Vida, a página 19, quando o grande veritólogo diz:

As lições e experiências de uma encarnação (grifo meu), passam a integrar o acervo espiritual do indivíduo, somando-se às das encarnações anteriores, com o que o seu patrimônio espiritual fica enriquecido e alguma evolução é alcançada”.

Todos os seres humanos são médiuns intuitivos. Essa faculdade possibilita a que grandes invenções venham a ser realizadas por seu intermédio, uma vez que o acaso não existe, portanto as invenções acidentais. Os inventores dispõem de experiências colhidas em encarnações anteriores, as quais possibilitam as aproximações dos espíritos de luz para intuí-los para que alcancem os seus objetivos. Um exemplo disso são os dois descobrimentos de Alexander Fleming nos anos de 1920, considerados como tendo sido acidentais. O descobrimento da lisozima ocorreu depois que o muco do seu nariz, procedente de um espirro, caiu sobre uma placa de Petri onde cresciam colônias bacterianas, alguns dias mais tarde notou que as bactérias haviam sido destruídas no local onde se havia depositado o fluido nasal. Em 1928, ele chegou à descoberta da penicilina, ao observar uma cultura de bactérias do tipo estafilococo e o desenvolvimento do mofo ao seu redor, onde as bactérias circulam livres, ao inspecionar uma das suas culturas antigas antes de destruí-las, notou que a colônia de um fungo havia crescido espontaneamente, como um contaminante, em uma das placas de Petri semeadas com Staphylococcus aureus, observou outras placas e comprovou que as colônias bacterianas que se encontravam ao redor do fungo, mais tarde identificado como Penicillium notatum, eram transparentes devido a uma destruição bacteriana, que significava a morte das bactérias, no caso das bactérias patogênicas crescidas na placa, quando então aprofunda a pesquisa e constata que uma cultura líquida de mofo do gênero Penicillium evita o crescimento de estafilococos. Essa intuição dos inventores é descrita por Luiz de Souza em sua obra, A Morte Não Interrompe a Vida, as páginas 283 e 284, quando ele vem afirmar:

Os inventores são geralmente médiuns intuitivos, de grande sensibilidade, e quando concentrados profundamente nos problemas que os absorvem, recebem do manancial cósmico, ao qual estão ligados, e também de espíritos igualmente interessados no assunto, o esclarecimento preciso, a iluminação necessária.

O inventor dispõe de cabedal científico de experiências colhidas no pretérito (grifo meu), a fim de poder contar com bases para formular as suas proposições”.

Quando encarnado como Ruy Barbosa, eu devo talvez ter negligenciado os ensinamentos espiritualistas divulgados pelo Racionalismo Cristão, embora não houvesse chegado a hora de passar de cientista para saperólogo, e depois para ratiólogo, por isso eu reencarnei novamente no limite da minha capacidade de realização para cumprir com a minha missão na Terra, tendo por base as minhas experiências adquiridas em encarnações pretéritas.

Aqueles que estão tomando ciência desta minha explanação do Racionalismo Cristão, que lancem mão das suas experiências passadas em encarnações anteriores e se engajem neste movimento espiritualista que tende a se expandir pelo mundo, para que quando desencarnarem, ao retornar para os seus Mundos de Luz, possam justificar a sua presente encarnação, tendo cumprido com as suas obrigações e os seres deveres para com a nossa humanidade, não passando pela decepção de haver perdido mais uma encarnação. Este é o meu aviso, aviso de quem já passou por muitas experiências dolorosas, mas que agora está cumprindo com as suas obrigações e os seus deveres para com os seus semelhantes, inclusive com a sua missão. Luiz de Souza, na mesma obra, a página 313, vem corroborar com este meu aviso, quando afirma:

Muitos dos que ascendem aos seus mundos, após a desencarnação, não podem justificar ali a sua ignorância com relação aos Princípios espirituais, pelos quais não se interessaram quando encarnados, e tudo farão para que não lhes suceda, ao voltarem, serem outra vez envolvidos pelas ondas das negligências e do descaso.

Em todas estas advertências, está o aviso de quem já atravessou longas caminhadas pelos vales inóspitos da experiência e pode, hoje, depois de sucessivas reencarnações, em milhares de anos decorridos, ESCREVER, COM CONVICÇÃO, ACERCA DAS VERDADES QUE O RACIONALISMO CRISTÃO PROCLAMA (grifo e realce meus)”.

O Brasil é um país formado em sua maioria por aqueles que cultivam mais o seu intelecto, que possuem um bom cabedal de experiências, embora isso não implique em dizer que aqueles que cultivam mais o seu criptoscópio também não sejam detentores de algum cabedal de experiências. O nosso país está passando por momentos difíceis, mas isto não quer dizer que venhamos a entregar os pontos, como se diz por aí, nós temos que lutar em prol da nossa pátria, com coragem e ânimo resoluto, pois que o Brasil é a sementeira prometida por Jesus, o Cristo, a Luiz de Mattos, quando na sua encarnação como Afonso Henriques, para levar os seus ensinamentos para outras nações. É certo que a corrupção praticada por maus políticos coloca o nosso país em situação desoladora, mas sempre é hora de recuperar o tempo perdido, para um novo recomeço. Em sua obra Cartas Doutrinárias de 1971 e 1972, a página 251, Antônio Cottas nos dá ânimo para um novo recomeço, ao analisar analogamente o desastre financeiro de um dos seus missivistas, quando assim se expressa:

Não tema começar tudo de novo. Nem muito perderam, se lhes ficou a coragem para continuar a lutar de cabeça erguida e ânimo forte, para alcançarem novo triunfo. Façam tudo para conservar a casa. Isto é importante.

É lutarem, lutarem, lutarem, porque a vida é mesmo de lutas, e são estas que retemperam e engrandecem o espírito.

A história nos dá o exemplo de outros homens de grande fortuna que se arruinaram em idade ainda mais avançada, e não desanimaram. Cheios de coragem, começaram de novo alicerçados na experiência, único patrimônio que lhes ficou (grifo meu), e recuperaram a fortuna perdida. Em nosso país, o exemplo mais ilustrativo do que dizemos nos foi deixado pelo grande Barão de Mauá”.

Como disse anteriormente, aqueles que cultivam mais o seu intelecto são os que possuem um cabedal maior de experiências, por isso são experimentadores, por natureza, enquanto que aqueles que cultivam mais o seu criptoscópio possuem um cabedal maior de conhecimentos, por isso são conhecedores, por natureza. Mas acontece que no decorrer da evolução, os espíritos têm que desenvolver aos dois órgãos mentais, assim como a consciência, embora às vezes um se sobressaia sobre o outro. Antônio Cottas, o Consolidador do Racionalismo Cristão, era um espírito que desenvolvia mais o seu criptoscópio do que o seu intelecto, mas que tinha um largo cabedal de experiências, no decorrer das suas encarnações. E isso se comprova por intermédio de João Baptista Cottas, ao prefaciar a obra Cartas Doutrinárias – 1991, escrita por Antônio Cottas, quando afirma:

Esta é mais uma coletânea admirável de cartas recebidas e respondidas, algumas, ainda, por Antônio do Nascimento Cottas, o inesquecível e saudoso Chefe do Racionalismo Cristão no planeta Terra.

Antônio do Nascimento Cottas, o doutrinador, o conselheiro, analisava as queixas dos missivistas, avaliava sofrimentos por que passavam e respondia-lhes, baseado nos princípios do Racionalismo Cristão e na experiência (grifo meu) que sua longa vida lhe proporcionou”.

Todos aqueles que tiveram as suas vidas destruídas por condutas desabonadoras, não devem esquecer que tudo por que passaram lhes deu uma larga experiência de vida, em que devem se apoiar para as suas reconstruções, uma vez que que todos os seres humanos têm a capacidade de construir um novo recomeço, desde que procure produzir sentimentos elevados e pensamentos positivos para esse novo recomeço, pois o nosso passado somente a nós interessa, o que vale é o presente para uma boa assistência espiritual. Antônio Cottas, em sua obra Cartas Doutrinárias – 1991, as páginas 136 e 137, ensina-nos o seguinte:

O senhor tem o direito e o dever de lutar para reconstruir sua vida, sem temer os obstáculos e até as prevenções que certamente surgirão em seu caminho. Esteja certo de uma coisa: nós atraímos, pelo pensamento, o bem ou o mal. Os espíritos de luz não querem saber do que fomos, mas o que somos. Se os nossos sentimentos são honestos, elevados e dignos, eles irradiam sobre nós, por piores que tenhamos sido, auxiliando-nos até pela intuição, a tudo enfrentar, com coragem e resignação para triunfarmos sobre nós mesmos, e a remover as dificuldades.

O senhor, deixando o cárcere, poderá se quiser, tornar-se um elemento utilíssimo ao mundo, com a experiência alcançada através do sofrimento porque tem passado (grifo meu)”.

Não se pode duvidar que aqueles que cultivam mais os seus intelectos, são mais afeitos aos moldes impostos pela experiência, e isso vale para todos os setores da vida, ao passo que aqueles que cultivam os seus criptoscópios, são mais afeitos aos moldes impostos pelo conhecimento. Mas ambos têm lá consigo os seus predicados, que são necessários à vida. Maria Cottas, a esposa de Antônio Cottas e filha de Luiz de Mattos, era uma mulher intelectual, por isso ressalta a intelectualidade da mulher, quando em sua obra Folhas Esparsas, a página 53, faz a seguinte declaração:

A mulher intelectual será esposa experiente e mãe inteligente (grifo meu)”.

E ressalta ainda mais o campo da experiência, quando na mesma obra, a página 61, afirma:

A existência humana não é, nem pode ser, um estado de felicidade perene.

A vida nos dá luz e sombra, agitação e calma, dias bonançosos e tormentosos.

O prazer e a alegria não podem ser eternos e inalteráveis, pois, se assim fossem, não lhes saberíamos dar valor.

A vida é um campo de experiência donde devemos extrair conclusões que nos ensinem a viver cada vez melhor (grifo meu)”.

É sabido que todos os espíritos evoluem por intermédio da propriedade da Força, que contém o espaço, seguindo um caminho individual que lhes é próprio, único, individual, portanto não compartilhado por outros espíritos, que possibilita a percepção e a captação de conhecimentos. E que todos os espíritos evoluem também por intermédio da propriedade da Energia, que contém o tempo. É o tempo, pois, que possibilita a aproximação dos caminhos dos espíritos pelo espaço, quando então eles compartilham de experiências vividas uns com os outros, notadamente nos mundos-escolas, em que encarnam espíritos de diversas categorias evolutivas, quando então as impressões recebidas dos seus semelhantes ficam retidas em suas memórias espirituais, dando-lhes a consciência daquilo que representa em relação ao meio em que vivem, estimulando-lhes a compreensão e a criação. Em sua obra Caminhos Certos, a página 66, a grande educadora Olga B. C. de Almeida, diz-nos o que se segue:

Individualidade é a maneira pela qual se molda uma experiência (grifo meu), e os sentidos, embora deficientes, fixam na alma as impressões recebidas, as quais ficam retidas na memória, integram-se ao ser, dando-lhe a consciência do que é”.

Nós evoluímos adquirindo os atributos individuais superiores, desenvolvendo o nosso criptoscópio, e também adquirindo os atributos relacionais positivos, desenvolvendo o nosso intelecto. Existem aqueles que não querem ou que se omitem de enxergar em si mesmos os atributos que possuem, sejam eles individuais superiores ou inferiores, sejam eles relacionais positivos ou negativos. Mas o certo é que nós venhamos a conhecer os nossos atributos, para que assim possamos conhecer os nossos pontos fortes e fracos, passando a viver em conformidade com eles, sempre combatendo os pontos fracos e revigorando os fortes. Sem esquecer que quando em nossos Mundos de Luz, antes de encarnar, nós traçamos quais os nossos pontos fracos a combater, que se traduzem nos atributos individuais inferiores e nos atributos relacionais negativos, e quais os nossos pontos fortes a robustecer, que se traduzem nos atributos individuais superiores e nos atributos relacionais positivos. Assim, por meio das experiências vividas, o espírito pode perfeitamente sair vitorioso desta encarnação. A educadora Olga B. C. de Almeida, na mesma obra, as páginas 95 e 96, ensina-nos o seguinte:

O homem só pode considerar-se forte quando reconhece suas próprias fraquezas. Então, ciente do limite entre as virtudes e os defeitos que possui, será capaz de defender-se evitando ser atacado nos pontos fracos, tornar-se-á apto a reprimir os impulsos e conservar o sangue frio nas horas em que surgirem os acontecimentos.

Não basta, porém, que se conheça somente quanto ao modo de agir e pensar. É preciso ainda que faça um balanço do que já tem realizado.

Depois, então, através de experiências (grifo meu), medindo o potencial de suas possibilidades, procura atuar num meio produtivo e viver pela razão e inteligência”.

O corpo fluídico, ou perispírito, ou corpo astral, ou duplo etéreo, é o intermediário entre o corpo carnal e o espírito, por isso se diz que ele é o nosso subconsciente. Tudo aquilo por que passamos em todas as nossas encarnações fica nele gravado, é o que os espiritualistas denominam de memória perispiritual. Todos os nossos sentimentos e pensamentos são produzidos tendo por base a nossa memória perispiritual, o que implica em dizer que os nossos poderes e as nossas ações são um reflexo da nossa memória perispiritual. Olga B. C. de Almeida, também na mesma obra, a página 221, vem afirmar o que se segue:

O subconsciente, intermediário entre o corpo e o espírito, guarda os sentimentos a respeito de coisas e pessoas, os quais vão tomando força à medida que passa o tempo, a não ser que haja um conceito que os altere.

Os conhecimentos, valorizados pela educação e reflexão, aí são retidos não só pelas experiências (grifo meu) como pela intuição que não tem limites no tempo e no espaço.

O subconsciente tem capacidade e força para realizar qualquer trabalho. Do universo lhe vem percepções de coisas que jamais poderiam chegar por si. Esse é um alto poder somente conseguido por pessoas cujo desenvolvimento se torna capaz de dirigi-lo.

Todas as funções do corpo, inclusive o funcionamento dos cinco sentidos, são controlados pelo subconsciente, que não dorme”.

Nós ainda não reunimos as condições evolutivas adequadas para que possamos adentrar nos desígnios dos Mundos de Luz, e assim identificar a causa de o porquê a quantidade de veritólogos ser bem maior do que a de saperólogos. De qualquer modo, os veritólogos são conhecedores, por natureza, enquanto que os saperólogos são experimentadores, por natureza. O modo de evoluir dos veritólogos é através do estudo, enquanto que o modo de evoluir dos saperólogos é através do sofrimento, embora ambos evoluam pelas duas formas, em maior ou menor escala. Deste modo, podemos afirmar que a experiência se liga diretamente ao sofrimento, em que este tanto pode ser prazeroso como doloroso. Em sendo o sofrimento doloroso, ele desperta o espírito para a verdadeira vida, pois que o espírito evita passar pela mesma experiência dolorosa, pois que toma consciência das suas dores, por isso se diz que a experiência é a mais severa dos mestres. É o que afirma a notável educadora Olga B. C. de Almeida, em sua obra Valorize a Sua Vida, a página 69, da seguinte maneira:

A experiência é a mais severa dos mestres, pois revelando o que se faz de errado, acaba por penetrar na consciência”.

