13.01.21- Conclusão

A Era da Verdade
27 de abril de 2020 Pamam

Terminada a leitura desta obra, impõe-se uma pergunta: como se comportará o leitor diante dos esclarecimentos que recebeu? Estará disposto a recapitular as suas partes mais importantes, pelo menos, para penetrar, para apreender, para sentir melhor ainda as leis, os princípios e os preceitos da vida, os fundamentos pelos quais ela é regida?

Terá dado a esta obra a importância, o valor, o apreço que lhe são devidos? Irá mantê-la na mesa de cabeceira para consulta diária, ou a relegará, como qualquer romance que tenha lido para passar o tempo, ao esquecimento, no fundo da estante?

O mal maior do mundo reside, precisamente, na indiferença com que os problemas sérios da vida são tratados. A mente, que tanto evolui com o exercício constante do raciocínio, é pouco solicitada pelos seres humanos, por estarem estes habituados a aceitar, sem maior exame, explicações que nada explicam a respeito dos porquês da vida, porque o obscurantismo credulário, impotente para prestar qualquer esclarecimento sério, diz aos seus adeptos serem misteriosos e impenetráveis os decretos divinos que a regulam.

Não há no Racionalismo Cristão — é bom insistir — interesses de natureza material a proteger. Dirigentes e auxiliares da Doutrina vivem do produto do seu trabalho honrado. Nela aprendem a disciplinar a atividade material e a espiritual para que uma não colida com a outra, e se sentem felizes por poderem prestar ao semelhante uma contribuição que também receberam quando tiveram a felicidade de entrar em contato com o Racionalismo Cristão.

Estarão os seres humanos em condições de assimilar os ensinamentos desta Doutrina, para pô-los em prática no seu viver cotidiano? Claro que não. A maioria não admite, ainda, a vida sem proteção. Uma vida regida por leis espaciais, princípios temporais e preceitos universais que a ninguém especialmente distinguem nem concedem privilégios ou favores a quem quer que seja, é difícil ser concebido por aqueles que trazem gravada na retina a imagem mental dos deuses e santos que povoaram a sua infância, levados pelas mãos dos pais ou preceptores.

Diz-se que os tempos são chegados para o despertar da nossa humanidade. Observa-se, porém, uma acentuada prevalência dos valores materiais sobre os espirituais.

A juventude começa a repelir — e com razão — a ideia do céu e do inferno em um Universo que a pesquisa científica se empenha em desvendar. E ao observar o logro multissecular de que tem sido vítima, com facilidade se deixa influenciar pelas perigosas seduções do materialismo ou das superstições místicas, correndo o risco de substituir um mal menor por outro maior.

Poderá o leitor imaginar o que seria o mundo atual se os templos de todos os credos, ao invés de ensinarem a pedir, a rezar e a adorar, ministrassem aos seres humanos os esclarecedores princípios contidos nesta obra para uma vida sã e eficiente?

Será capaz de fazer ideia do que significaria para a nossa humanidade a transformação desses templos em escolas de alto espiritualismo?

Aprender o ser humano a confiar em si mesmo, na ação da vontade e na força prodigiosa, imensurável do pensamento, eis o principal problema da vida!

Como se desenvolveria nele a capacidade criadora! E com que esplêndido material contaria para o aprimoramento dos atributos morais e éticos e de uma personalidade reta, conscienciosa, indobrável e viril!

* * * * *

Os erros do sectarismo credulário relacionados com a vida espiritual, por terem raízes muito profundas, não são fáceis de extirpar.

Atenta-se para o fato de haverem eles gerado ódios tão grandes entre os homens, que os têm levado a cometer, uns contra os outros, as mais estarrecedoras violências e atrocidades.

Somente o conhecimento da vida espiritual e da origem comum de todos os seres, dará ao homem forças para abrir novos horizontes na Terra, através dos quais a nossa humanidade poderá encontrar os caminhos que a levarão às sonhadas paz e fraternidade e à construção de um mundo só.

É voltado para o mais alto interesse humano que o Racionalismo Cristão trabalha.

E esta obra foi escrita unicamente com esse objetivo. Oxalá estejam os que a lerem em condições de absorver os seus utilíssimos ensinamentos.

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