Muitos espíritos que enveredaram por caminhos tortuosos, quando chegam aos seus Mundos de Luz, após a desencarnação, sofrem terrivelmente quando analisam o quadro doloroso das suas ações perniciosas, tanto para si como para os semelhantes. No entanto, há um plano de espiritualização para a nossa humanidade, e nesse plano existe um meio para a regeneração desses espíritos em uma próxima encarnação. Esses espíritos passaram por determinadas experiências que lhes permitiram aprender, por isso devem aproveitar a nova oportunidade para que possam se redimir dos erros que cometeram, evitando assim os sofrimentos dolorosos. Em sua obra Perspectivas Perante a Inteligência Universal, a página 52, Humberto Fecher descreve essa oportunidade de regeneração, quando diz:

“… é necessário… que a Inteligência Universal ofereça às suas partículas em evolução a oportunidade de discernir o que é certo do que é errado, o que é real do que é ilusório. De outra forma, como poderia a criatura avaliar na somatória final (à custa de desilusões e sofrimentos), que enveredou por caminho errado? Mas nem tudo está perdido. Restará ás criaturas a experiência, o aprendizado, que lhes permitirão optar por um caminho diferente em uma próxima oportunidade (grifo meu)”.

O RACIONALISMO CRISTÃO PREPAROU A ENCARNAÇÃO DO ANTECRISTO

O explanador do Racionalismo Cristão da humanidade que seguimos na esteira evolutiva do Universo alcançou a condição do seu Antecristo, onde lá fixou os seus ideais, estabelecendo a produção da amizade espiritual, fazendo emergir a solidariedade fraternal e proporcionando a que o seu mundo-escola se constituísse em uma única nação, quando então se deslocou da sua humanidade para a nossa, com o fim de elaborar um plano para a nossa espiritualização e agir intensamente no intuito da sua consecução, em que nesse desiderato encarnou várias vezes neste nosso mundo-escola, primeiramente como Hermes, no Egito, ocasião em que estabeleceu o início de uma Grande Era, A Era da Sabedoria, a seguir como Krishna, na Índia, depois como Confúcio, na China, posteriormente como Platão, na Grécia, e, finalmente, como Jesus, quando então alcançou a condição do Cristo, ocasião em que decretou o final de A Era da Sabedoria e estabeleceu o início de A Era da Verdade, quando ao seu final os conhecimentos metafísicos acerca da verdade foram finalmente transmitidos ao mundo, por intermédio da fundação do Racionalismo Cristão, por Luiz de Mattos, que fundou a esse instituto em forma de doutrina.

A explanação do Racionalismo Cristão da nossa humanidade está sendo realizada por mim, que alcancei a condição do nosso Antecristo, por isso estou agregando um sistema de sabedoria à sua doutrina da verdade, unindo, irmanando, congregando, a verdade com a sabedoria, para se chegar à razão. Deste modo, eu vim decretar o final de A Era da Verdade e estabelecer o início de uma nova Grande Era, A Era da Razão. Assim, do mesmo modo como procedeu o Antecristo da humanidade que seguimos na esteira evolutiva do Universo, após fixar os meus ideais no seio da nossa humanidade, estabelecendo a produção da amizade espiritual, fazendo emergir a solidariedade fraternal, com o planeta Terra se constituindo em uma única nação, eu deverei me deslocar para a humanidade que segue a nossa na esteira evolutiva do Universo, onde lá eu irei elaborar um plano para a sua espiritualização, agindo intensamente no sentido da sua consecução, tendo que encarnar várias vezes no seu mundo-escola.

Resta agora saber se Jesus, o Cristo, foi realmente o explanador do Racionalismo Cristão da sua humanidade, quando então alcançou a condição do seu Antecristo. A obra A Verdade Sobre Jesus, a página 32, vem confirmar totalmente esta minha afirmativa, quando assim se expressa:

Convencido de que nada poderia esperar da Terra, nem dos homens que sobre ela se debatiam em lutas estéreis de interesse, de vaidade, de soberbia e ódio, sua grande alma voltou-se, então, para o mundo espiritual, fazendo-o pensar demoradamente… A resolução que o seu espírito tomou, foi a mais perigosa e extraordinária que até hoje tem agitado as faculdades intelectuais de um homem (grifo meu).

Concebeu que todos os males do povo provinham das falsas religiões (leia-se credos, digo eu). Atacá-las, pela base, batalhar até à intransigência, implantando princípio racionais e científicos, consubstanciados na Verdade… era o que lhe ditava a consciência quando, em recolhimento, REEXAMINAVA A SUA OBRA DE EXPLANADOR (grifo e realce meus)”.

Assim como que querendo me dar mais munição para a minha obra de explanador do Racionalismo Cristão, Jesus, o Cristo, declara-se o explanador da verdade, em um dos seus diálogos com Maria Madalena, contido na mesma obra, as páginas 65 e 66, e ainda declara que o Astral Superior lhe segredara aos ouvidos que não era deste mundo, assim:

“— À Terra lançaste a semente da tua grande e generosa ideia: a Doutrina da Verdade. Ela frutificará nas almas dos bons e dos justos. Dá por terminada a tua missão e foge de Jerusalém e da Judeia. Se preciso for, eu te acompanharei, pois por ti quero dar a vida; nada temo, nada quero que não seja salvar-te da morte. Vamos, meu Jesus, é noite; uma hora, um minuto, um instante, apenas, e será tarde. Os que me amam e te odeiam, e os que me odeiam porque te amo, não dormem.

Maria (Madalena, digo eu) lança-se aos pés de Jesus, em tremenda súplica. Este, em tom paternal, levanta-a e murmura:

— Não devo, nem posso fazer o que me pedes.

— Por quê?

— Escuta. Quando tu apareceste na Galileia, tive um momento em que pensei possuir-te, como minha mulher, casando-me contigo. Mas, ouvia segredar-me ao ouvido uma voz: ‘Tu não pertences ao mundo (grifo meu), aqui te encontras para dares cumprimento à obra a que te comprometeste. Não te embaraces, caminha e caminha sempre, como homem livre, cumprindo o teu dever para com a humanidade’. Obedeci. De então para cá, conheces bem a minha vida. A obra que tentei é grande, superior às forças de um homem. Que seria de mim se as partículas que emanam do Grande Foco (leia-se Ser Total, digo eu) não me intuíssem e ajudassem?

Sinto e pressinto que a obra se interrompe. Os malvados não acreditam na tua conversão à Verdade, querem-te conquistar novamente a carne, não os satisfazes, revoltam-se, vingando-se em mim, POR SER O EXPLANADOR DA VERDADE (grifo e realce meus). Paciência, Maria, já estou cansado de sofrer e lutar, mas o meu dever é caminhar até à morte do corpo, porque a alma, esta continuará na luta astral”.

Foi dito que o Antecristo da humanidade que seguimos na esteira evolutiva do Universo, deslocou-se dessa sua humanidade para nossa, com a finalidade de nos espiritualizar, quando então encarnou como Hermes, no Egito, estabelecendo o início de uma Grande Era, A Era da Sabedoria. Após dois mil anos encarnou como Jesus, quando então alcançou a condição do Cristo, decretando o final de A Era da Sabedoria e estabelecendo o início de uma nova Grande Era, A Era da Verdade. Nesta minha encarnação eu vim decretar o final de A Era da Verdade e estabelecer uma nova Grande Era, A Era da Razão. Luiz de Souza, em sua obra Ao Encontro de Uma Nova Era, a página 16, vem nos dizer o seguinte:

Jesus, dotado de prodigiosa clarividência, já previa, há dois mil anos, que o mundo, antes de findar o segundo milênio, iria passar por fundamentais transformações.

Uma nova era, desde então se anunciava. A vinda de Jesus deu-se no início da era que ora se finda, e é sabido que de dois em dois mil anos, no transcurso de cada grande era, um acontecimento de marcante profundidade assinala a passagem do ciclo.

Outra observação de um fenômeno sistemático reside no fato de serem as grandes borrascas precedidas de eufóricas bonanças.

Verificam-se, no correr do século presente, extraordinários preparativos para o encontro da nova era.

A semente do espiritualismo está plantada em área fértil, no campo do século XX, e, se bem pesquisados forem os fatos que se desdobram (grifo meu), nenhuma dúvida deverá restar sobre a expansão do movimento, no sentido da evolução do espírito”.

Quando Jesus, o Cristo, afirma que “muitos serão chamados, poucos serão os escolhidos”, isto implica em dizer que no meu site pamam.com.br muitos serão os chamados, mas poucos serão os escolhidos, sem qualquer tendência ao sobrenatural, pois que tanto eu como os escolhidos seremos aqueles que poderão antever os resultados espiritualistas que estão por vir, notadamente quando eu tratar acerca do ano 2000 e seguintes, ainda neste site, e que somente os retrógrados não se alinharão conosco. Luiz de Souza, na mesma obra, as páginas 18 e 19, vem nos dizer o seguinte:

Ninguém, em sã consciência, há de querer ficar para trás nesta jornada em que se procura atingir um alvo seguro, situado na área do espiritualismo.

Se assim for, somente os desprevenidos, os negligentes, os seres mundanos, entorpecidos pelos gozos terrenos, deixarão de alinhar-se ao lado daqueles que podem antever os resultados venturosos que se delineiam (grifo meu), com a adoção de um comportamento alicerçado nos temas que se vêm expondo.

Há um convite ao comodismo no mundo, que deve ser repelido, pelos males a que conduz. O momento é de sacrifício e de renúncia, e são estes os meios pelos quais cada um deve chegar ao ponto de partida, para uma nova era (grifo meu)”.

O estimado leitor já tomou conhecimento acerca dos recursos da experiência. Se eu me dispus a fazer deste nosso mundo-escola o meu grande laboratório de experiências, experiências essas bastante dolorosas, é porque pesa sobre os meus ombros uma responsabilidade imensa, responsabilidade esta de elaborar um plano de espiritualização para a humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, que sem esse cabedal de experiências, ora de sucessos, ora de insucessos, não me seria possível cumprir tal tarefa. Luiz de Souza, na mesma obra, a página 26, diz-nos o seguinte:

A iniciativa bem planejada conta com probabilidade de sucesso, mas se uma ou outra não atingir o resultado esperado, não deve ser motivo de desânimo, pois as experiências também têm o seu preço. A arte de planejar depende dos recursos da experiência (grifo meu)”.

É sabido que a mediunidade de intuição é comum a todos os seres humanos. Aqueles que são mais propensos à percepção e a captação dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, também são mais propensos à intuição, ao passo que aqueles que são mais propensos à compreensão e a criação das experiências físicas acerca da sabedoria, são menos propensos à intuição. Isso ocorre para que o poder criador dos intelectuais venha a ser estimulado. É certo que eu fui intuído pelas Forças Superiores, mas não pensem que eu não seja capaz de expor ao mundo as minhas próprias ideias, com todas estando voltadas para o bem comum, considerando que elas não foram intuídas do alto. Luiz de Souza, na mesma obra, a página 30, alertou-me para o fato, ao assim se expressar:

Cumpre não adormecer diante de uma boa iniciativa que se haja formulado para o bem comum, para o estímulo de outras da mesma espécie e para a elevação do nível social. O espaço está impregnado de boas ideias, emitidas por mentes esclarecidas, que se forem captadas e convertidas em iniciativas, devem florescer e frutificar para regozijo da coletividade. Cumpre, no entanto, não exagerar as virtudes da inspiração, para nunca atribuir a forças externas as suas próprias ideias (grifo meu)”.

A fama de Demócrito, na Grécia Antiga, decorre do fato de ele ter sido o maior expoente da teoria atômica, pois de acordo com essa sua teoria tudo o que existe é composto por elementos indivisíveis denominados de átomos, do grego a, negação, e tomo, divisível. De fato, os átomos não são divisíveis, pois que eles são seres, os seres atômicos, e aquilo que os cientistas consideram ser o núcleo atômico, nada mais é do que a aura dos seres atômicos, então obviamente eles não foram divididos, apenas os cientistas manipulam os acervos que se encontram em suas auras.

Todos os seres, inclusive os seres atômicos, evoluem por intermédio da propriedade da Força, por onde desenvolvem os seus criptoscópios e adquirem atributos individuais e conhecimentos, assim como evoluem por intermédio da propriedade da Energia, por onde desenvolvem os seus intelectos e adquirem atributos relacionais e experiências, com tudo isso formando os seus acervos. Esses acervos que correspondem aos seres atômicos são ínfimos, tendo sido imperceptíveis até hoje para os seres humanos. Os seres atômicos realizam as trocas dos seus acervos de acordo com o esquema posto pela figura logo abaixo:

Está assim demonstrada a teoria atômica, que até hoje os cientistas andam em palpos de aranha para descobrir, imaginando mil e uma teorias a respeito. Pode-se agora compreender a razão pela qual Luiz de Mattos afirmou que quanto mais espiritualizado for o ser humano, tanto mais ele consegue penetrar as coisas do passado, do presente e do futuro, por mais ínfimas que sejam. Estando assim demonstrada cientificamente a teoria atômica, vejamos o que diz Luiz de Souza, na mesma obra, a página 44, quando o notável veritólogo assim se expressa:

Quando com novas demonstrações científicas (grifo meu), uma parcela maior da Verdade for publicamente revelada, de forma insofismável, os incrédulos de hoje se verão obrigados a recuar da sua pirrônica resistência, idêntica à do apóstolo Tomé, e a aceitar a vida, no seu verdadeiro aspecto.

Estão nesse caso também os religiosos (leia-se credulários, digo eu) que se dizem cristãos e que, apegados a textos vetustos, de origem duvidosa, se recusam a participar dos novos surtos de espiritualidade”.

Existe um plano para a espiritualização da nossa humanidade, no qual Luiz de Mattos, como sendo o espírito da verdade, e eu, como sendo o nosso Antecristo, somos os seus eixos-diretores. Todos os espíritos que integram a nossa humanidade encarnam em obediência a esse plano espiritualizador, mas o grande problema encontrado é fazer com que esses espíritos pautem os seus poderes e as suas ações em conformidade com o planejado em plano astral, cumprindo com as suas obrigações e os seus deveres, fazendo valer as suas vocações, já que ninguém encarna sem que tenha algo a cumprir neste mundo. Na minha encarnação passada como Ruy Barbosa eu encarnei com a vocação para o Direito, já nesta minha encarnação como sendo o Antecristo da nossa humanidade, eu encarnei com vocação para a Administração de Empresas. Se todos realizassem aquilo a que se propuseram em plano astral, o mundo seria outro. Luiz de Souza, na mesma obra, discorrendo sobre o assunto, afirma o que se segue:

O mundo está organizado para oferecer esferas de ação numerosíssimas a todas as vocações. Estas são necessárias, não só para quem as possui, como para aqueles que por elas são beneficiados.

Assim, para exemplificar, o alfaiate artífice tanto colhe experiências e proventos para a sua profissão, como os seus clientes se beneficiam de uma obra que não sabem executar.

Como as peças de um relógio, cada indivíduo tem de assumir o seu lugar na vida e procurar fazer, do melhor modo possível, a sua tarefa vocacional”.

Eu encarnei em uma família de classe média, mais para classe média baixa do que para mediana, mas a partir de um certo período da minha vida eu passei a me dedicar totalmente à explanação do Racionalismo Cristão, em que através desta explanação em acredito poder me elevar acima do meio, notadamente quando eu estabelecer os meus ideais na face da Terra. De início, porém, eu precisei do preparo inicial da minha querida mãe, não somente nos cuidados da educação, pois foi ela quem me levou a frequentar as sessões da casa racionalista cristã, filial de Fortaleza, em que ela já frequentava atuando como médium nessas sessões. Luiz de Souza, na mesma obra, vem nos dizer o seguinte:

Os espíritos que encarnam com o fim de se elevarem, depois, acima do meio, para realizarem algo de extraordinário, missionariamente (grifo meu), podem nascer na classe que bem entendam, porque por si mesmos se elevarão ao ponto que desejarem.

São almas possuidoras de rico manancial de força de vontade, inteligência e energia, que não terão dificuldade em erguer-se à sua própria custa. A maioria, porém, precisa do preparo inicial dado pelos pais, especialmente pela mãe, que com eles convive mais de perto, auscultando-lhes as tendências e aptidões para cultivá-las, ao serviço do bem”.

Na minha encarnação passada como Ruy Barbosa, Luiz de Mattos apontou os meus defeitos, quando disse que eu era tremendamente vaidoso, invejoso, ciumento e alimentava desejos de vingança, no que eu devo concordar, haja visto que ele é o espírito da verdade. Mas nesta minha encarnação como Pamam, eu provoquei a exteriorização de todos esses defeitos e consegui debelá-los do meu espírito, quando então eu completei a minha moral, já que a minha ética já se encontrava completa. Luiz de Souza, em sua obra A Felicidade Existe, as páginas 57 e 58, tratando acerca do assunto diz o seguinte:

As imperfeições humanas estão no espírito embotadas, enclausuradas, latentes, e é preciso que seja provocada a sua exteriorização, a fim de serem reconhecidas e aniquiladas (grifo meu).

A víbora peçonhenta escondida na toda, na moita ou no entulho, precisa ser descoberta, para que a defesa contra ela se possa operar, sendo necessário que se conheça o mal de que está acometido o enfermo, para se promover a sua cura. Assim, a vaidade, a presunção, o orgulho, a índole vingativa e perversa, as inclinações desonestas e toda sorte de atributos negativos que se acham ocultos no próprio âmago do indivíduo, precisam ser descobertos para que se lhes possa dar combate mortal”.

No decorrer das minhas encarnações eu venho evoluindo mais por intermédio da propriedade da Energia do que pela propriedade da Força, por isso dei preferência ao desenvolvimento do meu intelecto, realizando experiências, evoluindo através do sofrimento, por isso sou mais compreensivo do que perceptivo. Aqueles que são mais perceptivos procuram sempre formar um corpo de doutrina, enquanto que aqueles que são mais compreensivos procuram sempre formar um corpo de sistema, o qual rege a sociedade. Mas o sistema deve ter como fonte uma doutrina, se possível a doutrina da verdade, que é transmitida pelo Racionalismo Cristão. Em relação às almas compreensivas, Luiz de Souza, na mesma obra, a página 188, diz o que se segue:

As almas compreensivas atestam longa trajetória percorrida, e aprestam-se para desempenhar elevados encargos no plano da espiritualidade, para o qual se sentem atraídas. As pessoas compreensivas não perdem jamais esse atributo patrimonial, antes o verão aumentado, na medida da aplicação dessa virtude”.

Um argumento pode ser definido como sendo uma afirmação acompanhada de uma justificativa, e tanto neste site como no site pamam.com.br, as minhas afirmativas são acompanhadas da justificativa da doutrina da verdade, contida no Racionalismo Cristão, além disso eu faço argumentações com base no método da dedução, de onde eu parto de duas ou mais premissas acerca da verdade, ou com base no método da indução, de onde eu parto de duas ou mais premissas acerca da sabedoria, cujas conclusões são irretorquíveis. Tudo com base no raciocínio e na lógica. Luiz de Souza, na mesma obra, a página 209, diz o seguinte sobre o fato:

Vencem melhor na vida os que raciocinarem com mais acerto, e souberem argumentar racionalmente. Quando o indivíduo puder apresentar proposições irretrucáveis, estará em condições de levar de vencida a sua causa (grifo meu)”.

Se eu vinha errando nesta vida, é porque me deixei vencer pelas tentações, o que foi confirmado pelo grande veritólogo Luiz de Souza, como já demonstrado no início deste tópico. Eu tinha que fazer deste mundo o meu grande laboratório para as minhas experiências científicas, não importando se estas eram de caráter mundano, pois nem por isso perdem a sua validade, já que todas as experiências são válidas para compor o nosso acervo espiritual. Em virtude disso, e também em face da minha modéstia, já que havia deixado de ser vaidoso, que o era quando encarnado como Ruy Barbosa, eu não me considerava digno de explanar o Racionalismo Cristão.

Logo nas minhas primeiras leituras acerca das obras de Luiz de Mattos, eu pude constatar de imediato que a verdade estava com ele, não somente pelos conhecimentos que transmitia, mas principalmente pelo seu estilo vigoroso, varonil, enérgico, que não deixava a mínima dúvida sobre aquilo que a sua convicção acerca da verdade demonstrava. Fiquei também impressionado com o estilo requintado de Luiz de Souza, além do seu criptoscópio, já que era um veritólogo, dotado também de uma intelectualidade bastante aprofundada. E assim como eles, todos os demais autores eram portadores de uma moral impressionante.

Mas eu via coisas nas obras doutrinárias racionalistas cristãs que passavam despercebidas por aqueles que me rodeavam e que frequentavam a doutrina. Eu esperava que alguém que fosse portador de um maior valor assumisse a posição de explanar aquilo que eu via, mas não encontrava alguém que fosse capaz de manter um diálogo racional comigo acerca das coisas transcendentais. Porém, não podia pecar por omissão. Então aprofundei os meus estudos filosóficos, inclusive de História, adentrando em todos os assuntos que era pertinentes àqueles que estava pesquisando, passando também a escrever. Era o que ditava a minha consciência. Luiz de Souza, na mesma obra, a página 227, diz o seguinte sobre a minha consciência:

Nenhum entrave deve atormentar a consciência, no desempenho da missão que cada um tem de servir ao Todo”.

Um tanto empolgado pelos assuntos transcendentais que pesquisava, com os meus ideais começando virem à tona, passei a compartilhar com os meus familiares, amigos e conhecidos sobre as minhas aspirações espiritualistas. Os meus familiares consideraram que eu me encontrava perturbado, enquanto que os meus amigos e conhecidos, com quem eu amenizava os meus propósitos, apenas esboçavam um sorriso, completamente atônitos, mas o choque era amparado pelo meu conceito de bom profissional. Um dos meus familiares me solicitou encarecidamente que eu não compartilhasse as minhas ideias com pessoas de fora do seio familiar. Quando eu disse ao meu cunhado, casado com a minha irmã, que iria enveredar pelo caminho da Filosofia, ele me perguntou qual o significado da palavra filosofia, o que nessa época eu ainda não sabia, quando então lhe respondi com sinceridade que não sabia, ele então soltou uma sonora gargalhada e saiu rindo para outro aposento do apartamento da minha mãe, ignorando completamente que no futuro eu iria desabilitar a esse nome. Parece que as pessoas não se dispõem a dialogar sobre a alta espiritualidade. De qualquer maneira, a tudo isso eu ignorei, parecendo que era eu sozinho contra o mundo, e hoje a minha erudição me permite explanar o Racionalismo Cristão, sem que eu me disponha a dialogar com quem quer que seja, pois sei da incapacidade intelectiva dos meus semelhantes. Luiz de Souza, na mesma obra, diz o seguinte a respeito do assunto:

Sem se preocupar com o que os outros dizem, fazem ou pensam, o dever de cada um, mesmo que se julgue só, é o de fazer a sua parte na vida terrena, honesta e compenetradamente, custe o que custar, não se afastando nunca daquela linha de conduta real, positiva, como bem assinala e ensina o Racionalismo Cristão”.

Eu já fiz de tudo para transmitir as minhas ideias aos demais seres humanos, mas sempre sem alcançar sucesso. As editoras rejeitaram as minhas obras, o site pamam.com.br que antes coloquei na internet experimentalmente, não teve um acesso sequer, o mesmo está se dando com este site de A Filosofia da Administração – Abrindo Mentes. Mas a divulgação dos meus escritos é de inteira responsabilidade das Forças Superiores, uma vez que a minha parte eu já fiz e estou fazendo, pois sei que existem pessoas bem intencionadas que aguardam contato com escritos espiritualistas como estes, é o que diz Luiz de Souza, na mesma obra, a página 305, assim:

É sabido também que há na Terra um contingente valioso de pessoas que está aguardando contato com estudos desta natureza, para melhor se poderem firmar nas suas convicções espiritualistas”.

O movimento espiritualista que está se desenvolvendo nos tempos atuais é irreversível, com o correr dos tempos todos terão que se espiritualizar, pois esta é uma medida que se impõe a todos os seres humanos. Assim, os credulários abandonarão os seus credos sobrenaturais e místicos, os materialistas gozadores abandonarão as suas pirrônicas posições, em que nelas se encontram os cientistas, que se não são gozadores são pirrônicos, com todos passando a se tornar espiritualistas e seguidores do Racionalismo Cristão. E isso é tão certo quanto o conhecimento que o estimado leitor está tomando agora acerca destas verdades. Luiz de Souza, em sua obra A Morte Não Interrompe a Vida, a página 118, vem corroborar com esta minha afirmativa, quando assim se expressa:

O materialista gozador vai deixar de ser o que é para tornar-se uma espiritualista, com o correr dos tempos, esse dia chegará, com toda a segurança, como seguro é o conhecimento que está tomando desta Verdade, neste instante, o pesquisador de assuntos espiritualistas (grifo meu)”.

De há muito que eu venho preparando as minhas encarnações futuras, procurando me colocar rigorosamente no contexto do plano de espiritualização da nossa humanidade, e tanto isto procede que hoje eu consegui alcançar a condição do nosso Antecristo. Se quando encarnado como Ruy Barbosa eu deixei ficar em meu espírito alguns atributos inferiores, os quais foram citados por Luiz de Mattos, foi porque eu tive que priorizar o desenvolvimento do meu intelecto, o nível da minha compreensão e do meu poder criador, certo de que tais atributos inferiores seriam de grande valia para as minhas experiências nesta minha encarnação, quando eu tive que riscar a minha moral, pelo fato dela ser individual, debelar a esses atributos inferiores e completar a minha moral, haja visto que a minha ética já se encontrava completa. E agora eu estou preparando as minhas encarnações futuras, pois que a minha meta é alcançar a condição do Cristo da minha humanidade, por ocasião do meu deslocamento para a humanidade que segue a nossa na esteira evolutiva do Universo. Luiz de Souza, na mesma obra, a página 141 a 145, diz-nos o que se segue:

Quem não estiver familiarizado com estudos espiritualistas, achará que ninguém pode preparar o seu futuro, pois, com base na falta de espiritualidade, o próprio rifão afirma que o ‘futuro a Deus pertence’.

A falta de conhecimentos espirituais no campo da religiosidade (leia-se credulidade, digo eu), é a causa dos erros clamorosos que a humanidade comete.

Isso de dizer-se que ‘o futuro a Deus pertence’ é uma ridícula maneira de pretender-se anular a imperecível lei de causa e efeito. Por isso, quando se diz que cada um terá o futuro que quiser ou merece, afirma-se, mais uma vez, a inexorabilidade dessa lei, infalível como todas as demais leis espirituais.

Desde que haja livre arbítrio para o indivíduo, é ele, e não a Força Criadora, o responsável pelos seus próprios atos. Ora, uma vez que assim é, logicamente que cada um traça o seu futuro, de acordo com o viver presente, através de boas ou más ações, de pensamentos positivos ou negativos, de aspirações terrenas inferiores ou espirituais elevadas.

Sabe-se que as aspirações acalentadas com intensidade serão realizadas se não na encarnação presente, em futuras encarnações. Isto é absolutamente certo, desde que não se trate de uma aspiração absurda, contrária às normas gerais da evolução, ou que implique uma alteração nas leis naturais e imutáveis.

É certo que o que se pode esperar de uma pessoa controlada e esclarecida, na aplicação do livre arbítrio, é diferente do que se espera de outra criatura descontrolada e de evolução primária, por onde se vê que a aplicação do livre arbítrio vai sendo cada vez mais segura, à medida que cresce o ser humano em desenvolvimento espiritual.

Não há nenhuma inverdade na afirmação de que cada qual terá o futuro que quiser, desde que se possa ver nesse futuro o encadeamento de várias encarnações (grifo meu)”.

Nós não somos deste mundo, pois que o planeta Terra é apenas o nosso mundo-escola, sendo ele originário dos seres hidrogênios, somos, pois, espíritos originários dos nossos Mundos de Luz, e como tais temos que viver neste mundo, e não da matéria para a matéria, pois que esta não existe, sendo apenas uma ilusão, uma forte ilusão. A ignorância dos seres humanos acerca da alta espiritualidade, é que faz com que venhamos a viver em uma sociedade conturbada, onde todos procuram viver segundo os seus próprios interesses, sem que venham a dar trato ao raciocínio, embora sejam cientes de que a vida se resume a uns poucos anos de vida, mas mesmo assim não se preocupam com os seus futuros espirituais, apenas com os terrenos, geralmente em busca de posições sociais elevadas.

Se todos tivessem a convicção de que são espíritos e que se encontram temporariamente neste mundo para um curso experimental, com vistas à evolução espiritual, e que quando chegarem aos seus Mundos de Luz, após a desencarnação, deverão realizar um balanço das suas atividades neste nosso mundo-escola, muitos procurariam cultivar em seus espíritos os atributos individuais superiores que formam a moral e os atributos relacionais positivos que formam a ética, desenvolvendo os seus órgãos mentais, os quais são dirigidos por aqueles atributos.

Mas, infelizmente, a ignorância campeia por todo o orbe terrestre, com todos querendo levar vantagem sobre todos, pensando que assim vão se dar bem na vida, assumindo uma concorrência estúpida e desnecessária, e nessa balbúrdia em que todos vivem, ainda vêm alguns falar de amor, em imitação grotesca a Jesus, o Cristo, ignorando completamente que não são cristãos, mas sim anticristãos, pois sequer chegaram a produzir a amizade espiritual, fazendo emergir a solidariedade fraternal, algo que somente conseguirão produzir quando se tornarem antecristãos, ao ingressarem na fase de A Era da Razão. Luiz de Souza, na mesma obra, a página 155, vem nos dizer o seguinte:

A humanidade é vítima de si própria, da sua ignorância em assuntos espirituais, que são, afinal, os que mais importam para a solução de todos os problemas. Jesus Cristo ensinava que se deveria procurar, primeiramente, o reino do espírito (grifo meu), isto é, a conquista da espiritualidade, e que, decorrentemente, tudo o mais viria ao nosso encontro, na ordem das legítimas aspirações.

Aí está enunciada a corrente das oportunidades a dirigir-se, com toda a fluência, aos que puserem em primeiro plano a prática dos relevantes ensinos da espiritualidade”.

Quando adentramos na fase da espiritualidade, formando a nossa humanidade, todos nós éramos da mesma categoria, com o mesmo grau de evolução, habitando o mesmo Mundo de Luz. No decorrer de milhões de anos de encarnações neste nosso mundo-escola, aqueles que mais se esforçavam iam formando ou ascendendo a outros Mundos de Luz mais evoluídos, enquanto que os retrógrados continuavam marcando passo. Para se ascender de uma classe evolutiva mais adiantada não existem privilégios, regalias, ou indicações de quem quer que seja, pois tudo gira em torno da meritocracia, por serem mais dedicados, mais bem dotados espiritualmente. Luiz de Souza, na mesma obra, a página 176, confirma tudo isso, quando diz:

Não há seres privilegiados. Se alguns chegaram a compreender e interpretar as perspectivas reais da vida e se tornaram, por isso, vitoriosos, todos poderão alcançar o mesmo resultado. É uma questão de querer e de pôr-se em condições de receber a iluminação condizente”.

Quando das minhas experiências mundanas neste minha encarnação, eu pouca importância dei às críticas de que era alvo, pois algo dentro de mim dizia que isso não era o meu metiê, mas nem por isso eu deixava de me esforçar para alcançar a moral que pretendia. Alcançada a moral pretendida, eu passei a estudar com afinco a todos os assuntos que se relacionavam com a doutrina racionalista cristã, adentrando no âmbito da Filosofia, da História, das ciências, e de tudo o mais que julgava necessário para o meu entendimento acerca dos assuntos transcendentais. A minha parte eu estava fazendo. Se todos fizessem igualmente a sua parte o mundo seria outro, pois não se pode desprezar o trabalho do pequeno agricultor que coloca comida na nossa mesa, do vendedor que faz os produtos chegarem às nossas mãos, do gari que limpa as ruas para que possamos trafegar com tranquilidade, e de tantos e tantos outros ofícios. Tanto as pequenas como as grandes causas voltadas para o bem são apoiadas pelo Astral Superior, por isso nunca estamos sozinhos quando lutamos por uma causa justa, contribuindo para o progresso da nossa humanidade. Luiz de Souza, na mesma obra, a página 201, diz-nos o seguinte:

Cada um deverá fazer a sua parte, sem pessimismo, lembrando-se de que de pequenas gotas são formados os oceanos. Além disso, os operadores do bem nunca estão sozinhos, pois as grandes causas que visam o desenvolvimento da coletividade são apoiadas pelas Forças Superiores, que se servem de executores terrenos como instrumentos aplicados (grifo meu)”.

Eu encarnei neste mundo como sendo um cientista. Nesta condição, eu fiz do mundo o meu grande laboratório psíquico, realizando experiências praticamente de todas as naturezas que me era possível. A seguir, eu completei a minha moral, passando da condição de cientista para a de saperólogo, uma vez que a minha ética já se encontrava completa. Mas ainda me faltava mais uma experiência, pois eu teria que testar experimentalmente a possibilidade do ser humano se elevar ao Espaço Superior para lá poder perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade. Realizei mais esta experiência, e assim eu cheguei a compreender o imenso valor que encerra a moral. Ora, estando elevado ao Espaço Superior, com base na minha moral, e estando transportado ao Tempo Futuro, com base na minha ética, eu pude então compreender que me encontrava em uma das coordenadas do Universo. A partir daí, o meu esforço consistiu em me situar em coordenadas universais cada vez mais distantes, quando então eu pude seguir os rastros luminosos de Jesus, o Cristo, até o seu mundo-escola, ocasião em que eu tive a grata surpresa de vê-lo como sendo o Antecristo da sua humanidade, assim como eu havia conseguido alcançar a condição do Antecristo da minha humanidade. A partir daí, não foi tão difícil compreender que ele havia se deslocado da sua humanidade para a nossa, então, logicamente, eu teria que me deslocar da nossa humanidade para a que nos segue na esteira evolutiva do Universo. Luiz de Souza, na mesma obra, a página 202, vem nos revelar o que se segue:

Constitui uma preciosidade de valor inestimável chegar a criatura ao estado de compreender o que representará em riqueza e sabedoria para o seu futuro, poder adotar uma linha de conduta em que resplandeça toda a riqueza de uma boa formação moral.

O trabalho, a dedicação, o esforço que forem empregados no sentido de alcançar esse luminoso estado, serão amplamente compensados pela felicidade que virá ao encontro da criatura que se voltar inteiramente para o lado dessa sublimação”.

Faz-se mister agora lembrar a ocasião em que me dirigi ao meu cunhado e lhe disse das minhas intenções acerca da Filosofia, quando então ele me perguntou sobre a etimologia da palavra, tendo eu lhe respondido sinceramente que não sabia, ocasião em que ele soltou uma sonora gargalhada e saiu rindo para outro aposento do apartamento da minha mãe. E agora eu indago: o que eu tinha em mente? A resposta é a seguinte: aspiração. Sim, estimado leitor, eu alimentava a aspiração de me tornar um filósofo já nessa época, embora não soubesse sequer o significado etimológico da palavra, o que era de menos, pois o importante eram as minhas aspirações. Luiz de Souza, na mesma obra, as páginas 207 e 208, diz o seguinte sobre este fato:

“… as aspirações fazem parte dos projetos que todos alimentam. Basta que cada ser humano se considere uma partícula da Força Criadora (leia-se Ser Total, digo eu), como realmente é, para que o intelecto trabalhe com o fim de transformar, construir, embelezar, progredir (grifo meu). Toda atividade que no mundo se registra é, em regra geral, um derivativo dessa ânsia de realizar projetos que antes passaram pela fase das aspirações.

Para atingir-se um objetivo de alto mérito aspirado, é necessário entrar no campo do pensamentos elevado, onde se modelam as formas de obtê-lo, com o concurso da espiritualidade (grifo meu)”.

O mundo como sendo o meu grande laboratório psíquico foi o meu grande instrutor nesta minha encarnação, a minha verdadeira fonte foram as obras doutrinárias racionalistas cristãs, enquanto que os demais compêndios foram ilustrativos das minhas razões objetivadas. Eu nunca tive uma memória privilegiada, pelo contrário, não conseguia guardar na memória uma linha sequer daquilo que estudava, tanto que me utilizava do expediente da “cola” nos meus exames da época de colégio e depois, caso contrário eu não teria conseguido me formar. Mas o Astral Superior me intuiu para que eu adotasse um método de guardar por escrito os principais pontos do meu interesse referentes a outros autores. É certo que eu tenho as minhas próprias ideias, mas naquilo que não me compete diretamente eu tenho o auxílio das Forças Superiores. Luiz de Souza, na mesma obra, a página 288, vem nos dizer o seguinte:

Não são somente as prédicas e os livros que ilustram as razões objetivadas, mas a ação esclarecedora do próprio Astral Superior, que dispõe de meios e modos para levar ao pesquisador imparcial e sereno o justo conhecimento que aspira. Os discípulos da Doutrina, e seus propagadores terrenos (o explanador, digo eu), são meros auxiliares dos verdadeiros dirigentes que operam no elevado e luminoso Plano Astral.

Nestas circunstâncias, cumpre muito mais aos candidatos à iluminação contarem com o seu esforço individual, a sua boa disposição para aprender e a sua receptividade às intuições do Alto, do que, propriamente com a ação persuasiva de instrutores terrenos desatualizados”.

É óbvio e ululante que eu sou limitado a realizar apenas aquilo que me compete, aquilo que não me compete pode ser de competência do Astral Superior, como no caso da divulgação das minhas obras e demais atribuições, ou então de competência de outros seres humanos que sejam esclarecidos, notadamente ao tomarem conhecimento dos meus escritos, para que então possamos evitar que rolem pelo abismo da vida massas compactas de infelizes, que por falta de instrução espiritual não se preparam para levar de vencida a esta encarnação. Vale lembrar das palavras de Jesus, o Cristo, quando afirmou que “é chegado o tempo de separar o joio do trigo”. Eu reencarnei para explanar o Racionalismo Cristão e fixar os meus ideais na face da Terra, tendo sido prevista esta minha encarnação pela doutrina racionalista cristã, e até esperada como necessidade premente, através do próprio Luiz de Souza, quando na mesma obra, as páginas 291 e 292, ele faz a seguinte afirmativa:

Neste século XX, com a circulação que se verifica, em altas proporções, dos valores materiais, com a cobiça que esses valores despertam nas mentes menos acauteladas, com a falta de segurança que se manifesta pela fraqueza dos conhecimentos psíquicos, correm, a todo o instante, uma grande risco — risco de rolarem pelos abismos situados à beira da estrada da vida — massas compactas de infelizes.

Nunca se fez por isso, tão necessária como agora, a infiltração na humanidade do espírito revelador da Verdade (grifo meu), para aqueles que estiverem amadurecidos para receber a sua luz, possam, imediatamente, dar novo curso aos seus pensamentos e atos, sem perderem mais tempo.

Os que não se mostrarem capazes de ajustar-se a um novo viver pautado por princípios de espiritualidade, vão distanciar-se, com o correr do tempo, daqueles outros que aceitarem a iluminação, resultando daí a impossibilidade de se conservarem no mesmo agrupamento”.

Vale a pena repisar o fato de que em virtude das minhas experiências mundanas, eu não me julgava apto a explanar o Racionalismo Cristão, embora eu visse nas obras doutrinárias algo que os demais não viam, quando então indagava àqueles que mais se arvoravam de conhecer a doutrina, como, por exemplo: Fulano, você está ciente dos acontecimentos que virão após o ano 2000? Estou, respondia-me de modo automático, sem adentrar no assunto. Sicrano, você sabia que tem de seguir a sabedoria, e não a verdade? Não, nós temos que seguir a verdade. Beltrano, por que o Racionalismo Cristão tem tão poucos seguidores? Porque o povo ainda não está preparado para seguir a verdade. Eu apenas esboçava um leve sorriso em relação às respostas, sem concordar com elas, mas o certo é que eu esperava encontrar alguém que fosse condizente com os meus pensamentos, que realmente tivesse valor, para que assim pudesse explanar o Racionalismo Cristão, quando então eu consideraria que o explanador estaria apto. Mas como não encontrei ninguém que soubesse ou que visse aquilo que eu sabia ou via, obriguei-me a mim mesmo a realizar a tarefa de explanador. Em relação ao assunto, Luiz de Souza, na mesma obra, a página 305, vem afirmar o que se segue:

Os princípios de ilibada conduta não são, muitas vezes, introduzidos na prática das relações diárias, por não se lhes dar um cunho maciço de imperiosa cristalização.

Acontece que há aqueles que por haverem infringido a moral cristã, se sentem desacreditados para assumir, depois, atitudes de maior responsabilidade (grifo meu). Para desviar-se, porém, do caminho das sombras e seguir a jornada com passo firme pela estrada ampla e iluminada da vida, é sempre tempo”.

Nós somos espíritos, sem nenhuma sombra de dúvida, por isso temos que seguir o caminho da espiritualidade, por onde se revela e se transmite a verdade, que em união, irmanação, congregação, com a sabedoria se alcança a razão, que irão refletir nas mudanças que deverão ocorrer nas ciências, com os religiosos assumindo as suas posições verdadeiras. E foi justamente o que fiz, adentrei no caminho da espiritualidade, procurei a verdade, servi-me dela como sendo a minha legítima fonte, adicionei a sabedoria a ela e adentrei no âmbito da razão, combatendo os credos e as falsas ciências. É isto que devem compreender aqueles que estão tomando ciência agora destes meus escritos. Luiz de Souza, na mesma obra, as páginas 306 e 307, manda um recado para aqueles que estão agora tomando ciência acerca da minha explanação do Racionalismo Cristão, quando assim se expressa:

Todos os temas desenvolvidos neste trabalho voltam-se para o lado da espiritualidade, que é a fonte emanante da Verdade em que se refletem a ciência e a sabedoria, sabido como é que sem a presença desses dois atributos espirituais na composição da vida terrena, a espiritualidade não se manifestaria.

Nestas condições, ninguém se exima de procurar a Verdade para com ela firmar-se, reter a sabedoria e, ainda com ela, entrar no domínio da ciência. No setor da filosofia, procura o Racionalismo Cristão fazer prevalecer a Verdade sobre todos os embustes em que se vê envolvida a humanidade (grifo meu).

Esta é uma das conclusões a que deveriam ter chegado os estudiosos que estão terminando esta leitura (grifo meu). Não houve, é certo, o menor intento de recriminar ninguém. Ficou bem claro que cada qual deverá seguir o caminho que mais lhe agrade, sem receio de que possa haver condenação eterna”.

Assim como que se referindo diretamente a mim, que sou o explanador do Racionalismo Cristão, portanto um estudioso das obras doutrinárias racionalistas cristãs, assim como de outras obras importantes para o esclarecimentos geral da nossa humanidade, Luiz de Souza, na mesma obra, a página 308, faz o seguinte comentário:

Com muitas obras se apresenta a Doutrina Racionalista Cristã, e, por certo, novos cenários são revelados ao estudioso (grifo meu).

É necessário compreender que pode uma fração dos conceitos gerais apresentados numa coletânea como esta, não abranger tudo quanto a alma sequiosa de conhecimentos procura, e, neste caso, o conselho que se poderá dar é o de prosseguir na pesquisa, no estudo, até alcançar a satisfação almejada (grifo meu)”.

Foi o Pe. Antônio Vieira quem esboçou em plano astral o planejamento da doutrina racionalista cristã, tanto que foi o guia espiritual de Luiz de Mattos e de Luiz Alves Thomaz, mas com o objetivo de que ela fosse seguida apenas por aqueles que estavam amadurecidos para receber os conhecimentos metafísicos acerca da verdade. Eu sou o explanador do Racionalismo Cristão, aquele que se serve da verdade como fonte e a une, irmana, congrega, com a sabedoria, alcançando por fim a razão. E como o Racionalismo Cristão preparou adredemente o meu retorno a este mundo, em conformidade com as minhas aspirações, torna-se evidente que eu não venha a estranhar que esses conhecimentos me venham ao encontro, pois, como dito, a obra é do Astral Superior, e nela não pode haver falhas, a não ser um senão aqui outro acolá, por força das limitações dos seus instrumentos encarnados. Vejamos o que diz Luiz de Souza, na mesma obra, as páginas 314 e 315, quando o veritólogo assim se expressa:

O Astral Superior, ao lançar na Terra a sua Doutrina Racionalista Cristã, o fez com o propósito de que ela fosse encontrada por seres amadurecidos para o espiritualismo, e sabia, como sabe, quais são esses. Convém, assim, não perder a oportunidade que passa, pois talvez não volte tão cedo, de anotar cada um que a tenha encontrado, as suas advertências, os seus esclarecimentos e ensinos.

Uma vez que esse conhecimento não é produto do acaso, mas tem as suas raízes submersas no passado e significa o reflexo de procedimentos anteriores, recentes ou remotos, então mais uma razão para que a criatura medite, com seriedade, sobre o assunto.

Há épocas em que a aspiração por uma elevação maior da alma se manifesta mais intensa do que em outras, em decorrência do meio em que o indivíduo vive, dos dramas que o envolvem e de outros fatores psicológicos (grifo meu), mas, com a aspiração elevada, estão sempre presentes os desejos de uma vida melhor, e esta pode ser conseguida conduzindo-se a criatura pelo caminho da espiritualidade”.

Eu passei por duas tremendas gnosiologias, quando então fui internado em hospitais para loucos, outras duas vezes fui internado nesses hospitais pelo uso de drogas ilícitas, mas desprendendo um esforço incomum consegui a minha reabilitação e consegui completar a minha moral, já que a minha ética já se encontrava completa. Foi dura a minha luta, duríssima até, mas ela não era maior do que a minha capacidade para superá-la. Nunca recuei diante das dimensões da luta, pois algo dentro de mim dizia que ela era de suma importância para o meu futuro, e que eu tinha de passar por tudo isso, até conseguir chegar a um determinado estágio em que a luta teria que ser travada em outro campo de batalha. Há que se levar em consideração que para se alcançar o estágio de mestre espiritual, o espírito tem que passar por todas as experiências possíveis, para que assim possa ensinar de cátedra. E nessa minha tremenda luta travada, não posso acreditar que os espíritos de luz tenham me abandonado à própria sorte. Até hoje os meus familiares e vários amigos ainda pensam que eu sou doido, um desequilibrado, embora não consigam travar comigo uma conversa racional, voltada para o campo da espiritualidade, pois que todos procuram viver as suas vidas em conformidade com os seus cotidianos um tanto banais, já que não estudam e nem pesquisam a vida espiritual. Enquanto isso eu vou adentrando cada vez mais no âmbito da razão. Que contraste! Antônio Cottas, em sua obra Cartas Doutrinárias de 1971 e 1972, as páginas 146 e 147, vem nos dizer o seguinte:

Se a felicidade dos seres humanos dependesse de nós, não haveria na Terra, creia, ninguém infeliz.

Mas essa felicidade é bem que se alcança com esforço, com luta, com coragem, com abnegação, com espírito de sacrifício, no enfrentar dificuldades, obstáculos, barreiras, que muitas vezes são transpostas com a alma e as mãos sangrando.

Nunca, por maiores, por mais duras, por mais cruentas que sejam as lutas na Terra, elas são maiores do que a capacidade e o poder do espírito para dominá-las e vencê-las.

Os que não desanimam nem recuam diante das altitudes, das dimensões da luta, antes veem em todos os elementos adversos incentivos e estímulos para enfrenta-las com coragem e valor, esses, ainda que disso não se apercebam, ficam envolvidos por espíritos de luz, que os irradiam astralmente para prosseguirem na difícil jornada até chegarem ao almejado triunfo.

Se a senhora recorrer à história, ela lhe dirá que os maiores benfeitores da humanidade abriram o caminho do êxito à custa de ingentes sacrifícios. Muitos foram tidos por loucos, e até escarnecidos (grifo meu). Quantos passaram fome e frio, e viveram vida miserável! Entretanto, nada os fez recuar no campo da luta, nem ameaças, nem privações, nem a mais negra miséria. E a história lhes rende, hoje, reconhecida, um alto tributo de admiração e respeito pelos nobres exemplos de coragem e valor que deixaram no mundo, como herança das mais valiosas. E entre esses benfeitores da humanidade, se incluem muitas mulheres!”.

Todos nós passamos por problemas na vida, mas, como diz o ditado popular, “Deus dá o frio conforme o cobertor”, o que implica em dizer que a nossa luta é diretamente proporcional à nossa capacidade de vencê-la, o que deve ser feito sem qualquer desespero. É nessas horas que a coragem se faz valer em toda a sua plenitude auferida, para que assim ela possa ser somada ao nosso valor conquistado. Ao lançar mão da coragem e do valor, o ser humano passa a ser assistido pelas Forças Superiores, que não abandonam nunca aqueles que se decidem a lutar com vigor para vencer as vicissitudes da vida. Na hora das calmarias todos são detentores de uma felicidade relativa, mas na hora de resolver os problemas difíceis da vida é que se pode conhecer realmente o valor do espírito. Em sua obra Cartas Doutrinárias de 1991, a página 122, Antônio Cottas nos traça um retrato dessa situação, quando diz:

Não é, porém, com desespero que se solucionam os problemas sérios da vida, mas com coragem, valor e não raro, até mesmo com espírito de abnegação e renúncia.

O Astral Superior jamais abandona as criaturas valorosas que não se deixam enfraquecer e estão sempre dispostas a enfrentar a luta e as dificuldades. Para lutar, vem o espírito à Terra, e a luta o engrandece e faz com que ele mais evolua espiritualmente.

No mar proceloso, e não na bonança, é que se conhece a têmpera e o valor do timoneiro”.

É certo que eu levava uma vida de boêmio, repleta de maus hábitos e costumes, mas é sempre tempo de dar a volta por cima, promovendo a luta contra os nossos defeitos, até adquirirmos a moral e a ética necessárias, tornando-nos educados, quando então podemos cumprir com as nossas obrigações e os nossos deveres neste nosso mundo-escola, e quiçá com a nossa missão, pois os espíritos superiores não querem saber daquilo que fomos, pois que isso é problema de cada um, mas sim do que somos. Tendo passado por todas as minhas experiências terrenas e tendo completado a minha educação, o próprio Luiz de Mattos vem confirmar a minha posição de explanador da doutrina racionalista cristã, e dizer o porquê dos meus pensamentos estarem sempre voltados para ele, dizendo ser árdua a tarefa que me entregou, quando na manifestação do seu espírito ocorrida em 15 de janeiro de 1933, por ocasião do aniversário da sua desencarnação, contida na obra Discursos de Antônio do Nascimento Cottas, as páginas 38 e 39, quando ele assim se manifesta, sempre na segunda pessoa do plural:

Desde que procureis remodelar-vos nos vossos maus hábitos e costumes, sereis os instrumentos que necessitamos para a explanação dela. É ÁRDUA A TAREFA QUE VOS ENTREGUEI (grifo e realce meus)… Feliz, felicíssimo por ver vossos desejos de remodelação, segundo os ensinamentos da nossa bela doutrina.

Espero que os senões que têm ocorrido, e aos quais não ligo importância, por saber serem fraquezas, cessem por completo.

Pensai em mim nas vossas horas de inquietações, fadigas e fraquezas, e eu virei (grifo meu).

A luta material é grande, mas se ela é grande, a nossa não é menor. Penetramos em antros, sofrendo horrores, para arrancar de lá as feras que procuram entorpecer os seres. Procuramos limpar os lares honrados e dignos, e para isso é bastante que irradiem a nós.

Quanto maior a luta, mais satisfeitos vos deveis sentir”.

Quando eu afirmo que a doutrina racionalista cristã preparou o meu retorno a este mundo, não se pode duvidar, notadamente por tudo o que até agora já foi demonstrado, ressaltando-se que a minha luta neste nosso mundo-escola é solitária, pois que não admito companheiros de aflição, já que não posso perder tempo com lamuriosos e pessimistas, uma vez que a obra é gigantesca, mas própria para um só espírito, disposta sem qualquer ajuda, incentivo ou apoio de qualquer natureza. Por isso, eu tive que me valer dos preparos racionalistas cristãos para esta minha encarnação. Luiz Alves Thomaz, o magnânimo companheiro de Luiz de Mattos, vem do plano astral superior para me auxiliar na minha árdua tarefa de explanar o Racionalismo Cristão, afirmando haver deixado a estrada larga para que eu pudesse palmilhar, sem nada temer, além de outros dizeres, por ocasião da manifestação do seu espírito ocorrida na mesma data da manifestação do espírito de Luiz de Mattos, citada anteriormente, contida na mesma obra, as páginas 39 e 40, quando ele assim se manifesta, sempre na segunda pessoa do plural:

Luiz de Mattos… Quer que todos os instrumentos da Doutrina, em cuja formação cooperei, saibam imitá-lo em ação, em pensamento, colaborando como eu o fiz quando encarnado.

Deixamos a estrada larga para palmilhardes. O vosso dever é caminhar por ela firmes e resolutos, não temendo coisa alguma, pois será essa estrada que vos há de levar à verdadeira felicidade, àquela que se goza nos mundos de luz puríssima (grifo meu).

Avante! Bem sabemos que os vossos sofrimentos são muitos (grifo meu), mas é pelo sofrimento que o espírito se depura e, assim sendo, por isso tudo tendes que passar enquanto encarnado estiverdes.

Vejo a boa disposição que vos assiste, e isso muita alegria dá àquele que se chamou Luiz Alves Thomaz, que foi sempre vosso amigo e sempre continuará a sê-lo, desde que respeiteis a nossa Doutrina”.

Nós vimos o grau de confiança que Luiz de Mattos, quando encarnado como Afonso Henriques, tinha em Jesus, o Cristo, que prometeu que ele sairia vencedor em todas as lutas contra o inimigo, o que se confirmou quando da sua encarnação como Nuno Álvares Pereira. Isso quer dizer que a confiança nas Forças Superiores é de fundamental importância em nossas vidas, para que nós possamos sair vencedores em toda a linha. O Astral Superior tem recursos praticamente ilimitados em seu campo de ação, sempre obedientes às leis espaciais, aos princípios temporais e aos preceitos universais, por isso nada de peditórios, apenas lutar com bravura para merecer a sua assistência. Assim como Jesus, o Cristo, prometeu a Luiz de Mattos, quando encarnado como Afonso Henriques, do mesmo modo o fundador do Racionalismo Cristão prometeu a mim, sem aparições, apenas ressaltando a minha confiança nas Forças Superiores, para que assim eu pudesse me tornar invencível. É o que vamos encontrar na manifestação do seu espírito, por ocasião do aniversário da sua desencarnação, em 15 de janeiro de 1936, contida na obra Discursos de Antônio do Nascimento Cottas, a página 63, da seguinte maneira:

Desde que tenham confiança em nós, desde que tenham irrestrita confiança nas Forças Superiores e portanto, tenham certeza absoluta de que a vida fora da matéria é um fato, sereis infalivelmente invencíveis (grifo meu).

Elevai, portanto, os vossos espíritos até mim e sentireis a efluviação benéfica da minha alma, que muito vos quer (grifo meu)”.

Eu vim novamente a este nosso mundo-escola para cumprir com uma determinada missão. Para tanto, eu tive que fazer deste mundo um grande laboratório, para que nele pudesse realizar experiências das mais diversas naturezas, experiências essas que me trouxeram muitos sofrimentos dolorosos, que chegaram até a fazer sangrar a minha alma, no modo de dizer. Aqueles que se dispuserem a estudar a minha biografia, podem até criticar a essas minhas experiências, considerando que elas não eram necessárias, mas quem sabe de mim sou eu, o que implica em dizer que as responsabilidade pelo esclarecimento da minha humanidade e a da que nos segue na esteira evolutiva do Universo pesam prioritariamente sobre os meus ombros, e não nos ombros dos biógrafos, pois quem calça os sapatos sou eu, por isso eu sei onde o calo aperta. Tudo o que eu fiz neste mundo foi planejado em plano astral, e neste planejamento eu tinha que passar pelos vales inóspitos da experiência, como diz Luiz de Souza, para tornar ainda mais calejados os meus ombros, por isso pouco me importa os juízos que façam ou que venham fazer sobre mim.

É certo que eu andei na lama, enlameando toda a minha alma com a sujeira infecta deste mundo, o que me tornou apto a penetrar em todo e qualquer ambiente infecto sem mais me contaminar, tal qual a flor de lótus, um tipo de lírio d’água, cujas raízes estão fundamentadas em meio à lama e ao lodo de lagos e lagoas, mas que vai subindo à superfície para florescer com notável beleza. Assim é a minha alma. Portanto, para aqueles que assumem a pretensão de querer supor que eu tivesse vindo de outra maneira, e não a esta com que me apresento, vale o dizer de Antônio Cottas, em seu discurso proferido por ocasião do aniversário da desencarnação de Luiz de Mattos, em 15 de janeiro de 1937, contido na obra Discursos de Antônio do Nascimento Cottas, a página 65, quando o Consolidador do Racionalismo Cristão assim se expressa:

É CERTO QUE OS ESPÍRITOS ESCLARECIDOS VÊM PARA O QUE VÊM E NÃO PARA O QUE QUEIRAMOS SUPOR TENHAM VINDO, não se importando com o juízo que deles façam, os que o sucedem, a posteridade enfim (grifo e realce meus)”.

Como cientista eu realizei experiências fazendo deste mundo Terra o meu grande laboratório, sem que fosse preciso escrever sobre elas, pois ainda não tinha uma finalidade a ser alcançada, já que a obra que intentava fazer fugia ao alcance das ciências, inclusive da Saperologia, pois que ela se referia diretamente à Ratiologia. Quando passei de cientista para saperólogo, os meus primeiros escritos foram os seguintes:

A maior coisa que eu quero fazer

É a menor coisa que eu sei fazer.

Esperarei o tempo que for preciso.

Farei tudo que me for possível.

Mas a farei!

Como se pode claramente constatar, eu fui me aperfeiçoando em uma única encarnação, pois que me encontrava focado em realizar os meus ideais neste mundo, estando nos limites da minha capacidade de realização, já que a maior coisa que eu queria fazer era a menor coisa que eu sabia fazer, mas mesmo sendo a menor coisa, eu sabia fazer, por isso estou fazendo, desprendendo um imenso esforço, mas estou fazendo, estando concentrado nos meus estudos e nos meus escritos, esperando a iluminação astral quando preciso, pois sei que a obra é gigantesca, já que tenho que fechar com chave de ouro o fabuloso plano de espiritualização da nossa humanidade, e essa não é tarefa das mais fáceis. Antônio Cottas, em doutrinação realizada em sessão pública de 12 de junho de 1950, contida na obra Discursos de Antônio do Nascimento Cottas, a página 145, vem nos dizer o que se segue:

Quantos cientistas… começam às vezes por fazer obra imperfeita! Quantos! Mas, vão se aperfeiçoando, até que chegam a apresentar um objeto perfeito. E — quando esses espíritos encarnados se concentram no estudo — não estarão nos seus mundos outros espíritos, que já estudaram tudo isso, a irradiar esses instrumentos para que eles concorram para o progresso da humanidade?”.

Eu vivo na mais completa solidão, não que eu seja um eremita, mas porque as forças das circunstâncias me obrigam à reclusão, já que não consigo travar uma conversa racional nem com os meus familiares e nem com os meus amigos. A minha única companhia constante é a minha querida esposa, com quem me relaciono apenas acerca do cotidiano das nossas vidas, mas aqui e acolá eu a pego para falar sobre assuntos transcendentais, quando preciso. Eu também tenho às vezes a companhia dos meus netinhos, com quem eu faço apenas caducar, pois que não devo me intrometer na educação dada pelos pais, notadamente no que se refere à espiritualidade. Quando me encontro com amigos, eu apenas falo de trivialidades, já que eles não estão preparados para os assuntos transcendentais. Eu não sou desiludido, pois que a ilusão não faz parte dos meus pensamentos, e muito menos um ser humano magoado, pois que nada mais me magoa. Em sua obra Folhas Esparsas, a página 169, Maria Cottas, um exemplo de esposa e mãe, vem nos dizer sobre a solidão:

Quantas vezes estamos acompanhados e nos sentimos sozinhos, tão sós, que nos apetece somente a solidão.

Serão céticos os que sentem esse vazio, essa ausência de algo que nem mesmo eles sabem explicar, essa nostalgia que os leva ao isolamento e à meditação?

… Será fobia, ou desequilíbrio mental? Não! É desilusão!

Uma desilusão causa tão profunda mágoa, tão grande decepção, que leva a criatura a sentir esse cruel vazio, essa ausência de algo a que aspira, mas não conseguiu possuir.

Quase sempre aqueles que possuem uma grande elevação de sentimentos, PROCURAM PENETRAR O ENIGMA DA VIDA, ESMERILHANDO O QUE ELE ENCERRA DE BOM E DE MAU, e se encontram de repente a sós, tão sós, que para conseguir viver entre os demais, afivelam a máscara da hipocrisia e, no palco da vida, representam admiravelmente o seu papel (grifo e realce meus)”.

Quando na minha encarnação passada como Ruy Barbosa, Luiz de Mattos me convocou para que eu estudasse a vida fora da matéria, uma vez que ele me considerava a maior mentalidade das Américas, mas eu declinei do convite, argumentando que já me encontrava muito velho para me submeter a tal empreitada, o que provocou um certo descontentamento no nosso maior veritólogo, contudo naquela minha encarnação não era tempo de eu me tornar explanador. Mas ele afirmou que enquanto as mulheres parissem eu não faria falta. De fato, minha mãe me pariu, quando então eu reencarnei como Pamam, pois que atrás de tempo, tempo vem, por isso era chegado o momento de eu explanar o Racionalismo Cristão e fixar os meus ideais na face da Terra, promovendo o esclarecimento de toda a nossa humanidade. Em relação ao tempo certo para cada coisa, como no caso desta minha encarnação, vejamos o que disse Maria Cottas na mesma obra, as páginas 225 e 226, quando ela assim se expressa:

Escreve certo filósofo que ‘há uma época para todas as coisas e um momento favorável a todos os propósitos na face da Terra’.

Um momento propício para nascer, e um momento propício para morrer; um momento propício para chorar, e um momento propício para rir; um momento propício para lutar, e um momento propício para divertir-se; um momento propício para ganhar, e um momento propício para perder; um momento propício para guardar, e um momento propício para gastar; um momento propício para calar, e um momento propício para falar; um momento propício para amar; e um momento propício para aborrecer’.

Quem meditar nesses conceitos cheios de sabedoria, não pode deixar de admitir que encerram profundos conhecimentos da vida, reconhecendo que o bem-estar material e espiritual das criaturas não depende de outra coisa senão da capacidade de aproveitar o momento oportuno para adaptar-se ao tempo e às circunstâncias.

Não importa tanto o que fazemos e como fazemos, senão quando o fazemos (grifo meu), disso depende que sejamos felizes ou desditosos, que triunfemos ou fracassemos”.

Eu praticamente não suportava viver no mundo como ele se me apresentava, uma vez que os meus ideais ainda não haviam aflorado no meu espírito, então eu procurava sempre uma forma de fugir do mundo, apelando para a minha imaginação, criando um mundo só para mim, em que nele às vezes eu me fazia de médico, mas de um médico que curava todas as doenças, às vezes de um empresário, dono de uma fabulosa fortuna, em que de posse dela eu podia ser magnânimo, e outras imaginações correlatas. Mas isso é obsessão. Maria Cottas aborda a esse assunto, em seu discursos proferido por ocasião do aniversário da desencarnação de Luiz de Mattos, em 15 de janeiro de 1941, contido na obra Discursos de Maria Cottas, a página 22, assim:

Não! Não é em mundos imaginários que curaremos as chagas que a vida nos faz, as decepções e as injustiças do mundo (grifo meu), mas recorrendo à nossa inteligência esclarecida e tornando-nos verdadeiramente livres. Quanto mais livre for a criatura de preconceitos e sectarismos, tanto mais culta e convicta. À medida que a personalidade cresce, a liberdade avança, afrouxam-se os laços materiais e estreitam-se os espirituais”.

Fica difícil de se prever a época em que a nossa humanidade será realmente esclarecida, se cada um conseguir fazer a sua parte, essa época deverá ser abreviada sistematicamente. As teorias científicas acerca da existência da matéria se ergueram, tendo inclusive Luiz de Mattos navegado nessas ondas bravias, quando afirmou que o Universo é composto de Força e Matéria. Nessas teorias científicas, os estudiosos consideram que a aura dos seres atômicos é o núcleo atômico, teorias essas que foram desmoronadas pela minha explanação do Racionalismo Cristão, que visa o preparo espiritual para se adentrar no contexto de A Era da Razão. Sobre o assunto, Olga B. C. de Almeida, em sua obra Retalhos de Vida, a página 85, diz o seguinte:

Ergam-se e desmoronem-se as teorias (grifo meu), o homem terá, algum dia, de compreender a vida, tanto a material como a espiritual.

Viver neste mundo é esboçar uma preparação, uma prefiguração da verdadeira vida, que acelera o progresso material e espiritual.

Essa é a grande tarefa humana: preparo das almas para aproximação do mundo espiritual”.

A mente humana, quando na fase da imaginação, prega peças até aos mais bem dotados de raciocínio, senão vejamos: os sacerdotes doutrinam aos seus rebanhos apelando sempre para o sobrenatural, marca característica de todos os credos e seitas, cujas doutrinações são aceitas pelos seus arrebanhados sem que estes nada compreendam, uma vez que o sobrenatural não existe, por ser fruto da imaginação, e quando os sacerdotes são questionados a respeito de qualquer assunto, apelam para o mistério, mas o maior dos seus mistérios, colocados em pauta pelo Astral Superior, já foi por nós desvendado, que é o Mistério da Santíssima Trindade, em que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são a mesma pessoa, o restante é fruto da falta de lógica que a imaginação não consegue compartilhar com a compreensão.

Mas as centenas e centenas de páginas que já escrevi, todas com base na verdade, na sabedoria e na razão, sendo portanto todas racionais, ao serem lidas por algum estudioso, este decerto terá alguma dificuldade em aceitá-las, quando então a compreensão entrará em choque com a imaginação. Sim, os meus escritos farão eco na compreensão, mas se encontram fora dos parâmetros da imaginação, e o leitor se encontra deveras acostumado a imaginar, por isso não consegue imaginar já se encontrar no âmbito da razão, que é o meu grande objetivo em situar o estimado leitor.

Jesus, o Cristo, afirmou o seguinte: “serás o que pensares”. Assim como ele já reexaminou a sua obra de explanador do Racionalismo Cristão da sua humanidade, ele também pode mandar um esclarecimento para o explanador do Racionalismo Cristão da nossa humanidade, o que implica em dizer o seguinte: eu sou o Antecristo. Nesta condição de Antecristo, após cumprir com as minhas obrigações e com os meus deveres para com a minha humanidade, eu deverei me deslocar para a humanidade que segue a nossa na esteira evolutiva do Universo, onde lá eu alcançarei a condição do Cristo da minha humanidade. Olga B. C. de Almeida, na mesma obra, a página 228, sobre este meu pensamento, vem afirmar o que se segue:

O QUE VOCÊ PENSA HOJE, DETERMINA O QUE SERÁ E ONDE ESTARÁ AMANHÃ (grifo e realce meus).

As grandes verdades da vida tornam-se conhecidas somente por aqueles que estão preparados para aceitá-las”.

Enquanto Luiz de Mattos trabalha mais com o seu criptoscópio, sendo um conhecedor, por natureza, eu trabalho mais com o meu intelecto, sendo um experimentador, por natureza. Eu impus ao Astral Superior duas limitações para as minhas experiências, ao restante eu me submeteria, inclusive ferir a minha moral. E assim foi feito. Mas não pense o estimado leitor que eu fosse destituído de moral, por hipótese alguma, eu apenas me submeti a feri-la porque a moral é individual, portanto eu estava lidando com a minha moral, e não com a moral alheia, por isso eu tinha o direito pessoal de feri-la. E assim, eu passei por sofrimentos terríveis, mas sempre enfrentando as vicissitudes da vida com abnegação e coragem, pois que no auge das minhas experiências eu já pude compreender que tinha de alcançar um grande objetivo. A minha moral hoje se encontra completa. A minha ética já se encontrava completa. Eu era um fraco e me tornei um forte. Que isso sirva de lição a todos os seres humanos. Vejamos o que diz sobre isso Olga B. C. de Almeida, em sua obra Caminhos Certos, a página 25, quando ela assim se expressa:

Saber sofrer é dar provas de boa educação, é compreender o valor do sofrimento como lapidação do moral.

Conseguir tirar dos fracassos e fraquezas uma lição para o futuro é gravar no livro da vida a mais bela página: é saber tirar das ruínas, elementos para a construção de um rico edifício que se chama Moral (grifo meu)”.

O mundo está inquieto. Nós temos uma outra espécie de humanidade formada por espíritos desencarnados que se encontram quedados no astral inferior, os quais obsedam tanto aos seres humanos comuns como aos governantes, daí a razão dessa extrema desordem no mundo. Os espíritos mais sensíveis se encontram atordoados, e embora não tenham tomado a consciência disso, eles esperam por um grande acontecimento que venha a modificar as suas vidas, mas a imaginação os prende aos credos e as suas seitas, ou então às ciências, por isso eles não podem adquirir a consciência de que estamos no final de A Era da Verdade e adentrando no início de A Era da Razão, onde a fase da imaginação terá decretada o seu final. Poucos são aqueles que conseguem compreender a grandeza da força do pensamento, e neste final de uma Grande Era os meus pensamentos já estão influindo decisivamente na atmosfera terrena, sugerindo aos seres humanos a consciência dos seus modos de vida, embora os que se encontram à margem da vida continuem sendo marginais, pois que possuem o livre arbítrio. Olga B. C. de Almeida, na mesma obra, a página 208, vem nos dizer o seguinte:

Você é o que pensa (grifo meu). O que está acontecendo tem estreita ligação com o que você pensa e sente a respeito das coisas e pessoas”.

Em sendo assim, como realmente é assim, como não poderia ser diferente, tudo o que foi exposto acima se encontra no subconsciente dos seres humanos, por isso todos têm que reagir, esclarecer-se para que possam fornecer uma direção certa aos seus pensamentos, tanto em relação a si como em relação aos outros, pois aquilo que pensamos atrai ondas de pensamentos afins, por isso o cotidiano da vida não se sucede por acaso, visto que o acaso não existe. Se tudo que foi exposto logo acima se encontra no subconsciente de todos, cabe a cada um exteriorizar a tudo isso, para formar uma personalidade forte que indique o rumo a ser tomado nesta vida. Olga B. C. de Almeida, na mesma obra, a página 216, diz o que se segue:

A lei fundamental da compensação não falha, quando as reações estão certas.

A situação no momento depende, em grande parte, do modo por que a pessoa vem pensando e agindo durante a vida em relação a si e aos outros. Os fatos não se sucedem por acaso. O ser humano retém no subconsciente o conjunto de causas e efeitos decorrentes da maneira de pensar e sentir.

O subconsciente é o grande reservatório de energia que, aliado à força de vontade, forma a personalidade.

Ter personalidade é saber por onde anda, aonde deseja chegar, possuir equilíbrio. Para desenvolvê-la é necessário despertar, estudando, aprendendo, trabalhando!”.

Quando comecei os meus escritos, eu procurei encontrar a fórmula desejada para que pudesse cumprir com as minhas obrigações, os meus deveres e a minha missão neste nosso mundo-escola, tirando dos êxitos e dos fracassos do passado as lições auferidas. Olga B. C. de Almeida, na mesma obra, a página 217, vem nos ensinar o seguinte:

Os fracassos do passado devem servir de lições. Bem aproveitadas, induzem a tirar deles talentos ocultos que desenvolvidos, trazem a fórmula procurada (grifo meu)”.

Mas que fórmula desejada seria essa? É a seguinte:

Todos nós temos obrigações e deveres a cumprir neste planeta Terra. Mas nem todos têm uma missão a cumprir, visto que a missão é somente para aqueles que já alcançaram um determinado estágio de evolução. E para que possamos honrar a todos esses compromissos assumidos em plano astral, é necessário que nos armemos com alguns elementos que irão influir de maneira decisiva no desempenho desses compromissos, principalmente no que diz respeito à sua identificação, às suas definições e aos seus conhecimentos em todas as suas amplitudes, e também para criarmos um estado de espírito propício para podermos iniciá-los e concluí-los.

Como primeiro elemento, temos a necessidade de nos conhecermos como espírito, que representa a nossa essência, como Força e Energia, propriedades que formam os nossos corpos fluídicos, que podemos denominar de perispírito, e como Luz, propriedade que forma o nosso corpo de luz, e como corpo carnal.

O espírito, sendo a nossa essência, representa uma partícula e parte integrante de Deus, ou seja, do Ser Total, do Grande Foco, da Inteligência Universal, do Criador.

A Força é a propriedade de Deus por onde nos tornamos seres religiosos ou espaciais, cuja manifestação que prepondera no ser é o poder, e por intermédio da qual desenvolvemos o órgão espiritual denominado de criptoscópio, cuja função é perceber e cuja finalidade é captar. A atividade básica exercida pelo ser é a religião, que tem como teor o conhecimento, cuja forma de transmitir é por intermédio de teorias “a priori”, que podemos denominar de magnetismo, e cuja forma de aprender é por intermédio do estudo, sendo o Espaço Superior o seu repositório. A finalidade da atividade básica exercida pelo ser é a verdade e o principal atributo obtido é a moral, cuja natureza é permanente e cuja aplicação é individual. O elemento anterior produzido que se converte em elemento final de produção do ser no exercício da sua atividade básica é a sensibilidade, e o elemento final de produção é o sentimento. A forma pela qual o ser transmite o que produz é a vibração magnética. A relação entre o ser e as coisas, os fatos e os fenômenos é de causa. E a finalidade do ser é atingir a onipotência.

A Energia é a propriedade de Deus por onde nos tornamos seres cientistas ou temporais, cuja manifestação que prepondera no ser é a ação, e por intermédio da qual desenvolvemos o órgão espiritual denominado de intelecto, cuja função é compreender e cuja finalidade é criar. A atividade básica exercida pelo ser é a ciência, que tem como teor a experiência, cuja forma de transmitir é por intermédio de teorias “a posteriori”, que podemos denominar de eletricidade, e cuja forma de aprender é por intermédio do sofrimento, sendo o Tempo Futuro o seu campo de ação. A finalidade da atividade básica exercida pelo ser é a sabedoria e o principal atributo obtido é a ética, cuja natureza é temporária e cuja aplicação é relacional. O elemento anterior produzido que se converte em elemento final de produção do ser no exercício da sua atividade básica é o sentido, e o elemento final de produção é o pensamento. A forma pela qual o ser transmite o que produz é a radiação elétrica. A relação entre o ser e as coisas, os fatos e os fenômenos é de efeito. E a finalidade do ser é atingir a onipresença.

E o corpo carnal é formado por seres que se encontram no estágio evolutivo atômico e molecular, juntamente com os seus corpos fluídicos, em que outros seres mais evoluídos atuam, como os seres orgânicos e aparelhantes, mas que somente os espíritos modelam e dão forma ao seu modo. Somente depois deste conhecimento, é que nós poderemos ter a noção exata da composição do Universo, do qual somos uma simples miniatura. E somos uma simples miniatura porque o nosso corpo fluídico contém todas as coordenadas universais por que passamos, em que o corpo de luz penetra em todas elas.

Como segundo elemento, temos a necessidade de declararmos guerra a todos os sentimentos inferiores e a todos os pensamentos negativos, os quais, utilizando-se do imenso arsenal fornecido pelo ambiente mundano, mantêm aprisionados todos os sentimentos superiores e todos os pensamentos positivos, faculdades essas a serem conquistadas pelo espírito.

Como terceiro elemento, temos a necessidade de começar a cultivar em nós mesmos o amor pelo próximo, ou, pelo menos, porque isso basta, pelo menos temporariamente, a amizade espiritual. De início, não sentiremos em nossos espíritos o manifestar de tão nobres produtos espirituais. Porém, isso não é motivo para inquietações, mas sim para júbilos. Não esqueçamos! Já possuímos o conhecimento. Falta a experiência. Então é somente prepararmos o campo e plantarmos a semente. Depois, é apenas regarmos com carinho, atenção e esperarmos com firmeza e paciência que brote o fruto universal.

Como quarto elemento, temos a necessidade de estar com o pensamento sempre voltado para ajudar a humanidade, ou, no mínimo, dispostos a cooperar intensamente na organização humana. Existem bilhões de caminhos que nos levam a esses objetivos. Um desses caminhos é o nosso. É o caminho que se abre quando em plano astral assumimos o compromisso de cumprir com as nossas obrigações e os nossos deveres.

E quando também em plano astral, face às circunstâncias do processo evolutivo da nossa humanidade, assumimos o compromisso de realizar algo nos utilizando das nossas vocações e dos nossos talentos: É A NOSSA MISSÃO!

Porém, quando uma partícula do Ser Total, que até o momento de se conhecer como espírito, Força, Energia, Luz e corpo carnal, levava uma vida atribulada e desordenada, encontra o seu caminho para ajudar aos seus semelhantes, e esse caminho, pela sua própria natureza, acelera intensamente o progresso e evita grandes males e sofrimentos para toda a nossa humanidade, é natural que essa partícula, ou seja, que esse ser humano, em princípio, estranhe e se recuse a acreditar naquilo que principia a ver.

É quando ele, já em guerra com os sentimentos inferiores e com os pensamentos negativos, estando se ajudando a si próprio em primeiro lugar, conforme Jesus, o Cristo, ensinou, é atacado pelo flanco direito pelo exército da vaidade, e, ao contra-atacar, é também atacado pelo flanco esquerdo pelo exército da simploriedade. Recua, tenta se manter em equilíbrio, mas o exército formado pelos erros de sua vida pregressa o ameaça pelo flanco traseiro. Sabendo-se indestrutível, essa partícula do Ser Total considera que tem forças para avançar sozinha para frente. Tenta. E verifica que aí é o forte das forças inimigas. É aí onde estão localizados os poderosíssimos exércitos formados pela ignorância da nossa humanidade, pela sua própria falta de conhecimentos, pelo pouco tempo em aprender tudo aquilo que acha necessário, pela limitação do seu próprio raciocínio e inteligência, pelos falsos credos e seitas existentes inventados pela classe sacerdotal, e tudo o mais que atravanca o progresso humano.

Ora, se de início foi afirmado que para honrarmos com os nossos compromissos assumidos em plano astral, era necessário que deveríamos nos armar com alguns elementos que iriam influir de maneira decisiva em nosso favor, então por que essa partícula do Ser Total se encontra totalmente cercada e prestes a perder a guerra?

É facílimo responder. Essa partícula do Ser Total não está com todos os elementos necessários. Falta-lhe um elemento possante que lhe dê um imenso poder de fogo. Falta-lhe uma arma que ela ache perfeita, mas que não possa manuseá-la, e que de alguma forma o leve à vitória. Falta-lhe, pois, o quinto elemento: A RAZÃO! A razão, pois, é proveniente da propriedade da Luz.

A Luz é a propriedade de Deus por onde nos tornamos seres universais, cuja manifestação que prepondera no ser é a existência, e por intermédio da qual desenvolvemos o órgão espiritual denominado de consciência, cuja função é coordenar, e cuja finalidade é unir, irmanar, congregar, o criptoscópio e o intelecto. A atividade básica exercida pelo ser é a religiociência, que tem como teor o Saber, por excelência, cuja forma de transmitir é por intermédio de teorias, e cuja forma de aprender é por intermédio do raciocínio, sendo o Universo o seu repositório. A finalidade da atividade básica exercida pelo ser é a razão e o principal atributo obtido é a educação, cuja natureza é divina e cuja aplicação é espiritual. O elemento anterior produzido que se converte em elemento final de produção do ser no exercício da sua atividade básica é a amizade espiritual, e o elemento final de produção é o amor espiritual. A forma pela qual o ser transmite o que produz é o raio de luz. A relação entre o ser e as coisas, os fatos e os fenômenos é de causa e efeito. E a finalidade do ser é atingir a onisciência.

Como se pode claramente constatar, sendo a razão o quinto elemento, o qual é proveniente da propriedade da Luz, ninguém é capaz de manipular ao seu próprio paladar, inclusive eu, o único a atingi-la em toda a sua plenitude neste mundo, apesar de acharem que eu sou louco.

Estando assim posta a fórmula desejada, eu me tornei um estudioso ardoroso dos assuntos transcendentais, estudando com afinco a verdade, que ainda não fazia parte do meu metiê, posto que havia passado do estágio de cientista para saperólogo, retendo em mim a sabedoria, que passou a fazer parte do meu metiê. O passo seguinte foi unir, irmanar, congregar, a verdade e a sabedoria, alcançando assim a razão. E até hoje eu prossigo nos meus estudos saperológicos, utilizando a verdade como sendo a minha legítima fonte. Olga B. C. de Almeida, na mesma obra, a página 288, fala da grande importância de todo estudante prosseguir em seus estudos, embora venha a se referir diretamente à sabedoria, quando diz:

Felicito-o (ao estudante, digo eu) por prosseguir, apesar de tudo, na descoberta e pesquisa do maior tesouro que se tem na vida: a sabedoria”.

Já na minha encarnação passada como Ruy Barbosa, eu era considerado como sendo um escritor de primeira linha, considerado por Luiz de Mattos como sendo a maior mentalidade das Américas e o primeiro grande brasileiro, e em pesquisa veiculada em revista de grande circulação nacional, a revista Isto É, eu fui considerado o maior de todos os brasileiros. Isso deve ser o suficiente para que o estimado leitor venha a compreender o porquê de eu haver reencarnado para explanar o Racionalismo Cristão, pois que descrever a obra transcendental de Luiz de Mattos, complementada pelos seus seguidores, é trabalho para aqueles que sabem manejar com destreza a pena, em prol da nossa humanidade. Em sua obra Como Cheguei à Verdade, as páginas 181 e 182, Maria de Oliveira nos dá uma ideia precisa acerca daquele que tem a missão de descrever a obra de Luiz de Mattos, quando assim se expressa:

Em 1910, com 50 anos de idade e um grande acervo de realizações — produto de sua invulgar inteligência e das nobres qualidades morais e materiais que possuía —, essa figura ímpar, extraordinária, despertando para a missão que lhe trouxe à Terra, não se poupou às maiores lutas e canseiras, para legar à humanidade esse tesouro de inavaliável valor, que é o Racionalismo Cristão.

Entrega-se todo ao trabalho de investigação e pesquisa da Verdade sobre a vida. Como instrumento das Forças Superiores, analisa a obra de Jesus Cristo e, num trabalho extenuante e transcendental, codifica o Racionalismo Cristão.

DESCREVER A OBRA CICLÓPICA DO INSIGNE MESTRE, É TRABALHO PARA GIGANTES DA PENA (grifo e realce meus)”.

Além da explanação do Racionalismo Cristão e outros, eu tenho os meus ideais a serem fixados na face da Terra, com os meus pensamentos estando voltados para a realização dessa sublimidade, que é justamente estabelecer a produção da amizade espiritual entre os seres humanos, fazendo emergir a solidariedade fraternal, com a consequente formação de um Estado Mundial. Eu tenho a plena convicção que um dia os meus pensamentos serão concretizados, pois acredito que nenhum ser humano, em plena consciência, poderia ser contra a esses meus pensamentos. Humberto Fecher, em sua obra Perspectivas Perante a Inteligência Universal, a página 41, vem confirmar inteiramente a esses meus dizeres, quando afirma o seguinte:

As leis de causa e efeito determinam que não existe efeito sem causa… Atos ou pensamentos ocorridos em qualquer tempo vão se concretizar algum dia, podendo não serem exatamente como a pessoa pensou e por isso passam despercebidos. Em um futuro próximo ou distante, aquele pensamento ou aquela vontade acaba se concretizando (grifo meu)”.

OUTROS AUTORES TAMBÉM PREPARARAM A ENCARNAÇÃO DO ANTECRISTO

Certa vez, quando ainda namorava com a minha ex-esposa, eu tive uma desavença com uma das minhas cunhadas, sua irmã, que sempre implicava comigo. Tudo começou quando dois primos meus foram à casa da minha então namorada e me convidaram para sair com eles. Eu respondi que ia sim, tão logo desse 22:00 horas, pois ainda eram umas 19:30 horas. A minha então namorada iniciou logo uma briga, ocasião em que entrei na casa e bati o portão de ferro com certa força. Uma das suas irmãs disse com grosseria que eu não estava na minha casa para bater o portão daquela maneira. Eu então bati o portão com mais força ainda. Foi então que essa minha cunhada, que estava sentada ao lado do namorado, disse algumas grosserias para mim. Eu então lhe disse para calar a boca, caso contrário lhe daria um tapa na cara. Ela sorriu com ironia e com certo desdém, dizendo “Pois dê!”. Eu de imediato lhe esbofeteei o rosto, sem leveza, mas sem a força suficiente para lhe machucar. Ela continuou a me dizer grosserias. Eu então lhe disse novamente para calar a boca, caso contrário lhe daria um outro tapa na cara. Ela novamente me desafiou, pelo que levou outro bofete no rosto com a mesma intensidade. O namorado dela se levantou e veio em minha direção, pelo que eu lhe disse: “Não venha não, então você apanha também”. Ele simplesmente exclamou: “Você é louco!”. Eu então lhe disse que de há muito que ela vinha fazendo grosserias comigo, e que aquilo era a gora d’água. Ele então voltou para o lado da namorada. Lá pelas 22:00 horas, os pais delas chegaram, ocasião em que a minha cunhada voltou a chorar e entrou na casa atrás dos pais, para contar o ocorrido. Nessa ocasião, eu já me encontrava na calçada sentado na minha motocicleta 350 cilindradas, quando disse para a minha então namorada: “Se o seu pai vier me desacatar, apanha também”. Mas ele não veio, talvez porque já tivesse presenciado por diversas vezes as grosserias da filha para comigo. Eu, então, liguei a motocicleta e saí em disparada pela Rua Barão de Aratanha, rumo à Av. 13 de Maio. Da primeira marcha eu passei direto para a terceira, tão grande era a velocidade. Quando cheguei em frente a uma churrascaria chamada de O Gaúcho, com uma velocidade não inferior a 120 k/h, deparei-me com um carro parado na pista há cerca de uns 5 metros. Não daria tempo para brecar e nem desviar, pois que era uma armadilha preparada pelo astral inferior para me desencarnar. Nesse mesmo instante, uma força invisível desviou a motocicleta para o lado esquerdo, fazendo com que eu ultrapasse o veículo que se encontrava parado, e continuasse a minha trajetória.

Na ocasião eu fiquei apenas intrigado com o acontecido, sem compreender como fui desviado de um veículo que se encontrava parado no meio da pista, mas depois eu pude compreender que isso foi obra do Astral Superior, pois que dada a importância da minha missão neste mundo, eu não poderia ser desencarnado naquele momento. Quem explica isso é Platão, que foi uma das encarnações de Jesus, o Cristo, quando em sua obra Cartas, ele vem afirmar o seguinte:

“… aquele que aspira ao bem supremo, para si e para a cidade, por mais que sofra, nada lhe pode acontecer que não seja justo e belo (grifo meu)”.

A nossa humanidade ainda vive na fase da imaginação, raciocinando através das representações de imagens, o que torna irreal todo o viver humano, uma vez que a realidade somente poderá ser auferida quando a verdade em união, irmanação, congregação, com a sabedoria, prevalecerem neste mundo, fazendo emergir a razão. Daí a razão pela qual eu reencarnei neste nosso mundo-escola, imbuído dos mais elevados ideais, mostrando ao mundo como se pode adquirir e completar verdadeiramente a moral, para decretar o final de A Era da Verdade e estabelecer o início de A Era da Razão, quando então a nossa humanidade poderá finalmente deixar aos poucos de imaginar, passando a viver a realidade da vida, com base na espiritualidade. Lange conseguiu prever a esta minha encarnação, quando em sua obra História do Materialismo, volume II, parte IV, capítulo IV, vem nos dizer o seguinte:

Quando uma era nova deve começar e uma era antiga desaparecer (grifo meu), é preciso que duas grandes coisas se combinem: uma ideia moral capaz de inflamar o mundo e uma direção social bastante poderosa para elevar de uma grau considerável as massas oprimidas. Isto não se opera com o frio entendimento, com sistemas artificiais. A vitória sobre o egoísmo que quebra e isola, e sobre o gelo dos corações que mata, não será alcançada senão por um grande ideal que aparecerá como ‘um estrangeiro vindo de outro mundo’, o qual, exigindo o impossível, fará sair a realidade fora dos seus eixos (grifo meu)”.

Todos os credos, que o povo chama de religiões,  e seitas, devem desaparecer da face da Terra, para dar lugar ao Racionalismo Cristão, que contém a verdade prometida por Jesus, o Cristo, e que agora está sendo complementado pela sabedoria, alcançando assim a razão, pois não se pode suprir do povo a faculdade de religação a Deus e ao Astral Superior. O Racionalismo Cristão em sua forma de doutrina não logrou êxito em conquistar adeptos, pois como Luiz de Mattos afirmou nós não queremos quantidade, mas sim qualidade. De qualquer maneira, as grandes mentalidades do mundo anunciaram o meu retorno a este mundo, como é o caso do grande saperólogo Farias Brito, que em sua obra Finalidade do Mundo – 1º. Volume, as páginas 178 e 179, vem nos dizer da seguinte maneira:

“… o kantismo, como diz Schopenhauer, eliminou da filosofia o teísmo, mas exige em todo o caso a conservação da lei moral infinitamente pura da nossa religião (leia-se credo, digo eu), como um meio indispensável para assegurar a ordem moral, ao passo que a crítica psicológica e histórica sustenta em princípio e demonstra pelos fatos a morte de todas as religiões (leia-se credos, digo eu) atuais, inclusive o catolicismo.

Em verdade as religiões (leia-se credos, digo eu) estão mortas, mas o que não pode morrer é a religião em si mesma, isto é, o sentimento religioso, porque constitui a essência mesma da natureza humana, de onde se segue como consequência inevitável a necessidade da criação de uma religião nova (o Racionalismo Cristão, no sentido de religação a Deus e às Forças Superiores, digo eu).

E esta há de vir… Pode suceder também que nasça… no momento oportuno, de algum canto obscuro da Terra, e anunciando esse grande ideal a que se refere Lange, aquele que ‘aparecendo como um estrangeiro vindo de outro mundo e exigindo o impossível, fará sair a realidade fora dos seus eixos’. Mas como quer que seja, há de vir, NEM ESTÁ LONGE A ÉPOCA DA SUA APARIÇÃO (grifo e realce meus).

Era ideia sustentada pelos mais nobres pensadores, de que se orgulha a história da humanidade, que enquanto essa nova religião não viesse, dando origem a uma nova ordem social que permita ao pobre, ao desgraçado sentir que é homem entre os homens, não se deveria ter pressa em combater a fé, a fim de não recorrer a um remédio, como diz Lange, pior do que o mal”.

Eu encarnei neste mundo como cientista, realizando experiências das mais diversas naturezas, utilizando este mundo como sendo o meu grande laboratório, depois passei a ser um saperólogo, compreendendo e criando experiências físicas acerca da sabedoria, inclusive me elevando ao Espaço Superior para lá perceber e captar os conhecimentos metafísicos acerca da verdade, para comprovar experimentalmente a essa possibilidade realizada pelos veritólogos, quando então me tornei um ratiólogo. Como ratiólogo, eu uni, irmanei, congreguei, os conhecimentos metafísicos acerca da verdade com as experiências físicas acerca da sabedoria, alcançando o Saber, por excelência. Entretanto, eu não posso reunir todas a teorias científicas em uma só, pois que são inúmeras, mas, de qualquer maneira, eu consegui realizar a verdadeira teoria atômica, algo que muitas mentalidades adiantadas tentaram e não conseguiram, desfazendo a ilusão da existência da matéria, pois somente os seres habitam o Universo, inclusive os seres atômicos, além de outras teoria científicas, como, por exemplo, que o Sol é composto das propriedades da Força e da Energia, e não de átomos, como julgam os cientistas. Em relação ao assunto, Alfred J. Ayer, em sua obra As Questões Centrais da Filosofia, a página 15, diz o que se segue:

O que se espera do nosso metafísico não é apenas que ele reúna todas as teorias científicas de sua época, mas que em seguida as integre em uma visão do mundo (grifo meu). Ele tem de entender o ideal hegeliano de unificar nossos vários fragmentos de conhecimento em uma síntese superior (grifo meu). Mas o problema que emerge daí é que não fica de modo algum claro o que tal visão do mundo poderia significar”.

Normalmente os seres humanos só aceitam as experiências realizadas em laboratórios, ignorando completamente que este nosso mundo-escola é um grande laboratório, do qual eu me utilizei para realizar as minhas experiências científicas, por isso todas as experiências são válidas para curtir o nosso espírito, sejam elas prazerosas ou dolorosas, mas elas não podem ser confundidas com as experiências físicas acerca da sabedoria, que somente podem ser criadas quando o espírito consegue se transportar ao Tempo Futuro. Alfred J. Ayer, nas mesma obra, a página 61, vem nos dizer o seguinte:

“… nossos modos de interpretar a experiência podem mudar profundamente (grifo meu). Não podemos seguramente supor que o nosso aparato existente de conceitos não será em última análise encarado como necessitando de reforma radical. Há, no entanto, uma restrição que se não aplica às extensões as quais essas reformas podem alcançar, aplica-se pelo menos ao ponto a partir do qual eles podem ter início. Se alguém deseja nos convencer que tem uma maneira melhor de descrever o mundo, ele tem de nos torná-lo inteligível, e isso significa que ele tem de relacioná-la a conceitos que já temos. Não apenas isso, mas a necessidade de um sistema diferente não será reconhecido a menos que estejamos convencidos de que o nosso sistema atual não funciona tão bem, e por isso precisa ser criticamente examinado com os recursos da ciência e da Filosofia. Isso não corresponde a dizer que a Filosofia está restrita à prática da análise conceitual, mas é tão somente aí que ela pode proveitosamente começar”.

Os estudantes de Filosofia viviam às cegas, pois que ignoravam completamente as naturezas da nossa inteligência. Os três tratados superiores vieram para suprir a essa lacuna, em que a Veritologia trata dos conhecimentos metafísicos acerca da verdade, a Saperologia trata das experiências físicas acerca da sabedoria, e a Ratiologia trata da coordenação de tudo isso. Com isso, haverá uma revolução social, o atual caos social em que vivemos atualmente está sendo demolido pelo esclarecimento espiritual da nossa humanidade, para que todos possam abandonar a fase da imaginação em que ainda se encontram e possam adentrar na fase da razão, em que nela os meus ideais deverão preponderar. Uma das primeiras coisas que providenciei em meus escritos, foi destronar os deuses que eram adorados pelos credulários, como Jeová, o deus bíblico, e Alá, o deus alcorânico, para que no lugar desses impostores possa ser retificada a presença do verdadeiro Deus. Huberto Rohden, em sua obra O Pensamento Filosófico da Antiguidade, a página 9, afirma o que se segue:

Deve o estudante de Filosofia se revestir de uma frígida objetividade, de uma couraça de racionalidade serena, calma, neutra, imparcial, na certeza de que as folhas de outono que violentas rajadas lhe arrancarem passarão a ser substituídas, na primavera, por folhas novas e mais belas, precursora de flores e frutos abundantes. É necessário que se realize essa impiedosa demolição ideológica, para que um edifício mais sólido e belo possa surgir, aos poucos, no meio das ruínas. Não se esqueça ele, todavia, que não se demole para demolir, mas sim para construir. A demolição não é um fim em si, mas um meio para outro fim superior. Toda evolução é precedida de uma espécie de revolução. Se nunca ninguém dissesse senão aquilo que outros disseram, nenhum progresso seria possível, e a humanidade marcaria passo, eternamente, no mesmo plano horizontal.

É possível que a Filosofia afaste um estudante do seu Deus — mas não de Deus; esse seu Deus não passa, talvez, de um pseudoDeus, que tem de ser destronado para que o Deus verdadeiro, o Deus da Verdade Absoluta, possa lhe tomar o lugar (grifo meu)”.

No tópico 12.08- O gênio, contido em Prolegômenos, foi devidamente explanado que o gênio não existe, o que existe, na realidade, é a evolução espiritual, em que aqueles espíritos mais esforçados galgam posições que os demais não conseguem galgar. Eu quero com isso dizer que não sou nenhum gênio, mas consegui alcançar a posição evolutiva de um dos dois expoentes da nossa humanidade, notadamente porque me espiritualizei. É somente na espiritualidade que o ser humano consegue fazer sobressair todo o seu talento, e o talento das letras eu trouxe cá comigo desde a minha encarnação passada como Ruy Barbosa, e agora, como ratiólogo, o meu espírito alcança coordenadas universais que até hoje nenhum ser humano alcançou, é como se eu escutasse a música tocada pela orquestra universal.

Por isso, tudo o que escrevo deve calar na consciência daqueles que são dotados da boa vontade, pois que todos os seres humanos que aqui se encontram planejaram as suas encarnações quando em plano astral, antes de reencarnarem, então tudo aquilo que eu escrevo lhes vêm de reminiscências distantes, justamente no que se refere às obrigações e aos deveres a serem cumpridos neste mundo, pois que todos reencarnaram para serem antecristãos, já que para se tornarem cristãos, apenas quando do meu retorno da humanidade que nos segue na esteira evolutiva do Universo, já na condição do nosso Cristo. Leiam a seguir o que dizem Umberto Padovani e Luís Castagnola, em sua obra conjunta A História da Filosofia, as páginas 18 e 19, e meditem sobre as suas palavras:

“… as palavras de um Gênio, nos vem uma reminiscência… de termos concebido, nós próprios, vagamente, em nossa remota adolescência, aquele mesmo pensamento a que o Gênio agora se refere, sem que, todavia, tivéssemos tido a arte ou a coragem de revesti-lo de forma e expressão. E em verdade os grandes homens falam conosco unicamente quando temos ouvidos e alma para ouvi-los (grifo meu); unicamente quando existem em nós pelo menos as raízes daquilo que neles floresce. Tivemos também a experiência que eles tiveram, mas não extraímos dessa experiência o seu segredo e sutil significação: não somos sensíveis aos sons harmônicos da realidade que zoaram junto a nós. O gênio ouve esses sons quase imperceptíveis, como a música das esferas; o gênio sabe o que Pitágoras quis dizer ao afirmar que a filosofia é a mais bela das músicas.

Ouçamos, por consequência, esses homens, dispostos a perdoar seus passageiros erros e ávidos de aprender as lições que ansiosamente eles desejam ensinar (grifo meu). ‘Sê ponderado’, disse Sócrates, já velho, a Críton, ‘e não te preocupes com que sejam bons ou maus os mestres de filosofia, e sim, pensa unicamente na própria filosofia. Esforça-te por examiná-la bem e sinceramente; se for má, procura arredar dela os homens, mas se for o que acredito que ela é, segue-a, e serve-a e regozija-te (grifo meu)”.

Ao final desta parte, levando em consideração que tanto o Racionalismo Cristão como outros autores me ajudaram a levar adiante esta minha encarnação, em que nela eu explano a doutrina racionalista cristã e fixo os meus ideais na face da Terra, além de haverem previsto e ansiarem pelo meu retorno a este mundo, sem falsa modéstia, trago para mim as palavras que Will Durant utilizou para Spencer, em sua obra História da Filosofia, a página 331, quando o maior historiador da raça assim se expressa:

“… o mundo estava a clamar por um cérebro assim; um cérebro que pudesse transformar a congérie dos fatos em uma ordem humana de clareza cegante — e o serviço que ele prestou à sua geração sobrepuja de longe todas as suas falhas. Se aqui o pintamos com franqueza é porque amamos melhor um grande homem quando lhe conhecemos todos os fracos (grifo meu) — e dele desconfiamos quando nos é apresentado como o suprassumo da perfeição”.

A MINHA PRIMEIRA GNOSIOLOGIA

Antes de mais nada, vale aqui ressaltar que esta gnosiologia foi preparada para mim pelo Astral Superior, para que através dela eu pudesse mensurar toda a minha coragem e toda a minha ética, em face das circunstâncias por que estava passando, assim como também demonstrar a imensa importância da minha missão planejada em plano astral, tal como se eu não pudesse falhar em nenhuma hipótese.

Estava eu dirigindo o carro da minha genitora, estando ela ao meu lado, em direção à casa racionalista cristã, filial de Fortaleza – CE, quando de repente tudo começou a rodar na minha frente. Desci do carro, estando me sentindo como se estivesse sozinho no inferno, em que todas as pessoas que se encontravam ao meu redor não passavam de demônios, tendo a minha mãe como sendo o próprio Diabo em pessoa, sendo ela a chefe do inferno, a maioral do antro infernal. Para mim, tudo era real!

E agora eu pergunto: o que faria o estimado leitor se de repente se visse nessa situação? Com certeza ficaria com medo, clamando por Deus em desespero!

Mas eu não tive o mínimo de medo, e muito menos gritei em desespero, clamando por Deus, pelo contrário, a minha coragem falou mais alto, ocasião em que o meu espírito preparou o meu corpo carnal para a realização de grandes feitos, produzindo em grande quantidade a adrenalina, quando então o meu pensamento era de me apoderar do antro infernal, tornando-me o senhor do inferno, pois que para mim muitos anjos haviam vindo do céu para cumprir com uma missão na Terra, mas que todos haviam fracassado em suas missões, ficando decaídos nas trevas, e eu tinha que resgatar a todos eles, pois que me julgava como sendo o último dos anjos enviados para vencer ao Diabo.

Olhando para a minha mãe como se fosse o próprio Diabo em pessoa, dirigi-me a ele no intuito de provocar um combate mortal, quando então, ao me sair vencedor, todos os demônios teriam que me obedecer, tornando-me o senhor do inferno. Mas ele, logicamente, não me atacou. Então eu lhe dei uns dois tapas na cara para que ele reagisse e me atacasse, quando então eu poderia liquidá-lo. Mas ele novamente não me atacou. Então eu o considerei como vencido, pois que a minha ética não permite que eu ataque a quem não oferece resistência.

Mas faltava ainda dobrar aos demônios, fazer com que eles a partir daquele momento me obedecessem e me vissem como sendo o chefe. Então tentei atacar alguns transeuntes, que para mim era demônios, mas todos correram, quando então eu já ia me dando por satisfeito, julgando-me o chefe. Mas na esquina do prédio em que ficava o apartamento da minha mãe, na Rua Barão de Aracati, havia uma oficina, em que um dos mecânicos ficou parado, olhando fixamente para mim. Eu, então, considerei que ele não queria me obedecer, ocasião em que lhe desferi um potente soco, fazendo-o ir ao solo. Ele se levantou e fez a menção de me atacar. Eu me julgava invulnerável. Assim, ofereci-lhe o rosto para que ele batesse com toda a sua força, o que ele fez em seguida, sem que eu sequer acusasse o golpe recebido, mantendo-me na mesma posição, pronto para receber mais um golpe. Nessa ocasião, alguém que estava ao lado disse que ele não fizesse mais aquilo, pelo que ele recuou, com a expressão admirada de quem era bastante forte para desfechar um soco tão violento em alguém, e este alguém sequer recuasse um milímetro ante o impacto causado.

Após esse acontecimento, eu adentrei no prédio, subindo em um dos carros que estavam parados no estacionamento, desafiando a todos para um combate mortal, mas todos se encontravam apavorados com a minha atitude, e ninguém se atreveu. A seguir, eu subi para o apartamento da minha mãe, onde lá se encontravam a minha esposa e a minha filha, quando então eu falei algo relacionado com a minha atitude.

Após me acalmar, fui conduzido a um dos portões da garagem do prédio que dava para a rua, quando então uma viatura da polícia militar me aguardava do lado de fora. Os policiais, então, algemaram-me, fizeram-me entrar na viatura, e me conduziram a um hospital psiquiátrico, onde lá eu passei uma temporada.

E vejam só, apesar disso eu me considero o espírito da razão!

A MINHA SEGUNDA GNOSIOLOGIA

Eu já havia iniciado os meus estudos transcendentais à noite, mas algo me dizia que eles não eram suficientes para as minhas pretensões, pois que precisava de tempo integral. Então resolvi mandar a minha esposa e a minha filha para a casa da minha sogra, em Juazeiro do Norte – CE, vendendo o carro que a minha mãe havia me presenteado e utilizando o recurso para a manutenção dos meus familiares no interior do Estado.

A seguir, mudei-me para um pequeno sótão que ficava na casa da minha ex-esposa, cuja casa eu a presenteei tempos depois, pois que com a separação, metade era dela e metade era minha. Assim, como hóspede da minha ex-esposa, dei início aos meus estudos transcendentais, estudando e escrevendo dia e noite.

À medida em que eu ia me aprofundando nos estudos, cada vez dormia menos, chegando a varar as madrugadas em minhas elucubrações, até que passei a estudar e a meditar vinte e quatro horas por dia, sem um segundo sequer de repouso. Então percebi que tinha de repousar um pouco, mas a ânsia pelos estudos e pela meditação impediam que eu dormisse. O meu filho mais velho, que morava com a sua mãe, tomava um quarto de um comprimido para dormir, que não me recordo o nome do remédio. Eu, então, tomei logo dois comprimidos, esperando dormir toda a madrugada. Ledo engano. Em menos de duas horas acordei, tendo urinado na rede em que dormia. Levantei-me, tomei um banho, e prossegui nos meus estudos e meditações.

E assim continuei nos dias seguintes, estudando e meditando sem parar. Foi nessa ocasião que eu consegui estabelecer os vinte termos da evolução humana, assim como os três tratados superiores: A Veritologia, que tem como filhas as religiões; a Saperologia, que tem como filhas as ciências; e a Ratiologia, que tem como filhas as religiociências. Esse foi o grande passo que eu dei para me tornar um ratiólogo e explanar o Racionalismo Cristão.

Certa noite, o cérebro não conseguiu suportar a tremenda pressão que o meu espírito fazia sobre ele, travando por completo, quando então eu passei a delirar. Em meu delírio, eu me via pilotando uma imensa nave, sem que tivesse qualquer prática de pilotagem, mas sendo ajudado por Luiz de Mattos, que me auxiliava nas manobras.

De repente, não mais que de repente, eu passei a me considerar como sendo o próprio Cérbero, que na mitologia grega era um cão de três cabeças, que nessa minha posição eu considero serem os três órgãos mentais: o criptoscópio, o intelecto e a consciência; mas, ao contrário do cão mitológico, que guardava a entrada do mundo inferior, o reino subterrâneo dos mortos, deixando as almas entrarem, mas jamais saírem, eu não permitia que ninguém entrasse na casa, atacando a quem adentrasse no território que julgava ser somente meu. Assim, eu atirei do sótão para o chão da sala  todos os objetos que se encontravam ao meu redor, com a exceção do notebook, onde se encontravam armazenadas todas as minhas anotações. Foi tão intenso o travamento do meu cérebro, que eu cheguei inclusive a latir fortemente como um verdadeiro cão, fato este que me custou um problema nas cordas vocais.

O ajudante da minha ex-esposa, que cuidava do jardim e fazia outros serviços gerais, ao adentrar na casa, ficou frente a frente comigo, quando então eu fiz menção de atacá-lo, tendo ele saído correndo aos gritos, dizendo: “Ai, ai, ai, meu Deus!”. Retornei ao sótão e lá fiquei, observando se alguém ousava adentrar na casa. Em uma dessas ocasiões, o meu irmão Jansen adentrou na casa e se sentou na sala, esperando ter uma conversa amigável comigo, mas eu desci às pressas com a intenção de atacá-lo, quando então ele se retirou correndo para a rua. Mas o fato é que, felizmente, eu não cheguei a atacar a quem quer que fosse, com todos se conservando fora da casa, quando então chamaram os bombeiros, que eram especializados nesse tipo de ocorrência.

Estava eu na entrada lateral da casa, quando avistei um homem de camiseta vermelha parado olhando em minha direção, que para mim não passava de um espírito quedado no astral inferior, então antes que eu o atacasse veio outro por trás e me segurou pelo pescoço, eram os bombeiros, que em número de mais ou menos quatro homens me imobilizaram e me amarraram, levando-me para uma ambulância, que me conduziu a um hospital psiquiátrico, onde fiquei internado por algum tempo.

E vejam só, apesar disso eu me considero o espírito da razão!

 

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